ALERGOLON

BIOLABFARMA

Atualizado em 23/11/2009

ALERGOLON

Metilprednisolona

Indicações - ALERGOLON

Alergolon é indicado nas seguintes condições:

Doenças dermatológicas: pênfigo; dermatite1 vesiculosa, eritema multiforme2 grave (síndrome de Stevens- Johnson), dermatite1 esfoliativa, micose3 fungóide, psoríase grave e dermatite1 seborréica grave.Estados alérgicos: controle das condições alérgicas graves e incapacitantes, resistentes ao tratamento com terapia convencional4, como: rinites alérgicas sazonais ou perenes, asma5, dermatite1 de contato, dermatite1 atópica, doença do soro6 e reações de hipersensibilidade a medicamentos.
Doenças endócrinas: insuficiência adrenocortical primária ou secundária (avaliando- se a necessidade do uso combinado suplementar de um mineralocorticóide), hiperplasia7 adrenal congênita, hipercalcemia associada com câncer e tireoidite não supurativa.
Doenças reumáticas: como terapia auxiliar em tratamento de período curto, durante a fase aguda ou de exacerbação dos quadros de: artrite8 psoriásica, artrite8 reumatóide, inclusive artrite8 reumatóide juvenil, espondilite anquilosante, bursites aguda e sub- aguda, tenossinovite aguda não-específica, artrite8 gotosa aguda, osteoartrite9 pós-traumática e epicondilite.
Doenças do colágeno: durante a exacerbação ou como terapia de manutenção do lupus10 eritematoso11 sistêmico, dermatomiosite sistêmica e cardite reumática aguda.
Doenças oftalmológicas: alergia12 crônica grave e processos inflamatórios envolvendo os olhos13 e seus anexos14 como: úlcera alérgica marginal da córnea, herpes zoster15 oftálmico, inflamação do segmento anterior, uveíte e coroidite posteriores difusas, conjuntivite16 alérgica, ceratite, cório- retinite, irite17 e iridociclite.
Doenças respiratórias: sarcoidose18 sintomática, síndrome de Loeffler resistente ao tratamento convencional, beriliose19, tuberculose20 pulmonar fulminante ou disseminada, sempre conjuntamente à quimioterapia21 antituberculose apropriada e pneumonia22 aspirativa.
Doenças hematológicas: púrpura trombocitopênica idiopática em adultos, trombocitopenia23 secundária em adultos, anemia24 hemolítica adquirida (auto- imune), eritroblastopenia e anemia24 hipoplástica congênita.
Doenças neoplásticas: como tratamento paliativo25 de leucemias e linfomas em adultos e leucemia26 aguda infantil.
Estados edematosos: para induzir diurese27 ou remissão de proteinúria na síndrome nefrótica sem uremia28, do tipo idiopático ou devido a lúpus eritematoso11.
Doenças gastrointestinais: para auxiliar o paciente a superar o período crítico da colite29 ulcerativa e enterite localizada.
Sistema nervoso30: exarcebações agudas de esclerose31 múltipla, edema32 cerebral (tumoral ou traumático), como paliativo25 de tumores cerebrais inoperáveis, paralisia33 facial, algumas polirradiculoneurites e miastenia34.
Outras: meningite35 tuberculosa com bloqueio subaracnóide instalado ou iminente, quando usado concomitantemente com quimioterapia21 antituberculosa apropriada e triquinose36 com comprometimento neurológico ou do miocárdio.
Uso pediátrico ou adulto.

Forma Farmacêutica e apresentações - ALERGOLON

Comprimido 4 mg. Caixa com 21 comprimidos.

Contra-indicações - ALERGOLON

Em geral são as mesmas da corticoterapia; em particular, todos os estados infecciosos e/ou micóticos não controlados por um tratamento específico, algumas viroses em evolução, principalmente herpes na zona ocular, gota37, úlceras gástrica ou duodenal ativas, estados psicóticos, cirrose38 alcoólica com ascite39, hepatite40 aguda a vírus A, B ou não A não B, administração de vacinas virais vivas e hipersensibilidade aos componentes da fórmula.

