

Quera (Bula do profissional de saúde)
CRISTÁLIA PRODUTOS QUÍMICOS FARMACÊUTICOS LTDA.
IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
Quera
dicloridrato de pramipexol
Comprimidos 0,125 mg, 0,25 mg e 1,0 mg
Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência.
FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO:
Comprimido simples
Embalagens contendo 10 ou 30 comprimidos
USO ORAL
USO ADULTO
COMPOSIÇÃO:
Cada comprimido de Quera 0,125 mg contém:
dicloridrato de pramipexol monoidratado (equivalente a 0,088 mg de pramipexol) | 0,125 mg |
excipiente q.s.p. | 1 comprimido |
Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, povidona e estearato de magnésio.
Cada comprimido de Quera 0,25 mg contém:
dicloridrato de pramipexol monoidratado (equivalente a 0,18 mg de pramipexol) | 0,25 mg |
excipiente q.s.p. | 1 comprimido |
Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, povidona e estearato de magnésio.
Cada comprimido de Quera 1,0 mg contém:
dicloridrato de pramipexol monoidratado (equivalente a 0,7 mg de pramipexol) | 1,0 mg |
excipiente q.s.p. | 1 comprimido |
Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, povidona e estearato de magnésio.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE1
INDICAÇÕES
Quera (dicloridrato de pramipexol) é indicado para o tratamento dos sinais2 e sintomas3 da doença de Parkinson4 idiopática5, podendo ser usado como monoterapia ou associado à levodopa. Também é indicado para o tratamento sintomático6 da Síndrome7 das Pernas Inquietas (SPI) idiopática5.
RESULTADOS DE EFICÁCIA
Estudo multicêntrico (18 centros), randomizado8, duplo-cego e de grupos paralelos conduzido pelo Parkinson Study Group (1997) para avaliar a eficácia e a tolerabilidade do pramipexol em pacientes com DP leve a moderada, avaliou um total de 335 pacientes cujo ingresso foi restrito a pacientes com DP idiopática5 que não estavam recebendo levodopa. O pramipexol foi administrado de acordo com um esquema ascendente de dose até 4,5 mg/dia. Durante a fase de titulação de dose de 7 semanas, cada paciente foi titulado para sua máxima dose tolerada da medicação do estudo. Isto foi seguido por um período de 24 semanas de terapia de manutenção. Durante a fase de manutenção de 6 meses, os mesmos permaneceram na dose máxima de pramipexol ou placebo9 alcançada durante a fase de titulação ascendente. A dose diária média durante o período de manutenção foi de 3,8 mg. Os pacientes foram avaliados semanalmente durante o intervalo de dose ascendente, a cada duas semanas durante os primeiros 3 meses de manutenção, e mensalmente durante os 3 últimos meses de manutenção. O parkinsonismo foi medido usando-se a UPDRS (Escala de Classificação Unificada da Doença de Parkinson4). As variáveis primárias do estudo foram as alterações nos escores UPDRS parte II (Atividades da Vida Diária - ADL) e III (motor) entre o basal e o final do período de manutenção. As variáveis secundárias incluíram alterações a partir do basal nos componentes individuais da UPDRS, estadiamento de Hoenh e Yahr e número de dias até a falha do tratamento (definida como benefício insatisfatório ou progressão da doença a ponto de requerer terapia adicional, como a levodopa). Um total de 164 pacientes foi randomizado8 para o grupo com pramipexol e 171 para o grupo com placebo9. Ao todo, 80% dos pacientes que receberam placebo9 e 83% daqueles tratados com pramipexol completaram o estudo. Destes últimos, 74% atingiram a dose-alvo de 4,5 mg/dia.
