FOLINATO DE CÁLCIO

EUROFARMA

Atualizado em 08/12/2014

FOLINATO DE CÁLCIO


Medicamento genérico Lei nº 9.787, de 1999


Pó liófilo injetável

Forma Farmacêutica e Apresentação do Folinato de Cálcio

Pó liófilo injetável 50 mg. Embalagens contendo 50 frascos-ampola com 50 mg de folinato de cálcio.

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

Administração intramuscular e intravenosa.

Composição do Folinato de Cálcio

Cada frasco-ampola contém:

folinato de cálcio (equivalente a 50 mg de ácido folínico) ............................. 54 mg

Excipientes q.s.p. ........................................................................ 1 frasco-ampola

Excipientes: cloreto de sódio.

Informações ao Paciente do Folinato de Cálcio

Ação esperada do medicamento
Folinato de cálcio é indicado na terapia de “resgate” dos efeitos tóxicos de medicamentos, como o metotrexato, que age como antagonista1 do ácido fólico, em profilaxia ou tratamento. Também é indicado para tratar anemias megaloblásticas associadas a deficiência nutricional, na gravidez2, na infância e em outras afecções3 que interferem com a absorção de vitaminas.


Cuidados de armazenamento

Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Proteger da luz.


Prazo de validade

Desde que observados os devidos cuidados de conservação, o prazo de validade de folinato de cálcio é de 24 meses, contados a partir da data de fabricação impressa em sua embalagem externa.


NÃO USE MEDICAMENTOS COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO.


Gravidez2 e lactação4

Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez2 na vigência do tratamento ou após o seu término.

Não se sabe se folinato de cálcio é excretado no leite materno. Informe ao seu médico se está amamentando.


Cuidados de administração

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.


Interrupção do tratamento

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico; somente o médico poderá avaliar a eficácia da terapia. A interrupção do tratamento pode ocasionar a não obtenção dos resultados esperados.



Reações adversas

Informe ao seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, tais como erupções cutâneas5, urticária6, prurido7 e reações de hipersensibilidade.

Nenhuma outra reação adversa tem sido atribuída ao uso do folinato de cálcio.


TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.


Ingestão concomitante com outras substâncias

Quantidades excessivas de folinato de cálcio podem anular o efeito quimioterápico dos antagonistas do ácido fólico. Altas doses podem também antagonizar os efeitos das substâncias anticonvulsivantes (fenobarbital, fenitoína e primidona), assim como pode aumentar a freqüência de convulsões em crianças.

Não são conhecidas interações deste medicamento com alimentos e álcool. Entretanto, recomenda-se não ingerir bebidas alcóolicas durante o tratamento.


Contra-indicações e precauções

O uso deste medicamento é contra-indicado em caso de hipersensibilidade conhecida ao folinato de cálcio.

Folinato de cálcio não é recomendado no tratamento de anemia perniciosa8 nem de outros estados anêmicos megaloblásticos secundários à deficiência de vitamina9 B12, pois pode produzir uma remissão do quadro hematológico ao mesmo tempo em que as manifestações hematológicas continuam progredindo.

A deficiência de vitaminas não se produz em indivíduos sadios que recebem uma dieta equilibrada e suficiente. Ademais, deficiência de somente uma das vitaminas é rara, sendo que a ingestão de uma dieta inadequada normalmente dá lugar a deficiências múltiplas. Sempre que possível, é preferível melhorar ou adequar a dieta do que suplementá-la com vitaminas.

Não usar vitaminas como substitutos de uma dieta equilibrada. Os suplementos dietéticos podem ser necessários quando a ingestão dietética for insuficiente ou quando aumentam as suas necessidades.

Os pacientes que recebem folinato de cálcio para remissão dos efeitos tóxicos do metotrexato ou outros antagonistas do ácido fólico, devem estar sob supervisão de um médico com experiência no uso de metotrexato.

Informe ao seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.


NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE10.

Informações Técnicas do Folinato de Cálcio


Descrição

O folinato de cálcio é um dos vários derivados ativos, reduzidos quimicamente do ácido fólico. É também conhecido como ácido folínico, fator Citrovorum ou 5-formil-5,6,7,8 ácido tetrahidrofólico. Este composto apresenta a denominação química de ácido L-glutâmico N-[4-(2-amino-5-formil-1,4,5,6,7,8-hexaidro-4-oxo-6-pteridinil)-metil]amino]benzoil] cálcico (1:1). Sua massa molecular é 511,51 g/mol e sua fórmula estrutural é:


O folinato de cálcio injetável é indicado para administração intravenosa ou intramuscular, apresentando pó estéril criodessecado. O frasco-ampola contendo 50 mg está isento de preservativo. O cloreto de sódio é utilizado como excipiente, e se encontra na concentração de 40 mg na apresentação de 50 mg/frasco-ampola. Contém 0,004 mEq de cálcio por mg de folinato de cálcio.


