Preço de ATACAND Comb em Ann Arbor/SP: R$ 91,85

ATACAND Comb

AstraZeneca

Atualizado em 03/06/2015

ATACAND Comb

candesartana cilexetila + felodipino

1) Identificação de Atacand Comb

ATACAND Comb

candesartana cilexetila + felodipino

- APRESENTAÇÕES:

ATACAND Comb é composto de dois medicamentos individuais, dispostos em uma mesma embalagem. A candesartana faz parte de uma classe de medicamentos chamada de bloqueadores dos receptores de angiotensina II e o felodipino pertence à classe chamada de antagonistas dos canais de cálcio. O uso dos dois medicamentos aumenta a eficácia para a redução da pressão arterial1.


Comprimidos divisíveis + Comprimidos de liberação prolongada

candesartana cilexetila 16 mg + felodipino 2,5 mg

candesartana cilexetila 16 mg + felodipino 5 mg


Em embalagem contendo:

  - 10 comprimidos divisíveis de candesartana cilexetila + 10 comprimidos de liberação prolongada de felodipino

  - 30 comprimidos divisíveis de candesartana ciexetila + 30 comprimidos de liberação prolongada de felodipino


VIA ORAL


USO ADULTO

Composição de Atacand Comb

candesartana cilexetila 16 mg

Cada comprimido de candesartana cilexetila contém 16 mg de candesartana cilexetila.

Excipientes: carmelose cálcica, hiprolose, lactose2 monidratada, estearato de magnésio, amido de milho, macrogol e óxido férrico marrom-avermelhado.


Felodipino 2,5mg ou 5mg

Cada comprimido de felodipino contém 2,5 mg ou 5 mg de felodipino.

Excipientes: óleo de rícino hidrogenado polioxil, gaiato de propila, hipromelose, silicato de alumínio, celulose microcristalina, lactose2 anidra, estearil fumarato de sódio, macrogol, diôxido de titânio, óxido férrico amarelo, cera de carnaúba e hiprolose.


- II) INFORMAÇÕES AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE3:

1. Indicações de Atacand Comb

ATACAND Comb é indicado para:

  • tratamento da hipertensão arterial4 quando a monoterapia com candesartana ou felodipino são insuficientes para o controle da pressão arterial1;

  • tratamento da hipertensão arterial4 em estágios 2 e 3.


- 2. RESULTADOS DE EFICÁCIA:

A combinação de um bloqueador do receptor de angiotensina II com um antagonista5 dos canais de cálcio é reconhecidamente eficaz e aditivo, e descrito nas diretrizes mundiais de tratamento da hipertensão arterial4.


A combinação de candesartana cilexetila e felodipino foi avaliada em um estudo realizado em idosos com hipertensão arterial4 sistólica. Foram avaliados 40 pacientes com idade maior-igual 65 anos e pressão arterial sistólica6 maior-igual 160 mmHg. O estudo comparou a redução da pressão arterial1 com candesartana 16 mg versus felodipino 5 mg ou a combinação dos dois medicamentos. A candesartana e o felodipino reduziram a pressão arterial1 em 24 horas de uma forma similar (12,2 ± 2,6/ 7,5 ± 1,8 e 11,9 ± 2,2/5,7 ± 1,4 mmHg, respectivamente).

Com a combinação houve uma maior redução pressão arterial1 (21,0 ± 2,1/11,2 ± 1,2 mmHg) quando comparada com as monoterapias (p<0,005). O índice de respondedores também foi maior com a combinação (90%) quando comparado com candesartana (61%) e felodipino (55%). Tanto a combinação quanto a candesartana reduziram a microalbuminúria7, sendo que o felodipino não apresentou esse efeito. Os efeitos adversos foram infrequentes e ocorreram em uma menor freqüência com a combinação (Morgan T. A comparison of candesartan, felodipine, and their combination in the treatment of elderly patients with systolic hypertension. AJH,2002;15:544.)


A eficácia de candesartana, felodipino e da combinação foi avaliada em um estudo duplo-cego8 e cruzado em 30 pacientes hipertensos estágios I e II. Os pacientes receberam candesartana 16 mg, felodipino 5 mg ou a combinação de candesartana 8 mg e felodipino 2,5 mg durante 6 semanas. Depois disso, todos os pacientes receberam a combinação por mais 6 semanas. Nas últimas 6 semanas, os pacientes que tomaram felodipino na primeira fase do estudo fizeram uso de candesartana e os que tomaram candesartana receberam felodipino. Houve uma maior redução da pressão arterial1 com a combinação (p<0,001) quando comparada com os dois fármacos utilizados em monoterapia. De forma geral, 90% dos pacientes atingiram as metas de redução da pressão arterial1 com a combinação.

(Nalbantgil S et aI. Comparison of candesartan and felodipine alone and combined in the treatment of hypertension: a single-center, doublé-blind, randomized, crossover trial. Curr. Ther. Res. Clin. Exp.,2003;64:380).

 - candesartana cilexetila



Hipertensão9

Na hipertensão9, a candesartana cilexetila causa uma redução prolongada da pressão arterial1, dose-dependente (Dag Elmfeldt et ai. Blood Pressure 2002; 11: 293-301; Morsing Pet ai. Hypertension 1999;33;1406-1413). A ação anti-hipertensiva é devida à diminuição da resistência periférica10 sistêmica, embora a frequência cardíaca, o volume de ejeção e o débito cardíaco11 não sejam afetados. Não há indícios de hipotensão12 grave ou exagerada com a primeira dose ou de efeito rebote após a interrupção do tratamento (Belcher G et ai. J Hum Hypertens 1997;11(supll2) S85-S89).


A candesartana cilexetila pode ser usada como monoterapia ou em combinação com outras substâncias anti-hipertensivas, como os diuréticos13 tiazídicos (Koenig W Clin Drug lnvest 2000;19:239-46; Belcher G et ai. J Hum Hypertens 1997;11(supll2) S85-S89) e os antagonistas de cálcio diidropiridínicos (Lindholm LH et ai. Journal of Hypertension 2003, 21(8); Trefor Morgan and Adrianne Anderson. AJH—June 2002, 15(6); V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial4 2006) para melhorar a eficácia.


A candesartana cilexetila é igualmente eficaz nos pacientes, independentemente da idade e do sexo. A candesartana cilexetila é efetiva na redução da pressão sanguínea independentemente da raça, embora o efeito seja um pouco menor em pacientes negros (população usualmente com baixa renina). Isso é geralmente comum para substâncias que bloqueiam o sistema renina-angiotensina-aldosterona (F. Zannad & R. Fay. Fundamental & Clinical Pharmacology 21, 2007, 181-1 90).


A candesartana cilexetila aumenta o fluxo sanguíneo renal14 e mantém ou aumenta a taxa de filtração glomerular, enquanto a resistência vascular15 renal14 e a fração de filtração são reduzidas. A candesartana cilexetila também reduz a excreção de albumina16 na urina17 em pacientes com diabetes18 meilitus tipo II, hipertensão9 e microalbuminúria7 (Zannad F.Blood Pressure 2000; 9 (Suppl 1): 36-39; Grassi G et ai. J Hypertens 2003;21:1761-9). Em pacientes hipertensos com diabetes mellitus19 tipo II o tratamento de 12 semanas com candesartana cilexetila 8 mg a 16 mg não teve efeitos adversos na glicemia20 ou no perfil lipídico21 (Mogensen CE et ai. BMJ. 2000; 321: 1440-4; Lindholm LH et ai. Journal of Hypertension 2003, 21(8)).


