Bextra IM/IV

PFIZER

Atualizado em 03/06/2015

Bextra® IM/IV
parecoxibe sódico
PARTE I

Identificação do Produto da Bextra Im/Iv

Nome: Bextra® IM/IVNome genérico: parecoxibe sódico
Forma farmacêutica e apresentações:
Bextra® IM/IV pó liofilizado1 40 mg em embalagem contendo 10 frascos-ampola.
USO ADULTO
USO INJETÁVEL POR VIA INTRAVENOSA OU INTRAMUSCULAR
Composição:

Cada frasco-ampola de Bextra® IM/IV 40 mg contém parecoxibe sódico equivalente a 40 mg de parecoxibe.
Excipientes: fosfato de sódio dibásico, ácido fosfóricoa e hidróxido de sódioa.
a = para ajuste de pH.
PARTE II
USO RESTRITO A HOSPITAIS
Este produto é de uso restrito a hospitais ou ambulatórios especializados e deve ser manipulado apenas por pessoal treinado. As informações ao paciente serão fornecidas pelo médico assistente, conforme necessário.
Bextra® IM/IV (parecoxibe) é um antiinflamatório e analgésico2 pertencente ao grupo de medicamentos denominados inibidores específicos da cicloxigenase 2 (COX-2).
Após sua administração, Bextra® IM/IV é rapidamente transformado em valdecoxibe.
Bextra® IM/IV atua como inibidor específico da COX-2 tanto central como perifericamente, inibindo a produção de prostaglandinas3, causadoras da inflamação4 e dor.
Bextra® IM/IV é indicado para a prevenção e tratamento de dor pós-operatória em adultos.
Além disso, no tratamento de condições dolorosas no período pós-operatório que requerem o uso de opióides, Bextra® IM/IV reduz significativamente o consumo destes medicamentos.
Bextra® IM/IV deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC), protegido da luz. Não refrigerar. Após a reconstituição, deve ser armazenado em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C), protegido da luz e pode ser utilizado dentro de 24 horas. Descartar após esse período. O produto reconstituído não deve ser refrigerado ou congelado.
O prazo de validade está indicado na embalagem externa do produto. Não use medicamento com o prazo de validade vencido, pode ser perigoso para sua saúde5.
Deve-se evitar a administração de Bextra® IM/IV no terceiro trimestre de gravidez6. Bextra® IM/IV só deve ser usado durante a gravidez6 se o benefício potencial justificar o risco potencial para o feto7.
Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez6 na vigência do tratamento ou após o seu término.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Não se sabe se Bextra® IM/IV é excretado no leite materno. Informe ao seu médico caso esteja amamentando.
Bextra® IM/IV deve ser administrado por via intravenosa ou intramuscular.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Bextra® IM/IV pode interagir com outros fármacos, como fluconazol, cetoconazol, inibidores da ECA, diuréticos8, lítio e varfarina, entre outros (vide "Interações Medicamentosas").
É muito importante informar ao seu médico caso esteja usando outros medicamentos antes do início ou durante o tratamento com Bextra® IM/IV.
Informe ao seu médico o aparecimento de qualquer reação desagradável durante o tratamento com Bextra® IM/IV, tais como hipotensão9, lombalgia10, tontura11, osteíte alveolar, constipação12, flatulência, equimose13, agitação, insônia, aumento do suor, prurido14, entre outras. Na experiência pós-comercialização observaram-se as seguintes reações adversas: náusea15, vômito16, eritema multiforme17, síndrome de Stevens-Johnson18, insuficiência renal19, insuficiência renal19 aguda, reações de hipersensibilidade incluindo anafilaxia20 e angioedema21, necrólise epidérmica tóxica22, dermatite23 esfoliativa, entre outras (vide "Reações Adversas").
Bextra® IM/IV é contra-indicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida ao parecoxibe ou valdecoxibe e a outros componentes da fórmula. Bextra® IM/IV é também contra-indicado a pacientes que demonstraram reações do tipo alérgica a sulfonamidas. Bextra® IM/IV não deve ser administrado em pacientes que tenham tido asma24, urticária25 ou reações alérgicas depois de terem usado ácido acetilsalicílico, antiinflamatórios não-esteróides (AINE) ou outros inibidores específicos da enzima26 cicloxigenase 2. Bextra® IM/IV também é contra-indicado a paciente em tratamento da dor pós-operatória imediatamente após cirurgia de revascularização do miocárdio27.
Informe ao seu médico se você é portador de doença renal28 ou hepática29.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
NÃO TOME MEDICAMENTOS SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO; PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE5.
PARTE III

