Sufenta

JANSSEN- CILAG FARMACÊUTICA LTDA.

Atualizado em 09/12/2014

Sufenta®


Informações ao Paciente

citrato de sufentanila

Formas Farmacêuticas e apresentações
Solução injetável de 50 mcg/mL em embalagens contendo 5 ampolas de 2 mL (indicado para uso intravenoso e espinhal) ou 5 ampolas de 1mL (indicado para uso intravenoso).
Solução Injetável de 5 mcg/mL em embalagens contendo 5 ampolas de 5 mL (indicado para uso espinhal).

Uso adulto e pediátrico
Uso espinhal e intravenoso

Informações Gerais

Marca Comercial: Sufenta®
Princípio Ativo: citrato de sufentanila
Classe Terapêutica1: Anestésicos

Composição

Cada mL de solução injetável de 50 mcg/mL contém 75 mcg de citrato de sufentanila (Equivalente a 50 mcg de sufentanila).
Excipientes: água para injeção2 e cloreto de sódio.
Cada mL de solução injetável de 5 mcg/mL contém 7,5 mcg de citrato de sufentanila (Equivalente a 5 mcg de sufentanila).
Excipientes: água para injeção2 e cloreto de sódio.

Informações Técnicas aos Profissionais de Saúde3

citrato de sufentanila

Formas Farmacêuticas e apresentações
Solução injetável de 50 mcg/mL em embalagens contendo 5 ampolas de 2 mL (indicado para uso intravenoso e espinhal) ou 5 ampolas de 1mL (indicado para uso intravenoso).
Solução Injetável de 5 mcg/mL em embalagens contendo 5 ampolas de 5 mL (indicado para uso espinhal).

Uso adulto e pediátrico
Uso espinhal e intravenoso

Informações Gerais

Marca Comercial: Sufenta®
Princípio Ativo: citrato de sufentanila
Classe Terapêutica1: Anestésicos

Composição

Cada mL de solução injetável de 50 mcg/mL contém 75 mcg de citrato de sufentanila (Equivalente a 50 mcg de sufentanila).
Excipientes: água para injeção2 e cloreto de sódio.
Cada mL de solução injetável de 5 mcg/mL contém 7,5 mcg de citrato de sufentanila (Equivalente a 5 mcg de sufentanila).
Excipientes: água para injeção2 e cloreto de sódio.

Caracterêsticas Farmacolígicas

Propriedades Farmacodinâmicas
A sufentanila é um analgésico4 opióide bastante potente, 7 a 10 vezes mais potente do que a fentanila no homem, e bastante seguro (DL50/DE50 = 25.211 com baixos níveis de analgesia em ratos), em comparação com a fentanila (277) e com a morfina (69,5).A sufentanila administrada por via intravenosa apresenta um rápido início de ação. O acúmulo limitado e a rápida eliminação dos tecidos permitem uma rápida recuperação. A profundidade da analgesia é dose-dependente e pode ser ajustada de acordo com o nível de dor do procedimento cirúrgico. Como ocorre com outros analgésicos5 narcóticos, a sufentanila , dependendo da dose e da velocidade de administração, pode causar rigidez muscular, assim como euforia, miose6 e bradicardia7. Os pacientes que receberam Sufenta® não apresentaram liberação de histamina8. Todas as ações da sufentanila são imediata e completamente reversíveis quando administrado um antagonista9 narcótico específico tal como a naloxona. Quando utilizado por via espinhal, Sufenta® produz uma analgesia espinhal de início rápido (5 a 10 minutos) e de duração moderada (geralmente 4 a 6 h).

Propriedades Farmacocinéticas
Em estudos com doses intravenosas de sufentanila variando de 250 a 1500 mcg que permitem a coleta de sangue10 e as dosagens do medicamento no sangue10 por um tempo prolongado, os seguintes resultados foram obtidos: meia-vida de distribuição seqüencial de 2,3 - 4,5 minutos e 35 - 73 minutos e uma meia-vida de eliminação de 784 (656 - 938) minutos, um volume de distribuição do compartimento central de 14,2 litros, um volume de distribuição no estado de equilíbrio de 344 litros e um clearance de 917 mL por minuto. Devido às limitações dos métodos de avaliação, a meia-vida de eliminação da sufentanila foi significativamente mais curta (240 minutos) após uma dose de 250 mcg do que após uma dose de 1500 mcg. As meias vidas de distribuição seqüenciais, ao contrário da meia-vida de eliminação, variando de 4,1 h após 250 mcg até 10 - 16 h após 500 - 1500 mcg, determinaram a queda das concentrações plasmáticas da sufentanila dos níveis terapêuticos para os níveis de recuperação. A farmacocinética da sufentanila é linear para as doses estudadas. Os principais locais de biotransformação são o fígado11 e o intestino delgado12. Aproximadamente 80% da dose administrada é excretada em 24 h, e apenas 2% da dose é eliminada de forma inalterada. A ligação às proteínas13 plasmáticas da sufentanila é de cerca de 92,5%. Com o uso epidural14, os picos de concentração plasmática são alcançados em 10 minutos e são 4 a 6 vezes menores do que aqueles observados após a administração intravenosa. Quando associada à adrenalina15 (50 a 75 mcg) observa-se uma redução da absorção rápida inicial de 25 a 50%.

