CAPTOPRIL - COMPRIMIDOS

CRISTALIA

Atualizado em 24/10/2014

CAPTOPRIL COMPRIMIDOS

- FORMA FARMACÊUTICA
Comprimidos de 12,5 mg, 25 mg e 50 mg

- APRESENTAÇÕES
Embalagens com 20 e 30 comprimidos.

USO PEDIÁTRICO OU ADULTO

- COMPOSIÇÃO
Cada comprimido contém:
Captopril (DCB 1306.01-4)........12,5 mg .......... 25,0 mg ..........50,0 mg
Excipiente q.s.p. ....................1 comp. ............1 comp............ 1 comp.
(Excipiente: celulose microcristalina, croscarmelose sódica, dióxido de silício, ácido esteárico)

- INFORMAÇÕES AO PACIENTE
O Captopril é indicado no tratamento da pressão alta e de outras enfermidades do sistema circulatório1.
Conservar o medicamento em temperatura ambiente, entre 15 e 30ºC, protegido da luz e umidade. O prazo de validade do produto é de 24 meses a partir da data de fabricação impressa no cartucho. Não utilize medicamento vencido.
Os comprimidos de Captopril podem apresentar um leve odor de enxofre, que não compromete a sua eficácia.
Informe seu médico sobre a ocorrência de gravidez2 na vigência do tratamento ou após seu término. Pacientes do sexo feminino em idade de engravidar devem ser avisadas com relação aos riscos da exposição aos inibidores da ECA (por exemplo, Captopril) no segundo e terceiro trimestres, e que estes riscos não parecem ser resultado da exposição intra-uterina ao inibidor da ECA limitada ao primeiro trimestre. Informar ao médico se está amamentando. Devido ao potencial do Captopril em causar reações adversas graves nos lactentes3, o médico decidirá entre descontinuar a amamentação4 ou suspender o medicamento, considerando a importância do medicamento para a mãe.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. O Captopril deve ser tomado 1 hora antes das refeições.
Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico. A interrupção do tratamento com Captopril fará com que o paciente volte às condições prévias ao tratamento. Continue com o tratamento, mesmo quando estiver se sentindo bem.
Informe seu médico sobre o aparecimento de reações desagradáveis. A reação adversa mais grave é o angioedema5. O surgimento de quaisquer sinais6 ou sintomas7 que possam ser indícios de angioedema5, tais como: inchaço8 da face9, pálpebras10, lábios, língua11, laringe12 e extremidades, assim como dificuldade para engolir ou respirar, ou rouquidão, devem ser imediatamente relatados ao médico. Em qualquer uma dessas condições, o medicamento deverá ser suspenso (vide Precauções e Advertências). O paciente deve ser avisado para relatar imediatamente ao seu médico qualquer sintoma13 de infecção14 (p. ex., dor de garganta15, febre16), que não responda prontamente à terapia padrão. Todos os pacientes devem ser advertidos que a transpiração17 excessiva e desidratação18 podem levar a uma excessiva queda da pressão arterial19, devido à redução do volume de fluidos.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Não usar diuréticos20 poupadores de potássio, suplementos de potássio ou substitutos de sal contendo potássio sem consultar o seu médico.
O paciente com insuficiência cardíaca21 sob terapia com Captopril deve ser alertado contra o rápido aumento na atividade física.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando antes do início ou durante o tratamento.
A administração concomitante de Captopril com outro medicamento ficará a critério médico. O Captopril é contra-indicado em pacientes que tiveram reações alérgicas prévias com o uso do medicamento. Os pacientes hipertensos ou com insuficiência cardíaca21, principalmente quando estiverem em uso de diuréticos20, dieta rigorosa de sal ou desidratados, poderão apresentar queda de pressão arterial19 caracterizada pela sensação de tonturas22 ou "escurecimento da vista". Nesta situação, o paciente deve ficar deitado e, se as condições persistirem, comunicar o médico responsável.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE23.

- INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Farmacodinâmica e mecanismo de ação
O exato mecanismo de ação do Captopril ainda não foi completamente elucidado.
Os efeitos benéficos do Captopril na hipertensão24 e na insuficiência cardíaca21 parecem resultar principalmente da supressão do sistema renina-angiotensina-aldosterona, resultando em concentrações séricas diminuídas de angiotensina II e aldosterona.
Entretanto, não há uma correlação consistente entre os níveis da renina e a resposta à droga.
O Captopril impede a conversão da angiotensina I em II, pela inibição da enzima25 conversora de angiotensina (ECA), resultando na diminuição das concentrações séricas de angiotensina II, que é uma das mais potentes substâncias vasoconstritoras endógenas.
A redução da angiotensina II leva a uma secreção diminuída de aldosterona e, como resultado, podem ocorrer pequenos aumentos de potássio sérico; juntamente com perda de sódio e fluidos.
A enzima25 conversora de angiotensina (ECA) é idêntica à bradicininase e o Captopril também pode interferir na degradação da bradicinina26, provocando aumentos das concentrações de bradicinina26 ou de prostaglandina27 E2. A bradicinina26 e as prostaglandinas28 são substâncias vasodilatadoras endógenas, podendo assim, fazer parte do efeito terapêutico do Captopril.
Reduções máximas da pressão arterial19 são freqüentemente observadas 60 a 90 minutos após administração oral de uma dose individual de Captopril. O início da ação ocorre após 15 a 60 minutos da administração do medicamento. O tempo para atingir a concentração sérica de pico é de 30 a 90 minutos. A duração do efeito é de aproximadamente 6 a 12 horas, e está relacionada à dose. A redução da pressão arterial19 pode ser progressiva; assim, para se atingir os efeitos terapêuticos máximos podem ser necessárias várias semanas de tratamento. Os efeitos hipotensores do Captopril e o dos diuréticos20 tipo tiazídicos são aditivos. A pressão arterial19 é reduzida com a mesma intensidade, tanto na posição ereta, quanto supina. Os efeitos ortostáticos e taquicardia29 são infreqüentes, porém, podem ocorrer em pacientes com depleção30 de volume. Não foi observado nenhum aumento abrupto da pressão arterial19 após a interrupção súbita de Captopril.
Em pacientes com insuficiência cardíaca21, foram observadas reduções significativas da resistência vascular31 periférica (sistêmica) e da pressão arterial19 (pós-carga), redução da pressão capilar32 pulmonar (pré-carga) e da resistência vascular31 pulmonar. Ocorreram aumento do débito cardíaco33 e do tempo de tolerância ao exercício (TTE). Estes efeitos clínicos e hemodinâmicos ocorrem após a primeira dose e parecem persistir durante todo o período da terapia. Observou-se melhora clínica em alguns pacientes onde os efeitos hemodinâmicos agudos foram mínimos.
O tratamento com captopril resultou em melhoria da sobrevida34 a longo prazo e dos resultados clínicos no estudo SAVE - "Survival and Ventricular Enlargement", com 2.231 pacientes com infarto do miocárdio35. O estudo multicêntrico, randomizado36, duplo-cego, controlado por placebo37, envolveu pacientes (com idade entre 21 - 79 anos) que demonstravam disfunção ventricular esquerda (fração de ejeção < 40%) sem manifestação de insuficiência cardíaca21.
Especificamente, o captopril reduziu:
_ todas as causas de mortalidade38 (redução do risco em 19%, p = 0,022);
_ a incidência39 de morte cardiovascular (redução do risco em 21 %, p = 0,017);
_ manifestações de insuficiência cardíaca21, onde se faz necessário a introdução ou o aumento de digitálicos e diuréticos20 (redução do risco em 19%, p = 0,008) ou da terapia com inibidores da ECA (redução do risco em 35%, p < 0,001);
_ casos de hospitalização por insuficiência cardíaca21 (redução do risco em 20%, p = 0,034);
_ casos de infarto do miocárdio35 clínico recorrente (redução do risco em 25%, p = 0,011);
_ a necessidade de condutas de revascularização coronariana (transplante secundário de aorta40 coronária e angioplastia41 coronária transluminal percutânea - redução do risco em 24%, p = 0,014).
O captopril melhorou a sobrevida34 e os resultados clínicos mesmo quando adicionada a outras terapias pós-infarto do miocárdio35, tais como com trombolíticos, beta-bloqueadores ou ácido acetilsalicílico.
Os mecanismos pelos quais o Captopril resulta nessas melhorias incluem a atenuação da dilatação progressiva e da deterioração da função do ventrículo esquerdo e a inibição da ativação neuro-humoral42.
O Captopril reduziu a proteinúria43 em pacientes hipertensos com nefropatia44 diabética. Esse efeito pode ser devido à mudança na hemodinâmica45 intra-renal46 (vasodilatação renal46 e redução da pressão de filtração).
Em estudo multicêntrico, duplo-cego, controlado por placebo37 em pacientes com diabetes mellitus47 insulino-dependentes, retinopatia e proteinúria43, com ou sem hipertensão24 (permitiu-se o tratamento com agentes anti-hipertensivos convencionais para se obter o controle da pressão arterial19), o tratamento com captopril resultou em redução de 51% do risco de duplicação da creatinina48 sérica (p < 0,01), além da redução em 51% do risco de morbidade49/mortalidade38 no estágio final da doença renal46 (diálise50 ou transplante renal46) ou morte (p < 0,01). Os efeitos do tratamento com captopril sobre a manutenção da função renal46 são adicionais a qualquer benefício alcançado a partir da redução da pressão arterial19. Nos pacientes com diabetes mellitus47 e microalbuminúria51, o captopril reduziu a taxa de excreção da albumina52 e atenuou o declínio da taxa de filtração gromerular durante 2 anos de tratamento.

