Preço de SELENE em Houston/SP: R$ 25,49

SELENE

EUROFARMA

Atualizado em 09/12/2014

SELENE


Etinilestradiol + acetato de ciproterona



Comprimidos revestidos.

Forma Farmacêutica e Apresentações de Selene

Cartuchos contendo 21 ou 63 comprimidos revestidos.


USO ORAL - USO ADULTO

Composição de Selene

Cada comprimido revestido contém:

etinilestradiol............................................................................0,035 mg

acetato de ciproterona.................................................................2,0 mg

Excipientes: amido, croscarmelose sódica, povidona, hipromelose, dióxido de silício, celulose microcristalina, estearato de magnésio, lactose1, goma laca, macrogol, talco, glicerol, corante laca eritrosina e dióxido de titânio.


- INFORMAÇÕES AO PACIENTE

O que é Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona)?

Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) é um medicamento indicado para o tratamento de doenças relacionadas aos hormônios produzidos pelo organismo feminino. Cada comprimido contém uma combinação de dois hormônios diferentes: o acetato de ciproterona (progestógeno com propriedades antiandrogênicas) e o etinilestradiol (estrogênio). A relação de excipientes (demais substâncias presentes no medicamento) encontra-se no item “Composição” da bula. Devido a pequena quantidade de hormônios, Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) é considerado um medicamento de baixa dose.

O acetato de ciproterona inibe a influência dos hormônios andrógenos2.

Portanto, é possível tratar doenças causadas pelo aumento da produção de andrógenos2 ou por uma sensibilidade individual a estes hormônios.

Durante a terapia com Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona), reduz-se a função excessiva das glândulas sebáceas3, as quais desempenham um papel importante no desenvolvimento da acne4 e da seborréia5. Isto usualmente conduz à resolução das erupções da acne4 preexistente, normalmente verificada após 3 a 4 meses de terapia. A oleosidade excessiva dos cabelos e pele6 geralmente desaparece mais cedo. A perda de cabelo7, a qual é frequentemente acompanhada de seborreia5, igualmente diminui. O tratamento com Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) é indicado para mulheres em idade reprodutiva que exibem formas leves de hirsutismo8 (excesso de pelo) e, em particular, nos casos de leve aumento de pelos faciais. Entretanto, os resultados apenas tornam-se visíveis após vários meses de tratamento.

No tratamento de mulheres com síndrome9 de ovários10 policísticos (SOP), Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) alivia os sinais11 de androgenização (masculinização), leva à normalização dos parâmetros endócrinos (hormônios), à redução da formação de cistos e do volume ovariano e auxilia na regularização da menstruação12.

Devido a combinação dos princípios ativos (acetato de ciproterona/etinilestradiol), Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) possui semelhantes propriedades dos contraceptivos orais: quando Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) é tomado corretamente (sem esquecimento de tomada de comprimidos), a probabilidade de engravidar é muito pequena. Portanto, o uso concomitante de outros contraceptivos hormonais não é necessário.

Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) pode também apresentar os mesmos efeitos benéficos dos Contraceptivos Orais Combinados: o sangramento torna-se menos intenso e o período mais curto, o que pode reduzir a ocorrência de deficiência de ferro. Além disso, a menstruação12 frequentemente torna-se menos dolorosa.

O que você deve saber antes de usar Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona)?

Nesta bula são descritas várias situações em que o uso de medicamento do tipo de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) deve ser descontinuado, ou em que há diminuição da sua eficácia. Nestas situações, devem-se evitar as relações sexuais ou, então, utilizar adicionalmente métodos contraceptivos não-hormonais como, por exemplo, preservativo ou outro método de barreira. Não utilize os métodos da tabelinha (do ritmo ou Ogino-Knaus) ou da temperatura. Estes métodos podem falhar, pois medicamentos do tipo de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) modificam as variações de temperatura e do muco cervical que ocorrem durante o ciclo menstrual normal.

Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) não protege contra infecções13 causadas pelo HIV14 (AIDS), nem contra qualquer outra doença sexualmente transmissível.

Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) foi prescrito especialmente para você. Não o compartilhe com outras pessoas.


NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE15.

O uso de medicamento do tipo de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) requer cuidadosa supervisão médica na presença das condições abaixo. Essas condições devem ser comunicadas ao médico antes do início do uso de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona):

  - fumo;

  - diabete;

  - excesso de peso;

  - pressão alta;

  - alteração na válvula cardíaca16 ou alteração do batimento cardíaco;

  - inflamação17 das veias18 (flebite19 superficial);

  - veias18 varicosas;

  - qualquer familiar direto que já teve trombose20, ataque cardíaco ou derrame21;

  - enxaqueca22;

  - epilepsia23;

  - você ou algum familiar direto tem, ou já apresentou, níveis altos de colesterol24 ou triglicérides25 (um tipo de gordura26) no sangue27;

  - algum familiar direto que já teve câncer28 de mama29;

  - doença do fígado30 ou da vesícula biliar31;

  - doença de Crohn32 ou colite33 ulcerativa (doença inflamatória crônica do intestino);

  - lúpus34 eritematoso35 sistêmico36 (uma doença que afeta a pele6 do corpo inteiro);

  - síndrome9 hemolítico-urêmica (uma alteração da coagulação37 sanguínea que causa insuficiência renal38);

  - anemia falciforme39;

  - condição que tenha surgido pela primeira vez, ou piorado, durante a gravidez40 ou uso prévio de hormônios sexuais como, por exemplo, perda de audição, porfiria41 (doença metabólica), herpes gestacional (doença de pele6) e Coréia de Sydenham42 (doença neurológica);

  - tem ou já apresentou cloasma43 (pigmentação marrom-amarelada da pele6, especialmente no rosto). Neste caso, evite a exposição excessiva ao sol ou à radiação ultravioleta;

  - angioedema44 hereditário (estrogênios exógenos podem induzir ou intensifica os seus sintomas45). Consulte seu médico imediatamente se você apresentar sintomas45 de angioedema44, tais como: inchaço46 do rosto, língua47 e/ou garganta48, dificuldade para engolir ou urticária49 junto com dificuldade para respirar.

Se algum destes casos ocorrer pela primeira vez, reaparecer ou agravar-se enquanto estiver tomando medicamento do tipo de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona), consulte seu

médico. Se o hirsutismo8 (aumento da quantidade de pelos no corpo) surgiu recentemente, ou intensificou-se consideravelmente nos últimos tempos, seu médico deve ser informado de pronto, devido à necessidade de se descobrir a causa.

A experiência com medicamentos contendo combinações de estrogênio/progestógeno, como no caso de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona), baseia-se, predominantemente, nos contraceptivos orais combinados. Portanto, as precauções abaixo relacionadas para o uso de contraceptivos orais também se aplicam para o produto Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona).

Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) e a trombose20:

A trombose20 é a formação de um coágulo50 sanguíneo que pode interromper a passagem do sangue27 pelos vasos. A trombose20 às vezes ocorre nas veias18 profundas das pernas (trombose venosa profunda51).

Se este coágulo50 desprender-se das veias18 onde foi formado, ele pode deslocar-se para as artérias52 pulmonares, causando a embolia53 pulmonar. A ocorrência de trombose venosa profunda51 é rara. O risco de ocorrência de tromboembolismo54 venoso é mais elevado durante o primeiro ano em usuárias de primeira vez de contraceptivo.

Pode ocorrer tanto entre usuárias como entre não-usuárias de contraceptivos orais. Também pode ocorrer durante a gravidez40. O risco de ocorrência é maior entre as gestantes, sendo seguido pelas usuárias e, posteriormente, pelas não-usuárias de contraceptivos orais. Os coágulos sanguíneos também podem ocorrer, ainda que muito raramente, nos vasos sanguíneos55 do coração56 (causando ataque cardíaco) ou do cérebro57 (causando derrame21). Em casos extremamente raros, os coágulos sanguíneos também podem ocorrer no fígado30, intestino, rins58 ou olhos59.

Muito ocasionalmente, a trombose20 pode causar incapacidade grave permanente, podendo inclusive ser fatal.

O risco de ocorrência de um ataque cardíaco ou derrame21 aumenta com a idade. Este risco também está aumentado entre usuárias fumantes.

Descontinue o consumo de cigarros durante o uso de contraceptivos orais, especialmente se tem mais de 35 anos de idade.

Caso ocorra aumento da pressão arterial60 enquanto estiver utilizando Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona), é provável que o médico peça-lhe para descontinuar o tratamento.

O risco de ocorrência de trombose venosa profunda51 fica aumentado temporariamente no caso de cirurgia, ou durante imobilização prolongada (por exemplo, quando a perna é imobilizada por gesso ou tala61). Em usuárias de contraceptivo (ou Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona)), este risco pode ser ainda maior. Em caso de internação ou cirurgia programada, informe seu médico sobre o uso de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona). Pode ser que ele lhe recomende a descontinuação do uso de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) por várias semanas antes da cirurgia ou durante o período da imobilização. Somente reinicie o uso de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) após o consentimento do seu médico.

Se forem verificados possíveis sinais11 de trombose20, deve-se descontinuar a ingestão de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) e consultar seu médico imediatamente (veja também o item “Descontinue o uso de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) e procure seu médico imediatamente quando:”).

Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) e o câncer28:

O câncer28 de mama29 é diagnosticado com frequência um pouco maior entre as usuárias dos contraceptivos orais do que entre mulheres de mesma idade que não utilizam este método contraceptivo.

Este pequeno aumento no número de diagnósticos de câncer28 de mama29 desaparece gradualmente durante os dez anos seguintes à descontinuação do uso do contraceptivo oral. No entanto, não se sabe se esta diferença é causada pelo contraceptivo. Pode ser que esta diferença esteja associada à maior frequência com que as usuárias de contraceptivos orais consultam seus médicos. Desta forma, a detecção da doença é feita mais cedo. Em casos raros, foram observados tumores benignos de fígado30 e, mais raramente, tumores malignos de fígado30 nas usuárias de contraceptivos orais.

Estes tumores podem causar hemorragias62 internas. Em caso de dor abdominal intensa, consulte o seu médico imediatamente.

O fator de risco63 mais importante para o câncer28 cervical é a infecção64 persistente pelo HPV (papilomavírus humano). Alguns estudos indicaram que o uso prolongado de contraceptivos orais pode contribuir para este risco aumentado, mas continua existindo controvérsia sobre a extensão em que esta ocorrência possa ser atribuída aos efeitos concorrentes, por exemplo, da realização de exame cervical e do comportamento sexual, incluindo a utilização de contraceptivos de barreira.

Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona), a gravidez40 e a amamentação65:

Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) não deve ser usado quando há suspeita de gravidez40, durante a gestação ou durante a amamentação65. Informe imediatamente ao seu médico se houver suspeita ou ocorrência de gravidez40 durante o uso do medicamento, ou se estiver amamentando.

Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) e outros medicamentos:

O uso de alguns medicamentos pode afetar a ação dos contraceptivos orais, reduzindo sua eficácia. Isto foi verificado com medicamentos utilizados no tratamento da epilepsia23 (por exemplo: primidona, fenitoína, barbitúricos, carbamazepina), da tuberculose66 (por exemplo: rifampicina e rifabutina) e com alguns antibióticos (por exemplo: penicilinas e tetraciclinas), os quais são utilizados no tratamento de outras doenças infecciosas. É possível que ocorra interação também com oxcarbazepina, topiramato, felbamato, medicamentos para tratamento da AIDS – Síndrome9 da Imunodeficiência67 Adquirida (por exemplo: nevirapina, ritonavir), o antibiótico griseofulvina e medicamentos contendo Erva de São João (usada principalmente para o tratamento de estados depressivos). Medicamento do tipo de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) também pode interferir na eficácia de outros medicamentos, por exemplo, medicamentos contendo ciclosporina, ou o antiepilético lamotrigina. Portanto, informe seu médico sobre todo e qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o uso de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona). Também informe que está tomando Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) a qualquer outro médico ou dentista que venha a lhe prescrever outro medicamento. Pode ser necessário o uso adicional de um método contraceptivo e, neste caso, seu médico lhe dirá por quanto tempo deverá usá-lo.


- POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?

Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) é utilizado no tratamento de doenças relacionadas aos hormônios andrógenos2 na mulher, tais como a acne4, principalmente nas formas pronunciadas e naquelas acompanhadas de seborréia5, inflamações68 ou formações de nódulos (acne4 papulopustulosa, acne4 nodulocística); queda excessiva de cabelos; casos leves de hirsutismo8 (excesso de pelos) e síndrome9 de ovários10 policísticos (SOP).

Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde15.

Como Devo Usar Este Medicamento de Selene

Quando usado corretamente, o índice de falha é de aproximadamente 1% ao ano (uma gestação a cada 100 mulheres por ano de uso). O índice de falha pode aumentar quando há esquecimento de tomada dos comprimidos ou quando estes são tomados incorretamente, ou ainda em casos de vômitos69 dentro de 3 a 4 horas após a ingestão de um comprimido ou diarréia70 intensa, bem como interações medicamentosas. Siga rigorosamente o procedimento indicado, pois o não-cumprimento pode ocasionar falha na obtenção dos resultados, além de levar a sangramentos intermenstruais e uma diminuição dos efeitos. A posologia de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) é semelhante a da maioria dos contraceptivos usuais. Assim sendo, as mesmas regras de administração devem ser consideradas. A embalagem de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) contém 21 comprimidos revestidos. No verso da cartela encontra-se indicado o dia da semana no qual cada comprimido deve ser ingerido. Tome um comprimido por dia, aproximadamente à mesma hora, com água se necessário. Siga a direção das flechas, seguindo a ordem dos dias da semana, até que tenha tomado todos os 21 comprimidos. Terminados os comprimidos da cartela, realize uma pausa de 7 dias. Neste período, cerca de 2 a 3 dias após a ingestão do último comprimidos de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona), deve ocorrer um sangramento semelhante ao menstrual (sangramento por privação hormonal). Inicie nova cartela no oitavo dia, independentemente de ter cessado ou não o sangramento. Isto significa que, em cada mês, você sempre iniciará uma nova cartela no mesmo dia da semana e que ocorrerá o sangramento por privação mais ou menos nos mesmos dias da semana.

Quando nenhum outro contraceptivo hormonal foi utilizado no mês anterior:
Inicie o uso de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) no primeiro dia de menstruação12, ou seja, tome o comprimido indicado com o dia da semana correspondente ao primeiro dia de sangramento.

Por exemplo, se a sua menstruação12 iniciar-se na sexta-feira, tome o comprimido indicado “sexta-feira” no verso da cartela, seguindo a ordem dos dias. Selene terá ação imediata, não será necessário o uso de outro método contraceptivo.

Mudando de outro contraceptivo oral combinado, anel vaginal ou adesivo transdérmico (contraceptivo) para Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona):

Inicie a tomada de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) após o término da cartela do contraceptivo que estava tomando. Isto significa que não haverá pausa entre as cartelas. Se o contraceptivo que estava tomando apresenta comprimidos inativos, ou seja, sem princípio ativo, inicie a tomada de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) após a ingestão do último comprimido ativo do contraceptivo. Caso não saiba diferenciar os comprimidos ativos dos inativos, consulte seu médico. O uso de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) também poderá ser iniciado mais tarde, no máximo até 7 dias da ingestão do último comprimido ativo (intervalo de pausa), ou no dia seguinte após ter tomado o último comprimido inativo do contraceptivo anterior. Se a paciente estiver mudando de anel vaginal ou adesivo transdérmico, deve começar preferencialmente no dia da retirada ou, no máximo, no dia previsto para a próxima aplicação. Utilize outro método contraceptivo concomitante conforme orientação médica.

Mudando da minipílula para Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona):

Neste caso, deve-se descontinuar o uso da minipílula e iniciar a tomada de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) no dia seguinte, no mesmo horário. Adicionalmente, utilize um método contraceptivo de barreira (por exemplo: preservativo) caso tenha

relações sexuais nos 7 primeiros dias de uso de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona).

Mudando de contraceptivo injetável, implante71 ou Sistema IntraUterino (SIU) com liberação de progestógeno para Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona):

Inicie o uso de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) na data prevista para a próxima injeção72 ou no dia de extração do implante71 ou do SIU. Adicionalmente, utilize um método contraceptivo de barreira (por exemplo: preservativo) caso tenha relações sexuais nos 7 primeiros dias de uso de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona). Utilize outro método contraceptivo concomitante conforme orientação médica.

Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) e o pós-parto:

No pós-parto, seu médico poderá aconselhá-la a esperar por um ciclo menstrual normal antes de iniciar o uso de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona). Às vezes, o uso de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) pode ser antecipado com o consentimento do médico. Se estiver amamentando, discuta primeiramente com seu médico.

Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) e o aborto:

Consulte seu médico.

O que devo fazer no caso de esquecimento da tomada de 1 comprimido?

Se houver um atraso de menos de 12 horas do horário habitual, o efeito contraceptivo de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) é mantido. Tome o comprimido esquecido assim que se lembrar e tome o próximo comprimido no horário habitual. Se houver um atraso de mais de 12 horas do horário habitual, o efeito contraceptivo de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) pode ficar reduzido, especialmente se o esquecimento das tomadas ocorrer no começo ou no final da cartela. Veja abaixo como proceder em cada caso específico.

  - Esquecimento de 1 comprimido na primeira semana de uso Tome o comprimido esquecido assim que se lembrar (inclui-se a possibilidade de tomar dois comprimidos de uma só vez) e continue a tomar os próximos comprimidos no horário habitual. Utilize métodos contraceptivos adicionais (métodos de barreira – por exemplo, preservativo) durante os próximos 7 dias. Caso tenha tido relações sexuais na semana anterior ao esquecimento da tomada do comprimido, há possibilidade de engravidar. Comunique o fato imediatamente ao seu médico.

  - Esquecimento de 1 comprimido na segunda semana de uso Tome o comprimido esquecido assim que lembrar (inclui-se a possibilidade de tomar dois comprimidos de uma só vez) e continue a tomar os próximos comprimidos no horário habitual. O efeito  contraceptivo de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) está mantido. Não é necessário utilizar um método contraceptivo adicional.

  - Esquecimento de 1 comprimido na terceira semana de uso

Escolha uma das duas opções abaixo, sem a necessidade de utilizar um método contraceptivo adicional:

  1) Tome o comprimido esquecido assim que lembrar (inclui-se a possibilidade de tomar dois comprimidos de uma só vez) e continue a tomar os próximos comprimidos no horário habitual. Inicie a nova cartela assim que terminar a atual sem que haja pausa entre uma cartela e outra. É possível que o sangramento ocorra somente após o término da segunda cartela. No entanto, pode ocorrer sangramento do tipo gotejamento ou de escape enquanto estiver tomando os  comprimidos.

  2) Deixe de tomar os comprimidos da cartela atual, faça uma pausa de 7 dias, contando inclusive o dia no qual esqueceu de tomar o comprimido e inicie uma nova cartela. Caso deseje manter o mesmo dia da semana para início de tomada, a pausa pode ser menor do que 7 dias. Por exemplo: se a cartela foi iniciada em uma quarta-feira e esqueceu-se de tomar o comprimido na sexta-feira da última semana, pode-se iniciar a nova cartela na quarta-feira da semana seguinte ao esquecimento, praticando, desta forma, uma pausa de apenas 5 dias.

Veja esquema ilustrativo abaixo:

Exemplo em caso de esquecimento:



Mais de 1 comprimido esquecido

Se mais de um comprimido de uma mesma cartela for esquecido, consulte seu médico. Quanto mais comprimidos sequenciais forem esquecidos, menor será o efeito contraceptivo.

Se não ocorrer sangramento por privação hormonal (semelhante à menstruação12) no intervalo de 7 dias, pode ser que esteja grávida.

Consulte seu médico antes de iniciar uma nova cartela.



Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre o horário, a dose e a duração do tratamento. Não interrompa o uso sem o conhecimento do seu médico.



O que devo fazer em caso de distúrbios gastrintestinais, como vômito73 ou diarréia70 intensa?

Se ocorrer vômito73 ou diarréia70 intensa, as substâncias ativas do comprimido podem não ter sido absorvidas completamente. Se o vômito73 ocorrer no período de 3 a 4 horas após a ingestão do comprimido, é como se tivesse esquecido de tomá-la. Portanto, deve-se seguir o mesmo procedimento indicado para o esquecimento da tomada de um comprimido. Consulte seu médico em quadros de diarréia70 intensa.


O que devo fazer em caso de sangramentos inesperados?

Como ocorre com todos os contraceptivos orais, pode surgir, durante os primeiros meses de uso, sangramento intermenstrual (gotejamento ou sangramento de escape), isto é, sangramento fora da época esperada, podendo ser necessário o uso de absorventes higiênicos. Deve-se continuar a tomar os comprimidos, pois, em geral, o sangramento intermenstrual cessa espontaneamente, uma vez que seu corpo tenha se adaptado ao medicamento (geralmente, após 3 meses de tomada dos comprimidos). Caso o sangramento não cesse, torne-se mais intenso ou reinicie, consulte o seu médico.


O que fazer se não ocorrer sangramento?

Se todos os comprimidos foram tomados sempre no mesmo horário, não houve vômito73, diarréia70 intensa ou uso concomitante de outros medicamentos, é pouco provável que esteja grávida.

Continue tomando Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) normalmente. Caso não ocorra sangramento por dois meses seguidos, você pode estar grávida. Consulte seu médico imediatamente. Não inicie nova cartela de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) até que a suspeita de gravidez40 seja afastada pelo seu médico.



Quando posso descontinuar o uso de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona)?

O uso de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) pode ser descontinuado a qualquer momento. Porém, não o faça sem o conhecimento do seu médico.

Se não deseja engravidar após descontinuar o uso de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona), consulte o seu médico para que ele lhe indique outro método contraceptivo.

Se desejar engravidar, é recomendado que espere por um ciclo menstrual natural. Converse com o seu médico.


Quando devo consultar o médico?

É recomendável que se consulte o médico regularmente para que ele possa realizar os exames gerais e ginecológicos de rotina e confirmar se o uso de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) pode ser continuado, ou ainda toda vez que tiver alguma dúvida sobre seu uso ou atividade.

Consulte seu médico assim que possível quando:

  - perceber qualquer alteração na própria saúde15, especialmente quando envolver qualquer um dos itens mencionados nesta bula (veja também “O que você deve saber antes de usar Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona)?” e “Quando não se deve usar Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona)?” - não se esqueça dos dados relacionados aos seus familiares diretos);

  - sentir caroço na mama29;

  - usar outros medicamentos concomitantemente (veja também “Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) e outros medicamentos”);

  - ficar imobilizada ou sofrer uma cirurgia (consulte seu médico com antecedência de, pelo menos, 4 semanas);

  - tiver sangramento vaginal intenso e fora do habitual;

  - esquecer de tomar alguns comprimidos na primeira semana da cartela e tiver tido relações sexuais no período de 7 dias antes do esquecimento;

  - ocorrer diarréia70 intensa;

  - não tiver sangramento por dois meses consecutivos ou suspeitar de gravidez40 (não inicie nova cartela antes de consultar seu médico).

