XYLOCAINA SPRAY 10%

AstraZeneca

Atualizado em 09/12/2014

XYLOCAÍNA® Spray 10%


- IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO



lidocaína


Para Anestesia1 Tópica


Forma Farmacêutica, Via de Administração e Apresentação Comercializada da Xylocaina Spray

Solução. Via de administração: aplicação tópica sobre mucosa2. Embalagem com frasco contendo 50 ml.


USO ADULTO E PEDIÁTRICO


Composição da Xylocaina Spray

Cada ml contém:

lidocaína ................................................................................100,0 mg

Excipientes q.s.p. ................................................................... 1 ml

Excipientes: álcool etílico, propilenoglicol, essência de banana, L-mentol cristalizado, eucaliptol,  sacarina3 e água purificada.


Informações ao Paciente da Xylocaina Spray

Como este medicamento funciona?

O uso de XYLOCAÍNA Spray, que é um anestésico local, causa uma perda temporária de sensação na área onde é aplicada.

XYLOCAÍNA Spray é destinada ao uso em mucosas4 e proporciona anestesia1 de superfície eficaz, o qual dura aproximadamente 10-15 minutos. A anestesia1 geralmente ocorre dentro de 1-3 minutos dependendo da área de aplicação.



Por que este medicamento foi indicado?

XYLOCAÍNA Spray é indicada na prevenção da dor associada com:

Otorrinolaringologia:

  – Punção dos seios5 maxilares6.

  – Anestesia1 da faringe7 para prevenir enjôo e vômito8 durante instrumentação.

Obstetrícia: durante o estágio final do parto e antes da episiotomia9 e sutura10 perineal como adjuvante no controle da dor.

Odontologia: antes de injeções, impressões dentárias, radiografias e remoção de tártaro11.



Quando não devo usar este medicamento?

Contra-indicações

Você não deve utilizar XYLOCAÍNA Spray nas seguintes situações:

  - Alergia12 a lidocaína, a outros anestésicos locais ou aos outros componentes da fórmula.

  - Não deve ser aplicada na laringe13.



Advertências

XYLOCAÍNA Spray deve ser utilizada com cuidado nas seguintes situações:

  - Em pacientes com problemas no coração14, no fígado15, nos rins16, com choque17 grave, com

epilepsia18 e em pacientes idosos e pacientes debilitados.

  - Quando XYLOCAÍNA Spray é usada na boca19 ou região da garganta20, o paciente deve estar

ciente que a aplicação do anestésico tópico21 pode prejudicar a deglutição22 (ato de engolir) e,

portanto, aumentar o perigo de aspiração. O adormecimento da língua23 ou mucosa2 da boca19

pode aumentar o perigo de trauma por mordida.


Outros locais de administração não recomendados devem ser evitados devido aos efeitos indesejáveis desconhecidos.

XYLOCAÍNA Spray é possivelmente um desencadeador de porfiria24 e deve ser somente prescrito à pacientes com porfiria24 aguda em indicações fortes ou urgentes. Precauções apropriadas devem ser tomadas para todos pacientes porfíricos.


Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.


O uso de XYLOCAÍNA Spray não é recomendado para crianças menores de 5 anos de idade. O uso também não é recomendado para crianças com peso inferior a 20 kg.


Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.


Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.


Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde25.


Precauções

Dependendo da dose do anestésico local, pode haver um efeito muito leve na função mental e pode prejudicar temporariamente a locomoção e coordenação.

Interações medicamentosas

XYLOCAÍNA Spray deve ser utilizada com cuidado nas seguintes situações:

  - Em pacientes que fazem uso de medicamentos antiarrítmicos, cimetidina, betabloqueadores

e outros anestésicos locais.


A dose correta de XYLOCAÍNA Spray em uso de outros medicamentos de importância, deve ser de acordo com a recomendação do médico.



Como devo usar este medicamento?

Aspecto físico

XYLOCAÍNA Spray é apresentada na forma de um líquido praticamente incolor com cheiro e sabor predominante de banana, menta e eucalipto.


Características organolépticas

Ver aspecto físico.


Dosagem

As seguintes recomendações de dose devem ser consideradas como um guia. A experiência do clínico e conhecimento do estado físico do paciente são importantes para calcular a dose necessária. Nos pacientes idosos, pacientes debilitados e nas crianças, deve-se adequar as doses de acordo com a idade, peso e condição física.

Não se deve fazer mais de 20 nebulizações em qualquer adulto para se alcançar a anestesia1 desejada.




Para pequenos procedimentos o medicamento deve ser administrado por não menos que 1 minuto.


Para grandes procedimentos, a duração da aplicação é de não mais que 5 minutos.

Cada nebulização26 libera 10 mg de lidocaína base.


Uma vez que a absorção é variável e especialmente alta na traquéia27 e nos brônquios28, a dose máxima recomendada varia dependendo da área de aplicação.



Como usar

XYLOCAÍNA Spray é de aplicação tópica sobre mucosa2.


É desnecessário secar o local antes da aplicação.


A cânula do spray já está dobrada para aparência final e nenhuma ação adicional deve ser feita antes do uso da cânula spray. A cânula não deve ser encurtada, caso contrário a função do spray pode ser alterada.


