AGRASTAT

Merck Sharp & Dohme

Atualizado em 03/06/2015

AGRASTAT®

(Cloridrato de tirofibana), MSD

Forma Farmacêutica e Apresentação de Agrastat

AGRASTAT® é apresentado em frascos de 50 mL de solução concentrada para infusão intravenosa após diluição, contendo 0,25 mg/mL de tirofibana em base livre.

USO ADULTO

Composição de Agrastat

Ingrediente ativo: cada mL de AGRASTAT® contém 0,25 mg /mL (solução concentrada)   de tirofibana em base livre.

Ingredientes inativos: cloreto de sódio, citrato de sódio diidratado e ácido cítrico anidro. O pH varia de 5,5 a 6,5 e pode ter sido ajustado com ácido clorídrico1 e/ou hidróxido de sódio.

 -  Informações ao paciente

AGRASTAT® é um medicamento que inibe a agregação plaquetária. Conserve em temperatura entre 15 e 30°C. Mantenha o frasco fechado, protegido da luz. Não congele.

Ao adquirir o medicamento, confira sempre o prazo de validade impresso na embalagem. Nunca use medicamento com prazo de validade vencido. Além de não obter o efeito desejado, pode prejudicar sua saúde2.

Informe seu médico a ocorrência de gravidez3 na vigência do tratamento ou após o seu término. Seu médico decidirá se você deve receber AGRASTAT®.

Informar ao médico se está amamentando ou se pretende amamentar.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Informe ao seu médico o aparecimento de reações desagradáveis. O evento adverso mais comumente relacionado à medicação, quando utilizada concomitantemente com heparina e aspirina, foi sangramento. Febre4, náusea5, reações alérgicas e dor de cabeça6 também ocorreram.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Em geral, AGRASTAT® pode ser utilizado com outros medicamentos; entretanto, é importante informar ao seu médico qualquer medicamento que esteja utilizando, inclusive aqueles obtidos sem prescrição médica, porque alguns medicamentos podem afetar a ação de outros. É particularmente importante informar ao seu médico o uso de medicamentos que afetam a hemostasia7, tais como varfarina.

Você não deve receber AGRASTAT® se:

for alérgico a qualquer um de seus componentes (veja COMPOSIÇÃO);
estiver com hemorragia8 interna;
tiver antecedentes de hemorragia8 intracraniana, neoplasia9 intracraniana, malformação10 arteriovenosa ou aneurisma11;
apresentou redução acentuada do número de plaquetas12 quando recebeu AGRASTAT®  anteriormente.
Se você não tiver certeza se deve ou não começar a receber AGRASTAT®, converse com seu médico ou com outro profissional de saúde2.

Antes de receber AGRASTAT®, informe ao seu médico qualquer problema que você tenha ou teve e qualquer alergia13.

AGRASTAT® deve ser usado com precaução nos pacientes que apresentaram:

distúrbios hemorrágicos14 recentes (< 1 ano), inclusive histórico de hemorragia8 gastrointestinal ou hemorragia8 geniturinária de importância clínica;
distúrbios plaquetários, coagulopatia conhecida ou histórico de trombocitopenia15 (número reduzido de plaquetas12);
histórico de doença cerebrovascular16 no ano precedente;
procedimentos cirúrgicos de porte ou traumatismo17 grave no mês precedente;
procedimento  epidural18 recente ;
histórico, sintomas19 ou achados sugestivos de dissecação da aorta20;
hipertensão21 grave, não controlada;
pericardite22 aguda; histórico;
hemorragia8 nos vasos sangüíneos23 da retina24;
tratamento com medicamentos que afetem a hemostasia7;
problemas renais.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE2.

Informações Técnicas de Agrastat

AGRASTAT®, um antagonista25 não peptídico do receptor de glicoproteína (GP) IIb/IIIa plaquetário, é um inibidor da agregação plaquetária.

Farmacologia26 Clínica de Agrastat

Mecanismo de ação: a ativação, adesão e agregação plaquetária representam as etapas iniciais fundamentais para a formação dos trombos27 arteriais que se depositam sobre as placas28 ateroscleróticas rompidas. A formação do trombo29 é crucial na fisiopatologia30 das síndromes coronárias isquêmicas agudas, como a angina31 instável e infarto do miocárdio32, bem como das complicações isquêmicas cardíacas após angioplastia33 coronária.

AGRASTAT® é um antagonista25 não peptídico do receptor de glicoproteína (GP) IIb/IIIa, o principal receptor plaquetário de superfície envolvido na agregação plaquetária. AGRASTAT® impede a ligação do fibrinogênio34 ao receptor de GP IIb/IIIa, bloqueando desse modo a ligação cruzada das plaquetas12 e a agregação plaquetária.

Farmacocinética de Agrastat

Distribuição: a tirofibana não se liga fortemente às proteínas35 plasmáticas e essa ligação é independente da concentração na faixa de 0,01 a 25 microgramas/mL. A fração não ligada no plasma36 humano é de 35%. No estado de equilíbrio, o volume de distribuição da tirofibana varia de 22 a 42 litros. A tirofibana atravessa a placenta de ratas e coelhas.

