PACLITAXEL

BIOSINTETICA

Atualizado em 26/04/2017

PACLITAXEL


Medicamento genérico Lei 9.787, de 1999


Exclusivo para infusão intravenosa

Solução injetável

Forma Farmacêutica e Apresentações de Paclitaxel

Embalagens com 20 frascos-ampola com 5 ml ou 16,7 ml de solução injetável contendo 6 mg/ml de paclitaxel.

USO INTRAVENOSO

USO ADULTO

Composição de Paclitaxel

Cada frasco-ampola contém:

paclitaxel .................................................................................................... 6 mg

excipientes q.s.p...........................................................................................1 ml

Excipientes: álcool etílico, óleo de rícino.


- INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE1

1. Indicações de Paclitaxel

Carcinoma2 de Ovário¹
  - Terapia de primeira linha em combinação com um composto de platina para o tratamento do carcinoma2 avançado de ovário3.

  - Terapia de segunda linha para o tratamento do carcinoma2 avançado de ovário3.


Câncer4 de Mama²

  - Tratamento adjuvante do câncer4 de mama5 linfonodo6 positivo, administrado em sequência a uma terapia padrão combinada.

  - Tratamento de primeira linha após recidiva7 da doença dentro de 6 meses de terapia adjuvante. A terapia anterior deve incluir uma antraciclina, a menos que clinicamente contraindicada.

  - Terapia de primeira linha em câncer4 avançado ou metastático de mama5, em combinação com trastuzumabe, em pacientes com super expressão do HER-2 em níveis de 2+ e 3+ como determinado por imuno-histoquímica.

  - Terapia de segunda linha após falha da quimioterapia8 combinada para doença metastática9. A terapia anterior deve incluir uma antraciclina, a menos que clinicamente contraindicada.


Câncer4 de Não-pequenas Células10 do Pulmão³

  - Tratamento de primeira linha em combinação com um composto de platina ou como agente único para o tratamento do câncer4 de não-pequenas células10 do pulmão11 em pacientes que não são candidatos a cirurgia e/ou radioterapia12 com potencial de cura.


Sarcoma13 de Kapósi

  - Tratamento de segunda linha no sarcoma13 de Kapósi relacionado à AIDS4.

  1 CID C56 – Neoplasia14 maligna do ovário3.

  2 CID C50 – Neoplasia14 maligna da mama5.

  3 CID C34 – Neoplasia14 maligna dos brônquios15 e dos pulmões16.

  4 CID B21.0 – Doença pelo HIV17 resultando em sarcoma13 de Kapósi.


- 2. RESULTADOS DE EFICÁCIA

Carcinoma2 de ovário3

  - Terapia de primeira linha: A segurança e eficácia do paclitaxel acompanhado por cisplatina em pacientes com carcinoma2 de ovário3 avançado e sem quimioterapia8 prévia foram avaliadas em 2 estudos FASE III multicêntricos, randomizados e controlados. Em um estudo do INTERGRUPO conduzido pela Organização Europeia de Pesquisa e Tratamento de Câncer4 que envolvem o Grupo Escandinavo NOCOVA, o Instituto Nacional de Câncer4 do Canadá e o Grupo Escocês, 680 pacientes com estágio da doença IIB–C, III, ou IV (ressecção ampla ótima ou não ótima) receberam infusão de paclitaxel 175 mg/m² em um período de 3 horas seguida por cisplatina 75 mg/m² (Tc) ou ciclofosfamida 750 mg/m² seguidos por cisplatina 75 mg/m² (Cc) por uma mediana de seis ciclos.

Embora o protocolo permitisse uma terapia adicional, somente 15% dos pacientes receberam ambas as drogas por nove ou mais ciclos. Em um estudo conduzido pelo Grupo de Oncologia Ginecológica (GOG), 410 pacientes com Estágio III ou IV da doença (> 1 cm de doença residual após laparotomia18 para estadiamento ou metástase19 à distância) receberam infusão de paclitaxel 135 mg/m² num período de 24 horas seguido por cisplatina 75 mg/m² ou, senão ciclofosfamida 750 mg/m² seguido por cisplatina 75 mg/m² por 6 ciclos.

Em ambos os estudos, pacientes tratados com paclitaxel em combinação com cisplatina tiveram uma taxa de resposta significativamente maior, um tempo maior para progressão e um tempo de sobrevida20 maior, comparado com a terapia padrão.

Estas diferenças também foram significativas para o subgrupo de pacientes no estudo do Intergrupo com doença não otimamente ressecada, embora o estudo não tenha sido totalmente capacitado para análise de subgrupo (Tabelas 1 e 2).



a - Dose de paclitaxel em mg/m²/duração da infusão em horas; Doses de ciclofosfamida e cisplatina em mg/m²

b - Pacientes apenas com doenças mensuráveis

c - Não estratificado para o Estudo do Intergrupo, Estratificado para Estudo GOG-111.

HR – Do inglês Hazard Ratio



a - Dose de paclitaxel em mg/m²/duração da infusão em horas; Doses de ciclofosfamida e cisplatina em mg/m²

b - Pacientes apenas com doenças mensuráveis

c - Não estratificado


O perfil de eventos adversos para os pacientes que receberam paclitaxel, em combinação com cisplatina nestes estudos, foi qualitativamente consistente com o que foi observado na análise dos dados dos 812 pacientes tratados unicamente com paclitaxel em 10 estudos clínicos.


  - Terapia de segunda linha: Dados de cinco estudos clínicos fase I e II (189 pacientes), um estudo de FASE III multicêntrico, randomizado21 (407 pacientes), assim como a análise dos dados de mais de 300 pacientes envolvidos em um programa de tratamento de um centro de referência foram usados para sustentar o uso de paclitaxel nos pacientes que tiveram falha inicial ou subsequente da quimioterapia8 para carcinoma2 de ovário3 metastático. Dois dos estudos FASE II (92 pacientes) utilizaram uma dose inicial de 135 a 170 mg/m2 na maioria dos

pacientes (> 90%), que receberam infusão contínua num período de 24 horas. As taxas de resposta destes dois estudos foram 22% (lC de 95%: 11 a 37%) e 30% (lC de 95%: 18 a 46%) com um total de 6 respostas completas e 18 parciais em 92 pacientes. A duração mediana da resposta global nestes dois estudos medidos no primeiro dia do tratamento foi de 7,2 meses (faixa: 3,5-15,8 meses) e 7,5 meses (faixa: 5,3-17,4 meses), respectivamente. A sobrevida20 mediana foi de 8,1 meses (faixa: 0,2-36,7 meses) e 15,9 meses (faixa: 1,8-34,5+ meses).

O estudo de FASE III teve um desenho bi-fatorial e comparou a eficácia e segurança do paclitaxel, administrado em 2 diferentes doses (135 ou 175 mg/m2) e programações (3 ou 24 horas de infusão).

A taxa de resposta global para 407 pacientes foi 16,2% (95% lC: 12,8 a 20,2%), com 6 respostas completas e 60 respostas parciais. A duração da resposta medida no primeiro dia de tratamento foi de 8,3 meses (faixa: 3,2-21,6 meses). O tempo mediano da progressão foi de 3,7 meses (faixa: 0,1+- 25,1+ meses). A sobrevida20 mediana foi de 11,5 meses (faixa: 0,2-26,3+ meses). As taxas de resposta, a sobrevida20 mediana e o tempo mediano de progressão para os 4 braços estão na tabela a seguir.



Análises foram realizadas conforme planejado no desenho do estudo bi-fatorial descrito no protocolo, comparando as duas doses (135 ou 175 mg/m²), independentemente do esquema (3 ou 24 horas) e os dois esquemas independentemente da dose.

Os pacientes que receberam a dose de 175 mg/m² tiveram uma taxa de resposta similar aos que receberam a dose de 135 mg/m² 18% vs. 14% (p=0,28). Não foi detectada nenhuma diferença na taxa de resposta quando comparado o período de infusão de 3 horas com o período de 24 horas: 15% vs. 17% (p=0,50).

Pacientes que receberam a dose de 175 mg/m² de paclitaxel tiveram um maior tempo de progressão do que aqueles que receberam a dose de 135 mg/m² de paclitaxel: mediana de 4,2 contra 3,1 meses (p= 0,03). O tempo mediano de progressão para os pacientes que receberam infusão de 3 horas contra 24 horas foi de 4,0 meses contra 3,7 meses, respectivamente. A sobrevida20 mediana foi de 11,6 meses em pacientes que receberam dose de 175 mg/m² de paclitaxel e 11,0 meses em pacientes que receberam a dose de 135 mg/m² (p=0,92). A sobrevida20 mediana foi de 11,7 meses em pacientes que receberam infusão de paclitaxel em um período de 3 horas de infusão e 11,2 meses em pacientes que receberam infusão em um período de 24 horas (p=0,91). Estas análises estatísticas devem ser vistas com cautela devido às múltiplas comparações realizadas.

Paclitaxel permaneceu eficaz em pacientes que desenvolveram resistência à terapia com platina (definido como tumor22 progressivo ou reincidência23 do tumor22 dentro de 6 meses após conclusão de terapia com platina), com taxas de respostas de 14% na FASE III e 31% nas Fases I e II dos estudos clínicos.

O perfil dos eventos adversos neste estudo FASE III foi consistente com aquele observado na análise de dados dos 812 pacientes tratados em 10 estudos clínicos.

Os resultados deste estudo randomizado24 suportam o uso de paclitaxel nas doses de 135 a 175 mg/m², administrados por infusão intravenosa num período de 3 horas.

Estas doses administradas por infusão num período de 24 horas demonstraram maior toxicidade25. Entretanto, o estudo não tinha poder suficiente para determinar se uma determinada dose e esquema produziram eficácia superior.


Câncer4 de mama5

Terapia Adjuvante de Paclitaxel


Um estudo Intergrupo de FASE III (Cancer4 and Leukemia Group B [CALGB], Eastern Cooperative Oncology Group [ECOG], North Central Cancer4 Treatment Group [NCCTG] e o Southwest Oncology Group [SWOG]) randomizou 3170 pacientes com carcinoma2 de mama5 linfonodo6 positivo para terapia adjuvante com paclitaxel ou sem quimioterapia8 adicional após quatro ciclos de doxorrubicina e ciclofosfamida (AC). Este estudo multicêntrico foi conduzido em mulheres com linfonodos26 histologicamente positivos após mastectomia27 ou mastectomia27 segmentada e dissecação linfonodal. O estudo fatorial 3 x 2 foi projetado para avaliar a eficácia e segurança de três níveis diferentes de doses de doxorrubicina (A) e para avaliar o efeito da adição de paclitaxel administrado após o término da terapia (AC).

Após estratificação do número de linfonodos26 positivos (1-3, 4-9, ou 10+), os pacientes foram randomizados para receber 600 mg/m2 de ciclofosfamida e doxorrubicina na dose de 60 mg/m² (no dia 1), 75 mg/m2 (em duas doses divididas nos dias 1 e 2) ou 90 mg/m2 (em duas doses divididas nos dias 1 e 2 com suporte profilático de G-CSF e ciprofloxacina) a cada 3 semanas por quatro ciclos e paclitaxel 175 mg/m² com infusão de 3 horas a cada 3 semanas por quatro ciclos adicionais ou sem quimioterapia8 adicional. Os pacientes com receptores hormonais28 positivos para receptores hormonais28 receberam tratamento subsequente com tamoxifeno (20 mg por dia por 5 anos); pacientes que passaram por mastectomia27 segmentada antes do início do estudo, receberam tratamento radioterápico na mama5 após a recuperação das toxicidades relacionadas ao tratamento.


