VONTROL

Atualizado em 28/03/2008
OBS: Todos os medicamentos do Laboratório Enila tiveram sua produção suspensa segundo Resolução - RE nº 892, de 29 de maio de 2003 da Anvisa.
 

- Composição
cada comprimido contém 25 mg de difenidol basesob a forma de cloridrato.

- Posologia e Administração
adultos: vertigens1, náuseas2 e vômitos3: a dose usual é de 1 comprimido (25 mg) cada 4 horas durante o tempo que se fizer necessário, podendo, alguns pacientes, necessitar de 2 comprimidos (50 mg) cada 4 horas. Raras vezes torna-se necessária a dose diária total de 300 mg. Crianças: náuseas2 e vômitos3: nota: não se aconselha o emprego de Vontrol em crianças até 6 meses. A posologia em crianças deve ser calculada por seu peso corporal, geralmente, 1 mg/kg. Normalmente, as doses para crianças não devem ser administradas com intervalos menores que 4 horas. Eventualmente, se os sintomas4 persistirem depois da dose inicial, pode-se repetir uma dose depois de 1 hora. Daí em diante, a dose poderá ser dada a cada 4 horas durante o tempo que se fizer necessário. A dose total nas 24 horas não deve exceder a 5 mg/kg. Superdosagem: em casos de superdosagem, o paciente deve ser tratado de acordo com os sintomas4 presentes. É indicada uma lavagem gástrica5, se houver tempo, dependendo da quantidade do medicamento e da natureza dos sintomas4. O resto do tratamento é, essencialmente, de sustentação, com manutenção da pressão arterial6 e da respiração, além de cuidadosa observação clínica.

- Precauções
certas reações, tais como, alucinações7 auditivas e visuais, desorientação e confusão mental, observadas com a administração dos medicamentos de ação central anticolinérgica (atropina, escopolamina, triexafinidilo e benzotropina), também foram observadas em um pequeno número de pacientes tratados com Vontrol. Sendo assim, Vontrol não deve ser empregado junto com tais medicamentos, nem em pacientes hipersensíveis aos mesmos. Estas reações têm-se manifestado nos 2 a 3 dias após iniciado tratamento, e desaparecendo de modo espontâneo, quase sempre, num período de 24 a 48 horas quando suspensa a medicação. Se após o reinício do tratamento houver persistência dos mesmos secundarismos, Vontrol deve ser, definitivamente, abandonado. O efeito de Vontrol pode encobrir sinais8 de hiperdosagem de medicamentos (exemplo: digital), ou mascarar o diagnóstico9 de outras patologias, como obstrução intestinal ou tumor10 cerebral. Ainda que ocorra, com rara freqüência, a possibilidade de sonolência ligeira à moderada, deve ser levada em consideração quando se prescrever Vontrol a pacientes que manejam ou operam com máquinas. Não foram observados casos de discrasias sangüíneas11 ou outras reações idiossincrásicas a Vontrol. Mesmo assim, os pacientes devem ser, periodicamente, observados quando submetidos a tratamento prolongado. Vontrol apresenta um leve efeito parassimpaticolítico. Se bem que haja pouca evidência de que Vontrol possa produzir efeitos tipo atropínico de importância, deve-se empregá-lo com cuidados em pacientes portadores de glaucoma12, úlcera péptica13 estenosante, hipertrofia14 prostática, obstrução pilórica ou duodenal e cardioespasmo de origem orgânica, bem como lesões15 obstrutivas das vias geniturinárias ou trato gastrintestinal. Uso durante a gestação: o valor terapêutico de Vontrol nas náuseas2 e vômitos3 da gravidez16 não foi ainda estabelecido. Os estudos em reprodução17 animal, e extensivos às mulheres grávidas, não apresentaram nenhuma evidência de efeitos nocivos do medicamento tanto na mãe como no feto18. Entretanto, como todo medicamento, Vontrol somente deve ser empregado em mulheres grávidas quando o médico o considerar essencial para o bem-estar da paciente.

- Contra-Indicações
pessoas hipersensíveis ao difenidol, bem como, em presença de anúria19.

- Indicações
prevenção e controle da vertigem20 periférica que pode estar presente, na maioria das vezes, na síndrome21 de MéniÞre, labirintite22, otite média23, cirurgia do ouvido médio24 e interno, traumatismo25 do aparelho vestibular26 e cinetose27. Na prevenção e supressão de náuseas2 e vômitos3 causados por enfermidades infecciosas (aquelas que afetam os rins28, fígado29, vesícula biliar30 e trato gastrintestinal), alterações labirínticas, neoplasias31 malignas, radioterapia32, agentes emetizantes (exemplo: drogas, intoxicação alimentar, etc.), estados pós-operatórios e cinetose27.