Metabolismo37: o perfil da tirofibana marcada com 14C na urina38 e nas fezes indica que a radioatividade deveu-se principalmente à tirofibana inalterada (até 10 horas após a última dose). Esse dado sugere metabolismo37 limitado da tirofibana.

Eliminação: após uma dose intravenosa de tirofibana marcada com 14C em indivíduos saudáveis, 66% da radioatividade foi recuperada na urina38 e 23%, nas fezes. A recuperação total da radioatividade foi de aproximadamente 91%. Tanto a excreção urinária quanto a biliar contribuem significativamente para a eliminação da tirofibana.

Em indivíduos saudáveis, a depuração plasmática da tirofibana varia de 213 a 314 mL/min. A depuração renal39 é responsável por 39% a 69% da depuração plasmática. A meia-vida é de 1,4 a 1,8 hora. Em pacientes com doença arterial coronária, a depuração plasmática de tirofibana varia de 152 a 267 mL/min. A depuração renal39 é responsável por 39% da depuração plasmática. A meia-vida varia de 1,9 a 2,2 horas.

A tirofibana é excretada no leite de ratas.

Farmacodinâmica de Agrastat

AGRASTAT® causa potente inibição da função plaquetária, conforme demonstrado por sua capacidade de inibir a agregação plaquetária induzida pelo difosfato de adenosina (ADP) ex vivo e de prolongar o tempo de sangramento em indivíduos saudáveis e pacientes com doença arterial coronária. O tempo decorrente até a inibição corresponde ao perfil de concentração plasmática do fármaco40. Após a descontinuação de uma infusão de AGRASTAT®, a função plaquetária rapidamente retorna aos valores basais (de 4 a 8 horas).

A administração concomitante de uma infusão de 0,15 microgramas/kg/min de AGRASTAT® e aspirina durante 4 horas resulta previsivelmente em inibição quase máxima da agregação plaquetária e em modesto efeito aditivo no prolongamento do tempo de sangramento.

Em pacientes com angina31 instável, a administração de AGRASTAT® por infusão intravenosa em duas fases (infusão de 0,4 microgramas/kg/min durante 30 minutos seguida de 0,1 microgramas/kg/min durante até 48 horas na presença de heparina e aspirina) produz aproximadamente 90% de inibição da agregação plaquetária induzida pelo difosfato de adenosina (ADP) ex vivo com prolongamento de 2,9 vezes do tempo de sangramento durante a infusão. A inibição foi alcançada rapidamente com a infusão durante 30 minutos e foi mantida no seu decorrer.

Em pacientes submetidos a angioplastia33 coronariana, a administração de AGRASTAT® por infusão intravenosa em duas fases (infusão em bolus41 de 10 microgramas/kg durante 5 minutos, seguida de infusão de manutenção de 0,15 microgramas/kg/min durante 16 a 24 horas), em combinação com heparina e aspirina, produziu aproximadamente mais de 90% de inibição da agregação plaquetária induzida pelo difosfato de adenosina (ADP) ex vivo em quase todos os pacientes. A inibição quase máxima é atingida rapidamente com a infusão em bolus41 durante 5 minutos, a qual é mantida no seu decorrer. Após a descontinuação da infusão de AGRASTAT®, a função plaquetária retorna rapidamente aos valores basais (de 4 a 8 horas).

Indicações de Agrastat

AGRASTAT®, em combinação com heparina, é indicado para pacientes42 com angina31 instável ou infarto do miocárdio32 sem elevação do segmento ST (IMSEST) para prevenir a ocorrência de eventos cardíacos isquêmicos. É também indicado para pacientes42 com síndromes coronárias isquêmicas submetidos à angioplastia33 coronária ou aterectomia para prevenir a ocorrência de complicações coronárias isquêmicas relacionadas ao fechamento abrupto da artéria43 coronária tratada (veja  POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO).

Contra-Indicações de Agrastat

AGRASTAT® é contra-indicado para pacientes42 com hipersensibilidade a qualquer componente do produto.

Como a inibição da agregação plaquetária aumenta o risco de hemorragias44, AGRASTAT® é contra-indicado para pacientes42 com hemorragia8 interna ativa, histórico de hemorragia8 intracraniana, neoplasia9 intracraniana, malformação10 arteriovenosa ou aneurisma11 e para pacientes42 que desenvolveram trombocitopenia15 após exposição ao AGRASTAT®.

Precauções de Agrastat

AGRASTAT® deve ser usado com cautela nas seguintes situações:

hemorragias44 recentes (<1 ano), incluindo histórico de hemorragia8 gastrointestinal ou hemorragia8 geniturinária de significância clínica;coagulopatia conhecida, distúrbios plaquetários ou histórico de trombocitopenia15;
contagem de plaquetas12 < 150.000 células45/mm3;
histórico de doença cerebrovascular16 no ano precedente;
procedimentos cirúrgicos de porte ou trauma físico grave no mês precedente;
procedimento epidural18 recente;
histórico, sintomas19 ou achados sugestivos de dissecação da aorta20;
hipertensão21 grave, não controlada (pressão arterial sistólica46 > 180 mm Hg e/ou pressão arterial diastólica47 > 110 mm Hg);
pericardite22 aguda;
retinopatia hemorrágica48;
hemodiálise49 crônica.