No estudo SCOPE - Study on Cognition and Prognosis in the Elderly (Estudo em Cognição22 e Prognóstico23 em Idosos), os efeitos do tratamento anti-hipertensivo com candesartana cilexetila na morbidade24 e na mortalidade25 cardiovascular, na função cognitiva26 e na qualidade de vida foram avaliados em 4.937 pacientes idosos (70 - 89 anos) com hipertensão9 (Pressão Arterial Sistólica6 (PAS) 160-179 mmHg e/ou Pressão Arterial Diastólica27 (PAD) 90- 99 mmHg). A tabela a seguir mostra os resultados do estudo para o desfecho primário (eventos cardiovasculares (CV) importantes) e seus componentes. Ambos os regimes de tratamento abaixaram efetivamente a pressão arterial sistólica6 e diastólica e foram geralmente bem tolerados. A função cognitiva26 e a qualidade de vida foram mantidas de maneira apropriada em ambos os grupos do tratamento (Trenkwalder JH et ai. J Hypertens 2006; 24(Suppl 1): S107-S114; Papademetriou V etal. JACC 2004; 44(6); 1175-80).



Candesartana cilexetila*

(N = 2.477)

Controle*

(N = 2.460)

Risco Relativo (IC 95%)

Valor - p

Eventos CV importantes

242

268

0,89 (0,75 – 1,06)

0,19

Mortalidade25 CV

145

152

0,95 (0,75 – 1,19)

0,63

AVC não fatal

68

93

0,72 (0,53 – 0,99)

0,04

Infarto do miocárdio28 não-fatal

54

47

1,14 (0,77 – 1,68)

0,52


* Qualquer tratamento anti-hipertensivo prévio foi padronizado para hidroclorotiazida 12,5 mg, uma vez ao dia, antes da randomização. Outro tratamento anti-hipertensivo foi adicionado à medicação do estudo duplo-cego8 (candesartana cilexetila 8-16 mg ou placebo29, uma vez ao dia) se a PAS se manteve maior-igual 160 mmHg e/ou PAD maior-igual 90 mmHg. Tal tratamento adicional foi administrado em 49% e 66% dos pacientes com candesartana cilexetila e grupo controle, respectivamente.


Felodipino de Atacand Comb


A eficácia do felodipino no tratmento da hipertensão arterial4 foi comprovada em um estudo importante de grande porte. O estudo HOT (Hypertension Optimal Treatment) avaliou 18.790 pacientes por um período de 4,9 anos. O objetivo do estudo foi avaliar a associação entre eventos cardiovasculares e a redução da pressão arterial1. O estudo mostrou que a redução intensa da hipertensão9 nos pacientes que iniciaram a terapia com o felodipino, levou a uma redução de eventos cardiovasculares e da mortalidade25 cardiovascular (Hansson, L eta!. Lancet. 1998; 351: 1755).


3. Caracteristicas Farmacológicas de Atacand Comb

ATACAND Comb combina a atividade anti-hipertensiva de dois agentes, um antagonista5 do receptor AT1 da angiotensina II (candesartana cilexetila) e um antagonista5 do canal de cálcio altamente seletivo (felodipino).

Propriedades Farmacodinâmicas


  - candesartana cilexetila

A angiotensina II é o hormônio30 vasoativo primário do sistema renina-angiotensina-aldosterona e exerce um significativo papel na fisiopatologia31 da hipertensão9, insuficiência cardíaca32 e outros transtornos cardiovasculares.


Também exerce um importante papel na patogênese33 da hipertrofia34 e lesões35 de órgãos alvo.

Os principais efeitos fisiológicos da angiotensina II, como a vasoconstrição36, estimulação da aldosterona, regulação da homeostase do sal e da água e a estimulação do crescimento celular, são mediados via receptor do tipo 1 (AT1).


A candesartana cilexetila é um pró-fármaco37 adequado para o uso oral, sendo rapidamente convertido ao fármaco37 ativo candesartana, por hidrólise de éster durante a absorção no rato gastrointestinal.


A candesartana é um antagonista5 do receptor da angiotensina II, seletivo para receptores AT1, com forte ligação e lenta dissociação dos mesmos, não apresentando atividade agonista38.


A candesartana não inibe a enzima39 conversora de angiotensina (ECA), que converte a angiotensina 1 para angiotensina II e degrada a bradicinina40. Como não há efeito na degradação da bradicinina40, é improvável que os antagonistas dos receptores de angiotensina II sejam associados com tosse. Em estudos clínicos controlados que compararam a candesartana com inibidores da ECA, a incidência41 de tosse foi menor nos pacientes que receberam candesartana. A candesartana não se liga ou bloquela outros receptores hormonais42 ou canais de íons43 conhecidos por serem importantes na regulação cardiovascular. O antagonismo dos receptores AT1 da angiotensina II resulta em aumento relacionado à dose da atividade da renina plasmática, das concentrações de angiotensina 1 e angiotensina II e em uma diminuição da concentração plasmática de aldosterona.


  - felodipino

O felodipino é um antagonista5 do canal de cálcio altamente seletivo da musculatura lisa vascular15, o qual diminui a pressão arterial1 pela redução da resistência vascular15 sistêmica.

Devido ao seu alto grau de seletividade pela musculatura lisa arteriolar, o felodipino não tem efeito direto na contratilidade ou na condução cardíaca nas doses terapêuticas. Devido à ausência de efeito na musculatura lisa venosa ou no controle vasomotor adrenérgico44, o felodipino não está associado com hipotensão12 ortostática.


O felodipino possui um efeito natriurético/diurético45 discreto, não ocorrendo retenção de líquidos.


O felodipino é eficaz em todos os graus de hipertensão9. Pode ser usado como monoterapia ou em combinação com outros anti-hipertensivos, como, por exemplo, betabloqueadores, diuréticos13 ou inibidores da enzima39 conversora de angiotensina (ECA), para alcançar um maior efeito anti-hipertensivo, O felodipino reduz tanto a pressão arterial sistólica6 quanto a diastólica e pode ser usado em hipertensão9 sistólica isolada.


O felodipino mantém sua ação anti-hipertensiva, durante terapia concomitante com medicamentos antiinflamatórios não-hormonais (AINHs).


O felodipino possuí efeito antianginoso e anti-isquêmico46 devido à melhora do equilíbrio entre o suprimento e a demanda de oxigênio para o miocárdio47. A resistência vascular15 coronariana é diminuída e o fluxo sanguíneo coronariano, bem como o suprimento de oxigênio para o miocárdio47 são aumentados pelo felodipino devido à dilatação de artérias48 e arteríolas49 epicárdicas. O felodipino impede eficazmente o vasoespasmo coronariano. A redução da pressão arterial1 sistêmica causada pelo felodipino leva à diminuição da pós- carga do ventrículo esquerdo e da demanda de oxigênio para o miocárdio47.


O felodipino melhora a tolerabilidade ao exercício e reduz os ataques anginosos em pacientes com angina50 pectoris estável, induzida por esforço. Em pacientes com angina50 vasoespástica, o felodipino reduz tanto a isquemia51 miocárdica sintomática52 como a assintomática. O felodipino pode ser utilizado como monoterapia ou em associação com beta-bloqueadores em pacientes com angina50 pectoris estável.


O felodipino é eficaz e bem tolerado em pacientes adultos, independentemente da idade e da raça, sendo também bem tolerado na presença de doenças concomitantes como: insuficiência cardíaca congestiva53, asma54 e outras doenças pulmonares obstrutivas, função renal14 alterada, diabetes18 meilitus, gota55, hiperlipidemia56, doença de Raynaud57 e em pacientes que sofreram transplante renal14. O felodipino não exerce efeito sobre os níveis de glicose58 no sangue59 e sobre o perfil lipídico21.


Pode-se considerar a dose de 2,5 mg de felodipino para pacientes60 com insuficiência hepática61 ou segundo critério médico.


Sítio e mecanismo de ação

A característica farmacodinâmica predominante do felodipino é sua pronunciada seletividade vascular15 versus a miocárdica. Músculos62 lisos miogenicamente ativos em vasos de resistência arterial são particularmente sensíveis ao felodipino. O felodipino inibe a atividade elétrica e contrátil das células63 da musculatura lisa vascular15 por meio de um efeito nos canais de cálcio das membranas celulares.


