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Neocortin

LEGRAND PHARMA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA LTDA

Atualizado em 18/09/2020

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

Neocortin
fosfato dissódico de dexametasona + sulfato de neomicina
Solução oftálmica 1 mg/mL + 3,5 mg/mL

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO:

Solução oftálmica
Frasco com 5 mL

USO OTOLÓGICO E OFTÁLMICO
USO ADULTO

COMPOSIÇÃO:

Cada mL (35 gotas) da solução oftálmica contém:

fosfato de dexametasona (equivalente a 1,100 mg de fosfato dissódico de dexametasona) 1,0 mg
neomicina (equivalente a 5,833 mg de sulfato de neomicina) 3,5 mg
veículo q.s.p 1,0 ml
Veículo: borato de sódio decaidratado, edetato dissódico diidratado, metabissulfito de sódio, polissorbato 80, cloreto de benzalcônio, citrato de sódio, água para injeção1.

INFORMAÇÃO AO PACIENTE

PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?

NEOCORTIN é uma solução oftálmica que proporciona atividade anti-inflamatória e antibacteriana, possibilitando o controle de alguns distúrbios oftálmicos (do segmento anterior do olho2) e do conduto auditivo externo.

Indicações Oftálmicas: NEOCORTIN pode ser usado no tratamento das condições inflamatórias do segmento anterior do olho2 e seus anexos3, quando complicadas por infecção4 causada por microrganismos sensíveis à neomicina, tais como: ceratite superficial, incluindo lesões5 epiteliais puntatas (tipo Thygeson) e cerato-conjuntivite6 flictenular. Ceratite profunda, incluindo ceratite intersticial7 ou parenquimatosa, ceratite da acne8 rosácea e ceratite esclerosante. Herpes zoster9 oftálmico (não deve ser usada na ceratite epitelial pelo herpes simples). Conjuntivite6 (incluindo primaveril, alérgica, catarral e não purulenta10). Iridociclite ou irite11 aguda leve. Ulceração12 marginal recorrente, endógena ou devido a quadros alérgicos por contato ou atopia e à alergia13 microbiana. Lesões5 corneanas, tais como queimaduras assépticas, térmica, radioativa, por produtos químicos ou após procedimentos cirúrgicos ou penetração de corpos estranhos. Blefarite14, incluindo catarral, não purulenta10 e alérgica. A inclusão da neomicina na preparação permite o uso em muitas alterações do olho15 e do conduto auditivo externo, responsivas a corticosteroides, em que a infecção4 causada por organismos sensíveis à neomicina é um problema agravante. Através da supressão dos fenômenos inflamatórios da uveíte16 anterior, o glaucoma17 secundário da uveíte16 pode ser controlado indiretamente com NEOCORTIN. O tratamento, entretanto, não deve ser prolongado indevidamente e a pressão ocular deve ser medida com frequência.

Indicações Otológicas: NEOCORTIN pode também ser usado no tratamento de certas afecções18 do conduto auditivo externo, quando complicadas por infecções19 causadas por organismos sensíveis à neomicina. O uso é recomendado na neurodermite localizada, dermatite seborreica20, eczema21 e otite externa22 difusa (se o tímpano23 estiver íntegro).

COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

NEOCORTIN é uma solução oftálmica tópica de antibiótico e corticosteroide, para uso em certas afecções18 do segmento anterior do olho2 e seus anexos3 e do conduto auditivo externo.
Neomicina é um antibiótico, usado para tratamento de infecções19 bacterianas.
Dexametasona é um corticosteroide, usado para tratamento da inflamação24 causada pela infecção4 bacteriana.

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Contraindicações

NEOCORTIN está contraindicado na presença de lesão25 tuberculosa ocular infectante, catapora26, infecções19 da córnea27 e conjuntiva28 por vírus29 e hipersensibilidade a qualquer componente do produto.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.

NEOCORTIN é contraindicado em ceratite epitelial pelo herpes simples (ceratite dendrítica); estágios infecciosos agudos da varicela30 e a maioria das outras doenças viróticas da córnea27 e conjuntiva28; infecções19 micobacterianas do olho15 e ouvido; doenças fúngicas31 do olho15 e ouvido; infecções19 do olho15 e ouvido causadas por organismos resistentes à neomicina. Perfurações da membrana timpânica32. Hipersensibilidade a qualquer componente deste produto.

