ACETOFEN

MEDLEY

Atualizado em 03/06/2015

ACETOFEN
Paracetamol

Formas Farmacêuticas e Apresentações de Acetofen

Comprimido 750mg: embalagem contendo 20 e 200 comprimidos.Solução Oral (gotas) 200mg/ml: embalagem contendo frasco plástico gotejador com 15ml.

USO ADULTO OU PEDIÁTRICO

Composições de Acetofen

Cada comprimido 750mg contém:
Paracetamol .................... 750,0 mg
Excipiente q.s.p. .................... 1 comprimido
(amido, povidona, ácido esteárico, croscarmelose sódica)

Cada ml (aproximadamente 22 gotas) da solução oral (gotas) contém:
Paracetamol .................... 200,0mg
Veículo q.s.p. .................... ....................1,0 ml  
(sacarina1, ciclamato de sódio, metabissulfito de sódio, polietilenoglicol 400, essência e corante)

Informações ao Paciente de Acetofen

·    Ação esperada do medicamento: A ação analgésica se faz sentir cerca de 30 minutos após a administração de ACETOFEN  e se prolonga por 4 a 6 horas.
·    Cuidados de armazenamento: ACETOFEN 750mg comprimido deve ser conservado em temperatura ambiente, ao abrigo da luz e umidade. A solução oral (gotas) deve ser conservada em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C) e ao abrigo da luz.
·    Prazo de validade: Não use o medicamento se o seu prazo de validade estiver vencido, o que pode ser verificado na embalagem externa do produto.
·    A exemplo de outros medicamentos com ação analgésica-antitérmica, o paracetamol não tem efeito curativo sobre a causa da dor. No caso de persistência dos sintomas2, procure orientação médica.
·    Gravidez3 e lactação4: É admitido o uso de ACETOFEN durante a gravidez3. Entretanto, deve ser sempre considerado o risco potencial de qualquer medicamento causar dano ao feto5. Seu uso deve ser restrito aos casos necessários e por curto período.
·    Informe seu médico a ocorrência de gravidez3 na vigência do tratamento ou após o seu término.
·    Informe seu médico se está amamentando.
·    Cuidados de administração: Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. No caso de ingestão acidental de dose excessiva (por exemplo: 13 comprimidos de uma só vez), procure imediatamente um serviço médico de urgência6.
·    Interrupção do tratamento: Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
·    Reações adversas: Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis.

"TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS."

·    Ingestão concomitante com outras substâncias: Evite ingerir o medicamento juntamente com alimentos. A administração de paracetamol conjuntamente com alimentos retarda a absorção do fármaco7.
·    Precauções: Pacientes alérgicos ao ácido acetilsalicílico (aspirina) devem ter cuidado ao usar o paracetamol. Caso surja durante o uso de ACETOFEN qualquer reação inesperada, seu médico deve ser informado.
·    Em caso de alergia8 ao paracetamol o medicamento deve ser suspenso.
·    No caso de persistência dos sintomas2 por mais de três a quatro dias, é obrigatória a busca de orientação médica.

  "NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE9."

Informações Técnicas de Acetofen

MODO DE AÇÃO

Analgésico10: O mecanismo de ação analgésica não está totalmente determinado. O paracetamol pode atuar predominantemente inibindo a síntese de prostaglandinas11 ao nível do Sistema Nervoso Central12 e em menor grau bloqueando a geração do impulso doloroso ao nível periférico. A ação periférica pode ser decorrente, também da inibição da síntese de prostaglandinas11 ou da inibição da síntese ou da ação de outras substâncias que sensibilizam os nociceptores ante estímulos mecânicos ou químicos.
Antipirético13: O paracetamol provavelmente produz a antipirese atuando ao nível central sobre o centro hipotalâmico regulador da temperatura para produzir uma vasodilatação periférica que dá lugar a um aumento do fluxo de sangue14 na pele15, de sudorese16 e da perda de calor. A ação ao nível central provavelmente está relacionada com a inibição da síntese de prostaglandinas11 no hipotálamo17.
FARMACOCINÉTICA

