Carbamazepina

EUROFARMA

Atualizado em 03/06/2015

Carbamazepina

Medicamento genérico Lei nº 9.787, de 1999.

Comprimido

Forma Farmacêutica e Apresentações da Carbamazepina

Comprimido 200 mg. Embalagens contendo 20 ou 100 comprimidos.

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

Composição da Carbamazepina

Comprimido
Cada comprimido de 200 mg contém:
carbamazepina.................... 200 mg
Excipientes q.s.p. ....................1 comprimido
Excipientes: dióxido de silício coloidal, estearato de magnésio, croscarmelose sódica e celulose microcristalina.

Informações ao Paciente da Carbamazepina

Ação esperada do medicamentoA carbamazepina destina-se ao tratamento de epilepsia1; mania e tratamento profilático em distúrbios maníaco-depressivos (bipolares), síndrome2 de abstinência alcoólica, neuralgia3 idopática do trigêmio e neuralgia3 trigemial em decorrência de esclerose múltipla4; neuralgia3 glossofaríngea idiopática5; neuralgia3 diabética dolorosa; diabetes insipidus6 centralis; poliúria7 e polidipsia8 de origem neuro-hormonal.

Cuidados de armazenamento
O medicamento deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15oC e 30oC). Proteger da luz e umidade.

Prazo de validade
Desde que observados os devidos cuidados de conservação, o prazo de validade de carbamazepina é de 24 meses, contados a partir da data de fabricação impressa em sua embalagem externa.

NÃO USE MEDICAMENTOS COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO.

Gravidez9 e lactação10
Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez9 na vigência do tratamento ou após o seu término. Informe ao seu médico se está amamentando.

Cuidados de administração
Os comprimidos devem ser ingeridos sem mastigar, durante ou após as refeições, com um pouco de líquido.
É importante tomar o medicamento regularmente. Ao esquecer de tomar uma dose, deve tomá-la logo que possível e então voltar ao esquema habitual.
Caso seja a hora de tomar a próxima dose, tome-a normalmente sem dobrar o número de comprimidos ou medidas de suspensão. Se esquecer de tomar mais de 1 dose, consulte seu médico. Antes da administração, confira o nome do medicamento em sua embalagem para evitar enganos. Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Interrupção do tratamento
Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico, somente o médico poderá avaliar a eficácia da terapia. A interrupção do tratamento pode ocasionar a não obtenção dos resultados esperados. A retirada do produto deve ser gradual, de acordo com orientação médica.

Reações adversas
A carbamazepina é bem tolerada; entretanto podem ocorrer, principalmente no início do tratamento: tontura11, dor de cabeça12, falta de coordenação dos movimentos, sonolência, cansaço, visão13 dupla, náusea14, vômitos15, reações alérgicas na pele16, secura da boca17, inchaço18 e aumento de peso. Informe ao seu médico o aparecimento de reações desagradáveis.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Ingestão concomitante com outras substâncias
Em especial, a eficácia de anticoncepcionais pode estar reduzida.
Durante o período de tratamento com carbamazepina, o paciente não deve ingerir álcool. Não são conhecidas interações deste medicamento com alimentos.

Contra-indicações e Precauções
A carbamazepina pode ser usada de modo seguro por crianças e pacientes idosos que devem receber informações específicas do médico, como por exemplo cuidados na dose. Estes pacientes devem estar sob observação estrita do médico, principalmente no início do tratamento.
Durante o tratamento a longo prazo, devem ser feitos exames odontológicos para observação de cáries19 e exames de sangue20 periódicos, conforme orientação médica.
Antes de qualquer cirurgia, incluindo tratamento dentário ou de emergência21, o dentista ou o médico responsável deve ser avisado quanto ao uso de carbamazepina.
O médico deverá ser avisado se o paciente for portador de qualquer outra doença e alergia22 conhecida a alguns medicamentos antidepressivos, a carbamazepina e/ou demais componentes da formulação.
Durante o tratamento o paciente não deve dirigir veículos e/ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.
Informe ao seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE23.

Informações Técnicas da Carbamazepina

Farmacodinâmica
Como agente antiepiléptico, o espectro de atividade da carbamazepina inclui: crises parciais (simples e complexas) com ou sem generalização secundária; crises tônicoclônicas generalizadas (grande mal), assim como combinações destes tipos de epilepsia1.
Estudos clínicos mostraram que a carbamazepina administrada em monoterapia a pacientes com epilepsia1, em particular crianças e adolescentes, exerce uma ação psicotrópica, incluindo efeito positivo sobre os sintomas24 de ansiedade e depressão, assim como diminuição na irritabilidade e agressividade.
Com relação às funções cognitivas e psicomotoras, em alguns estudos foram observados efeitos duvidosos ou negativos, dependendo também das doses administradas.
Em outros estudos, foram observados efeitos benéficos sobre a atenção, memória e funções cognitivas.
Como agente neurotrópico, a carbamazepina é clinicamente eficaz em vários distúrbios neurológicos (por ex.: prevenção de crises paroxísticas de dor em neuralgia3 idiopática5 do trigêmio). Na síndrome2 de abstinência alcoólica, eleva o limiar convulsivo e melhora sintomas24 de abstinência como hiperexcitabilidade, tremor e deficiência na deambulação25; reduz o volume urinário e alivia a sensação de sede na diabetes insipidus6 centralis.
Como agente psicotrópico26, a carbamazepina provou ter eficácia clínica em distúrbios afetivos, como por exemplo no tratamento da mania e também na prevenção do distúrbio maniacodepressivo (bipolar) quando administrado como monoterapia ou em associação com neurolépticos27, antidepressivos ou lítio.
O mecanismo de ação da carbamazepina só foi parcialmente elucidado. A carbamazepina estabiliza a membrana do nervo hiperexcitado, inibe a descarga neuronal repetitiva e reduz a propagação sináptica dos impulsos excitatórios. Considera-se que o bloqueio dos canais de sódio sensíveis à diferença de potencial pode ser um ou mesmo o principal mecanismo de ação primário da carbamazepina. Tais efeitos, assim como a ação depressiva da carbamazepina no turnover (quantidade metabolizada) de catecolamina e na liberação de glutamato, poderia possivelmente resultar deste efeito primário. Enquanto a redução da liberação de glutamato e estabilização das membranas neuronais podem ser consideradas responsáveis principalmente pelos efeitos antiepilépticos, o efeito depressivo no turnover de dopamina28 e noradrenalina29 poderiam ser responsáveis pelas propriedades antimaníacas deste medicamento.

Farmacocinética
 - Absorção
A carbamazepina administrada na forma de comprimidos é absorvida quase completamente, porém, de maneira relativamente lenta. Os comprimidos apresentam um pico plasmático médio da substância inalterada em 12 horas após uma dose oral única. A flutuação das concentrações plasmáticas com um regime posológico de duas administrações diárias é baixa.
A ingestão de alimentos não tem influência significativa na taxa e na extensão da absorção, em relação à forma farmacêutica da carbamazepina.
As concentrações plasmáticas de steady-state (estado de equilíbrio) da carbamazepina são atingidas em cerca de uma a duas semanas, dependendo da auto-indução individual pela carbamazepina e pela heteroindução por outros fármacos indutores enzimáticos, bem como do pré-tratamento, da posologia e da duração do tratamento.
 - Distribuição:
A carbamazepina está ligada a proteínas30 séricas em 70 a 80%. A concentração de substância inalterada no líquido cerebroespinhal e na saliva, reflete a parte da ligação não-protéica no plasma31.
As concentrações encontradas no leite materno, foram equivalentes a 25 a 60% dos níveis plasmáticos correspondentes. A carbamazepina atravessa a barreira placentária.
Assumindo a completa absorção da carbamazepina, o volume aparente de distribuição varia de 0,8 a 1,9 L/kg.
 - Eliminação:
A meia-vida média de eliminação da carbamazepina inalterada é de aproximadamente 36 horas após uma dose oral única, sendo que, após a administração oral repetida, a média é de 16 a 24 horas (sistema de auto-indução da monoxigenase hepática32), dependendo da duração do tratamento. Em pacientes que recebem tratamento concomitante com outros fármacos indutores de enzimas hepáticas33 (por ex. fenitoína, fenobarbital), a meia-vida média encontrada é de 9 a 10 horas. A meia-vida média de eliminação do metabólito34 10,11-epóxido no plasma31 é cerca de 6 horas após dose única oral do próprio epóxido. Após a administração de uma dose oral única de 400 mg de carbamazepina, 72% são excretadas na urina35 e 28% nas fezes. Na urina35, cerca de 2% da dose são recuperados como substância inalterada e cerca de 1% como metabólito34 10,11-epóxido, farmacologicamente ativo. A carbamazepina é metabolizada no fígado36, onde a biotransformação via epóxido é a mais importante, tendo o derivado 10,11-trans-diol e seu glicuronido como principais metabólitos37. O 9-hidroxi-metil-10-carbamoil acridan é um metabólito34 menor relacionado a esta via. Após uma dose oral única de carbamazepina, cerca de 30% aparecem na urina35 como produto final da via epóxido. Outra via de transformação importante para a carbamazepina leva a vários compostos monohidroxilados, bem como ao N-glicuronido da carbamazepina.
 - Características individuais:
As concentrações plasmáticas de steady-state (estado de equilíbrio) da carbamazepina, consideradas como " intervalo terapêutico" , variam consideravelmente de indivíduo para indivíduo: há relatos de intervalo entre 4 e 12 mcg/mL correspondente a 17 a 50 mcmol/L. As concentrações de carbamazepina-10,11-epóxido, metabólito34 farmacologicamente ativo, foram cerca de 30% dos níveis de carbamazepina.
Em função de maior eliminação da carbamazepina, as crianças podem requerer doses mais altas deste fármaco38 (em mg/kg) do que os adultos. Não há indicação de alteração da farmacocinética da carbamazepina em pacientes idosos quando comparados com adultos jovens.
Não há dados disponíveis sobre a farmacocinética da carbamazepina em pacientes com distúrbio de função hepática32 ou renal39.

