BETACARD PLUS

Torrent do Brasil Ltda.

Atualizado em 03/06/2015

BETACARD PLUS
atenolol + clortalidona

I - Identificação do Produto de Betacard Plus

Nome do produto: BETACARD PLUSNome genérico: atenolol + clortalidona

Forma Farmacêutica e Apresentações de Betacard Plus

BETACARD PLUS 50 mg: embalagem contendo 30 comprimidos.
BETACARD PLUS 100 mg: embalagem contendo 30 comprimidos.
USO ADULTO

Composição de Betacard Plus

Cada comprimido de BETACARD PLUS 50 mg contém:atenolol .................... 50 mg
clortalidona .................... 12,5 mg
Excipientes: carbonato de cálcio, amido, dióxido de silício coloidal, povidona, laurilsulfato de sódio, crospovidona, estearato de magnésio, talco e celulose microcristalina.
Cada comprimido de BETACARD PLUS 100 mg contém:
atenolol .................... 100 mg
clortalidona .................... 25 mg
Excipientes: carbonato de cálcio, amido, dióxido de silício coloidal, laurilsulfato de sódio, povidona, crospovidona, estearato de magnésio, talco e celulose microcristalina.

Ii - Informações ao Paciente de Betacard Plus

Ação esperada do medicamento:
BETACARD PLUS está indicado para o controle da pressão alta.
BETACARD PLUS contém 2 ingredientes ativos, que reduzem a pressão arterial1 quando usados continuamente: o atenolol  produz efeitos no seu coração2 e circulação3 e a clortalidona aumenta a quantidade de urina4 produzida pelos rins5.
O efeito de BETACARD PLUS (atenolol + clortalidona) é mantido por no mínimo 24 horas após dose oral única diária.
Cuidados no armazenamento:
Conservar em temperatura ambiente (entre 15º a 30ºC).
Prazo de validade:
O prazo de validade encontra-se impresso na embalagem.  Não utilize este ou qualquer outro medicamento com o prazo de validade vencido.
Gravidez6 e lactação7:
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que estejam amamentando.
Informe seu médico da ocorrência de gravidez6 na vigência do tratamento ou após o seu término. Informar ao médico se está amamentando.
Cuidados na administração:
Os comprimidos devem ser ingeridos inteiros, com água e de preferência no mesmo horário todos os dias. Você não deve utilizar BETACARD PLUS (atenolol + clortalidona) se estiver em jejum por tempo prolongado. Caso você esqueça de tomar uma dose de  BETACARD PLUS (atenolol + clortalidona), deve tomá-lo assim que se lembrar, mas não tome 2 doses ao mesmo tempo.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Interrupção do tratamento:
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. A interrupção do tratamento com BETACARD PLUS (atenolol + clortalidona) deve ser feita gradualmente, conforme orientação do seu médico.
Reações adversas:
Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis.
Podem ocorrer as seguintes reações adversas:
- Comum: batimentos lentos do coração2, mãos8 e pés frios, alterações gastrointestinais (incluindo náusea9 relacionada à clortalidona) e cansaço. Relacionados à clortalidona: hiperuricemia (aumento da concentração do ácido úrico no sangue10), hiponatremia11, hipocalemia12 (redução dos níveis de sódio e potássio no sangue10, respectivamente) e comprometimento da tolerância à glicose13.
- Incomum: distúrbios do sono, elevação de enzimas que avaliam a função do fígado14 no sangue10 (transaminases).
- Raro: púrpura15 (tipo de doença do sangue10), diminuição das células16 de coagulação17 no sangue10 (trombocitopenia18) e leucopenia19 (diminuição dos glóbulos brancos do sangue10) (relacionados à clortalidona), alterações de humor, pesadelos, confusão, psicoses, alucinações20, tontura21, dor de cabeça22, parestesia23 (sensação de queimação/dormência24 na pele25), olhos26 secos, distúrbios na visão27, piora da insuficiência cardíaca28, início de alteração do ritmo dos batimentos do coração2 (precipitação de bloqueio cardíaco29), em pacientes suscetíveis ao fenômeno de Raynaud30; queda da pressão por mudança de posição (que pode estar associada a desmaio) e aumento da claudicação intermitente31, se esta já estiver presente, chiado no peito32 (broncoespasmo33) em pacientes com asma34 brônquica ou históriade queixas/complicações asmáticas, boca35 seca, alterações da função do fígado14 (incluindo colestase36 intra-hepática37 e inflamação38 do pâncreas39 (pancreatite40) - relacionados à clortalidona:  queda de cabelo41, reações na pele25 semelhantes à psoríase42, exacerbação da psoríase42, erupções na pele25, impotência43 sexual.
- Muito raro: aumento de um tipo de fator imunológico no sangue10 (anticorpos44 antinucleares - ANA).
A descontinuação de BETACARD PLUS (atenolol + clortalidona) deve ser considerada se, de acordo com critério médico, o bem-estar do paciente estiver sendo adversamente afetado por qualquer uma das reações descritas acima.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS
Ingestão concomitante com outras substâncias:

BETACARD PLUS (atenolol + clortalidona) deve ser utilizado com cuidado nas seguintes situações:
- Em pacientes que estão tomando os seguintes medicamentos: verapamil, diltiazem,diidropirinas (como nifedipino), glicosídeos digitálicos, clonidina, disopiramida, amiodarona, agentes simpatomiméticos (como adrenalina45), inibidores da prostaglandina46 sintetase (como ibuprofeno ou indometacina), lítio e anestésicos. O resultado do tratamento poderá ser afetado se BETACARD PLUS (atenolol + clortalidona) for tomado ao mesmo tempo que estes medicamentos.
Podem ocorrer alterações nos resultados de exames laboratoriais referentes aos níveis de transaminases (avaliação da função do fígado14) e, muito raramente, alteração nos exames imunológicos (anticorpos44 antinucleares - ANA).
Contraindicações e precauções:
Você não deve utilizar BETACARD PLUS (atenolol + clortalidona) nas seguintes situações:
- Hipersensibilidade ao atenolol, à clortalidona ou  a qualquer um dos componentes da formulação;
- Batimentos lentos do coração2 (bradicardia47);
- Comprometimento importante da função do coração2 em bombear sangue10 aos tecidos (choque48 cardiogênico);
- Pressão arterial1 baixa ou muito baixa (hipotensão49);
- Alteração metabólica onde o pH do sangue10 é baixo (acidose metabólica50);
- Problemas graves de circulação3 arterial periférica (nas extremidades);
- Bloqueio cardíaco29 de II ou  III grau (tipo de arritmia51 que causa bloqueio de impulsos elétricos para o coração2);
- Síndrome52 do nodo sinusal53 (doença no local de origem dos impulsos elétricos do coração2);
- Portadores de feocromocitoma54 (tumor55 benigno da glândula56 adrenal ou supra-renal57) não tratado;
- Insuficiência cardíaca28 descompensada;
- Durante a gravidez6 ou amamentação58.
BETACARD PLUS (atenolol + clortalidona) deve ser utilizado com cuidado nas seguintes situações:
- Em pacientes com insuficiência cardíaca28 controlada (compensada);
- Em pacientes que sofrem de um tipo particular de dor no peito32 (angina59), chamada de angina59 de Prinzmetal;
- Em pacientes com problemas na circulação3 arterial periférica (nas extremidades);
- Em pacientes com bloqueio cardíaco29 de  I grau (tipo de arritmia51 que causa bloqueio de impulsos elétricos para o coração2);
- Em pacientes portadores de diabetes60, pois o  atenolol + clortalidona pode modificar a taquicardia61 (frequência cardíaca) da hipoglicemia62 (baixo níveis de glicose13 no sangue10), pode mascarar os sinais63 de tireotoxicose (problemas na tireóide) e diminuir a tolerância à glicose13 (relacionada à clortalidona).
- Em pacientes que sofrem de doença isquêmica do coração2 (exemplos: angina59 e infarto64), BETACARD PLUS (atenolol + clortalidona) não deve ser descontinuado abruptamente;
- Atenolol + clortalidona pode causar uma reação mais grave a uma variedade de alérgenos65 quando administrado a pacientes com história de reação anafilática66 a tais alérgenos65;
- Em pacientes com problemas pulmonares, como asma34 ou falta de ar;
- Em pacientes idosos, que estejam recebendo digitálicos, em dieta especial (com baixo teor de potássio) ou que apresentem problemas gastrintestinais, pois atenolol + clortalidona pode ocasionar hipocalemia12 (redução dos níveis de potássio no sangue10).
Não se espera que BETACARD PLUS (atenolol + clortalidona) afete a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas. Entretanto, alguns pacientes podem, ocasionalmente, apresentar tontura21 ou cansaço.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE67.

