Preço de Lopinavir + Ritonavir (Comprimido 200 + 50 mg) em Woodbridge/SP: R$ 0,00

Lopinavir + Ritonavir (Comprimido 200 + 50 mg)

CRISTÁLIA PRODUTOS QUÍMICOS FARMACÊUTICOS LTDA.

Atualizado em 09/04/2020

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

lopinavir + ritonavir
Comprimidos 200 mg + 50 mg
Medicamento genérico, Lei nº 9.787, de 1999

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO:

Comprimido revestido
Embalagem com 120 comprimidos

USO ORAL
USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 6 MESES DE IDADE (crianças capazes de deglutir1 comprimidos)

COMPOSIÇÃO:

Cada comprimido contém:

lopinavir 200 mg
ritonavir 50 mg
excipiente q.s.p. 1 comprimido

Excipientes: copovidona, dióxido de silício, laurato de sorbitana, estearilfumarato de sódio, hipromelose, macrogol, dióxido de titânio e óxido férrico.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?

O lopinavir + ritonavir é destinado, em combinação com outros medicamentos antirretrovirais, ao tratamento da infecção2 pelo vírus3 da Imunodeficiência4 Humana (HIV5). A indicação é baseada em análises dos níveis no plasma6 de RNA HIV5 (carga viral do HIV5 no sangue7) e células8 CD4. Até o momento, não há estudos avaliando o efeito do lopinavir + ritonavir na progressão da infecção2 pelo HIV5.

COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

O lopinavir + ritonavir é um medicamento pertencente à classe dos inibidores de protease que contém lopinavir e ritonavir e, em combinação com outros agentes antirretrovirais, é indicado para o tratamento de infecção2 por HIV5.

O lopinavir + ritonavir não cura a infecção2 por HIV5. O medicamento tem por objetivo controlar a quantidade de vírus3 e promover a melhora do sistema de defesa imunológica do organismo.

O lopinavir + ritonavir reduz a quantidade de HIV5 no sangue7 e aumenta o número de células8 de defesa do organismo. Durante o tratamento, outras infecções9 podem se desenvolver, as chamadas oportunistas, ou mesmo outras complicações associadas à AIDS (Síndrome10 da Imunodeficiência4 Adquirida).

O mecanismo de ação do lopinavir + ritonavir é inibir a multiplicação do HIV5 dentro das células8, impedindo a ação da enzima11 protease. A inibição da protease leva à formação de um vírus3 imaturo, não infeccioso, ou seja, que não é capaz de entrar em outra célula12 para se multiplicar.

O lopinavir + ritonavir é um medicamento de uso contínuo e, portanto, assim que atingida a concentração indicada no organismo, o medicamento permanecerá em constante ação.

Estudos clínicos demonstraram que a administração de lopinavir + ritonavir em pacientes adultos duas vezes ao dia ou uma única vez ao dia proporcionam eficácia antiviral semelhante. A escolha entre o intervalo entre as tomadas deve ser orientada pelo médico.

A administração de lopinavir + ritonavir na apresentação de 100 mg + 25 mg uma única vez ao dia não foi estudada em pacientes pediátricos.

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

O lopinavir + ritonavir é contraindicado, ou seja, não deve ser usado, em pacientes com hipersensibilidade (alergia13) conhecida ao lopinavir/ritonavir ou a qualquer componente presente na formulação.

O lopinavir + ritonavir não deve ser administrado em combinação a outros medicamentos cujo mecanismo de eliminação seja o mesmo que o seu e cuja alta concentração no sangue7 esteja associada a reações adversas graves.

Os medicamentos que não devem ser administrados com o lopinavir + ritonavir são os seguintes: antagonistas alfa1- adrenoceptores (cloridrato de alfuzosina), antibióticos (ácido fusídico), agentes antigotosos (colchinha em pacientes com insuficiência renal14 e/ou hepática15), benzodiazepínicos (midazolam, triazolam); derivados do ergot (ergotamina, di hidroergotamina, ergonovina e metilergonovina); agentes que atuam na motilidade gastrintestinal (cisaprida); anti- histamínicos (astemizol, terfenadina), antipsicóticos (blonanserina, lurasidona e pimozida), produto herbais (erva de São João – Hypericum perforatum), antivirais de ação direta (DAA) para o tratamento da Hepatite16 C (elbasvir, grazoprevir) inibidores de HMG-CoA redutase (lovastatina, sinvastatina), agonistas de longa duração de beta-adrenoceptores (salmeterol), inibidores da enzima11 PDE5 (sildenafila* - somente quando utilizada para tratamento da hipertensão arterial17 pulmonar).

* Ver seção “4.O que devo saber antes de usar este medicamento? para uso da sildenafila em pacientes com disfunção erétil.

O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Gerais

Atualmente não há dados demonstrando que a terapia com o lopinavir + ritonavir possa reduzir o risco de transmissão do HIV5 a outras pessoas pelo contato sexual.

O lopinavir + ritonavir não deve ser utilizado com certos tipos de medicamentos, pois podem ocorrer efeitos colaterais18 sérios que podem levar à morte.

Para se prevenir a transmissão do HIV5 e de outras doenças sexualmente transmissíveis (DST), você deve usar corretamente a camisinha nas relações sexuais e apenas agulhas e seringas descartáveis.

Para evitar que o HIV5 se transmita da mãe para o filho, todas as gestantes devem começar o pré-natal o mais cedo possível e fazer o teste para o HIV5.

Interações Medicamentosas

Agentes antigotosos: interações medicamentosas fatais ou de risco à vida foram reportadas em pacientes tratados com colchinha e inibidores fortes de CYP3A4 como ritonavir.

Antimicobacterianos: rifampicina não deve ser utilizada concomitantemente ao lopinavir + ritonavir por causa da grande redução que ocorre nas concentrações de lopinavir, o que pode diminuir significantemente seu efeito terapêutico. A coadministração de bedaquilina e lopinavir + ritonavir pode aumentar o risco de reações adversas relacionadas à bedaquilina. A bedaquilina deve ser usada cautelosamente com lopinavir + ritonavir, ou seja, somente quando, na opinião do médico, o benefício da coadministração for superior ao risco.

A coadiministração de delamide com um potente inibidor da CYP3A (lopinavir/ritonavir) pode aumentar ligeiramente a exposição ao metabólito19 delamanide, que tem sido associada com o prolongamento do intervalo QTc. Portanto, se a coadiministração de delaminide com lopinavir/ritonavir é considerada necessária, é recomendada a monitorização frequente por eletrocardiograma20 (ECG) durante todo o período de tratamento com delamanide.

Antipsicóticos: deve-se ter cautela no uso concomitante de lopinavir + ritonavir e quetiapina. Devido à inibição da enzima11 CYP3A por lopinavir / ritonavir, espera-se um aumento das concentrações de quetiapina, podendo levar a efeitos tóxicos relacionados a este antipsicótico.

Corticosteróides: o uso concomitante de lopinavir + ritonavir e fluticasona (inalatória, injetável ou intranasal), budesonida, triancinolona ou outro glicocorticoide que é metabolizado pela enzima11 CYP3A4, não é recomendado a menos que os benefícios potenciais do tratamento sobreponham os riscos dos efeitos sistêmicos21 dos corticosteróides, incluindo Síndrome de Cushing22 (aumento de cortisol no sangue7) e supressão adrenal (diminuição da atividade da glândula23 adrenal). O uso concomitante de propionato de fluticasona e lopinavir + ritonavir pode aumentar a concentração de propionato de fluticasona e reduzir os níveis sanguíneos de cortisol. Efeitos dos corticosteróides, incluindo Síndrome de Cushing22 e supressão adrenal foram reportados quando houve a administração combinada a propionato de fluticasona ou budesonida ou triancinolona injetável.

Inibidores de PDE5: a coadministração de lopinavir + ritonavir com avanafil não é recomendada. Deve-se ter cautela ao prescrever sildenafila, tadalafila e vardenafila para o tratamento de disfunção erétil em pacientes recebendo lopinavir + ritonavir. É esperado que a coadministração de lopinavir + ritonavir e estas substâncias aumente a concentração destes agentes, o que pode levar ao aumento de reações adversas, como hipotensão24 e ereção25 prolongada. O uso concomitante de sildenafila e lopinavir + ritonavir é contraindicado em casos de hipertensão26 (pressão alta) arterial pulmonar.

Produtos fitoterápicos: erva de São João (Hypericum perforatum) pode reduzir substancialmente a concentração de lopinavir e de outros inibidores de protease e, portanto, o uso concomitante não é indicado. Esta associação pode resultar em perda do efeito terapêutico e desenvolvimento de resistência ao lopinavir ou à classe de inibidores de protease.

Inibidores da HMG-CoA redutase: o uso concomitante de lovastatina ou sinvastatina e lopinavir + ritonavir é contraindicado.

Deve-se ter cautela ao utilizar inibidores de protease, como lopinavir + ritonavir, juntamente à rosuvastatina ou outros inibidores de HMG-CoA redutase, tais como a atorvastatina, já que esta combinação pode aumentar o potencial para reações graves, como a miopatia27, incluindo rabdomiólise28 (destruição muscular).

Tipranavir: a administração concomitante de lopinavir + ritonavir e tipranavir com baixa dose de ritonavir não é recomendada.

Diabetes mellitus29/hiperglicemia30 (excesso de glicose31 no sangue7)

Foi relatado aparecimento ou piora de diabetes mellitus29 pré-existente e hiperglicemia30 em pacientes infectados por HIV5. Alguns pacientes necessitaram iniciar ou ajustar as doses de insulina32 ou de medicamentos para controlar a taxa de açúcar33 no sangue7 (hipoglicemiantes orais34) para o tratamento destes efeitos adversos. Nos pacientes que descontinuaram a terapia com inibidores de protease, a hiperglicemia30 persistiu em alguns casos. Deve-se considerar a monitoração da glicemia35.

Pancreatite36

Foi observada pancreatite36 (inflamação37 no pâncreas38) em pacientes recebendo lopinavir + ritonavir. Foram observados alguns casos de óbito39. A elevação acentuada de triglicérides40 (gordura41 no sangue7) é um fator de risco42 para o desenvolvimento de pancreatite36. Pacientes com doença avançada pelo HIV5 podem apresentar risco aumentado de elevação de triglicérides40 e pancreatite36, e pacientes com história de pancreatite36 podem apresentar risco aumentado de ter pancreatite36 novamente.