Para limpar a cânula deixe-a em água fervendo durante 5 minutos.


Como para qualquer anestésico local, as reações e complicações são evitadas utilizando-se a menor dose eficaz.


Como qualquer anestésico local, a segurança e a eficácia da lidocaína dependem da dose apropriada, da técnica correta, precauções adequadas e facilidade para emergências.


Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.



Quais os males que este medicamento pode causar?


Reações adversas por ordem decrescente de gravidade.



1. Toxicidade29 sistêmica aguda:

A lidocaína pode causar efeitos tóxicos agudos se altos níveis sistêmicos30 ocorrerem devido à rápida absorção, por exemplo, aplicação nas áreas abaixo das cordas vocais31 ou superdosagem.

As reações adversas sistêmicas são raras e podem resultar de níveis sanguíneos elevados devido à dosagem excessiva, à rápida absorção, à hipersensibilidade, às características próprias do paciente ou à reduzida tolerância do paciente.


As reações podem ser:

  - Reações do Sistema Nervoso Central32 incluem: nervosismo, tontura33, convulsões,

Inconsciência34 e, possivelmente, parada respiratória.

  - Reações cardiovasculares incluem: queda da pressão arterial35, diminuição da contração ou

da força de contração do coração14, batimentos lentos do coração14 e, possivelmente, parada

cardíaca.



2. Reações alérgicas:

Reações alérgicas (nos casos mais graves, choque anafilático36) aos anestésicos locais do tipo amida são raras (< 0,1%).



3. Reações locais:

Tem sido relatada irritação local na área de aplicação. Têm sido relatados sintomas37 reversíveis, tais como, inflamação38 da garganta20, rouquidão e perda da voz, após aplicação na mucosa2 da laringe13 antes de intubação por dentro da traquéia27. O uso de XYLOCAÍNA Spray proporciona anestesia1 de superfície durante o procedimento por dentro da traquéia27, mas não previne dor após intubação.



O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma só vez?

Em caso de uso de uma quantidade de medicamento maior do que a prescrita pelo seu médico, você deve contatá-lo imediatamente.

Os primeiros sinais39 relatados com a XYLOCAÍNA Spray normalmente foram leves e apresentados como tontura33, vertigem40 e às vezes visão41 turva. No caso de uma superdosagem séria podem ocorrer tremores, convulsões ou inconsciência34.

Quando os sinais39 de superdosagem são notados o quanto antes e nenhuma quantidade de XYLOCAÍNA Spray é determinada, o risco de acontecer efeitos adversos sérios diminui rapidamente. Se você notar qualquer sinal42, contate imediatamente seu médico.



Onde e como devo guardar este medicamento?

XYLOCAÍNA Spray deve ser mantida em temperatura entre 15°C e 25°C.

Todo medicamento deve ser mantido em sua embalagem original até o momento do uso.

Depois de aberto o frasco, este medicamento deve ser consumido em até 6 meses.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.


Informações Técnicas da Xylocaina Spray

Características Farmacológicas da Xylocaina Spray



Propriedades Farmacodinâmicas

XYLOCAÍNA Spray é destinada ao uso em mucosas4 e promove anestesia1 de superfície eficiente, que dura por, aproximadamente, 10-15 minutos. A anestesia1 geralmente ocorre dentro de 1-3 minutos dependendo da área de aplicação.

Anestesia1 local é definida como uma perda da sensibilidade ou sensação que é restringida a certa área do corpo. Todos os anestésicos locais têm um modo de ação comum. Para produzir esses efeitos, eles devem bloquear a propagação dos impulsos ao longo das fibras nervosas. Tais impulsos são transmitidos pela rápida despolarização e repolarização dentro dos axônios43 nervosos. As alterações de polaridade são devidas à passagem de íons44 sódio e potássio pela membrana nervosa, através de canais iônicos dentro da membrana. Os anestésicos locais evitam a entrada dos íons44 sódio para dentro os quais iniciam a despolarização e, como consequência, a fibra nervosa não pode propagar nenhum impulso.

O mecanismo de ação dos anestésicos locais não é totalmente compreendido mas, uma possível explicação é que a forma de base lipossolúvel se difunde através da membrana lipídica ao interior da célula45. Dentro da célula45 uma proporção do fármaco46 se ioniza e entra no canal de sódio para exercer um efeito inibitório do influxo de sódio e consequentemente na condução do impulso.


Propriedades Farmacocinéticas

A lidocaína é absorvida após aplicação tópica em mucosas4. A velocidade e a extensão da absorção dependem da dose total administrada e da concentração, do local de aplicação e da duração da exposição. Geralmente, a velocidade de absorção de agentes anestésicos locais após aplicação tópica é mais rápida após administração intratraqueal e bronquial. Tais aplicações podem, entretanto, resultar em rápido aumento ou excessiva concentração plasmática, com um risco aumentado para sintomas37 tóxicos, tais como convulsões. A lidocaína também é bem absorvida no trato gastrointestinal, mas pouco fármaco46 intacto aparece na circulação47 por causa da biotransformação no fígado15.