Farmacologia11

Folinato de cálcio é uma mistura de diastereoisômeros do 5-formil derivado do ácido tetraidrofólico (THF). O composto biologicamente ativo da mistura é o (-)-L- isômero conhecido como fator Citrovorum ou (-)-ácido folínico. O folinato de cálcio não necessita redução pela enzima12 diidrofolato redutase para participar nas reações que utilizam folatos como fonte doadora de “átomo de carbono”. O L-folinato de cálcio (L,5-formil-THF) é rapidamente metabolizado (via 5,10-metinil-THF) e em seguida 5,10-metileno-THF a L-5-metilTHF. O L-5-metil-THF pode ainda ser metabolizado por outras vias alternativas de novo a 5,10-metileno-THF, que é convertido a 5-metil-THF, por redução catalítica enzimática irreversível, usando os cofatores FADH2 e NADPH.

A administração de folinato de cálcio pode reduzir os efeitos terapêuticos e tóxicos dos antagonistas do ácido fólico, como o metotrexato, que age inibindo a diidrofolato redutase.

Por outro lado, o folinato de cálcio pode potencializar os efeitos terapêutico e tóxico das fluoropirimidinas utilizadas na terapia do câncer13, como fluoruracila.

A administração concomitante de folinato de cálcio não parece alterar a farmacocinética plasmática da fluoruracila. A fluoruracila é metabolizada a ácido fluorodeoxiuridílico, que se liga à enzima12 timidilato sintetase (enzima12 importante na reparação e replicação do DNA). O folinato de cálcio é rapidamente convertido a outro folato reduzido, o 5,10-metileno-THF, que atua estabilizando a ligação do ácido fluorodeoxiuridílico à timidilato sintetase, e desta forma aumenta a inibição desta enzima12.


Farmacocinética

A farmacocinética, após administração intravenosa e intramuscular de uma dose de 25 mg de folinato de cálcio foi estudada em voluntários do sexo masculino.

Após administração intravenosa, a concentração sérica de folatos reduzidos (como determinados pelo ensaio do Lactobacillus casei) atingiu uma concentração média de 1259 ng/mL (variando de 897 ng/mL a 1.625 ng/mL), em um tempo médio de 10 minutos. A elevação inicial nos folatos reduzidos totais foi primariamente devido ao composto inicial, isto é, 5-formil-THF (determinado pelo ensaio do Streptococcus faecalis) que atingiu a concentração de 1.206 ng/mL, aos 10 minutos. A redução acentuada na concentração do 5-formil-THF, coincidiu com o aparecimento do metabólito14 ativo 5-metil-THF, que se tornou a forma predominante do fármaco15 na circulação16.

A concentração média de 5-metil-THF foi de 258 ng/mL e ocorreu após 1,3 horas. A meia-vida terminal para os folatos reduzidos totais foi de 6,2 horas.

As áreas AUC’s (área sobre a curva concentração em relação ao tempo) para/L leucovorina, D-leucovorina e 5-metil-THF foram 28,4 ± 3,5, 956 ± 97 e 129 ± 12 (mg, min/L ± e.p.), respectivamente. Quando da utilização de doses maiores de d,L-leucovorina (200 mg/m2) resultados semelhantes foram obtidos. A concentração do isômero d persistiu no plasma17 em concentrações que excederam àquelas do isômero L.

Após injeção intramuscular18, a pico médio do nível sérico total de folatos reduzidos foi de 436 ng/mL (variação entre 240 ng/mL a 725 ng/mL) e ocorreu em 52 minutos. Semelhante à administração intravenosa, o grande aumento inicial deveu-se ao composto 5-formil-THF, com pico médio de 360 ng/mL em 28 minutos. A seguir, o nível do metabólito14 5-metil-THF aumenta, representando 50% do total de folatos circulantes em 1,5 horas. O pico médio de 5-metil-THF foi de 226 ng/mL após 2,8 horas. A meia-vida terminal para os folatos reduzidos totais foi de 6,2 horas. Não se observou diferença estatisticamente significante entre as vias intramuscular e intravenosa nas AUCs para folatos reduzidos totais, 5-formil-THF ou 5-metil-THF. O metabólito14

ativo, 5-metil-THF, é excretado pelos rins19 (80 a 90%) e pela bile20 (5 a 8%).


- INDICAÇÕES

O “resgate” com folinato de cálcio é indicado para diminuir a toxicidade21 e para amenizar as ações dos antagonistas do ácido fólico, como o metotrexato, na terapia citotóxica; quando da eliminação diminuída do metotrexato e na superdosagem acidental de antagonistas do ácido fólico.

O folinato de cálcio é também indicado no tratamento das anemias megaloblásticas devidas à redução de folatos quando a terapia por via oral não é possível de ser utilizada.

