DOXORRUBICINA

ASTA MEDICA ONCOLOGIA

Atualizado em 08/12/2014

Composição da Doxorrubicina

cada frasco-ampola de 50 mg contém: cloridratode doxorrubicina 50 mg, lactose1 250 mg. Cada frasco-ampola de 10 mg contém: cloridrato de doxorrubicina 10 mg, lactose1 50 mg.

Posologia e Administração da Doxorrubicina

o esquema de dosagem depende do tipo de tumor2, função hepática3 e rotina de quimioterapia4. A dose cumulativa máxima de 550 mg/m2 não deve ser ultrapassada. O esquema de dosagem comumente utilizado é de 60-75 mg/m2 como injeção5 intravenosa única administrada em intervalos de 21 dias. A dose menor deve ser administrada a pacientes com reservas medulares inadequadas devido à idade avançada, terapia prévia ou infiltração neoplásica6 da medula7. Um esquema alternativo de dosagem é a administração intravenosa de 20-30 mg/m2 durante 3 dias consecutivos, repetidas a cada 3 ou 4 semanas. Outro esquema de dosagem, que tem produzido uma menor incidência8 de cardiotoxicidade, é a administração de doses semanais de 20 mg/m2. A dosagem deve ser diminuída se outra droga citostática é utilizada. Se o paciente recebeu irradiação mediastinal, tem doença cardíaca concomitante ou é tratado com outras drogas oncolíticas cardiotóxicas, não antraciclínicas, é recomendável a utilização de uma dose máxima cumulativa de 450 mg/m2. A dosagem de doxorrubicina deve ser reduzida se a bilirrubina9 estiver elevada, da seguinte forma: bilirrubina9 sérica 1,2 a 3,0 mg/dl10: administrar 1/2 da dose normal; > 3 mg/dl10: administrar 1/4 da dose normal. Para melhor empregar doxorrubicina em combinação com outros agentes mielodepressores necessita-se de ajuste de dosagem de acordo com o regime e esquema a serem adotados. Em geral, não é necessária redução da dose na insuficiência renal11. Cuidados com a administração: a doxorrubicina não deve ser administrada pela via intramuscular ou subcutânea12. O cuidado na administração da doxorrubicina diminui a chance de infiltração perivenosa e também a chance de reações locais, tais como, urticária13 e o aparecimento de uma faixa eritematosa14. Na administração intravenosa de doxorrubicina, pode ocorrer extravasamento com ou sem sensação conjunta de picadas e queimação, mesmo se o sangue15 retornar bem na aspiração com a agulha de infusão. Se ocorrer qualquer sinal16 ou sintoma17 de extravasamento, a injeção5 ou infusão deve ser imediatamente interrompida e reiniciada em outra veia. Infiltração perivenosa pode ocorrer sem dor. Há relatos de que a infiltração local de corticosteróide injetável e irrigação com soro18 fisiológico19 ou solução de bicarbonato de sódio (8,4%) diminui com sucesso a reação local. Por causa da natureza progressiva das reações de extravasamento, a área da injeção5 deve ser freqüentemente examinada, bem como deve também ser verificada a necessidade de cirurgia plástica. Se houver início de ulceração20, deve-se considerar a excisão ampla e precoce da área envolvida. Recomenda-se que a doxorrubicina seja administrada vagarosamente dentro de um tubo de infusão intravenosa com soro18 fisiológico19 ou soro18 glicosado a 5%. O tubo deverá estar ligado a um Butterfly(r), inserido preferencialmente numa veia de grande calibre. Se possível, evitar veias21 que estejam sobre as articulações22 ou nas extremidades e que apresentem circulação linfática23 ou venosa comprometidas. A velocidade da administração dependerá do tamanho da veia e da dosagem, entretanto, a dose deve ser administrada em não menos que 3 a 5 minutos. O aparecimento de uma faixa eritematosa14 ao longo da veia, bem como rubor facial, podem ser indicativos de uma administração demasiado rápida. Para pacientes24 com risco grande de cardiotoxicidade deve-se considerar, preferencialmente, um tratamento com infusão contínua em 24 horas ao invés de injeção5 intravenosa in bolus25, desta forma a freqüência do aparecimento de cardiotoxicidade pode ser diminuída sem a redução da eficácia da terapia. Nestes pacientes, a fração ejetora deve ser medida antes de cada tratamento. Dosagem infantil: quando a doxorrubicina é utilizada como droga única, a dose de 75-90 mg/m2 é recomendada. A mielotoxicidade é mais precoce, atingindo o seu nadir 10 a 12 dias após o início do tratamento, porém é comumente seguida de rápida recuperação devido à grande reserva medular existente em crianças comparativamente à dos adultos. A droga pode ser administrada por injeção5 intravenosa in bolus25 ou por infusão contínua. Injeção5 intravenosa in bolus25 causa um maior pico de concentração plasmática e, portanto, é provavelmente mais cadiotóxico. O risco de cardiomiopatias aumenta em doses