Normalmente, cerca de 65% da lidocaína liga-se às proteínas48 plasmáticas. Os anestésicos locais do tipo amida ligam-se principalmente a alfa-1-glicoproteína ácida, mas também à albumina49.

A lidocaína atravessa as barreiras hematoencefálica e placentária, presumivelmente por difusão passiva.

A principal via de eliminação da lidocaína é por metabolismo50 hepático. A via primária da lidocaína em humanos é a N-desalquilação à monoetilglicinexilidina (MEGX) seguida por hidrólise à 2,6-xilidina e hidroxilação à 4-hidroxi-2,6-xilidina. MEGX ainda pode ser desalquilada para glicinexilidina (GX). As ações farmacológicas/toxicológicas de MEGX e GX são similares, mas menos potentes do que as da lidocaína. GX tem uma meia-vida maior (cerca de 10 h) que a lidocaína e pode se acumular durante a administração prolongada. Aproximadamente 90% da lidocaína administrada intravenosamente é excretada na forma de vários metabólitos51 e menos de 10% é excretada inalterada na urina52. O metabólito53 primário na urina52 é um conjugado de 4-hidroxi-2,6-xilidina, respondendo por cerca de 70-80% da dose excretada na urina52.

A meia-vida de eliminação da lidocaína seguida de uma injeção54 intravenosa em bolus55 é tipicamente 1,5 a 2 horas. Devido à rápida velocidade em que a lidocaína é metabolizada, qualquer condição que afete a função hepática56 pode alterar a cinética57 da lidocaína. A meia-vida pode ser prolongada duas vezes ou mais em pacientes com disfunção hepática56. A disfunção renal58 não afeta a cinética57 da lidocaína, mas pode aumentar o acúmulo de metabólitos51.

Fatores como acidose59 e o uso de estimulantes e depressores do Sistema Nervoso Central32 (SNC60) influenciam os níveis de lidocaína no SNC60 necessários para produzir a manifestação de efeitos sistêmicos30. Reações adversas objetivas tornam-se muito mais aparentes com níveis venosos plasmáticos aumentados de 5 a 10 mg/l.


Dados de segurança pré-clínica

A toxicidade29 observada após altas doses de lidocaína em estudos com animais consistiu em efeitos nos Sistemas Nervoso Central e Cardiovascular. Em estudos de toxicidade29 reprodutiva, nenhuma relação do fármaco46 com os efeitos foi observada, nem a lidocaína mostrou potencial mutagênico nos testes de mutagenicidade in vitro ou in vivo. Não foram feitos estudos de câncer61 com lidocaína, devido ao local e a duração do uso deste fármaco46.


Resultados de Eficácia da Xylocaina Spray

Van der Burght M et al., realizaram um estudo comprovando o efeito hipoalgésico da lidocaína na forma spray na mucosa2 genital feminina. Neste estudo, foi administrado 50 mg de lidocaína na forma spray na mucosa2 genital dentro dos pequenos lábios e realizado aferições repetidas da dor até que a sensibilidade retornasse ao normal. O estímulo nociceptivo foi realizado com laser de argônio (1,5 W). As pacientes apresentaram um desconforto inicial por 15-30 segundos, obtendo-se analgesia após 2,7 min +/- 1,3 min e duração do efeito por 29,7 min +/- 8,9 min. Portanto, este estudo sugere que pequenos procedimentos cirúrgicos devem ser realizados após 4 min de latência62 e a duração da analgesia apresenta variação individual (Van der Burght et al. Acta Obstet Gynecol Scand 1994; 73(10): 809-11).

Schonemann NK et al., através da análise dos efeitos de duas doses diferentes de lidocaína (30 e 60 mg), administradas na mucosa2 oral do lábio63 inferior de voluntários saudáveis, submetidos a estímulo nociceptivo por laser de argônio, obtiveram como resultados que o uso de lidocaína na forma spray na dose de 30 ou 60 mg propiciam aumento do limiar de dor em 62% e 50%, respectivamente (diferença não significativa), com tempo de latência62 de 4-5 min e efeito hipoalgésico por 14 min. Portanto, os autores comprovam o efeito hipoalgésico da ação da lidocaína na forma spray em mucosa2 oral e vias aéreas superiores (Schonemann NK et al. Acta Anaesthesiol Scand 1992; 36(7): 733-5).

Bülow K et al., realizaram um estudo randomizado64 em pacientes submetidos a anestesia1 geral com propofol e alfentanila sem uso de relaxantes musculares, comparando a eficácia da anestesia1 tópica da laringe13 e traquéia27 com lidocaína na forma spray em relação a solução salina tópica na intubação orotraqueal65. Foram submetidos a este estudo 60 pacientes adultos classificados quanto ao estado físico como P1 segundo a classificação da Sociedade Americana de Anestesiologia. Estes pacientes foram pré-medicados com diazepam (15-20 mg) e randomicamente alocados no grupo lidocaína (4 ml de lidocaína 40 mg/ml) ou solução salina (4 ml de solução salina isotônica66). Todos foram induzidos com propofol (2,5 mg/kg) e alfentanila (30 mcg/kg). Os resultados demonstraram uma performance estatisticamente superior para o grupo lidocaína tanto com respeito à facilidade de intubação quanto a presença de tosse após a intubação. Portanto, os autores consideram a utilização da lidocaína na forma spray associada a propofol/alfentanila como uma técnica consistente e satisfatória para a realização de intubação, sendo indicada em pacientes em que há restrição ao uso de bloqueadores neuromusculares (Bülow K et al. Acta Anaesthesiol Scand 1996; 40(6): 752-6).