Por ocasião desta análise, o acompanhamento mediano foi de 30,1 meses. Dos 2066 pacientes com receptor hormonal29 positivo, 93% receberam tamoxifeno. As análises primárias de sobrevida20 livre de doença e sobrevida20 global empregaram modelos Cox multivariados, nos quais incluíram os seguintes fatores: administração de paclitaxel, dose de doxorrubicina, número de linfonodos26 positivos, tamanho do tumor22, menopausa30 e presença de receptores de estrogênio. Baseado no modelo de sobrevida20 livre de doença, os pacientes que receberam tratamento AC seguido por paclitaxel e tiveram uma redução de 22% no risco de recorrência31 da doença comparado aos pacientes randomizados com apenas o tratamento AC (Razão de risco [HR] = 0,78, 95% IC 0,67-0,91, p=0,0022). Os pacientes também tiveram uma redução de 26% no risco de morte (HR = 0,74, 95% IC 0,60-0,92, p=0,0065). Para sobrevida20 livre de doença e sobrevida20 global, os valores de p não foram ajustados para análises intermediárias.

O aumento da dose de Doxorrubicina acima de 60 mg/m2 não alterou o efeito na sobrevida20 livre de doença ou na sobrevida20 global.


  - Análise dos subgrupos: Os subgrupos foram definidos através de variáveis de importância prognóstica conhecida no carcinoma2 de mama5, incluindo número de linfonodos26 positivos, tamanho do tumor22, status dos receptores hormonais28 e status da menopausa30. Estas análises devem ser interpretadas com cuidado, uma vez que o achado mais seguro é o resultado do estudo global.

Em geral, uma redução do risco similar à redução global foi observada com paclitaxel, tanto para a sobrevida20 livre de doença quanto para a sobrevida20 global em todos os maiores subgrupos com apenas uma exceção, pacientes com tumores com receptores hormonais28 positivos apresentaram uma menor redução no risco (HR = 0,92) para sobrevida20 livre de doença com paclitaxel do que outros grupos.

Os resultados de análises do subgrupo estão demonstrados na tabela a seguir:



a - Positivo para receptores de estrogênio ou progesterona

b - Negativo ou não analisado para receptores de estrogênio ou progesterona (ausência de ambos= 15 pacientes)


As análises retrospectivas dos subgrupos sugerem que o efeito benéfico do paclitaxel foi claramente estabelecido em subgrupos receptores-negativos, mas o beneficio em pacientes receptores-positivos ainda não está claro. Em relação à menopausa30, o benefício do paclitaxel é consistente (vide Tabela 4).

O perfil dos eventos adversos para pacientes32 que receberam paclitaxel após terapia AC foi consistente com o observado na análise dos dados dos 812 pacientes tratados apenas com paclitaxel em 10 estudos clínicos.


 

Após Falha da Quimioterapia8 Inicial de Paclitaxel

Dados de 83 pacientes avaliados em 3 estudos abertos FASE II e de 471 pacientes incluídos em um estudo randomizado24 FASE III foram utilizadas para sustentar o uso de paclitaxel em pacientes com carcinoma2 de mama5 metastático.

Estudos FASE II abertos: Dois estudos foram conduzidos com 53 pacientes previamente  tratados com no máximo um regime quimioterápico anterior. Paclitaxel foi administrado nestes dois estudos com infusão de 24 horas com doses iniciais de 250 mg/m2 (com suporte G-CSF) ou 200 mg/m2. As taxas de respostas foram 57% (95% IC: 37 a 75%) e 52% (95% IC: 32 a 72%), respectivamente. O terceiro estudo FASE II foi conduzido em pacientes pré-tratados extensivamente que apresentaram falha na terapia com medicamentos da classe das antraciclinas que tinham recebido um mínimo de dois regimes de quimioterapia8 para o tratamento de doença metastática9. A dose de paclitaxel foi de 200 mg/m2 com infusão de 24 horas de suporte G-CSF. Nove dos 30 pacientes apresentaram uma resposta parcial, para uma taxa de resposta de 30% (95% IC: 15 a 50%).

Estudo FASE III randomizado21: Este estudo multicêntrico foi conduzido em pacientes previamente tratados com um ou dois regimes quimioterápicos. Os pacientes foram randomizados para receber paclitaxel na dose de 175 mg/m2 ou 135 mg/m2 administrados num período de infusão de 3 horas. Em 471 pacientes envolvidos na pesquisa, 60% apresentaram doenças sintomáticas com estado de desempenho insuficiente por ocasião do início do estudo (performance status) e 73% pacientes apresentavam metástase19 visceral. Estes pacientes apresentavam falha na quimioterapia8 anterior tanto no tratamento adjuvante (30%), como para a doença metastática9 (39%) ou a ambos (31%). Sessenta e seis por cento dos pacientes apresentavam exposição prévia a medicamentos da classe das antraciclinas e 23% deles apresentavam resistência considerável da doença à esta classe de agentes.


A taxa de resposta global para os 454 pacientes avaliáveis foi de 26% (95% IC: 22 a 30%), com 17 respostas completas e 99 respostas parciais. A duração mediana da resposta avaliada desde o primeiro dia de tratamento foi de 8,1 meses (faixa: 3,4–18,1meses). No total de 471 pacientes, o tempo mediano de progressão foi de 3,5 meses (faixa: 0,03–17,1 meses). A sobrevida20 mediana foi de 11,7 meses (faixa: 0-18,9 meses).


As taxas de resposta, sobrevida20 mediana e tempo mediano de progressão para os 2 braços do estudo estão demonstrados na tabela a seguir:



O perfil dos eventos adversos dos pacientes que receberam apenas paclitaxel no estudo FASE III foi consistente com o perfil observado na análise de dados dos 812 pacientes tratados em 10 estudos clínicos.


 

Terapia de Primeira Linha em Câncer4 Avançado ou Metastático de Mama5, em Combinação com Trastuzumabe, em Pacientes com Super Expressão do Her-2 em Níveis de 2+ e 3+ Como Determinado Por Imuno-Histoquímica de Paclitaxel

Há evidências suficientes de que a eficácia observada com a combinação de trastuzumabe e paclitaxel na terapia de primeira linha da doença metastática9 resulta de uma contribuição significativa tanto do trastuzumabe quanto do paclitaxel.

Os benefícios superam os riscos desta terapia em pacientes com câncer4 de mama5 metastático com super expressão de HER2. Isso é demonstrado através de uma melhora significativa na eficácia em comparação ao paclitaxel isolado e aos dados históricos sobre o agente isolado trastuzumabe. Todos os subgrupos clinicamente estudados pareceram se beneficiar do tratamento com a associação do trastuzumabe em termos de taxa de resposta tumoral e tempo para a progressão da doença.

Entretanto, os pacientes que têm um escore de 3+ de super expressão de HER-2 apresentaram maior benefício que aqueles que têm um escore de 2+.


Câncer4 de Não-pequenas Células10 do Pulmão11 (CNPCP)

Em estudo Fase III, aberto, randomizado21 e conduzido pelo ECOG, 599 pacientes foram randomizados com paclitaxel (T) na dosagem de 135 mg/m2 com infusão de 24 horas em combinação com cisplatina (c) 75 mg/m2, com paclitaxel (T) na dosagem de 250 mg/m2 com infusão de 24 horas em combinação com cisplatina (c) 75 mg/m2 com suporte G-CSF, ou cisplatina (c) 75 mg/m2 no dia 1, seguido por etoposídeo (VP) 100 mg/m2 nos dias 1, 2, e 3 (controle ).


As taxas de resposta, o tempo mediano para progressão, a sobrevida20 mediana e as taxas de 1 ano de sobrevida20 estão descritos na tabela a seguir. Os valores de p fornecidos não foram ajustados para múltiplas comparações. Houve diferenças estatisticamente significativas a favor de cada um dos braços de paclitaxel + cisplatina, para a taxa de resposta e tempo de progressão da doença.

Não houve diferenças estatisticamente significativas na sobrevida20 entre o braço paclitaxel + cisplatina e o braço cisplatina + etoposídeo.



a - etoposídeo (VP) 100 mg/m2 foi administrado IV nos dias 1,2 e 3.

b - Comparado a cisplatina/etoposídeo


No estudo ECOG, o questionário da Avaliação Funcional da Terapia de Câncer4 do Pulmão11 (FACT-L) teve sete sub-escalas que mediram a avaliação subjetiva do tratamento. Das sete, a sub-escala dos sintomas33 específicos do câncer4 de pulmão11 favoreceu o braço paclitaxel 135 mg/m2 (24 horas) + cisplatina, comparado ao braço cisplatina + etoposídeo. Para todos os outros fatores, não houve diferença entre os grupos de tratamento.

O perfil dos eventos adversos dos pacientes que receberam paclitaxel em combinação com cisplatina no estudo em geral foi consistente com o perfil observado na análise de dados dos 812 pacientes tratados apenas com paclitaxel, em 10 estudos clínicos realizados.


Sarcoma13 de Kapósi Relacionado à AIDS

Dados de dois estudos abertos FASE II suportam o uso de paclitaxel como segunda linha de tratamento em pacientes com sarcoma13 de Kapósi Relacionado à AIDS.


Cinquenta e nove dos 85 pacientes envolvidos nestes estudos receberam previamente terapia sistêmica, incluindo Interferon Alfa (32%), DaunoXome® (citrato de daunorrubicina) (31%), DOXIL® (2%) e quimioterapia8 com doxorrubicina (42%), sendo que 64 % haviam recebido medicamentos da classe das antraciclinas.

Oitenta e cinco por cento dos pacientes pré-tratados progrediram ou não toleraram a terapia sistêmica prévia.


No estudo CA 139-174, os pacientes receberam paclitaxel 135 mg/m2 com infusão de 3 horas a cada 3 semanas (intensidade da dose pretendida 45 mg/m²/semana).

Os pacientes receberam 155 mg/m2 e 175 mg/m2 em ciclos subsequentes, caso nenhuma toxicidade25 dose limitante fosse observada.

Fatores de crescimento hematopoiético não foram utilizados inicialmente. No estudo CA 139-281 os pacientes receberam paclitaxel 100 mg/m2 com infusão de 3 horas a cada 2 semanas (intensidade da dose pretendida 50 mg/m²/semana).

Neste estudo os pacientes poderiam receber suporte hematopoiético antes de iniciar a terapia com paclitaxel, ou este suporte poderia ser iniciado como indicado; a dose de paclitaxel não foi aumentada. A intensidade da dose de paclitaxel utilizado nesta população foi menor do que a intensidade da dose recomendada para outros tumores sólidos.

Todos os pacientes apresentavam doenças disseminadas e de baixo risco. Aplicando os critérios da escala (ACTG) para os pacientes submetidos à terapia sistêmica prévia, 93 % eram de baixo risco em relação à extensão da doença (T1), 88 % com a contagem de CD4 <200 células10/mm3 (I1) e considerando respectivas doenças sistêmicas 97 % apresentavam baixo risco (S1).

Todos os pacientes no estudo CA 139-174 apresentavam um status do desempenho Karnofsky de 80 ou 90 no valor basal; no estudo CA 139-281, havia 26 (46%) pacientes com um status do desempenho Karnofsky de 70 ou pior no valor basal.



