DEPRESS

UNIAO QUIMICA

Atualizado em 08/12/2014

DEPRESS
fluoxetina
cloridrato
Cápsula

Identificação do Produto de Depress

Forma Farmacêutica e Apresentações de Depress

Cápsula: caixa com 14 e 28 cápsulas
USO ADULTO

Composição de Depress

Cápsula
Cada cápsula contém:
cloridrato de fluoxetina ............ 22,40 mg
(equivalente a 20 mg de fluoxetina base)
Excipientes: amido, povidona.

Informações ao Paciente de Depress

AÇÃO ESPERADA DO MEDICAMENTO:DEPRESS é um medicamento usado para o tratamento da depressão, bulimia1 nervosa, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e transtorno disfórico prémenstrual, incluindo tensão pré-menstrual (TPM). DEPRESS contém cloridrato de fluoxetina, um inibidor seletivo da recaptação de serotonina, e deve ser administrado por via oral.
CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO:
Conserve o produto na embalagem original, em temperatura ambiente (15 a 30°C), protegido da luz e da umidade.
PRAZO DE VALIDADE:
24 meses a partir da data de fabricação (vide cartucho). Não use medicamentos com o prazo de validade vencido.
GRAVIDEZ2 E LACTAÇÃO3:
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
DEPRESS pode ser administrado durante a gravidez2 se os benefícios do tratamento justificarem o risco potencial desta droga.
Esta avaliação deve ser realizada pelo médico prescritor do medicamento.
Informe seu médico a ocorrência de menstrual, incluindo tensão pré-menstrual (TPM).
DEPRESS contém cloridrato de fluoxetina, um inibidor seletivo da recaptação de serotonina, e deve ser administrado por via oral.
CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO:
Conserve o produto na embalagem original, em temperatura ambiente (15 a 30°C), protegido da luz e da umidade.
PRAZO DE VALIDADE:
24 meses a partir da data de fabricação (vide cartucho). Não use medicamentos com o prazo de validade vencido.
GRAVIDEZ2 E LACTAÇÃO3:
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
DEPRESS pode ser administrado durante a gravidez2 se os benefícios do tratamento justificarem o risco potencial desta droga.
Esta avaliação deve ser realizada pelo médico prescritor do medicamento.
Informe seu médico a ocorrência de gravidez2 na vigência do tratamento ou após o seu término. Informe ao médico se está amamentando.

Cuidados de Administração de Depress

DEPRESS é apresentado em cápsulas para administração oral e pode ser tomado independente das refeições. Caso o paciente deixe de tomar uma dose, deverá tomá-la assim que possível. Não tomar mais que a quantidade de DEPRESS recomendada pelo médico para o período de 24 horas. Lembre-se de renovar sua receita antes que sua caixa de DEPRESS termine. Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Reações Adversas de Depress

Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, como:Organismo como um todo: secura da boca4, sudorese5, aumento do diâmetro dos vasos sangüíneos6 (vasodilatação), calafrios7, hipersensibilidade [incluindo coceira (prurido8), erupções da pele9, erupções da pele9 com coceira (urticária10), reação alérgica11 grave (reação anafilactóide), inflamação12 dos vasos sangüíneos6 (vasculite13), reação semelhante à doença do soro14], coceira seguida de inchaço15 nas camadas mais profundas da pele9 (angioedema16), síndrome17 serotonérgica (caracterizada pelo conjunto de características clínicas de alterações no estado mental e na atividade neuromuscular em combinação com disfunção do sistema nervoso autônomo18) e sensibilidade à luz (fotossensibilidade).
Sistema digestivo19 - distúrbios gastrintestinais [incluindo diarréia20, náusea21, vômito22, dificuldade de deglutição23 (disfagia24), indigestão (dispepsia25), alteração do paladar26], hepatite27 idiossincrática muito rara.
Sistema endócrino28 - secreção inapropriada de ADH (hormônio29 anti-diurético30).
Sistemas hematológico e linfático31 - estrias roxas pela pele9 (equimose32).
Sistema nervoso33 - tremor/movimento anormal [incluindo contração, desequilíbrio (ataxia34), problemas no sistema nervoso33 que atingem a boca4, especialmente a língua35 (síndrome17 bucoglossal), contração muscular involuntária36 (mioclonia37), tremor], falta ou perda do apetite (incluindo anorexia38 e perda de peso), ansiedade e sintomas39 associados [incluindo palpitação40, ansiedade, nervosismo, inquietação psicomotora41), vertigem42, cansaço (fadiga43) [incluindo sonolência, perda ou diminuição da força muscular (astenia44)], alteração de concentração ou raciocínio (incluindo concentração diminuída, processo de raciocínio prejudicado, despersonalização), reação maníaca, distúrbios do sono (incluindo sonhos anormais, insônia) e convulsões.
Sistema respiratório45 - bocejo.
Pele9 e anexos46 - perda de cabelos (alopécia47).
Órgãos dos sentidos - visão48 anormal [incluindo visão48 turva, aumento do diâmetro da pupila (midríase49)].
Sistema urogenital50 - anormalidades na micção51 [incluindo incontinência urinária52, dificuldade ou dor para urinar (disúria53)], ereção54 persistente do pênis55 acompanhada de dor (priapismo56) / ereção54 prolongada, disfunção sexual [incluindo diminuição do desejo sexual, ausência ou atraso na ejaculação57, incapacidade de experimentar um orgasmo (anorgasmia58), impotência59].
Não há relatos de eventos adversos ocorridos nos sistemas cardiovascular, esquelético.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Ingestão Concomitante com Outras Substâncias de Depress

Não há restrições específicas quanto à ingestão concomitante com alimentos e bebidas.

