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Baxter Glicose

Instituto Vital Brazil

Atualizado em 12/08/2019

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

Solução de glicose1 5% e 10% glicose1 monoidratada

APRESENTAÇÕES

Solução injetável

glicose1 monoidratada 5%
Bolsa plástica flexível Viaflex incolor contendo 100, 250, 500 ou 1000mL.

glicose1 monoidratada 10%
Bolsa plástica flexível Viaflex incolor contendo 250 ou 500mL.

VIA INTRAVENOSA
USO ADULTO E PEDIÁTRICO

COMPOSIÇÃO

Cada 100 mL de solução de glicose1 5% contém:

glicose1 anidra (equivalente a 5,0g de glicose1 monoidratada) 4,5g
água para injetáveis q.s.p. 100mL
Conteúdo calórico 170 Kcal/L
Osmolaridade2 252 mOsm/L
pH 3,5 – 6,5

Cada 100 mL de solução de glicose1 10% contém:

glicose1 anidra (equivalente a 10,0g de glicose1 monoidratada) 9 g
água para injetáveis q.s.p. 100mL
Conteúdo calórico 340 Kcal/L
Osmolaridade2 505 mOsm/L
pH 3,5 – 6,5

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

PARA QUÊ ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?

Este medicamento é usado como fonte de água, calorias3 e diurese4 osmótica5. Este medicamento é usado em casos de desidratação6, reposição de calorias3, nas hipoglicemias (diminuição da glicemia7 no sangue8) (diminuição de glicose1 no sangue8) e como veículo para diluição de medicamentos compatíveis. A solução de glicose1 5% é frequentemente a concentração empregada na redução de fluido, sendo usualmente administrada através de uma veia periférica. Já as soluções de glicose1 de concentrações mais elevadas, como a glicose1 10%, por serem hiperosmóticas, são usadas geralmente como uma fonte de carboidratos. Desta maneira, a glicose1 é a fonte preferida de carboidratos em regimes parenterais de nutrição9, sendo frequentemente usada também em soluções de re-hidratação para prevenção e/ou tratamento da desidratação6 (diminuição de água no corpo), ocasionada pela diarreia10.

COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

As soluções injetáveis de glicose1 são estéreis e sem pirogênicos e usadas no restabelecimento de fluido e suprimento calórico. A glicose1 é um nutriente facilmente metabolizado pelo organismo para fornecimento de energia, dispensando em alguns casos o uso de lipídios e proteínas11 como fontes de energia, evitando, assim, acidose12 e cetose resultantes de seus metabolismos. A solução de glicose1 é útil como fonte de água e calorias3 e é capaz de induzir diurese4 dependendo das condições clínicas do paciente. As soluções de glicose1 em concentrações isotônicas (solução parenteral de glicose1 5%) são adequadas para manutenção das necessidades de água quando o sódio não é necessário ou deve ser evitado.

A glicose1 é metabolizada através do ácido pirúvico13 ou lático em dióxido de carbono e água com liberação de energia. A glicose1 é usada, distribuída e estocada nos tecidos. Todas as células14 do corpo são capazes de oxidar a glicose1, sendo a mesma a principal fonte de energia no metabolismo15 celular.

Uma vez dentro da célula16, a glicose1 é prontamente fosforilada, formando a glicose1-6-fosfato, que logo se polimeriza em glicogênio17, ou é catabolizada. A glicose1 pode ainda ser convertida em gordura18, através da Acetil CoA. Requer, por isso, constante equilíbrio entre as necessidades metabólicas do organismo e a sua oferta.

A glicose1 atinge o seu pico plasmático 40 minutos após sua administração em pacientes hiperglicêmicos (aumento da glicemia7 no sangue8).

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Este medicamento não deve ser usado em administrações juntamente com a infusão de sangue8 devido a possibilidade de coagulação19.

A solução de glicose1 não deve ser usada nas seguintes situações: hiper-hidratação (aumento de água no corpo), hiperglicemia20 (aumento da glicemia7 no sangue8), diabetes21, acidose12, desidratação6 hipotônica22, hipocalemia23 (quantidade abaixo do normal de potássio no sangue8) e hipersensibilidade ao produto.

O uso de solução de glicose1 hipertônica24 (concentração acima de 5% de glicose1) é contraindicado em pacientes com hemorragia25 intracraniana ou intra-espinhal, delirium tremens26 em pacientes desidratados, síndrome de má absorção27 glicose1-galactose28 e aos pacientes com hipersensibilidade a produtos derivados de milho.

O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Deve-se considerar para fins de administração, dados clínicos e laboratoriais, como níveis de glicose1 e glicose1 na urina29. Outro aspecto refere-se a suspensão abrupta de tratamentos prolongados, condição em que se elevam os níveis de insulina30 circulante, podendo desencadear uma hipoglicemia31 (diminuição da glicemia7 no sangue8) momentânea pós-suspensão.

Deve-se ter cuidado também com a administração prolongada ou a infusão rápida de grandes volumes de soluções isosmóticas, devido a possível ocorrência de inchaço32 pulmonar, hipopotassemia33 (quantidade abaixo do normal de potássio no sangue8), hiper-hidratação e intoxicação hídrica, ocasionados pelo aumento do volume do liquido extracelular.

A monitoração frequente de concentrações de glicose1, de eletrólitos34 particularmente de potássio no plasma35 faz-se necessário antes, durante e após a administração da solução de glicose1.

A solução de glicose1 não deve ser usada como diluente para o sangue8, pois causa aglutinação dos eritrócitos36 e, provavelmente, hemólise37 (destruição dos glóbulos vermelhos do sangue8). Da mesma maneira, as soluções de glicose1 sem eletrólitos34 não devem ser administradas ao mesmo tempo com a infusão de sangue8 devido da possibilidade de coagulação19.

A monitoração frequente de concentrações de glicose1 no plasma35 é necessária quando a glicose1 intravenosa é administrada em pacientes crianças, particularmente nos recém-nascidos e nas crianças com baixo peso ao nascer devido ao risco aumentado de hiperglicemia20/hipoglicemia31 (aumento/diminuição da glicemia7 no sangue8). A administração excessiva ou rápida da solução de glicose1 neste tipo de paciente pode causar aumento da osmolaridade2 do soro38 e um possível sangramento intracerebral.

Agir com precaução no fornecimento de carboidratos na presença de acidose12 por lactato39, e também nos pacientes com hipervolemia (quantidade de sangue8 superior à normal), insuficiência40 dos rins41, obstrução do intervalo urinário ou descompensarão cardíaca eminente.

As soluções injetáveis de glicose1 devem ser usadas com cuidado em pacientes com Diabetes mellitus42 subclínica ou evidente, ou intolerância a carboidratos, bem como em lactentes43 de mães diabéticas.