Iii - Informações Técnicas de Betacard Plus

Características de Betacard Plus

Farmacodinâmica:
BETACARD PLUS combina a atividade anti-hipertensiva de dois agentes, um betabloqueador (atenolol) e um diurético68 (clortalidona).
O atenolol é um bloqueador beta-1 seletivo (isto é, age preferencialmente sobre os receptores adrenérgicos69 beta-1 do coração2). A seletividade diminui com o aumento da dose.
O atenolol não possui atividade simpatomimética intrínseca nem atividade estabilizadora de membrana. Assim como outros betabloqueadores, o atenolol possui efeitos inotrópicos negativos e, portanto, é contraindicado em insuficiência cardíaca28 descompensada.
Como ocorre com outros agentes betabloqueadores, o mecanismo de ação do atenolol no tratamento da hipertensão70 não está completamente elucidado.
É improvável que quaisquer propriedades adicionais do S(-) atenolol, em comparação com a mistura racêmica71, originem efeitos terapêuticos diferentes.
A clortalidona, um diurético68 tiazídico, aumenta a excreção de sódio e cloreto. A natriurese72 é acompanhada por certa perda de potássio. O mecanismo pelo qual a clortalidona reduz a pressão arterial1 não é totalmente conhecido, mas pode estar relacionado à excreção e redistribuição do sódio corporal.
Atenolol é efetivo e bem tolerado na maioria das populações étnicas. Pacientes negros respondem melhor à combinação de atenolol e clortalidona do que à monoterapia com atenolol.
A combinação de atenolol com diuréticos73 tiazídicos demonstrou ser compatível e geralmente mais eficaz do que cada uma das drogas usadas isoladamente.
Farmacocinética:
A absorção do atenolol após administração oral é consistente, mas incompleta (aproximadamente 40-50%) com picos de concentração plasmática ocorrendo de 2 a 4 horas após a administração da dose. Os níveis sanguíneos do atenolol são consistentes e sujeitos a pequena variabilidade. Não há metabolismo74  hepático significativo do atenolol e mais de 90% da quantidade absorvida alcança a circulação3 sistêmica na forma inalterada. A meia-vida plasmática é de aproximadamente 6 horas, mas pode se elevar na presença de insuficiência renal75 grave, uma vez que os rins5 são a principal via de eliminação. O atenolol penetra muito pouco nos tecidos devido à sua baixa solubilidade lipídica, e sua concentração no tecido76 cerebral é baixa. Sua taxa de ligação às proteínas77 plasmáticas é baixa (aproximadamente 3%).
A absorção da clortalidona após dose oral é consistente, mas incompleta (aproximadamente 60%) com picos de concentração plasmática ocorrendo aproximadamente 12 horas após a dose. Os níveis sanguíneos da clortalidona são consistentes e sujeitos a pouca variabilidade.  A meia-vida plasmática é de aproximadamente 50 horas e os rins5 são a principal via de eliminação. Sua taxa de ligação às proteínas77 plasmáticas é alta (aproximadamente 75%).
A administração conjunta de clortalidona e atenolol possui pouco efeito sobre a farmacocinética de ambos.
BETACARD PLUS (atenolol + clortalidona) é efetivo por pelo menos 24 horas após dose oral única diária. Essa simplicidade de dose facilita a adesão do paciente ao tratamento.
Dados de segurança pré-clínicos:
O atenolol e a clortalidona são substâncias as quais adquiriu-se extensa experiência clínica.
Resultados de eficácia:
BETACARD PLUS (atenolol + clortalidona) é indicado para o tratamento de hipertensão70 onde a monoterapia com betabloqueador  ou diuréticos73, usados isoladamente prova ser inadequada.
Monoterapia tanto com betabloqueador ou com diurético68 efetivamente controla a pressão arterial1 em 60-70% em pacientes hipertensos leves a moderados [Buhler FR et al.  (1973) Am J Cardiol, 32, 511-22; Gillam PMS e Pritchard BNC (1976) Postgrad Med J, 52, (Suppl 4), 70-5; Finnerty FA (1979) Brit J Clin Pharmacol, 1 Suppl 2, 185-187S]. Níveis ótimos de efeitos, em termos de redução da pressão arterial1 com o mínimo de distúrbio metabólico, são encontrados em doses de 100 mg de atenolol e 25 mg de clortalidona [Healy JJ et al. (1970) Brit Med J, I, 716-719; Wilkinson PR et al. (1975) Lancet, I, 759-762; Zacharias FJ (1978) Mod Med, 23 (5), 8; Materson BJ et al. (1978) Clin Pharmacol Ther, 24 (2), 192-8].Betacard Plus - 10/07/12 - p.5
Alguns pacientes hipertensos podem estar controlados em um nível sub-ótimo com um dos agentes usados de maneira isolada. Tanto o atenolol quanto a clortalidona exibem curvas dose-resposta relativamente horizontais; aumentando a dosagem de um ou outro combinadamente não deve resultar em um efeito  anti-hipertensivo maior, mas deve aumentar a incidência78 de efeitos colaterais79. [Cranston WI et al. (1963) Lancet, II< 966-70;
Myers MG (1976) Clin Pharmacol & Ther, 19 (5), Part 1, 502-7; Jeffers TA et al. (1977) Brit J Clin Pharmacol, 4, 523-7; Tweeddale MG (1977) Clin Pharmacol & Therap, 22 (5), Part 1, 519-27].
A co-administração de atenolol (100 mg) e clortalidona (25 mg) resulta em uma redução significativamente maior na pressão arterial1 média na posição supina comparado com o que ocorre em resposta a ambos os agentes dados isoladamente. Isso tem sido demonstrado em estudos randomizados, duplo-cegos do tipo  crossover [Sheriff MHR et al. (1978) Acta Therap, 4, 51-62; Bateman DN at al. (1979) Brit J Clin Pharmac, 7, 357-63] assim como em estudos multicêntricos, duplo-cegos, do tipo crossover [Asbury MJ et al. (1980) Practitioner, 224, (1350), 1306-9] em pacientes não tratados previamente e tratados subjetivamente.
Em adição a um maior grau de redução da pressão arterial1, a taxa de resposta é melhorada pela co-administração de atenolol e clortalidona. O controle da pressão arterial1 (pressão arterial diastólica80 < 95 mmHg) tem sido demonstrada em 18 de 21 pacientes com a terapia de combinação livre, quando comparado com 15 de 21 com atenolol e 6 de 21 com clortalidona, administradas isoladamente. O grau de resposta satisfatório foi mantido com a combinação fixa (atenolol + clortalidona) por 4 meses [Sheriff MHR et al. (1978) Acta Therap, 4, 51-62]. Um outro estudo duplo-cego81 randomizado82 mostrou resposta ao atenolol + clortalidona em 19 de 23 pacientes [Nissinen A e Tuomilehto J (1980) Pharmatherapeutica , 2 (7), 462-8]. Um estudo  piloto de duração de 8 semanas mostrou que a terapia com atenolol + clortalidona produziu uma resposta anti-hipertensiva em 16 de 19 pacientes [Gotzen R e Hiemstra S (1981) J Int Med Res, 9, 292-4].
Um estudo multicêntrico demonstrou controle da pressão arterial1 em 76% dos 261 pacientes hipertensos previamente não tratados, que receberam combinação livre de atenolol (100 mg) com clortalidona (25 mg). Pacientes que haviam recebido tratamento anti-hipertensivo prévio  também responderam às combinações livres ou fixas dos agentes; 66% dos 134 pacientes foram controlados [Asbury MJ et al. (1980) Practitioner, 224, (1350), 1306-9].
Em um estudo adicional, onde a maioria dos pacientes recebeu cada fármaco83 nas apresentações existentes em atenolol + clortalidona (mas onde alguns pacientes receberam mais de 300 mg de atenolol e 75 mg de clortalidona) 80% de 15 pacientes apresentaram uma resposta satisfatória [Azzolini A et al. (1981) Curr Ther Res, 30 (512), 691-7]. Em um estudo em pacientes hipertensos graves previamente tratados  [De Divitiis O et al. (1981) Curr Therap Res, 29 (2), 235-48], 12 de 16 pacientes com pressão arterial1 pré-tratamento de 198/127 mmHg não atingiram controle satisfatório com atenolol + clortalidona, embora houvesse redução da pressão em 23/14 mmHg comparado com o placebo84.
O início do efeito anti-hipertensivo da combinação não foi extensivamente estudado nos resultados dos ensaios clínicos85 publicados. No entanto a redução da pressão arterial1 na posição supina duas semanas após o início da terapia foi equivalente às reduções máximas alcançadas após períodos mais longos de tratamento [Sheriff MHR et al. (1978) Acta Therap, 4, 51-62; Nissinen A e Tuomilehto J (1980) Pharmatherapeutica, 2 (7), 462-8].

