CEFOXITINA 1,0 g

ARISTON

Atualizado em 08/12/2014

Composição da Cefoxitina

cada frasco-ampola contém: cefoxitina sódica1,0 g; cada ampola de diluente contém: água para injeção1 10 ml.

Posologia e Administração da Cefoxitina

adultos: a dose usual é de 1 g ou 2 g a cada 8 horas. A posologia pode ser aumentada para 3 g a cada 6 horas ou 2 g a cada 4 horas em infecções2 mais graves. Em pacientes com insuficiência renal3 e em pacientes submetidos à hemodiálise4, a dosagem deve ser ajustada de acordo com a gravidade da insuficiência5. Lactantes6 e crianças menores de 3 meses: não se recomenda o uso. Crianças maiores que 3 meses: a dose recomendada é de 20-40 mg/kg a cada 6, 8 ou 12 horas de acordo com a idade. Crianças acima de 2 anos: 80-160 mg/kg/dia em doses divididas. Em infecções2 graves a posologia pode ser aumentada para 200 mg/kg/dia, mas não deve exceder a 12 g por dia. Injeção1 intravenosa: diluir 1 g ou 2 g em 10 ml em água para injeção1 (diluente intravenoso) e administrar lentamente por via intravenosa direta durante 3 a 5 minutos. Infusão intravenosa diluir 1 g ou 2 g em solução de glicose7 a 5%, cloreto de sódio a 0,9%, glicose7 a 5% + cloreto de sódio a 0,9%, ou glicose7 a 5% com bicarbonato de sódio a 0,02% e administrar por 20 a 40 minutos. - Superdosagem: o tratamento da administração imprópria de altas doses, deve ser sintomático8 e de apoio. Em casos de choque anafilático9 interromper imediatamente a administração e colocar o paciente na posição horizontal com as pernas elevadas e vias aéreas desobstruídas, aplicar 0,1 mg de epinefrina por via intravenosa (diluir 1 ml de epinefrina 1:1000 para 10 ml).

Precauções da Cefoxitina

recomenda-se pesquisar histórias de reações de hipersensibilidade às cefalosporinas, penicilinas e outras drogas, pois pode ocorrer reações anafiláticas10. Nesse caso, deve-se adotar imediatamente as medidas apropriadas. Cefoxitina não deve ser usada na gravidez11 e durante a lactação12 a menos que seja absolutamente necessário. A cefoxitina deve ser prescrita com cautela a pacientes com história de doença gastrintestinal, particularmente colite13. Nos casos de insuficiência renal3, a dose deve ser reduzida de acordo com o grau da insuficiência5. - Advertências: tratamento com cefoxitina pode alterar a flora normal do cólon14, permitindo supercrescimento de Clostridium difficile cuja toxina15 é causa da colite13 pseudomembranosa que deve ser considerada no diagnóstico16 de pacientes que desenvolveram diarréia17 associada ao uso do antibiótico. Nesse caso o tratamento deve ser descontinuado e instituído o tratamento apropriado. Em pacientes com ingestão restrita de sódio deve-se calcular os 54 mg/g de cefoxitina na ingestão diária de sódio. Doses menores que as indicadas não devem ser usadas. Interações medicamentosas: as misturas extemporâneas de antibacterianos betalactâmicos (penicilinas e cefalosporinas) e aminoglicosídeos podem dar como resultado uma inativação mútua. Caso haja necessidade de administrá-los fazer em locais diferentes e nunca misturá-los no mesmo frasco. Alguns estudos indicam que a cefoxitina pode ser compatível com certos aminoglicosídeos.

Reações Adversas da Cefoxitina

a cefoxitina é, em geral, bem tolerada. As reações adversas foram leves e transitórias. Os efeitos colaterais18 mais comuns foram reações locais como tromboflebites19 com a administração intravenosa. Foram relatadas erupções cutâneas20 (dermatite21 esfoliativa e necrose22 epidérmica tóxica), urticária23, prurido24, febre25, nefrite26 intersticial27 e angiedema e hipotensão28. As alterações laboratoriais durante a terapia com cefoxitina incluem: eosinofilia29, leucopenia30 (incluindo agranulocitopenia), neutropenia31, anemia32 (incluindo anemia hemolítica33), trombocitopenia34 e depressão medular, elevações transitórias do TGO e TGP, DHL fosfatase alcalina35 sérica. A exemplo das demais cefalosporinas podem ser observados ocasionalmente aumentos transitórios da uréia36 sangüínea e no nitrogênio uréico e/ou na creatinina37 sérica.

Contra-Indicações da Cefoxitina

hipersensibilidade à cefoxitina ou a outros antibióticos do grupo das cefalosporinas. Em pacientes hipersensíveis à penicilina, deve-se levar em conta a possibilidade de reações alérgicas cruzadas.