Informações Técnicas da Bextra Im/Iv

Propriedades Farmacodinâmicas
O parecoxibe é o pró-fármaco30 de valdecoxibe. O valdecoxibe é um membro da classe dos fármacos antiinflamatórios não-esteróides (AINEs), que, em modelos animais, apresenta atividades antiinflamatória, analgésica e antipirética. O parecoxibe é administrado na forma de seu sal sódico e é rapidamente convertido em valdecoxibe. Assim, a farmacologia31 in vivo de parecoxibe é a mesma de valdecoxibe. Acredita-se que o mecanismo de ação de valdecoxibe é a inibição da síntese de prostaglandinas3 mediadas pela inibição da cicloxigenase 2 (COX-2). Em concentrações plasmáticas terapêuticas em humanos, valdecoxibe não inibe a cicloxigenase 1 (COX-1).
Devido à inibição da COX-2 central e periférica, valdecoxibe reduz a produção de prostaglandinas3, importantes mediadores da dor e inflamação4. Em modelos animais, a atividade analgésica de valdecoxibe não é reversível pela naloxona. Portanto, parecoxibe não tem potencial para causar dependência, sedação32 ou depressão respiratória, como observado nos agentes analgésicos33 opióides.
Quando administrado nas doses recomendadas para o alívio de dor pós-cirúrgica, o início da analgesia se deu em 7-14 minutos e atingiu efeito máximo em 2 horas em mais de 80% dos pacientes. A duração da analgesia foi dependente da dose e do padrão da dor.
A eficácia do parecoxibe foi estabelecida nos estudos de dor no pós-operatório de cirurgia dentária, ginecológica (histerectomia34), ortopédica (prótese35 de joelho e quadril) e de revascularização do miocárdio27 (vide "Contra-indicações"). O primeiro efeito analgésico2 perceptível ocorreu em 7-13 minutos, com analgesia clinicamente significativa alcançada em 23-39 minutos e o efeito máximo foi alcançado dentro de 2 horas após a administração de doses únicas de 40 mg IV ou IM de parecoxibe. A magnitude do efeito analgésico2 da dose de 40 mg foi comparável à do cetorolaco 60 mg IM ou do cetorolaco 30 mg IV. Após uma dose única, a duração da analgesia foi dependente da dose e do modelo de dor clínica, e variou de 6 a mais de 12 horas.
Efeitos poupadores de Opióides
O parecoxibe, nas doses recomendadas, reduziu de forma significativa o consumo de opióides e os efeitos adversos relacionados aos opióides relatados pelos pacientes (fadiga36, sonolência, confusão, dificuldade de concentração, tontura11, náuseas37, constipação12, dificuldade para urinar, coceira, ânsia de vômito16/vômitos38), ao mesmo tempo em que proporcionou maior alívio da dor em comparação com os opióides apenas.
No principal estudo de segurança em cirurgia ortopédica/ geral, a redução no uso de opióides com o tratamento com o parecoxibe nos Dias 2 e 3 foi de 37% e 28%, respectivamente. O benefício clínico deste consumo de opióides significativamente reduzido pelo parecoxibe em comparação com o placebo39 foi demonstrado nos dias nos Dias 2 e 3 por uma redução significativa (38%, 30% respectivamente) no escore global composto de freqüência, gravidade e inconveniência dos efeitos adversos relacionados aos opióides. Estudos adicionais em outros ambientes cirúrgicos confirmaram tanto a redução no consumo de opióides como o benefício clínico do efeito poupador destes.
Plaquetas40
Nos estudos clínicos que avaliaram pacientes adultos jovens (18-55 anos) e idosos (65-83 anos), doses únicas e múltiplas por até 7 dias com parecoxibe 20 mg e 40 mg duas vezes ao dia, não apresentaram efeito sobre a agregação plaquetária ou tempo de sangramento. Por comparação, cetorolaco 15 mg e 30 mg em dose única, ou após 5 dias de tratamento, reduziu significativamente a agregação plaquetária e aumentou significativamente o tempo de sangramento. O parecoxibe (40 mg a cada 12 horas) não apresentou um efeito clinicamente significativo sobre a inibição da função plaquetária mediada pelo ácido acetilsalicílico, e não alterou os efeitos farmacodinâmicos da heparina sobre o Tempo de Tromboplastina41 Parcial ativada (TTPA) ou sobre as plaquetas40, em comparação com o placebo39.
Estudos Gastrintestinais
Em estudos de curta duração (7 dias), a incidência42 de úlceras43 ou erosões gastroduodenais observadas por endoscopia44 em voluntários jovens e idosos saudáveis (? 65 anos) que receberam o parecoxibe (5-21%), embora maior do que a dos que receberam o placebo39 (5- 12%), foi significativamente menor do ponto de vista estatístico do que a incidência42 observada com AINEs (66-90%).
Estudos de Segurança no Pós-Operatório de Cirurgia de Revascularização do Miocárdio27
Além do relato de eventos adversos de rotina, categorias de eventos pré-especificadas, julgadas por um comitê independente de especialistas, foram examinadas em dois estudos de segurança controlados por placebo39 nos quais os pacientes receberam parecoxibe sódico por pelo menos 3 dias e, em seguida, tiveram a terapia trocada para valdecoxibe oral por uma duração total de 10-14 dias.
Todos os pacientes receberam o padrão de tratamento de analgesia durante a terapia.
Os pacientes receberam uma baixa dose de ácido acetilsalicílico antes da randomização e ao longo de dois estudos de cirurgia de revascularização do miocárdio27.
O primeiro estudo de cirurgia de revascularização do miocárdio27 avaliou pacientes tratados com parecoxibe sódico 40 mg duas vezes ao dia por via intravenosa por um mínimo de 3 dias, seguido de um tratamento com valdecoxibe 40 mg duas vezes ao dia (grupo parecoxibe sódico/valdecoxibe) (n=311) ou placebo39/placebo39 (n=151) em um estudo duplocego e controlado por placebo39 de 14 dias de duração. Houve uma incidência42 significativamente maior (p<0,05) de eventos cardiovasculares/ tromboembólicos (infarto do miocárdio45, isquemia46, acidente vascular cerebral47, trombose venosa profunda48 e embolia49 pulmonar) detectados no grupo de tratamento parecoxibe/valdecoxibe em comparação com o grupo de tratamento placebo39/placebo39 para o período de administração IV (2,2% e 0,0% respectivamente) e por todo o período de estudo (4,8% e 1,3% respectivamente). Complicações da ferida cirúrgica (a maioria envolvendo cortes do esterno50) foram observadas em uma taxa aumentada no tratamento com parecoxibe/valdecoxibe.
No segundo estudo de cirurgia de revascularização do miocárdio27, foram avaliadas quatro categorias de eventos pré-especificados (cardiovascular/ tromboembólicos; disfunção renal28/ insuficiência renal19; úlcera51/ sangramento do trato gastrintestinal superior52; complicação da ferida cirúrgica). Os pacientes foram randomizados nas 24 horas pós-cirurgia de revascularização do miocárdio27: dose inicial de parecoxibe 40 mg IV, em seguida 20 mg IV a cada 12 horas por um mínimo de 3 dias seguido de valdecoxibe VO (20 mg a cada 12 horas) (n=544) pelo período de tratamento restante de 10 dias; placebo39 IV seguido de valdecoxibe VO (n=544); ou placebo39 IV seguido de placebo39 VO (n=548). Uma incidência42 significativamente maior (p=0,033) de eventos da categoria cardiovascular/ tromboembólica foi detectada no grupo de tratamento parecoxibe/valdecoxibe (2,0%) em comparação com o grupo de tratamento placebo39/placebo39 (0,5%).
O tratamento com placebo39/valdecoxibe também foi associado a uma incidência42 maior de eventos cardiovasculares tromboembólicos versus tratamento com placebo39, porém esta diferença não atingiu significância estatística. Três de seis eventos cardiovasculares tromboembólicos do grupo de tratamento placebo39/valdecoxibe ocorreram durante o período de tratamento com placebo39; estes pacientes não receberam o valdecoxibe. Os eventos pré-especificados que ocorreram com a incidência42 mais alta de todos os três grupos de tratamento envolveram a categoria de complicações da ferida cirúrgica, incluindo infecções53 e alterações da cicatrização do esterno50.
Não houve diferenças significativas entre os tratamentos ativos e o placebo39 para qualquer uma das outras categorias de eventos pré-especificados (disfunção/insuficiência renal19, complicações de úlceras43 do trato gastrintestinal superior52 ou complicações de corte cirúrgico).
O parecoxibe ainda não foi estudado em outros procedimentos de revascularização cardiovascular diferentes do de revascularização do miocárdio27.
Em uma análise de 17 estudos controlados em cirurgias de grande porte, não-cardíaca, onde a maioria dos pacientes foi tratada por 2 dias, os pacientes que receberam o parecoxibe não apresentaram risco aumentado de eventos adversos cardiovasculares em comparação com o placebo39. Incluindo pacientes com nenhum, um ou dois fatores de risco cardiovascular. Esta análise possui cerca de 77% de poder para detectar uma duplicação da taxa histórica de eventos adversos cardiovasculares em pacientes tratados com o parecoxibe.
Em um estudo principal de grande porte (N=1050) em cirurgia ortopédica/ geral, os pacientes receberam uma dose inicial de parecoxibe 40 mg IV, seguida de 20 mg IV a cada 12 horas por um mínimo de 3 dias seguido de valdecoxibe VO (20 mg a cada 12 horas) (n=525) pelo período de tempo restante de tratamento de 10 dias, ou placebo39 IV seguido de placebo39 VO (n=525). Não houve diferenças significativas no perfil de segurança global, incluindo cardiovascular/ tromboembólicos; disfunção renal28/ insuficiência renal19; úlcera51/sangramento do trato gastrintestinal superior52; complicação da ferida cirúrgica, para parecoxibe sódico/valdecoxibe em comparação com o tratamento placebo39 nestes pacientes pós-cirúrgicos.
Propriedades Farmacocinéticas
Após administração por injeção54 IV ou IM, parecoxibe é rapidamente convertido em valdecoxibe, a substância farmacologicamente ativa, por hidrólise enzimática no fígado55.
Absorção
A exposição de valdecoxibe após dose única de parecoxibe, como medido tanto pela área sob a curva (AUC) quanto pela concentração máxima (Cmáx), é quase linear na faixa de doses clínicas. A AUC e a Cmáx após duas administrações diárias é linear até 50 mg IV e 20 mg IM. O estado de equilíbrio das concentrações plasmáticas de valdecoxibe foi atingido em 4 dias com o esquema posológico de 2 vezes ao dia.
Após dose única de 20 mg de parecoxibe sódico por via IV e IM, a Cmáx de valdecoxibe é atingida em aproximadamente 30 minutos e 1 hora, respectivamente.
O parecoxibe na dose de 20 mg IV apresentou: Cmáx = 4679 ng/mL; Tmáx = 0,036 h; T1/2 efetivo = 0,381 h e AUC ? 699 h.ng/mL. Nas mesmas condições, valdecoxibe apresentou: Cmáx = 384 ng/mL; Tmáx = 0,542 h; T1/2 efetivo = 6,81 h e AUC ? 2358 h.ng/mL.
O parecoxibe na dose de 20 mg IM apresentou: Cmáx = 1255 ng/mL; Tmáx = 0,217 h; T1/2 efetivo = 0,340 h e AUC ? 663 h.ng/mL. Nas mesmas condições, valdecoxibe apresentou: Cmáx = 377 ng/mL; Tmáx = 0,890 h; T1/2 efetivo = 6,56 h e AUC = 2383 h.ng/mL.
Exposição de valdecoxibe foi similar em relação a AUC e Cmáx após administração IV e IM. Exposição de parecoxibe foi similar após administração IV ou IM em relação à AUC. A Cmáx média de parecoxibe após administração IM foi menor comparado à IV em bolus56, que é atribuído à absorção extravascular57 mais lenta após administração IM. Essas reduções não foram consideradas clinicamente importantes uma vez que a Cmáx de valdecoxibe é comparável após administração IM e IV de parecoxibe sódico.
Distribuição
O volume de distribuição de valdecoxibe depois de sua administração IV é de aproximadamente 55 litros. A ligação às proteínas58 plasmáticas é de aproximadamente 98% na faixa de concentração (0,21 - 2,38 mcg/mL) atingida com a máxima dose recomendada de 80 mg/dia. O valdecoxibe, mas não parecoxibe, difunde-se extensivamente para o interior dos eritrócitos59 (razão de concentração plasmática/ eritrócitos59 ? 4 para 1 e razão sangue60/plasma61 ? 2,5 para 1). Esta razão de difusão é constante no tempo e em concentrações sangüíneas terapêuticas. Portanto, a medição de concentrações plasmáticas de valdecoxibe em estudos farmacocinéticos é apropriada.
Metabolismo62
O parecoxibe é rápida e quase completamente convertido em valdecoxibe e ácido propiônico in vivo com meia-vida plasmática de aproximadamente 22 minutos. A taxa de conversão de parecoxibe para valdecoxibe não é afetada em pacientes com comprometimento hepático de leve a moderado. A eliminação do valdecoxibe é extensivamente por metabolização hepática29 envolvendo vias múltiplas, incluindo citocromo P-450 (CYP-isoenzimas 3A4 e CYP2C9) e glicuronidação (cerca de 20%) do radical sulfonamida. Identificou-se um metabólito63 do valdecoxibe (forma hidroxilada pela via do CYP-450) no plasma61 humano, que é ativo como um inibidor da COX-2. Ele representa cerca de 10% da concentração de valdecoxibe. Após metabolização deste, cerca de 5% é excretado na urina64 e fezes. A concentração reduzida desse composto sugere que ele não contribua de forma clinicamente significativa para os efeitos da administração de doses terapêuticas de parecoxibe sódico.
Excreção
O valdecoxibe é eliminado por metabolismo62 hepático com menos de 5% da dose excretada inalterada na urina64. Não se detecta parecoxibe inalterado na urina64 e apenas pequena quantidade é detectada nas fezes. Cerca de 70% da dose é excretada na urina64 como metabólitos65 inativos. O clearance plasmático (CLp) de valdecoxibe é de aproximadamente 6 L/h. Em pacientes submetidos à hemodiálise66 o CLp de valdecoxibe foi semelhante ao CLp em indivíduos saudáveis. A meia-vida de eliminação (T1/2) de valdecoxibe após administração IV ou IM de parecoxibe sódico é de aproximadamente 8 horas.
Populações Especiais
Geriátrica