cumulativas maiores que 550 mg/m2. A administração de doxorrubicina deve ser monitorizada por eletrocardiografia, ecocardiografia e curva do pulso da carótida: quando houver uma redução na voltagem da onda QRS em cerca de 30% ou ocorrer um encurtamento da fração em 5% é recomendado o término do tratamento. No caso da existência de doenças cardíacas ou irradiação prévia do coração26, doses cumulativas maiores que 400 mg/m2 devem ser evitadas. Deve-se utilizar doses de doxorrubicina de 50-75 mg/m2 em tratamentos utilizando combinação com outras drogas oncolíticas, sendo que a mielossupressão pode ser mais pronunciada devido ao efeito aditivo das drogas. Carcinoma27 superficial da bexiga28 e carcinoma27 in situ29 da bexiga28: a dose de doxorrubicina recomendada é de 50 mg em 50 ml de soro18 fisiológico19, administrada via um cateter estéril. Inicialmente, esta dose deve ser dada semanalmente, após algum tempo mensalmente. Ainda não se conseguiu determinar a duração ideal do tratamento, sendo que esta está entre 6 e 12 meses. Restrições quanto à dose máxima cumulativa, como ocorre para a administração intravenosa, não se aplicam à administração intravesical, pois a absorção sistêmica da doxorrubicina é insignificante. Preparação da solução: doxorrubicina injetável, frasco-ampola com 10 mg e 50 mg, deve ser reconstituída com 5 ml e 25 ml, respectivamente, de soro18 fisiológico19 ou água estéril para injeção5, resultando em uma concentração final de 2 mg/ml de doxorrubicina. Se for utilizada água estéril para injeção5 na reconstituição, a solução resultante deve ser modificada para aproximadamente isotônica30 antes da injeção5, pela adição de uma quantidade apropriada de solução de cloreto de sódio (0,9%) à solução aquosa. Um volume de ar apropriado deve ser retirado do frasco-ampola durante a reconstituição para evitar excessivo aumento da pressão. Diluentes bacteriostáticos não são recomendados. Após a adição do diluente, o frasco deve ser agitado até a dissolução do conteúdo. A solução reconstituída é estável por 24 horas à temperatura ambiente e 48 horas sob refrigeração (2-8ºC). A solução deverá ser protegida da exposição direta à luz solar e qualquer porção não utilizada deverá ser descartada. Doxorrubicina não deve ser misturada com heparina ou 5-fluoruracila, pois há relatos de que estas drogas são incompatíveis podendo formar precipitados. O contato com alumínio deve ser evitado. Até que dados específicos de compatibilidade estejam disponíveis, não se recomenda a mistura de doxorrubicina com outras drogas. A doxorrubicina tem sido utilizada com outros agentes quimioterápicos aprovados. Há evidências de que alguns tipos de doenças neoplásicas31, uma combinação quimioterápica é superior a agentes isolados. Os benefícios e riscos de tal terapia ainda estão sendo avaliados. Manipulação e descarte: reações da pele32 associadas com doxorrubicina têm sido relatadas. Deve-se ter cuidado na manipulação e preparação do pó e solução, qualquer contato com a droga deve ser evitado, sendo que medidas de proteção, tais como, o uso de luvas, máscara, óculos de segurança e vestimentas adequadas devem ser tomadas. Se o pó ou solução de doxorrubicina entrarem em contato com a pele32, mucosas33 ou olhos34, deve-se lavá-los imediata e cuidadosamente com água, utilizando-se sabão para a limpeza da pele32. Durante a preparação e a reconstituição deve ser utilizada uma técnica de trabalho rigorosamente asséptica, bem como devem ser considerados os procedimentos para manipulação e descarte das drogas anticâncer. A utilização de capela de fluxo laminar é recomendada. Luvas devem ser utilizadas durante a administração da droga nos pacientes. Deve-se tomar cuidado com o descarte da droga, dada a natureza citotóxica da substância. Superdosagem: a superdosagem aguda com doxorrubicina aumenta os efeitos tóxicos da mucosite35, leucopenia36 e trombocitopenia37. Superdosagens administradas intravesicalmente podem causar cistite38 grave. O tratamento da superdosagem aguda consiste do tratamento de pacientes gravemente mielodeprimidos com hospitalização, antibióticos, transfusão39 de plaquetas40 e granulócitos41 e tratamento sintomático42 da mucosite35, sob acompanhamento do oncologista. Superdosagem crônica com doses cumulativas excedendo 550 mg/m2 aumenta o risco de cardiomiopatia e de insuficiência cardíaca congestiva43 resultante. O tratamento consiste de controle rigoroso da insuficiência cardíaca congestiva43 com digitálicos e diuréticos44. Tem-se recomendado o uso de vasodilatadores periféricos. A administração de uma dose muito alta pode causar degeneração45 miocárdica em 24 horas.