Este medicamento é contraindicado para crianças.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Informe seu médico a ocorrência de gravidez33 na vigência do tratamento ou após o seu término. Informar ao médico se está amamentando.
Informe seu médico se os sintomas34 piorarem ou se não houver melhora com o uso desta medicação. Não toque a ponta do frasco em nenhuma superfície, inclusive com suas mãos35 e olhos36. Se isso ocorrer pode contaminar o frasco e causar infecção4 no seu olho15.

O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

O uso de produtos corticosteroides oftálmicos ou combinações de corticosteroides e antibióticos geralmente não é indicado após a remoção não complicada de corpos estranhos corneanos superficiais. O emprego de medicação com corticosteroides no tratamento de herpes simples estromal requer grande cuidado, são obrigatórias as frequentes avaliações com a lâmpada de fenda. O exame periódico do olho15 deve incluir a avaliação cuidadosa da córnea27 e do cristalino37, em pacientes sob terapia prolongada ou repetida com estes agentes.

Foram relatados casos de adelgaçamento da córnea27 e catarata38 após uso prolongado de alguns corticosteroides tópicos. A aplicação de corticosteroides pode exacerbar, ativar ou mascarar infecções19 fúngicas31, bacterianas ou viróticas do olho15. Se as infecções19 não responderem prontamente, deve-se suspender o uso de NEOCORTIN, até que o quadro tenha sido controlado adequadamente.

As infecções19 fúngicas31 da córnea27 são particularmente propensas a se desenvolverem com o uso prolongado de corticosteroide aplicado localmente, por isso deve ser considerada a possibilidade de invasão por fungos em qualquer ulceração12 corneana persistente, quando o corticosteroide foi ou estiver sendo usado. Assim como com outros corticosteroides, pressão intraocular39 elevada pode seguir-se ao uso prolongado (uma a duas semanas ou mais) do fosfato dissódico de dexametasona topicamente no olho15. Durante tratamentos longos, a pressão ocular deve ser monitorizada rotineiramente.

O uso desta preparação deve ser interrompido se qualquer reação indicando hipersensibilidade for observada. Tratamentos prolongados devem ser evitados, pois aumentam o risco de hipersensibilidade à neomicina. Doenças hereditárias ou degenerativas40 do olho15 geralmente não mostram resposta a estas preparações.

Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, tais como: queimação, sensação de picadas ou reações alérgicas.

Evite usar outras medicações oculares a menos que sejam indicadas pelo seu médico.

Interações medicamentosas

Até o momento não existem evidências suficientes que confirmem a ocorrência de interações clinicamente relevantes.

Informe seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento. Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde41.

Populações especiais

Pacientes idosos: As mesmas orientações dadas aos adultos devem ser seguidas para os pacientes idosos, observando-se as recomendações específicas para grupos de pacientes descritos neste item e em “Quando não devo usar este medicamento“.

Gravidez33 e Lactação42

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientações médica ou do cirurgião-dentista.

Efeitos na habilidade de dirigir e usar máquinas

Use com cautela antes de dirigir, operar máquinas ou desempenhar atividades de risco. Neomicina e dexametasona oftalmológica podem causar visão43 turva após o uso. Se você apresentar visão43 turva, evite essas atividades durante o uso.

ONDE E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

Cuidados de conservação

Conservar em temperatura ambiente (15 - 30°C). Proteger da luz e umidade. Após aberto, válido por 30 dias.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas do produto

NEOCORTIN é uma solução límpida e incolor.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

A duração do tratamento com NEOCORTIN pode variar de acordo com o tipo de lesão25 e pode se estender de poucos dias a várias semanas, de acordo com a resposta terapêutica44. As recaídas, mais comuns em lesões5 crônicas ativas do que nas autolimitadas, geralmente respondem ao tratamento. Siga as instruções de seu médico.