Insuficiência hepática43 (do fígado44)

O lopinavir + ritonavir é transformado, para posterior eliminação, principalmente pelo fígado44. Portanto, deve-se ter cuidado quando este produto é administrado a pacientes com falha no funcionamento do fígado44. Há relatos pós-comercialização do produto de disfunção do fígado44, incluindo algumas mortes, geralmente ocorridas em pacientes com AIDS em fase avançada, utilizando múltiplos medicamentos concomitantemente e em vigência de hepatite16 crônica ou cirrose45. Não foi estabelecida uma relação causal com a terapia de lopinavir + ritonavir. Foi relatado aumento das enzimas do fígado44, com ou sem níveis elevados de bilirrubina46, após 07 dias do início da terapia de lopinavir + ritonavir em conjunto com outros agentes antirretrovirais. Em alguns casos, a disfunção do fígado44 foi grave; no entanto, não foi estabelecida uma relação causal definitiva com a terapia de lopinavir + ritonavir.

Deve ser considerado um monitoramento frequente de enzimas do fígado44 nestes pacientes, principalmente nos primeiros meses de tratamento com o lopinavir + ritonavir.

Resistência cruzada

Foram observados vários graus de resistência cruzada entre inibidores de protease, que é a classe de medicamentos a qual pertence o lopinavir + ritonavir. O efeito do tratamento com o lopinavir + ritonavir sobre a eficácia de outros inibidores de protease administrados conjuntamente está sendo investigado.

Hemofilia47 (distúrbio na coagulação48 do sangue7)

Há relatos de sangramento aumentado, incluindo hematomas49 na pele50 e hemartrose (sangramento para dentro da articulação51) espontâneas, em pacientes com hemofilia47 tipo A e B tratados com inibidores de protease. Em alguns pacientes foi administrado fator VIII adicional. Em mais da metade dos casos relatados, o tratamento com inibidores de protease foi mantido ou reiniciado. Não foram estabelecidos o mecanismo de ação nem a relação causal entre a terapia com inibidores da protease52 e estes eventos.

Efeitos no eletrocardiograma20

O ritonavir mostrou causar discreta alteração no eletrocardiograma20 em alguns pacientes. O lopinavir + ritonavir deve ser utilizado com cautela em pacientes com insuficiência cardíaca53 e alterações do ritmo cardíaco.

Redistribuição de gordura41

Foi observada redistribuição ou acúmulo de gordura41 no corpo, incluindo obesidade54 central, aumento de gordura41 dorso55 cervical, emagrecimento das extremidades e da face56 e aumento das mamas57 e aparência cushingóide (face56 arredondada) em pacientes que receberam medicamento para tratar o HIV5 (terapia antirretroviral). O mecanismo e as consequências destes eventos a longo prazo são desconhecidos até o presente momento. Não foi estabelecida uma relação causal.

Elevação de lipídeos

O tratamento com o lopinavir + ritonavir resultou em aumentos da concentração de colesterol58 total e triglicérides40 (gordura41 no sangue7). Devem ser realizados testes de colesterol58 e triglicérides40 antes de iniciar a terapia com o lopinavir + ritonavir e periodicamente durante o tratamento. Veja na seção Inibidores da HMG-CoA redutase (como pravastatina, fluvastatina, atorvastatina, lovastatina e sinvastatina), informações adicionais sobre interações medicamentosas potenciais de lopinavir + ritonavir com esse grupo de medicamentos.

Síndrome10 da Reconstituição Imunológica

Tal síndrome10 foi relatada em pacientes infectados por HIV5 tratados com terapia antirretroviral com diversos medicamentos, incluindo lopinavir + ritonavir. Durante a fase inicial da terapia antirretroviral combinada, quando o sistema imunológico59 reage, os pacientes podem desenvolver uma resposta inflamatória a infecções9 assintomáticas ou a infecções9 oportunistas latentes (como infecção2 causada por Mycobacterium avium, citomegalovírus60, pneumonia61 causada por Pneumocystis jiroveci pneumonia61, ou tuberculose62), podendo necessitar de avaliação e tratamentos adicionais.

Alterações autoimunes63 [como Doença de Graves (doença que afeta o funcionamento da tireoide64), polimiosite (doença inflamatória que afeta os músculos65) e Síndrome10 de Guillain-Barré (doença aguda associada à fraqueza muscular e paralisia66)] também foram reportadas durante a fase de reconstituição imunológica, no entanto, o tempo de início é muito variável e pode ocorrer muitos meses após o início do tratamento.

Uso em crianças

Os perfis de segurança e ação do medicamento não foram estabelecidos para pacientes67 com menos de 06 meses de idade. Em pacientes infectados pelo HIV5 com idades entre 06 meses e 18 anos, o perfil de reações adversas observado durante um estudo clínico foi semelhante ao observado em pacientes adultos. O lopinavir + ritonavir não deve ser administrado uma vez ao dia na população pediátrica.

Uso em idosos

Os estudos clínicos com lopinavir + ritonavir não incluíram um número suficiente de indivíduos com mais de 65 anos para determinar se estes respondem diferentemente ao tratamento em relação a indivíduos mais jovens. Em geral, deve-se ter cuidado na administração e monitoramento de lopinavir + ritonavir em pacientes idosos devido à maior frequência de função hepática15 (fígado44), renal68 (rins69) ou cardíaca diminuídas e de doenças ou outros tratamentos medicamentosos concomitantes.

Gravidez70, fertilidade e reprodução71

O lopinavir + ritonavir deve ser usado durante a gravidez70 somente quando, na opinião do médico, os benefícios potenciais claramente justificarem os possíveis riscos.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Uso na lactação72: por causa do potencial de transmissão do HIV5 e possíveis reações adversas de lopinavir + ritonavir, as mães devem ser instruídas a não amamentar enquanto estiverem recebendo o lopinavir + ritonavir. É desconhecido se o lopinavir é excretado no leite humano.

Uso em pacientes com insuficiência renal14

O lopinavir não foi estudado em pacientes com insuficiência renal14 (dos rins69), entretanto, não são esperadas alterações nesta população de pacientes.

Uso em pacientes com insuficiência hepática43

Doses múltiplas de lopinavir + ritonavir em pacientes coportadores de HIV5 e Vírus3 da Hepatite16 C (HCV) com insuficiência hepática43 (do fígado44) leve à moderada, resultaram em aumento de lopinavir no sangue7 quando comparados com pacientes portadores de HIV5 com função hepática15 normal. O lopinavir + ritonavir não foi estudado em pacientes com insuficiência hepática43 grave.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

O lopinavir + ritonavir é metabolizado (transformado) no fígado44 por uma enzima11 chamada CYP3A. Quando outros medicamentos são também metabolizados da mesma forma, podem ocorrer efeitos colaterais18 decorrentes do aumento ou diminuição dos níveis do fármaco73. Exemplos de medicamentos metabolizados pela enzima11 CYP3A: bloqueadores de canal de cálcio derivados da di-hidropiridina, inibidores da HMG-CoA redutase, imunossupressores e inibidores da enzima11 PDE5 (sildenafila, tadalafila e vardenafila).

Medicamentos com importante potencial de interação

antivirais de ação direta (DAA) para o tratamento da Hepatite16 C – boceprevir (inibidor da protease74 do HCV): a administração concomitante de boceprevir e lopinavir/ritonavir resultou na diminuição de broceprevir e lopinavir no sangue7. A coadministração de broceprevir e lopinavir/ritonavir não é recomendada.

atorvastatina: quando a administração em conjunto com atorvastatina estiver indicada, deve-se utilizar a menor dose possível. As interações com pravastatina e fluvastatina não são esperadas. Se houver indicação de tratamento combinado de lopinavir + ritonavir com um inibidor da HMG-CoA redutase, recomenda-se utilizar pravastatina ou fluvastatina.

bedaquilina: a administração de bedaquilina com lopinavir + ritonavir pode aumentar a concentração de bedaquilina no sangue7. A bedaquilina deve ser usada cautelosamente com lopinavir + ritonavir, ou seja, somente quando, na opinião do médico, o benefício da coadministração for superior ao risco.

lovastatina e sinvastatina: os inibidores da HMG-CoA redutase, medicamentos que atuam na redução do colesterol58, tais como a lovastatina e sinvastatina, podem apresentar um aumento acentuado de suas concentrações plasmáticas quando administrados juntamente ao lopinavir + ritonavir. Considerando que as concentrações aumentadas de inibidores da HMG-CoA redutase podem causar alterações nos músculos65, incluindo a destruição muscular, a combinação desses medicamentos com o lopinavir + ritonavir é contraindicada.

contraceptivos orais e adesivos: considerando que os níveis de etinilestradiol podem ser reduzidos, deve-se utilizar um método contraceptivo alternativo ou adicional quando houver indicação de uso de lopinavir + ritonavir juntamente a contraceptivos orais e adesivos à base de estrógeno75.

propionato de fluticasona (inaltória, injetável ou intranasal), budesonida, triancinolona: o uso concomitante de propionato de fluticasona, ou outro glicocorticoide que é metabolizado pela CYP3A4, como a budesonida, e o lopinavir + ritonavir não é recomendado a menos que na opinião do médico, os benefícios potenciais do tratamento sobreponham os riscos dos efeitos sistêmicos21 dos corticoides, incluindo Síndrome de Cushing22 (aumento de cortisol no sangue7) e supressão adrenal (diminuição da atividade da glândula23 adrenal). O médico deve considerar medicamentos alternativos ao propionato de fluticasona, budesonida ou triancinolona injetável, particularmente quando o uso for prolongado. fosamprenavir: a administração conjunta de lopinavir + ritonavir e fosamprenavir diminui a concentração de amprenavir e lopinavir.

rifampicina: não deve ser utilizada concomitantemente ao lopinavir + ritonavir por causa da grande redução que ocorre nas concentrações de lopinavir. O uso de rifampicina com o lopinavir + ritonavir pode levar a uma perda da resposta virológica e possivelmente resistência ao lopinavir + ritonavir, à classe dos inibidores de protease ou a outros agentes antirretrovirais coadministrados. Se a coadministração for considerada, o lopinavir + ritonavir deve ser iniciado com doses padronizadas por aproximadamente 10 dias antes da adição da rifampicina. Somente então a dose de lopinavir + ritonavir deve ser titulada. A função hepática15 deve ser monitorada com atenção.

sildenafila: o uso de sildenafila em combinação ao lopinavir + ritonavir é contraindicado em pacientes com hipertensão arterial17 pulmonar.

produtos fitoterápicos: rva de São João (Hypericum perforatum) pode reduzir substancialmente a concentração de lopinavir + ritonavir. Portanto, esta combinação é contraindicada.

voriconazol: a combinação do lopinavir + ritonavir e voriconazol deve ser evitada, a não ser que o risco-benefício justifique o uso de voriconazol.

