ANAFRANIL E ANAFRANIL SR

NOVARTIS

Atualizado em 03/06/2015

ANTIDEPRESSIVO TRICÍCLICO

Formas Farmacêuticas e Apresentações de Anafranil e Anafranil Sr

ANAFRANILDrágeas1 de 10 ou 25 mg. Caixas com 20 drágeas1.
Injetável de 25 mg / 2 ml. Caixas com 10 ampolas.
ANAFRANIL SR DIVITABS
Comprimidos divisíveis de liberação lenta de 75 mg. Caixas com 20 comprimidos.

USO ADULTO E PEDIÁTRICO (CRIANÇAS ACIMA DE 5 ANOS)

Composição de Anafranil e Anafranil Sr

ANAFRANIL
Cada drágea2 de 10 mg contém cloridrato de clomipramina 10 mg; excipientes: lactose3, amido, gelatina, glicerina, talco, estearato de magnésio, hidroxietilcelulose, polivinilpirrolidona, dióxido de titânio, açúcar4 cristal, polietilenoglicol, celulose microcristalina e óxido de ferro amarelo.
Cada drágea2 de 25 mg contém cloridrato de clomipramina 25 mg; excipientes: dióxido de silício coloidal, lactose3, ácido esteárico, glicerina, amido, talco, estearato de magnésio, dióxido de titânio, hidroxipropilmetilcelulose, polivinilpirrolidona, açúcar4 cristal, óxido de ferro amarelo, polietilenoglicol, celulose microcristalina.
Cada ampola (2ml) contém: cloridrato de clomipramina 25 mg; excipientes: glicerina e água bidestilada.
ANAFRANIL SR DIVITABS
Cada comprimido divisível de liberação lenta contém: cloridrato de clomipramina 75 mg; excipientes: sílica gel, fosfato de cálcio dibásico, estearato de cálcio, eudragit, hidroxipropilmetilcelulose, estearato de gliceril polioxietilenoglicol, óxido de ferro vermelho, dióxido de titânio e talco.

Informação ao Paciente de Anafranil e Anafranil Sr

As drágeas1 devem ser protegidas da luz, do calor e da umidade. Os comprimidos devem ser protegidos da umidade. As ampolas devem ser protegidas do calor e da luz. O prazo de validade está impresso no cartucho. Não utilize o produto após a data de validade. Informe ao seu médico se estiver grávida, amamentando ou se ocorrer gravidez5 durante o tratamento. Nos casos de amamentação6, o uso de ANAFRANIL deverá ser suspenso, uma vez que o medicamento passa para o leite materno. As drágeas1 (10 e 25 mg) e os comprimidos de liberação lenta (75 mg) devem ser ingeridos de preferência à noite. O tratamento com ANAFRANIL não deverá ser interrompido repentinamente sem o conhecimento ou a orientação do médico. Siga a orientação do seu médico, respeitando o horários, as doses e a duração do tratamento. Durante o tratamento com ANAFRANIL, poderão ocorrer reações desagradáveis como: secura da boca7, transpiração8, prisão de ventre, distúrbios visuais, problemas urinários; sonolência, cansaço, aumento de apetite, tonturas9, tremores, dores de cabeça10; náuseas11, ganho de peso; distúrbios da libido12 e da potência sexual. Ocasionalmente: vermelhidão da pele13, confusão mental, agitação, ansiedade, delírio14, fraqueza muscular; pressão baixa, aumento do número de batimentos cardíacos, vômitos15, diarréia16, reações alérgicas na pele13, aumento das mamas17, zumbido. Se ocorrer qualquer reação, avise ao seu médico: ele lhe dará a orientação adequada.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Antes do início do tratamento com ANAFRANIL, o médico deverá ser informado sobre a utilização, mesmo anterior, de qualquer outro medicamento.Deve ser evitada a ingestão de álcool durante o tratamento.
Contra-indicações: ANAFRANIL é contra-indicado na fase aguda do infarto do miocárdio18 e a pacientes com alergia19 ao medicamento.
Precauções: O médico deverá ser avisado se o paciente for portador de doença cardíaca, do fígado20, dos rins21 e/ou das vias urinárias, de hipertireoidismo22, glaucoma23, epilepsia24 ou de algum tipo de tumor25. Durante o tratamento a longo prazo, devem ser feitos exames odontológicos para observação de cáries26. Devem ser feitos exames periódicos de sangue27 .
Nos pacientes em tratamento, a habilidade para dirigir veículos ou operar máquinas pode estar afetada.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE28.

Informação Técnica de Anafranil e Anafranil Sr

Farmacodinâmica de Anafranil e Anafranil Sr

Grupo farmacoterapêutico: Antidepressivo tricíclico. Inibidor da recaptação de noradrenalina29 e preferencialmente de serotonina.
Mecanismo de ação: Acredita-se que a atividade terapêutica30 de ANAFRANIL esteja baseada em sua capacidade de inibir a recaptação neuronal de noradrenalina29 (NA) e serotonina (5-HT) liberadas na fenda sináptica, sendo a inibição da recaptação de 5-HT o componente mais importante dessas atividades.
ANAFRANIL tem também um amplo espectro de ação farmacológica que inclui propriedades alpha1-adrenolítica, anticolinérgica, anti-histamínica e anti-serotoninérgica (bloqueador do receptor para       5-HT).
Efeito farmacodinâmico: ANAFRANIL atua na síndrome31 depressiva como um todo, incluindo-se especialmente aspectos típicos, tais como retardamento psicomotor32, humor deprimido e ansiedade. A resposta clínica inicia-se normalmente após 2-3 semanas de tratamento.
ANAFRANIL também exerce um efeito específico em distúrbio obsessivo-compulsivo, distinto de seu efeito antidepressivo. Em dor crônica, com ou sem causas somáticas, ANAFRANIL atua presumivelmente pela facilitação da neurotransmissão de serotonina e noradrenalina29.

