Haldol Decanoato

JANSSEN- CILAG FARMACÊUTICA LTDA.

Atualizado em 08/12/2014

Haldol® Decanoato


Informações ao Paciente

Solução injetável
decanoato de haloperidol

Identificação do Medicamento
Formas Farmacêuticas e apresentações

Solução injetável em embalagem com 5 ampolas de 1 ml.

Uso adulto

Informações Gerais

Marca Comercial: Haldol® Decanoato
Princípio Ativo: decanoato de haloperidol

Composição

Cada mL de solução injetável contém:
decanoato de haloperidol..............................................................70,52 mg*
*(equivalente a 50 mg de haloperidol)
Excipientes: álcool benzílico e óleo de gergelim.

Como este medicamento funciona?

O haloperidol é um neuroléptico1 particularmente eficaz contra os sintomas2 produtivos das psicoses, notadamente os delírios e as alucinações3. O haloperidol exerce, também, uma ação sedativa em condições de excitação psicomotora4.
A administração de HALDOL® Decanoato como injeção intramuscular5 resulta em gradativa liberação do ativo.

Por que este medicamento foi indicado?

Para o tratamento de manutenção de pacientes psicóticos crônicos estabilizados.

Quando não devo usar este medicamento?

Contra-indicações
Não use HALDOL® Decanoato se:
- Você for portador de Doença de Parkinson6;
- Você apresentar sonolência e lentidão decorrentes do uso de medicamentos e álcool;
- Você tiver sensibilidade exacerbada (alergia7) ao produto.

Em caso de dúvidas procure seu médico.

Advertências
Converse com o seu médico, antes iniciar o tratamento com HALDOL® Decanoato  caso você apresente uma das condições abaixo:
- problemas cardíacos ou histórico familiar de problemas cardíacos ou estiver tomando medicação para o coração8;
- uma depressão que não esteja sendo tratada;
- problemas no fígado9;
- epilepsia10 ou qualquer outra condição que possa causar convulsões (por exemplo, durante a cura de problemas alcoólicos);
- atividade aumentada das glândulas11 tireóides (hipertireoidismo12).

Efeito sobre a capacidade de dirigir veículos e utilizar máquinas
HALDOL® Decanoato pode produzir sonolência. Isto pode fazer com que você fique menos atento reduzindo a sua atenção ao dirigir e operar máquinas.
Assim, aconselha-se ao paciente a não dirigir ou operar máquinas. Converse com o seu médico antes de dirigir ou operar máquinas.

Gravidez13 e Amamentação14
Se você está grávida ou planeja engravidar informe seu médico, ele decidirá se você pode tomar HALDOL® Decanoato. Não se aconselha o uso de HALDOL® Decanoato durante a gestação e a amamentação14. Informe seu médico a ocorrência de gravidez13 na vigência do tratamento ou após o seu término.
HALDOL® Decanoato passa para o leite materno. Informar ao médico se está amamentando. Ele decidirá se você pode tomar HALDOL® Decanoato enquanto estiver amamentando.
Tremor, rigidez muscular e dificuldade em receber amamentação14 são reversíveis e foram observados em recém-nascidos de mães que utilizaram HALDOL® Decanoato durante último trimestre de gravidez13. HALDOL® Decanoato  pode atravessar a placenta e pode estar associado com mudanças motoras e comportamentais em bebês15 recém-nascidos de mães que usaram HALDOL® Decanoato  no último trimestre de gravidez13.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas em orientação médica.

Interações Medicamentosas
Você deve evitar ingerir álcool se estiver tomando HALDOL® Decanoato.
HALDOL® Decanoato pode alterar os efeitos de alguns medicamentos, como por exemplo:
- medicamentos que tornam suas reações lentas: medicamentos para dormir, tranqüilizantes e alguns analgésicos16 potentes,
- medicamentos para depressão,
- medicamentos para pressão alta,
- medicamentos para epilepsia10,
- medicamentos para doença de Parkinson6.
Deve-se ter cautela quando administrar HALDOL® Decanoato e outras medicações, como diuréticos17, que podem diminuir o potássio e magnésio. A administração de HALDOL® Decanoato com lítio deve ser atentamente acompanhada pelo médico.
Informe seu médico se você está tomando algum destes medicamentos ou qualquer outro medicamento. Seu médico decidirá quais os medicamentos que você poderá tomar junto com HALDOL® Decanoato.

Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para sua saúde18.

Como devo usar este medicamento?

Aspecto Físico
Solução levemente âmbar, viscosa e límpida.

Características Organolépticas
Não aplicável

Dosagem
HALDOL® Decanoato pode ser usado em adultos e é geralmente, aplicado nas nádegas19 uma vez ao mês.
Dependendo da sua condição clínica, o médico pode decidir aplicar em você apenas parte da ampola. Posteriormente, o médico poderá alterar a quantidade de medicamento por aplicação ou o período entre 2 aplicações até obtenção dos efeitos desejados.
É necessário algum tempo (3 a 9 dias) após a primeira injeção20 para você sentir os efeitos completos do medicamento.

Como Usar
Por ser um medicamento de manipulação e administração somente por profissionais especializados, as orientações para preparo e administração estão contidas na seção destinada aos médicos e profissionais de saúde18.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses, e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.

Quais males que este medicamento pode causar?

Abaixo estão listados os eventos adversos (também chamados de reações adversas ao medicamento) relacionados ao tratamento com HALDOL® Decanoato.

Muito comuns (relatados por pelo menos 1 em 10 pacientes):
- Anormalidades da coordenação ou movimentos involuntários dos músculos21 (também conhecidos como sintomas2 extrapiramidais), que incluem movimentos lentos, rígidos ou espasmódicos dos membros, pescoço22, face23, olhos24 ou boca25 e língua26 que podem resultar em postura involuntária27 ou expressões faciais atípicas;
- Movimentação excessiva e atípica do corpo e membros;
- Dor de cabeça28;

Comuns (relatados por pelo menos 1 em 100 pacientes mas por menos do que 1 em 10 pacientes):
- Agitação, dificuldade em pegar no sono ou permanecer dormindo, sentimento de tristeza ou depressão;
- Após tratamento prolongado, a doença pode incluir contração da língua26, face23, boca25  ou maxilas possivelmente com movimentos lentos e coreiformes da língua26 e boca25, com redução da habilidade de abrir a boca25 completamente, todos podem não desaparecer mesmo após a interrupção do tratamento;
- Anormalidades adicionais da coordenação ou movimentos involuntários dos músculos21 tais como: movimento espástico dos olhos24 para uma posição fixa, geralmente para cima, movimentos lentos, movimentos espasmódicos, tremor, rigidez muscular, contração muscular causada por movimentos repetidos e rígidos ou postura anormal e  falta de expressões faciais, anormalidades no jeito de andar, dificuldade em permanecer sentado;
- Tontura29;
- Sono excessivo;
- Anormalidades na visão30;
- Dificuldade na movimentação intestinal, náusea31, vômito32, aumento na produção de saliva; boca25 seca;
- Diminuição da pressão sanguínea (hipotensão33); anormalidade da pressão sanguínea perceptível ao levantar ou alterar a posição do corpo;
- Anormalidades nos testes sanguíneos do fígado9
- Erupções cutâneas34;
- Dificuldade em urinar;
- Impotência35 ou disfunção erétil;
- Reações variadas no local da aplicação, como por exemplo: irritação, dor ou coceira;
- Aumento ou perda de peso, não intencionais.