Embora a intensidade da dose planejada em dois estudos tenha sido ligeiramente diferente (45 mg/m2/semana no estudo CA 139-174 e 50 mg/m2/semana no estudo CA 139-281), a intensidade da dose administrada foi de 38-39 mg/m2/ semana em ambos estudos, com uma variação similar ( 20-24 a 51-61).


 

Eficácia de Paclitaxel

: A eficácia do paclitaxel foi avaliada através da resposta tumoral cutânea34, de acordo com os critérios da Emenda da ACTG e também através da busca de evidências de benefícios clínicos aos pacientes em 6 domínios de sintomas33 e/ou condições que estivessem comumente relacionadas ao sarcoma13 de Kapósi relacionado à AIDS.

Resposta Tumoral Cutânea34 de Paclitaxel

: O objetivo da taxa de resposta era de 59% (95% IC: 46% a 72%) (35 de 59 pacientes) em pacientes com terapia sistêmica prévia.

As respostas cutâneas35 foram primariamente definidas como rebaixamento de mais de 50% das lesões36 previamente elevadas.



O tempo mediano de resposta foi de 8,1 semanas e a duração mediana da resposta medida no primeiro dia de tratamento foi de 10,4 meses (95% IC: 7,0 a 11,0 meses) para os pacientes que previamente receberam terapia sistêmica. O tempo mediano de progressão foi de 6,2 meses (95% lC: 4,6 a 8,7 meses)

Benefícios Clínicos Adicionais: A maioria dos dados dos pacientes beneficiados foi avaliada retrospectivamente (planos para esta análise não foram incluídos nos protocolos dos estudos). No entanto, as descrições clínicas e fotográficas indicaram benefícios claros em alguns pacientes, incluindo melhora da função pulmonar em pacientes com comprometimento pulmonar, melhora na deambulação37, resolução de úlceras38 e diminuição de necessidade de analgésicos39 em pacientes com Sarcoma13 de Kapósi nos pés e melhora de lesões36 faciais e edema40 em pacientes com SK na face41, extremidades e genitália42.

Segurança: O perfil dos eventos adversos apresentados pelos pacientes com AIDS avançada ou de baixo risco de Sarcoma13 de Kapósi relacionado à AIDS foi, em geral, semelhante ao observado na análise de dados dos 812 pacientes com tumores sólidos.

Nos pacientes imunossuprimidos, entretanto, é recomendada uma menor intensidade de dose de paclitaxel e terapia de apoio, incluindo fatores de crescimento hematopoiético em pacientes com neutropenia43 grave. Pacientes com Sarcoma13 de Kapósi relacionado à AIDS podem apresentar toxicidade25 hematológica mais severa do que em pacientes com tumores sólidos.


3. Características Farmacológicas de Paclitaxel

Mecanismo de ação
O paclitaxel é um novo agente antimicrotúbulo que promove a agregação dos microtúbulos a partir dos dímeros de tubulina. Ele estabiliza os microtúbulos prevenindo a despolimerização, resultando na inibição da dinâmica normal de reorganização da rede de microtúbulos essencial para as funções celulares. O paclitaxel também induz a formação anormal ou feixe de microtúbulos durante o ciclo celular e múltiplos ásteres de microtúbulos durante a mitose.


Farmacocinética humana

A farmacocinética do paclitaxel foi avaliada em uma série de doses, até 300 mg/m2, e esquemas de infusão, variando de 3 a 24 horas e demonstrou ser não linear e saturável com um aumento desproporcionalmente grande dos valores de concentração máxima (Cmáx) e área sob a curva (AUC) com o aumento da dose, acompanhado por uma diminuição aparente, relacionada à dose, do clearance corpóreo total.

Após a administração intravenosa, o paclitaxel mostra um declínio bifásico das concentrações plasmáticas. O declínio rápido inicial representa a distribuição para os compartimentos periféricos e a eliminação da droga. A última fase deve-se, em parte, a um efluxo relativamente lento do paclitaxel do compartimento periférico. Em pacientes tratados com doses de 135 e 175 mg/m2 administrados por infusões de 3 e 24 horas, a meia-vida final média variou de 13,1 a 52,7 horas e o clearance corpóreo total variou de 12,2 a 23,8 L/h/m². O volume médio de distribuição no estado de equilíbrio variou de 198 a 688 L/m², indicando uma distribuição extravascular44 extensa e/ou ligação do paclitaxel aos tecidos.

A variabilidade na exposição sistêmica do paclitaxel, avaliada pela AUC (o-oo) para ciclos de tratamento sucessivos é mínima; não há evidências de acúmulo do paclitaxel quando administrado em múltiplos ciclos de tratamento.


Distribuição

Em média, 89% da droga encontra-se ligada às proteínas45 séricas; a presença de cimetidina, ranitidina, dexametasona ou difenidramina não altera a taxa de ligação proteica do paclitaxel.


Metabolismo46

Estudos in vitro com microssomos hepáticos humanos e pedaços de tecidos demonstraram que o paclitaxel é metabolizado fundamentalmente ao 6α-hidroxipaclitaxel pelo citocromo P450 isoenzima CYP2C8; e a dois metabólitos47 menores, o 3-p-hidroxipaclitaxel e o 6α,3’-p-diidroxipaclitaxel pelo CYP3A4. In vitro, o metabolismo46 do paclitaxel a 6α-hidroxipaclitaxel foi inibido por vários agentes (vide 6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS). O efeito da disfunção renal48 sobre a disposição do paclitaxel não foi estudado.


Excreção

Após administração intravenosa de doses de 15 a 275 mg/m2 de paclitaxel por 1, 6 ou 24 horas de infusão, os valores médios de recuperação urinária cumulativa da droga inalterada variaram de 1,3% a 12,6% da dose. Isto indica um clearance não renal48 extenso de paclitaxel. Em 5 pacientes que receberam doses radio49 marcadas de 225 ou 250 mg/m2 de paclitaxel por infusão de 3 horas, 14% da radioatividade foi recuperada na urina50 e 71% foi excretada nas fezes em 120 horas. A recuperação total da radioatividade variou de 56% a 101% da dose. O paclitaxel representou uma média de 5% da radioatividade recuperada nas fezes, enquanto que os metabólitos47, principalmente o 6α-hidroxipaclitaxel, responderam pelo restante.


Insuficiência Hepática51

A disposição e toxicidade25 da infusão de 3 horas de paclitaxel foi avaliada em 35 pacientes com variados graus de função hepática52. Pacientes com nível de bilirrubina53 sérica anormal menor ou igual a 2 vezes o limite superior da normalidade (LSN) que receberam 175 mg/m2 de paclitaxel apresentaram exposição plasmática ao paclitaxel aumentada em relação aos pacientes com nível de bilirrubina53 sérica normal, mas não com aumento aparente na frequência ou severidade da toxicidade25.

Em cinco pacientes com nível de bilirrubina53 sérica total maior que 2 vezes LSN, houve uma incidência54 maior estatisticamente não significativa de mielossupressão grave, mesmo com dose reduzida (110 mg/m2), mas não foi observado aumento na exposição plasmática. (vide 5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES – Insuficiência Hepática51).


4. Contraindicações de Paclitaxel

Paclitaxel é contraindicado em pacientes com histórico de reações graves de hipersensibilidade ao paclitaxel ou ao óleo de rícino.

Paclitaxel não deve ser administrado em pacientes com tumores sólidos que apresentem contagem de neutrófilos55 basal < 1.500 células10/mm³ ou pacientes com sarcoma13 de Kapósi relacionado à AIDS com contagem de neutrófilos55 basal ou subsequente < 1.000 células10/mm³ (vide 8. POSOLOGIA E MODO DE USAR).


5. Advertências e Precauções de Paclitaxel

Paclitaxel deve ser administrado sob a supervisão de um médico com experiência na utilização de agentes quimioterápicos.

Paclitaxel deve ser administrado como infusão após diluição. Os pacientes devem ser tratados com corticosteroides, anti-histamínicos e antagonistas H2 antes da administração de paclitaxel (vide 8. POSOLOGIA E MODO DE USAR).

Paclitaxel deverá ser administrado antes do composto de platina quando este for dado em combinação com um composto de platina.

Anafilaxia56 e Reações Graves de Hipersensibilidade

Caracterizadas por dispneia57 requerendo broncodilatadores58, hipotensão59 necessitando de tratamento, angioedema60 ou urticária61 generalizada, ocorreram em aproximadamente 2% dos pacientes tratados com paclitaxel. Estas reações são provavelmente mediadas por histamina62. Raras reações fatais ocorreram em alguns pacientes, apesar do pré-tratamento. Todos os pacientes devem ser pré tratados com corticosteroides, difenidramina e antagonistas H2 (vide 8. POSOLOGIA E MODO DE USAR). Em caso de reação de hipersensibilidade grave, a infusão de paclitaxel deve ser descontinuada imediatamente e o paciente não deve ser submetido a novas infusões de paclitaxel (vide 9. REAÇÕES ADVERSAS).

Toxicidade25 Hematológica

A depressão da medula óssea63 (principalmente neutropenia43) é dependente da dose e do esquema posológico e é a principal toxicidade25 dose-limitante dentro de um regime terapêutico. A monitorização frequente do hemograma deve ser instituída durante o tratamento com paclitaxel. Paclitaxel não deve ser administrado a pacientes com contagem basal de neutrófilos55 < 1.500 células10/mm³ (<1.000 células10/mm³ para pacientes32 com sarcoma13 de Kapósi). Em caso de neutropenia43 grave (< 500 células10/mm³) durante um ciclo de tratamento com o medicamento, recomenda-se uma redução de 20% da dose em ciclos subsequentes (vide 9. REAÇÕES ADVERSAS e 8. POSOLOGIA E MODO DE USAR).


Toxicidade25 Cardiovascular

Foram observados casos de hipotensão59, hipertensão64 e bradicardia65 durante a administração de paclitaxel. Os pacientes geralmente permanecem assintomáticos e não requerem tratamento. Em casos graves, pode ser necessária a interrupção ou a descontinuação das infusões de paclitaxel a critério médico. Recomenda-se a monitorização frequente dos sinais vitais66, particularmente durante a primeira hora de infusão. A monitorização eletrocardiográfica contínua não é necessária, exceto para os pacientes com distúrbios sérios de condução. Quando paclitaxel for utilizado em combinação com trastuzumabe ou doxorrubicina para tratamento de câncer4 de mama5 metastático, é recomendado monitoramento da função cardíaca. (vide 9. REAÇÕES ADVERSAS).


Sistema Nervoso67

A ocorrência de neuropatia periférica68 é frequente, mas normalmente não é grave.

Recomenda-se uma redução da dose de 20% nos ciclos subsequentes de paclitaxel nos casos de neuropatia69 grave (vide 8. POSOLOGIA E MODO DE USAR e 9. REAÇÕES ADVERSAS).


Paclitaxel contém álcool etílico. Devem ser considerados os possíveis efeitos do álcool no SNC70 e seus outros efeitos, em todos os pacientes. Crianças podem ser mais sensíveis aos efeitos do álcool que os adultos (vide 5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

Uso Pediátrico de Paclitaxel

).


Reação no local da injeção71

Até o momento, se desconhece um tratamento específico para as reações devidas ao extravasamento. Dada a possibilidade de extravasamento, é aconselhável monitorar rigorosamente o local da infusão quanto a uma possível infiltração durante a administração da droga.


