Preço de Mepact em Cambridge/SP: R$ 19825,90

Mepact
(Bula do profissional de saúde)

TAKEDA PHARMA LTDA.

Atualizado em 24/01/2020

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

Mepact
mifamurtida
Injetável

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO:

liofilizado1 para suspensão injetável para infusão de 4 mg de mifamurtida
Embalagem com 1 frasco de vidro de 50 mL e 1 filtro estéril, não pirogênico, de uso único, sem látex

USO INTRAVENOSO
USO ADULTO (ATÉ 30 ANOS) E PEDIÁTRICO (ACIMA DE 2 ANOS)

COMPOSIÇÃO:

Cada frasco de 50 mL contém:

mifamurtida 4 mg
excipiente q.s.p. 50 mL

Excipientes: oleato palmitato de fosfatidilcolina e dioleoato de fosfatidilserina.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

INDICAÇÕES

Este medicamento é indicado para o tratamento de osteossarcoma de alto grau não metastático, ressecável, depois de ressecção cirúrgica completa macroscopicamente, em crianças, adolescentes e adultos jovens, associado a quimioterapia2 de combinação pós-operatória. A segurança e a eficácia foram avaliadas em estudos em pacientes com 2 a 30 anos de idade ao diagnóstico3 inicial (veja “Características Farmacológicas”/“Propriedades farmacodinâmicas”).

RESULTADOS DE EFICÁCIA

A segurança da mifamurtida lipossomal foi avaliada em mais de 700 pacientes com vários tipos e estadios de câncer4 e em 21 sujeitos adultos sadios (veja “Reações Adversas”).

Mepact® aumentou significativamente a sobrevida5 global de pacientes com osteossarcoma de alto grau ressecável recém-diagnosticado quando usado em conjunto com combinação de quimioterapia2 em comparação com a quimioterapia2 isolada. Em um estudo fase 3, randomizado6, de 678 pacientes (idade de 1,4 a 30,6 anos) com osteossarcoma de alto grau ressecável recém-diagnosticado, a adição de Mepact® à quimioterapia2 com doxorrubicina, cisplatina e metotrexato, com ou sem ifosfamida, resultou em redução relativa de 28% no risco de óbitos (p=0,0313, razão de risco (RR)=0,72 [intervalo de confiança de 95% (IC):0,53, 0,97)].

Referências Bibliográficas:

  • Meyers PA, et al. J Clin Oncol 2005;23:2004–1;
  • Meyers PA, et al. J Clin Oncol 2008;26:633–8
  • Chou AJ, et al. Cancer4 2009;115:5339–48
  • Kleinerman ES, et al. Am J Clin Oncol 1995;18:93–9
  • Chou AJ, et al. Cancer4 2009;115:5339–48
  • Venkatakrishnan K, et al. Poster presentation at EORTC-NCI-AACR 2010, Berlin, Germany (abstract 661)

CARACTERISTICAS FARMACOLÓGICAS

PROPRIEDADES FARMACODINÂMICAS

Mecanismo de ação:

A mifamurtida (muramil tripeptideo fosfatidiletanolamina, MTP-PE) é um derivado totalmente sintético do dipeptideo muramil (MDP), o menor componente estimulante imunológico de ocorrência natural das paredes celulares do Mycobacterium sp. Ele tem efeitos imuno-estimulantes semelhantes aos do MDP natural, com a vantagem adicional de ter meia-vida mais longa no plasma7. Mepact® é uma formulação lipossomal, especificamente desenhada para atuar in vivo, por infusão intravenosa, sobre os macrófagos8.

O MTP-PE é um ligante específico de NOD2, um receptor encontrado primariamente em monócitos9, células dendríticas10 e macrófagos8. MTP-PE é um ativador potente de monócitos9 e macrófagos8. A ativação de macrófagos8 humanos pelo Mepact® está associada com a produção de citocinas11, incluindo o fator de necrose12 tumoral (TNF-α), interleucina-1 (IL-1β), IL-6, IL-8 e IL-12 e moléculas de adesão, incluindo antígeno13 1 associado com a função do linfócito14 (LFA-1) e molécula 1 de adesão intercelular (ICAM-1). Monócitos9 humanos tratados in vitro mataram células15 tumorais autólogas e alogênicas (incluindo melanoma16 e carcinomas de ovário17, de cólon18 e renal19), mas não tiveram toxicidade20 em células15 normais.

A administração in vivo de Mepact® resultou na inibição do crescimento tumoral em modelos de metástase21 pulmonar, câncer4 de pele22 e de fígado23 e fibrossarcoma em camundongo e rato. Aumento significante da sobrevida5 livre de progressão também foi demonstrado no tratamento do osteossarcoma e hemangiossarcoma caninos com Mepact® como terapia adjuvante. O mecanismo exato pelo qual a ativação de monócitos9 e macrófagos8 pelo Mepact® conduz para a atividade antitumoral em animais e homens ainda é desconhecido.

PROPRIEDADES FARMACOCINÉTICAS

As propriedades farmacocinéticas da mifamurtida foram estabelecidas em adultos saudáveis, na a administração de 4 mg via infusão intravenosa, e em pacientes pediátricos e adultos com osteossarcoma, na administração de 2 mg/m2 via infusão intravenosa.

Após a administração intravenosa em 21 sujeitos adultos sadios, a mifamurtida foi depurada rapidamente do soro24 (minutos) com um tempo de meia vida de 2,05 ± 0,40 horas, resultando em concentração sérica muito baixa de mifamurtida total (lipossomal e livre). A ASC média foi 17,0 ± 4,86 h × nM e a Cmax foi 15,7 ± 3,72 nM.

Em 28 pacientes com idade entre 6 e 39 anos diagnosticados com osteossarcoma, a concentração sérica total (lipossomal e livre) de mifamurtida declinou rapidamente, com um tempo de meia-vida de 2,04 ± 0,456 horas. A depuração sérica corrigida com base na superfície corpórea dos pacientes e o tempo de meia-vida foram semelhantes em toda a faixa etária estudada e coerentes com os resultados observados em adultos sadios, o que sustenta a recomendação de uma dose de 2 mg/m2.