Precauções da Doxorrubicina

o tratamento inicial com doxorrubicina requer rigorosa observação do paciente e extensiva monitorização laboratorial. Recomenda-se, portanto, que os pacientes sejam hospitalizados ao menos durante a primeira fase do tratamento. Como outras drogas citotóxicas, a doxorrubicina pode induzir a hiperuricemia secundária à rápida lise46 das células47 neoplásicas31. O clínico deve monitorizar o nível de ácido úrico no sangue15 do paciente e estar preparado para utilizar medidas farmacológicas e de suporte necessárias para o controle deste problema. Doxorrubicina confere uma coloração vermelha à urina48 por 1 a 2 dias após a administração, devendo os pacientes ser alertados para a ocorrência deste fenômeno durante a terapia. Doxorrubicina não é um agente antimicrobiano. - Interações medicamentosas: a cardiotoxicidade da doxorrubicina é aumentada pelo uso prévio ou concomitante de antraciclinas, mitocina C, dacarbazina, dactinomicina e, possivelmente, ciclofosfamida. A doxorrubicina pode exacerbar as cistites hemorrágicas49 causadas pela terapia prévia com ciclofosfamida. Os efeitos usuais da radiação podem ser aumentados e o reaparecimento destes efeitos podem ocorrer durante a terapia com doxorrubicina, mesmo algum tempo após o término da radioterapia50. Indutores da enzima51 do citocromo P-450 (rifampicina e barbitúricos) podem estimular o metabolismo52 da doxorrubicina, provocando uma possível diminuição da sua eficácia. Inibidores da enzima51 citocromo P-450 (cimetidina) podem diminuir o metabolismo52 da doxorrubicina, resultando em um possível aumento de seus efeitos tóxicos.

Reações Adversas da Doxorrubicina

as toxicidades dose-limitantes da terapia são a mielodepressão e a cardiotoxicidade. Outras reações adversas relatadas são: cutâneas53: alopecia54 completa reversível ocorre na maioria dos casos. Hiperpigmentação dos leitos ungueais55 e das pregas dérmicas, principalmente em crianças e onicólise56 têm sido relatados em alguns casos. Reações que lembram alterações da pele32 à radioterapia50 prévia têm ocorrido com a administração da doxorrubicina. Gastrintestinais: náuseas57 e vômitos58 agudos. Estes podem ser aliviados por terapia antiemética. Mucosite35 (estomatite59 e esofagite60) podem ocorrer de 5 a 10 dias após a administração. O efeito pode ser grave levando à ulceração20 e representa um local de origem para infecções61 graves. O regime de dosagem consistindo da administração de doxorrubicina por três dias sucessivos resulta na maior incidência8 e gravidade da mucosite35. Ulceração20 e necrose62 do cólon63, especialmente do ceco64, podem ocorrer, levando ao sangramento ou a graves infecções61 que podem ser fatais. Esta reação tem sido relatada em pacientes com leucemia65 aguda não linfocítica tratados com um curso de três dias com doxorrubicina combinado com a citarabina. Há relatos ocasionais de anorexia66 e diarréia67. Vasculares68: flebosclerose tem sido relatada especialmente quando são usadas pequenas veias21 ou uma única veia é usada em administrações repetidas. Rubor facial pode ocorrer se a injeção5 for administrada muito rapidamente. Locais: celulite69 grave, vesicação e necrose62 tissular70 ocorrem se doxorrubicina extravasar durante a administração. Faixa eritematosa14 ao longo da veia, nas proximidades do local da injeção5 tem sido observada. Hepatotoxicidade71: pequenos aumentos das enzimas hepáticas72 foram relatados. Irradiação do fígado73 concomitante com a terapia com doxorrubicina pode causar severa hepatotoxicidade71, podendo progredir para uma cirrose74. Hipersensibilidade: há relatos ocasionais de febre75, calafrios76 e urticária13. Ocasionalmente tem sido relatada a ocorrência de anafilaxia77. A doxorrubicina influencia e potencializa a reação normal dos tecidos à radiação, existindo a possibilidade do aparecimento de reações tardias, quando a doxorrubicina é administrada algum tempo após a irradiação. Hiperuricemia: o tratamento com doxorrubicina pode induzir hiperuricemia. Outros: conjuntivite78 e lacrimação ocorrem raramente. A administração intravesical da doxorrubicina pode causar os seguintes efeitos adversos: hematúria79, irritação vesical80 e uretral81, estranguria e polaciúria. Estas reações comumente apresentam severidade moderada e são de curta duração. Cistite38 hemorrágica82 pode aparecer em alguns casos, podendo levar a uma diminuição da capacidade da bexiga28.