Descontinue o uso de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) e procure seu médico imediatamente quando se apresentar possíveis sintomas45 indicativos de trombose20, infarto do miocárdio74 ou derrame21 cerebral, como os relacionados abaixo:

- tosse de origem desconhecida;

  - dor intensa no peito75 que se irradia para o braço esquerdo;

  - falta de ar;

  - dor de cabeça76 mais forte, prolongada e fora do habitual ou enxaqueca22;

  - perda parcial ou completa da visão77 ou visão77 dupla;

  - dificuldade ou impossibilidade de falar;

  - mudança repentina dos sentidos: audição, olfato ou paladar78;

  - tontura79 ou desmaio;

  - fraqueza ou adormecimento em qualquer parte do corpo;

  - dor intensa no abdome80;

  - inchaço46 ou dor intensa nas pernas.

As situações e os sintomas45 acima são descritos e explicados em mais detalhes nos tópicos anteriores deste informativo.

Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Verifique o prazo de validade impresso na embalagem externa do produto. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.

Este medicamento não pode ser partido ou mastigado.


Quando não se deve usar Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona)?

Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) não deve ser utilizado na presença das condições descritas a seguir. Caso apresente qualquer uma destas condições, informe seu médico antes de iniciar o uso de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona).

  - história atual ou anterior de problemas circulatórios, especialmente os relacionados com trombose20. A trombose20 é a formação de um coágulo50 de sangue27, que pode ocorrer nos vasos sanguíneos55 das pernas (trombose venosa profunda51), nos pulmões81 (embolia53 pulmonar), no coração56 (ataque cardíaco), ou em outras partes do corpo (veja o item “Contraceptivos e a trombose”);

  - história atual ou anterior de derrame21 cerebral, que é causado por um coágulo50 de sangue27 ou o rompimento de um vaso sanguíneo no cérebro57;

  - história atual ou anterior de sinais11 indicativos de ataque cardíaco (como angina82 ou dor no peito75) ou de um derrame21 (como um ataque isquêmico83 transitório ou um pequeno derrame21 reversível);

  - história de enxaqueca22 acompanhada, por exemplo, de sintomas45 visuais, dificuldades para falar, fraqueza ou adormecimento de qualquer parte do corpo;

  - diabete melito com lesão84 de vasos sanguíneos55;

  - história atual ou anterior de pancreatite85 (inflamação17 do pâncreas86), associada com níveis altos de triglicérides25 (um tipo de gordura26) no sangue27;

  - icterícia87 (amarelamento da pele6) ou doença grave do fígado30;

  - história atual ou anterior de câncer28 que pode se desenvolver sob a influência de hormônios sexuais (por exemplo: câncer28 de mama29 e dos órgãos genitais);

  - presença ou antecedente de tumor88 no fígado30 (benigno ou maligno);

  - presença de sangramento vaginal sem explicação;

  - ocorrência ou suspeita de gravidez40;

  - durante a amamentação65;

  - hipersensibilidade a qualquer um dos componentes de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona).

Se qualquer um destes casos ocorrerem pela primeira vez enquanto estiver tomando medicamento do tipo de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona), descontinue o uso imediatamente e consulte seu médico. Neste período, outras medidas contraceptivas não hormonais devem ser empregadas (veja também o item: “O que você deve saber antes de usar Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona)?”).

Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) não deve ser utilizado por homens.


- QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?

Informe seu médico sobre o aparecimento de reações desagradáveis, especialmente se forem graves ou persistentes, ou se houver uma mudança no seu estado de saúde15 que possa estar relacionada com o uso do produto.


Reações graves

As reações graves associadas ao uso de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona), assim como os sintomas45 a ele relacionados, estão descritos nos itens “Contraceptivos e a trombose” e “Contraceptivos e o câncer”. Leia estes itens com atenção e não deixe de conversar com o seu médico em caso de dúvidas.


Outras possíveis reações

As seguintes reações têm sido observadas em usuárias de medicamentos contendo etinilestradiol + acetato de ciproterona, sem contudo, terem sua relação com o produto confirmada ou não. Estas reações adversas podem surgir nos primeiros meses e normalmente diminuem com o tempo de uso:

  - distúrbios nos olhos59: intolerância a lentes de contato;

  - distúrbios gastrintestinais: náusea89, vômito73, dor no abdome80, diarréia70;

  - distúrbios do sistema imunológico90: hipersensibilidade;

  - distúrbios nutricionais e do metabolismo91: retenção de líquido, aumento ou diminuição de peso corporal;

  - distúrbios no sistema nervoso92: dor de cabeça76, enxaqueca22, aumento ou diminuição do desejo sexual, estados depressivos, alterações de humor;

  - distúrbios no sistema reprodutivo e nas mamas93: hipersensibilidade, dor, hipertrofia94 ou secreção nas mamas93, secreção vaginal; - distúrbios na pele6: erupção95 cutânea96, coceira, certas reações na pele6 (eritema nodoso97 ou multiforme).

Se você tem angioedema44 hereditário, estrogênios exógenos podem induzir ou intensificar os sintomas45 de angioedema44.


O Que Fazer Se Alguém Usar Uma Grande Quantidade Deste Medicamento de Uma Só Vez de Selene

Não foram observados efeitos nocivos graves após a ingestão de vários comprimidos de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) de uma única vez. Caso isto ocorra, podem aparecer náuseas98, vômitos69 ou sangramento vaginal. Se a ingestão acidental ocorrer com uma criança, consulte um médico.


- ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

O medicamento deve ser mantido em temperatura ambiente (15°C a 30°C). Proteger da umidade.

Se armazenado nas condições recomendadas, este medicamento é válido por 24 meses. Confira sempre a data de fabricação e de validade impressas na embalagem externa do produto.



TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Informações Técnicas Aos Profissionais de Saúde15 de Selene

Características farmacológicas

Farmacodinâmica

A unidade pilossebácea, que consiste na glândula99 sebácea e no folículo piloso100, é um componente da pele6 sensível a ação de andrógenos2. Acne4, seborreia5, hirsutismo8 e alopecia101 androgênica são condições clínicas resultantes de alterações neste órgão alvo que podem ser causadas pelo aumento da sensibilidade ou níveis elevados de andrógeno102 no plasma103. Ambas as substâncias contidas em Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) influenciam, beneficamente, o estado hiperandrogênico: o acetato de ciproterona, um antagonista104 competitivo do receptor de andrógeno102, apresenta efeito inibitório nas células105 alvo e produz diminuição da concentração de andrógeno102 no sangue27 através de um efeito antigonadotrópico.

Este efeito antigonadotrópico é ampliado pelo etinilestradiol que regula o aumento, assim como a síntese de globulinas106 de ligação aos hormônios sexuais (SHBG) no plasma103. Desse modo, reduz o andrógeno102 livre biologicamente presente na circulação107 sanguínea. O tratamento com Selene® (etinilestradiol + acetato de ciproterona) leva, geralmente após 3 a 4 meses de terapia, à resolução das erupções da acne4 preexistente. A oleosidade excessiva dos cabelos e da pele6 geralmente desaparece mais cedo. A alopecia101, a qual é acompanhada frequentemente de seborreia5, diminui do mesmo modo. Em mulheres que exibem formas leves de hirsutismo8 e, em particular, nos casos de leve aumento de pêlos faciais, os resultados apenas tornam-se aparentes após vários meses de tratamento.

O efeito contraceptivo de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) baseia-se na interação de diversos fatores, sendo que os mais importantes são inibição da ovulação108 e alterações na secreção cervical. Além da ação contraceptiva, as combinações estrogênio/ progestógeno apresentam propriedades positivas: o ciclo menstrual torna-se mais regular, a menstruação12 frequentemente menos dolorosa e o sangramento menos intenso, o que, neste último caso, pode reduzir a possibilidade de ocorrência de deficiência de ferro.


Farmacocinética

  - acetato de ciproterona

Absorção:

O acetato de ciproterona, administrado por via oral, é rápida e completamente absorvido. Os níveis séricos máximos de 15 ng/mL são alcançados em cerca de 1,6 h após administração de dose única.

A biodisponibilidade é de cerca de 88%.


Distribuição:

O acetato de ciproterona liga-se quase que exclusivamente à albumina109 sérica. Cerca de 3,5 a 4,0% das concentrações séricas totais do acetato de ciproterona apresentam-se sob a forma livre. O aumento nos níveis de SHBG (globulinas106 de ligação aos hormônios sexuais) induzido pelo etinilestradiol não afeta a ligação do acetato de ciproterona à proteína sérica. O volume aparente de distribuição do acetato de ciproterona é de cerca de 986 ± 437 L.


Metabolismo91:

O acetato de ciproterona é quase que completamente metabolizado. O metabólito110 principal no plasma103 foi identificado como 15-beta-OH-CPA, o qual é formado via enzima111 CYP3A4 do citocromo P450. A taxa de depuração a partir do soro112 é de cerca de 3,6 mL/min/kg.


Eliminação:

Os níveis séricos do acetato de ciproterona diminuem em duas fases, caracterizadas por meias-vidas de cerca de 0,8 horas e 2,3 – 3,3 dias. O acetato de ciproterona é parcialmente excretado na forma inalterada. Seus metabólitos113 são excretados pelas vias urinária e biliar na proporção de 1:2. A meia-vida de excreção dos metabólitos113 é de cerca de 1,8 dias.


Condições no estado de equilíbrio:

A farmacocinética do acetato de ciproterona não é influenciada pelos níveis de SHBG. Após ingestão diária, os níveis séricos do acetato de ciproterona aumentam cerca de 2,5 vezes, atingindo as condições do estado de equilíbrio durante a segunda metade de um ciclo de tratamento.


- Etinilestradiol

Absorção:

O etinilestradiol, administrado por via oral, é rápida e completamente absorvido. Níveis séricos máximos de cerca de 71 pg/mL são alcançados em 1,6 horas. Durante a absorção e metabolismo91 de primeira passagem, o etinilestradiol é metabolizado extensivamente, resultando em biodisponibilidade oral média de aproximadamente 45%, com uma ampla variação interindividual de cerca de 20 a 65%.


Distribuição:

O etinilestradiol liga-se alta e inespecificamente à albumina109 sérica (aproximadamente 98%) e induz aumento das concentrações séricas de SHBG. Foi determinado um volume aparente de distribuição de cerca de 2,8 a 8,6 l/kg.


Metabolismo91:

O etinilestradiol está sujeito à conjugação pré-sistêmica, tanto na mucosa114 do intestino delgado115 como no fígado30. É metabolizado principalmente por hidroxilação aromática, mas com formação de diversos metabólitos113 hidroxilados e metilados que estão presentes nas formas livre e conjugada com glicuronídios e sulfato. A taxa de depuração do etinilestradiol é de cerca de 2,3 a 7 mL/min/kg.


Eliminação:

Os níveis séricos de etinilestradiol diminuem em duas fases de disposição, caracterizadas por meias-vidas de cerca de 1 hora e 10 a 20 horas, respectivamente. O etinilestradiol não é eliminado na forma inalterada; seus metabólitos113 são eliminados com meia-vida de aproximadamente um dia. A proporção de excreção é de 4 (urina116): 6 (bile117).


Condições no estado de equilíbrio:

As condições no estado de equilíbrio são alcançadas durante a segunda metade de um ciclo de tratamento, quando os níveis séricos de etinilestradiol elevam-se em 60%, quando comparados com dose única.


Dados de segurança pré-clínica

  - Etinilestradiol

O perfil de toxicidade118 do etinilestradiol é bem conhecido. Não há dados de relevância pré-clínica, que forneçam informações adicionais de segurança, além daquelas mencionadas em outros itens desta bula.



  - Acetato de ciproterona

Toxicidade118 sistêmica:

Dados pré-clínicos não demonstram risco específico para humanos, baseados em estudos convencionais de toxicidade118 de dose repetida.