Uso pediátrico

A segurança e a eficácia de paclitaxel em pacientes pediátricos não foram estabelecidas.

Relataram-se casos de toxicidade25 do sistema nervoso central72 (SNC70) (raramente associada à morte) em um estudo clínico em pacientes pediátricos nos quais se administrou paclitaxel por infusão intravenosa durante 3 horas com doses entre 350 mg/m² e 420 mg/m². A toxicidade25 é provavelmente devida à alta dose de etanol, veículo constituinte do paclitaxel, administrado em um curto período de infusão.

O uso concomitante de anti-histamínicos pode intensificar este efeito.

Embora um efeito direto do paclitaxel não possa ser descartado, as altas doses utilizadas neste estudo (duas vezes acima da dose recomendada para adultos) devem ser consideradas na avaliação da segurança de paclitaxel para uso nesta população.


Uso Geriátrico

Dos 2228 pacientes que receberam paclitaxel em oito estudos clínicos que avaliaram sua segurança e eficácia no tratamento de câncer4 de ovário3 avançado, carcinoma2 de mama5 ou câncer4 de não pequenas células10 do pulmão11, e 1570 pacientes que foram randomizados para receber paclitaxel em um estudo de câncer4 adjuvante de mama5, 649 pacientes (17%) tinham 65 anos ou mais, incluindo 49 pacientes (1%) com 75 anos ou mais. Na maioria dos estudos, a mielossupressão grave foi mais frequente em pacientes idosos; em alguns estudos, neuropatia69 grave foi mais comum. Em dois estudos clínicos em câncer4 de não-pequenas células10 de pulmão11, os pacientes idosos tratados com paclitaxel apresentaram uma maior incidência54 de eventos cardiovasculares. A avaliação de eficácia pareceu similar em pacientes idosos e jovens; entretanto, a eficácia comparativa não pôde ser determinada com confiança devido ao pequeno número de pacientes idosos estudados. Em um estudo de tratamento de primeira linha de câncer4 de ovário3, pacientes idosos apresentaram menor sobrevida20 mediana que pacientes jovens, mas nenhum outro parâmetro de eficácia favoreceu o grupo jovem.


Insuficiência Hepática51

Pacientes com insuficiência hepática51 podem apresentar risco de toxicidade25 aumentado, particularmente mielossupressão graus III-IV. O ajuste de dose é recomendado.

Os pacientes devem ser bem monitorados quanto ao desenvolvimento de mielossupressão profunda.


Carcinogênese, Mutagênese, Comprometimento da Fertilidade

O potencial carcinogênico do produto não foi estudado. Demonstrou-se que paclitaxel é clastogênico in vitro (aberrações cromossômicas em linfócitos humanos) e in vivo (teste de micronúcleo em camundongos). Paclitaxel não foi mutagênico no teste de AMES ou no teste de mutação genética73 CHO/HGPRT. Ocorreu redução da fertilidade e do número de implantações e fetos vivos em ratos que receberam paclitaxel. O produto mostrou-se embriotóxico e fetotóxico em coelhos que receberam a droga durante a organogênese.


Gravidez74

Paclitaxel poderá causar danos fetais quando administrado a mulheres grávidas.

O fármaco75 mostrou ser embriotóxico e fetotóxico em coelhos, além de diminuir a fertilidade em ratos. Não existem estudos em mulheres grávidas. Mulheres em idade reprodutiva devem evitar a gravidez74 durante a terapia com paclitaxel. Se paclitaxel for utilizado durante a gestação ou se a paciente ficar grávida enquanto em tratamento com a droga, a paciente deverá ser informada sobre o potencial de dano ao feto76.


Categoria de risco na gravidez74: D

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez74.


Lactação77

Não se sabe se o paclitaxel é excretado no leite humano. Recomenda-se descontinuar a amamentação78 enquanto durar a terapia com paclitaxel.


- 6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

cisplatina

Em estudos clínicos combinados, a mielossupressão foi mais acentuada e o clearance do paclitaxel foi reduzido em cerca de 33% quando se administrou paclitaxel após a cisplatina, comparativamente a paclitaxel administrado antes da cisplatina.


Substratos, Indutores, Inibidores do Citocromo P450 2C8 e 3A4

O metabolismo46 de paclitaxel é catalisado pelo citocromo P450, isoenzimas CYP2C8 e CYP3A4. Deve-se ter cuidado quando da administração de paclitaxel concomitantemente com conhecidos substratos, indutores (ex. rifampicina, carbamazepina, fenitoína, enfavirenz, nevirapina) ou inibidores (ex. eritromicina, fluxetina, genfibrozil) do citocromo P450, isoenzimas CYP2C8 e CYP3A4.


Doxorrubicina

Efeitos relacionados a administração sequencial, caracterizados por episódios mais acentuados de neutropenia43 e estomatite79 foram observados com o uso combinado de paclitaxel e doxorrubicina quando se administrou paclitaxel antes da doxorrubicina e por períodos de infusão mais longos do que os recomendados. Os níveis plasmáticos de doxorrubicina (e de seu metabólito80 ativo doxorrubicinol) podem aumentar quando paclitaxel e doxorrubicina são utilizados em combinação. Entretanto, dados de um estudo utilizando doxorrubicina in bolus81 e infusão de paclitaxel por 3 horas não mostraram efeitos sequenciais nos padrões de toxicidade25.


- 7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO

Os frascos-ampola devem ser conservados em temperatura entre 2ºC – 8ºC (refrigerador). Proteger da luz.

O prazo de validade deste medicamento é de 24 meses.

Congelamento nem refrigeração afetam negativamente o produto. Mediante refrigeração, os componentes presentes na formulação de paclitaxel podem precipitar, mas estes se redissolvem quando o produto atinge a temperatura ambiente, com pouca ou sem agitação. A qualidade do produto não é afetada nessas circunstâncias.

Se a solução permanecer turva ou se um precipitado insolúvel se formar, o frasco ampola deverá ser descartado.


Cuidados de armazenamento após diluição

A solução injetável de paclitaxel pode ser diluída com os seguintes diluentes:

  - Solução glicosada 5% em solução ringer

  - Soro82 fisiológico83 a 0,9%

  - Solução Injetável de glicose84 a 5 %

  - Solução glicose84 5 % + soro82 fisiológico83 0,9 %


Após diluição da solução de paclitaxel com os diluentes propostos, e se preparadas como recomendado, são estáveis por até 27 horas em temperatura ambiente (entre 15ºC – 30ºC).


As soluções diluídas não devem ser refrigeradas.


Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.


Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas

Paclitaxel concentrado para injeção71 é uma solução viscosa, límpida, incolor a levemente amarelada, e ausente de partículas visíveis a olho85 nu.


Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.


Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

8. POSOLOGIA E MODO DE USAR

Todos os pacientes devem ser pré-medicados antes da administração de paclitaxel para reduzir o risco da ocorrência de reações graves de hipersensibilidade.

Esta pré-medicação corresponde a 20 mg por via oral de dexametasona (ou equivalente), utilizados aproximadamente 12 e 6 horas antes da administração do paclitaxel; 50 mg de difenidramina (ou seu equivalente) por via intravenosa 30 a 60 minutos antes de paclitaxel e cimetidina (300 mg) ou ranitidina (50 mg) por via intravenosa 30 a 60 minutos antes de paclitaxel.

Paclitaxel não deve ser administrado a pacientes com tumores sólidos até que a contagem de neutrófilos55 seja de, pelo menos, 1500 células10/mm³ e a de plaquetas86, 100.000 células10/mm³ (<1000 células10/mm3 para pacientes32 com Sarcoma13 de Kapósi).

Pacientes que tiveram neutropenia43 grave (menor que 500 células10/mm³) ou neuropatia periférica68 grave devem ser submetidos a doses reduzidas em 20% nos ciclos subsequentes. A incidência54 de neurotoxicidade e a gravidade da neutropenia43 aumentam com a dose dentro de um regime.


Nota: Não se recomenda o contato do concentrado não-diluído com materiais ou dispositivos de PVC (cloreto de polivinila) usados no preparo das soluções para infusão. Para minimizar a exposição do paciente ao plastificante DEHP (di- (2-etilexil) ftalato), que pode se desprender das paredes das bolsas de infusão ou dos materiais de PVC utilizados, as soluções diluídas de paclitaxel devem ser, de preferência, mantidas em frascos (de vidro ou polipropileno) ou em bolsas plásticas (de polipropileno ou poliolefina) e administradas através de materiais de polietileno (vide 8. POSOLOGIA E MODO DE USAR - Preparação para Administração Intravenosa).


- POSOLOGIA

 

Carcinoma2 de Ovário3 de Paclitaxel

Terapia combinada87: Para pacientes32 que não receberam tratamento anterior, o regime posológico recomendado a cada 3 semanas é a administração intravenosa de 175 mg/m² de paclitaxel por 3 horas, seguida pela administração de um composto de platina.

Alternativamente, um regime mais mielodepressivo de paclitaxel pode também ser a administração intravenosa de uma dose de 135 mg/m² por 24 horas, seguida por um composto de platina, a cada 3 semanas.

Monoterapia: Em pacientes anteriormente tratadas com quimioterapia8, o esquema recomendado corresponde a 175 mg/m² de paclitaxel administrados intravenosamente por 3 horas, a cada 3 semanas.


  - Câncer4 de Mama5

Terapia adjuvante: 175 mg/m² de paclitaxel administrados intravenosamente por 3 horas, a cada 3 semanas por 4 ciclos em sequência à terapia-padrão combinada.

Monoterapia, terapia de primeira linha após recidiva7 dentro de um período de 6 meses da terapia adjuvante: 175 mg/m² de paclitaxel administrados intravenosamente por 3 horas, a cada 3 semanas.

Terapia de primeira linha em câncer4 avançado ou metastático de mama5: em combinação com trastuzumabe, a dose recomendada de paclitaxel é 175 mg/m² administrados intravenosamente por 3 horas, com um intervalo de três semanas entre os ciclos. A infusão de paclitaxel deve ser iniciada no dia seguinte da primeira dose de trastuzumabe ou imediatamente após as doses subsequentes de trastuzumabe, caso a dose precedente de trastuzumabe tenha sido bem tolerada.

Monoterapia, terapia de segunda linha após falha da quimioterapia8 combinada para doença metastática9: 175 mg/m² de paclitaxel administrados intravenosamente por 3 horas, a cada 3 semanas.


 

Câncer4 de Não-Pequenas Células10 de Pulmão11 de Paclitaxel


Terapia combinada87: Para pacientes32 não tratados anteriormente, a dose de paclitaxel recomendada é de 175 mg/m² administrados intravenosamente por 3 horas, seguida por um composto de platina, com 3 semanas de intervalo entre os ciclos.


Alternativamente, um regime mais mielodepressivo de paclitaxel pode ser a administração intravenosa de 135 mg/m² por 24 horas, seguida por um composto de platina, com intervalo de 3 semanas entre os ciclos.

Monoterapia: paclitaxel 175 – 225 mg/m² administrado intravenosamente por 3 horas, a cada 3 semanas.


 

Sarcoma13 de Kapósi Relacionado à Aids de Paclitaxel

Terapia de segunda linha: A dose de paclitaxel recomendada é de 135 mg/m² administrados intravenosamente por 3 horas, com intervalos de 3 semanas entre os ciclos, ou 100 mg/m² administrados intravenosamente por 3 horas, com intervalos de 2 semanas entre os ciclos (intensidade da dose 45 – 50 mg/m²/semana).