As concentrações plasmáticas do estado de equilíbrio de valdecoxibe em pacientes idosos, quando ajustadas ao peso corporal, são cerca de 40% maiores que aquelas em jovens do sexo masculino. O ajuste da dose em idosos geralmente não é necessário. No entanto, em idosos pesando menos de 50 kg, deve-se iniciar o tratamento com metade da dose de Bextra® IM/IV (parecoxibe) usualmente recomendada (vide "Posologia").
Pediátrica
Bextra® IM/IV não foi estudado em pacientes menores de 18 anos de idade.
Raça
Diferenças farmacocinéticas relacionadas à raça não foram identificadas nos estudos clínicos e farmacocinéticos conduzidos até o momento.
Insuficiência hepática67
Recomenda-se a redução da dose à metade em pacientes com insuficiência hepática67 moderada (Classe B de Child-Pugh), uma vez que a exposição à valdecoxibe foi mais que duplicada (130%) nestes pacientes. No entanto, insuficiência hepática67 moderada não reduziu a conversão de parecoxibe em valdecoxibe. Pacientes com insuficiência hepática67 grave não foram estudados, portanto, não se recomenda o uso de parecoxibe nesses pacientes.
Insuficiência renal19
Em pacientes com insuficiência renal19 grave (clearance de creatinina68 < 30 mL/minuto) ou em pacientes predispostos à retenção hídrica, parecoxibe deve ser iniciado com a menor dose recomendada e a função renal28 do paciente deve ser monitorizada.

Indicações da Bextra Im/Iv

Bextra® IM/IV (parecoxibe) é indicado para a prevenção e tratamento de dor pós-operatória em adultos.Além disso, no tratamento de condições dolorosas no período pós-operatório que requeiram o uso de opióides, Bextra® IM/IV reduz significativamente o consumo destes medicamentos sem prejuízo da analgesia.
Nas situações acima, demonstrou-se a eficácia analgésica e a extensa utilidade clínica de parecoxibe (administrado por via parenteral) em múltiplos modelos clínicos de dor. A eficácia analgésica de Bextra® IM/IV foi determinada por várias medidas-padrão como escalas de intensidade e alívio da dor, além da avaliação global pelo paciente. A resposta analgésica de parecoxibe mostrou-se independente de idade, sexo ou gravidade da dor.
Bextra® IM/IV administrado 30 a 45 minutos antes da cirurgia retardou significativamente o surgimento de dor pós-operatória.
Não houve diferença significativa do perfil de segurança de Bextra® IM/IV administrado no pré ou pós-operatório.
Acredita-se que um dos motivos deste perfil de segurança está relacionado à ausência de efeito sobre a adesividade plaquetária. Estudos in vitro e comparações do tempo de sangramento entre pacientes recebendo parecoxibe ou AINEs convencionais, sugerem este benefício da inibição específica da COX-2.

Contra-Indicações da Bextra Im/Iv

Bextra® IM/IV (parecoxibe) é contra-indicado nas seguintes situações:
•  Pacientes com hipersensibilidade conhecida ao parecoxibe ou valdecoxibe e a outros componentes da fórmula;
•  Pacientes que demonstraram reações do tipo alérgica a sulfonamidas;
•  Pacientes que tenham tido asma24, urticária25 ou reações alérgicas depois do uso de ácido acetilsalicílico, AINEs ou outros inibidores específicos da COX-2. Nestes pacientes, podem ocorrer reações anafiláticas69 graves, raramente fatais (vide "Advertências e Precauções");
•  Pacientes em tratamento da dor pós-operatória imediatamente após cirurgia de revascularização do miocárdio27 (CABG).

