CEFTRIAX IV

SIGMA PHARMA

Atualizado em 08/12/2014

Composição de Ceftriax Iv

ceftriaxona(6R,7R)-7-(Z)-2-(amino-4-tiazolil)-2-[metoxiimin oacetamido-3-(2,5-diidro-6-hidroxi-2-metil-5-oxo -as-triazin-3-il)tio]-metil-8-oxo-5-tia-1-azobic iclo[4,2,0]-oct-2-en-2-ácido carboxilíco, sob a forma de sal dissódico. Ceftriax I.V. contém aproximadamente 83 mg (3,6 mEq) de sódio por grama1 de ceftriaxona.

Posologia e Administração de Ceftriax Iv

adultos e crianças acima de 12 anos: a dose usual é de 1-2 g de Ceftriax I.V. em dose única diária, aplicada diretamente na veia, de modo lento (2 a 4 minutos). Em infecções2 graves ou nos casos onde os germes são apenas moderadamente sensíveis à ceftriaxona, a dose pode ser aumentada até 4 g em dose única diária. Nos casos em que forem necessárias doses diárias de Ceftriax I.V. iguais ou acima de 2 g, o produto deve ser administrado em infusão venosa, com duração de 30 minutos no mínimo, na razão de 2 g de ceftriaxona para cada 40 ml de uma das seguintes soluções: cloreto de sódio 0,9% (soro3 fisiológico4); cloreto de sódio 0,45%; soro3 glicosado 2,5%; soro3 glicosado 5%; soro3 glicosado 10%; dextran 6% em glicose5; levulose 5%. Recém-nascidos (abaixo de 14 dias): dose única diária de 20-50 mg/kg. Não ultrapassar 50 mg/kg devido à imaturidade dos sistemas enzimáticos dessas crianças. Não é necessário diferenciar prematuros de crianças nascidas a termo. Lactentes6 e crianças (15 dias até 12 anos): dose única diária de 20-80 mg/kg. Para crianças de 50 kg ou mais, deve ser utilizada a posologia de adultos. Pacientes idosos: as doses aconselhadas para adultos não precisam ser alteradas para pacientes7 geriátricos. Duração do tratamento: o tempo de tratamento varia de acordo com a evolução da doença. Como se recomenda na antibioticoterapia em geral, a administração de Ceftriax I.V. deve ser mantida durante um período mínimo de 48 horas após o desaparecimento da febre8 ou após constatar-se evidências de erradicação da bactéria9. Terapêutica10 associada: tem sido demonstrado um sinergismo entre a ceftriaxona e aminoglicosídeos, para muitos bacilos Gram-negativos. Embora não se possa prever sempre um aumento de atividade com esta associação, este sinergismo deve ser considerado nas infecções2 graves com risco de vida causadas por Pseudomonas aeruginosa\i ,por exemplo. Em decorrência de incompatibilidade químico-física, os medicamentos devem ser administrados separadamente, nas doses recomendadas. Instruções posológicas especiais: meningite11: na meningite11 bacteriana de lactentes6 e crianças deve-se iniciar o tratamento com 100 mg/kg em dose diária (não ultrapassar 4 g/dia). Logo que o germe12 responsável tenha sido identificado e sua sensibilidade determinada, pode-se reduzir a posologia. Os melhores resultados foram obtidos com os seguintes tempos de tratamento: Neisseria meningitidis 4 dias; Haemophilus influenzae\i 6 dias; Streptococcus pneumoniae 7 dias; Enterobacteriaceae\i 10 - 14 dias. Profilaxia pré-operatória: para prevenir infecção13 pós-operatória em cirurgia contaminada ou potencialmente contaminada, recomenda-se 1 a 2 g de Ceftriax I.V., 30 a 90 minutos antes da cirurgia. Em cirurgia colorretal a administração concomitante, mas em separado, de Ceftriax I.V. e um derivado 5-nitroimidazólico (por exemplo, omidazol) é considerada eficaz. Insuficiência renal14 e hepática15: não é necessário diminuir a dose de Ceftriax I.V. nos pacientes com insuficiência renal14, desde que a função hepática15 esteja normal. Somente nos casos de insuficiência renal14 pré-terminal (clearance de creatinina16 menor que 10 ml/minuto), a dose de Ceftriax I.V. não deve ser superior a 2 g/dia. Não é necessário diminuir a dose de Ceftriax I.V. nos pacientes com insuficiência hepática17 desde que a função renal18 esteja normal. Nos casos de insuficiência renal14 e hepática15 graves e concomitantes, deve-se determinar a concentração plasmática de Ceftriax I.V. a intervalos regulares. Em pacientes sob diálise19 não há necessidade de doses suplementares após a diálise19. Entretanto, as concentrações séricas devem ser acompanhadas, a fim de avaliar a necessidade de ajustes na posologia, pois a taxa de eliminação pode estar reduzida nestes pacientes. - Instruções de uso: reconstituir o pó contido nos frascos de Ceftriax I.V. 250 mg, 500 mg e 1 g em 5 ml, 5 ml e 10 ml, respectivamente de diluente para uso intravenoso e, a seguir, administrar por via intravenosa direta, durante 2 a 4 minutos. Para infusão, deve ser usada uma das seguintes soluções: cloreto de sódio 0,9% (soro3 fisiológico4); cloreto de sódio 0,45%; soro3 glicosado 2,5%; soro3 glicosado 5%; soro3 glicosado 10%; dextran 6% em glicose5; levulose 5%. A solução para infusão venosa de Ceftriax I.V. não deve conter cálcio nem outros antimicrobianos; não deve ser utilizada qualquer solução diferente das citadas acima.