Efeito hemodinâmico

O efeito hemodinâmico primário do felodipino é uma redução da resistência vascular15 periférica total, que conduz a uma diminuição na pressão arterial1. Estes efeitos são dose-dependentes. Geralmente, uma redução na pressão arterial1 é evidente 2 horas após a primeira dose oral e prolonga-se por pelo menos 24 horas, e a relação vale/pico é geralmente bem superior a 50%. As concentrações plasmáticas do felodipino são positivamente correlacionadas à redução da resistência periférica10 total e da pressão sanguínea.


Efeitos cardíacos

O felodipino, nas doses terapêuticas, não tem efeito na contratilidade cardíaca ou na condução atrioventricular ou no período de refratariedade. Em pacientes com insuficiência cardíaca32, o felodipino afeta favoravelmente a função ventricular esquerda, como verificado pela fração de ejeção ou volume de pulsação, e não causa ativação neuro-hormonal.

Entretanto, o felodipino não parece afetar a sobrevivência64. Em pacientes com hipertensão9 ou angina50 pectoris, o felodipino também pode ser usado em caso de função do ventrículo esquerdo deteriorada.


O tratamento anti-hipertensivo com o felodipino está associado a uma regressão significativa da hipertrofia34 ventricular esquerda pré-existente.


Efeitos renais

O felodipino possui um efeito natriurético e diurético45 devido à redução da reabsorção tubular do sódio filtrado. Esta característica neutraliza a retenção de sal e água observada com outros vasodilatadores. O felodipino não afeta a excreção diária de potássio. A resistência vascular15 renal14 é reduzida pelo felodipino. A taxa de filtração glomerular normal não é alterada. Em pacientes com insuficiência renal65, a taxa de filtração glomerular pode aumentar. O felodipino não influencia a excreção urinária da albumina16. Em pacientes que sofreram transplante renal14 tratados com ciclosporina, o felodipino reduz a pressão arterial1 e melhora o fluxo sanguíneo renal14 e a taxa de filtração glomerular. O felodipino pode também melhorar a função renal14 dos recém-transplantados.


Dados de mortalidade25/morbidade24

No estudo HOT (Hypertension Optimal Treatment), foi estudado o efeito em eventos cardiovasculares maiores (isto é, infarto66 agudo67 do miocárdio47, acidente vascular cerebral68 e morte cardiovascular), comparando-se níveis alvo de pressão arterial diastólica27 (90 mmHg, < 85 mmHg e < 80 mmHg) com a pressão arterial1 obtida, usando-se felodipino como terapia basal. Um total de 18.790 pacientes hipertensos (PAD 110-115 mmHg) com idades entre 50 e 80 anos foram acompanhados por um período médio de 3,8 anos (variação de 3,3-4,9). O felodipino foi administrado como monoterapia ou em associação com um betabloqueador e/ou um inibidor da ECA e/ou um diurético45. O estudo mostrou benefícios da redução da PAS e da PAD para 139 e 83 mmHg, respectivamente. Cinco a dez eventos cardiovasculares maiores podem ser prevenidos a cada 1.000 pacientes tratados por um ano, quando a PAD basal foi reduzida de 105 mmHg para 83 mmHg. Isto implica em uma redução de risco de 30%. A redução ativa da pressão arterial1 foi particularmente benéfica no subgrupo de pacientes com diabetes18 mellitus.


De acordo com o estudo STOP-2 (Swedish Trial in realizado em 6.614 pacientes, com idades entre 70 diidropiridínicos (felodipino e isradipino) mostraram mortalidade25 e morbidade24 cardiovascular como de hipertensivos usados comumente — inibidores da ECA, Old Patients with Hypertension-2), e 84 anos, antagonistas de cálcio o mesmo efeito preventivo69 da outras classes de fármacos antibetabloqueadores e diuréticos13.


Propriedades Farmacocinéticas

Absorção e distribuição

  - candesartana cilexetila


Após a administração oral, a candesartana cilexetila é convertida para a substância ativa candesartana. A biodisponibilidade absoluta da candesartana é de aproximadamente 40% após uma solução oral de candesartana cilexetila.


A biodisponibilidade relativa dos comprimidos em comparação com a solução oral é de aproximadamente 34%, com variabilidade muito pequena. O pico médio de concentração plasmática (Cmax) ocorre entre 3-4 horas após a ingestão do comprimido. A concentração sérica da candesartana aumenta linearmente com o aumento das doses na faixa de doses terapêuticas. Não foram observadas diferenças relacionadas ao sexo na farmacocinética da candesartana. A área sob a curva de concentração plasmática versus tempo (ASC) não é significativamente afetada pelo alimento.


A candesartana liga-se extensivamente às proteínas70 plasmáticas (>99%). O volume aparente de distribuição da candesartana é de 0,1 L/kg.


- felodipino


O felodipino é administrado em comprimidos de liberação prolongada, sendo completamente absorvido no trato gastrointestinal. A disponibilidade sistêmica do felodipino é de aproximadamente 15% e é independente da dose na faixa de doses terapêuticas. A ligação às proteínas70 plasmáticas é de aproximadamente 99%, ligando-se predominantemente à fração de albumina16.


Os comprimidos de liberação prolongada produzem uma fase de absorção prolongada do felodipino, o que resulta em concentrações plasmáticas dentro da faixa terapêutica71 por 24 horas. As concentrações plasmáticas são diretamente proporcionais à dose dentro da faixa de doses terapêuticas de 2,5-10 mg.


O volume de distribuição do felodipino é de aproximadamente 10 L/kg.


- candesartana cilexetila e felodipino


Um estudo de interação farmacocinética com a associação de candesartana cilexetila e felodipino demonstrou não haver interação entre os fármacos quando administrados conjuntamente. Os parâmetros farmacocinéticos testados, Cmax, ASC e Tmax encontraram-se dentro do intervalo de confiança de 90%.


Metabolismo72 e eliminação

  - candesartana cilexetila


A candesartana é principalmente eliminada inalterada pelas vias urinária e biliar e apenas uma pequena parte é eliminada pelo metabolismo72 hepático (CYP2C9). Os estudos de interação disponíveis não indicam efeito nos CYP2C9 e CYP3A4. Com base em dados in vitro, não seria esperada interação in vivo com fármacos cujo metabolismo72 é dependente das isoenzimas do citocromo P450: CYP1A2, CYP2A6, CYP2C9, CYP2C19, CYP2D6, CYP2E1 ou CYP3A4. A meia-vida de eliminação da candesartana é de aproximadamente 9 horas. Não há acúmulo após a administração de doses múltiplas.


A depuração plasmática total da candesartana é de cerca de 0,37 mL/min/kg, com uma depuração renal14 de cerca de 0,19 mL/min/kg. A eliminação renal14 da candesartana ocorre tanto por filtração glomerular como por secreção tubular ativa.


Seguindo uma dose oral de candesartana cilexetila marcada com 14C, cerca de 26% da dose foi excretada na urina17 como candesartana, e 7% como metabólito73 inativo, enquanto aproximadamente 56% da dose foi recuperada nas fezes como candesartana e 10% como metabólito73 inativo.


- felodipino


O felodipino é extensivamente metabolizado pelo fígado74, sendo todos os metabólitos75 identificados inativos. O felodipino é um fármaco37 de alta depuração, com uma depuração sanguínea média de 1.200 mL/min. Não há acúmulo significativo durante tratamento a longo prazo.


A meia-vida de eliminação do felodipino é de 11 a 16 horas.


Cerca de 70% da dose administrada é excretada como metabólitos75 na urina17; a fração restante é excretada nas fezes. Menos de 0,5% da dose é recuperada inalterada na urina17.


Populações especiais

  - candesartana cilexetila


Em idosos (acima de 65 anos), tanto o Cmax quanto a ASC da candesartana são aumentadas em aproximadamente 50% e 80%, respectivamente, em comparação com indivíduos jovens. Entretanto, a resposta da pressão sanguínea e a incidência41 de eventos adversos são semelhantes após a administração da candesartana cilexetila em pacientes jovens e idosos.


