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Remilev
(Bula do profissional de saúde)

Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A

Atualizado em 03/03/2022

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

Remilev
Valeriana officinalis L. + Humulus lupulus L. (extrato ZE 91019)
Comprimido 250 mg + 60 mg

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO:

Comprimido revestido
Blísteres com 10 e 20 unidades

USO ORAL
USO ADULTO

COMPOSIÇÃO:

Cada comprimido de Remilev contém:

extrato seco de Valeriana officinalis L. (equivalente a no mínimo 0,375 mg de ácidos valerênicos totais) 250 mg
extrato seco de Humulus lupulus L. (equivalente a no mínimo 0,06 mg de flavonoides totais expressos em rutina) 60 mg
excipiente q.s.p. 1 comprimido

Excipientes: celulose microcristalina, macrogol, estearato de magnésio, óleo de rícino, dióxido de silício, polissacarídeo de soja, filme de revestimento azul (hipromelose, dióxido de titânio, macrogol, corante FD&C azul n.º 2), propilenoglicol e aroma de baunilha.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE1

INDICAÇÕES

Remilev é um medicamento fitoterápico indicado para o tratamento de distúrbios do sono, tanto nas situações de dificuldade para iniciar o período de sono, bem como nas situações de sono interrompido, podendo ser utilizado também em casos de agitação, nervosismo e irritabilidade.

RESULTADOS DE EFICÁCIA

Vários ensaios clínicos2 avaliaram a utilização da combinação Valeriana officinalis L. e Humulus lupulus L.

Em dois estudos placebo3-controlados realizados com 12 voluntários saudáveis, a administração do extrato Ze 91019 de Remilev produziu alterações tempo e dose dependentes sobre os padrões eletroencefalográficos em comparação ao placebo3, observando-se áreas com padrão de redução de atividade elétrica.

Em estudo multicêntrico com grande casuística, 3447 pacientes receberam a combinação valeriana-lúpulo. Os resultados evidenciaram uma melhora significativa da manutenção do sono e um aumento da sensação de estar descansado ao acordar. Os resultados também foram avaliados positivamente pela maioria dos médicos que participaram do estudo. Outro ponto bastante positivo foi a tolerabilidade, foram registrados somente 19 eventos adversos durante o estudo.

Um estudo duplo-cego4, randomizado5 e controlado por placebo3, comparando a utilização do extrato de valeriana-lúpulo com um benzodiazepínico, foi conduzido em 46 pacientes com transtornos de sono. Neste estudo, com duração de duas semanas de tratamento e uma semana de descontinuação, demonstrou-se a equivalência dos tratamentos em termos de melhora da qualidade de sono, capacidade psicomotora6 e qualidade de vida. Na avaliação subjetiva foi observada uma deterioração do estado geral dos pacientes após a cessação de uso das medicações.

Outro estudo avaliou pacientes que faziam uso de benzodiazepínicos e os efeitos da suspensão de seu uso e posterior substituição pela preparação de valeriana e lúpulo associados. Verificou- se melhora nos registros do hipnograma após um período de 4 semanas e a tolerabilidade da associação foi considerada muito boa, não sendo observados problemas graves decorrentes da substituição do benzodiazepínico.

Trinta pacientes com insônia leve a moderada foram submetidos a uma polissonografia7 basal e, após 2 semanas de tratamento com o extrato Ze 91019 de Remilev, foi demonstrada uma redução da latência8 do sono e do período desperto e um aumento da eficiência do sono. Também foi observado um alto grau de satisfação matinal na auto-avaliação realizada.

Em estudo com 18 voluntários para avaliação da variação da capacidade psíquica e do estado geral após a ingestão única ou repetida da associação valeriana-lúpulo, não foram observadas alterações na capacidade psicométrica e no estado geral subjetivo em comparação ao placebo3. Esta combinação não foi associada a eventos adversos significativos, também não foi evidenciada a intensificação dos efeitos da ingestão de álcool pela combinação valeriana-lúpulo. Por fim, um estudo mais recente realizado com 30 pacientes insones, demonstrou a superioridade do extrato Ze 91019 de Remilev em relação ao placebo3 na redução da latência8 do sono. No mesmo estudo não foi observada superioridade da valeriana isolada em relação ao placebo3, reforçando a plausibilidade da adição de lúpulo ao extrato de valeriana.