Precauções relativas a hemorragias44: sabendo-se que AGRASTAT® inibe a agregação plaquetária, deve-se ter cautela quando esse medicamento for usado com outras medicações que afetem a hemostasia7. A segurança de AGRASTAT®, utilizado em combinação com agentes trombolíticos, não foi estabelecida até o momento. Durante o tratamento com AGRASTAT®, os pacientes devem ser monitorizados quanto a possíveis sangramentos. Caso necessário, deve-se considerar a descontinuação do medicamento e  a possibilidade de realizar transfusão50.

Foram relatados sangramentos fatais (veja REAÇÕES ADVERSAS ).

Local de punção da artéria43 femoral: AGRASTAT® está associado a pequenos aumentos das taxas de sangramento, particularmente no local de acesso arterial para colocação do introdutor femoral. Deve-se ter cautela para, na tentativa de obter acesso femoral, somente puncionar a parede anterior desta artéria43, evitando-se a técnica de cateterização de Seldinger. Deve-se tomar cuidado para se obter hemostasia7 apropriada após a remoção dos introdutores e manter o paciente sob atenta observação.

Monitorização laboratorial: a contagem de plaquetas12, a hemoglobina51 e o hematócrito52 devem ser monitorizados antes do tratamento,  em até 6 horas após a infusão em bolus41 ou de ataque e, a seguir, pelo menos diariamente durante o tratamento com AGRASTAT®  (ou mais freqüentemente se houver evidência de queda significativa). No caso de pacientes que receberam anteriormente antagonistas do receptor de GP IIb/IIIa deve-se considerar a monitorização precoce das plaquetas12. Se o paciente apresentar redução do número de plaquetas12 para menos de 90.000 células45/mm3, contagens adicionais devem ser realizadas para excluir pseudotrombocitopenia. Se for confirmada trombocitopenia15, AGRASTAT® e heparina devem ser descontinuados e essa alteração monitorizada e tratada apropriadamente.

Além disso, o tempo parcial de tromboplastina53 ativado (TPTa) deve ser determinado antes do tratamento e os efeitos anticoagulantes54 da heparina devem ser cuidadosamente monitorizados por meio de avaliações repetidas do TPTa e sua dose, ajustada de maneira adequada (veja POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO ).

Pode ocorrer sangramento que acarreta risco de vida, especialmente quando heparina  for administrada com outros produtos que afetam a homeostase,  tais como antagonistas do receptor GP IIb/IIIa.

Insuficiência renal55 grave: em estudos clínicos, pacientes com insuficiência renal55 grave (clearance de creatinina56 < 30 mL/min) demonstraram redução da depuração plasmática de AGRASTAT®. A posologia de AGRASTAT® deve ser reduzida nesses pacientes (veja POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO ).

Gravidez3: não há estudos adequados e bem controlados em grávidas. AGRASTAT® deve ser utilizado durante a gravidez3 somente se o benefício potencial justificar o risco potencial para o feto57.

Nutrizes58: não se sabe se AGRASTAT® é excretado no leite humano. Como muitos medicamentos são excretados no leite humano e em razão do potencial de efeitos adversos para o lactente59, deve-se optar por descontinuar a amamentação60 ou o tratamento com AGRASTAT®, levando-se em consideração a importância do medicamento para a mãe.

Uso Pediátrico: a segurança e a eficácia em crianças não foram estabelecidas.

Uso em Idosos: em estudos clínicos, a eficácia de AGRASTAT® em idosos (³ 65 anos de idade) foi comparável à observada em pacientes mais jovens (< 65 anos de idade). Pacientes idosos que receberam AGRASTAT® com heparina ou heparina isoladamente tiveram incidência61 maior de complicações hemorrágicas62 do que pacientes mais jovens. O incremento do risco de hemorragia8 em pacientes tratados com AGRASTAT® em combinação com heparina sobre o risco em pacientes tratados somente com heparina foi comparável, independentemente da idade. A incidência61 global de eventos adversos não hemorrágicos14 foi maior em pacientes mais velhos (em comparação à observada em pacientes mais jovens). Entretanto, a incidência61 de eventos adversos não hemorrágicos14 nesses pacientes foi comparável entre os grupos que receberam AGRASTAT® associado à heparina e aqueles que receberam heparina isoladamente. Não é recomendado ajuste posológico para esse grupo de pacientes (veja POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO , Outros Grupos de Pacientes).

Interações Medicamentosas de Agrastat

AGRASTAT® foi estudado em associação com aspirina e heparina. O uso de AGRASTAT® em combinação com heparina e aspirina foi associado ao aumento de sangramentos quando comparado à aspirina e à heparina administradas isoladamente (veja REAÇÕES ADVERSAS ). Deve-se ter cautela quando AGRASTAT® for usado com outros medicamentos que afetam a hemostasia7 (por exemplo, varfarina) (veja PRECAUÇÕES , Precauções relativas a sangramento).

Em estudos clínicos, AGRASTAT®  foi utilizado concomitantemente com betabloqueadores, bloqueadores dos canais de cálcio, antiinflamatórios não esteróides (AINEs) e preparações contendo nitratos sem evidência de interações adversas clinicamente significativas.

