Preço de BICONCOR em Fairfield/SP: R$ 81,19

BICONCOR

MERCK

Atualizado em 03/06/2015

BICONCOR
Hemifumarato de bisoprolol
Hidroclorotiazida

Apresentações de Biconcor

Biconcor® 2,5/6,25 mg; Biconcor® 5/6,25 mg; Biconcor® 10/6,25 mgEmbalagens contendo 30 comprimidos revestidos.
USO ORAL
USO ADULTO

Composição de Biconcor

Cada comprimido revestido contém:
Biconcor® 2,5/6,25 mg
hemifumarato de bisoprolol .................... 2,5 mg
hidroclorotiazida .................... 6,25 mg
Excipientes: amido, crospovidona, fosfato de cálcio dibásico anidro, celulose microcristalina, estearato de magnésio, hipromelose, polissorbato 80, macrogol, dióxido de titânio e óxido de ferro amarelo.
Biconcor® 5/6,25 mg
hemifumarato de bisoprolol .................... 5 mg
hidroclorotiazida .................... 6,25 mg
Excipientes: amido, fosfato de cálcio dibásico anidro, celulose microcristalina, estearato de magnésio, dióxido de silício, hipromelose, polissorbato 80, macrogol, dióxido de titânio, óxido de ferro amarelo e óxido férrico.
Biconcor® 10/6,25 mg
hemifumarato de bisoprolol .................... 10 mg
hidroclorotiazida .................... 6,25 mg
Excipientes: amido, fosfato de cálcio dibásico anidro, celulose microcristalina, estearato de magnésio, dióxido de silício, hipromelose, polissorbato 80, macrogol e dióxido de titânio.

Informações Técnicas Aos Profissionais de Saúde1 de Biconcor

1. Indicações de Biconcor

Hipertensão arterial2.

2. Resultados de Eficácia de Biconcor

Os efeitos de bisoprolol e hidroclorotiazida foram aditivos no que diz respeito às reduções das pressões diastólica e sistólica.
A dose de hidroclorotiazida de 6,25 mg/dia produziu significativamente menos hipopotassemia3 e menores aumentos do ácido úrico que a dose de 25 mg/dia. A combinação de baixa dose de bisoprolol e hidroclorotiazida reduziu a pressão arterial diastólica4 a níveis inferiores a 90 mmHg em 61% dos pacientes e demonstrou um perfil de segurança comparável ao placebo5.
Não foram observadas alterações significativas nos níveis de glicose6, cálcio, colesterol7 ou triglicerídeos com bisoprolol, hidroclorotiazida ou a combinação dos dois fármacos.
Referência Bibliográfica:A multifactorial trial design to assess combination therapy in hypertension. Treatment with bisoprolol and hydrochlorothiazide. Frishman WH, Bryzinski BS, Coulson LR, DeQuattro VL, Vlachakis ND, Mroczek WJ, Dukart G, Goldberg JD, Alemayehu D, Koury K. Arch Intern Med. 1994 Jul 11;154(13):1461-8.

3. Características Farmacológicas de Biconcor

Biconcor® consiste na associação do bisoprolol, um betabloqueador beta-1 seletivo, com a hidroclorotiazida, um diurético8 tiazídico. Estudos clínicos demonstraram os efeitos antihipertensivos aditivos destes dois fármacos, bem como a eficácia da menor dose (2,5 mg/6,25 mg) no tratamento da hipertensão9 de leve a moderada. Os efeitos farmacodinâmicos, incluindo hipopotassemia3 (hidroclorotiazida), bradicardia10, astenia11 e cefaleia12 (bisoprolol) são dose-dependentes. A combinação dos dois fármacos objetiva reduzir estes efeitos.Farmacodinâmica do bisoprolol
O bisoprolol é um bloqueador adrenérgico13 beta-1 altamente seletivo sem atividade simpaticomimética intrínseca e sem atividade estabilizadora de membrana significativa.
Assim como outros bloqueadores adrenérgicos14 beta-1, o mecanismo da ação anti-hipertensiva do bisoprolol ainda não foi completamente estabelecido. Entretanto, foi demonstrado que o bisoprolol produz redução marcante da renina plasmática e redução do ritmo cardíaco.
Farmacodinâmica da hidroclorotiazida
A hidroclorotiazida é um diurético8 tiazídico com atividade anti-hipertensiva. Seu efeito diurético8 deve-se à inibição do transporte ativo de Na+ dos túbulos renais para o sangue15, afetando a reabsorção de Na+.
Farmacocinética do bisoprolol
Absorção: Tmax varia de 1-4 horas. A biodisponibilidade é elevada (88%), com efeito de primeira passagem hepático muito baixo. A absorção não é afetada pela presença de alimentos. A cinética16 é linear para doses de 5-40 mg.
Distribuição: a ligação às proteínas17 plasmáticas é de 30% e o volume de distribuição é elevado (aproximadamente 3 L/kg).
Biotransformação: 40% da dose do bisoprolol é metabolizada no fígado18. Os metabólitos19 são inativos.
Eliminação: a meia-vida de eliminação plasmática é de 11 horas. As depurações renal20 e hepática21 (clearance) são aproximadamente comparáveis e metade da dose (inalterada), assim como seus metabólitos19, é excretada na urina22. O clearance total é de aproximadamente 15 L/h.
Farmacocinética da hidroclorotiazida
Absorção: a biodisponibilidade da hidroclorotiazida mostra variabilidade interindividual, variando de 60-80%. Tmax varia de 1,5-5 horas (média de aproximadamente 4 horas).
Distribuição: a ligação às proteínas17 plasmáticas é de 40%.
Eliminação: a hidroclorotiazida não é metabolizada, sendo quase completamente eliminada na forma inalterada por filtração glomerular e secreção tubular ativa. A meia-vida terminal da hidroclorotiazida é de aproximadamente 8 horas. O clearance renal20 da hidroclorotiazida é reduzido e a meia-vida de eliminação prolongada em pacientes com insuficiência renal23 e/ou cardíaca. O mesmo se aplica aos pacientes idosos, os quais também demonstram um aumento na Cmax. A hidroclorotiazida atravessa a barreira hematoencefálica e é excretada no leite humano.
Dados de segurança pré-clínica
O bisoprolol e a hidroclorotiazida não demonstraram ser prejudiciais em humanos de acordo com os testes padrão de toxicidade24 pré-clínica (testes de toxicidade24 a longo prazo, de mutagenicidade, de genotoxicidade e de carcinogenicidade). Tal como outros betabloqueadores, o bisoprolol em doses elevadas demonstrou, em modelos animais, causar efeitos tóxicos na mãe (diminuição da ingestão de alimentos e aumento de peso corporal) e no embrião/feto25 (aumento da reabsorção tardia, diminuição do peso ao nascimento, atraso no desenvolvimento físico até ao fim do aleitamento). No entanto, tanto o bisoprolol como a hidroclorotiazida não foram teratogênicos26. Não houve aumento na toxicidade24 quando ambos os fármacos foram dados em associação.

4. Contraindicações de Biconcor

Biconcor® é contraindicado em pacientes com:
? hipersensibilidade ao bisoprolol, à hidroclorotiazida, outras tiazidas, sulfonamidas ou a qualquer dos excipientes;
? insuficiência cardíaca27 aguda ou durante episódios de descompensação da insuficiência cardíaca27 que requeiram terapêutica28 inotrópica intravenosa;
? choque29 cardiogênico;
? bloqueio atrioventricular de segundo ou terceiro grau (sem marca-passo30);
? síndrome31 do nó sinusal32;
? bloqueio sinoatrial;
? bradicardia10 sintomática33;
? asma34 brônquica grave ou doença pulmonar obstrutiva crônica grave;
? formas graves da Síndrome31 de Raynaud ou formas graves de doença arterial oclusiva periférica;
? feocromocitoma35 não tratado;
? insuficiência renal23 grave (clearance da creatinina36 < 30 mL/min);
? insuficiência hepática37 grave;
? acidose metabólica38;
? hipopotassemia3 refratária.
Este medicamento é contraindicado em crianças de qualquer faixa etária.