Eficácia e Segurança
Os escores UPDRS ADL e motor diminuíram significativamente em comparação com o basal no grupo do pramipexol (P < 0,0001): ADL médio de 8,2 no basal versus 6,4 no final do período de manutenção (semana 24) motor médio de 18,8 no basal versus 14,1 no final do período de manutenção. Para o placebo9, os valores basais praticamente se mantiveram: ADL médio de 8,3 no basal versus 8,7 no final do período de manutenção Motor médio de 18,8 no basal versus 20,1 no final do período de manutenção. Por todo o período de manutenção, a magnitude do benefício variou de 22 a 29% para os escores de ADL e 25% a 31% para os escores motores. As diferenças emergiram na semana 3 (1,5 mg/dia) do intervalo de dose ascendente e persistiram por toda a fase de manutenção. De todos os eventos adversos relatados, apenas náusea10, insônia, constipação11, sonolência e alucinações12 visuais ocorreram, significativamente, com maior freqüência nos pacientes tratados com pramipexol em comparação com aqueles que receberam placebo9. Alucinações12 ocorreram em aproximadamente 10% dos pacientes tratados com pramipexol, porém frequentemente se resolveram com redução da dose do medicamento. A maior parte dos pacientes no grupo com pramipexol que descontinuaram o estudo devido a eventos adversos (18 pacientes) teve múltiplas razões para a descontinuação, sendo as mais comuns queixas gastrintestinais (10 pacientes), alucinações12 (7 pacientes) e sonolência ou fadiga13 (5 pacientes). No geral, o pramipexol não foi associado com alterações significativas na pressão arterial14, pulso, ECG ou quaisquer testes hematológicos ou de bioquímica sérica.1
Em outro ensaio clínico conduzido por Pinter e cols2, (1999) de Fase II, prospectivo15, duplo-cego, controlado com placebo9, randomizado8 e multicêntrico para comparar a eficácia e a tolerabilidade do pramipexol como medicamento adicional (add on). Para isso, 78 pacientes de ambos os sexos com doença de Parkinson4 avançada e complicações do tratamento, tais como flutuações motoras, foi incluído no estudo e alocado para tratamento, adicionado a uma medicação antiparkinsoniana estabilizada, com pramipexol (n=34) versus placebo9 (n=44). Na randomização houve uma estratificação em quatro grupos de acordo com uma dose diária de levodopa alta (> 600 mg) ou baixa (≤ 600 mg) e com ou sem outra medicação antiparkinsoniana. As doses diárias da medicação do estudo foram ajustadas individualmente durante um intervalo de titulação de dose de 7 semanas, com as doses sendo incrementadas semanalmente de 0,2 mg até 5,0 mg/dia, seguido por um período de manutenção de 4 semanas. O desfecho primário foi a alteração no escore UPDRS total no final do intervalo de manutenção comparado com o basal. Os desfechos secundários foram as alterações no final do intervalo de manutenção em comparação com o basal nos subescores UPDRS (partes I (atividade mental, comportamento e humor), II (atividades da vida diária [ADL]), III (exame motor) e IV (complicações da terapia)), na escala Schwab e England, na escala de discinesia na doença de Parkinson4, no diário dos pacientes e na avaliação clínica global. A segurança e a tolerabilidade foram avaliadas com base em exames neurológicos, medições de pressão arterial14 e frequência de pulso, ECG, investigações laboratoriais de rotina e eventos adversos. Houve uma melhora significativa no grupo do pramipexol nos escores UPDRS total e subescores partes II, III e IV. O escore UPDRS total diminuiu em 37,3% com o pramipexol em comparação com 12,2% com o placebo9 (P<0,001), representando uma redução de 20,1%. Para o escore UPDRS total, uma diferença significativa entre o tratamento e o placebo9 foi alcançada já na semana 1 e manteve-se até o final do período de tratamento. Uma melhora no estadiamento de Hoenh e Yahr foi observada em 6 pacientes (18%) no grupo do pramipexol comparado com 12 pacientes (27%) no grupo do placebo9. Uma deterioração foi registrada em 2 pacientes (6%) em tratamento com pramipexol e em 4 pacientes (9%) no grupo do placebo9. Nos demais pacientes, as avaliações no basal e no final da fase de manutenção foram similares. Com base nos resultados obtidos na escala Schwab e England, foi evidente que o tratamento com pramipexol foi superior em comparação com o placebo9; melhora no período “on” em 52% dos pacientes versus 18%; no período “off” em 54% dos pacientes versus 27%. Nenhum efeito significativo sobre discinesias foi observado em função da administração de pramipexol. Os pacientes que receberam pramipexol relataram uma redução geral nos períodos “off” de 12% - resultando em mais 1,7 hora de tempo “on” por dia – em comparação com um aumento em períodos “off” de 2% com o placebo9. O pramipexol mostrou um baixo perfil de efeitos colaterais16 e foi bem tolerado. Fadiga13 (29,4%), discinesia (14,7%), agitação e sonhos vívidos (ambos 11,8%) foram os eventos adversos mais proeminentes com o tratamento com pramipexol (versus 4,5%, 4,5%, 6,8% e 0% com o placebo9, respectivamente).2
Doença de Parkinson4
A eficácia de dicloridrato de pramipexol manteve-se por todo o período de duração dos estudos clínicos controlados, que foi de aproximadamente 6 meses. Em estudos abertos, em andamento, iniciados há mais de 3 anos, não se verificaram sinais2 de diminuição da eficácia.
