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Bisolvon (Gotas)
(Bula do profissional de saúde)

SANOFI MEDLEY FARMACÊUTICA LTDA.

Atualizado em 06/12/2021

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

Bisolvon®
cloridrato de bromexina
Gotas 2 mg/mL

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO:

Solução gotas
Frasco com 40 mL acompanhado de copo-medida graduado

USO ORAL OU INALATÓRIO
USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 2 ANOS

COMPOSIÇÃO:

Cada 1 mL (15 gotas) de Bisolvon gotas contém:

cloridrato de bromexina (equivalente a a 1,8 mg de bromexina) 2 mg
veículo q.s.p. 1 mL

Veículo: ácido tartárico, metilparabeno, água purificada.

Cada mL corresponde a 15 gotas. Cada gota contém 0,13 mg de cloridrato de bromexina.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSINAIS DE SAÚDE

INDICAÇÕES

Bisolvon é indicado como secretolítico e expectorante no tratamentode doenças broncopulmonares agudas e crônicas associadas à secreção mucosa anormal e transtornos do transporte mucoso.

RESULTADOS DE EFICÁCIA

Em estudo com seis meses de duração envolvendo 61 pacientes adultos com bronquite crônica de intensidade leve a grave, 83% (25 pacientes, incluindo 8 classificados como graves) do grupo de 30 pacientes que recebeu diariamente 24 mg de bromexina obteve melhora subjetiva (sentiram-se melhor), contra 19% (6 pacientes) dos 31 voluntários que receberam placebo.1

Em um estudo que avaliou a redução da viscosidade do muco em pacientes com bronquitecrônica com bromexina 16 mg, três vezes ao dia, durante 11 dias, em comparação duplo-cega com o placebo, Bisolvon reduziu a viscosidade em 39%(em relação ao início do estudo), enquanto o grupo placebo teve uma piora de 7% na viscosidadedo muco.2

  1. Christensen f; kjer j; ryskjaer s; Arseth-hansen p bromhexine in chronic bronchitis. Br Med j4, 117 (1970)
  2. Hamilton wfd; palmer knv; gent m Expectorant action of bromhexine in chronic obstructive bronchitis. Br Med J 3, 260-261 (1970).

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

A bromexina é um derivado sintético do princípio ativo vegetal vasicina. Em estudos pré-clínicos, foi demonstrado um aumento na proporção da secreção serosa brônquica. A bromexina reduz a viscosidade do muco e ativa o epitélio ciliar (clearance mucociliar), facilitando desta maneira o transporte e a eliminação do muco.

Estudos clínicos demonstraram um efeito secretolítico e secreto motor da bromexina na região dos brônquios, o que facilita a expectoração e alivia a tosse.

Após a administração de bromexina, ocorre um aumento da concentração de antibióticos (amoxicilina, eritromicina, oxitetraciclina) no catarro e nas secreções broncopulmonares.

A farmacocinética de bromexina não foi afetada de forma relevante por coadministração com ampicilina ou oxitetraciclina. Também não existe nenhuma interação relevante entre bromexina e eritromicina de acordo com o histórico comparativo.

A falta de relatos de qualquer interação relevante durante o longo período de comercialização sugere que não há potencial de interação substancial com essas drogas.

Farmacocinética

Absorção: A bromexina é rápida e completamente absorvida pelo trato gastrointestinal.

A biodisponibilidade absoluta do cloridrato de bromexina é de cerca de 26,8 ± 13,1% para Bisolvon solução. Aproximadamente 75 a 80% do fármaco sofre metabolismo de primeira passagem.

A administração de Bisolvon durante as refeições tende a aumentar a concentração plasmática de bromexina, provavelmente devido à inibição parcial do efeito de primeira passagem.

Seu início de ação ocorre em aproximadamente 5 horas após a administração oral.

Distribuição: Após administração intravenosa, a bromexina foi rápida e extensamente distribuída através do corpo com um volume de distribuição médio no estado de equilíbrio de até 1209 ± 206L (19L/Kg). A distribuição no tecido pulmonar (brônquico e parenquimatoso) foi investigada após administração oral de 32 mg e 64 mg de bromexina. Duas horas após a administração de bromexina, as concentrações nos tecidos pulmonares foram de 1,5–4,5 vezes maiores nos tecidos bronquíolo-bronquiais e entre 2,4 e 5,9 vezes maiores no parênquima pulmonar comparado às concentrações plasmáticas. A distribuição no tecido pulmonar foi investigada após administração de formulação para uso intravenoso de 8 mg e 16 mgde bromexina. Duas horas após a administração, as concentrações nos tecidos pulmonares foram 4,2-4,3 vezes maiores nos tecidos dos brônquios e dos bronquíolos e entre 3,0 e 4,3 vezes maiores no parênquima pulmonar, em comparação com as concentrações plasmáticas. 95% da bromexina inalterada se liga às proteínas plasmáticas (ligação não-restritiva).