Em um estudo separado em 14 pacientes, as curvas das concentrações séricas médias versus tempo da mifamurtida total e livre que foram avaliadas depois da primeira infusão de Mepact® e depois da última infusão 11 ou 12 semanas mais tarde, eram quase sobrepostas e os valores médios da ASC da mifamurtida livre depois da primeira e da última infusão eram semelhantes. Estes dados indicam que nem a mifamurtida total nem a mifamurtida livre se acumularam durante o período de tratamento.

Distribuição

6 horas após a injeção25 de lipossomas marcados radioativamente contendo 1 mg de mifamurtida, radioatividade foi encontrada no fígado23, baço26, nasofaringe27, tireóide e, em menor extensão, no pulmão28. Os lipossomas foram fagocitados pelas células15 do sistema reticuloendotelial. Em 2 dos 4 pacientes com metástase21 pulmonar, a radioatividade estava associada com as metástases29 pulmonares.

Metabolismo30

O metabolismo30 da mifamurtida não foi estudado em humanos.

Eliminação

Após sua administração intravenosa em adultos saudáveis e em pacientes com osteossarcoma, a mifamurtida foi rapidamente depurada do soro24, com tempos de meia-vida de 2,05 ± 0,40 horas e de 2,04 ± 0,456 horas, respectivamente. Após a injeção25 de lipossomas marcados radioativamente contendo mifamurtida, a meia-vida média do material marcado foi bifásica, com fase alfa de cerca de 15 minutos e uma meia-vida terminal de aproximadamente 18 horas.

Populações especiais:

Insuficiência Renal31: A farmacocinética relativa a uma dose única de 4 mg de mifamurtida, administrada via infusão intravenosa por uma hora, foi avaliada em voluntários adultos com disfunção renal19 leve (n=9) a moderada (n=8) e em adultos saudáveis com função renal19 normal (n=16) e idades, gêneros e pesos compatíveis. A presença de insuficiência renal31 leve (50 mL/min ≤ CLcr ≤ 80 mL/min) ou moderada (30 mL/min ≤ CLcr < 50 mL/min) não teve influência sobre a depuração total de mifamurtida, quando comparada àquela observada em adultos saudáveis com função renal19 normal (CLcr > 80 mL/min).

Insuficiência Hepática32: A farmacocinética relativa a uma dose única de 4 mg de mifamurtida, administrada via infusão intravenosa por uma hora, foi avaliada em voluntários adultos com disfunção hepática33 leve (classificação de Child-Pugh: A; n=9) a moderada (classificação de Child-Pugh: B; n=8) e em adultos saudáveis com função renal19 normal (n=19) e idades, gêneros e pesos compatíveis. A presença de disfunção hepática33 leve não teve influência sobre a exposição sistêmica (ASCinf) à mifamurtida total. A presença de disfunção hepática33 moderada resultou num pequeno aumento da ASCinf de mifamurtida total, com uma razão das médias geométricas dos mínimos quadrados (expressa em %) de 119% (90% CI: 94.1%–151%) para disfunção hepática33 moderada, em relação ao grupo com função hepática33 normal. Esse efeito não é considerado clinicamente significante, uma vez que a dose máxima tolerada de mifamurtida (4–6 mg/m2) é 2 a 3 vezes a dose recomendada (2 mg/m2).

Dados pré-clínicos de segurança

Em espécies sensíveis (coelho e cão), a dose diária mais alta de mifamurtida lipossomal que não causou efeitos adversos foi 0,1 mg/kg, correspondendo a 1,2 a 2 mg/m2, respectivamente. O nível de não efeito adverso para o Mepact® em animais corresponde aproximadamente à dose de 2 mg/m2 recomendada para humanos.

Os dados de um estudo de seis meses em cães, com administração de injeções intravenosas de até 0,5 mg/kg (10 mg/m2) de Mepact® proporcionam uma exposição cumulativa de 8 a 19 vezes a margem de segurança para toxicidade20 evidente para a dose clínica pretendida para seres humanos. Os principais efeitos tóxicos associados com estas doses diárias altas e cumulativas de Mepact® foram, principalmente, efeitos farmacológicos exacerbados: febre34, sinais35 de resposta inflamatória pronunciada manifestada por sinovite36, broncopneumonia37, pericardite38 e necrose12 inflamatória do fígado23 e da medula óssea39. Os eventos a seguir também foram observados: hemorragia40 e prolongamento dos tempos de coagulação41, infartos, alterações morfológicas na parede das pequenas artérias42, edema43 e congestão do sistema nervoso central44, efeitos cardíacos menores, e hiponatremia45 leve. Mepact® não foi mutagênico e não causou efeitos
teratogênicos46 em ratos e coelhos. Efeitos embriotóxicos foram observados apenas em níveis tóxicos para a mãe.

Não houve resultados dos estudos de toxicidade20 geral que sugerissem efeitos prejudiciais para os órgãos reprodutores masculinos ou femininos. Não foram conduzidos estudos específicos abordando a função reprodutiva, a toxicidade20 perinatal e o potencial carcinogênico.

CONTRAINDICAÇÕES

Mepact® é contraindicado para pacientes47 com hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um de seus excipientes. O uso concomitante com ciclosporina ou outros inibidores da calcineurina e de fármacos anti-inflamatórios não esteroides em doses altas (AINEs, inibidores da cicloxigenase) é contraindicado (veja Interações Medicamentosas).

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

Angústia respiratória

Em pacientes com história de asma48 ou outra doença pulmonar obstrutiva crônica, deve-se considerar a administração profilática de broncodilatadores49. Dois pacientes com asma48 pré-existente desenvolveram angústia respiratória leve a moderada associada ao tratamento. Se ocorrer uma reação respiratória grave, a administração de Mepact® deve ser interrompida e a administração de tratamento apropriado deve ser iniciada.

Neutropenia50

A administração de Mepact® foi comumente associada com neutropenia50 transitória, geralmente quando usado em conjunto com quimioterapia2. Os episódios de febre34 neutropênica devem ser monitorados e gerenciados apropriadamente. Mepact® pode ser administrado durante períodos de neutropenia50, mas a febre34 subsequente atribuída ao tratamento deve ser acompanhada de perto. Febre34 ou calafrios51 persistentes por mais de 8 horas depois da administração de Mepact® devem ser avaliados para a presença de possível sepse52.

