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Shingrix
(Bula do profissional de saúde)

GLAXOSMITHKLINE BRASIL LTDA

Atualizado em 08/04/2024

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

Shingrix
vacina1 herpes-zoster2 (recombinante)
Injetável

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO:

liofilizado3 para suspensão injetável
Embalagem contendo 1 frasco-ampola de pó liofilizado3 para suspensão injetável e 1 frasco-ampola de suspensão injetável

USO INTRAMUSCULAR
USO ADULTO

COMPOSIÇÃO:

Após reconstituição, 1 dose de Shingrix (0,5 mL) contém:

antígeno4 gE1 com adjuvante AS01B2 50 mcg

1 Glicoproteína E (gE) do vírus5 varicela6 zoster2 (VVZ) produzida pela tecnologia do DNA recombinante em células7 de ovário8 de hamster chinês (CHO).
2 O sistema adjuvante AS01B de propriedade da GlaxoSmithKline é composto pelo extrato da planta Quillaja saponaria Molina, fração 21 (QS-21) (50 microgramas) e 3-O-desacil-4’-monofosforil lipídico A (MPL) de Salmonella minnesota (50 microgramas).

Excipientes:
liofilizado3 (antígeno4 gE): sacarose, polissorbato 80, fosfato de sódio monobásico di-hidratado e fosfato de potássio dibásico.
Suspensão (sistema adjuvante AS01B): dioleoil fosfatidilcolina, colesterol9, cloreto de sódio, fosfato de sódio dibásico, fosfato de potássio monobásico e água para injetáveis.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE10

INDICAÇÕES

Shingrix é indicada para a prevenção de herpes zoster2 (HZ) em:

  • Adultos com 50 anos ou mais;
  • Adultos com 18 anos de idade ou mais com risco aumentado de HZ.

RESULTADOS DE EFICÁCIA

Eficácia contra o Herpes zoster2 (HZ) e a Neuralgia11 Pós-herpética (PHN)

Dois estudos de eficácia de Shingrix, de fase III, controlados por placebo12 e cegos para os observadores foram realizados em adultos ≥ 50 anos, com 2 doses administradas com 2 meses de intervalo:

  • ZOE-50 (Zoster2-006): Coorte13 Total Vacinada (CTV) de 15.405 indivíduos ≥ 50 anos que receberam pelo menos uma dose de Shingrix (N=7.695) ou placebo12 (N=7.710).
  • ZOE-70 (Zoster2-022): CTV de 13.900 indivíduos com idade ≥ 70 anos que receberam pelo menos uma dose de Shingrix (N=6.950) ou placebo12 (N=6.950). Os estudos não foram concebidos para demonstrar eficácia em subgrupos de indivíduos frágeis, incluindo aqueles com múltiplas comorbidades14, embora esses sujeitos não tenham sido excluídos dos estudos.

Dois estudos de fase III, controlados por placebo12 e cegos para observadores que avaliaram a eficácia de Shingrix foram realizados em adultos com IC ≥ 18 anos, com 2 doses administradas com intervalo de 1 a 2 meses:

  • Zoster2-002: CTV de 1.846 indivíduos com transplantes autólogos de células-tronco15 hematopoiéticas (TCTHa) que receberam pelo menos uma dose de Shingrix (N=922) ou placebo12 (N=924) 50-70 dias após o transplante, 21,3% (Shingrix) e 20,5% (placebo12) dos indivíduos receberam pelo menos um tratamento imunossupressor16 (IS) (por uma duração de pelo menos um dia) do TCTH até 30 dias após a Dose 2 (CTV). A proporção de indivíduos por doença subjacente foi: 53,1% (Shingrix) e 53,4% (placebo12) para mieloma17 múltiplo (MM) e 46,9% (Shingrix) e 46,6% (placebo12) para outro diagnóstico18.
  • Zoster2-039: CTV de 562 indivíduos com doenças hematológicas malignas que receberam pelo menos uma dose de Shingrix (N=283) ou placebo12 (N=279) durante um curso de terapia contra câncer19 (37%) ou após o curso completo de terapia contra câncer19 (63%). A proporção de indivíduos por doença subjacente foi: 70,7% (Shingrix) e 71,3% (placebo12) para MM e outras doenças, 14,5% (Shingrix) e 14,0% (placebo12) para linfoma20 de células7 B não Hodgkin (LCBNH) e 14,8% (Shingrix) e 14,7% (placebo12) para leucemia21 linfocítica crônica (LLC).

Estes estudos não foram projetados para avaliar o impacto do uso concomitante da terapia do IS na eficácia da vacina1 ou para avaliar o impacto de tratamentos específicos do IS na eficácia da vacina1. A maioria dos receptores de vacinas não estavam sob a terapia do IS no momento da vacinação (veja acima). Nem todos os tipos de terapias do IS foram utilizados nas populações estudadas.

A incidência22 de casos de HZ e PHN, bem como a eficácia da vacina1, foram avaliadas na Coorte13 Total Vacinada modificada (CTVm, ou seja, excluindo indivíduos que não receberam a segunda dose da vacina1 ou que tiveram um diagnóstico18 confirmado de HZ dentro de um mês após a segunda dose).

Shingrix diminuiu significativamente a incidência22 de HZ em comparação com o placebo12 em:

  • adultos ≥ 50 anos (Zoster2-006): 6 versus 210 casos de HZ
  • adultos ≥ 70 anos (análise agrupada de Zoster2-006 e Zoster2-022): 25 versus 284 casos de HZ;
  • adultos ≥ 18 anos com TCTHa (Zoster2-002): 49 versus 135 casos de HZ;
  • adultos ≥ 18 anos com malignidades hematológicas (Zoster2-039): 2 versus 14 casos. A eficácia da vacina1 foi calculada post-hoc. Os resultados da eficácia da vacina1 são apresentados na Tabela 1.

Tabela 1: Eficácia de Shingrix contra HZ (CTVm)

Idade (anos)

Shingrix

Placebo12

Eficácia da vacina1 (%)
[IC 95%]

Número de sujeitos avaliados

Número de casos HZ

Taxa de incidência22 por 1000 pessoas ano

Número de sujeitos avaliados

Número de casos HZ

Taxa de incidência22 por 1000 pessoas ano

ZOE-50*

≥ 50

7.344

6

0,3

7.415

210

9,1

97,2

[93,7; 99,0]

50–59

3.492

3

0,3

3.525

87

7,8

96,6

[89,6; 99,4]

≥ 60

3.852

3

0,2

3.890

123

10,2

97,6

[92,7; 99,6]

60–69

2.141

2

0,3

2.166

75

10,8

97,4

[90,1; 99,7]

ZOE-50 agrupado e ZOE-70**

≥ 70

8.250

25

0,8

8.346

284

9,3

91,3

[86.8; 94,5]

70–79

6.468

19

0,8

6.554

216

8,9

91,3

[86.0; 94.9]

≥ 80

1.782

6

1,0

1.792

68

11,1

91,4

[80,2; 97,0]

Zoster2-002***(Indivíduos que receberam TCTHa #)

≥ 18

870

49

30,0

851

135

94,3

68,2

[55,5; 77,6]

18–49

213

9

21,5

212

29

76,0

71,8

[38,7; 88,3]

≥ 50

657

40

33,0

639

106

100,9

67,3

[52.6; 77,9]

Zoster2-039 (pacientes de malignidade hematológica #)

≥ 18

259

2

8,5

256

14

66,2

87,2****

[44,2; 98,6]

IC Intervalo de confiança
* Em um período médio de seguimento de 3,1 anos
** Durante um período médio de seguimento de 4,0 anos
Os dados em indivíduos ≥ 70 anos de idade são provenientes das análises pré-especificadas de ZOE-50 e ZOE-70 (CTVm), pois essas análises fornecem as estimativas mais robustas para a eficácia da vacina1 nesta faixa etária.
***Ao longo de um período médio de seguimento de 21 meses
****O cálculo23 VE foi realizado após o hoc; período médio de seguimento de 11,1 meses # profilaxia antiviral em consonância com o padrão local de cuidado foi permitido.