Cuidados e Advertências - ALERGOLON

Gerais:A insuficiência adrenocortical secundária droga- induzida, pode ser minimizada por gradual redução da dosagem. Este tipo de insuficiência pode persistir por meses após a descontinuação da terapia; entretanto, em qualquer situação de estresse ocorrida neste período, a terapia hormonal pode ser reinstituída. Como a secreção mineralocorticóide pode estar diminuída, sal e/ou mineralocorticóide pode ser administrado concomitantemente.
Há um aumento dos efeitos corticosteróides em pacientes com hipotireoidismo41 e naqueles com cirrose38.
Corticosteróides não devem ser utilizados em pacientes com herpes simples ocular, em função do risco de perfuração da córnea. Somente a avaliação médica da relação risco/benefício poderá determinar sua prescrição, sempre com cauteloso acompanhamento.
A menor dose possível de corticosteróide deve ser usada para controlar a condição sob tratamento e quando a interrupção do tratamento for possível, ela deve ocorrer de forma gradual.
Estados psicóticos podem surgir quando corticosteróides são usados, como, por exemplo: euforia, insônia, mudança de personalidade, depressão, humor alterado e manifestações psicóticas. Também, já existindo instabilidade emocional ou tendências psicóticas, estas podem ser agravadas pelos corticosteróides. Não é recomendado o uso de corticosteróides nestes casos a não ser após avaliação médica da relação risco/benefício e sob cuidadoso acompanhamento.
O ácido acetilsalicílico deve ser usado com cautela juntamente com corticosteróides em casos de hipoprotrombinemia.
Os esteróides não devem ser utilizados na colite29 ulcerativa não- específica, se houver a probabilidade de perfuração iminente, abcesso ou outra infecção piogênica, diverticulite42, anastomose43 intestinal recente, úlcera péptica latente ou ativa, insuficiência renal44, hipertensão, osteoporose45 e miastenia34 grave. Quando houver necessidade de sua administração, somente o médico poderá fazê-lo após avaliação da relação risco/benefício e sob contínua monitorização.
Os corticosteróides podem mascarar alguns sinais46 de infecções, assim como novas infecções podem aparecer durante o seu uso. Infecções com qualquer patógeno, incluindo infecções viral, bacteriana, fúngica, protozoária ou helmíntica, em qualquer localização do corpo, podem estar associadas com o uso de corticosteróides simples ou em combinação com outros agentes imunossupressores que afetam a imunidade47 celular, humoral48 ou a função neutrófila. Estas infecções são geralmente leves, mas podem tornar- se graves e até fatais. Com o aumento das doses de corticosteróides, também aumentam as taxas de ocorrência de complicações infecciosas. Pode haver diminuição da resistência orgânica e dificuldade para localizar as infecções em pacientes submetidos a tratamento com corticosteróides.
Foi relatada a ocorrência de sarcoma de Kaposi49 em pacientes recebendo terapia corticosteróide. A descontinuidade dos corticosteróides pode resultar em remissão clínica.
Embora ensaios clínicos controlados tenham demonstrado que os corticosteróides são eficazes na rápida resolução da exacerbação de esclerose31 múltipla, não ficou provado que eles afetam o resultado final ou a história natural dessa doença.
Desde que as complicações terapêuticas advindas do tratamento com glicocorticóides dependem da quantidade da dose e da duração do tratamento, a relação risco/benefício deve ser avaliada em cada caso, assim como a dose, a duração do tratamento e se a terapia deve ser diária ou intermitente50.
A administração de vacinas virais vivas atenuadas é contra- indicada em pacientes recebendo doses imunossupressoras de corticosteróides. Vacinas mortas ou inativadas podem ser administradas a esses pacientes; no entanto, a resposta à estas vacinas pode estar reduzida. Procedimentos de imunização podem ser utilizados em pacientes recebendo doses não imunossupressoras de corticosteróides.
O uso de metilprednisolona em tuberculose20 ativa deve ficar restrito aos casos fulminantes ou disseminados, nos quais o corticosteróide é usado para o tratamento da doença em combinação com um regime antituberculose apropriado. Caso os corticosteróides sejam indicados em pacientes com tuberculose20 latente ou reativos à tuberculina, é necessário acompanhamento cuidadoso, pois pode ocorrer reativação da doença. Durante terapia corticosteróide prolongada, estes pacientes podem receber quimioprofiláticos.
Pacientes que estão utilizando medicamentos supressores do sistema imune51 são mais susceptíveis à infecções que os indivíduos saudáveis. Sarampo52 e varicela53, por exemplo, podem se expressar com maior gravidade e mesmo de modo letal em crianças não imunizadas ou adultos recebendo corticosteróides. Crianças e adultos que não tiveram estas doenças devem tomar cuidados especiais e evitar a exposição. Caso haja exposição à varicela53, é indicado a profilaxia com imunoglobulina54 específica. Caso haja exposição ao sarampo52, é indicado a profilaxia com um "pool" de imunoglobulinas55 via intramuscular. Caso a varicela53 se desenvolva, o tratamento com agentes antivirais deve ser considerado.
O uso prolongado de corticosteróides pode produzir catarata56 subcapsular posterior, glaucoma57 com possível dano no nervo óptico e aumento das infecções oculares secundárias devido a fungos ou vírus.
Gravidez58: os estudos clínicos com corticosteróides em mulheres grávidas são insuficientes. Estudos em animais demonstraram que os corticosteróides atravessam a barreira placentária. Em altas doses, os corticosteróides administrados em animais, no início da gravidez58, produziram fenda palatina, feto59 natimorto e redução no tamanho fetal. Crianças nascidas de mães que receberam doses importantes de corticosteróides durante a gravidez58 devem ser cuidadosamente observadas quanto a sinais46 de hipoadrenalismo. Assim, deve ser cuidadosamente avaliada a relação dos benefícios do uso do medicamento contra os potenciais riscos para a mãe, embrião ou feto59.

Lactação: os corticosteróides são excretados no leite materno e podem comprometer o crescimento, interferir com a produção endógena de corticosteróide ou causar efeitos indesejáveis na criança amamentada. Recomenda- se que mães que estão tomando doses farmacológicas de corticosteróides não amamentem seus filhos. No entanto, diversos estudos sugerem que as quantidades excretadas no leite materno são negligenciáveis (doses de metilprednisolona menores ou iguais a 8 mg/dia ou grandes doses durante curto período de tempo) e não causam prejuízo à criança.

Pediatria: o uso prolongado de terapia com corticosteróides pode inibir o crescimento e o desenvolvimento das crianças e adolescentes; portanto, devem ser empregados com cautela nestes casos, além de cuidadoso acompanhamento.

Geriatria (idosos): deve- se avaliar a relação risco/benefício para a prescrição dos corticosteróides. Regra geral, deve-se administrar baixas doses nesse grupo etário devido as mudanças corporais causadas pela idade (por exemplo, diminuição da massa muscular e do volume plasmático). Deve-se monitorar a pressão sangüínea (tendência para elevar-se), a glicemia60 e os eletrólitos no sangue61 pelo menos a cada 6 meses. Os idosos, sobretudo as mulheres, são mais propensos à osteoporose45 induzida por glicocorticóides.

