LEPONEX

NOVARTIS

Atualizado em 09/12/2014

                               

Apresentações de Leponex

Comprimidos de  25 mg   embalagens com 20.Comprimidos de 100 mg   embalagens com 30.

USO ADULTO

Composição de Leponex

O componente ativo de LEPONEX é a clozapina, um dibenzodiazepínico tricíclico.        
 Clozapina
 Comprimidos ....................    25 e 100 mg
                               

Propriedades de Leponex

LEPONEX (clozapina) é um antipsicótico que tem demonstrado ser diferente dos neurolépticos1 clássicos.                                 Em  estudos farmacológicos experimentais , LEPONEX não induz catalepsia nem inibe o comportamento estereotipado induzido por apomorfina ou anfetamina. Apresenta apenas fraca atividade bloqueadora de dopamina2 em receptores D1, D2, D3 e D5, mas demonstra elevada potência em receptores D4, além de potente efeito antiadrenérgico, anticolinérgico, anti-histamínico e inibidor da reação de alerta. Apresenta também propriedades anti-serotoninérgicas.
Clinicamente , LEPONEX produz sedação3 rápida e acentuada, e exerce potente efeito antipsicótico. É de particular interesse que este é observado  em pacientes esquizofrênicos resistentes a outros tratamentos medicamentosos. Nesses pacientes, LEPONEX é eficaz no alívio tanto de  sintomas4 positivos como  negativos. Observa-se melhora clínica relevante em cerca de um terço dos pacientes nas primeiras 6 semanas de tratamento e em aproximadamente 60% dos pacientes nos quais se mantém o tratamento por até 12 meses.
Além disso, tem sido descrita melhora em alguns aspectos de alterações cognitivas. Estudos epidemiológicos demonstraram também uma redução de aproximadamente sete vezes na ocorrência de suicídio e tentativas de suicídio em pacientes tratados com LEPONEX, comparadas a esquizofrênicos não-tratados com LEPONEX. LEPONEX é único no sentido de que não produz virtualmente nenhuma das reações extrapiramidais mais relevantes, como distonia5 aguda. Síndrome6 parkinsoniana e acatisia7 são raras. Ao contrário dos neurolépticos1 clássicos, LEPONEX produz pequena ou nenhuma elevação de prolactina8, evitando, portanto, efeitos colaterais9 como ginecomastia10, amenorréia11, galactorréia12 e impotência13 sexual.
Uma reação adversa potencialmente grave produzida pelo tratamento com LEPONEX é granulocitopenia e agranulocitose14, com ocorrência estimada de 3% e 0,7%, respectivamente. Em vista do risco desse efeito colateral15, o uso de LEPONEX deve ser limitado a pacientes resistentes ao tratamento neuroléptico16 convencional (veja "Indicações"), nos quais se possam realizar exames hematológicos regulares (veja "Medidas Especiais de Precaução" e "Efeitos Colaterais9").

                                - Farmacocinética
A absorção de LEPONEX por via oral é de 90% a 95%; a velocidade ou extensão da absorção não é influenciada pela ingestão concomitante ou próxima de alimentos.
A clozapina, a substância ativa de LEPONEX, sofre eliminação pré-sistêmica  moderada, o que resulta em biodisponibilidade absoluta de 50% a 60%. No estado de equilíbrio, quando administrada duas vezes ao dia, seus níveis plasmáticos máximos ocorrem, em média, em 2,1 horas (variação: 0,4 a 4,2 horas), e o volume de distribuição é de 1,6 l/kg, aproximadamente. A clozapina liga-se em 95% às proteínas17 plasmáticas. Sua eliminação é bifásica, com meia-vida terminal média de 12 horas (variação: 6 a 26 horas). Após doses únicas de 75 mg, a meia-vida terminal foi de 7,9 horas, passando a 14,2 horas, quando se atingiu o estado de equilíbrio ("steady-state") com doses diárias de 75 mg durante pelo menos 7 dias. Aumentos posológicos de 37,5 mg para 75 mg e 150 mg, administrados duas vezes ao dia, após atingido o estado de equilíbrio, produziram aumentos linearmente proporcionais às doses na área sob a curva de concentração plasmática/tempo, e também nas concentrações plasmáticas máxima e mínima.
A clozapina é quase completamente biotransformada antes da excreção. Dos metabólitos18 principais, somente o metabólito19 desmetilado apresenta atividade. Suas ações farmacológicas assemelham-se às da clozapina, mas são consideravelmente mais fracas e de duração mais curta. Somente traços da droga inalterada são detectados na urina20 e nas fezes. Aproximadamente 50% da dose administrada são excretados como metabólitos18 na urina20 e 30%, nas fezes.

Indicações de Leponex

O uso de LEPONEX é indicado somente em pacientes esquizofrênicos resistentes ao tratamento, isto é, pacientes esquizofrênicos que não respondem ou são intolerantes aos neurolépticos1 clássicos.
                                Ausência de resposta  é definida como ausência de melhora clínica satisfatória, apesar do uso de, no mínimo, dois neurolépticos1, em doses adequadas, por um período de tempo adequado.
Intolerância  é definida como impossibilidade de obtenção de melhora clínica significante com os neurolépticos1 clássicos, devido à ocorrência de reações adversas neurológicas graves e intratáveis (sintomas4 extrapiramidais ou discinesia tardia21).