Precauções de Ceftriax Iv

da mesma forma como ocorre com outras cefalosporinas, a ocorrência de choque anafilático20 não pode ser afastada, mesmo na ausência de antecedentes alérgicos. A ocorrência de choque anafilático20 exige imediata intervenção. Em casos raros, o exame ultra-sonográfico da vesícula biliar21 revelou imagens sugestivas de sedimento que desaparecem com a descontinuação ou conclusão do tratamento. Recomenda-se conduta clínica conservadora, mesmo nos casos em que tais achados sejam acompanhados de sintomatologia dolorosa. A colite22 pseudomembranosa tem sido descrita com quase todos os agentes antibacterianos, incluindo a ceftriaxona. Nestas circunstâncias, tem que ser instituída uma terapêutica10 específica, como a vancomicina por via oral, enquanto são contra-indicados medicamentos inibidores do peristaltismo23 intestinal. Estudo in vitro demonstraram que a ceftriaxona, como outras cefalosporinas, pode deslocar a bilirrubina24 da albumina25 sérica. Ceftriax I.V. não é recomendado para neonatos26 prematuros que apresentem risco de desenvolver encefalopatia27 devido à hiperbilirrunemia. Durante tratamentos prolongados, deve-se realizar controle regular do hemograma. Não há indicações de efeitos adversos em pessoas que trabalham com máquinas ou automotores. - Interações medicamentosas: até o momento, não foram observadas quaisquer alterações da função renal18 após administração simultânea de doses elevadas de ceftriaxona e diuréticos28 potentes, como a furosemida, em altas doses. Não existe qualquer evidência de que a ceftriaxona aumenta a toxicidade29 renal18 dos aminoglicosídeos. A ceftriaxona não apresentou efeito similar ao provocado pelo dissulfiram após administração de álcool. A ceftriaxona não contém o radical N-metiltiotetrazol que está associado a uma possível intolerância ao álcool e a sangramentos observados com outras cefalosporinas. A probenecida não tem influência sobre a eliminação da ceftriaxona. Em estudos in vitro, foram observados efeitos antagônicos com o uso combinado de cloranfenicol e ceftriaxona. Nos pacientes tratados, o teste de Coombs pode raramente se tornar falso-positivo, assim como o teste para galactosemia30. Os métodos não enzimáticos para a determinação de glicose5 na urina31 podem fornecer resultados falso-positivos. Por este motivo, a determinação de glicose5 na urina31 deve ser feita por métodos enzimáticos. Tolerabilidade: Ceftriax I.V. é geralmente bem tolerado. Durante o uso, poderão ser observadas as seguintes reações adversas reversíveis, espontaneamente ou após a suspensão do medicamento. Efeitos colaterais32 sistêmicos33: distúrbios gastrintestinais: fezes amolecidas, diarréia34, náusea35, vômito36, estomatite37 e glossite38. Alterações hematológicas: eosinofilia39, leucopenia40, granulocitopenia, anemia hemolítica41, trombocitopenia42. Reações cutâneas43: exantema44, dermatite45 alérgica, prurido46, urticária47, edema48 e eritema multiforme49. Efeitos colaterais32 raros: cefaléia50, tontura51, elevação das enzimas hepáticas52, sedimento sintomático53 de ceftriaxona cálcica na vesícula biliar21, oligúria54, aumento da creatinina16 sérica, micose55 do trato genital, tremores, reações anafiláticas56 ou anafilactóides, distúrbios da coagulação57 e enterocolite pseudomembranosa. Efeitos colaterais32 locais: em raros casos, após administração intravenosa, ocorrem reações inflamatórias na parede da veia. Isto pode ser evitado por injeção58 lenta da substância (2 a 4 minutos).