Incomuns (relatados por pelo menos 1 em 1000 pacientes mas por menos de 1 em 100 pacientes):
- Reações alérgicas, que podem incluir urticária36 ou inchaço37 da face23;
- Agitação, confusão, perda da vontade sexual ou da libido38;
- Contrações involuntárias dos músculos21, ou condições como a doença de Parkinson6;
- Sedação39;
- Convulsões;
- Redução anormal dos movimentos do corpo;
- Contrações rígidas dos membros;
- Visão30 embaçada;
- Batimentos cardíacos acelerados;
- Desconforto ao respirar (respiração encurtada);
- Inflamação40 hepática41 (hepatite42), excesso de bile43 no sangue44 causando amarelamento da pele45, gengivas e olhos24 (conhecida como icterícia46);
- Coceira na pele45, suor excessivo, reação excessiva da pele45 a exposição a luz;
- Alterações da menstruação47,  tais como atrasos menstruais ou dor;
- Secreção pelos mamilos48, dor ou desconforto no peito49;
- Anormalidades na marcha;
- Inchaços das extremidades devido a retenção de líquidos;
- Aumento anormal da temperatura do corpo;

Raros (relatados por pelo menos 1 em 10000 pacientes mas  por menos de 1 em 1000 pacientes):
- Aumento da quantidade de substâncias do corpo que resultam em produção de leite nas mamas50, até mesmo em homens;
- Síndrome51 Neuroléptica Maligna (situação de emergência52 médica que inclui rigidez do corpo com febre53 alta);
- Movimento de lateralização dos olhos24 associado a sensação de que o ambiente está rodando em volta da cabeça28 ou do corpo;
- Estreitamento da passagem de ar para os pulmões54, produzindo chiado;
- Perda excessiva de sangue44 durante a menstruação47;
- Disfunção sexual;
- Anormalidades no  teste de traçado  cardíaco (conhecido como eletrocardiograma55).

Muito raros (relatados por menos de 1 em 10000 pacientes):
- Diminuição ou ausência completa das células sanguíneas56 que auxiliam no combate a infecções57 (também conhecidas como células58 brancas sanguíneas) e das células58 que auxiliam na coagulação59 sanguínea (conhecidas como plaquetas60). Diminuição acentuada de todos os tipos de células sanguíneas56 do corpo;
- Reação anafilática61 (reação alérgica62 grave que pode ocasionar chiado e dificuldade em respirar e  diminuição da pressão sanguínea)
- Aumento de substância  que regula o equilíbrio de fluidos do corpo, através da perda de água na urina63. Isto pode ocasionar retenção de água diluindo as substâncias necessárias no sangue44;
- Diminuição anormal do açúcar64 sanguíneo;
- Batimentos adicionais do coração8, contrações coodernadas rápidas do coração8; contrações descoordenadas e rápidas do músculo cardíaco65 que rapidamente podem levar a morte se não tratadas;-Muito raro: inchaço37 das cordas vocais66 e da laringe67, espasmos68 nas cordas vocais66 e da laringe67;
- Insuficiência69 da função do fígado9 durante período de dias ou semanas (conhecida como insuficiência hepática70 aguda), bloqueando a bile43 no fígado9 (conhecido como colestase71);
- Pequenas marcas roxas, as vezes com inchaços doloridos na pele45 e outros tecidos causado por inflamação40 dos vasos sanguíneos72, erupções causando  perda da camada mais externa da pele45;
- Aumento das mamas50, mesmo em homens;
- Ereção73 do pênis74 prolongada e anormal não relacionada ao ato sexual;
- Inchaço37 excessivo da face23 devido a retenção de líquidos;
- Diminuição atípica da temperatura do corpo;

Informação adicional importante

Pacientes Idosos com Demência75 Que Necessitem de Tratamento com Haldol de Haldol Decanoato

® para controle de seus comportamentos podem ter o risco de morte aumentado quando comparado com os não tratados.
- Se você observar batimentos cardíacos irregulares (palpitação76, tontura29, desmaio) febre53 alta, rigidez muscular, transpiração77 anormal, respiração acelerada ou redução do estado de alerta, contacte seu médico imediatamente.

O que fazer se alguém usar uma grande quantidade desde medicamento de uma sí vez?

Os possíveis sinais78 de uma superdose podem constituir em exarcebação dos efeitos do produto ou das reações adversas, tais como: diminuição do estado de alerta, tremor severo e contração muscular importante. Nestes casos, procure seu médico.

Onde e como devo guardar este medicamento?

Conserve em temperatura ambiente (temperatura entre 15° C e 30° C). Proteja da luz.
Prazo de validade: Verifique na embalagem externa o prazo de validade. Não utilize o medicamento se o prazo de validade estiver vencido.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Informações Técnicas aos Profissionais de Saúde18

Solução injetável
decanoato de haloperidol

Identificação do Medicamento
Formas Farmacêuticas e apresentações

Solução injetável em embalagem com 5 ampolas de 1 ml.

Uso adulto

Informações Gerais

Marca Comercial: Haldol® Decanoato
Princípio Ativo: decanoato de haloperidol

Composição

Cada mL de solução injetável contém:
decanoato de haloperidol..............................................................70,52 mg*
*(equivalente a 50 mg de haloperidol)
Excipientes: álcool benzílico e óleo de gergelim.

Caracterêsticas Farmacolígicas

Propriedades Farmacodinâmicas
O haloperidol é um neuroléptico1, pertencente ao grupo das butirofenonas. É particularmente eficaz contra os sintomas2 produtivos das psicoses, notadamente os delírios e as alucinações3. O haloperidol exerce, também, uma ação sedativa em condições de excitação psicomotora4.
HALDOL® Decanoato é o éster do haloperidol com o ácido decanóico. Trata-se de um neuroléptico1 de ação prolongada, uma vez que o éster é gradativamente liberado do tecido79 muscular e, por meio de hidrólise enzimática, o haloperidol penetra na circulação80 sangüínea. Tal liberação se faz de forma progressiva, permitindo a obtenção de curvas plasmáticas uniformes sem ocorrência de picos irregulares. A administração de uma dose adequada produz efeito terapêutico estável, que permanece durante 4 semanas. Verificou-se que, com o tratamento por HALDOL® Decanoato, a medicação anti-parkinsoniana associada ao tratamento com neurolépticos81 pode ser reduzida ou mesmo suspensa em certos casos.
Em pacientes deprimidos foi observado um efeito de ressocialização.

