CAPTOPRIL (VENOPRIL)

LUPER

Atualizado em 03/06/2015

Composição de Captopril

cada comprimido de 12,5 mg, 25 mg e de 50 mgcontém, respectivamente, 12,5 mg, 25,0 mg e 50,0 mg de captopril. Excipientes (estearato de magnésio, lactose1, amido, celulose microcristalina, manitol) q.s.p. 1 comprimido.

Posologia e Administração de Captopril

Captopril deve ser tomado um hora antes das refeições. A dose deve ser individualizada. Hipertensão2: o início da terapia requer a consideração de recentes tratamentos anti-hipertensivos, da extensão da elevação da pressão sangüínea3, da restrição de sal e outras circunstâncias clínicas. Se possível, interromper a droga anti-hipertensiva que o paciente estava tomando anteriormente, uma semana antes de iniciar o tratamento com Captopril. A dose inicial do Captopril é de 50 mg uma vez ao dia ou 25 mg duas vezes ao dia. Se não houver uma redução satisfatória da pressão sangüínea3 após duas ou quatro semanas, a dose pode ser aumentada para 100 mg uma vez ao dia ou 50 mg duas vezes ao dia. A restrição concomitante do sódio pode ser benéfica quando Captopril for empregado isoladamente. Se a pressão sangüínea3 não for satisfatoriamente controlada após uma a duas semanas nesta dose (e o paciente ainda não estiver tomando um diurético4), deverá ser acrescentada uma pequena dose de diurético4 do tipo tiazídico (por exemplo, 25 mg ao dia de hidroclorotiazida). A dose de diurético4 poderá ser aumentada em intervalos de uma a duas semanas, até que seja atingida a sua dose anti-hipertensiva usual máxima. Se Captopril estiver sendo introduzido em um paciente sob diureticoterapia, o tratamento com Captopril deverá ser iniciado sob rigorosa supervisão médica. Se for necessária uma redução subseqüente da pressão sangüínea3, a dose de Captopril poderá ser aumentada pouco a pouco (enquanto persistindo com o diurético4) e um esquema de dosagem de três vezes ao dia poderá ser considerado. A dose de Captopril no tratamento da hipertensão2 normalmente não excede 150 mg/dia. Uma dose diária máxima de 450 mg de Captopril não deverá ser excedida. Para pacientes5 com hipertensão2 grave (por exemplo, hipertensão2 acelerada ou maligna), quando uma descontinuação temporária da terapia anti-hipertensiva atual não é viável ou desejável ou quando a titulação imediata para níveis pressóricos6 sangüíneos mais baixo for indicada, o diurético4 deverá ser mantido, mas outras medicações anti-hipertensivas concomitantes deverão ser interrompidas e a posologia de Captopril deverá ser iniciada imediatamente em 25 mg, duas a três vezes ao dia, sob rigoroso controle médico. Quando necessário, devido ao estado clínico do paciente, a dose diária do Captopril poderá ser aumentada a cada 24 horas ou menos, sob monitoramento médico contínuo, até que uma resposta pressórica sangüínea satisfatória seja obtida ou a dose máxima de Captopril seja atingida. Neste regime, a adição de um diurético4 mais potente, por exemplo, a furosemida, também pode ser indicada. Insuficiência cardíaca7: o início da terapia exige ponderação da terapia diurética recente e da possibilidade de uma depleção8 sal/volume grave. Em pacientes com pressão sangüínea3 normal ou baixa, que tenham sido vigorosamente tratados com diuréticos9 e que possam estar hiponatrêmicos e/ou hipovolêmicos, uma dose inicial de 6,25 mg ou 12,5 mg duas a três vezes ao dia, poderá minimizar a magnitude ou a duração do efeito hipotensor (ver Advertências: hipotensão10); para estes pacientes, a titulação da posologia diária usual pode então ocorrer dentro dos próximos dias. Para a maioria dos pacientes, a dose diária inicial usualmente é de 25 mg duas ou três vezes ao dia. Após uma dose de 50 mg duas a três vezes ao dia ter sido atingida, aumentos subseqüentes na posologia devem ser retardados, quando possível, durante pelo menos duas semanas, para determinar se ocorre uma resposta satisfatória. A maioria das pacientes estudados apresentou uma melhora clínica satisfatória com uma dose diária de 150 mg ou menos. Uma dose máxima diária de 450 mg de Captopril não deverá ser excedida. Captopril geralmente deve ser usado em conjunto com um diurético4 e digitálicos. A terapia com Captopril precisa ser iniciada sob rigoroso monitoramento médico. Ajuste da dosagem para pacientes5 com insuficiência renal11: devido ao fato de Captopril ser excretado principalmente pelos rins12, a velocidade de excreção é reduzida em pacientes com diminuição da função renal13. Estes pacientes vão demorar mais tempo para atingir os níveis mais elevados de estado de equilíbrio para uma determinação posológica diária, do que pacientes com função renal13 normal. Portanto, estes pacientes poderão responder a doses menores ou menos freqüentes. Da mesma forma, para pacientes5 com insuficiência renal11 significativa, a posologia diária de Captopril deverá ser reduzida e incrementos menores devem ser utilizados para titulação, que deverá ser bastante lenta (intervalos de uma a duas semanas). Após o efeito terapêutico desejado ter sido atingido, a dose deverá ser lentamente retrotitulada de modo a se determinar a dose mínima eficaz. Quando necessária uma terapia concomitante com diurético4, um diurético4 de alça (por exemplo, furosemida), ao invés de um diurético4 tiazídico, é preferido em pacientes com grave insuficiência renal11. - Superdosagem: a correção da hipotensão10 deve ser a principal preocupação. Enquanto que o Captopril pode ser removido da circulação14 do adulto pela hemodiálise15, os dados são inadequados com relação à eficácia da hemodiálise15 para remover a droga da circulação14 de recém-nascidos ou crianças. A diálise peritoneal16 não é eficaz na remoção do Captopril; não há informação com relação à transfusão17 como alternativa para a remoção da droga da circulação14 geral.