Com base na imunodepressão observada em pacientes com infecção88 avançada pelo HIV17, as seguintes modificações são recomendadas nestes pacientes:

1. A dose de dexametasona, uma das três drogas da pré-medicação, deve ser reduzida para 10 mg por via oral.

2. O tratamento com paclitaxel só poderá ser iniciado ou repetido se a contagem de neutrófilos55 for de, no mínimo, 1.000 células10/mm³

3. A dose de paclitaxel nos ciclos subsequentes deve ser reduzida em 20% para os pacientes com neutropenia43 grave (< 500 células10/mm³ durante 1 semana ou

mais)

4. Concomitantemente, o fator de crescimento hematopoiético (G-CSF) deve ser iniciado conforme indicado clinicamente.

Paclitaxel também pode ser administrado em uma dose de 80 mg/m² semanalmente para tratamento de câncer4 de ovário3, câncer4 de mama5 e sarcoma13 de kapósi, como terapia de segunda linha, levando-se sempre em conta que todos os pacientes devem ser pré-medicados antes da administração de paclitaxel. Esta posologia parece estar associada a uma menor mielotoxicidade com eficácia terapêutica89 similar à administração a cada 21 dias.


Insuficiência Hepática51

Pacientes com insuficiência hepática51 podem apresentar risco de toxicidade25 aumentado, particularmente mielossupressão graus III-IV. O ajuste de dose é recomendado.

Os pacientes devem ser bem monitorados quanto ao desenvolvimento de mielossupressão profunda.


a - Diferenças no critério para níveis de bilirrubina53 entre infusão de 3 e 24 horas se devem a diferenças no desenho do estudo clinico.

b - Recomendações de dosagem são para o primeiro curso da terapia; reduções de doses adicionais nos cursos subsequentes devem ser baseadas na tolerância individual.

LSN = limite superior da normalidade.


Precauções Quanto a Preparação e a Administração

O paclitaxel e uma droga citotóxica antineoplásica e, portanto, deve ser manuseado com cuidado. O uso de luvas e recomendado. Se a solução de paclitaxel entrar em contato com a pele90, lavar a região com água e sabão, imediata e completamente.

Se houver contato com membranas mucosas91, deve-se enxaguá-las com água.

Após exposição tópica, foram observados formigamento, queimação e rubor.

Em casos de inalação, foram relatadas dispneia57, dor torácica, irritação nos olhos92, rouquidão e náuseas93. Dada a possibilidade de extravasamento, e aconselhável monitorar cautelosamente o local da infusão quanto a possível infiltração durante a administração da droga (vide 5. ADVERTENCIAS E PRECAUCOES . Reação no Local da Injeção71).


Paclitaxel deve ser administrado através de um filtro com membrana microporosa de não mais que 0,22 micron. O uso de filtros que incorporem tubos curtos revestidos de PVC por dentro e por fora não resulta em liberação significativa de DEHP.


Condições de manuseio e dispensação

Procedimentos para manuseio, dispensação e descarte adequado de drogas antineoplásicas devem ser considerados. 1-4

Para minimizar o risco de exposição dérmica, sempre use luvas impermeáveis quando manuseando frascos contendo paclitaxel. Isto inclui todas as atividades de manuseio em clinicas, farmácias, depósitos e serviço domiciliar, incluindo a abertura da embalagem e inspeção94, transporte dentro de uma instalação e preparação e administração da dose.


Risco de uso por via não recomendada

Não ha estudos dos efeitos de paclitaxel concentrado para injeção71 administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para eficácia desta apresentação, a administração deve ser somente pela via intravenosa.


Preparação para Administração Intravenosa

Paclitaxel deve ser diluído antes da infusão ate o volume final de 25 a 100 mL (frasco-ampola de 5 mL), 83,3 a 333 mL (frasco-ampola de 16,7 mL), 150 a 500 mL (frasco-ampola de 25 mL) e 250 a 1000 mL (frasco-ampola de 50 mL), atingindo uma concentração final de 0,3 a 1,2 mg/mL. Paclitaxel deve ser diluído em uma das seguintes soluções: soro82 fisiológico83 a 0,9%, solução injetável de glicose84 a 5%, solução glicose84 a 5% + soro82 fisiológico83 0,9%, ou em solução glicosada a 5% em solução de Ringer.

Na preparação, as soluções podem mostrar turbidez, atribuída ao veiculo da formulação.

Não foram observadas perdas significativas de potencia após liberação da solução através de dispositivos de administração intravenosa acoplados a um filtro (0,22 micron).

As soluções de paclitaxel devem ser preparadas e mantidas em frascos de vidro, polipropileno ou poliolefina. Devem ser utilizados dispositivos de administração que não contenham PVC, como os feitos de polietileno (vide NOTA).

As soluções diluídas são física e quimicamente estáveis por ate 27 horas em temperatura ambiente (entre 15oC . 30oC), devendo as infusões ser concluídas neste período de tempo. Foram raros os relatos de precipitação com períodos de infusão mais longos do que as 3 horas recomendadas. Agitação excessiva, vibração ou sacudidas podem induzir a precipitação e devem ser evitadas. O equipamento de infusão deve ser completamente lavado com o diluente compatível antes do uso.

Dispositivos com pontas afiadas não devem ser utilizados com os frascos de paclitaxel, pois podem causar o rompimento da tampa, resultando na perda da esterilidade95 da solução de paclitaxel.


9. Reações Adversas de Paclitaxel

A frequência e a gravidade dos eventos adversos são geralmente similares entre os pacientes que receberam paclitaxel para o tratamento de câncer4 de ovário3, mama5, não-pequenas células10 de pulmão11 ou sarcoma13 de Kapósi. Entretanto, pacientes com sarcoma13 de Kapósi relacionado a AIDS podem sofrer com maior frequência e gravidade toxicidade25 hematológica, infecções96 e neutropenia43 febril. Estes pacientes necessitam de uma redução na intensidade da dose e de cuidados de suporte.


Analise Agrupada dos Eventos Adversos Ocorridos em Estudos com o Agente Unico


Toxicidade25 Hematológica

Mielodepressão foi a principal toxicidade25 dose-limitante de paclitaxel. Neutropenia43, a mais importante toxicidade25 hematológica, foi dependente da dose e do esquema posológico e, em geral, rapidamente reversível. Entre as pacientes tratadas em um estudo FASE III no câncer4 de ovário3 como terapia de segunda linha, com infusão de três horas, a contagem de neutrófilos55 reduziu-se abaixo de 500 células10/mm3 em 14% dos pacientes tratados com uma dose de 135 mg/ m2, comparado a 27% com uma dose de 175 mg/m2 (p= 0,05). No mesmo estudo,

Neutropenia43 grave (< 500 células10/ mm3) foi mais frequente com infusão de 24 horas do que com infusão de 3 horas; a duração da infusão teve um maior impacto na mielodepressão do que a dose. A neutropenia43 não pareceu aumentar com a exposição cumulativa e não pareceu ser mais frequente ou mais grave em pacientes que haviam se submetido a radioterapia12 anterior.

Ocorreu febre97 com frequência (12% de todos os ciclos de tratamento). Episódios infecciosos ocorreram frequentemente e foram fatais em 1% de todos os pacientes e incluíram sepse98, pneumonia99 e peritonite100. Infecções96 no trato urinário101 e no trato respiratório superior foram as complicações infecciosas relatadas com maior frequência. Na população de pacientes imunodeprimidos com infecção88 avançada por HIV17 e sarcoma13 de Kapósi relacionado a AIDS de pior risco, 61% dos pacientes relataram pelo menos uma infecção88 oportunista. O uso de terapia

adjuvante, incluindo o G-CSF, e recomendado para pacientes32 que sofrem de neutropenia43 grave. 20% dos pacientes apresentaram queda na contagem de plaquetas86 abaixo de 100.000 células10/mm3 pelo menos uma vez durante o tratamento; 7% tiveram uma contagem de plaquetas86 < 50.000 células10/mm3 no seu pior nadir. Episódios de hemorragia102 foram relatados em 4% de todos os ciclos e por 14% de todos os pacientes, mas a maioria dos episódios hemorrágicos103 eram localizados e a frequência desses eventos não foi relacionada a dose ou ao esquema posológico de paclitaxel.

Observou-se anemia104 (Hb <11 g/dL) em 78% dos pacientes, considerada grave (Hb <8 g/dL) em 16% dos casos. Não se observou nenhuma relação consistente entre a dose ou o esquema posológico e a frequência de anemia104.

Reações de Hipersensibilidade

Todos os pacientes receberam pré-medicação antes da administração de paclitaxel (vide ADVERTENCIAS). A dose ou o esquema posológico de paclitaxel não interfere na frequência e gravidade das reações de hipersensibilidade. No estudo FASE III para o tratamento de segunda linha do câncer4 de ovário3, a infusão em 3 horas não apresentou maior incidência54 de reações de hipersensibilidade, quando comparada a infusão de 24 horas. Reações de hipersensibilidade foram observadas em 20% dos ciclos e em 41% dos pacientes. Essas reações foram graves em menos de 2% dos pacientes e 1% dos ciclos. Os sintomas33 mais frequentes observados durante essas reações graves foram dispneia57, rubor, dor no peito105 e taquicardia106. Dor abdominal, dor nas extremidades, diaforese107 e hipertensão64 também são notadas.

Reações de hipersensibilidade menores, principalmente rubor e reações cutâneas35, não necessitaram de tratamento e não requereram a interrupção da terapia.

Raros relatos de calafrios108 e dores nas costas109 em associação com reações de hipersensibilidade foram recebidos como parte da continua analise de segurança de paclitaxel.



Cardiovasculares

Ocorreu hipotensão59, durante as 3 primeiras horas de infusão, em 12% dos pacientes e em 3 % de todos os ciclos administrados. Ocorreu bradicardia65, durante as três primeiras horas de infusão, em 3% dos pacientes e 1% de todos os ciclos.

Anormalidades de condução cardíaca grave foram reportadas em <1% dos pacientes durante o tratamento com paclitaxel. Estes eventos incluíram sincope110, anormalidades do ritmo cardíaco, hipotensão59 e trombose111 venosa.

Se os pacientes desenvolverem anormalidades significativas de condução durante a administração de paclitaxel, terapia apropriada deve ser instituída e monitoramento eletrocardiográfico continuo deve ser realizado durante a terapia subsequente com paclitaxel.

Raros relatos de fibrilação atrial e taquicardia106 supraventricular foram recebidos como parte da continua vigilância da segurança de paclitaxel.


Respiratórias

Relatos raros de pneumonia99 intersticial112, fibrose113 pulmonar e embolismo114 pulmonar foram recebidos como parte da continua analise da segurança de paclitaxel.


Neurológicas

A frequência e severidade de manifestações neurológicas foram influenciadas por terapias previa e concomitante com agentes neurológicos. Em geral, a frequência e a gravidade das manifestações neurológicas foram dose dependentes em pacientes recebendo paclitaxel como agente único. A frequência da neuropatia periférica68 aumenta com a dose cumulativa. Parestesia115 ocorre comumente na forma de hiperestesia. A neuropatia periférica68 foi a causa da descontinuação de paclitaxel em 1% de todos os pacientes. Sintomas33 sensoriais normalmente melhoraram ou desapareceram em alguns meses após a interrupção do medicamento. Neuropatias pré-existentes resultando de terapias anteriores não são uma contraindicação para

a terapia com paclitaxel.