Síndrome7 das Pernas Inquietas
A eficácia de dicloridrato de pramipexol foi avaliada em 4 estudos controlados com placebo9 em aproximadamente 1.000 pacientes com Síndrome7 das Pernas Inquietas (SPI) de moderada à muito grave. A eficácia foi demonstrada em estudos controlados em pacientes tratados por até 12 semanas e sustentou-se por um período de 9 meses. A eficácia de dicloridrato de pramipexol foi mantida durante estudos abertos com duração superior a 1 ano.3 Em um estudo clínico controlado por placebo9 de 26 semanas, a eficácia do pramipexol foi confirmada em pacientes com SPI de moderada à grave.
- Shannon KM, Bennett JP, Friedman JH. Efficacy of pramipexole, a novel dopamine agonist, as monotherapy in mild to moderate Parkinson’s disease. Neurology 1997; 49 (3): 724-728.
- Pinter MM, Pogarell O, Oertel WH. Efficacy, safety and tolerance of non-ergoline dopamine agonist pramipexole in the treatment of advanced Parkinson’s disease: double blind, placebo9 controlled, randomized, multicentre study. J Neurol Neurosurg Psychiatry 1999; 66 (4): 436-441.
- Oertel W, Schindler T, Reess J, Koester J. A randomised, double-blind, placebo9 controlled dose titration trial with 0.125 - 0.75 mg pramipexole (Sifrol) orally to investigate the safety and efficacy in out- patients with idiopathic Restless Legs Syndrome for 6 weeks followed by 46 weeks. 17 June 2005 (U05- 1394-01).
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Farmacodinâmica
O dicloridrato de pramipexol contém pramipexol, um agonista17 da dopamina18 que se liga com alta seletividade e especificidade aos receptores da subfamília D2 da dopamina18, tem afinidade preferencial pelos receptores D3 e apresenta atividade intrínseca completa. O dicloridrato de pramipexol alivia as disfunções motoras do parkinsoniano por meio de estimulação dos receptores de dopamina18 no corpo estriado. Estudos em animais demonstraram que o pramipexol inibe a síntese, a liberação e o turnover da dopamina18. O pramipexol protege os neurônios19 dopaminérgicos da degeneração20 devida à isquemia21 ou à neurotoxicidade induzida por metanfetamina.
O preciso mecanismo de ação de dicloridrato de pramipexol para o tratamento da Síndrome7 das Pernas Inquietas não é conhecido. Embora a fisiopatologia22 da Síndrome7 das Pernas Inquietas seja em sua maior parte desconhecida, a evidência neurofarmacológica sugere a participação primária do sistema dopaminérgico. Os estudos tomográficos por emissão de pósitrons (PET) sugerem que uma disfunção leve pré-sináptica estriatal deve estar envolvida na patogênese23 da Síndrome7 das Pernas Inquietas.
Estudos in vitro demonstraram que o pramipexol protege os neurônios19 da neurotoxicidade da levodopa.
Observou-se diminuição dose-dependente da concentração sérica de prolactina24 em humanos. Em um estudo clínico com voluntários sadios onde a titulação da dose foi feita em tempo menor do que o preconizado normalmente, empregando-se comprimidos de liberação prolongada de dicloridrato de pramipexol (a cada 3 dias) até 4,5 mg/dia, observou-se aumento na pressão arterial14 e frequência cardíaca. Esse efeito, contudo, não foi observado em estudos com pacientes.
Farmacocinética
O pramipexol é absorvido rápida e completamente após administração oral. A biodisponibilidade absoluta do pramipexol é superior a 90% e a concentração plasmática máxima ocorre entre 1 e 3 horas. A ingestão de alimentos reduz a taxa de absorção, mas não a extensão da absorção.
O pramipexol apresenta cinética25 linear e variação relativamente pequena entre os níveis plasmáticos individuais, independentemente da forma farmacêutica. Em humanos, o pramipexol apresenta baixo índice de ligação às proteínas26 plasmáticas (<20%) e grande volume de distribuição (400 L). Observaram-se altas concentrações em tecido27 cerebral de ratos (aproximadamente 8 vezes a concentração plasmática).
Em humanos, o pramipexol é pouco metabolizado. A excreção renal28 do pramipexol não metabolizado é a principal via de eliminação (cerca de 80% da dose). Aproximadamente 90% da dose marcada com 14C é excretada através dos rins29, enquanto menos de 2% são eliminados nas fezes.
A depuração total do pramipexol é de aproximadamente 500 mL/min e a depuração renal28 é de aproximadamente 400 mL/min. A meia vida de eliminação (t1/2) varia de 8 horas nos jovens a 12 horas nos idosos.
CONTRAINDICAÇÕES
Pacientes com hipersensibilidade ao pramipexol ou aos excipientes da fórmula.
ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
Insuficiência Renal30
Ao prescrever Quera (dicloridrato de pramipexol) para pacientes31 com insuficiência renal30, sugere-se redução da dose de acordo com o item Posologia e Modo de usar.
Alucinações12 e comportamento anormal
Alucinações12 e confusão são reações adversas conhecidas do tratamento com agonistas da dopamina18 e com levodopa em pacientes com a doença de Parkinson4. As alucinações12 foram mais frequentes quando o dicloridrato de pramipexol foi administrado em associação com levodopa em pacientes com doença de Parkinson4 em estágio avançado do que quando administrado como monoterapia em pacientes com doença de Parkinson4 em estágio inicial da doença. No programa de desenvolvimento clínico da SPI, foi relatado um caso de alucinação32. Os pacientes devem ser advertidos de que alucinações12 (principalmente visuais) podem ocorrer.
Os pacientes devem estar cientes de que podem ocorrer alucinações12, o que pode afetar negativamente a capacidade de dirigir.
Os pacientes e cuidadores devem estar cientes de que foram relatados casos de comportamentos anormais (refletindo sintomas3 de transtornos do controle de impulsos e compulsões) em pacientes tratados com medicamentos com ação dopaminérgica como, por exemplo, compulsão alimentar e por compras, hipersexualidade e jogo patológico. Nestes casos, deve-se considerar a redução gradativa da dose ou mesmo a descontinuação.
Pacientes com distúrbios psicóticos
Pacientes com distúrbios psicóticos devem ser tratados com agonistas de dopamina18 somente se os benefícios potenciais superarem os riscos. A coadministração de antipsicóticos com pramipexol não é recomendável, uma vez que se pode esperar efeitos antagonistas da dopamina18.
Manifestação súbita de sono e sonolência
Os pacientes devem ser advertidos sobre os potenciais efeitos sedativos associados ao dicloridrato de pramipexol, incluindo sonolência e a possibilidade de manifestação súbita de sono (hipersonia não orgânica) durante a realização das atividades diárias. Considerando que sonolência é um evento adverso frequente com consequências potencialmente sérias, os pacientes não devem dirigir carros ou operar qualquer outra máquina complexa até que tenham experiência suficiente com o dicloridrato de pramipexol para estimar se ocorre prejuízo no desempenho mental e/ou motor. Os pacientes devem ser aconselhados a não dirigir ou participar de atividades potencialmente perigosas se ocorrer aumento de sonolência ou de episódios de sono súbito durante as atividades diárias (por exemplo, durante conversas, refeições, etc.), em qualquer momento do tratamento, e devem consultar o médico.
Hipotensão33 Postural
Deve-se ter cautela nos casos de doença cardiovascular grave. Recomenda-se monitorar a pressão sanguínea, especialmente no início do tratamento, devido ao risco geral de hipotensão33 postural associada ao tratamento dopaminérgico.
Distonia34
Pacientes com doença de Parkinson4 podem apresentar distonia34 axial como torcicolo35 anterior (antecolo), camptocormia (flexão anterior da coluna lombar) ou pleurotótono (flexão lateral do corpo - Síndrome7 de Pisa). A distonia34 tem sido ocasionalmente relatada após o início do tratamento com agonistas dopaminérgicos incluindo pramipexol, embora uma clara relação causal não tenha sido estabelecida. A distonia34 também pode ocorrer vários meses após o início ou ajuste da medicação. Em caso de distonia34, o regime da medicação dopaminérgica deve ser revisto e um ajuste deve ser considerado.
Descontinuação do tratamento na Doença de Parkinson4
Foram relatados sintomas3 sugestivos de uma síndrome7 neuroléptica maligna após a interrupção abrupta do tratamento dopaminérgico.
Síndrome7 de abstinência medicamentosa
Foram relatados casos da síndrome7 de abstinência medicamentosa durante ou após a descontinuação do uso de agonistas dopaminérgicos, incluindo pramipexol. Os fatores de risco podem incluir alta exposição dopaminérgica cumulativa. Os sintomas3 de abstinência não respondem à levodopa e podem incluir apatia36, ansiedade, depressão, fadiga13, transpiração37 e dor. Antes da descontinuação, os pacientes devem ser informados sobre o potencial surgimento dos sintomas3 de abstinência medicamentosa e monitorados de perto durante e após a descontinuação do medicamento. No caso da manifestação de sintomas3 severos de abstinência, deve-se considerar a re-administração temporária de um agonista17 dopaminérgico na dose eficaz mais baixa.