Farmacocinética de Anafranil e Anafranil Sr

Absorção
Injetável: A clomipramina é completamente absorvida após injeção intramuscular33. Após administração intravenosa ou intramuscular diária e repetida de doses entre 50 e 150 mg de ANAFRANIL, atingem-se as concentrações plasmáticas de steady-state na segunda semana de tratamento. Essas variam de <15 a 447ng/ml para clomipramina, e de <15 a 669 ng/ml para o metabólito34 ativo desmetilclomipramina.
Oral: A clomipramina é completamente absorvida do trato gastrintestinal. A biodisponibilidade sistêmica da clomipramina inalterada é reduzida a cerca de 50% pelo metabolismo35 hepático de primeira passagem para desmetilclomipramina. A biodisponibilidade da clomipramina não é significativamente afetada pela ingestão de alimentos. Apenas o início da absorção pode ser ligeiramente retardado e portanto o tempo para pico prolongado. As drágeas1 e os comprimidos de liberação controlada são bioequivalentes com respeito às quantidades absorvidas.
Durante a administração oral de doses diárias constantes de ANAFRANIL, as concentrações plasmáticas de steady-state da clomipramina apresentam elevada variabilidade entre pacientes. A dose diária de 75 mg, administrada tanto como 1 drágea2 de ANAFRANIL 25 mg três vezes ao dia, ou como 1 comprimido de ANAFRANIL SR 75 mg uma vez ao dia, produz concentrações plasmáticas de steady-state entre 20 a 175 ng/ml.
As concentrações de plasmáticas steady-state do metabólito34 ativo desmetilclomipramina acompanham um padrão similar. Contudo, a uma dose de 75 mg de ANAFRANIL por dia, essas concentrações são 40 a 85% mais elevadas do que as de clomipramina.

Distribuição
97,6% da clomipramina se ligam a proteínas36 plasmáticas. O volume de distribuição aparente é de cerca de 12 a 17 litros/kg de peso corpóreo. No fluido cerebroespinhal, a concentração é equivalente a cerca de 2% da concentração plasmática. A clomipramina passa para o leite materno em concentrações semelhantes às do plasma37.

Biotransformação
A maior rota de biotransformação da clomipramina é a desmetilação para desmetilclomipramina. Adicionalmente, a clomipramina e a desmetilclomipramina são hidroxiladas para 8-hidroxi-clomipramina e 8-hidróxi-desmetilclomipramina, mas pouco se conhece a respeito de sua atividade in vivo. A hidroxilação da clomipramina e da desmetilclomipramina estão sob controle genético semelhante ao da debrisoquina. Em metabolizadores fracos de debrisoquina, isso pode levar a altas concentrações de desmetilclomipramina, enquanto  as concentrações de clomipramina são pouco influenciadas.

Eliminação
Após administração i.m. ou e.v., a clomipramina é eliminada do plasma37 com uma meia-vida terminal média de 25 h (de 20 a 40 h) ou 18 h, respectivamente. A clomipramina administrada por via oral é eliminada do sangue27 com uma meia-vida média de 21 h (de 13 a 36 h), e a desmetilclomipramina com uma meia-vida média de 36 h.
Cerca de dois terços de uma dose única de clomipramina são excretados na urina38, sob a forma de conjugados solúveis em água, e aproximadamente um terço nas fezes. A quantidade de clomipramina inalterada e de desmetilclomipramina excretada na urina38 é de cerca de 2% e 0,5% da dose administrada, respectivamente.

Características nos pacientes
Em pacientes idosos, graças ao clearence metabólico reduzido, as concentrações plasmáticas de clomipramina em qualquer dose administrada são maiores do que em pacientes mais jovens. Os efeitos de insuficiência39  renal40 e hepática41 na farmacocinética da clomipramina não foram ainda determinados.

Indicações de Anafranil e Anafranil Sr

Oral e InjetávelEstados depressivos de etiologia42 e sintomatologia variáveis:
Depressão endógena, reativa, neurótica, orgânica, mascarada e suas formas involucionais;
Depressão associada à esquizofrenia43 e transtornos da personalidade;
Síndromes depressivas causadas por pré-senilidade ou senilidade, por condições dolorosas crônicas por  doenças somáticas crônicas;
Distúrbios depressivos do humor de natureza psicopática, neurótica ou reativa.

Síndromes obsessivo-compulsivas. Condições dolorosas crônicas.

Oral

Fobias44 e ataques de pânico, cataplexia45 associada a narcolepsia, enurese46 noturna (apenas em pacientes acima de 5 anos de idade e desde que as causas orgânicas tenham sido excluídas).

Injetável
Fobia47.

Contra-Indicações de Anafranil e Anafranil Sr

Hipersensibilidade à clomipramina ou sensibilidade cruzada a antidepressivos tricíclicos do grupo dos dibenzazepínicos.
ANAFRANIL não pode ser administrado em associação ou dentro de 14 dias antes ou após tratamento com um inibidor da MAO48 (ver Interações medicamentosas). O tratamento concomitante com inibidores reversíveis seletivos da MAO48-A, como a moclobemida, está também contraindicado. Infarto do miocárdio18 recente.

Advertências de Anafranil e Anafranil Sr

Sabe-se que os antidepressivos tricíclicos diminuem o limiar de convulsão49; portanto,  ANAFRANIL deve ser utilizado com extremo cuidado em pacientes com epilepsia24 e outras predisposições, tais como danos cerebrais de etiologia42 variada, uso concomitante de neurolépticos50, retirada de álcool ou drogas com propriedades anticonvulsivas (ex.: benzodiazepínicos). A ocorrência de convulsões parece ser dose-dependente. Portanto, a dose diária total recomendada não deve ser excedida.ANAFRANIL deve ser administrado com especial cuidado a pacientes com distúrbios cardiovasculares, especialmente os portadores de insuficiência39 cardiovascular, distúrbios de condução (ex.: bloqueio atrioventricular graus I a III) ou arritmias51. Monitorização da função cardíaca e ECG estão indicados em tais pacientes, assim como em pacientes idosos.
Por suas propriedades anticolinérgicas, ANAFRANIL deve ser utilizado com cuidado em pacientes com história de pressão intra-ocular aumentada, glaucoma23 de ângulo agudo52 ou retenção urinária53         (ex.: doenças da próstata54).
Recomenda-se cautela ao administrar antidepressivos tricíclicos a pacientes com doença hepática41 grave e tumores da medula55 adrenal (ex.: feocromocitoma56, neuroblastoma), nos quais o fármaco57 poderá provocar crises hipertensivas.
Muitos dos pacientes portadores de transtorno de pânico apresentam intensificação dos sintomas58 de ansiedade no início do tratamento com ANAFRANIL. Esse aumento paradoxal59 do quadro de ansiedade é mais pronunciado durante os primeiros dias de tratamento e, em geral, diminui dentro de duas semanas.
Tem sido observada ocasionalmente indução de psicoses em pacientes esquizofrênicos que utilizaram antidepressivos tricíclicos.
Têm sido também relatados episódios hipomaníacos e maníacos durante a fase depressiva em pacientes com transtornos cíclicos do humor, que recebem tratamento com um antidepressivo tricíclico. Em tais casos, pode ser necessário reduzir-se a dose de ANAFRANIL ou retirá-lo e administrar um agente antipsicótico. Após diminuição de tais episódios, pode ser retomada, se necessário, uma terapia com baixa dose de ANAFRANIL.
Foram relatados casos isolados de choque anafilático60. Deve-se ter precaução quando da administração de ANAFRANIL i.v.