Dados pré-clínicos de segurança
Estudos crônicos em animais, utilizando carbamazepina, demonstraram um aumento na incidência40 de tumores de fígado36. O significado destes achados relativos ao uso de carbamazepina em humanos é, até o presente, desconhecido.
Estudos de mutagenicidade em bactérias e mamíferos apresentaram resultados negativos.
A administração oral de carbamazepina durante a organogênese, em animais, levou a um aumento da mortalidade41 do embrião em doses diárias que causaram toxicidade42 na mãe. Também houve indício de abortamento43, em ratos, na dose diária de 300 mg/kg de peso corporal. Fetos de ratos próximos ao termo, mostraram retardamento no crescimento,
novamente em doses tóxicas para a mãe. Estudos em animais não evidenciaram potencial teratogênico44, porém, em estudo utilizando camundongos, a carbamazepina causou anomalias (principalmente a dilatação dos ventrículos cerebrais).

Indicações da Carbamazepina

 - Epilepsia1 - Crises parciais: com sintomatologia complexa e com sintomatologia simples.Epilepsia1 generalizada primária ou crises generalizadas secundariamente com um componente tonicoclônico. Formas mistas destas crises. A carbamazepina é adequada para monoterapia e terapia combinada45. A carbamazepina, geralmente, não é eficaz em crises de ausência (pequeno mal) - vide " Precauções" .
- Mania e tratamento profilático em distúrbios maníaco-depressivos (bipolares).
- Síndrome2 de abstinência alcoólica.
- Neuralgia3 idiopática5 do trigêmio e neuralgia3 trigeminal em decorrência de esclerose múltipla4. Neuralgia3 glossofaríngea idiopática5.
- Neuropatia46 diabética dolorosa.
- Diabetes47 insípidus centralis. Poliúria7 e polidipsia8 de origem neuro-hormonal.

Contra-Indicações da Carbamazepina

O USO DESTE MEDICAMENTO É CONTRA-INDICADO A PACIENTES COM HIPERSENSIBILIDADE CONHECIDA À CARBAMAZEPINA, A FÁRMACOS ESTRUTURALMENTE RELACIONADOS (POR EX. ANTIDEPRESSIVOS TRICÍCLICOS) E/OU A DEMAIS COMPONENTE DA FORMULAÇÃO. É TAMBÉM CONTRA-INDICADO A PACIENTES COM BLOQUEIO ÁTRIO-VENTRICULAR, HISTÓRIA ANTERIOR DE DEPRESSÃO DA MEDULA ÓSSEA48 OU HISTÓRIA DE PORFIRIA49 AGUDA INTERMITENTE50. A NÍVEL TEÓRICO (RELAÇÃO ESTRUTURAL A ANTIDEPRESSIVOS TRICÍCLICOS), O USO DE CARBAMAZEPINA NÃO É RECOMENDADO EM ASSOCIAÇÃO COM INIBIDORES DA MONOAMINOXIDASE51 (IMAO52); ANTES DE SE ADMINISTRAR A CARBAMAZEPINA, O(S) IMAO52 DEVE(M) SER DESCONTINUADO(S) POR NO MÍNIMO 2 SEMANAS OU MAIS SE A SITUAÇÃO CLÍNICA O PERMITIR.

Precauções e Advertências da Carbamazepina

AGRANULOCITOSE53 E ANEMIA54 APLÁSTICA FORAM ASSOCIADAS AO USO DA CARBAMAZEPINA, ENTRETANTO, EM FUNÇÃO DA INCIDÊNCIA40 MUITO BAIXA DESTAS  DOENÇAS, ESTIMATIVAS DE RISCO SIGNIFICATIVAS PARA CARBAMAZEPINA SÃO DIFÍCEIS DE SEREM OBTIDAS. O RISCO TOTAL EM POPULAÇÕES NÃO TRATADAS EM GERAL FOI ESTIMADO EM 4,7 PESSOAS POR MILHÃO POR ANO PARA AGRANULOCITOSE53 E 2,0 PESSOAS POR MILHÃO POR ANO PARA ANEMIA54 APLÁSTICA.A DIMINUIÇÃO TRANSITÓRIA OU PERSISTENTE DE LEUCÓCITOS55 OU PLAQUETAS56 OCORRE, DE OCASIONÁ-LA FREQUENTEMENTE EM ASSOCIAÇÃO COM O USO DE CARBAMAZEPINA; CONTUDO, NA MAIORIA DOS CASOS ESTES EFEITOS MOSTRAM-SE TRANSITÓRIOS E SÃO INDÍCIOS IMPROVÁVEIS DE UM PRINCÍPIO DE ANEMIA54 APLÁSTICA OU AGRANULOCITOSE53. TODAVIA, DEVERÁ SER OBTIDO O VALOR BASAL DA CONTAGEM DE CÉLULAS SANGUÍNEAS57 NO PRÉ-TRATAMENTO, INCLUINDO PLAQUETAS56 E POSSIVELMENTE RETICULÓCITOS E FERRO SÉRICO. APESAR DO VALOR DE MONITORIZAÇÃO HEMATOLÓGICO SER DUVIDOSO, SUGERE-SE ALGUMAS CONDUTAS, COMO POR EXEMPLO, SEMANALMENTE NO 1° MÊS, MENSALMENTE NOS 5 MESES SEGUINTES E DEPOIS 2 A 4 VEZES AO ANO.
SE DURANTE O TRATAMENTO FOREM OBSERVADAS REDUÇÕES OU BAIXAS DEFINITIVAS NA CONTAGEM DE PLAQUETAS56 OU DE LEUCÓCITOS55, O QUADRO CLÍNICO E A CONTAGEM COMPLETA DAS CÉLULAS SANGUÍNEAS57 DEVEM SER RIGOROSAMENTE MONITORIZADOS. A CARBAMAZEPINA DEVERÁ SER DESCONTINUADA SE OCORRER ALGUMA EVIDÊNCIA SIGNIFICATIVA DE DEPRESSÃO MEDULAR. SE SURGIREM SINAIS58 E SINTOMAS24 SUGESTIVOS DE REAÇÕES GRAVES DA PELE16, COMO POR EXEMPLO SÍNDROME DE STEVENS-JOHNSON59 E SÍNDROME DE LYELL60, CARBAMAZEPINA DEVERÁ SER RETIRADA IMEDIATAMENTE.
CARBAMAZEPINA DEVERÁ SER ADMINISTRADA SOMENTE SOB SUPERVISÃO MÉDICA.
CARBAMAZEPINA DEVE SER UTILIZADA COM CAUTELA EM PACIENTES COM CRISES MISTAS QUE INCLUAM CRISES DE AUSÊNCIA ATÍPICA, POIS CARBAMAZEPINA NESTE CASO FOI ASSOCIADA A UM AUMENTO DE FREQUÊNCIA DE CONVULSÕES. EM CASOS DE EXACERBAÇÃO DAS CRISES, CARBAMAZEPINA DEVE SER DESCONTINUADA. OS PACIENTES DEVEM ESTAR CIENTES DOS SINAIS58 E SINTOMAS24 TÓXICOS PRECOCES DE UM PROBLEMA HEMATOLÓGICO POTENCIAL, ASSIM COMO DOS SINTOMAS24 DE REAÇÕES DERMATOLÓGICAS OU HEPÁTICAS61. SE OCORREREM REAÇÕES TAIS COMO FEBRE62, DOR DE GARGANTA63, ERUPÇÃO64, ÚLCERAS65 NA BOCA17, EQUIMOSE66, PÚRPURA67 PETEQUIAL OU HEMORRAGICA68, O PACIENTE DEVE CONSULTAR SEU MÉDICO IMEDIATAMENTE. CARBAMAZEPINA DEVE SER PRESCRITA SOMENTE APÓS AVALIAÇÃO CRÍTICA DO RISCO-BENEFÍCIO E SOB MONITORIZAÇÃO RIGOROSA PARA PACIENTES69 COM HISTÓRIA DE DISTÚRBIO CARDÍACO, HEPÁTICO OU RENAL39,
REAÇÕES ADVERSAS HEMATOLÓGICAS A OUTROS FÁRMACOS OU PERÍODOS INTERROMPIDOS DE TERAPIA COM CARBAMAZEPINA. AVALIAÇÕES PERIÓDICAS E BASAIS DA FUNÇÃO HEPÁTICA32, PARTICULARMENTE EM PACIENTES COM HISTÓRIA DE DOENÇA HEPÁTICA32 E EM IDOSOS, DEVEM SER REALIZADAS DURANTE O TRATAMENTO COM CARBAMAZEPINA. O MEDICAMENTO DEVE SER RETIRADO IMEDIATAMENTE NOS CASOS DE DISFUNÇÃO HEPÁTICA32 AGRAVADA OU DOENÇA ATIVA DO FÍGADO36. RECOMENDA-SE EXAME DE URINA70 COMPLETO, PERIÓDICO E BASAL E DETERMINAÇÃO DE VALORES DE BUN (NITROGÊNIO URÉICO SANGUÍNEO).
REAÇÕES LEVES DE PELE16, COMO POR EXEMPLO EXANTEMA71 MACULOPAPULAR72 OU MACULAR ISOLADO, SÃO NA MAIORIA DAS VEZES TRANSITÓRIAS, NÃO PERIGOSAS E GERALMENTE DESAPARECEM DENTRO DE POUCOS DIAS OU SEMANAS DURANTE O TRATAMENTO OU APÓS UMA DIMINUIÇÃO DA POSOLOGIA. ENTRETANTO, O PACIENTE DEVE SER MANTIDO SOB CUIDADOSA SUPERVISÃO. CARBAMAZEPINA MOSTROU UMA LEVE ATIVIDADE ANTICOLINÉRGICA, PORTANTO, PACIENTES COM AUMENTO DA PRESSÃO INTRA-OCULAR DEVEM SER RIGOROSAMENTE OBSERVADOS DURANTE A TERAPIA. DEVE-SE CONSIDERAR A POSSIBILIDADE DE ATIVAÇÃO DE UMA PSICOSE73 LATENTE, E, EM PACIENTES IDOSOS, DE CONFUSÃO OU AGITAÇÃO.
FORAM RELATADOS CASOS ISOLADOS DE DISTÚRBIO NA FERTILIDADE MASCULINA E/OU ESPERMATOGÊNESE ANORMAL, PORÉM A RELAÇÃO CAUSAL NÃO FOI ESTABELECIDA. FOI RELATADO SANGRAMENTO DE ESCAPE EM MULHERES SOB USO DE ANTICONCEPCIONAIS ORAIS. A AÇÃO ESPERADA DOS ANTICONCEPCIONAIS ORAIS PODE SER ADVERSAMENTE AFETADA POR CARBAMAZEPINA, COMPROMETENDO A CONFIABILIDADE DO MÉTODO.
APESAR DA CORRELAÇÃO ENTRE A POSOLOGIA E OS NÍVEIS PLASMÁTICOS DE CARBAMAZEPINA E ENTRE OS NÍVEIS PLASMÁTICOS E A EFICÁCIA CLÍNICA OU TOLERABILIDADE SER MUITO TÊNUE, A MONITORIZAÇÃO DOS NÍVEIS PLASMÁTICOS PODE SER ÚTIL NAS SEGUINTES CONDIÇÕES: AUMENTO SIGNIFICATIVO DA FREQUÊNCIA DE CRISES/VERIFICAÇÃO DA ADERÊNCIA DO PACIENTE; DURANTE A GRAVIDEZ9; NO TRATAMENTO DE CRIANÇAS OU ADOLESCENTES; NA SUSPEITA DE DISTÚRBIO DE ABSORÇÃO; NA SUSPEITA DE TOXICIDADE42, QUANDO MAIS DE UM MEDICAMENTO ESTIVER SENDO UTILIZADO (VIDE " INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS" ).
SE O TRATAMENTO COM CARBAMAZEPINA TIVER QUE SER INTERROMPIDO ABRUPTAMENTE, A SUBSTITUIÇÃO POR UMA NOVA SUBSTÂNCIA ANTIEPILÉPTICA DEVERÁ SER FEITA SOB PROTEÇÃO DE UM MEDICAMENTO ADEQUADO (POR EX. DIAZEPAM INTRAVENOSO OU RETAL OU FENITOÍNA INTRAVENOSA).
USO DURANTE A GRAVIDEZ9 E LACTAÇÃO10
MULHERES GRÁVIDAS COM EPILEPSIA1 DEVEM SER TRATADAS COM CUIDADO ESPECIAL. EM MULHERES EM IDADE FÉRTIL, CARBAMAZEPINA DEVE, SEMPRE QUE POSSÍVEL, SER PRESCRITA EM MONOTERAPIA POIS A INCIDÊNCIA40 DE ANORMALIDADES CONGÊNITAS74 EM FILHOS DE MULHERES TRATADAS COM ASSOCIAÇÕES DE FÁRMACOS ANTIEPILÉPTICOS (POR EX. ÁCIDO VALPRÓICO MAIS CARBAMAZEPINA MAIS FENOBARBITONA E/OU FENITOÍNA) É MAIOR DO QUE NAQUELES CUJAS MÃES RECEBERAM FÁRMACOS ISOLADAMENTE EM MONOTERAPIA. DEVE-SE ADMINISTRAR DOSES MÍNIMAS EFICAZES E RECOMENDA-SE A MONITORIZAÇÃO DOS NÍVEIS PLASMÁTICOS. SE OCORRER GRAVIDEZ9 DURANTE O TRATAMENTO COM CARBAMAZEPINA, OU SE A NECESSIDADE DE SE INICIAR O TRATAMENTO COM CARBAMAZEPINA APARECER DURANTE A GRAVIDEZ9, O BENEFÍCIO POTENCIAL DO MEDICAMENTO DEVERÁ SER CUIDADOSAMENTE AVALIADO CONTRA OS POSSÍVEIS RISCOS, PARTICULARMENTE NOS PRIMEIROS TRÊS MESES DE GRAVIDEZ9. É SABIDO QUE FILHOS DE MÃES EPILÉPTICAS SÃO MAIS PROPENSOS A DISTÚRBIOS DE DESENVOLVIMENTO, INCLUINDO MALFORMAÇÕES75. FOI RELATADA A POSSIBILIDADE DA CARBAMAZEPINA, COMO TODOS OS PRINCIPAIS FÁRMACOS ANTIEPILÉPTICOS, AUMENTAR ESTE RISCO, EMBORA FALTEM EVIDÊNCIAS CONCLUSIVAS A PARTIR DE ESTUDOS CONTROLADOS COM CARBAMAZEPINA EM MONOTERAPIA. ENTRETANTO, EXISTEM RAROS RELATOS DE DISTÚRBIOS DO DESENVOLVIMENTO E MALFORMAÇÕES75, INCLUINDO ESPINHA BÍFIDA76 ASSOCIADAS AO USO DE CARBAMAZEPINA. AS PACIENTES DEVEM SER INFORMADAS SOBRE A POSSIBILIDADE DE UM AUMENTO DE RISCO DE MALFORMAÇÃO77 E DEVE SER FEITO UM SCREENING (TRIAGEM) PRÉ-NATAL. A DEFICIÊNCIA DE ÁCIDO FÓLICO GERALMENTE OCORRE DURANTE A GRAVIDEZ9 E OS FÁRMACOS ANTIEPILÉPTICOS AGRAVAM ESTA DEFICIÊNCIA QUE PODE CONTRIBUIR PARA UM AUMENTO DA INCIDÊNCIA40 DE ANOMALIAS CONGÊNITAS74 NOS FILHOS DE MULHERES EPILÉPTICAS EM TRATAMENTO. LOGO, TEM-SE RECOMENDADO A SUPLEMENTAÇÃO78 DE ÁCIDO FÓLICO ANTES E DURANTE A GRAVIDEZ9.
TAMBÉM RECOMENDA-SE A ADMINISTRAÇÃO DE VITAMINA79 K1 À MÃE DURANTE AS ÚLTIMAS SEMANAS DE GRAVIDEZ9, ASSIM COMO PARA O RECÉM-NASCIDO, PARA A PREVENÇÃO DE DISTÚRBIOS HEMORRÁGICOS80. A CARBAMAZEPINA PASSA PARA O LEITE MATERNO (CERCA DE 25 A 60% DA CONCENTRAÇÃO PLASMÁTICA).
O BENEFÍCIO DA AMAMENTAÇÃO81 DEVERÁ SER AVALIADO CONTRA A REMOTA POSSIBILIDADE DE OCORREREM EFEITOS ADVERSOS NO LACTENTE82. MÃES EM TERAPIA COM CARBAMAZEPINA PODEM AMAMENTAR, MAS A CRIANÇA DEVE SER OBSERVADA EM RELAÇÃO A POSSÍVEIS REAÇÕES ADVERSAS (POR EX. SONOLÊNCIA EXCESSIVA). EXISTE UM RELATO DE REAÇÃO DE HIPERSENSIBILIDADE CUTÂNEA83 GRAVE EM UM LACTENTE82.
EFEITOS SOBRE A HABILIDADE DE DIRIGIR VEÍCULOS E/OU OPERAR MÁQUINAS
A HABILIDADE DE REAÇÃO DO PACIENTE PODE ESTAR PREJUDICADA POR VERTIGEM84 E SONOLÊNCIA CAUSADAS POR CARBAMAZEPINA, ESPECIALMENTE NO INÍCIO DO TRATAMENTO OU QUANDO EM AJUSTE DE DOSE. OS PACIENTES DEVEM, PORTANTO, TER CUIDADO AO DIRIGIR VEÍCULOS E/OU OPERAR MÁQUINAS.