Propriedades Farmacocinéticas
Absorção: A administração do decanoato de haloperidol como uma injeção intramuscular5 de depósito resulta em uma lenta e sustentada liberação de haloperidol. A concentração plasmática aumenta gradualmente, com um pico de concentração  dentro de 3 a 9 dias após a injeção20. A farmacocinética de decanoato de haloperidol após às injeções intramusculares é dose dependente. A relação entre dose e nível plasmático de haloperidol é aproximadamente linear em doses abaixo de 450 mg.
Distribuição: 92% liga-se a proteínas82 plasmáticas. O haloperidol atravessa a barreira hematoencefálica facilmente.
Metabolismo83: O haloperidol é metabolizado por muitas rotas inclusive pelo sistema enzimático do citocromo P450 (principalmente por CYP 3A4 ou CYP 2D6) e glucorinidação.
 Eliminação: Após alcançar o pico de concentração plasmática,  os níveis plasmáticos caem com uma meia-vida aparente de  3 semanas. A excreção ocorre 40% com a urina63 e 60% com as fezes. Cerca de 1% do haloperidol ingerido é excretado inalterado com a urina63. Concentração terapêutica84: foi sugerido que a concentração plasmática de haloperidol varia de 4 µg/L até o limite de 20 a 25 µg/L para se obter uma resposta terapêutica84.

Dados pré-clínicos de segurança:
Dados não-clínicos baseados nos estudos convencionais de toxicidade85 de doses repetidas, genotoxicidade, carcinogenicidade não revelaram riscos para humanos.. O haloperidol mostrou diminuir a fertilidade em roedores, limitada teratogenicidade assim como efeitos embriotóxicos.
O haloperidol tem demonstrado bloquear os canais cardíacos de hERG em muitos estudos in vitro publicados. Em um número de estudos in vivo a administração IV do haloperidol em alguns modelos animais tem causado significante prolongamento do intervalo QTc nas doses de  cerca de 0,3 mg/Kg IV obtendo Cmáx 3 a 7 vezes maiores  do que a concentração efetiva em humanos de 4 a 20 ng/mL. Essas doses intravenosas que prolongam o intervalo QTc não causaram arritmias86. Em alguns estudos, doses maiores do que 1 a 5 mg/Kg de haloperidol IV causaram prolongamento do intervalo QTc e/ ou arritmia87 ventricular no Cmáx plasmático de 19 a 68 vezes maior do que a concentração plasmática efetiva em humanos.

Resultados de Eficácia

Os resultados de estudo duplo-cego88, multicêntrico de avaliação de doses, com 105 sujeitos para avaliar as taxas de exacerbações sintomáticas e de eventos adversos sugerem que a dose de haloperidol decanoato 200mg/mês está associado com a taxa mais baixa de exacerbação sintomática89 em relação a outras doses avaliadas (50  ou 100mg/mês) com um risco aumentado mínimo de eventos adversos  associados ou desconfortos associados com as outras doses. Paralelamente as taxas de piora com 100 mg (23%) e 50 mg (25%) não foram significativamente maior do que aquelas vistas com a dose de 200mg. 1

Nessa revisão sistemática sobre o uso de haloperidol decanoato no tratamento da esquizofrenia90 foi observado qeu o medicamento pode ter um efeito substancial na melhora dos sintomas2 e comportamentos associado com a esquizofrenia90 e comparação ao placebo91. A formulação depot pode ser de grande auxílio para aqueles pacientes que necessitam do medicamento porém apresentam restrições com relação ao uso de haloperidol oral. Como não há clara diferenciação entre haloperidol decanoato e outros medicamento de depósito, a escolha deve ser individualizada de acordo com as necessidades e características dos pacientes.2

Referências
1. KANE, J. M. et al. A multidose study of haloperidol decanoate in the maintenance treatment of schizophrenia. American Journal of Psychiatry. Ano 159, n. 4, p. 554-560, abr. 2002.
2. QURAISHI, S.; DAVID, A. Depot haloperidol decanoate for schizophrenia. Cochrane Database System Rev. ano 2, 2000.

Indicações

Tratamento de manutenção de pacientes psicóticos crônicos estabilizados.

Contra Indicações

Estados comatosos, depressão do SNC92 devido ao álcool ou outra droga depressora. Doença  de Parkinson. Encefalopatia93 orgânica grave. Formas graves de nefro94 e cardiopatia.
Depressão endógena. Primeiro trimestre de gestação. Hipersensibilidade a droga ou a outros excipientes da fórmula. Lesão95 dos gânglios96 da base, afecções97 neurológicas acompanhadas de sintomas2 piramidais ou extrapiramidais.

Modo de usar e cuidados de conservação depois de aberto

HALDOL® Decanoato somente pode ser usado por adultos e é aplicado por via intramuscular nas nádegas19, uma vez ao mês. A administração de volumes maiores que 3 mL é desconfortável para o paciente, assim tais volumes não são recomendados. HALDOL® Decanoato não deve ser aplicado por via intravenosa.
Como a resposta individual a HALDOL® Decanoato pode ser variável, é necessário ajuste da dose de acordo com a resposta do paciente.

Posologia

HALDOL® Decanoato é recomendado para uso em pacientes psicóticos crônicos que requerem terapia antipsicótica parenteral. Estes pacientes devem ser previamente estabilizados com a medicação antipsicótica, antes de considerar a conversão para o HALDOL® Decanoato.
HALDOL® DECANOATO deve ser usado apenas em adultos e foi formulado para fornecer terapia por um mês na maioria dos pacientes após uma única injeção20 por via intramuscular profunda na região glútea98. Uma vez que a administração de volumes maiores que 3 ml é desconfortável para o paciente, tais volumes de injeção20 não são recomendados. HALDOL® DECANOATO não deve ser administrado por via intravenosa.
Como a resposta individual a fármacos neurolépticos81 pode ser variável, a dose deve ser determinada individualmente, sendo iniciada e titulada de uma forma melhor sob supervisão clínica cuidadosa. A dose inicial individual dependerá da severidade da sintomatologia e da quantidade de medicação oral necessária para manter o paciente antes de iniciar o tratamento de depósito (DEPOT).
HALDOL® Decanoato deve ser injetado por via intramuscular profunda. A dose normal pode ser calculada a partir da dose oral de haloperidol ou da dose equivalente de outros neurolépticos81. A cada quatro semanas, deve ser administrada uma dose correspondente a cerca de 20 vezes a dose oral diária de haloperidol, expressa em miligramas. De modo geral, na prática clínica, pode-se estabelecer que uma dose de 1 a 3 ml (50 a 150 mg) a cada quatro semanas é suficiente para condições psicóticas de grau leve a moderado. Nos casos mais graves, necessita-se de doses mais elevadas, podendo-se chegar até 6 ml (300 mg). De acordo com a evolução dos sintomas2, as doses podem ser aumentadas ou diminuídas nas injeções subseqüentes.

Advertências

Raros casos de morte súbita têm sido reportados em pacientes psiquiátricos que recebem antipsicóticos, incluindo o HALDOL® Decanoato.
Pacientes idosos com demência75 relacionada à psicose99 tratados com medicamentos antipsicóticos possuem aumento no risco de morte.  A análise dos 17 estudos clínicos placebos controlados (duração modal de 10 semanas), mostrou que grande parte dos pacientes que tomam antipsicóticos atípicos apresentaram risco de morte relacionado ao medicamento entre 1,6 a 1,7 vezes maior do que o grupo de pacientes tratados com placebo91. Durante o período de 10 semanas de estudo controlado, a taxa de morte dos pacientes tratados com o medicamento foi de cerca de  4,5%, comparada com a taxa de cerca de 2,6% no grupo do placebo91. Embora as causas das mortes tenham sido variadas, a maioria das mortes parecem ter sido por razões cardiovasculares (como por exemplo insuficiência cardíaca100, morte súbita) ou infecção101 (pneumonia102). Estudos observacionais sugerem que de maneira similar aos medicamentos antipsicóticos atípicos, o tratamento com antipsicóticos convencionais podem aumentar a mortalidade103. Não está clara a extensão em que os achados de o aumento da mortalidade103 em estudos observacionais podem ser atribuídos ao medicamento antipsicótico em oposição a algumas características dos pacientes
Efeitos cardiovasculares
Relatos muito raros de prolongamento do intervalo QT e/ou arritmias86 ventriculares em adição aos raros casos de morte súbita tem sido relatados com haloperidol. Eles parecem ocorrer com maior freqüência em altas doses e em pacientes predispostos.