Embriotoxicidade/teratogenicidade:

Investigações sobre a embriotoxicidade, utilizando a associação das duas substâncias ativas, não mostraram sinais11 indicativos de efeitos teratogênicos119, seguindo o tratamento durante a organogênese, antes do desenvolvimento dos órgãos genitais externos. A administração de doses elevadas de acetato de ciproterona durante a fase de diferenciação sexual, que é dependente de hormônios, promoveu sinais11 de feminilização em fetos masculinos. A observação do recém-nascido do sexo masculino, exposto ao acetato de ciproterona no útero120, não mostrou quaisquer sinais11 de feminilização. Entretanto, a gravidez40 é uma contra-indicação ao uso de Selene® (etinilestradiol + acetato de ciproterona).


Genotoxicidade e carcinogenicidade:

Reconhecidos testes de primeira linha para genotoxicidade apresentaram resultados negativos, quando conduzidos com acetato de ciproterona. No entanto, testes posteriores mostraram que o acetato de ciproterona foi capaz de produzir aductos com DNA (e um aumento da atividade reparadora do DNA) em células105 hepáticas121 de ratos e macacos e também em hepatócitos humanos recém-isolados; o nível de aducto-DNA em células105 hepáticas121 de cães foi extremamente baixo.

Esta formação de aducto-DNA ocorreu em exposições sistêmicas que poderiam ser esperadas de ocorrer em regimes de dose recomendada de acetato de ciproterona. As consequências in vivo, do tratamento com acetato de ciproterona, foram o aumento da incidência122 de lesões123 hepáticas121 focais, possivelmente pré-neoplásicas124, nas quais as enzimas celulares foram alteradas em ratas e um aumento da frequência de mutação125 em ratas transgênicas, portadoras de um gene bacteriano como alvo para mutações.

A experiência clínica e ensaios epidemiológicos bem conduzidos até o momento não apoiariam uma incidência122 aumentada de tumores hepáticos no homem. Investigações sobre a tumorigenicidade do acetato de ciproterona em roedores não revelaram qualquer sinal126 indicativo de potencial tumorigênico específico. Entretanto, deve-se ter em mente que esteróides sexuais podem estimular o crescimento de certos tecidos e tumores dependentes de hormônio127. Em geral, os achados disponíveis não mostram qualquer objeção ao uso de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) em humanos, se utilizado de acordo com as instruções para a indicação e na dose recomendada.


- INDICAÇÕES

Para o tratamento de distúrbios andrógeno102-dependentes na mulher, tais como a acne4, principalmente nas formas pronunciadas e naquelas acompanhadas de seborréia5, inflamações68 ou formações de nódulos (acne4 papulopustulosa, acne4 nodulocística); alopecia101 androgênica; casos leves de hirsutismo8; síndrome9 de ovários10 policísticos (SOP).


Contraindicações de Selene

Medicamentos contendo combinações de estrogênio/progestógeno não devem ser utilizados na presença das seguintes condições:

  - presença ou história de processos trombóticos128/tromboembólicos arteriais ou venosos, como, por exemplo, trombose venosa profunda51, embolia53 pulmonar, infarto do miocárdio74 ou de um acidente vascular cerebral129;

  - presença ou história de sintomas45 e/ou sinais11 prodrômicos130 de trombose20 (por exemplo: episódio isquêmico83 transitório, angina82 pectoris);

  - história de enxaqueca22 com sintomas45 neurológicos focais;

  - diabete melito com alterações vasculares131;

  - a presença de um fator de risco63 grave ou múltiplos fatores de risco para a trombose20 arterial ou venosa também pode representar uma contraindicação (veja item “Precauções e advertências”);

  - presença ou história de pancreatite85 associada a hipertrigliceridemia grave;

  - presença ou história de doença hepática132 grave, enquanto os valores da função hepática132 não retornarem ao normal;

  - presença ou história de tumores hepáticos (benignos ou malignos);

  - diagnóstico133 ou suspeita de neoplasias134 dependentes de esteróides sexuais (por exemplo, dos órgãos genitais ou das mamas93);

  - sangramento vaginal não-diagnosticado;

  - suspeita ou diagnóstico133 de gravidez40;

  - lactação135;

  - hipersensibilidade a qualquer um dos componentes do produto.

Se qualquer uma das condições citadas anteriormente ocorrer pela primeira vez durante o uso de medicamentos contendo combinações de estrogênio/ progestógeno, a sua utilização deve ser descontinuada imediatamente.

O produto não está indicado para pacientes136 do sexo masculino.


Precauções e Advertências de Selene

A experiência clínica e epidemiológica com medicamentos contendo combinações de estrogênio/ progestógeno, como no caso de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona), baseia-se, predominantemente, nos contraceptivos orais combinados (COCs).

Portanto, as precauções abaixo relacionadas com o uso de COC também se aplicam ao produto Selene® (etinilestradiol + acetato de ciproterona).

Em caso de ocorrência de qualquer uma das condições ou fatores de risco mencionados a seguir, os benefícios da utilização de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) devem ser avaliados frente aos possíveis riscos para cada paciente individualmente e discutidos com a mesma antes de optar pelo início de sua utilização. Em casos de agravamento, exacerbação ou aparecimento pela primeira vez de qualquer uma dessas condições ou fatores de risco, a paciente deve entrar em contato com seu médico. Nestes casos, a continuação do uso de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) deve ficar a critério médico.

Distúrbios Circulatórios de Selene

Estudos epidemiológicos sugerem associação entre a utilização de COCs e um aumento do risco de distúrbios tromboembólicos e trombóticos128 arteriais e venosos, como infarto do miocárdio74, acidente vascular cerebral129, trombose venosa profunda51 e embolia53 pulmonar. A ocorrência destes eventos é rara. Durante o emprego de quaisquer COCs, pode ocorrer tromboembolismo54 venoso (TEV) que se manifesta como trombose venosa profunda51 e/ou embolia53 pulmonar. O risco de ocorrência de tromboembolismo54 venoso é mais elevado durante o primeiro ano em usuárias de primeira vez de COC. A incidência122 aproximada de TEV em usuárias de contraceptivos orais contendo estrogênio em baixa dose (< 0,05 mg de etinilestradiol) é de até 4 por 10.000 usuárias ao ano. Em não-usuárias de COCs, esta incidência122 é de 0,5 - 3 por 10.000 mulheres ao ano. A incidência122 de TEV associada à gestação é de 6 por 10.000 gestantes ao ano.

Em casos extremamente raros, tem sido observada ocorrência de trombose20 em outros vasos sanguíneos55 como, por exemplo, em veias18 e artérias52 hepáticas121, mesentéricas137, renais, cerebrais ou retinianas em usuárias de COCs. Não há consenso sobre a associação da ocorrência destes eventos e o uso de COCs.

Sintomas45 de processos trombóticos128/tromboembólicos arteriais ou venosos, ou de acidente vascular cerebral129, podem incluir: dor e/ou inchaço46 unilateral em membro inferior; dor torácica aguda e intensa, com ou sem irradiação para o braço esquerdo; dispnéia138 aguda; tosse de início abrupto; cefaléia139 não habitual, intensa e prolongada; perda repentina da visão77, parcial ou total; dislipidemia; diplopia140; distorções na fala ou afasia141; vertigem142; colapso143, com ou sem convulsão144 focal; fraqueza, diminuição da sensibilidade ou da força motora afetando, de forma repentina, um lado ou uma parte do corpo; distúrbios motores; abdome agudo145.

O risco de processos trombóticos128/tromboembólicos arteriais ou venosos, ou de acidente vascular cerebral129, aumenta com os seguintes fatores: idade; tabagismo (com consumo elevado de cigarros e aumento da idade, o risco torna-se ainda maior, especialmente em mulheres com idade superior a 35 anos); história familiar positiva (isto é, tromboembolismo54 arterial ou venoso detectado em um(a) irmão(ã) ou em um dos progenitores em idade relativamente jovem)  - se há suspeita de predisposição hereditária, a paciente deve ser encaminhada a um especialista antes de decidir pelo uso de qualquer COC; obesidade146 (índice de massa corpórea superior a 30 kg/m²); dislipoproteinemia; hipertensão147; enxaqueca22; valvopatia; fibrilação atrial; imobilização prolongada, cirurgia de grande porte, qualquer intervenção cirúrgica em membros inferiores ou trauma extenso.

Nestes casos, é aconselhável descontinuar o uso do COC (em caso de cirurgia programada, é aconselhável descontinuar o uso do COC com, pelo menos, quatro semanas de antecedência) e não reiniciá-lo até, pelo menos, duas semanas após restabelecimento.

Não há consenso quanto a possível influência de veias18 varicosas e de tromboflebite148 superficial na gênese do tromboembolismo54 venoso.

Deve-se considerar o aumento do risco de tromboembolismo54 no puerpério149 (veja item “Gravidez e lactação”).

Outras condições clínicas que também têm sido associadas aos eventos adversos circulatórios são: diabete melito, síndrome9 do ovário150 policístico, lúpus34 eritematoso35 sistêmico36, síndrome9 hemolíticourêmica, patologia151 intestinal inflamatória crônica (doença de Crohn32 ou colite33 ulcerativa) e anemia falciforme39.

Um aumento da frequência ou da intensidade de enxaquecas152 durante o uso de COCs pode ser motivo para a suspensão imediata do mesmo, dada a possibilidade deste quadro representar o início de um evento vascular153 cerebral.

Os fatores bioquímicos que podem indicar predisposição hereditária ou adquirida para trombose20 arterial ou venosa incluem: resistência à proteína C ativada (PCA), hiper-homocisteinemia, deficiências de antitrombina III, de proteína C e de proteína S, anticorpos154 antifosfolipídios (anticorpos154 anticardiolipina, anticoagulante155 lúpico).

Na avaliação da relação risco-benefício, o médico deve considerar que o tratamento adequado de uma condição clínica pode reduzir o risco associado de trombose20 e que o risco associado à gestação é mais elevado do que aquele associado ao uso de COCs de baixa dose (< 0,05 mg de etinilestradiol).


Tumores

O fator de risco63 mais importante para o câncer28 cervical é a infecção64 persistente por HPV (papilomavírus humano). Alguns estudos epidemiológicos indicaram que o uso de COCs por período prolongado pode contribuir para este risco aumentado, mas continua existindo controvérsia sobre a extensão em que esta ocorrência possa ser atribuída aos efeitos concorrentes, por exemplo, da realização de citologia cervical e do comportamento sexual, incluindo a utilização de contraceptivos de barreira.

Uma meta-análise de 54 estudos epidemiológicos demonstrou que existe pequeno aumento do risco relativo (RR = 1,24) para câncer28 de mama29 diagnosticado em mulheres que estejam usando COCs. Este aumento desaparece gradualmente em até 10 anos subsequentes à suspensão do uso do COC. Uma vez que o câncer28 de mama29 é raro em mulheres com idade inferior a 40 anos, o aumento no número de diagnósticos de câncer28 de mama29 em usuárias atuais e recentes de COCs é pequeno, se comparado ao risco total de câncer28 de mama29. Estes estudos não fornecem evidências de causalidade.

O padrão observado de aumento do risco pode ser devido ao diagnóstico133 precoce de câncer28 de mama29 em usuárias de COCs, aos efeitos biológicos dos COCs ou à combinação de ambos. Os casos de câncer28 de mama29 diagnosticados em usuárias de primeira vez de COCs tendem a ser clinicamente menos avançados do que os diagnosticados em mulheres que nunca utilizaram COCs. Foram observados, em casos raros, tumores hepáticos benignos e, mais raramente, malignos em usuárias de COCs. Em casos isolados, estes tumores provocaram hemorragias62 intra-abdominais com risco de vida para a paciente. A possibilidade de tumor88 hepático deve ser

considerada no diagnóstico133 diferencial de usuárias de COCs que apresentarem dor intensa em abdome80 superior, aumento do tamanho do fígado30 ou sinais11 de hemorragia156 intra-abdominal.