Advertências e Precauções da Bextra Im/Iv

Efeitos cardiovascularesInibidores COX-2, classe da qual o parecoxibe faz parte, está associado com o aumento do risco de eventos adversos cardiovasculares e trombóticos70 quando administrados por muito tempo. A exata magnitude do risco associado com uma dose única ainda não foi determinado, assim como a exata duração da terapia associada com risco aumentado.
Dois estudos separados sobre a cirurgia de revascularização do miocárdio27 (CABG) mostraram que pacientes recebendo parecoxibe por no mínimo 3 dias seguidos e valdecoxibe via oral (o metabólito63 ativo do parecoxibe) por 7-14 dias, apresentaram aumento da incidência42 de eventos cardiovasculares e tromboembólicos (por ex. infarto do miocárdio45 e acidente vascular cerebral47) comparados com aqueles recebendo placebo39 (vide "Propriedades Farmacodinâmicas"). O parecoxibe é, portanto, contra-indicado, para o tratamento de dor pós-operatória imediata seguida de cirurgia CABG.
Efeitos Gastrintestinais (GI)
Em pacientes tratados com parecoxibe, ocorreu hemorragia71, ulceração72 ou perfuração do TGI superior. Os pacientes sob maior risco de desenvolvimento de complicação ulcerosa com AINEs são os idosos, aqueles com doença cardiovascular, os usuários de ácido acetilsalicílico ou os pacientes com história de doença do TGI ou doença ativa do TGI, tais como ulceração72, sangramento ou condições inflamatórias.
Bextra® IM/IV (parecoxibe) é um inibidor específico da COX-2 e não afeta a função da COX-1, como demonstram resultados de estudos clínicos relevantes. Não se sabe, contudo, como se aplicam ao parecoxibe as taxas de toxicidade73 gastrintestinal grave observadas com outros AINEs que inibem tanto a COX-1 quanto a COX-2.
Toxicidade73 gastrintestinal grave como sangramento, ulceração72 e perfuração do estômago74 ou duodeno75, pode ocorrer a qualquer momento, com ou sem sintomas76, em pacientes tratados com antiinflamatório não-esteróide (AINE). Outros sintomas76 gastrintestinais altos, como dispepsia77, podem ocorrer a qualquer momento durante a terapia com um AINE. Assim, os médicos devem estar atentos a esse risco, mesmo na ausência de sintomas76 prévios do trato gastrintestinal (GI).
Os pacientes devem ser informados dos sinais78 e/ou sintomas76 de toxicidade73 GI grave e das medidas a serem tomadas caso estes ocorram. Apesar dos efeitos sobre o trato GI serem mais freqüentes em tratamento prolongado, terapias de curta duração não estão fora de risco.
Bextra® IM/IV deve ser prescrito com cautela a pacientes com histórico de doença ulcerosa ou sangramento gastrintestinal alto. A maior parte dos relatos espontâneos de eventos GI fatais ocorrem em idosos e pacientes debilitados; portanto, cuidado especial deve ser empregado no tratamento desta população.
Para diminuir o risco potencial de um evento GI, deve-se usar a dose eficaz mais baixa e pelo menor tempo possível. Para pacientes79 de alto risco, deve-se considerar o uso de terapias que não envolvam AINEs.
Além de antecedente de doença ulcerosa, estudos epidemiológicos identificaram outras condições que podem aumentar o risco de sangramento GI: tratamento com corticosteróides e/ou anticoagulantes80, maior exposição aos AINEs, tabagismo, alcoolismo, idade avançada e mau estado geral.
Efeitos na Pele81
O valdecoxibe, a parte ativa do parecoxibe, contém o radical sulfonamida e em pacientes com história conhecida de alergia82 à sulfonamidas pode aumentar o risco de reações dermatológicas. Pacientes sem história prévia de alergia82 a sulfonamidas pode também estar sob risco de apresentar reações cutâneas83 graves.
Foram relatadas reações dermatológicas graves, incluindo eritema multiforme17 e síndrome de Stevens-Johnson18, através da vigilância pós-comercialização em pacientes que receberam Bextra® IM/IV. Também foram relatadas dermatite23 esfoliativa, eritema multiforme17 e síndrome de Stevens-Johnson18, necrólise epidérmica tóxica22 através da vigilância pós-comercialização em pacientes que receberam Bextra® IM/IV. Foram relatadas fatalidades devido à síndrome de Stevens-Johnson18 e necrólise epidérmica tóxica22 com valdecoxibe e não podem ser descartadas para Bextra® IM/IV. Os pacientes parecem estar sob um risco maior para esses eventos durante o início do tratamento; com o início dos eventos ocorrendo, na maioria dos casos, dentro das duas primeiras semanas de tratamento.
Bextra® IM/IV deve ser interrompido ao primeiro sinal84 de erupção85 cutânea86 (rash87), lesões88 na mucosa89 ou qualquer outro indicativo de hipersensibilidade. Reações dermatológicas graves também foram relatadas com outros inibidores da COX-2 durante a experiência pós-comercialização.
A freqüência desses eventos parece ser maior para valdecoxibe quando comparados a outros agentes da COX-2.
Reações Anafilactóides
Foram relatadas reações de hipersensibilidade (reações anafiláticas69 e angioedema21) durante a experiência pós-comercialização com valdecoxibe e Bextra® IM/IV (vide "Reações Adversas - Experiência Pós-Comercialização"). Essas reações ocorreram em pacientes com e sem história de reações alérgicas a sulfonamidas (vide "Contra-indicações").
Não foram descritas reações anafilactóides em pacientes recebendo Bextra® IM/IV em estudos clínicos. Contudo, podem ocorrer reações anafilactóides em pacientes sem exposição prévia conhecida a parecoxibe. Bextra® IM/IV não deve ser administrado a pacientes com a tríade do ácido acetilsalicílico (AAS). Este complexo de sintomas76 tipicamente ocorre em pacientes asmáticos que apresentam rinites com ou sem pólipos90 nasais, ou que apresentam broncoespasmo91 grave e potencialmente fatal, depois de tomar AAS ou outros AINEs (vide "Contra-indicações"). Deve-se procurar atendimento de emergência92 quando ocorrer uma reação anafilactóide.
O ácido acetilsalicílico (AAS) pode desencadear asma24 em pacientes asmáticos. Nestes pacientes a ocorrência de broncoespasmo91 grave pode ser fatal. Embora não esteja claro como isto se aplica ao parecoxibe, Bextra® IM/IV deve ser administrado com cautela nesses pacientes.
Uso com varfarina ou agentes similares
A co-administração de parecoxibe e varfarina causou um pequeno aumento da área sob a curva (AUC) da varfarina e também do tempo de protrombina93 (medido pelo International Normalized Ratio - INR). Embora os valores médios do INR tenham aumentado pouco com a co-administração de Bextra® IM/IV, a variabilidade diária individual dos valores do INR foi aumentada. A atividade anticoagulante94 deve ser monitorada, particularmente durante os primeiros dias, após o início do tratamento com Bextra® IM/IV em pacientes que estejam em uso de varfarina ou agentes similares, uma vez que estes pacientes apresentam um risco aumentado de complicações hemorrágicas95.
Retenção de Líquido e Edema96
Como acontece com outros fármacos conhecidos por inibir a síntese de prostaglandinas3, observaram-se retenção de líquido e edema96 em alguns pacientes em uso de Bextra® IM/IV. Portanto, Bextra® IM/IV deve ser usado com cuidado em pacientes com condições que predisponham à (ou sejam agravadas pela) retenção de líquido. Pacientes com insuficiência cardíaca congestiva97 ou hipertensão98 preexistentes devem ser monitorados cuidadosamente.
Efeitos Renais
Foi relatada insuficiência renal19 aguda durante a experiência pós-comercialização em pacientes recebendo Bextra® IM/IV (vide "Reações Adversas"). Pacientes com doença renal28 avançada em tratamento com Bextra® IM/IV devem ter a função renal28 cuidadosamente monitorada (vide "Posologia").
A administração de AINE por longo prazo pode resultar em necrose99 papilar e outras lesões88 renais. Toxicidade73 renal28 também foi descrita em pacientes nos quais as prostaglandinas3 renais têm papel compensatório na manutenção da perfusão renal28, por exemplo, pacientes com função renal28 prejudicada, insuficiência cardíaca100, disfunção hepática29, em uso de diuréticos8 ou inibidores da ECA, idosos ou intensamente desidratados. Nesses pacientes, a administração de um antiinflamatório não-esteróide pode causar redução dose-dependente na formação de prostaglandinas3 renais e, secundariamente, no fluxo sangüíneo renal28, o que pode precipitar uma descompensação do quadro clínico precedente. A interrupção da terapia com AINE é geralmente seguida pela recuperação do estado anterior ao tratamento.
Os efeitos renais de Bextra® IM/IV são semelhantes àqueles observados com os AINEs convencionais.
Recomenda-se cautela nos pacientes com doença renal28 preexistente.
Deve-se ter cuidado ao se iniciar o tratamento com Bextra® IM/IV em pacientes com desidratação101. É aconselhável reidratar os pacientes primeiro e, em seguida, iniciar o tratamento com Bextra® IM/IV.
Efeitos Hepáticos
Pacientes com insuficiência hepática67 grave (Classe C de Child-Pugh) não foram estudados. O uso de Bextra® IM/IV em pacientes com insuficiência hepática67 grave não é recomendado. Bextra® IM/IV deve ser utilizado com cautela quando administrado a pacientes com insuficiência hepática67 moderada (Classe B de Child-Pugh) e iniciado na menor dose recomendada (vide "Posologia").
Durante o tratamento com Bextra® IM/IV, qualquer paciente com sinais78 e/ou sintomas76 sugestivos de insuficiência hepática67, ou que tenha apresentado uma prova de função hepática29 anormal, deve ser monitorado cuidadosamente quanto ao desenvolvimento de uma reação hepática29 mais grave.
Geral
Por reduzir a inflamação4, Bextra® IM/IV pode diminuir a utilidade de sinais78 diagnósticos, como febre102, na detecção de infecções53.
Carcinogênese e Mutagênese
Não foram conduzidos estudos de longo prazo em animais para se avaliar a carcinogênese potencial do Bextra® IM/IV. Nenhuma evidência de mutagenicidade e clastogenicidade foi observada em testes de genotoxicidade com valdecoxibe. Bextra® IM/IV não alterou a fertilidade masculina e feminina em ratos.
Uso em Crianças
Não foram avaliadas a segurança e a eficácia em indivíduos menores de 18 anos.
Uso durante a Gravidez6
Não foi evidenciada teratogenicidade em estudos em ratos e coelhos. Estudos em ratos em doses maternalmente tóxicas e estudos em coelhos na dose máxima avaliável não revelaram efeitos embriotóxicos além de perda pós-implantação, que foi observada com outros fármacos que inibem a síntese de prostaglandina103.
Não há estudos em mulheres grávidas.
Bextra® IM/IV só deve ser usado durante a gravidez6 se o benefício potencial para a mãe justificar o risco potencial para o feto7.
Assim como com outros medicamentos que inibem a síntese de prostaglandinas3, deve-se evitar o uso de Bextra® IM/IV no último trimestre de gestação, uma vez que ele pode causar inércia uterina e fechamento prematuro do canal arterial104.
Bextra® IM/IV é um medicamento classificado na categoria C de risco de gravidez6. Portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Uso durante a Lactação105