Posologia de Leponex

A dose deve ser ajustada individualmente, utilizando-se a menor dose eficaz para cada paciente. Recomendam-se as seguintes doses em  administração oral : Dose inicial : 12,5 mg (metade do comprimido de 25 mg) uma ou duas vezes no primeiro dia. A seguir, um ou dois comprimidos de 25 mg no segundo dia. Se LEPONEX for bem tolerado, pode-se aumentar a dose gradativamente, com acréscimos diários de 25 mg a 50 mg, até se atingir o nível de 300 mg/dia, em um período de 2 a 3 semanas. Posteriormente, se necessário, pode-se ainda aumentar a dose diária em acréscimos de 50 mg a 100 mg, com intervalos de 3 a 4 dias ou, preferencialmente, de uma semana.
Para  uso em idosos , consulte "Outras Precauções".
Recomenda-se precaução em pacientes que estejam recebendo fármacos que interagem com Leponex, como benzodiazepínicos, fluoxetina ou fluvoxamina (ver  "Interações" ).
Variação da faixa terapêutica22 : na maioria dos pacientes, pode-se esperar eficácia antipsicótica com 300 a 450 mg/dia, administrados em doses fracionadas. Alguns pacientes podem requerer doses de até 600 mg/dia. A dose diária total pode ser fracionada de forma desigual, administrando-se parte maior à noite.
Dose máxima: em alguns pacientes pode ser necessário o uso de doses mais elevadas para se obter benefício terapêutico integral, sendo, nesses casos, permissíveis aumentos cuidadosos (não superiores a 100 mg por vez), até o limite máximo de 900 mg/dia. Deve-se considerar a possibilidade do aumento de reações adversas (principalmente convulsões) com doses superiores a 450 mg/dia.
                                Dose de manutenção : após se atingir efeito terapêutico máximo, muitos pacientes podem ser adequadamente mantidos com doses menores. Recomenda-se  que as doses sejam então cuidadosamente reduzidas. O tratamento deve ser mantido por um período mínimo de  6 meses. Quando a dose diária total não ultrapassar 200 mg, pode-se administrá-la em dose única à noite.
Interrupção do tratamento : no caso de se pretender interromper o tratamento com LEPONEX, recomenda-se redução gradativa da dose durante um período de 1 a 2 semanas. Se for necessária a interrupção abrupta (por causa de leucopenia23, por exemplo), o paciente deve ser cuidadosamente observado quanto à recorrência24 de sintomas4 psicóticos.
Reintrodução do medicamento : pacientes que ficarem mais de 2 dias sem tomar LEPONEX devem reiniciar o tratamento  com 12,5 mg (meio  comprimido de 25 mg) administrados uma ou duas vezes no primeiro dia. Se essa dose for bem tolerada, é possível fazer acréscimos mais rápidos do que os recomendados para o tratamento inicial, até se alcançar o nível terapêutico. No entanto, em qualquer paciente que tenha anteriormente apresentado parada respiratória ou cardíaca com a dose inicial (veja "Outras Precauções"), mas que tenha conseguido chegar com sucesso à dose terapêutica22, a reintrodução deve ser feita com extremo cuidado.
Substituição de um neuroléptico16 anterior por LEPONEX
Quando o tratamento com LEPONEX estiver para ser iniciado em um paciente que está em tratamento com neuroléptico16 por via oral, recomenda-se primeiro descontinuar o outro  neuroléptico16, com redução gradual da dose, durante o período aproximado de uma semana. Após o uso do neuroléptico16 ter sido completamente interrompido por um período mínimo de 24 horas,  pode-se iniciar o tratamento com LEPONEX, como descrito acima.
Em geral se recomenda que LEPONEX não seja utilizado em associação com outros neurolépticos1.

Contra-Indicações de Leponex

Hipersensibilidade anterior a clozapina ou a outros componentes da formulação.
Pacientes com antecedentes de granulocitopenia/agranulocitose14
  induzida por medicamentos.
Distúrbios hematopoiéticos.
Epilepsia25 não-controlada.
Psicoses alcoólicas e tóxicas, intoxicação por drogas, afecções26 comatosas.

Colapso27 circulatório e/ou depressão do SNC28 de qualquer origem.
Insuficiência renal29, hepática30 ou cardíaca grave.

Medidas especiais de precaução
Devido à possibilidade de ocorrer agranulocitose14 com o uso de LEPONEX, as seguintes medidas de precaução são imperiosas:
Fármacos que tenham reconhecidamente potencial relevante de depressão da medula óssea31 não devem ser utilizados concomitantemente com LEPONEX. Além disso, a associação com neurolépticos1 de ação prolongada deve ser evitada, devido à impossibilidade de se remover rapidamente do organismo esses medicamentos, que podem ser mielossupressores, em situações em que isso seja necessário, como por exemplo, em caso de granulocitopenia.
Antes de se iniciar o tratamento com LEPONEX, deve-se realizar contagem total e  diferencial de leucócitos32 para se assegurar de que somente pacientes com número normal de leucócitos32 recebam  o medicamento. Após o início do tratamento com LEPONEX, a contagem  de leucócitos32 deve ser realizada semanalmente, durante 18 semanas. A partir de então, deve-se realizar hemograma no mínimo uma vez por mês, durante todo o tratamento e até 1 mês após a completa retirada de Leponex. A cada consulta, deve-se lembrar o paciente de que deve procurar o médico imediatamente se tiver algum tipo de infecção33 ou febre34.

