GONAL-f

SERONO

Atualizado em 08/12/2014

GONAL-f

(Alfafolitropina)

Hormônio1 folículo2 estimulante recombinante (r-hFSH)

Merck S/A

liofilizado3

75 UI (5,5 μg)

Apresentações de Gonal-F

liofilizado3 (75 UI / 5,5 μg de alfafolitropina) e diluente (1 ml de água para injeção4) para injeção subcutânea5 após reconstituição. Embalagem contendo um frasco-ampola do pó liofilizado3 acompanhado por uma seringa6 preenchida do diluente.

USO SUBCUTÂNEO7

USO ADULTO

Composição de Gonal-F



Informações Técnicas Aos Profissionais de Saúde8 de Gonal-F

1. Indicações de Gonal-F

(I) Anovulação9 (incluindo a Síndrome10 do Ovário11 Policístico, SOP) em mulheres que não responderam ao tratamento com citrato de clomifeno.

GONAL-f®, seguido de Gonadotrofina Coriônica Humana12 (hCG), é recomendado para o estímulo do desenvolvimento folicular e ovulação13 em mulheres com disfunção hipotalâmicapituitária que apresentam oligomenorreia14 ou amenorreia15. A maioria destas pacientes apresenta doença ovariana policística (SOP).

(II) GONAL-f® está indicado para o estímulo do desenvolvimento multifolicular em pacientes que passam por uma superovulação em técnicas de reprodução16 assistida (ART), como fertilização17 in vitro (IVF), transferência intrafalopiana de gameta (GIFT) e transferência intrafalopiana de zigoto18 (ZIFT).

GONAL-f® em associação com uma preparação de hormônio1 luteinizante (LH) é recomendado para a estimulação do desenvolvimento folicular em mulheres com insuficiência19 grave de LH e FSH. Nos ensaios clínicos20, essas pacientes foram definidas pelo nível sérico de LH endógeno menor que 1,2 UI/l.

(III) GONAL-f® está indicado para estimular a produção de espermatozoides21 no homem infértil devido à deficiência hormonal e deve ser utilizado em combinação com a gonadotrofina coriônica humana12 (hCG).

GONAL-f® está indicado para estimular a produção de espermatozoides21 no homem com hipogonadismo hipogonadotrófico congênito22 ou adquirido, em associação terapêutica23 com a gonadotrofina coriônica humana12 (hCG).

2. Resultados de Eficácia de Gonal-F


Eficácia e segurança clínicas na mulher

Nos ensaios clínicos20, as pacientes com deficiência grave de FSH e de LH foram selecionadas por um nível sérico de LH endógena < 1,2 UI/l, avaliada num laboratório central. Contudo, deve levar-se em consideração que existem variações nas medições de LH realizadas Em diferentes laboratórios.

Em ensaios clínicos20 que compararam a r-hFSH (alfafolitropina) e a FSH urinária na ART (ver tabela abaixo) e na indução da ovulação13, GONAL-f® foi mais potente do que a FSH urinária em termos da diminuição da dose total e de um menor período de tratamento necessário para iniciar a maturação folicular.

Na ART, GONAL-f® numa dose total mais baixa e num período de tratamento menor do que a FSH urinária, resultou num número superior de ovócitos obtidos quando comparado com a FSH urinária.

Resultados do estudo GF 8407 (estudo aleatório, paralelo, de comparação de eficácia e segurança do GONAL-f® com a FSH urinária em técnicas de reprodução16 assistida)

As diferenças entre os dois grupos foram estatisticamente significativas (p < 0,05) para todos os critérios listados.

Eficácia e segurança no homem

Em homens com insuficiência19 em FSH, GONAL-f® administrado concomitantemente com hCG durante pelo menos 4 meses, induz a espermatogênese.

3. Características Farmacológicas de Gonal-F

Farmacodinâmica

Na mulher, o efeito mais importante resultante da administração parenteral de FSH é o desenvolvimento de folículos de Graaf maduros. Em mulheres com anovulação9, o objetivo da terapêutica23 com GONAL-f® é o de desenvolver um único folículo2 de Graaf maduro do qual se libertará o óvulo24 após a administração de hCG.

Farmacocinética

Após administração intravenosa, a alfafolitropina distribui-se no fluido do espaço extracelular25 com uma meia-vida inicial de cerca de 2 horas e é eliminada com uma meia-vida terminal de cerca de um dia. O volume de distribuição no estado de equilíbrio e o clearance total são de 10 l e 0,6 l/h, respectivamente. Um oitavo da dose de alfafolitropina é excretado na urina26.

Após administração subcutânea27, a biodisponibilidade absoluta é de cerca de 70%. Após administração repetida, a alfafolitropina triplica a acumulação, atingindo o estado de equilíbrio em 3-4 dias. Nas mulheres cuja secreção de gonadotrofinas endógenas se encontra suprimida, a alfafolitropina mostrou, no entanto, estimular eficazmente o desenvolvimento folicular e a esteroidogênese, apesar dos níveis não mensuráveis de LH.

Dados pré-clínicos de segurança

Dados não clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos convencionais de toxicidade28 de dose simples e repetida e de genotoxicidade.

Foi relatada diminuição da fertilidade em ratos expostos a doses farmacológicas de alfafolitropina (􀂕 40 UI/kg/dia) durante períodos longos, através de fecundidade reduzida.

Administrada em doses elevadas (􀂕 5 UI/kg/dia), a alfafolitropina provocou uma diminuição no número de fetos viáveis sem ser teratogênica29, e distocia similar àquela observada com a gonadotrofina menopáusica urinária (hMG). Contudo, como GONAL-f não é indicado na gravidez30, estes dados têm relevância clínica limitada.

4. Contraindicações de Gonal-F


- hipersensibilidade à alfafolitropina, ao FSH ou a qualquer um dos excipientes

 - tumores do hipotálamo31 ou da hipófise32

Na mulher:

 - hipertrofia33 ou cistos ovarianos não causados pela Síndrome10 do Ovário11 Policístico

 - hemorragias34 ginecológicas de etiologia35 desconhecida

 - carcinoma36 do útero37, ovário11 ou mama38

GONAL-f® não deve ser utilizado nas situações em que não é possível a obtenção de uma resposta eficaz, tais como:

Na mulher:

- insuficiência19 ovariana primária

- malformações39 dos órgãos sexuais incompatíveis com a gravidez30

- tumores fibroides do útero37 incompatíveis com a gravidez30

No homem:

- insuficiência19 testicular primária

Este medicamento é contraindicado para uso por grávidas.

5. Advertências e Precauções de Gonal-F

A alfafolitropina, princípio ativo do GONAL-f®, é uma substância gonadotrófica potente capaz de causar reações adversas leves a graves, só devendo ser utilizada por médicos bem familiarizados com problemas de fertilidade e seu tratamento.

O tratamento com gonadotrofinas requer o compromisso dos médicos e dos outros profissionais de saúde8, assim como a existência de equipamento de monitorização adequado.

Na mulher, a utilização segura e eficaz do GONAL-f® requer uma monitorização regular por ultrassom da resposta ovariana, isoladamente ou, de preferência, em conjunto com a avaliação dos níveis de estradiol. Pode haver um certo grau de variabilidade na resposta individual ao FSH, podendo ocorrer em algumas pacientes uma resposta insuficiente e noutras uma resposta exagerada. Tanto no homem como na mulher, deve ser utilizada a dose mais baixa eficaz, em relação ao objetivo do tratamento.

Porfiria40

Os pacientes com porfiria40 ou história familiar de porfiria40 devem ser cuidadosamente monitorizados durante o tratamento com GONAL-f®. O agravamento ou a primeira manifestação desta condição pode requerer a interrupção do tratamento.

Tratamento na mulher

Antes do início do tratamento, deve ser avaliada a infertilidade41 do casal, e estudadas as possíveis contraindicações de uma gravidez30. Em particular, situações como hipotiroidismo, insuficiência19 da suprarrenal, hiperprolactinemia deverão ser rastreadas e instituído tratamento específico, se apropriado.

Nas mulheres submetidas à estimulação do crescimento folicular, quer como tratamento de infertilidade41 anovulatória quer como técnicas de ART, pode ocorrer um aumento do volume ovariano ou o desenvolvimento de hiperestimulação. A adesão à dose recomendada de GONAL-f® e ao esquema de administração, além de uma cuidadosa monitorização da terapêutica23 minimizam a incidência42 de tais efeitos. Para uma interpretação exata dos índices de desenvolvimento e maturação foliculares, o médico deve ter experiência na interpretação dos testes relevantes.

Nos ensaios clínicos20, GONAL-f® demonstrou aumentar a sensibilidade ovariana quando administrado com alfalutropina. Se um aumento da dose de FSH for considerado adequado, o ajuste da dose deve ser efetuado, preferencialmente, após intervalos de 7-14 dias com incrementos de 37,5-75 UI.

Não foi efetuada uma comparação direta de GONAL-f®/LH versus a gonadotrofina menopáusica humana (hMG). A comparação com dados históricos sugere que a taxa de ovulação13 obtida com GONAL-f®/LH é similar àquela que foi obtida com a hMG.

Síndrome10 de Hiperestimulação Ovariana (OHSS)

Um certo grau de hipertrofia33 dos ovários43 é um efeito esperado da estimulação ovariana controlada. É observada com maior frequência em mulheres com Síndrome10 do Ovário11 Policístico e regride geralmente sem tratamento.

Em contraste com a hipertrofia33 ovariana não complicada, a OHSS é uma condição que se pode manifestar com níveis crescentes de gravidade. É caracterizada por um aumento marcado do volume do ovário11, níveis plasmáticos elevados de esteroides sexuais e um aumento da permeabilidade44 vascular45 que pode resultar numa acumulação de fluidos nas cavidades peritoneal, pleural e, raramente, pericárdica.

Em casos graves de OHSS pode observar-se a seguinte sintomatologia: dor e distensão abdominais, aumento do volume ovariano com gravidade, aumento de peso, dispneia46, oligúria47 e sintomas48 gastrointestinais, incluindo náuseas49, vômitos50 e diarreia51. Uma avaliação clínica pode revelar hipovolemia52, hemoconcentração53, desequilíbrio eletrolítico, ascite54, hemoperitoneu, derrame55 pleural, hidrotórax ou dificuldade pulmonar aguda. Muito raramente, uma OHSS grave pode ser complicada por torção56 ovariana ou eventos tromboembólicos como embolia57 pulmonar, acidente vascular cerebral58 isquêmico59 ou infarto do miocárdio60.

Fatores de risco independentes de desenvolvimento da OHSS incluem Síndrome10 do Ovário11 Policístico, níveis de estradiol sérico absolutos elevados ou que aumentam rapidamente (p. ex., > 900 pg/ml ou > 3.300 pmol/l na anovulação9; > 3.000 pg/ml ou > 11.000 pmol/l na ART) e um grande número de folículos ovarianos em desenvolvimento (p. ex., > 3 folículos de ≥14 mm de diâmetro na anovulação9; ≥ 20 folículos de ≥12 mm de diâmetro na ART).

A adesão à dose e ao regime de administração recomendados de GONAL-f® pode minimizar o risco de hiperestimulação ovariana. Recomenda-se que seja efetuada monitorização dos ciclos de estimulação por ultrassom e por medições dos níveis de estradiol para identificar precocemente os fatores de risco.

Há evidência de que a hCG desempenha um papel importante no desencadeamento de uma OHSS e que a síndrome10 pode ser mais grave e prolongada se ocorrer uma gravidez30. Portanto, se ocorrerem sinais61 de hiperestimulação ovariana, tais como um nível do estradiol sérico > 5.500 pg/ml ou > 20.200 pmol/l e/ou 􀂕 40 folículos no total, recomenda-se que a hCG seja suspensa e a paciente aconselhada a abster-se de ter relações sexuais ou a utilizar métodos contraceptivos de barreira durante pelo menos 4 dias. A OHSS pode progredir rapidamente (em 24 horas) ou num período de vários dias até se tornar em um caso clínico grave. Ocorre com mais frequência após o tratamento hormonal ter sido interrompido e atinge o seu máximo cerca de sete a dez dias após o tratamento. Portanto, as pacientes devem ser acompanhadas durante pelo menos duas semanas após a administração de hCG.

Na ART, a aspiração de todos os folículos antes da ovulação13 pode reduzir a incidência42 de hiperestimulação.

Geralmente, a OHSS leve ou moderada regride espontaneamente. Se ocorrer OHSS grave, recomenda-se que o tratamento com gonadotrofinas seja suspenso caso ainda esteja em curso, que a paciente seja hospitalizada e que seja iniciada a terapêutica23 apropriada.

Gravidez30 múltipla

Em mulheres submetidas à indução da ovulação13, a incidência42 de gravidez30 múltipla está aumentada em comparação com a concepção62 natural. A maioria das concepções múltiplas é de gêmeos. A gravidez30 múltipla, especialmente de número elevado, acarreta um risco acrescido de resultados adversos maternos e perinatais.

A fim de minimizar o risco de gravidez30 múltipla, recomenda-se uma monitorização cuidadosa da resposta ovariana.

O risco de gravidez30 múltipla, em mulheres submetidas a técnicas de ART, está relacionado principalmente com o número e qualidade de embriões recolocados, e com a idade da paciente.

As pacientes devem ser avisadas do risco potencial de nascimentos múltiplos antes de iniciarem o tratamento.

Aborto espontâneo

A incidência42 de perda da gravidez30 por aborto é mais elevada em pacientes submetidas à estimulação do crescimento folicular para indução da ovulação13 ou a técnicas de ART do que após concepção62 natural.

Gravidez ectópica63

Mulheres com história de doença tubária apresentam risco de desenvolvimento de uma gravidez ectópica63, quer a gravidez30 ocorra por concepção62 espontânea ou com tratamentos de fertilidade. Foi notificado que a prevalência64 de gravidez ectópica63 após ART é mais elevada do que a prevalência64 na população em geral.

Neoplasias65 do sistema reprodutor

Foram reportadas neoplasias65 do ovário11 e de outros órgãos do sistema reprodutor, sejam benignas ou malignas, em mulheres submetidas a regimes medicamentosos múltiplos para o tratamento da infertilidade41. Não se encontra estabelecido se o tratamento com gonadotrofinas aumenta o risco destes tumores em mulheres inférteis.

Malformações39 congênitas66

A prevalência64 de malformações39 congênitas66 após técnicas de ART poderá ser ligeiramente superior em relação às concepções espontâneas. Pensa-se que tal fato possa ser originado pelas diferenças nas características dos progenitores (p. ex., idade materna, características do esperma67) e pelas gestações múltiplas.