Contra-Indicações da Doxorrubicina

a doxorrubicina é contra-indicada nos pacientes com acentuada mielodepressão induzida por tratamento prévio com outros agentes antitumorais ou por radioterapia50. Não existem dados conclusivos que doenças cardíacas preexistentes sejam um co-fator de aumento de risco no aparecimento de toxicidade83 cardíaca induzida pela doxorrubicina. Dados preliminares sugerem que em tais casos a toxicidade83 cardíaca pode ocorrer com doses menores que o limite cumulativo recomendado. Dessa maneira, não se recomenda iniciar a terapia com doxorrubicina nestes casos. A doxorrubicina é contra-indicada também em pacientes que receberam tratamento prévio com doses cumulativas completas de doxorrubicina e/ou daunorrubicina, m-AMSA ou outros agentes cardiotóxicos conhecidos. A doxorrubicina não deve ser administrada intravesicalmente no tratamento de carcinoma27 da bexiga28 em pacientes com estenose84 uretral81 que não possam ser cateterizados. Os possíveis efeitos adversos sobre a fertilidade de homens e mulheres não foram adequadamente avaliados. Uso na gravidez85 e lactação86: não foi estabelecido o uso seguro de doxorrubicina na gravidez85. Evidências clínicas sugerem a possibilidade de efeitos adversos sobre o feto87. A doxorrubicina é excretada junto com o leite materno. A sua utilização durante a gravidez85 e lactação86 não é recomendada, porém os benefícios para as pacientes grávidas devem ser cuidadosamente pesados contra a toxicidade83 potencial para o feto87 e o embrião. Medidas de contracepção88 efetivas devem ser tomadas durante pelo menos três meses após a terapia com doxorrubicina. Efeitos sobre a habilidade para dirigir e utilizar máquinas: devido à freqüente ocorrência de náuseas57 e vômitos58, a operação de máquinas e veículos deve ser desencorajada. - Advertências: doxorrubicina somente deve ser administrada sob a supervisão de um médico experiente no uso de agentes quimioterápicos para o câncer89. A doxorrubicina não deve ser administrada pela via intramuscular ou subcutânea12. Distúrbios gastrintestinais como náusea90, vômito91 e mucosite35 são com freqüência graves e devem ser tratados apropriadamente. Na administração intravenosa de doxorrubicina pode ocorrer extravasamento com ou sem sensação de picadas ou queimação, mesmo se o sangue15 retornar bem na aspiração da agulha da infusão. Se ocorrerem quaisquer sinais92 ou sintomas93 de extravasamento, a injeção5 ou infusão deverá ser imediatamente interrompida e reiniciada em outra veia. O extravasamento resulta em severa e progressiva necrose62 do tecido94 local. Deve ser dada especial atenção à toxicidade83 cardíaca apresentada pela doxorrubicina. O risco de cardiopatias graves, irreversíveis e resistentes à terapia aumenta se a dose cumulativa máxima de 550 mg/m2 for excedida. A cardiotoxicidade pode ser encontrada várias semanas ou meses após o término da terapia com doxorrubicina. Idade acima de 70 anos ou abaixo de 15 anos e doenças cardíacas concomitantes devem ser considerados como fatores de risco. A cardiotoxicidade pode ocorrer em doses menores (400 mg/m2) que a dose cumulativa máxima recomendada em pacientes previamente tratados com outras antraciclinas ou ciclofosfamida, mitomicina C ou dacarbazina e em pacientes que receberam radioterapia50 na área mediastina. A dose total de doxorrubicina administrada ao paciente também deve levar em consideração a terapia prévia ou concomitante com compostos a ela relacionados, tais como, a daunorrubicina. Insuficiência cardíaca congestiva43 e/ou cardiopatias podem ser encontradas várias semanas após a interrupção da terapia com doxorrubicina. A insuficiência cardíaca95 não melhora com o emprego dos tratamentos de suporte atualmente conhecidos. O diagnóstico96 clínico precoce de insuficiência cardíaca95 induzida