A administração de soluções de glicose1 deve ser realizada com cautela em pacientes diabéticos, pois uma infusão rápida pode causar hiperglicemia20 (aumento de glicose1 no sangue8), assim como em pacientes mal nutridos com deficiência de tiamina, intolerância a carboidratos, septicemia44 (presença de germes ou substâncias sépticas no sangue8). A administração intravenosa da glicose1 aos pacientes com deficiência de tiamina e outras vitaminas do complexo B pode precipitar o desenvolvimento da encefalopatia45 de Wernicke. As soluções de glicose1 não devem ser administradas em pacientes com insuficiência40 dos rins41 e após ataque isquêmico46.

Reações de Hipersensibilidade

  • Reações de hipersensibilidade/infusão, incluindo reações anafiláticas47/anafilactóides têm sido reportadas com solução de glicose1 5 e 10% (vide item Reações Adversas).
  • A infusão deve ser imediatamente interrompida se quaisquer sinais48 ou sintomas49 de uma reação suspeita de hipersensibilidade se desenvolver. Medidas terapêuticas adequadas devem ser instituídas conforme clinicamente indicadas.
  • As soluções que contêm glicose1 devem ser usadas com cautela em pacientes com alergia50 conhecida a milho ou produtos derivados de milho.

Diluição e outros efeitos em eletrólitos34 séricos

Dependendo do volume e taxa de infusão e, dependendo da condição clínica do paciente e sua capacidade de metabolizar a glicose1, a administração intravenosa de glicose1 pode causar:

  • Hiperosmolaridade (aumento da osmolaridade2), diurese4 (produção de urina29 pelo rim51) e desidratação6 osmótica5
  • Hiposmolaridade (diminuição da osmolaridade2)
  • Distúrbios hidroeletrolíticos, como:
    • Hiponatremia52 (diminuição de sódio no sangue8) ou hipernatremia53 (aumento de sódio no sangue8)
    • Hipocalemia23 (diminuição de potássio no sangue8)
    • Hipofosfatemia (diminuição de fósforo no sangue8)
    • Hipomagnesemia (diminuição de magnésio no sangue8)
    • Hiper-hidratação/hipervolemia e, por exemplo, estado congestivo, incluindo congestão pulmonar e inchaço32.

Os efeitos acima não só resultam da administração de fluido livre de eletrólitos34, mas também da administração de glicose1. Além destes:

  • Um aumento na concentração de glicose1 no soro38 é associado com um aumento da osmolaridade2 do soro38. Diurese4 osmótica5 associada com hiperglicemia20 (aumento de glicemia7 no sangue8) pode causar ou contribuir para o desenvolvimento de desidratação6 e de perdas de eletrólitos34.
  • A hiperglicemia20 (aumento de glicemia7 no sangue8) também provoca um desvio intracelular de água, levando a
  • uma diminuição das concentrações de sódio extracelular e hiponatremia52 (diminuição de sódio no sangue8).
  • Uma vez que a glicose1 na solução de glicose1 é metabolizada, a infusão de solução de glicose1 corresponde ao aumento da carga de água livre do corpo, possivelmente levando à hiponatremia52 hiposmótica.

O monitoramento do sódio sérico é particularmente importante. A infusão de grande volume deve ser utilizada sob monitoramento específico em pacientes com insuficiência cardíaca54 ou pulmonar, e em liberação de vasopressina não-osmótica5, devido ao risco de hiponatremia52 hospitalar.

Hiponatremia52 a g u d a pode c a u s a r encefalopatia45 hiponatrêmica aguda (edema55 cerebral) caracterizado por dores de cabeça56, náuseas57, convulsões, letargia58 e vômito59. Pacientes com edema55 cerebral apresentam um risco particular de lesão60 cerebral grave, irreversível e com risco de vida.

O risco para o desenvolvimento de hiponatremia52 hiposmótica é aumentada, por exemplo:

  • em crianças
  • em pacientes idosos
  • em mulheres
  • pós-operatório
  • em pessoas com sede psicogênica61

O risco de desenvolver encefalopatia45 como uma complicação de hiponatremia52 hiposmótica é aumentada, por exemplo:

  • em pacientes pediátricos (≤ 16 anos de idade)
  • em mulheres (em particular, as mulheres na pré-menopausa62)
  • em pacientes com hipoxemia63 (diminuição da concentração de oxigênio no sangue8)
  • em pacientes com doença do sistema nervoso central64 subjacente

Avaliação clínica e determinações laboratoriais periódicas podem ser necessárias para monitorar as alterações no equilíbrio de fluidos, eletrólitos34 e equilíbrio ácido-base durante a terapia parenteral prolongada ou sempre que o estado do paciente ou a taxa de administração requeiram tal avaliação.

O cuidado especial é recomendado em pacientes com risco aumentado de distúrbios de água e eletrólitos34 que podem ser agravados por: aumento da carga de água livre, hiperglicemia20 ou administração de insulina30 eventualmente exigida.

Medidas preventivas e corretivas devem ser instituídas conforme clinicamente indicadas. Hiperglicemia20 (aumento de glicemia7 no sangue8)

  • A administração rápida de soluções de glicose1 pode produzir hiperglicemia20 substancial e uma síndrome65 hiperosmolar66 (aumento da osmolaridade2).
  • A fim de evitar a hiperglicemia20, a taxa de perfusão não deve exceder à capacidade do paciente em metabolizar a glicose1.
  • Para reduzir o risco de complicações associadas à hiperglicemia20, a taxa de infusão deve ser ajustada e/ou insulina30 administrada, se os níveis de glicose1 no sangue8 forem superiores aos níveis considerados aceitáveis
  • para o paciente individualmente.
  • A solução de glicose1 intravenosa deve ser administrada com precaução em pacientes com:
    • Tolerância à glicose1 debilitada (tal como na diabetes mellitus42, disfunção renal67, ou na presença de sepsia, trauma ou choque68),
    • Desnutrição69 grave (risco de precipitar uma síndrome65 de realimentação),
    • Deficiência de tiamina, por exemplo, em pacientes com alcoolismo crônico70 (risco de acidose12 láctica71 grave devido à metabolização oxidativa prejudicada de piruvato72),
    • Distúrbios de água e eletrólitos34 que podem ser agravados pelo aumento da glicose1 e/ou carga de água livre.