Bextra® IM/IV e seu metabólito63 ativo são excretados no leite de ratas. Não se sabe se esses fármacos são excretados no leite humano. Como muitos fármacos são excretados no leite humano e por causa do potencial de reações adversas em crianças lactentes106 devido ao Bextra® IM/IV, deve-se decidir entre suspender o aleitamento ou o tratamento, levando em consideração a importância do fármaco30 para a mãe.
Efeitos na Habilidade de Dirigir e Operar Máquinas
Não foi estudado o efeito de Bextra® IM/IV sobre a capacidade de dirigir ou de operar máquinas.

Interações Medicamentosas da Bextra Im/Iv

Geral
Os estudos de interação medicamentosa foram realizados tanto com Bextra® IM/IV (parecoxibe) quanto com valdecoxibe, a forma ativa do fármaco30.
Em humanos, parecoxibe sofre extenso metabolismo62 hepático envolvendo as isoenzimas P450 3A4 e 2C9, e vias P450-independentes (por ex., glicuronidação). A administração concomitante de parecoxibe com inibidores conhecidos da CYP3A4 e da 2C9 pode resultar em aumento da AUC de parecoxibe.
Estudos in vitro com sistemas microssomais hepáticos humanos não demonstraram efeitos inibitórios significativos sobre as isoformas CYP3A4, 2D6, 2E1 e 1A2 por parecoxibe e valdecoxibe. A atividade inibitória fraca foi encontrada nas isoenzimas 2C9 e 2C19.
Específicas
interação com varfarina e agentes similares: vide "Advertências e Precauções".
•  fluconazol e cetoconazol: a área sob a curva (AUC) do valdecoxibe aumentou em 62% quando este foi administrado com fluconazol, um inibidor da CYP2C9, e em 38% quando administrado com cetoconazol, um inibidor da CYP3A4. Nos pacientes que estejam recebendo tratamento com fluconazol, Bextra® IM/IV deve ser administrado na menor dose recomendada. Não é necessário ajuste de dose em uso concomitante com cetoconazol (vide "Posologia").
inibidores da ECA: há relatos de que os AINEs possam diminuir o efeito anti-hipertensivo dos inibidores da enzima26 conversora de angiotensina (ECA). Não está claro, até o presente momento, como isto pode se aplicar a Bextra® IM/IV. Essa interação potencial deve ser levada em consideração em pacientes usando Bextra® IM/IV concomitantemente com inibidores da ECA.
•  diuréticos8: estudos clínicos demonstraram que AINEs, em alguns pacientes, podem reduzir o efeito natriurético da furosemida e tiazídicos pela inibição da síntese renal28 de prostaglandinas3.
lítio: valdecoxibe causou reduções significativas no clearance sérico do lítio (25%) e no clearance renal28 (30%) com uma área sob a curva sérica 34% maior em relação ao lítio isolado. A concentração sérica de lítio deve ser cuidadosamente monitorada ao se iniciar ou ao se modificar o tratamento com parecoxibe em pacientes que já recebam lítio.
•  contraceptivos orais (etinilestradiol/noretindrona): foram realizados estudos de interação entre valdecoxibe oral (comprimidos) e contraceptivos orais (etinilestradiol/noretindrona) e nenhum evento adverso sério ou significativo foi relatado. Neste estudo foram adimistrados 40 mg de Valdecoxibe oral 2 vezes ao dia em conjunto com um ciclo de 35 dias de Ortho Novum 1/35® ( doses de 35 ìg de etinilestradiol e 1 mg de noretindrona). Isto resultou em um aumento de 34% e 20% na concentração AUC de etinilestradiol e noretindrona, respectivamente. Não houve evidencia de aumento ou pico de LH ou FSH pré ovulatório. Não houve perda da eficácia do contraceptivo oral. Não foram relatados eventos adversos relacionados à trombose107 venosa.
•  outros: foram realizados estudos de interação entre Bextra® IM/IV e midazolam oral e IV, heparina, propofol, fentanila e alfentanila. Foram também realizados estudos de interação entre valdecoxibe e gliburida, metotrexato, fenitoína, omeprazol e diazepam. Nenhuma interação clinicamente importante foi observada nesses estudos.
Bextra® IM/IV 40 mg 2 vezes ao dia por 7 dias não produziu inibição clinicamente relevante no metabolismo62 pelo CYP2D6 envolvido na conversão de dextrometorfano em dextrorfano.
Não foram realizados estudos formais de interação entre parecoxibe e agentes anestésicos inalatórios, tais como óxido nitroso e isoflurano. No entanto, não há evidência de interação medicamentosa em estudos clínicos.
Bextra® IM/IV não tem efeito sobre a inibição da agregação plaquetária mediada pelo AAS em baixas doses ou sobre os tempos de sangramento. Os estudos clínicos indicam que parecoxibe pode ser administrado com doses baixas de AAS. Devido à ausência de efeitos plaquetários, Bextra® IM/IV não substitui AAS como profilaxia cardiovascular.