O uso de lidocaína na forma spray está consagrado para anestesia1 tópica de mucosas4, independente da localização.


Indicações da Xylocaina Spray

Na prevenção da dor associada com:

Otorrinolaringologia:

  – Punção dos seios5 maxilares6.

  – Anestesia1 da faringe7 para prevenir náusea67 e vômito8 durante instrumentação.

Obstetrícia: durante o estágio final do parto e antes da episiotomia9 e sutura10 perineal como adjuvante no controle da dor.

Odontologia: antes de injeções, impressões dentárias, radiografias, remoção de tártaro11.


Contra-Indicações da Xylocaina Spray


XYLOCAÍNA Spray é contra-indicado:

  - em pacientes com hipersensibilidade conhecida aos anestésicos locais do tipo amida ou aos outros componentes da fórmula;


XYLOCAÍNA Spray não deve ser aplicada na laringe13.


Modo de Usar e Cuidados de Conservação Depois de Aberto da Xylocaina Spray

Modo de Usar

XYLOCAÍNA Spray é de aplicação tópica sobre mucosa2.

É desnecessário secar o local antes da aplicação.

A cânula do spray já está dobrada para aparência final e nenhuma ação adicional deve ser feita antes do uso da cânula spray. A cânula não deve ser encurtada, caso contrário a função do spray pode ser alterada.

Para limpar a cânula deixe-a em água fervendo durante 5 minutos.

A cânula de aplicação pode ser autoclavada (20 minutos a 120°C).

XYLOCAÍNA Spray não deve ser usada em balonete de tubo endotraqueal (ETT) feitos de plástico (ver item Advertências).


Cuidados de conservação depois de aberto

Depois de aberto o frasco, este medicamento deve ser consumido em até 6 meses.

Conservar em temperatura entre 15ºC e 25°C.


Todo medicamento deve ser mantido em sua embalagem original até o momento do uso.


Posologia da Xylocaina Spray

Como para qualquer anestésico local, as reações e complicações são evitadas utilizando-se a menor dose eficaz.

XYLOCAÍNA Spray é destinada ao uso em mucosas4 e proporciona eficaz anestesia1 de superfície, o qual dura aproximadamente 10-15 minutos. A anestesia1 geralmente ocorre dentro de 1-3 minutos dependendo da área de aplicação.

Como qualquer anestésico local, a segurança e a eficácia da lidocaína dependem da dose apropriada, da técnica correta, precauções adequadas e facilidade para emergências.


Cada nebulização26 libera 10 mg de lidocaína base.


As seguintes recomendações de dose devem ser consideradas como um guia. A experiência do clínico e conhecimento do estado físico do paciente são importantes para calcular a dose necessária. Nos pacientes idosos, pacientes debilitados e nas crianças, deve-se adequar as doses de acordo com a idade, peso e condição física.


Não se deve fazer mais de 20 nebulizações em qualquer adulto para se alcançar a anestesia1 desejada.

Dose recomendada para adultos

Para pequenos procedimentos o medicamento deve ser administrado por não menos que 1 minuto.

Para grandes procedimentos, a duração da aplicação é de não mais que 5 minutos.


Uma vez que a absorção é variável e especialmente alta na traquéia27 e nos brônquios28, a dose máxima recomendada varia dependendo da área de aplicação (ver itens Características Farmacológicas e Reações Adversas a Medicamentos).


Advertências da Xylocaina Spray

Doses excessivas ou pequenos intervalos entre as doses podem resultar em níveis plásmáticos altos e reações adversas graves. A absorção da lidocaína através das mucosas4 é relativamente variável, sendo especialmente alta na árvore brônquica68. Tais aplicações podem, portanto, resultar em rápido aumento ou excessiva concentração plasmática, com um risco aumentado para sintomas37 tóxicos, tais como convulsões.

XYLOCAÍNA Spray deve ser usado com cuidado em pacientes com mucosas4 feridas ou traumatizadas no local da aplicação. A mucosa2 danificada permitirá uma absorção sistêmica aumentada. O controle das reações adversas graves pode requerer o uso de equipamento de ressuscitação, oxigênio e outros fármacos para ressuscitação (ver item Superdose).


Em pacientes paralisados sob o domínio de anestesia1 geral, podem ocorrer concentrações sanguíneas maiores do que em pacientes que estão respirando espontaneamente. Pacientes não paralisados são mais prováveis de ingerir uma grande parte da dose que sofre considerável metabolismo50 de primeira passagem hepático após a absorção intestinal.


O uso orofaríngeo69 de agentes anestésicos tópicos pode interferir com a deglutição22 e portanto, intensificar o perigo de aspiração. Isto é particularmente importante em crianças devido à frequência das alimentações. A dormência70 da língua23 ou da mucosa2 bucal pode aumentar o risco de trauma por mordida.


