CARBOPLATINA

BIOSINTETICA

Atualizado em 03/06/2015

Advertência da Carboplatina

. CARBOPLATINA para injeção1 deve ser administrada sob a supervisão de um médico qualificado experiente no uso de agentes quimioterápicos. Manuseio apropriado (da terapia e complicações) é possível somente quando facilidades de um tratamento adequado estão rapidamente disponíveis.

. A supressão da medula óssea2 está relacionada com a dose e pode ser severa, resultando em infecções3 e/ou sangramento. Anemia4 pode ser cumulativa e pode requerer o suporte de transfusão5.Vômito6 é outro efeito colateral7 freqüente relacionado com a droga.

. Reações do tipo anafiláticas para CARBOPLATINA têm sido relatadas e podem ocorrer minutos após administração de CARBOPLATINA. Epinefrina, corticosteróides e anti-histamínicos têm sido empregados para aliviar os sintomas8.

USO ADULTO E EXCLUSIVAMENTE INTRAVENOSO

Formas Farmacêuticas e Apresentações da Carboplatina

Pó liófilo injetável. Embalagem com 1 frasco-ampola de 50 mg ou de 150 mg.

Composição da Carboplatina

Cada frasco-ampola de pó liófilo injetável de 50 mg contém:

CARBOPLATINA .................... 50 mg

Cada frasco-ampola de pó liófilo injetável de 150 mg contém:

CARBOPLATINA .................... 150 mg

Informações ao Paciente da Carboplatina

. Conservar sob temperatura controlada (15o-30oC) e proteger da luz.

. Este é um medicamento que só pode ser usado em hospitais ou clínicas, com o paciente hospitalizado e sob vigilância de equipe médica especializada.

. É contra-indicado o seu uso na gravidez9 e aleitamento.

. Qualquer reação desagradável que ocorrer, o médico responsável deve ser imediatamente informado.

. Não usar concomitantemente nenhum outro medicamento sem o conhecimento do médico responsável.

. TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

. NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE10.

Informações Técnicas da Carboplatina

- MODO DE AÇÃO

A CARBOPLATINA Biosintética é um citostático11 com propriedades bioquímicas similares à cisplatina. A CARBOPLATINA Biosintética se fixa sobre as moléculas de ADN produzindo ligações alquílicas responsáveis pela formação de pontes entre duas cadeias da molécula ou entre cadeias de duas moléculas de ADN adjacentes. A síntese por replicação e a separação ulterior do ADN são bloqueados. Em conseqüência, a síntese do ARN e das proteínas12 celulares são, também, inibidas.

Após administração de CARBOPLATINA em humanos, observa-se relação linear entre a dose e a concentração plasmática, tanto da platina total, como da sua forma livre ultrafiltrável.
CARBOPLATINA exibe farmacocinética linear na faixa de 300-500 mg/m².

A administração repetida durante quatro dias consecutivos, não produz acumulação de platina no plasma13. Os valores encontrados de meia-vida (alfa) plasmática foram de 1,1 a 2,0 horas e de eliminação foram aproximadamente de 2,6 a 5,9 horas.

O clearance corporal total, o volume de distribuição aparente e o tempo médio de permanência no corpo foram, respectivamente, 4,4 l/hora, 16 l e 3,5 horas.

A vida média terminal correspondente a platina total é de 24 horas. Aproximadamente 87% da platina plasmática se encontra unida às proteínas12 plasmáticas dentro das 24 horas seguintes a administração.

CARBOPLATINA não se liga a proteínas12 plasmáticas. Contudo a platina, da CARBOPLATINA, liga-se irreversivelmente a proteínas12 plasmáticas e é eliminada lentamente, com uma meia-vida de 5 dias.

A maior rota de eliminação da CARBOPLATINA é a excreção renal14. Pacientes com clearance de creatinina15 de 60 ml/min ou maior excretam 65% da dose na urina16 em 12 horas e 71% da dose em 24 horas. Toda platina na urina16 de 24 horas está presente como CARBOPLATINA. Somente 3 a 5% da platina administrada é excretada na urina16 entre 24 e 96 horas. Em pacientes com clearance de creatinina15 inferior a 60 ml/min os clearances de CARBOPLATINA total corporal e renal14 diminuem, com a diminuição do clearance de creatinina15.

Indicações da Carboplatina

Carcinoma17 do ovário18 de origem epitelial, carcinoma17 de pequenas células19 do pulmão20, carcinoma17 epidermóide das vias aéreas e digestivas superiores.

Contra-Indicações da Carboplatina

Absolutas: antecedentes alérgicos a CARBOPLATINA ou a outros produtos contendo platina ou manitol, gravidez9 e aleitamento. Não deve ser empregado em pacientes com supressão medular severa ou sangramento severo.