Em pacientes com alterações renais de leve a moderada, o Cmax e a ASC da candesartana aumentaram com doses repetidas em aproximadamente 50% e 70%, respectivamente, mas a meia-vida (t ½ %) não foi alterada em comparação com pacientes com a função renal14 normal. As alterações correspondentes nos pacientes com alterações renais graves foram cerca de 50% e 110%, respectivamente. A t1/2 de eliminação da candesartana praticamente dobrou nos pacientes com alterações renais graves. A farmacocinética em pacientes que fazem hemodiálise76 foi similar àquela dos pacientes com alterações renais graves (ver item POSOLOGIA E MODO DE USAR).


Em pacientes com alterações hepáticas77 de leve a moderada, houve um aumento na ASC da candesartana de aproximadamente 20%. Em pacientes com alterações hepáticas77 de moderada a grave o aumento na ASC da candesartana foi de aproximadamente 80%.


Há apenas experiência limitada do uso em pacientes com alterações hepáticas77 graves e/ou colestase78 (ver item POSOLOGIA E MODO DE USAR).


- felodipino


Pacientes idosos e pacientes com função hepática79 reduzida têm, em média, concentrações plasmáticas de felodipino maiores do que pacientes jovens. A farmacocinética do felodipino não é alterada em pacientes com insuficiência renal65, incluindo aqueles tratados com hemodiálise76.


Dados de segurança pré-clínicos

  - candesartana cilexetila


Em diversos estudos de segurança pré-clínica conduzidos em várias espécies, foram observados efeitos farmacológicos exagerados esperados, devido à modificação da homeostase do sistema renina-angiotensina-aldosterona. A incidência41 e a gravidade dos efeitos induzidos foram relacionadas à dose e ao tempo e mostraram ser reversíveis em animais adultos. Foi observada fetotoxicidade no final da gravidez80 (ver item ADVERTENCIAS E PRECAUÇOES).


Não houve evidência de mutagenicidade, clastogenicidade ou carcinogenicidade.


- felodipino


Em um estudo sobre fertilidade e capacidade reprodutora geral em ratos tratados com felodipino, foi observado um prolongamento do parto, resultando em trabalho de parto difícil, aumento das mortes fetais e das mortes pós-natais precoces nos grupos tratados com doses médias e altas. Estes efeitos foram atribuídos ao efeito inibitório do felodipino, administrado em altas doses, na contractilidade uterina. Não foram observados distúrbios da fertilidade quando doses dentro da faixa terapêutica71 foram administradas a ratos.


Estudos de reprodução81 em coelhos demonstraram um aumento reversível das glândulas82 mamárias nas mães e anormalidades digitais nos fetos (esses efeitos foram dosedependentes). As anomalias nos fetos foram induzidas quando o felodipino foi administrado durante os primeiros períodos do desenvolvimento fetal (antes do 15° dia de gestação).


Tempo estimado para início da ação terapêuticaApós a administração de uma dose única da candesartana cilexetila, a pressão arterial1 começa a reduzir geralmente dentro de 2 horas. Com o tratamento contínuo, a redução máxima da pressão sanguínea com qualquer dose geralmente é atingida dentro de 4 semanas e é mantida durante o tratamento prolongado. A candesartana cilexetila administrada uma vez ao dia promove uma efetiva e suave redução da pressão sanguínea ao longo de 24 horas com uma pequena diferença entre os efeitos máximo e mínimo durante esse intervalo.


Geralmente, uma redução na pressão arterial1 é evidente 2 horas após a primeira dose oral de felodipino e prolonga-se por pelo menos 24 horas.


O efeito de ATACAND Comb é evidente dentro de uma semana e seu efeito completo ocorre em 4 semanas.


- 4. CONTRAINDICAÇÕES:

ATACAND Comb é contraindicado para pacientes60 com hipersensibilidade à candesartana cilexetila, ao felodipino ou aos outros componentes das formulações.


ATACAND Comb é contraindicado para pacientes60 que apresentem insuficiência cardíaca32 descompensada, infarto66 agudo67 do miocárdio47 e angina50 instável.


ATACAND Comb é contraindicado em pacientes com insuficiência renal65 grave (depuração de creatinina83 <30 mL/min/1 ,73 m de área corpórea) e em pacientes com insuficiência hepática61 grave e/ou colestase78.


ATACAND Comb é contraindicado durante a gravidez80 e lactação84.


- 5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES:


Hipotensão12

Hipotensão12 pode ocorrer durante o tratamento com candesartana cilexetila em pacientes com insuficiência cardíaca32. Como descrito para outros agentes que agem no sistema renina-anaiotensina-aldosterona. isso também Dode ocorrer em Dacientes hiDertensos com depleção85 do volume intravascular86. Deve-se ter cuidado no início da terapia, corrigindo-se a hipovolemia87.


Estenose88 da artéria renal89

Outras substâncias que afetam o sistema renina-angiotensina-aldosterona, por exemplo, inibidores da enzima39 conversora de angiotensina (ECA), podem aumentar a taxa de uréia90 no sangue59 e a creatinina83 sérica em pacientes com estenose88 da artéria renal89 bilateral ou estenose88 da artéria91 de um único rim92. Um efeito similar pode ser previsto com os antagonistas dos receptores da angiotensina II.


Alterações renais

Assim como com outros agentes inibidores do sistema renina-angiotensina-aldosterona, alterações na função renal14 podem ser previstas em pacientes suscetíveis tratados com candesartana cilexetila. A avaliação de pacientes com insuficiência cardíaca32 deve incluir exames periódicos da função renal14. Durante titulação de dose da candesartana cilexetila, é recomendada monitoração dos níveis séricos de creatinina83 e potássio.


Transplante renal14

Não há experiência da administração da candesartana cilexetila em pacientes que sofreram transplante renal14 recente.


Alterações hepáticas77

Há apenas uma experiência limitada do uso em pacientes com alterações hepáticas77 graves e/ou colestase78.


Estenose88 das válvulas mitral e aórtica (cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva)

Como com outros vasodilatadores, indica-se cuidados especiais nos pacientes que sofrem de estenose88 das válvulas aórtica ou mitral hemodinamicamente relevante ou de cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva.


Hipercalemia93

Com base nas experiências do uso de outros fármacos que afetam o sistema reninaa ngiotensina-aldosterona, o uso concomitante da candesartana cilexetila com diuréticos13 poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos do sal contendo potássio ou outros fármacos que podem aumentar os níveis de potássio (como heparina), pode levar a aumentos de potássio sérico em pacientes hipertensos. Pode ocorrer hipercalemia93 em pacientes com insuficiência cardíaca32 tratados com candesartana cilexetila. Durante o tratamento com candesartana cilexetila em pacientes com insuficiência cardíaca32, recomenda-se monitorização periódica do potássio sérico, especialmente quando é administrado concomitantemente com inibidores da ECA e diuréticos13 poupadores de potássio como a espironolactona.


Anestesia94 e cirurgia

Pode ocorrer hipotensão12 durante anestesia94 e cirurgias em pacientes tratados com antagonistas da angiotensina II, devido ao bloqueio do sistema renina-angiotensina. Muito raramente, a hipotensão12 pode ser grave a ponto de justificar o uso de fluidos intravenosos e/ou vasopressores.


Geral

Nos pacientes cujo tônus vascular15 e função renal14 dependem predominantemente da atividade do sistema renina-angiotensina-aldosterona (como pacientes com insuficiência cardíaca congestiva53 grave ou com doença renal14 de base, incluindo estenose88 da artéria renal89), o tratamento com fármacos que afetam este sistema foi associado com hipotensão12 aguda, azotemia, oligria ou, raramente, insuficiência95 renaf aguda. Como com qualquer agente anti-hipertensivo, a queda excessiva da pressão sanguínea em pacientes com cardiopatia isquêmica96 ou doença isquêmica cerebrovascu lar pode resultar em um infarto do miocárdio28 ou acidente vascular cerebral68.


O felodipino, assim como outros dilatadores arteriolares eficazes, pode, em raros casos, provocar hipotensão12 significativa com taquicardia97, a qual, em indivíduos suscetíveis, pode resultar em isquemia51 miocárdica.


O felodipino, assim como outros antagonistas do cálcio, pode raramente precipitar síncope98.