Resultados de Eficácia

Realizou-se um estudo randomizado16 duplo-cego envolvendo 40 pacientes do sexo feminino, as quais receberam 0,3 mcg/kg de sufentanila ou placebo17 antes da indução do sono. As pacientes foram observadas com relação a qualquer movimento mioclônico18. Nenhuma das 20 pacientes recebendo sufentanila tiveram movimentos mioclônicos19, enquanto 16 pacientes do grupo placebo17 (80%) apresentaram tais movimentos (P < 0,01). Não houve casos de apnéia20 antes da indução do sono para o grupo do sufentanila.1
Cinqüenta e três pacientes submetidas a cesariana foram randomizadas para receber, como analgesia epidural14 pós-operatória, uma combinação contendo bupivacaína 0,06% e sufentanila 1 mcg/mL em comparação com outro grupo de fármacos. A eficácia analgésica e os efeitos adversos foram monitorados durante 48 horas. A gradação da dor em repouso e durante a mobilização foi menor no grupo sufentanila e as pacientes, apesar de permanecerem por um período maior em recuperação, necessitaram menos intervenções na ala cirúrgica.2
Um estudo prospectivo21 randomizado22 foi realizado em 60 crianças com cirurgia eletiva23 programada para correção de defeito cardíaco congênito24. Os pacientes foram divididos randomicamente em 2 grupos, sendo o grupo I da sufentanila. Todos foram pré-medicados uma hora antes da operação. A anestesia25 foi induzida com sufentanila 1 mcg/kg, seguido por um cumarínico. Ocorreu bradicardia7 em 7 pacientes recebendo sufentanila, a qual foi recuperada em poucos minutos, concluindo-se que o uso da sufentanila é eficaz e seguro em pacientes submetidos à correção de cardiopatia congênita26.3
Setenta pacientes idosos (70 anos ou mais), os quais seriam submetidos a cirurgia abdominal, foram randomicamente distribuídos para receber analgesia epidural14 e anestesia25 geral acompanhada por uma analgesia epidural14 pós-operatória, usando uma combinação de bupivacaína e sufentanila, ou anestesia25 geral acompanhada por analgesia pós-operatória com morfina intravenosa. O alívio da dor foi melhor em repouso (P = 0,0001) e durante episódios de tosse (P = 0,002) no grupo sufentanila durante os 5 dias do pós-operatório.4

Referências
1. Sandra K., et al. Ropivacaine 0,1% With Sufentanil 1 mcg/mL Inhibits in Vitro Growth of Pseudomonas aeruginosa And Does Not Promote Multiplication of Staphylococcus aureus. Anesthesia and Analgesia 2003; 97 (2): 409 - 411.
2. Vercauteren M., et al. Cost-effectiveness of Analgesia After Caesarean Section. A Comparison of Intratecal Morphine and Epidural14 PCA. Acta Anaesthesiologica Scandinavica 2002; 46 (1): 85 - 89.
3. Ungkab P., et al. Comparison of Sufentanil and Fentanyl for Surgical Repair of Congenital Cardiac Defects. Journal of the Medical Association of Thailand 2002; 85 (3): S 807 - 814.
4. Mann C., et al. Comparison of Intravenous or Epidural14 Patient-Controlled Analgesia in the Elderly After Major Abdominal Surgery. Anesthesiology, 2000; 92 (2): 433 - 441.

Indicações

Sufenta® administrado por via intravenosa é usado tanto como agente analgésico4 em associação com óxido nitroso/oxigênio quanto como anestésico único em pacientes ventilados. Ele é particularmente útil para procedimentos mais longos e para intervenções mais dolorosas onde um analgésico4 potente é necessário para ajudar a manter a boa estabilidade cardiovascular.
Sufenta® também é indicado para administração epidural14 em anestesia25 espinhal. Sufenta® quando utilizado pela via INTRAVENOSA é indicado:
- Como um componente analgésico4 durante indução e manutenção de anestesia25 geral balanceada.
- Como um agente anestésico para indução e manutenção da anestesia25 em pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos de grande porte.
Sufenta® quando utilizado pela via ESPINHAL é indicado:
- Para o manejo da dor pós-operatória após cirurgia geral, torácica, ou procedimentos ortopédicos e cesariana;
- Como analgésico4 associado a bupivacaína epidural14 para analgesia em parto vaginal.

