FENAMIC

Atualizado em 28/03/2008
OBS: Todos os medicamentos do Laboratório Enila tiveram sua produção suspensa segundo Resolução - RE nº 892, de 29 de maio de 2003 da Anvisa.
 

FENAMIC

Ácido tolfenâmico

Comprimidos dispersíveis

Uso adulto

- Composição


Cada comprimido dispersível contém: Ácido tolfenâmico 200 mg; Excipiente q.s.p. 1 comprimido dispersível.

- Informações técnicas  

- Farmacodinâmica

O ácido tolfenâmico (FENAMIC), ou ácido N (2 metil-3 clorofenil) antranílico inibe a formação de prostaglandinas1, tromboxanos e leucotrienos2, apresentando uma intensa e marcante ação antiinflamatória e analgésica, além de uma ação antipirética. Seu início de ação é muito rápido em virtude da sua interação com os receptores específicos para prostaglandinas1. Após administração oral, o ácido tolfenâmico (FENAMIC) é praticamente totalmente absorvido, atingindo sua concentração plasmática máxima após cerca de 2 a 8 horas. Fortemente ligado às proteínas3 plasmáticas (99%), o ácido tolfenâmico (FENAMIC) é metabolizado no fígado4 e, da mesma forma que seus metabólitos5, conjuga-se ao ácido glicurônico. A meia-vida do ácido tolfenâmico (FENAMIC) é de cerca de 2 horas, e a sua eliminação se faz através da urina6 (90%) e das fezes (10%).

- Indicações

FENAMIC é indicado como antiinflamatório, analgésico7 e antipirético8. FENAMIC está indicado na profilaxia e tratamento das crises de enxaqueca9; dismenorréia10; na prevenção de cólicas11 induzidas pela colocação de dispositivo intra-uterino (DIU); nos sintomas12 dolorosos da endometriose13.

- Contra-indicações

FENAMIC (ácido tolfenâmico) é contra-indicado nos quadros de úlcera péptica14 ativa e de hipofunção hepática15 ou renal16 acentuada.

- Precauções e restrições

A utilização de FENAMIC durante a gravidez17 não é recomendada, visto não ter sido comprovada a inocuidade18 da substância sobre o feto19.

- Interações medicamentosas

O ácido tolfenâmico (FENAMIC) potencializa a ação dos anticoagulantes20 e reduz o efeito dos diuréticos21 de alça.

- Reações adversas

O ácido tolfenâmico (FENAMIC) é uma substância muito bem aceita nas doses terapêuticas recomendadas, não tendo sido relatada nenhuma reação adversa grave ou irreversível. Foram observadas algumas queixas gastrintestinais, tais como: diarréia22, náuseas23, dor gástrica, vômito24, dispepsia25, além de alguns casos de exantema26, eritema27, prurido28 e urticária29. Disúria30 leve, sob a forma de ardência, pode ocorrer ocasionalmente, sendo mais comum nos homens, e está relacionada à concentração de determinado metabólito31. O efeito, provavelmente, é devido à irritação local da uretra32. O aumento de consumo de líquidos ou a redução da dosagem diminui o risco de ardência.

- Posologia

A dose recomendada é de 200 mg, 3 vezes ao dia, com 2 copos de água em cada tomada. Em tratamentos prolongados, muitos pacientes podem apresentar bons resultados com doses diárias menores. O ácido tolfenâmico (FENAMIC) não é recomendado para o uso em crianças, visto que ainda não foi estabelecido um esquema posológico pediátrico.

- Apresentação

Comprimidos dispersíveis: Embalagem com 10 comprimidos.

Laboratório ENILA.
Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Prostaglandinas: É qualquer uma das várias moléculas estruturalmente relacionadas, lipossolúveis, derivadas do ácido araquidônico. Ela tem função reguladora de diversas vias metabólicas.
2 Leucotrienos: É qualquer um dos metabólitos dos ácidos graxos poli-insaturados, especialmente o ácido araquidônico, que atua como mediador em processos alérgicos e inflamatórios.
3 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
4 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
5 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
6 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
7 Analgésico: Medicamento usado para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
8 Antipirético: Medicamento que reduz a febre, diminuindo a temperatura corporal que está acima do normal. Entretanto, ele não vai afetar a temperatura normal do corpo se uma pessoa que não tiver febre o ingerir. Os antipiréticos fazem com que o hipotálamo “ignore“ um aumento de temperatura induzido por interleucina. O corpo então irá trabalhar para baixar a temperatura e o resultado é a redução da febre.
9 Enxaqueca: Sinônimo de migrânea. É a cefaléia cuja prevalência varia de 10 a 20% da população. Ocorre principalmente em mulheres com uma proporção homem:mulher de 1:2-3. As razões para esta preponderância feminina ainda não estão bem entendidas, mas suspeita-se de alguma relação com o hormônio feminino. Resulta da pressão exercida por vasos sangüíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.
10 Dismenorréia: Dor associada à menstruação. Em uma porcentagem importante de mulheres é um sintoma normal. Em alguns casos está associada a doenças ginecológicas (endometriose, etc.).
11 Cólicas: Dor aguda, produzida pela dilatação ou contração de uma víscera oca (intestino, vesícula biliar, ureter, etc.). Pode ser de início súbito, com exacerbações e períodos de melhora parcial ou total, nos quais o paciente pode estar sentindo-se bem ou apresentar dor leve.
12 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
13 Endometriose: Doença que acomete as mulheres em idade reprodutiva e consiste na presença de endométrio em locais fora do útero. Endométrio é a camada interna do útero que é renovada mensalmente pela menstruação. Os locais mais comuns da endometriose são: Fundo de Saco de Douglas (atrás do útero), septo reto-vaginal (tecido entre a vagina e o reto ), trompas, ovários, superfície do reto, ligamentos do útero, bexiga e parede da pélvis.
14 Úlcera péptica: Lesão na mucosa do esôfago, estômago ou duodeno. Também chamada de úlcera gástrica ou duodenal. Pode ser provocada por excesso de ácido clorídrico produzido pelo próprio estômago ou por medicamentos como antiinflamatórios ou aspirina. É uma doença infecciosa, causada pela bactéria Helicobacter pylori em quase 100% dos casos. Os principais sintomas são: dor, má digestão, enjôo, queimação (azia), sensação de estômago vazio.
15 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
16 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
17 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
18 Inocuidade: Qualidade, caráter de uma coisa inócua/inofensiva.
19 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
20 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
21 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
22 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
23 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
24 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
25 Dispepsia: Dor ou mal-estar localizado no abdome superior. O mal-estar pode caracterizar-se por saciedade precoce, sensação de plenitude, distensão ou náuseas. A dispepsia pode ser intermitente ou contínua, podendo estar relacionada com os alimentos.
26 Exantema: Alteração difusa da coloração cutânea, caracterizada por eritema, com elevação das camadas mais superficiais da pele (pápulas), vesículas, etc. Pode ser produzido por uma infecção geralmente viral (rubéola, varicela, sarampo), por alergias a medicamentos, etc.
27 Eritema: Vermelhidão da pele, difusa ou salpicada, que desaparece à pressão.
28 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
29 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
30 Disúria: Dificuldade para urinar. Pode produzir ardor, dor, micção intermitente, etc. Em geral corresponde a uma infecção urinária.
31 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
32 Uretra: É um órgão túbulo-muscular que serve para eliminação da urina.

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