Pode, ainda, induzir à taquicardia97 reflexa, a qual pode precipitar angina50 pectoris em pacientes suscetíveis.


Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas

O efeito ATACAND Comb na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas não foi estudado, mas baseado nas propriedades farmacodinâmicas, é improvável que a candesartana cilexetila e felodipino afetem estas capacidades.


Verifique a sua reação ao medicamento antes de dirigir ou operar máquinas, porque pode ocorrer tontura99 ou fadiga100 durante o tratamento.


Uso durante a gravidez80 e lactação84


  - candesartana cilexetila

Os fármacos que agem diretamente no sistema renina—angiotensina, quando usados durante o segundo e terceiro trimestre de gravidez80, podem causar lesão101 e morte fetal e neonatal.


Estudos em animais com candesartana cilexetila demonstraram lesão101 renal14 em fetos a termo e neonatos102. Acredita-se que o mecanismo seja farmacologicamente mediado por efeitos no sistema renina-angiotensina-aldosterona.


Em humanos, a perfusão renal14 em fetos, que é dependente do desenvolvimento do sistema renina-angiotensina-aldosterona, começa no segundo trimestre de gestação. Então, o risco para o feto103 aumenta se a candesartana cilexetila é administrada durante o segundo ou terceiro trimestres de gravidez80. Portanto, baseado nessas informações, a candesartana cilexetila não deve ser usada durante a gravidez80. Se a gravidez80 for diagnosticada durante o tratamento, o uso da candesartana cilexetila deve ser descontinuado.


Não se sabe se a candesartana é excretada no leite humano. Entretanto, a candesartana é excretada no leite de ratas que estão amamentando. Devido ao potencial de efeitos adversos nos lactentes104, se o uso da candesartana cilexetila é considerado essencial, o aleitamento materno105 deve ser descontinuado.


  - felodipino

O felodipino não deve ser usado durante a gravidez80, O felodipino é detectado no leite materno. Quando utilizado em doses terapêuticas pela mãe lactente106, é provável que não afete a criança.


  - candesartana cilexetila

Categoria de risco na gravidez80: O (primeiro trimestre) e D (segundo e terceiro trimestres).

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez80.


 

Felodipino de Atacand Comb

Categoria de risco na gravidez80: C.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Este medicamento contém lactose2 (81,40 mg/comprimido de candesartana cilexetila e 28,00 mg/comprimido de felodipino), portanto, deve ser usado com cautela em pacientes com intolerância a lactose2.

6. Interações Medicamentosas de Atacand Comb

 

Candesartana Cilexetila de Atacand Comb

Não foi identificada interação medicamentosa de relevância clínica com candersartana cilexetila. As seguintes substâncias foram investigadas em estudos de farmacocinética clínica: hidroclorotiazida, varfarina, digoxina, contraceptivos orais (etinilestradiol/levonorgestrel), glibenclamida, nifedipino e enalapril.

Durante a administração concomitante de lítio com inibidores da ECA, foram relatados aumentos reversíveis das concentrações séricas de lítio e toxicidade107. Um efeito similar pode ocorrer com antagonistas dos receptores de angiotensina II, e recomenda-se a monitorização cuidadosa dos níveis séricos de lítio durante uso concomitante.


O efeito anti-hipertensivo da candesartana cilexetila pode ser aumentado por outros antihipertensivos.

A biodisponibilidade da candesartana não é afetada por alimentos.


  - felodipino

A administração concomitante de substâncias que interferem com o sistema enzimático do citocromo P450 3A4 pode afetar as concentrações plasmáticas dos antagonistas do cálcio diidropiridínicos, como o felodipino. Os inibidores enzimáticos (como cimetidina, eritromicina, itraconazol, cetoconazol e certos flavonóides presentes em suco de grapefruit-pomelo) mostraram provocar um aumento nas concentrações plasmáticas de felodipino.

Indutores enzimáticos (como fenitoína, carbamazepina, rifampicina e barbitúricos) podem provocar uma diminuição nas concentrações plasmáticas de felodipino.


O felodipino pode aumentar a concentração de tacrolimo. Quando usados simultaneamente, a concentração sérica de tacrolimo deve ser monitorada e pode ser necessário ajustar a dose de tacrolimo. O felodipino não altera as concentrações plasmáticas da ciclosporina.


O elevado grau de ligação às proteínas70 plasmáticas do felodipino não parece afetar a fração não ligada de outras substâncias com grande taxa de ligação protéica, como a varfarina.


A dose deve ser ajustada quando felodipino for administrado concomitantemente com digoxina.


Suco de grapefruit (pomelo) resulta em aumento nos níveis plasmáticos e na biodisponibilidade de felodipino possivelmente devido à interação com os flavonóides presentes na fruta. Esta interação foi observada com outros antagonistas do cálcio diidropiridínicos e representa um efeito da classe. Portanto, não se deve tomar suco de grapefruit concomitantemente com felodipino.


7. Cuidados de Armazenamento de Atacand Comb

ATACAND Comb deve ser mantido em temperatura ambiente (15°C a 30°C).



ATACAND Comb tem validade de 24 meses a partir da data de fabricação.


Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.


Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.


Os comprimidos de ATACAND Comb são apresentados da seguinte maneira:

  - candesartana cilexetila 16 mg: comprimidos divisíveis, redondos e de cor rosa.

  - felodipino 2,5 mg: comprimidos redondos e de cor amarela.

  - felodipino 5 mg: comprimidos redondos e de cor rosa.


Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.


Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

8. Posologia e Modo de Usar de Atacand Comb

Posologia


A dose inicial de ATACAND Comb é de 16 mg/dia de candesartana cilexetila com 2,5 mg/dia de felodipino, podendo ser aumentada para 16 mg/dia de candesartana cilexetila com 5 mg/dia de felodipino.


Quando clinicamente apropriado, a alteração direta da monoterapia para a combinação de ATACAND Comb pode ser considerada.


- Uso em idosos: recomenda-se iniciar a dose com candesartana cilexetila 8 mg. A critério médico, a dose pode ser aumentada para 16 mg de candesartana cilexetila e quando necessário, administrar ATACAND Comb.


- Uso em pacientes com função renal14 alterada: em pacientes com insuficiência renal65 leve a moderada (depuração de creatinina83 >30 mL/minll,73 m2 de área corpórea) recomenda-se iniciar a dose com candesartana cilexetila 8 mg. A critério médico, a dose pode ser aumentada para 16 mg de candesartana cilexetila e quando necessário, administrar ATACAND Comb.


- Uso em pacientes com função hepática79 alterada: em pacientes com doença hepática79 crônica leve a moderada recomenda-se iniciar a dose com candesartana cilexetila 8 mg. A critério médico, a dose pode ser aumentada para 16 mg de candesartana cilexetila e quando necessário, administrar ATACAND Comb.


- Terapia concomitante: ATACAND Comb pode ser administrado com outros agentes antihipertensivos (ver Propriedades Farmacodinâmicas).


- Uso em crianças: não foram estabelecidas a segurança e a eficácia do uso de ATACAND Comb em crianças.

Se o paciente esquecer de tomar os comprimidos de ATACAND Comb (candesartana cilexetila e felodipino), não é necessário tomar a dose esquecida, deve-se apenas tomar a próxima dose, no horário habitual.


Modo de usar

Os comprimidos de ATACAND Comb devem ser administrados por via oral 1 vez ao dia, sem a ingestão de alimentos ou após uma refeição leve que não seja rica em gorduras ou carboidratos.


Os comprimidos de candesartana cilexetila não podem ser mastigados.


Os comprimidos de felodipino não podem ser partidos ou mastigados.

- 9. REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS

 

Candesartana Cilexetila de Atacand Comb

Em estudos clínicos controlados para o tratamento da hipertensão9, os eventos adversos foram leves e transitórios e comparáveis aos do placebo29. A incidência41 total de eventos adversos não mostrou associação com dose, idade ou sexo. As suspensões do tratamento em decorrência de eventos adversos foram semelhantes com candesartana cilexetila (3,1%) e placebo29 (3,2%).