Farmacocinética
Absorção: O Captopril é rapidamente absorvido por via oral; os picos sangüíneos ocorrem em cerca de 1 hora. A absorção mínima média é de aproximadamente 75%. A presença de alimento no trato gastrintestinal reduz a absorção em cerca de 30% a 40%. Portanto, o Captopril deve ser administrado 1 hora antes das refeições. Aproximadamente 25% a 30% da droga circulante ligam-se às proteínas53 plasmáticas.
Distribuição: A meia-vida de eliminação aparente no sangue54 é, provavelmente, menor do que 3 horas. Estudos em animais indicam que o Captopril não atravessa a barreira hemato-encefálica55 em quantidades significativas.
Biotransformação: A biotransformação do Captopril é hepática56.
Eliminação: Mais de 95% da dose absorvida é eliminada na urina57: 40% a 50% como droga inalterada e o restante, como metabólitos58 (dímero dissulfeto do captopril e dissulfeto captopril-cisteína). O comprometimento renal46 pode resultar em acúmulo da droga.
Carcinogenicidade e mutagenicidade: Estudos de dois anos em camundongos e ratos, em doses de 50 a 1.350 mg/kg/dia, não demonstraram evidências de carcinogenicidade.
Teratogenicidade: Vários casos de retardo no crescimento intra-uterino, sofrimento fetal e hipotensão59 e um caso de malformação60 craniana foram relatados. Óbitos neonatais ocorreram em ratos em doses acima de 400 vezes a dose humana recomendada. Mortes fetais ocorreram em coelhos aos quais foram administradas doses 2 a 70 vezes a dose máxima humana recomendada e uma baixa incidência39 de malformação60 craniana ocorreu nos descendentes. Não foi observada teratogenicidade em hamsters ou ratos.
Índice terapêutico: DL50 (em camundongos): 6.000 mg/kg (via oral)
1.040 mg/kg (via intravenosa)

- INDICAÇÕES
Hipertensão24: O Captopril é indicado para o tratamento da hipertensão24.
Insuficiência cardíaca21: O Captopril é indicado no tratamento da insuficiência cardíaca congestiva61 em associação com diuréticos20 e digitálicos. O efeito benéfico do Captopril na insuficiência cardíaca21 não requer a presença de digitálicos.
Infarto do miocárdio35: O Captopril é indicado como terapia pós-infarto do miocárdio35 em pacientes clinicamente estáveis, com disfunção ventricular esquerda assintomática ou sintomática62, para melhorar a sobrevida34, protelar o início da insuficiência cardíaca21 sintomática62, reduzir internações por insuficiência cardíaca21 e diminuir a incidência39 de infarto do miocárdio35 recorrente e as condutas de revascularização coronariana.
Nefropatia44 diabética: O Captopril é indicado para o tratamento de nefropatia44 diabética (proteinúria43 > 500 mg/dia) em pacientes com diabetes mellitus47 insulino-dependentes. Nestes pacientes, o Captopril previne a progressão da doença renal46 e reduz seqüelas clínicas associadas (diálise50, transplante renal46 e morte).

- CONTRA-INDICAÇÕES
Histórico de hipersensibilidade prévia ao Captopril ou qualquer outro inibidor da enzima25 conversora da angiotensina (p. ex., paciente que tenha apresentado angioedema5 durante a terapia com qualquer outro inibidor da ECA).

- PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS
Angioedema5
Observou-se angioedema5 em pacientes tratados com inibidores da ECA, incluindo-se o Captopril. Se o angioedema5 envolver a língua11, glote63 ou laringe12, poderá ocorrer a obstrução das vias aéreas e ser fatal. A terapia de emergência64 deverá ser instituída imediatamente.
O inchaço8 confinado à face9, membranas mucosas65 da boca66, lábios e extremidades, geralmente desaparece com a descontinuação do Captopril, alguns casos necessitaram de terapia médica.
Reações anafiláticas67 durante dessensibilização68
Dois pacientes sob tratamento com outro inibidor da ECA, submetendo-se a um tratamento de dessensibilização68 com veneno de Hymenoptera, sofreram reações anafiláticas67 com risco de vida. Nestes mesmos pacientes, as reações foram evitadas quando a administração do inibidor da ECA foi temporariamente interrompida, mas elas reaparecem quando de uma nova administração. Portanto, cuidado é necessário em pacientes tratados com inibidores da ECA e sob tais procedimentos de dessensibilização68.
Reações anafiláticas67 durante diálise50 de alto fluxo/exposição a membranas de aferese lipoprotéica.
Reações anafiláticas67 têm sido relatadas em pacientes hemodialisados com membrana de diálise50 de alto fluxo, tratados concomitantemente com um inibidor da ECA. Reações anafiláticas67 também têm sido relatadas em pacientes sob aferese de lipoproteínas de baixa densidade com absorção de sulfato de dextrano. Nestes pacientes, deve-se considerar a utilização de um tipo diferente de membrana de diálise50 ou uma diferente classe de medicamentos.
Neutropenia69/Agranulocitose70
A neutropenia69 é muito rara (< 0,02%) em pacientes hipertensos com função renal46 normal (Crs < 1,6 mg/dl71, sem doença vascular31 de colágeno72).
Em pacientes com algum grau de insuficiência renal73 (creatinina48 sérica de pelo menos 1, 6 mg/dl71), mas sem doença vascular31 de colágeno72, o risco da neutropenia69 nos estudos clínicos foi de cerca de 0,2%.
O uso concomitante de alopurinol e Captopril foi associado à neutropenia69.
Em pacientes com doenças vasculares74 de colágeno72 (p. ex., lupus75 eritematoso76 sistêmico77, escleroderma) e insuficiência renal73, a neutropenia69 ocorreu em 3,7% dos pacientes em estudos clínicos.
Relata-se neutropenia69 geralmente após 3 meses do início da administração de Captopril. Exames da medula óssea78 em pacientes com neutropenia69 mostraram consistentemente hipoplasia79 mielóide, freqüentemente acompanhada por hipoplasia79 eritróide e diminuição no número de megacariócitos (ex.: medula óssea78 hipoplástica e pancitopenia80), algumas vezes foram observados anemia81 e trombocitopenia82.
Em geral, a contagem de neutrófilos83 voltou ao normal em cerca de duas semanas após a descontinuação do Captopril, e as infecções84 graves se limitaram aos pacientes clinicamente complicados. Cerca de 13% dos casos de neutropenia69 tiveram um fim fatal, mas quase todas as fatalidades ocorreram em pacientes gravemente enfermos, com doenças vasculares74 de colágeno72, insuficiência renal73, insuficiência cardíaca21 ou terapia imunossupressora ou uma combinação destes fatores agravantes. A avaliação do paciente com hipertensão24 ou insuficiência cardíaca21 deve sempre incluir o controle da função renal46.
Se o Captopril for utilizado em pacientes com insuficiência renal73, deve-se realizar contagem de leucócitos85 e contagens diferenciais antes do início do tratamento e a intervalos aproximados de duas semanas durante cerca de 3 meses, e periodicamente depois disso.
Em pacientes com doença vascular31 de colágeno72 ou que estejam expostos a outras drogas que conhecidamente afetam os leucócitos85 ou a resposta imunológica, principalmente quando há insuficiência renal73, o Captopril deverá ser empregado com cuidado, somente após uma avaliação do risco e benefício. Todos os pacientes recebendo Captopril devem ser orientados a relatar quaisquer sinais6 ou sintomas7 de infecção14 (p. ex.: dor de garganta15, febre16). Se houver suspeita de infecção14, uma contagem de células86 brancas deve ser realizada imediatamente. Já que a interrupção da administração de Captopril e de outras drogas geralmente leva ao pronto restabelecimento da contagem leucocitária a valores normais, quando da confirmação da neutropenia69 (contagem de neutrófilos83 < 1000/mm3), o médico deverá suspender o medicamento e acompanhar cuidadosamente o paciente.
Proteinúria43
Proteína urinária total superior a 1 g/dia foi observada em cerca de 0,7% dos pacientes tomando Captopril. Cerca de 90% dos pacientes afetados apresentaram evidências de doença renal46 anterior ou receberam doses relativamente elevadas de Captopril (acima de 150 mg/dia), ou ambos. A síndrome nefrótica87 ocorreu em cerca de um em cinco pacientes proteinúricos. Em muitos casos, a proteinúria43 diminuiu ou desapareceu dentro de seis meses com continuação do Captopril ou não. Os parâmetros da função renal46, tais como BUN e creatinina48, foram raramente alterados em pacientes com proteinúria43.
Em estudo multicêntrico, duplo-cego, controlado por placebo37, envolvendo 207 pacientes com nefropatia44 diabética e proteinúria43 (³ 500 mg/dia), que receberam 75 mg/dia de Captopril durante uma média de 3 anos, houve uma consistente redução da proteinúria43.
Não se sabe se a terapia a longo prazo teria efeitos similares em pacientes com outros tipos de doença renal46. Pacientes com doença renal46 anterior ou aqueles recebendo Captopril em doses superiores a 150 mg, deverão fazer uma avaliação da proteína urinária antes do tratamento (feita na primeira urina57 da manhã) e depois, realizar o teste periodicamente.
Hipotensão59
Raramente observou-se hipotensão59 excessiva em pacientes hipertensos, mas é uma conseqüência possível do uso de Captopril em indivíduos sal/volume-depletados (tais como aqueles tratados vigorosamente com diuréticos20), pacientes com insuficiência cardíaca21 ou naqueles pacientes que estão sendo submetidos à diálise50 renal46.
Na hipertensão24, a chance de ocorrer efeitos hipotensores com as doses iniciais de Captopril pode ser minimizada pela descontinuação do diurético88 ou pelo aumento da ingestão de sal aproximadamente 1 semana antes do início do tratamento com Captopril ou iniciando-se a terapia com doses pequenas (6,25 ou 12,5 mg). Pode ser aconselhável um acompanhamento médico por pelo menos 1 hora após a dose inicial. Uma resposta hipotensora transitória não é contra-indicação para doses subseqüentes, que podem ser administradas sem dificuldade uma vez que a pressão se eleve.
Na insuficiência cardíaca21, quando a pressão sangüínea89 for normal ou baixa, registraram-se diminuições transitórias na pressão sangüínea89 média superiores a 20% em cerca da metade dos pacientes. É mais provável que esta hipotensão59 transitória ocorra após qualquer das várias doses iniciais e geralmente é bem tolerada, sendo assintomática ou produzindo uma breve sensação de cabeça90 leve, embora em raras circunstâncias tenha sido associada com arritmia91 ou distúrbios na condução cardíaca.
Devido à queda potencial da pressão arterial19 nestes pacientes, a terapia deverá ser iniciada sob rigoroso monitoramento médico. Uma dose inicial de 6,25 ou 12,5 mg, 3 vezes ao dia, pode minimizar o efeito hipotensivo. Os pacientes deverão ser cuidadosamente acompanhados durante as primeiras duas semanas de tratamento e sempre que a dose de Captopril e/ou diurético88 for aumentada.
A hipotensão59 por si só não é uma razão para a interrupção da administração de Captopril. A magnitude da queda de pressão é maior no início do tratamento e este efeito se estabiliza no prazo de 1 ou 2 semanas. Este efeito geralmente volta aos níveis de pré-tratamento, sem diminuição da eficácia terapêutica92, no prazo de 2 meses.
Morbidade49 e mortalidade38 fetal/neonatal
Quando usados na gravidez2 durante o segundo e terceiro trimestres, os inibidores da ECA podem causar danos ao desenvolvimento e mesmo morte fetal. Quando a gravidez2 for detectada, o Captopril deve ser descontinuado o quanto antes.
Insuficiência hepática93
Em raras ocasiões, os inibidores da ECA têm sido associados com uma síndrome94 que se inicia com icterícia95 colestática e progride para uma necrose96 hepática56 fulminante e morte (algumas vezes). Os mecanismos desta síndrome94 não são conhecidos. Pacientes recebendo inibidores da ECA que desenvolveram icterícia95 ou elevações acentuadas das enzimas hepáticas97 devem descontinuar o tratamento com inibidores da ECA e receber acompanhamento médico apropriado.
Precauções gerais
Insuficiência renal73
Hipertensão24
Alguns pacientes com doença renal46, principalmente com grave estenose98 de artéria renal99, apresentaram aumentos da uréia100 e creatinina48 séricas, após a redução da pressão arterial19 com Captopril. A redução de posologia de Captopril e/ou descontinuação do diurético88 podem ser necessárias. Para alguns destes pacientes pode não ser possível normalizar a pressão arterial19 e manter uma perfusão adequada.
Insuficiência cardíaca21
Cerca de 20% dos pacientes apresentam elevações estáveis da uréía e creatinina48 séricas 20% acima do normal ou do patamar de referência, com tratamentos prolongados realizados com Captopril. Menos de 5% dos pacientes, geralmente aqueles com graves doenças renais preexistentes, necessitaram a descontinuação do tratamento devido aos valores progressivamente crescentes de creatinina48.
Hipercalemia101
Elevações no potássio sérico foram observadas em alguns pacientes tratados com inibidores da ECA, incluindo-se o Captopril. O risco de desenvolvimento de hipercalemia101, quando em tratamento com inibidores da ECA, existe em pacientes com insuficiência renal73, diabete mellitus e naqueles usando concomitantemente diuréticos20 poupadores de potássio, suplementos de potássio ou substitutos do sal contendo potássio ou outras drogas associadas com aumentos de potássio sérico (p. ex., heparina).
Tosse
Relata-se tosse com o uso de inibidores da ECA. Caracteristicamente, esta é uma tosse persistente e não produtiva e desaparece após a descontinuação da terapia.
A tosse induzida por inibidor da ECA deve ser considerada como parte do diagnóstico102 diferencial da tosse.
Cirurgia/Anestesia103
Durante grandes cirurgias ou durante a anestesia103 com agentes que produzem hipotensão59, o Captopril irá bloquear a formação de angiotensina II secundária à liberação compensatória de renina. Se a hipotensão59 ocorrer e for considerada como sendo devido a este mecanismo, poderá ser corrigida pela expansão de volume.
Gravidez2
Categoria "C" (Primeiro trimestre) e "D" (Segundo e terceiro trimestres). Vide Precauções e Advertências - Morbidade49 e Mortalidade38 Fetal/Neonatal.
Lactantes104
Concentrações de Captopril no leite materno correspondem a 1% daquelas existentes no sangue54 materno.
Devido ao potencial do Captopril em causar reações adversas graves nos lactentes3, deve-se tomar uma decisão entre descontinuar a amamentação4 ou suspender o medicamento, levando-se em conta a importância do Captopril para a mãe.
Uso pediátrico
A segurança e a eficácia do Captopril em crianças não foram estabelecidas, no entanto há pequena experiência com o uso do Captopril em crianças a partir de 2 meses a 15 anos de idade com hipertensão24 secundária e vários níveis de insuficiência renal73. A dosagem, baseada no peso, foi comparável àquela usada em adultos. O Captopril deve ser usado em crianças somente se outras condutas para controle da pressão arterial19 não se mostrarem eficazes.

- INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Hipotensão59
Pacientes em terapia com diuréticos20
Pacientes tomando diuréticos20 e principalmente aqueles nos quais a terapia com diuréticos20 foi instituída recentemente, bem como aqueles com intensas restrições dietéticas de sal ou em diálise50, poderão apresentar, ocasionalmente, uma redução brusca da pressão arterial19, geralmente na primeira hora após terem recebido a dose inicial de Captopril.
Agentes com atividade vasodilatadora
Drogas com atividade vasodilatadora deverão ser administradas com cuidado, considerando-se o uso de dosagens menores.
Agentes causadores da liberação da renina
O efeito do Captopril será aumentado pelos agentes anti-hipertensivos que causam a liberação da renina (p. ex.: diuréticos20 tipo tiazidas), que podem ativar o sistema renina-angiotensina-aldosterona.
Agentes que afetam a atividade simpática
Agentes que afetam a atividade simpática. (p. ex., agentes bloqueadores ganglionares ou agentes bloqueadores de neurônios105 adrenérgicos106) devem ser usados com cautela.
Agentes que aumentam o potássio sérico
Agentes poupadores de potássio, tais como a espironolactona, triantereno ou a amilorida, ou suplementos de potássio, deverão ser administrados apenas para hipocalemia107 documentada e, então, com cautela, já que podem levar a um aumento significativo do potássio sérico. Os substitutos do sal contendo potássio deverão ser também usados com cautela.
Inibidores da síntese endógena de prostaglandinas28
Há relatos de que a indometacina pode reduzir o efeito anti-hipertensivo do Captopril, principalmente em casos de hipertensão24 com renina baixa. Outros agentes antiinflamatórios não esteróides (p. ex., ácido acetilsalicílico) também podem apresentar este efeito.
Lítio
Relata-se aumento dos níveis séricos de lítio e sintomas7 de toxicidade108 do lítio em pacientes recebendo concomitantemente lítio e inibidores da ECA. Estas drogas devem ser administradas com cuidado e recomenda-se monitorização freqüente dos níveis séricos de lítio. Se um diurético88 for usado concomitantemente, os riscos de toxicidade108 pelo lítio aumentam.