Melanoma38
Estudos epidemiológicos demonstraram que pacientes com doença de Parkinson4 têm maior risco (aproximadamente 2 a 6 vezes maior) de desenvolver melanoma38 do que a população em geral. No entanto, ainda não foi esclarecido se este aumento no risco é devido à doença de Parkinson4 ou a outros fatores, como os medicamentos utilizados no tratamento da doença de Parkinson4. Por estas razões, aconselha-se que pacientes e médicos monitorem a ocorrência de melanoma38 ao utilizarem pramipexol ou outros medicamentos dopaminérgicos.
Alterações na retina39 em ratos albinos
Observaram-se alterações patológicas (degeneração20 e perda de células40 fotorreceptoras) na retina39 de ratos albinos em um estudo de carcinogenicidade de 2 anos. A avaliação das retinas de camundongos albinos, ratos não albinos, macacos e cobaias não revelou alterações similares. Ainda não se estabeleceu a relevância potencial deste efeito em humanos, porém, não se pode negligenciá-lo porque pode envolver a ruptura de um mecanismo que ocorre em todos os vertebrados (descamação41 do disco).
Aumento da SPI
Os relatos na literatura indicam que o tratamento da SPI com medicação dopaminérgica pode resultar em aumento da síndrome7, que se refere ao início precoce dos sintomas3 à noite (ou mesmo à tarde), nos sintomas3 propriamente ditos, e da propagação dos mesmos a outras extremidades. O aumento foi especificamente investigado em um estudo clínico controlado de 26 semanas. A análise de Kaplan-Meier do tempo de aumento não demonstrou nenhuma diferença significativa entre o pramipexol (N = 152) e placebo9 (N = 149).
Mania e delírio42
Os pacientes devem ser monitorados regularmente para o controle do desenvolvimento de episódios de mania e de delírio42, Pacientes e cuidadores devem ser alertados que episódios tanto de mania quanto de delírio42 podem ocorrer em pacientes tratados com pramipexol. A redução de dose ou a descontinuação gradual devem ser consideradas se tais sintomas3 se desenvolverem.
Efeitos na habilidade de dirigir e operar máquinas
Os pacientes devem estar cientes de que podem ocorrer alucinações12, o que pode afetar negativamente a capacidade de dirigir. Os pacientes devem ser advertidos sobre os potenciais efeitos sedativos associados ao dicloridrato de pramipexol, incluindo sonolência e a possibilidade de manifestação súbita de sono (hipersonia não orgânica) durante a realização das atividades diárias.
Estudos de toxicidade43 de doses repetidas demonstraram que o pramipexol exerce efeitos funcionais, principalmente envolvendo o SNC44 e, em ratos, o sistema reprodutor das fêmeas, provavelmente devido à exacerbação dos seus efeitos farmacodinâmicos.
Investigaram-se os efeitos potenciais do pramipexol na função reprodutiva de ratos e coelhos. O pramipexol não foi teratogênico45 em ratos e coelhos, mas em ratos, doses tóxicas à mãe foram embriotóxicas.
Devido ao efeito indutor de hipoprolactinemia e ao fato da prolactina24 exercer um papel importante na função reprodutiva de ratas, os efeitos do pramipexol na gravidez46 e na fertilidade da fêmea não foram totalmente elucidados.
Um atraso no desenvolvimento sexual (ou seja, separação prepucial e abertura do canal vaginal) foi observado em ratos. A relevância em humanos é desconhecida.
O pramipexol não foi genotóxico. Em estudo de carcinogenicidade, ratos machos desenvolveram hiperplasia47 das células de Leydig48 e adenomas que podem ser explicados pela ação inibitória do pramipexol sobre a prolactina24. Este fato não é clinicamente relevante em homens. O mesmo estudo também demonstrou que doses de 2 mg/kg ou mais (sob a forma salina) associam-se com degeneração20 da retina39 de ratos albinos. O mesmo efeito não ocorreu em ratos não albinos, nem em camundongos albinos de um estudo da carcinogenicidade de 2 anos, nem em outras espécies estudadas.
Fertilidade, Gravidez46 e Lactação49
Ainda não se investigaram os efeitos na gravidez46 e lactação49 em humanos. O pramipexol não foi teratogênico45 em ratos e coelhos, mas, em ratos, doses tóxicas à mãe foram embriotóxicas. O dicloridrato de pramipexol somente deve ser usado durante a gravidez46 se os benefícios potenciais justificarem os riscos potenciais ao feto50.
A excreção do dicloridrato de pramipexol no leite de lactantes51 ainda não foi estudada. Em ratas, a concentração do fármaco52 foi maior no leite materno do que no plasma53. Como o tratamento com dicloridrato de pramipexol inibe a secreção da prolactina24 em humanos, espera-se que ocorra inibição da lactação49. Consequentemente, o dicloridrato de pramipexol não deve ser utilizado durante a amamentação54.
