ENFLURAN

CRISTALIA

Atualizado em 08/12/2014

ENFLURAN-1fr.100ml:

ENFLURAN
Enflurano

Forma Farmacêutica de Enfluran

Líquido anestésico inalante

Apresentação de Enfluran

Frascos com 100 ml, 125 ml e com 240 ml.
USO PEDIÁTRICO OU ADULTO

Composição de Enfluran

Cada frasco contém: 100 ml 125 ml 240 mlEnflurano (DCB 0461.01-6) .................... 100 ml 125 ml 240 ml
O Enflurano é acondicionado em frascos de vidro de cor âmbar.

Informações Técnicas de Enfluran

O ENFLURAN é um líquido incolor, anestésico inalatório, transparente, não inflamável, estável e não explosivo e usado em dose baixa para proporcionar analgesia que não necessite de perda de consciência do paciente.
A anestesia1 com ENFLURAN produz uma rápida e agradável indução, sendo fácil e rapidamente reversível, com adequado relaxamento muscular para a maioria das intervenções cirúrgicas.
Depois do uso de anestesias, com o enflurano, existe a possibilidade de diminuição da capacidade psicomotora2, durante aproximadamente 24 horas. Após a anestesia1 deve-se ter precaução para conduzir ou realizar tarefas que requeiram atenção e coordenação.
Evitar a ingestão de bebidas alcoólicas ou de depressores do SNC3 durante 24 horas após a anestesia1, a menos que o médico o autorize especificamente.
Conservar em temperatura ambiente controlada, entre 15 e 25ºC, e proteger da luz.
Seu prazo de validade é de 36 meses a partir da data de fabricação, sendo que após este prazo o produto pode não ter mais efeito terapêutico.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE4.

O ENFLURAN não possui nenhum estabilizante ou conservante químico e é acondicionado em frascos de vidro de cor âmbar. Seu uso deve ser restrito ao ambiente hospitalar.
O ENFLURAN tem ação similar a do Halotano.
É administrado usando um vaporizador calibrado para indução e manutenção de anestesia1 geral.
O Enflurano é um anestésico geral que proporciona indução e recuperações rápidas e suaves; determina em estímulo mínimo ou nulo das secreções salivares e bronquiais.
Os reflexos faringeanos e laríngeos são prontamente abolidos, permitindo fácil intubação traqueal.
Da mesma forma que ocorre com outros agentes inalatórios, o volume respiratório diminui à medida que se aprofunda a anestesia1. Não obstante, ao contrário de outros anestésicos congêneres, favorece a reação do suspiro e permite manter frequência respiratória constante ou discretamente diminuída. Durante a indução ocorre ligeiro declínio da pressão sanguínea, a qual retorna aos valores aproximados da normalidade, sob o estímulo cirúrgico.
O aprofundamento da anestesia1 produz diminuição correspondente das cifras tensionais. A frequência cardíaca mantém-se constante, sem evidência significativa da bradicardia5. O controle eletrocardiográfico demonstra que o ritmo cardíaco permanece estável e que não é afetado pela elevação de tensão de CO2 arterial.
Estudos em seres humanos mostraram que a injeção6 de adrenalina7 (epinefrina) pode ser administrada com segurança em concentração máxima de 1:100.000, em quantidade de 10 ml em cada 10 minutos e não mais de 30 ml por hora.
O enflurano não modifica a coagulação8 do sangue9 nem altera o hemograma. Não ocorrem variações no volume sanguíneo e não há efeito significativo sobre a bioquímica do sangue9. O relaxamento muscular proporcionado pelo enflurano, é considerado excelente e adequado a prática de muitos tipos de cirurgia, incluindo cirurgias intra-abdominais, mas em caso de necessidade de maior grau de relaxamento, pode-se administrar pequenas doses adicionais de miorrelaxantes.
Todos os relaxantes musculares comumente empregados são compatíveis ao enflurano. Todavia, os do tipo "não despolarizante" são acentuadamente potencializados por enflurano e por essa razão, suas doses habituais devem ser reduzidos à metade.
A neostigmina não inverte o efeito miorrelaxante10 produzido pelo enflurano.
Demonstrou-se que o enflurano é metabolizado pelo organismo humano, em grau muito menor do que outros agentes halogenados e a dosagem dos fluoretos urinários indica que sua degradação metabólica é da ordem de apenas 10 a 25% da sofrida pelos citados agentes.
Tal fato tem sido atribuído à grande estabilidade química da molécula do enflurano e ao seu coeficiente de distribuição sangue9/gás, relativamente baixo na ordem de 1,91 a 37 graus Celsius.
No uso em obstetrícia, com concentrações entre 0,25 a 1,0%, as perdas sanguíneas são comparáveis aos outros anestésicos. Essas concentrações dão aos recém-nascidos índices de Apgar normais.
Os testes neuro-comportamentais feitos nas primeiras 24 horas de vida do recém-nascido não mostraram alterações.
As doses de enflurano até 1% não deprimem as forças uterinas durante o trabalho de parto e nem durante a expulsão fetal; doses de 1 a 2% diminuem essas forças e doses de 2 a 3% podem até aboli-las.
O enflurano desloca a curva de resposta do miométrio11 aos ocitócicos; assim sendo, doses entre 1,5 a 3% de enflurano podem diminuir ou até abolir a resposta.
Assim sendo, a perda sanguínea poderá ser maior que a habitual.
Esses fatos não ocorrem dentro das doses recomendadas de 0,25% a 1%.