Absorção: após a administração oral, a absorção do paracetamol no trato gastrintestinal é rápida e praticamente total. A administração de paracetamol conjuntamente com alimentos retarda a absorção do fármaco7.
Distribuição: o paracetamol atravessa a barreira hematoencefálica e placentária. É encontrado no leite em concentrações de 10-15mcg/ml, após uma a duas horas da ingestão de uma dose de 650 mg de paracetamol. Vd = 1 l/kg.
Ligação a proteínas18: não é significativa em concentrações plasmáticas abaixo de 60mcg/ml; pode apresentar níveis moderados (20-50%) em concentrações tóxicas.
Biotransformação: o paracetamol é metabolizado principalmente no fígado19 (90-95%), por conjugação com ácido glucurônico, ácido sulfúrico e cisteína.
Meia-vida: a meia-vida sérica da fase terminal em humanos é de 1 a 4 horas; não é alterada em casos de insuficiência renal20, mas pode ser prolongada na superdosagem aguda. A meia-vida sérica é ligeiramente mais longa em neonatos21, em hepatopatas e no idoso. A meia-vida do paracetamol no leite materno é de 1,35 a 3,5 horas.
Início da ação: de 15 minutos a 1 hora após a ingestão oral.
Tempo para atingir a concentração máxima: o pico das concentrações plasmáticas ocorre entre 0,5 e 2 horas após administração, sendo ligeiramente mais rápido em preparações líquidas.
Concentração terapêutica22: 10-20mcg/ml.
Duração da ação: 3 a 4 horas.
Eliminação: cerca de 90% de uma dose terapêutica22 são excretados na urina23 em 24 horas. Do material excretado, 1 a 4% é o paracetamol inalterado, 20-30% são metabólitos24 conjugados com sulfato e 40-60% metabólitos24 conjugados com ácido glucurônico.

Indicações de Acetofen

Como analgésico10-antipirético13. O paracetamol está indicado para aliviar dores leves ou moderadas e para reduzir a febre25. Só proporciona alívio sintomático26; quando for necessário, deve-se administrar uma terapia adicional para tratar a causa da dor ou da febre25. O paracetamol tem uma atividade antiinflamatória mínima e não alivia os sinais27 da inflamação28 ocasionada pela artrite29; não pode ser utilizado como substituto do ácido acetilsalicílico, de outros salicilatos, nem de outros antiinflamatórios não-esteróides, para o tratamento da artrite reumatóide30. No entanto, pode ser utilizado para aliviar a dor ocasionada pela osteoartrite31 leve.
O paracetamol pode ser utilizado quando a terapia com ácido acetilsalicílico não for aconselhável ou for contra-indicada, por exemplo, em pacientes que recebem anticoagulantes32 ou uricosúricos, hemofílicos ou pacientes com outros problemas hemorrágicos33 e naqueles com enfermidade do trato gastrintestinal superior34 ou com intolerância ou hipersensibilidade ao ácido acetilsalicílico.

Contra-Indicações de Acetofen

Pacientes reconhecidamente hipersensíveis ao paracetamol.

Precauções de Acetofen

Ocorrendo reação de hipersensibilidade ao paracetamol, a administração do medicamento deve ser suspensa.
Gravidez3: Não se tem descrito problemas em humanos. Embora não tenham sido realizados estudos controlados, demonstrou-se que o paracetamol atravessa a placenta. É admitido seu uso durante a gravidez3; entretanto, deve ser sempre considerado o risco potencial de qualquer medicamento causar dano ao feto5. Seu uso deve ser restrito aos casos necessários e deve ser por curto período.
Geriatria: Não se dispõe de informações.
Sensibilidade Cruzada e/ou Problemas Associados:Os pacientes com intolerância ao ácido acetilsalicílico podem não apresentá-la em relação ao paracetamol; no entanto, tem sido descritas ligeiras reações broncoespasmódicas com paracetamol em alguns asmáticos sensíveis ao ácido acetilsalicílico (menos de 5% dos ensaiados).
Problemas Médicos: A relação risco/benefício da terapêutica22 com ACETOFEN deve ser avaliada nas seguintes situações clínicas: alcoolismo, enfermidade hepática35, hepatite36 viral (aumenta o risco de hepatotoxicidade37), disfunção renal38 severa (o uso prolongado de doses elevadas pode aumentar o risco de aparecimento de efeitos renais adversos).