Outras condições

Mulheres com hipertrigliceridemia, ou com história familiar da mesma, podem apresentar risco aumentado de desenvolver pancreatite85 durante o uso de COC. Embora tenham sido relatados discretos aumentos da pressão arterial60 em muitas usuárias de COCs, os casos de relevância clínica são raros. Entretanto, no caso de desenvolvimento e manutenção de hipertensão147 clinicamente significativa, é prudente que o médico descontinue o uso do produto e trate a hipertensão147. Se for considerado apropriado, o uso do COC pode ser reiniciado, caso os níveis pressóricos157 se normalizem com o uso de terapia anti-hipertensiva.

Foi descrita a ocorrência ou agravamento das seguintes condições, tanto durante a gestação quanto durante o uso de COC, no entanto, a evidência de uma associação com o uso de COC é inconclusiva: icterícia87 e/ou prurido158 relacionados à colestase159; formação de cálculosurêmica; coréia de Sydenham42; herpes gestacional; perda da audição relacionada com a otosclerose160. Em mulheres com angioedema44 hereditário, estrogênios exógenos podem induzir ou intensificar os sintomas45 de angioedema44. Os distúrbios agudos ou crônicos da função hepática132 podem requerer a descontinuação do uso de COC, até que os marcadores da função hepática132 retornem aos valores normais. A recorrência161 de icterícia87 colestática que tenha ocorrido pela primeira vez durante a gestação, ou durante o uso anterior de esteróides sexuais, requer a descontinuação do uso de COCs. Embora os COCs possam exercer efeito sobre a resistência periférica162 à insulina163 e sobre a tolerância à glicose164, não há qualquer evidência da necessidade de alteração do regime terapêutico em usuárias de COCs de baixa dose (< 0,05 mg de etinilestradiol) que sejam diabéticas. Entretanto, deve-se manter cuidadosa vigilância enquanto estas pacientes estiverem utilizando COCs. O uso de COCs tem sido associado a doença de Crohn32 e a colite33 ulcerativa. Ocasionalmente, pode ocorrer cloasma43, sobretudo em usuárias com história de cloasma43 gravídico. Mulheres predispostas ao desenvolvimento de cloasma43 devem evitar exposição ao sol ou à radiação ultravioleta enquanto estiverem usando COCs.

Nos casos de pacientes que sofrem de hirsutismo8 terem os sintomas45 desenvolvidos ou aumentados substancialmente, as causas (tumor88 produtor de andrógeno102, defeito da enzima111 adrenal) devem ser esclarecidas através de diagnósticos diferenciais.


Consultas/exames médicos

Antes de iniciar ou retomar o tratamento com Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona), é necessário obter história clínica detalhada e realizar exame clínico completo, considerando os itens descritos em “Contraindicações” e “Precauções e advertências”; estes acompanhamentos devem ser repetidos periodicamente durante a terapia com Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona).

A avaliação médica periódica é igualmente importante porque as contraindicações (por exemplo, um ataque isquêmico83 transitório, etc.) ou fatores de risco (por exemplo, história familiar de trombose20 arterial ou venosa) podem aparecer pela primeira vez durante a utilização de medicamentos contendo combinações estrogênio/progestógeno.

A frequência e a natureza destas avaliações devem basear-se nas condutas médicas estabelecidas e ser adaptadas a cada paciente, mas, em geral, devem incluir atenção especial à pressão arterial60, mamas93, abdome80 e órgãos pélvicos165, incluindo citologia cervical.

As pacientes devem ser informadas de que medicamentos do tipo de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) não protegem contra infecções13 causadas pelo HIV14 (AIDS) e outras doenças sexualmente transmissíveis.


Redução da Eficácia de Selene

O efeito contraceptivo de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) pode ser reduzido nos casos de esquecimento de tomada de comprimidos, distúrbios gastrintestinais ou tratamento concomitante com outros medicamentos (veja itens “Posologia” e “Interações medicamentosas”).

Redução do Controle do Ciclo de Selene

Como ocorre com todos os medicamentos contendo combinações estrogênio/progestógeno, podem surgir sangramentos irregulares (gotejamento ou sangramento de escape), especialmente durante os primeiros meses de uso. Portanto, a avaliação de qualquer sangramento irregular somente será significativa após um intervalo de adaptação de cerca de três ciclos.

Se os sangramentos irregulares persistirem ou ocorrerem após ciclos anteriormente regulares, devem ser consideradas causas não hormonais e, nestes casos, são indicados procedimentos diagnósticos apropriados para exclusão de neoplasia166 ou gestação. Estas medidas podem incluir a realização de curetagem167.

É possível que em algumas usuárias não se produza o sangramento por privação durante o intervalo de pausa. Se a paciente ingeriu os comprimidos segundo as instruções descritas no item “Posologia”, é pouco provável que esteja grávida. Porém, se o COC não tiver sido ingerido corretamente no ciclo em que houve ausência de sangramento por privação ou se não ocorrer sangramento por privação em dois ciclos consecutivos, deve-se excluir a possibilidade de gestação antes de continuar a utilização do COC.


Gravidez40 e Lactação135 de Selene

A administração de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) é contraindicada durante a gestação. Se a usuária engravidar durante o uso de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona), deve-se interromper o tratamento imediatamente.

A administração de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) também é contraindicada durante a lactação135. O acetato de ciproterona é excretado com o leite materno. Cerca de 0,2% da dose materna irá atingir o neonato168 através do leite, em uma proporção de cerca de 1 mcg/kg. Durante o período de lactação135, 0,02% da dose materna diária de etinilestradiol poderia ser transferida ao neonato168 através do leite materno.

Interações Medicamentosas de Selene

As interações medicamentosas entre medicamentos contendo combinações estrogênio/progestógeno, como a contida em Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona), e outros fármacos podem produzir sangramento de escape e/ou diminuição do efeito contraceptivo. As seguintes interações encontram-se relatadas na literatura.


Metabolismo91 hepático:

Interações podem ocorrer com fármacos que induzem as enzimas microssomais, podendo resultar em aumento da depuração dos hormônios sexuais como, por exemplo, com fenitoínas, barbitúricos, primidona, carbamazepina, rifampicina e também possivelmente com oxcarbazepina, topiramato, felbamato, griseofulvina e produtos contendo Erva de São João. Além disso, foi relatado que inibidores de protease (por exemplo: ritonavir) e inibidores não-nucleosídeos da transcriptase reversa (por exemplo: nevirapina), assim como combinações destes medicamentos, para tratamento de infecção64 por HIV14, interferem potencialmente no metabolismo91 hepático.


Interferência com a circulação107 êntero-hepática132:

alguns relatos clínicos sugerem que a circulação107 êntero-hepática132 de estrogênios pode diminuir quando certos antibióticos, como as penicilinas e tetraciclinas, são administrados concomitantemente, podendo reduzir as concentrações do etinilestradiol.

Pacientes sob tratamento com qualquer uma das substâncias acima citadas devem utilizar temporária e adicionalmente um método contraceptivo de barreira ou escolher um outro método contraceptivo.

Durante o período em que estiver fazendo uso de algum medicamento indutor das enzimas microssomais, o método de barreira deve ser usado concomitantemente, assim como nos 28 dias posteriores à sua descontinuação. As pacientes tratadas com antibióticos devem utilizar o método de barreira durante o tratamento com os mesmos e ainda por 7 dias após a descontinuação da antibioticoterapia, exceto com rifampicina e griseofulvina, que são indutores de enzimas microssomais para os quais deve-se manter o uso de método de barreira por 28 dias após descontinuação dos mesmos. Se a necessidade de utilização do método de barreira estender-se além do final da cartela de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona), a paciente deverá iniciar a cartela seguinte imediatamente após o término da cartela em uso, sem proceder ao intervalo de pausa habitual de 7 dias. Medicamentos contendo combinações estrogênio/progestógeno, como a contida em Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona), podem interferir no metabolismo91 de outros fármacos como, por exemplo, da ciclosporina.

Consequentemente, as concentrações plasmática e tecidual podem ser afetadas. Devem-se avaliar também as informações contidas na bula do medicamento utilizado concomitantemente a fim de identificar interações em potencial.


Reações Adversas de Selene

Para informações mais detalhadas sobre reações adversas graves, consultar o item “Precauções e advertências”. Foram observadas as seguintes reações adversas em usuárias de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona), sem que a exata relação de causalidade tenha sido estabelecida:

  - distúrbios nos olhos59: intolerância a lentes de contato;

  - distúrbios gastrintestinais: náusea89, vômito73, dor abdominal, diarréia70;

  - distúrbios no sistema imunológico90: hipersensibilidade;

  - distúrbios metabólicos e nutricionais: retenção de líquido, aumento ou diminuição de peso corporal;

  - distúrbios no sistema nervoso92: cefaléia139, enxaqueca22, aumento ou diminuição da libido169, estados depressivos, alterações de humor;

  - distúrbios no sistema reprodutivo e nas mamas93: hipersensibilidade, dor, hipertrofia94 ou secreção nas mamas93, secreção vaginal;

  - distúrbios cutâneos e nos tecidos subcutâneos: erupção95 cutânea96, urticária49, eritema nodoso97 ou multiforme.

Em mulheres com angioedema44 hereditário, estrogênios exógenos podem induzir ou intensificar os sintomas45 de angioedema44.

Alterações em exames laboratoriais:

O uso de esteroides presentes em Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) pode influenciar os resultados de certos exames laboratoriais, incluindo parâmetros bioquímicos das funções hepáticas121, tireoidiana, adrenal e renal170; níveis plasmáticos de proteínas171 (transportadoras), por exemplo, globulina172 de ligação a corticosteróides e frações lipídicas/lipoprotéicas; parâmetros do metabolismo91 de carboidratos e parâmetros da coagulação37 e fibrinólise173. As alterações geralmente permanecem dentro do intervalo laboratorial considerado normal.


Modo de Usar e Cuidados de Conservação Depois de Aberto de Selene

O medicamento deve ser mantido em temperatura ambiente (15°C a 30°C). Proteger da umidade.

Se armazenado nas condições recomendadas, este medicamento é válido por 24 meses. Confira sempre a data de fabricação e de validade impressas na embalagem externa do produto.

Os comprimidos devem ser ingeridos na ordem indicada na cartela, por 21 dias consecutivos, mantendo-se aproximadamente o mesmo horário e, se necessário, com pequena quantidade de líquido. Cada nova cartela é iniciada após um intervalo de pausa de 7 dias sem a ingestão de comprimidos, durante o qual deve ocorrer sangramento por privação hormonal (em 2-3 dias após a ingestão do último comprimido). Este sangramento pode não haver cessado antes do

início de uma nova cartela.


Posologia de Selene

Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) deve ser tomado regularmente, a fim de alcançar a eficácia terapêutica174 e o efeito contraceptivo. O uso de contracepção175 hormonal deve ser descontinuado antes do uso de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona). O regime posológico de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) é similar ao da maioria dos contraceptivos orais combinados. Portanto, as mesmas regras de administração devem ser seguidas. A ingestão irregular pode levar a sangramentos intermenstruais, além de reduzir a eficácia terapêutica174 e o efeito contraceptivo de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona).

Início do uso de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona)

No caso da paciente não ter utilizado contraceptivo hormonal no mês anterior, a ingestão deve ser iniciada no 1º dia do ciclo (1º dia de sangramento menstrual).

Se a paciente estiver mudando de um outro COC, deve começar preferencialmente no dia posterior à ingestão do último comprimido ativo do contraceptivo utilizado anteriormente ou, no máximo, no dia seguinte ao último dia de pausa ou de tomada de comprimidos inativos.