Precauções da Carboplatina

Supressão medular (leucemia21, neutropenia22 e trombocitopenia23) é dose dependente e relaciona-se diretamente com a toxicidade24. Contagem sangüínea periférica deve ser freqüentemente monitorada durante o tratamento com CARBOPLATINA e/ou quando for necessário. Em geral, terapias simples intermitentes25 de CARBOPLATINA devem ser repetidas até que contagem de leucócitos26, neutrófilos27 e plaquetas28 tenham se recuperado.

Como a anemia4 é progressiva, pode ser necessária transfusão5 durante o tratamento, particularmente em pacientes recebendo terapia prolongada.

Supressão medular aumenta em pacientes que tenham recebido terapia anterior, especialmente em terapias incluindo cisplatina. A supressão também aumenta em pacientes com disfunção renal14.Dosagens iniciais de CARBOPLATINA nesses pacientes devem ser reduzidas e as contagens sangüíneas devem ser monitoradas durante o tratamento. O uso de CARBOPLATINA em combinação com outros agentes que causem supressão medular, requer muito cuidado com relação à dosagem a fim de minimizar os possíveis efeitos aditivos.

CARBOPLATINA pode induzir emese29 que pode ser mais severa em pacientes recebendo terapia prévia emetogênica. A incidência30 e a intensidade da emese29 pode ser reduzida pelo uso de medicações antieméticas.

A neurotoxicidade não é freqüente; contudo, em pacientes idosos e/ou tratados previamente com cisplatina sua incidência30 aumenta.

Têm-se relatado reações alérgicas à CARBOPLATINA. Elas podem ocorrer minutos após a administração e podem necessitar de terapia de suporte apropriado.

Altas doses de CARBOPLATINA (4 vezes maior que as recomendadas) podem resultar em severas anormalidades nos testes de função hepática31.

A mielossupressão tém relação direta com a função renal14. Os pacientes com disfunção renal14 ou em tratamento com outros fármacos nefrotóxicos, podem sofrer mielossupressão mais intensa e prolongada. Por isso é necessária vigilância sobre os parâmetros renais, antes e durante a terapia.
CARBOPLATINA possui um potencial nefrotóxico limitado, porém, tratamento concomitante com aminoglicosídeos tém resultado em aumento da toxicidade24 renal14 e/ou audiológica. Os ciclos de tratamento com a CARBOPLATINA Biosintética, devem ser mensais em condições normais.

A terapia combinada32 com outros mielossupressores, deve ser devidamente estudada.

Gravidez9 e Lactação33 da Carboplatina

CARBOPLATINA pode causar anormalidades fetais quando administrada em mulheres grávidas.
CARBOPLATINA, também, apresentou embriotoxicididade e teratogenicidade em ratos. Se a droga for usada durante a gravidez9, ou se a paciente ficar grávida durante o tratamento, a paciente deve ser alertada dos riscos em potencial para o feto34. Mulheres em idade fértil também devem ser avisadas sobre os riscos e devem ser aconselhadas a não engravidar durante o tratamento.

Não se sabe ao certo se CARBOPLATINA é excretada no leite materno. Devido à possibilidade de causar toxicidade24 no lactente35, recomenda-se que o aleitamento seja descontinuado durante o tratamento com CARBOPLATINA.

Interações Medicamentosas da Carboplatina

Não administrar CARBOPLATINA Biosintética com antibióticos aminoglicosídeos ou com outros fármacos nefrotóxicos, por poder acarretar potencialização de efeitos.

Não deve entrar em contato com alumínio, pois este último pode reagir com a CARBOPLATINA causando formação de precipitado e perda de potência.

Reações Adversas da Carboplatina

Toxicidade24 hematológica: a mielossupressão é a toxicidade24 dose-limitante da CARBOPLATINA Biosintética. Nas doses máximas toleradas como agente único, ocorre trombocitopenia23 com nível plaquetário abaixo de 50.000/mm³ em 34% dos pacientes. Este nível aparece entre os dias 14 e 21, recuperando-se após 35 dias do início da terapia. Aparece, também, leucopenia36 com menos de 2.000/mm³, em 20% dos pacientes entre os dias 14 e 28, recuperando-se após 42 dias da administração. Observou-se, também, uma diminuição dos níveis de hemoglobina37, abaixo de 9,5 g/dl em 48% dos pacientes.

Todas essas reações são mais graves em pacientes com insuficiência renal38 prévia, capacidade física abalada e indivíduos acima de 65 anos.