No caso de interrupção do tratamento por motivos não-hematológicos : pacientes que estiveram em tratamento com LEPONEX por mais de 18 semanas e tenham interrompido o uso do medicamento por mais de 3 dias, mas menos de 4 semanas, devem fazer hemograma semanal por mais 6 semanas, após a reintrodução da clozapina. Se não ocorrer anormalidade hematológica, a farmacovigilância a intervalos maiores, não superiores a 4 semanas, pode ser retomada. Se o tratamento com LEPONEX tiver sido interrompido por 4 semanas ou mais, é necessário o controle hematológico semanal nas 18 semanas seguintes ao reinício do tratamento.
Se, durante o tratamento com LEPONEX, ocorrer infecção33 e/ou a contagem total de leucócitos32 for inferior a 3.500/mm
3 , ou ocorrer redução substancial dos leucócitos32 em relação ao valor inicial, mesmo que a contagem seja superior a 3.500/mm 3 , deve-se repetir a contagem total e diferencial de leucócitos32. Redução substancial é definida como diminuição, de uma só vez, em 3.000 ou mais leucócitos32 por mm 3 na contagem total ou redução acumulada, no período de 3 semanas, de 3.000 ou mais leucócitos32 por mm 3 . Se os resultados confirmarem que os leucócitos32 totais estejam em número inferior a 3.500/mm 3 e/ou que os neutrófilos35 estejam entre 2.000 e 1.500/mm 3 , deve-se realizar a contagem de leucócitos32 e de granulócitos36 pelo menos duas vezes por semana. Se o número total de leucócitos32 reduzir-se a níveis inferiores a 3.000/mm 3 e/ou se os granulócitos36 neutrófilos35 reduzirem-se a valores inferiores a 1.500/mm 3 , deve-se interromper imediatamente o tratamento com LEPONEX. Deve-se realizar, então, diariamente contagem total e diferencial de leucócitos32 e o paciente deve ser  observado em relação a queixas de gripe37 ou quaisquer outros sintomas4 que possam sugerir infecção33.
Se, após a suspensão do uso de LEPONEX, ocorrer uma redução adicional de leucócitos32 totais a valores inferiores a 2.000/mm
3 , e uma redução de neutrófilos35 a menos de 1.000/mm 3 , o tratamento dessa condição deve ser orientado por um hematologista experiente. Se possível, o paciente deve ser encaminhado a um serviço especializado em hematologia, onde isolamento e administração de GM-CSF (fator estimulante de crescimento de granulócitos36-macrófagos38) ou de G-CSF (fator estimulante de crescimento de granulócitos36) podem ser indicados. Recomenda-se interromper o uso de fator de crescimento quando a contagem de neutrófilos35 retornar a um número superior a 1.000/mm 3 .
Pacientes cujo tratamento com LEPONEX for interrompido em decorrência das anormalidades hematológicas acima descritas (contagem total de leucócitos32 < 3.000/mm
3 e/ou contagem absoluta de neutrófilos35  < 1.500/mm 3 ) não devem voltar a utilizar LEPONEX.
- Outras Precauções

Hipotensão39 ortostática, com ou sem síncope40, pode ocorrer com o tratamento com LEPONEX. Raramente (cerca de um caso em 3.000 pacientes tratados com LEPONEX) o colapso27 pode ser grave e acompanhado de parada respiratória ou cardíaca. Tais eventos têm maior probabilidade de ocorrer no início do tratamento, com o aumento rápido da dose; em ocasiões muito raras, eles ocorreram mesmo após a primeira dose. Portanto, pacientes que iniciam o tratamento com LEPONEX necessitam de rigorosa supervisão médica.
Como LEPONEX pode produzir sedação3 e reduzir o limiar convulsivo,  atividades como dirigir veículos ou operar máquinas devem ser evitadas, especialmente nas primeiras semanas de tratamento.

Em pacientes com história de convulsão41 ou de doença cardiovascular, renal42 ou hepática30, a dose inicial deve ser de 12,5 mg  no primeiro dia, e o aumento da dose deve ser lento e em acréscimos pequenos. (Nota: doença cardiovascular, renal42 ou hepática30 grave é contra-indicação.)
                                Na presença de alterações da função hepática30, esta deve ser controlada regularmente.
LEPONEX exerce atividade anticolinérgica; portanto, recomenda-se supervisão cuidadosa na presença de hipertrofia43 prostática e glaucoma44 de ângulo estreito.
Durante o tratamento com LEPONEX, os pacientes podem apresentar elevações transitórias de temperatura acima de 38
o C, com incidência45 máxima nas três primeiras semanas de tratamento. Essa febre34 geralmente é considerada benigna. Ocasionalmente, pode estar associada a aumento ou diminuição da contagem total de leucócitos32. Os pacientes com febre34 devem ser cuidadosamente avaliados para se excluir a possibilidade de infecção33 ou desenvolvimento de agranulocitose14. Na ocorrência de febre34, deve-se considerar a possibilidade de síndrome6 maligna do neuroléptico16 (SMN).
Como LEPONEX pode causar sedação3 e ganho de peso, aumentando conseqüentemente o risco de tromboembolismo46, deve-se evitar a imobilização de pacientes em uso do medicamento.
                                Uso em crianças: não estão estabelecidas a segurança e a eficácia em crianças.
Uso em idosos: recomenda-se iniciar o tratamento com uma dose particularmente baixa (12,5 mg,  no primeiro dia) e restringir os acréscimos subseqüentes a 25 mg/dia.