Outros grupos de pacientes em que a solução de glicose1 deve ser cuidadosa:

  • Pacientes com acidente vascular cerebral73 isquêmico46. Hiperglicemia20 (aumento de glicemia7 no sangue8) tem comprometido no aumento da lesão60 cerebral isquêmica e prejudica a recuperação após o acidente vascular cerebral73 isquêmico46 agudo74.
  • Pacientes com lesão60 cerebral traumática grave (em particular durante as primeiras 24 horas após o trauma). Hiperglicemia20 (aumento de glicemia7 no sangue8) precoce tem sido associada a maus resultados em pacientes com traumatismo75 cranioencefálico grave.
  • Recém-nascidos.

Administração intravenosa prolongada de glicose1 e hiperglicemia20 (aumento de glicemia7 no sangue8) associada pode resultar na diminuição da taxa de secreção de insulina30 estimulada pela glicose1.

Síndrome65 de realimentação

  • Pacientes gravemente subnutridos podem resultar na síndrome65 de realimentação, que é caracterizada pelo deslocamento de potássio, fósforo e magnésio intracelularmente e o paciente torna-se anabólico. A deficiência de tiamina e retenção de líquidos também podem se desenvolver. Monitoramento cuidadoso e aumento do consumo de nutrientes lentamente, evitando superalimentação, podem prevenir essas complicações.

Uso em crianças

Um estudo placebo76-controlado realizado em mulheres saudáveis, que se encontravam em estágio final de gestação, verificou que a administração de 100g de glicose1 uma hora antes do fim da gestação, não provocou nenhum efeito adverso nos níveis ácido-base do feto77. Os fetos com malformação78 foram excluídos. Entretanto, os autores advertiram que, em concentrações de glicose1 mais elevadas na mãe (como pode ser encontrado em grávidas diabéticas), mudanças consistentes na acidose metabólica79 fetal, podem ocorrer, e que o teste da tolerância da glicose1 pode também ser perigoso aos fetos com retardo do crescimento.

O cuidado deve ser exercitado no tratamento dos neonatos80, especialmente os recém-nascidos precoces, cuja função dos rins41 pode estar imatura e cuja habilidade de excretar cargas do liquido e do soluto pode estar limitada.

A taxa e o volume de infusão dependem da idade, do peso, das condições clinicas e metabólicas do paciente, bem como da terapia concomitante e deve ser determinado por um médico com experiência em terapia pediátrica de fluidos intravenosos.

Problemas relacionados com a glicemia7 em pacientes pediátricos

Recém-nascidos, especialmente aqueles que nasceram prematuros e com baixo peso, estão em maior risco de desenvolver hipo ou hiperglicemia20 (diminuição ou aumento da glicemia7 no sangue8). É necessário um monitoramento cuidadoso durante o tratamento com soluções de glicose1 intravenosas para garantir o controle glicêmico adequado, para evitar possíveis efeitos adversos em longo prazo.

  • hipoglicemia31 (diminuição da glicemia7 no sangue8) no recém-nascido pode causar:
    • Convulsões prolongadas,
    • Coma81, e
    • Lesão60 no cérebro82.
  • hiperglicemia20 tem sido associada com:
    • Lesão60 cerebral, incluindo sangramento intraventricular,
    • Infecção83 de bactérias e fungos de início tardio,
    • Retinopatia da prematuridade (doença da retina84),
    • Enterocolite necrosante85 (Inflamação86 do intestino delgado87 e grosso),
    • Aumento da necessidade de oxigênio,
    • Tempo de internação prolongado e
    • Morte

Problemas relacionados com a hiponatremia52 (diminuição de sódio no sangue8) em pacientes pediátricos

  • Crianças (incluindo recém-nascidos e crianças mais velhas) estão em maior risco de desenvolver hiponatremia52 hiposmótica, bem como de desenvolver encefalopatia45 hiponatrêmica.
  • Hiponatremia52 aguda pode causar encefalopatia45 hiponatrêmica aguda (edema55 cerebral) caracterizado por dores de cabeça56, náuseas57, convulsões, letargia58 e vômito59. Pacientes com edema55 cerebral apresentam um risco particular de lesão60 cerebral grave, irreversível e com risco de vida.
  • Concentrações de eletrólitos34 do plasma35 devem ser cuidadosamente monitoradas para a população pediátrica (em crianças).
  • Correção rápida de hiponatremia52 hiposmótico é potencialmente perigosa (risco de complicações neurológicas graves). Dosagem, taxa e duração da administração devem ser determinadas por um médico experiente terapia pediátrica de fluidos intravenosos.

Uso em idosos

No geral, a seleção da dose para um paciente idoso deverá ser mais criteriosa. Sabe-se que estas drogas são excretadas substancialmente pelos rins41, e o risco de reações tóxicas das soluções de glicose1 pode ser maior nos pacientes com função renal67 comprometida. Os pacientes idosos são mais prováveis de ter distúrbios no coração88, no fígado89, nos rins41 entre outros e terapias com medicamentos ao mesmo tempo. Por isso, cuidado deve ser tomado na seleção do tipo, dose, taxa e volume de infusão. Pode ser útil monitorar a função dos rins41.

Gravidez90 e Amamentação91

As soluções de glicose1 são usadas geralmente como líquidos de hidratação e como veículos para outras drogas. Estudos da reprodução92 animal não foram conduzidos com injeções de glicose1. Também não há fundamentação cientifica conclusiva de que as injeções de glicose1 causem dano fetal quando administradas a uma mulher grávida ou afetem a capacidade de reprodução92.

Portanto, as injeções de glicose1 devem ser dadas as gestantes somente se realmente necessário. O médico deve considerar cuidadosamente o risco e benefício potencial para cada paciente antes da administração.

Estudos verificaram que quando administrada durante o trabalho de parto, a carga de glicose1 da mãe pode conduzir no feto77, a hiperglicemia20 (aumento da glicose1 no sangue8), a hiperinsulinemia93 (aumento da insulina30 no sangue8), e a acidose12 do feto77, com hipoglicemia31 (diminuição da glicemia7 no sangue8) no recém-nascido subsequente e icterícia94 (pigmentação amarelada da pele95 e mucosas96). Outros estudos não encontraram nenhuma evidencia de tal efeito, especialmente se o feto77 é bem oxigenado, e relataram que o número dos pacientes incluídos em tais relatórios foi frequentemente pequeno e os critérios de seleção não homogêneos. Infusão intravenosa de glicose1 intraparto materno pode resultar na produção de insulina30 no feto77, com um risco associado de aumento da glicose1 no sangue8 do feto77 e acidose metabólica79, bem como a hipoglicemia31 (diminuição da glicemia7 no sangue8) de rebote no recém-nascido.

Categoria “C” de risco na gravidez90Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião- dentista.

Capacidade de operar e dirigir máquinas

Não há efeitos conhecidos na capacidade de dirigir automóveis ou operar máquinas pesadas.

