ECATOR H

Torrent do Brasil Ltda.

Atualizado em 08/12/2014

ECATOR H
ramipril + hidroclorotiazida
I - IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO
Nome do produto: ECATOR H
Nome genérico: ramipril + hidroclorotiazida

Forma Farmacêutica e Apresentação de Ecator H

ECATOR H: embalagem contendo 30 comprimidos.USO ADULTO

Composição de Ecator H

Cada comprimido de ECATOR H contém:
ramipril .................... 5 mg
hidroclorotiazida .................... 25 mg
Excipientes: celulose microcristalina, manitol, amidoglicolato de sódio, talco, estearato de magnésio, dióxido de silício coloidal e hipromelose.
II - INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Ação esperada do medicamento:

ECATOR H é um produto utilizado para promover a diminuição dos níveis elevados da pressão.
Cuidados de armazenamento:
Conservar em temperatura ambiente (entre 15° a 30° C).
Prazo de validade:
24 meses a partir da data de fabricação indicado na embalagem externa, desde que observados os cuidados de conservação. Não utilize este ou qualquer outro medicamento com o prazo de validade vencido.
Gravidez1 e lactação2:
O medicamento não deve ser utilizado durante o aleitamento. Informe seu médico a ocorrência de gravidez1 na vigência do tratamento ou após o seu término.
Informar ao médico se está amamentando. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez1.
Cuidados na administração:
Aconselha-se deglutir3 ECATOR H com quantidade suficiente de líquido (aproximadamente 1/2 copo), antes, durante ou após a refeição. Os comprimidos não devem ser mastigados ou triturados. Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Interrupção do tratamento:
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Reações adversas:
Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, tais como: náuseas4, tontura5, cefaleia6 ou outros sintomas7 que possam estar associados aos efeitos do medicamento (ver Informações técnicas - Reações adversas).
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS
Ingestão concomitante com outras substâncias:

O médico deve ter conhecimento de outras medicações que o paciente possa estar tomando. Não deve ingerir bebidas alcoólicas durante o tratamento.
ECATOR H pode interferir na capacidade de dirigir e operar máquinas com segurança (ver Informações técnicas - Interações medicamentosas).
Contraindicações e precauções:
Este medicamento é contraindicado em pacientes com alergia8 a qualquer componente da formulação. Para as precauções a serem seguidas ver Informações técnicas - precauções e advertências. Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento. O medicamento não deve ser usado durante o aleitamento e o médico deve ser informado em caso de suspeita de gravidez1 (ver Gravidez1 e lactação2).
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE9.
III - INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Características de Ecator H

Farmacodinâmica: a associação ramipril + hidroclorotiazida apresenta propriedades anti-hipertensivas e diuréticas. O ramipril e a hidroclorotiazida são utilizados isoladamente ou em combinação na terapia anti-hipertensiva. Seus efeitos anti-hipertensivos são complementares.Os efeitos de diminuição da pressão arterial10 dos dois componentes são aproximadamente aditivos, enquanto que a perda de potássio que acompanha a ação da hidrocolorotiazida é atenuada com o uso de ramipril.

Modo de Ação de Ecator H

- ramipril: o ramiprilato, metabólito11 ativo do pró-fármaco12 ramipril inibe a enzima13 dipeptidilcarboxipeptidase I (sinônimos: enzima13 conversora de angiotensina (ECA), cininase II). No plasma14 e tecidos, esta enzima13 catalisa a conversão de angiotensina I em angiotensina II (substância vasoconstritora ativa),assim como o esgotamento da bradicinina15 (substância vasodilatadora ativa).
A redução da formação de angiotensina II e a inibição do esgotamento de bradicinina15 levam à vasodilatação. Como a angiontensina II também estimula a liberação de aldosterona, o ramiprilato promove redução da secreção de aldosterona. O aumento da atividade de bradicinina15 contribui provavelmente, para os efeitos cardioprotetor e endotélio16 protetor observados em estudos com animais.
Ainda não está estabelecida a relação destes efeitos com certas reações adversas (por exemplo: tosse irritativa).
Os inibidores da ECA são eficazes mesmo em pacientes com hipertensão17 e de baixa renina. A resposta média ao inibidor da ECA em monoterapia foi menor em pacientes negros (afrocaribenhos) hipertensos (geralmente população hipertensa de baixa renina) do que em pacientes não negros.
- A hidroclorotiazida é um diurético18 tiazídico. Inibe a reabsorção de sódio e de cloreto no túbulo distal19. A excreção renal20 aumentada destes íons21 é acompanhada pelo aumento do débito urinário22 devido à ligação osmótica23 da água. Ocorre aumento da excreção de potássio e magnésio e diminuição da excreção de ácido úrico. Altas doses resultam em aumento de excreção de bicarbonatos e, em caso de tratamentos prolongados, há diminuição da excreção de cálcio.
Os possíveis mecanismos da ação anti-hipertensiva da hidroclorotiazida podem ser: modificação do balanço sódico, redução do volume aquoso extracelular e do volume plasmático, alteração na resistência vascular24 renal20, bem como resposta reduzida à norepinefrina e angiotensina II.

Características Farmacodinâmicas de Ecator H

- O ramipril: a administração de ramipril causa redução acentuada da resistência arterial periférica. Geralmente não ocorrem alterações significativas no fluxo plasmático renal20 e na taxa de filtração glomerular.A administração de ramipril em pacientes com hipertensão17 promove redução da pressão sanguínea na posição supina e na posição ereta, sem causar aumento compensatório na frequência cardíaca.
Na maioria dos pacientes o início do efeito anti-hipertensivo de uma dose única torna-se aparente após 1 ou 2 horas da administração oral sendo que o efeito máximo geralmente é alcançado 3 a 6 horas após essa administração. A duração do efeito anti-hipertensivo de uma dose única é de geralmente 24 horas.
O efeito anti-hipertensivo máximo com a administração contínua de ramipril é geralmente observado após 3 a 4 semanas. Foi demonstrado que o efeito antihipertensivo é mantido em tratamentos prolongados durante 2 anos.
A interrupção abrupta de ramipril não produz aumento rebote rápido e excessivo na pressão arterial10.
- A hidroclorotiazida: a excreção de água e eletrólitos25 inicia-se aproximadamente 2 horas após a administração do medicamento, alcança seu pico após 3 a 6 horas e dura de 6 a 12 horas.
O início da ação anti-hipertensiva ocorre após 3 a 4 dias e pode durar até 1 semana após interrupção do tratamento.
Em tratamento de longa duração o efeito de diminuição da pressão sanguínea é também observado em doses menores do que aquelas necessárias para o efeito diurético18.
O efeito de diminuição da pressão arterial10 é acompanhado por um discreto aumento da fração filtrada, da resistência vascular24 renal20 e da atividade da renina plasmática.
Altas doses únicas de hidroclorotiazida causam diminuição de volume plasmático, da taxa de filtração glomerular, do fluxo plasmático renal20 e da pressão arterial10 média.
Durante o tratamento de longa duração com doses baixas, o volume plasmático permanece diminuído, enquanto que o débito cardíaco26 e a taxa de filtração glomerular retornam aos níveis de pré-tratamento. A pressão arterial10 média permanece baixa e há diminuição da resistência vascular24.
Os diuréticos27 tiazídicos podem inibir a lactação2.