2Medicamentos com recomendação de alteração ou monitoramento da dose:

agentes antigotosos: é esperado um aumento nas concentrações de colchicina quando coadministrado com o lopinavir + ritonavir. Interações medicamentosas fatais e de risco à vida têm sido reportadas em pacientes tratados com colchicina e ritonavir. Remeter à bula de colchicina para informações de prescrição.

agentes anticancerígenos (dasatinibe, nilotinibe, venetoclax, vincristina e vimblastina): podem ter suas concentrações aumentadas quando administrados juntamente ao lopinavir + ritonavir, resultando em aumento dos eventos adversos associados a estes agentes anticancerígenos. A coadministração de venetoclax e lopinavir/ritonavir poderia aumentar potencialmente a exposição à venetoclax, resultando em um sério risco de Síndrome10 da Lise76 Tumoral. Para venetoclax, nilotinibe e dasatinibe, consultar suas informações de prescrição para instruções de dose.

agentes vasodilatadores: a coadministração de bosentana e lopinavir + ritonavir aumenta a concentração de bosentana no sangue7. Remeter à bula de bosentana para informações de prescrição.

amprenavir: espera-se que o lopinavir + ritonavir aumente as concentrações no sangue7 de amprenavir. A administração em combinação de lopinavir + ritonavir e amprenavir resulta em redução nas concentrações de lopinavir no sangue7. Pode ser necessário um aumento de dose de lopinavir + ritonavir durante a coadministração de amprenavir, particularmente em pacientes com larga experiência de uso de inibidores de protease ou com evidências de perda significante de sensibilidade para o lopinavir.

O lopinavir + ritonavir não deve ser administrado uma única vez ao dia em combinação com amprenavir. antiarrítmicos: as concentrações de amiodarona, bepridila, dronedarona, lidocaína e quinidina podem ser aumentadas quando administradas juntamente ao lopinavir + ritonavir. Recomenda-se cuidado.

digoxina: a coadministração de ritonavir e digoxina resulta em um aumento significativo dos níveis de digoxina. Atenção especial deve ser dada quando houver administração combinada destas substâncias, com monitoramento dos níveis sanguíneos de digoxina.

anticonvulsivantes: carbamazepina, fenobarbital e fenitoína podem reduzir as concentrações de lopinavir. O lopinavir + ritonavir não deve ser administrado uma única vez ao dia em combinação com fenobarbital, fenitoína ou carbamazepina.

A administração combinada de lopinavir + ritonavir e fenitoína pode resultar em diminuição moderada nas concentrações de fenitoína.

Antivirais de ação direta (DAA) para o tratamento da Hepatite16 C

ombitasvir / veruprevir / ritonavir / dasabuvir: as concentrações de ombitasvir, veruprevir e ritonavir podem ser aumentadas quando coadministradas com lopinavir + ritonavir. Portanto, a administração concomitante não é recomendada.

simeprevir: o uso concomitante de lopinavir + ritonavir e simeprevir pode resultar em um aumento da concentração de simeprevir no sangue7. Não é recomendado coadministrar lopinavir + ritonavir e simeprevir.

telaprevir (inibidor da protease74 do HCV): a coadministração de telaprevir e lopinavir + ritonavir resultou em uma redução da concentração de telaprevir, enquanto lopinavir não foi afetado.

atovaquona: pode ocorrer diminuição dos níveis terapêuticos da atovaquona, podendo ser requerida doses maiores desta substância quando da administração concomitante ao lopinavir + ritonavir.

claritromicina: para pacientes67 com insuficiência renal14 ou hepática15 (falha no rim77 ou fígado44), deve ser considerada a redução na dose de claritromicina.

delamanide: em um estudo de interação medicamentosa com voluntários saudáveis administrou-se delamanide 100 mg duas vezes ao dia e lopinavir + ritonavir 400mg/100mg duas vezes ao dia por 14 dias, as exposições de delamanide e um metabólito19 delamanide, DM-6705, aumentaram ligeiramente. Caso a coadministração de delamanide com lopinavir/ritonavir for considerada necessária, devido ao risco de prolongamento de QTc associada ao DM-6705, recomenda-se a monitorização frequente por ECG durante todo o período de tratamento com delamanide.

nevirapina e efavirenz: a nevirapina pode reduzir os níveis no sangue7 de lopinavir. Para pacientes67 que fizeram uso prévio de inibidores de protease ou com perda significante de sensibilidade ao lopinavir, pode ser considerado um aumento de dose do lopinavir + ritonavir quando administrado em combinação à nevirapina ou efavirenz.

O lopinavir + ritonavir não deve ser administrado uma única vez ao dia em combinação com nevirapina ou efavirenz.

fentanila: é esperado um aumento da concentração plasmática de fentanila quando administrada com o lopinavir + ritonavir. Monitoramento cuidadoso da terapia e eventos adversos (incluindo depressão respiratória) pelo médico são recomendados quando fentanila é administrada concomitantemente com o lopinavir + ritonavir.

imunossupressores: as concentrações de ciclosporina, tacrolimo e sirolimo (rapamicina) podem aumentar quando administradas juntamente ao lopinavir + ritonavir. Recomenda-se cautela na coadministração destas drogas.

indinavir: espera-se que o lopinavir + ritonavir aumente as concentrações de indinavir. Pode ser necessário diminuir a dose de indinavir durante a administração com o lopinavir + ritonavir.

O lopinavir + ritonavir administrado uma única vez ao dia não foi estudado em combinação com indinavir. cetoconazol/itraconazol: o cetoconazol e o itraconazol podem apresentar concentrações sanguíneas aumentadas pelo lopinavir + ritonavir.

lamotrigina e valproato: a administração concomitante de lopinavir + ritonavir e qualquer um destes medicamentos foi associada com uma redução do anticonvulsionante. Utilizar com cuidado. Um aumento de dose do anticonvulsionante pode ser necessário quando coadministrado com o lopinavir + ritonavir e um monitoramento da concentração terapêutica78 do anticonvulsionante pode ser indicado pelo médico, particularmente durante o ajuste de dose.

maraviroque (antagonistas de CCR5): a administração concomitante de maraviroque com o lopinavir + ritonavir aumenta os níveis plasmáticos de maraviroque. A dose de maraviroque deve ser diminuída durante a coadministração com o lopinavir + ritonavir. Para mais detalhes, veja as informações de prescrição de maraviroque.

metadona: o lopinavir + ritonavir apresentou redução das concentrações plasmáticas da metadona e, por isso, recomenda-se cautela na coadministração destas drogas.

nelfinavir: espera-se que o lopinavir + ritonavir aumente as concentrações de nelfinavir e que esta combinação resulte em uma diminuição das concentrações de lopinavir.

O lopinavir + ritonavir não deve ser administrado uma única vez ao dia em combinação com nelfinavir.

quetiapina: devido à inibição da enzima11 CYP3A por lopinavir/ritonavir, espera-se um aumento das concentrações de quetiapina. Para instruções de dose de quetiapina, consultar suas informações de prescrição.

rifabutina: recomenda-se uma redução da dose da rifabutina quando houver indicação de uso concomitante ao lopinavir + ritonavir. Poderá ser necessária posterior redução da dose de rifabutina.

rivaroxabana: a coadministração de rivaroxabana e o lopinavir + ritonavir pode aumentar a exposição de rivaroxabana o que pode aumentar o risco de sangramento.

saquinavir: espera-se que o lopinavir + ritonavir aumente as concentrações de saquinavir. Pode ser necessária uma diminuição da dose de saquinavir quando administrado em combinação ao lopinavir + ritonavir.

O lopinavir + ritonavir não deve ser administrado uma única vez ao dia em combinação com saquinavir.

inibidores de PDE5: recomenda-se cautela no uso de sildenafila, tadalafila e vardenafila para o tratamento de disfunção erétil em pacientes recebendo o lopinavir + ritonavir. É esperado que essa associação aumente substancialmente as concentrações destas substâncias no sangue7, o que pode levar ao aumento de reações adversas, como hipotensão24 (pressão baixa) e ereção25 persistente.

avanafil: a coadministração de lopinavir + ritonavir com avanafil pode resultar em um grande aumento na exposição à avanafil, logo, essa coadministração não é recomendada.

sildenafila: a sildenafila, para tratamento da disfunção erétil, deve ser utilizada com cautela, em doses reduzidas de 25 mg a cada 48 horas com monitoramento dos eventos adversos.

tadalafila: use tadalafila com atenção em doses reduzidas de no máximo 10 mg a cada 72 horas com monitoramento intensivo dos eventos adversos. Quando tadalafila é administrada para o tratamento de hipertensão arterial17 pulmonar em pacientes recebendo o lopinavir + ritonavir, remeter à bula de tadalafila para informações de prescrição.

vardenafila: use vardenafila com atenção em doses reduzidas de no máximo 2,5 mg a cada 72 horas com monitoramento intensivo dos efeitos adversos.

tenofovir: um estudo mostrou que o lopinavir + ritonavir aumenta a concentração de tenofovir. Pacientes utilizando esta combinação devem ser monitorados em relação aos eventos adversos associados ao tenofovir.

trazodona: o uso concomitante de ritonavir e trazodona pode aumentar a concentração de trazodona. Eventos adversos como náuseas79, vertigens80, hipotensão24 (pressão baixa) e desmaio foram observados. A combinação deve ser usada com atenção e uma dose menor de trazodona pode ser considerada.

varfarina: a concentração de varfarina pode ser afetada quando administrada em combinação o lopinavir + ritonavir. Recomenda-se cautela na coadministração destas drogas.

Outras Interações Medicamentosas

bupropiona: a administração conjunta de lopinavir + ritonavir e bupropiona diminui a concentração sanguínea da bupropiona.

delavirdina: a delavirdina tem o potencial de aumentar as concentrações plasmáticas de lopinavir.

bloqueadores de canal de cálcio: derivados da diidropiridina (felodipina, nifedipina, nicardipina) podem ter as suas concentrações aumentadas quando administrados juntamente ao lopinavir + ritonavir.

dexametasona: pode reduzir as concentrações de lopinavir.

ritonavir: quando o lopinavir + ritonavir foi coadministrado a mais 100 mg de ritonavir duas vezes ao dia, os níveis de lopinavir aumentaram no sangue7.

etravirina: o uso concomitante de lopinavir + ritonavir com etravirina causa uma diminuição na concentração de etravirina no sangue7, porém, não é necessário ajuste de dose pelo médico. Remeter à bula de etravirina para informações de prescrição.

rilpivirina: o uso concomitante de lopinavir + ritonavir com rilpivirina causa um aumento na concentração de rilpivirina no sangue7, porém, não é necessário ajuste de dose pelo médico. Remeter à bula de rilpivirina para informações de prescrição.