Aproximadamente 13.000 indivíduos com condições médicas subjacentes, incluindo condições associadas a maior risco de HZ, foram inscritos em ZOE-50 e ZOE-70. Análise pós-hoc da eficácia contra HZ confirmada realizada em pacientes com condições comuns (doença renal24 crônica, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença arterial coronariana, depressão ou diabetes mellitus25), indica que a eficácia da vacina1 está alinhada com a eficácia geral do HZ.

Shingrix diminuiu significativamente a incidência22 de PHN em comparação com placebo12 em:

  • adultos ≥ 50 anos (ZOE-50): 0 vs. 18 casos;
  • adultos ≥ 70 anos (análise agrupada de ZOE-50 e ZOE-70): 4 vs. 36 casos;
  • adultos ≥ 18 anos com TCTHa (Zoster2-002): 1 vs. 9 casos.

Tabela 2: Eficácia de Shingrix contra PHN

Idade (anos)

Shingrix

Placebo12

Eficácia da vacina1 (%)
[IC 95%]

Número de sujeitos avaliados

Número de casos de PHN*

Taxa de incidência22 por 1000 pessoa ano

Número de sujeitos avaliados

Número

de casos de PHN

Taxa de incidência22 por 1000 pessoas ano

ZOE-50**

≥ 50

7.340

0

0,0

7.413

18

0,6

100
[77,1; 100] 

50–59

3.491

0

0,0

3.523

8

0,6

100
[40,8; 100]

≥ 60

3.849

0

0,0

3.890

10

0,7

100
[55,2; 100]

60–69

2.140

0

0,0

2.166

2

0,2

100§
[< 0; 100]

Zoe-50 agrupado e ZOE-70***

≥ 70

8.250

4

0,1

8.346

36

1,2

88,8
[68,7; 97,1]

70–79

6.468

2

0,1

6.554

29

1,2

93,0
[72,4; 99,2]

≥ 80

1.782

2

0,3

1.792

7

1,1

71,2§
[< 0; 97,1]

Zoster2-002****( Indivíduos que receberam TCTHa#)

≥ 18

870

1

0,5

851

9

4,9

89,3
[22,5; 99,8]

18–49

213

0

0,0

212

1

2,2

§ 100,0
[< 0; 100,0]

≥ 50

657

1

0,7

639

8

5,8

88,0
[10,4; 99,8]

* PHN foi definida como dor associada ao zoster2 classificada como ≥ 3 (em uma escala 0–10), persistindo ou aparecendo mais de 90 dias após o início da erupção26 cutânea27 zoster2 usando zoster2 Brief Pain Inventory (ZBPI)
IC Intervalo de confiança
** Em um período médio de acompanhamento de 4,1 anos
***Ao longo de um período médio de acompanhamento de 4,0 anos
Os dados em indivíduos ≥ 70 anos de idade são provenientes das análises pré-especificadas de ZOE50 e ZOE-70 (CTVm), pois essas análises fornecem as estimativas mais robustas para a eficácia da vacina1 nesta faixa etária.
****Ao longo de um período médio de acompanhamento de 21 meses
§ Não significativo estatisticamente
# foi permitida profilaxia antiviral em consonância com o padrão local de cuidado

O benefício de Shingrix na prevenção da PHN pode ser atribuído ao efeito da vacina1 na prevenção de HZ. Uma nova redução da incidência22 de PHN em indivíduos com HZ confirmado não pôde ser demonstrada devido ao número limitado de casos de HZ no grupo vacinal.

No quarto ano após a vacinação, a eficácia contra o HZ foi de 93,1% (IC de 95%: 81,2; 98,2) e 87,9% (IC de 95%: 73,3; 95,4) em indivíduos com idade ≥ 50 anos (ZOE-50) e com idade ≥ 70 anos (agrupamento de ZOE-50 e ZOE-70), respectivamente. A duração da proteção além de 4 anos está sendo investigada.

No Zoster2-002, durante um período de acompanhamento que começa 1 mês após a dose 2 (ou seja, corresponde a aproximadamente 6 meses após o TCTHa) até 1 ano após o TCTHa, quando o risco de HZ é maior, a eficácia contra o HZ é de 76,2% (IC de 95%: 61,1; 86,0).

Eficácia contra outras complicações relacionadas ao HZ que não sejam PHN

As complicações relacionadas ao HZ avaliadas (exceto PHN) foram: vasculite28 por HZ, doença disseminada, doença oftálmica, doença neurológica incluindo acidente vascular cerebral29 e doença visceral.

Na análise agrupada de ZOE-50 e ZOE-70, Shingrix reduziu significativamente as complicações relacionadas ao HZ em 93,7% (IC de 95%: 59,5; 99,9) e 91,6% (IC de 95%: 43,3; 99,8) em indivíduos com idade ≥ 50 anos (1 vs. 16 casos) e indivíduos ≥ 70 anos (1 vs. 12 casos), respectivamente. Não foram relatados casos de doença visceral ou acidente vascular cerebral29 (AVC) durante esses estudos.

No Zoster2-002, Shingrix reduziu significativamente as complicações relacionadas ao HZ em 77,8% (IC de 95%: 19,0; 96,0) em receptores de TCTHa ≥ 18 anos (3 vs. 13 casos).

Além disso, no Zoster2-002, Shingrix reduziu significativamente as hospitalizações relacionadas ao HZ em 84,7% (IC de 95%: 32,1; 96,6) (2 vs. 13 casos).

Efeito de Shingrix na dor associada ao HZ

No ZOE-50 e no ZOE-70, houve uma tendência geral de dor menos severa relacionada ao HZ em indivíduos vacinados com Shingrix em comparação com o

placebo12. Como consequência da alta eficácia vacinal contra a HZ, um baixo número de casos foi acumulado e, portanto, não foi possível tirar conclusões firmes sobre esses objetivos de estudo.

Em indivíduos ≥ 70 anos com pelo menos um episódio HZ confirmado (ZOE-50 e ZOE-70 agrupados), Shingrix reduziu significativamente o uso e a duração da medicação para dor relacionada ao HZ em 39,0% (IC95%: 11,9; 63,3) e 50,6% (IC95%: 8,8; 73,2), respectivamente. A duração mediana do uso de medicamentos para dor foi 32,0 e 44,0 dias no grupo Shingrix e placebo12, respectivamente.