5. Advertências e Precauções de Biconcor

O tratamento com bisoprolol não deve ser interrompido abruptamente a menos que claramente indicado, pois a interrupção abrupta do bisoprolol pode ocasionar deterioração aguda da condição do paciente, em particular naqueles com doença cardíaca isquêmica.Biconcor® deve ser utilizado com cautela em casos de:
? insuficiência cardíaca27 concomitante;
? diabetes mellitus39 com grandes flutuações nos níveis da glicemia40, uma vez que sintomas41 de hipoglicemia42 (como taquicardia43, palpitações44 ou sudorese45) podem ser mascarados;
? jejum rigoroso;
? bloqueio AV de primeiro grau;
? angina46 de Prinzmetal;
? doença arterial obstrutiva periférica (pode ocorrer agravamento dos sintomas41, em especial no início do tratamento);
? hipovolemia47;
? função renal20 comprometida.
Como outros betabloqueadores, o bisoprolol pode aumentar tanto a sensibilização relacionada a alérgenos48 quanto a severidade das reações anafiláticas49. Isto também se aplica à terapia de dessensibilização50. Tratamento com epinefrina nem sempre pode produzir o efeito terapêutico esperado.
Pacientes com psoríase51 ou com histórico de psoríase51 deverão somente deve fazer uso de betabloquadores (como o bisoprolol) após cuidadoso balanço risco versus benefício.
Os sintomas41 de tireotoxicose podem ser mascarados pelo tratamento com bisoprolol.
Em pacientes com feocromocitoma35, o bisoprolol somente deve ser administrado após bloqueio dos alfa-receptores.
Em pacientes submetidos à anestesia52 geral, o betabloqueio reduz a incidência53 de arritmias54 e isquemia55 do miocárdio56 durante indução e intubação, e o período pós-operatório. Normalmente recomenda-se que se mantenha o betabloqueio no período perioperatório. O anestesista deve estar ciente do betabloqueio devido à possibilidade de interações com outros medicamentos, resultando em bradiarritimias, atenuação da taquicardia43 reflexa e diminuição da capacidade reflexa para compensar a perda de sangue15. Caso seja considerado necessário interromper o tratamento com o betabloqueador antes da cirurgia, isso deve ser feito gradualmente e completado cerca de 48 horas antes da anestesia52.
Na asma34 brônquica ou em outras doenças pulmonares obstrutivas crônicas, que podem se mostrar sintomáticas, indica-se terapia broncodilatadora concomitante. Pode ocorrer aumento ocasional na resistência das vias aéreas em pacientes asmáticos, requerendo assim uma dose maior de estimulantes beta-2.
Reações de fotossensibilidade podem ocorrer com diuréticos57 tiazídicos. Caso ocorram reações de fotossensibilidade, recomenda-se a proteção das áreas expostas ao sol ou à luz UVA artificial. Em casos graves, pode ser necessário suspender o tratamento.
A administração contínua de hidroclorotiazida pode provocar distúrbios hidroeletrolíticos, em particular hipopotassemia3 e hiponatremia58, como também hipomagnesemia, hipocloremia e hipocalcemia59. A hipopotassemia3 facilita o desenvolvimento de arritmias54 graves, particularmente torsade de pointes, que pode ser fatal.
Durante terapia de longa duração com Biconcor®, recomenda-se monitorar eletrólitos60 séricos (especialmente potássio, sódio, cálcio), creatinina36 e ureia61, lipídeos séricos (colesterol7 e triglicerídeos) e ácido úrico, assim como a glicemia40.
Em pacientes com hiperuricemia, o risco de ataques de gota62 pode estar aumentado.
Pode haver piora do quadro de alcalose63 metabólica em função de distúrbio da homeostase hidroeletrolítica.
Em pacientes com colelitíase64, colecistite65 aguda foi relatada.
Gravidez66 e lactação67
Gravidez66

Categoria de risco C. O bisoprolol apresenta ações farmacológicas que podem causar efeitos nocivos sobre a gravidez66 e/ou no feto25/recém-nascido. Em geral, os betabloqueadores reduzem a perfusão placentária, o que tem sido associado com retardo de crescimento, morte intrauterina, aborto ou parto prematuro. Os efeitos adversos (por exemplo, hipoglicemia42 e bradicardia10) podem ocorrer no feto25 e no recém-nascido. Se o tratamento com betabloqueadores é necessário, deve-se dar preferência aos bloqueadores adrenérgicos14 beta1 seletivos. Diuréticos57 podem dar origem à isquemia55 fetoplacentária com o risco de hipotrofia68 fetal. A hidroclorotiazida é suspeita de causar trombocitopenia69 em neonatos70. O uso de Biconcor® não é recomendado durante a gravidez66.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Lactação67

O uso de Biconcor® não é recomendado durante a lactação67, uma vez que a hidroclorotiazida é excretada no leite materno em quantidades mínimas e o bisoprolol também pode ser. A hidroclorotiazida pode inibir a produção de leite.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas
Em geral, Biconcor® possui pouca ou nenhuma influência na habilidade de dirigir e operar máquinas. Entretanto, dependendo da resposta individual do paciente ao tratamento, a habilidade de dirigir veículos ou de operar máquinas pode estar prejudicada. Isso deve ser considerado particularmente no início do tratamento, no caso de troca da medicação ou quando há interação com álcool.
Este medicamento pode causar doping.