Contra Indicações

Sufenta® é contra-indicado em pacientes com intolerância conhecida ao medicamento ou a qualquer outro morfinomimético. O uso intravenoso no parto, ou antes, do clampeamento do cordão umbilical27 durante cesariana não é recomendado devido à possibilidade de depressão respiratória no recém-nascido.
Entretanto, para uso epidural14, doses de até 30 mcg de sufentanila não influenciam na condição da mãe ou do recém-nascido. Veja o item "Advertências".
Como ocorre com outros opióides administrados por via espinhal, Sufenta® não deve ser dado em presença de: hemorragia28 ou choque29 graves; septicemia30; infecção31 no local da injeção2; distúrbios da hemostase tais como trombocitopenia32 e coagulopatias; ou na presença de tratamento anticoagulante33 ou de qualquer outro tratamento medicamentoso ou outra condição médica concomitante onde seja contra-indicada a utilização da técnica por via espinhal.

Modo de usar e cuidados de conservação depois de aberto

Sufenta® é uma solução aquosa isotônica34, estéril, sem conservantes, contendo citrato de sufentanila equivalente a 5 ou 50 mcg de sufentanila por mL, para uso intravenoso e espinhal. Se necessário Sufenta® pode ser misturado em infusões de soro35 fisiológico36 ou soro35 glicosado. Tais diluições são compatíveis com equipamentos de infusão de plástico, e devem ser utilizados no máximo até 24 h após a preparação.

Posologia

A posologia de Sufenta® deve ser individualizada de acordo com a idade, o peso, o estado físico, patologias subjacentes, o uso de outras medicações e o tipo de procedimento cirúrgico e a anestesia25. O efeito da dose inicial deve ser levado em conta para a determinação das doses suplementares.

Administração Intravenosa
Para evitar a bradicardia7 recomenda-se administrar uma dose intravenosa pequena de um anticolinérgico um pouco antes da indução. Pode ser dado droperidol para prevenir náusea37 e vômito38.
Uso como agente analgésico4
Em pacientes submetidos a cirurgia geral, doses de Sufenta® de 0,5 - 5 mcg/kg proporcionam uma analgesia intensa, reduzindo a resposta simpática ao estímulo cirúrgico e preservando a estabilidade cardiovascular.A duração da ação é dose-dependente. Uma dose de 0,5 mcg/kg pode durar 50 minutos. Doses suplementares de 10 a 25 mcg devem ser individualizadas de acordo com as necessidades de cada paciente e de acordo com o tempo previsto de duração da operação.
Uso como agente anestésico
Quando usado em doses maiores ou iguais a 8 mcg/kg Sufenta® provoca sono e mantém um nível profundo, dose-dependente, de analgesia sem o uso de agentes anestésicos adicionais. Assim, as respostas simpáticas e hormonais ao estímulo cirúrgico são atenuadas. Doses suplementares de 25 - 50 mcg geralmente são suficientes para manter a estabilidade cardiovascular durante a anestesia25.

Administração epidural14
A localização adequada da agulha ou do cateter no espaço epidural39 deve ser verificada antes do Sufenta® ser injetado.
Uso para manejo da dor pós-operatória
Uma dose inicial de 30 a 50 mcg deve provavelmente promover um alívio adequado da dor por até 4 a 6 h. Doses adicionais em bolus40 de 25 mcg podem ser administradas se existem evidências de superficialização da analgesia.
Uso como agente analgésico4 durante o parto
A adição de Sufenta® 10 mcg a bupivacaína epidural14 (0,125% - 0,25%) proporciona uma maior duração e uma melhor qualidade da analgesia. Se necessário, duas injeções subseqüentes da combinação podem ser dadas. Recomenda-se não exceder uma dose total de 30 mcg de sufentanila.

Uso em idosos e em grupos especiais de pacientes
Como em qualquer outro opióide a dose deve ser reduzida em pacientes idosos ou debilitados.

Uso em crianças
A segurança e eficácia do uso de Sufenta® pela via intravenosa em crianças abaixo de 2 anos de idade foi documentada em um número limitado de casos. Para indução e manutenção de anestesia25 em crianças de 2 a 12 anos de idade submetidas a cirurgias de grande porte, uma dose anestésica de 10 - 20 mcg/kg administrada com oxigênio a 100% tem sido usada. A segurança e eficácia do Sufenta® pela via espinhal em pacientes pediátricos foi documentada em um número limitado de casos.

