LESCOL

NOVARTIS

Atualizado em 09/12/2014

Formas Farmacêuticas e Apresentações de Lescol

   Cápsulas de 20 mg - embalagens com 14 ou 28 cápsulas. Cápsulas de 40 mg  - embalagens com 14 ou 28 cápsulas.
USO ADULTO

Composição de Lescol

   Cada cápsula contém 21,06 mg ou 42,12 mg de fluvastatina sódica, que correspondem a 20 mg ou 40 mg de fluvastatina ácida livre, respectivamente.
Excipientes:
Estearato de magnésio, bicarbonato de sódio, talco, celulose microcristalina, amido de milho e carbonato de cálcio.

Informações ao Paciente de Lescol

   LESCOL apresenta como substância ativa a fluvastatina, que pertence à classe das estatinas. A fluvastatina é responsável pela redução do colesterol1 sanguíneo, através do bloqueio de uma enzima2 envolvida na produção do mesmo. LESCOL também promove uma diminuição na progressão da aterosclerose3 coronária.

(O medicamento deve ser conservado em temperatura abaixo de 25 0 C, protegido da luz e da   umidade.)  Verifique o prazo de validade na embalagem externa do produto. Não use o medicamento com o prazo de validade vencido.

LESCOL é contra-indicado durante a gravidez4, em mães que amamentam e em mulheres com potencial para engravidar e que não estejam utilizando métodos anticoncepcionais adequados. Informe seu médico a ocorrência de gravidez4 na vigência do tratamento ou após o seu término. Informar ao médico se está amamentando.

Antes de iniciar o tratamento, seu médico indicará uma dieta para redução do colesterol1. Você deve continuar com esta dieta durante o tratamento com LESCOL.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

LESCOL pode ser administrado com ou após a refeição, inteiro, com um pouco de água. Se você se esquecer de tomar uma cápsula, tome assim que lembrar, a não ser que falte menos de 4 horas para a próxima dose. Neste caso, tome apenas a próxima dose no horário usual.

Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

LESCOL geralmente é bem tolerado. Os eventos adversos são geralmente leves e transitórios e consistem principalmente de sintomas5 gastrintestinais. Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja utilizando, antes do início ou durante o tratamento, pois pode ocorrer interação entre determinados medicamentos e LESCOL, o que requer cautela no uso.

LESCOL é contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade conhecida à fluvastatina ou a quaisquer dos componentes de LESCOL, em pacientes com doenças hepáticas6, durante a gravidez4, em mães que amamentam e em mulheres que têm potencial para engravidar e que não estejam utilizando métodos anticoncepcionais adequados.

NÃO TOME MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE7.

Informações Técnicas de Lescol

Propriedades Farmacodinâmicas de Lescol

   
LESCOL, um agente redutor de colesterol1, totalmente sintético, é um inibidor competitivo da HMG-CoA redutase, que é responsável pela conversão da HMG-CoA em mevalonato, um precursor de esteróis, inclusive do colesterol1. LESCOL exerce seu efeito principal no fígado8 e é essencialmente um composto racêmico9 dos dois éritro enantiômeros, sendo que um deles exerce a atividade farmacológica. A inibição da biosíntese do colesterol1 reduz o colesterol1 nas células10 hepáticas6, o que estimula a síntese dos receptores das lipoproteínas de baixa densidade (LDL11) e, portanto, aumenta a captação das partículas de LDL11. O resultado final desses mecanismos é a redução da concentração plasmática de colesterol1.

Diversos estudos clínicos demonstraram que níveis elevados de colesterol1 total (CT), colesterol1 de lipoproteína de baixa densidade (LDL11-C) e apolipoproteína B (um complexo de transporte na membrana para o LDL11-C) favorecem a aterosclerose3 humana. Do mesmo modo, níveis diminuídos do colesterol1 de lipoproteínas de alta densidade (HDL12-C) e seu complexo de transporte, a apolipoproteína A, estão associados com o desenvolvimento da aterosclerose3. Pesquisas epidemiológicas demonstraram que a morbidade13 e a mortalidade14 cardiovascular estão correlacionadas diretamente com o nível de CT e LDL11-C e inversamente com o nível de HDL12-C. Em estudos clínicos multicêntricos, as intervenções farmacológicas e/ou não farmacológicas que, simultâneamente, diminuíram o LDL11-C e aumentaram o HDL12-C, reduziram a frequência de eventos cardiovasculares (infartos do miocárdio15 fatais e não fatais). Em pacientes com hipercolesterolemia16, o tratamento com LESCOL reduziu o CT, o LDL11-C e a apolipoproteína B. LESCOL também reduziu moderadamente os triglicérides17, ao mesmo tempo que produziu aumento no HDL12-C.