Referências:

  • Vonderheid-guth, B; Todorova, A.; Brattström, A; Dimpfel,W: Pharmacodynamic effects of valerian and hops extract combination (ZE 91019) on the quantitative-topographical EEG in healthy volunteers. Eur J Med Res 15: 139-144, 2000.
  • Lataster, MI; Brattström, A: Die behandlung von patienten mit schafstörungen. Wirkasamkeit und Verträglichkeit von Baldrian-Hopfendragées. Notabene Medici 4: 182-185, 1996.
  • Schmitz M; Jäckel, M: Vergleichsstudie zur untersuchung der lebensqualität von patienten mit exogenen schlafstörungen (vorünbergehenden ein und durchschlafstörungen) unter therapie mit einem hopfenbaldrian-präparat und einem benzodiazepin-präparat. Wiener Medizinische Wochenschrift. 148 (13): 291-298, 1998.
  • Flesch, P: Hopfen-Baldrian-kombination is benzodiazepinersatz? Geriatrie Praxis 1 (supl): 21- 23, 1997.
  • Füssel, A; Wolf, A; Brattström: Effect of a fixed valerian-hop extract combination (ZE 91019)* on sleep polygraphy in patients with non-organic insomnia: A pilot study. Eur J Med Rese 5: 385-390, 2000.
  • Kamerer, E; Brattström, A; Herberg, KW: Einflub einer Hopfen-Baldrian-Kombination auf leistungsfähigkeit und verkerhrssicherheit. Der Bav.Int 16 (3)32-36, 1996.
  • Koetter U; Abourashed, E; Brattstrm, A; Schellenberg, R: Effects of a fixed valerian-hops extract combination (ZE 91019) on quantitative EEG data in health subjects with caffeine induced hyperarousal. Sleep 25 (abstract supl): A46, 2002.

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

Remilev é um medicamento composto pela combinação fixa do extrato seco das raízes de Valeriana officinalis L. e dos estróbilos de Humulus lupulus L., resultando num princípio ativo complexo, com efeitos resultantes do sinergismo entre seus componentes, e diferenciando-se, portanto, dos efeitos atribuídos apenas aos seus constituintes isoladamente.

A ação sedativa da valeriana resulta de sua interferência sobre os neurotransmissores cerebrais. Estudos experimentais demonstraram que a valeriana pode alterar a ligação aos receptores benzodiazepínicos e receptores GABA9-A.

Além disso, uma possível ação de inibição do catabolismo10 central do GABA9, aumentando sua disponibilidade na fenda sináptica, bem como a estimulação direta para a liberação deste neurotransmissor, foi demonstrada em estudos que avaliaram a ação farmacológica da valeriana. Também foi demonstrada a capacidade de interação da valeriana com o receptor central de adenosina A1, que age como agonista11 parcial deste receptor, envolvido na promoção e regulação do sono. A valeriana também apresenta afinidade por receptores de melatonina (ML1 e ML2), responsáveis pela manutenção do ritmo circadiano12 diurno.

O lúpulo, por sua vez, está envolvido na modulação e potencialização da resposta do receptor GABA9-A. Além disso, estudos demonstram sua interação com receptores de serotonina (5-HT6) e melatonina (ML1), envolvidos com o desempenho cognitivo13 e a manutenção do ritmo circadiano12. Da mesma forma, os flavonoides presentes na composição do lúpulo podem apresentar interações com esses receptores, provocando um efeito inibitório similar ao observado com os benzodiazepínicos.

Em estudos in vitro, observou-se que a combinação de valeriana e lúpulo utilizada no extrato Ze 91019 também apresenta ação agonista11 parcial sobre os receptores de adenosina A1, o que pode determinar um importante efeito na indução do sono obtida pela medicação.