Contra-Indicações e Precauções de Depress

O produto não deve ser usado por pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula, a pacientes que estão utilizando inibidores da monoamino oxidase (IMAO60), reversíveis ou não, como por exemplo sulfato de tranilcipromina  (puro ou em associação) e moclobemida.Nesse caso, o paciente deverá esperar no mínimo 14 dias após a suspensão do tratamento com IMAO60 para iniciar o tratamento com DEPRESS. O paciente deverá deixar um intervalo de pelo menos 5 semanas (ou talvez mais, dependendo da avaliação médica, especialmente se a fluoxetina foi prescrita para o tratamento crônico61 e/ou em altas doses) após a suspensão do tratamento com DEPRESS e o início de tratamento com um IMAO60. O uso combinado de DEPRESS com um IMAO60 pode causar eventos adversos graves, podendo ser fatal.
A possibilidade de uma tentativa de suicídio é característica de um quadro depressivo. Assim como outros antidepressivos, casos isolados de ideação e comportamentos suicidas foram relatados durante o tratamento com DEPRESS ou logo após a interrupção do tratamento. Embora uma relação causal exclusiva para o DEPRESS em induzir a tais comportamentos, não tenha sido estabelecida, uma avaliação em conjunto de vários antidepressivos (incluindo o DEPRESS) indica um aumento de risco potencial para idéias e comportamentos suicidas em pacientes pediátricos. Os médicos devem ser consultados imediatamente se os pacientes de todas as idades relatarem quaisquer pensamentos suicidas em qualquer fase do tratamento.
Assim como com outros medicamentos usados no tratamento da depressão, DEPRESS deve ser administrado com cuidado a pacientes com história de convulsões. Em pacientes com diabetes62, ocorreu hipoglicemia63 (baixa taxa de açúcar64 no sangue65) durante a terapia com DEPRESS e hiperglicemia66 (alta taxa de açúcar64 no sangue65) após a suspensão do medicamento. Portanto, a dose de insulina67 e/ou hipoglicemiante68 oral deve ser ajustada quando o tratamento com DEPRESS for estabelecido e após a sua suspensão.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.
Não deve ser utilizado durante a gravidez2 e a lactação3 sem orientação médica.
Durante o tratamento o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE69.

Informações Técnicas de Depress

Características de Depress

O cloridrato de fluoxetina é o cloridrato de (±)-N-metil-3-fenil-3-[(alfa,alfa,alfatrifluoro-p-tolil)-oxi] propilamina, com a fórmula molecular C17H18F3NO• HCL. Uma dose de 20 mg eqüivale a 64,7 micromoles de fluoxetina. Seu peso molecular é 345,79. É um pó cristalino70 branco ou branco-amarelado, solúvel em água numa concentração de 14 mg/ml.
Propriedades Farmacodinâmicas: a fluoxetina é um inibidor seletivo da recaptação da serotonina, sendo este seu suposto mecanismo de ação. A fluoxetina praticamente não possui afinidade com outros receptores tais como alfa 1, alfa 2 e beta - adrenérgicos71, serotoninérgicos, dopaminérgicos, histaminérgicos H1, muscarínicos e receptores do GABA72.
A etiologia73 do transtorno disfórico prémenstrual (TDPM) é desconhecida, porém esteróides endógenos envolvidos no ciclo menstrual parecem estar relacionados com a atividade serotoninérgica neuronal.
Propriedades Farmacocinéticas: a fluoxetina é bem absorvida após administração oral. Concentrações plasmáticas máximas são alcançadas dentro de 6 a 8 horas. A fluoxetina se liga firmemente às proteínas74 do plasma75 e se distribui largamente. Concentrações plasmáticas estáveis são alcançadas após doses contínuas durante várias semanas e, após doses prolongadas, são similares às concentrações obtidas em 4 a 5 semanas. A fluoxetina é extensivamente metabolizada no fígado76 à norfluoxetina e em outros metabólitos77 não identificados, que são excretados na urina78. A meia-vida de eliminação da fluoxetina é de 4 a 6 dias e a de seu metabólito79 ativo é de 4 a 16 dias.
Resultados de eficácia:
Depressão:

Doses Diárias - A eficácia de DEPRESS para o tratamento de pacientes com depressão (18 anos ou mais) foi comprovada em estudos clínicos placeboscontrolados de 5 e 6 semanas. DEPRESS mostrou ser significativamente mais eficaz que o placebo80 conforme mensurado pela Escala de Depressão de Hamilton (HAMD). DEPRESS também foi significativamente mais eficaz que o placebo80 na sub-pontuação da HAM-D para humor deprimido, distúrbio do sono e subfator de ansiedade.
Dois estudos clínicos controlados de 6 semanas (N = 671, randomizados), comparando DEPRESS 20 mg e placebo80, mostraram que DEPRESS 20 mg em doses diárias é eficaz no tratamento de pacientes idosos (60 anos de idade ou mais) com depressão. Nesses estudos, DEPRESS produziu uma taxa de resposta e de remissão significativamente mais altas definidas, respectivamente, por uma diminuição de 50% na pontuação da HAMD e uma pontuação total de avaliação na HAM-D menor ou igual a 8. DEPRESS foi bem tolerado e a taxa de interrupção do tratamento devido a eventos adversos não foi diferente entre DEPRESS (12%) e o placebo80 (9%).
Um estudo foi conduzido envolvendo pacientes ambulatoriais deprimidos que responderam ao final de uma fase inicial de tratamento aberto de 12 semanas com DEPRESS 20 mg/dia (pontuação modificada da HAMD-17 menor ou igual a 7 durante cada uma das 3 últimas semanas de tratamento aberto e ausência de depressão pelos critérios da DSM-III R). Estes pacientes (N = 298) foram randomizados para continuarem no estudo duplo-cego81 com DEPRESS 20 mg/dia ou com placebo80. Em 38 semanas (50 semanas totais), uma taxa de remissão estatisticamente mais baixa (definida como sintomas39 suficientes para atender a um diagnóstico82 de depressão por 2 semanas ou pontuação modificada da HAMD-17 maior ou igual a 14 por 3 semanas) foi observada em pacientes tomando DEPRESS comparada com aqueles usando placebo80.
Doses Semanais para manutenção/continuação do tratamento - Um estudo a longo prazo foi conduzido, envolvendo pacientes adultos ambulatoriais de acordo com os critérios da DSM-IV para depressão, que responderam por 3 semanas consecutivas, ao final de 13 semanas de um tratamento aberto com DEPRESS 20 mg uma vez ao dia. Esses pacientes foram randomizados em um tratamento de continuação semanal, duplo-cego, com DEPRESS 90 mg administrado semanalmente versus DEPRESS 20 mg administrado uma vez ao dia ou placebo80. DEPRESS 90 mg administrado semanalmente e DEPRESS 20 mg administrado diariamente demonstraram eficácia superior (tendo um período significativamente mais longo de remissão dos sintomas39 depressivos), comparados ao placebo80, por um período de 25 semanas.
Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC):
A eficácia de DEPRESS para o tratamento do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) foi demonstrada em dois grupos de estudo paralelos, multicêntricos, de 13 semanas (Estudos 1 e 2), com pacientes adultos ambulatoriais que receberam doses fixas de DEPRESS de 20, 40 ou 60 mg/dia (uma vez ao dia, pela manhã) ou placebo80.
Os pacientes em ambos os estudos tinham TOC moderado a grave (DSM-III-R), com taxas iniciais médias na Escala Obsessiva- Compulsiva Yale-Brown (YBOCS, pontuação total) variando de 22 a 26. No Estudo 1, pacientes recebendo DEPRESS apresentaram reduções médias de aproximadamente 4 a 6 unidades na pontuação total da YBOCS, comparado com uma redução de 1 unidade para os pacientes tratados com placebo80. No Estudo 2, pacientes recebendo DEPRESS apresentaram reduções médias de aproximadamente 4 a 9 unidades na pontuação total da YBOCS, comparado com uma redução de 1 unidade para os pacientes com placebo80. Apesar de não ter havido indicação de relação dose-resposta para a eficácia no Estudo 1, esta relação foi observada no Estudo 2, com respostas numericamente melhores nos dois grupos de dose mais alta.
Bulimia1 Nervosa:
A eficácia de DEPRESS para o tratamento da bulimia1 foi demonstrada em dois grupos de estudo paralelos, multicêntricos, de 8 semanas e um grupo de estudo de 16 semanas com pacientes ambulatoriais de acordo com os critérios do DSM-IV para bulimia1. Os pacientes nos estudos de 8 semanas receberam 20 ou 60 mg/dia de DEPRESS ou placebo80 pela manhã. Os pacientes no estudo de 16 semanas receberam uma dose fixa de 60 mg/dia de DEPRESS (uma vez ao dia) ou placebo80. Os pacientes nesses 3 estudos tinham bulimia1 de moderada a grave, com freqüências medianas de episódios de compulsão alimentar e vômito22, variando de 7 a 10 e de 5 a 9 por semana, respectivamente. Nesses 3 estudos, DEPRESS 60 mg, mas não o de 20 mg, foi estatisticamente superior ao placebo80, reduzindo o número de episódios de compulsão alimentar e vômito22 por semana. O efeito estatisticamente superior das 60 mg vs placebo80 estava presente logo na Semana 1 e persistiu durante cada estudo. A redução nos episódios bulímicos relacionada ao DEPRESS pareceu ser independente da depressão inicial, conforme avaliada pela escala de Depressão de Hamilton. Em um desses 3 estudos, o efeito do tratamento, conforme medido pelas diferenças entre DEPRESS 60 mg e placebo80, sobre a redução mediana do início da freqüência dos comportamentos bulímicos até o final, variou de 1 a 2 episódios por semana para os episódios de compulsão alimentar e de 2 a 4 episódios por semana para vômito22.
O tamanho do efeito foi relacionado à freqüência inicial, com reduções maiores vistas em pacientes com freqüências iniciais mais altas. Embora alguns pacientes tenham deixado de apresentar episódios de compulsão alimentar e comportamentos purgativos83 como um resultado de tratamento, para a maioria, o benefício foi uma redução parcial na freqüência dos episódios de compulsão alimentar e comportamentos purgativos83.
Em um estudo a longo prazo, 150 pacientes reunindo os critérios (DSM-IV) para bulimia1 nervosa, subtipo purgativo84, que tiveram resposta na fase do tratamento agudo85, duplo-cego, de 8 semanas com DEPRESS 60 mg/dia, foram randomizados para a continuação do DEPRESS 60 mg/dia ou placebo80 por até 52 semanas de observação para remissão.
A resposta durante a fase duplo-cega foi definida pelo alcance de pelo menos uma diminuição de 50% na freqüência de vômito22, quando comparada à inicial. A remissão durante a fase duplo-cega foi definida como um retorno persistente da freqüência de vômito22 inicial ou julgamento médico sobre a recidiva86 da doença. Os pacientes que continuaram recebendo DEPRESS 60 mg/dia apresentaram um tempo significativamente mais longo em remissão sobre as 52 semanas subseqüentes comparando-se com aqueles que receberam placebo80.
Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM):
Os sintomas39 relacionados com TDPM incluem alterações do humor e sintomas39 físicos. Nos estudos clínicos a fluoxetina mostrou ser eficaz no alívio das alterações do humor (tensão, irritabilidade e disforia87) e dos sintomas39 físicos (cefaléia88, edema89 e mastalgia90) relacionados ao TDPM.
A eficácia de DEPRESS para o tratamento do TDPM foi estabelecida em 3 estudos clínicos placebos-controlados (1 de dose intermitente91 e 2 de dose contínua). Em um estudo clínico de dose intermitente91 descrito abaixo, as pacientes reuniram os critérios do Manual Estatístico e de Diagnóstico82, quarta edição (DSM IV), para TDPM. Nos estudos clínicos de dose contínua descritos abaixo, as pacientes reuniram os critérios do Manual Estatístico e de Diagnóstico82, terceira edição revisada, para o Transtorno Disfórico da Fase Lútea Tardia (TDFLT), a entidade clínica agora referida como TDPM no DSM IV. Pacientes usando anticoncepcionais orais foram excluídas desses estudos. Portanto, a eficácia da fluoxetina em combinação com anticoncepcionais orais para o tratamento do TDPM é desconhecida.
Em um grupo de estudo duplo-cego81, paralelo de dose intermitente91 de 3 meses de duração, as pacientes (N = 260, randomizadas) foram tratadas com fluoxetina 10 mg/dia, fluoxetina 20 mg/dia ou placebo80. Iniciou-se o tratamento com a fluoxetina ou o placebo80 14 dias antes do início previsto da menstruação92 e continuado até o 1o dia do fluxo menstrual. A eficácia foi avaliada com o Relato Diário da Gravidade dos Problemas (DRSP), um instrumento dependente da avaliação e colaboração da paciente, que se espelha nos critérios de diagnóstico82 para TDPM, conforme indicado no DSM IV, e inclui avaliações para humor, sintomas39 físicos e outros sintomas39. A fluoxetina 20 mg/dia mostrou ser significativamente mais eficaz que o placebo80, conforme mensurado pela pontuação do DRSP. A fluoxetina 10 mg/dia não mostrou ser significativamente mais eficaz que o placebo80 nesse estudo. A média da pontuação total do DRSP diminuiu 38% para a fluoxetina 20 mg/dia, 35% para a fluoxetina 10 mg/dia e 30% para o placebo80.
No 1° grupo de estudo duplo-cego81, paralelo de dose contínua de 6 meses de duração, envolvendo N = 320 pacientes, doses fixas de fluoxetina 20 e 60 mg/dia administradas diariamente durante o ciclo menstrual, mostraram ser significativamente mais eficazes que o placebo80, conforme mensurado por uma pontuação total de Escala Visual Análoga (VAS) (incluindo humor e sintomas39 físicos). A média da pontuação total da VAS diminuiu 7% no tratamento com placebo80, 36% no tratamento com fluoxetina 20 mg e 39% no tratamento com fluoxetina 60 mg. A diferença entre as doses de 20 e 60 mg não foi estatisticamente significativa.
Em um segundo estudo cruzado, duplocego de dose contínua, as pacientes (N = 19) foram tratadas diariamente com fluoxetina 20 mg a 60 mg/dia (dose média = 27 mg/dia) e placebo80 durante o ciclo menstrual por um período de 3 meses cada. A fluoxetina foi significativamente mais eficaz que o placebo80, conforme mensurado pelas alterações do ciclo folicular à fase lútea na pontuação total da VAS (humor, sintomas39 físicos e prejuízo social). A média da pontuação total VAS (aumento da fase folicular à lútea) foi 3,8 vezes mais alta durante o tratamento com placebo80 que aquele observado durante o tratamento com a fluoxetina.
Em outro grupo de estudo duplo-cego81, paralelo de dose contínua, pacientes com TDFLT (N = 42) foram tratadas diariamente com fluoxetina 20 mg/dia, bupropiona 300 mg/dia ou placebo80 por 2 meses. Nem a fluoxetina e nem a bupropiona mostraram ser superiores ao placebo80 em uma avaliação primária, isto é, a taxa de resposta.