Contra-Indicações de Ceftriax Iv

está contra-indicado para pacientes7 com reconhecida hipersensibilidade aos antibióticos do grupo das cefalosporinas. Em pacientes hipersensíveis à penicilina, deve-se levar em conta a possibilidade de reações alérgicas cruzadas. Ceftriax I.V. não deve ser adicionado a soluções que contenham cálcio, tais como, soluções de Hartmann ou de Ringer. Baseado em artigos da literatura, soluções de ceftriaxona não podem ser misturadas, com amsacrina, vancomicina, fluconazol e aminoglicosídeos. Gravidez59 e lactação60: embora as pesquisas pré-clínicas não tenham revelado efeitos mutagênicos e teratogênicos61, Ceftriax I.V. não deve ser usado durante a gravidez59 (principalmente nos 3 primeiros meses), a não ser que seja absolutamente necessário. Como a ceftriaxona é excretada no leite em baixas concentrações, é recomendado cuidado em mulheres que amamentam.

Indicações de Ceftriax Iv

tratamento das seguintes infecções2 causadas por germes Gram-negativos e Gram-positivos sensíveis: infecções2 do trato urinário62 (complicadas ou não); infecções2 ginecológicas e obstétricas; doença inflamatória pélvica63; infecções2 intra-abdominais; infecções2 dos órgãos genitais masculino e feminino; gonorréia64 não complicada (cervical, uretral65 e retal); sífilis66; doença de Lyme; septicemia67 bacteriana; meningites68; infecções2 dos ossos e articulações69; infecções2 otorrinolaringológicas; infecções2 do trato respiratório inferior. - Profilaxia cirúrgica: a administração pré-operatória de 1 a 2 g de Ceftriax I.V. pode reduzir a incidência70 de infecções2 pós-operatórias em pacientes sendo submetidos a procedimentos cirúrgicos classificados como contaminados ou potencialmente contaminados (p. ex.: histerectomia71 vaginal ou abdominal, colecistectomia em pacientes de alto risco, icterícia72 obstrutiva, by-pass de artéria73 coronária). Quando administrada antes do procedimento cirúrgico, uma dose única de 1-2 g de Ceftriax I.V. proporciona proteção contra a maioria das infecções2 causadas por germes sensíveis. Antes de se iniciar o tratamento com Ceftriax I.V., deve-se colher material apropriado para cultura e antibiograma, sempre que possível.

Apresentação de Ceftriax Iv

solução injetável intravenosa em caixa com 1 frasco-ampola contendo pó estéril, equivalente a 250 mg de ceftriaxona. Acompanha ampola de água estéril para injeção58 de 5 ml para aplicação intravenosa em pacientes adultos e pediátricos; em caixa com 1 frasco-ampola contendo pó estéril, equivalente a 500 mg de ceftriaxona. Acompanha ampola de água estéril para injeção58 de 5 ml para aplicação intravenosa em pacientes adultos e pediátricos; em caixa com 1 frasco-ampola contendo pó estéril, equivalente a 1 g de ceftriaxona. Acompanha ampola de água estéril para injeção58 de 10 ml para aplicação intravenosa em pacientes adultos e pediátricos.