Farmacocinética de Ecator H

- O ramipril: o pró-fármaco12 ramipril é submetido a extenso metabolismo28 hepático de primeira passagem, que é essencial para a formação de seu único metabólito11 ativo, ramiprilato (por hidrólise, que ocorre principalmente no fígado29). Em adição a esta ativação em ramiprilato, o ramipril é glicuronizado e transformado em ramipril dicetopiperazina (éster). O ramiprilato é glicuronizado, bem como transformado em ramiprilato dicetopiperazina (ácido).
O resultado desta metabolização do pró-fármaco12 é a biodisponibilidade de aproximadamente 20% da dose administrada oralmente de ramipril.
A biodisponibilidade do ramipriato, após administração oral de 2,5 e 5 mg de ramipril, é aproximadamente 45%, quando comparado com sua disponibilidade após administração intravenosa das mesmas doses.
Após a administração oral de 10 mg de ramipril marcado radioativamente, aproximadamente 40% da radioatividade total é excretada nas fezes e aproximadamente 60% na urina30. Após administração intravenosa de ramipril, aproximadamente 50 a 60% das doses foram detectadas na urina30 (como ramipril e seus metabólitos31); aproximadamente 50% foram aparentemente eliminados por vias não-renais. Após administração intravenosa do ramiprilato, aproximadamente 70% da substância e de seus metabólitos31 foram encontrados na urina30, indicando uma eliminação de ramiprilato de aproximadamente 30% por via não renal20. Após a administração oral de 5 mg de ramipril em pacientes com drenagem32 dos ductos biliares33, aproximadamente a mesma quantidade de ramipril e seus metabólitos31 foi excretada pela urina30 e pela bile34 durante as primeiras 24 horas.
Aproximadamente 80 a 90% dos metabólitos31 encontrados na urina30 e na bile34 foram identificados como ramiprilato ou metabólitos31 do ramiprilato. Ramipril glicuronídeo e ramipril dicetopiperazina representaram aproximadamente 10 a 20% da quantidade total, enquanto que a quantidade ramipril não metabolizada foi de aproximadamente 2%.
Estudos realizados em animais durante a fase de amamentação35 demonstraram que o ramipril passa para o leite materno.
O ramipril é rapidamente absorvido após a administração oral. Como determinado por meio da recuperação da radioatividade na urina30, que representa apenas uma das vias de eliminação, a absorção de ramipril é de pelo menos 50%. A administração de ramipril concomitantemente a alimentos não apresenta efeito relevante sobre a absorção.
As concentrações plasmáticas máximas são atingidas dentro de 1 hora após a administração oral. A meia-vida de eliminação é de aproximadamente 1 hora. As concentrações plasmáticas máximas de ramiprilato são atingidas em 2 a 4 horas após a administração oral de ramipril.
O declínio das concentrações plasmáticas do ramiprilato é de modo polifásico. A meia-vida da distribuição inicial e da fase de eliminação é de aproximadamente 3 horas. É seguida por uma fase intermediária (meia-vida de aproximadamente 15 horas) e por uma fase terminal com concentrações plasmáticas de ramiprilato muito baixas e com meia-vida de aproximadamente 4 a 5 dias.
A fase terminal está relacionada à dissociação lenta do ramiprilato da sua ligação estrita, mas saturável à ECA. Apesar da longa fase terminal, a dose única diária maior ou igual a 2,5 mg de ramipril promove concentrações plasmáticas de ramiprilato no estado de equilíbrio após aproximadamente 4 dias. A meia-vida "efetiva" que é relevante para a determinação da dose, é de 13 a 17 horas sob administração de doses múltiplas.
Após administração intravenosa, o volume de distribuição sistêmica de ramipril é de aproximadamente 90 L e o volume de distribuição sistêmica relativa do ramiprilato é de aproximadamente 500 L. Em estudos in vitro, o ramiprilato demonstrou constantes inibitórias gerais de 7 pmol/L e meia-vida de dissociação da ECA de 10,7 horas, que indicam alta potência.
As taxas de ligação à proteína do ramipril e do ramiprilato são de aproximadamente 73% e 56%, respectivamente.
Em voluntários sadios, com idade entre 65 e 76 anos, os parâmetros farmacocinéticos do ramipril e do ramiprilato são semelhantes aos de voluntários sadios jovens.
A excreção renal20 do ramiprilato é reduzida em pacientes com alterações da função renal20 e o clearance renal20 do ramiprilato é proporcionalmente relacionado ao clearance da creatinina36. Isso resulta na elevação das concentrações plasmáticas de ramiprilato, que diminuem de maneira mais lenta do que em pessoas com função renal20 normal.
A alteração da função hepática37 retarda a ativação de ramipril em ramiprilato quando são administradas doses elevadas (10 mg) de ramipril, resultando na elevação dos níveis plasmáticos de ramipril e na diminuição da eliminação de ramiprilato.
Assim como em pessoas saudáveis e pacientes com hipertensão17, também não foi observado acúmulo relevante de ramipril e ramiprilato após administração oral de 5 mg de ramipril, uma vez ao dia, durante 2 semanas, em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva38.
- A hidroclorotiazida: aproximadamente 70% da hidroclorotiazida é absorvida após administração oral, apresentando biodisponibilidade de aproximadamente 70%.
A concentração máxima de 70 ng/mL foi alcançada de 1,5 a 4 horas após administração oral de 12,5 mg de hidroclorotiazida; a concentração máxima de 142 ng/mL é alcançada de 2 a 5 horas após a administração oral de 25 mg de hidroclorotiazida e a concentração máxima de 260 ng/mL é atingida de 2 a 4 horas após a administração oral de 50 mg de hidroclorotiazida. Aproximadamente 40% da hidroclorotiazida são ligadas às proteínas39 plasmáticas.
A hidroclorotiazida é quase que totalmente excretada (mais de 95%) pela via renal20 na forma inalterada. Após administração de dose oral única, 50 a 70% são excretados dentro de 24 horas. É possível detectar na urina30 quantidades da substância em menos de 60 minutos após sua administração.
A meia-vida de eliminação é de 5 a 6 horas. No caso de insuficiência renal40, a excreção é reduzida e a meia-vida prolongada. O clearance renal20 da hidroclorotiazida é intimamente correlacionado ao clearance de creatinina36. Em pacientes com taxa de filtração glomerular menor do que 10 mL/min apenas 10% da dose administrada foi encontrada na urina30. Estudos mais recentes indicam que parte do fármaco12 é excretada por via não renal20 (bile34). A hidroclorotiazida passa em pequenas quantidades para o leite materno.
Não foram observadas alterações relevantes na farmacocinética da hidroclorotiazida na cirrose41 hepática37.
Não há estudos disponíveis de farmacocinética em pacientes com insuficiência cardíaca42.
- A combinação ramipril + hidroclorotiazida: quando ramipril e hidroclorotiazida são administrados conjuntamente, não há influência na biodisponibilidade dos componentes isoladamente.
Pode-se considerar como bioequivalentes a combinação de doses fixas de comprimidos de 5 mg de ramipril e 25 mg de hidroclorotiazida e a combinação livre de cápsulas de 5 mg de ramipril e 25 mg de hidroclorotiazida.