Insuficiência renal44: pode ocorrer na presença de doença renal44 com uma taxa de filtração gromerular fixa ou reduzida. Utilizar com cuidado na insuficiência renal44, glomerulonefrite62 aguda e nefrite63 crônica.

Interações Medicamentosas - ALERGOLON

O uso de corticosteróides com as drogas listadas abaixo, promove interações farmacocinéticas de importância clínica:

Antiarrítmicos (biperidil, sotalol, amiodarona e os de classe I tipo quinidina): a hipopotassemia64 é um desencadeante da mesma forma que a bradicardia65 e um espaço QT longo pré- existente. Deve-se, antes, prevenir e, se possível, corrigir a hipopotassemia64.
Ciclosporina: ocorre mútua inibição dos metabolismos dos medicamentos. É possível que reações adversas associadas com o uso individual de cada medicamento possam ser acentuadas. Convulsão foi reportada com o uso conjunto de metilprednisolona.
Fenobarbital, fenitoína, rifampicina e primidona: podem aumentar a depuração da metilprednisolona, requerendo assim maiores doses desta última para alcançar a resposta desejada.
Cetoconazol e troleandomicina: podem inibir o metabolismo66 da metilprednisolona e desta maneira reduzir sua depuração. A dose de metilprednisolona deve ser titulada para evitar a toxicidade67 pelo esteróide.
Ácido acetilsalicílico: a metilprednisolona pode aumentar a depuração do ácido acetilsalicílico em altas doses. Isto pode conduzir a um decréscimo do nível sérico de salicilato ou aumento do risco de toxicidade67 salicílica quando a metilprednisolona for retirada. O ácido acetilsalicílico deve ser utilizado com cautela em combinação com corticosteróides em pacientes com hipoprotrombinemia.
Anticoagulantes68 orais (cumarínicos e hidantoínicos): as reações são variáveis. Há relatos de aumento, assim como de diminuição dos efeitos anticoagulantes68, quando administrados conjuntamente com corticosteróides. Portanto, o índice de coagulação deve ser monitorizado para se manter o desejado efeito anticoagulante69.
Heparina: aumento do risco de hemorragia70 (mucosa71 digestiva e ou mais) de corticosteróides.
Contraceptivos orais: a meia- vida e a concentração dos corticosteróides pode aumentar e a depuração reduzir-se.
Estrógenos: podem diminuir a depuração dos corticosteróides.
Digitálicos glicosídicos: a co- administração pode realçar a possibilidade de toxicidade67 digitálica associada com hipopotassemia64.
Isoniazida: pode ter sua concentração sangüínea diminuída.

•  Interferência em Exames Laboratoriais: A Glicose72 urinária e o colesterol73 sérico podem ter seus níveis aumentados. Pode ocorrer diminuição dos níveis séricos de potássio, triidotironina (T3) e tiroxina (T4). Resultados falso- negativos com o teste de nitro-blue-tetrazol para infecções bacterianas.

Reações Adversas - ALERGOLON

Distúrbios eletrolíticos: retenção de sódio, retenção de fluidos, falência cardíaca congestiva, perda de potássio, alcalose74 hipopotássica e hipertensão.Músculos esqueléticos: fraqueza muscular, miopatia75 esteróide, perda de massa muscular, osteoporose45, ruptura do tendão (principalmente do tendão de Aquiles), fratura76 e compressão vertebral, necrose77 asséptica das cabeças do fêmur e úmero, e fratura76 patológica dos ossos longos78.
Dermatológicas: dificuldade na cicatrização de feridas, equimose79 e petéquia, maior sudação, supressão das reações aos testes na pele80, pele80 frágil e eritema81 facial.
Gastrointestinais: úlcera péptica com possível perfuração e hemorragia70, pancreatite82, distenção abdominal, esofagite83 ulcerativa, aumento da alanina transaminase (ALT, SGPT), aspartato transaminase (AST, SGOT) e fosfatase alcalina84. Essas alterações são pequenas, não estão associadas com qualquer síndrome clínica e são reversíveis com a descontinuidade do tratamento com o corticosteróide.
Metabólica: balanço de nitrogênio negativo devido ao catabolismo85 protéico.
Neurológicas: pressão intracraniana aumentada com papiledema, usualmente após o tratamento, convulsão, vertigem86 e dor de cabeça.
Endócrinas: irregularidades menstruais, desenvolvimento de estado cushingóide, supressão do crescimento nas crianças, redução da tolerância aos carboidratos, manifestação do diabetes melito87 latente, aumento das necessidades de insulina88 ou agente hipoglicemiantes orais89, adrenocortical secundária e pituitária insensível, principalmente em casos de estresse, como em traumas, cirurgias ou doenças.
Oftálmicas: catarata56 subcapsular posterior, pressão intraocular aumentada, glaucoma57 e exoftalmia.
Outras: urticária ou outra alergia12, reações anafiláticas ou de hipersensibilidade.

Posologia - ALERGOLON

As dosagens requeridas de Alergolon são variáveis e devem ser individualizadas com base na doença sob tratamento e na resposta do paciente.

Terapia inicial: A dosagem inicial de Alergolon pode variar de 4 mg a 48 mg/dia, dependendo da doença a ser tratada. Em situações menos graves, baixas doses são normalmente suficientes, enquanto que pacientes diferenciados podem requerer doses iniciais mais altas. A dose inicial deve ser mantida ou ajustada até obter- se resposta clínica satisfatória. Se após um razoável período de tempo houver falta de resposta clínica satisfatória, o Alergolon deve ser descontinuado e, ao paciente, estabelecida outra terapia apropriada.