Como um prolongamento do intervalo QT tem sido observado durante o tratamento com haloperidol, deve-se ter cautela com os pacientes que apresentam condições prévias de prolongamento do intervalo QT (síndrome51 do prolongamento do intervalo QT, hipocalemia104, desequilíbrio eletrolítico, fármacos que prolongam o intervalo QT, doença cardiovascular, histórico familiar de prolongamento do intervalo QT) especialmente se haloperidol for administrado parenteralmente. O risco de prolongamento de intervalo QT e/ou arritmias86  ventriculares podem ser aumentadas em altas doses ou com a administração parenteral, particularmente com a administração intravenosa. Monitoramento do eletrocardiograma55 deve ser feito para prolongamento do intervalo QT e para as arritmias86 cardíacas sérias se haloperidol é administrado intravenosamente. HALDOL® Decanoato não deve ser administrado por via intravenosa.

Síndrome51 Neuroléptica Maligna
Como outros medicamento antipsicóticos HALDOL® Decanoato tem sido relacionado com Síndrome51 Neuroléptica Maligna, resposta idiossincrática rara caracterizada por hipertermia, rigidez muscular generalizada, instabilidade autonômica, alteração da consciência. Hipertermia é geralmente um sinal105 precoce desta síndrome51. O tratamento antipsicótico deve ser descontinuado imediatamente e instituídos terapia de suporte adequada e cuidadoso monitoramento.

Discinesia Tardia
Como com todos agentes antipsicóticos, discinesia tardia106 pode aparecer em alguns pacientes em uso prolongado ou após a descontinuação.  Esta síndrome51 é principalmente caracterizada por movimentos involuntários rítmicos da língua26, face23, boca25 ou mandibulas. As manifestações podem ser permanentes em alguns pacientes. A síndrome51 pode ser mascarada quando o tratamento é restituído, quando há aumento na dose ou quando há a troca para outro medicamento antipsicótico. O tratamento deve ser descontinuado assim que possível.
Sintomas2 extrapiramidais
É comum de todos agentes neurolépticos81, a ocorrência de sintomas2 extrapiramidais, tais como tremor, rigidez, hipersalivação, bradicinesia107, acatisia108 e distonia109 aguda.
Medicamentos antiparkinsonianos do tipo anticolinérgicos podem ser prescritos se necessário, mas não devem ser prescritos rotineiramente como medida preventiva. Se a administração concomitante de medicamentos antiparkinsonianos é requerida, esta deve ser mantida após a interrupção do tratamento com HALDOL® Decanoato, se sua excreção for mais rápida do que a de Haldol® a fim de evitar o desenvolvimento ou piora dos sintomas2 extrapiramidais. O médico precisa estar ciente quanto a um possível aumento da pressão intraocular110 quando anticolinérgicos, incluindo agentes antiparkinsonianos, são administrados concomitantemente com HALDOL® Decanoato.

Convulsão111
Tem sido relatado que o HALDOL® Decanoato pode produzir convulsões. Recomenda-se precaução nos pacientes com uma história conhecida de epilepsia10 ou com pré-disposição à convulsões (por exemplo, abstinência ao álcool e lesões112 cerebrais).

Hepatobiliares113
Como HALDOL® Decanoato é metabolizado pelo fígado9, deve-se ter cautela em pacientes com doença hepática41. Casos isolados de anormalidades na função hepática41 ou hepatite42, mais frequentemente colestática, foram relatados.

Sistema endócrino114
A tiroxina pode facilitar a toxicidade85 do HALDOL® DECANOATO.
A terapia antipsicótica em pacientes com hipertiroidismo deve ser apenas administrada com bastante cautela e precisa sempre ser acompanhada por terapia para manter o estado tiroidiano.
Efeitos hormonais dos medicamentos antipsicóticos neurolépticos81 incluem: hiperprolactinemia, que pode causar galactorréia115, ginecomastia116, oligorréia ou amenorréia117. Casos muito raros de hipoglicemia118 e síndrome51 de secreção inapropriada de ADH foram relatadas.
Considerações adicionais
Recomenda-se que os pacientes que forem considerados para o tratamento com HALDOL® Decanoato tomem previamente haloperidol oral, para excluir a possibilidade de uma sensibilidade inesperada ao haloperidol.

Como com todos agentes antipsicóticos, o HALDOL® Decanoato não deve ser utilizado sozinho quando predomina a depressão. Ele deve ser combinado com antidepressivos para tratar estados comórbidos de depressão e psicose99.

Efeito sobre a capacidade de dirigir veículos e utilizar máquinas
HALDOL® Decanoato pode reduzir a capacidade de atenção, principalmente com altas doses e no início do tratamento, redução essa que pode ser potencializada pela ingestão de bebidas alcoólicas. O paciente deve ser alertado para os riscos de tal sedação39 é aconselhado não dirigir ou utilizar máquinas durante a terapêutica84, pelo menos até que se conheça seu grau de suscetibilidade individual.

Gravidez13 (Categoria C) e Lactação119
Estudos em animais demonstraram efeito teratogênico120 do haloperidol (veja o item dados pré-clínicos). Sintomas2 extrapiramidais reversíveis foram observados em neonatos121 expostos ao haloperidol durante o último trimestre de gravidez13.
Não têm sido demonstrados aumentos significativos nas anormalidades fetais em estudos populacionais amplos com o uso de HALDOL® Decanoato.
Houve casos isolados de defeitos neonatais após a exposição fetal ao HALDOL® Decanoato em combinação com outras drogas. HALDOL® Decanoato somente deverá ser utilizado durante a gravidez13 se os potenciais benefícios justificarem o risco potencial ao feto122.
HALDOL® Decanoato é excretado no leite materno. Se o uso do HALDOL® Decanoato for considerado essencial, os benefícios da amamentação14 devem ser avaliados contra os possíveis riscos.
Sintomas2 extrapiramidais tem sido observados em lactentes123 de mulheres tratadas com HALDOL® Decanoato.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Uso em idosos, crianças e outros grupos de pessoas

Uso em idosos e em pacientes debilitados:
HALDOL® Decanoato pode ser utilizado em idosos e em pacientes debilitados, porém é recomendável iniciar o tratamento com doses baixas, por exemplo 12,5-25 mg a cada 4 semanas, aumentando a dose apenas de acordo com a resposta do paciente.
Uso em crianças: HALDOL® Decanoato não é indicado para pacientes124 pediátricos.