Indicações de Enfluran

O ENFLURAN é indicado na indução de anestesia1 geral em adultos e crianças. O produto pode ser usado em anestesias gerais, em obstetrícia. Pode ser utilizado como analgésico12 em partos vaginais. Frequentemente se empregam outros medicamentos para indução ou suplementação13 anestésica

-Uso clínico:PRÉ-MEDICAÇÃO:
O pré-anestésico deve ser escolhido de acordo com as necessidades individuais de cada paciente, não esquecendo de que o ENFLURAN produz um discreto estímulo das secreções, sem alterar o ritmo cardíaco que permanece constante. O emprego de anticolinérgicos fica a critério do anestesiologista.

Indução de Enfluran

A indução pode ser obtida com ENFLURAN, administrado em fluxo de oxigênio puro ou através de mistura de O2/N2.
Recomenda-se que seja iniciada com ENFLURAN em concentração de 0,5%, aumentando-se gradativamente, após algumas inspirações, com incrementos de 0,5% até atingir-se o nível de anestesia1 cirúrgica.
A concentração mais elevada não deve ultrapassar 4%.
Como alternativa, pode-se recorrer a uma dose hipnótica de barbitúrico de ação curta, para obter estado de inconsciência14 e prosseguir normalmente a anestesia1 inalatória.

-Obstetrícia:
O ENFLURAN pode ser usado de 0,25% a 1,0% para dar analgesia durante o trabalho de parto, tendo efeito semelhante ao produzido por 30% a 60% de N2O.

Manutenção de Enfluran

Os níveis cirúrgicos de anestesia1 podem ser mantidos com concentrações de 0,5% a 2% de ENFLURAN, com as quais se obtém relaxamento muscular adequado para cirurgia intra-abdominal.Caso haja necessidade de um efeito mais acentuado nesse sentido, pode-se administrar doses suplementares de miorrelaxantes.
É preferível ventilar o suficiente para manter a tensão de CO2 arterial em torno de 35 a 45 mm Hg do que recorrer a uma hipo ou hiperventilação. Desse modo reduz-se ao mínimo a possibilidade de uma eventual excitação do SNC3. Salvo em casos de complicações, a tensão arterial durante a manutenção é inversamente proporcional à concentração de ENFLURAN. Por conseguinte, uma queda acentuada das cifras tensionais pode ser devida a um aprofundamento excessivo do nível de anestesia1, a menos que seja atribuível a hipovolemia15.
Em tais casos, é prudente reduzir a concentração do anestésico.

Recuperação de Enfluran

A administração de ENFLURAN pode ser reduzida a 0,5% ao aproximar-se o final do ato cirúrgico ou interrompida por ocasião da sutura16 da pele17. Ao interromper-se a administração do agente anestésico, convém ventilar o aparelho respiratório18 do paciente com oxigênio puro, várias vezes, até sua completa recuperação.

Contra-Indicações de Enfluran

História ou suspeita de hipertermia maligna contra-indica o uso do enflurano. A relação risco- benefício deve ser avaliada nas seguintes situações clínicas: pneumotórax19, pneumoencefalografia, embolia20 gasosa, disfunção hepática21, icterícia22 ou lesão23 hepática21 aguda após exposição a anestésicos gerais, arritmias24 cardíacas, diabetes25 não controladas, disfunção renal26, toxemia27 gravídica, hipertensão28 intracraniana, miastenia29 grave e feocromocitoma30.