Propriedades Farmacocinéticas de Lescol

   
LESCOL é absorvido rápida e completamente (98%) após administração oral em voluntários em jejum. Quando alimentados, o medicamento é absorvido em velocidade reduzida. A fluvastatina exerce seu principal efeito no fígado8, que é também o órgão principal para o seu metabolismo18. A biodisponibilidade absoluta calculada a partir das concentrações sanguíneas sistêmicas é de 24%. O volume de distribuição aparente (Vz/f) para o fármaco19 é de 330 litros. Mais de 98% do fármaco19 circulante está ligado às proteínas20 plasmáticas e essa ligação não é afetada pela concentração do fármaco19.

Os principais componentes sanguíneos circulantes são a fluvastatina e o metabólito21 inativo, ácido N-desisopropilpropiônico. Os metabólitos22 hidroxilados têm atividade farmacológica mas não apresentam circulação23 sistêmica.

Após administração da fluvastatina-H 3  em voluntários saudáveis, a excreção da radioatividade é de cerca de 6% na urina24 e 93% nas fezes e a fluvastatina responde por menos de 2% da radioatividade total excretada. A depuração plasmática ( clearance ) (CL/f) da fluvastatina no homem é calculada como sendo de 1,8 ± 0,8 l/min. Concentrações plasmáticas em estado de equilíbrio ( steady-state ) não indicam acúmulo de fluvastatina após administração de 40 mg diariamente. Após a administração oral de 40 mg de LESCOL, a meia-vida de distribuição terminal para a fluvastatina é de 2,3 ± 0,9 horas.

Não foram observadas diferenças significativas na AUC (área sob a curva) quando LESCOL foi administrado com a refeição vespertina ou 4 horas após a mesma.

As concentrações plasmáticas de fluvastatina não variam em função da idade ou sexo da população geral.

Como a fluvastatina é eliminada principalmente pela via biliar e está sujeita a metabolismo18 pré-sistêmico25 significativo, existe potencial para o acúmulo do fármaco19 nos pacientes com insuficiência hepática26.

Indicações de Lescol

   LESCOL é indicado no tratamento de hipercolesterolemia16 primária em pacientes que não respondem adequadamente ao controle dietético.

Contra-Indicações de Lescol

   
Hipersensibilidade conhecida à fluvastatina ou a qualquer dos componentes de LESCOL.

LESCOL é contra-indicado em pacientes com hepatopatia ativa ou inexplicada e elevações persistentes das transaminases séricas (veja "Precauções").

LESCOL é contra-indicado durante a gravidez4, em mães que amamentam e em mulheres com potencial para ter filhos, a menos que estejam tomando precauções anticoncepcionais adequadas.

Precauções e Advertências de Lescol

Função hepática27     Como ocorre com outros redutores de colesterol1, recomenda-se realizar testes de função hepática27 antes do início do tratamento e, a partir daí, periodicamente, em todos os pacientes. Se o aumento da aspartato-aminotransferase (AST) ou da alanina-aminotransferase (ALT) exceder 3 vezes o limite superior do normal e persistir, a terapia deve ser interrompida. Em casos muito raros, foi observada hepatite28, possivelmente relacionada ao fármaco19, que foi resolvida com a interrupção do tratamento.
   
    Deve-se ter cuidado ao administrar LESCOL em pacientes com história de hepatopatia ou de ingestão de grande quantidade de álcool.
Sistema músculo-esquelético
    Relatou-se miopatia29, incluindo miosite e rabdomiólise30, em pacientes que receberam outros inibidores da HMG-CoA redutase; com LESCOL, tais casos foram registrados muito raramente. Em pacientes com mialgias31 difusas inexplicadas, hipersensibilidade dolorosa ou fraqueza, e elevação acentuada dos valores da creatinina32-fosfoquinase (CPK) (10 vezes maior que o limite superior normal), deve-se considerar a existência de miopatia29. Deve-se avisar os pacientes para informarem de imediato a ocorrência de dor muscular, hipersensibilidade dolorosa ou fraqueza, particularmente se acompanhadas de mal-estar ou febre33.

