PANTOZOL

NYCOMED PHARMA

Atualizado em 09/12/2014

           

Apresentações de Pantozol

Embalagens com 7, 14 e 28 comprimidos gastro-resistentes.

Uso Adulto

Composição de Pantozol

Cada comprimido contém:
Pantoprazol*  40 mg
Excipiente q.s.p.   1 comprimido
* adicionado na forma de Pantoprazol Sódico Sesquihidratado (45,1 mg)

- Informação ao Paciente

Conserve Pantozol na embalagem original e ao abrigo do calor. Prazo de validade: 36 meses a partir da data da fabricação (vide cartucho). Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Ação esperada do medicamento: Redução da acidez estomacal. Na maioria dos pacientes o alívio dos sintomas1 é rápido. Informe seu médico a ocorrência de gravidez2 ou lactação3 na vigência do tratamento. O uso de Pantozol em mulheres nestas condições deve ser feito exclusivamente sob recomendação médica. Idosos: Pantozol pode ser utilizado por pessoas com mais de 65 anos, porém, a dose habitual de 1 comprimido ao dia não deve ser ultrapassada. Cuidados de administração: Os comprimidos não devem ser mastigados nem quebrados, mas ingeridos íntegros com auxílio de um líquido. Pantozol deve ser administrado antes ou durante o café da manhã. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. Informe seu médico caso apareçam reações desagradáveis como: dor de cabeça4, diarréia5, náuseas6, desconforto abdominal, gases, erupções na pele7, coceira, tonturas8, inchaço9, febre10, depressão ou distúrbios visuais.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Informe seu médico caso esteja fazendo uso de outros medicamentos. Pantozol não deve ser usado por indivíduos que apresentam hipersensibilidade conhecida ao componente da fórmula. Antes de se iniciar o tratamento é necessário que se exclua a possibilidade de úlcera gástrica11 maligna e doenças malignas do esôfago12, já que o tratamento com Pantozol pode aliviar os sintomas1 e causar um atraso no seu diagnóstico13. O diagnóstico13 de esofagite de refluxo14 deve ser confirmado por endoscopia15.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE16.

Informação Técnica de Pantozol

Pantozol (Pantoprazol) é um inibidor da bomba de prótons, isto é, promove inibição específica e dose-dependente da enzima17 ATPase gástrica, que é responsável pela secreção ácida das células18 parietais do estômago19. Sua substância ativa é um benzimidazol substituído que, após absorção, se acumula no compartimento ácido das células18 parietais. É então convertido à sua forma ativa, uma sulfenamida cíclica, que se liga à ATPase K+/H+, inibindo, assim, a bomba protônica e causando uma potente e prolongada supressão da secreção ácida basal e estimulada. Como o pantoprazol não age a nível dos receptores (de histamina20, de acetilcolina21 ou de gastrina22), é capaz de inibir a secreção ácida gástrica independentemente da natureza do estímulo. A especial seletividade do pantoprazol consiste no fato de que somente exerce plenamente sua ação em meio ácido (pH < 3), mantendo-se praticamente inativo em valores de pH mais elevados. Conseqüentemente, seu completo efeito farmacológico e terapêutico somente pode ser alcançado nas células18 parietais ácido-secretoras. Por meio de um mecanismo de "feedback" este efeito diminui à medida que a secreção ácida é inibida. Depois da dissolução do comprimido gastro-resistente no intestino, o pantoprazol é absorvido rápida e completamente. A biodisponibilidade absoluta de 77% permanece inalterada depois da administração repetida. O pantoprazol apresenta uma farmacocinética linear. É amplamente distribuído no corpo e é extensivamente metabolizado no fígado23; subseqüentemente, os produtos metabólicos são excretados predominantemente pela urina24. O pantoprazol não afeta o sistema do citocromo P450 do fígado23 humano. A excreção através da urina24 e fezes é completa.

Indicações de Pantozol

Úlcera duodenal25. Úlcera gástrica11. Esofagite de refluxo14 moderada e severa.

- Contra-Indicações:

Pantozol não deve ser usado em casos de hipersensibilidade conhecida ao componente da fórmula ou em casos de insuficiência hepática26.

Precauções de Pantozol

Antes de se iniciar o tratamento é necessário que se exclua a possibilidade de úlcera gástrica11 maligna e doenças malignas do esôfago12, já que o tratamento com Pantozol pode aliviar os sintomas1 e causar um atraso no seu diagnóstico13. O diagnóstico13 de esofagite de refluxo14 deve ser confirmado por endoscopia15. O uso durante a gravidez2 ou lactação3 deve ser restrito, já que até o presente não se tem estudos em seres humanos nestas condições. Em experimentos com animais de laboratório não foram observados efeitos teratogênicos27. Observou-se excreção de pequena quantidade de pantoprazol no leite materno de animais tratados. Até o presente, não se tem experiência com o tratamento de crianças. Pantozol não está indicado em distúrbios gastrointestinais leves como dispepsia28 nervosa.

Interações Medicamentosas de Pantozol

Pantozol pode alterar a absorção de medicamentos, como por exemplo o cetoconazol, cuja absorção é pH-dependente (inclusive a dos ingeridos anteriormente ao Pantozol). Pantozol é metabolizado no fígado23 através do sistema enzimático do citocromo P450; não deve ser excluída uma eventual interação medicamentosa com outras substâncias metabolizadas através do mesmo sistema, apesar de que não se observou interações clinicamente significativas na administração simultânea com alguns medicamentos desta natureza como diazepam, varfarina, teofilina, fenitoína, digoxina e anticoncepcionais orais. Não se detectou interação medicamentosa na administração concomitante de Pantozol e antiácidos29.