Em indivíduos com pelo menos um episódio HZ confirmado, Shingrix reduziu significativamente o escore médio máximo de dor versus placebo12 durante todo o episódio HZ (média = 3,9 vs. 5,5, valor-P = 0,049 e média = 4,5 vs. 5,6, valor P = 0,043, em sujeitos ≥ 50 anos (ZOE-50) e ≥ 70 anos (ZOE-50 e ZOE-70 agrupado), respectivamente). Além disso, em indivíduos ≥ 70 anos (ZOE-50 e ZOE-70 agrupados), Shingrix reduziu significativamente o escore pior máximo de dor versus placebo12 durante todo o episódio HZ (média = 5,7 vs. 7,0, valor P = 0,032).

O escore de carga de doença (BOI) incorpora a incidência22 de HZ com a gravidade e duração da dor aguda e crônica relacionada a HZ durante um período de 6 meses após o início da erupção26 cutânea27.

A eficácia na redução do BOI foi de 98,4% (IC95%: 92,2; 100) em indivíduos ≥ 50 anos (ZOE-50) e 92,1% (IC95%: 90,4; 93,8) em disciplinas ≥ 70 anos (ZOE-50 e ZOE-70 agrupadas).

Em Zoster2-002, Shingrix reduziu significativamente a duração da dor severa 'pior' associada a HZ por 38,5% (IC 95%: 11,0; 57,6) em beneficiários do TCTHa ≥ 18 anos com pelo menos um episódio confirmado de HZ. Shingrix reduziu significativamente o escore médio máximo de dor versus placebo12 durante todo o episódio HZ (média = 4,7 vs. 5,7, valor P = 0,018) e o pior escore máximo de dor versus placebo12 durante todo o episódio HZ (média = 5,8 vs. 7,1, valor P = 0,011).

O percentual de indivíduos com pelo menos um episódio de HZ confirmado em Zoster2-002 usando pelo menos um medicamento para dor foi de 65,3% e 69,6% no grupo Shingrix e placebo12, respectivamente. A duração mediana do uso de medicamentos para dor foi de 21,5 e 47,5 dias no grupo Shingrix e placebo12, respectivamente.

Além disso, no Zoster2-002, a eficácia na redução do escore de BOI foi de 82,5% (IC 95%: 73,6%, 91,4%).

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

Farmacodinâmica

Classificação ATC

Grupo farmacoterapêutico: Vacinas contra varicela6 zoster2, código ATC: J07BK.

Mecanismo de ação

Combinando o antígeno4 específico VZV (gE) com um sistema adjuvante (AS01B), Shingrix foi desenvolvida para induzir respostas imunes celulares e humorais específicas de antígeno4 em indivíduos com imunidade30 pré-existente contra o VVZ.

Dados não clínicos mostram que o AS01B induz uma ativação local e transitória do sistema imune31 inato por meio de vias moleculares específicas. Isso facilita o recrutamento e a ativação de células7 apresentadoras de antígenos32 que transportam antígenos32 derivados de gE no linfonodo33 de drenagem34, o que por sua vez leva à geração de células7 T CD4+ e anticorpos35 específicos para gE. O efeito adjuvante de AS01B é o resultado de interações entre MPL e QS-21 formulados em lipossomas.

Efeitos farmacodinâmicos

Imunogenicidade de Shingrix

Não foi estabelecido um correlato imunológico de proteção; portanto, o nível de resposta imune que fornece proteção contra HZ é desconhecido.

Em adultos ≥ 50 anos, as respostas imunes ao Shingrix, dadas como 2 doses com 2 meses de intervalo, foram avaliadas em um subconjunto de indivíduos dos estudos de eficácia da fase III ZOE-50 [imunidade30 humoral36 e imunidade30 mediada por células7 (CMI)] e ZOE-70 (imunidade30 humoral36). As respostas imunes específicas da GE (humoral36 e CMI) provocadas por Shingrix são apresentadas nas Tabelas 3 e 4, respectivamente.

Tabela 3: Imunogenicidade humoral36 de Shingrix em adultos ≥ 50 anos (coorte13 ATP37 para imunogenicidade)

Resposta imune anti-gE^

Faixa etária (anos)

Mês 3*

Mês 38**

N

GMC
(mUI/mL) (95% IC)

Aumento médio de concentrações vs. pré-vacinação
(Q1; Q3)

N

GMC (mUI/mL) (95% IC)

Aumento médio de concentrações vs. pré- vacinação (Q1; Q3)

ZOE-50

≥ 50

1.07

0

52.376,6
(50.264,1; 54.577,9)

41,9
(20,8; 86,9)

967

11.919,6
(11.345,6; 12.522,7)

9,3
(4,9; 19,5)

ZOE-50 e ZOE-70

≥ 70

742

49,691.5
(47.250,8; 52.258,2)

34,3
(16,7; 68,5)

648

10.507,7
(9.899,2; 11.153,6)

7,2
(3,5; 14,5)

ATP37 De acordo com o Protocolo
^ Resposta imune anti-gE = níveis de anticorpos35 anti-gE, medidos pelo ensaio imunosorbente ligado à enzima38 anti-gE (gE ELISA)
* Mês 3 = 1 mês pós-dose 2
** Mês 38 = 3 anos pós-dose 2
N Número de sujeitos avaliados no tempo especificado (para o GMC) IC intervalo de confiança
GMC Concentração média geométrica

Tabela 4: Imunogenicidade mediada por células7 de Shingrix em adultos ≥ 50 anos (coorte13 ATP37 para imunogenicidade)

Resposta da célula39 T CD4[2+] gE-específico^

Faixa etária (anos)

Mês 3*

Mês 38**

N

Frequência mediana (Q1; Q3)

Aumento médio da frequência vs. pré-vacinação
(Q1; Q3)

N

Frequência mediana (Q1; Q3)

Aumento médio da frequência vs. pré-vacinação (Q1; Q3)

ZOE-50

≥ 50

164

1.844,1
(1.253,6; 2.932,3)

24,6
(9,9; 744,2)

152

738,9
(355,7; 1.206,5)

7,9
(2,7; 31,6)

≥ 70**

52

1.494,6
(922,9; 2.067,1)

33,2
(10,0; 1.052,0)

46

480,2
(196,1; 972,4)

7,3
(1,7; 31,6)

ATP37 De acordo com o protocolo
^ Resposta da célula39 T CD4[2+] gE-específico = atividade celular T CD4+ específica gE, medida pelo ensaio de coloração de citocinas40 intracelulares (ICS) (Células7 T CD4[2+] = células7 T CD4+ expressando pelo menos 2 de 4 marcadores imunológicos selecionados)
* Mês 3 = 1 mês pós-dose 2
** Mês 38 = 3 anos pós-dose 2
N Número de sujeitos avaliados no ponto de tempo especificado para a frequência mediana Q1; Q3 Primeiro e terceiro quartis
*** Os dados de CD4[2+] específicos do gE na faixa etária de ≥ 70 anos só foram gerados no ZOE-50 porque a atividade celular CD4+ T não foi avaliada no ZOE-70

Dados da fase II, open-label, grupo único, estudo clínico de acompanhamento em adultos ≥ 60 anos (Zoster024) indicam que a resposta imune induzida pela vacina1 (humoral36 e CMI) persiste até aproximadamente 6 anos após um cronograma de 0, 2 meses (N= 119). A concentração mediana de anticorpos35 anti-gE foi superior a 7 vezes acima da concentração mediana pré-vacinação da linha de base. A frequência mediana das células7 T específicas para gE foi superior a 3,7 vezes acima da frequência mediana de pré-vacinação da linha de base.