6. Interações Medicamentosas de Biconcor

Alimentos e álcool
A ingestão com alimentos não prejudica a absorção do bisoprolol. O medicamento não deve ser tomado com bebidas alcoólicas.
Associações não recomendadas
Lítio: Biconcor® pode intensificar os efeitos cardiotóxico e neurotóxico do lítio através da redução da excreção do mesmo.
Antagonistas de cálcio do tipo verapamil e, num menor grau, do tipo diltiazem: influência negativa na contratilidade e na condução atrioventricular. A administração intravenosa de verapamil em pacientes sob tratamento com betabloqueadores pode levar à hipotensão71 profunda e bloqueio atrioventricular.
Agentes anti-hipertensivos com ação central (como clonidina, metildopa, moxonodina, rilmenidina): o uso concomitante pode levar a uma redução da frequência cardíaca e do débito cardíaco72, assim como à vasodilatação. A retirada abrupta, especialmente se anterior à descontinuação do betabloqueador, pode aumentar o risco de " hipertensão9 de rebote" .
Associações a serem empregadas com cautela
Antagonistas de cálcio do tipo di-hidropiridinas (como nifedipino, anlodipino): o uso concomitante pode aumentar o risco de hipotensão71. Não se pode excluir um aumento do risco de deterioração da função de bombeamento ventricular em pacientes com insuficiência cardíaca27.
Agentes anti-hipertensivos: o uso concomitante com medicamentos anti-hipertensivos, bem como com outros fármacos com potencial para redução da pressão arterial73 (como antidepressivos tricíclicos, barbitúricos, fenotiazinas), pode aumentar o risco de hipotensão71.
Inibidores da enzima74 de conversão da angiotensina - ECA- (como captopril, enalapril), antagonistas de angiotensina II: risco de queda acentuada da pressão arterial73 e/ou insuficiência renal23 aguda durante o início de tratamento com inibidores da ECA em pacientes com depleção75 de sódio preexistente (particularmente em pacientes com estenose76 da artéria renal77). Caso a terapia diurética anterior tenha produzido depleção75 de sódio, deve-se interromper o diurético8 três dias antes de se iniciar o tratamento com inibidores da ECA ou iniciar o tratamento com inibidores da ECA em baixas doses.
Antiarrítmicos classe I (como quinidina, disopiramida, lidocaína, fenitoína, flecainida, propafenona): o efeito sobre o tempo de condução atrioventricular pode ser potencializado e o efeito inotrópico negativo aumentado.
Agentes antiarrítmicos classe III (como amiodarona): o efeito sobre o tempo de condução atrioventricular pode ser potencializado.
Agentes antiarrítmicos que podem induzir torsade de pointes (Classe IA, como quinidina, hidroquinidina, disopiramida, e Classe III, como. amiodarona, sotalol, dofetilida, ibutilida): a hipopotassemia3 pode facilitar a ocorrência de torsades de pointes.
Agentes não antiarrítmicos que podem induzir torsade de pointes (como astemizol, eritromicina iv, halofantrina, pentamidina, esparfloxacino, terfenadina, vincamina): a hipopotassemia3 pode facilitar a ocorrência de torsade de pointes.
Agentes parassimpatomiméticos: o uso concomitante pode aumentar o efeito sobre o tempo de condução atrioventricular e o risco de bradicardia10.
Betabloqueadores tópicos (como colírios para tratamento de glaucoma78): podem aumentar os efeitos sistêmicos79 do bisoprolol.
Insulina80 e antidiabéticos orais81: aumento do efeito hipoglicemiante82. O bloqueio dos betaadrenoreceptores pode mascarar os sintomas41 de hipoglicemia42.
Anestésicos: atenuação da taquicardia43 reflexa e aumento do risco de hipotensão71
Glicosídeos cardíacos (digitálicos): aumento no tempo de condução atrioventricular, redução da frequência cardíaca. Se ocorrer hipopotassemia3 e/ou hipomagnesemia durante o tratamento com Biconcor®, o miocárdio56 pode demonstrar sensibilidade aumentada aos glicosídeos cardíacos, levando a um efeito aumentado e a eventos adversos dos glicosídeos.
Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs): podem reduzir o efeito hipotensor. Em pacientes que desenvolvem hipovolemia47, a administração concomitante de AINEs pode desencadear insuficiência renal23 aguda.
Agentes beta-simpatomiméticos como isoprenalina, dobutamina): a associação com o bisoprolol pode reduzir o efeito de ambos os fármacos.
Agentes simpaticomiméticos que ativam adrenorreceptores alfa e beta (como norepinefrina, epinefrina): a associação de bisoprolol pode desmascarar os efeitos vasoconstritores mediados pelos alfa-adrenorreceptores destes medicamentos, ocasionando aumento da pressão arterial73 e exacerbação da claudicação intermitente83. Tais interações são consideradas mais prováveis com betabloqueadores não seletivos.
Medicamentos espoliadores de potássio (ex.: corticosteroides, ACTH-hormônio84 adrenocorticotrópico, carbenoxolona, anfotericina B, furosemida, laxantes85): o uso concomitante pode resultar no aumento da perda de potássio.
Metildopa: hemólise86 devido à formação de anticorpos87 para hidroclorotiazida foi descrita em casos isolados.
Agentes redutores de ácido úrico: seus efeitos podem ser atenuados com administração concomitante de Biconcor®.
Colestiramina, colestipol: reduzem a absorção da hidroclorotiazida.
Associações a serem consideradas
Mefloquina: aumento do risco de bradicardia10.
Inibidores de monoamina oxidase (exceto inibidores MAO88-B): podem potencializar o efeito hipotensivo dos betabloqueadores mas também o risco de crise hipertensiva.
Corticosteroides: efeito anti-hipertensivo reduzido (retenção de água e sódio induzida por corticosteroides.
Rifampicina: redução leve da meia-vida do bisoprolol possivelmente devida à indução de enzimas hepáticas89 que metabolizam o medicamento. Normalmente não há necessidade de ajuste da dose.
Derivados da ergotamina: exacerbação dos distúrbios circulatórios periféricos.
Salicilatos: na administração de altas doses de salicilatos, o efeito tóxico dos salicilatos no sistema nervoso central90 pode ser intensificado.

7. Cuidados de Armazenamento de Biconcor

Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Proteger da umidade. Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação impressa na embalagem.Características do medicamento:
Biconcor® 2,5/6,25 mg: comprimidos revestidos, de cor amarela, redondos, com a inscrição 2,5 em uma das faces e o desenho de um coração91 na outra.
Biconcor® 5/6,25 mg: comprimidos revestidos, de cor rosa, redondos, com a inscrição 5 em uma das faces e o desenho de um coração91 na outra.
Biconcor® 10/6,25 mg: comprimidos revestidos, de cor branca, redondos, com a inscrição 10 em uma das faces e o desenho de um coração91 na outra.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

8. Posologia e Modo de Usar de Biconcor

Os comprimidos devem ser engolidos inteiros, com algum líquido, pela manhã, com ou sem alimento.
Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.
A dose inicial usual é de um comprimido de Biconcor® 2,5/6,25 mg uma vez ao dia. Se o efeito anti-hipertensivo for insuficiente, pode-se aumentar a dose para um comprimido de Biconcor® 5/6,25 mg uma vez ao dia. Caso a resposta ainda seja insuficiente, a dose pode ser aumentada para um comprimido de Biconcor® 10/6,25 mg uma vez ao dia.
Duração do tratamento
O tratamento com Biconcor® é geralmente de longa duração. Recomenda-se a descontinuação gradativa do tratamento com bisoprolol, pois a interrupção abrupta do bisoprolol pode ocasionar deterioração aguda da condição do paciente, em particular naqueles com doença cardíaca isquêmica.
Doses perdidas
Caso uma tomada seja esquecida, esta deve ser realizada tão logo possível no mesmo dia.
Caso contrário, tomar a próxima dose no dia seguinte, no horário habitual.
Uso em presença de insuficiência renal23 ou hepática21
Não é necessário ajuste de dose em pacientes com insuficiência hepática37 leve a moderada ou insuficiência renal23 leve a moderada (clearance de creatinina36 > 30ml/min).
Uso em idosos
Normalmente não é necessário ajuste de dose em idosos.
Uso pediátrico
A experiência com Biconcor® em uso pediátrico é limitada; desta forma, o emprego em crianças não pode ser recomendado.

9. Reações Adversas de Biconcor

Podem ocorrer as reações indesejáveis descritas a seguir. As frequências são definidas em muito comuns (> 1/10); comuns (1/100 e < 1/10); incomuns (> 1/1.000 e < 1/100); raras (> 1/10.000 e < 1/1.000); muito raras (< 1/10.000).Distúrbios do sangue15 e sistema linfático92
Raros: leucopenia93, trombocitopenia69.
Muito raros: agranulocitose94.
Distúrbios do metabolismo95 e nutrição96
Incomuns: perda de apetite, hiperglicemia97, hiperuricemia, distúrbios hidroeletrolíticos (particularmente hipopotassemia3 e hiponatremia58, como também hipomagnesemia, hipocloremia e hipercalcemia).
Muito raros: alcalose63 metabólica.
Distúrbios psiquiátricos
Incomuns: depressão, distúrbios do sono.
Raros: pesadelos, alucinações98.
Distúrbios do sistema nervoso99
Comuns: tontura100*, cefaleia12*.
Distúrbios oculares
Raros: fluxo lacrimal reduzido (a ser considerado caso o paciente use lentes de contato), distúrbios visuais.
Muito raros: conjuntivite101.
Distúrbios do ouvido e labirinto102
Raros: distúrbios da audição.
Distúrbios cardíacos
Incomuns: bradicardia10, distúrbios da condução AV, agravamento de insuficiência cardíaca27 pré-existente.
Distúrbios vasculares103
Comuns: sensação de frio ou dormência104 nas extremidades.
Incomuns: hipotensão71 ortostática.
Raros: síncope105.
Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino106
Incomuns: broncoespasmo107 em pacientes com asma34 brônquica ou histórico de doença obstrutiva das vias aéreas.
Raros: rinite108 alérgica.
Distúrbios gastrointestinais
Comuns: queixas gastrointestinais como náusea109, vômito110, diarreia111, constipação112.
Incomuns: dores abdominais.
Muito raros: pancreatite113.
Distúrbios hepatobiliares114
Raros: hepatite115, icterícia116.
Distúrbios da pele117 e do tecido subcutâneo118
Raros: reações de hipersensibilidade tais como prurido119, rubor, erupções cutâneas120, fotodermatite, púrpura121, urticária122.
Muito raros: alopecia123, lupus124 eritematoso125 cutâneo126. Betabloqueadores podem provocar ou piorar a psoríase51 ou induzir erupções semelhantes à psoríase51.
Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo127
Incomuns: fraqueza muscular, cãibras musculares.
Distúrbios da mama128 e sistema reprodutivo
Raros: distúrbios da potência.
Distúrbios gerais
Comuns: fadiga129*.
Incomuns: astenia11.
Muito raros: dor torácica.
Exames de diagnóstico130
Incomuns; aumento dos níveis de amilase, aumento reversível da creatina e ureia61 séricas, aumento dos níveis de triglicerídeos e colesterol7, glicosúria131.
Raros: aumento das enzimas hepáticas89 (TGO, TGP).
*Estes sintomas41 ocorrem, especialmente, no início do tratamento. São geralmente leves e desaparecem na maioria das vezes nas primeiras 1-2 semanas.
Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