Eventos tromboembólicos

Em mulheres com doença tromboembólica ativa ou recente, ou em mulheres com fatores de risco de eventos tromboembólicos geralmente reconhecidos, tais como antecedentes pessoais ou familiares, o tratamento com gonadotrofinas pode aumentar o risco de agravamento ou de ocorrência destes acontecimentos. Nestas mulheres, o benefício da administração de gonadotrofinas deverá ser avaliado em relação aos riscos. Deverá ser enfatizado, no entanto, que a própria gravidez30, assim como, a OHSS também acarretam um risco aumentado de acontecimentos tromboembólicos.

Tratamento no homem

Valores elevados de FSH endógeno são indicativos de insuficiência19 testicular primária. Estes pacientes não respondem ao tratamento com GONAL-f®/hCG. GONAL-f® não deve ser utilizado em situações nas quais não é possível obter uma resposta eficaz.

Como parte da avaliação da resposta, recomenda-se a análise do esperma67 4 a 6 meses após o início do tratamento.

Gravidez30 e lactação68

Gravidez30

Não há indicação para a utilização de GONAL-f® durante a gravidez30. Uma quantidade limitada de dados em gestações expostas (menos de 300) indicam ausência de malformações39 ou toxicidade28 fetal/neonatal com alfafolitropina.

Não se observou qualquer efeito teratogênico69 em estudos em animais. Em caso de exposição durante a gravidez30, os dados clínicos não são suficientes para excluir um efeito teratogênico69 de GONAL-f®.

Lactação68

GONAL-f® não é indicado durante a amamentação70.

Categoria de risco X. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir e utilizar máquinas

É de esperar que os efeitos de GONAL-f® sobre a capacidade de dirigir e utilizar máquinas sejam nulos ou desprezíveis.

Teor de sódio

GONAL-f® contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por dose, ou seja, é praticamente isento de sódio.

Este medicamento contém SACAROSE.

6. Interações Medicamentosas de Gonal-F


O uso concomitante de GONAL-f® com outros medicamentos utilizados na estimulação da ovulação13 (p. ex., hCG, citrato de clomifeno), pode potencializar a resposta folicular, enquanto a utilização simultânea de um agonista71 ou antagonista72 da GnRH, indutor da dessensibilização73 hipofisária, pode aumentar a dose de GONAL-f® necessária para provocar uma resposta ovariana adequada. Não foram relatadas outras interações clinicamente significativas durante a terapêutica23 com GONAL-f®.

7. Cuidados de Armazenamento de Gonal-F

Nas condições adequadas, o prazo de validade é de 24 (vinte e quatro) meses a partir da data de fabricação.

GONAL-f® 75 UI (5,5 μg) deve ser conservado em temperatura abaixo de 25ºC, protegido da luz e da umidade. Conservar na embalagem de origem para proteger da luz. Não utilize GONAL-f® se verificar quaisquer sinais61 visíveis de deterioração, se o líquido contiver partículas ou se não estiver límpido. O medicamento deve ser administrado imediatamente após a preparação.

GONAL-f® é apresentado sob a forma de pó e diluente que são utilizados para preparar uma solução injetável. O pó tem coloração branca, acondicionado num frasco de vidro. O diluente é um líquido límpido e incolor, acondicionado numa seringa6 preenchida de vidro, contendo 1 ml.

Após preparo, utilize imediatamente.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

8. Posologia e Modo de Usar de Gonal-F


A terapêutica23 com GONAL-f® deve ser iniciada sob a supervisão de um médico com experiência no tratamento de distúrbios da fertilidade.

Posologia

As doses recomendadas de GONAL-f® são as utilizadas com o FSH urinário. A avaliação clínica de GONAL-f® indica que as doses diárias, os regimes posológicos e os métodos de monitorização do tratamento não devem diferir dos correntemente utilizados com os medicamentos contendo FSH urinário.

Ensaios clínicos20 comparativos demonstraram que, em média, as pacientes necessitam de uma dose cumulativa mais baixa e uma menor duração de tratamento com GONAL-f® em comparação com o FSH urinário. Assim, considera-se apropriado administrar uma dose total mais baixa de GONAL-f® do que aquela geralmente usada para o FSH urinário, não apenas para otimizar o desenvolvimento folicular como também para minimizar o risco de hiperestimulação ovariana não pretendida.

Foi demonstrada bioequivalência entre doses equivalentes da apresentação monodose e da apresentação multidose de GONAL-f®.

Recomenda-se a adesão às doses iniciais recomendadas a seguir.

 - Mulheres com anovulação9 (incluindo Síndrome10 do Ovário11 Policístico)

GONAL-f® deve ser administrado segundo um esquema de injeções diárias. Nas mulheres menstruadas o tratamento deve ser iniciado nos primeiros sete dias do ciclo menstrual.

Um regime posológico habitualmente empregado se inicia com administrações diárias de 75- 150 UI de FSH, aumentando de preferência em 37,5, ou 75 UI com sete ou, de preferência, quatorze dias de intervalo, se necessário, de modo a obter uma resposta adequada mas não excessiva. O tratamento deve ser adaptado à resposta individual de cada paciente, avaliada pela medição do tamanho dos folículos por ultrassom e/ou pela secreção de estrogênios. A dose máxima diária não é normalmente superior a 225 UI de FSH. Se a paciente não responder adequadamente após quatro semanas de tratamento, o ciclo deve ser abandonado e a paciente deve ser submetida à avaliação adicional após a qual pode recomeçar o tratamento com uma dose inicial mais alta do que a do ciclo abandonado.

Quando se obtém uma resposta ótima, deve ser administrada uma única injeção4 de 250 microgramas de gonadotrofina coriônica alfa humana recombinante (r-hCG) ou de 5.000 UI até 10.000 UI de hCG, 24-48 horas após a última injeção4 de GONAL-f®. Recomenda-se que a paciente tenha relações sexuais no dia da administração de hCG, bem como no dia seguinte.

Como alternativa, pode ser efetuada uma inseminação intrauterina (IIU).

Caso se obtenha uma resposta excessiva, o tratamento deve ser interrompido e suspensa a hCG. O tratamento deve ser reiniciado no ciclo seguinte, com uma dose inferior àquela do ciclo anterior.

 - Mulheres submetidas à estimulação ovariana para o desenvolvimento folicular múltiplo prévio à fertilização17 in vitro ou outras técnicas de reprodução16 assistida.

O esquema posológico habitualmente usado para indução da superovulação envolve a administração diária de 150-225 UI de GONAL-f®, com início no 2º ou 3º dia do ciclo. O tratamento prossegue até se obter um desenvolvimento folicular adequado (avaliado por monitorização das concentrações séricas de estrogênios e/ou ultrassom), sendo a dose ajustada de acordo com a resposta da paciente, não ultrapassando normalmente as 450 UI diárias. Em geral, obtém-se um desenvolvimento folicular adequado em média no décimo dia do tratamento (intervalo de 5 a 20 dias).

Uma única injeção4 de 250 microgramas de r-hCG ou de 5.000 UI até 10.000 UI de hCG é administrada 24-48 horas após a última injeção4 de GONAL-f® para a indução da maturação folicular final.

A subrregulação com um agonista71 ou um antagonista72 do hormônio1 liberador das gonadotrofinas (GnRH) é usualmente utilizada com o fim de suprimir o aumento de LH endógeno e de controlar os níveis tônicos de LH. Segundo um protocolo habitual, a terapêutica23 com GONAL-f® é iniciada aproximadamente duas semanas após o início do tratamento com o agonista71, prosseguindo-se com ambos até se obter um desenvolvimento folicular adequado. Por exemplo, após duas semanas de tratamento com um agonista71, administram-se 150-225 UI de GONAL-f® nos primeiros sete dias. A dose é então ajustada de acordo com a resposta ovariana.

A experiência global obtida com a FIV indica que em geral a taxa de tratamentos com sucesso mantém-se estável durante as primeiras quatro tentativas, após o que declina gradualmente.

 - Mulheres com anovulação9 resultante de deficiência grave de LH e de FSH.

Em mulheres com insuficiência19 de LH e de FSH (hipogonadismo hipogonadotrófico), o objetivo da terapêutica23 com GONAL-f®, em associação com alfalutropina, é o desenvolvimento de um único folículo2 de Graaf maduro, a partir do qual será liberado o óvulo24 após a administração de gonadotrofina coriônica humana12 (hCG). GONAL-f® deve ser administrado segundo um esquema de injeções diárias, simultaneamente com alfalutropina.

Uma vez que estas pacientes são amenorreicas e têm uma secreção reduzida de estrogênios endógenos, o tratamento pode ser iniciado em qualquer momento.

Um regime posológico recomendado se inicia com a administração diária de 75 UI de alfalutropina com 75-150 UI de FSH. O tratamento deve ser adaptado à resposta individual de cada paciente avaliada pela medição do tamanho dos folículos por ultrassom e/ou pela secreção de estrogênios.

Se um aumento da dose de FSH for considerado adequado, o ajuste da dose deve ser efetuado, de preferência, após intervalos de 7-14 dias e, preferencialmente, com incrementos de 37,5-75 UI. Pode ser aceitável prolongar a estimulação em qualquer dos ciclos por até cinco semanas.

Quando se obtém uma resposta ótima, deve ser administrada uma única injeção4 de 250 microgramas de r-hCG ou de 5.000 UI até 10.000 UI de hCG, 24-48 horas após as últimas injeções de GONAL-f® e de alfalutropina. Recomenda-se que a paciente tenha relações sexuais no dia da administração de hCG, bem como no dia seguinte. Como alternativa, pode ser efetuada uma IIU.

Pode ser necessário um suporte da fase lútea, uma vez que a ausência de substâncias com atividade luteotrófica (LH/hCG) após a ovulação13 pode conduzir a uma falência prematura do corpo lúteo. Caso seja obtida uma resposta excessiva, o tratamento deve ser interrompido e a hCG não deve ser administrada. O tratamento deve ser reiniciado no ciclo seguinte, com uma dose de FSH inferior àquela do ciclo anterior.

 - Homens com hipogonadismo hipogonadotrófico

GONAL-f® deve ser administrado numa dose de 150 UI três vezes por semana, concomitantemente com hCG, durante pelo menos quatro meses. Se, após este período, o paciente não tiver respondido, deve se continuar com o tratamento combinado. A experiência clínica atual indica que pode ser necessário um tratamento de pelo menos dezoito meses para atingir a espermatogênese.

Populações especiais

- Uso em idosos

Não existe utilização relevante de GONAL-f® na população idosa. A segurança e a eficácia de GONAL-f® em pacientes idosos não foram estabelecidas.

 - Insuficiência hepática74 ou renal75

A segurança, a eficácia e a farmacocinética de GONAL-f® em pacientes com insuficiência hepática74 ou renal75 não foram estabelecidas.

 - Uso pediátrico

Não existe utilização relevante de GONAL-f® na população pediátrica.

Modo de administração

GONAL-f® destina-se à administração subcutânea27. A primeira injeção4 de GONAL-f® deve ser efetuada sob supervisão médica direta. A autoadministração de GONAL-f® só deve ser efetuada por pacientes que estão motivados, devidamente instruídos e que tenham acesso a acompanhamento especializado.

Como a caneta pré-carregada com um cartucho multidose de GONAL-f® se destina a ser utilizada para várias injeções, devem ser dadas instruções claras aos pacientes para evitar a utilização incorreta da apresentação multidose.

Para instruções sobre a administração com a caneta pré-carregada, ver o “Guia de instruções de uso”.

9. Reações Adversas de Gonal-F

As reações adversas notificadas com maior frequência foram cefaleias76, cistos ovarianos e reações no local de injeção4 (p. ex., dor, eritema77, hematoma78, edema79 e/ou irritação local).

Síndrome10 de hiperestimulação ovariana leve ou moderada (OHSS) foi notificada com frequência e deve ser considerada como um risco intrínseco do procedimento de estimulação.

A OHSS grave é incomum.

Tromboembolia pode ocorrer muito raramente, geralmente associada à OHSS grave.

As seguintes definições aplicam-se à frequência das reações adversas:

Muito comuns (≥ 1/10)

Comuns (≥ 1/100, < 1/10)

Incomuns (≥1/1.000, < 1/100)

Raras (≥ 1/10.000, < 1/1.000)

Muito raras (< 1/10.000)

 - Tratamento em mulheres

Distúrbios do sistema imune80

Muito raros: Reações de hipersensibilidade leves a graves, incluindo reações anafiláticas81 e choque82.

Distúrbios do sistema nervoso83

Muito comuns: Cefaleias76.

Distúrbios vasculares84

Muito raros: Tromboembolia, geralmente associada à OHSS grave.

Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino85

Muito raros: Exacerbação ou agravamento da asma86.

Distúrbios gastrointestinais

Comuns: Dor abdominal, distensão abdominal, desconforto abdominal, náusea87, vômitos50, diarreia51.

Distúrbios da mama38 e sistema reprodutor

Muito comuns: Cistos ovarianos.

Comuns: OHSS leve ou moderada (incluindo sintomatologia associada).

Incomuns: OHSS grave (incluindo sintomatologia associada).

Raros: Complicação de OHSS grave.

Distúrbios gerais e alterações no local de administração

Muito comuns: Reações no local da injeção4 (ex., dor, eritema77, hematoma78, edema79 e/ou irritação local).

 - Tratamento em homens

Distúrbios do sistema imune80

Muito raros: Reações de hipersensibilidade leves a graves incluindo reações anafiláticas81 e choque82.

Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino85

Muito raros: Exacerbação ou agravamento da asma86.

Distúrbios da pele88 e do tecido subcutâneo89

Comuns: Acne90

Distúrbios da mama38 e sistema reprodutor

Comuns: Ginecomastia91, varicocele92.

Distúrbios gerais e alterações no local de administração

Muito comuns: Reações no local de injeção4 (ex., dor, eritema77, hematoma78, edema79 e/ou irritação local).

Exames complementares de diagnóstico93

Comuns: Ganho ponderal94.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

10. Superdose de Gonal-F


Desconhecem-se os efeitos de uma superdose com GONAL-f®; no entanto, existe a possibilidade de ocorrência de OHSS.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Dizeres Legais de Gonal-F

MS 1.0089.0363

Farmacêutico Responsável: Geraldo César Monteiro de Castro – CRF-RJ 14021

Fabricado por:

Merck Serono S.p.A.

Bari – Itália

ou

Merck Serono S.A.

Aubonne – Suíça

Embalado por:

Ares Trading Uruguay S.A.

Montevideo – Uruguai

Importado por:

MERCK S.A.