pela droga parece ser essencial para o sucesso do tratamento com digitálicos, diuréticos44, dieta hipossódica e repouso no leito. Grave toxicidade83 cardíaca pode ocorrer precipitadamente sem alterações prévias no ECG. Sugere-se que o ECG basal e outros ECGs sejam feitos antes de cada dose ou curso, após ter sido administrada uma dose cumulativa de 300 mg/m2. Alterações transitórias do ECG consistindo de achatamento97 da onda T, de depressão de S-T e arritmias98, persistindo até duas semanas após uma dose do curso com doxorrubicina, não são atualmente consideradas indicações para a suspensão da terapia com doxorrubicina. Tem-se relatado que a cardiopatia pelo uso de doxorrubicina está associada a uma redução persistente na voltagem do complexo QRS, um prolongamento do tempo de intervalo sistólico e uma redução da fração de ejeção conforme determinado pela ecocardiografia ou angiografia99 radioisotópica. Não foi confirmado ainda se algum destes testes identifica consistentemente os pacientes que estão se aproximando da dose cumulativa máxima tolerada de doxorrubicina. Se os resultados dos testes indicarem alterações na função cardíaca associáveis à doxorrubicina, o benefício da continuidade da terapia deve ser cuidadosamente avaliado contra o risco de produzir dano cardíaco irreversível. Tem-se relatado a ocorrência de arritmias98 agudas com risco de vida durante ou poucas horas após a administração de doxorrubicina. O funcionamento cardíaco deve ser testado antes, durante e após a terapia com doxorrubicina, via ECG, ecocardiografia ou determinações da fração de ejeção. Há uma alta incidência8 de depressão da medula óssea100, principalmente de leucócitos101, que requer observação hematológica cuidadosa. Com o esquema de dosagem recomendado, a leucopenia36 é normalmente transitória, atingindo o seu nadir 10 a 14 dias após seu tratamento, com a recuperação usualmente ocorrendo pelo 21º dia. Contagens de leucócitos101 baixas (1000/mm3) são esperadas durante o tratamento com doses apropriadas de doxorrubicina. Os níveis de hemácias102 e plaquetas40 também devem ser monitorizados, pois estes também podem estar deprimidos. Toxicidade83 hematológica pode requerer redução ou suspensão da dose ou adiamento da terapia com doxorrubicina. Mielodepressão grave e persistente pode resultar em superinfecção103 ou hemorragia104. Doxorrubicina pode potencializar a toxicidade83 de outras terapias anticâncer. Há relatos de exacerbação de cistite38 hemorrágica82 induzida pela ciclofosfamida e aumento de hepatotoxicidade71 da 6-mercatopurina. Têm sido relatado aumento da toxicidade83 miocárdica, das mucosas33, da pele32 e do fígado73 induzidas por radiação concomitantemente à administração de doxorrubicina. O risco de aparecimento de toxicidade83 utilizando-se as doses recomendadas de doxorrubicina é aumentado por disfunção hepática3; dessa maneira, antes de estabelecer a dosagem individual, recomenda-se avaliar a função hepática3 através de testes clínico-laboratoriais convencionais, tais como, TGO e TGP séricas, fosfatase alcalina105 e bilirrubina9. Colite106 necrotizante manifestada por tiflite (inflamação107 do ceco64), fezes sanguinolentas e infecções61 graves e às vezes fatais, têm sido associadas com uma combinação de doxorrubicina administrada por via intravenosa rápida, diariamente por 3 dias e citarabina administrada por infusão contínua, diariamente por 7 ou mais dias. O tratamento com doxorrubicina pode induzir hiperuricemia. O ácido úrico sangüíneo deve ser controlado. O paciente deve ingerir uma quantidade mínima de fluido diária de 3 l/m2 e, se necessário, um inibidor da xantinoxidase (alopurinol) deve ser administrado. Doxorrubicina e compostos afins têm demonstrado propriedades carcinogênicas e mutagênicas quando testados em modelos experimentais.