Indicações da Cefoxitina

indicada no tratamento de infecções2 quando causadas por organismos sensíveis à cefoxitina. Indicada no tratamento de peritonites e outras infecções2 intra-abdominais e intrapélvicas; sinusites; infecções2 ginecológicas; septicemias; endocardite38; infecções2 de trato urinário39; gonorréia40 não complicada; infecções2 de trato respiratório; infecções2 dos ossos e das articulações41; infecções2 da pele42 e tecidos moles. Indicada na profilaxia da febre reumática43 e no pós-operatório de cirurgias classificadas como contaminadas ou potencialmente contaminadas e em pacientes operados que apresentam sérios riscos de vida.

Apresentação da Cefoxitina

1 ou 20 frascos-ampola + diluente (água para injeção1) de 10 ml.


CEFOXITINA 1,0 g - Laboratório

ARISTON
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Complementos

1 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
2 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
3 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
4 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
5 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
6 Lactantes: Que produzem leite; que aleitam.
7 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
8 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
9 Choque anafilático: Reação alérgica grave, caracterizada pela diminuição da pressão arterial, taquicardia e distúrbios gerais da circulação, acompanhado ou não de edema de glote. Necessita de tratamento urgente. Pode surgir por exposição aos mais diversos alérgenos.
10 Reações anafiláticas: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
11 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
12 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
13 Colite: Inflamação da porção terminal do cólon (intestino grosso). Pode ser devido a infecções intestinais (a causa mais freqüente), ou a processos inflamatórios diversos (colite ulcerativa, colite isquêmica, colite por radiação, etc.).
14 Cólon:
15 Toxina: Substância tóxica, especialmente uma proteína, produzida durante o metabolismo e o crescimento de certos microrganismos, animais e plantas, capaz de provocar a formação de anticorpos ou antitoxinas.
16 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
17 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
18 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
19 Tromboflebites: Processo inflamatório de um segmento de uma veia, geralmente de localização superficial (veia superficial), juntamente com formação de coágulos na zona afetada. Pode surgir posteriormente a uma lesão pequena numa veia (como após uma injeção ou um soro intravenoso) e é particularmente frequente nos toxico-dependentes que se injetam. A tromboflebite pode desenvolver-se como complicação de varizes. Existe uma tumefação e vermelhidão (sinais do processo inflamatório) ao longo do segmento de veia atingido, que é extremamante doloroso à palpação. Ocorrem muitas vezes febre e mal-estar.
20 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
21 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
22 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
23 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
24 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
25 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
26 Nefrite: Termo que significa “inflamação do rim” e que agrupa doenças caracterizadas por lesões imunológicas ou infecciosas do tecido renal. Alguns exemplos são a nefrite intersticial por drogas, a glomerulonefrite pós-estreptocócica, etc. Podem manifestar-se por hipertensão arterial, hematúria e dor lombar.
27 Intersticial: Relativo a ou situado em interstícios, que são pequenos espaços entre as partes de um todo ou entre duas coisas contíguas (por exemplo, entre moléculas, células, etc.). Na anatomia geral, diz-se de tecido de sustentação localizado nos interstícios de um órgão, especialmente de vasos sanguíneos e tecido conjuntivo.
28 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
29 Eosinofilia: Propriedade de se corar facilmente pela eosina. Em patologia, é o aumento anormal de eosinófilos no sangue, característico de alergias e infestações por parasitas. Em patologia, é o acúmulo de eosinófilos em um tecido ou exsudato.
30 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
31 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
32 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
33 Anemia hemolítica: Doença hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem no interior dos veios sangüíneos (hemólise intravascular) ou em outro lugar do organismo (hemólise extravascular). Pode ter várias causas e ser congênita ou adquirida. O tratamento depende da causa.
34 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
35 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.
36 Ureia: 1. Resíduo tóxico produzido pelo organismo, resulta da quebra de proteínas pelo fígado. É normalmente removida do organismo pelos rins e excretada na urina. 2. Substância azotada. Composto orgânico cristalino, incolor, de fórmula CO(NH2)2 (ou CH4N2O), com um ponto de fusão de 132,7 °C.
37 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
38 Endocardite: Inflamação aguda ou crônica do endocárdio. Ela pode estar preferencialmente localizada nas válvulas cardíacas (endocardite valvular) ou nas paredes cardíacas (endocardite parietal). Pode ter causa infecciosa ou não infecciosa.
39 Trato Urinário:
40 Gonorreia: Infecção bacteriana que compromete o trato genital, produzida por uma bactéria chamada Neisseria gonorrhoeae. Produz uma secreção branca amarelada que sai pela uretra juntamente com ardor ao urinar. É uma causa de infertilidade masculina.Em mulheres, a infecção pode não ser aparente. Se passar despercebida, pode se tornar crônica e ascender, atingindo os anexos uterinos (trompas, útero, ovários) e causar Doença Inflamatória Pélvica e mesmo infertilidade feminina.
41 Articulações:
42 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
43 Febre reumática: Doença inflamatória produzida como efeito inflamatório anormal secundário a infecções repetidas por uma bactéria chamada estreptococo beta-hemolítico do grupo A. Caracteriza-se por inflamação das articulações, febre, inflamação de uma ou mais de uma estrutura cardíaca, alterações neurológicas, eritema cutâneo. Com o tratamento mais intensivo da faringite estreptocócica, a freqüência desta doença foi consideravelmente reduzida.

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