Os efeitos na fertilidade humana ainda não foram estudados. Estudos em animais não indicaram efeitos prejudiciais diretos ou indiretos na fertilidade masculina.
O dicloridrato de pramipexol está classificado na categoria de risco C na gravidez46 – Não há estudos adequados em mulheres. Em experiências animais ocorreram alguns efeitos colaterais16 no feto50, mas o benefício do produto pode justificar o risco potencial durante a gravidez46.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Verifica-se em humanos que o pramipexol se liga às proteínas26 plasmáticas em uma extensão muito baixa (<20%) e apresenta pouca biotransformação. Portanto, é improvável que ocorram interações com outros medicamentos que afetam a ligação com proteínas26 plasmáticas ou a eliminação por biotransformação.
Medicamentos que inibem a secreção ativa dos túbulos renais de fármacos de pH básico (catiônicos), tais como cimetidina, ou que sejam eliminados por meio da secreção ativa dos túbulos renais podem interagir com o dicloridrato de pramipexol, resultando na redução da depuração de um dos medicamentos ou de ambos. No caso de tratamento concomitante com essa classe de medicamentos (inclusive amantadina), deve-se ter cautela com os sinais2 de hiperestimulação dopaminérgica, tais como discinesia, agitação ou alucinações12. Em tais casos, é necessária a redução da dose.
A selegilina e a levodopa não influenciam a farmacocinética do pramipexol. A extensão total da absorção ou eliminação da levodopa não é alterada pelo pramipexol. Não foi avaliada a interação com anticolinérgicos e amantadina. Como os anticolinérgicos são eliminados principalmente através do metabolismo55 hepático, as interações farmacocinéticas com pramipexol são praticamente improváveis. É possível haver interação com amantadina por terem a mesma via de excreção renal28.
Medicamentos antipsicóticos
A coadministração de medicamentos antipsicóticos com pramipexol não é recomendada, uma vez que se pode esperar efeitos antagonistas de dopamina18.
Durante o aumento da dose de dicloridrato de pramipexol em pacientes com doença de Parkinson4, recomenda-se diminuir a dose de levodopa e manter a dose de outros medicamentos antiparkinsonianos.
Devido aos possíveis efeitos aditivos, recomenda-se cautela quando os pacientes estiverem tomando, juntamente com o dicloridrato de pramipexol, qualquer outro medicamento sedativo ou álcool e medicamentos que aumentem os níveis plasmáticos de pramipexol (por exemplo, cimetidina).
CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO
Cuidados de armazenamento
Os comprimidos de Quera (dicloridrato de pramipexol) devem ser mantidos em temperatura ambiente (15 °C a 30 °C), protegido da luz e da umidade.
O prazo de validade de Quera (dicloridrato de pramipexol) é de 24 meses a partir da data de fabricação impressa na embalagem.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características físicas e organolépticas do produto
- O comprimido de Quera (dicloridrato de pramipexol) de 0,125mg é branco, circular e plano.
- O comprimido de Quera (dicloridrato de pramipexol) de 0,25 mg é branco, oblongo, biconvexo e sulcado. O comprimido de Quera (dicloridrato de pramipexol) de 1,0 mg é branco, circular, plano e sulcado.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
POSOLOGIA E MODO DE USAR
Os comprimidos devem ser ingeridos por via oral com água, com ou sem alimentos.
Doença de Parkinson4
A dose diária total deve ser dividida em três tomadas diárias.
Tratamento inicial: a posologia deve ser aumentada gradualmente a partir de uma dose inicial de 0,375 mg/dia, subdividida em três doses diárias, e deve ser aumentada a cada 5 a 7 dias. Desde que o paciente não apresente reações adversas intoleráveis, a dose deve ser aumentada até que se atinja o máximo efeito terapêutico.
Esquema posológico ascendente de dicloridrato de pramipexol
Semana |
Posologia |
Dose diária total |
1 |
0,125 mg, 3 x ao dia |
0,375 mg |
2 |
0,25 mg, 3 x ao dia |
0,75 mg |
3 |
0,5 mg , 3 x ao dia |
1,50 mg |
Se houver necessidade de aumento da dose, acrescentar semanalmente 0,75 mg à dose diária até atingir a dose máxima de 4,5 mg/dia.