Indicações da Doxorrubicina

a doxorrubicina tem sido utilizada com sucesso no tratamento das seguintes neoplasias108: leucemia65 linfoblástica aguda, com exceção da leucemia65 linfoblástica aguda infantil de baixo risco, leucemia65 mieloblástica aguda, tumor2 de Wilms, sarcoma109 de Ewing, neuroblastoma, sarcomas dos tecidos moles e de ossos, carcinoma27 de mama110, carcinoma27 de ovário111, carcinoma27 avançado do endométrio112, carcinoma27 das células47 de transição da bexiga28, carcinoma27 da tireóide, linfomas do tipo Hodgkin e não-Hodgkin, carcinoma27 gástrico e carcinoma27 broncogênico, no qual o tipo histológico113 de pequenas células47 é mais responsivo em comparação com outros tipos celulares. A doxorrubicina tem também demonstrado resultados promissores na terapia de segunda linha em câncer89 testicular refratório e carcinomas de cabeça114 e pescoço115. Outros tumores sólidos têm também demonstrado algum grau de resposta, porém o número é limitado demais para justificar a recomendação específica. Os estudos até esta data têm demonstrado que melanoma116 maligno, carcinoma27 do rim117, carcinoma27 do intestino grosso118, tumores cerebrais e metástases119 do sistema nervoso central120 não respondem significativamente à terapia com doxorrubicina. A droga pode ser utilizada intravesicalmente no tratamento e profilaxia de carcinomas superficiais da bexiga28.

Apresentação da Doxorrubicina

caixa com 1 frasco-ampola de 50 mg e caixa com 1 frasco-ampola de 10 mg.


DOXORRUBICINA - Laboratório

ASTA MEDICA ONCOLOGIA
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Complementos