O folinato de cálcio é também indicado para uso em terapia combinada22 com fluoruracila (5-FU) para aumentar a eficácia do 5-FU no tratamento paliativo23 de pacientes portadores de carcinoma24 coloretal avançado.


Contra-Indicações do Folinato de Cálcio

O USO DESTE MEDICAMENTO É CONTRA-INDICADO EM CASO DE HIPERSENSIBILIDADE CONHECIDA AO FOLINATO DE CÁLCIO.

O FOLINATO DE CÁLCIO REPRESENTA TERAPIA INADEQUADA NO TRATAMENTO DA ANEMIA PERNICIOSA8 E DE OUTRAS ANEMIAS MEGALOBLÁSTICAS SECUNDÁRIAS À DEFICIÊNCIA DA VITAMINA9 B12. PODE OCORRER UMA REMISSÃO HEMATOLÓGICA, AO MESMO TEMPO EM QUE AS MANIFESTAÇÕES NEUROLÓGICAS CONTINUAM PROGREDINDO.

Precauções e Advertências do Folinato de Cálcio

NO TRATAMENTO DA SUPERDOSAGEM ACIDENTAL COM ANTAGONISTAS DO ÁCIDO FÓLICO, POR EXEMPLO O METOTREXANO, O FOLINATO DE CÁLCIO DEVE SER ADMINISTRADO O MAIS RAPIDAMENTE POSSÍVEL. QUANTO MAIOR O INTERVALO ENTRE A ADMINISTRAÇÃO DE ANTIFOLATOS E A INSTITUIÇÃO DA TERAPIA DE “RESGATE ” PELO FOLINATO DE CÁLCIO, MENOR A SUA EFICÁCIA EM REDUZIR A TOXICIDADE21 DOS ANTAGONISTAS DO ÁCIDO FÓLICO.

A MONITORIZAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO SÉRICA DE METOTREXATO (MTX) É ESSENCIAL PARA DETERMINAR A DOSE ÓTIMA E A DURAÇÃO DO TRATAMENTO COM FOLINATO DE CÁLCIO.

A LENTIFICAÇÃO DA EXCREÇÃO DE METOTREXANO PODE SER CAUSADA POR ACÚMULO DE FLUIDO NO “TERCEIRO ESPAÇO” (POR EXEMPLO, ASCITE25, E/OU EFUSÕES26 PLEURAIS), INSUFICIÊNCIA RENAL27 OU HIDRATAÇÃO INADEQUADA. NESTAS CIRCUSTÂNCIAS DOSES MAIS ELEVADAS DE FOLINATO DE CÁLCIO OU ADMINISTRAÇÃO PROLONGADA PODEM SER INDICADAS.

DEVIDO AO ÁLCOOL BENZÍLICO, CONTIDO EM ALGUNS DILUENTES, COMO POR EXEMPLO, ÁGUA BACTERIOSTÁTICA PARA INJEÇÃO28, USADA PARA DILUIR O FOLINATO DE CÁLCIO INJETÁVEL, QUANDO DOSES MAIORES QUE 10 MG/M2 SÃO ADMINISTRADAS, O FOLINATO DE CÁLCIO INJETÁVEL DEVE SER RECONSTITUÍDO COM ÁGUA PARA INJEÇÃO28 (VIDE “POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO”).

DEVIDO AO CONTEÚDO DE CÁLCIO DA SOLUÇÃO DE FOLINATO DE CÁLCIO, NÃO MAIS DE 160 MG DE FOLINATO DE CÁLCIO (16 ML DE UMA SOLUÇÃO 10 MG/ML OU 8 ML DE UMA SOLUÇÃO DE 20 MG/ML POR MINUTO) PODEM SER INJETADAS POR VIA INTRAVENOSA POR MINUTO (VIDE “POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO”).

O FOLINATO DE CÁLCIO AUMENTA A TOXICIDADE21 DA FLUORURACILA. A QUANDO AMBOS OS FÁRMACOS SÃO ADMINISTRADOS CONCOMITANTEMENTE NO TRATAMENTO PALIATIVO23 DO CARCINOMA24 COLORETAL AVANÇADO, A DOSE DE FLUORURACILA DEVE SER MENOR QUE A HABITUALMENTE UTILIZADA. EMBORA A TOXICIDADE21 OBSERVADA EM PACIENTES TRATADOS COM FOLINATO DE CÁLCIO E FLUORURACILA SEJAM QUALITATIVAMENTE SEMELHANTES ÀQUELA OBSERVADA EM PACIENTES TRATADOS COM FLUORURACILA ISOLADAMENTE, A TOXICIDADE21 GASTRINTESTINAL (PARTICULARMENTE ESTOMATITE29 E DIARRÉIA30) É OBSERVADA COM MAIOR FREQÜÊNCIA E PODE ATÉ SER MAIS GRAVE E DE DURAÇÃO PROLONGADA EM PACIENTES TRATADOS COM A COMBINAÇÃO.