Precauções de Anafranil e Anafranil Sr

Antes do início do tratamento é aconselhável verificar-se a pressão arterial61 do paciente, uma vez que indivíduos com hipotensão62 postural ou níveis tensionais instáveis poderão sofrer uma queda na pressão arterial61. Cautela é também indicada em pacientes portadores de hipertireoidismo22 ou pacientes em tratamento concomitante com agentes tireoideanos, pela possibilidade de toxicidade63 cardíaca.
A pacientes com doenças hepáticas64  recomenda-se monitorização periódica dos níveis das enzimas hepáticas65.
Embora alterações na contagem das células66 brancas sangüíneas tenham sido relatadas apenas em casos isolados, a contagem periódica de células sanguíneas67 e monitorização de sintomas58 tais como febre68 e garganta69 inflamada são requeridas, especialmente durante os primeiros meses da terapia e durante tratamentos prolongados.
Como ocorre com outros antidepressivos tricíclicos, ANAFRANIL somente poderá ser administrado com terapia eletroconvulsiva sob cuidadosa supervisão.
Em pacientes predispostos e em pacientes idosos, os antidepressivos tricíclicos podem induzir psicose70 (delírios), particularmente à noite. Esta desaparece dentro de poucos dias após a descontinuação do tratamento.
Risco de suicídio é inerente à depressão grave e pode persistir até que ocorra remissão significativa. No início do tratamento, pode ser indicada, uma terapia combinada71 com benzodiazepínicos ou neurolépticos50 (ver "Advertências" e "Interações medicamentosas"). Tem sido relatado que ANAFRANIL está associado a menor número de óbitos após superdosagem do que outros antidepressivos tricíclicos.
É requerido cuidado em pacientes com constipação72 crônica. Antidepressivos tricíclicos podem causar íleo paralítico73, especialmente em pacientes idosos e/ou acamados.
Antes de anestesia74 local ou geral, o anestesista deve ser avisado de que o paciente tem utilizado ANAFRANIL (ver "Interações medicamentosas").
Aumento nas cáries26 dentárias tem sido relatado durante tratamentos prolongados com anti-depressivos tricíclicos. Verificações dentárias regulares são portanto recomendáveis durante tratamentos prolongados.
O lacrimejamento reduzido e o acúmulo de secreções mucóides, causados pelas propriedades anticolinérgicas dos antidepressivos tricíclicos, podem acarretar danos ao epitélio75 da córnea76 em pacientes com lentes de contato.
A retirada abrupta da medicação deve ser evitada pelas possíveis reações adversas (vide "Reações adversas").

Gravidez5 e Lactação77 de Anafranil e Anafranil Sr

A experiência com ANAFRANIL durante a gravidez5 é limitada. Uma vez que existem relatos isolados sobre uma possível correlação entre o uso de antidepressivos tricíclicos e a ocorrência de efeitos adversos no feto78 (distúrbios no desenvolvimento), o tratamento com ANAFRANIL durante a gravidez5 deve ser evitado e apenas considerado se os benefícios para a mãe justificarem o potencial de risco para o feto78.Recém-nascidos cujas mães receberam antidepressivos tricíclicos até o parto apresentaram, durante as primeiras horas ou os primeiros dias, sintomas58 de retirada do fármaco57, tais como dispnéia79, letargia80, cólica, irritabilidade, hipotensão62 ou hipertensão81, tremor ou espasmos82. Para se evitar a ocorrência desses sintomas58, o tratamento com ANAFRANIL deverá, se possível, ser gradualmente descontinuado pelo menos 7 semanas antes da data prevista para o parto.
Como a substância ativa é excretada através do leite materno, os recém-nascidos não deverão ser amamentados ou o tratamento deverá ser gradualmente descontinuado durante a fase de amamentação6.

Experiência Pré-Clínica de Anafranil e Anafranil Sr

De acordo com os dados experimentais disponíveis, ANAFRANIL não possui efeitos mutagênico, carcinogênico ou teratogênico83.

Efeitos Sobre a Habilidade de Dirigir Veículos e/ou Operar Máquinas de Anafranil e Anafranil Sr

Pacientes sob tratamento com ANAFRANIL devem ser alertados sobre a possível ocorrência de visão84 embaçada, sonolência e outros sintomas58 do SNC85 (vide Reações adversas); nesses casos eles não devem dirigir, operar máquinas ou executar qualquer atividade que requeira estado de vigilância. Os pacientes devem também ser alertados de que o álcool ou outras drogas podem potencializar esses efeitos (vide Interações medicamentosas).