10. Superdose de Biconcor

Sintomas41
Os sinais132 mais comuns esperados com uma superdose de betabloqueador são bradicardia10, hipotensão71, broncoespasmo107, insuficiência cardíaca27 aguda e hipoglicemia42. A experiência com superdose de bisoprolol é limitada, com apenas alguns casos tendo sido reportados.
Bradicardia10 e/ou hipotensão71 foram observadas. Todos os pacientes se recuperaram. Há uma ampla variação interindividual na sensibilidade a uma única dose alta de bisoprolol, e os pacientes com insuficiência cardíaca27 são provavelmente muito sensíveis.
O quadro clínico de superdose aguda ou crônica com hidroclorotiazida é caracterizado pela extensão da perda de fluidos e eletrólitos60. Os sinais132 mais comuns são: vertigens133, náusea109, sonolência, hipovolemia47, hipotensão71 e hipopotassemia3.
Conduta
Em geral, se ocorrer superdose, recomenda-se descontinuação do tratamento com Biconcor® e tratamento de suporte e sintomático134.
Dados limitados sugerem que o bisoprolol é dificilmente dialisável. O grau em que a hidroclorotiazida é removida por hemodiálise135 não foi estabelecido.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Dizeres Legais de Biconcor

M.S. 1.0089.0201Farmacêutico Responsável: Geraldo César Monteiro de Castro - CRF-RJ nº 14021
Importado e embalado por: MERCK S.A.
CNPJ 33.069.212/0001-84
Estrada dos Bandeirantes, 1099
Rio de Janeiro - RJ - CEP 22710-571
Indústria Brasileira
Fabricado por Altea Farmacéutica S.A - Bogotá - Colômbia
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 09/04/2013.

BICONCOR
Hemifumarato de bisoprolol
Hidroclorotiazida

Apresentações de Biconcor

Biconcor® 2,5/6,25 mg; Biconcor® 5/6,25 mg; Biconcor® 10/6,25 mg
Embalagens contendo 30 comprimidos revestidos.
USO ORAL
USO ADULTO

Composição de Biconcor

Cada comprimido revestido contém:Biconcor® 2,5/6,25 mg
hemifumarato de bisoprolol .................... 2,5 mg
hidroclorotiazida .................... 6,25 mg
Excipientes: amido, crospovidona, fosfato de cálcio dibásico anidro, celulose microcristalina, estearato de magnésio, hipromelose, polissorbato 80, macrogol, dióxido de titânio e óxido de ferro amarelo.
Biconcor® 5/6,25 mg
hemifumarato de bisoprolol .................... 5 mg
hidroclorotiazida .................... 6,25 mg
Excipientes: amido, fosfato de cálcio dibásico anidro, celulose microcristalina, estearato de magnésio, dióxido de silício, hipromelose, polissorbato 80, macrogol, dióxido de titânio, óxido de ferro amarelo e óxido férrico.
Biconcor® 10/6,25 mg
hemifumarato de bisoprolol .................... 10 mg
hidroclorotiazida .................... 6,25 mg
Excipientes: amido, fosfato de cálcio dibásico anidro, celulose microcristalina, estearato de magnésio, dióxido de silício, hipromelose, polissorbato 80, macrogol e dióxido de titânio.

Informações ao Paciente de Biconcor

1. Para Quê Este Medicamento é Indicado de Biconcor

Biconcor® é usado para baixar a pressão sanguínea de pessoas com hipertensão9 (pressão alta).

2. Como Este Medicamento Funciona de Biconcor

Biconcor® consiste na associação de bisoprolol e hidroclorotiazida. O bisoprolol pertence a um grupo de medicamentos chamados betabloqueadores, sendo usado para baixar a pressão sanguínea. A hidroclorotiazida é um diurético8 (substância que estimula a eliminação de urina22) que ajuda a baixar a pressão sanguínea, uma vez que aumenta a quantidade de sal e água que se perde na urina22.

3. Quando Não Devo Usar Este Medicamento de Biconcor

Você não deve tomar Biconcor® nas seguintes situações: ? hipersensibilidade (alergia136) ao bisoprolol, à hidroclorotiazida, a outras tiazidas, a sulfonamidas ou a qualquer outro componente da fórmula;
? asma34 brônquica grave ou doenças pulmonares obstrutivas crônicas graves;
? problemas graves da circulação137 sanguínea nos membros (tal como Síndrome31 de Raynaud), que pode fazer com que os dedos das mãos138 e dos pés fiquem dormentes, pálidos ou azuis;
? tumores não tratados da glândula139 suprarrenal (feocromocitoma35);
? acidose metabólica38, que é uma condição na qual o sangue15 está muito ácido, resultante de doenças graves;
? problemas graves do fígado18 ou rins140;
? hipopotassemia3 refratária (concentração baixa de potássio no sangue15, não respondendo a tratamento);
Não tome Biconcor® se tiver algum dos seguintes problemas no coração91:
? insuficiência cardíaca27 aguda ou durante episódios de insuficiência cardíaca27 descompensada que requeiram tratamento intravenoso com medicamentos que aumentem a força de contração do coração91;
? bradicardia10 sintomática33 (ritmo cardíaco lento, causando desconforto);
? determinadas doenças cardíacas que provocam ritmo cardíaco muito lento ou batimentos cardíacos irregulares (bloqueio atrioventricular de segundo e terceiro graus (sem marcapasso141), síndrome31 do nó sinusal32, bloqueio sinoatrial);
? choque29 cardiogênico, que é uma condição cardíaca aguda grave que provoca queda da pressão e insuficiência142 circulatória.
Este medicamento é contraindicado para uso em crianças de qualquer idade.