Indicações de Depress

A fluoxetina é indicada no tratamento da depressão, associada ou não com ansiedade, da bulimia1 nervosa, do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e do transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM), incluindo tensão pré-menstrual (TPM), irritabilidade e disforia87.
A eficácia de DEPRESS durante o uso a longo prazo (mais de 13 semanas no tratamento do transtorno obsessivo compulsivo e mais de 16 semanas no tratamento da bulimia1 nervosa) não foi sistematicamente avaliada em estudos controlados com placebo80. Portanto, o médico deve reavaliar periodicamente o uso de DEPRESS em tratamentos a longo prazo.

Contra-Indicações de Depress

A fluoxetina é contra-indicada em pacientes com hipersensibilidade conhecida a essa droga.O cloridrato de fluoxetina não deve ser usado em combinação com um inibidor da MAO93 ou dentro de 14 dias da suspensão do tratamento com um inibidor da MAO93. Deve-se deixar um intervalo de pelo menos cinco semanas (ou talvez mais, especialmente se a fluoxetina foi prescrita para tratamento crônico61 e/ou em altas doses) após a suspensão do cloridrato de fluoxetina e o início do tratamento com um inibidor da MAO93. Casos graves e fatais de síndrome17 serotonérgica (que pode se assemelhar e ser diagnosticada como síndrome17 neuroléptica maligna) foram relatados em pacientes tratados com fluoxetina e um inibidor da MAO93 com curto intervalo entre uma terapia e outra.
A tioridazina não deve ser administrada em combinação com cloridrato de fluoxetina ou deve-se aguardar no mínimo cinco semanas após o término do tratamento com cloridrato de fluoxetina para se administrar a tioridazina (ver interações medicamentosas).

Precauções e Advertências de Depress

Gerais:
Risco de suicídio: a possibilidade de uma tentativa de suicídio é inerente à depressão e pode persistir até que uma remissão significativa ocorra. Assim como outras drogas de ação farmacológica similar (antidepressivos), casos isolados de ideação e comportamentos suicidas foram relatados durante o tratamento com fluoxetina ou logo após a sua interrupção.
Embora uma relação causal exclusiva para o DEPRESS em induzir a tais comportamentos não tenha sido estabelecida, uma análise em conjunto de vários antidepressivos (incluindo o
DEPRESS) e alguns estudos com outros antidepressivos em condições psiquiátricas indicam um aumento de risco potencial para ideação e comportamentos suicidas em pacientes pediátricos, quando comparados ao grupo placebo80. Um acompanhamento mais próximo a pacientes de alto risco deve ser feito durante o tratamento. Os médicos devem incentivar os pacientes de todas as idades a relatar quaisquer pensamentos ou sentimentos depressivos em qualquer fase do tratamento.
Erupções de pele9: erupção94 de pele9, reações anafilactóides e reações sistêmicas progressivas, algumas vezes graves e envolvendo pele9, fígado76, rins95 ou pulmões96 foram relatadas por pacientes  tratados com fluoxetina. Após o aparecimento de erupção94 cutânea97 ou de outra reação alérgica11 para a qual uma alternativa etiológica não pode ser identificada, a fluoxetina deve ser suspensa.
Convulsões: assim como com outros antidepressivos, a fluoxetina deve ser administrada com cuidado a pacientes com história de convulsões.
Hiponatremia98: foram relatados casos de hiponatremia98 (alguns com sódio sérico abaixo de 110 mmol/l99). A maioria desses casos ocorreu em pacientes idosos e em pacientes que estavam tomando diuréticos100 ou com depleção101 de líquidos.
Controle glicêmico: em pacientes com diabetes62, ocorreu hipoglicemia63 durante a terapia com fluoxetina e hiperglicemia66 após a suspensão da droga. A dose de insulina67 e/ou hipoglicemiante68 oral deve ser ajustada, quando for instituído o tratamento com a fluoxetina e após sua suspensão.
Carcinogênese, mutagênese e danos à fertilidade: não houve evidência de carcinogenicidade ou mutagênese a partir de estudos in vitro ou em animais. Não foi observado dano à fertilidade em animais adultos em doses até 12,5 mg/kg/dia (aproximadamente 1,5 vezes a mrhd em base de mg/m2). Em um estudo toxicológico em ratos cd jovens, a administração de 30 mg/kg de fluoxetina (entre o 21o e o 90o dia após o nascimento), resultou em um aumento dos níveis séricos de creatinina102 quinase e transaminase oxalacético, que foram acompanhadas microscopicamente através da degeneração103 da musculatura esquelética, necrose104 e regeneração.
Outros achados em ratos aos quais também foram administrados 30 mg/kg de fluoxetina constataram degeneração103 e necrose104 dos túbulos seminíferos dos testículos105, vacuolização do epitélio106 do epidídimo107 dos ratos machos e imaturidade/inatividade do trato reprodutivo dos ratos fêmeas.
As concentrações plasmáticas alcançadas nestes animais foram maiores quando comparadas com as concentrações plasmáticas normalmente alcançadas em pacientes pediátricos (em animais que receberam 30 mg/kg, o aumento foi de aproximadamente 5 a 8 vezes para fluoxetina e 18 a 20 vezes para norfluoxetina. Em animais que receberam 10 mg/kg, o aumento foi de aproximadamente 2 vezes para fluoxetina e 8 vezes para norfluoxetina). Após um período de recuperação de aproximadamente 11 semanas, foram realizadas avaliações de esperma108 em ratos que haviam sido medicados com 30 mg/kg de fluoxetina, que indicaram uma diminuição de aproximadamente 30% nas concentrações de esperma108 sem afetar sua morfologia ou motilidade. Uma avaliação microscópica dos testículos105 e epidídimos destes ratos indicaram que a degeneração103 testicular foi reversível. Ocorreram atrasos na maturação sexual nos ratos machos tratados com 10 mg/kg e nas fêmeas e machos tratados com 30 mg/kg. A relevância destes achados em seres humanos é desconhecida. Houve uma diminuição na extensão de crescimento do fêmur109 de ratos tratados com 30 mg/kg quando comparados com o grupo de controle.
Efeitos sobre a habilidade de dirigir e operar máquinas: DEPRESS pode interferir na capacidade de julgamento, pensamento e ação. Portanto, durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.
Doenças e/ou terapias concomitantes: uma dose mais baixa ou menos freqüente deve ser considerada em pacientes com comprometimento hepático, doenças concomitantes ou naqueles que estejam tomando vários medicamentos.
Gravidez2: (categoria C) Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Os dados de um grande número de gestantes expostas à fluoxetina não indicaram o aparecimento de reações adversas tanto na gravidez2 quanto, especialmente, na saúde69 do feto110/recém-nascido. Entretanto, deve-se ter cuidado particularmente no final da gravidez2, quando os sintomas39 transitórios de retirada da droga (por exemplo, tremores transitórios, dificuldade na alimentação, taquipnéia111 e irritabilidade) foram raramente relatados em neonatos112 após o uso da droga próximo ao termo. A fluoxetina pode ser administrada durante a gravidez2 se os benefícios do tratamento justificarem o risco potencial desta droga.
O efeito da fluoxetina sobre o trabalho de parto e nascimento nos seres humanos é desconhecido.
Amamentação113: a fluoxetina é excretada no leite humano. Portanto deve-se ter cuidado quando a fluoxetina for administrada a mulheres que estejam amamentando.
Pediatria: a segurança e a eficácia em crianças não foram estabelecidas.