Metabolismo: A bromexina é quase completamente metabolizada para uma variedade de metabólitos hidroxilados e ácido dibromantranílico. Todos os metabólitos e a própria bromexina são conjugados muito provavelmente nas formas de N-glucuronídeos e O-glucuronídeos. Não há nenhum indício fundamentado de uma modificação do padrão metabólico devido a sulfonamida, oxitetraciclina ou eritromicina. Desse modo, interações relevantes com substratos de CYP4502C9 ou 3A4 são improváveis.

Eliminação: A bromexina é uma droga de elevada razão de extração (clearance após administração intravenosa na variação do fluxo de sangue hepático, 843–1073 mL/min), resultando em grande variabilidade intra e interindividual (CV> 30%). Após administração de bromexina marcada radioativamente, cerca de 97,4 ± 1,9% da dose foi recuperada como radioatividade na urina, com menos de 1% como composto inalterado. A concentração plasmática de bromexina apresenta um declínio multiexponencial. Após administração oral de doses únicas entre 8 e 32 mg, a meia-vida terminal de eliminação variou entre 6,6 e 31,4 horas. Após administração intravenosa de 15–100 mg, a meia-vida terminal de eliminação variou entre 7,1 e 15,4 horas. A meia-vida relevante para prever a farmacocinética de doses múltiplas é de cerca de 1 hora. Desse modo, não se observou acumulação após administração múltipla (fator de acumulação: 1,1).

Linearidade/Não Linearidade: A bromexina apresenta farmacocinética proporcional à dose na faixa de 8-32 mg após administração oral. Após administração intravenosa, a bromexina apresenta farmacocinética proporcionalà dose na faixa de 15-100 mg.

Populações especiais: Não há dados farmacocinéticos da bromexina em idosos e pacientes com insuficiências renale hepática. A ampla experiência clínica não demonstrou necessidade de estudos de segurança nessas populações.

CONTRAINDICAÇÕES

Bisolvon é contraindicado para pacientes com hipersensibilidade à bromexina ou aos outros componentes da fórmula. 

Este medicamento é contraindicado para menores de 2 anos de idade.

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

Muitos poucos casos de lesões graves na pele como a síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica (NET) têm sido rela tados em associação temporal com a administração de expectorantes como cloridrato de bromexina. Muitos deles poderiam ser explicados pela gravidade da doença subjacente do paciente e/ou medicação concomitante. Além disto, durante a fase inicial da síndrome de Stevens-Johnson ou NET, o paciente pode apresentar sintomas inespecíficos semelhantes ao de gripe como febre, dores no corpo, rinite, tosse e dor de garganta. Pode ocorrer que, confundido por estes sintomas inespecíficos semelhantes ao de gripe, seja iniciado tratamento sintomático com uso de medicação para tosse e resfriado.

Por esta razão, se aparecerem novas lesões na pele ou mucosas, como precaução o tratamento com cloridrato de bromexina deve ser descontinuado e o médico consultado imediatamente.

Pacientes sendo tratados com Bisolvon devem ser alertados de um esperado aumento no fluxo das secreções.

Nas indicações respiratórias agudas, o médico deve ser consultado se os sintomas não melhorarem após 4-5 dias, ou piorarem, ao longo do tratamento.

Informações importantes sobre um dos componentes do medicamento

Bisolvon gotas contém METILPARABENO que pode causar reações alérgicas (possivelmente tardias).

Efeitos na habilidade de dirigir e operar máquinas

Estudos sobre os efeitos na capacidade de dirigir e operar máquinas não foram realizados com Bisolvon.

Fertilidade, Gravidez e Lactação

Existem dados limitados sobre o uso de bromexina em mulheres grávidas. Os estudos pré-clínicos não indicam efeitos prejudiciais diretos ou indiretos no que diz respeito à toxicidade reprodutiva.

Como medida preventiva, é preferível evitar o uso de Bisolvon durante a gravidez.

O cloridrato de bromexina está classificado na categoria B de risco na gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Não se sabe se a bromexina e seus metabólitos são excretados no leite humano.

Os dados farmacológicos/toxicológicos disponíveis em animais demonstraram excreção de bromexina e seus metabólitos no leite materno. O risco para o lactente não pode ser excluído. Bisolvon não deve ser usado durante a amamentação.

Não foram realizados estudos sobre o efeito de Bisolvon na fertilidade humana. Com base em experiências pré-clínicas disponíveis, não há indício de possíveis efeitos do uso de Bisolvon na fertilidade.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Não foram relatadas interações desfavoráveis relevantes com outras medicações, tais como ampicilina, eritromicina ou oxitetraciclina.

Estudos de interação com anticoagulante oral ou digoxina não foram realizados. Bisolvon pode ser ingerido com ou sem alimentos.

CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO

Cuidados de conservação

Manter em temperatura ambiente (15–30°C). Protegido da luz e umidade.