Interações com medicamentos

Nenhum estudo foi conduzido pela Baxter Hospitalar Ltda.

  • Ambos os efeitos glicêmicos e efeitos no balanço hidroeletrolítico97 devem ser considerados quando a solução de glicose1 for utilizada em pacientes tratados com outras substâncias que afetam o controle glicêmico, ou balanço hidroeletrolíticos.
  • Aquando administrado em pacientes tratados com medicamentos que conduzem um aumento do efeito da vasopressina, aconselha-se precaução. Os fármacos listados abaixo aumentam o efeito da vasopressina, conduzindo a redução da excreção de água livre de eletrólitos34 renais e pode aumentar o risco de hiponatremia52 após o tratamento com a administração de fluidos intravenosos.
  • Substâncias que estimulam a liberação de vasopressina, como clorpropamida98, clofibrato, carbamazepina, vincristina, inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRSs), 3,4-metilenodioxi-N-metanfetamina, ifosfamida, antipsicóticos, opioides.
  • Substancias que potencializam a ação da vasopressina, como clorpropamida98, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), ciclofosfamida.
  • Análogos da vasopressina, como desmopressina, ocitocina99, vasopressina e terlipressina.
  • Quando administrado em pacientes tratados com medicamentos que podem aumentar o risco de hiponatremia52, tais como diuréticos100 e antiepilépticos (por exemplo, oxacarbazepina), aconselha-se precaução.

Atenção: Este medicamento contém açúcar101 (glicose1), portanto, deve ser usado com cautela em portadores de Diabetes21.

ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

A exposição de produtos farmacêuticos ao calor deve ser evitada. Conservar em temperatura ambiente (15°C - 30°C).

Não armazenar as soluções parenterais adicionadas de medicamentos. O prazo de validade deste produto é de:

  • 18 meses após a data de fabricação para Glicose1 5 % em bolsas plásticas flexíveis Viaflex de 100mL, 500mL e 1000mL e para Glicose1 10% em bolsas plásticas flexíveis Viaflex de 500mL.
  • 24 meses após a data de fabricação para Glicose1 5% e 10% em bolsas plásticas flexíveis Viaflex de 250mL.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem. Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas

A solução de glicose1 é límpida, estéril e apirogênica.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Caso você observe alguma mudança no aspecto do medicamento que ainda esteja no prazo de validade, consulte o médico ou o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Posologia

O preparo e administração da solução parenteral deve obedecer a prescrição, precedida de criteriosa avaliação, pelo farmacêutico, da compatibilidade físico-química e da interação medicamentosa que possam ocorrer entre os seus componentes.

A dose de glicose1 é variável e dependente das necessidades do paciente. As concentrações de glicose1 no plasma35 devem ser monitoradas, a taxa máxima que pode ser infundida sem causar glicosúria102 (presença de glicose1 na urina29) e 0,5 g/kg de peso corporal/hora.

No entanto, o ideal é que a solução de glicose1 intravenosa seja fornecida em uma taxa de aproximadamente a 7 mg/kg/minuto.

O uso da solução de glicose1 é indicado para correção de hipoglicemia31 (diminuição da glicemia7 no sangue8) infantil, podendo ser utilizada em nutrição parenteral103 de crianças.

A dose e a taxa de infusão intravenosa de glicose1 devem ser selecionadas com cuidado em pacientes pediátricos, particularmente nos recém-nascidos e nas crianças com baixo peso ao nascer porque aumenta o risco de hiperglicemia20/hipoglicemia31 (aumento/diminuição da glicemia7 no sangue8).

A solução de glicose1 5% pode ser administrada em pacientes diabéticos, mesmo em coma81, porém, é fundamental o controle adequado da cetose e, se necessário, deve-se recorrer a administração de insulina30.

A avaliação clínica e as determinações laboratoriais periódicas são necessárias para monitorar mudanças em concentrações da glicose1 e do eletrólito104 do sangue8, e o balanço do líquido e de eletrólitos34 durante a terapia parenteral prolongada ou sempre que a condição do paciente permitir tal avaliação.

Modo de usar

A solução somente deve ter uso intravenoso e individualizado. Solução de uso único. Descartar qualquer porção não utilizada da solução.

A dosagem e a taxa de infusão devem ser determinadas por um médico e é dependente da idade, do peso, das condições clinicas e metabólicas do paciente, bem como da terapia concomitante e das determinações em laboratório. Em pacientes pediátricos, consultar o médico com experiência em terapia pediátrica de fluidos intravenosos.

Antes de serem administradas as soluções parenterais devem ser inspecionadas visualmente para se observar a presença de partículas, turvação na solução, fissuras105 e quaisquer violações na embalagem primaria. Não administrar a solução se a mesma não estiver límpida e os selos intactos.

A solução é acondicionada em bolsas plásticas flexíveis Viaflex em SISTEMA FECHADO para administração intravenosa usando equipo estéril.

Atenção: não usar embalagens primárias em conexões em série. Tal procedimento pode causar embolia106 gasosa devido ao ar residual aspirado da primeira embalagem antes que a administração de fluido da segunda embalagem seja completada.

A pressurização da bolsa contendo a solução para aumentar a taxa de fluxo pode resultar na embolia106 gasosa, se o ar residual no recipiente não estiver totalmente evacuado antes da administração.

A utilização de um equipo de administração intravenoso com entrada de ar, com a abertura na posição aberta, pode resultar em embolia106 gasosa. Os equipos de administração intravenosos com entrada de ar, com a abertura na posição aberta, não devem ser utilizados com recipientes de plástico flexíveis.

A suplementação107 de eletrólitos34 pode ser indicada de acordo com as necessidades clínicas do paciente.

A utilização de um filtro em linha é recomendada durante a administração de todas as soluções parenterais sempre que possível.

A administração de soluções hiperosmolares podem causar irritação venosa e flebite108.

Para a solução de glicose1 10%: A osmolaridade2 de uma solução de infusão final misturada deve ser levada em conta quando a administração periférica é considerada. Deve ser considerado um aumento gradual da taxa de fluxo quando se inicia a administração de produtos contendo glicose1.

NAO PERFURAR A EMBALAGEM, POIS HÁ COMPROMETIMENTO DA ESTERILIDADE109 DO PRODUTO E RISCO DE CONTAMINACAO.

Para abrir

Segurar o invólucro protetor (sobrebolsa) com ambas as mãos110, rasgando-o no sentido do picote, de cima para baixo, e retirar a bolsa contendo solução. Pequenas gotículas entre a bolsa e a sobrebolsa podem estar presentes e é característica do produto e processo produtivo. Alguma opacidade do plástico da bolsa pode ser observada devido ao processo de esterilização. Isto e normal e não afeta a qualidade ou segurança da solução. A opacidade irá diminuir gradualmente.