Indicações de Betacard Plus

Controle da hipertensão70.

Contraindicações de Betacard Plus

BETACARD PLUS não deve ser usado em pacientes nas seguintes situações: - conhecida hipersensibilidade ao atenolol, à clortalidona ou a qualquer outro componente da fórmula;
- bradicardia47;
- choque48 cardiogênico;
- hipotensão49;
- acidose metabólica50;
- distúrbios graves da circulação3 arterial periférica;
- bloqueio cardíaco29 de II ou III grau;
- síndrome52 do nodo-sinusal;
- feocromocitoma54 não tratado;
- insuficiência cardíaca28 descompensada.;
- durante a gravidez6 ou a lactação7.

Precauções e Advertências de Betacard Plus

As seguintes precauções e advertências devem ser consideradas devido ao betabloqueador atenolol:
Embora contraindicado em insuficiência cardíaca28 descompensada, BETACARD PLUS (atenolol + clortalidona) pode ser usado em pacientes cujos sinais63 de insuficiência cardíaca28 tenham sido controlados.
Deve-se tomar cuidado com pacientes cuja reserva cardíaca esteja diminuída.
BETACARD PLUS (atenolol + clortalidona) pode aumentar o número e a duração dos ataques de angina59 em pacientes com angina59 de Prinzmetal, devido à vasoconstrição86 da artéria87 coronária mediada por receptores alfa sem oposição. Uma vez que o atenolol é um bloqueador beta-1 seletivo, o uso do BETACARD PLUS (atenolol + clortalidona) pode ser considerado, embora se deva ter o máximo de cautela.
Embora contraindicado em distúrbios graves da circulação3 arterial periférica BETACARD PLUS  (atenolol + clortalidona)  também pode agravar distúrbios menos graves da circulação3 arterial periférica.
BETACARD PLUS (atenolol + clortalidona)  deve ser administrado com cautela em pacientes com bloqueio cardíaco29 de  I grau, devido ao seu efeito negativo sobre o tempo de condução.
BETACARD PLUS (atenolol + clortalidona)  pode modificar a taquicardia61 da hipoglicemia62 e pode mascarar os sinais63 de tireotoxicose.
Como resultado da ação farmacológica dos betabloqueadores, BETACARD PLUS (atenolol + clortalidona) reduzirá a frequência cardíaca. Nos raros casos em que um paciente tratado desenvolver sintomas88 que possam ser atribuíveis a uma baixa frequência cardíaca, a dose pode ser reduzida.
BETACARD PLUS (atenolol + clortalidona) não dever descontinuado abruptamente em pacientes que sofrem de doença cardíaca isquêmica.
BETACARD PLUS (atenolol + clortalidona) pode causar uma reação mais grave a uma variedade de alérgenos65 quando administrado a pacientes com história de reação anafilática66 a tais alérgenos65. Estes pacientes podem não responder às doses usuais de adrenalina45 utilizadas no tratamento de reações alérgicas.
BETACARD PLUS (atenolol + clortalidona) pode, ocasionalmente, causar aumento na resistência das vias  aéreas em pacientes asmáticos. Uma vez que o atenolol é um bloqueador beta-1 seletivo, seu uso pode ser  considerado, embora se deva ter o máximo de cautela. Se ocorrer aumento da resistência das vias aéreas, o BETACARD PLUS  (atenolol + clortalidona)  deve ser descontinuado e, se necessário, deve ser administrada terapia broncodilatadora (por exemplo, salbutamol89).
As seguintes precauções e advertências devem ser consideradas devido à clortalidona:
Pode ocorrer hipocalemia12. Os níveis de potássio devem ser avaliados, especialmente em pacientes mais idosos, naqueles que estejam recebendo digitálicos para insuficiência cardíaca28, pacientes em dieta especial (com baixo teor de potássio) ou que apresentem distúrbios gastrintestinais. A hipocalemia12 pode levar a arritmias90 empacientes que estejam recebendo digitálicos.
Deve-se ter cuidado em pacientes com insuficiência renal75 grave.
A clortalidona pode diminuir a tolerância à glicose13. É necessário tomar cuidado ao se administrar BETACARD PLUS  (atenolol + clortalidona)  a pacientes com conhecida predisposição ao diabetes mellitus91.
A clortalidona pode causar hiperuricemia. BETACARD PLUS (atenolol + clortalidona)está geralmente associado a aumentos de menor importância no ácido úrico sérico.
Nos casos de elevação prolongada, o uso  concomitante de agente uricosúrico reverterá a hiperuricemia.
Para informações referentes a ajuste de dose para pacientes92 idosos e pacientes com insuficiência renal75, ver item Posologia.
Efeito sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas: é improvável que o uso de  BETACARD PLUS  (atenolol + clortalidona) resulte em qualquer comprometimento da capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas. Entretanto, deve ser levado em consideração que, ocasionalmente, pode ocorrer tontura21 ou fadiga93.
Gravidez6 e a lactação7: BETACARD PLUS não deve ser administrado durante a gravidez6 e lactação7. Categoria de risco na gravidez6: D - Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez6.
Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco: Ver item Posologia.