O prazo de validadepara Bisolvon é de 24 meses a partir da data de fabricação.

Número de lote e datas de fabricaçãoe validade: vide embalagem.

Não use medicamento como prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas do produto

Bisolvon gotas é uma solução límpida, incolor com odor apenas perceptível.

Antes de usar, observe o aspectodo medicamento.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

POSOLOGIA E MODO DE USAR

Use a marcação do copo-medida para obter a dose correta.

A dose pode ser calculada à razão de 0,1 mg de cloridrato de bromexina por quilograma de peso corpóreo, repetida 3 vezes ao dia para uso via oral e 2 vezes ao dia para inalação.

1 mL = 15 gotas, cada gota contém 0,13 mgde cloridrato de bromexina.

O frasco de Bisolvon gotas apresenta um moderno tipo de gotejador, de fácil manuseio: basta colocar o frasco em posição vertical e deixar gotejar a quantidade indicada.

Modo de usar

  1. Romper o lacre girando a tampa no sentido anti-horário;
  2. Virar o frasco e
  3. Mantê-lo na posição vertical;
    Para começar o gotejamento pode ser necessário bater levemente com o dedo no fundo do frasco.

POSOLOGIA USO ORAL

  • Crianças de 2 a ≤ a 6 anos: 20 gotas (2,7 mg), 3 vezes ao dia.
  • Crianças acima de 6 anos a ≤ 12 anos: 2 mL (4 mg), 3 vezes ao dia.
  • Adultos e adolescentes acima de 12 anos: 4 mL (8 mg), 3 vezes ao dia.

Dose diária total recomendada para Bisolvon solução (USO ORAL):

  • Crianças de 2 a 6 anos: 8 mg/dia
  • Crianças de 6 a 12 anos: 12 mg/dia
  • Adultos e adolescentes acima de 12 anos: 24 mg/dia

POSOLOGIA INALAÇÃO:

  • Crianças de 2 a ≤ 6 anos: 10 gotas (aproximadamente 1,3 mg), 2 vezes ao dia.
  • Crianças acima de 6 a ≤ 12 anos: 1 mL(2 mg), 2 vezes aodia.
  • Adolescentes acimade 12 anos: 2 mL(4 mg), 2 vezes ao dia.
  • Adultos: 4 mL (8 mg), 2 vezes ao dia.

Recomenda-se aquecer a solução inalante à temperatura corporal antes de iniciar a inalação. Aos pacientes com asma brônquica aconselha-se iniciar a inalação após a administração da medicação broncoespasmolítica habitual.

As gotas podem ser diluídas com uma solução salina fisiológica, numa proporção de 1:1. Para evitar precipitação, a solução deve ser inalada imediatamente após a mistura.

REAÇÕES ADVERSAS

Reações incomuns (≥ 1/1.000 e < 1/100): dor abdominal superior, náusea, vômitos, diarreia.

Reações raras (≥ 1/10.000 e < 1/1.000): hipersensibilidade, erupçãocutânea.

Reações com frequência desconhecida (não foi possível calcular a frequência a partir dos dados disponíveis): reação anafilática, choque anafilático, broncoespasmo, edema angioneurótico, urticária, prurido.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificação de Eventos Adversos a Medicamentos – VIGIMED, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

SUPERDOSE

Até o momento, nenhum sintoma específico de superdose em humanos foi relatado. Baseado em casos de superdose acidental e/ou relatos de erro de medicação, os sintomas observados são consistentes com as reações adversas conhecidas de Bisolvon nas doses recomendadas e podem requerer tratamento sintomático.

Em caso de intoxicação ligue para 08007226001, se você precisar de mais orientações.

DIZERES LEGAIS


Siga corretamente o modo de usar, não desaparecendo os sintomas procure orientação médica.
 

MS 1.8326.0383
Farm. Resp.: Ricardo Jonsson CRF-SP 40.796

Registrado por:
Sanofi Medley Farmacêutica Ltda.
Rua Conde Domingos Papaiz, 413 - Suzano - SP
CNPJ 10.588.595/0010-92

Fabricado por:
Boehringer Ingelheim do Brasil Quím. e Farm. Ltda.
Rod. Régis Bittencourt, km 286 Itapecerica da Serra – SP
CNPJ 60.831.658/0021-10
Indústria Brasileira

ou

Fabricado por:
Sanofi Medley Farmacêutica Ltda.
Rua Conde Domingos Papaiz, 413 - Suzano - SPCNPJ 10.588.595/0010-92
Indústria Brasileira

ou

Registra do e Importado por:
Sanofi Medley Farmacêutica Ltda.
Rua Conde Domingos Papaiz, 413 - Suzano - SP
CNPJ 10.588.595/0010-92
Industria Brasileira

Fabricado por:
Istituto de Angeli S.R.L.
Loca lità Prulli, 103/C - 50066 - Reggello (FI) - Itália


SAC 0800 703 0014

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

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