Se a paciente estiver mudando de anel vaginal ou adesivo transdérmico, deve começar preferencialmente no dia da retirada ou, no máximo, no dia previsto para a próxima aplicação.

Se a paciente estiver mudando de um método contraceptivo contendo somente progestógeno (minipílula, injeção72, implante71 ou sistema intrauterino (SIU) com liberação de progestógeno), poderá iniciar o uso de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) em qualquer dia no caso da minipílula, ou no dia da retirada do implante71 ou do SIU, ou no dia previsto para a próxima injeção72. Nestes três casos (uso anterior de minipílula, injeção72, implante71 ou sistema intra-uterino com liberação de progestógeno), recomenda-se usar adicionalmente um método de barreira nos 7 primeiros dias da ingestão.

Após abortamento176 de primeiro trimestre, pode-se iniciar o uso de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) imediatamente, sem necessidade de adotar medidas contraceptivas adicionais.

Após parto ou abortamento176 no segundo trimestre, é recomendável iniciar o uso de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) no período entre o 21º e o 28º dia após o procedimento. Se começar em período posterior, deve-se aconselhar o uso adicional de um método de barreira nos 7 dias iniciais de ingestão. Se já tiver ocorrido relação sexual, deve certificar-se de que a mulher não esteja grávida antes de iniciar o uso de Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) ou, então, aguardar a primeira menstruação12.

Para lactantes177, veja “Gravidez e lactação” no item “Precauções e advertências”.


Comprimidos esquecidos

Se houver transcorrido menos de 12 horas do horário habitual de ingestão, o efeito contraceptivo não será reduzido. A usuária deve tomar imediatamente o comprimido esquecido e continuar o restante da cartela no horário habitual.

Se houver transcorrido mais de 12 horas, o efeito contraceptivo pode estar reduzido neste ciclo. Neste caso, deve-se ter em mente duas regras básicas: 1) a ingestão dos comprimidos nunca deve ser interrompida por mais de 7 dias; 2) são necessários 7 dias de ingestão contínua dos comprimidos para conseguir supressão adequada do eixo hipotálamo178-hipófise179-ovário150. Consequentemente, na prática diária, pode-se usar a seguinte orientação: se o esquecimento ocorreu na 1ª semana, a usuária deve ingerir imediatamente o último comprimido esquecido, mesmo que isto signifique a ingestão simultânea de 2 comprimidos. Os comprimidos restantes devem ser tomados no horário habitual. Além disso, deve-se adotar um método de barreira (por exemplo preservativo) durante os 7 dias subsequentes. Se tiver ocorrido relação sexual nos 7 dias anteriores, deve-se considerar a possibilidade de gravidez40. Quanto mais comprimidos forem esquecidos e mais perto estiverem do intervalo normal sem tomada de comprimidos, maior será o risco de gravidez40. Se o esquecimento ocorreu na 2ª semana, a usuária deve tomar imediatamente o último comprimido esquecido, mesmo que isto signifique a ingestão simultânea de dois comprimidos e deve continuar tomando o restante da cartela no horário habitual. Se, nos 7 dias precedentes ao primeiro comprimido esquecido, todos os comprimidos tiverem sido tomados conforme as instruções, não é necessária qualquer medida adicional.

Porém, se isto não tiver ocorrido, ou se mais do que um comprimido tiver sido esquecido, deve-se aconselhar a adoção de precauções adicionais por 7 dias. Se o esquecimento ocorreu na 3ª semana, o risco de redução do efeito contraceptivo é iminente pela proximidade do intervalo de ingestão de comprimidos (pausa). No entanto, ainda se pode evitar a redução do efeito contraceptivo ajustando o esquema de ingestão dos comprimidos. Se, nos 7 dias anteriores ao primeiro comprimido esquecido, a ingestão foi feita corretamente, a usuária poderá seguir qualquer uma das opções abaixo, sem precisar usar métodos contraceptivos adicionais.

Se não for este o caso, ela deve seguir a primeira opção e usar medidas contraceptivas adicionais durante os 7 dias seguintes.

1) Tomar o último comprimido esquecido imediatamente, mesmo que isto signifique a ingestão simultânea de dois comprimidos e continuar tomando os comprimidos seguintes no horário habitual. A nova cartela deve ser iniciada assim que acabar a cartela atual, isto é, sem o intervalo de pausa habitual entre elas. É pouco provável que ocorra sangramento por privação até o final da segunda cartela, podendo ocorrer gotejamento ou sangramento de escape durante os dias de ingestão dos comprimidos.

2) Suspender a ingestão dos comprimidos da cartela atual, fazer um intervalo de pausa de até 7 dias sem ingestão de comprimidos (incluindo os dias em que esqueceu de tomá-las) e, a seguir, iniciar uma nova cartela. Se não ocorrer sangramento por privação no primeiro intervalo normal sem ingestão de comprimido (pausa), deve-se considerar a possibilidade de gravidez40.


Procedimento em caso de distúrbios gastrintestinais

No caso de distúrbios gastrintestinais graves, a absorção pode não ser completa e medidas contraceptivas adicionais devem ser tomadas. Se ocorrer vômito73 dentro de 3 a 4 horas após a ingestão de um comprimido, deve-se seguir o mesmo procedimento usado para esquecimento de tomada dos comprimidos. Se a usuária não quiser alterar seu esquema habitual de ingestão, deve retirar o(s) comprimido(s) adicional(is) de outra cartela.


Duração do tratamento

Depende da gravidade dos sintomas45 de androgenização e da resposta ao tratamento. Frequentemente, o tratamento deve ser realizado por vários meses. Acne4 e seborréia5, geralmente, respondem mais rápido ao tratamento do que hirsurtismo e alopecia101.

Após a remissão dos sintomas45, recomenda-se prolongar o tratamento por, pelo menos, mais 3 a 4 ciclos. Se várias semanas ou meses após o final do tratamento ocorrerem recidivas180, não há inconveniente em administrar-se Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona) novamente.

Em caso de recorrência161 dos sinais11 de androgenização, após o término do tratamento, deve-se considerar a retomada imediata do tratamento com Selene (etinilestradiol + acetato de ciproterona).

De modo geral, é pouco provável obter-se um resultado de imediato, particularmente no caso da síndrome9 de ovários10 policísticos (SOP).


Superdose de Selene

Não há relatos de efeitos deletérios graves decorrentes da superdose.

Os sintomas45 que podem ocorrer nestes casos são: náusea89, vômito73 e, em usuárias jovens, sangramento vaginal discreto. Não existe antídoto181 e o tratamento deve ser sintomático182.


VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

MS - 1.0043.0598


Farm. Resp.: Dra. Sônia Albano Badaró - CRF-SP 19.258


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Indústria Brasileira de Selene