Verificar se existem vazamentos mínimos comprimindo a embalagem primária com firmeza. Se for observado vazamento de solução descartar a embalagem, pois a sua esterilidade109 pode estar comprometida.

No preparo e administração das Soluções Parenterais, devem ser seguidas as recomendações da Comissão de Controle de Infecção83 em Serviços de Saúde111 quanto a: desinfecção112 do ambiente e de superfícies, higienização das mãos110, uso de EPIs e desinfecção112 de ampolas, frascos, pontos de adição dos medicamentos e conexões das linhas de infusão.

Nota: Manter a bolsa em seu invólucro protetor (sobrebolsa) até o momento do uso. Após a abertura da sobrebolsa, a solução deve ser utilizada em:

  • 15 dias para bolsas de 100mL
  • 30 dias para bolsas de 250mL, 500mL e 1000mL

Preparação para Administração

  1. Remover o protetor do tubo de saída da solução no fundo da embalagem;
  2. Fazer a assepsia113 da embalagem primaria utilizando álcool 70%;
  3. Suspender a embalagem pela alça de sustentação;
  4. Conectar o equipo de infusão da solução. Consultar as instruções de uso do equipo;
  5. Administrar a solução, por gotejamento contínuo, conforme prescrição médica.

Se for necessária medicação suplementar, seguir as instruções descritas a seguir antes de preparar a bolsa para administração.

Para adição de medicamentos

Ao introduzir medicamentos aditivos, utilizar técnica asséptica.

Atenção: Verificar se há incompatibilidade entre o medicamento e a solução e, quando for o caso, se há incompatibilidade entre os medicamentos. Medicamentos incompatíveis com a solução de glicose1 não devem ser utilizados. Ao introduzir medicamentos aditivos, a bula do medicamento a ser adicionado e outras literaturas relevantes devem ser consultadas. Antes de adicionar um medicamento, verificar também se ele é solúvel e estável em água ao pH da solução de glicose1.

Apenas as embalagens que possuem dois sítios, um sítio para o equipo e um sítio próprio para a administração de medicamentos, poderão permitir a adição de medicamentos nas soluções parenterais.

Para administração de medicamentos antes da administração da solução parenteral

  1. Preparar a superfície do tubo de látex sintético fazendo sua assepsia113 utilizando álcool 70%;
  2. Utilizando seringa114 com agulha calibre 19 a 22 ga, perfurar o tubo de látex sintético que fecha o tubo e injetar;
  3. Misturar completamente a solução com o medicamento;
    Para medicamentos com alta densidade, como por exemplo, a solução de cloreto de potássio, pressionar o tubo de medicação enquanto o mesmo estiver na perpendicular e misturar completamente;
  4. Pós liofilizados devem ser reconstituídos/suspendidos no diluente estéril e apirogênico adequado antes de ser adicionados a solução parenteral.

Para administração de medicamentos durante a administração da solução parenteral:

  1. Fechar a pinça do equipo de infusão.
  2. Preparar a superfície do tubo de látex sintético fazendo sua assepsia113 utilizando álcool 70%.
  3. Utilizando seringa114 com agulha calibre 19 a 22 ga, perfurar o tubo de látex sintético que fecha o tubo e injetar.
  4. Remover a bolsa do suporte e/ou colocar na posição vertical com os tubos para cima.
  5. Esvaziar ambos os tubos apertando-os enquanto a bolsa estiver com os tubos para cima.
  6. Misturar completamente a solução com medicamento.
  7. Retornar a bolsa a posição de infusão e prosseguir a administração.

Após a adição do medicamento, verificar possível alteração de cor da solução e/ou presença de precipitados, complexos insolúveis ou cristais.

Nota: Não armazenar as soluções parenterais adicionadas de medicamentos.

QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?

As reações adversas podem ocorrer devido à solução ou a técnica de administração e incluem febre115, infecção83 no ponto de injeção116, trombose117 venosa ou flebite108 (Inflamação86 da parede interna de uma veia) irradiando-se a partir do ponto de injeção116, extravasamento e hipervolemia. Se ocorrer reação adversa, suspender a infusão, avaliar o paciente, aplicar terapêutica118 corretiva apropriada e guardar o restante da solução para posterior investigação, se necessário. Algumas destas reações podem ser devido aos produtos de degradação presentes após autoclavação. A infusão intravenosa pode conduzir ao desenvolvimento de distúrbios líquidos e eletrólitos34 incluindo a hipocalemia23 (diminuição de potássio no sangue8), o hipomagnesemia (diminuição do magnésio no sangue8), e a hipofosfatemia (diminuição do fosfato no sangue8).

As reações Adversas listadas abaixo são baseadas em notificações pós-comercialização, listados por sistemas MedDRA (SOC), sempre que possível, por termo preferido e por ordem de gravidade.

  • Distúrbios do sistema imunológico119: reações de hipersensibilidade/infusão, incluindo anafiláticas/anafilactóides, incluindo reações com manifestações leves, como por exemplo, coceira e reações com manifestações graves, como por exemplo, broncoespasmo120 (contração do músculo dos brônquios121), cianose122 (coloração azulada da pele95 e mucosas96), angioedema123 (inchaço32 da derme124) e hipotensão125 (pressão arterial126 abaixo dos valores normais); Pirexia127 (febre115) e arrepios.
  • Distúrbios do metabolismo15 e nutrição9: Hiperglicemia20 (aumento da glicemia7 no sangue8).
  • Distúrbios cutâneos e tecido subcutâneo128: erupções cutâneas129.
  • Distúrbios gerais e do local da administração: reações no local de injeção116, incluindo, flebite108 (Inflamação86 da parede interna de uma veia) e eritema130 (coloração avermelhada da pele95).

Outras Reações Adversas

Outras reações adversas notificadas envolvendo solução de glicose1 injetável incluem:

  • Hiponatremia52 (diminuição de sódio no sangue8), que pode ser sintomático131.
  • Encefalopatia45 hiponatrêmica
  • Para solução de glicose1 10%:
  • Tromboflebite132 (Estado em que a inflamação86 da parede da veia precede a formação de trombo133) no local de infusão (associado com soluções Hiperosmolares).
  • As reações adversas notificadas com a nutrição parenteral103 para qual o componente glicose1 pode desempenhar um papel causal ou contributivo incluem:
    • Insuficiência40 do fígado89, cirrose134 e, fibrose135 do fígado89, colestase136, esteatose137 do fígado89, bilirrubina138 sanguínea, aumento das enzimas do fígado89, aumento da colecistite139 (inflamação86 aguda da vesícula biliar140), colelitíase141 (formação de cálculos no interior da vesícula biliar140).
    • Precipitados vasculares142 nos pulmões143.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também a empresa do seu serviço de atendimento.