A mielossupressão é reversível quando se usa a CARBOPLATINA Biosintética isoladamente.

Está descrita, também, a aparição de complicações infecciosas e hemorrágicas39 em 4 a 6% dos pacientes tratados com CARBOPLATINA Biosintética.

Nefrotoxicidade40: podem aparecer níveis elevados de uréia41 e creatinina15 em 15% dos pacientes. A incidência30 e intensidade da nefrotoxicidade40 está relacionada com insuficiência renal38 prévia ao tratamento com CARBOPLATINA Biosintética. Quando existem alterações graves da função renal14, o tratamento deve ser interrompido.

Toxicidade24 gastrintestinal: em 25% dos pacientes aparecem náuseas42 e vômitos43, que respondem a terapêutica44 antiemética. Esta terapêutica44 pode, igualmente, prevenir o aparecimento dos sintomas8.

Reações alérgicas: não são freqüentes estas reações com a CARBOPLATINA Biosintética (menos de 2%). São semelhantes às observadas com outros compostos a base de platina, ou seja, erupção45 eritematosa46, febre47 sem causa aparente e prurido48.

Ototoxicidade49: pode aparecer diminuição da acuidade auditiva para freqüências altas (4.000 a 8.000 Hz) em 15% dos pacientes. Somente 1% dos pacientes referem sintomas8 clínicos, como tinitus.

Neurotoxicidade: O aparecimento de neuropatia periférica50 após administração da CARBOPLATINA Biosintética, situa-se em torno de 6%. Na maioria dos pacientes, a neurotoxicidade se limita a parestesias51 e hiporreflexia tendinosa.

As neuropatias prévias ao tratamento, poderão agravar-se com a terapia com CARBOPLATINA Biosintética.

Outros efeitos indesejáveis: cerca de um terço dos pacientes manifestam anomalias nas provas de função hepática31 (fosfatase alcalina52, SGOT e SGPT e bilirrubina53) que desaparecem espontaneamente ou ao longo do tratamento.

Posologia da Carboplatina

A CARBOPLATINA Biosintética deve ser administrada unicamente por via intravenosa, após prévia reconstituição. A dose recomendada da CARBOPLATINA Biosintética em pacientes adultos sem tratamento prévio e com função renal14 normal, é de 360 mg/m² em perfusão intravenosa única e de curta duração (15 a 60 minutos). Esta terapia só poderá ser repetida após 4 semanas. Em geral, a terapia só deve ser repetida se a contagem de neutrófilos27 for superior a 2.000 e a de plaquetas28 a 100.000.

Recomenda-se uma redução inicial na dose de 20 a 25%, quando os pacientes apresentam fatores de risco, como tratamento mielossupressor prévio e capacidade física diminuída.

É preciso determinar os parâmetros hematológicos semanalmente para reajuste posológico.

Nos pacientes idosos e naqueles com insuficiência renal38, as doses devem ser reajustadas com avaliações freqüentes dos parâmetros sangüíneos. O mesmo se passa nas terapêuticas combinadas com outros fármacos mielossupressores.

Na pediatria não se dispõe de experiência suficiente para fazer esquemas de dosificação.

Combinação terapêutica44 com ciclofosfamida: na quimioterapia54 de câncer55 ovariano, uma combinação efetiva para pacientes56 não tratados previamente consiste em: CARBOPLATINA 300 mg/m² a cada 4 semanas por 6 ciclos e ciclofosfamida 600 mg/m² a cada 4 semanas por 6 ciclos. O tratamento em combinação não deve ser repetido até a contagem de neutrófilos27 ser superior a 2.000 e a de plaquetas28 a 100.000.

Recomendações para ajuste das doses: Dose sugerida para tratamento simples ou em combinação, no tratamento de carcinoma17 ovariano são:

Plaquetas28     Neutrófilos27  Ajuste de dose

> 100.000      2.000                125%

50-100.000   500-2.000      Sem ajuste

< 50.000        < 500                  75%

Pacientes com disfunção renal14: sugere-se as seguintes modificações para pacientes56 com disfunção renal14 em terapia simples com CARBOPLATINA:


Clearance de creatinina15     Dose recomendada

41-59 ml/min                          250 mg/m²

16-40 ml/min                          200 mg/m²


Normas de Preparação

O conteúdo dos frascos-ampola deve ser diluído em água destilada, glicose57 5% ou soro58 fisiológico59 com concentração final de 10 mg/ml de CARBOPLATINA Biosintética.