Em um subgrupo de pacientes (n= 762) no estudo PRISM (Inibição dos Receptores Plaquetários no Controle da Síndrome63 Isquêmica), a depuração plasmática de tirofibana de pacientes que receberam uma das medicações mencionadas a seguir foi comparada à de pacientes que não a receberam. Não houve interações clinicamente significativas na depuração plasmática da tirofibana com: acebutolol, acetaminofeno, alprazolam, amlodipina, preparações contendo aspirina, atenolol, bromazepam, captopril, diazepam, digoxina, diltiazem, docusato sódico, enalapril, furosemida, gliburida, heparina, insulina64, isossorbida, levotiroxina65, lorazepam, lovastatina, metoclopramida, metoprolol, morfina, nifedipina, preparações contendo nitratos, omeprazol, oxazepam, cloreto de potássio, propranolol, ranitidina, sinvastatina, sucralfato e temazepam.

Reações Adversas de Agrastat

O evento adverso relacionado à medicação mais comum durante o tratamento com AGRASTAT® quando usado concomitantemente com heparina e aspirina, foi sangramento (geralmente relatado pelos pesquisadores como discreto ou leve). As incidências de sangramentos menores e maiores, com base nos critérios TIMI++, nos estudos PRISM-PLUS (Inibição dos Receptores Plaquetários no Controle da Síndrome63 Isquêmica - Pacientes Limitados por Sinais66 e Sintomas19 Instáveis) e  RESTORE (Estudo Randômico da Eficácia da Tirofibana quanto à Evolução e Estenoses67 Recorrentes) são descritas a seguir:

            PRISM-PLUSõ             RESTOREõ

            IMSEST Infarto68 do  Angioplastia33/aterectomia
 Miocárdio69 sem elevação
            do segmento ST


Sangramentos
 AGRASTAT® +     Heparina AGRASTAT®+      Heparina    
            Heparina         (n= 797)        Heparina         (n= 1071)
            (n= 773)                (n= 1071)
                     
                    

            %        %        %        %

Sangramentos         1,4         0,8         2,2        1,6
maiores (Critério TIMI)
*

Sangramentos         10,5        8,0        12,0        6,3        
menores (Critério TIMI)
˜

Transfusões        4,0         2,8        4,3        2,5

õ     Pacientes que receberam aspirina, a menos que contra-indicado.

*   Queda de hemoglobina51 superior a 50 g/L com ou sem identificação do local, hemorragia8 intracraniana ou tamponamento cardíaco.

˜     Queda de hemoglobina51 superior a 30 g/L com sangramento em local conhecido, hematúria70 espontânea, hematêmese71 ou hemoptise72.

++ Bovill E G et al. Hemorrhagic Events during Therapy with Recombinant Tissue-Type Plasminogen Activator, Heparin, and Aspirin for Acute Myocardial Infarction, Results of the Thrombolysis in Myocardial Infarction (TIMI), Phase II Trial. Annals of Internal Medicine, 1991 Aug 15;115(4):256-65.

Não há relatos de hemorragia8 intracraniana no grupo que recebeu AGRASTAT® em combinação com heparina ou no grupo controle (que recebeu heparina) no estudo PRISM-PLUS. A incidência61 de hemorragia8 intracraniana no estudo RESTORE foi de 0,1% no grupo que recebeu AGRASTAT® em combinação com heparina e de 0,3% no grupo controle (que recebeu heparina). No estudo PRISM-PLUS, as incidências de hemorragia8 retroperitonial relatadas no grupo que recebeu AGRASTAT® em combinação com heparina e no grupo controle foram de 0,0% e 0,1%, respectivamente. No estudo RESTORE, as incidências de hemorragia8 retroperitoneal73 relatadas no grupo que recebeu AGRASTAT® em combinação com heparina e no grupo controle foram 0,6% e 0,3%, respectivamente.

Pacientes do sexo feminino e pacientes idosos que receberam AGRASTAT® com heparina ou heparina isoladamente apresentaram maior incidência61 de complicações hemorrágicas62 do que pacientes do sexo masculino e pacientes mais jovens, respectivamente. O incremento do risco de hemorragias44 em pacientes tratados com AGRASTAT® em combinação com heparina sobre o risco em pacientes tratados com heparina isoladamente foi comparável independentemente da idade ou sexo. Não é recomendado ajuste posológico para esses grupos (veja POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO , Outros Grupos de Pacientes).

A probabilidade de redução do número de plaquetas12 foi maior em pacientes tratados com AGRASTAT® e heparina do que nos pacientes do grupo controle. Essas reduções foram reversíveis após descontinuação da terapia com AGRASTAT®. A porcentagem de pacientes com diminuição de plaquetas12 para menos de 90.000 células45/mm3 foi 1,5%. A porcentagem de pacientes com diminuição de plaquetas12 para menos de 50.000 células45/mm3 foi 0,3%. Foi observada diminuição de plaquetas12 em pacientes sem histórico de trombocitopenia15 quando antagonistas do receptor de GP IIb/IIIa foram readministrados.