Corticoterapia de curto prazo sugerida:
1º dia: tomar 2 comprimidos antes do café, 1 comprimido após o almoço, 1 comprimido após o jantar e 2 comprimidos antes de dormir;
2º dia: tomar 1 comprimido antes do café, 1 comprimido após o almoço, 1 comprimido após o jantar e 2 comprimidos antes de dormir;
3º dia: tomar 1 comprimido antes do café, 1 comprimido após o almoço, 1 comprimido após o jantar e 1 comprimido antes de dormir;
4º dia: tomar 1 comprimido antes do café, 1 comprimido após o almoço e 1 comprimido antes de dormir;
5º dia: tomar 1 comprimido antes do café e 1 comprimido antes de dormir;
6º dia: tomar 1 comprimido antes do café.

A menos que o médico indique outra forma de tomar todos os seis comprimidos da sequência rotulada como 1º dia devem ser tomados no mesmo dia que o paciente receber a receita médica, mesmo que o paciente só a receba no fim do dia.

Todos os seis comprimidos devem ser tomados imediatamente como uma dose única, ou podem ser divididos em duas ou três doses e serem tomados em intervalos regulares entre a hora que o paciente recebeu a receita e a sua hora de dormir.

Terapia de manutenção: Após obtenção de resposta favorável, a dose de manutenção de Alergolon deve ser determinada por diminuição gradual da dose inicial, em intervalos de tempo regulares, de forma a utilizar a menor dose possível do Alergolon com o efeito clínico desejado. É necessário constante monitoramento da dosagem do medicamento.
Estão incluídas nas situações onde podem ser necessários ajustes de dosagem: mudanças do estado clínico secundário para remissões ou exacerbações da doença, a resposta individual do paciente ao medicamento, o efeito da exposição do paciente a situações estressantes não diretamente ligadas à doença sob tratamento. Nesta última situação, pode ser necessário aumentar a dosagem de Alergolon por um período de tempo, condizente com a condição do paciente. Se após uma terapia de longo prazo for necessário interromper o uso de Alergolon, recomenda- se que a descontinuidade seja feita gradual e não abruptamente.

Esclerose31 múltipla: No tratamento da exacerbação aguda da esclerose31 múltipla, doses diárias de 160 mg de Alergolon durante uma semana, seguidas de 64 mg de Alergolon todos os dias durante um mês mostraram- se efetivas.
Terapia em dias alternados: É um regime de dosagem no qual o dobro da dose usual diária de corticóide é administrada em manhãs alternadas. O propósito desta terapia é propiciar ao paciente um tratamento por longo prazo, com os benefícios dos corticóides e mínimos efeitos indesejáveis como supressão pituitária- adrenal, estado cushingóide, sintomas90 da retirada do corticóide e supressão do crescimento infantil91.

A razão deste tratamento planejado está baseado em duas grandes premissas: 1- o efeito antiinflamatório dos corticóides persiste mais que a sua presença física e seus efeitos metabólicos; 2- a administração do corticosteróide toda manhã, permite o restabelecimento da atividade normal hipotalâmica-pituitária-adrenal no dia sem a administração do esteróide. Uma breve revisão da fisiologia92 hipotalâmica-pituitária-adrenal pode ajudar a entender esta razão. Agindo primeiramente através do hipotálamo, a queda do cortisol livre estimula a glândula pituitária a produzir quantidades maiores do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH), enquanto uma elevação de cortisol livre inibe a secreção daquele hormônio hipofisário. Normalmente o sistema hipotalâmico-pituitário-adrenal é caracterizado pelo ritmo circadiano93.
Os níveis séricos de ACTH se elevam de um baixo valor, aproximadamente às 10 horas da noite, até um máximo, próximo das 6 horas da manhã.
Elevados níveis de ACTH estimulam a atividade adrenocortical, resultando em uma maior quantidade de cortisol no plasma94, onde o nível máximo ocorre entre 2 e 8 horas da manhã. Este aumento no cortisol reduz a produção de ACTH e sucessivamente a atividade adreno- cortical. Há uma gradual queda nos corticóides plasmáticos durante o dia com os mais baixos níveis ocorrendo aproximadamente à meia-noite.

O ritmo diurno do eixo hipotalâmico- pituitária-adrenal está perdido na doença de Cushing, e a síndrome de hiperfunção adrenocortical é caracterizada por obesidade95 com distribuição gordurosa centrípeta, adelgaçamento da pele80 com maior facilidade para ferimentos, perda muscular acompanhada de fraqueza, hipertensão, diabetes96 latente, osteoporose45, desequilíbrio eletrolítico. Os mesmos achados clínicos de hiperadrenocorticismo podem ser notados durante terapia corticóide de longo prazo com doses farmacológicas administradas em doses diárias convencionais. Apareceria como uma alteração no ciclo diurno, com manutenção dos elevados valores corticóides durante a noite, podendo desempenhar um significante papel no desenvolvimento de efeitos corticóides indesejáveis. Evitar estes níveis plasmáticos elevados e constantes por até mesmo um curto período de tempo pode ser uma maneira de proteger o paciente contra os efeitos farmacológicos indesejados.