Olho15

Instile uma ou duas gotas de NEOCORTIN no saco conjuntival a cada hora durante o dia e a cada duas horas durante a noite, como terapêutica44 inicial. Quando for observada uma resposta favorável, reduza a posologia para uma gota45 a cada quatro horas. Posteriormente, pode-se reduzir para uma gota45, três a quatro vezes ao dia, para controlar os sintomas34.

Ouvido

Limpe o canal auditivo completamente com material seco. Instile a solução diretamente no conduto com o uso de um conta-gotas, três a quatro gotas, duas a três vezes ao dia. Quando for obtida resposta favorável, reduza gradualmente a posologia e eventualmente interrompa-a. Se julgado conveniente, o conduto auditivo pode ser preenchido com uma gaze embebida em NEOCORTIN. Mantenha o tampão úmido com o preparado e retire-o do canal após 12 a 24 horas. O tratamento deve ser repetido quantas vezes forem necessárias, a critério médico.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Cuidado em usuários de lentes de contato. Infecções19 oculares podem contraindicar o uso de lentes de contato. Um dos conservantes deste produto é o cloreto de benzalcônio que pode ser absorvido por lentes de contato gelatinosas. Use as lentes somente se seu médico recomendar e aguarde ao menos 15 minutos após a aplicação deste medicamento antes de colocar as lentes de contato.

O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Aplique a dose assim que se lembrar. No entanto, se estiver próximo do horário da dose seguinte programada, pule a dose esquecida e aplique apenas no próximo horário correto. Não utilize dose dobrada desta medicação.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

QUAIS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?

A incidência46 exata dos eventos adversos não está descrita uma vez que não há dados estatísticos dos pacientes tratados disponíveis. Podem ocorrer efeitos colaterais47 após o uso tópico48 prolongado de corticosteroides. Os eventos adversos decorrentes da combinação de corticosteroide e antibiótico podem ser atribuídos ao componente corticosteroide, ao componente antibiótico, à combinação de ambos ou aos demais componentes da formulação. Os eventos adversos mais frequentes decorrentes da presença do componente antibiótico são as sensibilizações alérgicas. Os eventos adversos devido ao corticosteroide, em ordem decrescente de frequência, são: elevação da pressão intraocular39 (IOP) com possível desenvolvimento de glaucoma17 e raramente lesão25 do nervo ótico; formação de catarata38 sub capsular posterior e retardamento da cicatrização em uso pós-procedimentos invasivos. Ocasionalmente podem ocorrer queimação e sensação de picadas. Naquelas doenças que causam adelgaçamento da córnea27 ou da esclera49, foi relatado ocorrência de perfuração com o uso tópico48 de glicocorticoide. Raramente foi relatado o aparecimento de herpes simples ocular em pacientes recebendo corticosteroides sistemicamente ou topicamente no olho15 por outra indicação. Raramente também foram relatadas vesículas50 de drenagem51 após cirurgia de catarata38.

O desenvolvimento de infecção4 secundária pode ocorrer pelo uso combinado de corticosteroide e antibiótico. Infecções19 fúngicas31 ou virais na córnea27 podem ser consequências do uso prolongado de corticosteroides. A possibilidade de infecção4 fúngica52 deve ser considerada se ulcerações53 corneanas ocorrerem em vigência do uso de corticosteroides tópicos.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através de seu serviço de atendimento.

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE MEDICAMENTO?

Não há relatos de superdosagem com sulfato de neomicina e fosfato dissódico de dexametasona.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, lave os olhos36 com água e procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Se a solução for ingerida acidentalmente, tome bastante água e procure socorro médico imediatamente. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

DIZERES LEGAIS


VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA
 

Registro MS-1.6773.0245
Farmacêutica Responsável: Dra. Maria Betânia Pereira CRF-37.788

Registrado por:
LEGRAND PHARMA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA LTDA.
Rod. Jornalista F. A. Proença, km 08 Bairro Chácara Assay
Hortolândia/SP - CEP: 13186-901
CNPJ: 05.044.984/0001-26
INDÚSTRIA BRASILEIRA