Interações Medicamentosas de Anafranil e Anafranil Sr

Inibidores da MAO48: Não administrar ANAFRANIL por pelo menos 2 semanas após a interrupção de tratamento com inibidores da MAO48 (há risco de sintomas58 graves, tais como crise hipertensiva, hiperpirexia, mioclonia86,  agitação, delírio14 e coma87). O mesmo se aplica quando da administração de um inibidor da MAO48 após tratamento prévio com ANAFRANIL. Nesses casos, o tratamento com ANAFRANIL ou com um inibidor da MAO48 deverá ser inicialmente administrado em pequenas doses e gradualmente aumentado e seus efeitos monitorizados.
Há evidências que sugerem que  ANAFRANIL pode ser administrado 24 horas após um inibidor reversível da MAO48-A, tal como a moclobemida; mas o período de washout (intervalo) de duas semanas deve ser observado se um inibidor da MAO48-A for administrado após a utilização de ANAFRANIL.
Bloqueadores de neurônios88 adrenérgicos89: ANAFRANIL pode diminuir ou anular o efeito anti-hipertensivo da guanetidina, betanidina, reserpina, clonidina e alfametildopa. Pacientes que necessitem de co-medicação para hipertensão81 deverão, portanto, ser tratados com anti-hipertensivos de mecanismo de ação diferente (ex.: diuréticos90, vasodilatadores, betabloqueadores).
Drogas simpatomiméticas: ANAFRANIL pode potencializar os efeitos cardiovasculares da adrenalina91, noradrenalina29, isoprenalina, efedrina e fenilefrina (ex.: anestésicos locais).
Depressores do SNC85: Os antidepressivos tricíclicos podem potencializar o efeito do álcool e de outras substâncias depressoras centrais (ex.: barbitúricos, benzodiazepínicos ou anestésicos gerais).
Agentes anticolinérgicos: Antidepressivos tricíclicos podem potencializar os efeitos desses fármacos (ex.: fenotiazina, agentes antiparkinsonianos, anti-histamínicos, atropina, biperideno) nos olhos92, sistema nervoso central93, intestino e bexiga94.
Quinidina: Os antidepressivos tricíclicos não podem ser empregados em combinação com agentes anti-arrítmicos do tipo quinidina.
Inibidores seletivos da recaptação de serotonina: A co-medicação pode levar a efeitos aditivos no sistema serotoninérgico. Fluoxetina e fluvoxamina podem também aumentar a concentração plasmática de ANAFRANIL, com conseqüentes efeitos adversos.
Indutores de enzimas hepáticas65: Fármacos que ativam o sistema enzimático monoxigenase do fígado20 (ex.: barbitúricos, carbamazepina, fenitoína, nicotina e contraceptivos orais) podem acelerar o metabolismo35 e diminuir a concentração plasmática da clomipramina, resultando em redução da eficácia. Níveis plasmáticos de fenitoína e carbamazepina podem aumentar, com conseqüentes efeitos adversos. Pode ser necessário ajustar-se a dose desses fármacos.
Neurolépticos50: A co-medicação pode resultar em aumento da concentração plasmática dos antidepressívos tricíclicos, redução no limiar de convulsão49 e crises convulsivas. A combinação com tioridazina pode produzir arritmias51 cardíacas graves.
Anticoagulantes95: Os antidepressivos tricíclicos podem potencializar o efeito anticoagulante96 de fármacos cumarínicos, pela inibição de seu metabolismo35 hepático. A monitorização cuidadosa da protrombina97 plasmática é portanto recomendada.
Cimetidina, metilfenidato, estrógenos: Esses fármacos aumentam a concentração plasmática dos antidepressivos tricíclicos; portanto, a dosagem do agente tricíclico deverá ser reduzida.
Incompatibilidade: A solução injetável de ANAFRANIL é incompatível com a solução injetável de Voltaren® e/ou Cataflam®.

Reações Adversas de Anafranil e Anafranil Sr

As reações adversas são geralmente leves e transitórias, desaparecendo com a continuidade do tratamento ou com a redução da dosagem. Elas não estão sempre correlacionadas com os níveis plasmáticos do fármaco57 ou com a dosagem. Freqüentemente é difícil distinguir-se certos efeitos adversos de sintomas58 da depressão, tais como fadiga98, distúrbios do sono, agitação, ansiedade, constipação72 e boca7 seca.Se ocorrerem reações adversas neurológicas ou psiquiátricas graves, a administração de ANAFRANIL deverá ser suspensa.
Pacientes idosos são particularmente sensíveis aos efeitos anticolinérgicos, neurológicos, psiquiátricos ou cardiovasculares. A habilidade desses pacientes em metabolizar e eliminar fármacos pode estar diminuída, levando a risco de concentração plasmática elevada nas doses terapêuticas.
Estimativas de freqüência: freqüente >10%, ocasional >1-10%, raro >0,001-1%, casos isolados <0,001%.
Sistema nervoso central93 (SNC85)
Efeitos psíquicos:
Freqüentes: sonolência, fadiga98, sensação de inquietação e aumento do apetite.
Ocasionais: confusão, desorientação, alucinações99 (particularmente em pacientes idosos e em pacientes portadores da doença de Parkinson100), estados de ansiedade, agitação, distúrbios do sono, mania, hipomania, agressividade, déficit de memória, despersonalização, agravamento da depressão, dificuldade de concentração, insônia, pesadelos, bocejos.
Raro: ativação de sintomas58 psicóticos.
Efeitos neurológicos:
Freqüentes: vertigens101, tremores, cefaléia102 e mioclonia86.
Ocasionais: delírio14, distúrbios da fala, parestesia103, fraqueza muscular e hipertonia104 muscular.
Raros: convulsões e ataxia105.
Casos isolados: alterações do EEG e hipertermia.
Efeitos anticolinérgicos
Freqüentes: secura da boca7, sudorese106, constipação72, alterações da acomodação visual e/ou visão84 borrada e distúrbios da micção107.
Ocasionais: ondas de calor, midríase108.
Casos isolados: glaucoma23.
Sistema cardiovascular109
Ocasionais: taquicardia110 sinusal, palpitações111, hipotensão62 postural, alterações clinicamente irrelevantes do ECG em pacientes sem doença cardíaca  (ex.: alterações da onda T e do segmento ST).
Raros: arritmias51, aumento da pressão arterial61.
Casos isolados: distúrbios da condução (ampliação do complexo QRS, alterações PQ, bloqueio do feixe atrioventricular112).
Trato gastrintestinal
Freqüente: náusea113.
Ocasionais: vômito114, distúrbios abdominais, diarréia16, anorexia115.
Fígado20
Ocasionais: elevação do nível das transaminases.
Casos isolados: hepatite116 com ou sem icterícia117.
Pele13
Ocasionais: reações alérgicas na pele13 (rash118 cutâneo119, urticária120), fotossensibilidade, prurido121.
Casos isolados: edema122 (local ou generalizado);perda de cabelo123; para a fórmula injetável: reações locais após a administração intravenosa (tromboflebites124, linfangites, sensação de queimação e reações alérgicas), .
Sistema endócrino125 e metabolismo35
Freqüentes: ganho de peso, distúrbios da libido12 e da potência.
Ocasionais: galactorréia126, aumento do volume das mamas17.
Casos isolados: síndrome31 da secreção inapropriada do hormônio127 antidiurético (SIHAD).
Hipersensibilidade
Casos isolados: alveolite alérgica (pneumonite128) com ou sem eosinofilia129, reações anafiláticas130 / anafilactóides sistêmicas, incluindo-se hipotensão62.
Sangue27
Casos isolados: leucopenia131, agranulocitose132, trombocitopenia133, eosinofilia129, púrpura134.
Órgãos dos sentidos
Ocasionais: distúrbios do paladar135, tinitus.
Outros
Os sintomas58 a seguir ocorrem ocasionalmente após a interrupção abrupta do tratamento ou após redução de dose: náusea113, vômito114, dor abdominal, diarréia16, insônia, cefaléia102, nervosismo e ansiedade.