Frasco-ampola            Volume de diluição

50 mg                                    5 ml

100 mg                                10 ml

150 mg                                15 ml

450 mg                                45 ml

Conduta na Superdosagem da Carboplatina

                        Utilizar um quelante intravenoso, promover a diurese60 e hidratar o paciente. No caso de anúria61, hemodializar o paciente. Usar corticosteróides ou antihistamínicos nas reações alérgicas intensas.

ATENÇÃO: ESTE PRODUTO É UM NOVO MEDICAMENTO E EMBORA AS PESQUISAS REALIZADAS TENHAM INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA, QUANDO CORRETAMENTE INDICADO, PODEM OCORRER REAÇÕES ADVERSAS. EM CASO DE SUSPEITA DE REAÇÃO ADVERSA, O MÉDICO RESPONSÁVEL DEVE SER NOTIFICADO.


                        VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

CARBOPLATINA - Laboratório

BIOSINTETICA
Rua Periquito, 236 - Vl. Uberabinha
São Paulo/SP - CEP: 04514-050
Tel: 55 (011) 5561-2614
Fax: 55 (011)5561-2072
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Complementos

1 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
2 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
3 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
4 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
5 Transfusão: Introdução na corrente sangüínea de sangue ou algum de seus componentes. Podem ser transfundidos separadamente glóbulos vermelhos, plaquetas, plasma, fatores de coagulação, etc.
6 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
7 Efeito colateral: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
8 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
9 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
10 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
11 Citostático: Diz-se de substância que inibe o crescimento ou a reprodução das células.
12 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
13 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
14 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
15 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
16 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
17 Carcinoma: Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
18 Ovário: Órgão reprodutor (GÔNADAS) feminino. Nos vertebrados, o ovário contém duas partes funcionais Sinônimos: Ovários
19 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
20 Pulmão: Cada um dos órgãos pareados que ocupam a cavidade torácica que tem como função a oxigenação do sangue.
21 Leucemia: Doença maligna caracterizada pela proliferação anormal de elementos celulares que originam os glóbulos brancos (leucócitos). Como resultado, produz-se a substituição do tecido normal por células cancerosas, com conseqüente diminuição da capacidade imunológica, anemia, distúrbios da função plaquetária, etc.
22 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
23 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
24 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
25 Intermitentes: Nos quais ou em que ocorrem interrupções; que cessa e recomeça por intervalos; intervalado, descontínuo. Em medicina, diz-se de episódios de febre alta que se alternam com intervalos de temperatura normal ou cujas pulsações têm intervalos desiguais entre si.
26 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
27 Neutrófilos: Leucócitos granulares que apresentam um núcleo composto de três a cinco lóbulos conectados por filamenos delgados de cromatina. O citoplasma contém grânulos finos e inconspícuos que coram-se com corantes neutros.
28 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
29 Êmese: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Sinônimo de vômito. Pode ser classificada como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
30 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
31 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
32 Terapia combinada: Uso de medicações diferentes ao mesmo tempo (agentes hipoglicemiantes orais ou um agente hipoglicemiante oral e insulina, por exemplo) para administrar os níveis de glicose sangüínea em pessoas com diabetes tipo 2.
33 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
34 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
35 Lactente: Que ou aquele que mama, bebê. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
36 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
37 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
38 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
39 Hemorrágicas: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
40 Nefrotoxicidade: É um dano nos rins causado por substâncias químicas chamadas nefrotoxinas.
41 Ureia: 1. Resíduo tóxico produzido pelo organismo, resulta da quebra de proteínas pelo fígado. É normalmente removida do organismo pelos rins e excretada na urina. 2. Substância azotada. Composto orgânico cristalino, incolor, de fórmula CO(NH2)2 (ou CH4N2O), com um ponto de fusão de 132,7 °C.
42 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
43 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
44 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
45 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
46 Eritematosa: Relativo a ou próprio de eritema. Que apresenta eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
47 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
48 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
49 Ototoxicidade: Dano causado aos sistemas coclear e/ou vestibular resultante de exposição a substâncias químicas.
50 Neuropatia periférica: Dano causado aos nervos que afetam os pés, as pernas e as mãos. A neuropatia causa dor, falta de sensibilidade ou formigamentos no local.
51 Parestesias: São sensações cutâneas subjetivas (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) que são vivenciadas espontaneamente na ausência de estimulação.
52 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.
53 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
54 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
55 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
56 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
57 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
58 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
59 Fisiológico: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
60 Diurese: Diurese é excreção de urina, fenômeno que se dá nos rins. É impróprio usar esse termo na acepção de urina, micção, freqüência miccional ou volume urinário. Um paciente com retenção urinária aguda pode, inicialmente, ter diurese normal.
61 Anúria: Clinicamente, a anúria é o débito urinário menor de 400 ml/24 horas.

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