As reações adversas não hemorrágicas62 relacionadas à medicação mais freqüentemente relatadas com a administração concomitante de AGRASTAT® e heparina, que ocorreram a uma incidência61 superior a 1%, foram náusea5 (1,7%), febre4 (1,5%) e cefaléia74 (1,1%) versus 1,4%, 1,1% e 1,2%, respectivamente, no grupo controle.

Em estudos clínicos, as incidências de eventos adversos foram geralmente similares entre raças diferentes, pacientes com ou sem hipertensão21, pacientes com ou sem diabetes melito75 e pacientes com ou sem hipercolesterolemia76.

A incidência61 geral de eventos adversos não hemorrágicos14 foi maior em pacientes do sexo feminino (em comparação a pacientes do sexo masculino) e em pacientes mais velhos (em comparação a pacientes mais jovens), entretanto, as incidências de eventos adversos não hemorrágicos14 nesses pacientes foi comparável entre o grupo que recebeu AGRASTAT® e heparina e o grupo que recebeu heparina isoladamente (veja acima eventos adversos hemorrágicos14).

As seguintes reações adversas também foram relatadas após a comercialização:

Hemorragia8: hemorragia8 intracraniana, hemorragia8 retroperitoneal73, hemopericárdio, hemorragia8 pulmonar (alveolar) e hematoma77 espino-epidural18. Raramente foram relatadas hemorragias44 fatais; Organismo em geral: plaquetopenia78 aguda e/ou grave (veja acima) que pode estar associada a calafrios79, febre4 baixa ou complicações hemorrágicas62; Hipersensibilidade: reações alérgicas graves, inclusive reações anafiláticas80. Os casos relatados ocorreram durante o primeiro dia de infusão de tirofibana, durante o tratamento inicial, e durante a readministração de tirofibana. Alguns casos foram associados com trombocitopenia15 grave (contagem de plaquetas12 < 10.000/mm3).

Achados Laboratoriais de Agrastat

Os eventos adversos laboratoriais observados mais freqüentemente em pacientes que receberam  AGRASTAT®  concomitantemente com heparina foram relacionados a sangramentos. Foram observadas quedas da hemoglobina51, do hematócrito52 e do número de plaquetas12. Também foi observado aumento de sangue81 oculto na urina38 e nas fezes.

 -  Posologia e Administração

O frasco de AGRASTAT® solução concentrada deve ser diluído antes da administração (veja INSTRUÇÕES PARA USO ).

AGRASTAT® somente deve ser utilizado por via intravenosa usando-se equipamento estéril. AGRASTAT®  pode ser administrado com heparina, na mesma linha venosa.

Recomenda-se usar AGRASTAT® utilizando-se bomba de infusão calibrada. Deve-se evitar infusão de ataque prolongada e ter cautela para calcular a dose em bolus41 e a velocidade de infusão com base no peso do paciente.

Em estudos clínicos, os pacientes receberam aspirina, exceto quando contra-indicado.

Angina31 instável ou Infarto do Miocárdio32 sem elevação do segmento ST: AGRASTAT® deve ser administrado por via intravenosa, em combinação com heparina, na velocidade de infusão inicial de 0,4 microgramas/kg/min durante 30 minutos. Ao término da infusão inicial de AGRASTAT®, deve-se continuar a infusão de manutenção na velocidade de 0,1 microgramas/kg/min. A tabela a seguir é fornecida como guia para ajuste posológico com base no peso do paciente.

AGRASTAT® solução concentrada para infusão intravenosa deve ser diluído antes da administração para a mesma concentração de AGRASTAT® solução pronta para uso, veja INSTRUÇÕES PARA USO .


        Maioria dos Pacientes Insuficiência Renal55 Grave

Peso do     Infusão de     Infusão de     Infusão de    Infusão de
Paciente     ataque em 30    manutenção     ataque em 30    manutenção
(kg)    minutos (mL/h)    (mL/h)         minutos (mL/h)    (mL/h)

30-37     16        4        8        2
38-45     20        5        10        3
46-54     24        6        12        3
55-62     28        7        14        4
63-70     32        8        16        4
71-79     36        9        18        5
80-87     40        10        20        5
88-95     44        11        22        6
96-104     48        12        24        6
105-112     52        13        26        7
113-120     56        14        28        7
121-128     60        15         30        8
129-137     64        16        32        8
138-145     68        17        34        9
146-153     72        18        36        9

No estudo que demonstrou a eficácia, AGRASTAT®, em combinação com heparina, em geral foi mantido durante no mínimo 48 horas, até 108 horas; em média, os pacientes receberam AGRASTAT® durante 71,3 horas. Essa infusão pode ser continuada durante angiografia82 e deveria prosseguir por até 12 a 24 horas após angioplastia33/aterectomia. Os introdutores arteriais devem ser removidos quando o tempo de coagulação83 ativado do paciente for inferior a 180 segundos ou 2 a 6 horas após suspensão da heparina.

Angioplastia33/Aterectomia: nessas situações, AGRASTAT® deve ser administrado por via intravenosa, em combinação com heparina, em bolus41 inicial de 10 microgramas/kg administrados durante 3 minutos e, a seguir, na velocidade de infusão de manutenção de 0,15 microgramas/kg/min. A tabela a seguir é fornecida como guia para ajuste posológico com base no peso do paciente.