Precauções de Captopril

gerais: insuficiência renal11: hipertensão2: alguns pacientes com doença renal13, principalmente com grave estenose18 de artéria renal19, apresentaram aumentos da uréia20 e creatinina21 sérica após a redução da pressão sangüínea3 com Captopril. A redução da posologia do Captopril e/ou descontinuação do diurético4 podem ser necessárias. Insuficiência cardíaca7: cerca de 20% dos pacientes apresentaram elevações estáveis da uréia20 e creatinina21 séricas 20% acima do normal ou do patamar de referência, com tratamentos prolongados realizados com Captopril. Menos de 5% dos pacientes, geralmente aqueles com graves doenças renais preexistentes, necessitaram da descontinuação do tratamento devido aos valores progressivamente crescentes da creatinina21. Hipercalemia22: elevações do potássio sérico foram observadas em alguns pacientes tratados com inibidores da ECA, incluindo-se Captopril. O risco de desenvolvimento de hipercalemia22, quando em tratamento com inibidores da ECA, existe em pacientes com insuficiência renal11, diabete melitus e naqueles usando concomitantemente diuréticos9 poupadores de potássio, suplementos de potássio ou substitutos do sal, contendo potássio ou outras drogas associadas com aumento de potássio sérico (por exemplo, heparina). Tosse: relata-se tosse com o uso de inibidores da ECA. Caracteristicamente, esta não é produtiva ou persistente e desaparece após a descontinuação da terapia. A tosse induzida por inibidor da ECA deve ser considerada como parte do diagnóstico23 diferencial da tosse. Cirurgia/anestesia24: durante grandes cirurgias ou durante a anestesia24 com agentes que produzem hipotensão10, o Captopril irá bloquear a formação de angiotensina II secundária à liberação compensatória de renina. Se a hipotensão10 ocorrer e for considerada como sendo devida a este mecanismo, poderá ser corrigida pela expansão de volume. Gravidez25: categoria C (primeiro trimestre) e D (segundo e terceiro trimestres), vide Advertências (Morbidade26 fetal/Neonatal). Lactantes27: concentrações de Captopril no leite materno correspondem a 1% daquelas existentes no sangue28 materno. Devido ao potencial do Captopril em causar reações adversas severas nos lactentes29, deve-se tomar uma decisão entre descontinuar a amamentação30 ou suspender o medicamento, levando-se em conta a importância do Captopril para a mãe. Uso pediátrico: a segurança e a eficácia do Captopril em crianças não foram estabelecidas.