Fabricado e embalado por:
EMS S/A.
Hortolândia - SP


SAC 0800 500600

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
2 Segmento Anterior do Olho: O terço frontal do globo ocular que inclui as estruturas entre a superfície frontal da córnea e a frente do CORPO VÍTREO.
3 Anexos: 1. Que se anexa ou anexou, apenso. 2. Contíguo, adjacente, correlacionado. 3. Coisa ou parte que está ligada a outra considerada como principal. 4. Em anatomia geral, parte acessória de um órgão ou de uma estrutura principal. 5. Em informática, arquivo anexado a uma mensagem eletrônica.
4 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
5 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
6 Conjuntivite: Inflamação da conjuntiva ocular. Pode ser produzida por alergias, infecções virais, bacterianas, etc. Produz vermelhidão ocular, aumento da secreção e ardor.
7 Intersticial: Relativo a ou situado em interstícios, que são pequenos espaços entre as partes de um todo ou entre duas coisas contíguas (por exemplo, entre moléculas, células, etc.). Na anatomia geral, diz-se de tecido de sustentação localizado nos interstícios de um órgão, especialmente de vasos sanguíneos e tecido conjuntivo.
8 Acne: Doença de predisposição genética cujas manifestações dependem da presença dos hormônios sexuais. As lesões começam a surgir na puberdade, atingindo a maioria dos jovens de ambos os sexos. Os cravos e espinhas ocorrem devido ao aumento da secreção sebácea associada ao estreitamento e obstrução da abertura do folículo pilosebáceo, dando origem aos comedões abertos (cravos pretos) e fechados (cravos brancos). Estas condições favorecem a proliferação de microorganismos que provocam a inflamação característica das espinhas, sendo o Propionibacterium acnes o agente infeccioso mais comumente envolvido.
9 Zoster: Doença produzida pelo mesmo vírus que causa a varicela (Varicela-Zóster). Em pessoas que já tenham tido varicela, o vírus se encontra em forma latente e pode ser reativado produzindo as características manchas avermelhadas, vesículas e crostas no território de distribuição de um determinado nervo. Como seqüela pode deixar neurite, com dores importantes.
10 Purulenta: Em que há pus ou cheio de pus; infeccionada. Que segrega pus. No sentido figurado, cuja conduta inspira nojo; repugnante, asqueroso, sórdido.
11 Irite: Inflamação da íris, iridite.
12 Ulceração: 1. Processo patológico de formação de uma úlcera. 2. A úlcera ou um grupo de úlceras.
13 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
14 Blefarite: Inflamação do bordo externo das pálpebras ou pestanas. Também conhecida como palpebrite, sapiranga, sapiroca ou tarsite.
15 Olho: s. m. (fr. oeil; ing. eye). Órgão da visão, constituído pelo globo ocular (V. este termo) e pelos diversos meios que este encerra. Está situado na órbita e ligado ao cérebro pelo nervo óptico. V. ocular, oftalm-. Sinônimos: Olhos
16 Uveíte: Uveíte é uma inflamação intraocular que compromete total ou parcialmente a íris, o corpo ciliar e a coroide (o conjunto dos três forma a úvea), com envolvimento frequente do vítreo, retina e vasos sanguíneos.
17 Glaucoma: É quando há aumento da pressão intra-ocular e danos ao nervo óptico decorrentes desse aumento de pressão. Esses danos se expressam no exame de fundo de olho e por alterações no campo de visão.
18 Afecções: Quaisquer alterações patológicas do corpo. Em psicologia, estado de morbidez, de anormalidade psíquica.
19 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
20 Dermatite seborreica: Caracterizada por descamação da pele e do couro cabeludo. A forma que acomete couro cabeludo é a mais comum e conhecida popularmente por caspa. É uma doença inflamatória, não contagiosa, possui caráter crônico e recorrente. O fungo Pityrosporum ovale pode ser considerado um possível causador da dermatite seborreica. As manifestações clínicas mais comuns são descamação, vermelhidão e aspereza local. As escamas podem ser secas ou gordurosas, finas ou espessas, geralmente acinzentadas ou amareladas, quase sempre aderentes, podendo ser acompanhadas ou não de coceira.
21 Eczema: Afecção alérgica da pele, ela pode ser aguda ou crônica, caracterizada por uma reação inflamatória com formação de vesículas, desenvolvimento de escamas e prurido.
22 Otite externa: Infecção do ouvido que acomete a região da orelha externa, revestida por pele e constituída pelo pavilhão auricular e o conduto auditivo externo, o qual termina numa membrana chamada tímpano.