AGRASTAT® solução concentrada para infusão deve  ser diluído antes da administração  para a mesma concentração que AGRASTAT® solução, veja INSTRUÇÕES PARA USO .

        Maioria dos Pacientes         Insuficiência Renal55 Grave

Peso do        Infusão em     Infusão de     Infusão em     Infusão de
Paciente bolus41 a ser     manutenção     bolus41 a ser     manutenção
(kg)        administrada     (mL/h)         administrada     (mL/h)
        durante 3                durante 3
        minutos (mL)            minutos (mL)
30-37        7        6        4        3
38-45        8        8        4        4
46-54        10        9        5        5
55-62        12        11        6        6
63-70        13        12        7        6
71-79        15        14        8        7
80-87        17        15        9        8
88-95        18        17        9        9
96-104        20        18        10        9
105-112        22        20        11        10
113-120        23        21        12        11
121-128        25        23        13        12
129-137        26        24        13        12
138-145        28        26        14        13
146-153        30        27        15        14

A infusão de manutenção de AGRASTAT® deve ser administrada durante 36 horas. No fim do procedimento, a heparina deve ser descontinuada, e os introdutores arteriais devem ser removidos quando o tempo de coagulação83 ativado do paciente for inferior a 180 segundos.

Pacientes com Insuficiência Renal55 Grave: conforme especificado nas tabelas, a posologia de AGRASTAT® deve ser reduzida em 50% em pacientes com insuficiência renal55 grave (clearance  de creatinina56 < 30 mL/min) (veja PRECAUÇÕES , Insuficiência renal55 grave).

Outros Grupos de Pacientes: não é recomendado ajuste posológico para pacientes42 idosos (veja PRECAUÇÕES, Uso em Idosos) ou  para pacientes42 do sexo feminino.

Instruções Para Uso de Agrastat

Medicações para uso parenteral devem ser inspecionadas visualmente quanto à presença de micropartículas e alteração de cor antes do uso, sempre que a solução e o frasco permitirem.

AGRASTAT®   pode ser administrado na mesma linha venosa utilizada para administração de sulfato de atropina, dobutamina, dopamina84, cloridrato de epinefrina, furosemida, lidocaína, cloridrato de midazolam, sulfato de morfina, nitroglicerina, cloreto de potássio, cloridrato de propanolol e famotidina injetável. AGRASTAT®  e diazepam não devem ser administrados na mesma linha intravenosa.

AGRASTAT®  solução concentrada:

O conteúdo do frasco de AGRASTAT®  solução concentrada deve ser diluído antes da administração do seguinte modo:

1. Retire 50 mL de um frasco estéril de 250 mL de solução salina estéril a 0,9% ou de glicose85 a 5% em água e substitua por 50 mL de AGRASTAT®  solução concentrada (frasco de 50 mL) para obter a concentração de 50 microgramas/mL. Misture bem antes da administração.2. Administre a posologia apropriada, calculada com base na tabela descrita anteriormente.
3. Toda a solução intravenosa não utilizada deve ser descartada.

Superdosagem de Agrastat

Em estudos clínicos, a superdosagem acidental com tirofibana ocorreu em doses até 5 vezes e 2 vezes a dose recomendada para administração em bolus41 e infusão, respectivamente. A superdosagem acidental ocorreu em doses até 9,8 vezes a taxa de infusão de manutenção de 0,15 microgramas/kg/min.

As manifestações de superdosagem mais freqüentemente relatadas foram hemorragias44, principalmente pequenos eventos hemorrágicos14 mucocutâneos e sangramentos menores nos locais de cateterismo86 cardíaco (veja PRECAUÇÕES, Precauções relativas a sangramento).

A superdosagem com tirofibana deve ser tratada avaliando-se as condições clínicas do paciente e descontinuando ou ajustando a infusão da medicação, conforme apropriado.

AGRASTAT® pode ser removido por hemodiálise49.

Pacientes Idosos de Agrastat

Em estudos clínicos, a eficácia de AGRASTAT® em idosos (? 65 anos de idade) foi comparável à observada em pacientes mais jovens (< 65 anos de idade). Pacientes idosos que receberam AGRASTAT® com heparina ou heparina isoladamente tiveram incidência61 maior de complicações hemorrágicas62 do que pacientes mais jovens. O incremento do risco de hemorragia8 em pacientes tratados com AGRASTAT® em combinação com heparina sobre o risco em pacientes tratados somente com heparina foi comparável, independentemente da idade. A incidência61 global de eventos adversos não hemorrágicos14 foi maior em pacientes mais velhos (em comparação à observada em pacientes mais jovens), entretanto, a incidência61 de eventos adversos não hemorrágicos14 nesses pacientes foi comparável entre os grupos que receberam AGRASTAT® associado à heparina e heparina isoladamente. Não é recomendado ajuste posológico para esse grupo de pacientes (veja POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO, Outros Grupos de Pacientes).