Reações Adversas de Captopril

dermatológicas: erupções cutâneas31, freqüentemente com prurido32 e algumas vezes com febre33, artralgia34 e eosinofilia35, geralmente durante as primeiras quatro semanas da terapia. Prurido32, sem erupção36. Em alguns pacientes com erupção36 cutânea37 relata-se, também, lesão38 associada e reversível do tipo penfigóide e reações de fotossensibilidade. Relata-se raramente rubor ou palidez. Cardiovasculares: poderá ocorrer hipotensão10, taquicardia39, dores no peito40 e palpitações41. Angina42 pectoris, infarto43 miocárdio44, síndrome45 de Raynaud e insuficiência cardíaca congestiva46. Gastrintestinais: alguns pacientes (dependendo do estado renal13) apresentaram disgeusia. Hematológicas: pode ocorrer neutropenia47/agranulocitose48, assim como casos de anemia49, trombocitopenia50 e pancitopenia51. Imunológicas: angioedema52 envolvendo as extremidades, face53, lábios, membranas mucosas54, língua55, glote56 ou laringe57. O angioedema52 envolvendo as vias aéreas superiores pode provocar obstrução fatal das vias aéreas. Respiratórias: foi relatada tosse em alguns pacientes. Renais: cada uma das reações adversas citadas a seguir foram relatadas raramente e sua relação com o uso da droga é incerta; insuficiência renal11, dano renal13, síndrome nefrótica58, poliúria59 e freqüência urinária. Relata-se proteinúria60. Não foi possível determinar com exatidão a incidência61 ou a relação causal para os efeitos colaterais62 citados a seguir. Gerais: astenia63 ginecomastia64. Cardiovasculares: parada cardíaca, acidente/insuficiência65 cerebrovascular, distúrbios de ritmo, hipotensão10 ortostática, síncope66. Dermatológicas: pênfigo bolhoso, eritema multiforme67 (incluindo síndrome de Stevens-Johnson68), dermatite69 esfoliativa. Gastrintestinais: pancreatite70, glossite71, dispepsia72. Hematológicas: anemia49, incluindo as formas aplástica e hemolítica. Hepatobiliares73: icterícia74, hepatite75, incluindo raros casos de necrose76 e colestase77. Metabólicas: hiponatremia78 sintomática79. Musculoesqueléticas: mialgia80, miastenia81. Nervoso/psiquiátricas: ataxia82, confusão, depressão, nervosismo, sonolência. Respiratórias: broncospasmo, pneumonite83 eosinofílica, rinite84. Órgãos dos sentidos: visão85 turva. Urogenitais: impotência86. Assim como ocorre com outros inibidores do ECA, relatou-se uma síndrome45 que inclui: febre33, mialgia80, artralgia34, nefrite87 intersticial88, vasculite89, erupção36 ou outras manifestações dermatológicas, eosinofilia35 e hemossedimentação elevada. Mortalidade90 e morbidade26 fetal/neonatal: o uso de inibidores do ECA durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez25 tem sido associado com dano fetal e neonatal e morte. Testes laboratoriais alterados: eletrólitos91 do soro92. Hiponatremia78: principalmente em pacientes sob dieta com restrição de sal ou sob tratamento concomitante com diuréticos9. Hipercalemia22: principalmente em pacientes com insuficiência renal11. Uréia20/creatinina21 sérica: elevação transitória dos níveis de uréia20 e creatinina21 sérica, principalmente em pacientes volume ou sal depletados ou com hipertensão2 urovascular. Hematológica: ocorrência de títulos positivos de anticorpo93, antinúcleo. Testes de função hepática94: podem ocorrer elevações das transaminases, fosfatase alcalina95 e bilirrubina96 sérica. - Interações medicamentosas: hipotensão10: pacientes em terapia com diuréticos9: pacientes tomando diuréticos9 e principalmente aqueles nos quais a terapia com diuréticos9 foi instituída recentemente, bem como aqueles com intensas restrições dietéticas de sal ou em diálise97 poderão apresentar, ocasionalmente, uma redução brusca da pressão sangüínea3, geralmente na primeira hora após terem recebido a dose inicial de Captopril. Agentes com atividade vasodilatadora deverão ser administrados com cuidado, considerando-se o uso de dosagens menores. Agentes que afetam a atividade simpática (por exemplo, agentes bloqueadores ganglionares ou agentes bloqueadores de neurônios98 adrenérgicos99) devem ser usados com cautela. Agentes que aumentam o potássio sérico, tais como, espironolactona, triantereno ou amilorida, ou suplementos de potássio, deverão ser administrados apenas para hipocalemia100 documentada e, então, com cautela, já que podem levar a um aumento significativo do potássio sérico. Os substitutos do sal contendo potássio deverão ser também usados com cautela. Inibidores da síntese endógena de prostaglandinas101: há relatos de que a indometacina pode reduzir o efeito anti-hipertensivo do Captopril, principalmente em casos de hipertensão2 com renina baixa. Outros agentes antiinflamatórios não esteróides (por exemplo, ácido acetilsalicílico) também podem apresentar este efeito. Lítio: relata-se aumento dos níveis séricos de lítio e sintomas102 de toxicidade103 do lítio em pacientes recebendo concomitantemente lítio e inibidores da ECA. Estas drogas devem ser administradas com cuidado e recomenda-se monitorização dos níveis séricos de lítio. Se um diurético4 for usado concomitantemente, os riscos de toxicidade103 pelo lítio aumentam. Interação com testes laboratoriais/droga: Captopril pode resultar em falso-positivo em teste de urina104 para acetona.