Achados laboratoriais:

Em geral, não foram detectadas influências clinicamente importantes da candesartana cilexetila nas variáveis de rotina de laboratório. Assim como para outros inibidores do sistema renina-angiotensina-aldosterona, foram observadas pequenas reduções nos níveis de hemoglobina108. Foram observados aumentos nos níveis de creatinina83, uréia90 ou potássio e diminuição nos níveis de sódio. Foi relatado aumento de ALT sérica (TGP — transaminase glutâmico-pirúvica) como evento adverso com candesartana cilexetila, numa frequência um pouco maior com candesartana cilexetila do que com o placebo29 (1,3% vs. 0,5%). Não é necessário nenhum monitoramento de rotina de variáveis laboratoriais para pacientes60 recebendo candesartana cilexetila. Entretanto, em pacientes com alterações renais graves, deve-se considerar a monitorização periódica dos níveis séricos de potássio e creatinina83.


O perfil de experiência adversa do uso de candesartana cilexetila em pacientes com insuficiência cardíaca32 foi consistente com a farmacologia109 do fármaco37 e com o estado de saúde3 do paciente. No programa clinico CHARM, que comparou doses de candesartana cilexetila de até 32 mg (n=3.803) com placebo29 (n=3.796), 21,0% do grupo da candesartana cilexetila e 16,1% do grupo do placebo29 descontinuaram o tratamento devido a eventos adversos.


As reações adversas comumente (maior-igual 1%, < 10%) observadas foram:


- Distúrbios vasculares110: hipotensão12.

  - Distúrbios metabólicos e nutricionais: hipercalemia93.

  - Distúrbios renais e urinários: alterações renais.

  - Achados laboratoriais: aumentos nos níveis de creatinina83, uréia90 e potássio. E recomendada monitorização periódica dos níveis séricos de creatinina83 e potássio (ver item Advertências).


As reações adversas a seguir foram relatadas muito raramente (< 0,01%) pós-comercialização.


- Alterações dos sistemas sanguíneo e linfático111: leucopenia112, neutropenia113 e agranulocitose114.

  - Alterações metabólicas e nutricionais: hipercalemia93, hiponatremia115.

  - Alterações hepato-biliares: aumento das enzimas hepáticas116, função hepática79 alterada ou hepatite117.

  - Alterações na pele118 e tecido119 subcutâ neo: angioedema120, exantema121, urticária122 e prurido123.

  - Alterações do tecido119 músculo-esquelético, conectivo e doenças ósseas: dor lombar.

  - Alterações renais e urinárias: alterações renais, incluindo insuficiência renal65 em pacientes

suscetíveis.


  - felodipino

Como para qualquer vasodilatador arterial, o felodipino pode causar ruborização, cefaléia124, palpitações125, tontura99 e fadiga100. A maioria destas reações é dose-dependente e aparece no início do tratamento ou após um aumento da dose. Se tais reações ocorrem, elas são geralmente transitórias e diminuem com o passar do tempo.


Da mesma forma que para os outros derivados diidropiridínicos, edema126 dose-dependente na região do tornozelo pode ocorrer em pacientes tratados com felodipino. Este edema126 resulta de vasodilatação pré-capilar127 e não está relacionado com qualquer retenção de fluido generalizada.


Assim como para outros antagonistas do cálcio, foram relatados casos de hipertrofia34 gengival discreta em pacientes com gengivites ou periodontites acentuadas. Este efeito pode ser prevenido ou revertido por uma cuidadosa higiene dental.


As seguintes reações adversas foram relatadas em investigações clínicas e após a comercialização do produto.


Na grande maioria dos casos, não foi possível estabelecer uma relação causal entre esses eventos e o tratamento com felodipino.

As seguintes definições de frequência são utilizadas:


Comum      ≥1%

Incomum    ≥ 0,1% e < 1%

Rara           ≥ 0,01% e < 0,1%

Muiro rara  < 0,01%


Pele118

  - Comum: vermelhidão no rosto.

  - Incomum: exantema121 e prurido123.

  - Rara: urticária122.

  - Muito rara: eritema128, reações de fotossensibilidade e vasculite129 leucocitoclástica.


Músculo-esquelético

  - Rara: artralgia130, mialgia131.


Sistema Nervoso Central132 e Periférico

  - Comum: cefaléia124.

  - Incomum: tontura99 e parestesia133.

  - Muito rara: insônia, depressão, irritação, nervosismo, sonolência, diminuição da libido134 e ansiedade.


Gastrointestinal

  - Incomum: náusea135 e dor abdominal.

  - Rara: vômito136.

  - Muito rara: hiperplasia137 gengival. gengivite138, flatulência, regurgitação139 ácida e boca140 seca.


Hepático

  - Muito rara: aumento das enzimas hepáticas116.


Cardiovascular

  - Incomum: taquicardia97 e palpitações125.

  - Rara: síncope98.

  - Muito rara: infarto do miocárdio28, hipotensão12, arritmia141 e pulsação prematura.


Vascular15 (extracardíaco)

  - Comum: edema126 periférico e ruborização.


Urogenital142

  - Muito rara: polaciúria, poliúria143. disúria144.


Respiratório

  - Muito rara: dispnéia145, epistaxe146 e insuficiência respiratória147.


Psiquiátrico

  - Rara: impotência148/disfunção sexual.


Gerais

  - Incomum: fadiga100.

  - Rara: artrites.

  - Muito rara: reações de hipersensibilidade (como urticária122, angioedema120 e febre149), anemia150, edema126 facial e dor torácica.


Atenção: este produto é um medicamento que possui uma nova associação no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em http://www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

5. Superdose de Atacand Comb

Sintomas151


- candesartana cilexetila

Com base nas propriedades farmacológicas, a principal manifestação da superdosagem é, provavelmente, hipotensão12 sintomática52 e tontura99. Em relatos individuais de superdosagem (até 672 mg de candesartana cilexetila), a recuperação do paciente ocorreu sem intercorrências.


- felodipino

A superdosagem pode causar excessiva vasodilatação periférica com hipotensão12 acentuada e, eventualmente, bradicardia152.


Tratamento


- candesartana cilexetila


Se ocorrer hipotensão12 sintomática52, deve-se instituir tratamento sintomático153 e monitorar os sinais vitais154, O paciente deve ser colocado na posição supina. com as pernas elevadas. Se isto não for suficiente, o volume plasmático deve ser aumentado por infusão de, por exemplo, solução salina isotônica155.


Substâncias simpatomiméticas podem ser administradas se as medidas mencionadas acima não forem suficientes.

E pouco provável que a candesartana seja removida por hemodiálise76.


- felodipino


Carvão ativado, se necessário lavagem gástrica156.


Se ocorrer hipotensão12 grave, deve-se instituir tratamento sintomático153.


O paciente deve ser colocado em posição supina com as pernas elevadas. Se ocorrer bradicardia152, deve ser administrado de 0,5 a 1,0 mg de atropina por via intravenosa. Se essa medida não for suficiente, o volume plasmático deve ser aumentado utilizando-se infusões de soluções glicosadas, salinas ou dextrano.


Caso as medidas acima mencionadas ainda sejam insuficientes, pode-se administrar substâncias simpatomiméticas com efeito predominante nos receptores alfa-1- adrenérgicos157.


Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações sobre como proceder.

Iii) Dizeres Legais de Atacand Comb


MS - 1.1618.0235


Farm. Resp.: Dra. Daniela M. Castanho - CRF-SP n° 19.097


Comprimidos de candesartana cilexetila e de felodipino

Fabricados por: AstraZeneca AB — Gãrtunavagen — S5dertãlje — Suécia


Importados e embalados por: AstraZeneca do Brasil Ltda.