Posologia e Modo de Administração de Anafranil e Anafranil Sr

A posologia e o modo de administração devem ser determinados individualmente e adaptados de acordo com a condição clínica de cada paciente. Em princípio, deverá ser utilizada a menor dose eficaz, devendo a dose ser aumentada com cautela, particularmente quando o paciente for idoso ou adolescente. Esses pacientes, em geral, apresentam uma reposta mais acentuada a ANAFRANIL em relação com os pacientes de idade intermediária.
Depressão, síndrome31 obsessivo-compulsiva e fobias44:
Via oral: Iniciar o tratamento com 1 drágea2 de 25 mg, 2 a 3 vezes ao dia, ou 1 comprimido SR de 75 mg uma vez ao dia (preferivelmente à noite). Aumentar a posologia diária gradualmente, por exemplo, 25 mg nos primeiros dias (dependendo de como o medicamento for tolerado) para 4-6 drágeas1 de 25 mg ou 2 comprimidos de 75 mg (ANAFRANIL SR), durante a primeira semana de tratamento. Em casos graves, a posologia poderá ser aumentada até um máximo de 250 mg por dia. Uma vez constatada melhora nítida, ajustar a posologia diária para um nível de manutenção entre 2 a 4 drágeas1 de 25 mg ou 1 comprimido SR de 75 mg.
Via intramuscular: Iniciar o tratamento com 1-2 ampolas de 25 mg; aumentar a posologia em 1 ampola diariamente, até que o paciente esteja recebendo 4-6 ampolas ao dia. Após melhora no estado do paciente, o número de aplicações deverá ser gradualmente reduzido; ao mesmo tempo, mudar o paciente para terapia de manutenção oral.
Infusão intravenosa: Iniciar com 2-3 ampolas (50-75 mg) uma vez ao dia, diluídas e rigorosamente misturadas com 250-500 ml de solução salina isotônica136 ou de glicose137 e administradas por meio de infusão intravenosa, durante um período de 1,5-3 horas. Durante a infusão, os pacientes devem ser cuidadosamente monitorizados quanto aos efeitos adversos. Atenção especial deve ser dedicada à pressão arterial61, já que pode ocorrer hipotensão62 postural.
Uma vez observada melhora nítida, o tratamento com infusão deverá ser administrado por mais 3-5 dias. Para manter a resposta ao tratamento, o medicamento deve continuar a ser administrado por via oral: 2 drágeas1 de 25 mg que, em geral, são equivalentes a 1 ampola de 25 mg. Poderá ser feita uma fase intermediária entre a terapia intravenosa e o tratamento de manutenção via oral com injeções intramusculares.
A forma injetável não é recomendada para uso em crianças.
Ataques de pânico, agorafobia138:
Iniciar com 1 drágea2 de 10 mg ao dia, possivelmente em combinação com um benzodiazepínico. Dependendo de como o medicamento for tolerado, a posologia poderá ser aumentada até que a resposta desejada seja obtida, enquanto se descontinua gradualmente o benzodiazepínico. A posologia diária requerida tem grande variação de paciente para paciente139 e situa-se entre 25 e       100 mg (1 a 4 drágeas1 de 25 mg ou, a partir de 50 mg). Se necessário, a posologia poderá ser aumentada para 150 mg (2 comprimidos de 75 mg). Recomenda-se não descontinuar o tratamento antes de decorridos 6 meses e, durante esse período, a dose de manutenção deverá ser lentamente reduzida.
Cataplexia45 acompanhando narcolepsia:
ANAFRANIL deverá ser administrado por via oral na dose diária de 25 a 75 mg.
Condições dolorosas crônicas:
A posologia deverá ser ajustada individualmente (10-150 mg ao dia), considerando-se que o paciente pode estar recebendo terapia com analgésicos140 concomitantemente (e a possibilidade de redução da utilização de analgésicos140).
Pacientes idosos:
Iniciar o tratamento com 1 drágea2 de 10 mg ao dia. Aumentar gradualmente a posologia até uma dose ideal de 30-50 mg diários, o que deverá ser alcançado após cerca de 10 dias e, então, mantido até o final do tratamento.
Enurese46 noturna:
A dose diária inicial, para crianças com idade entre 5-8 anos é de 2-3 drágeas1 de 10 mg; para crianças entre 9-12 anos, a posologia é de 1-2 drágeas1 de 25 mg; para crianças de mais idade, 1-3 drágeas1 de 25 mg. As doses mais elevadas deverão ser aplicadas aos casos que não respondam adequadamente ao medicamento dentro de uma semana de tratamento. As drágeas1 normalmente deverão ser administradas em dose única após o jantar; entretanto, no caso de crianças que urinam na cama no início da noite, parte da dose deverá ser antecipada para cerca de 4 horas da tarde. Assim que a resposta desejada tenha sido atingida, o tratamento deverá continuar (por 1-3 meses), com a redução gradual da dose de manutenção.
Não existem dados clínicos disponíveis para crianças abaixo de 5 anos de idade.

Superdosagem de Anafranil e Anafranil Sr

Não foram relatados casos de superdosagem com ampolas. As informações a seguir referem-se a superdosagem com as formas orais.
Os sinais141 e sintomas58 de superdosagem com ANAFRANIL são similares aos relatados com outros antidepressivos tricíclicos. Anormalidades cardíacas e distúrbios neurológicos são as principais complicações. A ingestão acidental de qualquer quantidade por crianças deve ser tratada como séria e potencialmente fatal.

Sinais141 e sintomas58:
Os sintomas58 geralmente aparecem dentro de 4 horas após a ingestão e atingem a severidade máxima em 24 horas. Em virtude da absorção retardada (efeito anticolinérgico), meia-vida longa e ciclo entero-hepático do fármaco57, o paciente estará em risco por até 4-6 dias.
Os seguintes sinais141 e sintomas58 poderão ser observados:
Sistema nervoso central93: sonolência, estupor, coma87, ataxia105, inquietação, agitação, reflexos alterados, rigidez muscular, movimentos coreoatetóides, convulsões.
Sistema cardiovascular109: hipotensão62, taquicardia110, arritmia142, distúrbios da condução, choque143, insuficiência cardíaca144 e, em casos muito raros, parada cardíaca.
Além disso, pode ocorrer depressão respiratória, cianose145, vômitos15, febre68, midríase108, sudorese106 e oligúria146 ou anúria147.