Contra-Indicações de Captopril

história de hipersensibilidade prévia a Captopril ou qualquer outro inibidor da enzima105 conversora da angiotensina (por exemplo, paciente que tenha apresentado angioedema52 durante a terapia com qualquer outro inibidor da ECA). - Advertências: angioedema52: observou-se angioedema52 em pacientes tratados com inibidores da ECA, incluindo-se Captopril. Se o angioedema52 envolver a língua55, glote56 ou laringe57, poderá ocorrer a obstrução das vias aéreas e ser fatal. A terapia de emergência106 deverá ser instituída imediatamente. O inchaço107 confinado à face53, membranas mucosas54 da boca108, lábios e extremidades geralmente desaparece com a descontinuação do Captopril; alguns casos necessitaram de terapia médica. Reações anafiláticas109 durante dessensibilização110: dois pacientes sob tratamento com outro inibidor da ECA, o enalapril, submetendo-se a um tratamento de dessensibilização110 com veneno de Hymenoptera, sofreram reações anafiláticas109 com risco de vida. Nestes mesmos pacientes, as reações foram evitadas quando a administração do inibidor da ECA foi temporariamente interrompida, mas elas reaparecem quando de uma nova administração. Portanto, cuidado é necessário em pacientes tratados com inibidores da ECA e sob tais procedimentos de dessensibilização110. Reações anafiláticas109 durante diálise97 de alto fluxo/exposição a membranas de aferese lipoprotéica: reações anafiláticas109 têm sido relatadas em pacientes hemodialisados com membrana de diálise97 de alto fluxo. Reações anafiláticas109 também têm sido relatadas em pacientes com aferese de lipoproteínas de baixa densidade com absorção de sulfato de dextrano. Nestes pacientes, deve-se considerar a utilização de um tipo diferente de membrana de diálise97 ou uma diferente classe de medicamentos. Neutropenia47/agranulocitose48: a neutropenia47 é muito rara em pacientes hipertensos com função renal13 normal (cr\dn4 5 menor que 1,6 mg/dl111, sem doença vascular112 de colágeno113). Em pacientes com algum grau de insuficiência renal11 (creatinina21 sérica de pelo menos 1,6 mg/dl111) mas sem doença vascular112 de colágeno113, o risco de neutropenia47 em estudos clínicos foi de cerca de 0,2%. O uso concomitante de alopurinol e Captopril foi associado à neutropenia47. Relata-se neutropenia47 geralmente após 3 meses do início da administração do Captopril. Em geral, a contagem de neutrófilos114 voltou ao normal em cerca de 2 semanas após a descontinuação do Captopril. Se o Captopril foi utilizado em pacientes com insuficiência renal11, deve-se realizar contagem de leucócitos115 e contagens diferenciais antes do início do tratamento e a intervalos aproximados de duas semanas durante cerca de três meses e, depois disso, periodicamente. Em pacientes com doença vascular112 de colágeno113 ou que estejam expostas a outras drogas que conhecidamente afetam os leucócitos115 ou a resposta imunológica, principalmente quando há insuficiência renal11, o Captopril deverá ser empregado com cuidado, somente após uma avaliação do risco e benefício. Já que a interrupção da administração do Captopril e de outras drogas geralmente levam ao pronto restabelecimento da contagem leucocitária a valores normais, quando da confirmação da neutropenia47 (contagem de neutrófilos114 menor que 1.000/mm\up4 3), o médico deverá suspender o Captopril e acompanhar cuidadosamente o paciente. Proteinúria60: pacientes com doença renal13 anterior ou aqueles recebendo Captopril em doses superiores a 150 mg deverão fazer uma avaliação da proteína urinária antes do tratamento (feita na primeira urina104 da manhã) e depois realizar o teste periodicamente. Hipotensão10: raramente observou-se hipotensão10 excessiva em pacientes hipertensos, mas é uma conseqüência possível do uso de Captopril em indivíduos sal/volume-depletados (tais como, aqueles tratados vigorosamente com diuréticos9), pacientes com insuficiência cardíaca7 ou aqueles pacientes que estão sendo submetidos à diálise97 renal13. Na hipertensão2, a chance de ocorrer efeitos hipotensores com as doses iniciais de Captopril pode ser minimizada pela descontinuação do diurético4 ou pelo aumento da ingestão de sal, aproximadamente 1 semana antes do início do tratamento com Captopril ou iniciando-se a terapia com doses pequenas (6,25 ou 12,5 mg). Pode ser aconselhável um acompanhamento médico por pelo menos 1 hora após a dose inicial. Uma resposta hipotensora transitória não é contra-indicação para doses subseqüentes que podem ser administradas sem dificuldades uma vez que a pressão se eleve. Na insuficiência cardíaca7, quando a pressão sangüínea3 foi normal ou baixa, registraram-se diminuições transitórias na pressão sangüínea3 média superiores a 20% em cerca de metade dos pacientes. É mais provável que esta hipotensão10 transitória ocorra após qualquer das várias doses iniciais e geralmente é bem tolerada, sendo assintomática ou produzindo breve sensação de cabeça116 leve. Devido à queda potencial da pressão sangüínea3 nestes pacientes, a terapia deverá ser iniciada sob rigoroso monitoramento médico. Dose inicial de 6,25 ou 12,5 mg, três vezes ao dia, pode minimizar o efeito hipotensivo. Os pacientes deverão ser cuidadosamente acompanhados durante as primeiras duas semanas de tratamento e sempre que a dose de Captopril e/ou diurético4 for aumentada. A hipotensão10 por si só não é uma razão para a interrupção da administração de Captopril. A magnitude da queda de pressão é maior no início do tratamento e esse efeito se estabiliza no prazo de uma ou duas semanas. Este efeito geralmente volta aos níveis de pré-tratamento, sem diminuição da eficácia terapêutica117, no prazo de dois meses. Morbidade26 e mortalidade90 fetal/neonatal: quando usados na gravidez25 durante segundo e terceiro trimestres, os inibidores da ECA podem causar danos ao desenvolvimento e mesmo morte fetal. Quando a gravidez25 for detectada, Captopril deve ser descontinuado o quanto antes. Insuficiência hepática118: em raras ocasiões, os inibidores da ECA têm sido associados com uma síndrome45 que se inicia com icterícia74 colestática e progride para uma necrose76 hepática94 fulminante e morte (algumas vezes). Os mecanismos desta síndrome45 não são conhecidos. Pacientes recebendo inibidores da ECA que desenvolveram icterícia74 ou elevações acentuadas das enzimas hepáticas119 devem descontinuar o tratamento com inibidores da ECA e receber acompanhamento médico apropriado.