CNPJ 33.069.212/0001-84

Estrada dos Bandeirantes, 1099

Rio de Janeiro – RJ CEP 22710-571

Indústria Brasileira

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

SERVIÇO DE ATENDIMENTO AO CLIENTE

0800 727-7293

www.merck.com.br


GONAL -f

Alfafolitropina

Hormônio1 folículo2 estimulante recombinante (r-hFSH)

(75 UI)

GUIA DE INSTRUÇÕES DE USO

Antes de começar a preparação, leia primeiro estas instruções completamente. Autoadministre a injeção4 à mesma hora todos os dias.

1. Lave as mãos95 e arranje uma área limpa. É importante que as suas mãos95 e os acessórios que vai utilizar estejam tão limpos quanto possível. Um bom local é uma mesa ou bancada da cozinha que estejam limpas.

2. Colocar sobre a área limpa tudo o que for necessário: o frasco-ampola contendo GONALf ® 75 UI (5,5 μg) liofilizado3, a seringa6 preenchida contendo o diluente, dois chumaços de algodão embebidos em álcool, uma agulha para reconstituição, uma agulha fina para a injeção subcutânea5 e um recipiente para descarte de objetos cortantes.

3. Preparar a solução para injeção4: retire a tampa protetora do frascoampola de GONAL-f® 75 UI (5,5 μg) e a capa protetora da seringa6 preenchida com o diluente. Conecte a agulha para reconstituição na seringa6 preenchida, introduza no frasco-ampola de GONAL-f®75 UI (5,5 μg) e injete lentamente todo o diluente. Gire suavemente para misturar, sem retirar a seringa6. Não agite para evitar a formação de espuma.

4. Depois que o pó liofilizado3 estiver dissolvido (o que geralmente ocorre imediatamente), verifique se a solução resultante está límpida e não contém partículas. Vire o frasco-ampola de cabeça96 para baixo e aspire suavemente a solução para dentro da seringa6, puxando o êmbolo97. Remova a seringa6 do frasco-ampola e pouse a seringa6 cuidadosamente. Não toque na agulha, nem deixe que esta toque em qualquer superfície

Se mais de um frasco-ampola de GONAL-f® 75 UI (5,5 μg) tiver sido prescrito, reinjete lentamente a solução no outro frasco de pó liofilizado3, repetindo o passo 3.

Se alfalutropina (LUVERIS®) for prescrita com GONAL-f® 75 UI (5,5 μg), você pode misturar os dois medicamentos para efetuar apenas uma injeção4. Para isso, você deve reconstituir primeiro a alfalutropina com o diluente que acompanha o GONAL-f® 75 UI (5,5 μg), aspirar a solução de volta à seringa6 e reinjetar no frasco-ampola de GONAL-f®75 UI (5,5 μg). Depois que o pó estiver dissolvido, aspirar a solução de volta à seringa6. Verifique se existem partículas e utilize somente se a solução estiver límpida.

Até três frascos de pó liofilizado3 podem ser dissolvidos com 1 ml de diluente.

5. Preparação da seringa6 para a injeção4: troque a agulha de reconstituição pela agulha fina e elimine as bolhas de ar existentes.

Segure a seringa6 com a agulha para cima e bata suavemente nas laterais com os dedos até que todas as bolhas de ar se concentrem na parte superior. Empurre o êmbolo97 até que todas as bolhas de ar tenham sido eliminadas.

6. Injeção4 da dose: injetar imediatamente a solução. Seu médico ou enfermeira já devem ter lhe orientado sobre o local da aplicação (por exemplo, barriga, parte frontal da coxa). Para reduzir ao mínimo a irritação da pele88 selecione uma zona diferente todos os dias. Limpe a área escolhida com um chumaço de algodão embebido em álcool com movimentos circulares. Aperte firmemente a pele88 entre o polegar e o indicador e espete a agulha com uma inclinação entre 45° e 90°, como se estivesse atirando um dardo. Injete o medicamento sob a pele88 pressionando lentamente o êmbolo97. Não injete diretamente numa veia.

Utilize o tempo que for necessário para injetar toda a solução. Retire imediatamente a agulha e limpe a pele88 com um chumaço de algodão embebido em álcool, com suaves movimentos circulares.

7. Depois da aplicação: jogue fora todos os materiais utilizados assim que a aplicação estiver concluída. Descarte imediatamente todas as agulhas e frascos de vidro vazios de forma segura, preferencialmente em um recipiente apropriado para objetos cortantes, que pode ser adquirido nas farmácias. Qualquer quantidade não utilizada da solução deve ser eliminada.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

MS 1.0089.0363

Farmacêutico Responsável: Geraldo César Monteiro de Castro – CRF-RJ 14021

MERCK S.A.

CNPJ 33.069.212/0001-84

Estrada dos Bandeirantes, 1099

Rio de Janeiro – RJ CEP 22710-571

Indústria Brasileira

SERVIÇO DE ATENDIMENTO AO CLIENTE

0800 727-7293

www.merck.com.br



GONAL-f®

(alfafolitropina)

Hormônio1 folículo2 estimulante recombinante (r-hFSH)

Merck S/A

Solução injetável

900 UI (66 μg) / 1,5 mL

450 UI (33 μg) / 0,75 mL

300 UI (22 μg) / 0,5 mL

Apresentações de Gonal-F


Solução injetável para uso subcutâneo7 em canetas pré-carregadas.

900 UI (66 μg) / 1,5 mL: 1 caneta pré-carregada com cartucho contendo 1,5 mL de solução injetável de alfafolitropina e 14 agulhas;

450 UI (33 μg) / 0,75 mL: 1 caneta pré-carregada com cartucho contendo 0,75 mL de solução injetável de alfafolitropina e 7 agulhas;

300 UI (22 μg) / 0,5 mL: 1 caneta pré-carregada com cartucho contendo 0,5 mL de solução injetável de alfafolitropina e 5 agulhas.

USO SUBCUTÂNEO7

USO ADULTO

Composição de Gonal-F


Informações Técnicas Aos Profissionais de Saúde8 de Gonal-F

1. Indicações de Gonal-F

(I) Anovulação9 (incluindo a Síndrome10 do Ovário11 Policístico, SOP) em mulheres que não responderam ao tratamento com citrato de clomifeno.

GONAL-f®, seguido de Gonadotrofina Coriônica Humana12 (hCG), é recomendado para o estímulo do desenvolvimento folicular e ovulação13 em mulheres com disfunção hipotalâmicapituitária que apresentam oligomenorreia14 ou amenorreia15. A maioria destas pacientes apresenta doença ovariana policística (SOP).

(II) GONAL-f®está indicado para o estímulo do desenvolvimento multifolicular em pacientes que passam por uma superovulação em técnicas de reprodução16 assistida (ART), como fertilização17 in vitro (IVF), transferência intrafalopiana de gameta (GIFT) e transferência intrafalopiana de zigoto18 (ZIFT).

GONAL-f® em associação com uma preparação de hormônio1 luteinizante (LH) é recomendado para a estimulação do desenvolvimento folicular em mulheres com insuficiência19 grave de LH e FSH. Nos ensaios clínicos20, essas pacientes foram definidas pelo nível sérico de LH endógeno menor que 1,2 UI/l.

(III) GONAL-f® está indicado para estimular a produção de espermatozoides21 no homem infértil devido à deficiência hormonal e deve ser utilizado em combinação com a gonadotrofina coriônica humana12 (hCG).

GONAL-f® está indicado para estimular a produção de espermatozoides21 no homem com hipogonadismo hipogonadotrófico congênito22 ou adquirido, em associação terapêutica23 com a gonadotrofina coriônica humana12 (hCG).

2. Resultados de Eficácia de Gonal-F


Eficácia e segurança clínicas na mulher

Nos ensaios clínicos20, as pacientes com deficiência grave de FSH e de LH foram selecionadas por um nível sérico de LH endógena < 1,2 UI/l, avaliada num laboratório central. Contudo, deve levar-se em consideração que existem variações nas medições de LH realizadas em diferentes laboratórios.

Em ensaios clínicos20 que compararam a r-hFSH (alfafolitropina) e a FSH urinária na ART (ver tabela abaixo) e na indução da ovulação13, GONAL-f® foi mais potente do que a FSH urinária em termos da diminuição da dose total e de um menor período de tratamento necessário para iniciar a maturação folicular.

Na ART, GONAL-f ® numa dose total mais baixa e num período de tratamento menor do que a FSH urinária, resultou num número superior de ovócitos obtidos quando comparado com a FSH urinária.

Resultados do estudo GF 8407 (estudo aleatório, paralelo, de comparação de eficácia e segurança do GONAL-f® com a FSH urinária em técnicas de reprodução16 assistida)

As diferenças entre os dois grupos foram estatisticamente significativas (p < 0,05) para todos os critérios listados.

Eficácia e segurança no homem

Em homens com insuficiência19 em FSH, GONAL-f® administrado concomitantemente com hCG durante pelo menos 4 meses, induz a espermatogênese.

3. Características Farmacológicas de Gonal-F

Farmacodinâmica

Na mulher, o efeito mais importante resultante da administração parenteral de FSH é o desenvolvimento de folículos de Graaf maduros. Em mulheres com anovulação9, o objetivo da terapêutica23 com GONAL-f® é o de desenvolver um único folículo2 de Graaf maduro do qual se libertará o óvulo24 após a administração de hCG.

Farmacocinética

Após administração intravenosa, a alfafolitropina distribui-se no fluido do espaço extracelular25 com uma meia-vida inicial de cerca de 2 horas e é eliminada com uma meia-vida terminal de cerca de um dia. O volume de distribuição no estado de equilíbrio e o clearance total são de 10 l e 0,6 l/h, respectivamente. Um oitavo da dose de alfafolitropina é excretado na urina26.

Após administração subcutânea27, a biodisponibilidade absoluta é de cerca de 70%. Após administração repetida, a alfafolitropina triplica a acumulação, atingindo o estado de equilíbrio em 3-4 dias. Nas mulheres cuja secreção de gonadotrofinas endógenas se encontra suprimida, a alfafolitropina mostrou, no entanto, estimular eficazmente o desenvolvimento folicular e a esteroidogênese, apesar dos níveis não mensuráveis de LH.

Dados pré-clínicos de segurança

Dados não clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos convencionais de toxicidade28 de dose simples e repetida e de genotoxicidade.

Foi relatada diminuição da fertilidade em ratos expostos a doses farmacológicas de alfafolitropina (≥ 40 UI/kg/dia) durante períodos longos, através de fecundidade reduzida.

Administrada em doses elevadas (≥5 UI/kg/dia), a alfafolitropina provocou uma diminuição no número de fetos viáveis sem ser teratogênica29, e distocia similar àquela observada com a gonadotrofina menopáusica urinária (hMG). Contudo, como GONAL-f® não é indicado na gravidez30, estes dados têm relevância clínica limitada.

4. Contraindicações de Gonal-F


- hipersensibilidade à alfafolitropina, ao FSH ou a qualquer um dos excipientes

 - tumores do hipotálamo31 ou da hipófise32

Na mulher:

 - hipertrofia33 ou cistos ovarianos não causados pela Síndrome10 do Ovário11 Policístico

 - hemorragias34 ginecológicas de etiologia35 desconhecida

 - carcinoma36 do útero37, ovário11 ou mama38

GONAL-f® não deve ser utilizado nas situações em que não é possível a obtenção de uma resposta eficaz, tais como:

 - Na mulher

- insuficiência19 ovariana primária

- malformações39 dos órgãos sexuais incompatíveis com a gravidez30

- tumores fibroides do útero37 incompatíveis com a gravidez30

- No homem:

- insuficiência19 testicular primária

Este medicamento é contraindicado para uso por grávidas.

5. Advertências e Precauções de Gonal-F

A alfafolitropina, princípio ativo do GONAL-f®, é uma substância gonadotrófica potente capaz de causar reações adversas leves a graves, só devendo ser utilizada por médicos bem familiarizados com problemas de fertilidade e seu tratamento.

O tratamento com gonadotrofinas requer o compromisso dos médicos e dos outros profissionais de saúde8, assim como a existência de equipamento de monitorização adequado.

Na mulher, a utilização segura e eficaz do GONAL-f® requer uma monitorização regular por ultrassom da resposta ovariana, isoladamente ou, de preferência, em conjunto com a avaliação dos níveis de estradiol. Pode haver um certo grau de variabilidade na resposta individual ao FSH, podendo ocorrer em algumas pacientes uma resposta insuficiente e noutras uma resposta exagerada. Tanto no homem como na mulher, deve ser utilizada a dose mais baixa eficaz, em relação ao objetivo do tratamento.

Porfiria40

Os pacientes com porfiria40 ou história familiar de porfiria40 devem ser cuidadosamente monitorizados durante o tratamento com GONAL-f®. O agravamento ou a primeira manifestação desta condição pode requerer a interrupção do tratamento.

Tratamento na mulher

Antes do início do tratamento, deve ser avaliada a infertilidade41 do casal, e estudadas as possíveis contraindicações de uma gravidez30. Em particular, situações como hipotiroidismo, insuficiência19 da suprarrenal, hiperprolactinemia deverão ser rastreadas e instituído tratamento específico, se apropriado.

Nas mulheres submetidas a estimulação do crescimento folicular, quer como tratamento de infertilidade41 anovulatória quer como técnicas de ART, pode ocorrer um aumento do volume ovariano ou o desenvolvimento de hiperestimulação. A adesão à dose recomendada de GONAL-f® e ao esquema de administração, além de uma cuidadosa monitorização da terapêutica23 minimizam a incidência42 de tais efeitos. Para uma interpretação exata dos índices de desenvolvimento e maturação foliculares, o médico deve ter experiência na interpretação dos testes relevantes.

Nos ensaios clínicos20, GONAL-f® demonstrou aumentar a sensibilidade ovariana quando administrado com alfalutropina. Se um aumento da dose de FSH for considerado adequado, o ajuste da dose deve ser efetuado, preferencialmente, após intervalos de 7-14 dias com incrementos de 37,5-75 UI.

Não foi efetuada uma comparação direta de GONAL-f®/LH versus a gonadotrofina menopáusica humana (hMG). A comparação com dados históricos sugere que a taxa de ovulação13 obtida com GONAL-f®/LH é similar àquela que foi obtida com a hMG.

Síndrome10 de Hiperestimulação Ovariana (OHSS)

Um certo grau de hipertrofia33 dos ovários43 é um efeito esperado da estimulação ovariana controlada. É observada com maior frequência em mulheres com Síndrome10 do Ovário11 Policístico e regride geralmente sem tratamento.