Resposta inflamatória

A associação de Mepact® com sinais35 de resposta inflamatória pronunciada, incluindo pericardite38 e pleurite foi incomum. Ele deve ser usado com cautela em pacientes com história de doenças autoimunes53, inflamatórias ou outras doenças do colágeno54. Durante a administração de Mepact®, os pacientes devem ser monitorados para sinais35 ou sintomas55 incomuns, tais como artrite56 ou sinovite36, sugestivos de reações inflamatórias não controladas.

Distúrbios cardiovasculares

Pacientes com história de trombose57 venosa, vasculite58 ou distúrbios cardiovasculares instáveis devem ser acompanhados de perto durante a administração de Mepact®. Se houver persistência ou agravamento dos sintomas55, a administração deve ser adiada ou interrompida. Hemorragia40 foi observada em animais em doses muito altas. A ocorrência de hemorragia40 não é esperada com a dose recomendada; no entanto, recomenda-se monitorar os parâmetros da coagulação41 depois da primeira dose e uma vez mais depois de várias doses.

Reações alérgicas

Reações alérgicas ocasionais foram associadas ao tratamento com Mepact®, incluindo erupção59 cutânea60, respiração ofegante e hipertensão61 de grau 4. Pode ser difícil distinguir reações alérgicas de respostas inflamatórias exageradas, mas os pacientes devem ser monitorados para sinais35 de reações alérgicas.

Toxicidade20 gastrointestinal

Náusea62, vômito63 e perda do apetite são reações adversas muito comuns ao Mepact®. Toxicidade20 gastrointestinal pode ser exacerbada quando Mepact® é usado em conjunto com quimioterapia2 de combinação em dose alta e foi associada com uso aumentado de nutrição parenteral64.

Gravidez65 e lactação66

Não há dados sobre o uso da mifamurtida em pacientes grávidas. Os estudos em animais são insuficientes com relação à toxicidade20 reprodutiva (veja Características Farmacológicas/Dados Pré-Clínicos de Segurança). Mepact® não deve ser usado durante a gravidez65 e em mulheres que não façam uso de contraceptivos efetivos.

Não se sabe se a mifamurtida é excretado no leite humano. A excreção da mifamurtida no leite não foi estudada em animais. Uma decisão sobre continuar/interromper a amamentação67 ou continuar/interromper o tratamento deve ser tomada levando em conta o benefício do aleitamento para a criança e o benefício da terapia com Mepact® para a mulher.

Não foram realizados estudos específicos de fertilidade com Mepact® (veja Dados Pré-Clínicos de Segurança). Categoria B de risco na gravidez65 – Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que estejam amamentando sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas

Não foram realizados estudos dos efeitos sobre a capacidade de dirigir ou operar máquinas. Alguns efeitos colaterais68 muito comuns ou comuns do tratamento com Mepact® (tais como tontura69, vertigem70, fadiga71 e visão72 borrada) podem afetar a capacidade de dirigir e operar máquinas.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Um número limitado de estudos da interação do Mepact® com a quimioterapia2 foi conduzido. Embora estes estudos não sejam conclusivos, não há evidência de interferência do Mepact® com os efeitos antitumorais da quimioterapia2 e viceversa.

É recomendado separar os tempos de administração de Mepact® e doxorrubicina ou outros medicamentos lipofílicos se forem usados no mesmo protocolo quimioterápico.

O uso concomitante de Mepact® e ciclosporina ou outros inibidores da calcineurina é contraindicado devido aos seus efeitos hipotéticos sobre os macrófagos8 esplênicos e a função fagocitária mononuclear (veja Contraindicações).

In vitro também foi demonstrado que doses altas de AINEs (inibidores da cicloxigenase) podem bloquear o efeito de ativação dos macrófagos8 da mifamurtida lipossomal. Portanto, o uso de doses altas de AINEs é contraindicado (veja Contraindicações).

Como a mifamurtida age através do estímulo do sistema imunológico73, o uso crônico74 ou rotineiro de corticosteroides deve ser evitado durante o tratamento com Mepact®.

Estudos de interação in vitro mostraram que a mifamurtida lipossomal e não-lipossomal não inibe a atividade metabólica do citocromo P450 em microssomas hepáticos humanos agrupados. A mifamurtida lipossomal e não-lipossomal não induz a atividade metabólica ou a transcrição do citocromo P450 em culturas primárias de hepatócitos humanos recém-isolados.

Portanto, não é esperado que a mifamurtida tenha interação com o metabolismo30 de substâncias que são substratos do citocromo P450 hepático.

Em um estudo amplo, randomizado6, controlado, Mepact® usado de acordo com a dose e o esquema recomendado, com outros medicamentos que possuem toxicidade20 renal19 (cisplatina, ifosfamida) ou hepática33 (dose alta de metotrexato, ifosfamida) conhecida não exacerbou estas toxicidades e não houve necessidade de ajustar a dose de mifamurtida.

CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO

Conservar o produto sob refrigeração (2–8°C). Não congelar. Manter o frasco dentro do cartucho para proteger da luz.

Este medicamento tem validade de 30 meses a partir da data de sua fabricação.

Após a reconstituição, a suspensão apresenta estabilidade química e física por 6 horas em temperatura até 25°C.

Do ponto de vista microbiológico75, o uso imediato é recomendado. Caso contrário, o tempo e as condições de armazenamento da solução reconstituída, filtrada e diluída antes do uso são de responsabilidade do usuário e não podem ultrapassar 6 horas a 25°C. Não guardar na geladeira e não congelar a solução.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Mepact® é um pó liofilizado1 homogêneo, branco a quase branco. A suspensão para infusão reconstituída, filtrada e diluída é uma suspensão lipossomal opaca, branca a quase branca, homogênea, livre de partículas visíveis, de espuma e de aglomerados de lipídeos.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

POSOLOGIA E MODO DE USAR

O tratamento com Mepact® deve ser iniciado e supervisionado por médicos especialistas, com experiência no diagnóstico3 e tratamento do osteossarcoma.

Dosagem e Duração do Tratamento

A dose recomendada de mifamurtida para todos os pacientes é 2 mg/m2 da área da superfície corporal. Ele deve ser administrado, como tratamento adjuvante depois da ressecção, duas vezes por semana com pelo menos 3 dias de intervalo, durante 12 semanas, seguido pelo tratamento uma vez por semana durante mais 24 semanas, com um total de 48 infusões em 36 semanas.