SELENE - Laboratório

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Complementos

1 Lactose: Tipo de glicídio que possui ligação glicosídica. É o açúcar encontrado no leite e seus derivados. A lactose é formada por dois carboidratos menores, chamados monossacarídeos, a glicose e a galactose, sendo, portanto, um dissacarídeo.
2 Andrógenos: Termo genérico para qualquer composto natural ou sintético, geralmente um hormônio esteróide, que estimula ou controla o desenvolvimento e manutenção das características masculinas em vertebrados ao ligar-se a receptores andrógenos. Isso inclui a atividade dos órgãos sexuais masculinos acessórios e o desenvolvimento de características sexuais secundárias masculinas. Também são os esteróides anabólicos originais. São precursores de todos os estrógenos, os hormônios sexuais femininos. São exemplos de andrógenos: testosterona, dehidroepiandrosterona (DHEA), androstenediona (Andro), androstenediol, androsterona e dihidrotestosterona (DHT).
3 Glândulas Sebáceas: Órgãos formados por pequenas bolsas, localizados na DERME. Cada glândula apresenta um único ducto que emerge de um grupo de alvéolos ovais. Cada alvéolo é constituído por uma membrana basal transparente, encerrando células epiteliais. Os ductos da maior parte das glândulas sebáceas se abrem nos folículos pilosos, porém alguns se abrem na superfície da PELE. Glândulas sebáceas secretam SEBO.
4 Acne: Doença de predisposição genética cujas manifestações dependem da presença dos hormônios sexuais. As lesões começam a surgir na puberdade, atingindo a maioria dos jovens de ambos os sexos. Os cravos e espinhas ocorrem devido ao aumento da secreção sebácea associada ao estreitamento e obstrução da abertura do folículo pilosebáceo, dando origem aos comedões abertos (cravos pretos) e fechados (cravos brancos). Estas condições favorecem a proliferação de microorganismos que provocam a inflamação característica das espinhas, sendo o Propionibacterium acnes o agente infeccioso mais comumente envolvido.
5 Seborréia: Também conhecida como dermatite seborreica, caspa ou eczema, é uma afecção crônica que se manifesta em partes do corpo onde existe maior produção de óleo pelas glândulas sebáceas ou a presença de um fungo, o Pityrosporum ovale. Manifesta-se sob a forma de lesões avermelhadas que descamam e coçam principalmente no couro cabeludo, sobrancelhas, barba, perto do nariz, atrás e dentro das orelhas, no peito, nas costas e nas dobras de pele (axilas, virilhas e debaixo dos seios). Nos bebês, é conhecida como crosta láctea, uma placa gordurosa que adere ao couro cabeludo, mas que pode também aparecer na região das fraldas. Não é contagiosa.
6 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
7 Cabelo: Estrutura filamentosa formada por uma haste que se projeta para a superfície da PELE a partir de uma raiz (mais macia que a haste) e se aloja na cavidade de um FOLÍCULO PILOSO. É encontrado em muitas áreas do corpo.
8 Hirsutismo: Presença de pêlos terminais (mais grossos e escuros) na mulher, em áreas anatômicas características de distribuição masculina, como acima dos lábios, no mento, em torno dos mamilos e ao longo da linha alba no abdome inferior. Pode manifestar-se como queixa isolada ou como parte de um quadro clínico mais amplo, acompanhado de outros sinais de hiperandrogenismo (acne, seborréia, alopécia), virilização (hipertrofia do clitóris, aumento da massa muscular, modificação do tom de voz), distúrbios menstruais e/ou infertilidade.
9 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
10 Ovários: São órgãos pares com aproximadamente 3cm de comprimento, 2cm de largura e 1,5cm de espessura cada um. Eles estão presos ao útero e à cavidade pelvina por meio de ligamentos. Na puberdade, os ovários começam a secretar os hormônios sexuais, estrógeno e progesterona. As células dos folículos maduros secretam estrógeno, enquanto o corpo lúteo produz grandes quantidades de progesterona e pouco estrógeno.
11 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
12 Menstruação: Sangramento cíclico através da vagina, que é produzido após um ciclo ovulatório normal e que corresponde à perda da camada mais superficial do endométrio uterino.
13 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
14 HIV: Abreviatura em inglês do vírus da imunodeficiência humana. É o agente causador da AIDS.
15 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
16 Válvula cardíaca: Estrutura normal que separa as cavidades e grandes vasos cardíacos, assegurando que o fluxo de sangue produza-se apenas em um sentido. Pode ser sede de doenças infecciosas (endocardite bacteriana) ou auto-imunes (endocardite reumática).
17 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
18 Veias: Vasos sangüíneos que levam o sangue ao coração.
19 Flebite: Inflamação da parede interna de uma veia. Pode ser acompanhada ou não de trombose da mesma.
20 Trombose: Formação de trombos no interior de um vaso sanguíneo. Pode ser venosa ou arterial e produz diferentes sintomas segundo os territórios afetados. A trombose de uma artéria coronariana pode produzir um infarto do miocárdio.
21 Derrame: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
22 Enxaqueca: Sinônimo de migrânea. É a cefaléia cuja prevalência varia de 10 a 20% da população. Ocorre principalmente em mulheres com uma proporção homem:mulher de 1:2-3. As razões para esta preponderância feminina ainda não estão bem entendidas, mas suspeita-se de alguma relação com o hormônio feminino. Resulta da pressão exercida por vasos sangüíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.
23 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
24 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
25 Triglicérides: A principal maneira de armazenar os lipídeos no tecido adiposo é sob a forma de triglicérides. São também os tipos de lipídeos mais abundantes na alimentação. Podem ser definidos como compostos formados pela união de três ácidos graxos com glicerol. Os triglicérides sólidos em temperatura ambiente são conhecidos como gorduras, enquanto os líquidos são os óleos. As gorduras geralmente possuem uma alta proporção de ácidos graxos saturados de cadeia longa, já os óleos normalmente contêm mais ácidos graxos insaturados de cadeia curta.
26 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
27 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
28 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
29 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
30 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
31 Vesícula Biliar: Reservatório para armazenar secreção da BILE. Através do DUCTO CÍSTICO, a vesícula libera para o DUODENO ácidos biliares em alta concentração (e de maneira controlada), que degradam os lipídeos da dieta.
32 Doença de Crohn: Doença inflamatória crônica do intestino que acomete geralmente o íleo e o cólon, embora possa afetar qualquer outra parte do intestino. A doença cursa com períodos de remissão sintomática e outros de agravamento. Na maioria dos casos, a doença de Crohn é de intensidade moderada e se torna bem controlada pela medicação, tornando possível uma vida razoavelmente normal para seu portador. A causa da doença de Crohn ainda não é totalmente conhecida. Os sintomas mais comuns são: dor abdominal, diarreia, perda de peso, febre moderada, sensação de distensão abdominal, perda de apetite e de peso.
33 Colite: Inflamação da porção terminal do cólon (intestino grosso). Pode ser devido a infecções intestinais (a causa mais freqüente), ou a processos inflamatórios diversos (colite ulcerativa, colite isquêmica, colite por radiação, etc.).
34 Lúpus: 1. É uma inflamação crônica da pele, caracterizada por ulcerações ou manchas, conforme o tipo específico. 2. Doença autoimune rara, mais frequente nas mulheres, provocada por um desequilíbrio do sistema imunológico. Nesta patologia, a defesa imunológica do indivíduo se vira contra os tecidos do próprio organismo como pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. Essas múltiplas formas de manifestação clínica, às vezes, podem confundir e retardar o diagnóstico. Lúpus exige tratamento cuidadoso por médicos especializados no assunto.
35 Eritematoso: Relativo a ou próprio de eritema. Que apresenta eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
36 Sistêmico: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
37 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
38 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
39 Anemia falciforme: Doença hereditária que causa a má formação das hemácias, que assumem forma semelhante a foices (de onde vem o nome da doença), com maior ou menor severidade de acordo com o caso, o que causa deficiência do transporte de gases nos indivíduos que possuem a doença. É comum na África, na Europa Mediterrânea, no Oriente Médio e em certas regiões da Índia.
40 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
41 Porfiria: Constituem um grupo de pelo menos oito doenças genéticas distintas, além de formas adquiridas, decorrentes de deficiências enzimáticas específicas na via de biossíntese do heme, que levam à superprodução e acumulação de precursores metabólicos, para cada qual correspondendo um tipo particular de porfiria. Fatores ambientais, tais como: medicamentos, álcool, hormônios, dieta, estresse, exposição solar e outros desempenham um papel importante no desencadeamento e curso destas doenças.
42 Coréia de Sydenham: Coréia, palavra derivada do grego que significa dançar, consiste em movimentos involuntários, ora em repouso, ora perturbando o movimento voluntário, arrítmicos, assimétricos, bruscos, breves e sem propósito. A coréia de Sydenham, também conhecida como coréia menor ou coréia reumática, é um dos principais indicadores diagnósticos de febre reumática. Ela afeta predominantemente crianças entre 5 e 15 anos, com maior freqüência no sexo feminino.
43 Cloasma: Manchas escuras na face. O seu surgimento está relacionado à gravidez. Além dos fatores hormonais e da exposição solar, a tendência genética e características raciais também influenciam o seu surgimento. O cloasma gravídico pode desaparecer espontaneamente após a gravidez, não exigindo, às vezes, nenhum tipo de tratamento.
44 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
45 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
46 Inchaço: Inchação, edema.
47 Língua:
48 Garganta: Tubo fibromuscular em forma de funil, que leva os alimentos ao ESÔFAGO e o ar à LARINGE e PULMÕES. Situa-se posteriormente à CAVIDADE NASAL, à CAVIDADE ORAL e à LARINGE, extendendo-se da BASE DO CRÂNIO à borda inferior da CARTILAGEM CRICÓIDE (anteriormente) e à borda inferior da vértebra C6 (posteriormente). É dividida em NASOFARINGE, OROFARINGE e HIPOFARINGE (laringofaringe).
49 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
50 Coágulo: 1. Em fisiologia, é uma massa semissólida de sangue ou de linfa. 2. Substância ou produto que promove a coagulação do leite.
51 Trombose Venosa Profunda: Caracteriza-se pela formação de coágulos no interior das veias profundas da perna. O que mais chama a atenção é o edema (inchaço) e a dor, normalmente restritos a uma só perna. O edema pode se localizar apenas na panturrilha e pé ou estar mais exuberante na coxa, indicando que o trombo se localiza nas veias profundas dessa região ou mais acima da virilha. Uma de suas principais conseqüências a curto prazo é a embolia pulmonar, que pode deixar seqüelas ou mesmo levar à morte. Fatores individuais de risco são: varizes de membros inferiores, idade maior que 40 anos, obesidade, trombose prévia, uso de anticoncepcionais, terapia de reposição hormonal, entre outras.
52 Artérias: Os vasos que transportam sangue para fora do coração.
53 Embolia: Impactação de uma substância sólida (trombo, colesterol, vegetação, inóculo bacteriano), líquida ou gasosa (embolia gasosa) em uma região do circuito arterial com a conseqüente obstrução do fluxo e isquemia.
54 Tromboembolismo: Doença produzida pela impactação de um fragmento de um trombo. É produzida quando este se desprende de seu lugar de origem, e é levado pela corrente sangüínea até produzir a oclusão de uma artéria distante do local de origem do trombo. Esta oclusão pode ter diversas conseqüências, desde leves até fatais, dependendo do tamanho do vaso ocluído e do tipo de circulação do órgão onde se deu a oclusão.
55 Vasos Sanguíneos: Qualquer vaso tubular que transporta o sangue (artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias).
56 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
57 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
58 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
59 Olhos:
60 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
61 Tala: Instrumento ortopédico utilizado freqüentemente para imobilizar uma articulação ou osso fraturado. Pode ser de gesso ou material plástico.
62 Hemorragias: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
63 Fator de risco: Qualquer coisa que aumente a chance de uma pessoa desenvolver uma doença.
64 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
65 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
66 Tuberculose: Doença infecciosa crônica produzida pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis). Produz doença pulmonar, podendo disseminar-se para qualquer outro órgão. Os sintomas de tuberculose pulmonar consistem em febre, tosse, expectoração, hemoptise, acompanhada de perda de peso e queda do estado geral. Em países em desenvolvimento (como o Brasil) aconselha-se a vacinação com uma cepa atenuada desta bactéria (vacina BCG).
67 Imunodeficiência: Distúrbio do sistema imunológico que se caracteriza por um defeito congênito ou adquirido em um ou vários mecanismos que interferem na defesa normal de um indivíduo perante infecções ou doenças tumorais.
68 Inflamações: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc. Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
69 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
70 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
71 Implante: 1. Em cirurgia e odontologia é o material retirado do próprio indivíduo, de outrem ou artificialmente elaborado que é inserido ou enxertado em uma estrutura orgânica, de modo a fazer parte integrante dela. 2. Na medicina, é qualquer material natural ou artificial inserido ou enxertado no organismo. 3. Em patologia, é uma célula ou fragmento de tecido, especialmente de tumores, que migra para outro local do organismo, com subsequente crescimento.
72 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
73 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
74 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
75 Peito: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original
76 Cabeça:
77 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
78 Paladar: Paladar ou sabor. Em fisiologia, é a função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados.
79 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
80 Abdome: Região do corpo que se localiza entre o TÓRAX e a PELVE.
81 Pulmões: Órgãos do sistema respiratório situados na cavidade torácica e responsáveis pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. São em número de dois, possuem forma piramidal, têm consistência esponjosa e medem cerca de 25 cm de comprimento. Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobos. O pulmão esquerdo possui dois lobos e o direito possui três. Os pulmões são compostos de brônquios que se dividem em bronquíolos e alvéolos pulmonares. Nos alvéolos se dão as trocas gasosas ou hematose pulmonar entre o meio ambiente e o corpo, com a entrada de oxigênio na hemoglobina do sangue (formando a oxiemoglobina) e saída do gás carbônico ou dióxido de carbono (que vem da célula como carboemoglobina) dos capilares para o alvéolo.
82 Angina: Inflamação dos elementos linfáticos da garganta (amígdalas, úvula). Também é um termo utilizado para se referir à sensação opressiva que decorre da isquemia (falta de oxigênio) do músculo cardíaco (angina do peito).