Tratamento:
Não existe antídoto148 específico e o tratamento é essencialmente sintomático149 e de suporte. Qualquer suspeito de superdosagem com ANAFRANIL, especialmente crianças, deve ser hospitalizado e mantido sob rigorosa supervisão por ao menos 72 horas.
Se o paciente estiver consciente, executar lavagem gástrica150 ou induzir o vômito114 o mais rápido possível. Se o paciente não estiver consciente, proteger as vias aéreas com a colocação de um tubo endotraqueal, antes de iniciar-se a lavagem, e não induzir vômito114. Essas medidas são recomendadas para até 12 horas, ou até mais, após a superdosagem, já que os efeitos anticolinérgicos do fármaco57 podem retardar o esvaziamento gástrico. A administração de carvão ativado pode ajudar a reduzir a absorção do fármaco57.
O tratamento dos sintomas58 é baseado em métodos modernos de terapia intensiva151 com contínua monitorização da função cardíaca, gasimetria, eletrólitos152 e, se necessário, medidas emergenciais tais como terapia anticonvulsiva, respiração artificial153 e ressurreição. Como tem sido relatado que a fisostigmina pode causar bradicardia154 grave, assístole e ataques, seu uso não é recomendado em casos de superdosagem com ANAFRANIL. Hemodiálise155 ou diálise156 peritonial não são efetivas, em função da baixa concentração plasmática da clomipramina.

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ANAFRANIL E ANAFRANIL SR - Laboratório