1 Lactose: Tipo de glicídio que possui ligação glicosídica. É o açúcar encontrado no leite e seus derivados. A lactose é formada por dois carboidratos menores, chamados monossacarídeos, a glicose e a galactose, sendo, portanto, um dissacarídeo.
2 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
3 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
4 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
5 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
6 Neoplásica: Que apresenta neoplasia, ou seja, que apresenta processo patológico que resulta no desenvolvimento de neoplasma ou tumor. Um neoplasma é uma neoformação de crescimento anormal, incontrolado e progressivo de tecido, mediante proliferação celular.
7 Medula: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
8 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
9 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
10 Mg/dL: Miligramas por decilitro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
11 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
12 Subcutânea: Feita ou situada sob a pele; hipodérmica.
13 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
14 Eritematosa: Relativo a ou próprio de eritema. Que apresenta eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
15 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
16 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
17 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
18 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
19 Fisiológico: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
20 Ulceração: 1. Processo patológico de formação de uma úlcera. 2. A úlcera ou um grupo de úlceras.
21 Veias: Vasos sangüíneos que levam o sangue ao coração.
22 Articulações:
23 Circulação linfática:
24 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
25 Bolus: Uma quantidade extra de insulina usada para reduzir um aumento inesperado da glicemia, freqüentemente relacionada a uma refeição rápida.
26 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
27 Carcinoma: Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
28 Bexiga: Órgão cavitário, situado na cavidade pélvica, no qual é armazenada a urina, que é produzida pelos rins. É uma víscera oca caracterizada por sua distensibilidade. Tem a forma de pêra quando está vazia e a forma de bola quando está cheia.
29 In situ: Mesmo que in loco , ou seja, que está em seu lugar natural ou normal (diz-se de estrutura ou órgão). Em oncologia, é o que permanece confinado ao local de origem, sem invadir os tecidos vizinhos (diz-se de tumor).
30 Isotônica: Relativo à ou pertencente à ação muscular que ocorre com uma contração normal. Em química, significa a igualdade de pressão entre duas soluções.
31 Neoplásicas: Que apresentam neoplasias, ou seja, que apresentam processo patológico que resulta no desenvolvimento de neoplasma ou tumor. Um neoplasma é uma neoformação de crescimento anormal, incontrolado e progressivo de tecido, mediante proliferação celular.
32 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
33 Mucosas: Tipo de membranas, umidificadas por secreções glandulares, que recobrem cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
34 Olhos:
35 Mucosite: Inflamação de uma membrana mucosa, produzida por uma infecção ou lesão secundária à radioterapia, quimioterapia, carências nutricionais, etc.
36 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
37 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
38 Cistite: Inflamação ou infecção da bexiga. É uma das infecções mais freqüentes em mulheres, e manifesta-se por ardor ao urinar, urina escura ou com traços de sangue, aumento na freqüência miccional, etc.
39 Transfusão: Introdução na corrente sangüínea de sangue ou algum de seus componentes. Podem ser transfundidos separadamente glóbulos vermelhos, plaquetas, plasma, fatores de coagulação, etc.
40 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
41 Granulócitos: Leucócitos que apresentam muitos grânulos no citoplasma. São divididos em três grupos, conforme as características (neutrofílicas, eosinofílicas e basofílicas) de coloração destes grânulos. São granulócitos maduros os NEUTRÓFILOS, EOSINÓFILOS e BASÓFILOS.
42 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
43 Insuficiência Cardíaca Congestiva: É uma incapacidade do coração para efetuar as suas funções de forma adequada como conseqüência de enfermidades do próprio coração ou de outros órgãos. O músculo cardíaco vai diminuindo sua força para bombear o sangue para todo o organismo.
44 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
45 Degeneração: 1. Ato ou efeito de degenerar (-se). 2. Perda ou alteração (no ser vivo) das qualidades de sua espécie; abastardamento. 3. Mudança para um estado pior; decaimento, declínio. 4. No sentido figurado, é o estado de depravação. 5. Degenerescência.
46 Lise: 1. Em medicina, é o declínio gradual dos sintomas de uma moléstia, especialmente de doenças agudas. Por exemplo, queda gradual de febre. 2. Afrouxamento, deslocamento, destruição de aderências de um órgão. 3. Em biologia, desintegração ou dissolução de elementos orgânicos (tecidos, células, bactérias, microrganismos) por agentes físicos, químicos ou enzimáticos.
47 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
48 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
49 Hemorrágicas: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
50 Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.
51 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
52 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
53 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
54 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
55 Ungueais: Relativo ou pertencente à unha, garra ou casco, ou que a eles se assemelha.
56 Onicólise: Destruição da unha devido a infecções micóticas, bacterianas ou por processos tóxicos.
57 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
58 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
59 Estomatite: Inflamação da mucosa oral produzida por infecção viral, bacteriana, micótica ou por doença auto-imune. É caracterizada por dor, ardor e vermelhidão da mucosa, podendo depositar-se sobre a mesma uma membrana brancacenta (leucoplasia), ou ser acompanhada de bolhas e vesículas.
60 Esofagite: Inflamação da mucosa esofágica. Pode ser produzida pelo refluxo do conteúdo ácido estomacal (esofagite de refluxo), por ingestão acidental ou intencional de uma substância tóxica (esofagite cáustica), etc.
61 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