- Apresentação
embalagem contendo 16 e 20 comprimidos.
Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Vertigens: O termo vem do latim “vertere” e quer dizer rodar. A definição clássica de vertigem é alucinação do movimento. O indivíduo vê os objetos do ambiente rodarem ao seu redor ou seu corpo rodar em relação ao ambiente.
2 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
3 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
4 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
5 Lavagem gástrica: É a introdução, através de sonda nasogástrica, de líquido na cavidade gástrica, seguida de sua remoção.
6 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
7 Alucinações: Perturbações mentais que se caracterizam pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensações sem objeto. Impressões ou noções falsas, sem fundamento na realidade; devaneios, delírios, enganos, ilusões.
8 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
9 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
10 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
11 Discrasias sangüíneas: Qualquer alteração envolvendo os elementos celulares do sangue, glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.
12 Glaucoma: É quando há aumento da pressão intra-ocular e danos ao nervo óptico decorrentes desse aumento de pressão. Esses danos se expressam no exame de fundo de olho e por alterações no campo de visão.
13 Úlcera péptica: Lesão na mucosa do esôfago, estômago ou duodeno. Também chamada de úlcera gástrica ou duodenal. Pode ser provocada por excesso de ácido clorídrico produzido pelo próprio estômago ou por medicamentos como antiinflamatórios ou aspirina. É uma doença infecciosa, causada pela bactéria Helicobacter pylori em quase 100% dos casos. Os principais sintomas são: dor, má digestão, enjôo, queimação (azia), sensação de estômago vazio.
14 Hipertrofia: 1. Desenvolvimento ou crescimento excessivo de um órgão ou de parte dele devido a um aumento do tamanho de suas células constituintes. 2. Desenvolvimento ou crescimento excessivo, em tamanho ou em complexidade (de alguma coisa). 3. Em medicina, é aumento do tamanho (mas não da quantidade) de células que compõem um tecido. Pode ser acompanhada pelo aumento do tamanho do órgão do qual faz parte.
15 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
16 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
17 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.
18 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
19 Anúria: Clinicamente, a anúria é o débito urinário menor de 400 ml/24 horas.
20 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
21 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
22 Labirintite: Doença que pode acometer tanto o equilíbrio, quanto a parte auditiva. Os órgãos responsáveis pelo equilíbrio e pela audição estão situados no ouvido interno e se comunicam com o sistema nervoso central através dos nervos da audição e do nervo vestibular. Doenças infecciosas, inflamatórias, tumorais e alterações genéticas podem ocasionar alterações nessas estruturas anatômicas. Além da vertigem, a labirintite pode apresentar manifestações neurovegetativas - náuseas, vômitos, sudorese e alterações gastrintestinais como também estar associada a manifestações auditivas - perda de audição, sensação de ouvido cheio ou tapado e zumbido.
23 Otite média: Infecção na orelha média.
24 Ouvido médio: Atualmente denominado orelha média, é constituído pela membrana timpânica, cavidade timpânica, células mastoides, antro mastoide e tuba auditiva. Separa-se da orelha externa através da membrana timpânica e se comunica com a orelha interna através das janelas oval e redonda.
25 Traumatismo: Lesão produzida pela ação de um agente vulnerante físico, químico ou biológico e etc. sobre uma ou várias partes do organismo.
26 Vestibular: 1. O sistema vestibular é um dos sistemas que participam do equilíbrio do corpo. Ele contribui para três funções principais: controle do equilíbrio, orientação espacial e estabilização da imagem. Sintomas vestibulares são aqueles que mostram alterações neste sistema. 2. Exame que aprova e classifica os estudantes a serem admitidos nos cursos superiores.
27 Cinetose: Doença do movimento. Acomete pessoas que em determinadas condições de movimento apresentam manifestações neurovegetativas caracterizadas por tonturas, náuseas e vômitos.Está relacionada com a enxaqueca. Crianças e jovens com esse tipo de problema, geralmente, na idade adulta ou na puberdade, têm crises de enxaqueca. É causada por uma perturbação no reconhecimento do movimento feito pelo sistema vestibular, pois o corpo está parado, mas o ambiente está em movimento, gerando conflito de informações e perturbação do equilíbrio corporal.
28 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
29 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
30 Vesícula biliar: A vesícula biliar é um órgão muscular responsável pelo armazenamento da bile e está presente na maioria dos vertebrados. No ser humano é um saco membranoso em formato de pêra, que situa-se abaixo do lóbulo direito do fígado, logo atrás das costelas inferiores.
31 Neoplasias: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
32 Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.

Tem alguma dúvida sobre VONTROL?

Pergunte diretamente a um especialista

Sua pergunta será enviada aos especialistas do CatalogoMed, veja as dúvidas já respondidas.