Em contraste com a hipertrofia33 ovariana não complicada, a OHSS é uma condição que se pode manifestar com níveis crescentes de gravidade. É caracterizada por um aumento marcado do volume do ovário11, níveis plasmáticos elevados de esteroides sexuais e um aumento da permeabilidade44 vascular45 que pode resultar numa acumulação de fluidos nas cavidades peritoneal, pleural e, raramente, pericárdica.

Em casos graves de OHSS pode observar-se a seguinte sintomatologia: dor e distensão abdominais, aumento do volume ovariano com gravidade, aumento de peso, dispneia46, oligúria47 e sintomas48 gastrointestinais, incluindo náuseas49, vômitos50 e diarreia51. Uma avaliação clínica pode revelar hipovolemia52, hemoconcentração53, desequilíbrio eletrolítico, ascite54, hemoperitoneu, derrame55 pleural, hidrotórax ou dificuldade pulmonar aguda. Muito raramente, uma OHSS grave pode ser complicada por torção56 ovariana ou eventos tromboembólicos como embolia57 pulmonar, acidente vascular cerebral58 isquêmico59 ou infarto do miocárdio60.

Fatores de risco independentes de desenvolvimento da OHSS incluem Síndrome10 do Ovário11 Policístico, níveis de estradiol sérico absolutos elevados ou que aumentam rapidamente (p. ex., > 900 pg/ml ou > 3.300 pmol/l na anovulação9; > 3.000 pg/ml ou > 11.000 pmol/l na ART) e um grande número de folículos ovarianos em desenvolvimento (p. ex., > 3 folículos de ≥ 14 mm de diâmetro na anovulação9; ≥ 20 folículos de ≥12 mm de diâmetro na ART).

A adesão à dose e ao regime de administração recomendados de GONAL-f® pode minimizar o risco de hiperestimulação ovariana. Recomenda-se que seja efetuada monitorização dos ciclos de estimulação por ultrassom e por medições dos níveis de estradiol para identificar precocemente os fatores de risco.

Há evidência de que a hCG desempenha um papel importante no desencadeamento de uma OHSS e que a síndrome10 pode ser mais grave e prolongada se ocorrer uma gravidez30. Portanto, se ocorrerem sinais61 de hiperestimulação ovariana, tais como um nível do estradiol sérico > 5.500 pg/ml ou > 20.200 pmol/l e/ou ≥ 40 folículos no total, recomenda-se que a hCG seja suspensa e a paciente aconselhada a abster-se de ter relações sexuais ou a utilizar métodos contraceptivos de barreira durante pelo menos 4 dias. A OHSS pode progredir rapidamente (em 24 horas) ou num período de vários dias até se tornar em um caso clínico grave. Ocorre com mais frequência após o tratamento hormonal ter sido interrompido e atinge o seu máximo cerca de sete a dez dias após o tratamento. Portanto, as pacientes devem ser acompanhadas durante pelo menos duas semanas após a administração de hCG.

Na ART, a aspiração de todos os folículos antes da ovulação13 pode reduzir a incidência42 de hiperestimulação.

Geralmente, a OHSS leve ou moderada regride espontaneamente. Se ocorrer OHSS grave, recomenda-se que o tratamento com gonadotrofinas seja suspenso caso ainda esteja em curso, que a paciente seja hospitalizada e que seja iniciada a terapêutica23 apropriada.

Gravidez30 múltipla

Em mulheres submetidas à indução da ovulação13, a incidência42 de gravidez30 múltipla está aumentada em comparação com a concepção62 natural. A maioria das concepções múltiplas é de gêmeos. A gravidez30 múltipla, especialmente de número elevado, acarreta um risco acrescido de resultados adversos maternos e perinatais.

A fim de minimizar o risco de gravidez30 múltipla, recomenda-se uma monitorização cuidadosa da resposta ovariana.

O risco de gravidez30 múltipla, em mulheres submetidas a técnicas de ART, está relacionado principalmente com o número e qualidade de embriões recolocados, e com a idade da paciente.

As pacientes devem ser avisadas do risco potencial de nascimentos múltiplos antes de iniciarem o tratamento.

Aborto espontâneo

A incidência42 de perda da gravidez30 por aborto é mais elevada em pacientes submetidas à estimulação do crescimento folicular para indução da ovulação13 ou a técnicas de ART do que após concepção62 natural.

Gravidez ectópica63

Mulheres com história de doença tubária apresentam risco de desenvolvimento de uma gravidez ectópica63, quer a gravidez30 ocorra por concepção62 espontânea ou com tratamentos de fertilidade. Foi notificado que a prevalência64 de gravidez ectópica63 após ART é mais elevada do que a prevalência64 na população em geral.

Neoplasias65 do sistema reprodutor

Foram reportadas neoplasias65 do ovário11 e de outros órgãos do sistema reprodutor, sejam benignas ou malignas, em mulheres submetidas a regimes medicamentosos múltiplos para o tratamento da infertilidade41. Não se encontra estabelecido se o tratamento com gonadotrofinas aumenta o risco destes tumores em mulheres inférteis.

Malformações39 congênitas66

A prevalência64 de malformações39 congênitas66 após técnicas de ART poderá ser ligeiramente superior em relação às concepções espontâneas. Pensa-se que tal fato possa ser originado pelas diferenças nas características dos progenitores (p. ex., idade materna, características do esperma67) e pelas gestações múltiplas.

Eventos tromboembólicos

Em mulheres com doença tromboembólica ativa ou recente, ou em mulheres com fatores de risco de eventos tromboembólicos geralmente reconhecidos, tais como antecedentes pessoais ou familiares, o tratamento com gonadotrofinas pode aumentar o risco de agravamento ou de ocorrência destes acontecimentos. Nestas mulheres, o benefício da administração de gonadotrofinas deverá ser avaliado em relação aos riscos. Deverá ser enfatizado, no entanto, que a própria gravidez30, assim como, a OHSS também acarretam um risco aumentado de acontecimentos tromboembólicos.

Tratamento no homem

Valores elevados de FSH endógeno são indicativos de insuficiência19 testicular primária. Estes pacientes não respondem ao tratamento com GONAL-f®/hCG. GONAL-f® não deve ser utilizado em situações nas quais não é possível obter uma resposta eficaz.

Como parte da avaliação da resposta, recomenda-se a análise do esperma67 4 a 6 meses após o início do tratamento.

Gravidez30 e lactação68

Gravidez30

Não há indicação para a utilização de GONAL-f®durante a gravidez30. Uma quantidade limitada de dados em gestações expostas (menos de 300) indicam ausência de malformações39 ou toxicidade28 fetal/neonatal com alfafolitropina.

Não se observou qualquer efeito teratogênico69 em estudos em animais. Em caso de exposição durante a gravidez30, os dados clínicos não são suficientes para excluir um efeito teratogênico69 de GONAL-f®.

Lactação68

GONAL-f® não é indicado durante a amamentação70.

Categoria de risco X. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir e utilizar máquinas

É de esperar que os efeitos de GONAL-f® sobre a capacidade de dirigir e utilizar máquinas sejam nulos ou desprezíveis.

Teor de sódio

GONAL-f® contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por dose, ou seja, é praticamente isento de sódio.

Este medicamento contém SACAROSE.

6. Interações Medicamentosas de Gonal-F


O uso concomitante de GONAL-f® com outros medicamentos utilizados na estimulação da ovulação13 (p. ex., hCG, citrato de clomifeno), pode potencializar a resposta folicular, enquanto a utilização simultânea de um agonista71 ou antagonista72 da GnRH, indutor da dessensibilização73 hipofisária, pode aumentar a dose de GONAL-f® necessária para provocar uma resposta ovariana adequada. Não foram relatadas outras interações clinicamente significativas durante a terapêutica23 com GONAL-f®.

7. Cuidados de Armazenamento de Gonal-F

GONAL-f® nas apresentações de 900 UI/1,5 mL, 450 UI/0,75 mL e 300 UI/0,5 mL deve ser guardado sob refrigeração entre 2°C e 8°C, protegido da luz. Não congelar.

Durante o período de validade, este produto pode ser guardado abaixo de 25°C por até 28 dias, protegido da luz, e descartado após esse período. Anote na caneta pré-carregada de GONAL-f® a data do primeiro dia de uso. Jogue fora a caneta depois de passados 28 dias da primeira abertura, mesmo que ainda contenha medicamento. No final do tratamento, qualquer solução não utilizada deve ser descartada.

GONAL-f® é apresentado como uma solução límpida e incolor em caneta pré-carregada pronta para uso. Não utilize GONAL-f® se verificar quaisquer sinais61 visíveis de deterioração, se o líquido contiver partículas ou se não estiver límpido.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

8. Posologia e Modo de Usar de Gonal-F


A terapêutica23 com GONAL-f® deve ser iniciada sob a supervisão de um médico com experiência no tratamento de distúrbios da fertilidade.

Deve ser entregue aos pacientes o número correto de canetas para o seu ciclo de tratamento e estes devem ser orientados sobre como utilizar as técnicas de injeção4 apropriadas.

Posologia

As doses recomendadas de GONAL-f® são as utilizadas com o FSH urinário. A avaliação clínica de GONAL-f® indica que as doses diárias, os regimes posológicos e os métodos de monitorização do tratamento não devem diferir dos correntemente utilizados com os medicamentos contendo FSH urinário.

Ensaios clínicos20 comparativos demonstraram que, em média, as pacientes necessitam de uma dose cumulativa mais baixa e uma menor duração de tratamento com GONAL-f® em comparação com o FSH urinário. Assim, considera-se apropriado administrar uma dose total mais baixa de GONAL-f® do que aquela geralmente usada para o FSH urinário, não apenas para otimizar o desenvolvimento folicular como também para minimizar o risco de hiperestimulação ovariana não pretendida.

Foi demonstrada bioequivalência entre doses equivalentes da apresentação monodose e da apresentação multidose de GONAL-f®.

Recomenda-se a adesão às doses iniciais recomendadas a seguir.

 - Mulheres com anovulação9 (incluindo Síndrome10 do Ovário11 Policístico)

GONAL-f® deve ser administrado segundo um esquema de injeções diárias. Nas mulheres menstruadas o tratamento deve ser iniciado nos primeiros sete dias do ciclo menstrual.

Um regime posológico habitualmente empregado se inicia com administrações diárias de 75-150 UI de FSH, aumentando de preferência em 37,5, ou 75 UI com sete ou, de preferência, quatorze dias de intervalo, se necessário, de modo a obter uma resposta adequada mas não excessiva. O tratamento deve ser adaptado à resposta individual de cada paciente avaliada pela medição do tamanho dos folículos por ultrassom e/ou pela secreção de estrogênios. A dose máxima diária não é normalmente superior a 225 UI de FSH. Se a paciente não responder adequadamente após quatro semanas de tratamento, o ciclo deve ser abandonado e a paciente deve ser submetida à avaliação adicional após a qual pode recomeçar o tratamento com uma dose inicial mais alta do que a do ciclo abandonado.

Quando se obtém uma resposta ótima, deve ser administrada uma única injeção4 de 250 microgramas de gonadotrofina coriônica alfa humana recombinante (r-hCG) ou de 5.000 UI até 10.000 UI de hCG, 24-48 horas após a última injeção4 de GONAL-f®. Recomenda-se que a paciente tenha relações sexuais no dia da administração de hCG, bem como no dia seguinte. Como alternativa, pode ser efetuada uma inseminação intrauterina (IIU).

Caso se obtenha uma resposta excessiva, o tratamento deve ser interrompido e suspensa a hCG. O tratamento deve ser reiniciado no ciclo seguinte, com uma dose inferior àquela do ciclo anterior.

- Mulheres submetidas à estimulação ovariana para o desenvolvimento folicular múltiplo prévio à fertilização17 in vitro ou outras técnicas de reprodução16 assistida.

O esquema posológico habitualmente usado para indução da superovulação envolve a administração diária de 150-225 UI de GONAL-f®, com início no 2º ou 3º dia do ciclo. O tratamento prossegue até se obter um desenvolvimento folicular adequado (avaliado por monitorização das concentrações séricas de estrogênios e/ou ultrassom), sendo a dose ajustada de acordo com a resposta da paciente, não ultrapassando normalmente as 450 UI diárias. Em geral, obtém-se um desenvolvimento folicular adequado em média no décimo dia do tratamento (intervalo de 5 a 20 dias).

Uma única injeção4 de 250 microgramas de r-hCG ou de 5.000 UI até 10.000 UI de hCG é administrada 24-48 horas após a última injeção4 de GONAL-f® para a indução da maturação folicular final.

A subrregulação com um agonista71 ou um antagonista72 do hormônio1 liberador das gonadotrofinas (GnRH) é usualmente utilizada com o fim de suprimir o aumento de LH endógeno e de controlar os níveis tônicos de LH. Segundo um protocolo habitual, a terapêutica23 com GONAL-f® é iniciada aproximadamente duas semanas após o início do tratamento com o agonista71, prosseguindo-se com ambos até se obter um desenvolvimento folicular adequado. Por exemplo, após duas semanas de tratamento com um agonista71, administram-se 150-225 UI de GONAL-f® nos primeiros sete dias. A dose é então ajustada de acordo com a resposta ovariana.

A experiência global obtida com a FIV indica que em geral a taxa de tratamentos com sucesso mantém-se estável durante as primeiras quatro tentativas, após o que declina gradualmente.

 - Mulheres com anovulação9 resultante de deficiência grave de LH e de FSH.

Em mulheres com insuficiência19 de LH e de FSH (hipogonadismo hipogonadotrófico), o objetivo da terapêutica23 com GONAL-f®, em associação com alfalutropina, é o desenvolvimento de um único folículo2 de Graaf maduro, a partir do qual será liberado o óvulo24 após a administração de gonadotrofina coriônica humana12 (hCG). GONAL-f® deve ser administrado segundo um esquema de injeções diárias, simultaneamente com alfalutropina.

Uma vez que estas pacientes são amenorreicas e têm uma secreção reduzida de estrogênios endógenos, o tratamento pode ser iniciado em qualquer momento.

Um regime posológico recomendado se inicia com a administração diária de 75 UI de alfalutropina com 75-150 UI de FSH. O tratamento deve ser adaptado à resposta individual de cada paciente avaliada pela medição do tamanho dos folículos por ultrassom e/ou pela secreção de estrogênios.

Se um aumento da dose de FSH for considerado adequado, o ajuste da dose deve ser efetuado, de preferência, após intervalos de 7-14 dias e, preferencialmente, com incrementos de 37,5-75 UI. Pode ser aceitável prolongar a estimulação em qualquer dos ciclos por até cinco semanas.