- REAÇÕES ADVERSAS/COLATERAIS E ALTERAÇÕES DE EXAMES LABORATORIAIS
Dermatológicas: Erupções cutâneas109, freqüentemente com prurido110 e algumas vezes com febre16, artralgia111 e eosinofilia112, ocorreram em cerca de 4% a 7% dos pacientes, geralmente durante as primeiras 4 semanas de terapia. O prurido110, sem erupção113, ocorre em cerca de 2% dos pacientes. Relata-se, também, lesão114 associada e reversível do tipo penfigóide e reações de fotossensibilidade.
Relata-se raramente rubor ou palidez ( 0,5% dos pacientes).
Cardiovasculares:
Poderá ocorrer hipotensão59. Taquicardia29, dores no peito115 e palpitações116 foram, cada uma delas, observadas em aproximadamente 1% dos pacientes. Angina117 pectoris, infarto do miocárdio35, síndrome94 de Raynaud e insuficiência cardíaca congestiva61 ocorreram em taxas £ a 0,3% dos pacientes.
Gastrintestinais:
Aproximadamente 2% a 4% dos pacientes (dependendo da dose e do estado renal46) apresentaram disgeusia (diminuição ou perda do paladar118). A falta de paladar118 é reversível e usualmente auto-limitada (2 a 3 meses) mesmo com a continuação da administração da droga. A perda de peso pode ser associada à perda de paladar118.
Hematológicas:
Pode ocorrer neutropenia69/agranulocitose70, assim como casos de anemia81, trombocitopenia82 e pancitopenia80.
Angioedema5: Relata-se angioedema5 envolvendo as extremidades, face9, lábios, membranas mucosas65, língua11, glote63 ou laringe12 em aproximadamente 0,1% dos pacientes. O angioedema5 envolvendo as vias aéreas superiores pode provocar obstrução fatal das vias aéreas.
Respiratórias: Foi relatada tosse em 0,5% a 2% dos pacientes tratados com Captopril em estudos clínicos.
Renais: Cada uma das reações adversas citadas a seguir foram relatadas raramente ( 0,2%) e sua relação com o uso da droga é incerta: insuficiência renal73, dano renal46, síndrome nefrótica87, poliúria119, oligúria120 e freqüência urinária. Relata-se proteinúria43.
Não foi possível determinar com exatidão a incidência39 ou a relação causal para os efeitos colaterais121 listados abaixo:
Gerais: Astenia122, ginecomastia123.
Cardiovasculares: Parada cardíaca, acidente/insuficiência124 cérebro125-vascular31, distúrbios de ritmo, hipotensão59 ortostática, síncope126.
Dermatológicos: Pênfigo bolhoso, eritema multiforme127 (incluindo síndrome de Stevens-Johnson128), dermatite129 esfoliativa.
Gastrintestinais: Pancreatite130, glossite131, dispepsia132.
Hematológicos: Anemia81, incluindo as formas aplástica e hemolítica.
Hepatobiliares133: Icterícia95, hepatite134, incluindo raros casos de necrose96 e colestase135.
Metabólicos: Hiponatremia136 sintomática62.
Músculo-esquelétlcos: Mialgia137, miastenia138.
Nervoso/Psiquiátricos: Ataxia139, confusão, depressão, nervosismo, sonolência.
Respiratórios: Broncospasmo, pneumonite140 eosinofílica, rinite141.
Órgãos dos sentidos: Visão142 turva.
Urogenitais: Impotência143.
Assim como ocorre com outros inibidores da ECA, relatou-se uma síndrome94 que inclui: febre16, mialgia137, artralgia111, nefrite144 intersticial145, vasculite146, erupção113 ou outras manifestações dermatológicas, eosinofilia112 e hemossedimentação elevada.
Mortalidade38 e morbidade49 fetal/neonatal: O uso de inibidores da ECA durante o segundo e terceiro trimestres da gravidez2 tem sido associado com dano fetal e neonatal e morte.
Alterações de exames laboratoriais
Eletrólitos147 do soro148: Hipercalemia101, principalmente em pacientes com insuficiência renal73. Hiponatremia136, principalmente em pacientes sob dieta com restrição de sal ou sob tratamento concomitante com diuréticos20.
Uréia100/creatinina48 sérica: Elevação transitória dos níveis de uréia100 e creatinina48 sérica principalmente em pacientes volume ou sal-depletados ou com hipertensão24 renovascular.
Hematológica: Ocorrência de títulos positivos de anticorpo149 antinúcleo.
Testes de função hepática56: Podem ocorrer elevações das transaminases, fosfatase alcalina150 e bilirrubina151 sérica.
Outros: O Captopril pode resultar em falso-positivo em teste de urina57 para acetona.

- POSOLOGIA
O Captopril deve ser tomado 1 hora antes das refeições. A dose deve ser individualizada.

Hipertensão24
O início da terapia exige ponderação de recentes tratamentos anti-hipertensivos, da extensão da elevação da pressão sangüínea89, da restrição de sal e das outras circunstâncias clínicas.
Se possível, interromper a droga anti-hipertensiva que o paciente estava tomando anteriormente uma semana antes de iniciar o tratamento com o Captopril.
A dose inicial de Captopril é 50 mg uma vez ao dia ou 25 mg duas vezes ao dia. Se não houver uma redução satisfatória da pressão sangüínea89 após duas ou quatro semanas, a dose pode ser aumentada para 100 mg uma vez ao dia ou 50 mg duas vezes ao dia. A restrição concomitante do sódio pode ser benéfica, quando o Captopril for usado isoladamente.
Se a pressão sangüínea89 não for satisfatoriamente controlada após uma ou duas semanas nesta dose (e o paciente ainda não estiver tomando um diurético88), deverá ser acrescentada uma pequena dose de diurético88 do tipo tiazídico (p. ex., 25 mg/dia de hidroclorotiazida). A dose de diurético88 poderá ser aumentada em intervalos de uma a duas semanas, até que seja atingida sua dose anti-hipertensiva usual máxima.
Se o Captopril estiver sendo introduzido em um paciente sob diureticoterapia, o tratamento com Captopril deverá ser iniciado sob rigorosa supervisão médica.
Se for necessária uma redução subseqüente da pressão sangüínea89, a dose de Captopril poderá ser aumentada pouco a pouco (enquanto persistindo com o diurético88) e um esquema de dosagem de três vezes ao dia poderá ser considerado. A dose de Captopril no tratamento da hipertensão24 normalmente não excede 150 mg/dia. Uma dose diária máxima de 450 mg de Captopril não deverá ser excedida.
Para pacientes152 com hipertensão24 grave (p. ex., hipertensão24 acelerada ou maligna), quando uma descontinuação temporária da terapia anti-hipertensiva atual não é viável ou desejável ou quando a titulação imediata para níveis de pressão arterial19 mais baixos for indicada, o diurético88 deverá ser mantido, mas outras medicações anti-hipertensivas concomitantes deverão ser interrompidas e a posologia do Captopril deverá ser iniciada imediatamente em 25 mg, duas a três vezes ao dia, sob rigoroso controle médico. Quando necessário, devido ao estado clínico do paciente, a dose diária do Captopril poderá ser aumentada a cada 24 horas ou menos sob monitoramento médico contínuo, até que uma resposta pressórica sangüínea satisfatória seja obtida ou a dose máxima de Captopril seja atingida. Neste regime, a inclusão de um diurético88 mais potente, ex., a furosemida, pode também ser indicada.

Insuficiência cardíaca21
O início da terapia exige ponderação da terapia diurética recente e da possibilidade de uma depleção30 sal/volume grave. Em pacientes com pressão arterial19 normal ou baixa, que tenham sido vigorosamente tratados com diuréticos20 e que possam estar hiponatrêmicos e/ou hipovolêmicos, uma dose inicial de 6,25 ou 12,5 mg duas ou três vezes ao dia, poderá minimizar a magnitude ou a duração do efeito hipotensor (ver Precauções e Advertências - Hipotensão59); para estes pacientes, a titulação da posologia diária usual pode então ocorrer dentro dos próximos dias.
Para a maioria dos pacientes, a dose diária inicial usual é 25 mg duas ou três vezes ao dia. Após uma dose de 50 mg duas ou três vezes ao dia ter sido atingida, aumentos subseqüentes na posologia devem ser retardados, quando possível, durante pelo menos duas semanas, para determinar se ocorre uma resposta satisfatória.
A maioria dos pacientes estudados apresentou uma melhoria clínica satisfatória com uma dose diária de 150 mg ou menos.
Uma dose máxima diária de 450 mg de Captopril não deverá ser excedida. O Captopril geralmente deve ser usado em conjunto com um diurético88 e digitálicos. A terapia com Captopril precisa ser iniciada sob rigoroso monitoramento médico.

