TALOFILINA

NOVARTIS

Atualizado em 09/12/2014

Apresentações da Talofilina

Embalagens com 20 cápsulas de ação prolongada de 100 mg, 200 mg e 300 mg.

USO PEDIÁTRICO E ADULTO

Composição da Talofilina

Cada cápsula de ação prolongada contém:
Talofilina 100              100 mg de teofilina
Talofilina 200              200 mg de teofilina
Talofilina 300              300 mg de teofilina
 

Propriedades da Talofilina

A teofilina relaxa o espasmo1 da musculatura lisa, melhorando dessa forma a função pulmonar. A teofilina oral é adequada para o tratamento de manutenção de todas as doenças pulmonares obstrutivas crônicas, associadas com broncoconstrição reversível, tais como asma2 brônquica, bronquite crônica3 e enfisema4.A formulação farmacêutica especial de Talofilina com liberação gradativa da substância ativa, assegura boa tolerância gástrica. Proporciona também eficácia mantida durante a noite, prevenindo crises matinais de asma2 brônquica.

Farmacocinética da Talofilina

Os valores farmacocinéticos seguintes estão baseados na administração de uma dose oral única de 300 mg de teofilina: meia-vida de absorção = 2,1 - 2,7 h; ligação a proteínas5 = 52 - 65% em adultos saudáveis, 32 - 40% em recém-nascidos e 20 - 40% em pacientes com hepatopatias; a meia-vida de eliminação = 10 (-27)h; concentração plasmática máxima é obtida 6 - 9h após a administração.
A teofilina é metabolizada principalmente no fígado6. Os rins7 constituem a principal via de eliminação, sendo 8% da dose excretada inalterada, enquanto que 40% é excretada como ácido dimetil úrico, 36% como 3-metil xantina e 16% como ácido 1- metil úrico. O uso intenso de cigarros pode reduzir a meia-vida da teofilina em até 40%.

 - Indicações
Asma2 brônquica e broncoespasmo8 associado com bronquite e enfisema4 pulmonar.
 

Posologia e Administração da Talofilina

 As cápsulas de Talofilina devem ser tomadas com bastante líquido. A posologia ideal para cada paciente deve ser determinada individualmente, seguindo-se as recomendações seguintes:Crianças até 30 kg: 8 a 11 mg/kg, cada 12 horas.
Crianças com mais de 30 kg e adultos: 300 mg, cada 12 horas.
Recomenda-se esquema posológico de uma cápsula a cada 12 horas durante os 3 primeiros dias de tratamento. No 3º dia faz-se a avaliação da eficácia e tolerância. Em pacientes que sofrem principalmente de crises noturnas, pode-se tentar um esquema inicial de uma cápsula à noite (isto é, a cada 24 horas), durante três dias, avaliando-se igualmente a eficácia e a tolerância no 3º dia.

Quando a resposta for adequada, deve-se continuar com o mesmo esquema posológico. Se a resposta for inadequada, e desde que o produto seja bem tolerado, pode-se instituir esquema de manutenção com uma cápsula  de concentração imediatamente superior, a cada 12 ou 24 horas.
Se ocorrerem sinais9 de superdosagem (veja Efeitos colaterais10 e Superdosagem), deve-se transferir o paciente para um esquema de 12 ou 24 horas com cápsulas de concentração mais fraca.
As doses recomendadas geralmente permitem que sejam atingidos níveis séricos terapêuticos (10 a 20 mg/l), proporcionando eficácia e segurança adequadas. Se for necessário exceder a dose diária de 15 mg/kg (20 mg/kg em crianças), é aconselhável controlar os níveis sangüíneos da teofilina (por radioimunoensaio ou imunoensaio enzimático).

Contra-Indicações da Talofilina

 Hipersensibilidade conhecida às xantinas.

Precauções da Talofilina

Deve-se ter cautela na presença de insuficiência cardíaca11, arritmia12 cardíaca, infarto do miocárdio13 recente, cor pulmonale, hipertiroidismo, febre14 prolongada, infecções15 respiratórias (inclusive virais), aumento prostático ou úlcera péptica16.Requer-se cautela em pacientes com hepatopatias (metabolização retardada), doenças renais          (eliminação reduzida) e em pacientes idosos. Para se evitar indesejáveis altos níveis sangüíneos da teofilina, deve-se ajustar a posologia nesses pacientes.
Não foi estabelecida a segurança para o uso durante a gravidez17. Sabe-se que a teofilina atravessa a barreira placentária e, portanto, Talofilina só deve ser administrado a mulheres grávidas se houver necessidade absoluta.
A teofilina é excretada no leite materno; mães que amamentam devem estar cientes dos possíveis efeitos medicamentosos adversos no bebê.