Se a dose ou a administração resultar em altos níveis sanguíneos é provável que alguns pacientes necessitem de atenção especial para prevenir efeitos adversos potencialmente perigosos:

  - Pacientes com doença cardiovascular e insuficiência cardíaca71.

  - Pacientes com bloqueio cardíaco72 parcial ou completo.

  - Pacientes idosos e debilitados.

  - Pacientes com disfunção renal58 grave.

  - Pacientes com doença hepática56 avançada.

  - Pacientes com bradicardia73.

  - Pacientes com choque17 grave.

  - Pacientes com epilepsia18.

Evite contato com os olhos74.


Pacientes tratados com fármacos antiarrítmicos classe III (ex.: amiodarona) devem estar sob cuidado e monitoramento cardíaco, uma vez que efeitos cardíacos podem ser aditivos.


XYLOCAÍNA Spray não deve ser usada em balonete de tubo endotraqueal (ETT) feitos de plástico. A lidocaína base em contato com balonete de PVC e não-PVC de tubo endotraqueal pode causar danos ao balonete. Estes danos são descritos como furos, os quais podem causar vazamentos que poderiam causar perda da pressão no balonete.


XYLOCAÍNA Spray é possivelmente um porfirinogênico e deve ser somente prescrito à pacientes com porfiria24 aguda em indicações fortes ou urgentes. Precauções apropriadas devem ser tomadas para todos pacientes porfíricos.


XYLOCAÍNA Spray não é recomendado para crianças menores de 5 anos e também

10 para crianças de peso inferior a 20 kg, em vista da concentração elevada (10%) e de sua rápida absorção.


Para informações referentes a ajuste de dose para pacientes75 idosos e pacientes debilitados e crianças, ver item Posologia.

Outros locais de administração não recomendados devem ser evitados devido aos efeitos indesejáveis desconhecidos.



Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas: dependendo da dose do anestésico local, pode haver um efeito muito leve na função mental e pode prejudicar temporariamente a locomoção e coordenação.


Uso durante a gravidez76 e lactação77:

Categoria de risco na gravidez76: B.



Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

A lidocaína atravessa a barreira placentária e pode penetrar nos tecidos fetais. É razoável presumir que tem sido administrada lidocaína a um grande número de mulheres grávidas e mulheres em idade fértil. Até o momento, nenhum distúrbio específico do processo reprodutivo foi relatado, por exemplo, nenhum aumento da incidência78 de más-formações ou outros efeitos nocivos diretos ou indiretos ao feto79.

Da mesma forma que outros anestésicos locais, a lidocaína passa para o leite materno, mas em pequenas quantidades e, geralmente, não há riscos de afetar o neonato80.

Como para qualquer outro fármaco46, a lidocaína somente deve ser usada durante a gravidez76 ou lactação77 se, a critério médico, os benefícios potenciais superarem os possíveis riscos.


Uso em Idosos, Crianças e Outros Grupos de Risco da Xylocaina Spray

Ver item Advertências.


Interações Medicamentosas da Xylocaina Spray

A lidocaína deve ser usada com precaução em pacientes recebendo agentes estruturalmente relacionados aos anestésicos locais do tipo amida (ex.: antiarrítmicos como a mexiletina e tocainida), uma vez que os efeitos tóxicos são aditivos.

Estudos de interações específicas com lidocaína e fármacos antiarrítmicos classe III (ex.: amiodarona) não foram realizados, porém deve-se ter cuidado (ver item Advertências).

Fármacos que reduzem a depuração plasmática de lidocaína (ex.: cimetidina ou betabloqueadores) podem causar concentrações plasmáticas potencialmente tóxicas quando a lidocaína é administrada em altas doses e repetidamente por um longo período. Tais interações, entretanto, não tem importância clínica relevante durante o tratamento a curto prazo com lidocaína nas doses recomendadas.


Reações Adversas a Medicamentos da Xylocaina Spray


Reações adversas por ordem decrescente de gravidade.


1. Toxicidade29 sistêmica aguda:

A lidocaína pode causar efeitos tóxicos agudos se altos níveis sistêmicos30 ocorrerem devido à rápida absorção, por exemplo, aplicação nas áreas abaixo das cordas vocais31 ou superdosagem (ver item Características Farmacológicas e Superdose).

As reações adversas sistêmicas são raras e podem resultar de níveis plasmáticos elevados devido à dosagem excessiva, à rápida absorção, à hipersensibilidade, à idiossincrasia ou à reduzida tolerância do paciente.

As reações podem ser:

  - Reações do SNC60 incluem: nervosismo, tontura33, convulsões, inconsciência34 e, possivelmente,

parada respiratória.

  - Reações cardiovasculares incluem: hipotensão81, depressão miocárdica, bradicardia73 e,

possivelmente, parada cardíaca.



2. Reações alérgicas:

Reações alérgicas (nos casos mais graves, choque anafilático36) aos anestésicos locais do tipo

amida são raras (< 0,1%).


3. Reações locais:

Tem sido relatado irritação local na área de aplicação. Têm sido relatados sintomas37 reversíveis, tais como, inflamação38 da garganta20, rouquidão e perda da voz, após aplicação na mucosa2 da laringe13 antes de intubação endotraqueal. O uso de XYLOCAÍNA Spray proporciona anestesia1 de superfície durante o procedimento endotraqueal, mas não previne dor após intubação.