NOVARTIS
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Complementos

1 Drágeas: Comprimidos ou pílulas contendo preparado farmacêutico.
2 Drágea: Comprimido ou pílula contendo preparado farmacêutico.
3 Lactose: Tipo de glicídio que possui ligação glicosídica. É o açúcar encontrado no leite e seus derivados. A lactose é formada por dois carboidratos menores, chamados monossacarídeos, a glicose e a galactose, sendo, portanto, um dissacarídeo.
4 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
5 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
6 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
7 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
8 Transpiração: 1. Ato ou efeito de transpirar. 2. Em fisiologia, é a eliminação do suor pelas glândulas sudoríparas da pele; sudação. Ou o fluido segregado pelas glândulas sudoríparas; suor. 3. Em botânica, é a perda de água por evaporação que ocorre na superfície de uma planta, principalmente através dos estômatos, mas também pelas lenticelas e, diretamente, pelas células epidérmicas.
9 Tonturas: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
10 Cabeça:
11 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
12 Libido: Desejo. Procura instintiva do prazer sexual.
13 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
14 Delírio: Delirio é uma crença sem evidência, acompanhada de uma excepcional convicção irrefutável pelo argumento lógico. Ele se dá com plena lucidez de consciência e não há fatores orgânicos.
15 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
16 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
17 Mamas: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
18 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
19 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
20 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
21 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
22 Hipertireoidismo: Doença caracterizada por um aumento anormal da atividade dos hormônios tireoidianos. Pode ser produzido pela administração externa de hormônios tireoidianos (hipertireoidismo iatrogênico) ou pelo aumento de uma produção destes nas glândulas tireóideas. Seus sintomas, entre outros, são taquicardia, tremores finos, perda de peso, hiperatividade, exoftalmia.
23 Glaucoma: É quando há aumento da pressão intra-ocular e danos ao nervo óptico decorrentes desse aumento de pressão. Esses danos se expressam no exame de fundo de olho e por alterações no campo de visão.
24 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
25 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
26 Cáries: Destruição do esmalte dental produzida pela proliferação de bactérias na cavidade oral.
27 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
28 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
29 Noradrenalina: Mediador químico do grupo das catecolaminas, liberado pelas fibras nervosas simpáticas, precursor da adrenalina na parte interna das cápsulas das glândulas suprarrenais.
30 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
31 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
32 Psicomotor: Próprio ou referente a qualquer resposta que envolva aspectos motores e psíquicos, tais como os movimentos corporais governados pela mente.
33 Injeção intramuscular: Injetar medicamento em forma líquida no músculo através do uso de uma agulha e seringa.
34 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
35 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
36 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
37 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
38 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
39 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
40 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
41 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
42 Etiologia: 1. Ramo do conhecimento cujo objeto é a pesquisa e a determinação das causas e origens de um determinado fenômeno. 2. Estudo das causas das doenças.
43 Esquizofrenia: Doença mental do grupo das Psicoses, caracterizada por alterações emocionais, de conduta e intelectuais, caracterizadas por uma relação pobre com o meio social, desorganização do pensamento, alucinações auditivas, etc.
44 Fobias: Medo exagerado, falta de tolerância, aversão.
45 Cataplexia: Na medicina, é o mesmo que apoplexia ou perda repentina do tono muscular provocada por emoção forte, às vezes associada a um irresistível desejo de dormir. Prostração por súbito ataque de uma doença, sono hipnótico. Em veterinária, entre animais, é uma emoção forte que produz rigidez muscular. Em zoologia, aparência de morte simulada por certos animais como estratégia de defesa.
46 Enurese: Definida como a perda involuntária de urina. Ocorre quando a pressão dentro da bexiga excede aquela que se verifica dentro da uretra, ou seja, há um aumento considerável da pressão para urinar dentro da bexiga, isso ocorre durante a fase de enchimento do ciclo de micção. Pode também ser designada de “incontinência urinária“. E ocorre com certa frequência à noite, principalmente entre os idosos.
47 Fobia: Medo exagerado, falta de tolerância, aversão.
48 Mão: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
49 Convulsão: Episódio agudo caracterizado pela presença de contrações musculares espasmódicas permanentes e/ou repetitivas (tônicas, clônicas ou tônico-clônicas). Em geral está associada à perda de consciência e relaxamento dos esfíncteres. Pode ser devida a medicamentos ou doenças.
50 Neurolépticos: Medicamento que exerce ação calmante sobre o sistema nervoso, tranquilizante, psicoléptico.
51 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
52 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
53 Retenção urinária: É um problema de esvaziamento da bexiga causado por diferentes condições. Normalmente, o ato miccional pode ser iniciado voluntariamente e a bexiga se esvazia por completo. Retenção urinária é a retenção anormal de urina na bexiga.
54 Próstata: Glândula que (nos machos) circunda o colo da BEXIGA e da URETRA. Secreta uma substância que liquefaz o sêmem coagulado. Está situada na cavidade pélvica (atrás da parte inferior da SÍNFISE PÚBICA, acima da camada profunda do ligamento triangular) e está assentada sobre o RETO.
55 Medula: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
56 Feocromocitoma: São tumores originários das células cromafins do eixo simpático-adrenomedular, caracterizados pela autonomia na produção de catecolaminas, mais freqüentemente adrenalina e/ou noradrenalina. A hipertensão arterial é a manifestação clínica mais comum, acometendo mais de 90% dos pacientes, geralmente resistente ao tratamento anti-hipertensivo convencional, mas podendo responder a bloqueadores alfa-adrenérgicos, bloqueadores dos canais de cálcio e nitroprussiato de sódio. A tríade clássica do feocromocitoma, associado à hipertensão arterial, é composta por cefaléia, sudorese intensa e palpitações.
57 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
58 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
59 Paradoxal: Que contém ou se baseia em paradoxo(s), que aprecia paradoxo(s). Paradoxo é o pensamento, proposição ou argumento que contraria os princípios básicos e gerais que costumam orientar o pensamento humano, ou desafia a opinião consabida, a crença ordinária e compartilhada pela maioria. É a aparente falta de nexo ou de lógica; contradição.
60 Choque anafilático: Reação alérgica grave, caracterizada pela diminuição da pressão arterial, taquicardia e distúrbios gerais da circulação, acompanhado ou não de edema de glote. Necessita de tratamento urgente. Pode surgir por exposição aos mais diversos alérgenos.
61 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
62 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
63 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
64 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
65 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
66 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
67 Células Sanguíneas: Células encontradas no líquido corpóreo circulando por toda parte do SISTEMA CARDIOVASCULAR.
68 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
69 Garganta: Tubo fibromuscular em forma de funil, que leva os alimentos ao ESÔFAGO e o ar à LARINGE e PULMÕES. Situa-se posteriormente à CAVIDADE NASAL, à CAVIDADE ORAL e à LARINGE, extendendo-se da BASE DO CRÂNIO à borda inferior da CARTILAGEM CRICÓIDE (anteriormente) e à borda inferior da vértebra C6 (posteriormente). É dividida em NASOFARINGE, OROFARINGE e HIPOFARINGE (laringofaringe).
70 Psicose: Grupo de doenças psiquiátricas caracterizadas pela incapacidade de avaliar corretamente a realidade. A pessoa psicótica reestrutura sua concepção de realidade em torno de uma idéia delirante, sem ter consciência de sua doença.
71 Terapia combinada: Uso de medicações diferentes ao mesmo tempo (agentes hipoglicemiantes orais ou um agente hipoglicemiante oral e insulina, por exemplo) para administrar os níveis de glicose sangüínea em pessoas com diabetes tipo 2.
72 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
73 Íleo paralítico: O íleo adinâmico, também denominado íleo paralítico, reflexo, por inibição ou pós-operatório, é definido como uma atonia reflexa gastrintestinal, onde o conteúdo não é propelido através do lúmen, devido à parada da atividade peristáltica, sem uma causa mecânica. É distúrbio comum do pós-operatório podendo-se afirmar que ocorre após toda cirurgia abdominal, como resposta “fisiológica“ à intervenção, variando somente sua intensidade, afetando todo o aparelho digestivo ou parte dele.
74 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.
75 Epitélio: Epitélio ou tecido epitelial é um tecido constituído por células justapostas, ou seja, intimamente unidas entre si. Sua principal função é revestir a superfície externa do corpo, os órgãos e as cavidades corporais internas. Os epitélios são eficientes barreiras contra a entrada de agentes invasores e a perda de líquidos corporais. Eles têm também funções secretoras, sensoriais e de absorção. O tecido epitelial é um dos quatro tipos de tecidos básicos do nosso organismo, juntamente com os tecidos conjuntivo, muscular e nervoso.
76 Córnea: Membrana fibrosa e transparente presa à esclera, constituindo a parte anterior do olho.
77 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
78 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
79 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