Quando se obtém uma resposta ótima, deve ser administrada uma única injeção4 de 250 microgramas de r-hCG ou de 5.000 UI até 10.000 UI de hCG, 24-48 horas após as últimas injeções de GONAL-f® e de alfalutropina. Recomenda-se que a paciente tenha relações sexuais no dia da administração de hCG, bem como no dia seguinte. Como alternativa, pode ser efetuada uma IIU.

Pode ser necessário um suporte da fase lútea, uma vez que a ausência de substâncias com atividade luteotrófica (LH/hCG) após a ovulação13 pode conduzir a uma falência prematura do corpo lúteo. Caso seja obtida uma resposta excessiva, o tratamento deve ser interrompido e a hCG não deve ser administrada. O tratamento deve ser reiniciado no ciclo seguinte, com uma dose de FSH inferior àquela do ciclo anterior.

 - Homens com hipogonadismo hipogonadotrófico

GONAL-f® deve ser administrado numa dose de 150 UI três vezes por semana, concomitantemente com hCG, durante pelo menos quatro meses. Se, após este período, o paciente não tiver respondido, deve se continuar com o tratamento combinado. A experiência clínica atual indica que pode ser necessário um tratamento de pelo menos dezoito meses para atingir a espermatogênese.

Populações especiais

- Uso em idosos

Não existe utilização relevante de GONAL-f® na população idosa. A segurança e a eficácia de GONAL-f® em pacientes idosos não foram estabelecidas.

 - Insuficiência hepática74 ou renal75

A segurança, a eficácia e a farmacocinética de GONAL-f® em pacientes com insuficiência hepática74 ou renal75 não foram estabelecidas.

 - Uso pediátrico

Não existe utilização relevante de GONAL-f® na população pediátrica.

Modo de administração

GONAL-f® destina-se à administração subcutânea27. A primeira injeção4 de GONAL-f deve ser efetuada sob supervisão médica direta. A autoadministração de GONAL-f® só deve ser efetuada por pacientes que estão motivados, devidamente instruídos e que tenham acesso a acompanhamento especializado.

Como a caneta pré-carregada com um cartucho multidose de GONAL-f® se destina a ser utilizada para várias injeções, devem ser dadas instruções claras aos pacientes para evitar a utilização incorreta da apresentação multidose.

Para instruções sobre a administração com a caneta pré-carregada, ver o “Guia de aplicação”.

9. Reações Adversas de Gonal-F

As reações adversas notificadas com maior frequência foram cefaleias76, cistos ovarianos e reações no local de injeção4 (p. ex., dor, eritema77, hematoma78, edema79 e/ou irritação local).

Síndrome10 de hiperestimulação ovariana leve ou moderada (OHSS) foi notificada com frequência e deve ser considerada como um risco intrínseco do procedimento de estimulação. A OHSS grave é incomum.

Tromboembolia pode ocorrer muito raramente, geralmente associada à OHSS grave.

As seguintes definições aplicam-se à frequência das reações adversas:

Muito comuns (≥1/10)

Comuns (≥ 1/100, < 1/10)

Incomuns (≥ 1/1.000, < 1/100)

Raras (≥1/10.000, < 1/1.000)

Muito raras (< 1/10.000)

 - Tratamento em mulheres

Distúrbios do sistema imune80

Muito raros: Reações de hipersensibilidade leves a graves, incluindo reações anafiláticas81 e choque82.

Distúrbios do sistema nervoso83

Muito comuns: Cefaleias76.

Distúrbios vasculares84

Muito raros: Tromboembolia, geralmente associada à OHSS grave.

Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino85

Muito raros: Exacerbação ou agravamento da asma86.

Distúrbios gastrointestinais

Comuns: Dor abdominal, distensão abdominal, desconforto abdominal, náusea87, vômitos50, diarreia51.

Distúrbios da mama38 e sistema reprodutor

Muito comuns: Cistos ovarianos.

Comuns: OHSS leve ou moderada (incluindo sintomatologia associada).

Incomuns: OHSS grave (incluindo sintomatologia associada).

Raros: Complicação de OHSS grave.

Distúrbios gerais e alterações no local de administração

Muito comuns: Reações no local da injeção4 (ex., dor, eritema77, hematoma78, edema79 e/ou irritação local).

 - Tratamento em homens

Distúrbios do sistema imune80

Muito raros: Reações de hipersensibilidade leves a graves incluindo reações anafiláticas81 e choque82.

Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino85

Muito raros: Exacerbação ou agravamento da asma86.

Distúrbios da pele88 e do tecido subcutâneo89

Comuns: Acne90

Distúrbios da mama38 e sistema reprodutor

Comuns: Ginecomastia91, varicocele92.

Distúrbios gerais e alterações no local de administração

Muito comuns: Reações no local de injeção4 (ex., dor, eritema77, hematoma78, edema79 e/ou irritação local).

Exames complementares de diagnóstico93

Comuns: Ganho ponderal94.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

10. Superdose de Gonal-F


Desconhecem-se os efeitos de uma superdose com GONAL-f®, no entanto, existe a possibilidade de ocorrência de OHSS.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Dizeres Legais de Gonal-F

MS 1.0089.0363

Farmacêutico Responsável: Geraldo César Monteiro de Castro – CRF-RJ 14021

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- GONAL-f Injetor. Guia de aplicação






















GONAL-f

(Alfafolitropina)

Hormônio1 folículo2 estimulante recombinante (r-hFSH)

Merck S/A

liofilizado3

75 UI (5,5 μg)

Apresentações de Gonal-F


liofilizado3 (75 UI / 5,5 μg de alfafolitropina) e diluente (1 ml de água para injeção4) para injeção subcutânea5 após reconstituição. Embalagem contendo um frasco-ampola do pó liofilizado3 acompanhado por uma seringa6 preenchida do diluente.

USO SUBCUTÂNEO7

USO ADULTO

Composição de Gonal-F


Informações ao Paciente de Gonal-F

1. Para Quê Este Medicamento é Indicado de Gonal-F

O medicamento deve ser utilizado somente sob supervisão médica rigorosa.

 − GONAL-f® é usado para estimular a ovulação13 em mulheres que não estão ovulando ou que não responderam ao tratamento com citrato de clomifeno;

 − GONAL-f® é usado para a produção de vários folículos em técnicas de reprodução16 assistida, como “fertilização in vitro”, “transferência intrafalopiana de gametas” ou “transferência intrafalopiana de zigotos”;

 − GONAL-f® é usado combinado com outro hormônio1, chamado alfalutropina (hormônio1 luteinizante ou r-LH), nos casos em que a mulher não está ovulando devido à produção muito baixa dos hormônios da fertilidade (FSH+LH) pela glândula98 pituitária;

 − GONAL-f® é usado combinado com outro hormônio1, a alfacoriogonadotropina (r-hCG) para produzir espermatozoides21 em homens inférteis por deficiência desses hormônios.

2. Como Este Medicamento Funciona de Gonal-F


GONAL-f® é um medicamento que contém alfafolitropina, que é produzida em laboratório pela tecnologia do DNA recombinante. Pertence à família dos hormônios denominados gonadotrofinas, que são utilizadas no controle natural da reprodução16.

3. Quando Não Devo Usar Este Medicamento de Gonal-F

 − se tiver alergia99 (hipersensibilidade) ao hormônio1 folículo2 estimulante ou a qualquer outro componente de GONAL-f®;

 − se tiver tumor100 no hipotálamo31 e na glândula98 pituitária. (ambos são partes do cérebro101);

 − se é uma mulher:

 - com aumento dos ovários43 ou com cistos ovarianos de origem desconhecida;

 - com sangramento vaginal não explicado;

 - com câncer102 dos ovários43, do útero37 ou da mama38;

 - com uma condição que geralmente torne impossível uma gravidez30 normal, como insuficiência19 dos ovários43 (menopausa103 prematura) ou malformação104 dos órgãos reprodutores;

 − se é um homem com dano irreversível do testículo105.

Este medicamento é contraindicado para uso por grávidas.

4. o Que Devo Saber Antes de Usar Este Medicamento de Gonal-F


A sua fertilidade e a do seu (sua) parceiro(a) devem ser examinadas antes do início do tratamento por um médico com experiência no tratamento de doenças da fertilidade.

Porfiria40

Antes de iniciar o tratamento, informe o seu médico se você ou qualquer um dos seus familiares tem porfiria40 (uma incapacidade de decompor as porfirinas, que pode ser transmitida de pais para filhos).

Informe imediatamente o seu médico se:

 − a sua pele88 ficar mais frágil e formar bolhas com facilidade, especialmente uma pele88 que foi exposta frequentemente ao sol, e/ou

 − tiver dores de estômago106, braços ou pernas.

Caso ocorra qualquer um dos efeitos acima mencionados, o seu médico pode aconselhar que suspenda o tratamento.

Síndrome10 de Hiperestimulação Ovariana (OHSS)

Se você é uma mulher, este medicamento aumenta o risco de desenvolver a OHSS. Esta ocorre quando os seus folículos se desenvolvem excessivamente e formam cistos grandes. Se sentir uma dor na região inferior do abdômen, aumentar rapidamente de peso, se sentir enjoos ou tiver vômitos50, ou se tiver dificuldade em respirar, informe imediatamente o seu médico, que poderá pedir para parar de utilizar este medicamento.

Se você não estiver ovulando e se estiver seguindo a dose recomendada e o esquema de administração, a ocorrência de OHSS é menos provável. O tratamento com GONAL-f® raramente provoca uma OHSS grave, a menos que seja administrado um medicamento utilizado para a maturação final dos folículos (que contém gonadotrofina coriônica humana12, hCG). Se você desenvolver OHSS, o seu médico pode não lhe administrar hCG neste ciclo do tratamento e pode lhe orientar a não ter relações sexuais ou utilizar um método contraceptivo de barreira durante pelo menos quatro dias.

Gravidez30 múltipla

Enquanto estiver utilizando GONAL-f® você corre um risco maior de ficar grávida de mais de uma criança ao mesmo tempo (“gravidez múltipla”, principalmente gêmeos) do que se tivesse engravidado naturalmente. A gravidez30 múltipla pode causar complicações médicas tanto para você quanto para os bebês107. É possível diminuir o risco de gravidez30 múltipla utilizando-se a doses corretas de GONAL-f® nas horas devidas. Ao se submeter a uma técnica de reprodução16 assistida, o risco de ter uma gravidez30 múltipla está relacionado com a idade, número e qualidade de óvulos fertilizados ou de embriões que são colocados dentro de você.

Aborto espontâneo

Quando você é submetida a uma técnica de reprodução16 assistida ou à estimulação dos ovários43 para produzir óvulos, a probabilidade de ter um aborto espontâneo é maior do que na maioria das mulheres.

Problemas de coagulação108 do sangue109 (eventos tromboembólicos)

Se você teve no passado ou recentemente coágulos sanguíneos na perna ou no pulmão110 ou um ataque cardíaco ou ainda um acidente vascular cerebral58 (derrame55), ou se estes eventos já aconteceram na sua família, é possível que você apresente um risco maior de que estes problemas ocorram ou piorem com o tratamento com GONAL-f®.

Homens com FSH sanguíneo elevado

Se você é um homem com FSH elevado no sangue109, isso pode ser um sinal111 de dano dos testículos112. GONAL-f® geralmente não age se você apresentar este problema. Caso seu médico decida tentar o tratamento com GONAL-f®, a fim de monitorizar o tratamento, ele poderá pedir-lhe que forneça esperma67 para análise 4 a 6 meses após o início do tratamento.

Uso pediátrico

GONAL-f® não é indicado para uso em crianças.

Utilizando GONAL-f® com outros medicamentos

Informe seu médico ou farmacêutico se está utilizando ou tiver utilizado recentemente outros medicamentos, incluindo aqueles obtidos sem receita médica.

Se utilizar GONAL-f® com outros medicamentos que ajudam a ovulação13 (como hCG ou citrato de clomifeno), isso poderá aumentar a resposta dos seus folículos.

Se utilizar GONAL-f® ao mesmo tempo que um agonista71 ou antagonista72 do “hormônio liberador de gonadotrofinas” (GnRH) (estes medicamentos diminuem os níveis das seus hormônio1 sexuais e impedem que tenha ovulações), pode haver necessidade de uma dose mais elevada de GONAL-f® para produzir folículos.

Informe ao seu médico se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde8.

Gravidez30 e amamentação70

Não utilize GONAL-f® se estiver grávida ou amamentando.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.

Direção de veículos e operação de máquinas

Não é esperado que este medicamento afete sua capacidade de dirigir veículos e operar máquinas.

Informações importantes sobre alguns componentes de GONAL-f®

GONAL-f ®contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por dose, portanto, é considerado praticamente “isento de sódio”.

Atenção diabéticos: este medicamento contém SACAROSE.

5. Onde, Como e Por Quanto Tempo Posso Guardar Este Medicamento de Gonal-F

GONAL-f® 75 UI (5,5 μg) deve ser conservado em temperatura abaixo de 25°C, protegido da luz e da umidade. Conservar na embalagem de origem para proteger da luz. Não utilize GONAL-f® se verificar quaisquer sinais61 visíveis de deterioração, se o líquido contiver partículas ou se não estiver límpido. O medicamento deve ser administrado imediatamente após a preparação.

GONAL-f® é apresentado sob a forma de pó e diluente que são utilizados para preparar uma solução injetável. O pó tem coloração branca, acondicionado num frasco de vidro. O diluente é um líquido límpido e incolor, acondicionado numa seringa6 preenchida de vidro, contendo 1 ml.

Após preparo, utilize imediatamente.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

6. Como Devo Usar Este Medicamento de Gonal-F


A terapia com Gonal-f® deve ser iniciada sob a orientação e supervisão de um médico com experiência no tratamento de problemas de infertilidade41.

Como administrar este medicamento

GONAL-f® destina-se a ser administrado por injeção4 sob a pele88 (via subcutânea27). Para GONAL-f ® 75 UI (5,5 μg), o pó deve ser reconstituído com o diluente imediatamente antes do uso. Para evitar a aplicação de grandes volumes, o conteúdo de até três frascos pode ser dissolvido em 1 ml de diluente. GONAL-f® 75 UI (5,5 μg) pode ser misturado com LUVERIS® (alfalutropina) e coadministrado em uma injeção4 única. Neste caso, a alfalutropina deve ser reconstituída primeiro e depois utilizada para reconstituir o pó do GONAL-f® 75 UI (5,5 μg). A primeira injeção4 de GONAL-f® deve ser administrada sob a supervisão do seu médico. O seu médico irá lhe orientar para que você mesmo possa administrar o produto. Para realizar a autoadministração, leia e siga atentamente as instruções que se encontram no “Guia de Instruções de Uso”.