4. o Que Devo Saber Antes de Usar Este Medicamento de Biconcor

Advertências e precauções
Nunca interrompa o tratamento com Biconcor® abruptamente, particularmente se você sofre de determinados distúrbios do coração91 (doença cardíaca isquêmica, por exemplo, angina46 pectoris).
Se você apresentar alguma das seguintes condições, informe o médico antes de iniciar tratamento com Biconcor®, pois ele poderá querer tomar alguns cuidados especiais (por exemplo, administrar um tratamento adicional ou realizar controles com maior frequência):
? diabetes143;
? jejum rigoroso;
? quaisquer doenças do coração91, como insuficiência cardíaca27, distúrbios leves do ritmo cardíaco (bloqueio atrioventricular do primeiro grau) ou dor grave do peito144 em repouso (angina46 de Prinzmetal);
? problemas do fígado18 ou rins140;
? problemas menos graves de circulação137 sanguínea nos seus membros;
? doenças brônquicas menos graves (asma34 ou doença aérea obstrutiva crônica);
? psoríase51 ou história familiar de psoríase51 (doença da pele117 em que aparecem manchas vermelhas, frequentemente com escamas de cor prateada);
? tumor145 da glândula139 suprarrenal (feocromocitoma35);
? doenças da tiroide;
? hipovolemia47 (volume de sangue15 reduzido que causa pressão sanguínea muito baixa);
? hiperuricemia (excesso de ácido úrico no sangue15), pois o risco de episódios de gota62 pode ser maior;
? podem ocorrer reações alérgicas à luz (fotossensibilidade). Neste caso, deve-se proteger as áreas expostas ao sol ou à luz UVA artificial. Em casos graves, pode ser necessário parar o tratamento.
Além disso, informe o médico se estiver em vias de ser submetido a:
? terapia de dessensibilização50 (vacinas para alergias), uma vez que Biconcor® pode aumentar a probabilidade de ter uma reação alérgica146 ou que essa reação seja mais grave;
? anestesia52 (por exemplo, para cirurgia), uma vez que Biconcor® pode influenciar o modo como o seu organismo reage a esta situação.
Exames adicionais: a hidroclorotiazida age influenciando o equilíbrio de sal e água do corpo.
Seu médico poderá solicitar-lhe exames periódicos, de forma a poder detectar sinais132 de desequilíbrio nos líquidos orgânicos ou nos eletrólitos60. Isto é especialmente importante se você tiver condições adicionais que podem agravar-se se o balanço eletrolítico for perturbado.
Seu médico também vai verificar periodicamente os níveis de gordura147, ácido úrico ou glicose6 no seu sangue15.
Gravidez66 e amamentação148
Existe o risco da utilização de Biconcor® durante a gravidez66 poder ser prejudicial para o bebê.
Se você estiver grávida ou planejando engravidar, informe imediatamente o médico. Ele decidirá se você pode tomar Biconcor® durante a gravidez66. O uso de Biconcor® não é recomendado durante a gravidez66.
O uso de Biconcor® não é recomendado durante a amamentação148, uma vez que a hidroclorotiazida é excretada no leite materno em doses mínimas e o bisoprolol também pode ser. Além, disso, a hidroclorotiazida pode inibir a produção de leite.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Direção de veículos e operação de máquinas

Em geral, Biconcor® não influencia a capacidade de dirigir e operar máquinas. Entretanto, dependendo do modo como você tolera o medicamento, essa capacidade pode ser afetada.
Tenha um cuidado especial no início do tratamento e quando a medicação é trocada, assim como quando em combinação com bebidas alcoólicas.
Interações com alimentos, bebidas e outros medicamentos
Biconcor® pode ser tomado com ou sem alimentos.
Somente tome os seguintes medicamentos com Biconcor® com a recomendação do seu médico:
? medicamentos utilizados para tratar pressão alta, angina46 pectoris ou batimentos cardíacos irregulares, como o verapamil e o diltiazem;
? medicamentos utilizados no tratamento da pressão alta, como clonidina, metildopa, moxonodina, rilmenidina;
? lítio, um medicamento para tratamento da depressão.
Consulte o seu médico se você tomar Biconcor® com qualquer um dos seguintes medicamentos, porque pode ser necessário um acompanhamento especial:
? medicamentos antagonistas do cálcio utilizados para tratar pressão alta ou angina46 pectoris (do tipo di-hidropiridina, como nifedipino e anlodipino);
? medicamentos que possam produzir batimento irregular do coração91 com risco de vida (torsade de pointes), incluindo medicamentos utilizados para tratar batimentos cardíacos irregulares ou anormais, como quinidina, hidroquinidina, disopiramida (antiarrítmicos Classe IA), amiodarona, sotalol, dofetilida, ibutilida; e medicamentos empregados para tratar outras doenças, como astemizol, bepridil, eritromicina intravenosa, halofantrina, pentamidina, esparfloxacino, terfenadina, vincamina;
? medicamentos utilizados para tratar batimentos cardíacos irregulares ou anormais como lidocaína, fenitoína, flecainida, propafenona (antiarrítmicos Classe I);
? medicamentos usados para tratar pressão alta ou medicamentos que podem levar a uma diminuição da pressão como efeito indesejado, como antidepressivos tricíclicos, barbitúricos, fenotiazinas;
? medicamentos conhecidos como inibidores da enzima74 de conversão da angiotensina (ECA), utilizados no tratamento da pressão alta ou insuficiência cardíaca27, como captopril ou enalapril;
? digitálicos, utilizados no tratamento da insuficiência cardíaca27;
? medicamentos antidiabéticos, incluindo insulina80;
? medicamentos que atuam no sistema nervoso99, utilizados para estimular os órgãos internos ou para tratamento de glaucoma78 (parassimpaticomiméticos), ou usados em situações de emergência149 para tratar condições circulatórias graves (simpaticomiméticos);
? medicamentos empregados durante cirurgia, como anestésicos ou certos relaxantes musculares;
? betabloqueadores de aplicação local (tais como colírios para o tratamento do glaucoma78);
? medicamentos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), utilizados para tratar artrite150, dor ou inflamação151;
? medicamentos que podem levar à perda de potássio, tais como anfotericina B, corticosteroides, laxantes85;
? medicamentos que reduzem o nível de ácido úrico no sangue15 e na urina22;
? medicamentos que reduzem o colesterol7, como colestiramina, colestipol;
? medicamentos para o tratamento da depressão denominados inibidores da monoaminoxidase152 (exceto os inibidores da MAO88-B);
? mefloquina, utilizada na prevenção ou tratamento da malária;
? derivados da ergotamina, usados na enxaqueca153;
? rifampicina, antibiótico muito usado no tratamento da tuberculose154;
? analgésicos155 à base de salicilatos.
Este medicamento pode causar doping.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde1.

5. Onde, Como e Por Quanto Tempo Posso Guardar Este Medicamento de Biconcor

Você deve conservar Biconcor® em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C), protegido da umidade.Os comprimidos de Biconcor® 2,5/6,25 mg são revestidos, de cor amarela, redondos, com a inscrição 2,5 de um lado e o desenho de um coração91 do outro.
Os comprimidos de Biconcor® 5/6,25 mg são revestidos, de cor rosa, redondos, com a inscrição 5 de um lado e o desenho de um coração91 do outro.
Os comprimidos de Biconcor® 10/6,25 mg são revestidos, de cor branca, redondos, com a inscrição 10 de um lado e o desenho de um coração91 do outro lado.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

6. Como Devo Usar Este Medicamento de Biconcor

Tome o comprimido com um pouco de líquido de manhã, com ou sem alimentos. O tratamento com Biconcor® é habitualmente de longa duração. Caso o tratamento com Biconcor® tenha que ser interrompido, o seu médico irá recomendar reduzir a dose gradualmente, uma vez que, de outro modo, a sua doença poderá se agravar.
A dose inicial usual é de um comprimido de Biconcor® 2,5/6,25 mg uma vez ao dia. Se o efeito anti-hipertensivo for insuficiente, pode-se aumentar a dose para um comprimido de Biconcor® 5/6,25 mg ao dia, ou ainda, para um comprimido de Biconcor® 10/6,25 mg ao dia, se o efeito continuar insuficiente.
Uso em crianças
Biconcor® não é recomendado em crianças.
Uso em idosos
Normalmente não é necessário fazer ajustes da dose em idosos.
Uso em pacientes com problemas no fígado18 ou rins140
Não são necessários ajustes de dose em pacientes com problemas do fígado18 ou rins140 de leves a moderados.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