Rod. Raposo Tavares, km 26,9 - Cotia - SP - CEP 06707-000

CNPJ 60.318.797/0001-00

Indústria Brasileira


VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

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ATACAND Comb - Laboratório

AstraZeneca
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Cotia/SP - CEP: 06707-000
Tel: 0800 014 55 78
Fax: (11) 3737 1200
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Ver outros medicamentos do laboratório "AstraZeneca"

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
2 Lactose: Tipo de glicídio que possui ligação glicosídica. É o açúcar encontrado no leite e seus derivados. A lactose é formada por dois carboidratos menores, chamados monossacarídeos, a glicose e a galactose, sendo, portanto, um dissacarídeo.
3 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
4 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
5 Antagonista: 1. Opositor. 2. Adversário. 3. Em anatomia geral, que ou o que, numa mesma região anatômica ou função fisiológica, trabalha em sentido contrário (diz-se de músculo). 4. Em medicina, que realiza movimento contrário ou oposto a outro (diz-se de músculo). 5. Em farmácia, que ou o que tende a anular a ação de outro agente (diz-se de agente, medicamento etc.). Agem como bloqueadores de receptores. 6. Em odontologia, que se articula em oposição (diz-se de ou qualquer dente em relação ao da maxila oposta).
6 Pressão arterial sistólica: É a pressão mais elevada (pico) verificada nas artérias durante a fase de sístole do ciclo cardíaco, é também chamada de pressão máxima.
7 Microalbuminúria: Pequena quantidade da proteína chamada albumina presente na urina, detectável por exame laboratorial. É um sinal precoce de dano aos rins (nefropatia), uma complicação comum e séria do diabetes. A ADA (American Diabetes Association) recomenda que as pessoas com diabetes tipo 2 testem a microalbuminúria no momento do diagnóstico e uma vez por ano após o diagnóstico. Pessoas com diabetes tipo 1 devem ser testadas após 5 anos do diagnóstico e a cada ano após o diagnóstico. A microalbuminúria é evitada com o controle da glicemia, redução na pressão sangüínea e modificação na dieta.
8 Estudo duplo-cego: Denominamos um estudo clínico “duplo cego” quando tanto voluntários quanto pesquisadores desconhecem a qual grupo de tratamento do estudo os voluntários foram designados. Denominamos um estudo clínico de “simples cego” quando apenas os voluntários desconhecem o grupo ao qual pertencem no estudo.
9 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
10 Resistência periférica: A resistência periférica é a dificuldade que o sangue encontra em passar pela rede de vasos sanguíneos. Ela é representada pela vasocontratilidade da rede arteriolar especificamente, sendo este fator importante na regulação da pressão arterial diastólica. A resistência é dependente das fibras musculares na camada média dos vasos, dos esfíncteres pré-capilares e de substâncias reguladoras da pressão como a angiotensina e a catecolamina.
11 Débito cardíaco: Quantidade de sangue bombeada pelo coração para a aorta a cada minuto.
12 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
13 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
14 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
15 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
16 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
17 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
18 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
19 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
20 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
21 Perfil lipídico: Exame laboratorial que mede colesterol total, triglicérides, HDL. O LDL é calculado por estes resultados. O perfil lipídico é uma das medidas de risco para as doenças cardiovasculares.
22 Cognição: É o conjunto dos processos mentais usados no pensamento, percepção, classificação, reconhecimento e compreensão para o julgamento através do raciocínio para o aprendizado de determinados sistemas e soluções de problemas.
23 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
24 Morbidade: Morbidade ou morbilidade é a taxa de portadores de determinada doença em relação à população total estudada, em determinado local e em determinado momento.
25 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
26 Cognitiva: 1. Relativa ao conhecimento, à cognição. 2. Relativa ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
27 Pressão arterial diastólica: É a pressão mais baixa detectada no sistema arterial sistêmico, observada durante a fase de diástole do ciclo cardíaco. É também denominada de pressão mínima.
28 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
29 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
30 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
31 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
32 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
33 Patogênese: Modo de origem ou de evolução de qualquer processo mórbido; nosogenia, patogênese, patogenesia.
34 Hipertrofia: 1. Desenvolvimento ou crescimento excessivo de um órgão ou de parte dele devido a um aumento do tamanho de suas células constituintes. 2. Desenvolvimento ou crescimento excessivo, em tamanho ou em complexidade (de alguma coisa). 3. Em medicina, é aumento do tamanho (mas não da quantidade) de células que compõem um tecido. Pode ser acompanhada pelo aumento do tamanho do órgão do qual faz parte.
35 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
36 Vasoconstrição: Diminuição do diâmetro dos vasos sanguíneos.
37 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
38 Agonista: 1. Em farmacologia, agonista refere-se às ações ou aos estímulos provocados por uma resposta, referente ao aumento (ativação) ou diminuição (inibição) da atividade celular. Sendo uma droga receptiva. 2. Lutador. Na Grécia antiga, pessoa que se dedicava à ginástica para fortalecer o físico ou como preparação para o serviço militar.
39 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
40 Bradicinina: É um polipeptídio plasmático que tem função vasodilatadora e que se forma em resposta à presença de toxinas ou ferimentos no organismo.
41 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
42 Receptores hormonais: São proteínas que se ligam aos hormônios circulantes, mediando seus efeitos nas células. Os mais estudados em tumores de mama são os receptores de estrogênio e os receptores de progesterona, por exemplo.
43 Íons: Átomos ou grupos atômicos eletricamente carregados.
44 Adrenérgico: Que age sobre certos receptores específicos do sistema simpático, como o faz a adrenalina.
45 Diurético: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
46 Isquêmico: Relativo à ou provocado pela isquemia, que é a diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea, numa parte do organismo, ocasionada por obstrução arterial ou por vasoconstrição.
47 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
48 Artérias: Os vasos que transportam sangue para fora do coração.
49 Arteríolas: As menores ramificações das artérias. Estão localizadas entre as artérias musculares e os capilares.
50 Angina: Inflamação dos elementos linfáticos da garganta (amígdalas, úvula). Também é um termo utilizado para se referir à sensação opressiva que decorre da isquemia (falta de oxigênio) do músculo cardíaco (angina do peito).
51 Isquemia: Insuficiência absoluta ou relativa de aporte sanguíneo a um ou vários tecidos. Suas manifestações dependem do tecido comprometido, sendo a mais frequente a isquemia cardíaca, capaz de produzir infartos, isquemia cerebral, produtora de acidentes vasculares cerebrais, etc.
52 Sintomática: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
53 Insuficiência Cardíaca Congestiva: É uma incapacidade do coração para efetuar as suas funções de forma adequada como conseqüência de enfermidades do próprio coração ou de outros órgãos. O músculo cardíaco vai diminuindo sua força para bombear o sangue para todo o organismo.
54 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
55 Gota: 1. Distúrbio metabólico produzido pelo aumento na concentração de ácido úrico no sangue. Manifesta-se pela formação de cálculos renais, inflamação articular e depósito de cristais de ácido úrico no tecido celular subcutâneo. A inflamação articular é muito dolorosa e ataca em crises. 2. Pingo de qualquer líquido.
56 Hiperlipidemia: Condição em que os níveis de gorduras e colesterol estão mais altos que o normal.
57 Doença de Raynaud: Condição hereditária, não associada a outras doenças (Raynaud primário), que afeta o fluxo sanguíneo nas extremidades do corpo humano quando submetido a baixas temperaturas ou estresse. Ocorre pela redução do suprimento de oxigênio. A pele fica esbranquiçada, empalidecida, fria e pode ficar dormente. Quando o oxigênio é totalmente consumido pelas células, a pele começa a adquirir uma coloração azulada ou roxa (chamada cianose). Estes eventos são episódicos, com duração variável de acordo com a gravidade da doença. No final do episódio, a pele é aquecida e volta a ficar avermelhada por vasodilatação. Na variação mais comum da doença de Raynaud há três mudanças de cores (branca ou pálida; azul, roxa ou cianótica; e avermelhada ou rubra). Alguns pacientes não apresentam todas as fases de mudanças de cores.
58 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
59 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
60 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
61 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
62 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.
63 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
64 Sobrevivência: 1. Ato ou efeito de sobreviver, de continuar a viver ou a existir. 2. Característica, condição ou virtude daquele ou daquilo que subsiste a um outro. Condição ou qualidade de quem ainda vive após a morte de outra pessoa. 3. Sequência ininterrupta de algo; o que subsiste de (alguma coisa remota no tempo); continuidade, persistência, duração.
65 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
66 Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
67 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