Indicações de Captopril

tratamento da hipertensão2. Ao se empregar Captopril, deve-se levar em consideração o risco de neutropenia47/agranulocitose48. Captopril pode ser empregado como terapia inicial para pacientes5 com função renal13 normal, nos quais o risco é relativamente baixo. Em pacientes com insuficiência renal11, principalmente naqueles com doença vascular112 colágena, o Captopril deverá ser reservado para hipertensos que apresentarem efeitos colaterais62 inaceitáveis com outras drogas ou que não responderam satisfatoriamente a combinações medicamentosas. Captopril é eficaz isoladamente e em combinação com outros agentes anti-hipertensivos, principalmente diuréticos9 do tipo tiazida. Os efeitos redutores da pressão sangüínea3 do Captopril e tiazidas são aproximadamente aditivos. Captopril é indicado no tratamento do insuficiência cardíaca congestiva46, em pacientes que não responderam adequadamente ao tratamento com diuréticos9 e digitálicos. Embora o efeito benéfico do Captopril na insuficiência cardíaca7 não requeira a presença de digitálicos, a maioria dos estudos clínicos controlados com Captopril foi realizada em pacientes tomando digitálicos, bem como tratamento diurético4. Conseqüentemente, Captopril deveria geralmente ser acrescentado a estes dois agentes, exceto quando o uso de digitálicos é mal tolerado ou não for factível.