Interações Medicamentosas de Betacard Plus

O uso combinado de betabloqueadores e bloqueadores do canal de cálcio com efeitos inotrópicos negativos, como por exemplo, verapamil e diltiazem, podem levar a um aumento desses efeitos, particularmente em pacientes com função ventricular comprometida e/ou anormalidades de condução sino-atrial ou atrioventricular. Isto pode resultar em hipotensão49 grave, bradicardia47 e insuficiência cardíaca28. Nenhuma destas  substâncias deve ser administrada intravenosamente antes da interrupção da outra por 48 horas.O tratamento concomitante com diidropiridinas, por exemplo, nifedipino, pode aumentar o risco de hipotensão49 e pode ocorrer falência cardíaca em pacientes com insuficiência cardíaca28 latente.
A associação de glicosídeos digitálicos com betabloqueadores pode aumentar o tempo de condução atrioventricular.
A depleção94 de potássio pode ser perigosa em pacientes que estejam em tratamento com digitálicos.
Os betabloqueadores podem exacerbar a hipertensão70 de rebote que pode ocorrer após a retirada da clonidina. Se estas  substâncias estiverem sendo coadministradas, o betabloqueador deve ser descontinuado vários dias antes da retirada da clonidina. Se for necessário substituir o tratamento com clonidina por betabloqueador, a introdução do betabloqueador deve ser feita vários dias após a interrupção da administração da clonidina.
Antiarrítmicos classe I (por exemplo, disopiramida) e amiodarona podem potencializar o efeito no tempo de condução atrial e induzir efeito inotrópico negativo.
O uso concomitante de agentes simpatomiméticos, por exemplo, adrenalina45, pode neutralizar os efeitos dos betabloqueadores.
O uso concomitante de inibidores da prostaglandina46 sintetase (por exemplo: ibuprofeno, indometacina) pode diminuir os efeitos hipotensores dos betabloqueadores.
As preparações contendo lítio não devem ser administradas com diuréticos73, uma vez que podem reduzir a sua depuração renal95.
Deve-se ter cautela ao administrar agentes anestésicos com BETACARD PLUS (atenolol + clortalidona). O anestesista deve ser informado e a escolha do anestésico deve recair sobre um agente com a menor atividade inotrópica negativa possível. O uso de betabloqueadores com drogas anestésicas pode resultar em atenuação da taquicardia61 de reflexo e aumento do risco de hipotensão49. Agentes anestésicos que causam depressão miocárdica devem ser evitados.

Reações Adversas/Colaterais de Betacard Plus

BETACARD PLUS (atenolol + clortalidona) é bem tolerado. Em estudos clínicos, as possíveis reações adversas relatadas são geralmente atribuíveis às ações farmacológicas dos seus componentes.
As reações adversas a seguir, listadas por sistema corpóreo, foram relatadas com atenolol + clortalidona, com as seguintes definições de frequência: muito comum (>10%), comum (1-9, 9%), incomum (0,1 - 0,9%), raro (0,01 - 0,09%) e muito raro (<0,01%).
Distúrbios do sangue10 e sistema linfático96: Raro: púrpura15, trombocitopenia18 e leucopenia19 (relaciona à clortalidona).
Distúrbios psiquiátricos: Incomum: distúrbios do sono do tipo observado com outros betabloqueadores. Raro: alterações de humor, pesadelos, confusão, psicoses e alucinações20.
Distúrbios do sistema nervoso97: Raro: tontura21, cefaleia98, parestesia23.
Distúrbios oculares: Raro: olhos26 secos, distúrbios visuais.
Distúrbios cardíacos: Comum: bradicardia47.  - Raro: piora da insuficiência cardíaca28, precipitação de bloqueio cardíaco29.
Distúrbios vasculares99: Comum: extremidades frias. Raro: hipotensão49 postural, que pode estar associado à síncope100, aumento da claudicação intermitente31, se esta já estiver presente, em pacientes suscetíveis ao fenômeno de Raynaud30.
Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino101: Raro: pode ocorrer broncoespasmo33  em pacientes com asma34 brônquica ou história de queixas/complicações asmáticas.
Distúrbios gastrintestinais: Comum: distúrbios gastrintestinais (incluindo náusea9 relacionada à clortalidona). Raro: boca35 seca.
Distúrbios hepatobiliares102: Raro: toxicidade103 hepática37, incluindo colestase36 intrahepática, pancreatite40 (relacionada à clortalidona).
Distúrbios da pele e tecido subcutâneo104: Raro: alopecia105, reações cutâneas106 psoriasiformes, exacerbação da psoríase42, exantema107.
Distúrbios do sistema reprodutivo e mamas108: Raro: impotência43.
Distúrbios gerais: Comum: fadiga93.
Avaliações laboratoriais: Comum: relacionadas à clortalidona: hiperuricemia, hiponatremia11, hipocalemia12, comprometimento da tolerância à glicose13.  Incomum: elevações dos níveis das transaminases. Muito raro: aumento dos anticorpos44 antinucleares (ANA); entretanto, a relevância clínica deste evento não está elucidada.
A descontinuação de BETACARD PLUS (atenolol + clortalidona) deve ser considerada se, de acordo com critério médico, o bem-estar do paciente estiver sendo adversamente afetado por qualquer uma das reações descritas acima.

