BUSONID 50, 200 mcg Aerossol Oral

BIOSINTETICA

Atualizado em 03/06/2015

Composição de Busonid

cada dose ou jato do aerossol infantil (50 ml)contém: budesonide 50 mcg. Cada dose ou jato do aerossol adulto (50 ml) contém: budesonide 200 mcg.

Posologia e Administração de Busonid

a dosificação para o tratamento e manutenção da asma1 brônquica deve ser individualizada, devendo procurar manter o paciente em doses mais baixas que o deixem livre de sintomas2. Como orientação geral, recomendam-se as seguintes doses: crianças de 6 a 12 anos: aerossol oral infantil: de 1 aplicação (50 mcg) a 4 aplicações (200 mcg) divididas em 2 ou 4 administrações ao dia. Dose mínima: 2 aplicações diárias (100 mcg), pela manhã e pela noite. Dose máxima: 8 aplicações diárias (400 mcg), divididas em 4 doses idênticas a cada 6 horas, ao longo do dia (segundo se obtém a resposta adequada, vão se diminuindo as doses até chegar aos níveis de dose terapêutica3 usual). Adultos e crianças com 12 anos ou mais: aerossol oral adulto: a dose usual de budesonide aerossol oral adulto é de 2 aplicações (400 mcg) a 4 aplicações (800 mcg) divididas em 2 ou 4 administrações diárias. Dose mínima: à medida que se obtêm resultados com o tratamento ou no momento em que os sintomas2 regridam, em um grau apreciável, a dose pode ser reduzida até 1 aplicação (200 mcg) ao dia, pela manhã ou pela noite, antes de dormir. Dose máxima: no começo do tratamento, ou quando os casos são severos a dose pode chegar até 8 aplicações (1.600 mcg), divididos em 4 doses idênticas (2 aplicações) a cada 6 horas, ao longo do dia (à medida em que se obtém resposta adequada, as doses vão diminuindo, até chegar a níveis de dose terapêutica3 usual). Naqueles casos em que a asma1 está mal controlada, existe evidência de que um regime de dosificação de 2 vezes ao dia pode ser menos efetivo que a administração 4 vezes ao dia. Como ocorre com todos os corticosteróides administrados em forma de aerossol, é importante que o paciente empregue corretamente o inalador, posto que as falhas na resposta têm sido relacionadas com uma técnica de aplicação errada. A inalação do aerossol oral mediante o emprego de um auxiliar inalatório (espaçador) demonstrou ser útil, clinicamente, em uma grande proporção de pacientes, aumentando a resposta das vias aéreas e reduzindo a severidade das candidíases, para qualquer dose do aerossol oral. Deve-se observar um cuidado especial nos pacientes com tuberculose4 pulmonar, infecções5 fúngicas6 e virais e das vias aéreas, nos pacientes procedentes de um regime de dosificação anterior de esteróides sistêmicos7 e durante a gestação. Em todos estes casos a vigilância médica deve ser rigorosa e, inclusive, poderia chegar à suspensão do tratamento, durante algum período de tempo ou, inclusive, definitivamente. Em pacientes não corticóide dependentes: um tratamento com a dosagem recomendada, normalmente manifesta os resultados em 7 dias. Em certos pacientes com excessiva secreção mucosa8, recomenda-se administrar simultaneamente durante 1 ou 2 semanas um corticosteróide oral cuja dose se reduzirá gradualmente até continuar somente com a terapia a base de budesonide. As exacerbações asmáticas produzidas por infecções5 bacterianas devem ser controladas com uma terapia antibiótica e, possivelmente, aumentando a dose de budesonide ou, se necessário, administrando corticóides sistêmicos7. Em pacientes corticóide dependentes: o tratamento com budesonide deve se iniciar em combinação com uma dose de corticóide oral. Essa terapia combinada9 prolongar-se-á durante 10 dias, ao final dos quais se reduzirá a dose do corticóide oral até um nível mínimo que, em combinação com budesonide, mantém uma capacidade respiratória estável. Em muitos casos, pode-se retirar o corticóide oral por completo e deixar o paciente em tratamento exclusivo com budesonide. Caso o paciente experimente desassossego e, em situações de estresse físico, tais como infecções5 agudas, traumatismo10 ou intervenções cirúrgicas, deverá reinstaurar-se o tratamento corticóide oral adicional. As exacerbações agudas, acompanhadas de um aumento da viscosidade11 mucosa8 requerem tratamento complementar durante um curto período de tempo com corticóides orais. O sucesso da terapia depende muito do emprego correto do aerossol. Superdosagem: a interrupção do tratamento seria suficiente para fazer desaparecer os sintomas2 de intoxicação. Se, em alguma circunstância muito especial, aparecerem sintomas2 de hipercorticismo (edema12, cara de lua cheia), corrigir o desequilíbrio eletrolítico com diuréticos13 que não afetem o potássio, tais como, espironolactona e triantereno.