Venda sob Prescrição Médica
"Uso restrito a hospitais"

Número de lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.
Farmacêutico Responsável: Alexandre T. Caria -  CRF-SP no 14.027
Registro MS - 1.0029.0009

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DSM Pharmaceuticals, Inc.
5900 NW Greenville Blvd., Greenville
North Carolina, 27834, EUA

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Rua 13 de Maio, 1.161, Sousas, Campinas/SP
CNPJ: 45.987.013/0003-04 - Indústria Brasileira

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Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda.
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AGRASTAT - Laboratório

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Complementos

1 Ácido clorídrico: Ácido clorídrico ou ácido muriático é uma solução aquosa, ácida e queimativa, normalmente utilizado como reagente químico. É um dos ácidos que se ioniza completamente em solução aquosa.
2 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
3 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
4 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
5 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
6 Cabeça:
7 Hemostasia: Ação ou efeito de estancar uma hemorragia; mesmo que hemóstase.
8 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
9 Neoplasia: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
10 Malformação: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
11 Aneurisma: Alargamento anormal da luz de um vaso sangüíneo. Pode ser produzida por uma alteração congênita na parede do mesmo ou por efeito de diferentes doenças (hipertensão, aterosclerose, traumatismo arterial, doença de Marfán, etc.).
12 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
13 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
14 Hemorrágicos: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
15 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
16 Doença cerebrovascular: É um dano aos vasos sangüíneos do cérebro que resulta em derrame (acidente vascular cerebral). Os vasos tornam-se obstruídos por depósitos de gordura (aterosclerose) ou tornam-se espessados ou duros bloqueando o fluxo sangüíneo para o cérebro. Quando o fluxo é interrompido, as células nervosas sofrem dano ou morrem, resultando no derrame. Pacientes com diabetes descompensado têm maiores riscos de AVC.
17 Traumatismo: Lesão produzida pela ação de um agente vulnerante físico, químico ou biológico e etc. sobre uma ou várias partes do organismo.
18 Epidural: Mesmo que peridural. Localizado entre a dura-máter e a vértebra (diz-se do espaço do canal raquidiano). Na anatomia geral e na anestesiologia, é o que se localiza ou que se faz em torno da dura-máter.
19 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
20 Aorta: Principal artéria do organismo. Surge diretamente do ventrículo esquerdo e através de suas ramificações conduz o sangue a todos os órgãos do corpo.
21 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
22 Pericardite: Inflamação da membrana que recobre externamente o coração e os vasos sanguíneos que saem dele. Os sintomas dependem da velocidade e grau de lesão que produz. Variam desde dor torácica, febre, até o tamponamento cardíaco, que é uma emergência médica potencialmente fatal.
23 Vasos sangüíneos: Órgãos em forma de tubos que se ramificam por todo o organismo. Existem três tipos principais de vasos sangüíneos que são as artérias, veias e capilares.
24 Retina: Parte do olho responsável pela formação de imagens. É como uma tela onde se projetam as imagens: retém as imagens e as traduz para o cérebro através de impulsos elétricos enviados pelo nervo óptico. Possui duas partes: a retina periférica e a mácula.
25 Antagonista: 1. Opositor. 2. Adversário. 3. Em anatomia geral, que ou o que, numa mesma região anatômica ou função fisiológica, trabalha em sentido contrário (diz-se de músculo). 4. Em medicina, que realiza movimento contrário ou oposto a outro (diz-se de músculo). 5. Em farmácia, que ou o que tende a anular a ação de outro agente (diz-se de agente, medicamento etc.). Agem como bloqueadores de receptores. 6. Em odontologia, que se articula em oposição (diz-se de ou qualquer dente em relação ao da maxila oposta).
26 Farmacologia: Ramo da medicina que estuda as propriedades químicas dos medicamentos e suas respectivas classificações.
27 Trombos: Coágulo aderido à parede interna de uma veia ou artéria. Pode ocasionar a diminuição parcial ou total da luz do mesmo com sintomas de isquemia.
28 Placas: 1. Lesões achatadas, semelhantes à pápula, mas com diâmetro superior a um centímetro. 2. Folha de material resistente (metal, vidro, plástico etc.), mais ou menos espessa. 3. Objeto com formato de tabuleta, geralmente de bronze, mármore ou granito, com inscrição comemorativa ou indicativa. 4. Chapa que serve de suporte a um aparelho de iluminação que se fixa em uma superfície vertical ou sobre uma peça de mobiliário, etc. 5. Placa de metal que, colocada na dianteira e na traseira de um veículo automotor, registra o número de licenciamento do veículo. 6. Chapa que, emitida pela administração pública, representa sinal oficial de concessão de certas licenças e autorizações. 7. Lâmina metálica, polida, usualmente como forma em processos de gravura. 8. Área ou zona que difere do resto de uma superfície, ordinariamente pela cor. 9. Mancha mais ou menos espessa na pele, como resultado de doença, escoriação, etc. 10. Em anatomia geral, estrutura ou órgão chato e em forma de placa, como uma escama ou lamela. 11. Em informática, suporte plano, retangular, de fibra de vidro, em que se gravam chips e outros componentes eletrônicos do computador. 12. Em odontologia, camada aderente de bactérias que se forma nos dentes.
29 Trombo: Coágulo aderido à parede interna de uma veia ou artéria. Pode ocasionar a diminuição parcial ou total da luz do mesmo com sintomas de isquemia.
30 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
31 Angina: Inflamação dos elementos linfáticos da garganta (amígdalas, úvula). Também é um termo utilizado para se referir à sensação opressiva que decorre da isquemia (falta de oxigênio) do músculo cardíaco (angina do peito).