Uso na gravidez47: estudos de reprodução48 em animais não revelaram evidência de alteração de  fertilidade  ou dano ao feto49 causados pela clozapina. No entanto, a segurança de LEPONEX durante a gravidez47 não está estabelecida. Portanto, LEPONEX somente deverá ser usado na gravidez47 se o benefício esperado compensar claramente qualquer risco potencial.
                                Uso na lactação50: estudos em animais sugerem que a clozapina é excretada no leite materno; assim, mulheres em tratamento com LEPONEX não devem amamentar.

Interações de Leponex

LEPONEX não deve ser utilizado simultaneamente com fármacos  que se sabe serem potenciais indutores de mielossupressão (consulte também "Medidas Especiais de Precaução").LEPONEX pode potencializar os efeitos centrais do álcool, de inibidores da MAO51 e depressores do SNC28, como hipnóticos,    anti-histamínicos e benzodiazepínicos.
Recomenda-se cuidado especial quando se iniciar o tratamento com LEPONEX em pacientes que estejam tomando (ou tenham tomado recentemente) benzodiazepínico ou qualquer outro fármaco52 psicoativo, pois esses pacientes podem ter maior risco de colapso27 circulatório que, em alguns casos, pode ser grave e acompanhado de parada cardíaca ou respiratória.
Devido à possibilidade de efeitos aditivos, deve-se ter cuidado com administração simultânea de fármacos com propriedades anticolinérgicas, hipotensoras ou depressoras respiratórias.
Como a clozapina apresenta alto teor de ligação a proteínas17 plasmáticas, a administração de LEPONEX a um paciente que esteja tomando outro fármaco52 com elevada afinidade por proteínas17 (como, por exemplo, a warfarina) pode produzir aumento da concentração plasmática do mesmo, com risco de reações adversas. Reciprocamente, podem também ocorrer reações adversas à clozapina por aumento de sua concentração plasmática na forma livre, devido a deslocamento por outros fármacos com elevada afinidade por proteínas17.
Como a biotransformação da clozapina é mediada principalmente pelo citocromo P450 1A2 e, provavelmente, em menor extensão, pelo citocromo P450 2D6, a administração concomitante de fármacos que tenham afinidade por uma ou ambas as enzimas pode resultar em aumento dos níveis plasmáticos da clozapina e/ou do fármaco52 co-administrado. No entanto, não foram observadas ainda interações clinicamente relevantes entre clozapina e outros fármacos com reconhecida afinidade pelo citocromo P450 2D6, como antidepressivos tricíclicos, fenotiazínicos e antiarrítmicos do tipo Ic. Entretanto, teoricamente, é possível que o nível plasmático de tais fármacos seja aumentado pela clozapina, e, portanto, pode ser apropriado utilizá-los em doses mais baixas do que as usualmente prescritas.
A administração de cimetidina concomitantemente a doses elevadas de LEPONEX foi associada a aumento do nível plasmático de clozapina e a ocorrência de efeitos adversos;
Níveis plasmáticos elevados de clozapina foram relatados em pacientes que a utilizaram associada a fluoxetina (aumento de até 2 vezes) ou fluvoxamina (aumento de até 10 vezes).
Por outro lado, drogas que reconhecidamente aumentam a atividade das enzimas do citocromo P450 podem diminuir os níveis plasmáticos da clozapina. A interrupção da administração concomitante de carbamazepina resultou em aumento do nível plasmático de clozapina. A administração concomitante de fenitoína reduz o nível plasmático de clozapina, diminuindo os efeitos de uma dose de LEPONEX que anteriormente tenha sido eficaz.
O uso concomitante de lítio ou de outros fármacos psicoativos pode aumentar o risco de desenvolvimento de síndrome6 maligna do neuroléptico16 (SMN).
Devido a sua ação antiadrenérgica, LEPONEX pode reduzir o efeito hipertensor da noradrenalina53 ou de outros agentes predominantemente adrenérgicos54 e reverter o efeito pressor da adrenalina55.
Com relação a anestesia56, os efeitos de LEPONEX são semelhantes aos de outros fármacos psicoativos tricíclicos. LEPONEX tem ação anticolinérgica acentuada. Se ocorrer hipotensão39, deve-se evitar o uso de adrenalina55, pois o efeito antiadrenérgico de LEPONEX poderia resultar em uma reação paradoxal57, com piora da hipotensão39. É preferível em tal situação, administrar-se angiotensina.