Durante a terapia corticosteróide com doses convencionais, a produção de ACTH é inibida, com subseqüente supressão da produção de cortisol pela cortex adrenal. O restabelecimento do tempo para atividade hipotalâmica- pituitária-adrenal normal é variável, dependendo da dose e da duração do tratamento. Durante este período os pacientes estão vulneráveis a qualquer situação estressante. Embora tenha sido mostrado que há considerável menor supressão adrenal após uma única dose matinal de metilprednisolona (8 mg) em comparação à administração da quarta parte dessa dose (2 mg) administrada a cada 6 horas, há evidências de que alguns efeitos supressivos na atividade adrenal podem estar presentes durante todo o dia quando doses farmacológicas são administradas.

Também foi demonstrado que a dose única de certos corticosteróides podem produzir supressão adrenocortical por dois ou mais dias. A metilprednisolona, hidrocortisona e prednisolona são consideradas de curta ação (produzem supressão adrenocortical entre 1 e 2 dias após dose única) e são recomendadas para a terapia em dias alternados.

Nos casos de terapia em dias alternados as seguintes considerações devem ser observadas:
Os princípios básicos e as indicações para a terapia corticosteróide devem ser aplicados. Os benefícios da terapia em dias alternados não deve encorajar o uso indiscriminado de esteróides.
A terapia em dias alternados é uma técnica terapêutica designada principalmente para os pacientes nos quais a terapia a longo prazo com corticóide em doses farmacológicas é antecipada.
Nas doenças menos graves onde a terapia corticóide é indicada, é possível iniciar o tratamento utilizando a terapia em dias alternados. Nas doenças mais severas, usualmente, há necessidade de terapia com altas doses fracionadas ao longo do dia, para o controle inicial da doença. O nível supressor97 inicial deve ser mantido até obter- se resposta clínica satisfatória, normalmente de 4 a 10 dias, no caso de muitas das doenças alérgicas ou do colágeno. É importante manter doses supressivas no período inicial, em períodos tão curtos quanto o possível, particularmente quando o subseqüente uso da terapia em dias alternados é pretendido.

Uma vez que o controle esteja estabelecido, a conduta preferível é de instituir- se a terapia em dias alternados e posteriormente a redução gradual da quantidade de medicação administrada em dias alternados. No entanto, é possível também a redução da dose diária de corticóide até os menores níveis eficazes o mais rápido possível e posterior mudança para administração em dias alternados.

Em função das vantagens da terapia em dias alternados, é desejável tratar os pacientes com esta forma de terapia, principalmente aqueles que necessitam de corticóide por longos períodos de tempo (por exemplo, pacientes com artrite8 reumatóide).
Caso estes pacientes já tenham o eixo hipotalâmico- pituitária-adrenal suprimido, o estabelecimento da terapia em dias alternados pode ser difícil. Entretanto, a tentativa de mudança é recomendada. Pode ser necessário o aumento da dose de manutenção e, uma vez que o paciente esteja controlado, deve ser tentada a redução da dose.
Como indicado acima, certos corticosteróides, devido a seus prolongados efeitos supressivos da atividade adrenal, não são indicados para terapia em dias alternados (por exemplo, dexametasona e betametasona).
A máxima atividade da córtex adrenal está entre 2 e 8 horas da manhã, enquanto que a mínima se situa entre 4 horas da tarde e meia- noite. Corticosteróides exógenos suprimem a atividade adrenocortical, quando dados durante a máxima atividade, ou seja, pela manhã.
A terapia em dias alternados é importante, como em todas as situações terapêuticas, pois visa individualizar a terapia para cada paciente. Uma explanação dos benefícios da terapia em dias alternados ajudará o paciente a entender e tolerar o possível aumento dos sintomas90 que podem ocorrer fora do dia da administração do esteróide. Terapia sintomática pode ser utilizada neste período, se necessária.
No evento de uma doença aguda acontecer, pode ser necessário retornar às doses diárias fracionadas de corticóide, para uma completa supressão de controle. Uma vez controlada, é reinstituída a terapia em dias alternados.
Embora muitos dos efeitos indesejáveis da terapia por corticosteróide possam ser minimizados com terapia em dias alternados, como em qualquer outra situação terapêutica, o médico deve avaliar cuidadosamente a relação risco/benefício para cada paciente nos quais a terapia corticóide está sendo considerada.

Venda sob prescrição médica

Registro MS - 1.0974.0118
Farm. Resp.: Dr. Dante Alario Junior - CRF-SP nº 5143
Data de Validade: 24 meses a partir da data de fabricação

ALERGOLON - Laboratório

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São Paulo/SP - CEP: 04551-000
Tel: 55 11 3573-6000