Posologia de Betacard Plus

Adultos: 1 comprimido ao dia de BETACARD PLUS 50 mg (atenolol + clortalidona) ou de BETACARD PLUS 100 mg (atenolol + clortalidona), de preferência no mesmo horário todos dias.A maioria dos pacientes com hipertensão70 apresentará uma resposta satisfatória com a dose diária de 1 comprimido de BETACARD PLUS 100 mg (atenolol + clortalidona). Há pouca ou nenhuma queda adicional na pressão arterial1 com o aumento de dose, mas, quando necessário, pode se adicionar outro agente antihipertensivo, tal como um vasodilatador.
Crianças: não há experiência pediátrica com atenolol + clortalidona e, por esta razão, não é recomendado para uso em crianças.
Idosos: Pacientes idosos geralmente respondem a doses menores.
Pacientes idosos com hipertensão70, que não respondem ao tratamento de baixas doses com um único agente ou em casos em que as doses de ambos podem ser consideradas inapropriadas, devem apresentar uma resposta satisfatória com 1 comprimido ao dia de BETACARD PLUS  50  mg  (atenolol + clortalidona). Nos casos em que o controle da hipertensão70 não é alcançado, a adição de uma pequena dose de um terceiro agente, por exemplo, um vasodilatador, pode ser adequada.
Insuficiência renal75: é necessária cautela na administração em pacientes com insuficiência renal75 grave, podendo ser necessária uma redução na dose diária ou na frequência de administração das doses.
Se o paciente esquecer-se de tomar uma dose de BETACARD PLUS (atenolol + clortalidona), deve tomá-la assim que lembrar, mas o paciente não deve tomar duas doses ao mesmo tempo.

Superdosagem de Betacard Plus

Os sintomas88 de superdosagem podem incluir bradicardia47, hipotensão49, insuficiência cardíaca28 aguda e broncoespasmo33.
O tratamento geral deve incluir: monitorização cuidadosa, tratamento em unidade de terapia intensiva109, uso de lavagem gástrica110, carvão ativado e um laxante111 para prevenir a absorção de qualquer droga ainda presente no trato gastrintestinal, uso de plasma112 ou substitutos do plasma112 para tratar hipotensão49 e choque48. Hemodiálise113 ou hemoperfusão também podem ser consideradas.
Bradicardia47 excessiva pode ser controlada com 1-2 mg de atropina por via intravenosa e/ou com marca-passo114 cardíaco. Se necessário, em seguida pode-se administrar uma dose em bolus115 de 10 mg de glucagon116 por via intravenosa. Se necessário, esse procedimento pode ser repetido ou seguido de uma infusão intravenosa de 1-10 mg/hora  de glucagon116, dependendo da resposta obtida. Se não houver resposta ao glucagon116, ou se o mesmo não estiver disponível, pode-se administrar um estimulante beta-adrenérgico117, tal como a dobutamina (2,5-10 mcg/kg/min) por infusão intravenosa. A dobutamina, devido ao seu efeito inotrópico positivo, também poderia ser usada para tratar a hipotensão49 e a insuficiência cardíaca28 aguda. Dependendo da quantidade da superdose ingerida, é provável que as doses indicadas sejam inadequadas para reverter os efeitos cardíacos dos betabloqueadores. Portanto, se necessário, a dose de dobutamina deve ser aumentada para que se atinja a resposta desejada de acordo com as condições clínicas do paciente.
Há possibilidade de ocorrência de hipotensão49 após o uso de agonistas beta-adrenérgicos69, mas pode se reduzi-la pelo uso da dobutamina que é um agente mais seletivo.
O broncoespasmo33 pode geralmente ser revertido pelo uso de broncodilatadores118.
A diurese119 excessiva deve ser controlada através da manutenção de equilíbrio hidroeletrolítico120 normal.