7. o Que Devo Fazer Quando Eu Me Esquecer de Usar Este Medicamento de Biconcor

Tome a dose esquecida assim que se lembrar, no mesmo dia. Caso contrário, tome a dose do dia seguinte na hora habitual. Não tome uma dose dobrada para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

8. Quais Os Males Que Este Medicamento Pode Me Causar de Biconcor

Como todos os medicamentos, Biconcor® pode causar algumas reações desagradáveis; no entanto, estas não ocorrem em todas as pessoas. Caso você tenha uma reação alérgica146, deve parar de tomar o medicamento.
As reações secundárias são informadas a seguir de acordo com a frequência com que podem ocorrer:
Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): sensação de frio ou dormência104 nas mãos138 ou nos pés; cansaço, tonturas156, dores de cabeça157 (estas reações ocorrem principalmente no início do tratamento, sendo geralmente leves e desaparecendo após 1 a 2 semanas); problemas de estômago158 ou de intestinos159 como náuseas160, vômitos161, diarreia111 ou prisão de ventre.
Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): fraqueza muscular, cãibras musculares, sensação de fraqueza; batimentos cardíacos diminuídos ou irregulares, agravamento da insuficiência cardíaca27, queda de pressão ao se levantar ou sentar; perturbações do sono, depressão, perda de apetite; problemas respiratórios em pacientes com asma34 brônquica ou doença pulmonar crônica; dores abdominais; aumento dos níveis de creatinina36 ou ureia61 no sangue15; aumento dos níveis de amilase (enzima74 envolvida na digestão162); alteração no balanço de líquidos e eletrólitos60; aumento dos níveis de gordura147, colesterol7, ácido úrico ou açúcar163 no sangue15, aumento dos níveis de açúcar163 na urina22.
Reações raras (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): pesadelos, alucinações98; reações do tipo alérgico como coceira, rubor repentino da face164 ou erupção165 cutânea166 (também após exposição à luz do sol); urticária122, pequenas manchas vermelhas causadas por sangramentos sob a pele117 (púrpura121); aumento dos níveis de certas enzimas do fígado18, inflamação151 do fígado18 (hepatite115), amarelecimento da pele117 ou do branco dos olhos167 (icterícia116); dificuldade de ereção168; problemas de audição; corrimento nasal alérgico, redução do fluxo lacrimal, visão169 prejudicada; diminuição no número de glóbulos brancos (leucopenia93) ou de plaquetas170 (trombocitopenia69); desmaio (síncope105).
Reações muito raras (ocorrem em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento): irritação e vermelhidão dos olhos167 (conjuntivite101) queda de cabelo171; aparecimento ou agravamento de erupção165 cutânea166 com descamação172 (psoríase51), aparecimento de manchas escamosas espessas (lúpus124 eritematoso125 cutâneo126); dor no peito144; redução grave do número de glóbulos brancos (agranulocitose94); inflamação151 do pâncreas173; alcalose63 metabólica (condição na qual o sangue15 está muito pouco ácido).
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

9. o Que Fazer Se Alguém Usar Uma Quantidade Maior do Que a Indicada Deste Medicamento de Biconcor

Se você tomar mais comprimidos de Biconcor® do que deveria fale imediatamente com o seu médico. Dependendo de quão excessiva foi a dose, ele decidirá quais são as medidas necessárias. Os sintomas41 de uma dose excessiva podem incluir queda da pressão, batimento cardíaco lento, problemas cardíacos súbitos, tonturas156, sonolência, problemas respiratórios repentinos, diminuição de açúcar163 no sangue15.Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Dizeres Legais de Biconcor

M.S. 1.0089.0201
Farmacêutico Responsável: Geraldo César Monteiro de Castro - CRF-RJ nº 14021
Importado e embalado por: MERCK S.A.
CNPJ 33.069.212/0001-84
Estrada dos Bandeirantes, 1099
Rio de Janeiro - RJ - CEP 22710-571
Indústria Brasileira
Fabricado por Altea Farmacéutica S.A - Bogotá - Colômbia
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 09/04/2013.



BICONCOR - Laboratório

MERCK
Estrada dos Bandeirantes, 1099
Rio de Janeiro/RJ - CEP: 22170-571
Tel: 55 (021) 445-1661
Fax: 55 (021) 444-2124
Site: http://www.merck.com.br/