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Complementos

1 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
2 Eritema multiforme: Condição aguda, auto-limitada, caracterizada pelo início abrupto de pápulas vermelhas fixas simétricas, algumas evoluindo em lesões em forma de “alvo”. A lesão alvo são zonas concêntricas de alterações de coloração com a área central púrpura ou escura e a externa vermelha. Elas irão desenvolver vesícula ou crosta na zona central após vários dias. Vinte porcento de todos os casos ocorrem na infância.O eritema multiforme geralmente é precipitado pelo vírus do herpes simples, Mycoplasma pneumoniae ou histoplasmose.
3 Micose: Infecção produzida por fungos. Pode ser superficial, quando afeta apenas pele, mucosas e seus anexos, ou profunda, quando acomete órgãos profundos como pulmões, intestinos, etc.
4 Terapia convencional: Termo usado em triagens clínicas em que um grupo de pacientes recebe tratamento para diabetes que mantêm os níveis de A1C (hemoglobina glicada) e de glicemia sangüínea nas medidas estipuladas pelos protocolos práticos em uso. Entretanto, o objetivo não é manter os níveis de glicemia o mais próximo possível do normal, como é feito na terapia intensiva. A terapia convencional inclui o uso de medicações, o planejamento das refeições e dos exercícios físicos, juntamente com visitas regulares aos profissionais de saúde.
5 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
6 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
7 Hiperplasia: Aumento do número de células de um tecido. Pode ser conseqüência de um estímulo hormonal fisiológico ou não, anomalias genéticas no tecido de origem, etc.
8 Artrite: Inflamação de uma articulação, caracterizada por dor, aumento da temperatura, dificuldade de movimentação, inchaço e vermelhidão da área afetada.
9 Osteoartrite: Termo geral que se emprega para referir-se ao processo degenerativo da cartilagem articular, manifestado por dor ao movimento, derrame articular, etc. Também denominado artrose.
10 Lúpus: 1. É uma inflamação crônica da pele, caracterizada por ulcerações ou manchas, conforme o tipo específico. 2. Doença autoimune rara, mais frequente nas mulheres, provocada por um desequilíbrio do sistema imunológico. Nesta patologia, a defesa imunológica do indivíduo se vira contra os tecidos do próprio organismo como pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. Essas múltiplas formas de manifestação clínica, às vezes, podem confundir e retardar o diagnóstico. Lúpus exige tratamento cuidadoso por médicos especializados no assunto.
11 Eritematoso: Relativo a ou próprio de eritema. Que apresenta eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
12 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
13 Olhos:
14 Anexos: 1. Que se anexa ou anexou, apenso. 2. Contíguo, adjacente, correlacionado. 3. Coisa ou parte que está ligada a outra considerada como principal. 4. Em anatomia geral, parte acessória de um órgão ou de uma estrutura principal. 5. Em informática, arquivo anexado a uma mensagem eletrônica.
15 Zoster: Doença produzida pelo mesmo vírus que causa a varicela (Varicela-Zóster). Em pessoas que já tenham tido varicela, o vírus se encontra em forma latente e pode ser reativado produzindo as características manchas avermelhadas, vesículas e crostas no território de distribuição de um determinado nervo. Como seqüela pode deixar neurite, com dores importantes.
16 Conjuntivite: Inflamação da conjuntiva ocular. Pode ser produzida por alergias, infecções virais, bacterianas, etc. Produz vermelhidão ocular, aumento da secreção e ardor.
17 Irite: Inflamação da íris, iridite.
18 Sarcoidose: Sarcoidose ou Doença de Besnier-Boeck é caracterizada pelo aparecimento de pequenos nódulos inflamatórios (granulomas) em vários órgãos. A doença pode afetar qualquer orgão do corpo, mas os mais atingidos são os pulmões , os gânglios linfáticos (ínguas ), o fígado, o baço e a pele.
19 Beriliose: Inflamação pulmonar causada pela inalação de poeira ou gases que contêm berílio. No passado, o berílio era comumente extraído para ser utilizado nas indústrias eletrônicas e químicas e na fabricação de lâmpadas fluorescentes. Atualmente, ele é utilizado principalmente na indústria aeroespacial. Além dos trabalhadores dessas indústrias, alguns indivíduos que habitam regiões próximas a refinarias de berílio também apresentam beriliose. Difere das outras doenças pulmonares, pois os problemas pulmonares parecem ocorrer apenas em indivíduos sensíveis ao berílio - cerca de 2% daqueles que entram em contato com a substância.
20 Tuberculose: Doença infecciosa crônica produzida pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis). Produz doença pulmonar, podendo disseminar-se para qualquer outro órgão. Os sintomas de tuberculose pulmonar consistem em febre, tosse, expectoração, hemoptise, acompanhada de perda de peso e queda do estado geral. Em países em desenvolvimento (como o Brasil) aconselha-se a vacinação com uma cepa atenuada desta bactéria (vacina BCG).
21 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
22 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
23 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
24 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
25 Paliativo: 1. Que ou o que tem a qualidade de acalmar, de abrandar temporariamente um mal (diz-se de medicamento ou tratamento); anódino. 2. Que serve para atenuar um mal ou protelar uma crise (diz-se de meio, iniciativa etc.).
26 Leucemia: Doença maligna caracterizada pela proliferação anormal de elementos celulares que originam os glóbulos brancos (leucócitos). Como resultado, produz-se a substituição do tecido normal por células cancerosas, com conseqüente diminuição da capacidade imunológica, anemia, distúrbios da função plaquetária, etc.
27 Diurese: Diurese é excreção de urina, fenômeno que se dá nos rins. É impróprio usar esse termo na acepção de urina, micção, freqüência miccional ou volume urinário. Um paciente com retenção urinária aguda pode, inicialmente, ter diurese normal.
28 Uremia: Doença causada pelo armazenamento de uréia no organismo devido ao mal funcionamento renal. Os sintomas incluem náuseas, vômitos, perda de apetite, fraqueza e confusão mental.