32 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
33 Angioplastia: Método invasivo mediante o qual se produz a dilatação dos vasos sangüíneos arteriais afetados por um processo aterosclerótico ou trombótico.
34 Fibrinogênio: Proteína plasmática precursora da fibrina (que dá origem à fibrina) e que participa da coagulação sanguínea.
35 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
36 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
37 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
38 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
39 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
40 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
41 Bolus: Uma quantidade extra de insulina usada para reduzir um aumento inesperado da glicemia, freqüentemente relacionada a uma refeição rápida.
42 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
43 Artéria: Vaso sangüíneo de grande calibre que leva sangue oxigenado do coração a todas as partes do corpo.
44 Hemorragias: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
45 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
46 Pressão arterial sistólica: É a pressão mais elevada (pico) verificada nas artérias durante a fase de sístole do ciclo cardíaco, é também chamada de pressão máxima.
47 Pressão arterial diastólica: É a pressão mais baixa detectada no sistema arterial sistêmico, observada durante a fase de diástole do ciclo cardíaco. É também denominada de pressão mínima.
48 Hemorrágica: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
49 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
50 Transfusão: Introdução na corrente sangüínea de sangue ou algum de seus componentes. Podem ser transfundidos separadamente glóbulos vermelhos, plaquetas, plasma, fatores de coagulação, etc.
51 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
52 Hematócrito: Exame de laboratório que expressa a concentração de glóbulos vermelhos no sangue.
53 Tromboplastina: Conhecida como fator tissular ou Fator III, a tromboplastina é uma substância presente nos tecidos e no interior das plaquetas. Ela tem a função de transformar a protrombina em trombina na presença de íons cálcio, atuando de maneira importante no processo de coagulação.
54 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
55 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
56 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
57 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
58 Nutrizes: Mulheres que amamentam; amas de leite; que alimentam.
59 Lactente: Que ou aquele que mama, bebê. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
60 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
61 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
62 Hemorrágicas: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
63 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
64 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
65 Levotiroxina: Levotiroxina sódica ou L-tiroxina (T4) é um hormônio sintético usado no tratamento de reposição hormonal quando há déficit de produção de tiroxina (T4) pela glândula tireoide.
66 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
67 Estenoses: Estreitamentos patológicos de um conduto, canal ou orifício.
68 Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
69 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
70 Hematúria: Eliminação de sangue juntamente com a urina. Sempre é anormal e relaciona-se com infecção do trato urinário, litíase renal, tumores ou doença inflamatória dos rins.
71 Hematêmese: Eliminação de sangue proveniente do tubo digestivo, através de vômito.
72 Hemoptise: Eliminação de sangue vivo, vermelho rutilante, procedente das vias aéreas juntamente com a tosse. Pode ser manifestação de um tumor de pulmão, bronquite necrotizante ou tuberculose pulmonar.
73 Retroperitoneal: Área que ocupa a região mais posterior da CAVIDADE ABDOMINAL. Esta área limita-se lateralmente pelas bordas dos músculos quadrados lombares e se estende do DIAFRAGMA à borda da PELVE verdadeira, continuando então como espaço extraperitoneal pélvico.
74 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
75 Diabetes melito: Condição caracterizada por hiperglicemia resultante da inabilidade do organismo para usar a glicose sangüínea para produzir energia. No diabetes tipo 1, o pâncreas não mais produz insulina. Assim, a glicose não pode entrar nas células para ser usada como energia. No diabetes tipo 2, o pâncreas também não produz quantidade suficiente de insulina, ou então o organismo não é capaz de usar corretamente a insulina produzida.
76 Hipercolesterolemia: Aumento dos níveis de colesterol do sangue. Está associada a uma maior predisposição ao desenvolvimento de aterosclerose.
77 Hematoma: Acúmulo de sangue em um órgão ou tecido após uma hemorragia.
78 Plaquetopenia: Plaquetopenia ou trombocitopenia é a diminuição do número de plaquetas (trombócitos) que participam na coagulação. Habitualmente o sangue contém de 150.000 a 350.000 plaquetas por microlitro. Muitas doenças podem reduzir o número de plaquetas, as principais causas são uma produção insuficiente na medula óssea, o sequestro das plaquetas por um baço grande, o aumento do uso dos trombócitos, da sua destruição ou a sua diluição no sangue.
79 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
80 Reações anafiláticas: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
81 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
82 Angiografia: Método diagnóstico que, através do uso de uma substância de contraste, permite observar a morfologia dos vasos sangüíneos. O contraste é injetado dentro do vaso sangüíneo e o trajeto deste é acompanhado através de radiografias seriadas da área a ser estudada.
83 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
84 Dopamina: É um mediador químico presente nas glândulas suprarrenais, indispensável para a atividade normal do cérebro.
85 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
86 Cateterismo: Exame invasivo de artérias ou estruturas tubulares (uretra, ureteres, etc.), utilizando um dispositivo interno, capaz de injetar substâncias de contraste ou realizar procedimentos corretivos.
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