A TERAPIA COMBINADA22 COM FOLINATO DE CÁLCIO /FLUORURACILA NÃO DEVE SER INICIADA OU CONTINUADA EM PACIENTES QUE APRESENTAM SINTOMAS31 DE TOXICIDADE21 GASTRINTESTINAL DE QUALQUER GRAVIDADE ATÉ QUE ESTES SINTOMAS31 DESAPARE ÇAM COMPLETAMENTE.

PACIENTES COM DIARRÉIA30 DEVEM SER MONITORADOS CUIDADOSAMENTE ATÉ CESSAR A DIARRÉIA30, UMA VEZ QUE PODE OCORRER DETERIORAÇÃO CLÍNICA RÁPIDA QUE PODE INCLUSIVE LEVAR À MORTE. PACIENTES IDOSOS E/OU DEBILITADOS APRESENTAM RISCOS MAIORES DE TOXICIDADE21 GASTRINTESTINAL.

GERAIS: O FOLINATO DE CÁLCIO SOMENTE DEVE SER UTILIZADO COM ANTA GONISTAS DO ÁCIDO FÓLICO, EXEMPLO METOTREXANO, OU FLUOROPIRIMIDINAS, EXEMPLO FLUORURACILA, SOB SUPERVISÃO MÉDICA DIRETA DE CLÍNICO EXPERIENTE COM O USO DE AGENTES QUIMIOTERÁPICOS ANTICANCERÍGENOS. CUIDADOS ESPECIAIS DEVEM SER TOMADOS QUANDO O TRATAMENTO DE GERIATRIAS OU PACIENTES DEBILITADOS PORTADORES DE CARCINOMA24 COLORETAL, QUANDO DO USO COMBINADO DE FOLINATO DE CÁLCIO/FLUORURACILA, UMA VEZ QUE ESTES PACIENTES PODEM TER AUMENTO DO RISCO DE TOXICIDADE21 GRAVE.

PACIENTES EM TRATAMENTOS COM FOLINATO DE CÁLCIO APÓS TERAPIA POR METOTREXATO, INCLUINDO SUPERDOSAGEM ACIDENTAL OU DEFICIÊNCIA EM SUA ELIMINAÇÃO, DEVEM TER DETERMINADOS OS NÍVEIS SÉRICOS DE CREATININA32 E METOTREXATO A CADA 24 HORAS. AS DOSES DE FOLINATO DE CÁLCIO DEVEM SER AJUSTADAS, DE ACORDO COM OS RESULTADOS DOS EXAMES LABORATORIAIS (VIDE “POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO”).

PACIENTES SENDO TRATADOS COM A COMBINAÇÃO FOLINATO DE CÁLCIO /FLUORURACILA DEVEM FAZER HEMOGRAMA COMPLETO COM CONTAGEM DIFERENCIAL DE LEUCÓCITOS33 E PLAQUETAS34 ANTES DE CADA TRATAMENTO. DURANTE OS DOIS PRIMEIROS CICLOS DE ADMINISTRAÇÃO, O HEMOGRAMA COMPLETO COM CONTAGEM DIFERENCIAL DE LEUCÓCITOS33 E PLAQUETAS34 DEVE SER REPETIDO SEMANALMENTE E EM SEGUIDA UMA VEZ A CADA CICLO A TEMPO DE PREVENIR QUE A CONTAGEM DE LEUCÓCITOS33 CAIA A UM NÍVEL EXTREMAMENTE BAIXO. ELETRÓLITOS35 E TESTES DE FUNÇÃO HEPÁTICA36 DEVEM SER REALIZADOS ANTES DE CADA TRATAMENTO PARA OS PRIMEIROS TRÊS CICLOS E EM SEGUIDA IMEDIATAMENTE ANTES DE CADA CICLO. A MODIFICAÇÃO NAS DOSES DE FLUORURACILA DEVEM SER INSTITUÍDAS DA SEGUINTE MANEIRA, COM BASE NOS SINAIS37 DE TOXICIDADE21 GRAVE:



NA EVENTUALIDADE DE OCORREREM SINAIS37 DE TOXICIDADE21 A DOSE DE FLUORURACILA PODE SER AUMENTADA EM 10%. O TRATAMENTO DEVE SER SUSPENSO, ATÉ QUE O NÚMERO DE LEUCÓCITOS33 ATINJA 4.000/MM3 E O DE PLAQUETAS34 130.000/MM3. SE A CONTAGEM DE CÉLULAS38 SANGÜÍNEAS NÃO ATINGIR ESTE NÍVEL DENTRO DE DUAS SEMANAS, O TRATAMENTO DEVE SER DESCONTINUADO. OS PACIENTES DEVEM SER AVALIADOS ATRAVÉS DE EXAME FÍSICO ANTES DE CADA CICLO, INCLUSIVE COM OS EXAMES RADIOLÓGICOS APROPRIADOS, SEMPRE QUE NECESSÁRIO. O TRATAMENTO DEVE SER DESCONTINUADO QUANDO SEJAM OBSERVADAS EVIDÊNCIAS CLARAS DE PROGRESSÃO TUMORAL.