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Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
2 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
3 Hipopotassemia: Concentração sérica de potássio inferior a 3,5 mEq/l. Pode ocorrer por alterações na distribuição de potássio (desvio do compartimento extracelular para intracelular) ou de reduções efetivas no conteúdo corporal de potássio por uma menor ingesta ou por perda aumentada. Fraqueza muscular e arritimias cardíacas são os sinais e sintomas mais comuns, podendo haver também poliúria, polidipsia e constipação. Pode ainda ser assintomática.
4 Pressão arterial diastólica: É a pressão mais baixa detectada no sistema arterial sistêmico, observada durante a fase de diástole do ciclo cardíaco. É também denominada de pressão mínima.
5 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
6 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
7 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
8 Diurético: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
9 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
10 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
11 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
12 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
13 Adrenérgico: Que age sobre certos receptores específicos do sistema simpático, como o faz a adrenalina.
14 Adrenérgicos: Que agem sobre certos receptores específicos do sistema simpático, como o faz a adrenalina.
15 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
16 Cinética: Ramo da física que trata da ação das forças nas mudanças de movimento dos corpos.
17 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
18 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
19 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
20 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
21 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
22 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
23 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
24 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
25 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
26 Teratogênicos: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
27 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
28 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
29 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
30 Marca-passo: Dispositivo implantado no peito ou no abdômen com o por objetivo de regular os batimentos cardíacos.
31 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
32 Nó sinusal: Pequena massa de fibras musculares cardíacas modificadas, localizada na junção da VEIA CAVA SUPERIOR com o átrio direito. Os impulsos da contração provavelmente começam neste nó, propagam-se pelo átrio (ÁTRIO CARDÍACO) sendo então transmitidos pelo feixe de His (FEIXE ATRIOVENTRICULAR) para o ventrículo (VENTRÍCULO CARDÍACO).
33 Sintomática: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
34 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
35 Feocromocitoma: São tumores originários das células cromafins do eixo simpático-adrenomedular, caracterizados pela autonomia na produção de catecolaminas, mais freqüentemente adrenalina e/ou noradrenalina. A hipertensão arterial é a manifestação clínica mais comum, acometendo mais de 90% dos pacientes, geralmente resistente ao tratamento anti-hipertensivo convencional, mas podendo responder a bloqueadores alfa-adrenérgicos, bloqueadores dos canais de cálcio e nitroprussiato de sódio. A tríade clássica do feocromocitoma, associado à hipertensão arterial, é composta por cefaléia, sudorese intensa e palpitações.
36 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
37 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
38 Acidose metabólica: A acidose metabólica é uma acidez excessiva do sangue caracterizada por uma concentração anormalmente baixa de bicarbonato no sangue. Quando um aumento do ácido ultrapassa o sistema tampão de amortecimento do pH do organismo, o sangue pode acidificar-se. Quando o pH do sangue diminui, a respiração torna-se mais profunda e mais rápida, porque o corpo tenta liberar o excesso de ácido diminuindo o volume do anidrido carbônico. Os rins também tentam compensá-lo por meio da excreção de uma maior quantidade de ácido na urina. Contudo, ambos os mecanismos podem ser ultrapassados se o corpo continuar a produzir excesso de ácido, o que conduz a uma acidose grave e ao coma. A gasometria arterial é essencial para o seu diagnóstico. O pH está baixo (menor que 7,35) e os níveis de bicarbonato estão diminuídos (<24 mmol/l). Devido à compensação respiratória (hiperventilação), o dióxido de carbono está diminuído e o oxigênio está aumentado.
39 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
40 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
41 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
42 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas. Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose. Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.
43 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
44 Palpitações: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
45 Sudorese: Suor excessivo
46 Angina: Inflamação dos elementos linfáticos da garganta (amígdalas, úvula). Também é um termo utilizado para se referir à sensação opressiva que decorre da isquemia (falta de oxigênio) do músculo cardíaco (angina do peito).
47 Hipovolemia: Diminuição do volume de sangue secundário a hemorragias, desidratação ou seqüestro de sangue para um terceiro espaço (p. ex. peritônio).
48 Alérgenos: Substância capaz de provocar reação alérgica em certos indivíduos.
49 Reações anafiláticas: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
50 Dessensibilização: É uma maneira de parar ou diminuir a resposta a reações alérgicas a algumas coisas. Por exemplo, se uma pessoa apresenta uma reação alérgica a alguma substância, o médico dá a esta pessoa uma pequena quantidade desta substância para aumentar a sua tolerância e vai aumentando esta quantidade progressivamente. Após um período de tempo, maiores doses são oferecidas antes que a dose total seja dada. É uma maneira de ajudar o organismo a prevenir as reações alérgicas.
51 Psoríase: Doença imunológica caracterizada por lesões avermelhadas com descamação aumentada da pele dos cotovelos, joelhos, couro cabeludo e costas juntamente com alterações das unhas (unhas em dedal). Evolui através do tempo com melhoras e pioras, podendo afetar também diferentes articulações.
52 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.
53 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
54 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
55 Isquemia: Insuficiência absoluta ou relativa de aporte sanguíneo a um ou vários tecidos. Suas manifestações dependem do tecido comprometido, sendo a mais frequente a isquemia cardíaca, capaz de produzir infartos, isquemia cerebral, produtora de acidentes vasculares cerebrais, etc.
56 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
57 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
58 Hiponatremia: Concentração de sódio sérico abaixo do limite inferior da normalidade; na maioria dos laboratórios, isto significa [Na+] < 135 meq/L, mas o ponto de corte [Na+] < 136 meq/L também é muito utilizado.
59 Hipocalcemia: É a existência de uma fraca concentração de cálcio no sangue. A manifestação clínica característica da hipocalcemia aguda é a crise de tetania.
60 Eletrólitos: Em eletricidade, é um condutor elétrico de natureza líquida ou sólida, no qual cargas são transportadas por meio de íons. Em química, é uma substância que dissolvida em água se torna condutora de corrente elétrica.
61 Ureia: 1. Resíduo tóxico produzido pelo organismo, resulta da quebra de proteínas pelo fígado. É normalmente removida do organismo pelos rins e excretada na urina. 2. Substância azotada. Composto orgânico cristalino, incolor, de fórmula CO(NH2)2 (ou CH4N2O), com um ponto de fusão de 132,7 °C.
62 Gota: 1. Distúrbio metabólico produzido pelo aumento na concentração de ácido úrico no sangue. Manifesta-se pela formação de cálculos renais, inflamação articular e depósito de cristais de ácido úrico no tecido celular subcutâneo. A inflamação articular é muito dolorosa e ataca em crises. 2. Pingo de qualquer líquido.
63 Alcalose: Desequilíbrio do meio interno, produzido por uma diminuição na concentração de íons hidrogênio ou aumento da concentração de bases orgânicas nos líquidos corporais.
64 Colelitíase: Formação de cálculos no interior da vesícula biliar.
65 Colecistite: Inflamação aguda da vesícula biliar. Os sintomas mais freqüentes são febre, dor na região abdominal superior direita (hipocôndrio direito), náuseas, vômitos, etc. Seu tratamento é cirúrgico.
66 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
67 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
68 Hipotrofia: Estado ou processo de crescimento ou desenvolvimento subnormal de qualquer coisa.
69 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
70 Neonatos: Refere-se a bebês nos seus primeiros 28 dias (mês) de vida. O termo “recentemente-nascido“ refere-se especificamente aos primeiros minutos ou horas que se seguem ao nascimento. Esse termo é utilizado para enfocar os conhecimentos e treinamento da ressuscitação imediatamente após o nascimento e durante as primeiras horas de vida.
71 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
72 Débito cardíaco: Quantidade de sangue bombeada pelo coração para a aorta a cada minuto.
73 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
74 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
75 Depleção: 1. Em patologia, significa perda de elementos fundamentais do organismo, especialmente água, sangue e eletrólitos (sobretudo sódio e potássio). 2. Em medicina, é o ato ou processo de extração de um fluido (por exxemplo, sangue) 3. Estado ou condição de esgotamento provocado por excessiva perda de sangue. 4. Na eletrônica, em um material semicondutor, medição da densidade de portadores de carga abaixo do seu nível e do nível de dopagem em uma temperatura específica.
76 Estenose: Estreitamento patológico de um conduto, canal ou orifício.
77 Artéria Renal: Ramo da aorta abdominal que irriga os rins, glândulas adrenais e ureteres.
78 Glaucoma: É quando há aumento da pressão intra-ocular e danos ao nervo óptico decorrentes desse aumento de pressão. Esses danos se expressam no exame de fundo de olho e por alterações no campo de visão.
79 Sistêmicos: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
80 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
81 Antidiabéticos orais: Quaisquer medicamentos que, administrados por via oral, contribuem para manter a glicose sangüínea dentro dos limites normais. Eles podem ser um hipoglicemiante, se forem capazes de diminuir níveis de glicose previamente elevados, ou um anti-hiperglicemiante, se agirem impedindo a elevação da glicemia após uma refeição.
82 Hipoglicemiante: Medicamento que contribui para manter a glicose sangüínea dentro dos limites normais, sendo capaz de diminuir níveis de glicose previamente elevados.
83 Claudicação intermitente: Dor que aparece e desaparece nos músculos da perna. Esta dor resulta de uma falta de suprimento sanguíneo nas pernas e geralmente acontece quando a pessoa está caminhando ou se exercitando.
84 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
85 Laxantes: Medicamentos que tratam da constipação intestinal; purgantes, purgativos, solutivos.
86 Hemólise: Alteração fisiológica ou patológica, com dissolução ou destruição dos glóbulos vermelhos do sangue causando liberação de hemoglobina. É também conhecida por hematólise, eritrocitólise ou eritrólise. Pode ser produzida por algumas anemias congênitas ou adquiridas, como consequência de doenças imunológicas, etc.