Método de administração

Antes da administração, Mepact® deve ser reconstituído, filtrado, usando o filtro fornecido e depois diluído. A suspensão para infusão reconstituída, filtrada e diluída é uma suspensão lipossomal opaca, branca a quase branca, homogênea, livre de partículas visíveis, de espuma e de aglomerados de lipídeos.

Depois da reconstituição, filtração e diluição, Mepact® é administrado por infusão intravenosa durante um período de 1 hora.

Mepact® não deve ser usado como injeção25 em bolus76.

Populações especiais

Pacientes pediátricos: A segurança e a eficácia de Mepact® foram estabelecidas em crianças a partir de 2 anos de idade. O uso em crianças
com idade inferior a 2 anos não é recomendado devido a falta de dados de eficácia e segurança neste grupo etário.

Pacientes idosos: Nenhum dos pacientes tratados nos estudos em osteossarcoma tinha 65 anos de idade ou acima disso e no estudo fase 3 randomizado6 apenas pacientes com idade até 30 anos foram incluídos. Portanto, não há dados suficientes para recomendar o uso de Mepact® em pacientes acima de 30 anos de idade.

Pacientes com insuficiência renal31 ou hepática33: A presença de insuficiência renal31 leve a moderada (depuração de creatinina77 (CrCL) ≥30 mL/min) ou de insuficiência hepática32 leve a moderada (classificação de Child-Pugh A ou B) não resulta em efeitos clinicamente significantes sobre a farmacocinética da mifamurtida. Dessa forma, não é necessário ajuste de dose nesses pacientes.

A farmacocinética da mifamurtida em pacientes com insuficiência renal31 ou hepática33 graves não foi estudada formalmente. Recomenda-se cautela nestes pacientes, pois não há informação disponível sobre o ajuste da dose.

O monitoramento contínuo da função renal19 e hepática33 é recomendado se Mepact® for usado além do término da quimioterapia2, até que todo o tratamento esteja terminado.

Instruções de uso

Cada frasco deve ser reconstituído com 50 mL de solução injetável de cloreto de sódio 0,9% (9 mg/mL). Após a reconstituição, cada mL da suspensão no frasco contém 0,08 mg de mifamurtida. O volume da suspensão reconstituída correspondente à dose calculada é extraído através do filtro fornecido e diluído com mais 50 mL de solução de cloreto de sódio a 0,9%, de acordo com as instruções detalhadas mostradas a seguir. Não misturar Mepact® com outros medicamentos.

Instruções para a preparação de Mepact® para infusão intravenosa

Materiais fornecidos em cada embalagem:

  • Mepact® pó para suspensão para infusão (frasco)
  • Filtro para Mepact®

Materiais necessários, mas não fornecidos:

  • Solução injetável de cloreto de sódio a 0,9% (9 mg/mL), FE/USP, em bolsa de 100 mL
  • Uma seringa78 descartável estéril de 60 mL ou 100 mL com “luer lock”.
  • Duas agulhas estéreis de calibre médio (18).

Recomenda-se que a reconstituição da suspensão lipossomal seja realizada em uma cabine de fluxo laminar, usando
luvas estéreis e técnica asséptica.

Deixar o pó liofilizado1 atingir temperatura entre 20°C–25°C antes da reconstituição, filtração usando o filtro fornecido e diluição. Isto pode demorar aproximadamente 30 minutos.

  1. Remover a tampa do frasco e desinfetar o batoque com compressa com álcool.
  2. Retirar o filtro do blister e a tampa do perfurador do filtro. Inserir firmemente o perfurador no septo do frasco até assentar. Não remover a cápsula do adaptador “luer” do filtro neste momento.
  3. Desembalar a bolsa contendo 100 mL de solução de cloreto de sódio a 0,9%, a agulha e a seringa78 (não fornecidas com o produto).
  4. Desinfetar o local da bolsa de solução de cloreto de sódio a 0,9% onde a agulha será inserida com uma compressa com álcool.
  5. Usando a agulha e a seringa78, retirar 50 mL da bolsa contendo a solução de cloreto de sódio a 0,9%.
  6. Depois de remover a agulha da seringa78, acoplar a seringa78 ao filtro pela abertura da cápsula do adaptador “luer” do filtro.
  7. Adicionar a solução de cloreto de sódio a 0,9% ao frasco empurrando o êmbolo79 da seringa78 lenta e firmemente. Não retirar o filtro e a seringa78 do frasco.
  8. O frasco deve permanecer em repouso por um minuto para garantir a hidratação completa da substância seca.
  9. Em seguida, agitar o frasco vigorosamente por um minuto, mantendo o filtro e a seringa78 acoplados. Durante este tempo, os lipossomas são formados espontaneamente (Figura 2).
  10. Inverter o frasco e extrair a dose desejada do frasco puxando lentamente o êmbolo79 da seringa78 (Figura 3). Cada mL da suspensão reconstituída contém 0,08 mg de mifamurtida. O volume de suspensão a ser retirado para as quantidades das doses é calculado como se segue:
    Volume a ser extraído = [12,5 × dose calculada (mg)] mL
    Para maior facilidade, consulte a tabela de correspondências a seguir.
    Dose Volume
    1,0 mg 12,5 mL
    2,0 mg 25 mL
    3,0 mg 37,5 mL
    4,0 mg 50 mL
  11. Em seguida, remover a seringa78 do filtro e acoplar uma nova agulha à seringa78 contendo a suspensão. Desinfetar o local de injeção25 na bolsa com uma compressa com álcool e injetar a suspensão na seringa78 na bolsa original contendo os 50 mL restantes da solução de cloreto de sódio a 0,9%.
  12. Girar a bolsa gentilmente para misturar a solução.
  13. Adicionar a identificação do paciente, a hora e a data no rótulo da bolsa contendo a suspensão lipossomal reconstituída, filtrada e diluída.
  14. Estabilidades química e física durante o uso foram demonstradas por 6 horas a temperatura ambiente (entre aproximadamente 20°C–25°C).
  15. Do ponto de vista microbiológico75, o produto deve ser usado imediatamente. Caso contrário, os tempos de armazenamento em uso e as condições antes do uso são de responsabilidade do usuário e, normalmente, não devem ultrapassar 6 horas em temperatura ambiente.
  16. A suspensão de lipossomas é administrada por infusão intravenosa durante cerca de 1 hora.