Precauções de Busonid

as exacerbações da asma1, provocadas por infecções5 bacterianas, são controladas, geralmente, com um tratamento antibiótico apropriado e com aumento de dose de budesonide (se for necessário). A passagem de um tratamento oral com corticosteróides para um tratamento com budesonide deve efetivar-se com especial precaução, devido, principalmente, à lenta normalização da função hipotalâmica-hipofisária, previamente alterada pela corticoterapia oral. Podem ocorrer alteração da função adrenal e diminuição, pela manhã, no nível plasmático de cortisol. Durante a transferência da terapia oral para terapia inalatória pode-se experimentar uma ação sistêmica esteróidea inferior, que pode dar lugar ao aparecimento de sintomas2 alérgicos ou artríticos, tais como, rinite14, eczema15 e dor nos músculos16 e articulações17, que necessitariam de um tratamento específico. - Gravidez18 e lactação19: não se aconselha o seu emprego durante a gravidez18 e na lactação19. O uso desse produto em mulheres grávidas ou com intenção de engravidar e na lactação19, só é recomendado quando os benefícios justificarem os riscos em potencial. Pode gerar hipoadrenalismo nos fetos.

Reações Adversas de Busonid

em casos de reações adversas, que não sejam justificadas por outros motivos, recomenda-se a suspensão do medicamento. As reações adversas mais freqüentemente comunicadas são: boca20 seca, disfonia21, irritação na garganta22, dor de garganta22 e infecção23 por cândida na cavidade bucal, laringe24 e faringe25. Na maioria dos casos respondem a uma terapia antifúngica tópica sem interromper o tratamento. Raramente, broncoconstrição em pacientes hipersensíveis, que deverá ser tratada administrando um antagonista26 beta-2 por inalação. Com o fim de prevenir o broncospasmo é aconselhável administrar a estes pacientes um antagonista26 beta-2 via inalatória, de 5 a 10 minutos antes de administrar o budesonide. Pode ocorrer supressão da função hipotalâmica-pituitária-adrenal. Pode, também, ocorrer reação de hipersensibilidade, incluindo urticária27, angioedema28, rash29 cutâneo30 e broncospasmo. Ocasionalmente podem ocorrer espirros e uma ligeira secreção hemorrágica31.

Contra-Indicações de Busonid

não se tem descrito. Não está indicado no tratamento do ataque agudo32 de asma1. Deve-se ter um cuidado especial com pacientes com tuberculose4 pulmonar, infecções5 fúngicas6 e virais das vias aéreas, com pacientes procedentes de um regime de dosificação anterior de esteróides sistêmicos7, no primeiro trimestre da gravidez18 e na lactação19. Em todos esses casos, o controle médico deve ser rigoroso e se devem guardar precauções especiais.

Indicações de Busonid

antiinflamatório para uso por inalação no tratamento de moléstias do aparelho respiratório33, tais como: asma1 brônquica, como terapia glicocorticóide não sistêmica. Asma1 em todas as suas formas. Broncopneumopatias crônicas com um definido componente inflamatório. Doenças respiratórias obstrutivas crônicas. É indicado para pacientes34 que previamente não tenham respondido à terapia com broncodilatadores35 e/ou antialérgicos.

Apresentação de Busonid

frasco com 5 ml (100 doses); aerossol com válvula dosificadora.