Em adultos de IC ≥ 18 anos, as respostas humorais e CMI a Shingrix, dadas como 2 doses de 1 a 2 meses de intervalo, foram avaliadas em:

  • estudo de fase I/II: Zoster2-015 (indivíduos infectados pelo HIV41, a maioria (76,42%) estando estável na terapia antirretroviral (por pelo menos um ano) com uma contagem de células7 T CD4 ≥ 200 /mm3);
  • estudo de uma fase II/III: Zoster2-028 (pacientes com tumores sólidos submetidos à quimioterapia42);
  • três estudos da fase III: Zoster2-002 (receptores TCTHa vacinados pós-transplante), Zoster2-039 (pacientes com malignidades hematológicas vacinadas durante um curso de terapia oncológica ou após o curso completo de terapia oncológica) e Zoster2-041 (receptores de transplante renal24 em tratamento imunossupressor16 crônico43 no momento da vacinação).

As respostas imunes específicas da gE (humoral36 e CMI) provocadas por Shingrix em todas as populações de IC estudadas são apresentadas nas Tabelas 5 e 6, respectivamente.

Tabela 5: Imunogenicidade humoral36 de Shingrix em adultos de IC ≥ 18 anos (coorte13 ATP37 para imunogenicidade)

Resposta imune anti-gE^

 

Mês 3

 

Mês 13/18/25

n

GMC
(mIU/mL) (IC 95%)

Aumento médio das concentrações versus pré- vacinação (1º trimestre; Q3)

 

n

GMC
(mIU/mL) (IC 95%)

Aumento médio das concentrações vs pré- vacinação (Q1; Q3)

Zoster2-002 ( Indivíduos que receberam TCTHa )

82

12.753,2
(7.973,0; 20.399,4)

14,1
(1,7; 137,0)

54

Mês 13:
3.183,8
(1.869,8; 5.421,2)

Mês 13:
2,7
(1,0; 24,0)

39

Mês 25:
2,819.0
(1,387.1; 5,729.1)

Mês 25:
1,3
(0,6; 44,7)

Zoster2-028 ( pacientes com tumor44 sólido)

87

18.291,7
(14.432,1; 23.183,5)

21.5
(7,0; 45,2)

68

Mês 13:
4.477,3
(3.482,4; 5.756,3)

Mês 13:
4,1
(2,1; 7,9)

Zoster2-039 (pacientes de malignidade hematológica)

217

13.445,6
(10.158,9; 17.795,6)

17,2
(1,4; 87,4)

167

Mês 13:
5.202,7
(4.074,8; 6.642,8)

Mês 13:
5,1
(1,1; 17,0)

Zoster2-041 (receptores de transplante renal24)

121

19.163,8
(15.041,5; 24.416,0)

15,1
(6,1; 35,0)

111

Mês 13:
8.545,1
(6.753,7; 10.811,5)

Mês 13:
6,5
(3,1; 13,3)

Zoster2-015 (sujeitos infectados pelo HIV41)

53

42.723,6
(31.233,0; 58.441,6)

40,9
(18,8; 93,0)

49

Mês 18:
25.242,2
(19.618,9; 32.477,3)

Mês 18:
24,0
(9,8; 39,7)

ATP37 De acordo com Protocolo
^ Resposta imune anti-gE = níveis de anticorpos35 anti-gE, medidos pelo ensaio imunosorbente ligado à enzima38 anti-gE (gE ELISA) N Número de sujeitos avaliados no tempo especificado (para o GMC)
IC intervalo de confiança
GMC Concentração média geométrica Q1; Q3 Primeiro e terceiro quartis

Em Zoster2-028, GMC 1 mês pós Dose 2 foram 22.974,3 (19.080,0; 27663,5) no grupo que recebeu a primeira dose de Shingrix pelo menos 10 dias antes de um ciclo de quimioterapia42 (grupo Pré-Químico) e 9.328,0 (4.492,5; 19.368,2) no grupo que recebeu a primeira dose de Shingrix simultaneamente com quimioterapia42 (grupo OnChemo). Em Zoster2-039, GMC 1 mês pós Dose 2 foram 19.934,7 (14.674,1; 27.081.2) no grupo que recebeu a primeira dose de Shingrix após o curso completo de terapia contra o câncer19 e 5.777,4 (3.342,5; 9.985,9) no grupo que recebeu a primeira dose de Shingrix durante um curso de terapia oncológica. A relevância clínica em termos de impacto sobre a eficácia, a curto e longo prazo, é desconhecida.

Tabela 6: Imunogenicidade celular induzida por Shingrix em adultos IC ≥ 18 anos (coorte13 ATP37 para imunogenicidade)

Resposta da célula39 T CD4[2+] gE-específico^

 

Mês 3

 

Mês 13/18/25

n

Frequência mediana (Q1; Q3)

Aumento médio da frequência versus pré-vacinação
(Q1; Q3)

n

Frequência mediana (Q1; Q3)

Aumento médio da frequência versus pré- vacinação (Q1; Q3)

Zoster2-002 (Indivíduos que receberam TCTHa )

51

6.644,9
(1.438,3; 13.298,6)

109,0
(34,4; 2.716,4)

32

Mês 13:
1.706,4
(591,4; 5.207,0)

Mês 13:
43,6
(13,1; 977,8)

 

 

 

30

Mês 25:
2.294,4
(455,2; 3.633,2)

Mês 25:
50,9
(15,3; 515,2)

Zoster2-028* (pacientes com tumor44 sólido)

22

778,8
(393,1; 1.098,2)

4,9
(1,7; 33,0)

18

Mês 13:
332,9
(114,9; 604,6)

Mês 13:
2,0
(1,3; 5,2)

Zoster2-039 (pacientes com doença hematológica maligna)

53

3.081,9
(1.766,2; 7.413,6)

45,9
(16,4; 2.221,9)

44

Mês 13:
1.006,7
(416,0; 3.284,5)

Mês 13:
21,4
(7,5; 351,4)

Zoster2-041 (receptores de transplante renal24)

32

2.149,0
(569,4; 3.695,1)

47,7
(14,7; 439,6)

33

Mês 13:
1.066,3
(424,8; 1.481,5)

Mês 13:
16,9
(5,9; 211,4)

Zoster2-015 (sujeitos infectados pelo HIV41)

41

2.809,7
(1.554,5; 4.663,7)

23,4
(8,5; 604,1)

49

Mês 18:
1533,0
(770,0; 2643,1)

Mês 18:
12,0
(5,7; 507,0)

ATP37 De acordo com o Protocolo
^ Resposta da célula39 T CD4[2+] gE-específico = atividade celular T CD4+ específica gE, medida pelo ensaio de coloração de citocina45 intracelular (ICS) (células7 T CD4[2+] = células7 T CD4+ expressando pelo menos 2 de 4 marcadores imunológicos selecionados)
N Número de sujeitos avaliados no tempo especificado para a frequência mediana

* O sangue46 para IMC47 só foi coletado do grupo de indivíduos que receberam a primeira dose de Shingrix 8-30 dias antes do início de um ciclo de quimioterapia42 (ou seja, o maior grupo do estudo)

Imunogenicidade em indivíduos que receberam 2 doses de Shingrix com 6 meses de intervalo

A eficácia não foi avaliada para o cronograma de 0, 6 meses.