Interações Medicamentosas de Depress

- drogas metabolizadas pelo sistema P450IID6: devido ao potencial da fluoxetina em inibir a isoenzima do citocromo P450IID6, o tratamento com drogas predominantemente metabolizadas pelo sistema CP450IID6 e que tenham um índice terapêutico estreito deve ser iniciado com o limite mais baixo de dose, caso o paciente esteja recebendo fluoxetina concomitantemente ou a tenha recebido nas 5 semanas anteriores. Se a fluoxetina for adicionada ao tratamento de um paciente que já esteja recebendo uma droga metabolizada pelo CP450IID6, a necessidade de diminuição da dose da medicação original deve ser considerada. Devido ao risco de arritmias114 ventriculares graves e de morte súbita, potencialmente associada com uma elevação dos níveis de tioridazina, não deve ser realizada a administração concomitante de tioridazina com fluoxetina ou deve-se aguardar no mínimo 5 semanas após o término do tratamento com fluoxetina para se administrar a tioridazina. - drogas com ação no sistema nervoso central115: foram observadas alterações nos
níveis sangüíneos de fenitoína, carbamazepina, haloperidol, clozapina, diazepam, alprazolam, lítio, imipramina e desipramina e, em alguns casos, manifestações clínicas de toxicidade116. Deve ser considerado o uso de esquemas conservadores de titulação de drogas concomitantes e monitorização do estado clínico.
- ligação às proteínas74 do plasma75: devido ao fato de a fluoxetina estar firmemente ligada às proteínas74 do plasma75, a administração de fluoxetina a um paciente que esteja tomando outra droga que seja firmemente ligada às proteínas74 plasmáticas pode causar uma mudança nas concentrações plasmáticas da mesma.
- varfarina: efeitos anticoagulantes117 alterados (valores de laboratório e/ou sinais118 clínicos e sintomas39), incluindo sangramento, sem um padrão consistente, foram reportados com pouca freqüência quando a fluoxetina e a varfarina foram co-administradas. Com a mesma prudência do uso concomitante de varfarina com muitas outras drogas, os pacientes em tratamento com varfarina devem ser cuidadosamente monitorados quanto à coagulação119 quando se inicia ou interrompe a fluoxetina.
- drogas que interferem na homeostase (antiinflamatórios não esteroidais - AINES, ácido acetilsalicílico, varfarina, etc.): a liberação de serotonina pelas plaquetas120 desempenha um papel importante na homeostase. Estudos epidemiológicos, caso-controle e coorte121, têm demonstrado uma associação entre o uso de drogas psicotrópicas (que interferem na recaptação da serotonina) e a ocorrência de aumento de sangramento gastrintestinal, que também tem sido demonstrado durante o uso concomitante de uma droga psicotrópica com um AINE ou ácido acetilsalicílico. Portanto, os pacientes devem ser advertidos sobre o uso concomitante destas drogas com fluoxetina.
- tratamento eletroconvulsivo: houve raros relatos de convulsões prolongadas em pacientes usando a fluoxetina e que receberam tratamento eletroconvulsivo.
- meia-vida de eliminação: devido ao fato da fluoxetina e do seu principal metabólito79, a norfluoxetina, possuírem uma longa meia-vida de eliminação, a administração de drogas que interajam com essas substâncias pode produzir conseqüências ao paciente após a interrupção do tratamento com DEPRESS.

Interferência em Exames Laboratoriais de Depress

Não são conhecidos relatos de interferência do cloridrato de fluoxetina nos resultados de exames laboratoriais.