Deve-se interromper o tratamento com LESCOL se ocorrerem níveis acentuadamente elevados de CPK ou se for diagnosticada ou se suspeitar de miopatia29.

Relatou-se que o risco de miopatia29 é superior em pacientes que estejam recebendo medicamentos imunossupressores (inclusive a ciclosporina), gemfibrozil, ácido nicotínico ou eritromicina concomitantes a outros inibidores da HMG-CoA redutase. Entretanto, em estudos clínicos com pacientes recebendo LESCOL em combinação com ácido nicotínico, fibratos ou ciclosporina, não foi observada miopatia29. LESCOL deve ser usado com cautela em pacientes que recebem esses medicamentos simultaneamente.
Função renal34
    Como não há experiência com LESCOL em pacientes com insuficiência renal35 grave (creatinina32 > 260 µmol/l, ou seja,  clearance  de creatinina32 < 30 ml/min), não se recomenda o uso nesta população de pacientes.

Gravidez4 e Lactação36 de Lescol

    Uma vez que os inibidores da HMG-CoA redutase diminuem a síntese do colesterol1 e, possivelmente, de outras substâncias biologicamente ativas derivadas do colesterol1, eles podem causar dano fetal quando administrados à mulheres grávidas. Portanto, os inibidores da HMG-CoA redutase são contra-indicados durante a gravidez4, em mães que amamentam e em mulheres com potencial para ter filhos e que não estejam tomando precauções anticoncepcionais adequadas. Se a paciente engravidar quando estiver tomando medicamentos desta classe, o tratamento deve ser suspenso.
   

Interações de Lescol

    Alimento  - não houve diferenças aparentes nos efeitos redutores de lípides quando LESCOL foi administrado com a refeição vespertina ou 4 horas após a mesma.

Sequestrantes dos ácidos biliares  - a administração de LESCOL 4 horas após a colestiramina resulta em efeito aditivo clinicamente significante comparado com o obtido com um dos fármacos isoladamente. LESCOL deve ser administrado pelo menos 4 horas após a resina (por exemplo, a colestiramina) para evitar uma interação significante causada pela ligação do fármaco19 com a resina.

Medicamentos imunossupressores - (inclusive ciclosporina), gemfibrozil, ácido nicotínico, eritromicina  - Em estudos clínicos, LESCOL tem sido administrado de maneira segura com ácido nicotínico, gemfibrozil, bezafibrato e ciclosporina (veja "Precauções": Sistema músculo-esquelético).

Antipirina  - a administração de LESCOL não influi no metabolismo18 e excreção da antipirina. Como a antipirina é um modelo de fármaco19 metabolizado pelos sistemas enzimáticos hepáticos microssomais, não se esperam interações com outros fármacos metabolizados por esses sistemas.

Ácido nicotínico/propranolol -  a administração concomitante de LESCOL com ácido nicotínico ou propranolol não tem efeito sobre a biodisponibilidade de LESCOL.

Digoxina -  a administração concomitante de LESCOL com digoxina não tem efeito sobre as concentrações plasmáticas da digoxina.

Cimetidina/ranitidina/omeprazol  - a administração simultânea de LESCOL com cimetidina, ranitidina ou omeprazol resulta em aumento da biodisponibilidade de LESCOL que, entretanto, não apresenta importância clínica.

Rifampicina  - a administração de LESCOL a indivíduos pré-tratados com rifampicina resultou em redução da biodisponibilidade de LESCOL em cerca de 50%.

Warfarina/ácido salicílico/gliburida  - estudos de ligação a proteínas20  in vitro  demonstraram não haver interação em concentrações terapêuticas.

Derivados da Cumarina  - em voluntários sadios, o uso de LESCOL e warfarina (dose única) não influenciou adversamente os níveis plasmáticos e o tempo de protrombina37, comparados à warfarina isolada. No entanto, sangramento e/ou tempo de protrombina37 elevado foram registrados muito raramente em pacientes que recebiam LESCOL e derivados de cumarina concomitantemente.