Descarte

Não há requisitos especiais para o descarte.

REAÇÕES ADVERSAS

Todos os 248 pacientes tratados com Mepact® durante os estudos iniciais de braço único, a maioria com doenças malignas avançadas, experimentaram pelo menos uma reação adversa. As reações adversas mais comuns, que ocorreram em mais de 50% dos pacientes, foram calafrios51, febre34, fadiga71, náusea62, taquicardia80 e cefaleia81. Muitas das reações adversas relatadas com maior frequência, apresentadas na tabela a seguir, são consideradas relacionadas ao mecanismo de ação da mifamurtida. A maioria destes eventos foi leve ou moderada. Este perfil é consistente quer resumindo todos os estudos iniciais (n=248) ou apenas aqueles estudos em osteossarcoma (n=51). É provável que reações adversas também tenham ocorrido no estudo randomizado82 amplo, mas elas não foram registradas, pois apenas as reações adversas sérias e com risco de vida foram coletadas nesse estudo.

As reações adversas são classificadas de acordo com o sistema orgânico e a frequência. Os grupos de frequência são definidos de acordo com a seguinte convenção: muito comum (≥1/10), comum (≥1/100 a < 1/10). Dentro de cada grupo de frequência, as reações adversas são apresentadas em ordem de gravidade decrescente.

Tabela 1: Reações adversas associadas com Mepact® em ≥1/100 pacientes.

  Reação Muito Comum (≥1/10) Reação Comum
(≥1/10 a <1/10)
Infecções83 e infestações -- Sepse52, celulite84, nasofaringite, infecção85 no local do cateter, infecção85 do trato respiratório superior, infecção85 do trato urinário86, faringite87, infecção85 por Herpes simplex
Neoplasias88 benignas, malignas e não especificadas (incluindo cistos e pólipos89) -- Dor do câncer4
Distúrbios do sangue90 e do sistema linfático91 Anemia92 Leucopenia93, trombocitopenia94, granulocitopenia, neutropenia50 febril
Distúrbios do metabolismo30 e da nutrição95 Anorexia96 Desidratação97, hipocalemia98, apetite diminuindo
Distúrbios psiquiátricos -- Estado de confusão, depressão, insônia, ansiedade
Distúrbios do sistema nervoso99 Cefaleia81, vertigem70 Parestesia100, hipoestesia101, tremor, sonolência, letargia102
Distúrbios oculares -- Visão72 turva
Distúrbios do ouvido e do labirinto103   Vertigem70, tinido, perda da audição
Distúrbios cardíacos Taquicardia80 Cianose104, palpitações105
Distúrbios vasculares106 Hipertensão61, hipotensão107 Flebite108, rubor, palidez
Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino109 Dispneia110, taquipneia111, tosse Efusão112 pleural, dispneia110 exacerbada, tosse produtiva, hemoptise113, respiração difícil e ruidosa, epistaxe114, dispneia110 ao exercício, congestão sinusal, congestão nasal, dor faringolaringea
Distúrbios gastrointestinais Vômito63, diarreia115, constipação116, dor abdominal, náusea62 Dor abdominal alta, dispepsia117, distensão abdominal, dor abdominal baixa
Distúrbios hepatobiliares118 -- Dor hepática33
Distúrbios da pele22 e do tecido subcutâneo119 Hiperidrose120 Erupção59 cutânea60, prurido121, eritema122, alopecia123, pele22 seca
Distúrbios músculoesqueléticos e do tecido conjuntivo124 Mialgia125, artralgia126, dor lombar, dor em extremidade Espasmos127 musculares, dor no pescoço128, dor na virilha, dor óssea, dor no ombro, dor na parede do peito129, rigidez músculo esquelética
Distúrbios renais e urinários -- Hematúria130, disúria131, polaciúria
Distúrbios do sistema reprodutor e das mamas132 -- Dismenorreia133
Distúrbios gerais e condições no local de administração Febre34, calafrios51, fadiga71, hipotermia134, dor, mal-estar,astenia135, dor no peito129 Edema43 periférico, edema43, inflamação136 de mucosa137, eritema122 no local da infusão, reação no local dainfusão, dor no local do cateter, desconforto no peito129, sensação de frio
Investigações -- Diminuição do peso
Procedimentos cirúrgicos e médicos -- Dor pós-procedimento

Distúrbios do sangue90 e do sistema linfático91

Anemia92 foi relatada principalmente quando Mepact® é usado em conjunto com agentes quimioterápicos. Em um estudo randomizado82 controlado, a incidência138 de neoplasia139 mieloide (leucemia140 mieloide aguda/síndrome141 mielodisplásica) foi a mesma em pacientes recebendo Mepact® mais quimioterapia2 em pacientes recebendo apenas quimioterapia2 (aproximadamente 2,1%).

Distúrbios do metabolismo30 e da nutrição95

Anorexia96 (21%) foi muito comum em estudos de Mepact® em pacientes com câncer4 em estágio terminal.

Distúrbios do sistema nervoso99

Consistente com outros sintomas55 generalizados, os distúrbios mais comuns do sistema nervoso99 foram cefaleia81 (50%) e vertigem70 (17%).

Distúrbios do ouvido e do labirinto103

Embora a perda de audição possa ser atribuída à quimioterapia2 ototóxica, como a cisplatina, não está claro se Mepact® em conjunto com quimioterapia2 de combinação pode aumentar a perda de audição.

Uma porcentagem maior de perda de audição objetiva e subjetiva foi observada em geral em pacientes que receberam Mepact® e quimioterapia2 (12% e 4% respectivamente) no estudo fase 3 (veja Propriedades Farmacológicas / Propriedades Farmacodinâmicas) comparado àqueles pacientes que receberam apenas quimioterapia2 (7% e 1%). Todos os pacientes receberam uma dose total de cisplatina de 480 mg/m2 como parte de seu protocolo quimioterápico de
indução (neoadjuvante) e/ou de manutenção (adjuvante).