BUSONID 50, 200 mcg Aerossol Oral - Laboratório

BIOSINTETICA
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Complementos

1 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
2 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
3 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
4 Tuberculose: Doença infecciosa crônica produzida pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis). Produz doença pulmonar, podendo disseminar-se para qualquer outro órgão. Os sintomas de tuberculose pulmonar consistem em febre, tosse, expectoração, hemoptise, acompanhada de perda de peso e queda do estado geral. Em países em desenvolvimento (como o Brasil) aconselha-se a vacinação com uma cepa atenuada desta bactéria (vacina BCG).
5 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
6 Fúngicas: Relativas à ou produzidas por fungo.
7 Sistêmicos: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
8 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
9 Terapia combinada: Uso de medicações diferentes ao mesmo tempo (agentes hipoglicemiantes orais ou um agente hipoglicemiante oral e insulina, por exemplo) para administrar os níveis de glicose sangüínea em pessoas com diabetes tipo 2.
10 Traumatismo: Lesão produzida pela ação de um agente vulnerante físico, químico ou biológico e etc. sobre uma ou várias partes do organismo.
11 Viscosidade: 1. Atributo ou condição do que é viscoso; viscidez. 2. Resistência que um fluido oferece ao escoamento e que se deve ao movimento relativo entre suas partes; atrito interno de um fluido.
12 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
13 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
14 Rinite: Inflamação da mucosa nasal, produzida por uma infecção viral ou reação alérgica. Manifesta-se por secreção aquosa e obstrução das fossas nasais.
15 Eczema: Afecção alérgica da pele, ela pode ser aguda ou crônica, caracterizada por uma reação inflamatória com formação de vesículas, desenvolvimento de escamas e prurido.
16 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.
17 Articulações:
18 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
19 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
20 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
21 Disfonia: Alteração da produção normal de voz.
22 Garganta: Tubo fibromuscular em forma de funil, que leva os alimentos ao ESÔFAGO e o ar à LARINGE e PULMÕES. Situa-se posteriormente à CAVIDADE NASAL, à CAVIDADE ORAL e à LARINGE, extendendo-se da BASE DO CRÂNIO à borda inferior da CARTILAGEM CRICÓIDE (anteriormente) e à borda inferior da vértebra C6 (posteriormente). É dividida em NASOFARINGE, OROFARINGE e HIPOFARINGE (laringofaringe).
23 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
24 Laringe: É um órgão fibromuscular, situado entre a traqueia e a base da língua que permite a passagem de ar para a traquéia. Consiste em uma série de cartilagens, como a tiroide, a cricóide e a epiglote e três pares de cartilagens: aritnoide, corniculada e cuneiforme, todas elas revestidas de membrana mucosa que são movidas pelos músculos da laringe. As dobras da membrana mucosa dão origem às pregas vocais.
25 Faringe: Canal músculo-membranoso comum aos sistemas digestivo e respiratório. Comunica-se com a boca e com as fossas nasais. É dividida em três partes: faringe superior (nasofaringe ou rinofaringe), faringe bucal (orofaringe) e faringe inferior (hipofaringe, laringofaringe ou faringe esofagiana), sendo um órgão indispensável para a circulação do ar e dos alimentos.
26 Antagonista: 1. Opositor. 2. Adversário. 3. Em anatomia geral, que ou o que, numa mesma região anatômica ou função fisiológica, trabalha em sentido contrário (diz-se de músculo). 4. Em medicina, que realiza movimento contrário ou oposto a outro (diz-se de músculo). 5. Em farmácia, que ou o que tende a anular a ação de outro agente (diz-se de agente, medicamento etc.). Agem como bloqueadores de receptores. 6. Em odontologia, que se articula em oposição (diz-se de ou qualquer dente em relação ao da maxila oposta).
27 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
28 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
29 Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
30 Cutâneo: Que diz respeito à pele, à cútis.
31 Hemorrágica: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
32 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
33 Aparelho respiratório: O aparelho respiratório transporta o ar do meio externo aos pulmões e vice-versa e promove a troca de gases entre o sangue e o ar.
34 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
35 Broncodilatadores: São substâncias farmacologicamente ativas que promovem a dilatação dos brônquios.
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