Interações com Medicamentos ou Alimentos de Acetofen


Alimentos: A administração de paracetamol conjuntamente com alimentos retarda sua absorção.
Barbitúricos, carbamazepina, hidantoína, rifampicina e sulfimpirazona: a hepatotoxicidade37 potencial do paracetamol pode ser aumentada por grandes doses ou administração prolongada destes fármacos. Isto se deve à conhecida indução do sistema microssômico hepático pelos fármacos acima.
Álcool, medicamentos hepatotóxicos, indutores de enzimas hepáticas39: o risco de hepatotoxicidade37 com doses tóxicas únicas ou com o uso prolongado de doses elevadas do paracetamol pode aumentar nos pacientes que se utilizam dessas substâncias.
Anticoagulantes32 derivados da cumarina ou da indandiona: a administração simultânea crônica de doses elevadas de paracetamol pode aumentar o efeito do anticoagulante40, possivelmente devido à diminuição da síntese hepática35 dos fatores que favorecem a coagulação41.
Analgésicos42 antiinflamatórios não-esteróides, ácido acetilsalicílico ou outros salicilatos: não se recomenda o uso prolongado e simultâneo do paracetamol com salicilatos, uma vez que estudos recentes demonstraram que a administração crônica de doses elevadas de ambos analgésicos42 (1,35 gramas ao dia, ou ingestão cumulativa de 1 kg anualmente, por 3 anos ou mais) aumenta significativamente o risco de aparecimento de nefropatia43, necrose44 papilar renal38, enfermidade renal38 terminal e câncer45 de rim46 ou de bexiga47 produzidos por analgésicos42. Também recomenda-se que a dose combinada de paracetamol e salicilato quando utilizada em curto período de tempo, não exceda a dose recomendada para o paracetamol ou para o salicilato quando administrados separadamente. O uso simultâneo e prolongado de paracetamol com outros analgésicos42 antiinflamatórios não-esteroides pode aumentar o risco de se produzir efeitos renais adversos.
Diflunisal: o uso concomitante pode aumentar a concentração plasmática de paracetamol em 50%, aumentando o risco de hepatotoxicidade37 induzida pelo paracetamol.

Interferência em Exames Laboratoriais de Acetofen

Determinação de glicose48 no sangue14: quando é realizada pelo método da glicose48 oxidase/peroxidase, podem aparecer valores falsamente diminuídos, porém provavelmente isto não ocorra com o método da hexoquinase/glicose48-6-fosfato desidrogenase (G6PD);Provas da função pancreática mediante a bentiromida: a administração de paracetamol antes de se realizar as provas com bentiromida pode invalidar os resultados, porque o paracetamol também se metaboliza a uma arilamina e, desta maneira, aumenta a quantidade aparente de ácido p-aminobenzóico (PABA) recuperada; recomenda-se interromper o tratamento com paracetamol pelo menos 3 dias antes da administração de bentiromida;
Determinações de ácido úrico sérico: quando se utiliza o método do fosfotungstato para a determinação do ácido úrico, podem aparecer valores falsamente aumentados;
Determinações do ácido 5-hidroxiindolacético (5-HIAA) na urina23: as provas qualitativas diagnósticas de detecção que utilizam nitrosonaftol como reativo, podem produzir resultados falsamente positivos; as provas quantitativas não apresentam resultados alterados;
Tempo de protrombina49, concentrações séricas de bilirrubina50, de láctico-desidrogenase e transaminases: quando são ingeridas doses tóxicas de paracetamol (doses superiores a 8g) ou com o uso prolongado de doses mais baixas (3 a 5g/dia), podem aparecer valores aumentados, indicando hepatotoxicidade37, especialmente em pacientes alcóolicos crônicos, naqueles que tomam outros indutores das enzimas hepáticas39 ou naqueles com uma enfermidade hepática35 pré-existente.