Distúrbios cardíacos e vasculares106

Taquicardia80 leve-moderada (50%), hipertensão61 (26%) e hipotensão107 (29%) foram comumente relatadas em estudos não controlados de Mepact®. Um incidente142 sério de trombose57 subaguda143 foi relatado nos estudos iniciais, mas nenhum evento cardíaco sério foi associado com Mepact® em um amplo estudo controlado randomizado6.

Distúrbios respiratórios

Distúrbios respiratórios, incluindo dispneia110 (21%), tosse (18%) e taquipneia111 (13%), foram muito comumente relatados e dois pacientes com asma48 preexistente desenvolveram angústia respiratória leve a moderada associada ao tratamento com Mepact® em um estudo fase 2.

Distúrbios gastrointestinais

Distúrbios gastrointestinais foram frequentemente associados com a administração de Mepact®, incluindo náusea62
(57%) e vômito63 (44%) em cerca de metade dos pacientes, constipação116 (17%), diarreia115 (13%) e dor abdominal.

Distúrbios da pele22 e do tecido subcutâneo119

Hiperidrose120 (11%) foi muito comum em pacientes recebendo Mepact® em estudos não controlados.

Distúrbios músculoesqueléticos e do tecido conjuntivo124

Dor de grau baixo foi comum em pacientes recebendo Mepact®, incluindo mialgia125 (31%), dor lombar (15%), dor em extremidade (12%) e artralgia126 (10%).

Distúrbios gerais e condições no local de administração

A maioria dos pacientes experimenta calafrios51 (89%), febre34 (85%) e fadiga71 (53%), os quais são tipicamente leves a moderados, de natureza transitória e, em geral, respondem ao tratamento paliativo144 (por exemplo, paracetamol para febre34). Outros sintomas55 generalizados que foram tipicamente leves a moderados e muito comuns incluíram hipotermia134 (23%), mal-estar (13%), dor (15%), astenia135 (13%) e dor no peito129 (11%). Edema43, desconforto no peito129, reações no local da infusão ou local do cateter e “sensação de frio” foram relatados com menor frequência nestes pacientes, a maioria deles com doença maligna terminal.

Investigações

Aumentos da uréia145 e creatinina77 no sangue90 foram associados ao uso de Mepact® em um paciente com osteossarcoma.

Distúrbios no sistema imunológico73

Em um estudo de fase 1, houve um relato de reação alérgica146 severa após a primeira infusão de Mepact® em uma dose de 6mg/m2. Houve também no estudo de fase III relato de uma reação alérgica146 de grau 4 (hipertensão61) que requereu hospitalização.

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos imprevisíveis ou desconhecidos.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA ou à Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal

SUPERDOSE

Nenhum caso de superdose foi relatado dentro das indicações aprovadas. A dose máxima tolerada em estudos clínicos fase 1 foi 4-6 mg/m2, com variabilidade alta de reações adversas. Os sinais35 e sintomas55 que estavam associados com doses mais altas e/ou que foram limitantes da dose não representaram risco de vida e incluíram febre34, calafrios51, fadiga71, náusea62, vômito63, cefaleia81 e hipotensão107 ou hipertensão61.

Um voluntário adulto saudável que acidentalmente recebeu uma dose única de 6,96 mg de mifamurtida vivenciou um evento reversível de hipotensão107 ortostática relacionado ao tratamento.

No evento de uma dose excessiva, é recomendado iniciar o tratamento de suporte apropriado. As medidas de suporte devem ser baseadas nas diretrizes da instituição e os sintomas55 clínicos observados. Os exemplos incluem paracetamol para febre34, calafrios51 e cefaleia81, e antieméticos147 (que não esteroides) para náusea62 e vômito63.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