Interações Medicamentosas da Carbamazepina

DEVIDO À INDUÇÃO DO SISTEMA ENZIMÁTICO MONOXIGENASE HEPÁTICO, A CARBAMAZEPINA PODE DIMINUIR O NÍVEL PLASMÁTICO E DIMINUIR OU ABOLIR A ATIVIDADE DE CERTOS FÁRMACOS METABOLIZADOS POR ESTE SISTEMA. A POSOLOGIA DOS SEGUINTES FÁRMACOS PODERÁ SOFRER AJUSTE CONFORME A EXIGÊNCIA CLÍNICA: CLOBAZAM, CLONAZEPAM, ETOSUXIMIDA, PRIMIDONA, ÁCIDO VALPRÓICO, ALPRAZOLAM, CORTICOSTERÓIDES (POR EX. PREDNISOLONA E DEXAMETASONA), CICLOSPORINA, DIGOXINA, DOXICICLINA, FELODIPINA, HALOPERIDOL, IMIPRAMINA, METADONA, ANTICONCEPCIONAIS ORAIS (MÉTODOS ANTICONCEPCIONAIS ALTERNATIVOS DEVEM SER CONSIDERADOS), TEOFILINA E ANTICOAGULANTES85 ORAIS (VARFARINA, FEMPROCOUMONA E DICUMAROL). NÍVEIS PLASMÁTICOS DE FENITOÍNA FORAM AUMENTADOS E REDUZIDOS PELA CARBAMAZEPINA E NÍVEIS PLASMÁTICOS DE MEFENITOÍNA FORAM AUMENTADOS EM CASOS RAROS. AS SEGUINTES SUBSTÂNCIAS AUMENTARAM OS NÍVEIS PLASMÁTICOS DA CARBAMAZEPINA: ERITROMICINA, TROLEANDOMICINA, POSSIVELMENTE JOSAMICINA, ISONIAZIDA, VERAPAMIL, DILTIAZEM, DEXTROPROPOXIFENO, VILOXAZINA, FLUOXETINA, POSSIVELMENTE CIMETIDINA, ACETAZOLAMIDA, DANAZOL, POSSIVELMENTE DESIPRAMINA E NICOTINAMIDA (EM ADULTOS, SOMENTE EM DOSE ELEVADA). UMA VEZ QUE NÍVEIS PLASMÁTICOS ELEVADOS DE CARBAMAZEPINA PODEM RESULTAR EM REAÇÕES ADVERSAS (POR EX. VERTIGEM84, SONOLÊNCIA, ATAXIA86 E DIPLOPIA87), A POSOLOGIA DE CARBAMAZEPINA DEVERÁ SER AJUSTADA ADEQUADAMENTE E/OU OS NÍVEIS PLASMÁTICOS MONITORIZADOS. FOI OBSERVADO QUE O USO CONCOMITANTE DE CARBAMAZEPINA E ISONIAZIDA AUMENTA A HEPATOTOXICIDADE88 INDUZIDA PELA ISONIAZIDA. O USO COMBINADO DE CARBAMAZEPINA E LÍTIO OU METOCLOPRAMIDA DE UM LADO E CARBAMAZEPINA E NEUROLÉPTICOS27 (HALOPERIDOL, TIORIDAZINA) DE OUTRO, PODE LEVAR A UM AUMENTO DE REAÇÕES ADVERSAS NEUROLÓGICAS (COM A COMBINAÇÃO POSTERIOR MESMO EM PRESENÇA DE " NÍVEIS PLASMÁTICOS TERAPÊUTICOS" ). OS NÍVEIS PLASMÁTICOS DE CARBAMAZEPINA PODEM SER REDUZIDOS POR FENOBARBITONA, FENITOÍNA, PRIMIDONA, PROGABIDA OU TEOFILINA E, APESAR DOS DADOS SEREM PARCIALMENTE CONTRADITÓRIOS, POSSIVELMENTE TAMBÉM POR CLONAZEPAM, ÁCIDO VALPRÓICO OU VALPROMIDA. POR OUTRO LADO, FOI OBSERVADO QUE O ÁCIDO VALPRÓICO, A VALPROMIDA E A PRIMIDONA AUMENTAM O NÍVEL PLASMÁTICO DO METABÓLITO34 FARMACOLOGICAMENTE ATIVO CARBAMAZEPINA-10,11-EPÓXIDO. A DOSE DE CARBAMAZEPINA PODE, CONSEQUENTEMENTE, TER QUE SER AJUSTADA. A ADMINISTRAÇÃO CONCOMITANTE DE CARBAMAZEPINA E DE ALGUNS DIURÉTICOS89 (HIDROCLOROTIAZIDA, FUROSEMIDA) PODE LEVAR À HIPONATREMIA90 SINTOMÁTICA91. A CARBAMAZEPINA PODE ANTAGONIZAR OS EFEITOS DE NÃO-DESPOLARIZAÇÃO DOS RELAXANTES MUSCULARES (POR EX. PANCURÔNIO); SUA POSOLOGIA PODE NECESSITAR DE AUMENTO E OS PACIENTES DEVEM SER MONITORIZADOS RIGOROSAMENTE PARA RECUPERAÇÃO MAIS RÁPIDA QUE O ESPERADO DO BLOQUEIO NEUROMUSCULAR.
FOI OBSERVADO QUE A ISOTRETINOÍNA ALTERA A BIODISPONIBILIDADE E/OU O CLEARANCE (DEPURAÇÃO) DA CARBAMAZEPINA E DA CARBAMAZEPINA-10,11-EPÓXIDO, SENDO QUE, AO SE ADMINISTRAR OS DOIS FÁRMACOS CONCOMITANTEMENTE, OS NÍVEIS PLASMÁTICOS DE CARBAMAZEPINA DEVEM SER MONITORADOS. CARMABAZEPINA, COMO OUTROS FÁRMACOS PSICOATIVOS, PODE REDUZIR A TOLERÂNCIA AO ÁLCOOL; PORTANTO É ACONSELHÁVEL QUE O PACIENTE ABSTENHA-SE DE ÁLCOOL.