Reações Adversas de Acetofen

O paracetamol pode provocar reações adversas nos diferentes sistemas orgânicos, porém a mais temida reação é a hepatotoxicidade37. Embora de incidência51 extremamente rara, há relatos de êxito letal devido a fenômenos hepatotóxicos provocados pelo paracetamol.
Pode ocorrer reação de hipersensibilidade, sendo descritos casos de erupções cutâneas52, urticária53, eritema54 pigmentar fixo, broncoespasmo55, angioedema56 e choque anafilático57.
Outras reações de incidência51 rara:
- discrasias sangüíneas58 (agranulocitose59, anemia hemolítica60, neutropenia61, leucopenia62, pancitopenia63 e trombocitopenia64 );
- hepatite36 (aparecimento de cor amarela nos olhos65 e pele15);  
- hipoglicemia66;
- icterícia67;
- lesões68 eritematosas69 na pele15 e febre25;
- hematúria70 ou urina23 turva, micção71 dificultosa ou dolorosa, diminuição brusca da quantidade de urina23.
Em pacientes com comprometimento metabólico, ou mais susceptíveis, pode ocorrer acidúria piroglutâmica.

Posologia de Acetofen

Adultos e crianças acima de 12 anos:ACETOFEN 750 mg: 1 comprimido, 3 a 4 vezes ao dia. Não exceder mais do que o total de 5 comprimidos, em doses fracionadas, num intervalo de 24 horas.
ACETOFEN Gotas 200mg/ml: 35 a 55 gotas, 3 a 5 vezes ao dia. Não exceder mais do que o total de 5 administrações nas 24 horas.

Crianças:
ACETOFEN Gotas 200mg/mldeve ser administrado na dose de 1 gota72 por kg de peso, por dose (por exemplo: uma criança com 10 kg  deverá tomar 10 gotas, com 15 kg tomará 15 gotas e assim por diante), até o limite de 35 gotas por dose. Essa administração pode ser repetida 4 a 5 vezes por dia, com intervalos de 4 a 6 horas não devendo ultrapassar 5 administrações nas 24 horas.

Conduta na Superdose de Acetofen

O paracetamol em doses maciças pode causar hepatotoxicidade37 em alguns pacientes. Em casos de suspeita de ingestão de doses elevadas de paracetamol, deve-se procurar imediatamente um serviço médico de urgência6. Os sinais27 e sintomas2 iniciais que se seguem à ingestão de uma dose maciça, possivelmente hepatotóxica, de paracetamol são: náuseas73, vômitos74, dor ou sensibilidade à dor na área abdominal superior  ou "inchaço75" da área abdominal (sintomas2 de hepatotoxicidade37, os quais podem aparecer num período de 2 a 4 dias após a ingestão), sudorese16 intensa e mal-estar geral. Hipotensão arterial76, arritmia77 cardíaca, icterícia67, insuficiência hepática78 e renal38 são também observadas. Os sinais27 clínicos e laboratoriais de toxicidade79 hepática35 podem não estar presentes até 48 a 72 horas após a ingestão da dose maciça. Tratamento: o estômago80 deve ser imediatamente esvaziado, seja por lavagem gástrica81 ou por indução ao vômito82 com xarope de ipeca. Deve-se providenciar nos centros com metodologia e aparelhagem adequadas, a determinação dos níveis plasmáticos de paracetamol. As provas de função hepática35 devem ser realizadas inicialmente e repetidas a cada 24 horas até normalização. Independentemente da dose maciça de paracetamol referida, deve-se administrar imediatamente o antídoto83 considerado eficaz, a N-acetilcisteína84 a 20%, desde que não tenha decorrido mais de 16 horas da ingestão. A N-acetilcisteína84 deve ser administrada por via oral, na dose de ataque de 140mg/kg de peso, seguida a cada 4 horas por uma dose de manutenção de 70mg/kg de peso, até um máximo de 17 doses, conforme a evolução do caso. A N-acetilcisteína84 a 20% deve ser administrada após diluição a 5% em água, suco ou refrigerante, preparada no momento da administração. Além da administração da N-acetilcisteína84, o paciente deve ser acompanhado com medidas gerais de suporte, incluindo manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico85, correção de hipoglicemia66, administração de vitamina86 K, quando necessário e outras. Após a recuperação do paciente, não permanecem seqüelas hepáticas87, anatômicas ou funcionais.