Reações Adversas da Bextra Im/Iv

Estudos ClínicosAs seguintes reações adversas foram relatadas em uma incidência42 igual ou maior do que 0,5% e maior ou igual ao placebo39 em pacientes que receberam Bextra® IM/IV (parecoxibe) em 13 estudos controlados de cirurgia oral e geral.

Eventos com incidência42 ? 1% e < 10%
Sistema nervoso autônomo108: hipotensão9
Geral: lombalgia10 (dor nas costas109)
Sistema nervoso central110 e periférico: tontura11
Sistema gastrintestinal: osteíte alveolar (por deslocamento do coágulo sangüíneo111 expondo o osso após extração dentária), constipação12, flatulência
Sistema sangüíneo: equimose13
Psiquiátrico: agitação, insônia
Pele81 e anexos112: aumento do suor, prurido14
Eventos com incidência42 ? 0,5% e < 1%
Local da injeção54: dor no local da injeção54
Sistema nervoso autônomo108: boca113 seca
Geral: astenia114, edema96 periférico
Sistema auditivo: dor de ouvido
Sistema cardíaco: bradicardia115
Metabólico e nutricional: hiperglicemia116
Sistema musculoesquelético: artralgia117
Sistema respiratório118: faringite119
Pele81 e anexos112: rash87, complicações dermatológicas pós-operatórias
Sistema urinário120: oligúria121
Após cirurgia de revascularização do miocárdio27, pacientes que receberam Bextra® IM/IV tiveram um maior risco de desenvolverem reações adversas, como reações cardiovasculares/tromboembólicas (por ex., infarto do miocárdio45 e acidente vascular cerebral47), infecções53 cirúrgicas ou complicações da cicatrização da ferida do esterno50.
Experiência Pós-Comercialização
Distúrbios gastrintestinais: náusea15, vômito16.
Na experiência pós-comercialização, foram relatados os seguintes eventos adversos raros e graves em associação ao uso de Bextra® IM/IV: eritema multiforme17, síndrome122 de Stevens Johnson, insuficiência renal19, insuficiência renal19 aguda e reações de hipersensibilidade incluindo anafilaxia20 e angioedema21 (vide "Advertências e Precauções").
Na experiência pós-comercialização, além do eritema multiforme17 e da síndrome122 de Stevens Johnson, necrólise epidérmica tóxica22 e dermatite23 esfoliativa foram relatadas durante o uso de valdecoxibe e não podem ser descartadas para o Bextra® IM/IV.

Posologia da Bextra Im/Iv

Bextra® IM/IV (parecoxibe) pode ser administrado por via IV ou IM em dose única ou em dose múltipla em regime regular ou quando necessário. Após o início do tratamento, a dose pode ser ajustada baseado na resposta do paciente. O tempo de duração do tratamento não deve exceder a 5 dias. Bextra® IM/IV só é indicado para pacientes79 que precisam de terapia parenteral e para aqueles em que um beneficio similar não pode ser obtido com terapia oral alternativa. É recomendado que os pacientes sejam transferidos para a terapia oral alternativa assim que indicado clinicamente.
Como o risco de doenças cardiovasculares123 associadas a inibidores específicos da ciclooxigenase-2 (COX-2) pode aumentar com a dose e duração da exposição, devem ser usadas a menor duração possível e a dose efetiva diária mais baixa. No entanto, a relevância desta descoberta para o uso de curto-prazo de parecoxibe no cenário pós-operatório não foi avaliado.
Analgesia Imediata
A dose única ou inicial recomendada para tratamento de dor é de 40 mg por via IM ou IV.
Prevenção da Dor Pós-operatória
A dose recomendada na administração pré-operatória é de 40 mg IM ou IV (preferencialmente IV), 30 a 45 minutos antes do procedimento cirúrgico. Pode ser necessário continuar o tratamento com Bextra® IM/IV no pós-operatório para adequar o efeito analgésico2.
Manutenção da Analgesia
Após a prevenção da dor pós-operatória ou da obtenção da analgesia inicial, pode-se repetir o uso de Bextra® IM/IV com 20 mg ou 40 mg a cada 6 a 12 horas. A dose diária máxima é de 80 mg por via IM ou IV.
Não se recomenda o uso por outras vias de administração, que não IM ou IV, devido à ausência de dados clínicos.
Uso Concomitante com Analgésicos33 Opióides
Analgésicos33 opióides podem ser usados concomitantemente com parecoxibe na dose descrita em "Analgesia Imediata". Em estudos clínicos, a necessidade diária por opióides foi reduzida significativamente (20-40%) quando co-administrados com Bextra® IM/IV. Um efeito ótimo é obtido quando Bextra® IM/IV é dado antes da administração do opióide.
Administração
A injeção54 in bolus56 pode ser administrada diretamente na veia ou numa via IV existente (vide "Compatibilidade"). A injeção54 IM deve ser administrada lenta e profundamente no interior do músculo.
Uso em Pacientes com Insuficiência Hepática67
Nenhum ajuste de dose é necessário em pacientes com insuficiência hepática67 leve (Classe A de Child-Pugh). A menor dose recomendada deve ser utilizada em pacientes com insuficiência hepática67 moderada (Classe B de Child-Pugh).
Não há estudos envolvendo pacientes com insuficiência hepática67 grave (Classe C de Child-Pugh), portanto, não se recomenda o uso em tais pacientes.
A dose inicial recomendada em pacientes com alteração hepática29 moderada é de 20 mg e a dose diária máxima deve ser reduzida para 40 mg.
Uso em Pacientes com Insuficiência Renal19
O tratamento com Bextra® IM/IV de pacientes com insuficiência renal19 grave (clearance de creatinina68 < 30 mL/min) ou daqueles que possam estar predispostos à retenção de líquidos deve ser iniciado com a menor dose recomendada, e a função renal28 cuidadosamente monitorada.
Uso em Crianças
A segurança e eficácia em indivíduos menores de 18 anos de idade não foram estabelecidas.
Uso em Idosos
Não é necessário, geralmente, ajuste de dose. No entanto, para pacientes79 idosos pesando menos que 50 kg, é aconselhável reduzir a dose inicial de Bextra® IM/IV em 50%. A dose diária máxima deve ser reduzida para 40 mg em pacientes pesando menos que 50 kg.
Co-administração com fluconazol
Quando Bextra® IM/IV é co-administrado com fluconazol, a menor dose de Bextra® IM/IV recomendada deve ser utilizada.
Instruções de Uso
Bextra® IM/IV deve ser reconstituído antes do uso. O produto não contém conservantes e sua preparação exige técnica asséptica. Recomenda-se reconstituir Bextra® IM/IV com 2 mL (frascos de 40 mg) de solução IM/IV de cloreto de sódio a 0,9%.
Os seguintes diluentes também podem ser utilizados para a reconstituição de Bextra® IM/IV: solução bacteriostática de cloreto de sódio a 0,9%, solução de glicose124 a 5%, solução de glicose124 a 5% com cloreto de sódio a 0,45%.
Não se recomenda para a reconstituição o uso de solução de Ringer lactato125 ou solução de glicose124 a 5% em Ringer lactato125, pois ocorrerá a precipitação do fármaco30. Não se recomenda o uso de água para injetáveis para a reconstituição de Bextra® IM/IV, uma vez que a solução resultante não é isotônica126.
Após a reconstituição e antes da administração, Bextra® IM/IV deve ser inspecionado visualmente. O produto não deve ser utilizado se for observada descoloração, turvação ou presença de partículas. Bextra® IM/IV deve ser utilizado no período de 24 horas após a reconstituição, desde que armazenado em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC) e protegido da luz. Após esse período, deve ser descartado. Não refrigerar ou congelar o produto reconstituído.
Compatibilidades e Incompatibilidades
Após a reconstituição com diluente adequado (vide "Instruções de uso") Bextra® IM/IV pode ser injetado através de uma via de infusão IV, usada para as soluções abaixo:
. solução injetável de cloreto de sódio a 0,9%;
. solução de glicose124 a 5%;
. solução de Ringer lactato125;
. solução de glicose124 a 5% com cloreto de sódio a 0,45%.
Não se recomenda a injeção54 em via de administração intravenosa com solução de glicose124 a 5% em Ringer lactato125 ou outras soluções IV não listadas acima, pois isso pode causar a precipitação da solução.
Bextra® IM/IV não deve ser misturado a qualquer outro medicamento para administração na mesma seringa127.
Não injetar Bextra® IM/IV numa via de infusão IV de qualquer outro fármaco30. A via IV deve ser adequadamente limpa antes e após a injeção54 de parecoxibe com uma solução de compatibilidade conhecida (vide "Instruções de Uso").