Outras terapias simultâneas
 - nos estudos clínicos em que LESCOL foi usado simultâneamente com inibidores da enzima2 conversora de angiotensina (ECA), betabloquadores, bloqueadores dos canais de cálcio, sulfoniluréias38 orais, ácido salicílico, bloquedores H 2  ou medicamentos antiinflamatórios não esteróides (AINEs), não ocorreram interações adversas clinicamente significantes.

Reações Adversas de Lescol

   
LESCOL é geralmente bem tolerado. Em geral, os eventos adversos, clínicos ou bioquímicos, são leves e transitórios. Nos estudos controlados com placebo39, os eventos que ocorreram com frequência de 1% ou mais (em relação ao placebo39) foram: dispepsia40 (4,7%), insônia (1,3%), náusea41 (1,2%), dores abdominais (1,1%) e cefaléia42 (1,1%). Os únicos eventos adversos com incidência43  maior ou igual a 1,0% que podem ser atribuídos ao tratamento com LESCOL são sintomas5 gastrintestinais leves.

Achados Laboratoriais de Lescol

   Anormalidades bioquímicas da função hepática27 têm sido associadas aos inibidores da HMG-CoA redutase e a outros agentes redutores dos lípides. Elevações confirmadas dos níveis de transaminases para valores maiores que 3 vezes o limite superior normal desenvolveram-se em pequeno número de pacientes (menor ou igual a 1%). A maioria destas observações bioquímicas anormais foi assintomática e se resolveu ou melhorou em direção aos valores pré-tratamento, após a descontinuação do tratamento.

Posologia de Lescol

   
Antes de iniciar o tratamento com LESCOL, o paciente deve ser inserido em uma dieta padrão para reduzir o colesterol1. A terapia dietética deve continuar durante o tratamento.

Os limites de dose recomendados são de 20 a 40 mg uma vez ao dia, à noite. Para níveis mais altos de colesterol1, a dose pode ser aumentada para 40 mg duas vezes ao dia.  LESCOL deve ser administrado com ou após as refeições, inteiro, com um pouco de água. O efeito máximo de diminuição dos lípides, com uma dose administrada do fármaco19, é alcançado dentro de 4 semanas. O efeito terapêutico de LESCOL mantém-se com a administração prolongada.

O nível sanguíneo de LDL11-C deve ser determinado a intervalos regulares e a dose ajustada em função da resposta do paciente ao fármaco19 e das medidas dietéticas tomadas de acordo com as regras de tratamento estabelecidas.

LESCOL é eficaz em monoterapia ou em combinação com os sequestrantes dos ácidos biliares. Quando LESCOL é usado em combinação com a colestiramina ou outras resinas, deve ser administrado antes de dormir, pelo menos 4 horas após a resina, para evitar interação significativa em virtude da ligação do fármaco19 à resina. Existem dados que comprovam a eficácia e a segurança de LESCOL em combinação com ácido nicotínico ou fibratos.

Como LESCOL é depurado pelo fígado8, com menos de 6% da dose administrada excretada na urina24, não são necessários ajustes de dose em pacientes com insuficiência renal35 leve ou moderada (vide "Precauções").

Visto que não há experiência com o uso de LESCOL em menores de 18 anos, não se pode recomendar o uso nesses pacientes.

Não há evidência de tolerabilidade reduzida ou de necessidade de alteração das doses em pacientes idosos.

Os inibidores da HMG-CoA, inclusive LESCOL, provavelmente não beneficiam pacientes com hipercolesterolemia16 familiar homozigótica44, uma doença rara.

Superdosagem de Lescol

   Se ocorrer uma superdosagem acidental, a administração de carvão vegetal ativado é recomendada. No caso da ingestão ser muito recente, pode ser considerada lavagem gástrica45. O tratamento deve ser sintomático46.

Pacientes Idosos de Lescol

   
Não há evidência de tolerabilidade reduzida ou de necessidade de alteração das doses em pacientes idosos.