Dados de Segurança Não Clínicos de Ecator H

Toxicidade43 aguda: - O ramipril: como o ramipril apresenta DL50 maior que 10.000 mg/kg de peso corpóreo em camundongos e ratos e acima de 1.000 mg/kg de peso corpóreo em cães de raça beagle, considera-se que a administração oral de ramipril seja isenta de toxicidade43 aguda.
- A hidroclorotiazida: em estudos de toxicidade43 aguda em camundongos, a DL50(após administração oral) é maior que 10.000 mg/kg de peso corpóreo e 884 mg/kg de peso corpóreo após administração intravenosa.
Em ratos, a DL50 aguda após administração intravenosa foi de 461 mg/kg de peso corpóreo e em cães foi de aproximadamente 1.000 mg/kg de peso corpóreo. Cães toleram doses > 2.000 mg/kg de peso corpóreo após administração oral sem demonstrarem qualquer sinal44 de toxicidade43.
- A combinação ramipril + hidroclorotiazida: a DL50 oral em ratos e camundongos é maior que 10.000 mg/kg de peso corpóreo, ou seja, a combinação de ramipril + hidroclorotiazida (1:5) é totalmente isenta de toxicidade43 aguda. Isto é consistente com os resultados do teste de toxicidade43 aguda com cada substância isoladamente.
Toxicidade43 crônica:
- O ramipril: estudos envolvendo administração crônica foram conduzidos em ratos, cães e macacos. Em ratos, as doses diárias da ordem de 40 mg/kg de peso corpóreo resultaram em alteração nos eletrólitos25 plasmáticos e em anemia45. Em doses diárias >3,2 mg/kg de peso corpóreo houve algumas evidências de alteração na morfologia renal20 (atrofia46 do túbulo distal19). Entretanto, esses efeitos podem ser explicados em termos farmacodinâmicos e são característicos da classe da substância. Doses diárias de 2 mg/kg de peso corpóreo foram toleradas por ratos sem que houvesse ocorrência de efeitos tóxicos. A atrofia46 tubular é encontrada em ratos, porém não em cães e macacos.
Foi observado um alargamento pronunciado do aparelho justaglomerular como expressão da atividade farmacodinâmica do ramipril (um sinal44 de aumento da produção de renina como reação à redução da formação de angiotensina II) em cães e macacos, especialmente quando foram administradas doses diárias >250 mg/kg de peso corpóreo. Também foram encontradas indicações de alteração dos eletrólitos25 plasmáticos e alterações do perfil sanguíneo em cães e macacos. Cães e macacos toleraram doses diárias de 2,5 mg/kg de peso corpóreo e 8 mg/kg de peso corpóreo, respectivamente sem que fossem observados efeitos tóxicos.
- A hidroclorotiazida: foram realizados estudos de toxicidade43 oral subcrônica (subaguda47) em ratos com doses diárias de 500, 1000 e 2000 mg/kg de peso corpóreo (5 dias por semana durante um período de 3 semanas) que não produziram sinais48 de efeito tóxico da substância: tais fatalidades ocorridas foram atribuídas a pneumonias.
Em estudos conduzidos em cães que receberam doses diárias de 250, 500 e 1000 mg/kg de peso corpóreo durante um período de 8 semanas, nenhum evento sério foi observado, com exceção da alteração no balanço eletrolítico. Estudos de toxicidade43 crônica que foram conduzidos em ratos recebendo doses orais de até 2.000 mg/kg de peso corpóreo, durante 5 dias/semana, durante um período de 26 semanas não revelaram sinais48 de efeito tóxico da substância e nenhuma alteração foi notada que possa ser atribuída à substância durante a investigação pós-morte.
Durante um período de 26 semanas, cães receberam diariamente doses de 125, 250 e 500 mg/kg de peso corpóreo (entretanto, no grupo de 500 mg a medicação foi interrompida após a 7ª semana, por 11 semanas). Houve uma pequena redução do potássio plasmático. Além disso, durante o curso da investigação macroscópica, pequenas quantidades de precipitados amarelo-cristalinos foram encontradas nas bexigas de 2 dos 12 cães. As investigações histomorfológicas não revelaram nenhum distúrbio que possa ser atribuído à substância.
- A combinação ramipril + hidroclorotiazida: com exceção das alterações no balanço eletrolítico, os estudos conduzidos em ratos e macacos não produziram nenhum achado notável.
Toxicidade43 reprodutiva:
- O ramipril: estudos de toxicidade43 reprodutiva foram conduzidos em ratos, coelhos e macacos e não evidenciaram nenhuma propriedade teratogênica49.
A fertilidade não foi alterada tanto nas fêmeas quanto nos machos.
A administração de doses de ramipril > 50 mg/kg de peso corpóreo em ratas durante o período fetal e o período de amamentação35 produziu danos renais irreversíveis (dilatação da pélvis renal20) na prole.
Quando inibidores da ECA foram administrados a mulheres durante o 2º e 3º trimestres de gravidez1, foram observados efeitos tóxicos nos fetos e nos recémnascidos, incluindo - às vezes em conjunto com oligoidrâmnios (provavelmente como resultado de alteração da função renal20 fetal) - deformidades craniofaciais, hipoplasias pulmonares, contraturas nos membros fetais, hipotensão50, anúria51, insuficiência renal40 irreversível e reversível, assim como óbito52. Também foram relatados em humanos partos prematuros, crescimento intrauterino retardado e persistência do ducto de Botallo. Entretanto, não é conhecido se estes fenômenos são consequências da exposição aos inibidores da ECA.
- A hidroclorotiazida: em estudos conduzidos em animais, a hidroclorotiazida atravessou a placenta. Estudos conduzidos em camundongos, ratos e coelhos não produziram indicação de efeito teratogênico53.
Houve um estudo no quais 7.500 gestantes utilizaram hidroclorotiazida. Destas, 107 medicaram-se com hidroclorotiazida no 1º trimestre de gestação.
Tem-se a suspeita de desenvolvimento de trombopenia neonatal após administração de hidroclorotiazida na segunda metade da gestação.
Existe a possibilidade da alteração no balanço eletrolítico em gestantes afetar o feto54.
- A combinação ramipril + hidroclorotiazida: em estudos de embriotoxicidade, esta combinação foi administrada durante a fase crítica da organogênese: em ratas, com doses diárias de 1, 10, 150, 600 ou 2400 mg/kg de peso corpóreo e com coelhas, com doses diárias de 0,96; 2,40; ou 6,00 mg/kg de peso corpóreo.
A hidroclorotiazida foi estudada de maneira similar, isoladamente em doses diárias de 125, 500 ou 2.000 mg/kg de peso corpóreo em ratas, e em doses diárias de 2 mg/kg de peso corpóreo em coelhas; estas doses correspondem às proporções de hidroclorotiazida contidas na combinação de altas doses.
Em estudos conduzidos em ratas com cria, a combinação foi administrada nas doses de 1 mg/kg e 10 mg/kg de peso corpóreo sem complicações. Doses >150 mg/kg de peso corpóreo mostraram efeitos tóxicos nestas ratas e resultaram em redução da alimentação e desenvolvimento de peso. Os pesos do coração55 e do fígado29 foram reduzidos. Sintomas7 clínicos de toxicidade43 e óbitos ocorreram com administração de doses de 2400 mg/kg de peso corpóreo.
Nas doses >150 mg/kg de peso corpóreo, houve aumento da excreção urinária e após 2400 mg/kg de peso corpóreo os pesos dos rins56 foram discretamente aumentados. Esses efeitos são atribuídos à ação farmacodinâmica da hidroclorotiazida.
O desenvolvimento do embrião não é afetado pela dose de 1 mg/kg de peso corpóreo. Doses >10 mg/kg de peso corpóreo resultaram em discreto retardo do desenvolvimento do feto54, o que se manifesta em ossificação esquelética atrasada e em doses >150 mg/kg de peso corpóreo, em reduzido peso e altura. A placenta também teve seu peso reduzido.
Investigações morfológicas conduzidas em fetos revelaram aumento das ocorrências de dilatação da pélvis renal20 e do ureter57, bem como aumento da ondulação e da espessura das costelas58 em doses >150 mg/kg de peso corpóreo e em doses >600 mg/kg de peso corpóreo, redução da curvatura da escápula59 e dos ossos dos membros. Estes estudos com hidroclorotiazida isoladamente confirmam que o aumento do retardo do desenvolvimento fetal é devido à ação do diurético18.
As outras conclusões apontam uma ação conjunta dos dois componentes na combinação.
A administração da combinação em coelhas em doses de 0,96 mg/kg de peso corpóreo resultou em leve redução da ingestão de alimentação e estagnação do peso corpóreo. Entretanto, não houve efeito adverso no desenvolvimento intrauterino da prole.
Após administrações de doses de 2,40 e 6,00 mg/kg de peso corpóreo, as coelhas com cria reduziram sua ingestão de alimentos e água e perderam peso corpóreo; além disso, óbitos e abortos espontâneos ocorreram com esta dosagem e os fetos vivos mostraram discreto retardo do crescimento no nascimento. Não foi detectado nenhum sinal44 de anomalias externas ou de anomalias afetando órgãos internos e o esqueleto60 dos fetos que pudessem ser atribuídos à administração combinada.
Quando a hidroclorotiazida foi administrada isoladamente em doses diária de 2 mg/kg de peso corpóreo, foi tolerada pelas coelhas e pelos seus fetos.
Os dois estudos em ratas e coelhas revelaram que a combinação é de algum modo mais tóxico do que os componentes isolados, porém nenhum estudo revelou sinais48 de efeito teratogênico53 da combinação ou da hidroclorotiazida.
Estudos foram conduzidos em ratas para determinar a toxicidade43 peri e pós-natal da combinação; doses orais diárias de 10 e 60 mg/kg de peso corpóreo foram administradas durante o último terço da gestação e durante as 3 semanas de lactação2. Nas doses de 10 mg/kg de peso corpóreo, a droga não apresentou efeito adverso na condição geral das ratas, no curso da gestação ou do parto e também não resultou em distúrbio nos desenvolvimentos intrauterino e pós-natal da prole.
Após administração de 60 mg/kg de peso corpóreo, as ratas reduziram discretamente sua ingestão de alimento e seus filhotes mostraram discreta redução de peso no nascimento e durante a primeira semana de vida em diante.
No período subsequente, o desenvolvimento pós-natal dos filhotes não apresentou fatos notáveis e a incidência61 de dilatação da pélvis renal20 não apresentou aumento (como foi observado após administração de altas doses de ramipril).
Estudos de possível alteração da fertilidade e na capacidade reprodutiva não foram conduzidos com a combinação, pois nenhum efeito tóxico é esperado com base nos resultados dos componentes isoladamente.
Toxicidade43 imunológica
- O ramipril: estudos toxicológicos demonstraram que o ramipril não possui nenhum efeito imunotóxico.
Mutagenicidade:
- O ramipril: testes extensivos de mutagenicidade, utilizando vários sistemas de testes, demonstraram que o ramipril não apresenta nenhuma propriedade mutagênica ou genotóxica.
- A hidroclorotiazida: há evidências limitadas da genotoxicidade da hidroclorotiazida in vitro. Pode-se deduzir a partir dos dados in vivo que a substância não é mutagênica.
- A combinação ramipril + hidroclorotiazida: não foram realizados estudos de mutagenicidade com esta combinação, pois os resultados dos testes com cada componente isoladamente não demonstraram evidência de qualquer tipo de risco.
Carcinogenicidade:
- O ramipril: estudos prolongados em ratos e camundongos não demonstraram nenhuma indicação de efeito carcinogênico.
Em ratos, túbulos renais com células62 oxifílicas e túbulos com hiperplasia63 celular oxifílica foram considerados como uma resposta às alterações funcionais e morfológicas e não como uma resposta neoplásica64 ou pré-neoplásica64.
- A hidroclorotiazida: um estudo de carcinogenicidade com hidroclorotiazida em camundongos produziu uma evidência equivocada da atividade carcinogênica em animais machos quando da administração de altas doses (na forma de uma incidência61 aumentada da neoplasia65 hepatocelular). Não houve evidências de carcinogenicidade em camundongos fêmeas. Um estudo com hidroclorotiazida, em ratos e ratas, também não apresentou evidência de carcinogenicidade potencial.
Resumindo-se todos estes pontos, pode-se assumir que a hidroclorotiazida não apresenta potencial neoplásico66.
- A combinação ramipril + hidroclorotiazida: estudos de carcinogenicidade não foram conduzidos com esta combinação, uma vez que os resultados dos testes com cada componente isoladamente não demonstrou nenhuma evidência de tal risco.

Indicações de Ecator H

Hipertensão arterial67 em pacientes nos quais o uso da associação ramipril/hidroclorotiazida esteja indicado.