Reações Adversas de Pantozol

O tratamento com Pantozol pode ocasionalmente levar ao aparecimento de dores de cabeça4 ou diarréia5. Náuseas6, queixas abdominais, flatulência, erupções cutâneas30, prurido31 e vertigem32 foram raramente observados. Em casos isolados, houve relato de formação de edema33, febre10, depressão e distúrbios visuais (turvação visual).

Posologia de Pantozol

Salvo critério médico diferente, recomenda-se 1 comprimido de Pantozol ao dia nos casos de úlcera gástrica11, úlcera duodenal25 ou esofagite de refluxo14. Não é necessária nenhuma adaptação posológica em indivíduos idosos. Em casos isolados, a dose diária pode ser aumentada para 2 comprimidos, particularmente nos casos de pacientes refratários34 a outros medicamentos. Em pacientes idosos ou com insuficiência renal35, a dose diária de 40 mg (1 comprimido) não deve ser ultrapassada. Os comprimidos não devem ser mastigados ou quebrados, mas ingeridos íntegros com auxílio de um líquido, antes ou durante o café da manhã.
Duração do tratamento: Na maioria dos pacientes, o alívio dos sintomas1 é rápido. A cicatrização da úlcera duodenal25 ocorre, na maioria dos casos, dentro de 2 semanas. Na úlcera gástrica11 e na esofagite de refluxo14, um tratamento de 4 semanas é, em geral, suficiente. A duração do tratamento pode ser prolongada para 4 semanas (úlcera duodenal25) e 8 semanas (úlcera gástrica11 e esofagite de refluxo14). Não se recomenda tratamentos por períodos superiores a 8 semanas, uma vez que a experiência clínica em estudos a longo prazo é limitada.

Conduta na Superdosagem de Pantozol

Não se conhecem sintomas1 de superdosagem no homem. Doses de 240 mg via endovenosa foram bem toleradas. Na eventualidade da ingestão acidental de doses  muito acima das preconizadas, recomenda-se adotar as medidas habituais de controle das funções vitais.

ATENÇÃO: ESTE PRODUTO É UM NOVO MEDICAMENTO E EMBORA AS PESQUISAS REALIZADAS TENHAM INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA QUANDO CORRETAMENTE INDICADO, PODEM OCORRER REAÇÕES ADVERSAS IMPREVISÍVEIS AINDA NÃO DESCRITAS OU CONHECIDAS. EM CASO DE SUSPEITA DE REAÇÃO ADVERSA O MÉDICO RESPONSÁVEL DEVE SER NOTIFICADO.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

PANTOZOL - Laboratório

NYCOMED PHARMA
Rua do Estilo Barroco, 721
Santo Amaro/SP - CEP: 04709-011
Tel: 11 5188 4400
Site: http://www.nycomed.com.br/

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Complementos

1 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
2 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
3 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
4 Cabeça:
5 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
6 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
7 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
8 Tonturas: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
9 Inchaço: Inchação, edema.
10 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
11 Úlcera gástrica: Lesão na mucosa do estômago. Pode ser provocada por excesso de ácido clorídrico produzido pelo próprio estômago ou por medicamentos como antiinflamatórios ou aspirina. É uma doença infecciosa, causada pela bactéria Helicobacter pylori em quase 100 % dos casos.
12 Esôfago: Segmento muscular membranoso (entre a FARINGE e o ESTÔMAGO), no TRATO GASTRINTESTINAL SUPERIOR.
13 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
14 Esofagite de refluxo: É uma inflamação na mucosa do esôfago (camada que reveste o esôfago) causada pelo refluxo (retorno) do conteúdo gástrico ao esôfago. Se não tratada pode causar danos, desde o estreitamento (estenose) do esôfago - o que irá causar dificuldades na deglutição dos alimentos - até o câncer. Portadores de hérnia do hiato (projeção do estômago para o tórax), obesos, sedentários, fumantes, etilistas, pessoas tensas ou ansiosas têm maior predisposição à esofagite de refluxo.
15 Endoscopia: Método no qual se visualiza o interior de órgãos e cavidades corporais por meio de um instrumento óptico iluminado.
16 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
17 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
18 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
19 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
20 Histamina: Em fisiologia, é uma amina formada a partir do aminoácido histidina e liberada pelas células do sistema imunológico durante reações alérgicas, causando dilatação e maior permeabilidade de pequenos vasos sanguíneos. Ela é a substância responsável pelos sintomas de edema e irritação presentes em alergias.
21 Acetilcolina: A acetilcolina é um neurotransmissor do sistema colinérgico amplamente distribuído no sistema nervoso autônomo.
22 Gastrina: Hormônio que estimula a secreção de ácido gástrico no estômago. Secretada pelas células G no estômago e no duodeno. É também fundamental para o crescimento da mucosa gástrica e intestinal.
23 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
24 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
25 Úlcera duodenal: Lesão na mucosa do duodeno – parte inicial do intestino delgado.
26 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
27 Teratogênicos: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
28 Dispepsia: Dor ou mal-estar localizado no abdome superior. O mal-estar pode caracterizar-se por saciedade precoce, sensação de plenitude, distensão ou náuseas. A dispepsia pode ser intermitente ou contínua, podendo estar relacionada com os alimentos.
29 Antiácidos: É uma substância que neutraliza o excesso de ácido, contrariando o seu efeito. É uma base que aumenta os valores de pH de uma solução ácida.
30 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
31 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
32 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
33 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
34 Refratários: 1. Que resiste à ação física ou química. 2. Que resiste às leis ou a princípios de autoridade. 3. No sentido figurado, que não se ressente de ataques ou ações exteriores; insensível, indiferente, resistente. 4. Imune a certas doenças.
35 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.

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