Superdose da Xylocaina Spray

Toxicidade29 sistêmica aguda

Reações tóxicas originam-se principalmente dos Sistemas Nervoso Central e Cardiovascular.

Toxicidade29 no SNC60 é uma resposta gradativa com sinais39 e sintomas37 de gravidade ascendente. Os primeiros sintomas37 são parestesia82 perioral, dormência70 da língua23, tonturas83, hiperacusia e zumbido. Distúrbios visuais e tremores musculares são mais graves e precedem o aparecimento de convulsões generalizadas. Inconsciência34 e convulsões do tipo grande mal, podem aparecer em seguida e, podem durar alguns segundos até vários minutos. Hipóxia84 e hipercarbia ocorrem rapidamente após as convulsões devido ao aumento da atividade muscular, junto com interferência na respiração normal. Em casos graves pode ocorrer apnéia85. A acidose59 aumenta os efeitos tóxicos dos anestésicos locais.

A recuperação é devido à redistribuição e metabolismo50 do anestésico local a partir do SNC60. A recuperação pode ser rápida, a não ser que grandes quantidades do fármaco46 tenham sido administradas.


Os efeitos cardiovasculares são observados somente em casos com altas concentrações sistêmicas. Hipotensão81 grave, bradicardia73, arritmia86 e colapso87 cardiovascular podem ser os resultados em tais casos.

Os efeitos tóxicos cardiovasculares são geralmente precedidos por sinais39 de toxicidade29 no SNC60, a menos que o paciente esteja recebendo um anestésico geral ou esteja fortemente sedado com fármacos, tais como: benzodiazepínicos ou barbitúricos.



Tratamento da toxicidade29 aguda

O tratamento da toxicidade29 aguda deve ser instituído quando iniciarem as contrações musculares. Os fármacos e equipamentos necessários devem estar disponíveis imediatamente. Os objetivos do tratamento são manter a oxigenação, interromper as convulsões e dar suporte a circulação47.

Deve-se manter a oxigenação e, se necessário, ventilação88 assistida (máscara e balão).

Um anticonvulsivante deve ser administrado por i.v. se as convulsões não pararem espontaneamente em 15-30 segundos. A tiopentona sódica 1-3 mg/kg i.v., abortará rapidamente as convulsões. Como alternativa pode-se administrar diazepam 0,1 mg/kg de peso corpóreo i.v., embora sua ação seja lenta. Convulsões prolongadas podem comprometer a ventilação88 e oxigenação dos pacientes. Se isso acontecer, um relaxante muscular injetável (ex.: succinilcolina 1 mg/kg de peso corpóreo) facilitará a ventilação88, e a oxigenação pode ser controlada. Intubação endotraqueal primária pode ser considerada nestas situações.

Se for evidente depressão cardiovascular (hipotensão81, bradicardia73), deve ser administrada efedrina 5-10 mg intravenosa e sua administração pode ser repetida, se necessário, após 2-3 minutos.

Se ocorrer parada circulatória, deve-se instituir imediatamente ressuscitação cardiopulmonar. Oxigenação ótima, ventilação88 e manutenção da circulação47, como também, tratamento da acidose59, são de vital importância, já que hipóxia84 e acidose59 aumentariam a toxicidade29 sistêmica de anestésicos locais. A epinefrina (0,1-0,2 mg na forma de injeção54 intravenosa ou intracardíaca) deve ser administrada assim que possível e repetida, se necessário.

Em crianças, devem ser administradas doses proporcionais a idade e peso.


Armazenagem da Xylocaina Spray

Conservar em temperatura entre 15°C e 25°C.

Dizeres Legais da Xylocaina Spray

ANVISA/MS – 1.1618.0101.003-2


Farm. Resp.: Dra. Daniela M. Castanho - CRF-SP nº 19.097

Fabricado por: AstraZeneca S.A. - Haedo - Buenos Aires - Argentina

Importado e embalado por: AstraZeneca do Brasil Ltda.

Rod. Raposo Tavares, km 26,9 - Cotia - SP - CEP 06707-000

CNPJ 60.318.797/0001-00

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

Indústria Brasileira


Nº do lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.


Todas as marcas nesta embalagem são propriedade do grupo de empresas AstraZeneca.


Logo do SAC: 0800- 0145578


CDS 01.07

Fevereiro/08

XYLOCAINA SPRAY 10% - Laboratório

AstraZeneca
Rod. Raposo Tavares, km 26,9
Cotia/SP - CEP: 06707-000
Tel: 0800 014 55 78
Fax: (11) 3737 1200
Site: http://www.astrazeneca.com.br/

Ver outros medicamentos do laboratório "AstraZeneca"