• USO DURANTE A GRAVIDEZ2 E LACTAÇÃO4

ESTUDOS REPRODUTIVOS REALIZADOS EM RATAS E COELHAS, COM DOSES, NO MÍNIMO 50 VEZES MAIORES QUE A DOSE HUMANA, NÃO REVELARAM EVIDÊNCIAS LESIVAS AO FETO39 ATRIBUÍVEIS AO FOLINATO DE CÁLCIO. NÃO EXISTEM, ENTRETANTO, ESTUDOS ADEQUADOS E BEM CONTROLADOS EM MULHERES GRÁVIDAS. UMA VEZ QUE OS ESTUDOS REPRODUTIVOS EM ANIMAIS NÃO EXTRAPOLÁVEIS PARA A RESPOSTA HUMANA, RECOMENDA-SE QUE O FOLINATO DE CÁLCIO SEJA UTILIZADO DURANTE A GRAVIDEZ2 SOMENTE SE HOUVER UMA NECESSIDADE IMPERIOSA E MANDATÓRIA.

É DESCONHECIDO SE O FOLINATO DE CÁLCIO É EXCRETADO PELO LEITE HUMANO. DEVIDO AO FATO DE QUE MUITAS DROGAS SÃO ELIMINADAS PELA GLÂNDULA40 MAMÁRIA, CUIDADOS ESPECIAIS DEVEM SER INSTITUÍDOS QUANDO DA UTILIZAÇÃO DO FOLINATO DE CÁLCIO POR MÃES QUE ESTÃO AMAMENTANDO.



• USO EM PORTADORES DE INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA41 E/OU RENAL42

O FOLINATO DE CÁLCIO NÃO TEM EFEITO SOBRE A TOXICIDADE21 NÃO HEMATOLÓGICA DO METOTREXATO, TAIS COMO A NEFROTOXICIDADE43 RESULTANTE DA AÇÃO DO MEDICAMENTO E/OU A PRECIPITAÇÃO DE METABÓLITOS44 NO RIM45.



• EFEITOS SOBRE A HABILIDADE DE DIRIGIR VEÍCULOS E/OU OPERAR MÁQUINAS

NÃO HÁ EVIDÊNCIAS DE QUE FOLINATO DE CÁLCIO DIMINUA A HABILIDADE DE DIRIGIR VEÍCULOS E/OU OPERAR MÁQUINAS.


- INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

O USO DE ALTAS DOSES DE ÁCIDO FÓLICO PODE ANTA GONIZAR OS EFEITOS ANTIPILÉTICOS DO FENOBARBITAL, DA FENITOÍNA E DA PRIMIDONA E AUMENTAR A FREQÜÊNCIA DE CONVULSÕES EM CRIANÇAS SUSCEPTÍVEIS. ESTUDOS PRELIMINARES EM ANIMAIS E EM SERES HUMANOS MOSTRAM QUE PEQUENAS QUANTIDADES DE FOLINATO DE CÁLCIO ADMINISTRADO POR VIA SISTÊMICA PENETRAM NO LÍQUIDO CÉFALO RAQUIDIANO INICIALMENTE COMO 5-METIL-THF E EM SERES HUMANOS PERMANECE DE 1 A 3 ORDENS DA MAGNITUDE MENOR QUE A CONCENTRAÇÃO USUAL DE METOTREXATO ADMINISTRADO POR VIA INTRATECAL. ENTRETANT, ALTAS DOSES DE FOLINATO DE CÁLCIO PODEM REDUZIR A EFICÁCIA DO METOTREXATO ADMINISTRADO POR VIA INTRATECAL. O FOLINATO DE CÁLCIO PODE AUMENTAR A TOXICIDADE21 DO FLUORURACILA (VIDE “PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS”).


Reações Adversas do Folinato de Cálcio

SENSIBILIZAÇÃO ALÉRGICA, INCLUINDO REAÇÕES ANAFILACTÓIDES E URTICÁRIA6 FORAM RELATADAS APÓS ADMINISTRAÇÃO PARENTERAL DE FOLINATO DE CÁLCIO. NENHUMA OUTRA REAÇÃO ADVERSA FOI ATRIBUÍDA AO USO DO FOLINATO DE CÁLCIO DE PER SI.