Advertências

Como para com todos os opióides potentes pode ocorrer depressão respiratória dose-dependente e que pode ser revertida pelo uso de um antagonista9 narcótico específico (naloxona), mas doses repetidas do antagonista9 podem ser necessárias porque a depressão respiratória pode durar mais tempo do que a duração da ação do antagonista9 opióide.
Depressão respiratória importante acompanha a analgesia profunda. Ela pode persistir no período pós-operatório, e se Sufenta® foi dado por via intravenosa ela pode mesmo recorrer. Assim, os pacientes devem permanecer sob observação apropriada. Os tratamentos de reanimação e antagonistas narcóticos devem estar prontamente disponíveis. A hiperventilação durante a anestesia25 pode alterar a resposta do paciente ao CO2 e assim afetar a respiração no período pós-operatório.
A indução de rigidez muscular que também pode envolver os músculos respiratórios41 torácicos pode ocorrer, mas pode ser evitada se forem seguidas as seguintes medidas: injeção2 intravenosa lenta (geralmente suficiente para doses baixas), pré-medicação com benzodiazepínicos e o uso de relaxantes musculares.
Movimentos (mio)clônicos não-epilépticos podem ocorrer.
Bradicardia7 e possivelmente parada cardíaca podem ocorrer se o paciente tiver recebido uma quantidade insuficiente de anticolinérgicos ou quando Sufenta® é combinado com relaxantes musculares não-vagolíticos. A bradicardia7 pode ser tratada com atropina.
Os opióides podem induzir hipotensão42, especialmente em pacientes hipovolêmicos. Medidas apropriadas de manutenção de uma pressão arterial43 estável devem ser tomadas.
O uso de injeções de opióides em bolus40 rápidos deve ser evitado em pacientes apresentando acometimentos intracerebrais; em tais pacientes uma queda transitória da pressão arterial43 média foi ocasionalmente acompanhada de uma redução na pressão de perfusão cerebral de curta duração. Pacientes em tratamento crônico44 com opióides ou com uma história de abuso de opióides podem necessitar de doses maiores.
É recomendada a redução da posologia em pacientes idosos e debilitados. Os opióides devem ser titulados com precaução em pacientes com qualquer uma das seguintes condições: hipotireoidismo45 não controlado; doença pulmonar; doença respiratória, alcoolismo; insuficiência renal46 ou hepática47. Tais pacientes também necessitam monitorização pós-operatória prolongada.
O uso intravenoso no parto, ou antes, do clampeamento do cordão umbilical27 durante  a cesariana não é recomendado devido à possibilidade de depressão respiratória no recém-nascido. Entretanto, para o uso epidural14, doses de até 30 mcg de sufentanila não influenciam a condição da mãe ou do recém-nascido.
Com a administração epidural14, deve-se ter cuidado na presença de depressão respiratória ou comprometimento da função respiratória e na presença de sofrimento fetal. A paciente deve ser monitorada cuidadosamente por pelo menos 1 hora após cada dose, pois depressão respiratória precoce pode ocorrer.

Efeitos na capacidade de dirigir e operar máquinas
Os pacientes só devem dirigir ou operar máquinas após um período de tempo suficiente depois da administração do Sufenta® .

Gravidez48 (categoria B) e lactação49
A segurança do uso intravenoso da sufentanila em gestantes humanas não foi bem estabelecida, apesar dos estudos em animais não demonstrarem nenhum efeito teratogênico50. Como ocorre com outros medicamentos, o risco deve ser pesado contra os potenciais benefícios para o paciente. Estudos clínicos controlados durante o trabalho de parto demonstraram que Sufenta® associado a bupivacaína epidural14 numa dose total de até 30 mcg não provocou sofrimento fetal ou qualquer efeito deletério sobre a mãe, mas o uso intravenoso não é recomendado no trabalho de parto. Sufenta® atravessa a placenta. Após administração epidural14 de dose total que não excedeu a 30μg, a média da concentração plasmática detectada na veia umbilical foi de 0,016ng/mL.
Um antídoto51 para a criança deve estar sempre disponível. Sufenta® é excretado no leite humano. Deve se ter cuidado quando se administra Sufenta® a lactantes52.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Uso em idosos, crianças e outros grupos de pessoas

É recomendada a redução da posologia em pacientes idosos e debilitados. Os opióides devem ser titulados com precaução em pacientes com qualquer uma das seguintes condições: hipotireoidismo45 não controlado; doença pulmonar; doença respiratória, alcoolismo; insuficiência renal46 ou hepática47. Tais pacientes também necessitam monitorização pós-operatória prolongada.
A segurança e a eficácia do uso de Sufenta® pela via espinhal em pacientes pediátricos e pela via intravenosa em crianças abaixo de 2 anos de idade foi documentada em número limitado de casos.