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.
2 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
3 Sacarina: Adoçante sem calorias e sem valor nutricional.
4 Mucosas: Tipo de membranas, umidificadas por secreções glandulares, que recobrem cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
5 Seios: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
6 Maxilares: Estrutura óssea da boca (que fixa os dentes). É constituída pela MANDÍBULA e pela MAXILA.
7 Faringe: Canal músculo-membranoso comum aos sistemas digestivo e respiratório. Comunica-se com a boca e com as fossas nasais. É dividida em três partes: faringe superior (nasofaringe ou rinofaringe), faringe bucal (orofaringe) e faringe inferior (hipofaringe, laringofaringe ou faringe esofagiana), sendo um órgão indispensável para a circulação do ar e dos alimentos.
8 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
9 Episiotomia: Corte cirúrgico feito no períneo (área entre a vagina e o ânus), realizado com anestesia local, se a mulher ainda não estiver anestesiada, para alargar o canal do parto e, supostamente, ajudar o nascimento do bebê.
10 Sutura: 1. Ato ou efeito de suturar. 2. Costura que une ou junta partes de um objeto. 3. Na anatomia geral, é um tipo de articulação fibrosa, em que os ossos são mantidos juntos por várias camadas de tecido conjuntivo denso; comissura (ocorre apenas entre os ossos do crânio). 4. Na anatomia botânica, é uma linha de espessura variável que se forma na região de fusão dos bordos de um carpelo (ou de dois ou mais carpelos concrescentes). 5. Em cirurgia, ato ou efeito de unir os bordos de um corte, uma ferida, uma incisão, com agulha e linha especial, para promover a cicatrização. 6. Na morfologia zoológica, nos insetos, qualquer sulco externo semelhante a uma linha.
11 Tártaro: Em odontologia, é um depósito duro, formado especialmente por sais de cálcio e de magnésio, que se localizam na borda dos dentes ou sob as gengivas e precisa ser retirado regularmente para evitar complicações dentárias.
12 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
13 Laringe: É um órgão fibromuscular, situado entre a traqueia e a base da língua que permite a passagem de ar para a traquéia. Consiste em uma série de cartilagens, como a tiroide, a cricóide e a epiglote e três pares de cartilagens: aritnoide, corniculada e cuneiforme, todas elas revestidas de membrana mucosa que são movidas pelos músculos da laringe. As dobras da membrana mucosa dão origem às pregas vocais.
14 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
15 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
16 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
17 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
18 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
19 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
20 Garganta: Tubo fibromuscular em forma de funil, que leva os alimentos ao ESÔFAGO e o ar à LARINGE e PULMÕES. Situa-se posteriormente à CAVIDADE NASAL, à CAVIDADE ORAL e à LARINGE, extendendo-se da BASE DO CRÂNIO à borda inferior da CARTILAGEM CRICÓIDE (anteriormente) e à borda inferior da vértebra C6 (posteriormente). É dividida em NASOFARINGE, OROFARINGE e HIPOFARINGE (laringofaringe).
21 Tópico: Referente a uma área delimitada. De ação limitada à mesma. Diz-se dos medicamentos de uso local, como pomadas, loções, pós, soluções, etc.
22 Deglutição: Passagem dos alimentos desde a boca até o esôfago; ação ou efeito de deglutir; engolir. É um mecanismo em parte voluntário e em parte automático (reflexo) que envolve a musculatura faríngea e o esfíncter esofágico superior.
23 Língua:
24 Porfiria: Constituem um grupo de pelo menos oito doenças genéticas distintas, além de formas adquiridas, decorrentes de deficiências enzimáticas específicas na via de biossíntese do heme, que levam à superprodução e acumulação de precursores metabólicos, para cada qual correspondendo um tipo particular de porfiria. Fatores ambientais, tais como: medicamentos, álcool, hormônios, dieta, estresse, exposição solar e outros desempenham um papel importante no desencadeamento e curso destas doenças.
25 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
26 Nebulização: Método utilizado para administração de fármacos ou fluidificação de secreções respiratórias. Utiliza um mecanismo vaporizador através do qual se favorece a penetração de água ou medicamentos na atmosfera bronquial.
27 Traquéia: Tubo cartilaginoso e membranoso que desce a partir da laringe e ramifica-se em brônquios direito e esquerdo.
28 Brônquios: A maior passagem que leva ar aos pulmões originando-se na bifurcação terminal da traquéia. Sinônimos: Bronquíolos
29 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
30 Sistêmicos: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
31 Cordas Vocais: Pregas da membrana mucosa localizadas ao longo de cada parede da laringe extendendo-se desde o ângulo entre as lâminas da cartilagem tireóide até o processo vocal cartilagem aritenóide.
32 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
33 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
34 Inconsciência: Distúrbio no estado de alerta, no qual existe uma incapacidade de reconhecer e reagir perante estímulos externos. Pode apresentar-se em tumores, infecções e infartos do sistema nervoso central, assim como também em intoxicações por substâncias endógenas ou exógenas.
35 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
36 Choque anafilático: Reação alérgica grave, caracterizada pela diminuição da pressão arterial, taquicardia e distúrbios gerais da circulação, acompanhado ou não de edema de glote. Necessita de tratamento urgente. Pode surgir por exposição aos mais diversos alérgenos.
37 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
38 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
39 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
40 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
41 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
42 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
43 Axônios: Prolongamento único de uma célula nervosa. Os axônios atuam como condutores dos impulsos nervosos e só possuem ramificações na extremidade. Em toda sua extensão, o axônio é envolvido por um tipo celular denominado célula de Schwann.