Interações da Talofilina

A teofilina pode aumentar o potencial para os efeitos colaterais10 tóxicos de outras xantinas ou dos simpatomiméticos. O efeito da furosemida pode ser acentuado.
O efeito terapêutico do lítio pode ser reduzido quando esse medicamento for usado simultaneamente com a teofilina.
O uso concomitante de alopurinol, antiácidos18, betabloqueadores, cimetidina, ciprofloxacina, anticoncepcionais orais, eritromicina, troleandomicina, ranitidina, verapamil ou vacina19 antigripal  pode elevar a concentração plasmática da teofilina.
Barbitúricos, carbamazepina, fenitoína, rifampicina ou fumo podem diminuir a concentração plasmática da teofilina.

Efeitos Colaterais10 da Talofilina

Os efeitos colaterais10 comumente relatados com Talofilina são irritação gastrintestinal e estímulo do sistema  nervoso central. Podem ocorrer náusea20, vômito21, dor abdominal, insônia, inquietação,  taquicardia22 ou hipotensão23.

 - Superdosagem
 Sintomas24:  além dos sintomas24 mencionados como efeitos colaterais10, podem ocorrer diurese25, sede, delírio26, hipertermia, taquipnéia27, arritmia12, distúrbios eletrolíticos, convulsões e coma28.
Tratamento:  a lavagem gástrica29 é indicada, exceto em pacientes com convulsões. Deve-se administrar carvão ativado e, em seguida, um catártico. Deve-se repetir o carvão ativado a cada 6 horas, até que a concentração sérica da teofilina fique inferior a 20 mg/l.
O paciente deve ser colocado em um monitor cardíaco e a arritmia12 deve ser observada. Quando necessário, deve-se administrar medicamento antiarrítmico30 adequado.
As anormalidades metabólicas, principalmente a hipocalemia31, devem ser corrigidas e a convulsões controladas por um anticonvulsivante.
Deve-se considerar a hemoperfusão com carvão no caso de toxicidade32 severa da teofilina, como por exemplo, quando a concentração sérica excede 40 mg/l.
Tratamento sintomático33 quando necessário.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
 

TALOFILINA - Laboratório

NOVARTIS
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Complementos

1 Espasmo: 1. Contração involuntária, não ritmada, de um ou vários músculos, podendo ocorrer isolada ou continuamente, sendo dolorosa ou não. 2. Qualquer contração muscular anormal. 3. Sentido figurado: arrebatamento, exaltação, espanto.
2 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
3 Bronquite crônica: Inflamação persistente da mucosa dos brônquios, em geral produzida por tabagismo, e caracterizada por um grande aumento na produção de muco bronquial que produz tosse e expectoração durante pelo menos três meses consecutivos durante dois anos.
4 Enfisema: Doença respiratória caracterizada por destruição das paredes que separam um alvéolo de outro, com conseqüente perda da retração pulmonar normal. É produzida pelo hábito de fumar e, em algumas pessoas, pela deficiência de uma proteína chamada Antitripsina.
5 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
6 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
7 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
8 Broncoespasmo: Contração do músculo liso bronquial, capaz de produzir estreitamento das vias aéreas, manifestado por sibilos no tórax e falta de ar. É uma contração vista com freqüência na asma.
9 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
10 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
11 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
12 Arritmia: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
13 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
14 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
15 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
16 Úlcera péptica: Lesão na mucosa do esôfago, estômago ou duodeno. Também chamada de úlcera gástrica ou duodenal. Pode ser provocada por excesso de ácido clorídrico produzido pelo próprio estômago ou por medicamentos como antiinflamatórios ou aspirina. É uma doença infecciosa, causada pela bactéria Helicobacter pylori em quase 100% dos casos. Os principais sintomas são: dor, má digestão, enjôo, queimação (azia), sensação de estômago vazio.
17 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
18 Antiácidos: É uma substância que neutraliza o excesso de ácido, contrariando o seu efeito. É uma base que aumenta os valores de pH de uma solução ácida.
19 Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
20 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
21 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
22 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
23 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
24 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
25 Diurese: Diurese é excreção de urina, fenômeno que se dá nos rins. É impróprio usar esse termo na acepção de urina, micção, freqüência miccional ou volume urinário. Um paciente com retenção urinária aguda pode, inicialmente, ter diurese normal.
26 Delírio: Delirio é uma crença sem evidência, acompanhada de uma excepcional convicção irrefutável pelo argumento lógico. Ele se dá com plena lucidez de consciência e não há fatores orgânicos.
27 Taquipneia: Aceleração do ritmo respiratório.
28 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo “comer.“
29 Lavagem gástrica: É a introdução, através de sonda nasogástrica, de líquido na cavidade gástrica, seguida de sua remoção.
30 Antiarrítmico: Medicamento usado para tratar altrações do ritmo cardíaco
31 Hipocalemia: Concentração sérica de potássio inferior a 3,5 mEq/l. Pode ocorrer por alterações na distribuição de potássio (desvio do compartimento extracelular para intracelular) ou de reduções efetivas no conteúdo corporal de potássio por uma menor ingesta ou por perda aumentada. Fraqueza muscular e arritimias cardíacas são os sinais e sintomas mais comuns, podendo haver também poliúria, polidipsia e constipação. Pode ainda ser assintomática.
32 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
33 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.

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