Tratamento de manutenção: a dose individual deve situar-se entre 0,375 mg/dia e a dose máxima de 4,5 mg/dia. Nos estudos clínicos, tanto no estágio inicial como no estágio avançado da doença, observou-se durante o aumento da dose que a eficácia terapêutica56 se iniciou a partir de doses diárias de 1,5 mg. Este fato não impede que doses maiores que 1,5 mg/dia possam propiciar um benefício terapêutico adicional em alguns pacientes. Isto se aplica principalmente a pacientes no estágio avançado da doença, nos quais se pretenda reduzir a dose da levodopa.
Descontinuação do tratamento: deve-se diminuir a dose em 0,75 mg por dia até que a dose diária atinja 0,75 mg. Depois disso, a dose deve ser reduzida em 0,375 mg por dia.
Pacientes em tratamento com levodopa: recomenda-se redução da dose de levodopa tanto durante o aumento da dose de dicloridrato de pramipexol como no tratamento de manutenção subsequente, a fim de evitar hiperestimulação dopaminérgica.
Dosagens especiais
Pacientes com disfunção renal28: a eliminação do pramipexol depende da função renal28.
Recomenda-se a seguinte posologia durante o tratamento inicial:
- Pacientes com depuração de creatinina57 acima de 50 mL/min: não há necessidade de redução da dose diária ou freqüência da dose
- Pacientes com depuração de creatinina57 entre 20 e 50 mL/min: a dose diária inicial de dicloridrato de pramipexol deve ser administrada em 2 tomadas, iniciando-se com doses de 0,125 mg 2x ao dia (0,25 mg/dia). A dose máxima diária de 2,25 mg de dicloridrato de pramipexol não deve ser excedida
- Pacientes com depuração de creatinina57 menor que 20 mL/min: a dose diária de dicloridrato de pramipexol deve ser administrada em dose única, iniciando-se com doses de 0,125 mg/dia. A dose máxima diária de 1,5 mg de dicloridrato de pramipexol não deve ser excedida.
Se a função renal28 diminuir durante o tratamento de manutenção, reduzir a dose diária de dicloridrato de pramipexol na mesma proporção da diminuição da depuração da creatinina57; por exemplo, se ocorrer diminuição de 30% da depuração da creatinina57, reduzir 30% da dose diária de dicloridrato de pramipexol. A dose diária pode ser administrada em 2 tomadas diárias se a depuração de creatinina57 estiver entre 20 e 50 mL/min e em dose única se a depuração de creatinina57 estiver menor que 20 mL/min.
Pacientes com disfunção hepática58: não se considera necessário reduzir a dose.
Síndrome7 das Pernas Inquietas
A dose inicial recomendada de dicloridrato de pramipexol é 0,125 mg uma vez ao dia, 2 a 3 horas antes de dormir. Para pacientes31 com sintomatologia adicional a dose deve ser aumentada ou ajustada a cada 4–7 dias, até no máximo de 0,75 mg por dia de acordo com a tabela abaixo:
Esquema posológico ascendente de dicloridrato de pramipexol
Etapa de diluição |
Dose diária (única) da noite |
1 |
0,125 mg |
2 (se necessário) |
0,25 mg |
3 (se necessário) |
0,50 mg |
4 (se necessário) |
0,75 mg |
Descontinuação do tratamento: o dicloridrato de pramipexol pode ser descontinuado sem redução gradativa da dose. Em um estudo clínico controlado por placebo9, de 26 semanas, o retorno dos sintomas3 da SPI (piora da gravidade dos sintomas3 comparado ao normal) foi observado em 10% dos pacientes (14 em 135) após a interrupção abrupta do pramipexol. Este efeito foi similar em todas as doses.
Dosagens especiais
Pacientes com disfunção renal28: a eliminação de dicloridrato de pramipexol é dependente da função renal28 e está intimamente relacionada à depuração de creatinina57. Com base em estudos farmacocinéticos em pacientes com disfunção renal28, pacientes com depuração de creatinina57 acima de 20 mL/min não necessitam de redução da dose diária. O uso de dicloridrato de pramipexol em pacientes portadores de SPI com disfunção renal28 não foi estudado.
Pacientes com disfunção hepática58: não há necessidade de redução da dose, já que aproximadamente 90% do princípio ativo absorvido é excretado através dos rins29.
A segurança e eficácia de dicloridrato de pramipexol não foram estabelecidas em crianças e adolescentes até 18 anos.
Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.
REAÇÕES ADVERSAS
Doença de Parkinson4:
Reações muito comuns (≥1/10): tontura59, discinesia, sonolência, náusea10.
Reações comuns (≥1/100 e <1/10): comportamentos anormais (refletindo sintomas3 de transtornos do controle dos impulsos e comportamento compulsivo), sonhos anormais, confusão, alucinações12, insônia, cefaleia60, distúrbios visuais incluindo diplopia61, visão62 embaçada e acuidade visual63 reduzida, hipotensão33, constipação11, vômito64, fadiga13, edema65 periférico, perda de peso incluindo perda de apetite.