EM TERAPIA COMBINADA22 COM FLUORURACILA, A TOXICIDADE21 DE FLUORURACILA É AUMENTADA PELO FOLINATO DE CÁLCIO. AS MANIFESTAÇÕES MAIS COMUNS SÃO ESTOMATITE29, DIARRÉIA30 E LEUCOPENIA46 QUE PODEM SER DOSE-LIMITANTES. EM PACIENTES COM DIARRÉIA30, PODE OCORRER UMA RÁPIDA DETERIORAÇÃO CLÍNICA QUE PODE LEVAR À MORTE.

Administração e Posologia do Folinato de Cálcio

O uso de folinato de cálcio como “resgate” após terapia por metotrexato: as recomendações para uso do folinato de cálcio como terapêutica47 de “resgate” tomam por base a dose de metotrexato de 12 – 15 g/m2 administrado por infusão venosa durante um período de 4 horas (Vide “Informações técnicas”).

O uso “resgate” do folinato de cálcio na dose de 15 mg (aproximadamente 10 mg/m2) a cada 6 horas, total de 10 doses, deve ser iniciado 24 horas após o início da infusão de metotrexato. Na presença de toxicidade21 gastrintestinal, náuseas48 ou vômitos49 a administração do folinato de cálcio deve ser realizada por via parenteral.

Os níveis séricos de creatinina32 e de metotrexato devem ser determinados no mínimo, uma vez ao dia. A administração de folinato de cálcio, hidratação e a alcalinização da urina50 (pH igual ou superior a 7,0) deve ser continuada até que os níveis séricos de metotrexato se encontrem abaixo de 5X10-8 M (0,05 micromolar) A dose de folinato de cálcio deve ser ajustada ou o “resgate” com folinato de cálcio deve ser continuado com base nas seguintes diretrizes:


Doses e diretrizes terapêuticas para “resgate” com folinato de cálcio:



Pacientes que apresentam eliminação diminuída inicial do metotrexato são susceptíveis ao desenvolvimento de insuficiência renal27 reversível. Ao lado de uma terapia apropriada com folinato de cálcio, estes pacientes requerem contínua hidratação e alcalinização urinária assim como monitorização cuidadosa do seu equilíbrio hídrico e eletrolítico até que os níveis de metotrexato caiam abaixo de 0,05 micromolar e a insuficiência renal27 seja solucinada.

Alguns pacientes podem apresentar anormalidades na eliminação do metotrexato ou na função renal42, após administração de metotrexato, que são significativas mas menos graves que as anormalidades descritas na tabela anterior. Estas anormalidades podem ou não estar associadas com significativa toxicidade21 clínica. Na eventualidade de se observar a toxicidade21 clínica significativa, o uso do folinato de cálcio como “resgate” deve ser continuado por período adicional de 24 horas (total de 14 doses em 84 horas) nos ciclos terapêuticos subseqüentes. A possibilidade de que o paciente esteja tomando outros medicamentos que interajam com o metotrexato (por exemplo, medicamentos que interfiram com a eliminação do metotrexato ou com sua ligação à albumina51 sérica) deve ser reconsiderada, quando anormalidades laboratoriais ou sinais37 clínicos de toxicidade21 são observados.

Eliminação Deficiente do Metotrexato ou Superdosagem Acidental do Folinato de Cálcio

o emprego do folinato de cálcio como terapia de “resgate” deve ser iniciado rapidamente, após uma superdosagem acidental e dentro do período de 24 horas após administração de metotrexato quando da existência de eliminação deficiente (vide “Precauções e Administração”). O folinato de cálcio na dose de 10 mg/m2 deve ser administrado por via intravenosa ou intramuscular a cada 6 horas até que os níveis séricos de metotrexato se encontrem abaixo de 10-8 M. Os níveis séricos de creatinina32 e de metotrexato devem ser determinados a cada período de 24 horas. Se após 24 horas os níveis de creatinina32 aumentarem 50% acima da linha de base ou se os níveis de metotrexato forem maiores que 5X10-6 M ou se após 48 horas seu nível for maior que 9X10-7 M, a dose de folinato de cálcio deve ser aumentada para 100 mg/m2 a cada 3 horas por via intravenosa até que os níveis de metotrexato sejam menores que 10-8 M.

Hidratação (3 L/dia) e alcalinização urinária com solução de bicarbonato de sódio devem ser empregadas de forma concomitante. A dose de bicarbonato deve ser ajustada para manter o pH da urina50 igual ou superior a 7,0.

  - Anemia megaloblástica52 devida a deficiência de ácido fólico: A dose recomendada é de até 1,0 mg ao dia. Não existem evidências de que doses maiores que 1 mg/dia apresentem maior eficácia; a perda de folatos na urina50 torna-se praticamente logarítima quando a quantidade administrada é maior que 1,0 mg.