Interações Medicamentosas

Como com outros antipsicóticos, deve-se ter cautela ao prescrever haloperidol a pacientes que utilizem medicamentos que prolonguem o intervalo QT.
O haloperidol é metabolizado por muitas vias, incluindo glucuronidação e por enzimas do sistema do citocromo P450 (particularmente CYP 3A4 ou CYP 2D6). A inibição destas rotas do metabolismo83 por outras drogas ou diminuição da atividade enzimática da CYP 2D6 pode aumentar a concentração de haloperidol e o risco de ocorrer eventos adversos, incluindo prolongamento do intervalo QT. Em estudos farmacocinéticos, o aumento pequeno ou moderado da concentração de haloperidol foi relatado quando o haloperidol foi administrado concomitantemente com drogas caracterizadas como substratos ou inibidoras da isoenzimas CYP3A4 ou CYP2D6, tais como: itraconazol, nefazodona, buspirona, venlafaxina, alprazolam, fluvoxamina, quinidina, fluoxetina, sertralina, clorpromazina e prometazina. A diminuição da atividade enzimática da CYP 2D6 pode resultar no aumento da concentração do haloperidol.
O aumento do intervalo QTc foi observado quando o haloperidol foi dado em associação com os metabólitos125 inibidores do cetoconazol (400 mg/ dia) ou paroxetina (20 mg/ dia). Pode ser necessário reduzir a dose do haloperidol.

Deve-se ter cautela quando utilizar associações que causem desequilíbrio eletrolítico.

Efeitos de outros medicamentos sobre o haloperidol
Tratamentos por períodos prolongados com medicamentos indutores enzimáticos, tais como carbamazepina, fenobarbital e rifampicina, em associação ao Haldol® Decanoato, podem reduzir significativamente os níveis plasmáticos do haloperidol. Neste caso, a dose ou intervalo de dose de Haldol® Decanoato deverá ser reajustada, quando necessário. Após interrupção do tratamento com tais fármacos, pode ser necessária a redução das doses de Haldol® Decanoato.
O valproato de sódio, medicamento sabidamente inibidor da glicuronidação, não afeta a concentração plasmática do haloperidol.

Efeito do haloperidol em outros medicamentos
Como ocorre com todos os neurolépticos81, o HALDOL® Decanoato pode aumentar a depressão do sistema nervoso central126 produzida por outros agentes depressores do SNC92, incluindo o álcool, hipnóticos, sedativos ou analgésicos16 potentes. Tem sido relatado um efeito aumentado sobre o SNC92, quando combinado com a metildopa.
HALDOL® Decanoato pode antagonizar a ação da adrenalina127 e de outros agentes simpatomiméticos e reverter os efeitos dos agentes bloqueadores adrenérgicos128, tal como a guanetidina, sobre a diminuição da pressão sangüínea129.
HALDOL® Decanoato pode prejudicar os efeitos antiparkinsonianos da levodopa.
O haloperidol é um inibidor da CYP 2D6. HALDOL® Decanoato inibe a metabolização de antidepressivos tricíclicos, aumentando, portanto, os níveis plasmáticos destas drogas.
Outras formas de interação
Em casos raros, os seguintes sintomas2 foram relatados durante o uso concomitante de lítio e HALDOL® Decanoato: encefalopatia93, sintomas2 extrapiramidais, discinesia tardia106, síndrome51 neuroléptica maligna, distúrbios do tronco cerebral130, síndrome51 cerebral aguda e coma131. Muitos destes sintomas2 são reversíveis. Ainda não foi estabelecido se estes casos representam uma entidade clínica distinta.
De qualquer forma, recomenda-se que naqueles pacientes que estejam sendo tratados concomitantemente com lítio e HALDOL® Decanoato, o tratamento seja interrompido imediatamente no caso de ocorrência de tais sintomas2.
Efeito antagonista132 do anticoagulante133 fenidiona foi relatado.

Reações Adversas a Medicamentos

Dados de estudos clínicos
Dados de estudos clínicos abertos e com comparador – Reações Adversas ao Medicamento relatas com incidência134 > 1%.  A segurança de HALDOL® Decanoato (15-500 mg/mês) foi avaliada em 410 indivíduos que participaram de 13 estudos clínicos para o tratamento da esquizofrenia90 ou transtorno esquizoafetivo.
Reações Adversas ao Medicamento (RAMs) relatadas por >1% dos indivíduos tratados com HALDOL® Decanoato nestes estudos clínicos estão demonstrados na tabela 1.

Tabela 1. Reações adversas ao medicamento relatadas por >1% dos indivíduos tratados com HALDOL® Decanoato em estudos clínicos abertos e com comparador Sistemas/ classes de órgãos

Sistemas/ classes de órgãos
Reações adversas

HALDOL® Decanoato (n=410)
%

Distúrbios do sistema nervoso135

Distúrbios extrapiramidais

13,6

Tremor

8,0

Parkinsonismo

7,3

Sonolência

4,9

Facies em máscara

4,1

Acatisia108

3,4

Sedação39

2,7

Distúrbios gastrintestinais

Boca25 seca

3,4

Constipação136

2,0

Hipersecreção salivar

1,2

Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conectivo137

Rigidez muscular

6,1

Distúrbios do sistema reprodutor e mamário

Disfunção sexual

1,5

Distúrbios gerais e condições do local da administração

Reação no local da administração

1,2

Inevstigações

Aumento de peso

2,9

Dados de estudos clínicos abertos e com comparador – Reações Adversas ao Medicamento relatadas com incidência134 <1%.
RAMs adicionais que ocorreram em <1% dos indivíduos tratados com HALDOL® Decanoato estão mencionados na tabela 2.

Tabela 2. Reações Adversas ao Medicamento relatadas por <1% dos indivíduos tratados com HALDOL® Decanoato em estudos clínicos abertos e com comparador

Distúrbios do sistema nervoso135

Acinesia

Discinesia

Oculogiração

Hipertonia138

Distonia109

Rigidez em roda denteada

Distúrbios oftalmológicos

Visão30 embaçada

Distúrbio visual

Distúrbios cardíacos

Taquicardia139

A lista a seguir contém RAMs adicionais que foram identificadas em estudos clínicos com outras formulações de haloperidol:
Distúrbios endócrinos: hiperprolactinemia
Distúrbios do sistema nervoso135: síndrome51 neuroléptica maligna, discinesia tardia106, bradicinesia107, tontura29
Distúrbios vasculares140: hipotensão33
Distúrbios do sistema reprodutor e mamas50: amenorréia117, galactorréia115, distúrbios menstruais, disfunção erétil.

Dados pós-comercialização:
Eventos adversos inicialmente identificados como RAMs durante a experiência de pós-comercialização de haloperidol estão listados na tabela 3. A revisão da pós-comercialização está baseada na revisão de todos os casos com uso de haloperidol, (ambos HALDOL®   e HALDOL® Decanoato). As freqüências utilizadas na tabela estão de acordo com a seguinte convenção:

Muito comum

>1/10

Comum

>1/100 a <1/10

Incomum

>1/1000 a <1/100

Raro

>1/10000 a <1/1000

Muito raro

<1/10000, incluindo casos isolados


Tabela 3: Reações Adversas ao Medicamento identificadas durante a experiência de pós-comercialização com haloperidol (oral, solução ou decanoato) a freqüência da categoria esta estimada a partir de taxas de relatos espontâneos.