Reações Adversas/Colaterais de Depress

Como relatado com outros antidepressivos inibidores seletivos da recaptação da serotonina, foram relatados os seguintes efeitos adversos com a fluoxetina:Organismo como um todo - sintomas39 autonômicos (incluindo secura da boca4, sudorese5, vasodilatação, calafrios7), hipersensibilidade (incluindo prurido8, erupções da pele9, urticária10, reação anafilactóide, vasculite13, reação semelhante à doença do soro14, angioedema16) - ver contra-indicações e advertências - síndrome17 serotonérgica, caracterizada pelo conjunto de características clínicas de alterações no estado mental e na atividade neuromuscular, em combinação com disfunção do sistema nervoso autônomo18 (ver contra-indicações - inibidores da monoamino oxidase), fotossensibilidade.
Sistema cardiovascular122 - não relatados.
Sistema digestivo19 - distúrbios gastrintestinais (incluindo diarréia20, náusea21, vômito22, disfagia24, dispepsia25, alteração do paladar26), hepatite27 idiossincrática (muito rara).
Sistema endócrino28 - secreção inapropriada de ADH.
Sistemas hematológico e linfático31 - equimose32.
Sistemas metabólico e nutricional - não relatados.
Sistema músculo-esquelético - não relatados.
Sistema nervoso33 - tremor/movimento anormal (incluindo contração, ataxia34, síndrome17 buco-glossal, mioclonia37, tremor), anorexia38 (incluindo perda de peso), ansiedade e sintomas39 associados (incluindo palpitação40, nervosismo, inquietação psicomotora41), vertigem42, fadiga43 (incluindo sonolência, astenia44), alteração de concentração ou raciocínio (incluindo concentração diminuída, processo de raciocínio prejudicado, despersonalização), reação maníaca, distúrbios do sono (incluindo sonhos anormais, insônia), convulsões.
Sistema respiratório45 - bocejo.
Pele9 e anexos46 - alopécia47.
Órgãos dos sentidos - visão48 anormal (incluindo visão48 turva, midríase49).
Sistema urogenital50 - anormalidades na micção51 (incluindo incontinência urinária52, disúria53), priapismo56/ereção54 prolongada, disfunção sexual (incluindo diminuição da libido123, ausência ou atraso na ejaculação57, anorgasmia58, disfunção erétil).

Posologia de Depress

Depressão: posologia diária - a dose de 20 mg/dia é recomendada como dose inicial.
Bulimia1 Nervosa: a dose de 60 mg/dia é a recomendada.
Transtorno Obsessivo-Compulsivo: a dose de 20 mg/dia a 60 mg/dia é a recomendada.
Transtorno Disfórico Pré-Menstrual: a dose recomendada é de 20 mg/dia administrada continuamente (durante todos os dias do ciclo menstrual) ou intermitentemente (isto é, uso diário, com início 14 dias antes do início previsto da menstruação92, até o primeiro dia do fluxo menstrual. A dose deverá ser repetida a cada novo ciclo menstrual).
Para todas as indicações: a dose recomendada pode ser aumentada ou diminuída. Doses acima de 80 mg/dia não foram sistematicamente avaliadas.
Idade: não há dados que demonstrem a necessidade de doses alternativas tendo como base somente a idade do paciente.
Caso o paciente deixe de tomar uma dose, deverá tomá-la assim que possível.

Superdosagem de Depress

Sintomas39: os casos de superdose de fluoxetina isolada geralmente têm uma evolução favorável. Os sintomas39 de superdose incluem náusea21, vômito22, convulsões, disfunção cardiovascular (variando desde arritmias114 assintomáticas até parada cardíaca), disfunção pulmonar e sinais118 de alteração do SNC124 (variando de excitação ao coma125). Os relatos de morte por superdose de fluoxetina isolada têm sido extremamente raros.Tratamento: é recomendada a monitoração dos sinais118 cardíacos e vitais, juntamente às medidas sintomáticas gerais e de suporte. Não é conhecido antídoto126 específico. A diurese127 forçada, diálise128, hemoperfusão e transfusão129 provavelmente não serão benéficas. No tratamento da superdose deve ser considerada a possibilidade do envolvimento de múltiplas drogas.

Pacientes Idosos de Depress

Não foram observadas diferenças na segurança e eficácia entre pacientes idosos e jovens. Outros relatos de experiências clínicas não identificaram diferenças nas respostas de pacientes jovens ou idosos, mas uma sensibilidade maior de alguns indivíduos mais idosos não pode ser excluída.
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DEPRESS - Laboratório