Em uma fase III, estudo clínico aberto (Zoster2-026) onde 238 adultos ≥ 50 anos foram igualmente randomizados para receber 2 doses de Shingrix com 2 ou 6 meses de diferença, a resposta imune humoral36 após o cronograma de 0, 6 meses foi demonstrada como não inferior à resposta com o cronograma de 0, 2 meses. O GMC anti-gE em 1 mês após a última dose da vacina1 foi de 38.153,7 mIU/mL (IC 95%: 34.205,8; 42.557,3) e 44.376,3 mIU/mL (IC 95%: 39.697,0; 49.607,2) seguindo o cronograma de 0, 6 meses e 0, 2 meses, respectivamente.

Sujeitos com histórico de HZ antes da vacinação

Os sujeitos com histórico de HZ foram excluídos do ZOE-50 e do ZOE-70. Em uma fase III, estudo clínico não controlado e aberto (Zoster2-033), 96 adultos ≥ 50 anos de idade com histórico documentado por médico de HZ receberam 2 doses de Shingrix com 2 meses de diferença. A confirmação laboratorial dos casos de HZ não fazia parte dos procedimentos do estudo. O GMC anti-gE em 1 mês após a última dose da vacina1 foi de 47.758,7 mIU/mL (IC95%: 42.258,8; 53.974,4).

Houve 9 notificações de suspeita de HZ em 6 indivíduos durante um período de seguimento de um ano. Trata-se de uma taxa de recorrência48 maior do que geralmente relatada em estudos observacionais em indivíduos não vacinados com histórico de HZ

Imunogenicidade em indivíduos previamente vacinados com a vacina1 viva atenuada contra o herpes zoster2 (HZ)

Em um estudo clínico de fase III, aberto e multicêntrico (Zoster2-048), foi avaliado um cronograma de 2 doses de Shingrix com 2 meses de diferença em 215 adultos ≥ 65 anos de idade com histórico anterior de vacinação com vacina1 HZ atenuada ao vivo ≥ 5 anos antes, em comparação com 215 indivíduos que nunca haviam recebido vacina1 HZ viva atenuada.. A resposta imune a Shingrix não foi afetada pela vacinação prévia com a vacina1 viva atenuada contra HZ.

Farmacocinética

A avaliação das propriedades farmacocinéticas não é necessária para vacinas.

CONTRAINDICAÇÕES

Shingrix é contraindicada para pacientes49 que apresentam hipersensibilidade às substâncias ativas ou a qualquer excipiente da vacina1 (consulte item Composição).

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

Antes da imunização50

Como em todas as vacinas injetáveis, o tratamento e a supervisão médica adequada devem sempre estar prontamente disponíveis no caso de um evento anafilático após a administração da vacina1.

Assim como acontece com outras vacinas, a vacinação com Shingrix deve ser adiada em indivíduos que sofrem de uma enfermidade febril aguda severa. No entanto, a presença de uma infecção51 menor, como um resfriado, não deve resultar no adiamento da vacinação.

Como em qualquer vacina1, uma resposta imune protetora pode não ocorrer em todos os vacinados.

Num estudo observacional pós-comercialização em indivíduos com 65 anos ou mais, foi observado um risco aumentado de Síndrome52 de Guillain-Barré (estimativa de 3 casos em excesso por milhão de doses administradas) durante os 42 dias após a vacinação com Shingrix. As informações disponíveis são insuficientes para determinar uma relação causal com Shingrix.

Precauções de uso

Não administre a vacina1 por via intravascular53, intradérmica ou subcutânea54.

A má administração por via subcutânea54 pode levar a um aumento nas reações locais transitórias.

Shingrix deve ser administrada com cautela em indivíduos com trombocitopenia55 ou qualquer distúrbio de coagulação56, pois pode ocorrer sangramento após uma administração intramuscular a esses indivíduos.

A síncope57 (desmaio) pode ocorrer após, ou mesmo antes de qualquer vacinação como resposta psicogênica58 à injeção59 da agulha. Isso pode ser acompanhado por vários sinais60 neurológicos, como perturbação visual transitória, parestesia61 e movimentos de membros tônico-clônicos durante a recuperação. É importante que existam procedimentos para evitar lesões62 causadas por desmaios.

Não há dados de segurança, imunogenicidade ou eficácia para apoiar a substituição de uma dose de Shingrix por uma dose de outra vacina1 HZ.

Existem dados limitados para suportar o uso de Shingrix em indivíduos com histórico de HZ (ver item 3. Características Farmacológicas). Por isso, os profissionais de saúde10 precisam pesar os benefícios e riscos da vacinação HZ individualmente.

Fertilidade, Gravidez63 e Lactação64

Estudos em animais indicam que não há efeitos diretos ou indiretos de Shingrix na fertilidade masculina ou feminina.

Não há dados do uso de Shingrix em mulheres grávidas. Estudos em animais não indicam efeitos nocivos diretos ou indiretos em relação à gravidez63, desenvolvimento embrionário/fetal, parto ou desenvolvimento pós-natal (ver seção Dados de segurança pré-clínicos).

Como medida de precaução, é preferível evitar o uso de Shingrix durante a gravidez63.

Categoria B de risco na gravidez63.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Atenção diabéticos: contém açúcar65.

O efeito nos lactentes66 amamentados após administração de Shingrix em suas mães não foi estudado. Não se sabe se Shingrix é excretado em leite humano.

Efeitos na habilidade de dirigir e operar máquinas

Não foram realizados estudos sobre os efeitos de Shingrix na capacidade de dirigir e usar máquinas.

Shingrix pode ter uma pequena influência na capacidade de dirigir e usar máquinas nos 2-3 dias após a vacinação. Fadiga67 e mal-estar podem ocorrer após a administração (ver item 9. Reações adversas)

Dados de segurança pré-clínicos

Dados não clínicos não revelam nenhum risco especial para os seres humanos com base em estudos convencionais de toxicidade68 de dose aguda e repetida, tolerância local, farmacologia69 de segurança cardiovascular/respiratória e toxicidade68 à reprodução70 e desenvolvimento.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Uso com outras vacinas

Shingrix pode ser administrada concomitantemente com a vacina1 de influenza71 sazonal inativada sem adjuvantes, a vacina1 pneumocócica polissacarídica 23 valente (PPV23), vacina1 pneumocócica conjugada a 13 valente (PCV13) ou a vacina1 com antígeno4 reduzido para difteria72-tétano73-coqueluche74 acelular (dTpa) (consulte Efeitos Farmacodinâmicos). As vacinas devem sempre ser administradas em diferentes locais de injeção59.