Distúrbios do sistema sanguíneo e linfático141

Muito raro

Agranulocitose142, pancitopenia143, trombocitopenia144, leucopenia145 e neutropenia146

Distúrbios do sistema imunológico147

Muito raro

Reação anafilática, hipersensibilidade

Distúrbios endócrinos

Muito raro

Secreção inapropriada do hormônio148 antidiurético

Distúrbios do metabolismo83 e da nutrição149

Muito raro

Hipoglicemia118

Distúrbios psquiátricos

Muito raro

Transtorno psicótico, agitação, estado confusional, depressão, insônia

Distúrbios do sistema nervoso135

Muito raro

Convulsão111, dor de cabeça28

Distúrbios cardíaco

Muito raro

Torsade de pointes, fibrilação ventricular, taquicardia139 ventricular, extrassístole

Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino150

Muito raro

Broncoespasmo151, laringoespasmos, edema152 da laringe67, dispnéia153

Distúrbios gastrintestinais

 Muito raro

Vômito32, náusea31

Distúrbios hepatobiliares113

Muito raro

Insuficiência69 hepatica41 aguda, hepatite42, colestase71, icterícia46, anormalidade no teste da função hepática41

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo154

Muito raro

Vasculite155 leucocitoclástica, dermatite156 esfoliativa, urticária36, reação de fotosensibilidade, rash157, prurido158, hiperhidrose

Distúrbios renais e urinário

Muito raro

Retenção urinária

Distúrbios do sistema reprodutor e mamário

Muito raro

Priapismo159, ginecomastia116

Distúrbios gerais e condições no local da administração

Muito raro

Morte súbita, edema152 de face23, edema152, hipotermia160, hipertermia

Investigações

Muito raro

Prolongamento do intervalo QT, perda de peso

Superdose

Sintomas2: Geralmente, os sintomas2 constituem uma exacerbação dos efeitos farmacológicos e reações adversas já referidas, predominando as do tipo extrapiramidal, hipotensão33 e sedação39. A reação extrapiramidal é manifestada por rigidez muscular, tremores generalizados ou localizados. Em casos extremamente raros, o paciente pode se mostrar comatoso com depressão respiratória e hipotensão33, às vezes grave o suficiente para determinar um estado de choque161.
Deve-se considerar o risco de arritmias86 ventriculares, possivelmente associados com prolongamento do intervalo QT.
A ocorrência de hipertensão162 mais do que hipotensão33 é, também, possível.

Tratamento: Como não existem antídotos específicos, o tratamento é principalmente de suporte. Para pacientes124 comatosos, as vias aéreas devem ser reestabelecidas por uso de uma via orofaríngea163 ou tubo endotraqueal. A depressão respiratória pode exigir respiração artificial164. As medidas corretivas preconizadas são a imediata lavagem gástrica165 e indução do vômito32, seguidas da administração de carvão ativado.
A hipotensão33 e o colapso166 circulatório podem ser neutralizados pela administração intravenosa de fluídos, plasma167 ou concentrado de albumina168 e agentes vasopressores como a dopamina169 ou noradrenalina170. Não usar adrenalina127, porque o HALDOL® Decanoato pode bloquear sua atividade vasopressora e paradoxalmente, pode ocorrer uma diminuição da pressão sangüínea129.
Caso ocorram reações extrapiramidais intensas, deve ser administrado medicamento antiparkinsoniano do tipo anticolinérgico, sendo que este medicamento deve ser mantido por várias semanas. Eles devem ser interrompidos muito cautelosamente, pois podem ocorrer sintomas2 extrapiramidais.
O ECG e os sinais vitais171 devem ser monitorados continuamente até a obtenção de parâmetros normais.
Arritmias86 severas devem ser tratadas com medidas anti-arrítmicas apropriadas.

Armazenagem

Conserve em temperatura ambiente (temperatura entre 15° C e 30° C). Proteja da luz.
Prazo de validade: Verifique na embalagem externa se o medicamento obedece ao prazo de validade. Não utilize o medicamento se o prazo de validade estiver vencido.


Haldol Decanoato - Laboratório

JANSSEN- CILAG FARMACÊUTICA LTDA.
Rod. Presidente Dutra, km 154
São José dos Campos/SP
Tel: 08007011851