Outros eventos neurológicos graves relatados após a administração de paclitaxel (alem da neuropatia periférica68) foram raros (<1%) e incluíram epilepsia116 do tipo grande mal, ataxia117 e encefalopatia118.

Raros relatos de neuropatia autonômica119 resultando em íleo120 paralitico e neuropatia69 motora com fraqueza distal121 de pequena intensidade foram efetuados como parte da vigilância do perfil de segurança de paclitaxel. Foram relatados também distúrbios do nervo óptico e/ou visuais (escotomas122 cintilantes), em particular nos pacientes que receberam doses mais altas que as recomendadas. Estes efeitos foram, em geral, reversíveis. Contudo, raros relatos encontrados na literatura sobre a anormalidade visual potencial tem sugerido lesão123 do nervo óptico persistente.

Ocorreram relatos pós-comercialização de ototoxicidade124 (perda de audição e tinitus).


Artralgia125/ Mialgia126

Não há relação consistente entre dose ou esquema de tratamento com paclitaxel e a frequência ou gravidade de artralgia125/mialgia126. Sessenta por cento dos pacientes tratados em estudos com paclitaxel como agente único apresentaram artralgia125/mialgia126; 8% apresentaram sintomas33 graves. Os sintomas33 foram transitórios e ocorreram dois ou três dias após administração de paclitaxel e cessaram dentro de poucos dias. A frequência e gravidade de sintomas33 músculo esqueléticos permaneceram inalterados durante o período de tratamento.

Hepáticas127

Raros relatos de necrose128 hepática52 e encefalopatia118 hepática52 levando a óbito129 foram recebidos como parte da continua analise de segurança de paclitaxel.


Gastrintestinais

Náuseas93/vômitos130, diarreia131 e mucosite132 de leves a moderadas foram relatados muito comumente por todos os pacientes. Mucosite132 e dependente do esquema posológico e ocorre com maior frequência com infusões de 24 horas do que com infusões de 3 horas.

Raros relatos de obstrução gastrintestinal, perfuração intestinal, pancreatite133, colite134 isquêmica e desidratação135 foram recebidos como parte da continua vigilância de segurança de paclitaxel.

Relatos raros de enterocolite neutropênica (tiflite), apesar da co-administração do G-CSF, foram observados em pacientes tratados com paclitaxel isolado e em combinação com outros agentes quimioterápicos.


Reações no Local da Injeção71

Durante a administração intravenosa, as reações no local da injeção71 foram normalmente leves e consistiram de edema40, dor, eritema136, flacidez, e endurecimento; ocasionalmente extravasamento pode resultar em celulite137. Descamação138 da pele90 e/ou peeling foram relatados, algumas vezes relacionados a extravasamento.

Descoloração da pele90 também pode ocorrer. Estas reações foram observadas com maior frequência com infusões de 24 horas do que com infusões de 3 horas. A recorrência31 de reações cutâneas35 no local de um extravasamento anterior após a administração de paclitaxel em um outro acesso venoso foi raramente relatada.

Relatos de eventos mais graves, como flebite139, celulite137, endurecimento, esfoliação da pele90, necrose128 e fibrose113 foram raros e recebidos como parte da continua observação de segurança de paclitaxel.

Em alguns casos a ocorrência de reação no local da injeção71 deu-se durante uma infusão prolongada ou surgiu dentro de 1 semana a 10 dias após a infusão.


Outros Eventos Clínicos

A alopecia140 foi observada em quase todos os pacientes (87%).

Foram observadas alterações transitórias na pele90 resultante da reação de hipersensibilidade relacionadas ao paclitaxel, porem nenhuma outra toxicidade25 cutânea34 foi significativamente associada a administração de paclitaxel. Alterações nas unhas141 (mudanças de pigmentação ou descoloração do leito ungueal142) foram incomuns (2%). Edema40 foi relatado em 21% dos pacientes (17% deles sem edema40 basal); somente 1% apresentou edema40 grave e nenhum paciente necessitou de descontinuação do tratamento. O edema40 era usualmente focal e relacionado a doença.

Observou-se edema40 em 5% dos ciclos nos pacientes normais por ocasião do inicio do tratamento e não se registrou aumento com o tempo no estudo.

Foram recebidos raros relatos de anormalidades cutâneas35 relacionados a radiação assim como relatos de erupção143 maculopapulosa, prurido144, síndrome de Stevens-Johnson145, e necrose128 epidérmica tóxica, recebidos como parte da continua analise de segurança de paclitaxel.

Relatos de astenia146 e mal-estar também foram recebidos como parte da continua análise de segurança de paclitaxel.


Terapia combinada87

  - paclitaxel + trastuzumabe

Quando paclitaxel foi administrado com uma infusão de 3 horas em combinação com trastuzumabe para tratamento de primeira linha de pacientes com câncer4 de mama5 metastático, os seguintes eventos (sem levar em consideração a relação com paclitaxel ou trastuzumabe) foram relatados mais frequentemente do que em relação ao paclitaxel administrado como agente único: insuficiência cardíaca147, infecção88, calafrios108, febre97, tosse, rash148, artralgia125, taquicardia106, diarreia131, hipertonia149, epostase, acne150, herpes simples, ferimento acidental, insônia, rinite151, sinusite152, e reação no local da injeção71.

Algumas destas diferenças na frequência podem ser devido ao numero e duração aumentados de tratamentos com a combinação paclitaxel / trastuzumabe vs. paclitaxel como agente único. Eventos graves foram relatados a taxas similares para paclitaxel / trastuzumabe e paclitaxel como agente único.

A administração de trastuzumabe em combinação com paclitaxel em pacientes previamente tratados com antraciclinas resultou em frequência e gravidade aumentadas de disfunção cardíaca em comparação com pacientes tratados com paclitaxel como agente único e raramente foi associada com morte. Em tudo com exceção destes casos raros, pacientes responderam ao tratamento medico apropriado.


  - paclitaxel + cisplatina

Quando administrado por uma infusão de 3 horas para quimioterapia8 de primeira linha para o câncer4 de ovário3, neurotoxicidade, artralgia125/mialgia126, e hipersensibilidade foram relatados como mais frequentes e graves por pacientes tratados com paclitaxel seguido de cisplatina do que por pacientes tratados com ciclofosfamida seguida de cisplatina. Mielodepressão pareceu ser menos frequente e grave com paclitaxel sendo administrado por infusão de 3 horas seguido de cisplatina quando comparado com a terapia com ciclofosfamida seguida de cisplatina.

Comparação de neurotoxicidade em estudos cruzados (CA139-209 e CA139-022) indicaram que, quando paclitaxel e administrado em combinação com cisplatina 75 mg/m2, a incidência54 de neurotoxicidade grave e mais comum quando a dose de paclitaxel for 175 mg/m2 em infusão de 3 horas do que com a dose de 135 mg/ m2 realizada em infusão de 24 horas (3%).


  - paclitaxel + doxorrubicina

Insuficiência cardíaca congestiva153 foi relatada na terapia combinada87 de paclitaxel e doxorrubicina em pacientes com câncer4 de mama5 metastático sem tratamento prévio e sem quimioterapia8 anterior.

Casos de infarto do miocárdio154 foram raramente relatados. Disfunção cardíaca e redução da fração de ejeção ventricular esquerda ou falha ventricular são relatadas tipicamente em pacientes que receberam outras quimioterapias, principalmente com antraciclinas.


  - paclitaxel + radioterapia12

Raros relatos de pneumonite155 por radiação foram efetuados por pacientes que haviam recebido radioterapia12 concomitante.


Eventos adversos por frequência

A frequência dos eventos adversos listada abaixo e definida usando o seguinte:

muito comum (.10%); comum (. 1%, < 10%); incomum (. 0,1%, < 1%); raro (. 0,01%, < 0,1%); muito raro (< 0,01%).


Infecções96 e infestações:

  - Muito comum: infecção88

  - Incomum: choque156 séptico

  - Raro: pneumonia99, sepse98


Desordens do sangue157 e do sistema linfático158:

  - Muito comum: mielossupressão, neutropenia43, anemia104, trombocitopenia159, leucopenia160, febre97, sangramento

  - Raro: neutropenia43 febril

  - Muito raro: leucemia161 mieloide aguda, síndrome162 mielodisplásica


Desordens do sistema imunológico163:

  - Muito comum: reações menores de hipersensibilidade (principalmente vermelhidão e erupção143 cutânea34)

 

Incomum de Paclitaxel

: reações significantes de hipersensibilidade requerendo tratamento (ex: hipotensão59, edema angioneurótico164, desconforto respiratório, urticária61 generalizada,

edema40, dor nas costas109, calafrios108)

  - Raro: reações anafiláticas165 (seguida de morte)

  - Muito raro: choque anafilático166

Desordens no metabolismo46 e nutrição167:

  - Muito raro: anorexia168


Desordens psiquiátricas:

  - Muito raro: estado de confusão


Desordens do sistema nervoso67:

  - Muito comum: neurotoxicidade (principalmente: neuropatia periférica68)

 

Raro de Paclitaxel

: neuropatia69 motora (com resultante fraqueza menor distal121)

 

Muito Raro de Paclitaxel

: neuropatia autonômica119 (resultando em ileo paralitico169 e hipotensão59 ortostática), epilepsia116 do tipo grande mal, convulsões, encefalopatia118, tontura170,

cefaleia171, ataxia117

Desordens nos olhos92:

  - Muito raro: distúrbios reversíveis do nervo óptico e/ou visuais (escotomas122 cintilantes), particulamente em pacientes que tenham recebido doses maiores que as recomendadas, fotopsia, borramento visual.


Desordens no ouvido e labirinto172:

 

Muito Raro de Paclitaxel

: perda da audição, tinitus vertigem173, ototoxicidade124


Desordens cardíacas:

 

Muito Comum de Paclitaxel

: ECG anormal

  - Comum: bradicardia65

  - Incomum: cardiomiopatia, taquicardia106 ventricular assintomática, taquicardia106 com bigeminismo, bloqueio AV e sincope110, infarto do miocárdio154

 

Muito Raro de Paclitaxel

: fibrilação atrial, taquicardia106 supraventricular

Desordens vasculares174:

 

Muito Comum de Paclitaxel

: hipotensão59

  - Incomum: hipertensão64, trombose111, tromboflebite175

 

Muito Raro de Paclitaxel

: choque156

Desordens respiratórias, torácicas e do mediastino176:

 

Raro de Paclitaxel

: dispneia57, derrame177 pleural, insuficiência respiratória178, pneumonia99 intersticial112, fibrose113 pulmonar, embolia179 pulmonar

 

Muito Raro de Paclitaxel

: tosse

Desordens gastrointestinais:

 

Muito Comum de Paclitaxel

: náusea180, vômito181, diarreia131, mucosite132

 

Raro de Paclitaxel

: obstrução intestinal, perfuração intestinal, colite134 isquêmica, pancreatite133

 

Muito Raro de Paclitaxel

: trombose111 mesentérica182, colite134 pseudomembranosa, esofagite183, constipação184, ascite185.