Infarto do miocárdio35
A terapia deve ser iniciada três dias após o episódio de infarto do miocárdio35. Após uma dose inicial de 6,25 mg, a terapia com Captopril deverá aumentar para 37,5 mg/dia em doses divididas, 3 vezes ao dia conforme tolerado. A dose deve ser aumentada para 75 mg/dia administrados em doses divididas, 3 vezes ao dia conforme a tolerabilidade, durante os dias seguintes, até que se atinja a dose-alvo final de 150 mg/dia em doses divididas, 3 vezes ao dia administrados durante as várias semanas seguintes.
Se houver ocorrência de hipotensão59 sintomática62, pode ser necessária uma redução da dose. As tentativas subseqüentes para se atingir a dose de 150 mg/dia deverão ser baseadas na tolerabilidade do paciente ao Captopril. O Captopril pode ser utilizado em pacientes submetidos a outras terapias pós-infarto do miocárdio35, ex., com trombolíticos, ácido acetilsalicílico ou beta-bloqueadores.

Nefropatia44 diabética
Em pacientes com nefropatia44 diabética, a dose diária recomendada de Captopril é de 75 mg em doses divididas, 3 vezes ao dia. Se uma redução adicional da pressão arterial19 é necessária, outros agentes anti-hipertensivos, tais como diuréticos20, agentes bloqueadores de beta-adrenorreceptores, agentes que atuam centralmente ou vasodilatadores, podem ser usados conjuntamente com o Captopril.

Ajuste da dose para pacientes152 com insuficiência renal73.
Doses divididas de Captopril de 75 a 100 mg/dia são bem toleradas em pacientes com nefropatia44 diabética e insuficiência renal73 leve a moderada.
Devido ao fato de que o Captopril é excretado principalmente pelos rins153, a velocidade de excreção é reduzida em pacientes com função renal46 comprometida. Portanto, estes pacientes poderão responder a doses menores ou menos freqüentes.
Sendo assim, para pacientes152 com insuficiência renal73 significativa, a dose diária inicial de Captopril deverá ser reduzida e incrementos menores devem ser utilizados para titulação, que deverá ser bastante lenta (intervalos de uma a duas semanas).

Crianças:
A dose inicial de Captopril é de 0,3 mg/kg, três vezes ao dia, podendo ser aumentada conforme a necessidade e tolerância, até uma dose total máxima diária de 6,0 mg/kg. Em crianças que estejam em terapêutica92 diurética ou com função renal46 comprometida, a dose deve ser iniciada em 0,15 mg/kg, três vezes ao dia.
O Captopril não é recomendado para o tratamento de hipertensões leves a moderadas em crianças.

- SUPERDOSAGEM
A correção da hipotensão59 deve ser a principal preocupação. A expansão do volume com infusão intravenosa de soro148 fisiológico154 é o tratamento de escolha para a normalização da pressão arterial19. Enquanto que o Captopril pode ser removido da circulação155 de um adulto por hemodiálise156, os dados sobre a eficácia da hemodiálise156 para remover a droga da circulação155 de recém-nascidos ou crianças são inadequados. A diálise peritoneal157 não é eficaz na remoção do Captopril; não há informação com relação a transfusão158 como alternativa para a remoção da droga da circulação155 geral.

- PACIENTES IDOSOS
Os inibidores da ECA são considerados os mais efetivos na redução da pressão sangüínea89 em pacientes com atividade da renina plasmática normal ou alta. Uma vez que a atividade da renina plasmática parece diminuir com o aumento da idade, pacientes idosos podem ser menos sensíveis aos efeitos hipotensores dos inibidores da ECA. Entretanto, elevadas concentrações séricas de inibidores da ECA, resultantes do declínio da função renal46 relacionados à idade, podem compensar a menor atividade da renina nestes pacientes. Alguns pacientes idosos podem ser mais sensíveis aos efeitos hipotensivos do medicamento, e podem requerer cuidados especiais quando estiverem sob tratamento com estes medicamentos.