                                - Efeitos colaterais9
Hematológicos
Desenvolvimento de granulocitopenia e agranulocitose14 é um risco inerente ao tratamento com LEPONEX. Embora geralmente reversível com a interrupção do tratamento, a agranulocitose14 pode resultar em septicemia58 e pode ser fatal. A maioria dos casos (aproximadamente 85%) ocorre nas primeiras 18 semanas de tratamento. Como é necessária a interrupção imediata do tratamento para impedir o desenvolvimento da potencialmente letal agranulocitose14, é imperioso o controle da contagem total de leucócitos32 (conforme descrito em "Advertências" e "Medidas Especiais de Precaução").
Pode ocorrer eosinofilia59 e/ou leucocitose60 inexplicada, especialmente nas primeiras semanas de tratamento. Muito raramente LEPONEX pode causar trombocitopenia61.
Casos isolados de vários tipos de leucemia62 têm sido relatados em pacientes tratados com LEPONEX. Entretanto, não há evidência sugestiva de uma relação causal entre a clozapina e qualquer tipo de leucemia62. O índice de ocorrência relatado está dentro dos limites de incidência45 da doença registrados na população em geral.
Sistema nervoso central63
Fadiga64, sonolência e sedação3 estão entre os efeitos colaterais9 mais comumente observados. Podem também ocorrer tontura65 e cefaléia66.
LEPONEX pode causar alterações do EEG, inclusive com ocorrência de complexos pico e onda. Reduz o limiar convulsivo de forma dose-dependente e pode induzir abalos mioclônicos67 ou convulsões generalizadas. Nesse caso, a dose deve ser reduzida e, se necessário, deve ser iniciado tratamento com anticonvulsivante. Deve-se evitar a carbamazepina, em virtude de seu potencial efeito mielossupressor, e, com os demais fármacos anticonvulsivantes, deve-se levar em conta a possibilidade de interação farmacocinética. Tem-se verificado que o ácido valpróico produz apenas aumentos insignificantes no nível plasmático da clozapina e que é bem tolerado na maioria dos pacientes que o recebem em associação com LEPONEX.
Em casos raros, LEPONEX pode produzir confusão mental, inquietação, agitação e delirium68. Podem ocorrer sintomas4 extrapiramidais, mas estes são mais leves e menos freqüentes do que aqueles observados durante o tratamento com neurolépticos1 típicos. Há relatos de rigidez, tremor e acatisia7, mas distonia5 aguda não é comprovadamente um efeito colateral15 do tratamento com LEPONEX.
Muito raramente, discinesia tardia21 tem sido relatada em pacientes em uso de LEPONEX, tratados anteriormente com outros antipsicóticos, e, portanto, uma relação causal não pode ser estabelecida. Pacientes com discinesia tardia21 induzida por outros neurolépticos1 melhoraram com Leponex.
Casos de síndrome6 maligna do neuroléptico16 (SMN) têm sido relatados em pacientes tratados com LEPONEX, quer em uso isolado ou associado ao lítio ou a outros psicofármacos.
Sistema nervoso autônomo69
São relatados boca70 seca, visão71 turva e distúrbios de regulação da sudorese72 e da temperatura.  Sialorréia73 é um efeito colateral15 farmacologicamente inesperado, mas relativamente comum.
Sistema cardiovascular74
Podem ocorrer taquicardia75 e hipotensão39 postural, com ou sem síncope40, especialmente nas primeiras semanas de tratamento. Também pode ocorrer hipertensão76, embora mais raramente. Em casos raros, foi relatado  colapso27 circulatório grave (veja "Outras Precauções" e "Interações"). Podem ocorrer alterações de ECG e  foram relatados
casos isolados de arritmia77 cardíaca, pericardite78 e miocardite79 (com ou sem eosinofilia59), dos quais alguns foram fatais. Portanto, em pacientes em tratamento com clozapina, que desenvolverem distúrbios cardíacos não-específicos, o diagnóstico80 de miocardite79 deve ser considerado e, se confirmado, o tratamento com LEPONEX deve ser descontinuado.
Raros casos de tromboembolismo46 foram relatados.
Sistema respiratório81
Em casos isolados ocorreu parada ou depressão respiratória, com ou sem colapso27 circulatório (ver "Outras Precauções" e "Interações").
Raramente, aspiração de alimento ingerido pode ocorrer em paciente com disfagia82 ou em conseqüência de dose excessiva.
Sistema gastrointestinal
Podem ocorrer náusea83, vômito84, constipação85 e, muito raramente, íleo paralítico86. São relatados aumentos de enzimas hepáticas87 e raros casos de colestase88. Como evento raro, o tratamento com LEPONEX pode estar associado a disfagia82, uma possível causa de aspiração. Em raros casos, foi relatada pancreatite89 aguda.
Sistema geniturinário

São relatadas incontinência90 e retenção urinária91 e, em casos isolados, priapismo92. Casos isolados de nefrite93 intersticial94 aguda têm sido relatados em associação ao tratamento com LEPONEX.
                               

Diversos de Leponex

Pode ocorrer hipertermia benigna, especialmente nas primeiras semanas de tratamento.
Há relatos isolados de reações cutâneas95.
Em raras ocasiões, hiperglicemia96 foi relatada em pacientes em tratamento com LEPONEX.
Raramente tem ocorrido aumento nos valores da CPK.
Em alguns pacientes em tratamento prolongado, observa-se considerável ganho ponderal97.
Sabe-se que pode ocorrer morte inexplicada em pacientes psiquiátricos que recebem medicação antipsicótica convencional, mas também entre  pacientes psiquiátricos não tratados. Há relatos isolados de morte súbita em pacientes que recebiam LEPONEX.

Dose Excessiva de Leponex

Em casos de superdose aguda intencional ou acidental com LEPONEX, nos quais existe informação sobre a evolução, o índice de mortalidade98 situa-se em torno de 12%. A maioria das fatalidades foi associada a insuficiência cardíaca99 ou pneumonia100 por aspiração e ocorreu com doses superiores a 2.000 mg. Há relatos de pacientes que se recuperaram após ingerir doses superiores a 10.000 mg. Entretanto, em alguns indivíduos adultos, primariamente sem exposição prévia a LEPONEX, mesmo a ingestão de dose em torno de 400 mg produziu condições comatosas com risco de morte e, em um caso, morte. Em crianças pequenas, a ingestão de 50 mg a 200 mg resultou em profunda sedação3 ou coma101, sem êxito letal.
Sinais102 e sintomas4 : sonolência, letargia103, arreflexia, coma101,  confusão mental, alucinações104, agitação, delirium68, sintomas4 extrapiramidais, hiper-reflexia, convulsões; sialorréia73, midríase105, visão71 turva, labilidade térmica; hipotensão39, colapso27, taquicardia75, arritmias106 cardíacas; pneumonia100 por aspiração, dispnéia107, depressão ou parada respiratória.  
Tratamento : lavagem gástrica108 e/ou administração de carvão ativado nas primeiras 6 horas após a ingestão do medicamento (diálise peritoneal109 e hemodiálise110 provavelmente não são eficazes). Tratamento sintomático111 com monitorização cardíaca contínua, observação da respiração, controle do equilíbrio hidroeletrolítico112 e ácido-básico. O uso de adrenalina55 e seus derivados deve ser evitado no tratamento da hipotensão39, em vista do efeito antiadrenérgico de LEPONEX.
É necessária rigorosa supervisão médica durante cinco dias, pelo menos, em virtude da possibilidade de reações retardadas.