Desordens hepato-biliares:

 

Muito Raro de Paclitaxel

: necrose128 hepática52 (seguida de morte), encefalopatia118 hepática52 (seguida de morte)


Desordens do tecido subcutâneo186 e da pele90:

  - Muito comum: alopecia140

  - Comum: alterações transientes e moderadas na pele90 e unhas141

  - Raro: prurido144, erupção143 cutânea34, eritema136, flebite139, celulite137, esfoliação da pele90, necrose128 e fibrose113, radiation recall

  - Muito raro: Síndrome de Stevens-Johnson145, necrólise epidérmica, eritema multiforme187, dermatite188 esfoliativa, urticária61, oncolifse (pacientes em tratamento devem usar protetor solar nas mãos189 e nos pés)


Desordens músculo-esqueléticas, nos ossos e tecidos de conexão:

  - Muito comum: artralgia125, mialgia126


Desordens gerais e condições do local da administração:

 

Comum de Paclitaxel

: reações no local da injeção71 (incluindo edema40 localizado, dor, eritema136, endurecimento, o extravasamento pode resultar em celulite137)

  - Raro: astenia146, mal estar, pirexia190, desidratação135, edema40

Investigações:

  - Comum: elevação grave no AST (SGOT), elevação grave na fosfatase alcalina191

 

Incomum de Paclitaxel

: elevação grave na bilirrubina53

  - Raro: aumento da creatinina192 no sangue157


Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações da Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/ index.htm, ou para Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

10. Superdose de Paclitaxel

Não existe antídoto193 conhecido que possa ser utilizado em caso de superdose. As complicações principais de uma superdose consistem em depressão da medula óssea63, neurotoxicidade periférica e mucosite132. A superdosagem em pacientes pediátricos pode estar associada com a toxicidade25 aguda ao etanol (vide 5. ADVERTENCIAS E PRECAUCOES - Uso Pediátrico).

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações sobre como proceder.

Referencias Bibliográficas de Paclitaxel

1. NIOSH Alert: Preventing occupational exposures to antineoplastic and other hazardous drugs in healthcare settings. 2004. U.S. Department of Health and Human Services, Public Health Service, Centers for Disease Control and Prevention, National Institute for Occupational Safety and Health, DHHS (NIOSH) Publication No. 2004-165.

2. OSHA Technical Manual, TED 1-0.15A, Section VI: Chapter 2. Controlling Occupational Exposure to Hazardous Drugs. OSHA, 1999. Available at: http:// www.osha.gov/dts/osta/otm/otm_vi/otm_vi_2.html.

3. American Society of Health-System Pharmacists. ASHP guidelines on handling hazardous drugs. Am J Health-Syst Pharm. 2006;63:1172-1193.

4. Polovich M, White JM, Kelleher LO, eds. 2005. Chemotherapy and biotherapy guidelines and recommendations for practice. 2nd ed. Pittsburgh, PA: Oncology Nursing Society.


M.S.: 1.0043.0899


Farm. Resp.: Dra. Sonia Albano Badaro . CRF-SP 19.258


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Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela ANVISA em 12/01/2011.