44 Íons: Átomos ou grupos atômicos eletricamente carregados.
45 Célula: Unidade funcional básica de todo tecido, capaz de se duplicar (porém algumas células muito especializadas, como os neurônios, não conseguem se duplicar), trocar substâncias com o meio externo à célula, etc. Possui subestruturas (organelas) distintas como núcleo, parede celular, membrana celular, mitocôndrias, etc. que são as responsáveis pela sobrevivência da mesma.
46 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
47 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
48 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
49 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
50 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
51 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
52 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
53 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
54 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
55 Bolus: Uma quantidade extra de insulina usada para reduzir um aumento inesperado da glicemia, freqüentemente relacionada a uma refeição rápida.
56 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
57 Cinética: Ramo da física que trata da ação das forças nas mudanças de movimento dos corpos.
58 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
59 Acidose: Desequilíbrio do meio interno caracterizado por uma maior concentração de íons hidrogênio no organismo. Pode ser produzida pelo ganho de substâncias ácidas ou perda de substâncias alcalinas (básicas).
60 SNC: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
61 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
62 Latência: 1. Estado, caráter daquilo que se acha latente, oculto. 2. Por extensão de sentido, é o período durante o qual algo se elabora, antes de assumir existência efetiva. 3. Em medicina, é o intervalo entre o começo de um estímulo e o início de uma reação associada a este estímulo; tempo de reação. 4. Em psicanálise, é o período (dos quatro ou cinco anos até o início da adolescência) durante o qual o interesse sexual é sublimado; período de latência.
63 Lábio: Cada uma das duas margens carnudas e altamente irrigadas da boca.
64 Estudo randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle - o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
65 Orotraqueal: Relativo à boca e à traqueia.
66 Isotônica: Relativo à ou pertencente à ação muscular que ocorre com uma contração normal. Em química, significa a igualdade de pressão entre duas soluções.
67 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
68 Árvore brônquica: A árvore brônquica é formada pelos brônquios, bronquíolos, ductos alveolares, sacos alveolares e alvéolos, e é responsável por levar o ar aspirado pelas fossas nasais até o pulmão.
69 Orofaríngeo: Relativo à orofaringe.
70 Dormência: 1. Estado ou característica de quem ou do que dorme. 2. No sentido figurado, inércia com relação a se fazer alguma coisa, a se tomar uma atitude, etc., resultando numa abulia ou falta de ação; entorpecimento, estagnação, marasmo. 3. Situação de total repouso; quietação. 4. No sentido figurado, insensibilidade espiritual de um ser diante do mundo. Sensação desagradável caracterizada por perda da sensibilidade e sensação de formigamento, e que geralmente ocorre nas extremidades dos membros. 5. Em biologia, é um período longo de inatividade, com metabolismo reduzido ou suspenso, geralmente associado a condições ambientais desfavoráveis; estivação.
71 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
72 Bloqueio cardíaco: Transtorno da condução do impulso elétrico no tecido cardíaco especializado, manifestado por uma diminuição variável da freqüência dos batimentos cardíacos.
73 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
74 Olhos:
75 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
76 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
77 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
78 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
79 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
80 Neonato: Refere-se a bebês nos seus primeiros 28 dias (mês) de vida. O termo “recentemente-nascido“ refere-se especificamente aos primeiros minutos ou horas que se seguem ao nascimento. Esse termo é utilizado para enfocar os conhecimentos e treinamento da ressuscitação imediatamente após o nascimento e durante as primeiras horas de vida.
81 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
82 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
83 Tonturas: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
84 Hipóxia: Estado de baixo teor de oxigênio nos tecidos orgânicos que pode ocorrer por diversos fatores, tais como mudança repentina para um ambiente com ar rarefeito (locais de grande altitude) ou por uma alteração em qualquer mecanismo de transporte de oxigênio, desde as vias respiratórias superiores até os tecidos orgânicos.
85 Apnéia: É uma parada respiratória provocada pelo colabamento total das paredes da faringe que ocorre principalmente enquanto a pessoa está dormindo e roncando. No adulto, considera-se apnéia após 10 segundos de parada respiratória. Como a criança tem uma reserva menor, às vezes, depois de dois ou três segundos, o sangue já se empobrece de oxigênio.
86 Arritmia: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
87 Colapso: 1. Em patologia, é um estado semelhante ao choque, caracterizado por prostração extrema, grande perda de líquido, acompanhado geralmente de insuficiência cardíaca. 2. Em medicina, é o achatamento conjunto das paredes de uma estrutura. 3. No sentido figurado, é uma diminuição súbita de eficiência, de poder. Derrocada, desmoronamento, ruína. 4. Em botânica, é a perda da turgescência de tecido vegetal.
88 Ventilação: 1. Ação ou efeito de ventilar, passagem contínua de ar fresco e renovado, num espaço ou recinto. 2. Agitação ou movimentação do ar, natural ou provocada para estabelecer sua circulação dentro de um ambiente. 3. Em fisiologia, é o movimento de ar nos pulmões. Perfusão Em medicina, é a introdução de substância líquida nos tecidos por meio de injeção em vasos sanguíneos.

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