29 Colite: Inflamação da porção terminal do cólon (intestino grosso). Pode ser devido a infecções intestinais (a causa mais freqüente), ou a processos inflamatórios diversos (colite ulcerativa, colite isquêmica, colite por radiação, etc.).
30 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
31 Esclerose: 1. Em geriatria e reumatologia, é o aumento patológico de tecido conjuntivo em um órgão, que ocorre em várias estruturas como nervos, pulmões etc., devido à inflamação crônica ou por razões desconhecidas. 2. Em anatomia botânica, é o enrijecimento das paredes celulares das plantas, por espessamento e/ou pela deposição de lignina. 3. Em fitopatologia, é o endurecimento anormal de um tecido vegetal, especialemnte da polpa dos frutos.
32 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
33 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
34 Miastenia: Perda das forças musculares ocasionada por doenças musculares inflamatórias. Por ex. Miastenia Gravis. A debilidade pode predominar em diferentes grupos musculares segundo o tipo de afecção (debilidade nos músculos extrínsecos do olho, da pelve, ou dos ombros, etc.).
35 Meningite: Inflamação das meninges, aguda ou crônica, quase sempre de origem infecciosa, com ou sem reação purulenta do líquido cefalorraquidiano. As meninges são três membranas superpostas (dura-máter, aracnoide e pia-máter) que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.
36 Triquinose: Doença parasitária transmitida ao homem através da ingestão de carne crua ou mal cozida e que esteja contaminada. Seu agente causal é a Trichinella spiralis, e manifesta-se por diarréia, dores musculares e febre. Não é comum em nosso meio.
37 Gota: 1. Distúrbio metabólico produzido pelo aumento na concentração de ácido úrico no sangue. Manifesta-se pela formação de cálculos renais, inflamação articular e depósito de cristais de ácido úrico no tecido celular subcutâneo. A inflamação articular é muito dolorosa e ataca em crises. 2. Pingo de qualquer líquido.
38 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
39 Ascite: Acúmulo anormal de líquido na cavidade peritoneal. Pode estar associada a diferentes doenças como cirrose, insuficiência cardíaca, câncer de ovário, esquistossomose, etc.
40 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
41 Hipotireoidismo: Distúrbio caracterizado por uma diminuição da atividade ou concentração dos hormônios tireoidianos. Manifesta-se por engrossamento da voz, aumento de peso, diminuição da atividade, depressão.
42 Diverticulite: Inflamação aguda da parede de um divertículo colônico. Produz dor no quadrante afetado (em geral o inferior esquerdo), febre, etc.Necessita de tratamento com antibióticos por via endovenosa e raramente o tratamento é cirúrgico.
43 Anastomose: 1. Na anatomia geral, é a comunicação natural direta ou indireta entre dois vasos sanguíneos, entre dois canais da mesma natureza, entre dois nervos ou entre duas fibras musculares. 2. Na anatomia botânica, é a união total ou parcial de duas estruturas como vasos, ramos, raízes. 3. Formação cirúrgica de uma passagem entre duas estruturas tubulares ou ocas ou também é a junção ou ligação patológica entre dois espaços ou órgãos normalmente separados.
44 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
45 Osteoporose: Doença óssea caracterizada pela diminuição da formação de matriz óssea que predispõe a pessoa a sofrer fraturas com traumatismos mínimos ou mesmo na ausência deles. É influenciada por hormônios, sendo comum nas mulheres pós-menopausa. A terapia de reposição hormonal, que administra estrógenos a mulheres que não mais o produzem, tem como um dos seus objetivos minimizar esta doença.
46 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
47 Imunidade: Capacidade que um indivíduo tem de defender-se perante uma agressão bacteriana, viral ou perante qualquer tecido anormal (tumores, enxertos, etc.).
48 Humoral: 1. Relativo a humor. 2. Em fisiologia, relativo a ou próprio do conjunto de líquidos do organismo (sangue, linfa, líquido cefalorraquidiano).
49 Sarcoma de Kaposi: Câncer originado de células do tecido vascular, freqüentemente associado à AIDS. Manifesta-se por lesões vermelho-violáceas em diferentes territórios cutâneos e mucosos.
50 Intermitente: Nos quais ou em que ocorrem interrupções; que cessa e recomeça por intervalos; intervalado, descontínuo. Em medicina, diz-se de episódios de febre alta que se alternam com intervalos de temperatura normal ou cujas pulsações têm intervalos desiguais entre si.
51 Sistema imune: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
52 Sarampo: Doença infecciosa imunoprevenível, altamente transmissível por via respiratória, causada pelo vírus do sarampo e de imunidade permanente. Geralmente ocorre na infância, mas pode afetar adultos susceptíveis (não imunes). As manifestações clínicas são febre alta, tosse seca persistente, coriza, conjuntivite, aumento dos linfonodos do pescoço e manchas avermelhadas na pele. Em cerca de 30% das pessoas com sarampo podem ocorrer complicações como diarréia, otite, pneumonia e encefalite.
53 Varicela: Doença viral freqüente na infância e caracterizada pela presença de febre e comprometimento do estado geral juntamente com a aparição característica de lesões que têm vários estágios. Primeiro são pequenas manchas avermelhadas, a seguir formam-se pequenas bolhas que finalmente rompem-se deixando uma crosta. É contagiosa, mas normalmente não traz maiores conseqüências à criança. As bolhas e suas crostas, se não sofrerem infecção secundária, não deixam cicatriz.
54 Imunoglobulina: Proteína do soro sanguíneo, sintetizada pelos plasmócitos provenientes dos linfócitos B como reação à entrada de uma substância estranha (antígeno) no organismo; anticorpo.
55 Imunoglobulinas: Proteína do soro sanguíneo, sintetizada pelos plasmócitos provenientes dos linfócitos B como reação à entrada de uma substância estranha (antígeno) no organismo; anticorpo.
56 Catarata: Opacificação das lentes dos olhos (opacificação do cristalino).
57 Glaucoma: É quando há aumento da pressão intra-ocular e danos ao nervo óptico decorrentes desse aumento de pressão. Esses danos se expressam no exame de fundo de olho e por alterações no campo de visão.
58 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
59 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
60 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
61 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