Reações Adversas da Carbamazepina

PARTICULARMENTE NO INÍCIO DO TRATAMENTO COM CARBAMAZEPINA, OU SE A POSOLOGIA INICIAL FOR ELEVADA DEMAIS OU DURANTE O TRATAMENTO DE PACIENTES IDOSOS, CERTOS TIPOS DE REAÇÕES ADVERSAS OCORREM OCASIONALMENTE OU FREQUENTEMENTE, COMO POR EXEMPLO, REAÇÕES ADVERSAS NO SNC92 (VERTIGEM84, CEFALÉIA93, ATAXIA86, SONOLÊNCIA, FADIGA94 E DIPLOPIA87); DISTÚRBIOS GASTRINTESTINAIS (NÁUSEA14 E VÔMITO95), ASSIM COMO REAÇÕES ALÉRGICAS NA PELE16. AS REAÇÕES ADVERSAS RELACIONADAS À DOSE, GERALMENTE, DIMINUEM DENTRO DE POUCOS DIAS ESPONTANEAMENTE OU APÓS REDUÇÃO TRANSITÓRIA DA POSOLOGIA. A OCORRÊNCIA DE REAÇÕES ADVERSAS NO SNC92 PODE SER UMA MANIFESTAÇÃO DE SUPERDOSAGEM RELATIVA OU DE FLUTUAÇÃO SIGNIFICATIVA DOS NÍVEIS PLASMÁTICOS. EM TAIS CASOS, É ACONSELHÁVEL MONITORAR OS NÍVEIS PLASMÁTICOS E POSSIVELMENTE DIMINUIR A DOSE DIÁRIA E/OU DIVIDÍ-LA EM 3 A 4 FRAÇÕES DE DOSE.SISTEMA NERVOSO CENTRAL96
- NEUROLÓGICAS
FREQÜENTES: VERTIGEM84, ATAXIA86, SONOLÊNCIA E FADIGA94. OCASIONAIS: CEFALÉIA93, DIPLOPIA87 E DISTÚRBIOS DE ACOMODAÇÃO VISUAL (POR EX. VISÃO13 BORRADA).
RARAS: MOVIMENTOS INVOLUNTÁRIOS ANORMAIS (POR EX. TREMOR, ASTERÍXIS, DISCINESIA OROFACIAL, DISTÚRBIOS COREOATETÓTICOS, DISTONIA97, TIQUES)
E NISTAGMO98. CASOS ISOLADOS: DISTÚRBIOS OCULOMOTORES, DISTÚRBIOS DA FALA (POR EX. DISARTRIA99 OU PRONÚNCIA DESARTICULADA DA FALA), NEURITE100 PERIFÉRICA, PARESTESIA101, FRAQUEZA MUSCULAR E SINTOMAS24 PARÉTICOS.
- PSIQUIÁTRICAS
CASOS ISOLADOS: ALUCINAÇÕES102 (VISUAIS OU ACÚSTICAS), DEPRESSÃO, PERDA DE APETITE, INQUIETAÇÃO, COMPORTAMENTO AGRESSIVO, AGITAÇÃO, CONFUSÃO E ATIVAÇÃO DE PSICOSE73 PREEXISTENTES.
PELE16 E ANEXOS103
OCASIONAIS OU FREQUENTES: REAÇÕES ALÉRGICAS NA PELE16, URTICÁRIA104 QUE EM ALGUNS CASOS PODE SER GRAVE. RARAS: DERMATITE105 EXFOLIATIVA E ERITRODERMA, SÍNDROME DE STEVENS-JOHNSON59, SÍNDROME2 SEMELHANTE AO LUPUS106 ERITEMATOSO107 SISTÊMICO108 (SÍNDROME2 LUPUS106 LIKE). CASOS ISOLADOS: NECRÓLISE EPIDÉRMICA TÓXICA109, FOTOSSENSIBILIDADE, ERITEMA MULTIFORME110 E NODOSO, ALTERAÇÕES NA PIGMENTAÇÃO DA PELE16, PÚRPURA67, PRURIDO111, ACNE112, SUDORESE113 E PERDA DE CABELO114. CASOS ISOLADOS: HIRSUTISMO115 (SENDO QUE A RELAÇÃO CAUSAL NÃO É CLARA).
SANGUE20
OCASIONAIS OU FREQUENTES: LEUCOPENIA116, EOSINOFILIA117 OCASIONAL E TROMBOCITOPENIA118. RARAS: LEUCOCITOSE119 E LINFADENOPATIA. CASOS ISOLADOS: AGRANULOCITOSE53, ANEMIA54 APLÁSTICA, APLASIA DE ERITRÓCITO PURA, ANEMIA MEGALOBLÁSTICA120, PORFIRIA49 AGUDA INTERMITENTE50, RETICULOCITOSE, DEFICIÊNCIA DE ÁCIDO FÓLICO E POSSIBILIDADE DE ANEMIA HEMOLÍTICA121.
FÍGADO36
FREQUENTES: GAMA-GT ELEVADA (CAUSADA POR INDUÇÃO DA ENZIMA122 HEPÁTICA32), GERALMENTE NÃO RELEVANTE CLINICAMENTE. OCASIONAIS: FOSFATASE ALCALINA123 ELEVADA E RARAMENTE TRANSAMINASES. RARAS: ICTERÍCIA124, HEPATITE125 COLESTÁTICA, PARENQUIMATOSA (HEPATOCELULAR) OU TIPO MISTA. CASOS ISOLADOS: HEPATITE125 GRANULOMATOSA.
TRATO GASTRINTESTINAL
OCASIONAIS OU FREQUENTES: NÁUSEA14 E VÔMITO95. OCASIONAL: SECURA DA BOCA17. RARAS: DIARRÉIA126 OU CONSTIPAÇÃO127. CASOS ISOLADOS: DOR ABDOMINAL,
GLOSSITE128 E ESTOMATITE129.
REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE
RARAS: DISTÚRBIO DE HIPERSENSIBILIDADE RETARDADA EM MÚLTIPLOS ÓRGÃOS COM FEBRE62, ERUPÇÕES DE PELE16, VASCULITE130, LINFADENOPATIA, DISTÚRBIOS SEMELHANTES A LINFOMA131, ARTRALGIA132, LEUCOPENIA116, EOSINOFILIA117, HEPATOESPLENOMEGALIA133 E TESTE DA FUNÇÃO HEPÁTICA32 ANORMAL, OCORRENDO EM VÁRIAS COMBINAÇÕES. OUTROS ÓRGÃOS TAMBÉM PODEM SER AFETADOS (POR EX. PULMÕES134, RINS135, PÂNCREAS136 E MIOCÁRDIO137). CASOS ISOLADOS: MENINGITE ASSÉPTICA138 COM MIOCLONIA139 E EOSINOFILIA117 PERIFÉRICA. O TRATAMENTO DEVERÁ SER DESCONTINUADO QUANDO TAIS REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE OCORREREM.
SISTEMA CARDIOVASCULAR140
RARAS: DISTÚRBIOS DE CONDUÇÃO CARDÍACA. CASOS ISOLADOS: BRADICARDIA141, ARRITMIAS142, BLOQUEIO ATRIOVENTRICULAR COM SÍNCOPE143, COLAPSO144, INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA145, HIPERTENSÃO146 OU HIPOTENSÃO147, AGRAVAMENTO DA DOENÇA CORONARIANA148, TROMBOFLEBITE149 E TROMBOEMBOLISMO150
SISTEMA ENDÓCRINO151 E META BOLISMO
OCASIONAIS: EDEMA152, RETENÇÃO DE LÍQUIDO, AUMENTO DE PESO, HIPONATREMIA90 E REDUÇÃO DE OSMOLARIDADE153 DO PLASMA31 CAUSADA POR UM EFEITO SEMELHANTE AO DO HORMÔNIO154 ANTIDIURÉTICO (HAD), CONDUZINDO EM CASOS ISOLADOS, À INTOXICAÇÃO HÍDRICA ACOMPANHADA DE LETARGIA155, VÔMITO95, CEFALÉIA93, CONFUSÃO MENTAL E ANOMALIAS NEUROLÓGICAS. CASOS ISOLADOS: GINECOMASTIA156 OU GALACTORRÉIA157; TESTES DE FUNÇÃO TIREOIDEANA ANORMAIS, OU SEJA, L-TIROXINA DIMINUÍDA (FT4,T4,T3) E TSH AUMENTADO, GERALMENTE SEM MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS; DISTÚRBIOS DO METABOLISMO158 ÓSSEO (DIMINUIÇÃO PLASMÁTICA DE CÁLCIO E 25-OH COLECALCIFEROL), LEVANDO EM CASOS ISOLADOS A OSTEOMALACIA159; ELEVADOS NÍVEIS DE COLESTEROL160, INCLUINDO COLESTEROL160 HDL161 E TRIGLICÉRIDES162.
SISTEMA UROGENITAL163
CASOS ISOLADOS: NEFRITE164 INTERSTICIAL165 E INSUFICIÊNCIA RENAL166, ASSIM COMO SINAIS58 DE DISFUNÇÃO RENAL39 (POR EX. ALBUMINÚRIA167, HEMATÚRIA168, OLIGÚRIA169 E BUN (NITROGÊNIO URÉICO SANGUÍNEO/AZOTEMIA ELEVADA), FREQUÊNCIA URINÁRIA ALTERADA, RETENÇÃO URINÁRIA170 E DISTÚRBIO/ IMPOTÊNCIA171 SEXUAL.
ORGÃOS DOS SENTIDOS
CASOS ISOLADOS: DISTÚRBIO DO PALADAR172, OPACIFICAÇÃO DO CRISTRALINO, CONJUNTIVITE173, TINITUS E HIPERACUSIA.
SISTEMA MÚSCULO ESQUELÉTICO174
CASOS ISOLADOS: ARTRALGIA132, DOR MUSCULAR OU CÃIBRA.
TRATO RESPIRATÓRIO
CASOS ISOLADOS: HIPERSENSIBILIDADE PULMONAR CARACTERIZADA POR FEBRE62, DISPNÉIA175 E PNEUMONIA176.