68 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
69 Preventivo: 1. Aquilo que previne ou que é executado por medida de segurança; profilático. 2. Na medicina, é qualquer exame ou grupo de exames que têm por objetivo descobrir precocemente lesão suscetível de evolução ameaçadora da vida, como as lesões malignas. 3. Em ginecologia, é o exame ou conjunto de exames que visa surpreender a presença de lesão potencialmente maligna, ou maligna em estágio inicial, especialmente do colo do útero.
70 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
71 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
72 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
73 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
74 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
75 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
76 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
77 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
78 Colestase: Retardamento ou interrupção do fluxo nos canais biliares.
79 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
80 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
81 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.
82 Glândulas: Grupo de células que secreta substâncias. As glândulas endócrinas secretam hormônios e as glândulas exócrinas secretam saliva, enzimas e água.
83 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
84 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
85 Depleção: 1. Em patologia, significa perda de elementos fundamentais do organismo, especialmente água, sangue e eletrólitos (sobretudo sódio e potássio). 2. Em medicina, é o ato ou processo de extração de um fluido (por exxemplo, sangue) 3. Estado ou condição de esgotamento provocado por excessiva perda de sangue. 4. Na eletrônica, em um material semicondutor, medição da densidade de portadores de carga abaixo do seu nível e do nível de dopagem em uma temperatura específica.
86 Intravascular: Relativo ao interior dos vasos sanguíneos e linfáticos, ou que ali se situa ou ocorre.
87 Hipovolemia: Diminuição do volume de sangue secundário a hemorragias, desidratação ou seqüestro de sangue para um terceiro espaço (p. ex. peritônio).
88 Estenose: Estreitamento patológico de um conduto, canal ou orifício.
89 Artéria Renal: Ramo da aorta abdominal que irriga os rins, glândulas adrenais e ureteres.
90 Ureia: 1. Resíduo tóxico produzido pelo organismo, resulta da quebra de proteínas pelo fígado. É normalmente removida do organismo pelos rins e excretada na urina. 2. Substância azotada. Composto orgânico cristalino, incolor, de fórmula CO(NH2)2 (ou CH4N2O), com um ponto de fusão de 132,7 °C.
91 Artéria: Vaso sangüíneo de grande calibre que leva sangue oxigenado do coração a todas as partes do corpo.
92 Rim: Os rins são órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
93 Hipercalemia: É a concentração de potássio sérico maior que 5.5 mmol/L (mEq/L). Uma concentração acima de 6.5 mmol/L (mEq/L) é considerada crítica.
94 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.
95 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
96 Cardiopatia isquêmica: Doença ocasionada por um déficit na circulação nas artérias coronarianas e outros defeitos capazes de afetar o aporte sangüíneo para o músculo cardíaco.É evidenciada por dor no peito, arritmias, morte súbita ou insuficiência cardíaca.
97 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
98 Síncope: Perda breve e repentina da consciência, geralmente com rápida recuperação. Comum em pessoas idosas. Suas causas são múltiplas: doença cerebrovascular, convulsões, arritmias, doença cardíaca, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar, hipoglicemia, intoxicações, hipotensão postural, síncope situacional ou vasopressora, infecções, causas psicogênicas e desconhecidas.
99 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
100 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
101 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
102 Neonatos: Refere-se a bebês nos seus primeiros 28 dias (mês) de vida. O termo “recentemente-nascido“ refere-se especificamente aos primeiros minutos ou horas que se seguem ao nascimento. Esse termo é utilizado para enfocar os conhecimentos e treinamento da ressuscitação imediatamente após o nascimento e durante as primeiras horas de vida.
103 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
104 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
105 Aleitamento Materno: Compreende todas as formas do lactente receber leite humano ou materno e o movimento social para a promoção, proteção e apoio à esta cultura. Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
106 Lactente: Que ou aquele que mama, bebê. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
107 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
108 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
109 Farmacologia: Ramo da medicina que estuda as propriedades químicas dos medicamentos e suas respectivas classificações.
110 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
111 Linfático: 1. Na histologia, é relativo à linfa, que contém ou que conduz linfa. 2. No sentido figurado, por extensão de sentido, a que falta vida, vigor, energia (diz-se de indivíduo); apático. 3. Na história da medicina, na classificação hipocrática dos quatro temperamentos de acordo com o humor dominante, que ou aquele que, pela lividez das carnes, flacidez dos músculos, apatia e debilidade demonstradas no comportamento, atesta a predominância de linfa.
112 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
113 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
114 Agranulocitose: Doença causada pela falta ou número insuficiente de leucócitos granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos), que se manifesta como ulcerações na garganta e outras mucosas, seguidas por infecções graves.
115 Hiponatremia: Concentração de sódio sérico abaixo do limite inferior da normalidade; na maioria dos laboratórios, isto significa [Na+] < 135 meq/L, mas o ponto de corte [Na+] < 136 meq/L também é muito utilizado.
116 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
117 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
118 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
119 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
120 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
121 Exantema: Alteração difusa da coloração cutânea, caracterizada por eritema, com elevação das camadas mais superficiais da pele (pápulas), vesículas, etc. Pode ser produzido por uma infecção geralmente viral (rubéola, varicela, sarampo), por alergias a medicamentos, etc.
122 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
123 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
124 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
125 Palpitações: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
126 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
127 Capilar: 1. Na medicina, diz-se de ou tubo endotelial muito fino que liga a circulação arterial à venosa. Qualquer vaso. 2. Na física, diz-se de ou tubo, em geral de vidro, cujo diâmetro interno é diminuto. 3. Relativo a cabelo, fino como fio de cabelo.
128 Eritema: Vermelhidão da pele, difusa ou salpicada, que desaparece à pressão.
129 Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. É produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
130 Artralgia: Dor em uma articulação.
131 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
132 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
133 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
134 Libido: Desejo. Procura instintiva do prazer sexual.
135 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
136 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
137 Hiperplasia: Aumento do número de células de um tecido. Pode ser conseqüência de um estímulo hormonal fisiológico ou não, anomalias genéticas no tecido de origem, etc.
138 Gengivite: Condição em que as gengivas apresentam-se com sinais inflamatórios e sangramentos.
139 Regurgitação: Presença de conteúdo gástrico na cavidade oral, na ausência do reflexo de vômito. É muito freqüente em lactentes.
140 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
141 Arritmia: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
142 Urogenital: Na anatomia geral, é a região relativa aos órgãos genitais e urinários; geniturinário.
143 Poliúria: Diurese excessiva, pode ser um sinal de diabetes.
144 Disúria: Dificuldade para urinar. Pode produzir ardor, dor, micção intermitente, etc. Em geral corresponde a uma infecção urinária.
145 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
146 Epistaxe: Hemorragia de origem nasal.
147 Insuficiência respiratória: Condição clínica na qual o sistema respiratório não consegue manter os valores da pressão arterial de oxigênio (PaO2) e/ou da pressão arterial de gás carbônico (PaCO2) dentro dos limites da normalidade, para determinada demanda metabólica. Como a definição está relacionada à incapacidade do sistema respiratório em manter níveis adequados de oxigenação e gás carbônico, foram estabelecidos, para sua caracterização, pontos de corte na gasometria arterial: PaO2 50 mmHg.
148 Impotência: Incapacidade para ter ou manter a ereção para atividades sexuais. Também chamada de disfunção erétil.
149 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
150 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
151 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
152 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
153 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
154 Sinais vitais: Conjunto de variáveis fisiológicas que são pressão arterial, freqüência cardíaca, freqüência respiratória e temperatura corporal.
155 Isotônica: Relativo à ou pertencente à ação muscular que ocorre com uma contração normal. Em química, significa a igualdade de pressão entre duas soluções.
156 Lavagem gástrica: É a introdução, através de sonda nasogástrica, de líquido na cavidade gástrica, seguida de sua remoção.
157 Adrenérgicos: Que agem sobre certos receptores específicos do sistema simpático, como o faz a adrenalina.

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