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Complementos

1 Bulimia: Ingestão compulsiva de alimentos, em geral seguida de indução do vômito ou uso abusivo de laxantes. Trata-se de uma doença psiquiátrica, que faz parte dos chamados Transtornos Alimentares, juntamente com a Anorexia Nervosa, à qual pode estar associada.
2 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
3 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
4 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
5 Sudorese: Suor excessivo
6 Vasos sangüíneos: Órgãos em forma de tubos que se ramificam por todo o organismo. Existem três tipos principais de vasos sangüíneos que são as artérias, veias e capilares.
7 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
8 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
9 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
10 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
11 Reação alérgica: Sensibilidade a uma substância específica, chamada de alérgeno, com a qual se entra em contato por meio da pele, pulmões, deglutição ou injeções.
12 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
13 Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. É produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
14 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
15 Inchaço: Inchação, edema.
16 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
17 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
18 Sistema nervoso autônomo: Parte do sistema nervoso que controla funções como respiração, circulação do sangue, controle de temperatura e da digestão.
19 Sistema digestivo: O sistema digestivo ou digestório realiza a digestão, processo que transforma os alimentos em substâncias passíveis de serem absorvidas pelo organismo. Os materiais não absorvidos são eliminados por este sistema. Ele é composto pelo tubo digestivo e por glândulas anexas.
20 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
21 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
22 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
23 Deglutição: Passagem dos alimentos desde a boca até o esôfago; ação ou efeito de deglutir; engolir. É um mecanismo em parte voluntário e em parte automático (reflexo) que envolve a musculatura faríngea e o esfíncter esofágico superior.
24 Disfagia: Sensação consciente da passagem dos alimentos através do esôfago. Pode estar associado a doenças motoras, inflamatórias ou tumorais deste órgão.
25 Dispepsia: Dor ou mal-estar localizado no abdome superior. O mal-estar pode caracterizar-se por saciedade precoce, sensação de plenitude, distensão ou náuseas. A dispepsia pode ser intermitente ou contínua, podendo estar relacionada com os alimentos.
26 Paladar: Paladar ou sabor. Em fisiologia, é a função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados.
27 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
28 Sistema Endócrino: Sistema de glândulas que liberam sua secreção (hormônios) diretamente no sistema circulatório. Em adição às GLÂNDULAS ENDÓCRINAS, o SISTEMA CROMAFIM e os SISTEMAS NEUROSSECRETORES estão inclusos.
29 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
30 Diurético: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
31 Linfático: 1. Na histologia, é relativo à linfa, que contém ou que conduz linfa. 2. No sentido figurado, por extensão de sentido, a que falta vida, vigor, energia (diz-se de indivíduo); apático. 3. Na história da medicina, na classificação hipocrática dos quatro temperamentos de acordo com o humor dominante, que ou aquele que, pela lividez das carnes, flacidez dos músculos, apatia e debilidade demonstradas no comportamento, atesta a predominância de linfa.
32 Equimose: Mancha escura ou azulada devido à infiltração difusa de sangue no tecido subcutâneo. A maioria aparece após um traumatismo, mas pode surgir espontaneamente em pessoas que apresentam fragilidade capilar ou alguma coagulopatia. Após um período de tempo variável, a equimose desaparece passando por diferentes gradações: violácea, acastanhada, esverdeada e amarelada.
33 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
34 Ataxia: Reflete uma condição de falta de coordenação dos movimentos musculares voluntários podendo afetar a força muscular e o equilíbrio de uma pessoa. É normalmente associada a uma degeneração ou bloqueio de áreas específicas do cérebro e cerebelo. É um sintoma, não uma doença específica ou um diagnóstico.
35 Língua:
36 Involuntária: 1.    Que se realiza sem intervenção da vontade ou que foge ao controle desta, automática, inconsciente, espontânea. 2.    Que se encontra em uma dada situação sem o desejar, forçada, obrigada.
37 Mioclonia: Contração muscular súbita e involuntária que se verifica especialmente nas mãos e nos pés, devido à descarga patológica de um grupo de células nervosas.
38 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
39 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
40 Palpitação: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
41 Psicomotora: Própria ou referente a qualquer resposta que envolva aspectos motores e psíquicos, tais como os movimentos corporais governados pela mente.
42 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
43 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
44 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
45 Sistema Respiratório: Órgãos e estruturas tubulares e cavernosas, por meio das quais a ventilação pulmonar e as trocas gasosas entre o ar externo e o sangue são realizadas.
46 Anexos: 1. Que se anexa ou anexou, apenso. 2. Contíguo, adjacente, correlacionado. 3. Coisa ou parte que está ligada a outra considerada como principal. 4. Em anatomia geral, parte acessória de um órgão ou de uma estrutura principal. 5. Em informática, arquivo anexado a uma mensagem eletrônica.
47 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
48 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
49 Midríase: Dilatação da pupila. Ela pode ser fisiológica, patológica ou terapêutica.
50 Urogenital: Na anatomia geral, é a região relativa aos órgãos genitais e urinários; geniturinário.
51 Micção: Emissão natural de urina por esvaziamento da bexiga.
52 Incontinência urinária: Perda do controle da bexiga que provoca a passagem involuntária de urina através da uretra. Existem diversas causas e tipos de incontinência e muitas opções terapêuticas. Estas vão desde simples exercícios de fisioterapia até complicadas cirurgias. As mulheres são mais freqüentemente acometidas por este problema.
53 Disúria: Dificuldade para urinar. Pode produzir ardor, dor, micção intermitente, etc. Em geral corresponde a uma infecção urinária.
54 Ereção: 1. Ato ou efeito de erigir ou erguer. 2. Inauguração, criação. 3. Levantamento ou endurecimento do pênis.
55 Pênis: Órgão reprodutor externo masculino. É composto por uma massa de tecido erétil encerrada em três compartimentos cilíndricos fibrosos. Dois destes compartimentos, os corpos cavernosos, ficam lado a lado ao longo da parte superior do órgão. O terceiro compartimento (na parte inferior), o corpo esponjoso, abriga a uretra.
56 Priapismo: Condição, associada ou não a um estímulo sexual, na qual o pênis ereto não retorna ao seu estado flácido habitual. Essa ereção é involuntária, duradora (cerca de 4 horas), geralmente dolorosa e potencialmente danosa, podendo levar à impotência sexual irreversível, constituindo-se numa emergência médica.
57 Ejaculação: 1. Ato de ejacular. Expulsão vigorosa; forte derramamento (de líquido); jato. 2. Em fisiologia, emissão de esperma pela uretra no momento do orgasmo. 3. Por extensão de sentido, qualquer emissão. 4. No sentido figurado, fartura de palavras; arrazoado.
58 Anorgasmia: Ausência de orgasmo ou incapacidade para obtê-lo.
59 Impotência: Incapacidade para ter ou manter a ereção para atividades sexuais. Também chamada de disfunção erétil.
60 IMAO: Tipo de antidepressivo que inibe a enzima monoaminoxidase (ou MAO), hoje usado geralmente como droga de terceira linha para a depressão devido às restrições dietéticas e ao uso de certos medicamentos que seu uso impõe. Deve ser considerada droga de primeira escolha no tratamento da depressão atípica (com sensibilidade à rejeição) ou agente útil no distúrbio do pânico e na depressão refratária. Pode causar hipotensão ortostática e efeitos simpaticomiméticos tais como taquicardia, suores e tremores. Náusea, insônia (associada à intensa sonolência à tarde) e disfunção sexual são comuns. Os efeitos sobre o sistema nervoso central incluem agitação e psicoses tóxicas. O término da terapia com inibidores da MAO pode estar associado à ansiedade, agitação, desaceleração cognitiva e dor de cabeça, por isso sua retirada deve ser muito gradual e orientada por um médico psiquiatra.
61 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.
62 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
63 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas. Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose. Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.
64 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
65 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
66 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
67 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