Reações incomuns (≥1/1.000 e <1/100): pneumonia66, compulsão por compras, amnésia67, delírio42, hipersexualidade, aumento ou diminuição da libido68, paranoia, jogo patológico, inquietação, hipercinesia69, início súbido do sono, síncope70, dispneia71, soluços, hipersensibilidade, prurido72, erupção73 cutânea74 (rash75), aumento de peso.
Reação rara (≥1/10000 e < 1/1000): mania
Reações com frequência desconhecida: secreção inadequada do hormônio76 antidiurético, compulsão alimentar, hiperfagia77, falência cardíaca, torcicolo35 anterior (antecolo), e a síndrome7 de abstinência medicamentosa (síndrome7 de abstinência de agonista17 da dopamina18).
Síndrome7 das Pernas Inquietas:
Reação muito comum (≥1/10): náusea10.
Reações comuns (≥1/100 e <1/10): sonhos anormais, insônia, tontura59, cefaleia60, sonolência, constipação11, vômito64, fadiga13.
Reações incomuns (≥1/1.000 e <1/100): confusão, alucinações12, aumento ou diminuição da libido68, inquietação, discinesia, início súbito do sono, síncope70, distúrbios visuais incluindo diplopia61, visão62 embaçada e acuidade visual63 reduzida, hipotensão33, dispneia71, soluços, prurido72, erupção73 cutânea74 (rash75), hipersensibilidade, edema65 periférico, perda de peso incluindo perda de apetite, aumento de peso.
Reações com frequência desconhecida: pneumonia66, secreção inadequada do hormônio76 antidiurético, comportamentos anormais (refletindo sintomas3 de transtornos do controle dos impulsos e comportamento compulsivo), compulsão alimentar e por compras, mania, delírio42, hiperfagia77, hipersexualidade, paranoia, jogo patológico, amnésia67, hipercinesia69, falência cardíaca, torcicolo35 anterior (antecolo), e a síndrome7 de abstinência medicamentosa (síndrome7 de abstinência de agonista17 da dopamina18).
A incidência78 de hipotensão33 em comparação com placebo9 em pacientes sob tratamento com dicloridrato de pramipexol não aumentou. Contudo, em alguns pacientes, pode ocorrer hipotensão33 no início do tratamento, principalmente quando o aumento da dose de dicloridrato de pramipexol é muito rápido. O dicloridrato de pramipexol pode estar associado com distúrbios da libido68 (aumento ou diminuição).
Os pacientes tratados com pramipexol relataram a ocorrência de sono súbito durante a realização das atividades diárias, incluindo operação de veículos automotores, algumas vezes ocasionando acidentes. Alguns desses pacientes não relataram sinais2 de preocupação como sonolência, o que é comum em pacientes tomando pramipexol, a qual de acordo com o conhecimento atual sobre a fisiologia79 do sono, sempre o precede. Não se evidenciou uma relação com a duração do tratamento. Alguns pacientes estavam recebendo outros medicamentos com propriedades potencialmente sedativas. Na maioria dos casos dos quais se obtiveram informações, os episódios não se repetiram após a redução da dose ou a interrupção do tratamento.
Foram relatados casos de falência cardíaca em estudos clínicos e experiência pós-marketing com pacientes sob o uso de pramipexol. Em um estudo farmacoepidemiológico o uso de pramipexol foi associado a um aumento do risco de falência cardíaca comparado ao não uso de pramipexol. Uma relação causal entre pramipexol e falência cardíaca ainda não foi demonstrada.
Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.
SUPERDOSE
Não há experiência clínica de casos de superdose.
Sintomas3: espera-se que ocorram os eventos adversos relacionados ao perfil farmacodinâmico dos agonistas dopaminérgicos, tais como náuseas80, vômito64, hipercinesia69, alucinações12, agitação e hipotensão33.
Tratamento: não se conhece nenhum antídoto81 para a superdose de um agonista17 da dopamina18. Se houver sinais2 de estimulação do sistema nervoso central82, pode ser indicada a administração de um agente neuroléptico83. O tratamento da superdose pode requerer medidas de suporte geral, incluindo lavagem gástrica84, reposição intravenosa e monitorização eletrocardiográfica. Não se demonstrou que a hemodiálise85 seja útil nesses casos.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
DIZERES LEGAIS
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA
Reg. MS nº 1.0298.0526
Farm. Resp.: Dr. José Carlos Módolo - CRF-SP nº 10.446
CRISTÁLIA Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.
Rodovia Itapira-Lindóia, km 14 - Itapira / SP
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