Precauções de Enfluran

O enflurano, como todos os anestésicos inalatórios, produz alterações nos traçados eletroencefalográficos.
Quando a anestesia1 com enflurano é aprofundada além dos limites recomendados, pode ocorrer no EEG um traçado caracterizado por alta voltagem e alta frequência, que progride através de complexos de espículas-ondas, intercaladas por período de silêncio elétrico. As vezes, tal quadro acompanha-se de atividade motora, a qual quando ocorre, assume a forma de concentrações súbitas de diversos grupos musculares, que costumam desaparecer espontaneamente ou pela redução da concentração do anestésico. Em registro eletroencefalográfico, observado em níveis profundos de anestesia1, intensifica-se pela hiperventilação e consequente diminuição da tensão parcial de CO2. Seu aparecimento constitui uma advertência de que a profundidade da anestesia1 é excessiva.
Ao reajustar-se o procedimento anestésico pela redução da concentração e/ou do ritmo da respiração assistida, a atividade motora desaparece.
A cessação imediata pode ser obtida, administrando-se pequena dose de relaxante muscular. Estudos da irrigação sanguínea cerebral e do metabolismo31, efetuados em voluntários normais, durante as alterações eletroencefalográficas não revelam evidência de hipóxia32 cerebral e a recuperação foi isenta de complicações.
Reitera-se a advertência de que enflurano intensifica os efeitos dos relaxantes musculares não despolarizantes e que, por conseguinte, as doses habitualmente empregadas devem ser reduzidas aproximadamente à metade. O enflurano deve ser usado com precaução em pacientes que, por uso de drogas ou história clínica, demonstrem ser sensíveis à estimulação cortical produzida por essa droga.
Como os níveis de anestesia1 frequentemente se alteram com a rapidez e facilidade, recomenda-se o uso exclusivo de vaporizadores que proporcionem concentrações previsíveis, com precisão adequada.
Observou-se em alguns casos uma discreta elevação dos níveis séricos de glicose33, fato que deve ser levado em consideração em se tratando de pacientes diabéticos.
Entretanto, o moderado aumento de glicemia34, que pode ocorrer durante a anestesia1 com enflurano retorna a níveis normais no período pós-operatório imediato.
Disfunção hepática21, icterícia22 e necrose35 hepática21 fatal têm sido relatadas após anestesia1 com anestésicos halogenados. Tais reações parecem representar uma reação de sensibilidade aos anestésicos. Cirrose36 ou outras anormalidades envolvendo disfunção hepática21 podem ser a base para selecionar um outro anestésico que não agente halogenado.

Interações Medicamentosas de Enfluran

A ingestão crônica de álcool pode aumentar as necessidades de enflurano na anestesia1.Aminoglicosídeos, lincomicina, polimixina e bloqueadores neuromusculares não despolarizantes podem produzir bloqueio neuromuscular aditivo se usado com enflurano.
A importância clínica deste fato é mínima, se o paciente estiver ventilado mecanicamente mas, ainda assim, a dose deve ser ajustada e instituído tratamento anticolinesterásico ou sais de cálcio, se necessário. Não se recomenda os sais de cálcio, se houve administração de tubocurarina, já que estes em vez de reverter os efeitos, podem potenciá-los. A amiodarona e anti-hipertensivos potencializam a hipotensão37 causada pelo enflurano.
Beta bloqueadores, inclusive os de uso oftálmico, poderão causar hipotensão37 severa e prolongada, se usados simultaneamente com enflurano, reduzindo ainda a capacidade de resposta aos estímulos simpáticos beta adrenérgicos38.
Caso seja necessário reverter os efeitos dos beta bloqueadores, pode-se usar agonistas adrenérgicos38 como dopamina39, isoprenalina ou norepinefrina, mas com extrema cautela.
A levodopa aumenta a concentração endógena de dopamina39 e deve ser suspensa de 6 a 8 horas antes da anestesia1. A metildopa pode diminuir as necessidades do anestésico.
Medicamentos nefrotóxicos podem aumentar os riscos de nefrotoxicidade40 severa, não se recomendando o uso simultâneo ou sequencial ao enflurano.
A resposta uterina aos ocitócicos sofre uma redução que é dose dependente do enflurano (concentrações maiores que 1,5%), podendo ocorrer hemorragias41. O uso simultâneo com suxametônio pode aumentar os riscos de hipertermia maligna e bradicardia5 enquanto que as xantinas aumentam os riscos de arritmias24 cardíacas.
A administração simultânea com óxido nitroso, reduz os requerimentos deste e por isso pode atenuar, de certa forma, seus efeitos cardiovasculares.