Que dose deve ser utilizada

O seu médico decidirá qual a dose de medicamento a ser utilizada, assim como a frequência de administração.

Na mulher

 − Se não estiver ovulando, se não tiver períodos menstruais ou tiver períodos irregulares GONAL-f® é habitualmente administrado todos os dias. Se tiver períodos irregulares, comece a utilizar GONAL-f nos primeiros sete dias do seu ciclo menstrual. Se não tiver períodos menstruais pode começar a utilizar o medicamento no dia que lhe for mais conveniente. A dose inicial habitual de GONAL-f® é de 75 a 150 UI por dia. A dose de GONAL-f® pode ser aumentada em intervalos de 7 ou 14 dias em 37,5 a 75 UI, até que a resposta desejada seja obtida. A dose diária máxima de GONAL-f® normalmente não é superior a 225 UI. Quando a resposta desejada for obtida, será administrada uma injeção4 de 250 microgramas de hCG recombinante ou 5.000 a 10.000 UI de hCG, 24 a 48 horas após a última injeção4 de GONALf®. O melhor momento para ter relações sexuais é no dia em que é administrada a injeção4 de hCG e no dia seguinte. Se o seu médico não conseguir observar uma resposta desejada após quatro semanas, o ciclo de tratamento com GONAL-f® deve ser interrompido. No ciclo de tratamento seguinte, o seu médico utilizará uma dose inicial de GONAL-f® mais elevada do que a anterior. Se o seu organismo responder de forma excessiva, o tratamento com GONALf ® deverá ser interrompido e não ser administrada hCG. No ciclo seguinte, o seu médico utilizará uma dose inicial de GONAL-f® mais baixa do que a anterior.

 − Se não estiver ovulando, não tiver períodos menstruais e tiverem sido diagnosticados níveis muito baixos dos hormônios FSH e LH

A dose inicial habitual de GONAL-f® é de 75 a 150 UI juntamente com 75 UI de alfalutropina(LUVERIS®) Estes dois medicamentos serão utilizados todos os dias durante cinco semanas.

A dose de GONAL-f® pode ser aumentada em intervalos de 7 ou 14 dias em 37,5 a 75 UI, até que a resposta desejada seja obtida. Quando a resposta desejada for obtida, será administrada uma injeção4 de 250 microgramas de hCG recombinante (r-hCG) ou 5.000 a 10.000 UI de hCG, 24 a 48 horas após a última injeção4 de GONAL-f® e alfalutropina. O melhor momento para ter relações sexuais é no dia em que é administrada a injeção4 de hCG e no dia seguinte.

Como alternativa, pode ser efetuada inseminação intrauterina por meio de introdução de esperma67 na cavidade uterina. Se o seu médico não conseguir observar uma resposta desejada após cinco semanas, o ciclo de tratamento com GONAL-f®deve ser interrompido. No ciclo de tratamento seguinte, o seu médico utilizará uma dose inicial de GONAL-f® mais elevada do que a anterior. Se o seu organismo responder de forma excessiva, o tratamento com GONALf ® deverá ser interrompido e não ser administrada hCG. No ciclo seguinte, o seu médico utilizará uma dose inicial de GONAL-f® mais baixa do que a anterior.

 − Se for necessário que desenvolva vários óvulos para colheita antes de qualquer técnica de reprodução16 assistida

A dose inicial habitual de GONAL-f® é de 150 a 225 UI por dia, desde o 2.º ou 3.º dia do seu ciclo de tratamento. A dose de GONAL-f® pode ser aumentada, dependendo da sua resposta.

A dose diária máxima é de 450 UI. O tratamento deve prosseguir até seus óvulos atingirem o ponto desejado. Normalmente demora cerca de 10 dias, mas pode demorar um período entre 5 e 20 dias. O seu médico efetuará exames de sangue109 e/ou ultrassom para controle. Quando seus óvulos estiverem prontos, será administrada uma injeção4 de 250 microgramas de hCG recombinante (r-hCG) ou 5.000 UI a 10.000 UI de hCG, 24 a 48 horas após a última injeção4 de GONAL-f®. Esta injeção4 faz com que os seus óvulos fiquem prontos para que a colheita seja efetuada. Em outros casos, o seu médico pode parar primeiro as suas ovulações utilizando um agonista71 ou antagonista72 do hormônio1 liberadora de gonadotrofinas (GnRH). Em seguida, GONAL-f® é iniciado aproximadamente duas semanas após o início do tratamento com o agonista71. GONAL-f® e o agonista71 da GnRH devem ser ambos administrados até que os seus folículos se tenham desenvolvido de acordo com o desejado. Por exemplo, após duas semanas de tratamento com o agonista71 da GnRH administram-se 150 a 225 UI de GONAL-f® durante sete dias. A dose é depois ajustada de acordo com a resposta dos seus ovários43. Quando se utiliza um antagonista72 da GnRH, este deve ser administrado desde o 5º ou 6º dia do tratamento com GONAL-f®, continuando a ser administrado até à indução da ovulação13.

No homem

A dose habitual de GONAL-f® é de 150 UI juntamente com hCG. Estes dois medicamentos devem ser administrados três vezes por semana durante pelo menos quatro meses. Caso não tenha respondido ao tratamento após quatro meses, o seu médico poderá sugerir que continue a utilizar estes dois medicamentos durante pelo menos 18 meses.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.

7. o Que Devo Fazer Quando Eu Me Esquecer de Usar Este Medicamento de Gonal-F

Caso você se esqueça de utilizar GONAL-f®, não tome uma dose dobrada para compensar a dose que se esqueceu de tomar. Informe o seu médico logo que verificar que se esqueceu de uma dose.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico.

8. Quais Os Males Que Este Medicamento Pode Me Causar de Gonal-F


Como todos os medicamentos, GONAL-f® pode causar efeitos colaterais113, no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.

Os efeitos colaterais113 possíveis relatados a seguir encontram-se classificados de acordo com a frequência de ocorrência, conforme se segue:

 − muito comuns: afetam mais de 1 paciente em cada 10;

 − comuns: afetam 1 a 10 pacientes em cada 100;

 − incomuns: afetam 1 a 10 pacientes em cada 1.000;

 − raros: afetam 1 a 10 pacientes em cada 10.000;

 − muito raros: afetam menos de 1 paciente em cada 10.000.

Efeitos secundários graves em mulheres

 − Dor na região inferior do abdômen juntamente com náuseas49 ou vômitos50 podem ser os sintomas48 da Síndrome10 de Hiperestimulação Ovariana (OHSS). Esta síndrome10 pode indicar que os ovários43 estão reagindo de forma excessiva ao tratamento e que se desenvolveram cistos grandes nos ovários43. Este efeito secundário é comum.

 − A OHSS pode tornar-se grave com um nítido aumento do volume dos ovários43, diminuição da produção de urina26, aumento de peso, dificuldade em respirar e/ou possível acumulação de líquidos no abdômen ou tórax114. Este efeito secundário é incomum.

 − Raramente podem ocorrer complicações resultantes da OHSS como torção56 dos ovários43 ou formação de coágulos de sangue109.

 − Podem ser observadas muito raramente complicações graves relacionadas com a coagulação108 do sangue109 (eventos tromboembólicos) independentes da OHSS. Estas complicações podem causar dor no peito115, falta de ar, acidente vascular cerebral58 (derrame55) ou ataque cardíaco.

Efeitos secundários graves em homens e mulheres

Reações alérgicas, como erupção116 cutânea117, pele88 vermelha, urticária118, inchaço119 da face120 com dificuldade em respirar, podem ser graves. Este efeito secundário é muito raro.

Se você detectar quaisquer dos efeitos secundários acima mencionados deve informar imediatamente o seu médico, que poderá lhe orientar em parar de utilizar GONAL-f.

Outros efeitos secundários em mulheres

Muito comuns:

 − Bolsas de fluido nos ovários43 (cistos ovarianos).

 − Dores de cabeça96.

 − Reações no local de injeção4, tais como dor, vermelhidão, manchas roxas, inchaço119 e/ou irritação.

Comuns:

 − Dor abdominal.

 − Enjoos, vômitos50, diarreia51, cólicas121 abdominais e distensão abdominal.

Muito raros:

 − Podem ocorrer reações alérgicas como erupção116 cutânea117, pele88 vermelha, urticária118, inchaço119 da face120 com dificuldade em respirar. Estas reações podem ser graves às vezes.

 − Asma86 existente pode piorar.

Outros efeitos secundários em homens

Muito comuns:

 − Reações no local de injeção4, tais como dor, vermelhidão, manchas roxas, inchaço119 e/ou irritação.

Comuns:

 − Inchaço119 das veias122 acima e por trás dos testículos112 (varicocele92).

 − Desenvolvimento dos seios123, acne90 ou aumento de peso.

Muito raros:

 − Podem ocorrer reações alérgicas como erupção116 cutânea117, pele88 vermelha, urticária118, inchaço119 da face120 com dificuldade em respirar. Estas reações podem por vezes ser graves.

 − Asma86 existente pode piorar.

Informe ao seu médico ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

9. o Que Fazer Se Alguém Usar Uma Quantidade Maior do Que a Indicada Deste Medicamento de Gonal-F

Os efeitos da injeção4 de uma grande quantidade de GONAL-f® são desconhecidos, embora possa ser prevista a ocorrência da Síndrome10 de Hiperestimulação Ovariana (OHSS).

Entretanto, ela só irá ocorrer se também for administrado hCG.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Dizeres Legais de Gonal-F


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GONAL- f

alfafolitropina

Hormônio1 folículo2 estimulante recombinante (r-hFSH)

(75 UI)

Guia de Instruções de Uso de Gonal-F

Antes de começar a preparação, leia primeiro estas instruções completamente. Autoadministre a injeção4 à mesma hora todos os dias.

1. Lave as mãos95 e arranje uma área limpa. É importante que as suas mãos95 e os acessórios que vai utilizar estejam tão limpos quanto possível. Um bom local é uma mesa ou bancada da cozinha que estejam limpas.

2. Colocar sobre a área limpa tudo o que for necessário: o frasco-ampola contendo GONALf ® 75 UI (5,5 μg) liofilizado3, a seringa6 preenchida contendo o diluente, dois chumaços de algodão embebidos em álcool, uma agulha para reconstituição, uma agulha fina para a injeção subcutânea5 e um recipiente para descarte de objetos cortantes.

3. Preparar a solução para injeção4: retire a tampa protetora do frascoampola de GONAL-f 75 UI (5,5 μg) e a capa protetora da seringa6 preenchida com o diluente. Conecte a agulha para reconstituição na seringa6 preenchida, introduza no frasco-ampola de GONAL-f® 75 UI (5,5 μg) e injete lentamente todo o diluente. Gire suavemente para misturar, sem retirar a seringa6. Não agite para evitar a formação de espuma.

4. Depois que o pó liofilizado3 estiver dissolvido (o que geralmente ocorre imediatamente), verifique se a solução resultante está límpida e não contém partículas. Vire o frasco-ampola de cabeça96 para baixo e aspire suavemente a solução para dentro da seringa6, puxando o êmbolo97. Remova a seringa6 do frasco-ampola e pouse a seringa6 cuidadosamente. Não toque na agulha, nem deixe que esta toque em qualquer superfície

Se mais de um frasco-ampola de GONAL-f® 75 UI (5,5 μg) tiver sido prescrito, reinjete lentamente a solução no outro frasco de pó liofilizado3, repetindo o passo 3.

Se alfalutropina (LUVERIS®) for prescrita com GONAL-f ®75 UI (5,5 μg), você pode misturar os dois medicamentos para efetuar apenas uma injeção4. Para isso, você deve reconstituir primeiro a alfalutropina com o diluente que acompanha o GONAL-f® 75 UI (5,5 μg), aspirar a solução de volta à seringa6 e reinjetar no frasco-ampola de GONAL-f® 75 UI (5,5 μg). Depois que o pó estiver dissolvido, aspirar a solução de volta à seringa6. Verifique se existem partículas e utilize somente se a solução estiver límpida.

Até três frascos de pó liofilizado3 podem ser dissolvidos com 1 ml de diluente.

5. Preparação da seringa6 para a injeção4: troque a agulha de reconstituição pela agulha fina e elimine as bolhas de ar existentes.

Segure a seringa6 com a agulha para cima e bata suavemente nas laterais com os dedos até que todas as bolhas de ar se concentrem na parte superior. Empurre o êmbolo97 até que todas as bolhas de ar tenham sido eliminadas.

6. Injeção4 da dose: injetar imediatamente a solução. Seu médico ou enfermeira já devem ter lhe orientado sobre o local da aplicação (por exemplo, barriga, parte frontal da coxa). Para reduzir ao mínimo a irritação da pele88 selecione uma zona diferente todos os dias. Limpe a área escolhida com um chumaço de algodão embebido em álcool com movimentos circulares. Aperte firmemente a pele88 entre o polegar e o indicador e espete a agulha com uma inclinação entre 45° e 90°, como se estivesse atirando um dardo. Injete o medicamento sob a pele88 pressionando lentamente o êmbolo97. Não injete diretamente numa veia.

Utilize o tempo que for necessário para injetar toda a solução. Retire imediatamente a agulha e limpe a pele88 com um chumaço de algodão embebido em álcool, com suaves movimentos circulares.

7. Depois da aplicação: jogue fora todos os materiais utilizados assim que a aplicação estiver concluída. Descarte imediatamente todas as agulhas e frascos de vidro vazios de forma segura, preferencialmente em um recipiente apropriado para objetos cortantes, que pode ser adquirido nas farmácias. Qualquer quantidade não utilizada da solução deve ser eliminada.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

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GONAL-f® (alfafolitropina)

Merck S/A

Solução injetável

900 UI (66 μg) / 1,5 mL

450 UI (33 μg) / 0,75 mL

300 UI (22 μg) / 0,5 mL

alfafolitropina

Hormônio1 folículo2 estimulante recombinante (r-hFSH)

Apresentações de Gonal-F


Solução injetável para uso subcutâneo7 em canetas pré-carregadas.

900 UI (66 μg) / 1,5 mL: 1 caneta pré-carregada com cartucho contendo 1,5 mL de solução injetável de alfafolitropina e 14 agulhas;

450 UI (33 μg) / 0,75 mL: 1 caneta pré-carregada com cartucho contendo 0,75 mL de solução injetável de alfafolitropina e 7 agulhas;

300 UI (22 μg) / 0,5 mL: 1 caneta pré-carregada com cartucho contendo 0,5 mL de solução injetável de alfafolitropina e 5 agulhas.