83 Isquêmico: Relativo à ou provocado pela isquemia, que é a diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea, numa parte do organismo, ocasionada por obstrução arterial ou por vasoconstrição.
84 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
85 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
86 Pâncreas: Órgão nodular (no ABDOME) que abriga GLÂNDULAS ENDÓCRINAS e GLÂNDULAS EXÓCRINAS. A pequena porção endócrina é composta pelas ILHOTAS DE LANGERHANS, que secretam vários hormônios na corrente sangüínea. A grande porção exócrina (PÂNCREAS EXÓCRINO) é uma glândula acinar composta, que secreta várias enzimas digestivas no sistema de ductos pancreáticos (que desemboca no DUODENO).
87 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
88 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
89 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
90 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
91 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
92 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
93 Mamas: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
94 Hipertrofia: 1. Desenvolvimento ou crescimento excessivo de um órgão ou de parte dele devido a um aumento do tamanho de suas células constituintes. 2. Desenvolvimento ou crescimento excessivo, em tamanho ou em complexidade (de alguma coisa). 3. Em medicina, é aumento do tamanho (mas não da quantidade) de células que compõem um tecido. Pode ser acompanhada pelo aumento do tamanho do órgão do qual faz parte.
95 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
96 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
97 Eritema nodoso: Erupção eritematosa comumente associada a reações a medicamentos ou infecções e caracterizada por nódulos inflamatórios que são geralmente dolorosos, múltiplos e bilaterais. Esses nódulos são localizados predominantemente nas pernas, podendo também estar nas coxas e antebraços. Eles sofrem alterações de coloração características terminando em áreas tipo equimose temporárias. Regride em 3 a 6 semanas, em média, sem cicatriz ou atrofia.
98 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
99 Glândula: Estrutura do organismo especializada na produção de substâncias que podem ser lançadas na corrente sangüínea (glândulas endócrinas) ou em uma superfície mucosa ou cutânea (glândulas exócrinas). A saliva, o suor, o muco, são exemplos de produtos de glândulas exócrinas. Os hormônios da tireóide, a insulina e os estrógenos são de secreção endócrina.
100 Folículo Piloso: Invaginação (forma de tubo) da EPIDERME, a partir da qual se desenvolve o folículo piloso e se abrem as GLÂNDULAS SEBÁCEAS. O folículo é revestido por uma bainha (radicular interna e externa) de células de origem epidérmica e revestido por uma bainha fibrosa originada da derme. (Tradução livre do original
101 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
102 Andrógeno: Termo genérico para qualquer composto natural ou sintético, geralmente um hormônio esteróide, que estimula ou controla o desenvolvimento e manutenção das características masculinas em vertebrados ao ligar-se a receptores andrógenos. Isso inclui a atividade dos órgãos sexuais masculinos acessórios e o desenvolvimento de características sexuais secundárias masculinas. Também são os esteróides anabólicos originais. São precursores de todos os estrógenos, os hormônios sexuais femininos. São exemplos de andrógeno: testosterona, dehidroepiandrosterona (DHEA), androstenediona (Andro), androstenediol, androsterona e dihidrotestosterona (DHT).
103 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
104 Antagonista: 1. Opositor. 2. Adversário. 3. Em anatomia geral, que ou o que, numa mesma região anatômica ou função fisiológica, trabalha em sentido contrário (diz-se de músculo). 4. Em medicina, que realiza movimento contrário ou oposto a outro (diz-se de músculo). 5. Em farmácia, que ou o que tende a anular a ação de outro agente (diz-se de agente, medicamento etc.). Agem como bloqueadores de receptores. 6. Em odontologia, que se articula em oposição (diz-se de ou qualquer dente em relação ao da maxila oposta).
105 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
106 Globulinas: Qualquer uma das várias proteínas globulares pouco hidrossolúveis de uma mesma família que inclui os anticorpos e as proteínas envolvidas no transporte de lipídios pelo plasma.
107 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
108 Ovulação: Ovocitação, oocitação ou ovulação nos seres humanos, bem como na maioria dos mamíferos, é o processo que libera o ovócito II em metáfase II do ovário. (Em outras espécies em vez desta célula é liberado o óvulo.) Nos dias anteriores à ovocitação, o folículo secundário cresce rapidamente, sob a influência do FSH e do LH. Ao mesmo tempo que há o desenvolvimento final do folículo, há um aumento abrupto de LH, fazendo com que o ovócito I no seu interior complete a meiose I, e o folículo passe ao estágio de pré-ovocitação. A meiose II também é iniciada, mas é interrompida em metáfase II aproximadamente 3 horas antes da ovocitação, caracterizando a formação do ovócito II. A elevada concentração de LH provoca a digestão das fibras colágenas em torno do folículo, e os níveis mais altos de prostaglandinas causam contrações na parede ovariana, que provocam a extrusão do ovócito II.
109 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
110 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
111 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
112 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
113 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
114 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
115 Intestino delgado: O intestino delgado é constituído por três partes: duodeno, jejuno e íleo. A partir do intestino delgado, o bolo alimentar é transformado em um líquido pastoso chamado quimo. Com os movimentos desta porção do intestino e com a ação dos sucos pancreático e intestinal, o quimo é transformado em quilo, que é o produto final da digestão. Depois do alimento estar transformado em quilo, os produtos úteis para o nosso organismo são absorvidos pelas vilosidades intestinais, passando para os vasos sanguíneos.
116 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
117 Bile: Agente emulsificador produzido no FÍGADO e secretado para dentro do DUODENO. Sua composição é formada por s ÁCIDOS E SAIS BILIARES, COLESTEROL e ELETRÓLITOS. A bile auxilia a DIGESTÃO das gorduras no duodeno.
118 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
119 Teratogênicos: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
120 Útero: Orgão muscular oco (de paredes espessas), na pelve feminina. Constituído pelo fundo (corpo), local de IMPLANTAÇÃO DO EMBRIÃO e DESENVOLVIMENTO FETAL. Além do istmo (na extremidade perineal do fundo), encontra-se o COLO DO ÚTERO (pescoço), que se abre para a VAGINA. Além dos istmos (na extremidade abdominal superior do fundo), encontram-se as TUBAS UTERINAS.
121 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
122 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
123 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
124 Neoplásicas: Que apresentam neoplasias, ou seja, que apresentam processo patológico que resulta no desenvolvimento de neoplasma ou tumor. Um neoplasma é uma neoformação de crescimento anormal, incontrolado e progressivo de tecido, mediante proliferação celular.
125 Mutação: 1. Ato ou efeito de mudar ou mudar-se. Alteração, modificação, inconstância. Tendência, facilidade para mudar de ideia, atitude etc. 2. Em genética, é uma alteração súbita no genótipo de um indivíduo, sem relação com os ascendentes, mas passível de ser herdada pelos descendentes.
126 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
127 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
128 Trombóticos: Relativo à trombose, ou seja, à formação ou desenvolvimento de um trombo (coágulo).
129 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
130 Prodrômicos: Relativos aos pródromos, ou seja, aos sinais e sintomas iniciais de uma doença.
131 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
132 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
133 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
134 Neoplasias: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
135 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
136 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
137 Mesentéricas: Relativo ao mesentério, ou seja, na anatomia geral o mesentério é uma dobra do peritônio que une o intestino delgado à parede posterior do abdome.
138 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
139 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
140 Diplopia: Visão dupla.
141 Afasia: Sintoma neurológico caracterizado pela incapacidade de expressar-se ou interpretar a linguagem falada ou escrita. Pode ser produzida quando certas áreas do córtex cerebral sofrem uma lesão (tumores, hemorragias, infecções, etc.). Pode ser classificada em afasia de expressão ou afasia de compreensão.
142 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
143 Colapso: 1. Em patologia, é um estado semelhante ao choque, caracterizado por prostração extrema, grande perda de líquido, acompanhado geralmente de insuficiência cardíaca. 2. Em medicina, é o achatamento conjunto das paredes de uma estrutura. 3. No sentido figurado, é uma diminuição súbita de eficiência, de poder. Derrocada, desmoronamento, ruína. 4. Em botânica, é a perda da turgescência de tecido vegetal.
144 Convulsão: Episódio agudo caracterizado pela presença de contrações musculares espasmódicas permanentes e/ou repetitivas (tônicas, clônicas ou tônico-clônicas). Em geral está associada à perda de consciência e relaxamento dos esfíncteres. Pode ser devida a medicamentos ou doenças.
145 Abdome agudo: Dor abdominal, em geral de início súbito, progressiva que costuma associar-se a doenças de resolução cirúrgica. Necessita de avaliação médica urgente. Algumas causas de abdome agudo são apendicite, colecistite, pancreatite, etc.
146 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
147 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
148 Tromboflebite: Processo inflamatório de um segmento de uma veia, geralmente de localização superficial (veia superficial), juntamente com formação de coágulos na zona afetada. Pode surgir posteriormente a uma lesão pequena numa veia (como após uma injeção ou um soro intravenoso) e é particularmente frequente nos toxico-dependentes que se injetam. A tromboflebite pode desenvolver-se como complicação de varizes. Existe uma tumefação e vermelhidão (sinais do processo inflamatório) ao longo do segmento de veia atingido, que é extremamante doloroso à palpação. Ocorrem muitas vezes febre e mal-estar.
149 Puerpério: Período que decorre desde o parto até que os órgãos genitais e o estado geral da mulher voltem às condições anteriores à gestação.
150 Ovário: Órgão reprodutor (GÔNADAS) feminino. Nos vertebrados, o ovário contém duas partes funcionais Sinônimos: Ovários
151 Patologia: 1. Especialidade médica que estuda as doenças e as alterações que estas provocam no organismo. 2. Qualquer desvio anatômico e/ou fisiológico, em relação à normalidade, que constitua uma doença ou caracterize determinada doença. 3. Por extensão de sentido, é o desvio em relação ao que é próprio ou adequado ou em relação ao que é considerado como o estado normal de uma coisa inanimada ou imaterial.
152 Enxaquecas: Sinônimo de migrânea. É a cefaléia cuja prevalência varia de 10 a 20% da população. Ocorre principalmente em mulheres com uma proporção homem:mulher de 1:2-3. As razões para esta preponderância feminina ainda não estão bem entendidas, mas suspeita-se de alguma relação com o hormônio feminino. Resulta da pressão exercida por vasos sangüíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.
153 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
154 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
155 Anticoagulante: Substância ou medicamento que evita a coagulação, especialmente do sangue.
156 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
157 Níveis pressóricos: Em cardiologia, níveis pressóricos são os níveis de pressão arterial.
158 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
159 Colestase: Retardamento ou interrupção do fluxo nos canais biliares.
160 Otosclerose: Crescimento ósseo anormal no ouvido médio que causa perda auditiva. É um distúrbio hereditário que envolve o crescimento de um osso esponjoso no ouvido médio. Este crescimento impede a vibração do estribo em reposta às ondas sonoras, causando perda auditiva progressiva do tipo condutiva. É a causa mais freqüente de perda auditiva do ouvido médio em adultos jovens, é mais freqüente em mulheres entre 15 e 30 anos.
161 Recorrência: 1. Retorno, repetição. 2. Em medicina, é o reaparecimento dos sintomas característicos de uma doença, após a sua completa remissão. 3. Em informática, é a repetição continuada da mesma operação ou grupo de operações. 4. Em psicologia, é a volta à memória.
162 Resistência periférica: A resistência periférica é a dificuldade que o sangue encontra em passar pela rede de vasos sanguíneos. Ela é representada pela vasocontratilidade da rede arteriolar especificamente, sendo este fator importante na regulação da pressão arterial diastólica. A resistência é dependente das fibras musculares na camada média dos vasos, dos esfíncteres pré-capilares e de substâncias reguladoras da pressão como a angiotensina e a catecolamina.
163 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
164 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
165 Pélvicos: Relativo a ou próprio de pelve. A pelve é a cavidade no extremo inferior do tronco, formada pelos dois ossos do quadril (ilíacos), sacro e cóccix; bacia. Ou também é qualquer cavidade em forma de bacia ou taça (por exemplo, a pelve renal).
166 Neoplasia: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
167 Curetagem: Operação ou cirurgia que consiste em esvaziar o interior de uma cavidade natural ou patológica com o auxílio de uma cureta; raspagem.
168 Neonato: Refere-se a bebês nos seus primeiros 28 dias (mês) de vida. O termo “recentemente-nascido“ refere-se especificamente aos primeiros minutos ou horas que se seguem ao nascimento. Esse termo é utilizado para enfocar os conhecimentos e treinamento da ressuscitação imediatamente após o nascimento e durante as primeiras horas de vida.
169 Libido: Desejo. Procura instintiva do prazer sexual.
170 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
171 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
172 Globulina: Qualquer uma das várias proteínas globulares pouco hidrossolúveis de uma mesma família que inclui os anticorpos e as proteínas envolvidas no transporte de lipídios pelo plasma.
173 Fibrinólise: Processo de dissolução progressiva da fibrina e assim do coágulo, que posteriormente à sua formação deve ser dissolvido.
174 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
175 Contracepção: Qualquer processo que evite a fertilização do óvulo ou a implantação do ovo. Os métodos de contracepção podem ser classificados de acordo com o seu objetivo em barreiras mecânicas ou químicas, impeditivas de nidação e contracepção hormonal.
176 Abortamento: Interrupção precoce da gravidez, espontânea ou induzida, seguida pela expulsão do produto gestacional pelo canal vaginal (Aborto). Pode ser precedido por perdas sangüíneas através da vagina.
177 Lactantes: Que produzem leite; que aleitam.
178 Hipotálamo: Parte ventral do diencéfalo extendendo-se da região do quiasma óptico à borda caudal dos corpos mamilares, formando as paredes lateral e inferior do terceiro ventrículo.
179 Hipófise:
180 Recidivas: 1. Em medicina, é o reaparecimento de uma doença ou de um sintoma, após período de cura mais ou menos longo; recorrência. 2. Em direito penal, significa recaída na mesma falta, no mesmo crime; reincidência.
181 Antídoto: Substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele.
182 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
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