Reações Adversas / Colaterais de Enfluran

O enflurano é um depressor do SNC3 e portanto, pode produzir sintomas42 característicos como depressão respiratória e circulatória, principalmente com doses elevadas.
Contrações musculares, hepatoxicidade, hipóxia32 e crise de hipertermia maligna podem ocorrer.
Excitação paradoxal43 do SNC3 pode surgir com alucinações44, ansiedade e nervosismo. Apesar de raras, podem surgir arritmias24 cardíacas, náuseas45 e vômitos46.

Posologia e Administração de Enfluran

Para a indução da anestesia1 em pacientes adultos pode ser usada uma concentração de 0,5%, administrada em fluxo de oxigênio puro ou através de O2/ N2O, aumentando-se gradativamente, após algumas inspirações, com incrementos de 0,5% até atingir-se o nível de anestesia1 cirúrgica. A concentração mais elevada não deve ultrapassar 4%.Para a manutenção, os níveis podem ser mantidos com concentrações de 0,5% a 2% de ENFLURAN, com as quais obtém-se relaxamento muscular adequado para a cirurgia intra-abdominal.
Em obstetrícia, o ENFLURAN pode ser usado de 0,25% a 1% para dar analgesia durante o trabalho de parto, tendo efeito semelhante ao produzido por 30% a 60% de N2O.
Na recuperação, a administração do ENFLURAN pode ser reduzida a 0,5% ao aproximar-se o final do ato cirúrgico ou por ocasião da sutura16 da pele17. Ao interromper-se a administração do agente anestésico, convém ventilar o aparelho respiratório18 do paciente com oxigênio puro, várias vezes até sua completa recuperação.

Superdosagem de Enfluran

No caso de superdosagem ou quando a situação parecer superdosagem, deve-se interromper imediatamente a aplicação do produto e promover a ventilação47 assistida ou controlada com oxigênio puro.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA
USO RESTRITO A HOSPITAIS

N.º do lote, data de fabricação e prazo de validade: vide rótulo/cartucho
Reg. MS N.º 1.0298.0157
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SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente): 0800-7011918

CRISTÁLIA - Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.
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ENFLURAN - Laboratório