Interações Medicamentosas

Medicações tais como barbitúricos, benzodiazepínicos, neurolépticos53, halogenados, depressores não seletivos do sistema nervoso central54 (ex.: álcool) podem potencializar a depressão respiratória dos narcóticos. Quando os pacientes tiverem recebido tais substâncias, a dose de Sufenta® deverá ser menor que a usual. Da mesma forma, após a administração de Sufenta® a dose dos outros depressores do sistema nervoso central54 deverá ser reduzida.
A sufentanila é metabolizada principalmente via isoenzima 3A4 do citocromo humano P450. No entanto, não tem sido observada inibição in vivo por eritromicina (um conhecido inibidor da isoenzima 3A4 do citocromo P450). Embora dados clínicos não estejam disponíveis, dados in vitro sugerem que outros inibidores potentes da isoenzima 3A4 do citocromo P450 (por exemplo: cetoconazol, itraconazol e ritonavir) podem inibir o metabolismo55 da sufentanila. Isto pode aumentar o risco de depressão respiratória prolongada ou tardia. O uso concomitante de tais fármacos requer cuidado especial e observação do paciente; em particular pode ser necessário reduzir a dose de Sufenta® .
Geralmente, recomenda-se que seja interrompido o uso de inibidores da monoaminoxidase56 duas semanas antes de qualquer procedimento anestésico ou cirúrgico. No entanto, vários relatos descrevem o uso concomitante de fentanila, um opióide correlato, durante procedimentos cirúrgicos ou anestésicos em pacientes tomando inibidores da monoaminoxidase56 sem qualquer reação adversa.

Reações Adversas a Medicamentos

Dados de estudos clínicos
A segurança de Sufenta® foi avaliada em 650 indivíduos que receberam sufentanila e que participaram de 6 estudos clínicos. Destes, 78 indivíduos participaram de 2 estudos para a administração intravenosa de sufentanila como agente anestésico para indução e manutenção da anestesia25 em indivíduos submetidos a procedimentos cirúrgicos de grande porte (ponte de safena ou cirurgia cardíaca a céu aberto). Os 572 indivíduos remanescentes participaram de 4 estudos para a administração epidural14 de sufentanila como analgésico4 pós-operatório ou como analgésico4 adjunto a administração epidural14 de bupivacaína durante o trabalho de parto ou parto normal. Estes indivíduos receberam pelo menos 1 dose de sufentanila e  produziram dados de segurança. Reações Adversas ao Medicamento (RAMs) que foram relatadas por ≥1% dos indivíduos que receberam sufentanila nestes estudos estão na tabela 1.

Tabela 1. Reações Adversas ao Medicamento Relatadas por ≥1% dos indivíduos que receberam sufentanila em 6 estudos clínicos de sufentanila

Sistemas /Classes de Órgãos
Reação Adversa

sufentanila
(n=650)
%

Distúrbios do Sistema Nervoso57

Sedação58

19,5

Tremor neonatal

4,5

Tontura59

1,4

Dor de Cabeça60

1,4

Distúrbios Cardíacos

Taquicardia61

1,8

Distúrbios Vasculares62

Hipersensibilidade

4,9

Hipotensão42

3,2

Palidez

1,4

Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino63

Cianose64 neonatal

2,0

Distúrbios Gastrintestinal

Náusea37

9,8

Vômito38

5,7

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo65

Prurido66

15,2

Descoloração da pele67

3,1

Distúrbios Musculoesquelético e do Tecido Conectivo68

Contração muscular

2,0

Distúrbios Renais e Urinários

Retenção urinária

3,2

Incontinência69 urinária

1,5

Distúrbios Gerais e Condições do Local da Administração

Pirexia70

1,7

RAMs adicionais que ocorreram <1% dos indivíduos que receberam sufentanila em 6 estudos clínicos estão listados na tabela 2.

Tabela 2. Reações Adversas relatadas por <1% dos indivíduos que receberam  sufentanila em 6 estudos clínicos de sufentanila

Sistemas/Classes de Órgãos
Reação Adversa

Infecção31 e infestação71
Rinite72

Distúrbios do Sistema Imunológico73
Hipersensibilidade

Distúrbios Psiquiátricos
Apatia74
Nervosismo

Distúrbios do Sistema Nervoso57
Ataxia75

Discinesia neonatal
Distonia76
Hiperreflexia77
Hipertonia78
Hipocinesia neonatal
Sonolência

Distúrbios Oftalmológicos
Distúrbios visuais

Distúrbios Cardíacos
Arritmia79*
Anormalidades no eletrocardiograma80
Bloqueio atrioventricular
Bradicardia7
Cianose64

Distúrbios Respiratórios
Broncoespasmo81
Tosse
Disfonia82
Soluço
Hipoventilação
Distúrbios respiratórios

Distúrbios da Pele67 e do tecido Conectivo68
Dermatite83 alérgica*
Pele67 seca
Hiperhidrose
Rash84
Rash84 neonatal

Distúrbios Musculoesqueléticos e do Tecido Conectivo68
Dor nas costas85
Hipotonia86 neonatal
Rigidez muscular*

Distúrbios Gerais e Condições do Local da Administração
Calafrios87
Hipotermia88
Diminuição da temperatura do corpo
Dor no local da injeção2*
Reação no local da injeção2
Dor

Investigações
Aumento da temperatura do corpo

*RAMs relatadas provenientes apenas de estudos nos quais a sufentanila foi administrada por via intravenosa como agente anestésico.