23 Tímpano: Espaço e estruturas internas à MEMBRANA TIMPÂNICA e externas à orelha interna (LABIRINTO). Entre os componentes principais estão os OSSÍCULOS DA AUDIÇÃO e a TUBA AUDITIVA, que conecta a cavidade da orelha média (cavidade timpânica) à parte superior da garganta.
24 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
25 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
26 Catapora: Doença infecciosa aguda, comum na infância, também chamada de varicela. Ela é provocada por vírus e caracterizada por febre e erupção maculopapular rápida, seguida de erupção de vesículas eritematosas muito pruriginosas.
27 Córnea: Membrana fibrosa e transparente presa à esclera, constituindo a parte anterior do olho.
28 Conjuntiva: Membrana mucosa que reveste a superfície posterior das pálpebras e a superfície pericorneal anterior do globo ocular.
29 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
30 Varicela: Doença viral freqüente na infância e caracterizada pela presença de febre e comprometimento do estado geral juntamente com a aparição característica de lesões que têm vários estágios. Primeiro são pequenas manchas avermelhadas, a seguir formam-se pequenas bolhas que finalmente rompem-se deixando uma crosta. É contagiosa, mas normalmente não traz maiores conseqüências à criança. As bolhas e suas crostas, se não sofrerem infecção secundária, não deixam cicatriz.
31 Fúngicas: Relativas à ou produzidas por fungo.
32 Membrana Timpânica: Membrana semi-transparente (oval), que separa da cavidade timpânica (ORELHA MÉDIA) o Meato Acústico Externo. Contém três camadas
33 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
34 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
35 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
36 Olhos:
37 Cristalino: 1. Lente gelatinosa, elástica e convergente que focaliza a luz que entra no olho, formando imagens na retina. A distância focal do cristalino é modificada pelo movimento dos músculos ciliares, permitindo ajustar a visão para objetos próximos ou distantes. Isso se chama de acomodação do olho à distância do objeto. 2. Diz-se do grupo de cristais cujos eixos cristalográficos são iguais nas suas relações angulares gerais constantes 3. Diz-se de rocha constituída quase que totalmente por cristais ou fragmentos de cristais 4. Diz-se do que permite que passem os raios de luz e em consequência que se veja através dele; transparente. 5. Límpido, claro como o cristal.
38 Catarata: Opacificação das lentes dos olhos (opacificação do cristalino).
39 Pressão intraocular: É a medida da pressão dos olhos. É a pressão do líquido dentro do olho.
40 Degenerativas: Relativas a ou que provocam degeneração.
41 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
42 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
43 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
44 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
45 Gota: 1. Distúrbio metabólico produzido pelo aumento na concentração de ácido úrico no sangue. Manifesta-se pela formação de cálculos renais, inflamação articular e depósito de cristais de ácido úrico no tecido celular subcutâneo. A inflamação articular é muito dolorosa e ataca em crises. 2. Pingo de qualquer líquido.
46 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
47 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
48 Tópico: Referente a uma área delimitada. De ação limitada à mesma. Diz-se dos medicamentos de uso local, como pomadas, loções, pós, soluções, etc.
49 Esclera: Túnica fibrosa, branca e opaca, mais externa do globo ocular, revestindo-o inteiramente com exceção do segmento revestido anteriormente pela córnea. É essencialmente avascular, porém contém aberturas para a passagem de vasos sanguíneos, linfáticos e nervos. Recebe os tendões de inserção dos músculos extraoculares e no nível da junção esclerocorneal contém o seio venoso da esclera. Sinônimos: Esclerótica
50 Vesículas: Lesões papulares preenchidas com líquido claro.
51 Drenagem: Saída ou retirada de material líquido (sangue, pus, soro), de forma espontânea ou através de um tubo colocado no interior da cavidade afetada (dreno).
52 Fúngica: Relativa à ou produzida por fungo.
53 Ulcerações: 1. Processo patológico de formação de uma úlcera. 2. A úlcera ou um grupo de úlceras.

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