"SIGA CORRETAMENTE O MODO DE USAR. NÃO DESAPARECENDO OS SINTOMAS2 PROCURE ORIENTAÇÃO MÉDICA."

Ver informações do laboratório

ACETOFEN - Laboratório

MEDLEY
Rua Macedo Costa, 55
Campinas/SP - CEP: 13080-180
Tel: (19 )744-8324
Fax: (019) 744-8227
Site: http://www.medley.com.br/

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Complementos

1 Sacarina: Adoçante sem calorias e sem valor nutricional.
2 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
3 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
4 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
5 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
6 Urgência: 1. Necessidade que requer solução imediata; pressa. 2. Situação crítica ou muito grave que tem prioridade sobre outras; emergência.
7 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
8 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
9 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
10 Analgésico: Medicamento usado para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
11 Prostaglandinas: É qualquer uma das várias moléculas estruturalmente relacionadas, lipossolúveis, derivadas do ácido araquidônico. Ela tem função reguladora de diversas vias metabólicas.
12 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
13 Antipirético: Medicamento que reduz a febre, diminuindo a temperatura corporal que está acima do normal. Entretanto, ele não vai afetar a temperatura normal do corpo se uma pessoa que não tiver febre o ingerir. Os antipiréticos fazem com que o hipotálamo “ignore“ um aumento de temperatura induzido por interleucina. O corpo então irá trabalhar para baixar a temperatura e o resultado é a redução da febre.
14 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
15 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
16 Sudorese: Suor excessivo
17 Hipotálamo: Parte ventral do diencéfalo extendendo-se da região do quiasma óptico à borda caudal dos corpos mamilares, formando as paredes lateral e inferior do terceiro ventrículo.
18 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
19 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
20 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
21 Neonatos: Refere-se a bebês nos seus primeiros 28 dias (mês) de vida. O termo “recentemente-nascido“ refere-se especificamente aos primeiros minutos ou horas que se seguem ao nascimento. Esse termo é utilizado para enfocar os conhecimentos e treinamento da ressuscitação imediatamente após o nascimento e durante as primeiras horas de vida.
22 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
23 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
24 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
25 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
26 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
27 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
28 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
29 Artrite: Inflamação de uma articulação, caracterizada por dor, aumento da temperatura, dificuldade de movimentação, inchaço e vermelhidão da área afetada.
30 Artrite reumatóide: Doença auto-imune de etiologia desconhecida, caracterizada por poliartrite periférica, simétrica, que leva à deformidade e à destruição das articulações por erosão do osso e cartilagem. Afeta mulheres duas vezes mais do que os homens e sua incidência aumenta com a idade. Em geral, acomete grandes e pequenas articulações em associação com manifestações sistêmicas como rigidez matinal, fadiga e perda de peso. Quando envolve outros órgãos, a morbidade e a gravidade da doença são maiores, podendo diminuir a expectativa de vida em cinco a dez anos.
31 Osteoartrite: Termo geral que se emprega para referir-se ao processo degenerativo da cartilagem articular, manifestado por dor ao movimento, derrame articular, etc. Também denominado artrose.
32 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
33 Hemorrágicos: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
34 Trato Gastrintestinal Superior: O segmento do TRATO GASTROINTESTINAL que inclui o ESÔFAGO, o ESTÔMAGO e o DUODENO.
35 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
36 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
37 Hepatotoxicidade: É um dano no fígado causado por substâncias químicas chamadas hepatotoxinas.
38 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
39 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
40 Anticoagulante: Substância ou medicamento que evita a coagulação, especialmente do sangue.
41 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
42 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
43 Nefropatia: Lesão ou doença do rim.
44 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
45 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
46 Rim: Os rins são órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