USO SUBCUTÂNEO7

USO ADULTO

Composição de Gonal-F


Informações ao Paciente de Gonal-F

1. Para Quê Este Medicamento é Indicado de Gonal-F

O medicamento deve ser utilizado somente sob supervisão médica rigorosa.

 − GONAL-f® é usado para estimular a ovulação13 em mulheres que não estão ovulando ou que não responderam ao tratamento com citrato de clomifeno;

 − GONAL-f® é usado para a produção de vários folículos em técnicas de reprodução16 assistida, como “fertilização in vitro”, “transferência intrafalopiana de gametas” ou “transferência intrafalopiana de zigotos”;

 − GONAL-f® é usado combinado com outro hormônio1, chamado alfalutropina (hormônio1 luteinizante ou r-LH), nos casos em que a mulher não está ovulando devido à produção muito baixa dos hormônios da fertilidade (FSH+LH) pela glândula98 pituitária;

 − GONAL-f® é usado combinado com outro hormônio1, a alfacoriogonadotropina (r-hCG) para produzir espermatozoides21 em homens inférteis por deficiência desses hormônios.

2. Como Este Medicamento Funciona de Gonal-F


GONAL-f® é um medicamento que contém alfafolitropina, que é produzida em laboratório pela tecnologia do DNA recombinante. Pertence à família dos hormônios denominados gonadotrofinas, que são utilizadas no controle natural da reprodução16.

3. Quando Não Devo Usar Este Medicamento de Gonal-F

 − se tiver alergia99 (hipersensibilidade) ao hormônio1 folículo2 estimulante ou a qualquer outro componente de GONAL-f®;

 − se tiver tumor100 no hipotálamo31 e na glândula98 pituitária. (ambos são partes do cérebro101);

 − se é uma mulher:

 - com aumento dos ovários43 ou com cistos ovarianos de origem desconhecida;

 - com sangramento vaginal não explicado;

 - com câncer102 dos ovários43, do útero37 ou da mama38;

 - com uma condição que geralmente torne impossível uma gravidez30 normal, como insuficiência19 dos ovários43 (menopausa103 prematura) ou malformação104 dos órgãos reprodutores;

 − se é um homem com dano irreversível do testículo105.

Este medicamento é contraindicado para uso por grávidas.

4. o Que Devo Saber Antes de Usar Este Medicamento de Gonal-F


A sua fertilidade e a do seu (sua) parceiro(a) devem ser examinadas antes do início do tratamento por um médico com experiência no tratamento de doenças da fertilidade.

Porfiria40

Antes de iniciar o tratamento, informe o seu médico se você ou qualquer um dos seus familiares tem porfiria40 (uma incapacidade de decompor as porfirinas, que pode ser transmitida de pais para filhos).

Informe imediatamente o seu médico se:

 − a sua pele88 ficar mais frágil e formar bolhas com facilidade, especialmente uma pele88 que foi exposta frequentemente ao sol, e/ou

− tiver dores de estômago106, braços ou pernas.

Caso ocorra qualquer um dos efeitos acima mencionados, o seu médico pode aconselhar que suspenda o tratamento.

Síndrome10 de Hiperestimulação Ovariana (OHSS)

Se você é uma mulher, este medicamento aumenta o risco de desenvolver a OHSS. Esta ocorre quando os seus folículos se desenvolvem excessivamente e formam cistos grandes. Se sentir uma dor na região inferior do abdômen, aumentar rapidamente de peso, se sentir enjoos ou tiver vômitos50, ou se tiver dificuldade em respirar, informe imediatamente o seu médico, que poderá pedir para parar de utilizar este medicamento.

Se você não estiver ovulando e se estiver seguindo a dose recomendada e o esquema de administração, a ocorrência de OHSS é menos provável. O tratamento com GONAL-f® raramente provoca uma OHSS grave, a menos que seja administrado um medicamento utilizado para a maturação final dos folículos (que contém gonadotrofina coriônica humana12, hCG). Se você desenvolver OHSS, o seu médico pode não lhe administrar hCG neste ciclo do tratamento e pode lhe orientar a não ter relações sexuais ou utilizar um método contraceptivo de barreira durante pelo menos quatro dias.

Gravidez30 múltipla

Enquanto estiver utilizando GONAL-f® você corre um risco maior de ficar grávida de mais de uma criança ao mesmo tempo (“gravidez múltipla”, principalmente gêmeos) do que se tivesse engravidado naturalmente. A gravidez30 múltipla pode causar complicações médicas tanto para você quanto para os bebês107. É possível diminuir o risco de gravidez30 múltipla utilizando-se a doses corretas de GONAL-f® nas horas devidas. Ao se submeter a uma técnica de reprodução16 assistida, o risco de ter uma gravidez30 múltipla está relacionado com a idade, número e qualidade de óvulos fertilizados ou de embriões que são colocados dentro de você.

Aborto espontâneo

Quando você é submetida a uma técnica de reprodução16 assistida ou à estimulação dos ovários43 para produzir óvulos, a probabilidade de ter um aborto espontâneo é maior do que na maioria das mulheres.

Problemas de coagulação108 do sangue109 (eventos tromboembólicos)

Se você teve no passado ou recentemente coágulos sanguíneos na perna ou no pulmão110 ou um ataque cardíaco ou ainda um acidente vascular cerebral58 (derrame55), ou se estes eventos já aconteceram na sua família, é possível que você apresente um risco maior de que estes problemas ocorram ou piorem com o tratamento com GONAL-f®.

Homens com FSH sanguíneo elevado

Se você é um homem com FSH elevado no sangue109, isso pode ser um sinal111 de dano dos testículos112. GONAL-f® geralmente não age se você apresentar este problema. Caso seu médico decida tentar o tratamento com GONAL-f®, a fim de monitorizar o tratamento, ele poderá pedir-lhe que forneça esperma67 para análise 4 a 6 meses após o início do tratamento.

Uso pediátrico

GONAL-f® não é indicado para uso em crianças.

Utilizando GONAL-f® com outros medicamentos

Informe seu médico ou farmacêutico se está utilizando ou tiver utilizado recentemente outros medicamentos, incluindo aqueles obtidos sem receita médica.

Se utilizar GONAL-f® com outros medicamentos que ajudam a ovulação13 (como hCG ou citrato de clomifeno), isso poderá aumentar a resposta dos seus folículos.

Se utilizar GONAL-f® ao mesmo tempo que um agonista71 ou antagonista72 do “hormônio liberador de gonadotrofinas” (GnRH) (estes medicamentos diminuem os níveis das seus hormônio1 sexuais e impedem que tenha ovulações), pode haver necessidade de uma dose mais elevada de GONAL-f® para produzir folículos.

Informe ao seu médico se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde8.

Gravidez30 e amamentação70

Não utilize GONAL-f® se estiver grávida ou amamentando.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.

Direção de veículos e operação de máquinas

Não é esperado que este medicamento afete sua capacidade de dirigir veículos e operar máquinas.

Informações importantes sobre alguns componentes de GONAL-f

GONAL-f® contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por dose, portanto, é considerado praticamente “isento de sódio”.

Atenção diabéticos: este medicamento contém SACAROSE.

5. Onde, Como e Por Quanto Tempo Posso Guardar Este Medicamento de Gonal-F

GONAL-f® nas apresentações de 900 UI/1,5 mL, 450 UI/0,75 mL e 300 UI/0,5 mL deve ser guardado sob refrigeração entre 2°C e 8°C, protegido da luz. Não congelar.

Durante o período de validade, este produto pode ser guardado abaixo de 25°C por até 28 dias, protegido da luz, e descartado após esse período. Anote na caneta pré-carregada de GONAL-f® a data do primeiro dia de uso. Jogue fora a caneta depois de passados 28 dias da primeira abertura, mesmo que ainda contenha medicamento. No final do tratamento, qualquer solução não utilizada deve ser descartada.

GONAL-f® é apresentado como uma solução límpida e incolor em caneta pré-carregada pronta para uso. Não utilize GONAL-f® se verificar quaisquer sinais61 visíveis de deterioração, se o líquido contiver partículas ou se não estiver límpido.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

6. Como Devo Usar Este Medicamento de Gonal-F


A terapia com GONAL-f® deve ser iniciada sob a orientação e supervisão de um médico com experiência no tratamento de problemas de infertilidade41, que deve definir a posologia mais indicada para o seu caso.

GONAL-f® 900 UI/1,5 mL, 450 UI/0,75mL ou 300 UI/0,5 mL devem ser aplicados sob a pele88 (via subcutânea27).

Para instruções sobre a administração com a caneta pré-carregada, ver o “Guia de aplicação”.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.

7. o Que Devo Fazer Quando Eu Me Esquecer de Usar Este Medicamento de Gonal-F

Caso você se esqueça de utilizar GONAL-f®, não tome uma dose dobrada para compensar a dose que se esqueceu de tomar. Informe o seu médico logo que verificar que se esqueceu de uma dose.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico.

8. Quais Os Males Que Este Medicamento Pode Me Causar de Gonal-F


Como todos os medicamentos, GONAL-f® pode causar efeitos colaterais113, no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.

Os efeitos colaterais113 possíveis relatados a seguir encontram-se classificados de acordo com a frequência de ocorrência, conforme se segue:

 − muito comuns: afetam mais de 1 paciente em cada 10;

 − comuns: afetam 1 a 10 pacientes em cada 100;

 − incomuns: afetam 1 a 10 pacientes em cada 1.000;

 − raros: afetam 1 a 10 pacientes em cada 10.000;

 − muito raros: afetam menos de 1 paciente em cada 10.000.

Efeitos secundários graves em mulheres

 − Dor na região inferior do abdômen juntamente com náuseas49 ou vômitos50 podem ser os sintomas48 da Síndrome10 de Hiperestimulação Ovariana (OHSS). Esta síndrome10 pode indicar que os ovários43 estão reagindo de forma excessiva ao tratamento e que se desenvolveram cistos grandes nos ovários43. Este efeito secundário é comum.

 − A OHSS pode tornar-se grave com um nítido aumento do volume dos ovários43, diminuição da produção de urina26, aumento de peso, dificuldade em respirar e/ou possível acumulação de líquidos no abdômen ou tórax114. Este efeito secundário é incomum.

 − Raramente podem ocorrer complicações resultantes da OHSS como torção56 dos ovários43 ou formação de coágulos de sangue109.

− Podem ser observadas muito raramente complicações graves relacionadas com a coagulação108 do sangue109 (eventos tromboembólicos) independentes da OHSS. Estas complicações podem causar dor no peito115, falta de ar, acidente vascular cerebral58 (derrame55) ou ataque cardíaco.

Efeitos secundários graves em homens e mulheres

Reações alérgicas, como erupção116 cutânea117, pele88 vermelha, urticária118, inchaço119 da face120 com dificuldade em respirar, podem ser graves. Este efeito secundário é muito raro.

Se você detectar quaisquer dos efeitos secundários acima mencionados deve informar imediatamente o seu médico, que poderá lhe orientar em parar de utilizar GONAL-f®.

Outros efeitos secundários em mulheres

Muito comuns:

 − Bolsas de fluido nos ovários43 (cistos ovarianos).

 − Dores de cabeça96.

 − Reações no local de injeção4, tais como dor, vermelhidão, manchas roxas, inchaço119 e/ou irritação.

Comuns:

 − Dor abdominal.

 − Enjoos, vômitos50, diarreia51, cólicas121 abdominais e distensão abdominal.

Muito raros:

 − Podem ocorrer reações alérgicas como erupção116 cutânea117, pele88 vermelha, urticária118, inchaço119 da face120 com dificuldade em respirar. Estas reações podem ser graves às vezes.

 − Asma86 existente pode piorar.

Outros efeitos secundários em homens

Muito comuns:

 − Reações no local de injeção4, tais como dor, vermelhidão, manchas roxas, inchaço119 e/ou irritação.

Comuns:

 − Inchaço119 das veias122 acima e por trás dos testículos112 (varicocele92).

 − Desenvolvimento dos seios123, acne90 ou aumento de peso.

Muito raros:

 − Podem ocorrer reações alérgicas como erupção116 cutânea117, pele88 vermelha, urticária118, inchaço119 da face120 com dificuldade em respirar. Estas reações podem por vezes ser graves.

Asma86 existente pode piorar.

Informe ao seu médico ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

9. o Que Fazer Se Alguém Usar Uma Quantidade Maior do Que a Indicada Deste Medicamento de Gonal-F

Os efeitos da injeção4 de uma grande quantidade de GONAL-f® são desconhecidos, embora possa ser prevista a ocorrência da Síndrome10 de Hiperestimulação Ovariana (OHSS).

Entretanto, ela só irá ocorrer se também for administrado hCG.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Dizeres Legais de Gonal-F


MS 1.0089.0363

Farmacêutico Responsável: Geraldo César Monteiro de Castro – CRF-RJ 14021

Fabricado por:

Merck Serono S.p.A.

Bari – Itália

ou

Merck Serono S.A.

Aubonne – Suíça

Embalado por:

Ares Trading Uruguay S.A. Montevideo – Uruguai

Importado por:

MERCK S.A.

CNPJ 33.069.212/0001-84

Estrada dos Bandeirantes, 1099

Rio de Janeiro – RJ CEP 22710-571

Indústria Brasileira

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

SERVIÇO DE ATENDIMENTO AO CLIENTE

0800 727-7293

www.merck.com.br

Gonal de Gonal-F

f  Injetor. Guia de aplicação.





