                               
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LEPONEX - Laboratório

NOVARTIS
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Complementos

1 Neurolépticos: Medicamento que exerce ação calmante sobre o sistema nervoso, tranquilizante, psicoléptico.
2 Dopamina: É um mediador químico presente nas glândulas suprarrenais, indispensável para a atividade normal do cérebro.
3 Sedação: 1. Ato ou efeito de sedar. 2. Aplicação de sedativo visando aliviar sensação física, por exemplo, de dor. 3. Diminuição de irritabilidade, de nervosismo, como efeito de sedativo. 4. Moderação de hiperatividade orgânica.
4 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
5 Distonia: Contração muscular involuntária causando distúrbios funcionais, dolorosos e estéticos.
6 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
7 Acatisia: Síndrome caracterizada por sentimentos de inquietação interna que se manifesta por incapacidade de se manter quieta. É frequentemente causada por medicamentos neurolépticos.
8 Prolactina: Hormônio secretado pela adeno-hipófise. Estimula a produção de leite pelas glândulas mamárias. O aumento de produção da prolactina provoca a hiperprolactinemia, podendo causar alteração menstrual e infertilidade nas mulheres. No homem, gera impotência sexual (por prejudicar a produção de testosterona) e ginecomastia (aumento das mamas).
9 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
10 Ginecomastia: Aumento anormal de uma ou ambas as glândulas mamárias no homem. Associa-se a diferentes enfermidades como cirrose, tumores testiculares, etc. Em certas ocasiões ocorrem de forma idiopática.
11 Amenorréia: É a ausência de menstruação pelo período equivalente a 3 ciclos menstruais ou 6 meses (o que ocorrer primeiro). Para períodos inferiores, utiliza-se o termo atraso menstrual.
12 Galactorréia: Secreção mamária anormal de leite fora do período de amamentação. Pode ser produzida por distúrbios hormonais ou pela ação de medicamentos.
13 Impotência: Incapacidade para ter ou manter a ereção para atividades sexuais. Também chamada de disfunção erétil.
14 Agranulocitose: Doença causada pela falta ou número insuficiente de leucócitos granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos), que se manifesta como ulcerações na garganta e outras mucosas, seguidas por infecções graves.
15 Efeito colateral: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
16 Neuroléptico: Medicamento que exerce ação calmante sobre o sistema nervoso, tranquilizante, psicoléptico.
17 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
18 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
19 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
20 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
21 Discinesia tardia: Síndrome potencialmente irreversível, caracterizada por movimentos repetitivos, involuntários e não intencionais dos músculos da língua, boca, face, pescoço e (mais raramente) das extremidades. Ela se caracteriza por movimentos discinéticos involuntários e irreversíveis e pode se desenvolver com o uso de medicamentos tais como antipsicóticos e neurolépticos.
22 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
23 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
24 Recorrência: 1. Retorno, repetição. 2. Em medicina, é o reaparecimento dos sintomas característicos de uma doença, após a sua completa remissão. 3. Em informática, é a repetição continuada da mesma operação ou grupo de operações. 4. Em psicologia, é a volta à memória.
25 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
26 Afecções: Quaisquer alterações patológicas do corpo. Em psicologia, estado de morbidez, de anormalidade psíquica.
27 Colapso: 1. Em patologia, é um estado semelhante ao choque, caracterizado por prostração extrema, grande perda de líquido, acompanhado geralmente de insuficiência cardíaca. 2. Em medicina, é o achatamento conjunto das paredes de uma estrutura. 3. No sentido figurado, é uma diminuição súbita de eficiência, de poder. Derrocada, desmoronamento, ruína. 4. Em botânica, é a perda da turgescência de tecido vegetal.
28 SNC: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
29 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
30 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
31 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
32 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
33 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
34 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
35 Neutrófilos: Leucócitos granulares que apresentam um núcleo composto de três a cinco lóbulos conectados por filamenos delgados de cromatina. O citoplasma contém grânulos finos e inconspícuos que coram-se com corantes neutros.
36 Granulócitos: Leucócitos que apresentam muitos grânulos no citoplasma. São divididos em três grupos, conforme as características (neutrofílicas, eosinofílicas e basofílicas) de coloração destes grânulos. São granulócitos maduros os NEUTRÓFILOS, EOSINÓFILOS e BASÓFILOS.
37 Gripe: Doença viral adquirida através do contágio interpessoal que se caracteriza por faringite, febre, dores musculares generalizadas, náuseas, etc. Sua duração é de aproximadamente cinco a sete dias e tem uma maior incidência nos meses frios. Em geral desaparece naturalmente sem tratamento, apenas com medidas de controle geral (repouso relativo, ingestão de líquidos, etc.). Os antibióticos não funcionam na gripe e não devem ser utilizados de rotina.
38 Macrófagos: É uma célula grande, derivada do monócito do sangue. Ela tem a função de englobar e destruir, por fagocitose, corpos estranhos e volumosos.
39 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
40 Síncope: Perda breve e repentina da consciência, geralmente com rápida recuperação. Comum em pessoas idosas. Suas causas são múltiplas: doença cerebrovascular, convulsões, arritmias, doença cardíaca, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar, hipoglicemia, intoxicações, hipotensão postural, síncope situacional ou vasopressora, infecções, causas psicogênicas e desconhecidas.