47 Bexiga: Órgão cavitário, situado na cavidade pélvica, no qual é armazenada a urina, que é produzida pelos rins. É uma víscera oca caracterizada por sua distensibilidade. Tem a forma de pêra quando está vazia e a forma de bola quando está cheia.
48 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
49 Protrombina: Proteína plasmática inativa, é a precursora da trombina e essencial para a coagulação sanguínea.
50 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
51 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
52 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
53 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
54 Eritema: Vermelhidão da pele, difusa ou salpicada, que desaparece à pressão.
55 Broncoespasmo: Contração do músculo liso bronquial, capaz de produzir estreitamento das vias aéreas, manifestado por sibilos no tórax e falta de ar. É uma contração vista com freqüência na asma.
56 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
57 Choque anafilático: Reação alérgica grave, caracterizada pela diminuição da pressão arterial, taquicardia e distúrbios gerais da circulação, acompanhado ou não de edema de glote. Necessita de tratamento urgente. Pode surgir por exposição aos mais diversos alérgenos.
58 Discrasias sangüíneas: Qualquer alteração envolvendo os elementos celulares do sangue, glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.
59 Agranulocitose: Doença causada pela falta ou número insuficiente de leucócitos granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos), que se manifesta como ulcerações na garganta e outras mucosas, seguidas por infecções graves.
60 Anemia hemolítica: Doença hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem no interior dos veios sangüíneos (hemólise intravascular) ou em outro lugar do organismo (hemólise extravascular). Pode ter várias causas e ser congênita ou adquirida. O tratamento depende da causa.
61 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
62 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
63 Pancitopenia: É a diminuição global de elementos celulares do sangue (glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas).
64 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
65 Olhos:
66 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas. Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose. Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.
67 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
68 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
69 Eritematosas: Relativas a ou próprias de eritema. Que apresentam eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
70 Hematúria: Eliminação de sangue juntamente com a urina. Sempre é anormal e relaciona-se com infecção do trato urinário, litíase renal, tumores ou doença inflamatória dos rins.
71 Micção: Emissão natural de urina por esvaziamento da bexiga.
72 Gota: 1. Distúrbio metabólico produzido pelo aumento na concentração de ácido úrico no sangue. Manifesta-se pela formação de cálculos renais, inflamação articular e depósito de cristais de ácido úrico no tecido celular subcutâneo. A inflamação articular é muito dolorosa e ataca em crises. 2. Pingo de qualquer líquido.
73 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
74 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
75 Inchaço: Inchação, edema.
76 Hipotensão arterial: Diminuição da pressão arterial abaixo dos valores normais. Estes valores normais são 90 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 50 milímetros de pressão diastólica.
77 Arritmia: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
78 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
79 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
80 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
81 Lavagem gástrica: É a introdução, através de sonda nasogástrica, de líquido na cavidade gástrica, seguida de sua remoção.
82 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
83 Antídoto: Substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele.
84 Acetilcisteína: Derivado N-acetil da cisteína. É usado como um agente mucolítico para reduzir a viscosidade das secreções mucosas.
85 Hidroeletrolítico: Aproximadamente 60% do peso de um adulto são representados por líquido (água e eletrólitos). O líquido corporal localiza-se em dois compartimentos, o espaço intracelular (dentro das células) e o espaço extracelular (fora das células). Os eletrólitos nos líquidos corporais são substâncias químicas ativas. Eles são cátions, que carregam cargas positivas, e ânions, que transportam cargas negativas. Os principais cátions são os íons sódio, potássio, cálcio, magnésio e hidrogênio. Os principais ânions são os íons cloreto, bicarbonato, fosfato e sulfato.
86 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
87 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.

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