CEFTRIAX IV - Laboratório

SIGMA PHARMA
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Complementos

1 Grama: 1. Designação comum a diversas ervas da família das gramíneas que formam forrações espontâneas ou que são cultivadas para criar gramados em jardins e parques ou como forrageiras, em pastagens; relva. 2. Unidade de medida de massa no sistema c.g.s., equivalente a 0,001 kg . Símbolo: g.
2 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
3 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
4 Fisiológico: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
5 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
6 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
7 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
8 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
9 Bactéria: Organismo unicelular, capaz de auto-reproduzir-se. Existem diferentes tipos de bactérias, classificadas segundo suas características de crescimento (aeróbicas ou anaeróbicas, etc.), sua capacidade de absorver corantes especiais (Gram positivas, Gram negativas), segundo sua forma (bacilos, cocos, espiroquetas, etc.). Algumas produzem infecções no ser humano, que podem ser bastante graves.
10 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
11 Meningite: Inflamação das meninges, aguda ou crônica, quase sempre de origem infecciosa, com ou sem reação purulenta do líquido cefalorraquidiano. As meninges são três membranas superpostas (dura-máter, aracnoide e pia-máter) que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.
12 Germe: Organismo microscópico (vírus, bactérias, parasitas unicelulares, fungos) capaz de produzir doenças no homem e outros animais.
13 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
14 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
15 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
16 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
17 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
18 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
19 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
20 Choque anafilático: Reação alérgica grave, caracterizada pela diminuição da pressão arterial, taquicardia e distúrbios gerais da circulação, acompanhado ou não de edema de glote. Necessita de tratamento urgente. Pode surgir por exposição aos mais diversos alérgenos.
21 Vesícula Biliar: Reservatório para armazenar secreção da BILE. Através do DUCTO CÍSTICO, a vesícula libera para o DUODENO ácidos biliares em alta concentração (e de maneira controlada), que degradam os lipídeos da dieta.
22 Colite: Inflamação da porção terminal do cólon (intestino grosso). Pode ser devido a infecções intestinais (a causa mais freqüente), ou a processos inflamatórios diversos (colite ulcerativa, colite isquêmica, colite por radiação, etc.).
23 Peristaltismo: Conjunto das contrações musculares dos órgãos ocos, provocando o avanço de seu conteúdo; movimento peristáltico, peristalse.
24 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
25 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
26 Neonatos: Refere-se a bebês nos seus primeiros 28 dias (mês) de vida. O termo “recentemente-nascido“ refere-se especificamente aos primeiros minutos ou horas que se seguem ao nascimento. Esse termo é utilizado para enfocar os conhecimentos e treinamento da ressuscitação imediatamente após o nascimento e durante as primeiras horas de vida.
27 Encefalopatia: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.
28 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
29 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
30 Galactosemia: Doença hereditária que afeta o metabolismo da galactose (“produção”).
31 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
32 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
33 Sistêmicos: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
34 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
35 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
36 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
37 Estomatite: Inflamação da mucosa oral produzida por infecção viral, bacteriana, micótica ou por doença auto-imune. É caracterizada por dor, ardor e vermelhidão da mucosa, podendo depositar-se sobre a mesma uma membrana brancacenta (leucoplasia), ou ser acompanhada de bolhas e vesículas.
38 Glossite: Inflamação da mucosa que reveste a língua, produzida por infecção viral, radiação, carências nutricionais, etc.
39 Eosinofilia: Propriedade de se corar facilmente pela eosina. Em patologia, é o aumento anormal de eosinófilos no sangue, característico de alergias e infestações por parasitas. Em patologia, é o acúmulo de eosinófilos em um tecido ou exsudato.
40 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