De forma similar às observações realizadas com seus componentes isolados, o extrato Ze 91019 apresentou afinidade de ligação com os receptores de melatonina e serotonina.

Assim, a ação do complexo, resultante da associação de valeriana e lúpulo, provavelmente ocorre através de múltiplas interações com diversos receptores cerebrais, incluindo o GABA9, adenosina, serotonina e melatonina, atuando diretamente nos mecanismos envolvidos com o controle do sono e cognição14.

CONTRAINDICAÇÕES

Remilev é contraindicado em pacientes com história de hipersensibilidade aos componentes de sua formulação.

Dado a ausência de estudos clínicos avaliando sua utilização em pacientes portadores de insuficiência renal15 e disfunção hepática16, a medicação não deve ser utilizada nessas situações.

Este medicamento é contraindicado para pacientes17 com insuficiência renal15 e para pacientes17 com disfunção hepática16.

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

Remilev mostrou-se bem tolerado nos estudos clínicos, não causando alterações no padrão natural do sono dos pacientes. Contudo, em decorrência de variações de sensibilidade individual, podem ocorrer sonolência e redução da habilidade de dirigir ou operar máquinas. Caso ocorra sonolência com o uso da medicação, recomenda-se que o paciente evite dirigir ou operar máquinas até reavaliação médica.

Em caso de ocorrência de reações de hipersensibilidade, a medicação deverá ser descontinuada imediatamente até que possa ser feita uma avaliação médica.

Remilev não deve ser administrado por qualquer outra via que não a via oral.

Devido ao risco de efeitos aditivos, recomenda-se cuidadosa observação médica durante a utilização de Remilev com outros medicamentos sedativos de ação sobre o Sistema Nervoso Central18.

As doses de tratamento recomendadas não devem ser excedidas.

Bebidas alcoólicas não devem ser utilizadas durante o tratamento com Remilev.

Remilev, por conter valeriana, deve ser utilizado com cautela durante o período perioperatório.

Remilev deve ser utilizado com cautela por pacientes que apresentem condições hormônio19- dependentes como câncer20 de próstata21, mama22, câncer20 de colo uterino23 e endométrio24 ou endometriose25, devido à presença de fitoestrógenos no lúpulo. Estes compostos podem exercer propriedades agonistas ou antagonistas em receptores estrogênicos e seus possíveis efeitos nestas condições ainda são desconhecidos.

Remilev deve ser usado com cautela por pacientes diabéticos devido ao potencial do lúpulo de aumentar os níveis séricos de glicose26, demonstrado em estudos com animais diabéticos.

Gravidez27 e Lactação28

Categoria de risco na gravidez27: C – Não há estudos adequados em mulheres. Em experiências animais ocorreram alguns efeitos colaterais29 no feto30, mas o benefício do produto pode justificar o risco potencial durante a gravidez27.

O uso da valeriana não é recomendado durante a gravidez27 e a lactação28 devido a possíveis efeitos teratogênicos31 dos valepotriatos, que mostraram ser citotóxicos32 e mutagênicos em estudos in vitro. Estudos em animais não demonstraram alterações na fertilidade ou desenvolvimento fetal. Também não foi relatada teratogenicidade nos poucos casos conhecidos de intoxicação por valeriana durante a gestação em humanos. Em relação ao lúpulo, seu uso durante a gestação e lactação28 requer cuidados devido a seus possíveis efeitos sedativos e hormonais (estrogênico).

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Não há dados disponíveis suficientes para avaliar os efeitos da medicação em grávidas e lactantes33, devendo-se evitar o uso dessa medicação nesse período, salvo sob orientação e supervisão médica.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

A utilização de Remilev concomitantemente com outros medicamentos depressores do Sistema Nervoso Central18 pode provocar efeitos aditivos, recomendando-se cuidadosa monitorização dos pacientes em tal situação.

Fitoestrógenos presentes no lúpulo podem apresentar propriedades agonistas e antagonistas em receptores estrogênicos, com efeitos desconhecidos em terapias hormonais (contraceptivos orais, terapia de reposição hormonal, tamoxifeno, raloxifeno).