Apresentação de Captopril

caixa contendo 15 e 30 comprimidos de 12,5 mg. Caixa contendo 16 e 28 comprimidos de 25 mg. Caixa contendo 16 e 28 comprimidos de 50 mg.


CAPTOPRIL (VENOPRIL) - Laboratório

LUPER
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Complementos

1 Lactose: Tipo de glicídio que possui ligação glicosídica. É o açúcar encontrado no leite e seus derivados. A lactose é formada por dois carboidratos menores, chamados monossacarídeos, a glicose e a galactose, sendo, portanto, um dissacarídeo.
2 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
3 Pressão sangüínea: Força exercida pelo sangue arterial por unidade de área da parede arterial. É expressa como uma razão (Exemplo: 120/80, lê-se 120 por 80). O primeiro número é a pressão sistólica ou pressão máxima. E o segundo número é a presão diastólica ou mínima.
4 Diurético: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
5 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
6 Níveis pressóricos: Em cardiologia, níveis pressóricos são os níveis de pressão arterial.
7 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
8 Depleção: 1. Em patologia, significa perda de elementos fundamentais do organismo, especialmente água, sangue e eletrólitos (sobretudo sódio e potássio). 2. Em medicina, é o ato ou processo de extração de um fluido (por exxemplo, sangue) 3. Estado ou condição de esgotamento provocado por excessiva perda de sangue. 4. Na eletrônica, em um material semicondutor, medição da densidade de portadores de carga abaixo do seu nível e do nível de dopagem em uma temperatura específica.
9 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
10 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
11 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
12 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
13 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
14 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
15 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
16 Diálise peritoneal: Ao invés de utilizar um filtro artificial para “limpar“ o sangue, é utilizado o peritônio, que é uma membrana localizada dentro do abdômen e que reveste os órgãos internos. Através da colocação de um catéter flexível no abdômen, é feita a infusão de um líquido semelhante a um soro na cavidade abdominal. Este líquido, que chamamos de banho de diálise, vai entrar em contato com o peritônio, e por ele será feita a retirada das substâncias tóxicas do sangue. Após um período de permanência do banho de diálise na cavidade abdominal, este fica saturado de substâncias tóxicas e é então retirado, sendo feita em seguida a infusão de novo banho de diálise. Esse processo é realizado de uma forma contínua e é conhecido por CAPD, sigla em inglês que significa diálise peritoneal ambulatorial contínua. A diálise peritoneal é uma forma segura de tratamento realizada atualmente por mais de 100.000 pacientes no mundo todo.
17 Transfusão: Introdução na corrente sangüínea de sangue ou algum de seus componentes. Podem ser transfundidos separadamente glóbulos vermelhos, plaquetas, plasma, fatores de coagulação, etc.
18 Estenose: Estreitamento patológico de um conduto, canal ou orifício.
19 Artéria Renal: Ramo da aorta abdominal que irriga os rins, glândulas adrenais e ureteres.
20 Ureia: 1. Resíduo tóxico produzido pelo organismo, resulta da quebra de proteínas pelo fígado. É normalmente removida do organismo pelos rins e excretada na urina. 2. Substância azotada. Composto orgânico cristalino, incolor, de fórmula CO(NH2)2 (ou CH4N2O), com um ponto de fusão de 132,7 °C.
21 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
22 Hipercalemia: É a concentração de potássio sérico maior que 5.5 mmol/L (mEq/L). Uma concentração acima de 6.5 mmol/L (mEq/L) é considerada crítica.
23 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
24 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.
25 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
26 Morbidade: Morbidade ou morbilidade é a taxa de portadores de determinada doença em relação à população total estudada, em determinado local e em determinado momento.
27 Lactantes: Que produzem leite; que aleitam.
28 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
29 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
30 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
31 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
32 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
33 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
34 Artralgia: Dor em uma articulação.
35 Eosinofilia: Propriedade de se corar facilmente pela eosina. Em patologia, é o aumento anormal de eosinófilos no sangue, característico de alergias e infestações por parasitas. Em patologia, é o acúmulo de eosinófilos em um tecido ou exsudato.
36 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
37 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
38 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
39 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
40 Peito: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original
41 Palpitações: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
42 Angina: Inflamação dos elementos linfáticos da garganta (amígdalas, úvula). Também é um termo utilizado para se referir à sensação opressiva que decorre da isquemia (falta de oxigênio) do músculo cardíaco (angina do peito).