Pacientes Idosos de Betacard Plus

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Complementos

1 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
2 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
3 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
4 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
5 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
6 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
7 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
8 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
9 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
10 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
11 Hiponatremia: Concentração de sódio sérico abaixo do limite inferior da normalidade; na maioria dos laboratórios, isto significa [Na+] < 135 meq/L, mas o ponto de corte [Na+] < 136 meq/L também é muito utilizado.
12 Hipocalemia: Concentração sérica de potássio inferior a 3,5 mEq/l. Pode ocorrer por alterações na distribuição de potássio (desvio do compartimento extracelular para intracelular) ou de reduções efetivas no conteúdo corporal de potássio por uma menor ingesta ou por perda aumentada. Fraqueza muscular e arritimias cardíacas são os sinais e sintomas mais comuns, podendo haver também poliúria, polidipsia e constipação. Pode ainda ser assintomática.
13 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
14 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
15 Púrpura: Lesão hemorrágica de cor vinhosa, que não desaparece à pressão, com diâmetro superior a um centímetro.
16 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
17 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
18 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
19 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
20 Alucinações: Perturbações mentais que se caracterizam pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensações sem objeto. Impressões ou noções falsas, sem fundamento na realidade; devaneios, delírios, enganos, ilusões.
21 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
22 Cabeça:
23 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
24 Dormência: 1. Estado ou característica de quem ou do que dorme. 2. No sentido figurado, inércia com relação a se fazer alguma coisa, a se tomar uma atitude, etc., resultando numa abulia ou falta de ação; entorpecimento, estagnação, marasmo. 3. Situação de total repouso; quietação. 4. No sentido figurado, insensibilidade espiritual de um ser diante do mundo. Sensação desagradável caracterizada por perda da sensibilidade e sensação de formigamento, e que geralmente ocorre nas extremidades dos membros. 5. Em biologia, é um período longo de inatividade, com metabolismo reduzido ou suspenso, geralmente associado a condições ambientais desfavoráveis; estivação.
25 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
26 Olhos:
27 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
28 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
29 Bloqueio cardíaco: Transtorno da condução do impulso elétrico no tecido cardíaco especializado, manifestado por uma diminuição variável da freqüência dos batimentos cardíacos.
30 Fenômeno de Raynaud: O fenômeno de Raynaud (ou Raynaud secundário) ocorre subsequentemente a um grande grupo de doenças, como artrite, vasculite, esclerodermia, dentre outras. Esta forma de Raynaud pode progredir para necrose e gangrena dos dedos.
31 Claudicação intermitente: Dor que aparece e desaparece nos músculos da perna. Esta dor resulta de uma falta de suprimento sanguíneo nas pernas e geralmente acontece quando a pessoa está caminhando ou se exercitando.
32 Peito: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original
33 Broncoespasmo: Contração do músculo liso bronquial, capaz de produzir estreitamento das vias aéreas, manifestado por sibilos no tórax e falta de ar. É uma contração vista com freqüência na asma.
34 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
35 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
36 Colestase: Retardamento ou interrupção do fluxo nos canais biliares.
37 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
38 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
39 Pâncreas: Órgão nodular (no ABDOME) que abriga GLÂNDULAS ENDÓCRINAS e GLÂNDULAS EXÓCRINAS. A pequena porção endócrina é composta pelas ILHOTAS DE LANGERHANS, que secretam vários hormônios na corrente sangüínea. A grande porção exócrina (PÂNCREAS EXÓCRINO) é uma glândula acinar composta, que secreta várias enzimas digestivas no sistema de ductos pancreáticos (que desemboca no DUODENO).
40 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
41 Cabelo: Estrutura filamentosa formada por uma haste que se projeta para a superfície da PELE a partir de uma raiz (mais macia que a haste) e se aloja na cavidade de um FOLÍCULO PILOSO. É encontrado em muitas áreas do corpo.
42 Psoríase: Doença imunológica caracterizada por lesões avermelhadas com descamação aumentada da pele dos cotovelos, joelhos, couro cabeludo e costas juntamente com alterações das unhas (unhas em dedal). Evolui através do tempo com melhoras e pioras, podendo afetar também diferentes articulações.
43 Impotência: Incapacidade para ter ou manter a ereção para atividades sexuais. Também chamada de disfunção erétil.
44 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
45 Adrenalina: 1. Hormônio secretado pela medula das glândulas suprarrenais. Atua no mecanismo da elevação da pressão sanguínea, é importante na produção de respostas fisiológicas rápidas do organismo aos estímulos externos. Usualmente utilizado como estimulante cardíaco, como vasoconstritor nas hemorragias da pele, para prolongar os efeitos de anestésicos locais e como relaxante muscular na asma brônquica. 2. No sentido informal significa disposição física, emocional e mental na realização de tarefas, projetos, etc. Energia, força, vigor.
46 Prostaglandina: É qualquer uma das várias moléculas estruturalmente relacionadas, lipossolúveis, derivadas do ácido araquidônico. Ela tem função reguladora de diversas vias metabólicas.
47 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
48 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
49 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
50 Acidose metabólica: A acidose metabólica é uma acidez excessiva do sangue caracterizada por uma concentração anormalmente baixa de bicarbonato no sangue. Quando um aumento do ácido ultrapassa o sistema tampão de amortecimento do pH do organismo, o sangue pode acidificar-se. Quando o pH do sangue diminui, a respiração torna-se mais profunda e mais rápida, porque o corpo tenta liberar o excesso de ácido diminuindo o volume do anidrido carbônico. Os rins também tentam compensá-lo por meio da excreção de uma maior quantidade de ácido na urina. Contudo, ambos os mecanismos podem ser ultrapassados se o corpo continuar a produzir excesso de ácido, o que conduz a uma acidose grave e ao coma. A gasometria arterial é essencial para o seu diagnóstico. O pH está baixo (menor que 7,35) e os níveis de bicarbonato estão diminuídos (<24 mmol/l). Devido à compensação respiratória (hiperventilação), o dióxido de carbono está diminuído e o oxigênio está aumentado.
51 Arritmia: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
52 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
53 Nodo Sinusal: Pequena massa de fibras musculares cardíacas modificadas, localizada na junção da VEIA CAVA SUPERIOR com o átrio direito. Os impulsos da contração provavelmente começam neste nó, propagam-se pelo átrio (ÁTRIO CARDÍACO) sendo então transmitidos pelo feixe de His (FEIXE ATRIOVENTRICULAR) para o ventrículo (VENTRÍCULO CARDÍACO).
54 Feocromocitoma: São tumores originários das células cromafins do eixo simpático-adrenomedular, caracterizados pela autonomia na produção de catecolaminas, mais freqüentemente adrenalina e/ou noradrenalina. A hipertensão arterial é a manifestação clínica mais comum, acometendo mais de 90% dos pacientes, geralmente resistente ao tratamento anti-hipertensivo convencional, mas podendo responder a bloqueadores alfa-adrenérgicos, bloqueadores dos canais de cálcio e nitroprussiato de sódio. A tríade clássica do feocromocitoma, associado à hipertensão arterial, é composta por cefaléia, sudorese intensa e palpitações.