Inibidores Nucleosídicos da Transcriptase Reversa (ITRNs): aumento dos níveis séricos de creatina fosfoquinase (CPK) no sangue7 (exame laboratorial), dor muscular, inflamação37 muscular e raramente rabdomiólise28 (destruição muscular) foram relatados com inibidores de protease, particularmente em combinação com ITRNs.

zidovudina e abacavir: o lopinavir + ritonavir apresenta potencial para reduzir as concentrações sanguíneas de zidovudina e abacavir.

didanosina: é recomendado que a didanosina seja administrada com estômago81 vazio, portanto, a didanosina pode ser administrada com o lopinavir + ritonavir comprimidos revestidos sem alimentos.

Interação Medicamentosa com significado clínico não esperado

Estudos de interações medicamentosas revelaram que não há interação clinicamente significativa com o lopinavir + ritonavir e desipramina, omeprazol ou ranitidina.

Estudos não demonstraram interação clinicamente significante entre o lopinavir + ritonavir e raltegravir.

Não são esperadas interações medicamentosas significativas entre o lopinavir + ritonavir e fluvastatina, dapsona, trimetoprima/sulfametoxazol, azitromicina ou fluconazol em pacientes com funções normais de rim77 e fígado44.

Para qualquer interação com outros medicamentos mencionada nesta bula, alterações na dose recomendada de lopinavir + ritonavir somente deverão ser efetuadas pelo médico.

estavudina e lamivudina: nenhuma alteração na farmacocinética do lopinavir foi observada quando o lopinavir + ritonavir foi administrado isoladamente ou em combinação com estavudina ou lamivudina.

fármacos redutores de acidez gástrica82: o lopinavir + ritonavir pode ser utilizado em combinação com fármacos redutores de acidez gástrica82 (omeprazol e ranitidina) sem a necessidade de ajuste de dose.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento. Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para sua saúde83.

Atenção: o uso incorreto causa resistência do vírus3 da AIDS e falha no tratamento.

ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

O lopinavir + ritonavir comprimido revestido deve ser armazenado em temperatura ambiente (temperatura entre 15 e 30°C) e protegido da umidade.

Prazo de validade:

Se armazenado nas condições recomendadas, o medicamento se manterá próprio para consumo pelo prazo de validade de 24 meses, a partir da data de fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas

Os comprimidos de lopinavir + ritonavir (200 + 50 mg) apresentam-se como comprimidos revestidos, oblongos, biconvexos, de cor amarelo a amarelo escuro.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Os comprimidos revestidos de lopinavir + ritonavir podem ser tomados com ou sem alimentação.

Posologia para adultos:

A dose recomendada de lopinavir + ritonavir comprimidos revestidos é:

  • dois comprimidos de 200/50 mg (400/100 mg) duas vezes ao dia com ou sem alimentação. OU
  • quatro comprimidos de 200/50 mg (800/200 mg) uma única vez ao dia com ou sem alimentação em pacientes sem tratamento prévio ou naqueles com experiência prévia e com menos que três mutações associadas ao lopinavir.

Não há dados suficientes para suportarem a administração em dose única diária de lopinavir + ritonavir em pacientes com três ou mais mutações associadas ao lopinavir.

O lopinavir + ritonavir não deve ser administrado uma única vez ao dia em combinação com carbamazepina, fenobarbital e fenitoína.

A dose única diária é uma alternativa à terapia convencional84 de dois comprimidos duas vezes ao dia.

Portanto, o médico decidirá se você deve tomar a dose recomendada por ele uma vez ao dia ou dividi-la em duas tomadas diárias

Terapia combinada85 - efavirenz, nevirapina, amprenavir ou nelfinavir:

Um aumento de dose de lopinavir + ritonavir para 500/125 mg duas vezes ao dia (2 comprimidos de lopinavir + ritonavir 200/50 mg + 1 comprimido de lopinavir + ritonavir 100/25 mg) deve ser considerado quando houver coadministração de lopinavir + ritonavir com efavirenz, nevirapina, amprenavir ou nelfinavir em pacientes com tratamento antirretroviral prévio, nos quais uma diminuição à susceptibilidade86 ao lopinavir é clinicamente suspeita (através de histórico de tratamento ou evidência laboratorial), conforme indicação médica.

O lopinavir + ritonavir 200 mg + 50 mg não deve ser administrado uma única vez ao dia em combinação com efavirenz, nevirapina, amprenavir ou nelfinavir.

A administração de lopinavir + ritonavir 200 mg + 50 mg uma única vez ao dia em combinação com indinavir e saquinavir não foi estudada.

Posologia para pacientes67 pediátricos:

Em geral, 91% das crianças entre 06 e 11 anos são capazes de deglutir1 comprimidos pequenos. No entanto, fica a critério do médico prescritor a escolha pela apresentação que mais se adequa ao paciente pediátrico: solução oral ou comprimidos.

O lopinavir + ritonavir não deve ser administrado uma vez ao dia em pacientes pediátricos.

A dose para adultos de lopinavir + ritonavir comprimidos revestidos duas vezes ao dia sem administração combinada com efavirenz, nevirapina ou nelfinavir pode ser usada em crianças com 35 kg ou mais, ou com uma Área de Superfície Corporal (ASC) maior ou igual a 1,4 m². Para crianças pesando menos que 35 kg ou mais, ou com ASC entre 0,6 e 1,4 m² e capazes de engolir comprimidos, seguir tabelas abaixo para definição da dose a ser administrada.

Área de Superfície Corporal

A tabela abaixo apresenta o guia para doses pediátricas de lopinavir + ritonavir 100 mg + 25 mg baseando-se na Área de Superfície Corporal:

Guia para Doses Pediátricas

Área de Superfície Corporal (m²)

Número de comprimidos de lopinavir + ritonavir 100 mg + 25 mg duas vezes ao dia

> 0,6 a < 0,9

2 comprimidos (200/50 mg)

> 0,9 a < 1,4

3 comprimidos (300/75 mg)

> 1,4

4 comprimidos (400/100 mg)

A Área de Superfície Corporal (ASC) pode ser calculada a partir da seguinte equação: ASC (m²) = ? (Altura (cm) × Peso (kg) / 3600)


Terapia combinada85 - efavirenz, nevirapina, nelfinavir ou amprenavir:

A tabela a seguir contém um guia de doses de lopinavir + ritonavir 100 mg + 25 mg baseado na Área de Superfície Corporal quando utilizado em combinação com efavirenz, nevirapina, nelfinavir ou amprenavir em crianças.

Guia para Doses Pediátricas com uso combinado com efavirenz, nevirapina, nelfinavir ou amprenavir

Área de Superfície Corporal (m²)

Número de comprimidos de lopinavir + ritonavir 100 mg + 25 mg duas vezes ao dia

> 0,6 a < 0,8

2 comprimidos (200/50 mg)

> 0,8 a < 1,2

3 comprimidos (300/75 mg)

> 1,2 a < 1,4

4 comprimidos (400/100 mg)

> 1,4

5 comprimidos (500/125 mg)

Peso

A tabela abaixo apresenta o guia para doses pediátricas de lopinavir + ritonavir 100 mg + 25 mg baseando-se no peso do paciente:

Guia para Doses Pediátricas

Peso (Kg)

Número de comprimidos de lopinavir + ritonavir 100 mg + 25 mg duas vezes ao dia

7 a < 15 Kg

Não é recomendada a administração de comprimidos. Utilizar solução oral

15 a < 22 Kg

2 comprimidos

> 22 a 35 Kg

3 comprimidos

> 35 Kg

4 comprimidos*

* Como alternativa, dois comprimidos de lopinavir + ritonavir 200 mg + 50 mg podem ser administrados a estes pacientes.


Terapia concomitante - efavirenz, nevirapina, nelfinavir ou amprenavir:

A tabela a seguir contém um guia de doses de lopinavir + ritonavir 100 mg + 25 mg baseado no peso do paciente quando utilizado em combinação com efavirenz, nevirapina, nelfinavir ou amprenavir em crianças.

Guia para Doses Pediátricas com uso combinado com efavirenz, nevirapina, nelfinavir ou amprenavir

Peso (Kg)

Número de comprimidos de lopinavir + ritonavir 100 mg + 25 mg duas vezes ao dia

7 a < 15 Kg

Não é recomendada a administração de comprimidos. Utilizar solução oral

15 a 20 Kg

2 comprimidos

> 20 a 30 Kg

3 comprimidos

> 30 a 45 Kg

4 comprimidos*

> 45 Kg

5 comprimidos

* Como alternativa, dois comprimidos de lopinavir + ritonavir 200 mg + 50 mg podem ser administrados a estes pacientes.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Caso esqueça de tomar uma dose de lopinavir + ritonavir, tome-a tão logo se lembre. Se estiver próximo à dose seguinte, espere e tome a dose no horário previsto. Não duplique a dose seguinte.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?

Adultos:

O evento adverso mais comum associado ao uso de lopinavir + ritonavir foi a diarréia87, geralmente de leve a moderada intensidade.

As seguintes reações adversas, de intensidade moderada a grave, com possível ou provável relação com o uso de lopinavir + ritonavir foram relatados por frequência de gravidade:

Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Infecções9 e infestações: infecção2 no trato respiratório superior.
  • Alterações gastrintestinais: diarreia87, náusea88.