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE MEDICAMENTO?

A infusão de grandes volumes da solução de glicose1 pode causar hiperglicemia20 (aumento da glicose1 no sangue8), efeitos adversos no balanço da água e eletrólitos34 e complicações correspondentes (vide itens Advertências e Precauções e Reações Adversas). Por exemplo, hiperglicemia20 (aumento da glicose1 no sangue8) e hiponatremia52 (diminuição de sódio no sangue8) severas e suas complicações, podem ser fatais. A infusão muito rápida de glicose1 pode ocasionar distúrbios neurológicos como depressão e coma81, devidos aos fenômenos de hiperosmolaridade, principalmente em portadores de doenças no néfron144 crônicas. Nestes casos, instalar uma terapia de apoio, conforme as necessidades.

Intervenções incluem descontinuação da administração da solução, redução da dose, administração de insulina30 e outras medidas conforme indicadas para a condição clínica específica.

A superdosagem clinicamente significativa de solução de glicose1 pode ser uma emergência145 médica.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

DIZERES LEGAIS

USO RESTRITO A HOSPITAIS
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
 

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Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
2 Osmolaridade: Molaridade de uma solução que exerce a mesma pressão osmótica que uma solução ideal de uma substância não dissociada. É uma medida indireta da concentração somada de todos os solutos de uma determinada solução.
3 Calorias: Dizemos que um alimento tem “x“ calorias, para nos referirmos à quantidade de energia que ele pode fornecer ao organismo, ou seja, à energia que será utilizada para o corpo realizar suas funções de respiração, digestão, prática de atividades físicas, etc.
4 Diurese: Diurese é excreção de urina, fenômeno que se dá nos rins. É impróprio usar esse termo na acepção de urina, micção, freqüência miccional ou volume urinário. Um paciente com retenção urinária aguda pode, inicialmente, ter diurese normal.
5 Osmótica: Relativo à osmose, ou seja, ao fluxo do solvente de uma solução pouco concentrada, em direção a outra mais concentrada, que se dá através de uma membrana semipermeável.
6 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.
7 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
8 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
9 Nutrição: Incorporação de vitaminas, minerais, proteínas, lipídios, carboidratos, oligoelementos, etc. indispensáveis para o desenvolvimento e manutenção de um indivíduo normal.
10 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
11 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
12 Acidose: Desequilíbrio do meio interno caracterizado por uma maior concentração de íons hidrogênio no organismo. Pode ser produzida pelo ganho de substâncias ácidas ou perda de substâncias alcalinas (básicas).
13 Ácido pirúvico: Piruvato ou ácido pirúvico é um composto orgânico contendo três átomos de carbono (C3H4O3), originado ao fim da glicólise. Em meio aquoso, ele dissocia-se formando o ânion piruvato, que é a forma sob a qual participa de processos metabólicos.
14 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
15 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
16 Célula: Unidade funcional básica de todo tecido, capaz de se duplicar (porém algumas células muito especializadas, como os neurônios, não conseguem se duplicar), trocar substâncias com o meio externo à célula, etc. Possui subestruturas (organelas) distintas como núcleo, parede celular, membrana celular, mitocôndrias, etc. que são as responsáveis pela sobrevivência da mesma.
17 Glicogênio: Polissacarídeo formado a partir de moléculas de glicose, utilizado como reserva energética e abundante nas células hepáticas e musculares.
18 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
19 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
20 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
21 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
22 Hipotônica: Que ou aquele que apresenta hipotonia, ou seja, aquela solução que apresenta menor concentração de solutos do que outra solução; redução ou perda do tono muscular ou redução da tensão em qualquer parte do corpo (por exemplo, no globo ocular ou nos vasos sanguíneos).
23 Hipocalemia: Concentração sérica de potássio inferior a 3,5 mEq/l. Pode ocorrer por alterações na distribuição de potássio (desvio do compartimento extracelular para intracelular) ou de reduções efetivas no conteúdo corporal de potássio por uma menor ingesta ou por perda aumentada. Fraqueza muscular e arritimias cardíacas são os sinais e sintomas mais comuns, podendo haver também poliúria, polidipsia e constipação. Pode ainda ser assintomática.
24 Hipertônica: Relativo à hipertonia; em biologia caracteriza solução que apresenta maior concentração de solutos do que outra; em fisiologia, é o mesmo que espástico e em medicina diz-se de tecidos orgânicos que apresentam hipertonia ou tensão excessiva em músculos, artérias ou outros tecidos orgânicos.
25 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
26 Delirium tremens: Variedade de delírio associado ao consumo ou abstinência de álcool.
27 Síndrome de má absorção: Doença do tubo digestivo caracterizada por absorção insuficiente de nutrientes através da mucosa intestinal. Os sintomas principais são perda de peso, diarréia, desnutrição, eliminação de matéria fecal abundante em gorduras, etc.
28 Galactose: 1. Produção de leite pela glândula mamária. 2. Monossacarídeo usualmente encontrado em oligossacarídeos de origem vegetal e animal e em polissacarídeos, usado em síntese orgânica e, em medicina, no auxílio ao diagnóstico da função hepática.
29 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
30 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
31 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas. Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose. Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.
32 Inchaço: Inchação, edema.
33 Hipopotassemia: Concentração sérica de potássio inferior a 3,5 mEq/l. Pode ocorrer por alterações na distribuição de potássio (desvio do compartimento extracelular para intracelular) ou de reduções efetivas no conteúdo corporal de potássio por uma menor ingesta ou por perda aumentada. Fraqueza muscular e arritimias cardíacas são os sinais e sintomas mais comuns, podendo haver também poliúria, polidipsia e constipação. Pode ainda ser assintomática.
34 Eletrólitos: Em eletricidade, é um condutor elétrico de natureza líquida ou sólida, no qual cargas são transportadas por meio de íons. Em química, é uma substância que dissolvida em água se torna condutora de corrente elétrica.
35 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
36 Eritrócitos: Células vermelhas do sangue. Os eritrócitos maduros são anucleados, têm forma de disco bicôncavo e contêm HEMOGLOBINA, cuja função é transportar OXIGÊNIO. Sinônimos: Corpúsculos Sanguíneos Vermelhos; Corpúsculos Vermelhos Sanguíneos; Corpúsculos Vermelhos do Sangue; Glóbulos Vermelhos; Hemácias
37 Hemólise: Alteração fisiológica ou patológica, com dissolução ou destruição dos glóbulos vermelhos do sangue causando liberação de hemoglobina. É também conhecida por hematólise, eritrocitólise ou eritrólise. Pode ser produzida por algumas anemias congênitas ou adquiridas, como consequência de doenças imunológicas, etc.
38 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
39 Lactato: Sal ou éster do ácido láctico ou ânion dele derivado.
40 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