DIZERES LEGAIS


VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

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Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Liofilizado: Submetido à liofilização, que é a desidratação de substâncias realizada em baixas temperaturas, usada especialmente na conservação de alimentos, em medicamentos, etc.
2 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
3 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
4 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
5 Sobrevida: Prolongamento da vida além de certo limite; prolongamento da existência além da morte, vida futura.
6 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
7 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
8 Macrófagos: É uma célula grande, derivada do monócito do sangue. Ela tem a função de englobar e destruir, por fagocitose, corpos estranhos e volumosos.
9 Monócitos: É um tipo de leucócito mononuclear fagocitário, que se forma na medula óssea e é posteriormente transportado para os tecidos, onde se desenvolve em macrófagos.
10 Células Dendríticas: Células especializadas do sistema hematopoético que possuem extensões semelhantes a ramos. São encontradas em todo o sistema linfático, e tecidos não linfóides, como PELE e o epitélio nos tratos intestinal, respiratório e reprodutivo. Elas prendem e processam ANTÍGENOS e os apresentam às CÉLULAS T, estimulando assim a IMUNIDADE MEDIADA POR CÉLULAS. São diferentes das CÉLULAS DENDRÍTICAS FOLICULARES não hematopoéticas, que têm morfologia e função do sistema imune semelhantes, exceto em relação à imunidade humoral (PRODUÇÃO DE ANTICORPOS).
11 Citocinas: Citoquina ou citocina é a designação genérica de certas substâncias segregadas por células do sistema imunitário que controlam as reações imunes do organismo.
12 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
13 Antígeno: 1. Partícula ou molécula capaz de deflagrar a produção de anticorpo específico. 2. Substância que, introduzida no organismo, provoca a formação de anticorpo.
14 Linfócito: Tipo de glóbulo branco relacionado ao sistema imunológico. Existem dois tipos de linfócitos. Um está relacionado à produção de anticorpos (linfócito B) e o outro age na imunidade mediada por células (linfócito T).
15 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
16 Melanoma: Neoplasia maligna que deriva dos melanócitos (as células responsáveis pela produção do principal pigmento cutâneo). Mais freqüente em pessoas de pele clara e exposta ao sol.Podem derivar de manchas prévias que mudam de cor ou sangram por traumatismos mínimos, ou instalar-se em pele previamente sã.
17 Ovário: Órgão reprodutor (GÔNADAS) feminino. Nos vertebrados, o ovário contém duas partes funcionais Sinônimos: Ovários
18 Cólon:
19 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
20 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
21 Metástase: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
22 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
23 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
24 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
25 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
26 Baço:
27 Nasofaringe: Nasofaringe ou cavum é a parte superior da faringe, localizada logo atrás do nariz e acima do palato mole. Nesta área, drenam as trompas de Eustáquio, comunicação entre o ouvido médio e a faringe, com a função de ventilar adequadamente as orelhas.
28 Pulmão: Cada um dos órgãos pareados que ocupam a cavidade torácica que tem como função a oxigenação do sangue.
29 Metástases: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
30 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
31 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
32 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
33 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
34 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
35 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
36 Sinovite: Inflamação da membrana sinovial, uma fina camada de tecido conjuntivo que reveste estruturas como tendões musculares, cápsulas articulares e bolsas sinoviais.
37 Broncopneumonia: Infecção do tecido pulmonar produzida em geral por microorganismos que alcançam os alvéolos através dos brônquios. Pode ser uma doença grave, principalmente em pacientes idosos. Manifesta-se por tosse, febre e opacificação na radiografia de tórax.
38 Pericardite: Inflamação da membrana que recobre externamente o coração e os vasos sanguíneos que saem dele. Os sintomas dependem da velocidade e grau de lesão que produz. Variam desde dor torácica, febre, até o tamponamento cardíaco, que é uma emergência médica potencialmente fatal.
39 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
40 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
41 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
42 Artérias: Os vasos que transportam sangue para fora do coração.
43 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
44 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
45 Hiponatremia: Concentração de sódio sérico abaixo do limite inferior da normalidade; na maioria dos laboratórios, isto significa [Na+] < 135 meq/L, mas o ponto de corte [Na+] < 136 meq/L também é muito utilizado.
46 Teratogênicos: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
47 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
48 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
49 Broncodilatadores: São substâncias farmacologicamente ativas que promovem a dilatação dos brônquios.
50 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
51 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
52 Sepse: Infecção produzida por um germe capaz de provocar uma resposta inflamatória em todo o organismo. Os sintomas associados a sepse são febre, hipotermia, taquicardia, taquipnéia e elevação na contagem de glóbulos brancos. Pode levar à morte, se não tratada a tempo e corretamente.
53 Autoimunes: 1. Relativo à autoimunidade (estado patológico de um organismo atingido por suas próprias defesas imunitárias). 2. Produzido por autoimunidade. 3. Autoalergia.
54 Colágeno: Principal proteína fibrilar, de função estrutural, presente no tecido conjuntivo de animais.
55 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
56 Artrite: Inflamação de uma articulação, caracterizada por dor, aumento da temperatura, dificuldade de movimentação, inchaço e vermelhidão da área afetada.
57 Trombose: Formação de trombos no interior de um vaso sanguíneo. Pode ser venosa ou arterial e produz diferentes sintomas segundo os territórios afetados. A trombose de uma artéria coronariana pode produzir um infarto do miocárdio.
58 Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. É produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
59 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
60 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
61 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
62 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
63 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
64 Nutrição parenteral: Administração de alimentos utilizando um acesso venoso. Utilizada em situações nas quais o trato digestivo encontra-se seriamente danificado (pancreatite grave, sepse grave, etc.). Os alimentos são administrados em sua forma mais simples, como se fossem digeridos, para que possam ser absorvidos pelas células.
65 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
66 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
67 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
68 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
69 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
70 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
71 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
72 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
73 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
74 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.
75 Microbiológico: Referente à microbiologia, ou seja, à especialidade biomédica que estuda os microrganismos patogênicos, responsáveis pelas doenças infecciosas, englobando a bacteriologia (bactérias), virologia (vírus) e micologia (fungos).
76 Bolus: Uma quantidade extra de insulina usada para reduzir um aumento inesperado da glicemia, freqüentemente relacionada a uma refeição rápida.
77 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
78 Seringa: Dispositivo usado para injetar medicações ou outros líquidos nos tecidos do corpo. A seringa de insulina é formada por um tubo plástico com um êmbolo e uma agulha pequena na ponta.
79 Êmbolo: 1. Cilindro ou disco que se move em vaivém no interior de seringas, bombas, etc. 2. Na engenharia mecânica, é um cilindro metálico deslizante que recebe um movimento de vaivém no interior de um cilindro de motor de combustão interna. 3. Em artes gráficas, é uma haste de ferro com um cilindro, articulada para comprimir e lançar o chumbo ao molde. 4. Em patologia, é um coágulo ou outro tampão trazido pela corrente sanguínea a partir de um vaso distante, que obstrui a circulação ao ser forçado contra um vaso menor. 5. Na anatomia zoológica, nas aranhas, é um prolongamento delgado no ápice do aparelho copulador masculino.