Contraindicações de Ecator H

A associação ramipril + hidroclorotiazida não deve ser utilizada em casos de:•  Hipersensibilidade ao ramipril, a qualquer outro inibidor da ECA, à hidroclorotiazida, a outros diuréticos27 tiazídicos, a sulfonamidas, ou a qualquer um dos excipientes da fórmula;
•  Pacientes com história de edema angioneurótico68;
•  Pacientes com comprometimento severo da função renal20, com clearance de creatinina36 menor que 30 mL/min/1,73m² de área de superfície corpórea e em pacientes sob diálise69;
•  Pacientes com estenose70 bilateral da artéria renal71 hemodinamicamente relevante ou unilateral em rim72 único;
•  Pacientes com distúrbio significante no balanço eletrolítico, pode apresentar piora após tratamento com ramipril + hidroclorotiazida (exemplo: hipopotassemia73, hiponatremia74 ou hipercalcemia);
•  Pacientes com comprometimento severo da função hepática37;
•  Durante a gravidez1;
•  Em lactantes75.
O uso concomitante de inibidores da ECA e tratamentos extracorporais que façam o sangue76 entrar em contato com superfícies negativamente carregadas devem ser evitados, pois podem acarretar reações anafilactóides severas. Tais tratamentos extracorporais, incluem diálise69 ou hemofiltração com certas membranas de alto fluxo (por exemplo, poliacrilonitrila) e aférese de lipoproteínas de baixa densidade com sulfato de dextrano.

Precauções e Advertências de Ecator H

Precauções:
O tratamento com a combinação ramipril + hidroclorotiazida requer supervisão médica regular.
Em pacientes com o sistema renina angiotensina hiperestimulado:
São recomendados cuidados especiais no tratamento de pacientes com o sistema renina-angiotensia hiperestimulado (ver posologia).
Tais pacientes estão sob risco de uma queda aguda pronunciada da pressão arterial10 e deterioração da função renal20 devido à inibição da ECA, especialmente quando um inibidor da ECA é administrado pela primeira vez ou é administrado em uma dose maior pela primeira vez. Doses iniciais ou aumento destas doses iniciais devem ser acompanhados por meio de monitorização rigorosa da pressão arterial10 até que se exclua a possibilidade de redução aguda da pressão arterial10.
A ativação significante do sistema renina-angiotensina pode ser prevista, por exemplo:
- em pacientes com hipertensão17 severa e, principalmente, com hipertensão17 maligna. A fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial;
- em pacientes com insuficiência cardíaca42 concomitante e particularmente severa. Em caso de insuficiência cardíaca42 severa, a fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial;
- em pacientes com impedimento hemodinamicamente relevante do influxo ou do efluxo ventricular esquerdo (por exemplo: estenose70 da válvula aórtica ou da válvula mitral). A fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial;
- em pacientes com estenose70 da artéria renal71 hemodinamicamente relevante.
A fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial:
- em pacientes pré-tratados com diurético18, nos quais a interrupção do tratamento ou a redução da dose de diurético18 não é possível, a fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial;
- em pacientes que apresentam ou podem desenvolver deficiência hídrica ou salina (como resultado da ingestão insuficiente de sais ou líquidos, ou como resultado de diarreia77, vômito78 ou sudorese79 excessiva, nos casos em que a reposição de sal e líquidos é inadequada).
Geralmente se recomenda que quadros de desidratação80, hipovolemia81 ou depleção82 salina sejam corrigidos antes do início do tratamento (em pacientes com insuficiência cardíaca42, entretanto, isto deve ser cuidadosamente avaliado em relação ao risco de sobrecarga de volume).
Quando essas condições tornarem-se clinicamente relevantes, o tratamento com a combinação ramipril + hidroclorotiazida somente deverá ser iniciado ou continuado se medidas apropriadas forem tomadas concomitantemente para prevenir uma excessiva redução na pressão arterial10 e deterioração da função renal20.
Pacientes com risco especial de redução acentuada da pressão arterial10:
A fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial em pacientes que apresentam risco de redução acentuada indesejável da pressão arterial10 (exemplo: pacientes com estenoses83 das artérias84 coronarianas ou artérias84 cerebrais hemodinamicamente relevantes).
Idosos:
Alguns pacientes idosos podem ser especialmente responsivos ao tratamento com inibidores da ECA. Recomenda-se avaliação da função renal20 no início do tratamento.
Monitorização da função renal20:
É recomendado que a função renal20 seja monitorizada, especialmente nas primeiras semanas de tratamento. Uma monitorização cuidadosa é particularmente necessária em pacientes com:
- insuficiência cardíaca42;
- doença vascular24 renal20, incluindo pacientes com estenose70 unilateral e artéria renal71 hemodinamicamente relevante. Neste último grupo de pacientes, mesmo um pequeno aumento da creatinina36 sérica pode ser indicativo de perda unilateral da função renal20;
- alteração da função renal20;
- transplante renal20.
Monitorização eletrolítica:
Recomenda-se monitorização regular de sódio, potássio, cálcio e ácido úrico séricos e da glicemia85. É necessária monitorização mais frequente do potássio sérico em pacientes com alteração da função renal20.
Monitorização hematológica:
A contagem de leucócitos86 deve ser monitorizada para detectar uma possível leucopenia87. Avaliações mais frequentes são recomendadas na fase inicial do tratamento, e em pacientes com alteração da função renal20, naqueles com doença do colágeno88 (por exemplo: lúpus89 eritematoso90 ou esclerodermia) concomitante ou naqueles tratados com outros medicamentos que possam causar alterações no perfil hematológico (ver reações adversas).
Advertências:
Caso ocorra o desenvolvimento de edema angioneurótico68 durante o tratamento com inibidor da ECA, este deve ser interrompido imediatamente.
O edema angioneurótico68 pode envolver a língua91, glote92 ou laringe93. O tratamento emergencial de edema angioneurótico68 com risco de vida inclui administração imediata de epinefrina (administração subcutânea94 ou intravenosa lenta), acompanhado de monitorização do ECG e da pressão arterial10. Recomenda-se hospitalização e monitorização do paciente por no mínimo 12 a 24 horas e alta hospitalar somente após o desaparecimento completo dos sintomas7.
Não se dispõe de experiência suficiente com relação ao uso da combinação de ramipril + hidroclorotiazida em crianças.
Dirigindo veículos ou realizando outras tarefas que requeiram atenção:
Algumas reações adversas (por exemplo: alguns sintomas7 de redução da pressão arterial10, tais como superficialização de consciência e vertigem95) podem prejudicar a habilidade de concentração e reação do paciente e, portanto, constituem um risco em situações em que estas habilidades são importantes (por exemplo: dirigir veículos ou operar máquinas).
Gravidez1: a combinação ramipril + hidroclorotiazida não deve ser administrada durante a gravidez1. Portanto, a presença de gravidez1 deve ser excluída antes de se iniciar o tratamento com este produto. A gravidez1 deve ser evitada nos casos onde a mudança para um outro tratamento sem inibidores da ECA e diuréticos27 não seja possível. Caso contrário existirá um risco de dano ao feto54.
Categoria D - Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez1.
Lactação2: se o tratamento com a combinação de ramipril + hidroclorotiazida for necessário durante a lactação2, a paciente não deverá amamentar para prevenir a ingestão pelo recém-nascido de pequenas quantidades de ramipril e hidroclorotiazida com o leite materno.
Pediatria: ainda não foram estabelecidas a segurança e a eficácia desta combinação em crianças.

Interações Medicamentosas de Ecator H

Combinações contraindicadas: tratamentos extracorporais que façam o sangue76 entrar em contato com superfícies negativamente carregadas como o caso de diálise69 ou hemofiltração com certas membranas de alto fluxo (membranas de poliacrilonitilila) e aférese de lipoproteínas de baixa densidade com sulfato de dextrano pode acarretar em: risco de reações anafilactóides severas (ver contraindicações).Associações não recomendadas:
Sais de potássio, diuréticos27 poupadores de potássio e heparina: é possível que haja aumento na concentração sérica de potássio. Monitorização cautelosa é requerida quando o tratamento for concomitante com diuréticos27 poupadores de potássio (por exemplo: espironolactona) ou sais de potássio.
Precauções no uso de:
Agentes anti-hipertensivos e outras substâncias com potencial anti-hipertensivo (por exemplo: nitratos, antidepressivos cíclicos, anestésicos): a potencialização do efeito anti-hipertensivo deve ser prevista (a respeito de diuréticos27 ver também precauções e advertências, reações adversas e posologia).
Vasopressores simpatomiméticos podem reduzir o efeito anti-hipertensivo da combinação de ramipril + hidroclorotiazida. Recomenda-se cuidadosa monitorização da pressão arterial10. Além disso, os efeitos dos vasopressores simpatomiméticos podem ser atenuados pela hidroclorotiazida.
Alopurinol, imunossupressores, corticosteróides, procainamida, citostáticos96 e outras substâncias que podem alterar o quadro hematológico: possibilidade aumentada de reações hematológicas (ver precauções e advertências).
Sais de lítio: redução da excreção de lítio. Isto pode levar a níveis séricos elevados de lítio e risco aumentado de sua toxicidade43. Portanto, os níveis de lítio devem ser monitorizados.
Agentes antidiabéticos (medicamentos como insulina97 e derivados da sulfonilureia): os inibidores da ECA podem reduzir a resistência à insulina98. Em casos isolados, esta redução pode resultar em reações hipoglicêmicas em pacientes tratados concomitantemente com antidiabéticos. A hidroclorotiazida pode atenuar os efeitos dos antidiabéticos. É necessária monitorização cautelosa da glicemia85 na fase inicial da coadministração.
As seguintes interações com outras substâncias devem ser consideradas quando da utilização concomitantemente da combinação de ramipril + hidroclorotiazida com:
Medicamentos anti-inflamatórios não esteroidais (por exemplo, indometacina) e ácido acetilsalicílico: possível atenuação do efeito da combinação de ramipril + hidroclorotiazida), bem como desenvolvimento de insuficiência renal40 aguda ou aumento do potássio sérico.
Heparina: possível aumento na concentração sérica de potássio.
Corticosteróides, carbenoxolonas, grandes quantidades de alcaçuz, o uso prolongado de laxantes99 e outros agentes espoliadores de potássio: podem levar ao desenvolvimento de hipopotassemia73.
Preparações digitálicas: possível intensificação da toxicidade43 dos digitálicos como resultante de alterações nas concentrações eletrolíticas (por exemplo: hipopotassemia73, hipomagnesemia).
Metildopa: possível hemodiálise100.
Administração enteral de substâncias trocadoras de íons21, tais como colestiramina: absorção reduzida da hidroclorotiazida.
Relaxantes musculares do tipo curare: possível intensificação ou prolongamento do efeito relaxante muscular.
Álcool: o ramipril pode aumentar a vasodilatação e consequentemente potencializar o efeito do álcool.
Sal: possível atenuação do efeito anti-hipertensivo pela ingestão aumentada de sal na dieta.
Terapia dessensibilizante: a possibilidade e a gravidade das reações anafiláticas101 e anafilactóides causadas por veneno de insetos estão aumentadas com a inibição da ECA. Considera-se que este efeito também pode ocorrer com outros alérgenos102.
Ausência de interação medicamentosa farmacocinética: não há dados disponíveis até o momento.
Interferência em testes laboratoriais e diagnósticos:
Teste da função paratireoideana: a hidroclorotiazida estimula a reabsorção renal20 de cálcio e pode levar a hipercalcemia. Isto deve ser considerado quando da condução de teste de função paratireoideana