43 Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
44 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
45 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
46 Insuficiência Cardíaca Congestiva: É uma incapacidade do coração para efetuar as suas funções de forma adequada como conseqüência de enfermidades do próprio coração ou de outros órgãos. O músculo cardíaco vai diminuindo sua força para bombear o sangue para todo o organismo.
47 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
48 Agranulocitose: Doença causada pela falta ou número insuficiente de leucócitos granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos), que se manifesta como ulcerações na garganta e outras mucosas, seguidas por infecções graves.
49 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
50 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
51 Pancitopenia: É a diminuição global de elementos celulares do sangue (glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas).
52 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
53 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
54 Mucosas: Tipo de membranas, umidificadas por secreções glandulares, que recobrem cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
55 Língua:
56 Glote: Aparato vocal da laringe. Consiste das cordas vocais verdadeiras (pregas vocais) e da abertura entre elas (rima da glote).
57 Laringe: É um órgão fibromuscular, situado entre a traqueia e a base da língua que permite a passagem de ar para a traquéia. Consiste em uma série de cartilagens, como a tiroide, a cricóide e a epiglote e três pares de cartilagens: aritnoide, corniculada e cuneiforme, todas elas revestidas de membrana mucosa que são movidas pelos músculos da laringe. As dobras da membrana mucosa dão origem às pregas vocais.
58 Síndrome nefrótica: Doença que afeta os rins. Caracteriza-se pela eliminação de proteínas através da urina, com diminuição nos níveis de albumina do plasma. As pessoas com síndrome nefrótica apresentam edema, eliminação de urina espumosa, aumento dos lipídeos do sangue, etc.
59 Poliúria: Diurese excessiva, pode ser um sinal de diabetes.
60 Proteinúria: Presença de proteínas na urina, indicando que os rins não estão trabalhando apropriadamente.
61 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
62 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
63 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
64 Ginecomastia: Aumento anormal de uma ou ambas as glândulas mamárias no homem. Associa-se a diferentes enfermidades como cirrose, tumores testiculares, etc. Em certas ocasiões ocorrem de forma idiopática.
65 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
66 Síncope: Perda breve e repentina da consciência, geralmente com rápida recuperação. Comum em pessoas idosas. Suas causas são múltiplas: doença cerebrovascular, convulsões, arritmias, doença cardíaca, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar, hipoglicemia, intoxicações, hipotensão postural, síncope situacional ou vasopressora, infecções, causas psicogênicas e desconhecidas.
67 Eritema multiforme: Condição aguda, auto-limitada, caracterizada pelo início abrupto de pápulas vermelhas fixas simétricas, algumas evoluindo em lesões em forma de “alvo”. A lesão alvo são zonas concêntricas de alterações de coloração com a área central púrpura ou escura e a externa vermelha. Elas irão desenvolver vesícula ou crosta na zona central após vários dias. Vinte porcento de todos os casos ocorrem na infância.O eritema multiforme geralmente é precipitado pelo vírus do herpes simples, Mycoplasma pneumoniae ou histoplasmose.
68 Síndrome de Stevens-Johnson: Forma grave, às vezes fatal, de eritema bolhoso, que acomete a pele e as mucosas oral, genital, anal e ocular. O início é geralmente abrupto, com febre, mal-estar, dores musculares e artralgia. Pode evoluir para um quadro toxêmico com alterações do sistema gastrointestinal, sistema nervoso central, rins e coração (arritmias e pericardite). O prognóstico torna-se grave principalmente em pessoas idosas e quando ocorre infecção secundária. Pode ser desencadeado por: sulfas, analgésicos, barbitúricos, hidantoínas, penicilinas, infecções virais e bacterianas.
69 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
70 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
71 Glossite: Inflamação da mucosa que reveste a língua, produzida por infecção viral, radiação, carências nutricionais, etc.
72 Dispepsia: Dor ou mal-estar localizado no abdome superior. O mal-estar pode caracterizar-se por saciedade precoce, sensação de plenitude, distensão ou náuseas. A dispepsia pode ser intermitente ou contínua, podendo estar relacionada com os alimentos.
73 Hepatobiliares: Diz-se do que se refere ao fígado e às vias biliares.
74 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
75 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
76 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
77 Colestase: Retardamento ou interrupção do fluxo nos canais biliares.
78 Hiponatremia: Concentração de sódio sérico abaixo do limite inferior da normalidade; na maioria dos laboratórios, isto significa [Na+] < 135 meq/L, mas o ponto de corte [Na+] < 136 meq/L também é muito utilizado.
79 Sintomática: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