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Complementos

1 Sistema circulatório: O sistema circulatório ou cardiovascular é formado por um circuito fechado de tubos (artérias, veias e capilares) dentro dos quais circula o sangue e por um órgão central, o coração, que atua como bomba. Ele move o sangue através dos vasos sanguíneos e distribui substâncias por todo o organismo.
2 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
3 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
4 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
5 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
6 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
7 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
8 Inchaço: Inchação, edema.
9 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
10 Pálpebras:
11 Língua:
12 Laringe: É um órgão fibromuscular, situado entre a traqueia e a base da língua que permite a passagem de ar para a traquéia. Consiste em uma série de cartilagens, como a tiroide, a cricóide e a epiglote e três pares de cartilagens: aritnoide, corniculada e cuneiforme, todas elas revestidas de membrana mucosa que são movidas pelos músculos da laringe. As dobras da membrana mucosa dão origem às pregas vocais.
13 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
14 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
15 Garganta: Tubo fibromuscular em forma de funil, que leva os alimentos ao ESÔFAGO e o ar à LARINGE e PULMÕES. Situa-se posteriormente à CAVIDADE NASAL, à CAVIDADE ORAL e à LARINGE, extendendo-se da BASE DO CRÂNIO à borda inferior da CARTILAGEM CRICÓIDE (anteriormente) e à borda inferior da vértebra C6 (posteriormente). É dividida em NASOFARINGE, OROFARINGE e HIPOFARINGE (laringofaringe).
16 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
17 Transpiração: 1. Ato ou efeito de transpirar. 2. Em fisiologia, é a eliminação do suor pelas glândulas sudoríparas da pele; sudação. Ou o fluido segregado pelas glândulas sudoríparas; suor. 3. Em botânica, é a perda de água por evaporação que ocorre na superfície de uma planta, principalmente através dos estômatos, mas também pelas lenticelas e, diretamente, pelas células epidérmicas.
18 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.
19 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
20 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
21 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
22 Tonturas: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
23 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
24 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
25 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
26 Bradicinina: É um polipeptídio plasmático que tem função vasodilatadora e que se forma em resposta à presença de toxinas ou ferimentos no organismo.
27 Prostaglandina: É qualquer uma das várias moléculas estruturalmente relacionadas, lipossolúveis, derivadas do ácido araquidônico. Ela tem função reguladora de diversas vias metabólicas.
28 Prostaglandinas: É qualquer uma das várias moléculas estruturalmente relacionadas, lipossolúveis, derivadas do ácido araquidônico. Ela tem função reguladora de diversas vias metabólicas.
29 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
30 Depleção: 1. Em patologia, significa perda de elementos fundamentais do organismo, especialmente água, sangue e eletrólitos (sobretudo sódio e potássio). 2. Em medicina, é o ato ou processo de extração de um fluido (por exxemplo, sangue) 3. Estado ou condição de esgotamento provocado por excessiva perda de sangue. 4. Na eletrônica, em um material semicondutor, medição da densidade de portadores de carga abaixo do seu nível e do nível de dopagem em uma temperatura específica.
31 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
32 Capilar: 1. Na medicina, diz-se de ou tubo endotelial muito fino que liga a circulação arterial à venosa. Qualquer vaso. 2. Na física, diz-se de ou tubo, em geral de vidro, cujo diâmetro interno é diminuto. 3. Relativo a cabelo, fino como fio de cabelo.
33 Débito cardíaco: Quantidade de sangue bombeada pelo coração para a aorta a cada minuto.
34 Sobrevida: Prolongamento da vida além de certo limite; prolongamento da existência além da morte, vida futura.
35 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
36 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
37 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
38 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
39 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
40 Aorta: Principal artéria do organismo. Surge diretamente do ventrículo esquerdo e através de suas ramificações conduz o sangue a todos os órgãos do corpo.
41 Angioplastia: Método invasivo mediante o qual se produz a dilatação dos vasos sangüíneos arteriais afetados por um processo aterosclerótico ou trombótico.
42 Neuro-humoral: Relativo a sistemas regulatórios neurais e humorais (hormonais).
43 Proteinúria: Presença de proteínas na urina, indicando que os rins não estão trabalhando apropriadamente.
44 Nefropatia: Lesão ou doença do rim.
45 Hemodinâmica: Ramo da fisiologia que estuda as leis reguladoras da circulação do sangue nos vasos sanguíneos tais como velocidade, pressão etc.
46 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
47 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
48 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
49 Morbidade: Morbidade ou morbilidade é a taxa de portadores de determinada doença em relação à população total estudada, em determinado local e em determinado momento.
50 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
51 Microalbuminúria: Pequena quantidade da proteína chamada albumina presente na urina, detectável por exame laboratorial. É um sinal precoce de dano aos rins (nefropatia), uma complicação comum e séria do diabetes. A ADA (American Diabetes Association) recomenda que as pessoas com diabetes tipo 2 testem a microalbuminúria no momento do diagnóstico e uma vez por ano após o diagnóstico. Pessoas com diabetes tipo 1 devem ser testadas após 5 anos do diagnóstico e a cada ano após o diagnóstico. A microalbuminúria é evitada com o controle da glicemia, redução na pressão sangüínea e modificação na dieta.
52 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
53 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
54 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
55 Encefálica: Referente a encéfalo.
56 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
57 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
58 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
59 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
60 Malformação: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
61 Insuficiência Cardíaca Congestiva: É uma incapacidade do coração para efetuar as suas funções de forma adequada como conseqüência de enfermidades do próprio coração ou de outros órgãos. O músculo cardíaco vai diminuindo sua força para bombear o sangue para todo o organismo.
62 Sintomática: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
63 Glote: Aparato vocal da laringe. Consiste das cordas vocais verdadeiras (pregas vocais) e da abertura entre elas (rima da glote).
64 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
65 Mucosas: Tipo de membranas, umidificadas por secreções glandulares, que recobrem cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
66 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
67 Reações anafiláticas: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
68 Dessensibilização: É uma maneira de parar ou diminuir a resposta a reações alérgicas a algumas coisas. Por exemplo, se uma pessoa apresenta uma reação alérgica a alguma substância, o médico dá a esta pessoa uma pequena quantidade desta substância para aumentar a sua tolerância e vai aumentando esta quantidade progressivamente. Após um período de tempo, maiores doses são oferecidas antes que a dose total seja dada. É uma maneira de ajudar o organismo a prevenir as reações alérgicas.
69 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
70 Agranulocitose: Doença causada pela falta ou número insuficiente de leucócitos granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos), que se manifesta como ulcerações na garganta e outras mucosas, seguidas por infecções graves.
71 Mg/dL: Miligramas por decilitro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
72 Colágeno: Principal proteína fibrilar, de função estrutural, presente no tecido conjuntivo de animais.
73 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
74 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
75 Lúpus: 1. É uma inflamação crônica da pele, caracterizada por ulcerações ou manchas, conforme o tipo específico. 2. Doença autoimune rara, mais frequente nas mulheres, provocada por um desequilíbrio do sistema imunológico. Nesta patologia, a defesa imunológica do indivíduo se vira contra os tecidos do próprio organismo como pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. Essas múltiplas formas de manifestação clínica, às vezes, podem confundir e retardar o diagnóstico. Lúpus exige tratamento cuidadoso por médicos especializados no assunto.
76 Eritematoso: Relativo a ou próprio de eritema. Que apresenta eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
77 Sistêmico: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
78 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
79 Hipoplasia: Desenvolvimento defeituoso ou incompleto de tecido ou órgão, geralmente por diminuição do número de células, sendo menos grave que a aplasia.
80 Pancitopenia: É a diminuição global de elementos celulares do sangue (glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas).
81 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
82 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
83 Neutrófilos: Leucócitos granulares que apresentam um núcleo composto de três a cinco lóbulos conectados por filamenos delgados de cromatina. O citoplasma contém grânulos finos e inconspícuos que coram-se com corantes neutros.
84 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
85 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
86 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
87 Síndrome nefrótica: Doença que afeta os rins. Caracteriza-se pela eliminação de proteínas através da urina, com diminuição nos níveis de albumina do plasma. As pessoas com síndrome nefrótica apresentam edema, eliminação de urina espumosa, aumento dos lipídeos do sangue, etc.