GONAL-f - Laboratório

SERONO
SAC Farmacêutica - 0800 727 7293
SAC Química - 0800 727 7292

Ver outros medicamentos do laboratório "SERONO"

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
2 Folículo: 1. Bolsa, cavidade em forma de saco. 2. Fruto simples, seco e unicarpelar, cuja deiscência se dá pela sutura que pode conter uma ou mais sementes (Ex.: fruto da magnólia).
3 Liofilizado: Submetido à liofilização, que é a desidratação de substâncias realizada em baixas temperaturas, usada especialmente na conservação de alimentos, em medicamentos, etc.
4 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
5 Injeção subcutânea: Injetar fluido no tecido localizado abaixo da pele, o tecido celular subcutâneo, com uma agulha e seringa.
6 Seringa: Dispositivo usado para injetar medicações ou outros líquidos nos tecidos do corpo. A seringa de insulina é formada por um tubo plástico com um êmbolo e uma agulha pequena na ponta.
7 Subcutâneo: Feito ou situado sob a pele. Hipodérmico.
8 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
9 Anovulação: Alteração no funcionamento dos ovários, capaz de alterar a produção, maturação ou liberação normal de óvulos. Esta alteração pode ser intencional (como a induzida pelas pílulas anticoncepcionais) ou ser endógena. Pode ser uma causa de infertilidade.
10 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
11 Ovário: Órgão reprodutor (GÔNADAS) feminino. Nos vertebrados, o ovário contém duas partes funcionais Sinônimos: Ovários
12 Gonadotrofina coriônica humana: Gonadotrofina coriônica humana ou HCG é uma glicoproteína hormonal produzida pelas células trofoblásticas sinciciais nos líquidos maternos. No início da gravidez as concentrações de HCG no soro e na urina da mulher aumentam rapidamente, sendo um bom marcador para testes de gravidez. Sete a dez dias após a concepção, a concentração de HCG alcança 25 mUI/mL e aumenta ao pico de 37.000-50.000 mUI/mL entre oito e onze semanas. É o único hormônio exclusivo da gravidez, fazendo com que o teste de gravidez pela análise de HCG tenha acerto de quase 100%. É o único exame que comprova exatamente a gravidez.
13 Ovulação: Ovocitação, oocitação ou ovulação nos seres humanos, bem como na maioria dos mamíferos, é o processo que libera o ovócito II em metáfase II do ovário. (Em outras espécies em vez desta célula é liberado o óvulo.) Nos dias anteriores à ovocitação, o folículo secundário cresce rapidamente, sob a influência do FSH e do LH. Ao mesmo tempo que há o desenvolvimento final do folículo, há um aumento abrupto de LH, fazendo com que o ovócito I no seu interior complete a meiose I, e o folículo passe ao estágio de pré-ovocitação. A meiose II também é iniciada, mas é interrompida em metáfase II aproximadamente 3 horas antes da ovocitação, caracterizando a formação do ovócito II. A elevada concentração de LH provoca a digestão das fibras colágenas em torno do folículo, e os níveis mais altos de prostaglandinas causam contrações na parede ovariana, que provocam a extrusão do ovócito II.
14 Oligomenorréia: Menstruação produzida a intervalos prolongados. Pode ser a expressão de anormalidades na função ovariana.
15 Amenorréia: É a ausência de menstruação pelo período equivalente a 3 ciclos menstruais ou 6 meses (o que ocorrer primeiro). Para períodos inferiores, utiliza-se o termo atraso menstrual.
16 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.
17 Fertilização: Contato entre espermatozóide e ovo, determinando sua união.
18 Zigoto: ÓVULO fecundado, resultante da fusão entre um gameta feminino e um masculino.
19 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
20 Ensaios clínicos: Há três fases diferentes em um ensaio clínico. A Fase 1 é o primeiro teste de um tratamento em seres humanos para determinar se ele é seguro. A Fase 2 concentra-se em saber se um tratamento é eficaz. E a Fase 3 é o teste final antes da aprovação para determinar se o tratamento tem vantagens sobre os tratamentos padrões disponíveis.
21 Espermatozóides: Células reprodutivas masculinas.
22 Congênito: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
23 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
24 Óvulo: Célula germinativa feminina (haplóide e madura) expelida pelo OVÁRIO durante a OVULAÇÃO.
25 Espaço Extracelular: Espaço intersticial entre células, preenchido pelo líquido intersticial, bem como, por substâncias amorfas e fibrosas. Para os organismos com uma PAREDE CELULAR, o espaço extracelular, abrange tudo externo à MEMBRANA CELULAR incluindo o PERIPLASMA e a parede celular.
26 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
27 Subcutânea: Feita ou situada sob a pele; hipodérmica.
28 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
29 Teratogênica: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
30 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
31 Hipotálamo: Parte ventral do diencéfalo extendendo-se da região do quiasma óptico à borda caudal dos corpos mamilares, formando as paredes lateral e inferior do terceiro ventrículo.
32 Hipófise:
33 Hipertrofia: 1. Desenvolvimento ou crescimento excessivo de um órgão ou de parte dele devido a um aumento do tamanho de suas células constituintes. 2. Desenvolvimento ou crescimento excessivo, em tamanho ou em complexidade (de alguma coisa). 3. Em medicina, é aumento do tamanho (mas não da quantidade) de células que compõem um tecido. Pode ser acompanhada pelo aumento do tamanho do órgão do qual faz parte.
34 Hemorragias: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
35 Etiologia: 1. Ramo do conhecimento cujo objeto é a pesquisa e a determinação das causas e origens de um determinado fenômeno. 2. Estudo das causas das doenças.
36 Carcinoma: Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
37 Útero: Orgão muscular oco (de paredes espessas), na pelve feminina. Constituído pelo fundo (corpo), local de IMPLANTAÇÃO DO EMBRIÃO e DESENVOLVIMENTO FETAL. Além do istmo (na extremidade perineal do fundo), encontra-se o COLO DO ÚTERO (pescoço), que se abre para a VAGINA. Além dos istmos (na extremidade abdominal superior do fundo), encontram-se as TUBAS UTERINAS.
38 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
39 Malformações: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
40 Porfiria: Constituem um grupo de pelo menos oito doenças genéticas distintas, além de formas adquiridas, decorrentes de deficiências enzimáticas específicas na via de biossíntese do heme, que levam à superprodução e acumulação de precursores metabólicos, para cada qual correspondendo um tipo particular de porfiria. Fatores ambientais, tais como: medicamentos, álcool, hormônios, dieta, estresse, exposição solar e outros desempenham um papel importante no desencadeamento e curso destas doenças.
41 Infertilidade: Capacidade diminuída ou ausente de gerar uma prole. O termo não implica a completa inabilidade para ter filhos e não deve ser confundido com esterilidade. Os clínicos introduziram elementos físicos e temporais na definição. Infertilidade é, portanto, freqüentemente diagnosticada quando, após um ano de relações sexuais não protegidas, não ocorre a concepção.
42 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
43 Ovários: São órgãos pares com aproximadamente 3cm de comprimento, 2cm de largura e 1,5cm de espessura cada um. Eles estão presos ao útero e à cavidade pelvina por meio de ligamentos. Na puberdade, os ovários começam a secretar os hormônios sexuais, estrógeno e progesterona. As células dos folículos maduros secretam estrógeno, enquanto o corpo lúteo produz grandes quantidades de progesterona e pouco estrógeno.
44 Permeabilidade: Qualidade dos corpos que deixam passar através de seus poros outros corpos (fluidos, líquidos, gases, etc.).
45 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
46 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
47 Oligúria: Clinicamente, a oligúria é o débito urinário menor de 400 ml/24 horas ou menor de 30 ml/hora.
48 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
49 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
50 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
51 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
52 Hipovolemia: Diminuição do volume de sangue secundário a hemorragias, desidratação ou seqüestro de sangue para um terceiro espaço (p. ex. peritônio).
53 Hemoconcentração: Concentração sanguínea ou aumento do hematócrito maior do que 20%.
54 Ascite: Acúmulo anormal de líquido na cavidade peritoneal. Pode estar associada a diferentes doenças como cirrose, insuficiência cardíaca, câncer de ovário, esquistossomose, etc.
55 Derrame: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
56 Torção: 1. Ato ou efeito de torcer. 2. Na geometria diferencial, é a medida da derivada do vetor binormal em relação ao comprimento de arco. 3. Em física, é a deformação de um sólido em que os planos vizinhos, transversais a um eixo comum, sofrem, cada um deles, um deslocamento angular relativo aos outros planos. 4. Em medicina, é o mesmo que entorse. 5. Na patologia, é o movimento de rotação de um órgão sobre si mesmo. 6. Em veterinária, é a cólica de alguns animais, especialmente a do cavalo.
57 Embolia: Impactação de uma substância sólida (trombo, colesterol, vegetação, inóculo bacteriano), líquida ou gasosa (embolia gasosa) em uma região do circuito arterial com a conseqüente obstrução do fluxo e isquemia.
58 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
59 Isquêmico: Relativo à ou provocado pela isquemia, que é a diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea, numa parte do organismo, ocasionada por obstrução arterial ou por vasoconstrição.
60 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
61 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
62 Concepção: O início da gravidez.
63 Gravidez ectópica: Implantação do produto da fecundação fora da cavidade uterina (trompas, peritôneo, etc.).
64 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
65 Neoplasias: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
66 Congênitas: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
67 Esperma: Esperma ou sêmen. Líquido denso, gelatinoso, branco acinzentado e opaco, que contém espermatozoides e que serve para conduzi-los até o óvulo. O esperma é o líquido da ejaculação. Ele é composto de plasma seminal e espermatozoides. Este plasma contém nutrientes que alimentam e protegem os espermatozoides.
68 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
69 Teratogênico: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
70 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
71 Agonista: 1. Em farmacologia, agonista refere-se às ações ou aos estímulos provocados por uma resposta, referente ao aumento (ativação) ou diminuição (inibição) da atividade celular. Sendo uma droga receptiva. 2. Lutador. Na Grécia antiga, pessoa que se dedicava à ginástica para fortalecer o físico ou como preparação para o serviço militar.
72 Antagonista: 1. Opositor. 2. Adversário. 3. Em anatomia geral, que ou o que, numa mesma região anatômica ou função fisiológica, trabalha em sentido contrário (diz-se de músculo). 4. Em medicina, que realiza movimento contrário ou oposto a outro (diz-se de músculo). 5. Em farmácia, que ou o que tende a anular a ação de outro agente (diz-se de agente, medicamento etc.). Agem como bloqueadores de receptores. 6. Em odontologia, que se articula em oposição (diz-se de ou qualquer dente em relação ao da maxila oposta).
73 Dessensibilização: É uma maneira de parar ou diminuir a resposta a reações alérgicas a algumas coisas. Por exemplo, se uma pessoa apresenta uma reação alérgica a alguma substância, o médico dá a esta pessoa uma pequena quantidade desta substância para aumentar a sua tolerância e vai aumentando esta quantidade progressivamente. Após um período de tempo, maiores doses são oferecidas antes que a dose total seja dada. É uma maneira de ajudar o organismo a prevenir as reações alérgicas.
74 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
75 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
76 Cefaléias: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaléia ou dor de cabeça tensional, cefaléia cervicogênica, cefaléia em pontada, cefaléia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaléias ou dores de cabeça. A cefaléia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
77 Eritema: Vermelhidão da pele, difusa ou salpicada, que desaparece à pressão.
78 Hematoma: Acúmulo de sangue em um órgão ou tecido após uma hemorragia.
79 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
80 Sistema imune: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
81 Reações anafiláticas: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
82 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
83 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
84 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
85 Mediastino: Região anatômica do tórax onde se localizam diversas estruturas, dentre elas o coração.
86 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
87 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
88 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
89 Tecido Subcutâneo: Tecido conectivo frouxo (localizado sob a DERME), que liga a PELE fracamente aos tecidos subjacentes. Pode conter uma camada (pad) de ADIPÓCITOS, que varia em número e tamanho, conforme a área do corpo e o estado nutricional, respectivamente.
90 Acne: Doença de predisposição genética cujas manifestações dependem da presença dos hormônios sexuais. As lesões começam a surgir na puberdade, atingindo a maioria dos jovens de ambos os sexos. Os cravos e espinhas ocorrem devido ao aumento da secreção sebácea associada ao estreitamento e obstrução da abertura do folículo pilosebáceo, dando origem aos comedões abertos (cravos pretos) e fechados (cravos brancos). Estas condições favorecem a proliferação de microorganismos que provocam a inflamação característica das espinhas, sendo o Propionibacterium acnes o agente infeccioso mais comumente envolvido.
91 Ginecomastia: Aumento anormal de uma ou ambas as glândulas mamárias no homem. Associa-se a diferentes enfermidades como cirrose, tumores testiculares, etc. Em certas ocasiões ocorrem de forma idiopática.
92 Varicocele: Dilatação venosa do cordão espermático. Em geral é assintomática e manifesta-se pelo aumento de tamanho da bolsa escrotal, mas podem ser dolorosas e causar infertilidade.
93 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
94 Ponderal: Relativo a peso, equilíbrio. Exemplos: Perda ponderal = perda de peso, emagrecimento. Ganho ponderal = ganho de peso.
95 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
96 Cabeça:
97 Êmbolo: 1. Cilindro ou disco que se move em vaivém no interior de seringas, bombas, etc. 2. Na engenharia mecânica, é um cilindro metálico deslizante que recebe um movimento de vaivém no interior de um cilindro de motor de combustão interna. 3. Em artes gráficas, é uma haste de ferro com um cilindro, articulada para comprimir e lançar o chumbo ao molde. 4. Em patologia, é um coágulo ou outro tampão trazido pela corrente sanguínea a partir de um vaso distante, que obstrui a circulação ao ser forçado contra um vaso menor. 5. Na anatomia zoológica, nas aranhas, é um prolongamento delgado no ápice do aparelho copulador masculino.
98 Glândula: Estrutura do organismo especializada na produção de substâncias que podem ser lançadas na corrente sangüínea (glândulas endócrinas) ou em uma superfície mucosa ou cutânea (glândulas exócrinas). A saliva, o suor, o muco, são exemplos de produtos de glândulas exócrinas. Os hormônios da tireóide, a insulina e os estrógenos são de secreção endócrina.
99 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
100 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
101 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
102 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
103 Menopausa: Estado fisiológico caracterizado pela interrupção dos ciclos menstruais normais, acompanhada de alterações hormonais em mulheres após os 45 anos.
104 Malformação: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
105 Testículo: A gônada masculina contendo duas partes funcionais Sinônimos: Testículos
106 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
107 Bebês: Lactentes. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
108 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
109 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
110 Pulmão: Cada um dos órgãos pareados que ocupam a cavidade torácica que tem como função a oxigenação do sangue.
111 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
112 Testículos: Os testículos são as gônadas sexuais masculinas que produzem as células de fecundação ou espermatozóides. Nos mamíferos ocorrem aos pares e são protegidos fora do corpo por uma bolsa chamada escroto. Têm função de glândula produzindo hormônios masculinos.
113 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
114 Tórax: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original Sinônimos: Peito; Caixa Torácica
115 Peito: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original
116 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
117 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
118 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
119 Inchaço: Inchação, edema.
120 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
121 Cólicas: Dor aguda, produzida pela dilatação ou contração de uma víscera oca (intestino, vesícula biliar, ureter, etc.). Pode ser de início súbito, com exacerbações e períodos de melhora parcial ou total, nos quais o paciente pode estar sentindo-se bem ou apresentar dor leve.
122 Veias: Vasos sangüíneos que levam o sangue ao coração.
123 Seios: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.

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