Superdosagem da Bextra Im/Iv

A experiência clínica com superdosagem é limitada. Não se observaram sintomas76 de superdosagem com uma única dose IV de até 200 mg de Bextra® IM/IV (parecoxibe) ou doses orais de até 400 mg de valdecoxibe em indivíduos saudáveis. Doses de Bextra® IM/IV de 50 mg IV, 2 vezes ao dia (100 mg/dia) por 7 dias não resultaram em sinais78 de toxicidade73.
Em caso de suspeita de superdosagem, cuidados médicos apropriados de suporte devem ser realizados. Não há antídotos específicos. É pouco provável que a diálise128 seja um método eficiente de remoção do fármaco30 devido à sua alta ligação protéica. Diurese129 forçada ou alcalinização da urina64 não são úteis, devido à elevada ligação protéica do fármaco30.
PARTE IV
ATENÇÃO: ESTE PRODUTO É UM NOVO MEDICAMENTO E, EMBORA AS PESQUISAS TENHAM INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA, QUANDO CORRETAMENTE INDICADO, PODEM OCORRER REAÇÕES ADVERSAS IMPREVISÍVEIS, AINDA NÃO DESCRITAS OU CONHECIDAS. EM CASO DE SUSPEITA DE REAÇÃO ADVERSA, O MÉDICO RESPONSÁVEL DEVE SER NOTIFICADO.
MS - 1.0216.0137
Farmacêutica Responsável: Raquel Oppermann - CRF-SP nº 36144
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DE RECEITA.
USO RESTRITO A HOSPITAIS.

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Produto fabricado por:
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Embalado por (embalagem secundária):
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Complementos