Dados de pós-comercialização
Reações adversas ao medicamento inicialmente identificadas durante a experiência de pós-comercialização com citrato de sufentanila estão incluídas na tabela 3. As frequências estão fornecidas de acordo com a seguinte convenção:

Muito comum

≥1/10

Comum

≥1/100 e <1/10

Incomum

≥1/1000 e <1/100

Raro

≥1/10000 e <1/1000

Muito raro

<1/10000, incluindo casos isolados

Na tabela 3, as RAMs estão apresentadas por frequência da categoria baseada nas taxas de relatos espontâneas.

Tabela 3. Reações Adversas ao Medicamento identificadas durante a experiência de pós-comercialização com  Sufenta®   estimados pela categoria da frequência a partir de taxas de relatos espontâneos

Distúrbios do Sistema Imunológico73

Muito raro

Choque29 anafilático, reação anafilática89, reação anafilactóide

Distúrbios do Sistema Nervoso57

Muito raro

Coma90, convulsão91, contração muscular involuntária92

Distúrbios oftalmológicos

Muito raro

Miose6

Distúrbios cardíacos

Muito raro

Ataque cardíaco

Muito raro

Choque29

Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino63

Muito raro

Ataque respiratório, apnéia20, depressão respiratória, edema pulmonar93, laringoespasmo

Distúrbios da pele67 e do tecido conectivo68

Muito raro

Eritema94

Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conectivo68

Muito raro

Espasmo95 muscular

Superdose

Sintomas96
Uma superdose de Sufenta® manifesta-se como uma extensão de suas ações farmacológicas. Dependendo da sensibilidade individual, o quadro clínico é determinado primariamente pelo grau de depressão respiratória, que varia da bradicardia7 a apnéia20.

Tratamento
Na presença de hipoventilação ou apnéia20, deve ser administrado oxigênio e a respiração deve ser assistida ou controlada conforme indicado. Um antagonista9 narcótico específico como a naloxona deve ser usado como indicado para controlar a depressão respiratória. Isso não exclui a utilização de medidas mais imediatas. A depressão respiratória pode durar mais do que o efeito do antagonista9; doses adicionais podem ser assim necessárias. Se a depressão respiratória é associada com rigidez muscular, um bloqueador neuromuscular intravenoso pode ser necessário para facilitar a respiração assistida ou controlada. O paciente deve ser observado cuidadosamente; a temperatura corporal e a infusão adequada de líquidos devem ser mantidas. Se a hipotensão42 é grave ou persistente, a possibilidade de hipovolemia97 deve ser considerada, e se presente, deve ser controlada com administração apropriada de líquidos por via parenteral.

Armazenagem

Conservar em temperatura ambiente (15°C a 30°C). Proteger da luz. Guardar as ampolas dentro do cartucho.


Sufenta - Laboratório

JANSSEN- CILAG FARMACÊUTICA LTDA.
Rod. Presidente Dutra, km 154
São José dos Campos/SP
Tel: 08007011851

Ver outros medicamentos do laboratório "JANSSEN- CILAG FARMACÊUTICA LTDA."