62 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
63 Cólon:
64 Ceco: Bolsa cega (ou área em fundo-de-saco) do INTESTINO GROSSO, localizada abaixo da entrada do INTESTINO DELGADO. Apresenta uma extensão em forma de verme, o APÊNDICE vermiforme.
65 Leucemia: Doença maligna caracterizada pela proliferação anormal de elementos celulares que originam os glóbulos brancos (leucócitos). Como resultado, produz-se a substituição do tecido normal por células cancerosas, com conseqüente diminuição da capacidade imunológica, anemia, distúrbios da função plaquetária, etc.
66 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
67 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
68 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
69 Celulite: Inflamação aguda das estruturas cutâneas, incluindo o tecido adiposo subjacente, geralmente produzida por um agente infeccioso e manifestada por dor, rubor, aumento da temperatura local, febre e mal estar geral.
70 Tissular: Relativo a tecido orgânico.
71 Hepatotoxicidade: É um dano no fígado causado por substâncias químicas chamadas hepatotoxinas.
72 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
73 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
74 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
75 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
76 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
77 Anafilaxia: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
78 Conjuntivite: Inflamação da conjuntiva ocular. Pode ser produzida por alergias, infecções virais, bacterianas, etc. Produz vermelhidão ocular, aumento da secreção e ardor.
79 Hematúria: Eliminação de sangue juntamente com a urina. Sempre é anormal e relaciona-se com infecção do trato urinário, litíase renal, tumores ou doença inflamatória dos rins.
80 Vesical: Relativo à ou próprio da bexiga.
81 Uretral: Relativo ou pertencente à uretra.
82 Hemorrágica: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
83 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
84 Estenose: Estreitamento patológico de um conduto, canal ou orifício.
85 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
86 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
87 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
88 Contracepção: Qualquer processo que evite a fertilização do óvulo ou a implantação do ovo. Os métodos de contracepção podem ser classificados de acordo com o seu objetivo em barreiras mecânicas ou químicas, impeditivas de nidação e contracepção hormonal.
89 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
90 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
91 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
92 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
93 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
94 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
95 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
96 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
97 Achatamento: 1. Ato ou efeito de achatar (-se); achatadura, depressão, rebaixamento. 2. Na astronomia, trata-se de um parâmetro geralmente muito pequeno, que caracteriza a não esfericidade de um astro em rotação, igual à variação relativa de uma grandeza quando se passa do equador ao polo. 3. Que tem ou tomou forma chata, plana.
98 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
99 Angiografia: Método diagnóstico que, através do uso de uma substância de contraste, permite observar a morfologia dos vasos sangüíneos. O contraste é injetado dentro do vaso sangüíneo e o trajeto deste é acompanhado através de radiografias seriadas da área a ser estudada.
100 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
101 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
102 Hemácias: Também chamadas de glóbulos vermelhos, eritrócitos ou células vermelhas. São produzidas no interior dos ossos a partir de células da medula óssea vermelha e estão presentes no sangue em número de cerca de 4,5 a 6,5 milhões por milímetro cúbico, em condições normais.
103 Superinfecção: Geralmente ocorre quando os antibióticos alteram o equilíbrio do organismo, permitindo o crescimento de agentes oportunistas, como os enterococos. A superinfecção pode ser muito difícil de tratar, porque é necessário optar por antibióticos eficazes contra todos os agentes que podem causá-la.
104 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
105 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.
106 Colite: Inflamação da porção terminal do cólon (intestino grosso). Pode ser devido a infecções intestinais (a causa mais freqüente), ou a processos inflamatórios diversos (colite ulcerativa, colite isquêmica, colite por radiação, etc.).
107 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
108 Neoplasias: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
109 Sarcoma: Neoplasia maligna originada de células do tecido conjuntivo. Podem aparecer no tecido adiposo (lipossarcoma), muscular (miossarcoma), ósseo (osteosarcoma), etc.
110 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
111 Ovário: Órgão reprodutor (GÔNADAS) feminino. Nos vertebrados, o ovário contém duas partes funcionais Sinônimos: Ovários
112 Endométrio: Membrana mucosa que reveste a cavidade uterina (responsável hormonalmente) durante o CICLO MENSTRUAL e GRAVIDEZ. O endométrio sofre transformações cíclicas que caracterizam a MENSTRUAÇÃO. Após FERTILIZAÇÃO bem sucedida, serve para sustentar o desenvolvimento do embrião.
113 Histológico: Relativo à histologia, ou seja, relativo à disciplina biomédica que estuda a estrutura microscópica, composição e função dos tecidos vivos.
114 Cabeça:
115 Pescoço:
116 Melanoma: Neoplasia maligna que deriva dos melanócitos (as células responsáveis pela produção do principal pigmento cutâneo). Mais freqüente em pessoas de pele clara e exposta ao sol.Podem derivar de manchas prévias que mudam de cor ou sangram por traumatismos mínimos, ou instalar-se em pele previamente sã.
117 Rim: Os rins são órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
118 Intestino grosso: O intestino grosso é dividido em 4 partes principais: ceco (cecum), cólon (ascendente, transverso, descendente e sigmoide), reto e ânus. Ele tem um papel importante na absorção da água (o que determina a consistência do bolo fecal), de alguns nutrientes e certas vitaminas. Mede cerca de 1,5 m de comprimento.
119 Metástases: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
120 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.

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