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Infecções9 e infestações: infecção2 no trato respiratório inferior, infecções9 de pele50 incluindo celulites (infecção2/inflamação37 da pele50), foliculites (infecção2 dos folículos pilosos causadas por bactérias) e furunculose (aparecimento recorrente de furúnculos).
  • Alterações no sangue7 e sistema linfático89: anemia90, leucopenia91 (diminuição dos glóbulos brancos) e neutropenia92 (quantidade de neutrófilos93 diminuída no sangue7), linfadenopatia (aumento dos gânglios linfáticos94).
  • Alterações no sistema imunológico59: hipersensibilidade, incluindo urticária95 (alergia13 de pele50) e angioedema96 (inchaço97 similar à urticária95, porém, por baixo da pele50).
  • Alterações na nutrição98 e metabolismo99: alterações na glicose sanguínea100, incluindo diabetes mellitus29, hipertrigliceridemia (aumento do triglicérides40 no sangue7), hipercolesterolemia101 (alto nível de colesterol58 no sangue7), diminuição do peso e diminuição do apetite.
  • Alterações psiquiátricas: ansiedade.
  • Alterações no sistema nervoso102: cefaleia103 (dor de cabeça104), incluindo enxaqueca105, neuropatia106, incluindo neuropatia periférica107 (inflamação37 dos nervos periféricos), vertigem108 (tontura109), insônia.
  • Alterações vasculares110: hipertensão26 (pressão alta).
  • Alterações gastrintestinais: vômito111, doença do refluxo gastroesofágico112 (DRGE), gastroenterite113 (infecção2 estomacal e intestinal) e colite114 (inflamação37 no intestino), dor abdominal (superior e inferior), distensão abdominal, pancreatite36 (inflamação37 do pâncreas38), dispepsia115 (indigestão), hemorroidas116 e flatulência (gases intestinais).
  • Alterações hepatobiliares117: hepatite16 (inflamação37 no fígado44), incluindo aumentos das enzimas do fígado44 aspartato aminotransferase (AST), alanina aminotransferase (ALT) e gama glutamil tansferase (GGT).
  • Alterações na pele e tecido subcutâneo118: lipodistrofia119 adquirida (alteração na distribuição de gordura41), incluindo emagrecimento facial, rash120, incluindo rash120 maculopapular121 (vermelhidão na pele50), dermatite122/rash120, incluindo eczema123 (pele50 áspera) e dermatite seborreica124 (doença de pele50 que ataca principalmente o couro cabeludo), suores noturnos, prurido125 (coceira).
  • Alterações no tecido conectivo126 e musculoesquelético: mialgia127 (dor nos músculos65), dor musculoesquelética, incluindo artralgia128 (dor nas articulações129) e dor nas costas130, alterações musculares como fraqueza e espasmos131.
  • Alterações renais e urinárias: insuficiência renal14 (mau funcionamento dos rins69).
  • Alterações no sistema reprodutivo e mamas57: disfunção erétil, alterações menstruais como amenorreia132 (ausência de menstruação133), menorragia134 (menstruação133 extremamente abundante ou prolongada).
  • Alterações gerais e nas condições de administração: fadiga135, incluindo astenia136 (fraqueza).

Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): Alterações no sistema imunológico59: síndrome10 da reconstituição imune.

  • Alterações endócrinas: hipogonadismo (secreção inadequada de testosterona pelos testículos137), síndrome de Cushing22. Alterações na nutrição98 e metabolismo99: aumento de peso, aumento de apetite, acidose138 láctica139, desidratação140, anorexia141 (perda do apetite).
  • Alterações psiquiátricas: depressão, sonhos anormais, diminuição da libido142.
  • Alterações no sistema nervoso102: evento cerebrovascular, convulsão143, ageusia (ausência ou diminuição do paladar144), tremor, parestesia145 (sensações cutâneas146 subjetivas).
  • Alterações nos olhos147: deficiência visual.
  • Alterações no ouvido e labirinto148: tinido, tontura109.
  • Alterações cardíacas: aterosclerose149 (formação de placas150 na parede das artérias151 do coração152), como infarto do miocárdio153, bloqueio atrioventricular, insuficiência154 da válvula tricúspide.
  • Alterações vasculares110: trombose venosa profunda155, angiopatia156 (doença dos vasos sanguíneos157).
  • Alterações gastrointestinais: hemorragia158 gastrointestinal, incluindo hemorragia158 retal, úlcera159 gastrointestinal, duodenite (inflamação37 do duodeno160) e gastrite161, estomatite162 (inflamação37 da boca163 ou gengivas) e úlceras164 na boca163, incontinência fecal165, constipação166 (prisão de ventre), boca163 seca, alterações nas fezes.
  • Alterações hepatobiliares117: esteatose hepática167 (acúmulo de gordura41 no fígado44), hepatomegalia168 (tamanho do fígado44 aumentado), colangite (inflamação37 das vias biliares169).
  • Alterações na pele e tecido subcutâneo118: acne170, alopecia171 (queda de cabelo172), capilarite (inflamação37 dos vasos capilares173), vasculite174 (inflamação37 nos vasos sanguíneos157).
  • Alterações no tecido conectivo126 e musculoesquelético: rabdomiólise28 (destruição muscular), osteonecrose (necrose175 do osso).
  • Alterações renais e urinárias: nefrite176 (inflamação37 nos rins69), hematúria177 (sangue7 na urina178).
  • Investigação: aumento das concentrações do medicamento.
  • Alterações gerais e relacionadas ao local de administração: dor, dor no peito179, febre180 e edema181 (inchaço97).

Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento):

  • Infecções9 e infestações: gripe182, otite média183 (inflamação37 nos ouvidos), abscesso184 perineal (abscessos185 próximos a regiões genitais), sialodenite (inflamação37 nas glândulas salivares186), infecção2 viral e infeção bacteriana.
  • Alterações no sangue7 e sistema linfático89: esplenomegalia187 (aumento do volume do baço188).
  • Alterações endócrinas: hipotireoidismo189 (diminuição de funcionamento da tireoide64).
  • Alterações na nutrição98 e metabolismo99: hiperuricemia (presença de níveis altos de ácido úrico no sangue7), hipocolesterolemia (presença de baixo nível de colesterol58 no sangue7), hipofosfatemia (nível baixo de fosfato no sangue7), hipovitaminose (quantidade reduzida de vitaminas no sangue7), lipomatose (excesso de tecido adiposo190 localizado em certas regiões do corpo).
  • Alterações psiquiátricas: estado confusional, labilidade afetada, pensamentos anormais, agitação, desorientação e variações de humor.
  • Alterações no sistema nervoso102: amnesia191 (perda da memória), ataxia192 (dificuldade para caminhar), encefalopatia193 (alterações cerebrais), paralisia66 facial, distúrbio extrapiramidal, discinesia (falta de coordenação motora), hipertonia194 (contratura muscular).
  • Alterações nos olhos147: distúrbios visuais.
  • Alterações no ouvido e labirinto148: hiperacusia (hipersensibilidade a certas faixas de som).
  • Alterações cardíacas: palpitação195.
  • Alterações vasculares110: veia varicosa e hipotensão24 ortostática (queda da pressão).
  • Alterações gastrintestinais: esofagite196 (inflamação37 do esôfago197), disfagia198 (dificuldade de deglutição199), eructação200, periodontite (inflamação37 nas gengivas).
  • Alterações hepatobiliares117: colecistite201 (inflamação37 da vesícula biliar202) e “amolecimento” do fígado44.
  • Alterações na pele e tecido subcutâneo118: pele50 seca, alterações nas unhas203, descoloração da pele50, úlceras164 cutâneas146 (feridas na pele50) e estrias.
  • Alterações no tecido conectivo126 e musculoesquelético: osteoartrite204 (doença degenerativa205 das articulações129), artropatia206. Alterações respiratórias, toráxicas e do mediastino207: asma208, dispneia209 (falta de ar), tosse e edema pulmonar210. Alterações renais e urinárias: litíase211 renal68 (pedra nos rins69), alteração na urina178, odor anormal da urina178.
  • Alterações no sistema reprodutivo: aumento das mamas57, ginecomastia212 (crescimento das mamas57 nos homens). Alterações gerais e relacionadas ao local de administração: dor no peito179, calafrios213, cisto, edema181 (inchaço97) periférico, interação entre medicamentos e dor nas extremidades.
  • Neoplasmas214 benignos, malignos e inespecíficos: tumores benignos de pele50 e neoplasma215.

Pacientes pediátricos:

Em crianças com 02 anos de idade ou mais, o perfil de eventos adversos vistos durante o estudo clínico em pacientes pediátricos foi similar aqueles apresentados pelos pacientes adultos.

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): Infecção2 por vírus3, disgeusia (distorção ou diminuição do senso do paladar144), constipação166 (prisão de ventre), vômito111, pancreatite36 (inflamação37 do pâncreas38), hepatomegalia168 (tamanho do fígado44 aumentado), rash120, pele50 seca e febre180.

Experiência pós-comercialização:

Hepatite16 (inflamação37 do fígado44) e raramente icterícia216 (coloração amarela da pele50 e olhos147) foram relatadas em pacientes que utilizaram o lopinavir + ritonavir na presença ou ausência de fatores de risco para hepatite16.

Necrólise epidérmica tóxica217, Síndrome de Stevens-Johnson218, eritema multiforme219, bradiarritmia (frequência cardíaca lenta), foram relatados após a comercialização de lopinavir + ritonavir.

Informe seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE MEDICAMENTO?

A experiência em casos de superdosagem de lopinavir + ritonavir é limitada.

Em caso de superdosagem, cuidados médicos são primordiais. O tratamento envolve medidas médicas de suporte, como monitoramento dos sinais vitais220 (pulso, pressão, respiração) e observação do paciente.

Não há antídoto221 específico para estes casos.