68 Hipoglicemiante: Medicamento que contribui para manter a glicose sangüínea dentro dos limites normais, sendo capaz de diminuir níveis de glicose previamente elevados.
69 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
70 Cristalino: 1. Lente gelatinosa, elástica e convergente que focaliza a luz que entra no olho, formando imagens na retina. A distância focal do cristalino é modificada pelo movimento dos músculos ciliares, permitindo ajustar a visão para objetos próximos ou distantes. Isso se chama de acomodação do olho à distância do objeto. 2. Diz-se do grupo de cristais cujos eixos cristalográficos são iguais nas suas relações angulares gerais constantes 3. Diz-se de rocha constituída quase que totalmente por cristais ou fragmentos de cristais 4. Diz-se do que permite que passem os raios de luz e em consequência que se veja através dele; transparente. 5. Límpido, claro como o cristal.
71 Adrenérgicos: Que agem sobre certos receptores específicos do sistema simpático, como o faz a adrenalina.
72 GABA: GABA ou Ácido gama-aminobutírico é o neurotransmissor inibitório mais comum no sistema nervoso central.
73 Etiologia: 1. Ramo do conhecimento cujo objeto é a pesquisa e a determinação das causas e origens de um determinado fenômeno. 2. Estudo das causas das doenças.
74 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
75 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
76 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
77 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
78 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
79 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
80 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
81 Estudo duplo-cego: Denominamos um estudo clínico “duplo cego” quando tanto voluntários quanto pesquisadores desconhecem a qual grupo de tratamento do estudo os voluntários foram designados. Denominamos um estudo clínico de “simples cego” quando apenas os voluntários desconhecem o grupo ao qual pertencem no estudo.
82 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
83 Purgativos: Laxantes, medicamentos que apressam o esvaziamento do intestino.
84 Purgativo: Laxante, medicamento que apressa o esvaziamento do intestino.
85 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
86 Recidiva: 1. Em medicina, é o reaparecimento de uma doença ou de um sintoma, após período de cura mais ou menos longo; recorrência. 2. Em direito penal, significa recaída na mesma falta, no mesmo crime; reincidência.
87 Disforia: Estado caracterizado por ansiedade, depressão e inquietude.
88 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
89 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
90 Mastalgia: Dor nas mamas. Costuma ser um distúrbio benigno em mulheres jovens devido a um desequilíbrio hormonal durante o ciclo menstrual. Mas, pode ter outras causas.
91 Intermitente: Nos quais ou em que ocorrem interrupções; que cessa e recomeça por intervalos; intervalado, descontínuo. Em medicina, diz-se de episódios de febre alta que se alternam com intervalos de temperatura normal ou cujas pulsações têm intervalos desiguais entre si.
92 Menstruação: Sangramento cíclico através da vagina, que é produzido após um ciclo ovulatório normal e que corresponde à perda da camada mais superficial do endométrio uterino.
93 Mão: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
94 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
95 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
96 Pulmões: Órgãos do sistema respiratório situados na cavidade torácica e responsáveis pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. São em número de dois, possuem forma piramidal, têm consistência esponjosa e medem cerca de 25 cm de comprimento. Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobos. O pulmão esquerdo possui dois lobos e o direito possui três. Os pulmões são compostos de brônquios que se dividem em bronquíolos e alvéolos pulmonares. Nos alvéolos se dão as trocas gasosas ou hematose pulmonar entre o meio ambiente e o corpo, com a entrada de oxigênio na hemoglobina do sangue (formando a oxiemoglobina) e saída do gás carbônico ou dióxido de carbono (que vem da célula como carboemoglobina) dos capilares para o alvéolo.
97 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
98 Hiponatremia: Concentração de sódio sérico abaixo do limite inferior da normalidade; na maioria dos laboratórios, isto significa [Na+] < 135 meq/L, mas o ponto de corte [Na+] < 136 meq/L também é muito utilizado.
99 Mmol/L: Milimols por litro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
100 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
101 Depleção: 1. Em patologia, significa perda de elementos fundamentais do organismo, especialmente água, sangue e eletrólitos (sobretudo sódio e potássio). 2. Em medicina, é o ato ou processo de extração de um fluido (por exxemplo, sangue) 3. Estado ou condição de esgotamento provocado por excessiva perda de sangue. 4. Na eletrônica, em um material semicondutor, medição da densidade de portadores de carga abaixo do seu nível e do nível de dopagem em uma temperatura específica.
102 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
103 Degeneração: 1. Ato ou efeito de degenerar (-se). 2. Perda ou alteração (no ser vivo) das qualidades de sua espécie; abastardamento. 3. Mudança para um estado pior; decaimento, declínio. 4. No sentido figurado, é o estado de depravação. 5. Degenerescência.
104 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
105 Testículos: Os testículos são as gônadas sexuais masculinas que produzem as células de fecundação ou espermatozóides. Nos mamíferos ocorrem aos pares e são protegidos fora do corpo por uma bolsa chamada escroto. Têm função de glândula produzindo hormônios masculinos.
106 Epitélio: Uma ou mais camadas de CÉLULAS EPITELIAIS, sustentadas pela lâmina basal, que recobrem as superfícies internas e externas do corpo.
107 Epidídimo: O epidídimo é um pequeno ducto, com cerca de seis centímetros de comprimento, enrolado sobre si mesmo, que coleta e armazena os espermatozóides produzidos pelo testículo. Localiza-se atrás do testículo, no saco escrotal, e desemboca na base do ducto deferente, o canal que conduz os espermatozóides até a próstata.
108 Esperma: Esperma ou sêmen. Líquido denso, gelatinoso, branco acinzentado e opaco, que contém espermatozoides e que serve para conduzi-los até o óvulo. O esperma é o líquido da ejaculação. Ele é composto de plasma seminal e espermatozoides. Este plasma contém nutrientes que alimentam e protegem os espermatozoides.
109 Fêmur: O mais longo e o maior osso do esqueleto; está situado entre o quadril e o joelho. Sinônimos: Trocanter
110 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
111 Taquipneia: Aceleração do ritmo respiratório.
112 Neonatos: Refere-se a bebês nos seus primeiros 28 dias (mês) de vida. O termo “recentemente-nascido“ refere-se especificamente aos primeiros minutos ou horas que se seguem ao nascimento. Esse termo é utilizado para enfocar os conhecimentos e treinamento da ressuscitação imediatamente após o nascimento e durante as primeiras horas de vida.
113 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
114 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
115 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
116 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
117 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
118 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
119 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
120 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
121 Coorte: Grupo de indivíduos que têm algo em comum ao serem reunidos e que são observados por um determinado período de tempo para que se possa avaliar o que ocorre com eles. É importante que todos os indivíduos sejam observados por todo o período de seguimento, já que informações de uma coorte incompleta podem distorcer o verdadeiro estado das coisas. Por outro lado, o período de tempo em que os indivíduos serão observados deve ser significativo na história natural da doença em questão, para que haja tempo suficiente do risco se manifestar.
122 Sistema cardiovascular: O sistema cardiovascular ou sistema circulatório sanguíneo é formado por um circuito fechado de tubos (artérias, veias e capilares) dentro dos quais circula o sangue e por um órgão central, o coração, que atua como bomba. Ele move o sangue através dos vasos sanguíneos e distribui substâncias por todo o organismo.
123 Libido: Desejo. Procura instintiva do prazer sexual.
124 SNC: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
125 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo “comer.“
126 Antídoto: Substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele.
127 Diurese: Diurese é excreção de urina, fenômeno que se dá nos rins. É impróprio usar esse termo na acepção de urina, micção, freqüência miccional ou volume urinário. Um paciente com retenção urinária aguda pode, inicialmente, ter diurese normal.
128 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
129 Transfusão: Introdução na corrente sangüínea de sangue ou algum de seus componentes. Podem ser transfundidos separadamente glóbulos vermelhos, plaquetas, plasma, fatores de coagulação, etc.

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