62 Glomerulonefrite: Inflamação do glomérulo renal, produzida por diferentes mecanismos imunológicos. Pode produzir uma lesão irreversível do funcionamento renal, causando insuficiência renal crônica.
63 Nefrite: Termo que significa “inflamação do rim” e que agrupa doenças caracterizadas por lesões imunológicas ou infecciosas do tecido renal. Alguns exemplos são a nefrite intersticial por drogas, a glomerulonefrite pós-estreptocócica, etc. Podem manifestar-se por hipertensão arterial, hematúria e dor lombar.
64 Hipopotassemia: Concentração sérica de potássio inferior a 3,5 mEq/l. Pode ocorrer por alterações na distribuição de potássio (desvio do compartimento extracelular para intracelular) ou de reduções efetivas no conteúdo corporal de potássio por uma menor ingesta ou por perda aumentada. Fraqueza muscular e arritimias cardíacas são os sinais e sintomas mais comuns, podendo haver também poliúria, polidipsia e constipação. Pode ainda ser assintomática.
65 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
66 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
67 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
68 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
69 Anticoagulante: Substância ou medicamento que evita a coagulação, especialmente do sangue.
70 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
71 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
72 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
73 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
74 Alcalose: Desequilíbrio do meio interno, produzido por uma diminuição na concentração de íons hidrogênio ou aumento da concentração de bases orgânicas nos líquidos corporais.
75 Miopatia: Qualquer afecção das fibras musculares, especialmente dos músculos esqueléticos.
76 Fratura: Solução de continuidade de um osso. Em geral é produzida por um traumatismo, mesmo que possa ser produzida na ausência do mesmo (fratura patológica). Produz como sintomas dor, mobilidade anormal e ruídos (crepitação) na região afetada.
77 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
78 Ossos longos: Exemplo: Fêmur
79 Equimose: Mancha escura ou azulada devido à infiltração difusa de sangue no tecido subcutâneo. A maioria aparece após um traumatismo, mas pode surgir espontaneamente em pessoas que apresentam fragilidade capilar ou alguma coagulopatia. Após um período de tempo variável, a equimose desaparece passando por diferentes gradações: violácea, acastanhada, esverdeada e amarelada.
80 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
81 Eritema: Vermelhidão da pele, difusa ou salpicada, que desaparece à pressão.
82 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
83 Esofagite: Inflamação da mucosa esofágica. Pode ser produzida pelo refluxo do conteúdo ácido estomacal (esofagite de refluxo), por ingestão acidental ou intencional de uma substância tóxica (esofagite cáustica), etc.
84 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.
85 Catabolismo: Parte do metabolismo que se refere à assimilação ou processamento da matéria adquirida para fins de obtenção de energia. Diz respeito às vias de degradação, ou seja, de quebra das substâncias. Parte sempre de moléculas grandes, que contêm quantidades importantes de energia (glicose, triclicerídeos, etc). Estas substâncias são transformadas de modo a que restem, no final, moléculas pequenas, pobres em energia ( H2O, CO2, NH3 ), aproveitando o organismo a libertação de energia resultante deste processo. É o contrário de anabolismo.
86 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
87 Diabetes melito: Condição caracterizada por hiperglicemia resultante da inabilidade do organismo para usar a glicose sangüínea para produzir energia. No diabetes tipo 1, o pâncreas não mais produz insulina. Assim, a glicose não pode entrar nas células para ser usada como energia. No diabetes tipo 2, o pâncreas também não produz quantidade suficiente de insulina, ou então o organismo não é capaz de usar corretamente a insulina produzida.
88 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
89 Hipoglicemiantes orais: Medicamentos usados por via oral em pessoas com diabetes tipo 2 para manter os níves de glicose próximos ao normal. As classes de hipoglicemiantes são: inibidores da alfaglicosidase, biguanidas, derivados da fenilalanina, meglitinides, sulfoniluréias e thiazolidinediones.
90 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
91 Crescimento Infantil: Aumento na estrutura do corpo, tendo em vista a multiplicação e o aumento do tamanho das células. Controla-se principalmente o peso corporal, a estatura e o perímetro cefálico, com o objetivo de saber o quanto a criança ganhou ou perdeu em determinados intervalos de tempo e tendo por base um acompanhamento a longo prazo, através de anotações em gráficos ou curvas de crescimento. O pediatra precisa conhecer e analisar vários fatores referentes à criança e a sua família, como o peso e a altura dos pais, o padrão de crescimento deles, os dados da gestação, o peso e a estatura ao nascimento e a alimentação do bebê para avaliar a situação do crescimento de determinada criança. Não é simplesmente consultar gráficos. Somente o médico da criança pode avaliar seu crescimento. Uma criança pode estar fora da “faixa mais comum de referência“ e, ainda assim, ter um crescimento normal.
92 Fisiologia: Estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
93 Ritmo circadiano: Também conhecido como ciclo circadiano, o ritmo circadiano representa o período de um dia (24 horas) no qual se completam as atividades do ciclo biológico dos seres vivos. Uma das funções deste sistema é o ajuste do relógio biológico, controlando o sono e o apetite. Através de um marca-passo interno que se encontra no cérebro, o ritmo circadiano regula tanto os ritmos materiais quanto os psicológicos, o que pode influenciar em atividade como: digestão em vigília, renovação de células e controle de temperatura corporal.
94 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
95 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
96 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
97 Supressor: 1. Que ou o que suprime. 2. Em genética, é o gene que torna o fenótipo idêntico àquele determinado pelo alelo não mutante (diz-se de mutação).

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