Estudos in vitro e com animais indicam que o lúpulo pode levar a uma diminuição dos níveis séricos de agentes metabolizados pelo citocromo P450 3A e 2B, devido à indução enzimática.

Em estudos com animais, foi demonstrado que o lúpulo pode elevar os níveis séricos de glicose26 em diabéticos.

CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO

Cuidados de conservação

Conservar em temperatura ambiente (15–30°C). Proteger da luz e umidade.

Desde que respeitados os cuidados de armazenamento, o medicamento apresenta uma validade de 24 meses a contar da data de sua fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas do produto

Remilev é um comprimido de coloração azul, de formato redondo.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

POSOLOGIA E MODO DE USAR

Adultos

Nos casos de distúrbios de sono, recomenda-se tomar 2 comprimidos uma hora antes de deitar. Se necessário, a dose pode ser aumentada para 3 comprimidos. Em pacientes idosos, a mesma orientação posológica pode ser seguida.

Nos casos de nervosismo, agitação e irritabilidade, tomar 1 comprimido até 3 vezes ao dia.

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

REAÇÕES ADVERSAS

Remilev mostra-se bem tolerado na grande maioria dos casos. Em estudo multicêntrico com 3447 pacientes, a tolerabilidade foi considerada boa ou muito boa em 98,2% dos casos, sendo registrados eventos adversos em apenas 0,5% dos casos.

Reações de frequência desconhecida:

Náuseas34 e desconforto epigástrico foram relatados com o uso da valeriana isolada. Tontura35 e cefaleia36 também foram relatadas em estudos com a valeriana.

Embora os estudos com Remilev não tenham demonstrado a ocorrência de sonolência ou diminuição da atenção, tais sintomas37 eventualmente podem ocorrer em função da variação de sensibilidade individual.

Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

SUPERDOSE

Em casos de superdosagem acidental, recomenda-se procurar auxílio médico, seguindo-se os procedimentos usuais, ou seja, lavagem gástrica38 (quando indicada), tratamento de apoio e observação cuidadosa.

A utilização de doses muito altas de valeriana pode causar sintomas37 como visão39 turva, alterações cardíacas, excitabilidade, cefaleia36, reações de hipersensibilidade, insônia e náuseas34. Um relato de ingestão de aproximadamente 20 gramas de valeriana resultou em desconforto gastrintestinal, aperto no peito40, tremores e sensação de cabeça41 leve, e estes sintomas37 foram resolvidos dentro de 24 horas.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações sobre como proceder.

DIZERES LEGAIS

 

MS - 1.0573.0357
Farmacêutica Responsável: Gabriela Mallmann - CRF-SP nº 30.138

Registrado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201 - 20º andar
São Paulo - SP
CNPJ 60.659.463/0029-92
Indústria Brasileira

Fabricado por:
Max Zeller Söhne AG
Romanshorn - Suíça

Importado e embalado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Guarulhos – SP