  - Carcinoma24 coloretal avançado: Administrar folinato de cálcio na dose de 200 mg/m2 por via intravenosa em injeção28 lenta, em um período mínimo de 3 minutos, seguido da injeção28 venosa de fluoracila na dose de 370 mg/m2.

O tratamento deve ser repetido diariamente por 5 dias. Os tratamentos por cinco dias devem ser repetidos a intervalos de 4 semanas (28 dias) por dois ciclos e em seguida repetir a cada 4 a 5 semanas (28-35 dias) de intervalo, desde que o paciente tenha se recuperado completamente dos efeitos tóxicos do tratamento anterior (vide “Precauções e advertências”).

Em laboratórios subseqüentes, a dose de fluoruracila deve ser ajustada baseado na tolerância do paciente ao tratamento anterior. A dose de fluoruracila deve ser reduzida em 20% para pacientes53 que experimentaram toxicidade21 hematológica e gastrintestinal moderada no tratamento anterior e em 30% para pacientes53 que experimentaram toxicidade21 grave (Vide “Precauções e advertências”). Para os pacientes que não experimentaram toxicidade21 no tratamento anterior a dose de fluoruracila pode ser aumentada em 10%. As doses de folinato de cálcio não devem ser ajustadas pela toxicidade21.

Várias outras doses e esquemas terapêuticos utilizando folinato de cálcio /fluoruracila foram avaliados em pacientes com carcinoma24 coloretal avançado; alguns destes esquemas terapêuticos alternativos demonstraram eficácia no tratamento desta doença, entretanto pesquisa clínica adicional se faz necessária para confirmar segurança e eficácia destes regimes terapêuticos alternativos utilizando folinato de cálcio /fluoruracila.

Reconstituição:
Cada frasco-ampola de 50 mg de folinato de cálcio injetável, quando reconstituído com 5 mL, com diluente apropriado fornece uma concentração de folinato de cálcio de 10 mg/mL. O folinato de cálcio injetável não contém conservantes. Reconstituir com água bacteriostática para injeção28, que contém álcool benzílico, ou água para injeção28. Quando reconstituída com água bacteriostática para injeção28, a solução resultante deve ser utilizada dentro de um período de 7 dias, quando armazenada em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Se o produto for reconstituído com água para injeção28, deve ser utilizado imediatamente.

Devido ao álcool benzílico contido na água bacteriostática para injeção28, quando da administração de doses maiores que 10 mg/m2 de folinato de cálcio liofilizado54 injetável, este deverá ser reconstituído com água estéril para injeção28 e usado imediatamente. Motivado pelo conteúdo de cálcio de solução de folinato de cálcio, não mais que 160 mg de folinato de cálcio deve ser injetada por via intravenosa por minuto (16 mL da solução 10 mg/mL, ou 8 mL da solução 20 mg/mL.).

Produtos injetáveis para uso parenteral devem ser inspecionados visualmente para a presença de partículas ou descoloração antes de sua administração, desde que o frasco o permita.

  - Diluição de soluções reconstituídas para infusão venosa:

Soluções reconstituídas podem ser mais uma vez diluídas com soro55 fisiológico56 normal, dextrose57 a 5 ou 10%, dextrose57 a 5 ou 10% em salina normal, Ringer Lactato58 Injetável e solução de Ringer. Estas soluções são para uso imediato mas podem ser armazenadas por até 24 horas sob refrigeração (entre 2°C e 8°C), se necessário.


- SUPERDOSAGEM

A administração de doses excessivas de folinato de cálcio pode anular os efeitos quimioterápicos dos antagonistas do ácido fólico.


Pacientes Idosos do Folinato de Cálcio

Devem-se seguir as gerais descritas anteriormente.


VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

N.º de lote, data de fabricação e prazo de validade: VIDE CARTUCHO.

Para sua segurança mantenha esta embalagem até o uso total do medicamento.

MS - 1.0043.0776 - Farm. Resp: Dra. Sônia Albano Badaró - CRF-SP 19.258


EUROFARMA LABORATÓRIOS LTDA

Av. Ver. José Diniz, 3.465 - São Paulo - SP

CNPJ 61.190.096/0001-92

Indústria Brasileira

FOLINATO DE CÁLCIO - Laboratório

EUROFARMA
Av. Ver. José Diniz, 3465 - Campo Belo
São Paulo/SP - CEP: 04603-003
Tel: 0800-704-3876
Email: euroatende@eurofarma.com.br
Site: http://www.eurofarma.com.br/

Ver outros medicamentos do laboratório "EUROFARMA"