80 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
81 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
82 Estudo randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle - o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
83 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
84 Celulite: Inflamação aguda das estruturas cutâneas, incluindo o tecido adiposo subjacente, geralmente produzida por um agente infeccioso e manifestada por dor, rubor, aumento da temperatura local, febre e mal estar geral.
85 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
86 Trato Urinário:
87 Faringite: Inflamação da mucosa faríngea em geral de causa bacteriana ou viral. Caracteriza-se por dor, dificuldade para engolir e vermelhidão da mucosa, acompanhada de exsudatos ou não.
88 Neoplasias: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
89 Pólipos: 1. Em patologia, é o crescimento de tecido pediculado que se desenvolve em uma membrana mucosa (por exemplo, no nariz, bexiga, reto, etc.) em resultado da hipertrofia desta membrana ou como um tumor verdadeiro. 2. Em celenterologia, forma individual, séssil, típica dos cnidários, que se caracteriza pelo corpo formado por um tubo ou cilindro, cuja extremidade oral, dotada de boca e tentáculos, é dirigida para cima, e a extremidade oposta, ou aboral, é fixa.
90 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
91 Sistema Linfático: Um sistema de órgãos e tecidos que processa e transporta células imunes e LINFA.
92 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
93 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
94 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
95 Nutrição: Incorporação de vitaminas, minerais, proteínas, lipídios, carboidratos, oligoelementos, etc. indispensáveis para o desenvolvimento e manutenção de um indivíduo normal.
96 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
97 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.
98 Hipocalemia: Concentração sérica de potássio inferior a 3,5 mEq/l. Pode ocorrer por alterações na distribuição de potássio (desvio do compartimento extracelular para intracelular) ou de reduções efetivas no conteúdo corporal de potássio por uma menor ingesta ou por perda aumentada. Fraqueza muscular e arritimias cardíacas são os sinais e sintomas mais comuns, podendo haver também poliúria, polidipsia e constipação. Pode ainda ser assintomática.
99 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
100 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
101 Hipoestesia: Perda ou diminuição de sensibilidade em determinada região do organismo.
102 Letargia: Em psicopatologia, é o estado de profunda e prolongada inconsciência, semelhante ao sono profundo, do qual a pessoa pode ser despertada, mas ao qual retorna logo a seguir. Por extensão de sentido, é a incapacidade de reagir e de expressar emoções; apatia, inércia e/ou desinteresse.
103 Labirinto: 1. Vasta construção de passagens ou corredores que se entrecruzam de tal maneira que é difícil encontrar um meio ou um caminho de saída. 2. Anatomia: conjunto de canais e cavidades entre o tímpano e o canal auditivo, essencial para manter o equilíbrio físico do corpo. 3. Sentido figurado: coisa complicada, confusa, de difícil solução. Emaranhado, imbróglio.
104 Cianose: Coloração azulada da pele e mucosas. Pode significar uma falta de oxigenação nos tecidos.
105 Palpitações: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
106 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
107 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
108 Flebite: Inflamação da parede interna de uma veia. Pode ser acompanhada ou não de trombose da mesma.
109 Mediastino: Região anatômica do tórax onde se localizam diversas estruturas, dentre elas o coração.
110 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
111 Taquipneia: Aceleração do ritmo respiratório.
112 Efusão: 1. Saída de algum líquido ou gás; derramamento, espalhamento. 2. No sentido figurado, manifestação expansiva de sentimentos amistosos, de afeto, de alegria. 3. Escoamento de um gás através de uma pequena abertura, causado pela agitação térmica das moléculas do gás. 4. Derramamento de lava relativamente fluida sobre a superfície terrestre.
113 Hemoptise: Eliminação de sangue vivo, vermelho rutilante, procedente das vias aéreas juntamente com a tosse. Pode ser manifestação de um tumor de pulmão, bronquite necrotizante ou tuberculose pulmonar.
114 Epistaxe: Hemorragia de origem nasal.
115 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
116 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
117 Dispepsia: Dor ou mal-estar localizado no abdome superior. O mal-estar pode caracterizar-se por saciedade precoce, sensação de plenitude, distensão ou náuseas. A dispepsia pode ser intermitente ou contínua, podendo estar relacionada com os alimentos.
118 Hepatobiliares: Diz-se do que se refere ao fígado e às vias biliares.
119 Tecido Subcutâneo: Tecido conectivo frouxo (localizado sob a DERME), que liga a PELE fracamente aos tecidos subjacentes. Pode conter uma camada (pad) de ADIPÓCITOS, que varia em número e tamanho, conforme a área do corpo e o estado nutricional, respectivamente.
120 Hiperidrose: Excesso de suor, que costuma acometer axilas, palmas das mãos e plantas dos pés.
121 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
122 Eritema: Vermelhidão da pele, difusa ou salpicada, que desaparece à pressão.
123 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
124 Tecido conjuntivo: Tecido que sustenta e conecta outros tecidos. Consiste de CÉLULAS DO TECIDO CONJUNTIVO inseridas em uma grande quantidade de MATRIZ EXTRACELULAR.
125 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
126 Artralgia: Dor em uma articulação.
127 Espasmos: 1. Contrações involuntárias, não ritmadas, de um ou vários músculos, podendo ocorrer isolada ou continuamente, sendo dolorosas ou não. 2. Qualquer contração muscular anormal. 3. Sentido figurado: arrebatamento, exaltação, espanto.
128 Pescoço:
129 Peito: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original
130 Hematúria: Eliminação de sangue juntamente com a urina. Sempre é anormal e relaciona-se com infecção do trato urinário, litíase renal, tumores ou doença inflamatória dos rins.
131 Disúria: Dificuldade para urinar. Pode produzir ardor, dor, micção intermitente, etc. Em geral corresponde a uma infecção urinária.
132 Mamas: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
133 Dismenorréia: Dor associada à menstruação. Em uma porcentagem importante de mulheres é um sintoma normal. Em alguns casos está associada a doenças ginecológicas (endometriose, etc.).
134 Hipotermia: Diminuição da temperatura corporal abaixo de 35ºC.Pode ser produzida por choque, infecção grave ou em estados de congelamento.
135 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
136 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
137 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
138 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
139 Neoplasia: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
140 Leucemia: Doença maligna caracterizada pela proliferação anormal de elementos celulares que originam os glóbulos brancos (leucócitos). Como resultado, produz-se a substituição do tecido normal por células cancerosas, com conseqüente diminuição da capacidade imunológica, anemia, distúrbios da função plaquetária, etc.
141 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
142 Incidente: 1. Que incide, que sobrevém ou que tem caráter secundário; incidental. 2. Acontecimento imprevisível que modifica o desenrolar normal de uma ação. 3. Dificuldade passageira que não modifica o desenrolar de uma operação, de uma linha de conduta.
143 Subaguda: Levemente aguda ou que apresenta sintomas pouco intensos, mas que só se atenuam muito lentamente (diz-se de afecção ou doença).
144 Paliativo: 1. Que ou o que tem a qualidade de acalmar, de abrandar temporariamente um mal (diz-se de medicamento ou tratamento); anódino. 2. Que serve para atenuar um mal ou protelar uma crise (diz-se de meio, iniciativa etc.).
145 Ureia: 1. Resíduo tóxico produzido pelo organismo, resulta da quebra de proteínas pelo fígado. É normalmente removida do organismo pelos rins e excretada na urina. 2. Substância azotada. Composto orgânico cristalino, incolor, de fórmula CO(NH2)2 (ou CH4N2O), com um ponto de fusão de 132,7 °C.
146 Reação alérgica: Sensibilidade a uma substância específica, chamada de alérgeno, com a qual se entra em contato por meio da pele, pulmões, deglutição ou injeções.
147 Antieméticos: Substância que evita o vômito.

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