CRISTALIA
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Complementos

1 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.
2 Psicomotora: Própria ou referente a qualquer resposta que envolva aspectos motores e psíquicos, tais como os movimentos corporais governados pela mente.
3 SNC: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
4 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
5 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
6 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
7 Adrenalina: 1. Hormônio secretado pela medula das glândulas suprarrenais. Atua no mecanismo da elevação da pressão sanguínea, é importante na produção de respostas fisiológicas rápidas do organismo aos estímulos externos. Usualmente utilizado como estimulante cardíaco, como vasoconstritor nas hemorragias da pele, para prolongar os efeitos de anestésicos locais e como relaxante muscular na asma brônquica. 2. No sentido informal significa disposição física, emocional e mental na realização de tarefas, projetos, etc. Energia, força, vigor.
8 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
9 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
10 Miorrelaxante: Produto farmacológico com função de reduzir contratura muscular.
11 Miométrio: A capa de músculos lisos do útero, que forma a massa principal do órgão.
12 Analgésico: Medicamento usado para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
13 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
14 Inconsciência: Distúrbio no estado de alerta, no qual existe uma incapacidade de reconhecer e reagir perante estímulos externos. Pode apresentar-se em tumores, infecções e infartos do sistema nervoso central, assim como também em intoxicações por substâncias endógenas ou exógenas.
15 Hipovolemia: Diminuição do volume de sangue secundário a hemorragias, desidratação ou seqüestro de sangue para um terceiro espaço (p. ex. peritônio).
16 Sutura: 1. Ato ou efeito de suturar. 2. Costura que une ou junta partes de um objeto. 3. Na anatomia geral, é um tipo de articulação fibrosa, em que os ossos são mantidos juntos por várias camadas de tecido conjuntivo denso; comissura (ocorre apenas entre os ossos do crânio). 4. Na anatomia botânica, é uma linha de espessura variável que se forma na região de fusão dos bordos de um carpelo (ou de dois ou mais carpelos concrescentes). 5. Em cirurgia, ato ou efeito de unir os bordos de um corte, uma ferida, uma incisão, com agulha e linha especial, para promover a cicatrização. 6. Na morfologia zoológica, nos insetos, qualquer sulco externo semelhante a uma linha.
17 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
18 Aparelho respiratório: O aparelho respiratório transporta o ar do meio externo aos pulmões e vice-versa e promove a troca de gases entre o sangue e o ar.
19 Pneumotórax: Presença de ar na cavidade pleural. Como o pulmão mantém sua forma em virtude da pressão negativa existente entre a parede torácica e a pleura, a presença de pneumotórax produz o colapso pulmonar, podendo levar à insuficiência respiratória aguda. Suas causas são traumáticas (ferida perfurante no tórax, aumento brusco da pressão nas vias aéreas), pós-operatórias ou, em certas ocasiões, pode ser espontâneo.
20 Embolia: Impactação de uma substância sólida (trombo, colesterol, vegetação, inóculo bacteriano), líquida ou gasosa (embolia gasosa) em uma região do circuito arterial com a conseqüente obstrução do fluxo e isquemia.
21 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
22 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
23 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
24 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
25 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
26 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
27 Toxemia: Intoxicação resultante do acúmulo excessivo de toxinas endógenas ou exógenas no sangue, em virtude de insuficiência relativa ou absoluta dos órgãos excretores (rins, fígado, etc.).
28 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
29 Miastenia: Perda das forças musculares ocasionada por doenças musculares inflamatórias. Por ex. Miastenia Gravis. A debilidade pode predominar em diferentes grupos musculares segundo o tipo de afecção (debilidade nos músculos extrínsecos do olho, da pelve, ou dos ombros, etc.).
30 Feocromocitoma: São tumores originários das células cromafins do eixo simpático-adrenomedular, caracterizados pela autonomia na produção de catecolaminas, mais freqüentemente adrenalina e/ou noradrenalina. A hipertensão arterial é a manifestação clínica mais comum, acometendo mais de 90% dos pacientes, geralmente resistente ao tratamento anti-hipertensivo convencional, mas podendo responder a bloqueadores alfa-adrenérgicos, bloqueadores dos canais de cálcio e nitroprussiato de sódio. A tríade clássica do feocromocitoma, associado à hipertensão arterial, é composta por cefaléia, sudorese intensa e palpitações.
31 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
32 Hipóxia: Estado de baixo teor de oxigênio nos tecidos orgânicos que pode ocorrer por diversos fatores, tais como mudança repentina para um ambiente com ar rarefeito (locais de grande altitude) ou por uma alteração em qualquer mecanismo de transporte de oxigênio, desde as vias respiratórias superiores até os tecidos orgânicos.
33 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
34 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
35 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
36 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
37 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
38 Adrenérgicos: Que agem sobre certos receptores específicos do sistema simpático, como o faz a adrenalina.
39 Dopamina: É um mediador químico presente nas glândulas suprarrenais, indispensável para a atividade normal do cérebro.
40 Nefrotoxicidade: É um dano nos rins causado por substâncias químicas chamadas nefrotoxinas.
41 Hemorragias: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
42 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
43 Paradoxal: Que contém ou se baseia em paradoxo(s), que aprecia paradoxo(s). Paradoxo é o pensamento, proposição ou argumento que contraria os princípios básicos e gerais que costumam orientar o pensamento humano, ou desafia a opinião consabida, a crença ordinária e compartilhada pela maioria. É a aparente falta de nexo ou de lógica; contradição.
44 Alucinações: Perturbações mentais que se caracterizam pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensações sem objeto. Impressões ou noções falsas, sem fundamento na realidade; devaneios, delírios, enganos, ilusões.
45 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
46 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
47 Ventilação: 1. Ação ou efeito de ventilar, passagem contínua de ar fresco e renovado, num espaço ou recinto. 2. Agitação ou movimentação do ar, natural ou provocada para estabelecer sua circulação dentro de um ambiente. 3. Em fisiologia, é o movimento de ar nos pulmões. Perfusão Em medicina, é a introdução de substância líquida nos tecidos por meio de injeção em vasos sanguíneos.

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