87 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
88 Mão: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
89 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
90 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
91 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
92 Sistema Linfático: Um sistema de órgãos e tecidos que processa e transporta células imunes e LINFA.
93 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
94 Agranulocitose: Doença causada pela falta ou número insuficiente de leucócitos granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos), que se manifesta como ulcerações na garganta e outras mucosas, seguidas por infecções graves.
95 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
96 Nutrição: Incorporação de vitaminas, minerais, proteínas, lipídios, carboidratos, oligoelementos, etc. indispensáveis para o desenvolvimento e manutenção de um indivíduo normal.
97 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
98 Alucinações: Perturbações mentais que se caracterizam pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensações sem objeto. Impressões ou noções falsas, sem fundamento na realidade; devaneios, delírios, enganos, ilusões.
99 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
100 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
101 Conjuntivite: Inflamação da conjuntiva ocular. Pode ser produzida por alergias, infecções virais, bacterianas, etc. Produz vermelhidão ocular, aumento da secreção e ardor.
102 Labirinto: 1. Vasta construção de passagens ou corredores que se entrecruzam de tal maneira que é difícil encontrar um meio ou um caminho de saída. 2. Anatomia: conjunto de canais e cavidades entre o tímpano e o canal auditivo, essencial para manter o equilíbrio físico do corpo. 3. Sentido figurado: coisa complicada, confusa, de difícil solução. Emaranhado, imbróglio.
103 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
104 Dormência: 1. Estado ou característica de quem ou do que dorme. 2. No sentido figurado, inércia com relação a se fazer alguma coisa, a se tomar uma atitude, etc., resultando numa abulia ou falta de ação; entorpecimento, estagnação, marasmo. 3. Situação de total repouso; quietação. 4. No sentido figurado, insensibilidade espiritual de um ser diante do mundo. Sensação desagradável caracterizada por perda da sensibilidade e sensação de formigamento, e que geralmente ocorre nas extremidades dos membros. 5. Em biologia, é um período longo de inatividade, com metabolismo reduzido ou suspenso, geralmente associado a condições ambientais desfavoráveis; estivação.
105 Síncope: Perda breve e repentina da consciência, geralmente com rápida recuperação. Comum em pessoas idosas. Suas causas são múltiplas: doença cerebrovascular, convulsões, arritmias, doença cardíaca, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar, hipoglicemia, intoxicações, hipotensão postural, síncope situacional ou vasopressora, infecções, causas psicogênicas e desconhecidas.
106 Mediastino: Região anatômica do tórax onde se localizam diversas estruturas, dentre elas o coração.
107 Broncoespasmo: Contração do músculo liso bronquial, capaz de produzir estreitamento das vias aéreas, manifestado por sibilos no tórax e falta de ar. É uma contração vista com freqüência na asma.
108 Rinite: Inflamação da mucosa nasal, produzida por uma infecção viral ou reação alérgica. Manifesta-se por secreção aquosa e obstrução das fossas nasais.
109 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
110 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
111 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
112 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
113 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
114 Hepatobiliares: Diz-se do que se refere ao fígado e às vias biliares.
115 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
116 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
117 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
118 Tecido Subcutâneo: Tecido conectivo frouxo (localizado sob a DERME), que liga a PELE fracamente aos tecidos subjacentes. Pode conter uma camada (pad) de ADIPÓCITOS, que varia em número e tamanho, conforme a área do corpo e o estado nutricional, respectivamente.
119 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
120 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
121 Púrpura: Lesão hemorrágica de cor vinhosa, que não desaparece à pressão, com diâmetro superior a um centímetro.
122 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
123 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
124 Lúpus: 1. É uma inflamação crônica da pele, caracterizada por ulcerações ou manchas, conforme o tipo específico. 2. Doença autoimune rara, mais frequente nas mulheres, provocada por um desequilíbrio do sistema imunológico. Nesta patologia, a defesa imunológica do indivíduo se vira contra os tecidos do próprio organismo como pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. Essas múltiplas formas de manifestação clínica, às vezes, podem confundir e retardar o diagnóstico. Lúpus exige tratamento cuidadoso por médicos especializados no assunto.
125 Eritematoso: Relativo a ou próprio de eritema. Que apresenta eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
126 Cutâneo: Que diz respeito à pele, à cútis.
127 Tecido conjuntivo: Tecido que sustenta e conecta outros tecidos. Consiste de CÉLULAS DO TECIDO CONJUNTIVO inseridas em uma grande quantidade de MATRIZ EXTRACELULAR.
128 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
129 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
130 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
131 Glicosúria: Presença de glicose na urina.
132 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
133 Vertigens: O termo vem do latim “vertere” e quer dizer rodar. A definição clássica de vertigem é alucinação do movimento. O indivíduo vê os objetos do ambiente rodarem ao seu redor ou seu corpo rodar em relação ao ambiente.
134 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
135 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
136 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
137 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
138 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
139 Glândula: Estrutura do organismo especializada na produção de substâncias que podem ser lançadas na corrente sangüínea (glândulas endócrinas) ou em uma superfície mucosa ou cutânea (glândulas exócrinas). A saliva, o suor, o muco, são exemplos de produtos de glândulas exócrinas. Os hormônios da tireóide, a insulina e os estrógenos são de secreção endócrina.
140 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
141 Marcapasso: Dispositivo eletrônico utilizado para proporcionar um estímulo elétrico periódico para excitar o músculo cardíaco em algumas arritmias do coração. Em geral são implantados sob a pele do tórax.
142 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
143 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
144 Peito: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original
145 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
146 Reação alérgica: Sensibilidade a uma substância específica, chamada de alérgeno, com a qual se entra em contato por meio da pele, pulmões, deglutição ou injeções.
147 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
148 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
149 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
150 Artrite: Inflamação de uma articulação, caracterizada por dor, aumento da temperatura, dificuldade de movimentação, inchaço e vermelhidão da área afetada.
151 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
152 Inibidores da monoaminoxidase: Tipo de antidepressivo que inibe a enzima monoaminoxidase (ou MAO), hoje usado geralmente como droga de terceira linha para a depressão devido às restrições dietéticas e ao uso de certos medicamentos que seu uso impõe. Deve ser considerada droga de primeira escolha no tratamento da depressão atípica (com sensibilidade à rejeição) ou agente útil no distúrbio do pânico e na depressão refratária. Pode causar hipotensão ortostática e efeitos simpaticomiméticos tais como taquicardia, suores e tremores. Náusea, insônia (associada à intensa sonolência à tarde) e disfunção sexual são comuns. Os efeitos sobre o sistema nervoso central incluem agitação e psicoses tóxicas. O término da terapia com inibidores da MAO pode estar associado à ansiedade, agitação, desaceleração cognitiva e dor de cabeça, por isso sua retirada deve ser muito gradual e orientada por um médico psiquiatra.
153 Enxaqueca: Sinônimo de migrânea. É a cefaléia cuja prevalência varia de 10 a 20% da população. Ocorre principalmente em mulheres com uma proporção homem:mulher de 1:2-3. As razões para esta preponderância feminina ainda não estão bem entendidas, mas suspeita-se de alguma relação com o hormônio feminino. Resulta da pressão exercida por vasos sangüíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.
154 Tuberculose: Doença infecciosa crônica produzida pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis). Produz doença pulmonar, podendo disseminar-se para qualquer outro órgão. Os sintomas de tuberculose pulmonar consistem em febre, tosse, expectoração, hemoptise, acompanhada de perda de peso e queda do estado geral. Em países em desenvolvimento (como o Brasil) aconselha-se a vacinação com uma cepa atenuada desta bactéria (vacina BCG).
155 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
156 Tonturas: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
157 Cabeça:
158 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
159 Intestinos: Seção do canal alimentar que vai do ESTÔMAGO até o CANAL ANAL. Inclui o INTESTINO GROSSO e o INTESTINO DELGADO.
160 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
161 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
162 Digestão: Dá-se este nome a todo o conjunto de processos enzimáticos, motores e de transporte através dos quais os alimentos são degradados a compostos mais simples para permitir sua melhor absorção.
163 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
164 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
165 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
166 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
167 Olhos:
168 Ereção: 1. Ato ou efeito de erigir ou erguer. 2. Inauguração, criação. 3. Levantamento ou endurecimento do pênis.
169 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
170 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
171 Cabelo: Estrutura filamentosa formada por uma haste que se projeta para a superfície da PELE a partir de uma raiz (mais macia que a haste) e se aloja na cavidade de um FOLÍCULO PILOSO. É encontrado em muitas áreas do corpo.
172 Descamação: 1. Ato ou efeito de descamar(-se); escamação. 2. Na dermatologia, fala-se da eliminação normal ou patológica da camada córnea da pele ou das mucosas. 3. Formação de cascas ou escamas, devido ao intemperismo, sobre uma rocha; esfoliação térmica.
173 Pâncreas: Órgão nodular (no ABDOME) que abriga GLÂNDULAS ENDÓCRINAS e GLÂNDULAS EXÓCRINAS. A pequena porção endócrina é composta pelas ILHOTAS DE LANGERHANS, que secretam vários hormônios na corrente sangüínea. A grande porção exócrina (PÂNCREAS EXÓCRINO) é uma glândula acinar composta, que secreta várias enzimas digestivas no sistema de ductos pancreáticos (que desemboca no DUODENO).
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