Reações Adversas/Colaterais de Ecator H

Como a combinação de ramipril + hidroclorotiazida é um agente antihipertensivo, muitas das suas reações adversas são efeitos secundários à sua ação de redução da pressão arterial10 que resulta na contra regulação adrenérgica ou na hipoperfusão corpórea. Numerosos outros efeitos (por exemplo, efeitos no balanço eletrolítico, algumas reações anafilactóides ou reações inflamatórias das membranas mucosas103) ocorrem devido à inibição da ECA ou a outras ações farmacológicas do ramipril ou da hidroclorotiazida. As seguintes reações adversas foram observadas durante o tratamento com a combinação ramipril + hidroclorotiazida, seus constituintes ramipril e hidroclorotiazida, outros inibidores da ECA ou diuréticos27 semelhantes, podendo, portanto, ocorrer:
Sistema cardiovascular104 e sistema nervoso105:
Excepcionalmente podem ocorrer sintomas7 e reações leves como: cefaleia6, alterações do equilíbrio, taquicardia106, fraqueza, sonolência, superficialização de consciência ou diminuição da capacidade de reação.
Sintomas7 leves e reações como edema107 periférico, rubor, vertigem95, zumbidos, fadiga108, nervosismo, depressão, tremor, agitação, alterações visuais, alterações do sono, confusão, ansiedade, impotência109 erétil transitória, palpitações110, sudorese79, alterações auditivas, sonolência, regulação ortostática alterada, assim como reações graves como angina111 pectoris, arritmias112 cardíacas e síncope113 são raros.
Pode ocorrer raramente hipotensão50 grave ou precipitação ou intensificação do fenômeno de Raynaud114, assim como, em casos isolados, isquemia115 cerebral ou miocárdica, infarto do miocárdio116, ataque isquêmica transitório, acidente vascular cerebral117 isquêmico118, exacerbação das alterações de perfusão devido à estenose70 vascular24 ou parestesia119.
Rins56 e balanço salino:
Excepcionalmente pode ocorrer aumento da ureia120 e creatinina36 séricas e alteração da função renal20; em casos isolados pode ocorrer progressão da insuficiência renal40 aguda.
Em casos isolados, nefrite121 intersticial122 pode desenvolver-se durante tratamento com a hidroclorotiazida.
Em casos isolados, a existência prévia de proteinúria123 pode ser deteriorada sob tratamento com a combinação de ramipril + hidroclorotiazida, embora inibidores da ECA geralmente reduzam a proteinúria123.
A combinação ramipril + hidroclorotiazida pode causar ou contribuir para um declínio na concentração sérica de sódio, principalmente quando associado a um regime de restrição de sal. A hidroclorotiazida pode contribuir ou levar ao desenvolvimento de hipocloremia, hipomagnesemia, bem com hipercalcemia. Além disso, a combinação ramipril + hidroclorotiazida pode contribuir para o desenvolvimento ou agravamento de uma alcalose124 metabólica.
Raramente o componente ramipril pode causar ou contribuir para um aumento na concentração de potássio sérico, enquanto o componente hidroclorotiazida pode causar ou contribuir para um declínio de tal concentração. Assim sendo, durante o tratamento com a combinação ramipril + hidroclorotiazida é possível ocorrer tanto aumento como diminuição nos níveis de potássio.
Sinais48 gerais de distúrbios no balanço eletrolítico incluem: cansaço, cefaleia6, tonturas125, sonolência, confusão, apatia126, cãibra muscular, tetania127, além de fraqueza muscular, distúrbios gastrintestinais e sede intensificada.
Particularmente no começo do tratamento, pode ocorrer um aumento transitório na excreção de fluídos. Isto pode ser a expressão do efeito diurético18 da hidroclorotiazida como também uma compensação cardíaca. Se houver desenvolvimento de depleção82 de líquidos, particularmente em pacientes idosos, pode ocorrer hemoconcentração128 ou, em casos especialmente graves, trombose129.
Trato respiratório, reações anafilática/anafilactóides e cutâneas130:
Comumente ocorre tosse seca irritativa (não produtiva). Esta tosse geralmente piora à noite e durante períodos de descanso (isto é, quando a pessoa está deitada), sendo mais frequente em mulheres e não fumantes;
Raramente pode ocorrer congestão nasal, sinusite131, bronquite, broncoespasmo132 e dispneia133.
A administração de hidroclorotiazida pode induzir a pneumonite134 e edema pulmonar135, possivelmente como resultado de reação alérgica136.
Excepcionalmente pode ocorrer edema angioneurótico68 leve, farmacologicamente mediado (a incidência61 de angioedema137 relacionado a inibidores da ECA parece ser maior em negros, isto é em afrocaribenhos, comparativamente a pacientes não negros). Reações graves deste tipo ou de outros, reações anafiláticas101/anafilactóides ao ramipril ou a qualquer um dos outros componentes (não mediadas farmacologicamente) são raras.
Reações cutâneas130 e nas mucosas103, tais como exantema138, prurido139 ou urticária140 são pouco comuns. Houve relato de casos raros de desenvolvimento de exantema138 maculopapular141, exantema138 e enantema liquenóide, eritema multiforme142, síndrome de Stevens-Johnson143, necrose144 epidérmica tóxica, alopecia145 ou fotossensibilidade, bem como, casos isolados de pênfigo, exacerbação ou desenvolvimento de psoríase146, exantema138 e enantema penfigóide ou onicólise147.
Existe a possibilidade de ocorrência de reações anafiláticas101 à hidroclorotiazida.
A possibilidade e a gravidade das reações anafiláticas101 e anafilactóides causadas por veneno de insetos podem ser aumentadas com a inibição da ECA. Considera-se que este efeito também possa ocorrer com outros alérgenos102.
Trato digestivo e sistema hepático:
Excepcionalmente podem ocorrer: náuseas4, elevação do nível sérico das enzimas hepáticas148 e/ou da bilirrubina149, assim como icterícia150 colestática.
Raramente pode ocorrer secura da boca151, glossite152, reações inflamatórias da cavidade oral153 e do trato gastrintestinal, desconforto abdominal, dor gástrica (incluindo dor semelhante à gástrica), alterações digestivas, constipação154, diarreia77, vômito78 e aumento dos níveis das enzimas pancreáticas. Em casos isolados podem ocorrer pancreatite155 e danos hepáticos (incluindo insuficiência hepática156 aguda).
Reações hematológicas:
Raramente podem ocorrer redução leve (em casos isolados, graves) da contagem de hemácias157, conteúdo de hemoglobina158, contagem de leucócitos86 e plaquetas159. Podem ocorrer agranulocitose160, pancitopenia161 e depressão da medula óssea162.
Reações hematológicas relacionadas aos inibidores da ECA são mais prováveis de ocorrerem em pacientes com alteração da função renal20 e com doenças concomitantes do colágeno88 (por exemplo: lúpus89 eritematoso90 ou esclerodermia), ou naqueles tratados com outros medicamentos que podem causar alterações no perfil hematológico (ver Interações medicamentosas e Precauções e advertências).
Em casos isolados, pode ocorrer desenvolvimento de anemia hemolítica163.
Outras reações adversas:
Excepcionalmente podem ocorrer: conjuntivite164, assim como, raramente, cãibra muscular, redução da libido165, perda do apetite e alterações do paladar166 (por exemplo: gosto metálico) e do olfato ou perda parcial ou, algumas vezes completa, do paladar166.
Em casos isolados podem ocorrer: vasculites, mialgia167, artralgia168, grave e eosinofilia169, assim como contagem elevada de anticorpos170 antinucleares.
Numa relação temporal com a administração de hidroclorotiazida, foi descrito o desenvolvimento de lúpus89 eritematoso90.
Durante o tratamento com hidroclorotiazida - e, por consequência, com a combinação de ramipril + hidroclorotiazida - pode ocorrer aumento na concentração sanguínea de ácido úrico. Isto pode levar a crises de gota171, principalmente naqueles pacientes nos quais os níveis de ácido úrico já são elevados. A hidroclorotiazida pode diminuir a tolerância à glicose172, podendo levar a uma deterioração das condições metabólicas em pacientes com diabetes mellitus173. Pode ocorrer a primeira manifestação de diabetes mellitus173 latente.
A hidroclorotiazida pode causar aumento nos níveis de colesterol174 e triglicérides175.