Posologia da Carbamazepina

Os comprimidos podem ser ingeridos durante, após ou entre as refeições com um pouco de líquido. Em pacientes idosos a posologia de carbamazepina deve ser ajustada com cuidado.

EPILEPSIA1
Sempre que possível, a carbamazepina deve ser prescrita em monoterapia. O tratamento deve ser iniciado com uma posologia diária baixa, sendo esta aumentada lentamente até que se obtenha um efeito ótimo. Após obter-se o controle adequado das crises, a posologia pode ser reduzida gradualmente ao nível mínimo efetivo. A determinação dos níveis plasmáticos pode ajudar no estabelecimento da posologia ótima (vide " Precauções e Advertências" ). Quando a carbamazepina for administrada a uma terapia anticonvulsivante já existente, a adição deve ser feita gradualmente, enquanto se mantém ou, se necessário, se adapta a posologia do(s) outro(s) anticonvulsivante(s)
(vide " Interações Medicamentosas" ).
Adultos
Inicialmente, 100 a 200 mg 1 a 2 vezes ao dia; aumentar lentamente a dose até 400 mg 2 a 3 vezes/dia, até que se obtenha uma resposta ótima. Em alguns pacientes, a dose de 1.600 ou mesmo 2.000 mg/dia pode ser apropriada.
Crianças
Administrar 10 a 20 mg/kg de peso corporal ao dia, isto é:
- Até 1 ano - de 100 a 200 mg por dia;
- De 1 a 5 anos - de 200 a 400 mg por dia;
- De 6 a 10 anos - de 400 a 600 mg por dia;
- De 11 a 15 anos - de 600 a 1.000 mg por dia a serem administrados em doses fracionadas.
Para crianças de 4 anos ou menos é recomendada a dose inicial de 20 a 60 mg/dia, aumentada de 20 a 60 mg a cada 2 dias. Para crianças acima de 4 anos, a terapia pode começar com 100 mg/dia, aumentada de 100 mg em intervalos semanais.

NEURALGIA3 DO TRIGÊMIO
A posologia inicial de 200 a 400 mg por dia, deve ser elevada lentamente até a obtenção de analgesia (em geral, 200 mg, 3 a 4 vezes ao dia). Reduzir então gradualmente a dosagem para o menor nível de manutenção possível. Em pacientes idosos, indica-se a dose inicial de 100 mg, 2 vezes ao dia.

SÍNDROME2 DE ABSTINÊNCIA ALCOÓLICA
A dose média é de 200 mg, 3 vezes ao dia. Nos casos graves, essa dose pode ser elevada durante os primeiros dias (por ex., 400 mg, 3 vezes ao dia). No início do tratamento de manifestações de abstinência grave, carbamazepina deve ser administrada em combinações com fármacos sedativos-hipnóticos (por ex. clometiazol e clordiazepóxido).
Após o alívio da fase aguda, a carbamazepina pode ser continuada em monoterapia.

DIABETES INSIPIDUS6 CENTRALIS
A dose média para adultos é de 200 mg, 2 a 3 vezes ao dia. Em crianças, a dose deve ser reduzida proporcionalmente à idade e ao peso corporal.

NEUROPATIA46 DIABÉTICA DOLOROSA
A dose média é de 200 mg, 2 a 4 vezes ao dia.

MANIA E TRATAMENTO PROFILÁTICO DO DISTÚRBIO MANÍACO-DEPRESSIVO (BIPOLAR)
O intervalo de dose é de 400 a 1.600 mg ao dia, sendo que a posologia usual é de 400 a 600 mg ao dia, em 2 a 3 doses fracionadas. No tratamento da mania aguda, a posologia deve ser aumentada mais rapidamente, enquanto que, para a profilaxia de distúrbios bipolares são recomendados pequenos aumentos de dose, a fim de se proporcionar tolerabilidade ótima.

Superdosagem da Carbamazepina

Sinais58 e sintomas24Os sinais58 e sintomas24 de superdosagem geralmente envolvem os sistemas nervoso central (SNC92), cardiovascular e respiratório.
Sistema nervoso central96: depressão do SNC92, desorientação, sonolência, agitação, alucinação177, coma178, visão13 borrada, distúrbio da fala, disartria99, nistagmo98, ataxia86, discinesia, hiperreflexia179 inicial, hiperreflexia179 tardia; convulsões, distúrbios psicomotores, mioclonia139 e hipotermia180.
Sistema respiratório181: depressão respiratória e edema pulmonar182.
Sistema cardiovasular: taquicardia183, hipotensão147, às vezes hipertensão146, distúrbio de condução com ampliação do complexo QRS; síncope143 em associação com parada cardíaca.
Sistema gastrintestinal: vômito95, esvaziamento gástrico retardado e motilidade intestinal reduzida.
Função renal39: retenção da urina35, oligúria169 ou anúria184; retenção de fluido, intoxicação hídrica causada  causada pelo efeito semelhante ao do HAD da carbamazepina.
Achados laboratoriais: hiponatremia90, possibilidade de acidose metabólica185, possibilidade de hiperglicemia186 e aumento de creatinina187 fosfoquinase muscular.
Tratamento
Não há antídoto188 específico. O tratamento deve ser feito considerando, inicialmente, a condição clínica do paciente: internação; avaliação do nível plasmático para confirmação da intoxicação por carbamazepina e determinação do grau da superdosagem; esvaziamento gástrico e lavagem gástrica189 com administração de carvão ativado. Devem ser adotadas medidas de suporte em unidade de terapia intensiva190, com monitorização cardíaca e correção cuidadosa do equilíbrio eletrolítico.
Recomendações especiais: em caso de hipotensão147, administrar dopamina28 ou dobutamina Intravenosa.
Distúrbios de ritmo cardíaco: a serem controlados em bases individuais.
Convulsões: administrar um benzodiazepínico (por ex., diazepam) ou outro antiepilético, como, por exemplo, fenobarbital (cuidadosamente, por causa da depressão respiratória) ou paraldeído.
Hiponatremia90 (intoxicação hídrica): restrição de líquido e infusão intravenosa, lenta e cuidadosa, de cloreto de sódio a 0,9%.
Essas medidas são úteis na prevenção da lesão191 cerebral. É recomendada hemoperfusão com carvão. Diurese192 forçada, hemodiálise193 e diálise peritoneal194 são consideradas ineficazes. A reincidência195 e o agravamento da sintomatologia nos 2º e 3º dias após a superdosagem devem ser antecipados em função da absorção retardada.

Pacientes Idosos da Carbamazepina

Devem-se seguir as orientações gerais descritas anteriormente, bem como as orientações específicas a pacientes idosos. A posologia deve ser cuidadosamente ajustada. A carbamazepina pode ser usada de modo seguro por pacientes idosos que devem receber informações específicas do médico, como por exemplo cuidados na dose.
Não há indicação de alteração da farmacocinética da carbamazepina em pacientes idosos quando comparados com adultos jovens.
Avaliações periódicas e basais da função hepática32, em idosos, devem ser realizadas durante o tratamento com carbamazepina.
Deve-se considerar a possibilidade de ativação, em pacientes idosos, de confusão ou agitação.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA
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N.º de lote, data de fabricação e prazo de validade: Vide cartucho.
Para sua segurança mantenha esta embalagem até o uso total do medicamento.