Se indicado, pode ser recomendada lavagem gástrica222 ou indução de vômitos223.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

DIZERES LEGAIS


VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA
 

Reg. MS Nº 1.0298.0436
Farmacêutico Responsável: Dr. José Carlos Módolo CRF-SP n°10.446

CRISTÁLIA - Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.
Rod. Itapira-Lindóia, km 14 - Itapira - SP
CNPJ: 44.734.671/0001-51
Indústria Brasileira


SAC 0800 7011918

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Deglutir: Passar (o bolo alimentar) da boca para o esôfago e, a seguir, para o estômago.
2 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
3 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
4 Imunodeficiência: Distúrbio do sistema imunológico que se caracteriza por um defeito congênito ou adquirido em um ou vários mecanismos que interferem na defesa normal de um indivíduo perante infecções ou doenças tumorais.
5 HIV: Abreviatura em inglês do vírus da imunodeficiência humana. É o agente causador da AIDS.
6 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
7 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
8 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
9 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
10 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
11 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
12 Célula: Unidade funcional básica de todo tecido, capaz de se duplicar (porém algumas células muito especializadas, como os neurônios, não conseguem se duplicar), trocar substâncias com o meio externo à célula, etc. Possui subestruturas (organelas) distintas como núcleo, parede celular, membrana celular, mitocôndrias, etc. que são as responsáveis pela sobrevivência da mesma.
13 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
14 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
15 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
16 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
17 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
18 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
19 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
20 Eletrocardiograma: Registro da atividade elétrica produzida pelo coração através da captação e amplificação dos pequenos potenciais gerados por este durante o ciclo cardíaco.
21 Sistêmicos: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
22 Síndrome de Cushing: A síndrome de Cushing, hipercortisolismo ou hiperadrenocortisolismo, é um conjunto de sinais e sintomas que indicam excesso de cortisona (hormônio) no sangue. Esse hormônio é liberado pela glândula adrenal (também conhecida como suprarrenal) em resposta à liberação de ACTH pela hipófise no cérebro. Níveis elevados de cortisol (ou cortisona) também podem ocorrer devido à administração de certos medicamentos, como hormônios glicocorticoides. A síndrome de Cushing e a doença de Cushing são muito parecidas, já que o que a causa de ambas é o elevado nível de cortisol no sangue. O que difere é a origem dessa elevação. A doença de Cushing diz respeito, exclusivamente, a um tumor na hipófise que passa a secretar grande quantidade de ACTH e, consequentemente, há um aumento na liberação de cortisol pelas adrenais. Já a síndrome de Cushing pode ocorrer, por exemplo, devido a um tumor presente nas glândulas suprarrenais ou pela administração excessiva de corticoides.
23 Glândula: Estrutura do organismo especializada na produção de substâncias que podem ser lançadas na corrente sangüínea (glândulas endócrinas) ou em uma superfície mucosa ou cutânea (glândulas exócrinas). A saliva, o suor, o muco, são exemplos de produtos de glândulas exócrinas. Os hormônios da tireóide, a insulina e os estrógenos são de secreção endócrina.
24 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
25 Ereção: 1. Ato ou efeito de erigir ou erguer. 2. Inauguração, criação. 3. Levantamento ou endurecimento do pênis.
26 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
27 Miopatia: Qualquer afecção das fibras musculares, especialmente dos músculos esqueléticos.
28 Rabdomiólise: Síndrome caracterizada por destruição muscular, com liberação de conteúdo intracelular na circulação sanguínea. Atualmente, a rabdomiólise é considerada quando há dano secundário em algum órgão associado ao aumento das enzimas musculares. A gravidade da doença é variável, indo de casos de elevações assintomáticas de enzimas musculares até situações ameaçadoras à vida, com insuficiência renal aguda ou distúrbios hidroeletrolíticos. As causas da rabdomiólise podem ser classificadas em quatro grandes grupos: trauma ou lesão muscular direta, excesso de atividade muscular, defeitos enzimáticos hereditários ou outras condições clínicas.
29 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
30 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
31 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
32 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
33 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
34 Hipoglicemiantes orais: Medicamentos usados por via oral em pessoas com diabetes tipo 2 para manter os níves de glicose próximos ao normal. As classes de hipoglicemiantes são: inibidores da alfaglicosidase, biguanidas, derivados da fenilalanina, meglitinides, sulfoniluréias e thiazolidinediones.
35 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
36 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
37 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
38 Pâncreas: Órgão nodular (no ABDOME) que abriga GLÂNDULAS ENDÓCRINAS e GLÂNDULAS EXÓCRINAS. A pequena porção endócrina é composta pelas ILHOTAS DE LANGERHANS, que secretam vários hormônios na corrente sangüínea. A grande porção exócrina (PÂNCREAS EXÓCRINO) é uma glândula acinar composta, que secreta várias enzimas digestivas no sistema de ductos pancreáticos (que desemboca no DUODENO).
39 Óbito: Morte de pessoa; passamento, falecimento.
40 Triglicérides: A principal maneira de armazenar os lipídeos no tecido adiposo é sob a forma de triglicérides. São também os tipos de lipídeos mais abundantes na alimentação. Podem ser definidos como compostos formados pela união de três ácidos graxos com glicerol. Os triglicérides sólidos em temperatura ambiente são conhecidos como gorduras, enquanto os líquidos são os óleos. As gorduras geralmente possuem uma alta proporção de ácidos graxos saturados de cadeia longa, já os óleos normalmente contêm mais ácidos graxos insaturados de cadeia curta.
41 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
42 Fator de risco: Qualquer coisa que aumente a chance de uma pessoa desenvolver uma doença.
43 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
44 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
45 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
46 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
47 Hemofilia: Doença transmitida de forma hereditária na qual existe uma menor produção de fatores de coagulação. Como conseqüência são produzidos sangramentos por traumatismos mínimos, sobretudo em articulações (hemartrose). Sua gravidade depende da concentração de fatores de coagulação no sangue.
48 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
49 Hematomas: Acúmulo de sangue em um órgão ou tecido após uma hemorragia.
50 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
51 Articulação: 1. Ponto de contato, de junção de duas partes do corpo ou de dois ou mais ossos. 2. Ponto de conexão entre dois órgãos ou segmentos de um mesmo órgão ou estrutura, que geralmente dá flexibilidade e facilita a separação das partes. 3. Ato ou efeito de articular-se. 4. Conjunto dos movimentos dos órgãos fonadores (articuladores) para a produção dos sons da linguagem.
52 Inibidores da protease: Alguns vírus como o HIV e o vírus da hepatite C dependem de proteases (enzimas que quebram ligações peptídicas entre os aminoácidos das proteínas) no seu ciclo reprodutivo, pois algumas proteínas virais são codificadas em uma longa cadeia peptídica, sendo libertadas por proteases para assumir sua conformação ideal e sua função. Os inibidores da protease são desenvolvidos como meios antivirais, pois impedem a correta estruturação do RNA viral.
53 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
54 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
55 Dorso: Face superior ou posterior de qualquer parte do corpo. Na anatomia geral, é a região posterior do tronco correspondente às vértebras; costas.
56 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
57 Mamas: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
58 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
59 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
60 Citomegalovírus: Citomegalovírus (CMV) é um vírus pertence à família do herpesvírus, a mesma dos vírus da catapora, herpes simples, herpes genital e do herpes zóster.
61 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
62 Tuberculose: Doença infecciosa crônica produzida pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis). Produz doença pulmonar, podendo disseminar-se para qualquer outro órgão. Os sintomas de tuberculose pulmonar consistem em febre, tosse, expectoração, hemoptise, acompanhada de perda de peso e queda do estado geral. Em países em desenvolvimento (como o Brasil) aconselha-se a vacinação com uma cepa atenuada desta bactéria (vacina BCG).
63 Autoimunes: 1. Relativo à autoimunidade (estado patológico de um organismo atingido por suas próprias defesas imunitárias). 2. Produzido por autoimunidade. 3. Autoalergia.
64 Tireoide: Glândula endócrina altamente vascularizada, constituída por dois lobos (um em cada lado da TRAQUÉIA) unidos por um feixe de tecido delgado. Secreta os HORMÔNIOS TIREOIDIANOS (produzidos pelas células foliculares) e CALCITONINA (produzida pelas células para-foliculares), que regulam o metabolismo e o nível de CÁLCIO no sangue, respectivamente.
65 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.
66 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
67 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
68 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
69 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
70 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
71 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.
72 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
73 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
74 Inibidor da protease: Alguns vírus como o HIV e o vírus da hepatite C dependem de proteases (enzimas que quebram ligações peptídicas entre os aminoácidos das proteínas) no seu ciclo reprodutivo, pois algumas proteínas virais são codificadas em uma longa cadeia peptídica, sendo libertadas por proteases para assumir sua conformação ideal e sua função. Os inibidores da protease são desenvolvidos como meios antivirais, pois impedem a correta estruturação do RNA viral.
75 Estrógeno: Grupo hormonal produzido principalmente pelos ovários e responsáveis por numerosas ações no organismo feminino (indução da primeira fase do ciclo menstrual, desenvolvimento dos ductos mamários, distribuição corporal do tecido adiposo em um padrão feminino, etc.).
76 Lise: 1. Em medicina, é o declínio gradual dos sintomas de uma moléstia, especialmente de doenças agudas. Por exemplo, queda gradual de febre. 2. Afrouxamento, deslocamento, destruição de aderências de um órgão. 3. Em biologia, desintegração ou dissolução de elementos orgânicos (tecidos, células, bactérias, microrganismos) por agentes físicos, químicos ou enzimáticos.
77 Rim: Os rins são órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
78 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
79 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
80 Vertigens: O termo vem do latim “vertere” e quer dizer rodar. A definição clássica de vertigem é alucinação do movimento. O indivíduo vê os objetos do ambiente rodarem ao seu redor ou seu corpo rodar em relação ao ambiente.
81 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
82 Acidez gástrica: Estado normal do conteúdo do estômago caracterizado por uma elevada quantidade de íons hidrogênio, quantidade esta que pode ser medida através de uma escala logarítmica denominada pH.