ATENÇÃO - ESTE PRODUTO É UM NOVO MEDICAMENTO E EMBORA AS PESQUISAS REALIZADAS TENHAM INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA QUANDO CORRETAMENTE INDICADO, PODEM OCORRER REAÇÕES ADVERSAS IMPREVISÍVEIS AINDA NÃO DESCRITAS OU CONHECIDAS. EM CASO DE SUSPEITA DE REAÇÃO ADVERSA, O MÉDICO RESPONSÁVEL DEVE SER NOTIFICADO.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

LESCOL - Laboratório

NOVARTIS
Av. Prof. Vicente Rao, 90 - Brooklin
São Paulo/SP - CEP: 04706-900
Tel: 55 (011) 532-7122
Fax: 55 (011) 532-7942
Site: http://www.novartis.com/

Ver outros medicamentos do laboratório "NOVARTIS"

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
2 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
3 Aterosclerose: Tipo de arteriosclerose caracterizado pela formação de placas de ateroma sobre a parede das artérias.
4 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
5 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
6 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
7 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
8 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
9 Racêmico: Que não desvia o plano da luz polarizada (diz-se de isômero óptico).
10 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
11 LDL: Lipoproteína de baixa densidade, encarregada de transportar colesterol através do sangue. Devido à sua tendência em depositar o colesterol nas paredes arteriais e a produzir aterosclerose, tem sido denominada “mau colesterol“.
12 HDL: Abreviatura utilizada para denominar um tipo de proteína encarregada de transportar o colesterol sanguíneo, que se relaciona com menor risco cardiovascular. Também é conhecido como “Bom Colesterol”. Seus valores normais são de 35-50mg/dl.
13 Morbidade: Morbidade ou morbilidade é a taxa de portadores de determinada doença em relação à população total estudada, em determinado local e em determinado momento.
14 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
15 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
16 Hipercolesterolemia: Aumento dos níveis de colesterol do sangue. Está associada a uma maior predisposição ao desenvolvimento de aterosclerose.
17 Triglicérides: A principal maneira de armazenar os lipídeos no tecido adiposo é sob a forma de triglicérides. São também os tipos de lipídeos mais abundantes na alimentação. Podem ser definidos como compostos formados pela união de três ácidos graxos com glicerol. Os triglicérides sólidos em temperatura ambiente são conhecidos como gorduras, enquanto os líquidos são os óleos. As gorduras geralmente possuem uma alta proporção de ácidos graxos saturados de cadeia longa, já os óleos normalmente contêm mais ácidos graxos insaturados de cadeia curta.
18 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
19 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
20 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
21 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
22 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
23 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
24 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
25 Sistêmico: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
26 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
27 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
28 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
29 Miopatia: Qualquer afecção das fibras musculares, especialmente dos músculos esqueléticos.
30 Rabdomiólise: Síndrome caracterizada por destruição muscular, com liberação de conteúdo intracelular na circulação sanguínea. Atualmente, a rabdomiólise é considerada quando há dano secundário em algum órgão associado ao aumento das enzimas musculares. A gravidade da doença é variável, indo de casos de elevações assintomáticas de enzimas musculares até situações ameaçadoras à vida, com insuficiência renal aguda ou distúrbios hidroeletrolíticos. As causas da rabdomiólise podem ser classificadas em quatro grandes grupos: trauma ou lesão muscular direta, excesso de atividade muscular, defeitos enzimáticos hereditários ou outras condições clínicas.
31 Mialgias: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
32 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
33 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
34 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
35 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
36 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
37 Protrombina: Proteína plasmática inativa, é a precursora da trombina e essencial para a coagulação sanguínea.
38 Sulfoniluréias: Classe de medicamentos orais para tratar o diabetes tipo 2 que reduz a glicemia por ajudar o pâncreas a fabricar mais insulina e o organismo a usar melhor a insulina produzida.
39 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
40 Dispepsia: Dor ou mal-estar localizado no abdome superior. O mal-estar pode caracterizar-se por saciedade precoce, sensação de plenitude, distensão ou náuseas. A dispepsia pode ser intermitente ou contínua, podendo estar relacionada com os alimentos.
41 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
42 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
43 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
44 Homozigótica: Referente a homozigoto. Homozigoto é quando os alelos de um ou mais genes são idênticos. Alelos são genes que ocupam os mesmos loci (locais) nos cromossomos.
45 Lavagem gástrica: É a introdução, através de sonda nasogástrica, de líquido na cavidade gástrica, seguida de sua remoção.
46 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
Artigos relacionados

Tem alguma dúvida sobre LESCOL?

Pergunte diretamente a um especialista

Sua pergunta será enviada aos especialistas do CatalogoMed, veja as dúvidas já respondidas.