Posologia de Ecator H

A posologia é baseada no efeito anti-hipertensivo desejado e na tolerabilidade dos pacientes ao fármaco12. O tratamento com ECATOR H é geralmente a longo prazo. A duração do tratamento é determinada pelo médico.
A seguinte posologia aplica-se quando da ausência de situações especiais definidas abaixo.
A posologia inicial usual é de 1/2 comprimido de ECATOR H diariamente. Se necessário, a dose poderá ser aumentada em intervalos de 2 a 3 semanas, até um máximo permitido de 2 comprimidos ao dia. Na maioria dos casos a pressão arterial10 será reduzida suficientemente após 1/2 a 1 comprimido de ECATOR H por dia.
Situações especiais:
•  Posologia para pacientes176 previamente tratados com diuréticos27:

Nos pacientes tratados previamente com diuréticos27, deve-se tomar o cuidado de descontinuá-lo no mínimo 2 a 3 dias ou mais (dependendo da duração da ação do diurético18) antes de começar o tratamento com ECATOR H, ou que seja, deve-se pelo menos reduzir gradativamente a dose deste.
O médico decidirá, em cada caso individualmente, se a interrupção ou redução da dose é possível e em quanto tempo deverá ocorrer.
Se a interrupção não for possível, o tratamento deverá ser iniciado com a dose mínima de ramipril (1,25 mg/dia de ramipril) em monoterapia. Subsequentemente, deve-se proceder a mudança para uma dose inicial não superior a 1/2 comprimido de ECATOR H.
•  Posologia para pacientes176 com insuficiência renal40:
Clearance de creatinina36 entre 60 e 30 mL/min/1,73 m² de área de superfície corpórea: o tratamento deve começar com ramipril isoladamente, em dose diária de 1,25 mg. Após o gradual aumento da dose de ramipril, o tratamento com ECATOR H é iniciado com uma dose diária de 1/2 comprimido de ECATOR H, administrada uma vez ao dia. A dose diária máxima permitida nesses pacientes é de 1 comprimido de ECATOR H.
Quando não for possível medir o clearance de creatinina36, ele pode ser calculado baseado no nível de creatinina36 sérica, aplicando-se a seguinte fórmula (equação de Cockcroft):
Clearance de creatinina36 (ml/min) =
Homem:
   Peso corporal (Kg) x (140 - idade em anos)
_________________________________________
              72 x creatinina36 sérica (mg/dL177)

Mulher: multiplique o produto da equação acima por 0,85.
Administração: ECATOR H deve ser deglutido inteiro com uma quantidade suficiente de líquido (aproximadamente meio copo de água).
ECATOR H pode ser ingerido antes, durante ou após as refeições.
Geralmente se recomenda que ECATOR H, de acordo com a prescrição, seja administrado no café da manhã, em dose única diária.

Superdosagem de Ecator H

Sintomas7: a superdosagem pode causar diurese178 persistente, vasodilatação periférica excessiva (com hipotensão50 acentuada e choque179), bradicardia180, alterações eletrolíticas, insuficiência renal40, arritmias112 cardíacas, alterações de consciência incluindo coma181, convulsões cerebrais, paresia182 e íleo paralítico183.
Em pacientes com obstrução do fluxo urinário (por exemplo, devido a hiperplasia63 prostática), uma diurese178 repentina pode induzir a uma retenção urinária aguda184 com distensão exagerada da bexiga185.
Tratamento: desintoxicação primária, por exemplo, por meio de lavagem gástrica186, administração de adsorventes e sulfato de sódio (se possível durante os primeiros 30 min). Em caso de hipotensão50, deve-se considerar a administração de agonistas á1-adrenérgicos187 (por exemplo: norepinefrina e dopamina188) e de angiotensina II (angiotensinamida), adicionalmente à reposição hídrica e salina.
Não existem dados disponíveis sobre a eficácia de diurese178 forçada, alteração do pH urinário, hemofiltração ou diálise69 no aumento da velocidade de eliminação do ramipril ou do ramiprilato. Caso a diálise69 ou a hemofiltração sejam consideradas, ver Contraindicações.
A hidroclorotiazida é dialisável.

Pacientes Idosos de Ecator H

Alguns pacientes idosos podem ser especialmente responsivos ao tratamento com inibidores da ECA. Recomenda-se avaliação da função renal20 no início do tratamento. Ver também o item Posologia.
Registro MS - 1.0525.0028
Farmacêutico Responsável:
Dr. Ricardo Magela Rocha - CRF-SP n° 7.907
Importado por:
Torrent do Brasil Ltda.
Avenida Tamboré, 1180 - Módulo A5
Barueri - SP
CNPJ 33.078.528/0001-32
Fabricado por:
Torrent Pharmaceuticals Ltd.
Indrad - Índia.
SAC: 0800.7708818
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
n° do lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho

ECATOR H - Laboratório

Torrent do Brasil Ltda.
Av. Tamboré, 1180, Módulo A5.
Baurueri - SP/SP
Tel: 0800-7708818
Site: http://www.torrent.com.br

Ver outros medicamentos do laboratório "Torrent do Brasil Ltda."

