RANITIDINA 150/300 mg

Infabra Ind. Farm. Bras. Ltda.

Atualizado em 09/12/2014

Composição da Ranitidina

cada comprimido de Ranitidina 150 mg contém:cloridrato de ranitidina 168 mg (equivalente a 150 mg de ranitidina). Cada comprimido de Ranitidina 300 mg contém: cloridrato de ranitidina 336 mg (equivalente a 300 mg de ranitidina).

Posologia e Administração da Ranitidina

adultos: a dose usual é de 150 mg, 2 vezes ao dia, pela manhã e à noite. Pacientes com úlcera duodenal1 ou gástrica podem ser tratados com dose única de 300 mg à noite, ao deitar. Na maioria dos casos de úlcera duodenal1, gástrica benigna e pós-operatório a cicatrização ocorre em 4 semanas. Nos pacientes em que a cicatrização não ocorre completamente neste período, a terapia prolongada por mais de 4 semanas geralmente faz com que isso ocorra. Como tratamento de manutenção recomenda-se a posologia reduzida de 150 mg ao deitar, para pacientes2 que responderam bem a terapia de curto prazo, particularmente aqueles com história de úlcera3 recorrente. No controle da esofagite de refluxo4, a posologia recomendada é de 150 mg, 2 vezes ao dia, ou 1 comprimido de 300 mg ao deitar, por até 8 semanas. Em pacientes com síndrome de Zollinger-Ellison5, a dose inicial é de 150 mg, 3 vezes ao dia, podendo ser aumentada quando necessário. Em pacientes obstétricas, no começo do trabalho de parto, pode ser administrada uma dose oral de 150 mg, seguida de 150 mg a cada 6 horas. Como o esvaziamento gástrico e a absorção do medicamento estão retardados durante o trabalho de parto, numa situação de anestesia6 geral de emergência7, além da Ranitidina, recomenda-se administrar um antiácido8 que não forme partículas antes da indução da anestesia6. Devem ser tomadas também as precauções usuais para evitar a aspiração de ácido. Crianças: o uso de Ranitidina em pacientes pediátricos não foi completamente avaliado em estudos clínicos. Entretanto, em doses de até 150 mg, 2 vezes ao dia, foi usada com sucesso em pacientes maiores de 8 anos.

Precauções da Ranitidina

o tratamento com Ranitidina pode eventualmente mascarar sintomas9 associados com carcinoma10 do estômago11 e, assim, retardar o diagnóstico12 da doença. Por esta razão, quando ocorrer suspeita de úlcera gástrica13, deve ser excluída a possibilidade de malignidade antes de ser iniciado o tratamento com Ranitidina. Como a Ranitidina é excretada via renal14, os níveis plasmáticos da droga são aumentados em pacientes com insuficiência renal15 grave, sendo recomendável para tais pacientes que a posologia de Ranitidina seja de 150 mg à noite, por 4 a 8 semanas, e, quando necessário, a mesma dose deverá ser usada para tratamento de manutenção. No caso em que a úlcera3 não tenha cicatrizado após o tratamento, a posologia de 150 mg deve ser administrada 2 vezes ao dia e, se necessário, prosseguir com a dose de manutenção de 150 mg à noite. A Ranitidina não deve ser usada durante a gravidez16 e o aleitamento, em razão de a droga atravessar a barreira placentária e também ser excretada no leite materno. Doses terapêuticas de Ranitidina foram, todavia, administradas a pacientes obstétricas em trabalho de parto ou que seriam submetidas à operação cesariana, não tendo a droga apresentado qualquer efeito adverso durante o trabalho de parto e o imediato período neonatal.

Reações Adversas da Ranitidina

ocasionalmente podem ocorrer náuseas17, diarréia18, dores musculares, tonturas19 e erupções cutâneas20; estes efeitos porém não são freqüentes. Raramente, cefaléia21, tontura22 e confusão mental, sobretudo em pacientes graves e idosos.

Contra-Indicações da Ranitidina

hipersensibilidade ao cloridrato de ranitidina.