41 Anemia hemolítica: Doença hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem no interior dos veios sangüíneos (hemólise intravascular) ou em outro lugar do organismo (hemólise extravascular). Pode ter várias causas e ser congênita ou adquirida. O tratamento depende da causa.
42 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
43 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
44 Exantema: Alteração difusa da coloração cutânea, caracterizada por eritema, com elevação das camadas mais superficiais da pele (pápulas), vesículas, etc. Pode ser produzido por uma infecção geralmente viral (rubéola, varicela, sarampo), por alergias a medicamentos, etc.
45 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
46 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
47 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
48 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
49 Eritema multiforme: Condição aguda, auto-limitada, caracterizada pelo início abrupto de pápulas vermelhas fixas simétricas, algumas evoluindo em lesões em forma de “alvo”. A lesão alvo são zonas concêntricas de alterações de coloração com a área central púrpura ou escura e a externa vermelha. Elas irão desenvolver vesícula ou crosta na zona central após vários dias. Vinte porcento de todos os casos ocorrem na infância.O eritema multiforme geralmente é precipitado pelo vírus do herpes simples, Mycoplasma pneumoniae ou histoplasmose.
50 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
51 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
52 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
53 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
54 Oligúria: Clinicamente, a oligúria é o débito urinário menor de 400 ml/24 horas ou menor de 30 ml/hora.
55 Micose: Infecção produzida por fungos. Pode ser superficial, quando afeta apenas pele, mucosas e seus anexos, ou profunda, quando acomete órgãos profundos como pulmões, intestinos, etc.
56 Reações anafiláticas: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
57 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
58 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
59 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
60 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
61 Teratogênicos: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
62 Trato Urinário:
63 Doença inflamatória pélvica: Infecção aguda que compromete o trato genital feminino (ovários, trompas de Falópio, útero). Manifesta-se por dor, febre e descarga purulenta pela vagina.
64 Gonorreia: Infecção bacteriana que compromete o trato genital, produzida por uma bactéria chamada Neisseria gonorrhoeae. Produz uma secreção branca amarelada que sai pela uretra juntamente com ardor ao urinar. É uma causa de infertilidade masculina.Em mulheres, a infecção pode não ser aparente. Se passar despercebida, pode se tornar crônica e ascender, atingindo os anexos uterinos (trompas, útero, ovários) e causar Doença Inflamatória Pélvica e mesmo infertilidade feminina.
65 Uretral: Relativo ou pertencente à uretra.
66 Sífilis: Doença transmitida pelo contato sexual, causada por uma bactéria de forma espiralada chamada Treponema pallidum. Produz diferentes sintomas de acordo com a etapa da doença. Primeiro surge uma úlcera na zona de contato com inflamação dos gânglios linfáticos regionais. Após um período a lesão inicial cura-se espontaneamente e aparecem lesões secundárias (rash cutâneo, goma sifilítica, etc.). Em suas fases tardias pode causar transtorno neurológico sério e irreversível, que felizmente após o advento do tratamento com antibióticos tem se tornado de ocorrência rara. Pode ser causa de infertilidade e abortos espontâneos repetidos.
67 Septicemia: Septicemia ou sepse é uma infecção generalizada grave que ocorre devido à presença de micro-organismos patogênicos e suas toxinas na corrente sanguínea. Geralmente ela ocorre a partir de outra infecção já existente.
68 Meningites: Inflamação das meninges, aguda ou crônica, quase sempre de origem infecciosa, com ou sem reação purulenta do líquido cefalorraquidiano. As meninges são três membranas superpostas (dura-máter, aracnoide e pia-máter) que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.
69 Articulações:
70 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
71 Histerectomia: Cirurgia através da qual se extrai o útero. Pode ser realizada mediante a presença de tumores ou hemorragias incontroláveis por outras formas. Quando se acrescenta à retirada dos ovários e trompas de Falópio (tubas uterinas) a esta cirurgia, denomina-se anexo-histerectomia.
72 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
73 Artéria: Vaso sangüíneo de grande calibre que leva sangue oxigenado do coração a todas as partes do corpo.
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