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
2 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
3 Deglutir: Passar (o bolo alimentar) da boca para o esôfago e, a seguir, para o estômago.
4 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
5 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
6 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
7 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
8 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
9 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
10 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
11 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
12 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
13 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
14 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
15 Bradicinina: É um polipeptídio plasmático que tem função vasodilatadora e que se forma em resposta à presença de toxinas ou ferimentos no organismo.
16 Endotélio: Camada de células que reveste interiormente os vasos sanguíneos e os vasos linfáticos.
17 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
18 Diurético: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
19 Distal: 1. Que se localiza longe do centro, do ponto de origem ou do ponto de união. 2. Espacialmente distante; remoto. 3. Em anatomia geral, é o mais afastado do tronco (diz-se de membro) ou do ponto de origem (diz-se de vasos ou nervos). Ou também o que é voltado para a direção oposta à cabeça. 4. Em odontologia, é o mais distante do ponto médio do arco dental.
20 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
21 Íons: Átomos ou grupos atômicos eletricamente carregados.
22 Débito urinário: É a quantidade de urina eliminada pelos rins em um dado período de tempo. Os rins recebem um fluxo sanguíneo de 1.100 ml/minuto, cerca de 23% do débito cardíaco. A diurese normal significa um débito urinário de 800 a 1.800 ml/24 horas.
23 Osmótica: Relativo à osmose, ou seja, ao fluxo do solvente de uma solução pouco concentrada, em direção a outra mais concentrada, que se dá através de uma membrana semipermeável.
24 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
25 Eletrólitos: Em eletricidade, é um condutor elétrico de natureza líquida ou sólida, no qual cargas são transportadas por meio de íons. Em química, é uma substância que dissolvida em água se torna condutora de corrente elétrica.
26 Débito cardíaco: Quantidade de sangue bombeada pelo coração para a aorta a cada minuto.
27 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
28 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
29 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
30 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
31 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
32 Drenagem: Saída ou retirada de material líquido (sangue, pus, soro), de forma espontânea ou através de um tubo colocado no interior da cavidade afetada (dreno).
33 Ductos Biliares: Canais que coletam e transportam a secreção biliar dos CANALÍCULOS BILIARES (o menor ramo do TRATO BILIAR no FÍGADO), através dos pequenos ductos biliares, ductos biliares (externos ao fígado) e para a VESÍCULA BILIAR (para armazenamento).
34 Bile: Agente emulsificador produzido no FÍGADO e secretado para dentro do DUODENO. Sua composição é formada por s ÁCIDOS E SAIS BILIARES, COLESTEROL e ELETRÓLITOS. A bile auxilia a DIGESTÃO das gorduras no duodeno.
35 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
36 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
37 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
38 Insuficiência Cardíaca Congestiva: É uma incapacidade do coração para efetuar as suas funções de forma adequada como conseqüência de enfermidades do próprio coração ou de outros órgãos. O músculo cardíaco vai diminuindo sua força para bombear o sangue para todo o organismo.
39 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
40 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
41 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
42 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
43 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
44 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
45 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
46 Atrofia: 1. Em biologia, é a falta de desenvolvimento de corpo, órgão, tecido ou membro. 2. Em patologia, é a diminuição de peso e volume de órgão, tecido ou membro por nutrição insuficiente das células ou imobilização. 3. No sentido figurado, é uma debilitação ou perda de alguma faculdade mental ou de um dos sentidos, por exemplo, da memória em idosos.
47 Subaguda: Levemente aguda ou que apresenta sintomas pouco intensos, mas que só se atenuam muito lentamente (diz-se de afecção ou doença).
48 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
49 Teratogênica: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
50 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
51 Anúria: Clinicamente, a anúria é o débito urinário menor de 400 ml/24 horas.
52 Óbito: Morte de pessoa; passamento, falecimento.
53 Teratogênico: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
54 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
55 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
56 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
57 Ureter: Estrutura tubular que transporta a urina dos rins até a bexiga.
58 Costelas:
59 Escápula:
60 Esqueleto:
61 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
62 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
63 Hiperplasia: Aumento do número de células de um tecido. Pode ser conseqüência de um estímulo hormonal fisiológico ou não, anomalias genéticas no tecido de origem, etc.
64 Neoplásica: Que apresenta neoplasia, ou seja, que apresenta processo patológico que resulta no desenvolvimento de neoplasma ou tumor. Um neoplasma é uma neoformação de crescimento anormal, incontrolado e progressivo de tecido, mediante proliferação celular.
65 Neoplasia: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
66 Neoplásico: Que apresenta neoplasia, ou seja, que apresenta processo patológico que resulta no desenvolvimento de neoplasma ou tumor. Um neoplasma é uma neoformação de crescimento anormal, incontrolado e progressivo de tecido, mediante proliferação celular.
67 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
68 Edema angioneurótico: Ataques recidivantes de edema transitório que aparecem subitamente em áreas da pele, membranas mucosas e ocasionalmente nas vísceras, geralmente associadas com dermatografismo, urticária, eritema e púrpura.
69 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
70 Estenose: Estreitamento patológico de um conduto, canal ou orifício.
71 Artéria Renal: Ramo da aorta abdominal que irriga os rins, glândulas adrenais e ureteres.
72 Rim: Os rins são órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
73 Hipopotassemia: Concentração sérica de potássio inferior a 3,5 mEq/l. Pode ocorrer por alterações na distribuição de potássio (desvio do compartimento extracelular para intracelular) ou de reduções efetivas no conteúdo corporal de potássio por uma menor ingesta ou por perda aumentada. Fraqueza muscular e arritimias cardíacas são os sinais e sintomas mais comuns, podendo haver também poliúria, polidipsia e constipação. Pode ainda ser assintomática.
74 Hiponatremia: Concentração de sódio sérico abaixo do limite inferior da normalidade; na maioria dos laboratórios, isto significa [Na+] < 135 meq/L, mas o ponto de corte [Na+] < 136 meq/L também é muito utilizado.
75 Lactantes: Que produzem leite; que aleitam.
76 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
77 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
78 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
79 Sudorese: Suor excessivo
80 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.
81 Hipovolemia: Diminuição do volume de sangue secundário a hemorragias, desidratação ou seqüestro de sangue para um terceiro espaço (p. ex. peritônio).
82 Depleção: 1. Em patologia, significa perda de elementos fundamentais do organismo, especialmente água, sangue e eletrólitos (sobretudo sódio e potássio). 2. Em medicina, é o ato ou processo de extração de um fluido (por exxemplo, sangue) 3. Estado ou condição de esgotamento provocado por excessiva perda de sangue. 4. Na eletrônica, em um material semicondutor, medição da densidade de portadores de carga abaixo do seu nível e do nível de dopagem em uma temperatura específica.
83 Estenoses: Estreitamentos patológicos de um conduto, canal ou orifício.
84 Artérias: Os vasos que transportam sangue para fora do coração.
85 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
86 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
87 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
88 Colágeno: Principal proteína fibrilar, de função estrutural, presente no tecido conjuntivo de animais.
89 Lúpus: 1. É uma inflamação crônica da pele, caracterizada por ulcerações ou manchas, conforme o tipo específico. 2. Doença autoimune rara, mais frequente nas mulheres, provocada por um desequilíbrio do sistema imunológico. Nesta patologia, a defesa imunológica do indivíduo se vira contra os tecidos do próprio organismo como pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. Essas múltiplas formas de manifestação clínica, às vezes, podem confundir e retardar o diagnóstico. Lúpus exige tratamento cuidadoso por médicos especializados no assunto.
90 Eritematoso: Relativo a ou próprio de eritema. Que apresenta eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
91 Língua:
92 Glote: Aparato vocal da laringe. Consiste das cordas vocais verdadeiras (pregas vocais) e da abertura entre elas (rima da glote).
93 Laringe: É um órgão fibromuscular, situado entre a traqueia e a base da língua que permite a passagem de ar para a traquéia. Consiste em uma série de cartilagens, como a tiroide, a cricóide e a epiglote e três pares de cartilagens: aritnoide, corniculada e cuneiforme, todas elas revestidas de membrana mucosa que são movidas pelos músculos da laringe. As dobras da membrana mucosa dão origem às pregas vocais.
94 Subcutânea: Feita ou situada sob a pele; hipodérmica.
95 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
96 Citostáticos: Diz-se de substâncias que inibem o crescimento ou a reprodução das células.
97 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
98 Resistência à insulina: Inabilidade do corpo para responder e usar a insulina produzida. A resistência à insulina pode estar relacionada à obesidade, hipertensão e altos níveis de colesterol no sangue.
99 Laxantes: Medicamentos que tratam da constipação intestinal; purgantes, purgativos, solutivos.
100 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
101 Reações anafiláticas: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
102 Alérgenos: Substância capaz de provocar reação alérgica em certos indivíduos.
103 Mucosas: Tipo de membranas, umidificadas por secreções glandulares, que recobrem cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
104 Sistema cardiovascular: O sistema cardiovascular ou sistema circulatório sanguíneo é formado por um circuito fechado de tubos (artérias, veias e capilares) dentro dos quais circula o sangue e por um órgão central, o coração, que atua como bomba. Ele move o sangue através dos vasos sanguíneos e distribui substâncias por todo o organismo.
105 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
106 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
107 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
108 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
109 Impotência: Incapacidade para ter ou manter a ereção para atividades sexuais. Também chamada de disfunção erétil.
110 Palpitações: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
111 Angina: Inflamação dos elementos linfáticos da garganta (amígdalas, úvula). Também é um termo utilizado para se referir à sensação opressiva que decorre da isquemia (falta de oxigênio) do músculo cardíaco (angina do peito).
112 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
113 Síncope: Perda breve e repentina da consciência, geralmente com rápida recuperação. Comum em pessoas idosas. Suas causas são múltiplas: doença cerebrovascular, convulsões, arritmias, doença cardíaca, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar, hipoglicemia, intoxicações, hipotensão postural, síncope situacional ou vasopressora, infecções, causas psicogênicas e desconhecidas.