SAC 0800 701 6900

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
2 Ensaios clínicos: Há três fases diferentes em um ensaio clínico. A Fase 1 é o primeiro teste de um tratamento em seres humanos para determinar se ele é seguro. A Fase 2 concentra-se em saber se um tratamento é eficaz. E a Fase 3 é o teste final antes da aprovação para determinar se o tratamento tem vantagens sobre os tratamentos padrões disponíveis.
3 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
4 Estudo duplo-cego: Denominamos um estudo clínico “duplo cego” quando tanto voluntários quanto pesquisadores desconhecem a qual grupo de tratamento do estudo os voluntários foram designados. Denominamos um estudo clínico de “simples cego” quando apenas os voluntários desconhecem o grupo ao qual pertencem no estudo.
5 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
6 Psicomotora: Própria ou referente a qualquer resposta que envolva aspectos motores e psíquicos, tais como os movimentos corporais governados pela mente.
7 Polissonografia: Exame utilizado na avaliação de algumas das causas de insônia.
8 Latência: 1. Estado, caráter daquilo que se acha latente, oculto. 2. Por extensão de sentido, é o período durante o qual algo se elabora, antes de assumir existência efetiva. 3. Em medicina, é o intervalo entre o começo de um estímulo e o início de uma reação associada a este estímulo; tempo de reação. 4. Em psicanálise, é o período (dos quatro ou cinco anos até o início da adolescência) durante o qual o interesse sexual é sublimado; período de latência.
9 GABA: GABA ou Ácido gama-aminobutírico é o neurotransmissor inibitório mais comum no sistema nervoso central.
10 Catabolismo: Parte do metabolismo que se refere à assimilação ou processamento da matéria adquirida para fins de obtenção de energia. Diz respeito às vias de degradação, ou seja, de quebra das substâncias. Parte sempre de moléculas grandes, que contêm quantidades importantes de energia (glicose, triclicerídeos, etc). Estas substâncias são transformadas de modo a que restem, no final, moléculas pequenas, pobres em energia ( H2O, CO2, NH3 ), aproveitando o organismo a libertação de energia resultante deste processo. É o contrário de anabolismo.
11 Agonista: 1. Em farmacologia, agonista refere-se às ações ou aos estímulos provocados por uma resposta, referente ao aumento (ativação) ou diminuição (inibição) da atividade celular. Sendo uma droga receptiva. 2. Lutador. Na Grécia antiga, pessoa que se dedicava à ginástica para fortalecer o físico ou como preparação para o serviço militar.
12 Ritmo circadiano: Também conhecido como ciclo circadiano, o ritmo circadiano representa o período de um dia (24 horas) no qual se completam as atividades do ciclo biológico dos seres vivos. Uma das funções deste sistema é o ajuste do relógio biológico, controlando o sono e o apetite. Através de um marca-passo interno que se encontra no cérebro, o ritmo circadiano regula tanto os ritmos materiais quanto os psicológicos, o que pode influenciar em atividade como: digestão em vigília, renovação de células e controle de temperatura corporal.
13 Desempenho cognitivo: Desempenho dos processos de aprendizagem e de aquisição de conhecimento através da percepção.
14 Cognição: É o conjunto dos processos mentais usados no pensamento, percepção, classificação, reconhecimento e compreensão para o julgamento através do raciocínio para o aprendizado de determinados sistemas e soluções de problemas.
15 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
16 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
17 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
18 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
19 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
20 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
21 Próstata: Glândula que (nos machos) circunda o colo da BEXIGA e da URETRA. Secreta uma substância que liquefaz o sêmem coagulado. Está situada na cavidade pélvica (atrás da parte inferior da SÍNFISE PÚBICA, acima da camada profunda do ligamento triangular) e está assentada sobre o RETO.
22 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
23 Colo Uterino: Porção compreendendo o pescoço do ÚTERO (entre o ístmo inferior e a VAGINA), que forma o canal cervical.
24 Endométrio: Membrana mucosa que reveste a cavidade uterina (responsável hormonalmente) durante o CICLO MENSTRUAL e GRAVIDEZ. O endométrio sofre transformações cíclicas que caracterizam a MENSTRUAÇÃO. Após FERTILIZAÇÃO bem sucedida, serve para sustentar o desenvolvimento do embrião.
25 Endometriose: Doença que acomete as mulheres em idade reprodutiva e consiste na presença de endométrio em locais fora do útero. Endométrio é a camada interna do útero que é renovada mensalmente pela menstruação. Os locais mais comuns da endometriose são: Fundo de Saco de Douglas (atrás do útero), septo reto-vaginal (tecido entre a vagina e o reto ), trompas, ovários, superfície do reto, ligamentos do útero, bexiga e parede da pélvis.
26 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
27 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
28 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
29 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
30 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
31 Teratogênicos: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
32 Citotóxicos: Diz-se das substâncias que são tóxicas às células ou que impedem o crescimento de um tecido celular.
33 Lactantes: Que produzem leite; que aleitam.
34 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
35 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
36 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
37 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
38 Lavagem gástrica: É a introdução, através de sonda nasogástrica, de líquido na cavidade gástrica, seguida de sua remoção.
39 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
40 Peito: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original
41 Cabeça:

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