41 Convulsão: Episódio agudo caracterizado pela presença de contrações musculares espasmódicas permanentes e/ou repetitivas (tônicas, clônicas ou tônico-clônicas). Em geral está associada à perda de consciência e relaxamento dos esfíncteres. Pode ser devida a medicamentos ou doenças.
42 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
43 Hipertrofia: 1. Desenvolvimento ou crescimento excessivo de um órgão ou de parte dele devido a um aumento do tamanho de suas células constituintes. 2. Desenvolvimento ou crescimento excessivo, em tamanho ou em complexidade (de alguma coisa). 3. Em medicina, é aumento do tamanho (mas não da quantidade) de células que compõem um tecido. Pode ser acompanhada pelo aumento do tamanho do órgão do qual faz parte.
44 Glaucoma: É quando há aumento da pressão intra-ocular e danos ao nervo óptico decorrentes desse aumento de pressão. Esses danos se expressam no exame de fundo de olho e por alterações no campo de visão.
45 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
46 Tromboembolismo: Doença produzida pela impactação de um fragmento de um trombo. É produzida quando este se desprende de seu lugar de origem, e é levado pela corrente sangüínea até produzir a oclusão de uma artéria distante do local de origem do trombo. Esta oclusão pode ter diversas conseqüências, desde leves até fatais, dependendo do tamanho do vaso ocluído e do tipo de circulação do órgão onde se deu a oclusão.
47 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
48 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.
49 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
50 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
51 Mão: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
52 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
53 Noradrenalina: Mediador químico do grupo das catecolaminas, liberado pelas fibras nervosas simpáticas, precursor da adrenalina na parte interna das cápsulas das glândulas suprarrenais.
54 Adrenérgicos: Que agem sobre certos receptores específicos do sistema simpático, como o faz a adrenalina.
55 Adrenalina: 1. Hormônio secretado pela medula das glândulas suprarrenais. Atua no mecanismo da elevação da pressão sanguínea, é importante na produção de respostas fisiológicas rápidas do organismo aos estímulos externos. Usualmente utilizado como estimulante cardíaco, como vasoconstritor nas hemorragias da pele, para prolongar os efeitos de anestésicos locais e como relaxante muscular na asma brônquica. 2. No sentido informal significa disposição física, emocional e mental na realização de tarefas, projetos, etc. Energia, força, vigor.
56 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.
57 Paradoxal: Que contém ou se baseia em paradoxo(s), que aprecia paradoxo(s). Paradoxo é o pensamento, proposição ou argumento que contraria os princípios básicos e gerais que costumam orientar o pensamento humano, ou desafia a opinião consabida, a crença ordinária e compartilhada pela maioria. É a aparente falta de nexo ou de lógica; contradição.
58 Septicemia: Septicemia ou sepse é uma infecção generalizada grave que ocorre devido à presença de micro-organismos patogênicos e suas toxinas na corrente sanguínea. Geralmente ela ocorre a partir de outra infecção já existente.
59 Eosinofilia: Propriedade de se corar facilmente pela eosina. Em patologia, é o aumento anormal de eosinófilos no sangue, característico de alergias e infestações por parasitas. Em patologia, é o acúmulo de eosinófilos em um tecido ou exsudato.
60 Leucocitose: É o aumento no número de glóbulos brancos (leucócitos) no sangue, geralmente maior que 8.000 por mm³. Ocorre em diferentes patologias como em resposta a infecções ou processos inflamatórios. Entretanto, também pode ser o resultado de uma reação normal em certas condições como a gravidez, a menstruação e o exercício muscular.
61 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
62 Leucemia: Doença maligna caracterizada pela proliferação anormal de elementos celulares que originam os glóbulos brancos (leucócitos). Como resultado, produz-se a substituição do tecido normal por células cancerosas, com conseqüente diminuição da capacidade imunológica, anemia, distúrbios da função plaquetária, etc.
63 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
64 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
65 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
66 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
67 Mioclônicos: Contrações musculares súbitas e involuntárias que se verificam especialmente nas mãos e nos pés, devido à descarga patológica de um grupo de células nervosas.
68 Delirium: Alteração aguda da consciência ou da lucidez mental, provocado por uma causa orgânica. O delirium tem causa orgânica e cessa se a causa orgânica cessar. Ele pode acontecer nos traumas cranianos, nas infecções etc. Os exemplos mais típicos são o delirium do alcoólatra crônico e o delirium febril.
69 Sistema nervoso autônomo: Parte do sistema nervoso que controla funções como respiração, circulação do sangue, controle de temperatura e da digestão.
70 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
71 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
72 Sudorese: Suor excessivo
73 Sialorreia: Produção excessiva de saliva; hipersialose. Escoamento de saliva para fora da boca, geralmente por causa de problemas de deglutição ou paralisia facial.
74 Sistema cardiovascular: O sistema cardiovascular ou sistema circulatório sanguíneo é formado por um circuito fechado de tubos (artérias, veias e capilares) dentro dos quais circula o sangue e por um órgão central, o coração, que atua como bomba. Ele move o sangue através dos vasos sanguíneos e distribui substâncias por todo o organismo.
75 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
76 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
77 Arritmia: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