MS - 1.0043.0745

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Complementos

1 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
2 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
3 Neuralgia: Dor aguda produzida pela irritação de um nervo. Caracteriza-se por ser muito intensa, em queimação, pulsátil ou semelhante a uma descarga elétrica. Suas causas mais freqüentes são infecção, lesão metabólica ou tóxica do nervo comprometido.
4 Esclerose múltipla: Doença degenerativa que afeta o sistema nervoso, produzida pela alteração na camada de mielina. Caracteriza-se por alterações sensitivas e de motilidade que evoluem através do tempo produzindo dano neurológico progressivo.
5 Idiopática: 1. Relativo a idiopatia; que se forma ou se manifesta espontaneamente ou a partir de causas obscuras ou desconhecidas; não associado a outra doença. 2. Peculiar a um indivíduo.
6 Diabetes insipidus: Condição caracterizada por micções freqüentes e volumosas, sede excessiva e sensação de fraqueza. Esta condição pode ser causada por um defeito na glândula pituitária ou no rim. Na diabetes insipidus os níveis de glicose estão normais.
7 Poliúria: Diurese excessiva, pode ser um sinal de diabetes.
8 Polidipsia: Sede intensa, pode ser um sinal de diabetes.
9 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
10 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
11 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
12 Cabeça:
13 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
14 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
15 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
16 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
17 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
18 Inchaço: Inchação, edema.
19 Cáries: Destruição do esmalte dental produzida pela proliferação de bactérias na cavidade oral.
20 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
21 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
22 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
23 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
24 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
25 Deambulação: Ato ou efeito de deambular, passear ou marchar.
26 Psicotrópico: Que ou o que atua quimicamente sobre o psiquismo, a atividade mental, o comportamento, a percepção, etc. (diz-se de medicamento, droga, substância, etc.). Alguns psicotrópicos têm efeito sedativo, calmante ou antidepressivo; outros, especialmente se usados indevidamente, podem causar perturbações psíquicas.
27 Neurolépticos: Medicamento que exerce ação calmante sobre o sistema nervoso, tranquilizante, psicoléptico.
28 Dopamina: É um mediador químico presente nas glândulas suprarrenais, indispensável para a atividade normal do cérebro.
29 Noradrenalina: Mediador químico do grupo das catecolaminas, liberado pelas fibras nervosas simpáticas, precursor da adrenalina na parte interna das cápsulas das glândulas suprarrenais.
30 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
31 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
32 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
33 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
34 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
35 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
36 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
37 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
38 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
39 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
40 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
41 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
42 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
43 Abortamento: Interrupção precoce da gravidez, espontânea ou induzida, seguida pela expulsão do produto gestacional pelo canal vaginal (Aborto). Pode ser precedido por perdas sangüíneas através da vagina.
44 Teratogênico: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
45 Terapia combinada: Uso de medicações diferentes ao mesmo tempo (agentes hipoglicemiantes orais ou um agente hipoglicemiante oral e insulina, por exemplo) para administrar os níveis de glicose sangüínea em pessoas com diabetes tipo 2.
46 Neuropatia: Doença do sistema nervoso. As três principais formas de neuropatia em pessoas diabéticas são a neuropatia periférica, neuropatia autonômica e mononeuropatia. A forma mais comum é a neuropatia periférica, que afeta principalmente pernas e pés.
47 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
48 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
49 Porfiria: Constituem um grupo de pelo menos oito doenças genéticas distintas, além de formas adquiridas, decorrentes de deficiências enzimáticas específicas na via de biossíntese do heme, que levam à superprodução e acumulação de precursores metabólicos, para cada qual correspondendo um tipo particular de porfiria. Fatores ambientais, tais como: medicamentos, álcool, hormônios, dieta, estresse, exposição solar e outros desempenham um papel importante no desencadeamento e curso destas doenças.
50 Intermitente: Nos quais ou em que ocorrem interrupções; que cessa e recomeça por intervalos; intervalado, descontínuo. Em medicina, diz-se de episódios de febre alta que se alternam com intervalos de temperatura normal ou cujas pulsações têm intervalos desiguais entre si.
51 Inibidores da monoaminoxidase: Tipo de antidepressivo que inibe a enzima monoaminoxidase (ou MAO), hoje usado geralmente como droga de terceira linha para a depressão devido às restrições dietéticas e ao uso de certos medicamentos que seu uso impõe. Deve ser considerada droga de primeira escolha no tratamento da depressão atípica (com sensibilidade à rejeição) ou agente útil no distúrbio do pânico e na depressão refratária. Pode causar hipotensão ortostática e efeitos simpaticomiméticos tais como taquicardia, suores e tremores. Náusea, insônia (associada à intensa sonolência à tarde) e disfunção sexual são comuns. Os efeitos sobre o sistema nervoso central incluem agitação e psicoses tóxicas. O término da terapia com inibidores da MAO pode estar associado à ansiedade, agitação, desaceleração cognitiva e dor de cabeça, por isso sua retirada deve ser muito gradual e orientada por um médico psiquiatra.
52 IMAO: Tipo de antidepressivo que inibe a enzima monoaminoxidase (ou MAO), hoje usado geralmente como droga de terceira linha para a depressão devido às restrições dietéticas e ao uso de certos medicamentos que seu uso impõe. Deve ser considerada droga de primeira escolha no tratamento da depressão atípica (com sensibilidade à rejeição) ou agente útil no distúrbio do pânico e na depressão refratária. Pode causar hipotensão ortostática e efeitos simpaticomiméticos tais como taquicardia, suores e tremores. Náusea, insônia (associada à intensa sonolência à tarde) e disfunção sexual são comuns. Os efeitos sobre o sistema nervoso central incluem agitação e psicoses tóxicas. O término da terapia com inibidores da MAO pode estar associado à ansiedade, agitação, desaceleração cognitiva e dor de cabeça, por isso sua retirada deve ser muito gradual e orientada por um médico psiquiatra.
53 Agranulocitose: Doença causada pela falta ou número insuficiente de leucócitos granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos), que se manifesta como ulcerações na garganta e outras mucosas, seguidas por infecções graves.
54 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
55 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
56 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
57 Células Sanguíneas: Células encontradas no líquido corpóreo circulando por toda parte do SISTEMA CARDIOVASCULAR.
58 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
59 Síndrome de Stevens-Johnson: Forma grave, às vezes fatal, de eritema bolhoso, que acomete a pele e as mucosas oral, genital, anal e ocular. O início é geralmente abrupto, com febre, mal-estar, dores musculares e artralgia. Pode evoluir para um quadro toxêmico com alterações do sistema gastrointestinal, sistema nervoso central, rins e coração (arritmias e pericardite). O prognóstico torna-se grave principalmente em pessoas idosas e quando ocorre infecção secundária. Pode ser desencadeado por: sulfas, analgésicos, barbitúricos, hidantoínas, penicilinas, infecções virais e bacterianas.
60 Síndrome de Lyell: Sinônimo de Necrólise Epidérmica Tóxica. Caracterizada por necrólise da epiderme. Tem como características iniciais sintomas inespecíficos, influenza-símile, tais como febre, dor de garganta, tosse e queimação ocular, considerados manifestações prodrômicas que precedem o acometimento cutâneo-mucoso. Erupção eritematosa surge simetricamente na face e na parte superior do tronco, provocando sintomas de queimação ou dolorimento da pele. Progressivamente envolvem o tórax anterior e o dorso. O ápice do processo é constituído pela característica denudação da epiderme necrótica, a qual é destacada em verdadeiras lamelas ou retalhos, dentro das áreas acometidas pelo eritema de base. O paciente tem o aspecto de grande queimado, com a derme desnuda, sangrante, eritêmato-purpúrica e com contínua eliminação de serosidade, contribuindo para o desequilíbrio hidroeletrolítico e acentuada perda protéica. Graves seqüelas oculares e esofágicas têm sido relatadas.Constitui uma reação adversa a medicamentos rara. As drogas que mais comumente a causam são as sulfas, o fenobarbital, a carbamazepina, a dipirona, piroxicam, fenilbutazona, aminopenicilinas e o alopurinol.
61 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
62 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
63 Garganta: Tubo fibromuscular em forma de funil, que leva os alimentos ao ESÔFAGO e o ar à LARINGE e PULMÕES. Situa-se posteriormente à CAVIDADE NASAL, à CAVIDADE ORAL e à LARINGE, extendendo-se da BASE DO CRÂNIO à borda inferior da CARTILAGEM CRICÓIDE (anteriormente) e à borda inferior da vértebra C6 (posteriormente). É dividida em NASOFARINGE, OROFARINGE e HIPOFARINGE (laringofaringe).
64 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
65 Úlceras: Feridas superficiais em tecido cutâneo ou mucoso que podem ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
66 Equimose: Mancha escura ou azulada devido à infiltração difusa de sangue no tecido subcutâneo. A maioria aparece após um traumatismo, mas pode surgir espontaneamente em pessoas que apresentam fragilidade capilar ou alguma coagulopatia. Após um período de tempo variável, a equimose desaparece passando por diferentes gradações: violácea, acastanhada, esverdeada e amarelada.
67 Púrpura: Lesão hemorrágica de cor vinhosa, que não desaparece à pressão, com diâmetro superior a um centímetro.
68 Hemorrágica: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
69 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
70 Exame de urina: Também chamado de urinálise, o teste de urina é feito através de uma amostra de urina e pode diagnosticar doenças do sistema urinário e outros sistemas do organismo. Alguns testes são feitos em uma amostra simples e outros pela coleta da urina durante 24 horas. Pode ser feita uma cultura da urina para verificar o crescimento de bactérias na urina.
71 Exantema: Alteração difusa da coloração cutânea, caracterizada por eritema, com elevação das camadas mais superficiais da pele (pápulas), vesículas, etc. Pode ser produzido por uma infecção geralmente viral (rubéola, varicela, sarampo), por alergias a medicamentos, etc.
72 Maculopapular: Erupção cutânea que se caracteriza pelo aparecimento de manchas e de pápulas de tonalidade avermelhada, geralmente observada no sarampo ou na rubéola.
73 Psicose: Grupo de doenças psiquiátricas caracterizadas pela incapacidade de avaliar corretamente a realidade. A pessoa psicótica reestrutura sua concepção de realidade em torno de uma idéia delirante, sem ter consciência de sua doença.
74 Congênitas: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
75 Malformações: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