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Antagonista: 1. Opositor. 2. Adversário. 3. Em anatomia geral, que ou o que, numa mesma região anatômica ou função fisiológica, trabalha em sentido contrário (diz-se de músculo). 4. Em medicina, que realiza movimento contrário ou oposto a outro (diz-se de músculo). 5. Em farmácia, que ou o que tende a anular a ação de outro agente (diz-se de agente, medicamento etc.). Agem como bloqueadores de receptores. 6. Em odontologia, que se articula em oposição (diz-se de ou qualquer dente em relação ao da maxila oposta).
2 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
3 Afecções: Quaisquer alterações patológicas do corpo. Em psicologia, estado de morbidez, de anormalidade psíquica.
4 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
5 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
6 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
7 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
8 Anemia Perniciosa: Doença causada pela incapacidade do organismo absorver a vitamina B12. Mais corretamente, ela se refere a uma doença autoimune que resulta na perda da função das células gástricas parietais, que secretam ácido clorídrico para acidificar o estômago e o fator intrínseco gástrico que facilita a absorção da vitamina B12.
9 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
10 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
11 Farmacologia: Ramo da medicina que estuda as propriedades químicas dos medicamentos e suas respectivas classificações.
12 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
13 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
14 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
15 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
16 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
17 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
18 Injeção intramuscular: Injetar medicamento em forma líquida no músculo através do uso de uma agulha e seringa.
19 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
20 Bile: Agente emulsificador produzido no FÍGADO e secretado para dentro do DUODENO. Sua composição é formada por s ÁCIDOS E SAIS BILIARES, COLESTEROL e ELETRÓLITOS. A bile auxilia a DIGESTÃO das gorduras no duodeno.
21 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
22 Terapia combinada: Uso de medicações diferentes ao mesmo tempo (agentes hipoglicemiantes orais ou um agente hipoglicemiante oral e insulina, por exemplo) para administrar os níveis de glicose sangüínea em pessoas com diabetes tipo 2.
23 Paliativo: 1. Que ou o que tem a qualidade de acalmar, de abrandar temporariamente um mal (diz-se de medicamento ou tratamento); anódino. 2. Que serve para atenuar um mal ou protelar uma crise (diz-se de meio, iniciativa etc.).
24 Carcinoma: Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
25 Ascite: Acúmulo anormal de líquido na cavidade peritoneal. Pode estar associada a diferentes doenças como cirrose, insuficiência cardíaca, câncer de ovário, esquistossomose, etc.
26 Efusões: 1. Saída de algum líquido ou gás; derramamento, espalhamento. 2. No sentido figurado, manifestação expansiva de sentimentos amistosos, de afeto, de alegria. 3. Escoamento de um gás através de uma pequena abertura, causado pela agitação térmica das moléculas do gás. 4. Derramamento de lava relativamente fluida sobre a superfície terrestre.
27 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
28 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
29 Estomatite: Inflamação da mucosa oral produzida por infecção viral, bacteriana, micótica ou por doença auto-imune. É caracterizada por dor, ardor e vermelhidão da mucosa, podendo depositar-se sobre a mesma uma membrana brancacenta (leucoplasia), ou ser acompanhada de bolhas e vesículas.
30 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
31 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
32 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
33 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
34 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
35 Eletrólitos: Em eletricidade, é um condutor elétrico de natureza líquida ou sólida, no qual cargas são transportadas por meio de íons. Em química, é uma substância que dissolvida em água se torna condutora de corrente elétrica.
36 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
37 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
38 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
39 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
40 Glândula: Estrutura do organismo especializada na produção de substâncias que podem ser lançadas na corrente sangüínea (glândulas endócrinas) ou em uma superfície mucosa ou cutânea (glândulas exócrinas). A saliva, o suor, o muco, são exemplos de produtos de glândulas exócrinas. Os hormônios da tireóide, a insulina e os estrógenos são de secreção endócrina.
41 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
42 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
43 Nefrotoxicidade: É um dano nos rins causado por substâncias químicas chamadas nefrotoxinas.
44 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
45 Rim: Os rins são órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
46 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
47 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
48 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
49 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
50 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
51 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
52 Anemia megaloblástica: É uma doença na qual a medula óssea produz hemácias gigantes e imaturas. Esse distúrbio é provocado pela carência de vitamina B12 ou de ácido fólico no organismo. Uma vez que esses fatores são importantes para a síntese de DNA e responsáveis pela eritropoiese, a sua falta causa um defeito na síntese de DNA, levando ao desequilíbrio no crescimento e divisão celular.
53 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
54 Liofilizado: Submetido à liofilização, que é a desidratação de substâncias realizada em baixas temperaturas, usada especialmente na conservação de alimentos, em medicamentos, etc.
55 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
56 Fisiológico: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
57 Dextrose: Também chamada de glicose. Açúcar encontrado no sangue que serve como principal fonte de energia do organismo.
58 Lactato: Sal ou éster do ácido láctico ou ânion dele derivado.

Tem alguma dúvida sobre FOLINATO DE CÁLCIO?

Pergunte diretamente a um especialista

Sua pergunta será enviada aos especialistas do CatalogoMed, veja as dúvidas já respondidas.