78 Pericardite: Inflamação da membrana que recobre externamente o coração e os vasos sanguíneos que saem dele. Os sintomas dependem da velocidade e grau de lesão que produz. Variam desde dor torácica, febre, até o tamponamento cardíaco, que é uma emergência médica potencialmente fatal.
79 Miocardite: 1. Inflamação das paredes musculares do coração. 2. Infecção do miocárdio causada por bactéria, vírus ou outros microrganismos.
80 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
81 Sistema Respiratório: Órgãos e estruturas tubulares e cavernosas, por meio das quais a ventilação pulmonar e as trocas gasosas entre o ar externo e o sangue são realizadas.
82 Disfagia: Sensação consciente da passagem dos alimentos através do esôfago. Pode estar associado a doenças motoras, inflamatórias ou tumorais deste órgão.
83 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
84 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
85 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
86 Íleo paralítico: O íleo adinâmico, também denominado íleo paralítico, reflexo, por inibição ou pós-operatório, é definido como uma atonia reflexa gastrintestinal, onde o conteúdo não é propelido através do lúmen, devido à parada da atividade peristáltica, sem uma causa mecânica. É distúrbio comum do pós-operatório podendo-se afirmar que ocorre após toda cirurgia abdominal, como resposta “fisiológica“ à intervenção, variando somente sua intensidade, afetando todo o aparelho digestivo ou parte dele.
87 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
88 Colestase: Retardamento ou interrupção do fluxo nos canais biliares.
89 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
90 Incontinência: Perda do controle da bexiga ou do intestino, perda acidental de urina ou fezes.
91 Retenção urinária: É um problema de esvaziamento da bexiga causado por diferentes condições. Normalmente, o ato miccional pode ser iniciado voluntariamente e a bexiga se esvazia por completo. Retenção urinária é a retenção anormal de urina na bexiga.
92 Priapismo: Condição, associada ou não a um estímulo sexual, na qual o pênis ereto não retorna ao seu estado flácido habitual. Essa ereção é involuntária, duradora (cerca de 4 horas), geralmente dolorosa e potencialmente danosa, podendo levar à impotência sexual irreversível, constituindo-se numa emergência médica.
93 Nefrite: Termo que significa “inflamação do rim” e que agrupa doenças caracterizadas por lesões imunológicas ou infecciosas do tecido renal. Alguns exemplos são a nefrite intersticial por drogas, a glomerulonefrite pós-estreptocócica, etc. Podem manifestar-se por hipertensão arterial, hematúria e dor lombar.
94 Intersticial: Relativo a ou situado em interstícios, que são pequenos espaços entre as partes de um todo ou entre duas coisas contíguas (por exemplo, entre moléculas, células, etc.). Na anatomia geral, diz-se de tecido de sustentação localizado nos interstícios de um órgão, especialmente de vasos sanguíneos e tecido conjuntivo.
95 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
96 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
97 Ponderal: Relativo a peso, equilíbrio. Exemplos: Perda ponderal = perda de peso, emagrecimento. Ganho ponderal = ganho de peso.
98 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
99 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
100 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
101 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo “comer.“
102 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
103 Letargia: Em psicopatologia, é o estado de profunda e prolongada inconsciência, semelhante ao sono profundo, do qual a pessoa pode ser despertada, mas ao qual retorna logo a seguir. Por extensão de sentido, é a incapacidade de reagir e de expressar emoções; apatia, inércia e/ou desinteresse.
104 Alucinações: Perturbações mentais que se caracterizam pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensações sem objeto. Impressões ou noções falsas, sem fundamento na realidade; devaneios, delírios, enganos, ilusões.
105 Midríase: Dilatação da pupila. Ela pode ser fisiológica, patológica ou terapêutica.
106 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
107 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
108 Lavagem gástrica: É a introdução, através de sonda nasogástrica, de líquido na cavidade gástrica, seguida de sua remoção.
109 Diálise peritoneal: Ao invés de utilizar um filtro artificial para “limpar“ o sangue, é utilizado o peritônio, que é uma membrana localizada dentro do abdômen e que reveste os órgãos internos. Através da colocação de um catéter flexível no abdômen, é feita a infusão de um líquido semelhante a um soro na cavidade abdominal. Este líquido, que chamamos de banho de diálise, vai entrar em contato com o peritônio, e por ele será feita a retirada das substâncias tóxicas do sangue. Após um período de permanência do banho de diálise na cavidade abdominal, este fica saturado de substâncias tóxicas e é então retirado, sendo feita em seguida a infusão de novo banho de diálise. Esse processo é realizado de uma forma contínua e é conhecido por CAPD, sigla em inglês que significa diálise peritoneal ambulatorial contínua. A diálise peritoneal é uma forma segura de tratamento realizada atualmente por mais de 100.000 pacientes no mundo todo.
110 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
111 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
112 Hidroeletrolítico: Aproximadamente 60% do peso de um adulto são representados por líquido (água e eletrólitos). O líquido corporal localiza-se em dois compartimentos, o espaço intracelular (dentro das células) e o espaço extracelular (fora das células). Os eletrólitos nos líquidos corporais são substâncias químicas ativas. Eles são cátions, que carregam cargas positivas, e ânions, que transportam cargas negativas. Os principais cátions são os íons sódio, potássio, cálcio, magnésio e hidrogênio. Os principais ânions são os íons cloreto, bicarbonato, fosfato e sulfato.
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