76 Espinha bífida: Também conhecida como mielomeningocele, a espinha bífida trata-se de um problema congênito. Ela é caracterizada pela má formação no tubo neural do feto, a qual ocorre nas três primeiras semanas de gravidez, quando a mulher ainda não sabe que está grávida. Esta malformação pode comprometer as funções de locomoção, controle urinário e intestinal, dentre outras.
77 Malformação: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
78 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
79 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
80 Hemorrágicos: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
81 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
82 Lactente: Que ou aquele que mama, bebê. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
83 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
84 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
85 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
86 Ataxia: Reflete uma condição de falta de coordenação dos movimentos musculares voluntários podendo afetar a força muscular e o equilíbrio de uma pessoa. É normalmente associada a uma degeneração ou bloqueio de áreas específicas do cérebro e cerebelo. É um sintoma, não uma doença específica ou um diagnóstico.
87 Diplopia: Visão dupla.
88 Hepatotoxicidade: É um dano no fígado causado por substâncias químicas chamadas hepatotoxinas.
89 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
90 Hiponatremia: Concentração de sódio sérico abaixo do limite inferior da normalidade; na maioria dos laboratórios, isto significa [Na+] < 135 meq/L, mas o ponto de corte [Na+] < 136 meq/L também é muito utilizado.
91 Sintomática: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
92 SNC: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
93 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
94 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
95 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
96 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
97 Distonia: Contração muscular involuntária causando distúrbios funcionais, dolorosos e estéticos.
98 Nistagmo: Movimento involuntário, rápido e repetitivo do globo ocular. É normal dentro de certos limites diante da mudança de direção do olhar horizontal. Porém, pode expressar doenças neurológicas ou do sistema de equilíbrio.
99 Disartria: Distúrbio neurológico caracterizado pela incapacidade de articular as palavras de maneira correta (dificuldade na produção de fonemas). Entre as suas principais causas estão as lesões nos nervos centrais e as doenças neuromusculares.
100 Neurite: Inflamação de um nervo. Pode manifestar-se por neuralgia, déficit sensitivo, formigamentos e/ou diminuição da força muscular, dependendo das características do nervo afetado (sensitivo ou motor). Esta inflamação pode ter causas infecciosas, traumáticas ou metabólicas.
101 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
102 Alucinações: Perturbações mentais que se caracterizam pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensações sem objeto. Impressões ou noções falsas, sem fundamento na realidade; devaneios, delírios, enganos, ilusões.
103 Anexos: 1. Que se anexa ou anexou, apenso. 2. Contíguo, adjacente, correlacionado. 3. Coisa ou parte que está ligada a outra considerada como principal. 4. Em anatomia geral, parte acessória de um órgão ou de uma estrutura principal. 5. Em informática, arquivo anexado a uma mensagem eletrônica.
104 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
105 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
106 Lúpus: 1. É uma inflamação crônica da pele, caracterizada por ulcerações ou manchas, conforme o tipo específico. 2. Doença autoimune rara, mais frequente nas mulheres, provocada por um desequilíbrio do sistema imunológico. Nesta patologia, a defesa imunológica do indivíduo se vira contra os tecidos do próprio organismo como pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. Essas múltiplas formas de manifestação clínica, às vezes, podem confundir e retardar o diagnóstico. Lúpus exige tratamento cuidadoso por médicos especializados no assunto.
107 Eritematoso: Relativo a ou próprio de eritema. Que apresenta eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
108 Sistêmico: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
109 Necrólise Epidérmica Tóxica: Sinônimo de Síndrome de Lyell. Caracterizada por necrólise da epiderme. Tem como características iniciais sintomas inespecíficos, influenza-símile, tais como febre, dor de garganta, tosse e queimação ocular, considerados manifestações prodrômicas que precedem o acometimento cutâneo-mucoso. Erupção eritematosa surge simetricamente na face e na parte superior do tronco, provocando sintomas de queimação ou dolorimento da pele. Progressivamente envolvem o tórax anterior e o dorso. O ápice do processo é constituído pela característica denudação da epiderme necrótica, a qual é destacada em verdadeiras lamelas ou retalhos, dentro das áreas acometidas pelo eritema de base. O paciente tem o aspecto de grande queimado, com a derme desnuda, sangrante, eritêmato-purpúrica e com contínua eliminação de serosidade, contribuindo para o desequilíbrio hidroeletrolítico e acentuada perda protéica. Graves seqüelas oculares e esofágicas têm sido relatadas.Constitui uma reação adversa a medicamentos rara. As drogas que mais comumente a causam são as sulfas, o fenobarbital, a carbamazepina, a dipirona, piroxicam, fenilbutazona, aminopenicilinas e o alopurinol.
110 Eritema multiforme: Condição aguda, auto-limitada, caracterizada pelo início abrupto de pápulas vermelhas fixas simétricas, algumas evoluindo em lesões em forma de “alvo”. A lesão alvo são zonas concêntricas de alterações de coloração com a área central púrpura ou escura e a externa vermelha. Elas irão desenvolver vesícula ou crosta na zona central após vários dias. Vinte porcento de todos os casos ocorrem na infância.O eritema multiforme geralmente é precipitado pelo vírus do herpes simples, Mycoplasma pneumoniae ou histoplasmose.
111 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
112 Acne: Doença de predisposição genética cujas manifestações dependem da presença dos hormônios sexuais. As lesões começam a surgir na puberdade, atingindo a maioria dos jovens de ambos os sexos. Os cravos e espinhas ocorrem devido ao aumento da secreção sebácea associada ao estreitamento e obstrução da abertura do folículo pilosebáceo, dando origem aos comedões abertos (cravos pretos) e fechados (cravos brancos). Estas condições favorecem a proliferação de microorganismos que provocam a inflamação característica das espinhas, sendo o Propionibacterium acnes o agente infeccioso mais comumente envolvido.
113 Sudorese: Suor excessivo
114 Cabelo: Estrutura filamentosa formada por uma haste que se projeta para a superfície da PELE a partir de uma raiz (mais macia que a haste) e se aloja na cavidade de um FOLÍCULO PILOSO. É encontrado em muitas áreas do corpo.
115 Hirsutismo: Presença de pêlos terminais (mais grossos e escuros) na mulher, em áreas anatômicas características de distribuição masculina, como acima dos lábios, no mento, em torno dos mamilos e ao longo da linha alba no abdome inferior. Pode manifestar-se como queixa isolada ou como parte de um quadro clínico mais amplo, acompanhado de outros sinais de hiperandrogenismo (acne, seborréia, alopécia), virilização (hipertrofia do clitóris, aumento da massa muscular, modificação do tom de voz), distúrbios menstruais e/ou infertilidade.
116 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
117 Eosinofilia: Propriedade de se corar facilmente pela eosina. Em patologia, é o aumento anormal de eosinófilos no sangue, característico de alergias e infestações por parasitas. Em patologia, é o acúmulo de eosinófilos em um tecido ou exsudato.
118 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
119 Leucocitose: É o aumento no número de glóbulos brancos (leucócitos) no sangue, geralmente maior que 8.000 por mm³. Ocorre em diferentes patologias como em resposta a infecções ou processos inflamatórios. Entretanto, também pode ser o resultado de uma reação normal em certas condições como a gravidez, a menstruação e o exercício muscular.
120 Anemia megaloblástica: É uma doença na qual a medula óssea produz hemácias gigantes e imaturas. Esse distúrbio é provocado pela carência de vitamina B12 ou de ácido fólico no organismo. Uma vez que esses fatores são importantes para a síntese de DNA e responsáveis pela eritropoiese, a sua falta causa um defeito na síntese de DNA, levando ao desequilíbrio no crescimento e divisão celular.
121 Anemia hemolítica: Doença hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem no interior dos veios sangüíneos (hemólise intravascular) ou em outro lugar do organismo (hemólise extravascular). Pode ter várias causas e ser congênita ou adquirida. O tratamento depende da causa.
122 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
123 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.
124 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
125 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
126 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
127 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
128 Glossite: Inflamação da mucosa que reveste a língua, produzida por infecção viral, radiação, carências nutricionais, etc.
129 Estomatite: Inflamação da mucosa oral produzida por infecção viral, bacteriana, micótica ou por doença auto-imune. É caracterizada por dor, ardor e vermelhidão da mucosa, podendo depositar-se sobre a mesma uma membrana brancacenta (leucoplasia), ou ser acompanhada de bolhas e vesículas.
130 Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. É produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
131 Linfoma: Doença maligna que se caracteriza pela proliferação descontrolada de linfócitos ou seus precursores. A pessoa com linfoma pode apresentar um aumento de tamanho dos gânglios linfáticos, do baço, do fígado e desenvolver febre, perda de peso e debilidade geral.
132 Artralgia: Dor em uma articulação.
133 Hepatoesplenomegalia: Aumento de volume do fígado e do baço.
134 Pulmões: Órgãos do sistema respiratório situados na cavidade torácica e responsáveis pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. São em número de dois, possuem forma piramidal, têm consistência esponjosa e medem cerca de 25 cm de comprimento. Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobos. O pulmão esquerdo possui dois lobos e o direito possui três. Os pulmões são compostos de brônquios que se dividem em bronquíolos e alvéolos pulmonares. Nos alvéolos se dão as trocas gasosas ou hematose pulmonar entre o meio ambiente e o corpo, com a entrada de oxigênio na hemoglobina do sangue (formando a oxiemoglobina) e saída do gás carbônico ou dióxido de carbono (que vem da célula como carboemoglobina) dos capilares para o alvéolo.
135 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
136 Pâncreas: Órgão nodular (no ABDOME) que abriga GLÂNDULAS ENDÓCRINAS e GLÂNDULAS EXÓCRINAS. A pequena porção endócrina é composta pelas ILHOTAS DE LANGERHANS, que secretam vários hormônios na corrente sangüínea. A grande porção exócrina (PÂNCREAS EXÓCRINO) é uma glândula acinar composta, que secreta várias enzimas digestivas no sistema de ductos pancreáticos (que desemboca no DUODENO).
137 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
138 Meningite asséptica: Síndrome clínica de inflamação meníngea em que não é encontrado crescimento bacteriano identificado no exame de líquido cefalorraquidiano. Trata-se geralmente de inflamação leptomeníngea caracterizada por febre e sinais meníngeos acompanhados predominantemente por pleocitose linfocítica no LCR com cultura bacteriana estéril. Ela não é causada por bactérias piogênicas, porém diversas condições clínicas podem desencadeá-la: infecções virais e não virais; alguns fármacos, neoplasias malignas, doenças reumatológicas, tais como lúpus eritematoso sistêmico, sarcoidose, angeíte granulomatosa e metástases tumorais.
139 Mioclonia: Contração muscular súbita e involuntária que se verifica especialmente nas mãos e nos pés, devido à descarga patológica de um grupo de células nervosas.