80 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
81 Miastenia: Perda das forças musculares ocasionada por doenças musculares inflamatórias. Por ex. Miastenia Gravis. A debilidade pode predominar em diferentes grupos musculares segundo o tipo de afecção (debilidade nos músculos extrínsecos do olho, da pelve, ou dos ombros, etc.).
82 Ataxia: Reflete uma condição de falta de coordenação dos movimentos musculares voluntários podendo afetar a força muscular e o equilíbrio de uma pessoa. É normalmente associada a uma degeneração ou bloqueio de áreas específicas do cérebro e cerebelo. É um sintoma, não uma doença específica ou um diagnóstico.
83 Pneumonite: Inflamação dos pulmões que compromete principalmente o espaço que separa um alvéolo de outro (interstício pulmonar). Pode ser produzida por uma infecção viral ou lesão causada por radiação ou exposição a diferentes agentes químicos.
84 Rinite: Inflamação da mucosa nasal, produzida por uma infecção viral ou reação alérgica. Manifesta-se por secreção aquosa e obstrução das fossas nasais.
85 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
86 Impotência: Incapacidade para ter ou manter a ereção para atividades sexuais. Também chamada de disfunção erétil.
87 Nefrite: Termo que significa “inflamação do rim” e que agrupa doenças caracterizadas por lesões imunológicas ou infecciosas do tecido renal. Alguns exemplos são a nefrite intersticial por drogas, a glomerulonefrite pós-estreptocócica, etc. Podem manifestar-se por hipertensão arterial, hematúria e dor lombar.
88 Intersticial: Relativo a ou situado em interstícios, que são pequenos espaços entre as partes de um todo ou entre duas coisas contíguas (por exemplo, entre moléculas, células, etc.). Na anatomia geral, diz-se de tecido de sustentação localizado nos interstícios de um órgão, especialmente de vasos sanguíneos e tecido conjuntivo.
89 Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. É produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
90 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
91 Eletrólitos: Em eletricidade, é um condutor elétrico de natureza líquida ou sólida, no qual cargas são transportadas por meio de íons. Em química, é uma substância que dissolvida em água se torna condutora de corrente elétrica.
92 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
93 Anticorpo: Proteína circulante liberada pelos linfócitos em reação à presença no organismo de uma substância estranha (antígeno).
94 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
95 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.
96 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
97 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
98 Neurônios: Unidades celulares básicas do tecido nervoso. Cada neurônio é formado por corpo, axônio e dendritos. Sua função é receber, conduzir e transmitir impulsos no SISTEMA NERVOSO. Sinônimos: Células Nervosas
99 Adrenérgicos: Que agem sobre certos receptores específicos do sistema simpático, como o faz a adrenalina.
100 Hipocalemia: Concentração sérica de potássio inferior a 3,5 mEq/l. Pode ocorrer por alterações na distribuição de potássio (desvio do compartimento extracelular para intracelular) ou de reduções efetivas no conteúdo corporal de potássio por uma menor ingesta ou por perda aumentada. Fraqueza muscular e arritimias cardíacas são os sinais e sintomas mais comuns, podendo haver também poliúria, polidipsia e constipação. Pode ainda ser assintomática.
101 Prostaglandinas: É qualquer uma das várias moléculas estruturalmente relacionadas, lipossolúveis, derivadas do ácido araquidônico. Ela tem função reguladora de diversas vias metabólicas.
102 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
103 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
104 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
105 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
106 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
107 Inchaço: Inchação, edema.
108 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
109 Reações anafiláticas: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
110 Dessensibilização: É uma maneira de parar ou diminuir a resposta a reações alérgicas a algumas coisas. Por exemplo, se uma pessoa apresenta uma reação alérgica a alguma substância, o médico dá a esta pessoa uma pequena quantidade desta substância para aumentar a sua tolerância e vai aumentando esta quantidade progressivamente. Após um período de tempo, maiores doses são oferecidas antes que a dose total seja dada. É uma maneira de ajudar o organismo a prevenir as reações alérgicas.
111 Mg/dL: Miligramas por decilitro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
112 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
113 Colágeno: Principal proteína fibrilar, de função estrutural, presente no tecido conjuntivo de animais.
114 Neutrófilos: Leucócitos granulares que apresentam um núcleo composto de três a cinco lóbulos conectados por filamenos delgados de cromatina. O citoplasma contém grânulos finos e inconspícuos que coram-se com corantes neutros.
115 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
116 Cabeça:
117 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
118 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
119 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
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