41 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
42 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
43 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
44 Septicemia: Septicemia ou sepse é uma infecção generalizada grave que ocorre devido à presença de micro-organismos patogênicos e suas toxinas na corrente sanguínea. Geralmente ela ocorre a partir de outra infecção já existente.
45 Encefalopatia: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.
46 Isquêmico: Relativo à ou provocado pela isquemia, que é a diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea, numa parte do organismo, ocasionada por obstrução arterial ou por vasoconstrição.
47 Reações anafiláticas: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
48 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
49 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
50 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
51 Rim: Os rins são órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
52 Hiponatremia: Concentração de sódio sérico abaixo do limite inferior da normalidade; na maioria dos laboratórios, isto significa [Na+] < 135 meq/L, mas o ponto de corte [Na+] < 136 meq/L também é muito utilizado.
53 Hipernatremia: Excesso de sódio no sangue, indicativo de desidratação.
54 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
55 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
56 Cabeça:
57 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
58 Letargia: Em psicopatologia, é o estado de profunda e prolongada inconsciência, semelhante ao sono profundo, do qual a pessoa pode ser despertada, mas ao qual retorna logo a seguir. Por extensão de sentido, é a incapacidade de reagir e de expressar emoções; apatia, inércia e/ou desinteresse.
59 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
60 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
61 Psicogênica: 1. Relativo à psicogenia ou psicogênese, ou seja, relativo à origem e desenvolvimento do psiquismo. 2. Relativo a ou próprio de fenômenos somáticos com origem psíquica.
62 Menopausa: Estado fisiológico caracterizado pela interrupção dos ciclos menstruais normais, acompanhada de alterações hormonais em mulheres após os 45 anos.
63 Hipoxemia: É a insuficiência de oxigênio no sangue.
64 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
65 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
66 Hiperosmolar: A osmolaridade do plasma do sangue reflete a concentração de certas substâncias como a glicose, as proteínas, etc. Por exemplo, quando os valores da hiperglicemia são muito elevados, há um aumento da concentração de glicose no sangue, ou seja, há uma hiperosmolaridade.
67 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
68 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
69 Desnutrição: Estado carencial produzido por ingestão insuficiente de calorias, proteínas ou ambos. Manifesta-se por distúrbios do desenvolvimento (na infância), atrofia de tecidos músculo-esqueléticos e caquexia.
70 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.
71 Láctica: Diz-se de ou ácido usado como acidulante e intermediário químico; lática.
72 Piruvato: Ácido pirúvico ou piruvato é um composto orgânico contendo três átomos de carbono (C3H4O3), originado ao fim da glicólise. Em meio aquoso, ele dissocia-se formando o ânion piruvato, que é a forma sob a qual participa de processos metabólicos.
73 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
74 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
75 Traumatismo: Lesão produzida pela ação de um agente vulnerante físico, químico ou biológico e etc. sobre uma ou várias partes do organismo.
76 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
77 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
78 Malformação: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
79 Acidose metabólica: A acidose metabólica é uma acidez excessiva do sangue caracterizada por uma concentração anormalmente baixa de bicarbonato no sangue. Quando um aumento do ácido ultrapassa o sistema tampão de amortecimento do pH do organismo, o sangue pode acidificar-se. Quando o pH do sangue diminui, a respiração torna-se mais profunda e mais rápida, porque o corpo tenta liberar o excesso de ácido diminuindo o volume do anidrido carbônico. Os rins também tentam compensá-lo por meio da excreção de uma maior quantidade de ácido na urina. Contudo, ambos os mecanismos podem ser ultrapassados se o corpo continuar a produzir excesso de ácido, o que conduz a uma acidose grave e ao coma. A gasometria arterial é essencial para o seu diagnóstico. O pH está baixo (menor que 7,35) e os níveis de bicarbonato estão diminuídos (<24 mmol/l). Devido à compensação respiratória (hiperventilação), o dióxido de carbono está diminuído e o oxigênio está aumentado.
80 Neonatos: Refere-se a bebês nos seus primeiros 28 dias (mês) de vida. O termo “recentemente-nascido“ refere-se especificamente aos primeiros minutos ou horas que se seguem ao nascimento. Esse termo é utilizado para enfocar os conhecimentos e treinamento da ressuscitação imediatamente após o nascimento e durante as primeiras horas de vida.
81 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo “comer.“
82 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
83 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
84 Retina: Parte do olho responsável pela formação de imagens. É como uma tela onde se projetam as imagens: retém as imagens e as traduz para o cérebro através de impulsos elétricos enviados pelo nervo óptico. Possui duas partes: a retina periférica e a mácula.
85 Necrosante: Que necrosa ou que sofre gangrena; que provoca necrose, necrotizante.
86 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
87 Intestino delgado: O intestino delgado é constituído por três partes: duodeno, jejuno e íleo. A partir do intestino delgado, o bolo alimentar é transformado em um líquido pastoso chamado quimo. Com os movimentos desta porção do intestino e com a ação dos sucos pancreático e intestinal, o quimo é transformado em quilo, que é o produto final da digestão. Depois do alimento estar transformado em quilo, os produtos úteis para o nosso organismo são absorvidos pelas vilosidades intestinais, passando para os vasos sanguíneos.
88 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
89 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
90 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
91 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
92 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.
93 Hiperinsulinemia: Condição em que os níveis de insulina no sangue estão mais altos que o normal. Causada pela superprodução de insulina pelo organismo. Relacionado à resistência insulínica.
94 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
95 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
96 Mucosas: Tipo de membranas, umidificadas por secreções glandulares, que recobrem cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
97 Hidroeletrolítico: Aproximadamente 60% do peso de um adulto são representados por líquido (água e eletrólitos). O líquido corporal localiza-se em dois compartimentos, o espaço intracelular (dentro das células) e o espaço extracelular (fora das células). Os eletrólitos nos líquidos corporais são substâncias químicas ativas. Eles são cátions, que carregam cargas positivas, e ânions, que transportam cargas negativas. Os principais cátions são os íons sódio, potássio, cálcio, magnésio e hidrogênio. Os principais ânions são os íons cloreto, bicarbonato, fosfato e sulfato.