Saiba mais em: Sufenta
Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
2 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
3 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
4 Analgésico: Medicamento usado para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
5 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
6 Miose: Contração da pupila, que pode ser fisiológica, patológica ou terapêutica.
7 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
8 Histamina: Em fisiologia, é uma amina formada a partir do aminoácido histidina e liberada pelas células do sistema imunológico durante reações alérgicas, causando dilatação e maior permeabilidade de pequenos vasos sanguíneos. Ela é a substância responsável pelos sintomas de edema e irritação presentes em alergias.
9 Antagonista: 1. Opositor. 2. Adversário. 3. Em anatomia geral, que ou o que, numa mesma região anatômica ou função fisiológica, trabalha em sentido contrário (diz-se de músculo). 4. Em medicina, que realiza movimento contrário ou oposto a outro (diz-se de músculo). 5. Em farmácia, que ou o que tende a anular a ação de outro agente (diz-se de agente, medicamento etc.). Agem como bloqueadores de receptores. 6. Em odontologia, que se articula em oposição (diz-se de ou qualquer dente em relação ao da maxila oposta).
10 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
11 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
12 Intestino delgado: O intestino delgado é constituído por três partes: duodeno, jejuno e íleo. A partir do intestino delgado, o bolo alimentar é transformado em um líquido pastoso chamado quimo. Com os movimentos desta porção do intestino e com a ação dos sucos pancreático e intestinal, o quimo é transformado em quilo, que é o produto final da digestão. Depois do alimento estar transformado em quilo, os produtos úteis para o nosso organismo são absorvidos pelas vilosidades intestinais, passando para os vasos sanguíneos.
13 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
14 Epidural: Mesmo que peridural. Localizado entre a dura-máter e a vértebra (diz-se do espaço do canal raquidiano). Na anatomia geral e na anestesiologia, é o que se localiza ou que se faz em torno da dura-máter.
15 Adrenalina: 1. Hormônio secretado pela medula das glândulas suprarrenais. Atua no mecanismo da elevação da pressão sanguínea, é importante na produção de respostas fisiológicas rápidas do organismo aos estímulos externos. Usualmente utilizado como estimulante cardíaco, como vasoconstritor nas hemorragias da pele, para prolongar os efeitos de anestésicos locais e como relaxante muscular na asma brônquica. 2. No sentido informal significa disposição física, emocional e mental na realização de tarefas, projetos, etc. Energia, força, vigor.
16 Estudo randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle - o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
17 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
18 Mioclônico: Contração muscular súbita e involuntária que se verifica especialmente nas mãos e nos pés, devido à descarga patológica de um grupo de células nervosas.
19 Mioclônicos: Contrações musculares súbitas e involuntárias que se verificam especialmente nas mãos e nos pés, devido à descarga patológica de um grupo de células nervosas.
20 Apnéia: É uma parada respiratória provocada pelo colabamento total das paredes da faringe que ocorre principalmente enquanto a pessoa está dormindo e roncando. No adulto, considera-se apnéia após 10 segundos de parada respiratória. Como a criança tem uma reserva menor, às vezes, depois de dois ou três segundos, o sangue já se empobrece de oxigênio.
21 Prospectivo: 1. Relativo ao futuro. 2. Suposto, possível; esperado. 3. Relativo à preparação e/ou à previsão do futuro quanto à economia, à tecnologia, ao plano social etc. 4. Em geologia, é relativo à prospecção.
22 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
23 Eletiva: 1. Relativo à eleição, escolha, preferência. 2. Em medicina, sujeito à opção por parte do médico ou do paciente. Por exemplo, uma cirurgia eletiva é indicada ao paciente, mas não é urgente. 3. Cujo preenchimento depende de eleição (diz-se de cargo). 4. Em bioquímica ou farmácia, aquilo que tende a se combinar com ou agir sobre determinada substância mais do que com ou sobre outra.
24 Congênito: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
25 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.
26 Congênita: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
27 Cordão Umbilical: Estrutura flexível semelhante a corda, que conecta um FETO em desenvolvimento à PLACENTA, em mamíferos. O cordão contém vasos sanguíneos que transportam oxigênio e nutrientes da mãe ao feto e resíduos para longe do feto.
28 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
29 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
30 Septicemia: Septicemia ou sepse é uma infecção generalizada grave que ocorre devido à presença de micro-organismos patogênicos e suas toxinas na corrente sanguínea. Geralmente ela ocorre a partir de outra infecção já existente.
31 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
32 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
33 Anticoagulante: Substância ou medicamento que evita a coagulação, especialmente do sangue.
34 Isotônica: Relativo à ou pertencente à ação muscular que ocorre com uma contração normal. Em química, significa a igualdade de pressão entre duas soluções.
35 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
36 Fisiológico: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
37 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
38 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
39 Espaço Epidural: Espaço entre a dura-máter e as paredes do canal vertebral.
40 Bolus: Uma quantidade extra de insulina usada para reduzir um aumento inesperado da glicemia, freqüentemente relacionada a uma refeição rápida.
41 Músculos Respiratórios: Neste grupo de músculos estão incluídos o DIAFRAGMA e os MÚSCULOS INTERCOSTAIS.
42 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
43 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
44 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.
45 Hipotireoidismo: Distúrbio caracterizado por uma diminuição da atividade ou concentração dos hormônios tireoidianos. Manifesta-se por engrossamento da voz, aumento de peso, diminuição da atividade, depressão.
46 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
47 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
48 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
49 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
50 Teratogênico: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