83 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
84 Terapia convencional: Termo usado em triagens clínicas em que um grupo de pacientes recebe tratamento para diabetes que mantêm os níveis de A1C (hemoglobina glicada) e de glicemia sangüínea nas medidas estipuladas pelos protocolos práticos em uso. Entretanto, o objetivo não é manter os níveis de glicemia o mais próximo possível do normal, como é feito na terapia intensiva. A terapia convencional inclui o uso de medicações, o planejamento das refeições e dos exercícios físicos, juntamente com visitas regulares aos profissionais de saúde.
85 Terapia combinada: Uso de medicações diferentes ao mesmo tempo (agentes hipoglicemiantes orais ou um agente hipoglicemiante oral e insulina, por exemplo) para administrar os níveis de glicose sangüínea em pessoas com diabetes tipo 2.
86 Susceptibilidade: 1. Ato, característica ou condição do que é suscetível. 2. Capacidade de receber as impressões que põem em exercício as ações orgânicas; sensibilidade. 3. Disposição ou tendência para se ofender e se ressentir com (algo, geralmente sem importância); delicadeza, melindre. 4. Em física, é o coeficiente de proporcionalidade entre o campo magnético aplicado a um material e a sua magnetização.
87 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
88 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
89 Sistema Linfático: Um sistema de órgãos e tecidos que processa e transporta células imunes e LINFA.
90 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
91 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
92 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
93 Neutrófilos: Leucócitos granulares que apresentam um núcleo composto de três a cinco lóbulos conectados por filamenos delgados de cromatina. O citoplasma contém grânulos finos e inconspícuos que coram-se com corantes neutros.
94 Gânglios linfáticos: Estrutura pertencente ao sistema linfático, localizada amplamente em diferentes regiões superficiais e profundas do organismo, cuja função consiste na filtração da linfa, maturação e ativação dos linfócitos, que são elementos importantes da defesa imunológica do organismo.
95 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
96 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
97 Inchaço: Inchação, edema.
98 Nutrição: Incorporação de vitaminas, minerais, proteínas, lipídios, carboidratos, oligoelementos, etc. indispensáveis para o desenvolvimento e manutenção de um indivíduo normal.
99 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
100 Glicose sanguínea: Também chamada de açúcar no sangue, é o principal açúcar encontrado no sangue e a principal fonte de energia para o organismo.
101 Hipercolesterolemia: Aumento dos níveis de colesterol do sangue. Está associada a uma maior predisposição ao desenvolvimento de aterosclerose.
102 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
103 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
104 Cabeça:
105 Enxaqueca: Sinônimo de migrânea. É a cefaléia cuja prevalência varia de 10 a 20% da população. Ocorre principalmente em mulheres com uma proporção homem:mulher de 1:2-3. As razões para esta preponderância feminina ainda não estão bem entendidas, mas suspeita-se de alguma relação com o hormônio feminino. Resulta da pressão exercida por vasos sangüíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.
106 Neuropatia: Doença do sistema nervoso. As três principais formas de neuropatia em pessoas diabéticas são a neuropatia periférica, neuropatia autonômica e mononeuropatia. A forma mais comum é a neuropatia periférica, que afeta principalmente pernas e pés.
107 Neuropatia periférica: Dano causado aos nervos que afetam os pés, as pernas e as mãos. A neuropatia causa dor, falta de sensibilidade ou formigamentos no local.
108 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
109 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
110 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
111 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
112 Refluxo gastroesofágico: Presença de conteúdo ácido proveniente do estômago na luz esofágica. Como o dito órgão não está adaptado fisiologicamente para suportar a acidez do suco gástrico, pode ser produzida inflamação de sua mucosa (esofagite).
113 Gastroenterite: Inflamação do estômago e intestino delgado caracterizada por náuseas, vômitos, diarréia e dores abdominais. É produzida pela ingestão de vírus, bactérias ou suas toxinas, ou agressão da mucosa intestinal por diversos mecanismos.
114 Colite: Inflamação da porção terminal do cólon (intestino grosso). Pode ser devido a infecções intestinais (a causa mais freqüente), ou a processos inflamatórios diversos (colite ulcerativa, colite isquêmica, colite por radiação, etc.).
115 Dispepsia: Dor ou mal-estar localizado no abdome superior. O mal-estar pode caracterizar-se por saciedade precoce, sensação de plenitude, distensão ou náuseas. A dispepsia pode ser intermitente ou contínua, podendo estar relacionada com os alimentos.
116 Hemorróidas: Dilatações anormais das veias superficiais que se encontram na última porção do intestino grosso, reto e região perianal. Pode produzir sangramento junto com a defecação e dor.
117 Hepatobiliares: Diz-se do que se refere ao fígado e às vias biliares.
118 Pele e Tecido Subcutâneo: Revestimento externo do corpo composto por PELE, seus acessórios (CABELO, UNHAS, GLÂNDULAS SEBÁCEAS e GLÂNDULAS SUDORÍPARAS) e seus ductos.
119 Lipodistrofia: Defeito na quebra ou na fabricação de gordura abaixo da pele, resultando em elevações ou depressões na superfície da pele. (Veja lipohipertrofia e lipoatrofia). Pode ser causada por injeções repetidas de insulina em um mesmo local.
120 Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
121 Maculopapular: Erupção cutânea que se caracteriza pelo aparecimento de manchas e de pápulas de tonalidade avermelhada, geralmente observada no sarampo ou na rubéola.
122 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
123 Eczema: Afecção alérgica da pele, ela pode ser aguda ou crônica, caracterizada por uma reação inflamatória com formação de vesículas, desenvolvimento de escamas e prurido.
124 Dermatite seborreica: Caracterizada por descamação da pele e do couro cabeludo. A forma que acomete couro cabeludo é a mais comum e conhecida popularmente por caspa. É uma doença inflamatória, não contagiosa, possui caráter crônico e recorrente. O fungo Pityrosporum ovale pode ser considerado um possível causador da dermatite seborreica. As manifestações clínicas mais comuns são descamação, vermelhidão e aspereza local. As escamas podem ser secas ou gordurosas, finas ou espessas, geralmente acinzentadas ou amareladas, quase sempre aderentes, podendo ser acompanhadas ou não de coceira.
125 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
126 Tecido conectivo: Tecido que sustenta e conecta outros tecidos. Consiste de CÉLULAS DO TECIDO CONJUNTIVO inseridas em uma grande quantidade de MATRIZ EXTRACELULAR.
127 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
128 Artralgia: Dor em uma articulação.
129 Articulações:
130 Costas:
131 Espasmos: 1. Contrações involuntárias, não ritmadas, de um ou vários músculos, podendo ocorrer isolada ou continuamente, sendo dolorosas ou não. 2. Qualquer contração muscular anormal. 3. Sentido figurado: arrebatamento, exaltação, espanto.
132 Amenorréia: É a ausência de menstruação pelo período equivalente a 3 ciclos menstruais ou 6 meses (o que ocorrer primeiro). Para períodos inferiores, utiliza-se o termo atraso menstrual.
133 Menstruação: Sangramento cíclico através da vagina, que é produzido após um ciclo ovulatório normal e que corresponde à perda da camada mais superficial do endométrio uterino.
134 Menorragia: Também chamada de hipermenorréia, é a menstruação anormalmente longa e intensa em intervalos regulares. As causas podem ser: coagulação sangüínea anormal, desregulação hormonal do ciclo menstrual ou desordens do revestimento endometrial do útero. Dependendo da causa, a menorragia pode estar associada à menstruação dolorosa (dismenorréia).
135 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
136 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
137 Testículos: Os testículos são as gônadas sexuais masculinas que produzem as células de fecundação ou espermatozóides. Nos mamíferos ocorrem aos pares e são protegidos fora do corpo por uma bolsa chamada escroto. Têm função de glândula produzindo hormônios masculinos.
138 Acidose: Desequilíbrio do meio interno caracterizado por uma maior concentração de íons hidrogênio no organismo. Pode ser produzida pelo ganho de substâncias ácidas ou perda de substâncias alcalinas (básicas).
139 Láctica: Diz-se de ou ácido usado como acidulante e intermediário químico; lática.
140 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.
141 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
142 Libido: Desejo. Procura instintiva do prazer sexual.
143 Convulsão: Episódio agudo caracterizado pela presença de contrações musculares espasmódicas permanentes e/ou repetitivas (tônicas, clônicas ou tônico-clônicas). Em geral está associada à perda de consciência e relaxamento dos esfíncteres. Pode ser devida a medicamentos ou doenças.
144 Paladar: Paladar ou sabor. Em fisiologia, é a função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados.
145 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
146 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
147 Olhos:
148 Labirinto: 1. Vasta construção de passagens ou corredores que se entrecruzam de tal maneira que é difícil encontrar um meio ou um caminho de saída. 2. Anatomia: conjunto de canais e cavidades entre o tímpano e o canal auditivo, essencial para manter o equilíbrio físico do corpo. 3. Sentido figurado: coisa complicada, confusa, de difícil solução. Emaranhado, imbróglio.
149 Aterosclerose: Tipo de arteriosclerose caracterizado pela formação de placas de ateroma sobre a parede das artérias.
150 Placas: 1. Lesões achatadas, semelhantes à pápula, mas com diâmetro superior a um centímetro. 2. Folha de material resistente (metal, vidro, plástico etc.), mais ou menos espessa. 3. Objeto com formato de tabuleta, geralmente de bronze, mármore ou granito, com inscrição comemorativa ou indicativa. 4. Chapa que serve de suporte a um aparelho de iluminação que se fixa em uma superfície vertical ou sobre uma peça de mobiliário, etc. 5. Placa de metal que, colocada na dianteira e na traseira de um veículo automotor, registra o número de licenciamento do veículo. 6. Chapa que, emitida pela administração pública, representa sinal oficial de concessão de certas licenças e autorizações. 7. Lâmina metálica, polida, usualmente como forma em processos de gravura. 8. Área ou zona que difere do resto de uma superfície, ordinariamente pela cor. 9. Mancha mais ou menos espessa na pele, como resultado de doença, escoriação, etc. 10. Em anatomia geral, estrutura ou órgão chato e em forma de placa, como uma escama ou lamela. 11. Em informática, suporte plano, retangular, de fibra de vidro, em que se gravam chips e outros componentes eletrônicos do computador. 12. Em odontologia, camada aderente de bactérias que se forma nos dentes.
151 Artérias: Os vasos que transportam sangue para fora do coração.
152 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
153 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
154 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
155 Trombose Venosa Profunda: Caracteriza-se pela formação de coágulos no interior das veias profundas da perna. O que mais chama a atenção é o edema (inchaço) e a dor, normalmente restritos a uma só perna. O edema pode se localizar apenas na panturrilha e pé ou estar mais exuberante na coxa, indicando que o trombo se localiza nas veias profundas dessa região ou mais acima da virilha. Uma de suas principais conseqüências a curto prazo é a embolia pulmonar, que pode deixar seqüelas ou mesmo levar à morte. Fatores individuais de risco são: varizes de membros inferiores, idade maior que 40 anos, obesidade, trombose prévia, uso de anticoncepcionais, terapia de reposição hormonal, entre outras.
156 Angiopatia: Qualquer doença relacionada aos vasos sangüíneos (veias, artérias e capilares) ou aos vasos linfáticos.