55 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
56 Glândula: Estrutura do organismo especializada na produção de substâncias que podem ser lançadas na corrente sangüínea (glândulas endócrinas) ou em uma superfície mucosa ou cutânea (glândulas exócrinas). A saliva, o suor, o muco, são exemplos de produtos de glândulas exócrinas. Os hormônios da tireóide, a insulina e os estrógenos são de secreção endócrina.
57 Supra-renal:
58 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
59 Angina: Inflamação dos elementos linfáticos da garganta (amígdalas, úvula). Também é um termo utilizado para se referir à sensação opressiva que decorre da isquemia (falta de oxigênio) do músculo cardíaco (angina do peito).
60 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
61 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
62 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas. Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose. Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.
63 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
64 Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
65 Alérgenos: Substância capaz de provocar reação alérgica em certos indivíduos.
66 Reação anafilática: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
67 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
68 Diurético: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
69 Adrenérgicos: Que agem sobre certos receptores específicos do sistema simpático, como o faz a adrenalina.
70 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
71 Racêmica: Que não desvia o plano da luz polarizada (diz-se de isômero óptico).
72 Natriurese: É o aumento da excreção urinária de sódio; natriuria, natriúria.
73 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
74 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
75 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
76 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
77 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
78 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
79 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
80 Pressão arterial diastólica: É a pressão mais baixa detectada no sistema arterial sistêmico, observada durante a fase de diástole do ciclo cardíaco. É também denominada de pressão mínima.
81 Estudo duplo-cego: Denominamos um estudo clínico “duplo cego” quando tanto voluntários quanto pesquisadores desconhecem a qual grupo de tratamento do estudo os voluntários foram designados. Denominamos um estudo clínico de “simples cego” quando apenas os voluntários desconhecem o grupo ao qual pertencem no estudo.
82 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
83 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
84 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
85 Ensaios clínicos: Há três fases diferentes em um ensaio clínico. A Fase 1 é o primeiro teste de um tratamento em seres humanos para determinar se ele é seguro. A Fase 2 concentra-se em saber se um tratamento é eficaz. E a Fase 3 é o teste final antes da aprovação para determinar se o tratamento tem vantagens sobre os tratamentos padrões disponíveis.
86 Vasoconstrição: Diminuição do diâmetro dos vasos sanguíneos.
87 Artéria: Vaso sangüíneo de grande calibre que leva sangue oxigenado do coração a todas as partes do corpo.
88 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
89 Salbutamol: Fármaco padrão para o tratamento da asma. Broncodilatador. Inibidor do trabalho de parto prematuro.
90 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
91 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
92 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
93 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
94 Depleção: 1. Em patologia, significa perda de elementos fundamentais do organismo, especialmente água, sangue e eletrólitos (sobretudo sódio e potássio). 2. Em medicina, é o ato ou processo de extração de um fluido (por exxemplo, sangue) 3. Estado ou condição de esgotamento provocado por excessiva perda de sangue. 4. Na eletrônica, em um material semicondutor, medição da densidade de portadores de carga abaixo do seu nível e do nível de dopagem em uma temperatura específica.
95 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
96 Sistema Linfático: Um sistema de órgãos e tecidos que processa e transporta células imunes e LINFA.
97 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
98 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
99 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
100 Síncope: Perda breve e repentina da consciência, geralmente com rápida recuperação. Comum em pessoas idosas. Suas causas são múltiplas: doença cerebrovascular, convulsões, arritmias, doença cardíaca, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar, hipoglicemia, intoxicações, hipotensão postural, síncope situacional ou vasopressora, infecções, causas psicogênicas e desconhecidas.
101 Mediastino: Região anatômica do tórax onde se localizam diversas estruturas, dentre elas o coração.
102 Hepatobiliares: Diz-se do que se refere ao fígado e às vias biliares.
103 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
104 Pele e Tecido Subcutâneo: Revestimento externo do corpo composto por PELE, seus acessórios (CABELO, UNHAS, GLÂNDULAS SEBÁCEAS e GLÂNDULAS SUDORÍPARAS) e seus ductos.
105 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
106 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
107 Exantema: Alteração difusa da coloração cutânea, caracterizada por eritema, com elevação das camadas mais superficiais da pele (pápulas), vesículas, etc. Pode ser produzido por uma infecção geralmente viral (rubéola, varicela, sarampo), por alergias a medicamentos, etc.
108 Mamas: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
109 Terapia intensiva: Tratamento para diabetes no qual os níveis de glicose são mantidos o mais próximo do normal possível através de injeções freqüentes ou uso de bomba de insulina, planejamento das refeições, ajuste em medicamentos hipoglicemiantes e exercícios baseados nos resultados de testes de glicose além de contatos freqüentes entre o diabético e o profissional de saúde.
110 Lavagem gástrica: É a introdução, através de sonda nasogástrica, de líquido na cavidade gástrica, seguida de sua remoção.
111 Laxante: Que laxa, afrouxa, dilata. Medicamento que trata da constipação intestinal; purgante, purgativo, solutivo.
112 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
113 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
114 Marca-passo: Dispositivo implantado no peito ou no abdômen com o por objetivo de regular os batimentos cardíacos.
115 Bolus: Uma quantidade extra de insulina usada para reduzir um aumento inesperado da glicemia, freqüentemente relacionada a uma refeição rápida.
116 Glucagon: Hormônio produzido pelas células-alfa do pâncreas. Ele aumenta a glicose sangüínea. Uma forma injetável de glucagon, disponível por prescrição médica, pode ser usada no tratamento da hipoglicemia severa.
117 Adrenérgico: Que age sobre certos receptores específicos do sistema simpático, como o faz a adrenalina.
118 Broncodilatadores: São substâncias farmacologicamente ativas que promovem a dilatação dos brônquios.
119 Diurese: Diurese é excreção de urina, fenômeno que se dá nos rins. É impróprio usar esse termo na acepção de urina, micção, freqüência miccional ou volume urinário. Um paciente com retenção urinária aguda pode, inicialmente, ter diurese normal.
120 Hidroeletrolítico: Aproximadamente 60% do peso de um adulto são representados por líquido (água e eletrólitos). O líquido corporal localiza-se em dois compartimentos, o espaço intracelular (dentro das células) e o espaço extracelular (fora das células). Os eletrólitos nos líquidos corporais são substâncias químicas ativas. Eles são cátions, que carregam cargas positivas, e ânions, que transportam cargas negativas. Os principais cátions são os íons sódio, potássio, cálcio, magnésio e hidrogênio. Os principais ânions são os íons cloreto, bicarbonato, fosfato e sulfato.

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