51 Antídoto: Substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele.
52 Lactantes: Que produzem leite; que aleitam.
53 Neurolépticos: Medicamento que exerce ação calmante sobre o sistema nervoso, tranquilizante, psicoléptico.
54 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
55 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
56 Inibidores da monoaminoxidase: Tipo de antidepressivo que inibe a enzima monoaminoxidase (ou MAO), hoje usado geralmente como droga de terceira linha para a depressão devido às restrições dietéticas e ao uso de certos medicamentos que seu uso impõe. Deve ser considerada droga de primeira escolha no tratamento da depressão atípica (com sensibilidade à rejeição) ou agente útil no distúrbio do pânico e na depressão refratária. Pode causar hipotensão ortostática e efeitos simpaticomiméticos tais como taquicardia, suores e tremores. Náusea, insônia (associada à intensa sonolência à tarde) e disfunção sexual são comuns. Os efeitos sobre o sistema nervoso central incluem agitação e psicoses tóxicas. O término da terapia com inibidores da MAO pode estar associado à ansiedade, agitação, desaceleração cognitiva e dor de cabeça, por isso sua retirada deve ser muito gradual e orientada por um médico psiquiatra.
57 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
58 Sedação: 1. Ato ou efeito de sedar. 2. Aplicação de sedativo visando aliviar sensação física, por exemplo, de dor. 3. Diminuição de irritabilidade, de nervosismo, como efeito de sedativo. 4. Moderação de hiperatividade orgânica.
59 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
60 Cabeça:
61 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
62 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
63 Mediastino: Região anatômica do tórax onde se localizam diversas estruturas, dentre elas o coração.
64 Cianose: Coloração azulada da pele e mucosas. Pode significar uma falta de oxigenação nos tecidos.
65 Pele e Tecido Subcutâneo: Revestimento externo do corpo composto por PELE, seus acessórios (CABELO, UNHAS, GLÂNDULAS SEBÁCEAS e GLÂNDULAS SUDORÍPARAS) e seus ductos.
66 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
67 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
68 Tecido conectivo: Tecido que sustenta e conecta outros tecidos. Consiste de CÉLULAS DO TECIDO CONJUNTIVO inseridas em uma grande quantidade de MATRIZ EXTRACELULAR.
69 Incontinência: Perda do controle da bexiga ou do intestino, perda acidental de urina ou fezes.
70 Pirexia: Sinônimo de febre. É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
71 Infestação: Infecção produzida por parasitas. Exemplos de infestações são sarna (escabiose), pediculose (piolhos), infecção por parasitas intestinais, etc.
72 Rinite: Inflamação da mucosa nasal, produzida por uma infecção viral ou reação alérgica. Manifesta-se por secreção aquosa e obstrução das fossas nasais.
73 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
74 Apatia: 1. Em filosofia, para os céticos e os estoicos, é um estado de insensibilidade emocional ou esmaecimento de todos os sentimentos, alcançado mediante o alargamento da compreensão filosófica. 2. Estado de alma não suscetível de comoção ou interesse; insensibilidade, indiferença. 3. Em psicopatologia, é o estado caracterizado por indiferença, ausência de sentimentos, falta de atividade e de interesse. 4. Por extensão de sentido, é a falta de energia (física e moral), falta de ânimo; abatimento, indolência, moleza.
75 Ataxia: Reflete uma condição de falta de coordenação dos movimentos musculares voluntários podendo afetar a força muscular e o equilíbrio de uma pessoa. É normalmente associada a uma degeneração ou bloqueio de áreas específicas do cérebro e cerebelo. É um sintoma, não uma doença específica ou um diagnóstico.
76 Distonia: Contração muscular involuntária causando distúrbios funcionais, dolorosos e estéticos.
77 Hiperreflexia: Definida como reflexos muito ativos ou responsivos em excesso. Suas causas mais comuns são lesão na medula espinal e casos de hipocalcemia.
78 Hipertonia: 1. Em biologia, é a característica de uma solução que apresenta maior concentração de solutos do que outra. 2. Em medicina, é a tensão excessiva em músculos, artérias ou outros tecidos orgânicos.
79 Arritmia: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
80 Eletrocardiograma: Registro da atividade elétrica produzida pelo coração através da captação e amplificação dos pequenos potenciais gerados por este durante o ciclo cardíaco.
81 Broncoespasmo: Contração do músculo liso bronquial, capaz de produzir estreitamento das vias aéreas, manifestado por sibilos no tórax e falta de ar. É uma contração vista com freqüência na asma.
82 Disfonia: Alteração da produção normal de voz.
83 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
84 Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
85 Costas:
86 Hipotonia: 1. Em biologia, é a condição da solução que apresenta menor concentração de solutos do que outra. 2. Em fisiologia, é a redução ou perda do tono muscular ou a redução da tensão em qualquer parte do corpo (por exemplo, no globo ocular, nas artérias, etc.)
87 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
88 Hipotermia: Diminuição da temperatura corporal abaixo de 35ºC.Pode ser produzida por choque, infecção grave ou em estados de congelamento.
89 Reação anafilática: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
90 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo “comer.“
91 Convulsão: Episódio agudo caracterizado pela presença de contrações musculares espasmódicas permanentes e/ou repetitivas (tônicas, clônicas ou tônico-clônicas). Em geral está associada à perda de consciência e relaxamento dos esfíncteres. Pode ser devida a medicamentos ou doenças.
92 Involuntária: 1.    Que se realiza sem intervenção da vontade ou que foge ao controle desta, automática, inconsciente, espontânea. 2.    Que se encontra em uma dada situação sem o desejar, forçada, obrigada.
93 Edema pulmonar: Acúmulo anormal de líquidos nos pulmões. Pode levar a dificuldades nas trocas gasosas e dificuldade respiratória.
94 Eritema: Vermelhidão da pele, difusa ou salpicada, que desaparece à pressão.
95 Espasmo: 1. Contração involuntária, não ritmada, de um ou vários músculos, podendo ocorrer isolada ou continuamente, sendo dolorosa ou não. 2. Qualquer contração muscular anormal. 3. Sentido figurado: arrebatamento, exaltação, espanto.
96 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
97 Hipovolemia: Diminuição do volume de sangue secundário a hemorragias, desidratação ou seqüestro de sangue para um terceiro espaço (p. ex. peritônio).

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