98 Clorpropamida: Medicação de uso oral para tratamento do diabetes tipo 2. Reduz a glicemia ajudando o pâncreas a produzir mais insulina e o corpo a usar melhor a insulina produzida. Pertence à classe dos medicamentos chamada sulfoniluréias.
99 Ocitocina: Hormônio produzido pelo hipotálamo e armazenado na hipófise posterior (neuro-hipófise). Tem a função de promover as contrações uterinas durante o parto e a ejeção do leite durante a amamentação.
100 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
101 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
102 Glicosúria: Presença de glicose na urina.
103 Nutrição parenteral: Administração de alimentos utilizando um acesso venoso. Utilizada em situações nas quais o trato digestivo encontra-se seriamente danificado (pancreatite grave, sepse grave, etc.). Os alimentos são administrados em sua forma mais simples, como se fossem digeridos, para que possam ser absorvidos pelas células.
104 Eletrólito: Em eletricidade, é um condutor elétrico de natureza líquida ou sólida, no qual cargas são transportadas por meio de íons. Em química, é uma substância que dissolvida em água se torna condutora de corrente elétrica.
105 Fissuras: 1. Pequena abertura longitudinal em; fenda, rachadura, sulco. 2. Em geologia, é qualquer fratura ou fenda pouco alargada em terreno, rocha ou mesmo mineral. 3. Na medicina, é qualquer ulceração alongada e superficial. Também pode significar uma fenda profunda, sulco ou abertura nos ossos; cesura, cissura. 4. Rachadura na pele calosa das mãos ou dos pés, geralmente de pessoas que executam trabalhos rudes. 5. Na odontologia, é uma falha no esmalte de um dente. 6. No uso informal, significa apego extremo; forte inclinação; loucura, paixão, fissuração.
106 Embolia: Impactação de uma substância sólida (trombo, colesterol, vegetação, inóculo bacteriano), líquida ou gasosa (embolia gasosa) em uma região do circuito arterial com a conseqüente obstrução do fluxo e isquemia.
107 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
108 Flebite: Inflamação da parede interna de uma veia. Pode ser acompanhada ou não de trombose da mesma.
109 Esterilidade: Incapacidade para conceber (ficar grávida) por meios naturais. Suas causas podem ser masculinas, femininas ou do casal.
110 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
111 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
112 Desinfecção: Eliminação de microorganismos de uma superfície contaminada. Em geral utilizam-se diferentes compostos químicos (álcool, clorexidina), ou lavagem com escovas especiais.
113 Assepsia: É o conjunto de medidas que utilizamos para impedir a penetração de micro-organismos em um ambiente que logicamente não os tem. Logo um ambiente asséptico é aquele que está livre de infecção.
114 Seringa: Dispositivo usado para injetar medicações ou outros líquidos nos tecidos do corpo. A seringa de insulina é formada por um tubo plástico com um êmbolo e uma agulha pequena na ponta.
115 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
116 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
117 Trombose: Formação de trombos no interior de um vaso sanguíneo. Pode ser venosa ou arterial e produz diferentes sintomas segundo os territórios afetados. A trombose de uma artéria coronariana pode produzir um infarto do miocárdio.
118 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
119 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
120 Broncoespasmo: Contração do músculo liso bronquial, capaz de produzir estreitamento das vias aéreas, manifestado por sibilos no tórax e falta de ar. É uma contração vista com freqüência na asma.
121 Brônquios: A maior passagem que leva ar aos pulmões originando-se na bifurcação terminal da traquéia. Sinônimos: Bronquíolos
122 Cianose: Coloração azulada da pele e mucosas. Pode significar uma falta de oxigenação nos tecidos.
123 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
124 Derme: Camada interna das duas principais camadas da pele. A derme é formada por tecido conjuntivo, vasos sanguíneos, glândulas sebáceas e sudoríparas, nervos, folículos pilosos e outras estruturas. É constituída por uma fina camada superior que é a derme papilar e uma camada mais grossa, mais baixa, que é a derme reticular.
125 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
126 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
127 Pirexia: Sinônimo de febre. É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
128 Tecido Subcutâneo: Tecido conectivo frouxo (localizado sob a DERME), que liga a PELE fracamente aos tecidos subjacentes. Pode conter uma camada (pad) de ADIPÓCITOS, que varia em número e tamanho, conforme a área do corpo e o estado nutricional, respectivamente.
129 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
130 Eritema: Vermelhidão da pele, difusa ou salpicada, que desaparece à pressão.
131 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
132 Tromboflebite: Processo inflamatório de um segmento de uma veia, geralmente de localização superficial (veia superficial), juntamente com formação de coágulos na zona afetada. Pode surgir posteriormente a uma lesão pequena numa veia (como após uma injeção ou um soro intravenoso) e é particularmente frequente nos toxico-dependentes que se injetam. A tromboflebite pode desenvolver-se como complicação de varizes. Existe uma tumefação e vermelhidão (sinais do processo inflamatório) ao longo do segmento de veia atingido, que é extremamante doloroso à palpação. Ocorrem muitas vezes febre e mal-estar.
133 Trombo: Coágulo aderido à parede interna de uma veia ou artéria. Pode ocasionar a diminuição parcial ou total da luz do mesmo com sintomas de isquemia.
134 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
135 Fibrose: 1. Aumento das fibras de um tecido. 2. Formação ou desenvolvimento de tecido conjuntivo em determinado órgão ou tecido como parte de um processo de cicatrização ou de degenerescência fibroide.
136 Colestase: Retardamento ou interrupção do fluxo nos canais biliares.
137 Esteatose: Degenerescência gordurosa de um tecido.
138 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
139 Colecistite: Inflamação aguda da vesícula biliar. Os sintomas mais freqüentes são febre, dor na região abdominal superior direita (hipocôndrio direito), náuseas, vômitos, etc. Seu tratamento é cirúrgico.
140 Vesícula Biliar: Reservatório para armazenar secreção da BILE. Através do DUCTO CÍSTICO, a vesícula libera para o DUODENO ácidos biliares em alta concentração (e de maneira controlada), que degradam os lipídeos da dieta.
141 Colelitíase: Formação de cálculos no interior da vesícula biliar.
142 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
143 Pulmões: Órgãos do sistema respiratório situados na cavidade torácica e responsáveis pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. São em número de dois, possuem forma piramidal, têm consistência esponjosa e medem cerca de 25 cm de comprimento. Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobos. O pulmão esquerdo possui dois lobos e o direito possui três. Os pulmões são compostos de brônquios que se dividem em bronquíolos e alvéolos pulmonares. Nos alvéolos se dão as trocas gasosas ou hematose pulmonar entre o meio ambiente e o corpo, com a entrada de oxigênio na hemoglobina do sangue (formando a oxiemoglobina) e saída do gás carbônico ou dióxido de carbono (que vem da célula como carboemoglobina) dos capilares para o alvéolo.
144 Néfron: Unidades funcionais do rim formadas pelos glomérulos renais e seus respectivos túbulos.
145 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.

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