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Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Neuroléptico: Medicamento que exerce ação calmante sobre o sistema nervoso, tranquilizante, psicoléptico.
2 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
3 Alucinações: Perturbações mentais que se caracterizam pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensações sem objeto. Impressões ou noções falsas, sem fundamento na realidade; devaneios, delírios, enganos, ilusões.
4 Psicomotora: Própria ou referente a qualquer resposta que envolva aspectos motores e psíquicos, tais como os movimentos corporais governados pela mente.
5 Injeção intramuscular: Injetar medicamento em forma líquida no músculo através do uso de uma agulha e seringa.
6 Doença de Parkinson: Doença degenerativa que afeta uma região específica do cérebro (gânglios da base), e caracteriza-se por tremores em repouso, rigidez ao realizar movimentos, falta de expressão facial e, em casos avançados, demência. Os sintomas podem ser aliviados por medicamentos adequados, mas ainda não se conhece, até o momento, uma cura definitiva.
7 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
8 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
9 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
10 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
11 Glândulas: Grupo de células que secreta substâncias. As glândulas endócrinas secretam hormônios e as glândulas exócrinas secretam saliva, enzimas e água.
12 Hipertireoidismo: Doença caracterizada por um aumento anormal da atividade dos hormônios tireoidianos. Pode ser produzido pela administração externa de hormônios tireoidianos (hipertireoidismo iatrogênico) ou pelo aumento de uma produção destes nas glândulas tireóideas. Seus sintomas, entre outros, são taquicardia, tremores finos, perda de peso, hiperatividade, exoftalmia.
13 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
14 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
15 Bebês: Lactentes. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
16 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
17 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
18 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
19 Nádegas:
20 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
21 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.
22 Pescoço:
23 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
24 Olhos:
25 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
26 Língua:
27 Involuntária: 1.    Que se realiza sem intervenção da vontade ou que foge ao controle desta, automática, inconsciente, espontânea. 2.    Que se encontra em uma dada situação sem o desejar, forçada, obrigada.
28 Cabeça:
29 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
30 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
31 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
32 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
33 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
34 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
35 Impotência: Incapacidade para ter ou manter a ereção para atividades sexuais. Também chamada de disfunção erétil.
36 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
37 Inchaço: Inchação, edema.
38 Libido: Desejo. Procura instintiva do prazer sexual.
39 Sedação: 1. Ato ou efeito de sedar. 2. Aplicação de sedativo visando aliviar sensação física, por exemplo, de dor. 3. Diminuição de irritabilidade, de nervosismo, como efeito de sedativo. 4. Moderação de hiperatividade orgânica.
40 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
41 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
42 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
43 Bile: Agente emulsificador produzido no FÍGADO e secretado para dentro do DUODENO. Sua composição é formada por s ÁCIDOS E SAIS BILIARES, COLESTEROL e ELETRÓLITOS. A bile auxilia a DIGESTÃO das gorduras no duodeno.
44 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
45 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
46 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
47 Menstruação: Sangramento cíclico através da vagina, que é produzido após um ciclo ovulatório normal e que corresponde à perda da camada mais superficial do endométrio uterino.
48 Mamilos: Órgãos cônicos os quais usualmente fornecem passagem ao leite proveniente das glândulas mamárias.
49 Peito: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original
50 Mamas: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
51 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
52 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
53 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
54 Pulmões: Órgãos do sistema respiratório situados na cavidade torácica e responsáveis pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. São em número de dois, possuem forma piramidal, têm consistência esponjosa e medem cerca de 25 cm de comprimento. Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobos. O pulmão esquerdo possui dois lobos e o direito possui três. Os pulmões são compostos de brônquios que se dividem em bronquíolos e alvéolos pulmonares. Nos alvéolos se dão as trocas gasosas ou hematose pulmonar entre o meio ambiente e o corpo, com a entrada de oxigênio na hemoglobina do sangue (formando a oxiemoglobina) e saída do gás carbônico ou dióxido de carbono (que vem da célula como carboemoglobina) dos capilares para o alvéolo.
55 Eletrocardiograma: Registro da atividade elétrica produzida pelo coração através da captação e amplificação dos pequenos potenciais gerados por este durante o ciclo cardíaco.
56 Células Sanguíneas: Células encontradas no líquido corpóreo circulando por toda parte do SISTEMA CARDIOVASCULAR.
57 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
58 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
59 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
60 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
61 Reação anafilática: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
62 Reação alérgica: Sensibilidade a uma substância específica, chamada de alérgeno, com a qual se entra em contato por meio da pele, pulmões, deglutição ou injeções.
63 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
64 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
65 Músculo Cardíaco: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo.
66 Cordas Vocais: Pregas da membrana mucosa localizadas ao longo de cada parede da laringe extendendo-se desde o ângulo entre as lâminas da cartilagem tireóide até o processo vocal cartilagem aritenóide.
67 Laringe: É um órgão fibromuscular, situado entre a traqueia e a base da língua que permite a passagem de ar para a traquéia. Consiste em uma série de cartilagens, como a tiroide, a cricóide e a epiglote e três pares de cartilagens: aritnoide, corniculada e cuneiforme, todas elas revestidas de membrana mucosa que são movidas pelos músculos da laringe. As dobras da membrana mucosa dão origem às pregas vocais.
68 Espasmos: 1. Contrações involuntárias, não ritmadas, de um ou vários músculos, podendo ocorrer isolada ou continuamente, sendo dolorosas ou não. 2. Qualquer contração muscular anormal. 3. Sentido figurado: arrebatamento, exaltação, espanto.
69 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
70 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
71 Colestase: Retardamento ou interrupção do fluxo nos canais biliares.
72 Vasos Sanguíneos: Qualquer vaso tubular que transporta o sangue (artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias).
73 Ereção: 1. Ato ou efeito de erigir ou erguer. 2. Inauguração, criação. 3. Levantamento ou endurecimento do pênis.
74 Pênis: Órgão reprodutor externo masculino. É composto por uma massa de tecido erétil encerrada em três compartimentos cilíndricos fibrosos. Dois destes compartimentos, os corpos cavernosos, ficam lado a lado ao longo da parte superior do órgão. O terceiro compartimento (na parte inferior), o corpo esponjoso, abriga a uretra.
75 Demência: Deterioração irreversível e crônica das funções intelectuais de uma pessoa.
76 Palpitação: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
77 Transpiração: 1. Ato ou efeito de transpirar. 2. Em fisiologia, é a eliminação do suor pelas glândulas sudoríparas da pele; sudação. Ou o fluido segregado pelas glândulas sudoríparas; suor. 3. Em botânica, é a perda de água por evaporação que ocorre na superfície de uma planta, principalmente através dos estômatos, mas também pelas lenticelas e, diretamente, pelas células epidérmicas.
78 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
79 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
80 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
81 Neurolépticos: Medicamento que exerce ação calmante sobre o sistema nervoso, tranquilizante, psicoléptico.
82 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
83 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
84 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
85 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
86 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
87 Arritmia: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
88 Estudo duplo-cego: Denominamos um estudo clínico “duplo cego” quando tanto voluntários quanto pesquisadores desconhecem a qual grupo de tratamento do estudo os voluntários foram designados. Denominamos um estudo clínico de “simples cego” quando apenas os voluntários desconhecem o grupo ao qual pertencem no estudo.
89 Sintomática: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
90 Esquizofrenia: Doença mental do grupo das Psicoses, caracterizada por alterações emocionais, de conduta e intelectuais, caracterizadas por uma relação pobre com o meio social, desorganização do pensamento, alucinações auditivas, etc.
91 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
92 SNC: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
93 Encefalopatia: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.
94 Nefro: Unidades funcionais do rim formadas pelos glomérulos renais e seus respectivos túbulos.
95 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
96 Gânglios: 1. Na anatomia geral, são corpos arredondados de tamanho e estrutura variáveis; nodos, nódulos. 2. Em patologia, são pequenos tumores císticos localizados em uma bainha tendinosa ou em uma cápsula articular, especialmente nas mãos, punhos e pés.
97 Afecções: Quaisquer alterações patológicas do corpo. Em psicologia, estado de morbidez, de anormalidade psíquica.
98 Região Glútea:
99 Psicose: Grupo de doenças psiquiátricas caracterizadas pela incapacidade de avaliar corretamente a realidade. A pessoa psicótica reestrutura sua concepção de realidade em torno de uma idéia delirante, sem ter consciência de sua doença.
100 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
101 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
102 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
103 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
104 Hipocalemia: Concentração sérica de potássio inferior a 3,5 mEq/l. Pode ocorrer por alterações na distribuição de potássio (desvio do compartimento extracelular para intracelular) ou de reduções efetivas no conteúdo corporal de potássio por uma menor ingesta ou por perda aumentada. Fraqueza muscular e arritimias cardíacas são os sinais e sintomas mais comuns, podendo haver também poliúria, polidipsia e constipação. Pode ainda ser assintomática.
105 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
106 Discinesia tardia: Síndrome potencialmente irreversível, caracterizada por movimentos repetitivos, involuntários e não intencionais dos músculos da língua, boca, face, pescoço e (mais raramente) das extremidades. Ela se caracteriza por movimentos discinéticos involuntários e irreversíveis e pode se desenvolver com o uso de medicamentos tais como antipsicóticos e neurolépticos.
107 Bradicinesia: Dificuldade de iniciar os movimentos, lentidão nos movimentos e dificuldade de realizar os movimentos com fluência. É o sintoma mais proeminente na doença de Parkinson e que leva à incapacidade de realização das atividades diárias.
108 Acatisia: Síndrome caracterizada por sentimentos de inquietação interna que se manifesta por incapacidade de se manter quieta. É frequentemente causada por medicamentos neurolépticos.
109 Distonia: Contração muscular involuntária causando distúrbios funcionais, dolorosos e estéticos.
110 Pressão intraocular: É a medida da pressão dos olhos. É a pressão do líquido dentro do olho.
111 Convulsão: Episódio agudo caracterizado pela presença de contrações musculares espasmódicas permanentes e/ou repetitivas (tônicas, clônicas ou tônico-clônicas). Em geral está associada à perda de consciência e relaxamento dos esfíncteres. Pode ser devida a medicamentos ou doenças.
112 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
113 Hepatobiliares: Diz-se do que se refere ao fígado e às vias biliares.
114 Sistema Endócrino: Sistema de glândulas que liberam sua secreção (hormônios) diretamente no sistema circulatório. Em adição às GLÂNDULAS ENDÓCRINAS, o SISTEMA CROMAFIM e os SISTEMAS NEUROSSECRETORES estão inclusos.
115 Galactorréia: Secreção mamária anormal de leite fora do período de amamentação. Pode ser produzida por distúrbios hormonais ou pela ação de medicamentos.
116 Ginecomastia: Aumento anormal de uma ou ambas as glândulas mamárias no homem. Associa-se a diferentes enfermidades como cirrose, tumores testiculares, etc. Em certas ocasiões ocorrem de forma idiopática.
117 Amenorréia: É a ausência de menstruação pelo período equivalente a 3 ciclos menstruais ou 6 meses (o que ocorrer primeiro). Para períodos inferiores, utiliza-se o termo atraso menstrual.
118 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas. Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose. Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.
119 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
120 Teratogênico: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
121 Neonatos: Refere-se a bebês nos seus primeiros 28 dias (mês) de vida. O termo “recentemente-nascido“ refere-se especificamente aos primeiros minutos ou horas que se seguem ao nascimento. Esse termo é utilizado para enfocar os conhecimentos e treinamento da ressuscitação imediatamente após o nascimento e durante as primeiras horas de vida.
122 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
123 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
124 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
125 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
126 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
127 Adrenalina: 1. Hormônio secretado pela medula das glândulas suprarrenais. Atua no mecanismo da elevação da pressão sanguínea, é importante na produção de respostas fisiológicas rápidas do organismo aos estímulos externos. Usualmente utilizado como estimulante cardíaco, como vasoconstritor nas hemorragias da pele, para prolongar os efeitos de anestésicos locais e como relaxante muscular na asma brônquica. 2. No sentido informal significa disposição física, emocional e mental na realização de tarefas, projetos, etc. Energia, força, vigor.
128 Adrenérgicos: Que agem sobre certos receptores específicos do sistema simpático, como o faz a adrenalina.
129 Pressão sangüínea: Força exercida pelo sangue arterial por unidade de área da parede arterial. É expressa como uma razão (Exemplo: 120/80, lê-se 120 por 80). O primeiro número é a pressão sistólica ou pressão máxima. E o segundo número é a presão diastólica ou mínima.
130 Tronco Cerebral: Parte do encéfalo que conecta os hemisférios cerebrais à medula espinhal. É formado por MESENCÉFALO, PONTE e MEDULA OBLONGA.
131 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo “comer.“
132 Antagonista: 1. Opositor. 2. Adversário. 3. Em anatomia geral, que ou o que, numa mesma região anatômica ou função fisiológica, trabalha em sentido contrário (diz-se de músculo). 4. Em medicina, que realiza movimento contrário ou oposto a outro (diz-se de músculo). 5. Em farmácia, que ou o que tende a anular a ação de outro agente (diz-se de agente, medicamento etc.). Agem como bloqueadores de receptores. 6. Em odontologia, que se articula em oposição (diz-se de ou qualquer dente em relação ao da maxila oposta).
133 Anticoagulante: Substância ou medicamento que evita a coagulação, especialmente do sangue.
134 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
135 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
136 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
137 Tecido conectivo: Tecido que sustenta e conecta outros tecidos. Consiste de CÉLULAS DO TECIDO CONJUNTIVO inseridas em uma grande quantidade de MATRIZ EXTRACELULAR.
138 Hipertonia: 1. Em biologia, é a característica de uma solução que apresenta maior concentração de solutos do que outra. 2. Em medicina, é a tensão excessiva em músculos, artérias ou outros tecidos orgânicos.
139 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
140 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
141 Linfático: 1. Na histologia, é relativo à linfa, que contém ou que conduz linfa. 2. No sentido figurado, por extensão de sentido, a que falta vida, vigor, energia (diz-se de indivíduo); apático. 3. Na história da medicina, na classificação hipocrática dos quatro temperamentos de acordo com o humor dominante, que ou aquele que, pela lividez das carnes, flacidez dos músculos, apatia e debilidade demonstradas no comportamento, atesta a predominância de linfa.
142 Agranulocitose: Doença causada pela falta ou número insuficiente de leucócitos granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos), que se manifesta como ulcerações na garganta e outras mucosas, seguidas por infecções graves.
143 Pancitopenia: É a diminuição global de elementos celulares do sangue (glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas).
144 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
145 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
146 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
147 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
148 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
149 Nutrição: Incorporação de vitaminas, minerais, proteínas, lipídios, carboidratos, oligoelementos, etc. indispensáveis para o desenvolvimento e manutenção de um indivíduo normal.
150 Mediastino: Região anatômica do tórax onde se localizam diversas estruturas, dentre elas o coração.
151 Broncoespasmo: Contração do músculo liso bronquial, capaz de produzir estreitamento das vias aéreas, manifestado por sibilos no tórax e falta de ar. É uma contração vista com freqüência na asma.
152 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
153 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
154 Pele e Tecido Subcutâneo: Revestimento externo do corpo composto por PELE, seus acessórios (CABELO, UNHAS, GLÂNDULAS SEBÁCEAS e GLÂNDULAS SUDORÍPARAS) e seus ductos.
155 Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. É produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
156 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
157 Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
158 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
159 Priapismo: Condição, associada ou não a um estímulo sexual, na qual o pênis ereto não retorna ao seu estado flácido habitual. Essa ereção é involuntária, duradora (cerca de 4 horas), geralmente dolorosa e potencialmente danosa, podendo levar à impotência sexual irreversível, constituindo-se numa emergência médica.
160 Hipotermia: Diminuição da temperatura corporal abaixo de 35ºC.Pode ser produzida por choque, infecção grave ou em estados de congelamento.
161 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
162 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
163 Orofaríngea: Relativo à orofaringe.
164 Respiração artificial: Tipo de apoio à função respiratória que utiliza um instrumento eletromecânico (respirador artificial), capaz de insuflar de forma cíclica volumes pré-determinados de ar com alta concentração de oxigênio através dos brônquios.
165 Lavagem gástrica: É a introdução, através de sonda nasogástrica, de líquido na cavidade gástrica, seguida de sua remoção.
166 Colapso: 1. Em patologia, é um estado semelhante ao choque, caracterizado por prostração extrema, grande perda de líquido, acompanhado geralmente de insuficiência cardíaca. 2. Em medicina, é o achatamento conjunto das paredes de uma estrutura. 3. No sentido figurado, é uma diminuição súbita de eficiência, de poder. Derrocada, desmoronamento, ruína. 4. Em botânica, é a perda da turgescência de tecido vegetal.
167 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
168 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
169 Dopamina: É um mediador químico presente nas glândulas suprarrenais, indispensável para a atividade normal do cérebro.
170 Noradrenalina: Mediador químico do grupo das catecolaminas, liberado pelas fibras nervosas simpáticas, precursor da adrenalina na parte interna das cápsulas das glândulas suprarrenais.
171 Sinais vitais: Conjunto de variáveis fisiológicas que são pressão arterial, freqüência cardíaca, freqüência respiratória e temperatura corporal.

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