140 Sistema cardiovascular: O sistema cardiovascular ou sistema circulatório sanguíneo é formado por um circuito fechado de tubos (artérias, veias e capilares) dentro dos quais circula o sangue e por um órgão central, o coração, que atua como bomba. Ele move o sangue através dos vasos sanguíneos e distribui substâncias por todo o organismo.
141 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
142 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
143 Síncope: Perda breve e repentina da consciência, geralmente com rápida recuperação. Comum em pessoas idosas. Suas causas são múltiplas: doença cerebrovascular, convulsões, arritmias, doença cardíaca, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar, hipoglicemia, intoxicações, hipotensão postural, síncope situacional ou vasopressora, infecções, causas psicogênicas e desconhecidas.
144 Colapso: 1. Em patologia, é um estado semelhante ao choque, caracterizado por prostração extrema, grande perda de líquido, acompanhado geralmente de insuficiência cardíaca. 2. Em medicina, é o achatamento conjunto das paredes de uma estrutura. 3. No sentido figurado, é uma diminuição súbita de eficiência, de poder. Derrocada, desmoronamento, ruína. 4. Em botânica, é a perda da turgescência de tecido vegetal.
145 Insuficiência Cardíaca Congestiva: É uma incapacidade do coração para efetuar as suas funções de forma adequada como conseqüência de enfermidades do próprio coração ou de outros órgãos. O músculo cardíaco vai diminuindo sua força para bombear o sangue para todo o organismo.
146 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
147 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
148 Doença coronariana: Doença do coração causada por estreitamento das artérias que fornecem sangue ao coração. Se o fluxo é cortado, o resultado é um ataque cardíaco.
149 Tromboflebite: Processo inflamatório de um segmento de uma veia, geralmente de localização superficial (veia superficial), juntamente com formação de coágulos na zona afetada. Pode surgir posteriormente a uma lesão pequena numa veia (como após uma injeção ou um soro intravenoso) e é particularmente frequente nos toxico-dependentes que se injetam. A tromboflebite pode desenvolver-se como complicação de varizes. Existe uma tumefação e vermelhidão (sinais do processo inflamatório) ao longo do segmento de veia atingido, que é extremamante doloroso à palpação. Ocorrem muitas vezes febre e mal-estar.
150 Tromboembolismo: Doença produzida pela impactação de um fragmento de um trombo. É produzida quando este se desprende de seu lugar de origem, e é levado pela corrente sangüínea até produzir a oclusão de uma artéria distante do local de origem do trombo. Esta oclusão pode ter diversas conseqüências, desde leves até fatais, dependendo do tamanho do vaso ocluído e do tipo de circulação do órgão onde se deu a oclusão.
151 Sistema Endócrino: Sistema de glândulas que liberam sua secreção (hormônios) diretamente no sistema circulatório. Em adição às GLÂNDULAS ENDÓCRINAS, o SISTEMA CROMAFIM e os SISTEMAS NEUROSSECRETORES estão inclusos.
152 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
153 Osmolaridade: Molaridade de uma solução que exerce a mesma pressão osmótica que uma solução ideal de uma substância não dissociada. É uma medida indireta da concentração somada de todos os solutos de uma determinada solução.
154 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
155 Letargia: Em psicopatologia, é o estado de profunda e prolongada inconsciência, semelhante ao sono profundo, do qual a pessoa pode ser despertada, mas ao qual retorna logo a seguir. Por extensão de sentido, é a incapacidade de reagir e de expressar emoções; apatia, inércia e/ou desinteresse.
156 Ginecomastia: Aumento anormal de uma ou ambas as glândulas mamárias no homem. Associa-se a diferentes enfermidades como cirrose, tumores testiculares, etc. Em certas ocasiões ocorrem de forma idiopática.
157 Galactorréia: Secreção mamária anormal de leite fora do período de amamentação. Pode ser produzida por distúrbios hormonais ou pela ação de medicamentos.
158 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
159 Osteomalácia: Enfraquecimento e desmineralização dos ossos nos adultos devido a uma deficiência em vitamina D (na criança esta situação denomina-se raquitismo). O crescimento do osso normal requer um aporte adequado de cálcio e fósforo através da alimentação, mas o organismo não consegue absorver estes minerais sem que haja uma quantidade suficiente de vitamina D. O organismo obtém esta vitamina de certos alimentos e da ação da luz solar sobre a pele; a sua carência resulta em amolecimento e enfraquecimento dos ossos, que se tornam vulneráveis a fraturas.
160 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
161 HDL: Abreviatura utilizada para denominar um tipo de proteína encarregada de transportar o colesterol sanguíneo, que se relaciona com menor risco cardiovascular. Também é conhecido como “Bom Colesterol”. Seus valores normais são de 35-50mg/dl.
162 Triglicérides: A principal maneira de armazenar os lipídeos no tecido adiposo é sob a forma de triglicérides. São também os tipos de lipídeos mais abundantes na alimentação. Podem ser definidos como compostos formados pela união de três ácidos graxos com glicerol. Os triglicérides sólidos em temperatura ambiente são conhecidos como gorduras, enquanto os líquidos são os óleos. As gorduras geralmente possuem uma alta proporção de ácidos graxos saturados de cadeia longa, já os óleos normalmente contêm mais ácidos graxos insaturados de cadeia curta.
163 Urogenital: Na anatomia geral, é a região relativa aos órgãos genitais e urinários; geniturinário.
164 Nefrite: Termo que significa “inflamação do rim” e que agrupa doenças caracterizadas por lesões imunológicas ou infecciosas do tecido renal. Alguns exemplos são a nefrite intersticial por drogas, a glomerulonefrite pós-estreptocócica, etc. Podem manifestar-se por hipertensão arterial, hematúria e dor lombar.
165 Intersticial: Relativo a ou situado em interstícios, que são pequenos espaços entre as partes de um todo ou entre duas coisas contíguas (por exemplo, entre moléculas, células, etc.). Na anatomia geral, diz-se de tecido de sustentação localizado nos interstícios de um órgão, especialmente de vasos sanguíneos e tecido conjuntivo.
166 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
167 Albuminúria: Presença de albumina na urina. A albuminúria pode ser um sinal de nefropatia diabética (doença nos rins causada pelas complicações do diabetes mal controlado) ou aparecer em infecções urinárias.
168 Hematúria: Eliminação de sangue juntamente com a urina. Sempre é anormal e relaciona-se com infecção do trato urinário, litíase renal, tumores ou doença inflamatória dos rins.
169 Oligúria: Clinicamente, a oligúria é o débito urinário menor de 400 ml/24 horas ou menor de 30 ml/hora.
170 Retenção urinária: É um problema de esvaziamento da bexiga causado por diferentes condições. Normalmente, o ato miccional pode ser iniciado voluntariamente e a bexiga se esvazia por completo. Retenção urinária é a retenção anormal de urina na bexiga.
171 Impotência: Incapacidade para ter ou manter a ereção para atividades sexuais. Também chamada de disfunção erétil.
172 Paladar: Paladar ou sabor. Em fisiologia, é a função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados.
173 Conjuntivite: Inflamação da conjuntiva ocular. Pode ser produzida por alergias, infecções virais, bacterianas, etc. Produz vermelhidão ocular, aumento da secreção e ardor.
174 Músculo Esquelético: Subtipo de músculo estriado fixado por TENDÕES ao ESQUELETO. Os músculos esqueléticos são inervados e seu movimento pode ser conscientemente controlado. Também são chamados de músculos voluntários.
175 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
176 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
177 Alucinação: Perturbação mental que se caracteriza pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensação sem objeto. Impressão ou noção falsa, sem fundamento na realidade; devaneio, delírio, engano, ilusão.
178 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo “comer.“
179 Hiperreflexia: Definida como reflexos muito ativos ou responsivos em excesso. Suas causas mais comuns são lesão na medula espinal e casos de hipocalcemia.
180 Hipotermia: Diminuição da temperatura corporal abaixo de 35ºC.Pode ser produzida por choque, infecção grave ou em estados de congelamento.
181 Sistema Respiratório: Órgãos e estruturas tubulares e cavernosas, por meio das quais a ventilação pulmonar e as trocas gasosas entre o ar externo e o sangue são realizadas.
182 Edema pulmonar: Acúmulo anormal de líquidos nos pulmões. Pode levar a dificuldades nas trocas gasosas e dificuldade respiratória.
183 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
184 Anúria: Clinicamente, a anúria é o débito urinário menor de 400 ml/24 horas.
185 Acidose metabólica: A acidose metabólica é uma acidez excessiva do sangue caracterizada por uma concentração anormalmente baixa de bicarbonato no sangue. Quando um aumento do ácido ultrapassa o sistema tampão de amortecimento do pH do organismo, o sangue pode acidificar-se. Quando o pH do sangue diminui, a respiração torna-se mais profunda e mais rápida, porque o corpo tenta liberar o excesso de ácido diminuindo o volume do anidrido carbônico. Os rins também tentam compensá-lo por meio da excreção de uma maior quantidade de ácido na urina. Contudo, ambos os mecanismos podem ser ultrapassados se o corpo continuar a produzir excesso de ácido, o que conduz a uma acidose grave e ao coma. A gasometria arterial é essencial para o seu diagnóstico. O pH está baixo (menor que 7,35) e os níveis de bicarbonato estão diminuídos (<24 mmol/l). Devido à compensação respiratória (hiperventilação), o dióxido de carbono está diminuído e o oxigênio está aumentado.
186 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
187 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
188 Antídoto: Substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele.
189 Lavagem gástrica: É a introdução, através de sonda nasogástrica, de líquido na cavidade gástrica, seguida de sua remoção.
190 Terapia intensiva: Tratamento para diabetes no qual os níveis de glicose são mantidos o mais próximo do normal possível através de injeções freqüentes ou uso de bomba de insulina, planejamento das refeições, ajuste em medicamentos hipoglicemiantes e exercícios baseados nos resultados de testes de glicose além de contatos freqüentes entre o diabético e o profissional de saúde.
191 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
192 Diurese: Diurese é excreção de urina, fenômeno que se dá nos rins. É impróprio usar esse termo na acepção de urina, micção, freqüência miccional ou volume urinário. Um paciente com retenção urinária aguda pode, inicialmente, ter diurese normal.
193 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
194 Diálise peritoneal: Ao invés de utilizar um filtro artificial para “limpar“ o sangue, é utilizado o peritônio, que é uma membrana localizada dentro do abdômen e que reveste os órgãos internos. Através da colocação de um catéter flexível no abdômen, é feita a infusão de um líquido semelhante a um soro na cavidade abdominal. Este líquido, que chamamos de banho de diálise, vai entrar em contato com o peritônio, e por ele será feita a retirada das substâncias tóxicas do sangue. Após um período de permanência do banho de diálise na cavidade abdominal, este fica saturado de substâncias tóxicas e é então retirado, sendo feita em seguida a infusão de novo banho de diálise. Esse processo é realizado de uma forma contínua e é conhecido por CAPD, sigla em inglês que significa diálise peritoneal ambulatorial contínua. A diálise peritoneal é uma forma segura de tratamento realizada atualmente por mais de 100.000 pacientes no mundo todo.
195 Reincidência: 1. Ato ou efeito de reincidir ou repetir. 2. Obstinação, insistência, teimosia.

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