Indicações da Ranitidina

tratamento da úlcera péptica23 gástrica e duodenal, esofagite de refluxo4, gastrite24 e duodenites, síndrome de Zollinger-Ellison5 e na dispepsia25 episódica crônica caracterizada por dor (epigástrica ou retroesternal) relacionada às refeições ou durante o sono. A Ranitidina é utilizada também na redução da secreção gástrica e produção de ácido, como na profilaxia da hemorragia26 gastrintestinal decorrente de úlcera3 de estresse, na profilaxia da hemorragia26 recorrente em pacientes com úlceras27 hemorrágicas28 e na prevenção da síndrome de Mendelson29 (aspiração ácida).

Apresentação da Ranitidina

Ranitidina 150 mg: comprimidos revestidos de cor branca, apresentados em caixas com 10 e 20. Ranitidina 300 mg: comprimidos revestidos de cor branca, apresentados em caixas com 8.


RANITIDINA 150/300 mg - Laboratório

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Complementos

1 Úlcera duodenal: Lesão na mucosa do duodeno – parte inicial do intestino delgado.
2 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
3 Úlcera: Ferida superficial em tecido cutâneo ou mucoso que pode ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
4 Esofagite de refluxo: É uma inflamação na mucosa do esôfago (camada que reveste o esôfago) causada pelo refluxo (retorno) do conteúdo gástrico ao esôfago. Se não tratada pode causar danos, desde o estreitamento (estenose) do esôfago - o que irá causar dificuldades na deglutição dos alimentos - até o câncer. Portadores de hérnia do hiato (projeção do estômago para o tórax), obesos, sedentários, fumantes, etilistas, pessoas tensas ou ansiosas têm maior predisposição à esofagite de refluxo.
5 Síndrome de Zollinger-Ellison: Doença caracterizada pelo aumento de produção de gastrina devido à presença de gastrinoma. O gastrinoma (tumor produtor de gastrina) está localizado na maioria das vezes no pâncreas. A hipersecreção de gastrina produz úlceras pépticas, má digestão, esofagite, duodenojejunite e/ou diarréia. Em 20% dos casos está relacionada com neoplasia endócrina múltipla tipo I (NEM I), que acompanha-se na maioria das vezes de hiperparatireiodismo (80%) e em alguns raros casos de insulinomas, glucagomas, VIPomas ou outros tumores.
6 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.
7 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
8 Antiácido: É uma substância que neutraliza o excesso de ácido, contrariando o seu efeito. É uma base que aumenta os valores de pH de uma solução ácida.
9 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
10 Carcinoma: Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
11 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
12 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
13 Úlcera gástrica: Lesão na mucosa do estômago. Pode ser provocada por excesso de ácido clorídrico produzido pelo próprio estômago ou por medicamentos como antiinflamatórios ou aspirina. É uma doença infecciosa, causada pela bactéria Helicobacter pylori em quase 100 % dos casos.
14 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
15 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
16 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
17 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
18 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
19 Tonturas: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
20 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
21 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
22 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
23 Úlcera péptica: Lesão na mucosa do esôfago, estômago ou duodeno. Também chamada de úlcera gástrica ou duodenal. Pode ser provocada por excesso de ácido clorídrico produzido pelo próprio estômago ou por medicamentos como antiinflamatórios ou aspirina. É uma doença infecciosa, causada pela bactéria Helicobacter pylori em quase 100% dos casos. Os principais sintomas são: dor, má digestão, enjôo, queimação (azia), sensação de estômago vazio.
24 Gastrite: Inflamação aguda ou crônica da mucosa do estômago. Manifesta-se por dor na região superior do abdome, acidez, ardor, náuseas, vômitos, etc. Pode ser produzida por infecções, consumo de medicamentos (aspirina), estresse, etc.
25 Dispepsia: Dor ou mal-estar localizado no abdome superior. O mal-estar pode caracterizar-se por saciedade precoce, sensação de plenitude, distensão ou náuseas. A dispepsia pode ser intermitente ou contínua, podendo estar relacionada com os alimentos.
26 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
27 Úlceras: Feridas superficiais em tecido cutâneo ou mucoso que podem ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
28 Hemorrágicas: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
29 Síndrome de Mendelson: Síndrome da aspiração ácida, pneumonite por broncoaspiração ou Síndrome de Mendelson é uma pneumonite química. Refere-se à lesão pulmonar aguda causada por aspiração de substâncias tóxicas às vias aéreas inferiores.
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