Em estudos clínicos de fase III, controlado, aberto, os adultos ≥ 50 anos de idade foram aleatorizados para a administração de 2 doses de Shingrix com o intervalo de 2 meses quer concomitantemente na primeira dose, quer não-concomitantemente com uma vacina1 da gripe75 sazonal, inativada, sem adjuvante (N=828; Zoster2-004), uma vacina1 PPV23 (N=865;Zooster-035), uma vacina1 PCV13 (N=912;Zooster-059) ou uma vacina1 dTpa que inclui na sua formulação 0,3 mg de Al3+ (N=830; Zoster2-042). As respostas imunológicas da coadministração das vacinas não foram afetadas, à exceção das concentrações médias geométricas (GMCs) inferiores para um dos antígenos32 da coqueluche74 (pertactina) quando Shingrix é coadministrada com a vacina1 dTpa. A relevância clínica desta informação não é conhecida.

O USO CONCOMITANTE COM OUTRAS VACINAS NÃO É RECOMENDADO DEVIDO À FALTA DE DADOS.

As reações adversas de febre76 e calafrios77 foram mais frequentes quando a vacina1 PPV23 é coadministrada com Shingrix, em comparação com quando Shingrix foi administrado isoladamente (consulte Reações adversas).

Este medicamento não deve ser misturado com outros medicamentos.

CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO

Prazo de validade: 36 meses

Para prazo de validade após reconstituição da vacina1, ver Modo de usar.

Cuidados de conservação

Armazene na geladeira (2°C – 8°C). Não congele.

Conserve na embalagem original para proteger da luz.

Para prazo de validade após reconstituição da vacina1, ver Modo de usar.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Após preparo, este medicamento deve ser utilizado imediatamente. Se isso não for possível, a vacina1 deve ser armazenada em uma geladeira (2°C – 8°C). Se não for utilizada dentro de 6 horas, deve ser descartada.

Características físicas e organolépticas do produto

Shingrix é disponibilizada em embalagens contendo 1 frasco-ampola de pó mais 1 frasco-ampola de suspensão.

  • Pó para 1 dose em frasco-ampola (vidro Tipo I) com rolha (borracha butílica).
  • Suspensão para 1 dose em um frasco-ampola (vidro tipo 1) com rolha (borracha butílica).

Shingrix se apresenta como um pó branco. A suspensão é um líquido opalescente, incolor a marrom pálido.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

POSOLOGIA E MODO DE USAR

Posologia

Os esquemas de imunização50 para Shingrix devem ter como base recomendações oficiais.

O esquema de vacinação primária consiste em duas doses de 0,5 ml cada: uma dose inicial seguida de uma segunda dose 2 meses depois. Se houver necessidade de flexibilidade no esquema de vacinação, a segunda dose pode ser administrada entre 2 a 6 meses após a primeira dose.

Para indivíduos imunodeficientes,imunossuprimidos ou com probabilidade de se tornarem imunossuprimidos devido à doença conhecida ou terapia e que se beneficiariam de um esquema de vacinação mais curto, a segunda dose pode ser administrada 1 a 2 meses após a dose inicial (consulte Efeitos Farmacodinâmicos).

Não foi estabelecida a necessidade de doses de reforço seguindo o esquema primário de vacinação.

Shingrix pode ser administrada com o mesmo esquema em indivíduos previamente vacinados com a vacina1 viva atenuada de HZ (consulte Efeitos Farmacodinâmicos).

Uso pediátrico: a segurança e eficácia em indivíduos menores de 18 anos não foi estabelecida.

Shingrix não está indicada na prevenção da infecção51 primária por varicela6 (catapora78).

Modo de administração

Shingrix deve apenas ser usada para injeção intramuscular79, de preferência no músculo deltoide80.

Para instruções sobre a reconstituição do medicamento antes da administração, consulte Uso e Manuseio.

Uso e Manuseio

O pó e a suspensão devem ser inspecionados visualmente quanto a partículas estranhas e/ou variação de aspecto. Se algum deles for observado, não reconstitua a vacina1.

Como preparar Shingrix

Shingrix deve ser reconstituída antes da administração.

  1. Retire todo o conteúdo do frasco que contém a suspensão com a seringa81.
  2. Adicione todo o conteúdo da seringa81 no frasco que contém o pó.
  3. Agite suavemente até o pó estar completamente dissolvido.

A vacina1 reconstituída é um líquido opalescente, incolor a marrom pálido.

A vacina1 reconstituída deve ser inspecionada visualmente quanto a partículas estranhas e/ou variação de aspecto. Se algum deles for observado, não administre a vacina1.

Após a reconstituição, a vacina1 deve ser usada imediatamente; se isso não for possível, a vacina1 deve ser armazenada em uma geladeira (2°C – 8°C). Se não for utilizada dentro de 6 horas, deve ser descartada.

Antes da administração:

  1. Retire todo o conteúdo do frasco que contém a vacina1 reconstituída com a seringa81.
  2. Troque a agulha por uma nova, para administrar a vacina1.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser descartados de acordo com os requisitos locais.

Incompatibilidades

Este medicamento não deve ser misturado com outros medicamentos.

REAÇÕES ADVERSAS

Resumo do perfil de segurança

Em adultos com 50 anos ou mais, as reações adversas mais frequentes por dose foram: dor no local da injeção59, total 68,1% (severa 3,8%); mialgia82, total 32,9% (severa, 2,9%); fadiga67, total 32,2% ( severa, 3,0%); cefaleia83, total 26,3% (severa, 1,9%). A maioria dessas reações não durou muito (duração mediana de 2 a 3 dias). As reações relatadas como severas duraram de 1 a 2 dias.

Em adultos ≥ 18 anos de idade que são imunodeficientes ou imunossuprimidos por doença ou terapia (denominados imunocomprometidos (IC)), o perfil de segurança foi consistente com o observado em adultos com 50 anos ou mais. Existem dados limitados em adultos de 18 a 49 anos com risco aumentado de HZ que não são IC.

No geral, houve maior incidência22 de algumas reações adversas em faixas etárias mais jovens:

  • estudos em adultos de IC ≥ 18 anos de idade (análise agrupada): a incidência22 de dor no local da injeção59, fadiga67, mialgia82, dor de cabeça84, calafrios77 e febre76 foi maior em adultos de 18 a 49 anos em comparação com aqueles com 50 anos ou mais.
  • estudos em adultos ≥ 50 anos de idade (análise agrupada): a incidência22 de mialgia82, fadiga67, dor de cabeça84, calafrios77, febre76 e sintomas85 gastrointestinais foi maior em adultos de 50 a 69 anos em comparação com aqueles com 70 anos ou mais.

Lista tabulada de reações adversas

O perfil de segurança apresentado abaixo baseia-se em uma análise agrupada de dados gerados em estudos clínicos controlados por placebo12 em 5.887 adultos de 50 a 69 anos de idade e 8.758 adultos ≥ 70 anos de idade.