80 Letargia: Em psicopatologia, é o estado de profunda e prolongada inconsciência, semelhante ao sono profundo, do qual a pessoa pode ser despertada, mas ao qual retorna logo a seguir. Por extensão de sentido, é a incapacidade de reagir e de expressar emoções; apatia, inércia e/ou desinteresse.
81 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
82 Espasmos: 1. Contrações involuntárias, não ritmadas, de um ou vários músculos, podendo ocorrer isolada ou continuamente, sendo dolorosas ou não. 2. Qualquer contração muscular anormal. 3. Sentido figurado: arrebatamento, exaltação, espanto.
83 Teratogênico: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
84 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
85 SNC: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
86 Mioclonia: Contração muscular súbita e involuntária que se verifica especialmente nas mãos e nos pés, devido à descarga patológica de um grupo de células nervosas.
87 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo “comer.“
88 Neurônios: Unidades celulares básicas do tecido nervoso. Cada neurônio é formado por corpo, axônio e dendritos. Sua função é receber, conduzir e transmitir impulsos no SISTEMA NERVOSO. Sinônimos: Células Nervosas
89 Adrenérgicos: Que agem sobre certos receptores específicos do sistema simpático, como o faz a adrenalina.
90 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
91 Adrenalina: 1. Hormônio secretado pela medula das glândulas suprarrenais. Atua no mecanismo da elevação da pressão sanguínea, é importante na produção de respostas fisiológicas rápidas do organismo aos estímulos externos. Usualmente utilizado como estimulante cardíaco, como vasoconstritor nas hemorragias da pele, para prolongar os efeitos de anestésicos locais e como relaxante muscular na asma brônquica. 2. No sentido informal significa disposição física, emocional e mental na realização de tarefas, projetos, etc. Energia, força, vigor.
92 Olhos:
93 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
94 Bexiga: Órgão cavitário, situado na cavidade pélvica, no qual é armazenada a urina, que é produzida pelos rins. É uma víscera oca caracterizada por sua distensibilidade. Tem a forma de pêra quando está vazia e a forma de bola quando está cheia.
95 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
96 Anticoagulante: Substância ou medicamento que evita a coagulação, especialmente do sangue.
97 Protrombina: Proteína plasmática inativa, é a precursora da trombina e essencial para a coagulação sanguínea.
98 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
99 Alucinações: Perturbações mentais que se caracterizam pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensações sem objeto. Impressões ou noções falsas, sem fundamento na realidade; devaneios, delírios, enganos, ilusões.
100 Doença de Parkinson: Doença degenerativa que afeta uma região específica do cérebro (gânglios da base), e caracteriza-se por tremores em repouso, rigidez ao realizar movimentos, falta de expressão facial e, em casos avançados, demência. Os sintomas podem ser aliviados por medicamentos adequados, mas ainda não se conhece, até o momento, uma cura definitiva.
101 Vertigens: O termo vem do latim “vertere” e quer dizer rodar. A definição clássica de vertigem é alucinação do movimento. O indivíduo vê os objetos do ambiente rodarem ao seu redor ou seu corpo rodar em relação ao ambiente.
102 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
103 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
104 Hipertonia: 1. Em biologia, é a característica de uma solução que apresenta maior concentração de solutos do que outra. 2. Em medicina, é a tensão excessiva em músculos, artérias ou outros tecidos orgânicos.
105 Ataxia: Reflete uma condição de falta de coordenação dos movimentos musculares voluntários podendo afetar a força muscular e o equilíbrio de uma pessoa. É normalmente associada a uma degeneração ou bloqueio de áreas específicas do cérebro e cerebelo. É um sintoma, não uma doença específica ou um diagnóstico.
106 Sudorese: Suor excessivo
107 Micção: Emissão natural de urina por esvaziamento da bexiga.
108 Midríase: Dilatação da pupila. Ela pode ser fisiológica, patológica ou terapêutica.
109 Sistema cardiovascular: O sistema cardiovascular ou sistema circulatório sanguíneo é formado por um circuito fechado de tubos (artérias, veias e capilares) dentro dos quais circula o sangue e por um órgão central, o coração, que atua como bomba. Ele move o sangue através dos vasos sanguíneos e distribui substâncias por todo o organismo.
110 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
111 Palpitações: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
112 Feixe Atrioventricular: Pequeno feixe de fibras especializadas do MÚSCULO CARDÍACO que se origina no NÓ ATRIOVENTRICULAR e penetra na parte membranosa do septo interventricular. O fascículo atrioventricular consiste nos ramos dos feixes esquerdo e direito e transmite os impulsos elétricos aos VENTRÍCULOS gerando a CONTRAÇÃO MIOCÁRDICA. Bloqueio de Ramo;
113 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
114 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
115 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
116 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
117 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
118 Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
119 Cutâneo: Que diz respeito à pele, à cútis.
120 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
121 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
122 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
123 Cabelo: Estrutura filamentosa formada por uma haste que se projeta para a superfície da PELE a partir de uma raiz (mais macia que a haste) e se aloja na cavidade de um FOLÍCULO PILOSO. É encontrado em muitas áreas do corpo.
124 Tromboflebites: Processo inflamatório de um segmento de uma veia, geralmente de localização superficial (veia superficial), juntamente com formação de coágulos na zona afetada. Pode surgir posteriormente a uma lesão pequena numa veia (como após uma injeção ou um soro intravenoso) e é particularmente frequente nos toxico-dependentes que se injetam. A tromboflebite pode desenvolver-se como complicação de varizes. Existe uma tumefação e vermelhidão (sinais do processo inflamatório) ao longo do segmento de veia atingido, que é extremamante doloroso à palpação. Ocorrem muitas vezes febre e mal-estar.
125 Sistema Endócrino: Sistema de glândulas que liberam sua secreção (hormônios) diretamente no sistema circulatório. Em adição às GLÂNDULAS ENDÓCRINAS, o SISTEMA CROMAFIM e os SISTEMAS NEUROSSECRETORES estão inclusos.
126 Galactorréia: Secreção mamária anormal de leite fora do período de amamentação. Pode ser produzida por distúrbios hormonais ou pela ação de medicamentos.
127 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
128 Pneumonite: Inflamação dos pulmões que compromete principalmente o espaço que separa um alvéolo de outro (interstício pulmonar). Pode ser produzida por uma infecção viral ou lesão causada por radiação ou exposição a diferentes agentes químicos.
129 Eosinofilia: Propriedade de se corar facilmente pela eosina. Em patologia, é o aumento anormal de eosinófilos no sangue, característico de alergias e infestações por parasitas. Em patologia, é o acúmulo de eosinófilos em um tecido ou exsudato.
130 Reações anafiláticas: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
131 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
132 Agranulocitose: Doença causada pela falta ou número insuficiente de leucócitos granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos), que se manifesta como ulcerações na garganta e outras mucosas, seguidas por infecções graves.
133 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
134 Púrpura: Lesão hemorrágica de cor vinhosa, que não desaparece à pressão, com diâmetro superior a um centímetro.
135 Paladar: Paladar ou sabor. Em fisiologia, é a função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados.
136 Isotônica: Relativo à ou pertencente à ação muscular que ocorre com uma contração normal. Em química, significa a igualdade de pressão entre duas soluções.
137 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
138 Agorafobia: Estado de medo mórbido de se achar sozinho em grandes espaços abertos ou de atravessar lugares públicos. Também conhecida como cenofobia.
139 Para paciente: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Paciente disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
140 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
141 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
142 Arritmia: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
143 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
144 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
145 Cianose: Coloração azulada da pele e mucosas. Pode significar uma falta de oxigenação nos tecidos.
146 Oligúria: Clinicamente, a oligúria é o débito urinário menor de 400 ml/24 horas ou menor de 30 ml/hora.
147 Anúria: Clinicamente, a anúria é o débito urinário menor de 400 ml/24 horas.
148 Antídoto: Substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele.
149 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
150 Lavagem gástrica: É a introdução, através de sonda nasogástrica, de líquido na cavidade gástrica, seguida de sua remoção.
151 Terapia intensiva: Tratamento para diabetes no qual os níveis de glicose são mantidos o mais próximo do normal possível através de injeções freqüentes ou uso de bomba de insulina, planejamento das refeições, ajuste em medicamentos hipoglicemiantes e exercícios baseados nos resultados de testes de glicose além de contatos freqüentes entre o diabético e o profissional de saúde.
152 Eletrólitos: Em eletricidade, é um condutor elétrico de natureza líquida ou sólida, no qual cargas são transportadas por meio de íons. Em química, é uma substância que dissolvida em água se torna condutora de corrente elétrica.
153 Respiração artificial: Tipo de apoio à função respiratória que utiliza um instrumento eletromecânico (respirador artificial), capaz de insuflar de forma cíclica volumes pré-determinados de ar com alta concentração de oxigênio através dos brônquios.
154 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
155 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
156 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.

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