1 Liofilizado: Submetido à liofilização, que é a desidratação de substâncias realizada em baixas temperaturas, usada especialmente na conservação de alimentos, em medicamentos, etc.
2 Analgésico: Medicamento usado para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
3 Prostaglandinas: É qualquer uma das várias moléculas estruturalmente relacionadas, lipossolúveis, derivadas do ácido araquidônico. Ela tem função reguladora de diversas vias metabólicas.
4 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
5 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
6 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
7 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
8 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
9 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
10 Lombalgia: Dor produzida na região posterior inferior do tórax. As pessoas com lombalgia podem apresentar contraturas musculares, distensões dos ligamentos da coluna, hérnias de disco, etc. É um distúrbio benigno que pode desaparecer com uso de antiinflamatórios e repouso.
11 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
12 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
13 Equimose: Mancha escura ou azulada devido à infiltração difusa de sangue no tecido subcutâneo. A maioria aparece após um traumatismo, mas pode surgir espontaneamente em pessoas que apresentam fragilidade capilar ou alguma coagulopatia. Após um período de tempo variável, a equimose desaparece passando por diferentes gradações: violácea, acastanhada, esverdeada e amarelada.
14 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
15 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
16 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
17 Eritema multiforme: Condição aguda, auto-limitada, caracterizada pelo início abrupto de pápulas vermelhas fixas simétricas, algumas evoluindo em lesões em forma de “alvo”. A lesão alvo são zonas concêntricas de alterações de coloração com a área central púrpura ou escura e a externa vermelha. Elas irão desenvolver vesícula ou crosta na zona central após vários dias. Vinte porcento de todos os casos ocorrem na infância.O eritema multiforme geralmente é precipitado pelo vírus do herpes simples, Mycoplasma pneumoniae ou histoplasmose.
18 Síndrome de Stevens-Johnson: Forma grave, às vezes fatal, de eritema bolhoso, que acomete a pele e as mucosas oral, genital, anal e ocular. O início é geralmente abrupto, com febre, mal-estar, dores musculares e artralgia. Pode evoluir para um quadro toxêmico com alterações do sistema gastrointestinal, sistema nervoso central, rins e coração (arritmias e pericardite). O prognóstico torna-se grave principalmente em pessoas idosas e quando ocorre infecção secundária. Pode ser desencadeado por: sulfas, analgésicos, barbitúricos, hidantoínas, penicilinas, infecções virais e bacterianas.
19 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
20 Anafilaxia: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
21 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
22 Necrólise Epidérmica Tóxica: Sinônimo de Síndrome de Lyell. Caracterizada por necrólise da epiderme. Tem como características iniciais sintomas inespecíficos, influenza-símile, tais como febre, dor de garganta, tosse e queimação ocular, considerados manifestações prodrômicas que precedem o acometimento cutâneo-mucoso. Erupção eritematosa surge simetricamente na face e na parte superior do tronco, provocando sintomas de queimação ou dolorimento da pele. Progressivamente envolvem o tórax anterior e o dorso. O ápice do processo é constituído pela característica denudação da epiderme necrótica, a qual é destacada em verdadeiras lamelas ou retalhos, dentro das áreas acometidas pelo eritema de base. O paciente tem o aspecto de grande queimado, com a derme desnuda, sangrante, eritêmato-purpúrica e com contínua eliminação de serosidade, contribuindo para o desequilíbrio hidroeletrolítico e acentuada perda protéica. Graves seqüelas oculares e esofágicas têm sido relatadas.Constitui uma reação adversa a medicamentos rara. As drogas que mais comumente a causam são as sulfas, o fenobarbital, a carbamazepina, a dipirona, piroxicam, fenilbutazona, aminopenicilinas e o alopurinol.
23 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
24 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
25 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
26 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
27 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
28 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
29 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
30 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
31 Farmacologia: Ramo da medicina que estuda as propriedades químicas dos medicamentos e suas respectivas classificações.
32 Sedação: 1. Ato ou efeito de sedar. 2. Aplicação de sedativo visando aliviar sensação física, por exemplo, de dor. 3. Diminuição de irritabilidade, de nervosismo, como efeito de sedativo. 4. Moderação de hiperatividade orgânica.
33 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
34 Histerectomia: Cirurgia através da qual se extrai o útero. Pode ser realizada mediante a presença de tumores ou hemorragias incontroláveis por outras formas. Quando se acrescenta à retirada dos ovários e trompas de Falópio (tubas uterinas) a esta cirurgia, denomina-se anexo-histerectomia.
35 Prótese: Elemento artificial implantado para substituir a função de um órgão alterado. Existem próteses de quadril, de rótula, próteses dentárias, etc.
36 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
37 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
38 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
39 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
40 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
41 Tromboplastina: Conhecida como fator tissular ou Fator III, a tromboplastina é uma substância presente nos tecidos e no interior das plaquetas. Ela tem a função de transformar a protrombina em trombina na presença de íons cálcio, atuando de maneira importante no processo de coagulação.
42 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
43 Úlceras: Feridas superficiais em tecido cutâneo ou mucoso que podem ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
44 Endoscopia: Método no qual se visualiza o interior de órgãos e cavidades corporais por meio de um instrumento óptico iluminado.
45 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
46 Isquemia: Insuficiência absoluta ou relativa de aporte sanguíneo a um ou vários tecidos. Suas manifestações dependem do tecido comprometido, sendo a mais frequente a isquemia cardíaca, capaz de produzir infartos, isquemia cerebral, produtora de acidentes vasculares cerebrais, etc.
47 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
48 Trombose Venosa Profunda: Caracteriza-se pela formação de coágulos no interior das veias profundas da perna. O que mais chama a atenção é o edema (inchaço) e a dor, normalmente restritos a uma só perna. O edema pode se localizar apenas na panturrilha e pé ou estar mais exuberante na coxa, indicando que o trombo se localiza nas veias profundas dessa região ou mais acima da virilha. Uma de suas principais conseqüências a curto prazo é a embolia pulmonar, que pode deixar seqüelas ou mesmo levar à morte. Fatores individuais de risco são: varizes de membros inferiores, idade maior que 40 anos, obesidade, trombose prévia, uso de anticoncepcionais, terapia de reposição hormonal, entre outras.
49 Embolia: Impactação de uma substância sólida (trombo, colesterol, vegetação, inóculo bacteriano), líquida ou gasosa (embolia gasosa) em uma região do circuito arterial com a conseqüente obstrução do fluxo e isquemia.
50 Esterno: Osso longo e achatado, situado na parte vertebral do tórax dos vertebrados (com exceção dos peixes), e que no homem se articula com as primeiras sete costelas e com a clavícula. Ele é composto de três partes: corpo, manúbrio e apêndice xifoide. Nos artrópodes, é uma placa quitinosa ventral do tórax.
51 Úlcera: Ferida superficial em tecido cutâneo ou mucoso que pode ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
52 Trato Gastrintestinal Superior: O segmento do TRATO GASTROINTESTINAL que inclui o ESÔFAGO, o ESTÔMAGO e o DUODENO.
53 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
54 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
55 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
56 Bolus: Uma quantidade extra de insulina usada para reduzir um aumento inesperado da glicemia, freqüentemente relacionada a uma refeição rápida.
57 Extravascular: Relativo ao exterior dos vasos sanguíneos e linfáticos, ou que ali se situa ou ocorre.
58 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
59 Eritrócitos: Células vermelhas do sangue. Os eritrócitos maduros são anucleados, têm forma de disco bicôncavo e contêm HEMOGLOBINA, cuja função é transportar OXIGÊNIO. Sinônimos: Corpúsculos Sanguíneos Vermelhos; Corpúsculos Vermelhos Sanguíneos; Corpúsculos Vermelhos do Sangue; Glóbulos Vermelhos; Hemácias
60 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
61 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
62 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
63 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
64 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
65 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
66 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
67 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
68 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
69 Reações anafiláticas: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
70 Trombóticos: Relativo à trombose, ou seja, à formação ou desenvolvimento de um trombo (coágulo).
71 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
72 Ulceração: 1. Processo patológico de formação de uma úlcera. 2. A úlcera ou um grupo de úlceras.
73 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
74 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
75 Duodeno: Parte inicial do intestino delgado que se estende do piloro até o jejuno.
76 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
77 Dispepsia: Dor ou mal-estar localizado no abdome superior. O mal-estar pode caracterizar-se por saciedade precoce, sensação de plenitude, distensão ou náuseas. A dispepsia pode ser intermitente ou contínua, podendo estar relacionada com os alimentos.
78 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
79 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
80 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
81 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
82 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
83 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
84 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
85 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
86 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
87 Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
88 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
89 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
90 Pólipos: 1. Em patologia, é o crescimento de tecido pediculado que se desenvolve em uma membrana mucosa (por exemplo, no nariz, bexiga, reto, etc.) em resultado da hipertrofia desta membrana ou como um tumor verdadeiro. 2. Em celenterologia, forma individual, séssil, típica dos cnidários, que se caracteriza pelo corpo formado por um tubo ou cilindro, cuja extremidade oral, dotada de boca e tentáculos, é dirigida para cima, e a extremidade oposta, ou aboral, é fixa.
91 Broncoespasmo: Contração do músculo liso bronquial, capaz de produzir estreitamento das vias aéreas, manifestado por sibilos no tórax e falta de ar. É uma contração vista com freqüência na asma.
92 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
93 Protrombina: Proteína plasmática inativa, é a precursora da trombina e essencial para a coagulação sanguínea.
94 Anticoagulante: Substância ou medicamento que evita a coagulação, especialmente do sangue.
95 Hemorrágicas: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
96 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
97 Insuficiência Cardíaca Congestiva: É uma incapacidade do coração para efetuar as suas funções de forma adequada como conseqüência de enfermidades do próprio coração ou de outros órgãos. O músculo cardíaco vai diminuindo sua força para bombear o sangue para todo o organismo.
98 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
99 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
100 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
101 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.
102 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
103 Prostaglandina: É qualquer uma das várias moléculas estruturalmente relacionadas, lipossolúveis, derivadas do ácido araquidônico. Ela tem função reguladora de diversas vias metabólicas.
104 Canal Arterial: Vaso sangüíneo fetal que conecta a artéria pulmonar à aorta descendente.
105 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
106 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
107 Trombose: Formação de trombos no interior de um vaso sanguíneo. Pode ser venosa ou arterial e produz diferentes sintomas segundo os territórios afetados. A trombose de uma artéria coronariana pode produzir um infarto do miocárdio.
108 Sistema nervoso autônomo: Parte do sistema nervoso que controla funções como respiração, circulação do sangue, controle de temperatura e da digestão.
109 Costas:
110 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
111 Coágulo sangüíneo: Formação sólida resultante do processo de coagulação do sangue. Pode ser produzido em resposta a uma agressão física (traumatismo, queimadura), infecciosa, inflamatória, tumoral, associado a diversas doenças hematológicas, etc.
112 Anexos: 1. Que se anexa ou anexou, apenso. 2. Contíguo, adjacente, correlacionado. 3. Coisa ou parte que está ligada a outra considerada como principal. 4. Em anatomia geral, parte acessória de um órgão ou de uma estrutura principal. 5. Em informática, arquivo anexado a uma mensagem eletrônica.
113 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
114 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
115 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
116 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
117 Artralgia: Dor em uma articulação.
118 Sistema Respiratório: Órgãos e estruturas tubulares e cavernosas, por meio das quais a ventilação pulmonar e as trocas gasosas entre o ar externo e o sangue são realizadas.
119 Faringite: Inflamação da mucosa faríngea em geral de causa bacteriana ou viral. Caracteriza-se por dor, dificuldade para engolir e vermelhidão da mucosa, acompanhada de exsudatos ou não.
120 Sistema urinário: O sistema urinário é constituído pelos rins, pelos ureteres e pela bexiga. Ele remove os resíduos do sangue, mantêm o equilíbrio de água e eletrólitos, armazena e transporta a urina.
121 Oligúria: Clinicamente, a oligúria é o débito urinário menor de 400 ml/24 horas ou menor de 30 ml/hora.
122 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
123 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
124 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
125 Lactato: Sal ou éster do ácido láctico ou ânion dele derivado.
126 Isotônica: Relativo à ou pertencente à ação muscular que ocorre com uma contração normal. Em química, significa a igualdade de pressão entre duas soluções.
127 Seringa: Dispositivo usado para injetar medicações ou outros líquidos nos tecidos do corpo. A seringa de insulina é formada por um tubo plástico com um êmbolo e uma agulha pequena na ponta.
128 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
129 Diurese: Diurese é excreção de urina, fenômeno que se dá nos rins. É impróprio usar esse termo na acepção de urina, micção, freqüência miccional ou volume urinário. Um paciente com retenção urinária aguda pode, inicialmente, ter diurese normal.

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