114 Fenômeno de Raynaud: O fenômeno de Raynaud (ou Raynaud secundário) ocorre subsequentemente a um grande grupo de doenças, como artrite, vasculite, esclerodermia, dentre outras. Esta forma de Raynaud pode progredir para necrose e gangrena dos dedos.
115 Isquemia: Insuficiência absoluta ou relativa de aporte sanguíneo a um ou vários tecidos. Suas manifestações dependem do tecido comprometido, sendo a mais frequente a isquemia cardíaca, capaz de produzir infartos, isquemia cerebral, produtora de acidentes vasculares cerebrais, etc.
116 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
117 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
118 Isquêmico: Relativo à ou provocado pela isquemia, que é a diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea, numa parte do organismo, ocasionada por obstrução arterial ou por vasoconstrição.
119 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
120 Ureia: 1. Resíduo tóxico produzido pelo organismo, resulta da quebra de proteínas pelo fígado. É normalmente removida do organismo pelos rins e excretada na urina. 2. Substância azotada. Composto orgânico cristalino, incolor, de fórmula CO(NH2)2 (ou CH4N2O), com um ponto de fusão de 132,7 °C.
121 Nefrite: Termo que significa “inflamação do rim” e que agrupa doenças caracterizadas por lesões imunológicas ou infecciosas do tecido renal. Alguns exemplos são a nefrite intersticial por drogas, a glomerulonefrite pós-estreptocócica, etc. Podem manifestar-se por hipertensão arterial, hematúria e dor lombar.
122 Intersticial: Relativo a ou situado em interstícios, que são pequenos espaços entre as partes de um todo ou entre duas coisas contíguas (por exemplo, entre moléculas, células, etc.). Na anatomia geral, diz-se de tecido de sustentação localizado nos interstícios de um órgão, especialmente de vasos sanguíneos e tecido conjuntivo.
123 Proteinúria: Presença de proteínas na urina, indicando que os rins não estão trabalhando apropriadamente.
124 Alcalose: Desequilíbrio do meio interno, produzido por uma diminuição na concentração de íons hidrogênio ou aumento da concentração de bases orgânicas nos líquidos corporais.
125 Tonturas: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
126 Apatia: 1. Em filosofia, para os céticos e os estoicos, é um estado de insensibilidade emocional ou esmaecimento de todos os sentimentos, alcançado mediante o alargamento da compreensão filosófica. 2. Estado de alma não suscetível de comoção ou interesse; insensibilidade, indiferença. 3. Em psicopatologia, é o estado caracterizado por indiferença, ausência de sentimentos, falta de atividade e de interesse. 4. Por extensão de sentido, é a falta de energia (física e moral), falta de ânimo; abatimento, indolência, moleza.
127 Tetania: Espasmos e contraturas dos músculos das mãos e pés, e menos freqüentemente dos músculos da face, da laringe (cordas vocais) e da coluna vertebral. Inicialmente, são indolores; mas tendem a tornar-se cada vez mais dolorosos. É um sintoma de alterações bioquímicas do corpo humano e não deve ser confundida com o tétano, que é uma infecção. A causa mais comum é a hipocalcemia (nível baixo de cálcio no sangue). Outras causas incluem hipocalemia (nível baixo de potássio no sangue), hiperpnéia (frequência respiratória anormalmente profunda e rápida, levando a baixos níveis de dióxido de carbono), ou mais raramente de hipoparatiroidismo (atividade diminuída das glândulas paratiróides). Recentemente, considera-se que a hipomagnesemia (nível baixo de magnésio no sangue) é também um dos fatores causais desta situação clínica.
128 Hemoconcentração: Concentração sanguínea ou aumento do hematócrito maior do que 20%.
129 Trombose: Formação de trombos no interior de um vaso sanguíneo. Pode ser venosa ou arterial e produz diferentes sintomas segundo os territórios afetados. A trombose de uma artéria coronariana pode produzir um infarto do miocárdio.
130 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
131 Sinusite: Infecção aguda ou crônica dos seios paranasais. Podem complicar o curso normal de um resfriado comum, acompanhando-se de febre e dor retro-ocular.
132 Broncoespasmo: Contração do músculo liso bronquial, capaz de produzir estreitamento das vias aéreas, manifestado por sibilos no tórax e falta de ar. É uma contração vista com freqüência na asma.
133 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
134 Pneumonite: Inflamação dos pulmões que compromete principalmente o espaço que separa um alvéolo de outro (interstício pulmonar). Pode ser produzida por uma infecção viral ou lesão causada por radiação ou exposição a diferentes agentes químicos.
135 Edema pulmonar: Acúmulo anormal de líquidos nos pulmões. Pode levar a dificuldades nas trocas gasosas e dificuldade respiratória.
136 Reação alérgica: Sensibilidade a uma substância específica, chamada de alérgeno, com a qual se entra em contato por meio da pele, pulmões, deglutição ou injeções.
137 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
138 Exantema: Alteração difusa da coloração cutânea, caracterizada por eritema, com elevação das camadas mais superficiais da pele (pápulas), vesículas, etc. Pode ser produzido por uma infecção geralmente viral (rubéola, varicela, sarampo), por alergias a medicamentos, etc.
139 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
140 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
141 Maculopapular: Erupção cutânea que se caracteriza pelo aparecimento de manchas e de pápulas de tonalidade avermelhada, geralmente observada no sarampo ou na rubéola.
142 Eritema multiforme: Condição aguda, auto-limitada, caracterizada pelo início abrupto de pápulas vermelhas fixas simétricas, algumas evoluindo em lesões em forma de “alvo”. A lesão alvo são zonas concêntricas de alterações de coloração com a área central púrpura ou escura e a externa vermelha. Elas irão desenvolver vesícula ou crosta na zona central após vários dias. Vinte porcento de todos os casos ocorrem na infância.O eritema multiforme geralmente é precipitado pelo vírus do herpes simples, Mycoplasma pneumoniae ou histoplasmose.
143 Síndrome de Stevens-Johnson: Forma grave, às vezes fatal, de eritema bolhoso, que acomete a pele e as mucosas oral, genital, anal e ocular. O início é geralmente abrupto, com febre, mal-estar, dores musculares e artralgia. Pode evoluir para um quadro toxêmico com alterações do sistema gastrointestinal, sistema nervoso central, rins e coração (arritmias e pericardite). O prognóstico torna-se grave principalmente em pessoas idosas e quando ocorre infecção secundária. Pode ser desencadeado por: sulfas, analgésicos, barbitúricos, hidantoínas, penicilinas, infecções virais e bacterianas.
144 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
145 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
146 Psoríase: Doença imunológica caracterizada por lesões avermelhadas com descamação aumentada da pele dos cotovelos, joelhos, couro cabeludo e costas juntamente com alterações das unhas (unhas em dedal). Evolui através do tempo com melhoras e pioras, podendo afetar também diferentes articulações.
147 Onicólise: Destruição da unha devido a infecções micóticas, bacterianas ou por processos tóxicos.
148 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
149 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
150 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
151 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
152 Glossite: Inflamação da mucosa que reveste a língua, produzida por infecção viral, radiação, carências nutricionais, etc.
153 Cavidade Oral: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
154 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
155 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
156 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
157 Hemácias: Também chamadas de glóbulos vermelhos, eritrócitos ou células vermelhas. São produzidas no interior dos ossos a partir de células da medula óssea vermelha e estão presentes no sangue em número de cerca de 4,5 a 6,5 milhões por milímetro cúbico, em condições normais.
158 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
159 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
160 Agranulocitose: Doença causada pela falta ou número insuficiente de leucócitos granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos), que se manifesta como ulcerações na garganta e outras mucosas, seguidas por infecções graves.
161 Pancitopenia: É a diminuição global de elementos celulares do sangue (glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas).
162 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
163 Anemia hemolítica: Doença hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem no interior dos veios sangüíneos (hemólise intravascular) ou em outro lugar do organismo (hemólise extravascular). Pode ter várias causas e ser congênita ou adquirida. O tratamento depende da causa.
164 Conjuntivite: Inflamação da conjuntiva ocular. Pode ser produzida por alergias, infecções virais, bacterianas, etc. Produz vermelhidão ocular, aumento da secreção e ardor.
165 Libido: Desejo. Procura instintiva do prazer sexual.
166 Paladar: Paladar ou sabor. Em fisiologia, é a função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados.
167 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
168 Artralgia: Dor em uma articulação.
169 Eosinofilia: Propriedade de se corar facilmente pela eosina. Em patologia, é o aumento anormal de eosinófilos no sangue, característico de alergias e infestações por parasitas. Em patologia, é o acúmulo de eosinófilos em um tecido ou exsudato.
170 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
171 Gota: 1. Distúrbio metabólico produzido pelo aumento na concentração de ácido úrico no sangue. Manifesta-se pela formação de cálculos renais, inflamação articular e depósito de cristais de ácido úrico no tecido celular subcutâneo. A inflamação articular é muito dolorosa e ataca em crises. 2. Pingo de qualquer líquido.
172 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
173 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
174 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
175 Triglicérides: A principal maneira de armazenar os lipídeos no tecido adiposo é sob a forma de triglicérides. São também os tipos de lipídeos mais abundantes na alimentação. Podem ser definidos como compostos formados pela união de três ácidos graxos com glicerol. Os triglicérides sólidos em temperatura ambiente são conhecidos como gorduras, enquanto os líquidos são os óleos. As gorduras geralmente possuem uma alta proporção de ácidos graxos saturados de cadeia longa, já os óleos normalmente contêm mais ácidos graxos insaturados de cadeia curta.
176 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
177 Mg/dL: Miligramas por decilitro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
178 Diurese: Diurese é excreção de urina, fenômeno que se dá nos rins. É impróprio usar esse termo na acepção de urina, micção, freqüência miccional ou volume urinário. Um paciente com retenção urinária aguda pode, inicialmente, ter diurese normal.
179 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
180 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
181 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo “comer.“
182 Paresia: Diminuição da força em um ou mais grupos musculares. É um grau menor de paralisia.
183 Íleo paralítico: O íleo adinâmico, também denominado íleo paralítico, reflexo, por inibição ou pós-operatório, é definido como uma atonia reflexa gastrintestinal, onde o conteúdo não é propelido através do lúmen, devido à parada da atividade peristáltica, sem uma causa mecânica. É distúrbio comum do pós-operatório podendo-se afirmar que ocorre após toda cirurgia abdominal, como resposta “fisiológica“ à intervenção, variando somente sua intensidade, afetando todo o aparelho digestivo ou parte dele.
184 Retenção urinária aguda: É a súbita inabilidade de urinar, que produz dor e desconforto. Pode ser causada por obstrução do sistema urinário, por estresse ou por problemas neurológicos.
185 Bexiga: Órgão cavitário, situado na cavidade pélvica, no qual é armazenada a urina, que é produzida pelos rins. É uma víscera oca caracterizada por sua distensibilidade. Tem a forma de pêra quando está vazia e a forma de bola quando está cheia.
186 Lavagem gástrica: É a introdução, através de sonda nasogástrica, de líquido na cavidade gástrica, seguida de sua remoção.
187 Adrenérgicos: Que agem sobre certos receptores específicos do sistema simpático, como o faz a adrenalina.
188 Dopamina: É um mediador químico presente nas glândulas suprarrenais, indispensável para a atividade normal do cérebro.

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