157 Vasos Sanguíneos: Qualquer vaso tubular que transporta o sangue (artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias).
158 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
159 Úlcera: Ferida superficial em tecido cutâneo ou mucoso que pode ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
160 Duodeno: Parte inicial do intestino delgado que se estende do piloro até o jejuno.
161 Gastrite: Inflamação aguda ou crônica da mucosa do estômago. Manifesta-se por dor na região superior do abdome, acidez, ardor, náuseas, vômitos, etc. Pode ser produzida por infecções, consumo de medicamentos (aspirina), estresse, etc.
162 Estomatite: Inflamação da mucosa oral produzida por infecção viral, bacteriana, micótica ou por doença auto-imune. É caracterizada por dor, ardor e vermelhidão da mucosa, podendo depositar-se sobre a mesma uma membrana brancacenta (leucoplasia), ou ser acompanhada de bolhas e vesículas.
163 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
164 Úlceras: Feridas superficiais em tecido cutâneo ou mucoso que podem ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
165 Incontinência fecal: É a perda do controle das evacuações. Pode ocorrer por um curto período durante episódios de diarréia ou quando fezes endurecidas ficam alojadas no reto (impactação fecal). Os indivíduos com lesões anais ou medulares, prolapso retal (protrusão do revestimento do reto através do ânus), demência, lesão neurológica causada pelo diabetes, tumores do ânus ou lesões pélvicas ocorridas durante o parto podem desenvolver uma incontinência fecal persistente.
166 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
167 Esteatose hepática: Esteatose hepática ou “fígado gorduroso“ é o acúmulo de gorduras nas células do fígado.
168 Hepatomegalia: Aumento anormal do tamanho do fígado.
169 Vias biliares: Conjunto de condutos orgânicos que conectam o fígado e a vesícula biliar ao duodeno. Sua função é conduzir a bile produzida no fígado, para ser armazenada na vesícula biliar e posteriormente ser liberada no duodeno.
170 Acne: Doença de predisposição genética cujas manifestações dependem da presença dos hormônios sexuais. As lesões começam a surgir na puberdade, atingindo a maioria dos jovens de ambos os sexos. Os cravos e espinhas ocorrem devido ao aumento da secreção sebácea associada ao estreitamento e obstrução da abertura do folículo pilosebáceo, dando origem aos comedões abertos (cravos pretos) e fechados (cravos brancos). Estas condições favorecem a proliferação de microorganismos que provocam a inflamação característica das espinhas, sendo o Propionibacterium acnes o agente infeccioso mais comumente envolvido.
171 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
172 Cabelo: Estrutura filamentosa formada por uma haste que se projeta para a superfície da PELE a partir de uma raiz (mais macia que a haste) e se aloja na cavidade de um FOLÍCULO PILOSO. É encontrado em muitas áreas do corpo.
173 Capilares: Minúsculos vasos que conectam as arteríolas e vênulas.
174 Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. É produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
175 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
176 Nefrite: Termo que significa “inflamação do rim” e que agrupa doenças caracterizadas por lesões imunológicas ou infecciosas do tecido renal. Alguns exemplos são a nefrite intersticial por drogas, a glomerulonefrite pós-estreptocócica, etc. Podem manifestar-se por hipertensão arterial, hematúria e dor lombar.
177 Hematúria: Eliminação de sangue juntamente com a urina. Sempre é anormal e relaciona-se com infecção do trato urinário, litíase renal, tumores ou doença inflamatória dos rins.
178 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
179 Peito: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original
180 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
181 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
182 Gripe: Doença viral adquirida através do contágio interpessoal que se caracteriza por faringite, febre, dores musculares generalizadas, náuseas, etc. Sua duração é de aproximadamente cinco a sete dias e tem uma maior incidência nos meses frios. Em geral desaparece naturalmente sem tratamento, apenas com medidas de controle geral (repouso relativo, ingestão de líquidos, etc.). Os antibióticos não funcionam na gripe e não devem ser utilizados de rotina.
183 Otite média: Infecção na orelha média.
184 Abscesso: Acumulação de pus em uma cavidade formada acidentalmente nos tecidos orgânicos, ou mesmo em órgão cavitário, em consequência de inflamação seguida de infecção.
185 Abscessos: Acumulação de pus em uma cavidade formada acidentalmente nos tecidos orgânicos, ou mesmo em órgão cavitário, em consequência de inflamação seguida de infecção.
186 Glândulas salivares: As glândulas salivares localizam-se no interior e em torno da cavidade bucal tendo como objetivo principal a produção e a secreção da saliva. São elas: parótidas, submandibulares, sublinguais e várias glândulas salivares menores.
187 Esplenomegalia: Aumento tamanho do baço acima dos limites normais
188 Baço:
189 Hipotireoidismo: Distúrbio caracterizado por uma diminuição da atividade ou concentração dos hormônios tireoidianos. Manifesta-se por engrossamento da voz, aumento de peso, diminuição da atividade, depressão.
190 Tecido Adiposo: Tecido conjuntivo especializado composto por células gordurosas (ADIPÓCITOS). É o local de armazenamento de GORDURAS, geralmente na forma de TRIGLICERÍDEOS. Em mamíferos, existem dois tipos de tecido adiposo, a GORDURA BRANCA e a GORDURA MARROM. Suas distribuições relativas variam em diferentes espécies sendo que a maioria do tecido adiposo compreende o do tipo branco.
191 Amnésia: Perda parcial ou total da memória.
192 Ataxia: Reflete uma condição de falta de coordenação dos movimentos musculares voluntários podendo afetar a força muscular e o equilíbrio de uma pessoa. É normalmente associada a uma degeneração ou bloqueio de áreas específicas do cérebro e cerebelo. É um sintoma, não uma doença específica ou um diagnóstico.
193 Encefalopatia: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.
194 Hipertonia: 1. Em biologia, é a característica de uma solução que apresenta maior concentração de solutos do que outra. 2. Em medicina, é a tensão excessiva em músculos, artérias ou outros tecidos orgânicos.
195 Palpitação: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
196 Esofagite: Inflamação da mucosa esofágica. Pode ser produzida pelo refluxo do conteúdo ácido estomacal (esofagite de refluxo), por ingestão acidental ou intencional de uma substância tóxica (esofagite cáustica), etc.
197 Esôfago: Segmento muscular membranoso (entre a FARINGE e o ESTÔMAGO), no TRATO GASTRINTESTINAL SUPERIOR.
198 Disfagia: Sensação consciente da passagem dos alimentos através do esôfago. Pode estar associado a doenças motoras, inflamatórias ou tumorais deste órgão.
199 Deglutição: Passagem dos alimentos desde a boca até o esôfago; ação ou efeito de deglutir; engolir. É um mecanismo em parte voluntário e em parte automático (reflexo) que envolve a musculatura faríngea e o esfíncter esofágico superior.
200 Eructação: Ato de eructar, arroto.
201 Colecistite: Inflamação aguda da vesícula biliar. Os sintomas mais freqüentes são febre, dor na região abdominal superior direita (hipocôndrio direito), náuseas, vômitos, etc. Seu tratamento é cirúrgico.
202 Vesícula Biliar: Reservatório para armazenar secreção da BILE. Através do DUCTO CÍSTICO, a vesícula libera para o DUODENO ácidos biliares em alta concentração (e de maneira controlada), que degradam os lipídeos da dieta.
203 Unhas: São anexos cutâneos formados por células corneificadas (queratina) que formam lâminas de consistência endurecida. Esta consistência dura, confere proteção à extremidade dos dedos das mãos e dos pés. As unhas têm também função estética. Apresentam crescimento contínuo e recebem estímulos hormonais e nutricionais diversos.
204 Osteoartrite: Termo geral que se emprega para referir-se ao processo degenerativo da cartilagem articular, manifestado por dor ao movimento, derrame articular, etc. Também denominado artrose.
205 Degenerativa: Relativa a ou que provoca degeneração.
206 Artropatia: Comprometimento patológico de uma artculação.
207 Mediastino: Região anatômica do tórax onde se localizam diversas estruturas, dentre elas o coração.
208 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
209 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
210 Edema pulmonar: Acúmulo anormal de líquidos nos pulmões. Pode levar a dificuldades nas trocas gasosas e dificuldade respiratória.
211 Litíase: Estado caracterizado pela formação de cálculos em diferentes regiões do organismo. A composição destes cálculos e os sintomas que provocam variam de acordo com sua localização no organismo (vesícula biliar, ureter, etc.).
212 Ginecomastia: Aumento anormal de uma ou ambas as glândulas mamárias no homem. Associa-se a diferentes enfermidades como cirrose, tumores testiculares, etc. Em certas ocasiões ocorrem de forma idiopática.
213 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
214 Neoplasmas: Tumor ou massa anormal de tecido decorrente do crescimento anormal ou divisão de células incontrolada e progressiva.
215 Neoplasma: Tumor ou massa anormal de tecido decorrente do crescimento anormal ou divisão de células incontrolada e progressiva.
216 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
217 Necrólise Epidérmica Tóxica: Sinônimo de Síndrome de Lyell. Caracterizada por necrólise da epiderme. Tem como características iniciais sintomas inespecíficos, influenza-símile, tais como febre, dor de garganta, tosse e queimação ocular, considerados manifestações prodrômicas que precedem o acometimento cutâneo-mucoso. Erupção eritematosa surge simetricamente na face e na parte superior do tronco, provocando sintomas de queimação ou dolorimento da pele. Progressivamente envolvem o tórax anterior e o dorso. O ápice do processo é constituído pela característica denudação da epiderme necrótica, a qual é destacada em verdadeiras lamelas ou retalhos, dentro das áreas acometidas pelo eritema de base. O paciente tem o aspecto de grande queimado, com a derme desnuda, sangrante, eritêmato-purpúrica e com contínua eliminação de serosidade, contribuindo para o desequilíbrio hidroeletrolítico e acentuada perda protéica. Graves seqüelas oculares e esofágicas têm sido relatadas.Constitui uma reação adversa a medicamentos rara. As drogas que mais comumente a causam são as sulfas, o fenobarbital, a carbamazepina, a dipirona, piroxicam, fenilbutazona, aminopenicilinas e o alopurinol.
218 Síndrome de Stevens-Johnson: Forma grave, às vezes fatal, de eritema bolhoso, que acomete a pele e as mucosas oral, genital, anal e ocular. O início é geralmente abrupto, com febre, mal-estar, dores musculares e artralgia. Pode evoluir para um quadro toxêmico com alterações do sistema gastrointestinal, sistema nervoso central, rins e coração (arritmias e pericardite). O prognóstico torna-se grave principalmente em pessoas idosas e quando ocorre infecção secundária. Pode ser desencadeado por: sulfas, analgésicos, barbitúricos, hidantoínas, penicilinas, infecções virais e bacterianas.
219 Eritema multiforme: Condição aguda, auto-limitada, caracterizada pelo início abrupto de pápulas vermelhas fixas simétricas, algumas evoluindo em lesões em forma de “alvo”. A lesão alvo são zonas concêntricas de alterações de coloração com a área central púrpura ou escura e a externa vermelha. Elas irão desenvolver vesícula ou crosta na zona central após vários dias. Vinte porcento de todos os casos ocorrem na infância.O eritema multiforme geralmente é precipitado pelo vírus do herpes simples, Mycoplasma pneumoniae ou histoplasmose.
220 Sinais vitais: Conjunto de variáveis fisiológicas que são pressão arterial, freqüência cardíaca, freqüência respiratória e temperatura corporal.
221 Antídoto: Substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele.
222 Lavagem gástrica: É a introdução, através de sonda nasogástrica, de líquido na cavidade gástrica, seguida de sua remoção.
223 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.

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