As reações podem ser classificadas em:

Categoria

Frequência

Muito comum

≥ 10%

Comum

≥ 1% e < 10%

Incomum

≥ 0,1% e < 1%

Raro

≥ 0,01% e < 0,1%

Muito raro

< 0,01%

Desconhecida

Não pode ser estimada pelos dados disponíveis

Em estudos clínicos em adultos de IC ≥ 18 anos de idade (1.587 indivíduos) o perfil de segurança é consistente com os dados apresentados na Tabela abaixo.

Dentro de cada frequência, as reações adversas são relatadas na ordem de diminuição da seriedade.

Classe de Sistemas de Órgãos1

Frequência

Reações adversas

Distúrbios do sangue46 e do sistema linfático86

incomum

Linfadenopatia

Distúrbios do sistema nervoso87

Muito comum

Cefaleia83

Distúrbios gastrointestinais

Muito comum

Sintomas85 gastrointestinais (incluindo náusea88, vômito89, diarreia90 e/ou dor abdominal)

Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo91

Muito comum

Mialgia82

Incomum

Artralgia92

 

Distúrbios gerais e condições no local de administração

Muito comum

Reações no local da injeção59 (como dor, vermelhidão, inchaço93), fadiga67, calafrios77, febre76

Comum

Prurido94 no local da injeção59, mal-estar

1De acordo com a MedDRA (dicionário médico para atividades regulatórias) terminologia.

Em um estudo clínico incluindo 865 adultos ≥ 50 anos de idade, febre76 e calafrios77 foram relatados com mais frequência quando a vacina1 PPV23 foi coadministrada com Shingrix (16% e 21%, respectivamente) em comparação com quando Shingrix foi administrado isoladamente (7% para ambos reações adversas).

Dados pós-comercialização

Classe de Sistemas de Órgãos

Frequência

Reações adversas

Distúrbios do sistema imune31

Rara

reações de hipersensibilidade, incluindo erupção26 cutânea27, urticária95, angioedema96

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

SUPERDOSE

Nenhum caso de superdose foi relatado.

Em caso de intoxicação, ligue para 0800 722 6001 se você precisar de mais orientações.

DIZERES LEGAIS


VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
 

Reg. MS: 1.0107.0352
Farm. Resp.: Rafael Salles de Carvalho CRF-RJ Nº 12108

Fabricado por:
GlaxoSmithKline Biologicals S.A - Parc de La Noire Epine - Rue Flemming 20, 1300 - Wavre - Bélgica ou GlaxoSmithKline Biologicals – 637 Rue des Aulnois, 59230 - Saint-Amand-Les-Euax - França.

Embalado por:
GlaxoSmithKline Biologicals S.A - Parc de La Noire Epine – Rue Flemming 20, 1300 - Wavre - Bélgica ou GlaxoSmithKline Vacines S.r.L. - Bellaria-Rosia, 53018 – Soviccille - (Siena) - Itália.

Registrado e Importado por:
GlaxoSmithKline Brasil Ltda. Estrada dos Bandeirantes, 8.464 – Rio de Janeiro – RJ
CNPJ: 33.247.743/0001-10