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Complementos

1 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
2 Carcinoma: Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
3 Ovário: Órgão reprodutor (GÔNADAS) feminino. Nos vertebrados, o ovário contém duas partes funcionais Sinônimos: Ovários
4 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
5 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
6 Linfonodo: Gânglio ou nodo linfático.
7 Recidiva: 1. Em medicina, é o reaparecimento de uma doença ou de um sintoma, após período de cura mais ou menos longo; recorrência. 2. Em direito penal, significa recaída na mesma falta, no mesmo crime; reincidência.
8 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
9 Doença metastática: Câncer que se espalhou do seu local de origem a outras partes do organismo.
10 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
11 Pulmão: Cada um dos órgãos pareados que ocupam a cavidade torácica que tem como função a oxigenação do sangue.
12 Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.
13 Sarcoma: Neoplasia maligna originada de células do tecido conjuntivo. Podem aparecer no tecido adiposo (lipossarcoma), muscular (miossarcoma), ósseo (osteosarcoma), etc.
14 Neoplasia: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
15 Brônquios: A maior passagem que leva ar aos pulmões originando-se na bifurcação terminal da traquéia. Sinônimos: Bronquíolos
16 Pulmões: Órgãos do sistema respiratório situados na cavidade torácica e responsáveis pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. São em número de dois, possuem forma piramidal, têm consistência esponjosa e medem cerca de 25 cm de comprimento. Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobos. O pulmão esquerdo possui dois lobos e o direito possui três. Os pulmões são compostos de brônquios que se dividem em bronquíolos e alvéolos pulmonares. Nos alvéolos se dão as trocas gasosas ou hematose pulmonar entre o meio ambiente e o corpo, com a entrada de oxigênio na hemoglobina do sangue (formando a oxiemoglobina) e saída do gás carbônico ou dióxido de carbono (que vem da célula como carboemoglobina) dos capilares para o alvéolo.
17 HIV: Abreviatura em inglês do vírus da imunodeficiência humana. É o agente causador da AIDS.
18 Laparotomia: Incisão cirúrgica da parede abdominal utilizada com fins exploratórios ou terapêuticos.
19 Metástase: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
20 Sobrevida: Prolongamento da vida além de certo limite; prolongamento da existência além da morte, vida futura.
21 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
22 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
23 Reincidência: 1. Ato ou efeito de reincidir ou repetir. 2. Obstinação, insistência, teimosia.
24 Estudo randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle - o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
25 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
26 Linfonodos: Gânglios ou nodos linfáticos.
27 Mastectomia: Cirurgia através da qual extirpa-se parte ou a totalidade da mama. Pode estar indicada como tratamento do câncer de mama.
28 Receptores hormonais: São proteínas que se ligam aos hormônios circulantes, mediando seus efeitos nas células. Os mais estudados em tumores de mama são os receptores de estrogênio e os receptores de progesterona, por exemplo.
29 Receptor hormonal: São proteínas que se ligam aos hormônios circulantes, mediando seus efeitos nas células. Os mais estudados em tumores de mama são os receptores de estrogênio e os receptores de progesterona, por exemplo.
30 Menopausa: Estado fisiológico caracterizado pela interrupção dos ciclos menstruais normais, acompanhada de alterações hormonais em mulheres após os 45 anos.
31 Recorrência: 1. Retorno, repetição. 2. Em medicina, é o reaparecimento dos sintomas característicos de uma doença, após a sua completa remissão. 3. Em informática, é a repetição continuada da mesma operação ou grupo de operações. 4. Em psicologia, é a volta à memória.
32 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
33 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
34 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
35 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
36 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
37 Deambulação: Ato ou efeito de deambular, passear ou marchar.
38 Úlceras: Feridas superficiais em tecido cutâneo ou mucoso que podem ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
39 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
40 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
41 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
42 Genitália: Órgãos externos e internos relacionados com a reprodução. Sinônimos: Órgãos Sexuais Acessórios; Órgãos Genitais; Órgãos Acessórios Sexuais
43 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
44 Extravascular: Relativo ao exterior dos vasos sanguíneos e linfáticos, ou que ali se situa ou ocorre.
45 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
46 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
47 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
48 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
49 Rádio:
50 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
51 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
52 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
53 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
54 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
55 Neutrófilos: Leucócitos granulares que apresentam um núcleo composto de três a cinco lóbulos conectados por filamenos delgados de cromatina. O citoplasma contém grânulos finos e inconspícuos que coram-se com corantes neutros.
56 Anafilaxia: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
57 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
58 Broncodilatadores: São substâncias farmacologicamente ativas que promovem a dilatação dos brônquios.
59 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
60 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
61 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
62 Histamina: Em fisiologia, é uma amina formada a partir do aminoácido histidina e liberada pelas células do sistema imunológico durante reações alérgicas, causando dilatação e maior permeabilidade de pequenos vasos sanguíneos. Ela é a substância responsável pelos sintomas de edema e irritação presentes em alergias.
63 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
64 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
65 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
66 Sinais vitais: Conjunto de variáveis fisiológicas que são pressão arterial, freqüência cardíaca, freqüência respiratória e temperatura corporal.
67 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
68 Neuropatia periférica: Dano causado aos nervos que afetam os pés, as pernas e as mãos. A neuropatia causa dor, falta de sensibilidade ou formigamentos no local.
69 Neuropatia: Doença do sistema nervoso. As três principais formas de neuropatia em pessoas diabéticas são a neuropatia periférica, neuropatia autonômica e mononeuropatia. A forma mais comum é a neuropatia periférica, que afeta principalmente pernas e pés.
70 SNC: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
71 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
72 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
73 Mutação genética: É uma alteração súbita no genótipo de um indivíduo, sem relação com os ascendentes, mas passível de ser herdada pelos descendentes.
74 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
75 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
76 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
77 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
78 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
79 Estomatite: Inflamação da mucosa oral produzida por infecção viral, bacteriana, micótica ou por doença auto-imune. É caracterizada por dor, ardor e vermelhidão da mucosa, podendo depositar-se sobre a mesma uma membrana brancacenta (leucoplasia), ou ser acompanhada de bolhas e vesículas.
80 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
81 Bolus: Uma quantidade extra de insulina usada para reduzir um aumento inesperado da glicemia, freqüentemente relacionada a uma refeição rápida.
82 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
83 Fisiológico: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
84 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
85 Olho: s. m. (fr. oeil; ing. eye). Órgão da visão, constituído pelo globo ocular (V. este termo) e pelos diversos meios que este encerra. Está situado na órbita e ligado ao cérebro pelo nervo óptico. V. ocular, oftalm-. Sinônimos: Olhos
86 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
87 Terapia combinada: Uso de medicações diferentes ao mesmo tempo (agentes hipoglicemiantes orais ou um agente hipoglicemiante oral e insulina, por exemplo) para administrar os níveis de glicose sangüínea em pessoas com diabetes tipo 2.
88 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
89 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
90 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
91 Mucosas: Tipo de membranas, umidificadas por secreções glandulares, que recobrem cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
92 Olhos:
93 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
94 Inspeção: 1. Ato ou efeito de inspecionar; exame, vistoria, inspecionamento. 2. Ato ou efeito de fiscalizar; fiscalização, supervisão, observação. 3. Exame feito por inspetor (es).
95 Esterilidade: Incapacidade para conceber (ficar grávida) por meios naturais. Suas causas podem ser masculinas, femininas ou do casal.
96 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
97 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
98 Sepse: Infecção produzida por um germe capaz de provocar uma resposta inflamatória em todo o organismo. Os sintomas associados a sepse são febre, hipotermia, taquicardia, taquipnéia e elevação na contagem de glóbulos brancos. Pode levar à morte, se não tratada a tempo e corretamente.
99 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
100 Peritonite: Inflamação do peritônio. Pode ser produzida pela entrada de bactérias através da perfuração de uma víscera (apendicite, colecistite), como complicação de uma cirurgia abdominal, por ferida penetrante no abdome ou, em algumas ocasiões, sem causa aparente. É uma doença grave que pode levar pacientes à morte.
101 Trato Urinário:
102 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
103 Hemorrágicos: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
104 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
105 Peito: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original
106 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
107 Diaforese: Sudação, transpiração intensa.
108 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
109 Costas:
110 Síncope: Perda breve e repentina da consciência, geralmente com rápida recuperação. Comum em pessoas idosas. Suas causas são múltiplas: doença cerebrovascular, convulsões, arritmias, doença cardíaca, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar, hipoglicemia, intoxicações, hipotensão postural, síncope situacional ou vasopressora, infecções, causas psicogênicas e desconhecidas.
111 Trombose: Formação de trombos no interior de um vaso sanguíneo. Pode ser venosa ou arterial e produz diferentes sintomas segundo os territórios afetados. A trombose de uma artéria coronariana pode produzir um infarto do miocárdio.
112 Intersticial: Relativo a ou situado em interstícios, que são pequenos espaços entre as partes de um todo ou entre duas coisas contíguas (por exemplo, entre moléculas, células, etc.). Na anatomia geral, diz-se de tecido de sustentação localizado nos interstícios de um órgão, especialmente de vasos sanguíneos e tecido conjuntivo.
113 Fibrose: 1. Aumento das fibras de um tecido. 2. Formação ou desenvolvimento de tecido conjuntivo em determinado órgão ou tecido como parte de um processo de cicatrização ou de degenerescência fibroide.
114 Embolismo: É o mesmo que embolia, mas é um termo menos usado. Significa obstrução de um vaso, frequentemente uma artéria, pela migração de um corpo estranho (chamado de êmbolo) levado pela corrente sanguínea.
115 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
116 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
117 Ataxia: Reflete uma condição de falta de coordenação dos movimentos musculares voluntários podendo afetar a força muscular e o equilíbrio de uma pessoa. É normalmente associada a uma degeneração ou bloqueio de áreas específicas do cérebro e cerebelo. É um sintoma, não uma doença específica ou um diagnóstico.
118 Encefalopatia: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.
119 Neuropatia autonômica: Tipo de neuropatia que afeta pulmões, coração, estômago, intestino, bexiga e órgãos genitais.
120 Íleo: A porção distal and mais estreita do INTESTINO DELGADO, entre o JEJUNO e a VALVA ILEOCECAL do INTESTINO GROSSO. Sinônimos: Ileum
121 Distal: 1. Que se localiza longe do centro, do ponto de origem ou do ponto de união. 2. Espacialmente distante; remoto. 3. Em anatomia geral, é o mais afastado do tronco (diz-se de membro) ou do ponto de origem (diz-se de vasos ou nervos). Ou também o que é voltado para a direção oposta à cabeça. 4. Em odontologia, é o mais distante do ponto médio do arco dental.
122 Escotomas: Regiões da retina em que há perda ou ausência da acuidade visual devido a patologias oculares.
123 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
124 Ototoxicidade: Dano causado aos sistemas coclear e/ou vestibular resultante de exposição a substâncias químicas.
125 Artralgia: Dor em uma articulação.
126 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
127 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
128 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
129 Óbito: Morte de pessoa; passamento, falecimento.
130 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
131 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
132 Mucosite: Inflamação de uma membrana mucosa, produzida por uma infecção ou lesão secundária à radioterapia, quimioterapia, carências nutricionais, etc.
133 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
134 Colite: Inflamação da porção terminal do cólon (intestino grosso). Pode ser devido a infecções intestinais (a causa mais freqüente), ou a processos inflamatórios diversos (colite ulcerativa, colite isquêmica, colite por radiação, etc.).
135 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.
136 Eritema: Vermelhidão da pele, difusa ou salpicada, que desaparece à pressão.
137 Celulite: Inflamação aguda das estruturas cutâneas, incluindo o tecido adiposo subjacente, geralmente produzida por um agente infeccioso e manifestada por dor, rubor, aumento da temperatura local, febre e mal estar geral.
138 Descamação: 1. Ato ou efeito de descamar(-se); escamação. 2. Na dermatologia, fala-se da eliminação normal ou patológica da camada córnea da pele ou das mucosas. 3. Formação de cascas ou escamas, devido ao intemperismo, sobre uma rocha; esfoliação térmica.
139 Flebite: Inflamação da parede interna de uma veia. Pode ser acompanhada ou não de trombose da mesma.
140 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
141 Unhas: São anexos cutâneos formados por células corneificadas (queratina) que formam lâminas de consistência endurecida. Esta consistência dura, confere proteção à extremidade dos dedos das mãos e dos pés. As unhas têm também função estética. Apresentam crescimento contínuo e recebem estímulos hormonais e nutricionais diversos.
142 Ungueal: Relativo ou pertencente à unha, garra ou casco, ou que a eles se assemelha.
143 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
144 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
145 Síndrome de Stevens-Johnson: Forma grave, às vezes fatal, de eritema bolhoso, que acomete a pele e as mucosas oral, genital, anal e ocular. O início é geralmente abrupto, com febre, mal-estar, dores musculares e artralgia. Pode evoluir para um quadro toxêmico com alterações do sistema gastrointestinal, sistema nervoso central, rins e coração (arritmias e pericardite). O prognóstico torna-se grave principalmente em pessoas idosas e quando ocorre infecção secundária. Pode ser desencadeado por: sulfas, analgésicos, barbitúricos, hidantoínas, penicilinas, infecções virais e bacterianas.
146 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
147 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
148 Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
149 Hipertonia: 1. Em biologia, é a característica de uma solução que apresenta maior concentração de solutos do que outra. 2. Em medicina, é a tensão excessiva em músculos, artérias ou outros tecidos orgânicos.
150 Acne: Doença de predisposição genética cujas manifestações dependem da presença dos hormônios sexuais. As lesões começam a surgir na puberdade, atingindo a maioria dos jovens de ambos os sexos. Os cravos e espinhas ocorrem devido ao aumento da secreção sebácea associada ao estreitamento e obstrução da abertura do folículo pilosebáceo, dando origem aos comedões abertos (cravos pretos) e fechados (cravos brancos). Estas condições favorecem a proliferação de microorganismos que provocam a inflamação característica das espinhas, sendo o Propionibacterium acnes o agente infeccioso mais comumente envolvido.
151 Rinite: Inflamação da mucosa nasal, produzida por uma infecção viral ou reação alérgica. Manifesta-se por secreção aquosa e obstrução das fossas nasais.
152 Sinusite: Infecção aguda ou crônica dos seios paranasais. Podem complicar o curso normal de um resfriado comum, acompanhando-se de febre e dor retro-ocular.
153 Insuficiência Cardíaca Congestiva: É uma incapacidade do coração para efetuar as suas funções de forma adequada como conseqüência de enfermidades do próprio coração ou de outros órgãos. O músculo cardíaco vai diminuindo sua força para bombear o sangue para todo o organismo.
154 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
155 Pneumonite: Inflamação dos pulmões que compromete principalmente o espaço que separa um alvéolo de outro (interstício pulmonar). Pode ser produzida por uma infecção viral ou lesão causada por radiação ou exposição a diferentes agentes químicos.
156 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
157 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
158 Sistema Linfático: Um sistema de órgãos e tecidos que processa e transporta células imunes e LINFA.
159 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
160 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
161 Leucemia: Doença maligna caracterizada pela proliferação anormal de elementos celulares que originam os glóbulos brancos (leucócitos). Como resultado, produz-se a substituição do tecido normal por células cancerosas, com conseqüente diminuição da capacidade imunológica, anemia, distúrbios da função plaquetária, etc.
162 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
163 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
164 Edema angioneurótico: Ataques recidivantes de edema transitório que aparecem subitamente em áreas da pele, membranas mucosas e ocasionalmente nas vísceras, geralmente associadas com dermatografismo, urticária, eritema e púrpura.
165 Reações anafiláticas: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
166 Choque anafilático: Reação alérgica grave, caracterizada pela diminuição da pressão arterial, taquicardia e distúrbios gerais da circulação, acompanhado ou não de edema de glote. Necessita de tratamento urgente. Pode surgir por exposição aos mais diversos alérgenos.
167 Nutrição: Incorporação de vitaminas, minerais, proteínas, lipídios, carboidratos, oligoelementos, etc. indispensáveis para o desenvolvimento e manutenção de um indivíduo normal.
168 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
169 Íleo paralítico: O íleo adinâmico, também denominado íleo paralítico, reflexo, por inibição ou pós-operatório, é definido como uma atonia reflexa gastrintestinal, onde o conteúdo não é propelido através do lúmen, devido à parada da atividade peristáltica, sem uma causa mecânica. É distúrbio comum do pós-operatório podendo-se afirmar que ocorre após toda cirurgia abdominal, como resposta “fisiológica“ à intervenção, variando somente sua intensidade, afetando todo o aparelho digestivo ou parte dele.
170 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
171 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
172 Labirinto: 1. Vasta construção de passagens ou corredores que se entrecruzam de tal maneira que é difícil encontrar um meio ou um caminho de saída. 2. Anatomia: conjunto de canais e cavidades entre o tímpano e o canal auditivo, essencial para manter o equilíbrio físico do corpo. 3. Sentido figurado: coisa complicada, confusa, de difícil solução. Emaranhado, imbróglio.
173 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
174 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
175 Tromboflebite: Processo inflamatório de um segmento de uma veia, geralmente de localização superficial (veia superficial), juntamente com formação de coágulos na zona afetada. Pode surgir posteriormente a uma lesão pequena numa veia (como após uma injeção ou um soro intravenoso) e é particularmente frequente nos toxico-dependentes que se injetam. A tromboflebite pode desenvolver-se como complicação de varizes. Existe uma tumefação e vermelhidão (sinais do processo inflamatório) ao longo do segmento de veia atingido, que é extremamante doloroso à palpação. Ocorrem muitas vezes febre e mal-estar.
176 Mediastino: Região anatômica do tórax onde se localizam diversas estruturas, dentre elas o coração.
177 Derrame: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
178 Insuficiência respiratória: Condição clínica na qual o sistema respiratório não consegue manter os valores da pressão arterial de oxigênio (PaO2) e/ou da pressão arterial de gás carbônico (PaCO2) dentro dos limites da normalidade, para determinada demanda metabólica. Como a definição está relacionada à incapacidade do sistema respiratório em manter níveis adequados de oxigenação e gás carbônico, foram estabelecidos, para sua caracterização, pontos de corte na gasometria arterial: PaO2 50 mmHg.
179 Embolia: Impactação de uma substância sólida (trombo, colesterol, vegetação, inóculo bacteriano), líquida ou gasosa (embolia gasosa) em uma região do circuito arterial com a conseqüente obstrução do fluxo e isquemia.
180 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
181 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
182 Mesentérica: Relativo ao mesentério, ou seja, na anatomia geral o mesentério é uma dobra do peritônio que une o intestino delgado à parede posterior do abdome.
183 Esofagite: Inflamação da mucosa esofágica. Pode ser produzida pelo refluxo do conteúdo ácido estomacal (esofagite de refluxo), por ingestão acidental ou intencional de uma substância tóxica (esofagite cáustica), etc.
184 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
185 Ascite: Acúmulo anormal de líquido na cavidade peritoneal. Pode estar associada a diferentes doenças como cirrose, insuficiência cardíaca, câncer de ovário, esquistossomose, etc.
186 Tecido Subcutâneo: Tecido conectivo frouxo (localizado sob a DERME), que liga a PELE fracamente aos tecidos subjacentes. Pode conter uma camada (pad) de ADIPÓCITOS, que varia em número e tamanho, conforme a área do corpo e o estado nutricional, respectivamente.
187 Eritema multiforme: Condição aguda, auto-limitada, caracterizada pelo início abrupto de pápulas vermelhas fixas simétricas, algumas evoluindo em lesões em forma de “alvo”. A lesão alvo são zonas concêntricas de alterações de coloração com a área central púrpura ou escura e a externa vermelha. Elas irão desenvolver vesícula ou crosta na zona central após vários dias. Vinte porcento de todos os casos ocorrem na infância.O eritema multiforme geralmente é precipitado pelo vírus do herpes simples, Mycoplasma pneumoniae ou histoplasmose.
188 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
189 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
190 Pirexia: Sinônimo de febre. É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
191 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.
192 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
193 Antídoto: Substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele.
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