88 Diurético: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
89 Pressão sangüínea: Força exercida pelo sangue arterial por unidade de área da parede arterial. É expressa como uma razão (Exemplo: 120/80, lê-se 120 por 80). O primeiro número é a pressão sistólica ou pressão máxima. E o segundo número é a presão diastólica ou mínima.
90 Cabeça:
91 Arritmia: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
92 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
93 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
94 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
95 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
96 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
97 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
98 Estenose: Estreitamento patológico de um conduto, canal ou orifício.
99 Artéria Renal: Ramo da aorta abdominal que irriga os rins, glândulas adrenais e ureteres.
100 Ureia: 1. Resíduo tóxico produzido pelo organismo, resulta da quebra de proteínas pelo fígado. É normalmente removida do organismo pelos rins e excretada na urina. 2. Substância azotada. Composto orgânico cristalino, incolor, de fórmula CO(NH2)2 (ou CH4N2O), com um ponto de fusão de 132,7 °C.
101 Hipercalemia: É a concentração de potássio sérico maior que 5.5 mmol/L (mEq/L). Uma concentração acima de 6.5 mmol/L (mEq/L) é considerada crítica.
102 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
103 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.
104 Lactantes: Que produzem leite; que aleitam.
105 Neurônios: Unidades celulares básicas do tecido nervoso. Cada neurônio é formado por corpo, axônio e dendritos. Sua função é receber, conduzir e transmitir impulsos no SISTEMA NERVOSO. Sinônimos: Células Nervosas
106 Adrenérgicos: Que agem sobre certos receptores específicos do sistema simpático, como o faz a adrenalina.
107 Hipocalemia: Concentração sérica de potássio inferior a 3,5 mEq/l. Pode ocorrer por alterações na distribuição de potássio (desvio do compartimento extracelular para intracelular) ou de reduções efetivas no conteúdo corporal de potássio por uma menor ingesta ou por perda aumentada. Fraqueza muscular e arritimias cardíacas são os sinais e sintomas mais comuns, podendo haver também poliúria, polidipsia e constipação. Pode ainda ser assintomática.
108 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
109 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
110 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
111 Artralgia: Dor em uma articulação.
112 Eosinofilia: Propriedade de se corar facilmente pela eosina. Em patologia, é o aumento anormal de eosinófilos no sangue, característico de alergias e infestações por parasitas. Em patologia, é o acúmulo de eosinófilos em um tecido ou exsudato.
113 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
114 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
115 Peito: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original
116 Palpitações: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
117 Angina: Inflamação dos elementos linfáticos da garganta (amígdalas, úvula). Também é um termo utilizado para se referir à sensação opressiva que decorre da isquemia (falta de oxigênio) do músculo cardíaco (angina do peito).
118 Paladar: Paladar ou sabor. Em fisiologia, é a função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados.
119 Poliúria: Diurese excessiva, pode ser um sinal de diabetes.
120 Oligúria: Clinicamente, a oligúria é o débito urinário menor de 400 ml/24 horas ou menor de 30 ml/hora.
121 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
122 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
123 Ginecomastia: Aumento anormal de uma ou ambas as glândulas mamárias no homem. Associa-se a diferentes enfermidades como cirrose, tumores testiculares, etc. Em certas ocasiões ocorrem de forma idiopática.
124 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
125 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
126 Síncope: Perda breve e repentina da consciência, geralmente com rápida recuperação. Comum em pessoas idosas. Suas causas são múltiplas: doença cerebrovascular, convulsões, arritmias, doença cardíaca, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar, hipoglicemia, intoxicações, hipotensão postural, síncope situacional ou vasopressora, infecções, causas psicogênicas e desconhecidas.
127 Eritema multiforme: Condição aguda, auto-limitada, caracterizada pelo início abrupto de pápulas vermelhas fixas simétricas, algumas evoluindo em lesões em forma de “alvo”. A lesão alvo são zonas concêntricas de alterações de coloração com a área central púrpura ou escura e a externa vermelha. Elas irão desenvolver vesícula ou crosta na zona central após vários dias. Vinte porcento de todos os casos ocorrem na infância.O eritema multiforme geralmente é precipitado pelo vírus do herpes simples, Mycoplasma pneumoniae ou histoplasmose.
128 Síndrome de Stevens-Johnson: Forma grave, às vezes fatal, de eritema bolhoso, que acomete a pele e as mucosas oral, genital, anal e ocular. O início é geralmente abrupto, com febre, mal-estar, dores musculares e artralgia. Pode evoluir para um quadro toxêmico com alterações do sistema gastrointestinal, sistema nervoso central, rins e coração (arritmias e pericardite). O prognóstico torna-se grave principalmente em pessoas idosas e quando ocorre infecção secundária. Pode ser desencadeado por: sulfas, analgésicos, barbitúricos, hidantoínas, penicilinas, infecções virais e bacterianas.
129 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
130 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
131 Glossite: Inflamação da mucosa que reveste a língua, produzida por infecção viral, radiação, carências nutricionais, etc.
132 Dispepsia: Dor ou mal-estar localizado no abdome superior. O mal-estar pode caracterizar-se por saciedade precoce, sensação de plenitude, distensão ou náuseas. A dispepsia pode ser intermitente ou contínua, podendo estar relacionada com os alimentos.
133 Hepatobiliares: Diz-se do que se refere ao fígado e às vias biliares.
134 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
135 Colestase: Retardamento ou interrupção do fluxo nos canais biliares.
136 Hiponatremia: Concentração de sódio sérico abaixo do limite inferior da normalidade; na maioria dos laboratórios, isto significa [Na+] < 135 meq/L, mas o ponto de corte [Na+] < 136 meq/L também é muito utilizado.
137 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
138 Miastenia: Perda das forças musculares ocasionada por doenças musculares inflamatórias. Por ex. Miastenia Gravis. A debilidade pode predominar em diferentes grupos musculares segundo o tipo de afecção (debilidade nos músculos extrínsecos do olho, da pelve, ou dos ombros, etc.).
139 Ataxia: Reflete uma condição de falta de coordenação dos movimentos musculares voluntários podendo afetar a força muscular e o equilíbrio de uma pessoa. É normalmente associada a uma degeneração ou bloqueio de áreas específicas do cérebro e cerebelo. É um sintoma, não uma doença específica ou um diagnóstico.
140 Pneumonite: Inflamação dos pulmões que compromete principalmente o espaço que separa um alvéolo de outro (interstício pulmonar). Pode ser produzida por uma infecção viral ou lesão causada por radiação ou exposição a diferentes agentes químicos.
141 Rinite: Inflamação da mucosa nasal, produzida por uma infecção viral ou reação alérgica. Manifesta-se por secreção aquosa e obstrução das fossas nasais.
142 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
143 Impotência: Incapacidade para ter ou manter a ereção para atividades sexuais. Também chamada de disfunção erétil.
144 Nefrite: Termo que significa “inflamação do rim” e que agrupa doenças caracterizadas por lesões imunológicas ou infecciosas do tecido renal. Alguns exemplos são a nefrite intersticial por drogas, a glomerulonefrite pós-estreptocócica, etc. Podem manifestar-se por hipertensão arterial, hematúria e dor lombar.
145 Intersticial: Relativo a ou situado em interstícios, que são pequenos espaços entre as partes de um todo ou entre duas coisas contíguas (por exemplo, entre moléculas, células, etc.). Na anatomia geral, diz-se de tecido de sustentação localizado nos interstícios de um órgão, especialmente de vasos sanguíneos e tecido conjuntivo.
146 Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. É produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
147 Eletrólitos: Em eletricidade, é um condutor elétrico de natureza líquida ou sólida, no qual cargas são transportadas por meio de íons. Em química, é uma substância que dissolvida em água se torna condutora de corrente elétrica.
148 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
149 Anticorpo: Proteína circulante liberada pelos linfócitos em reação à presença no organismo de uma substância estranha (antígeno).
150 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.
151 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
152 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
153 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
154 Fisiológico: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
155 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
156 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
157 Diálise peritoneal: Ao invés de utilizar um filtro artificial para “limpar“ o sangue, é utilizado o peritônio, que é uma membrana localizada dentro do abdômen e que reveste os órgãos internos. Através da colocação de um catéter flexível no abdômen, é feita a infusão de um líquido semelhante a um soro na cavidade abdominal. Este líquido, que chamamos de banho de diálise, vai entrar em contato com o peritônio, e por ele será feita a retirada das substâncias tóxicas do sangue. Após um período de permanência do banho de diálise na cavidade abdominal, este fica saturado de substâncias tóxicas e é então retirado, sendo feita em seguida a infusão de novo banho de diálise. Esse processo é realizado de uma forma contínua e é conhecido por CAPD, sigla em inglês que significa diálise peritoneal ambulatorial contínua. A diálise peritoneal é uma forma segura de tratamento realizada atualmente por mais de 100.000 pacientes no mundo todo.
158 Transfusão: Introdução na corrente sangüínea de sangue ou algum de seus componentes. Podem ser transfundidos separadamente glóbulos vermelhos, plaquetas, plasma, fatores de coagulação, etc.
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