SAC 0800 701 22 33

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
2 Zoster: Doença produzida pelo mesmo vírus que causa a varicela (Varicela-Zóster). Em pessoas que já tenham tido varicela, o vírus se encontra em forma latente e pode ser reativado produzindo as características manchas avermelhadas, vesículas e crostas no território de distribuição de um determinado nervo. Como seqüela pode deixar neurite, com dores importantes.
3 Liofilizado: Submetido à liofilização, que é a desidratação de substâncias realizada em baixas temperaturas, usada especialmente na conservação de alimentos, em medicamentos, etc.
4 Antígeno: 1. Partícula ou molécula capaz de deflagrar a produção de anticorpo específico. 2. Substância que, introduzida no organismo, provoca a formação de anticorpo.
5 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
6 Varicela: Doença viral freqüente na infância e caracterizada pela presença de febre e comprometimento do estado geral juntamente com a aparição característica de lesões que têm vários estágios. Primeiro são pequenas manchas avermelhadas, a seguir formam-se pequenas bolhas que finalmente rompem-se deixando uma crosta. É contagiosa, mas normalmente não traz maiores conseqüências à criança. As bolhas e suas crostas, se não sofrerem infecção secundária, não deixam cicatriz.
7 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
8 Ovário: Órgão reprodutor (GÔNADAS) feminino. Nos vertebrados, o ovário contém duas partes funcionais Sinônimos: Ovários
9 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
10 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
11 Neuralgia: Dor aguda produzida pela irritação de um nervo. Caracteriza-se por ser muito intensa, em queimação, pulsátil ou semelhante a uma descarga elétrica. Suas causas mais freqüentes são infecção, lesão metabólica ou tóxica do nervo comprometido.
12 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
13 Coorte: Grupo de indivíduos que têm algo em comum ao serem reunidos e que são observados por um determinado período de tempo para que se possa avaliar o que ocorre com eles. É importante que todos os indivíduos sejam observados por todo o período de seguimento, já que informações de uma coorte incompleta podem distorcer o verdadeiro estado das coisas. Por outro lado, o período de tempo em que os indivíduos serão observados deve ser significativo na história natural da doença em questão, para que haja tempo suficiente do risco se manifestar.
14 Comorbidades: Coexistência de transtornos ou doenças.
15 Células-tronco: São células primárias encontradas em todos os organismos multicelulares que retêm a habilidade de se renovar por meio da divisão celular mitótica e podem se diferenciar em uma vasta gama de tipos de células especializadas.
16 Imunossupressor: Medicamento que suprime a resposta imune natural do organismo. Os imunossupressores são dados aos pacientes transplantados para evitar a rejeição de órgãos ou para pacientes com doenças autoimunes.
17 Mieloma: Variedade de câncer que afeta os linfócitos tipo B, encarregados de produzir imunoglobulinas. Caracteriza-se pelo surgimento de dores ósseas, freqüentemente a nível vertebral, anemia, insuficiência renal e um estado de imunodeficiência crônica.
18 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
19 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
20 Linfoma: Doença maligna que se caracteriza pela proliferação descontrolada de linfócitos ou seus precursores. A pessoa com linfoma pode apresentar um aumento de tamanho dos gânglios linfáticos, do baço, do fígado e desenvolver febre, perda de peso e debilidade geral.
21 Leucemia: Doença maligna caracterizada pela proliferação anormal de elementos celulares que originam os glóbulos brancos (leucócitos). Como resultado, produz-se a substituição do tecido normal por células cancerosas, com conseqüente diminuição da capacidade imunológica, anemia, distúrbios da função plaquetária, etc.
22 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
23 Cálculo: Formação sólida, produto da precipitação de diferentes substâncias dissolvidas nos líquidos corporais, podendo variar em sua composição segundo diferentes condições biológicas. Podem ser produzidos no sistema biliar (cálculos biliares) e nos rins (cálculos renais) e serem formados de colesterol, ácido úrico, oxalato de cálcio, pigmentos biliares, etc.
24 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
25 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
26 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
27 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
28 Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. É produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
29 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
30 Imunidade: Capacidade que um indivíduo tem de defender-se perante uma agressão bacteriana, viral ou perante qualquer tecido anormal (tumores, enxertos, etc.).
31 Sistema imune: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
32 Antígenos: 1. Partículas ou moléculas capazes de deflagrar a produção de anticorpo específico. 2. Substâncias que, introduzidas no organismo, provocam a formação de anticorpo.
33 Linfonodo: Gânglio ou nodo linfático.
34 Drenagem: Saída ou retirada de material líquido (sangue, pus, soro), de forma espontânea ou através de um tubo colocado no interior da cavidade afetada (dreno).
35 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
36 Humoral: 1. Relativo a humor. 2. Em fisiologia, relativo a ou próprio do conjunto de líquidos do organismo (sangue, linfa, líquido cefalorraquidiano).
37 ATP: Adenosina Trifosfato (ATP) é nucleotídeo responsável pelo armazenamento de energia. Ela é composta pela adenina (base azotada), uma ribose (açúcar com cinco carbonos) e três grupos de fosfato conectados em cadeia. A energia é armazenada nas ligações entre os fosfatos. O ATP armazena energia proveniente da respiração celular e da fotossíntese, para consumo imediato, não podendo ser estocada. A energia pode ser utilizada em diversos processos biológicos, tais como o transporte ativo de moléculas, síntese e secreção de substâncias, locomoção e divisão celular, dentre outros.
38 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
39 Célula: Unidade funcional básica de todo tecido, capaz de se duplicar (porém algumas células muito especializadas, como os neurônios, não conseguem se duplicar), trocar substâncias com o meio externo à célula, etc. Possui subestruturas (organelas) distintas como núcleo, parede celular, membrana celular, mitocôndrias, etc. que são as responsáveis pela sobrevivência da mesma.
40 Citocinas: Citoquina ou citocina é a designação genérica de certas substâncias segregadas por células do sistema imunitário que controlam as reações imunes do organismo.
41 HIV: Abreviatura em inglês do vírus da imunodeficiência humana. É o agente causador da AIDS.
42 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
43 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.
44 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
45 Citocina: Citoquina ou citocina é a designação genérica de certas substâncias segregadas por células do sistema imunitário que controlam as reações imunes do organismo.
46 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
47 IMC: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
48 Recorrência: 1. Retorno, repetição. 2. Em medicina, é o reaparecimento dos sintomas característicos de uma doença, após a sua completa remissão. 3. Em informática, é a repetição continuada da mesma operação ou grupo de operações. 4. Em psicologia, é a volta à memória.
49 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
50 Imunização: Processo mediante o qual se adquire, de forma natural ou artificial, a capacidade de defender-se perante uma determinada agressão bacteriana, viral ou parasitária. O exemplo mais comum de imunização é a vacinação contra diversas doenças (sarampo, coqueluche, gripe, etc.).
51 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
52 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
53 Intravascular: Relativo ao interior dos vasos sanguíneos e linfáticos, ou que ali se situa ou ocorre.
54 Subcutânea: Feita ou situada sob a pele; hipodérmica.
55 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
56 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
57 Síncope: Perda breve e repentina da consciência, geralmente com rápida recuperação. Comum em pessoas idosas. Suas causas são múltiplas: doença cerebrovascular, convulsões, arritmias, doença cardíaca, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar, hipoglicemia, intoxicações, hipotensão postural, síncope situacional ou vasopressora, infecções, causas psicogênicas e desconhecidas.
58 Psicogênica: 1. Relativo à psicogenia ou psicogênese, ou seja, relativo à origem e desenvolvimento do psiquismo. 2. Relativo a ou próprio de fenômenos somáticos com origem psíquica.
59 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
60 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
61 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
62 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
63 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
64 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
65 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
66 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
67 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
68 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
69 Farmacologia: Ramo da medicina que estuda as propriedades químicas dos medicamentos e suas respectivas classificações.
70 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.
71 Influenza: Doença infecciosa, aguda, de origem viral que acomete o trato respiratório, ocorrendo em epidemias ou pandemias e frequentemente se complicando pela associação com outras infecções bacterianas.
72 Difteria: Doença infecto-contagiosa que afeta as vias respiratórias superiores, caracterizada pela produção de uma falsa membrana na garganta como resultado da ação de uma toxina bacteriana. Este microorganismo é denominado Corinebacterium difteriae, e é capaz de produzir doença neurológica e cardíaca também.Atualmente, está disponível uma vacina eficiente (a tríplice ou DPT) para esta doença, que tem tornado-se rara.
73 Tétano: Toxinfecção produzida por uma bactéria chamada Clostridium tetani. Esta, ao infectar uma ferida cutânea, produz uma toxina (tetanospasmina) altamente nociva para o sistema nervoso que produz espasmos e paralisia dos nervos afetados. Pode ser fatal. Existe vacina contra o tétano (antitetânica) que deve ser tomada sempre que acontecer um traumatismo em que se suspeita da contaminação por esta bactéria. Se a contaminação for confirmada, ou se a pessoa nunca recebeu uma dose da vacina anteriormente, pode ser necessário administrar anticorpos exógenos (de soro de cavalo) contra esta toxina.
74 Coqueluche: Infecção bacteriana das vias aéreas caracterizada por tosse repetitiva de som metálico. Pode também ser denominada tosse ferina, tosse convulsa ou tosse comprida, e é produzida por um microorganismo chamado Bordetella pertussis.
75 Gripe: Doença viral adquirida através do contágio interpessoal que se caracteriza por faringite, febre, dores musculares generalizadas, náuseas, etc. Sua duração é de aproximadamente cinco a sete dias e tem uma maior incidência nos meses frios. Em geral desaparece naturalmente sem tratamento, apenas com medidas de controle geral (repouso relativo, ingestão de líquidos, etc.). Os antibióticos não funcionam na gripe e não devem ser utilizados de rotina.
76 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
77 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
78 Catapora: Doença infecciosa aguda, comum na infância, também chamada de varicela. Ela é provocada por vírus e caracterizada por febre e erupção maculopapular rápida, seguida de erupção de vesículas eritematosas muito pruriginosas.
79 Injeção intramuscular: Injetar medicamento em forma líquida no músculo através do uso de uma agulha e seringa.
80 Deltoide: 1. Que apresenta a forma triangular de um delta (“letra do alfabeto grego”). 2. Em botânica, diz-se do que é ovado e com os dois lados e a base retilíneos, ou quase, assemelhando-se a um triângulo (diz-se de folha). 3. Em geometria, quadrilátero não convexo, com dois pares de lados adjacentes iguais. 4. Em anatomia, o deltoide é um músculo em forma de triângulo, que cobre a cintura escápulo-umeral e a estrutura do ombro.
81 Seringa: Dispositivo usado para injetar medicações ou outros líquidos nos tecidos do corpo. A seringa de insulina é formada por um tubo plástico com um êmbolo e uma agulha pequena na ponta.
82 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
83 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
84 Cabeça:
85 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
86 Sistema Linfático: Um sistema de órgãos e tecidos que processa e transporta células imunes e LINFA.
87 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
88 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
89 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
90 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
91 Tecido conjuntivo: Tecido que sustenta e conecta outros tecidos. Consiste de CÉLULAS DO TECIDO CONJUNTIVO inseridas em uma grande quantidade de MATRIZ EXTRACELULAR.
92 Artralgia: Dor em uma articulação.
93 Inchaço: Inchação, edema.
94 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
95 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
96 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).

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