AMICACINA

NEO QUIMICA

Atualizado em 03/06/2015

Composição da Amicacina

Amicacina de 100 mg: amicacina (na forma desulfato) 100 mg; veículo q.s.p. 1,0 ml; Amicacina de 250 mg: amicacina (na forma de sulfato) 250 mg; veículo q.s.p. 2,0 ml; Amicacina de 500 mg: amicacina (na forma de sulfato) 500 mg; veículo q.s.p. 2,0 ml.

Posologia e Administração da Amicacina

as doses de sulfato de Amicacina são expressas em termos de Amicacina base. A dose sugerida para adultos e crianças é equivalente a 15 mg de Amicacina/kg de peso corporal diariamente dividida igualmente em doses de 8 a 12 horas, por injeção intramuscular1, até o máximo 1,5 g diariamente em adultos. Uma dose de 250 mg, duas vezes ao dia é sugerida para infecção2 não complicada do trato urinário3 para adultos. Recém-nascidos devem receber dose de ataque de 10 mg/kg, seguindo de 15 mg/kg de peso corporal diariamente em duas doses de 7,5 mg/kg por dia. As infusões venosas seguem os mesmos critérios de dosagem das musculares, tendo que se usar um veículo de 100 a 200 ml de solução estéril compatível/500 mg de Amicacina para aplicação durante um período de 30 a 60 minutos para cada dose.

Precauções da Amicacina

grande cuidado deve existir em pacientes com miastenia4 grave, parkinsonismo e outras condições caracterizadas por fraqueza muscular. O risco de ototoxicidade5 e nefrotoxicidade6 aumenta com aumento de altas concentrações no plasma7, sendo conveniente, portanto, que se faça monitoramento desta dosagem. Devem ser evitado picos plasmáticos acima de 30-35 mg/ml. O monitoramento é essencial em pacientes com tratamento prolongado, em crianças e idosos e pacientes com deficiência renal8 que normalmente necessitam de doses menores. Funções hepáticas9 e auditiva debilitadas, bacteremia10, febre11 e talvez exposição a fortes ruídos têm sido citadas para o aumento do risco de ototoxicidade5, enquanto esgotamento ou hipotensão12, doença hepática13 ou sexo feminino têm sido apontados como fatores de riscos adicionais para nefrotoxicidade6. Interações medicamentosas: o uso concomitante de outras drogas nefrotóxicas, incluindo outros aminoglicosídeos, vancomicina e algumas cefalosporinas ou drogas potencialmente ototóxicas, tais como ácido etacrínico, pode aumentar o risco de toxicidade14; devem existir cuidados também se drogas com ação de bloqueio neuromuscular são dadas concomitantemente. Indometacina tem sido citada que contribui para o aumento da concentração plasmática dos aminoglicosídeos se administrada concomitantemente. Existe a possibilidade teórica de que efeitos dos aminoglicosídeos podem se reduzir com o uso de antibióticos bacteriostáticos15, mas na prática não está claramente demonstrado isto. Tem sido sugerido que o uso concorrente de anti-hemético, tal como dimenidrato, pode mascarar os primeiros sintomas16 de ototoxicidade5 vestibular17. Desde que se mostrou a incompatibilidade entre aminoglicosídeos e antibióticos de -lactâmicos in-vivo, estes antibióticos podem ser administrados separadamente se ambos são necessários; antagonismo in-vivo tem sido citado somente em uns poucos pacientes com severo comprometimento renal8 em que atividade do aminoglicosídeo foi diminuída.

Reações Adversas da Amicacina

ototoxicidade5 irreversível (efeito maior que gentamicina) e nefrotoxicidade6, se não grave, reversível, são os principais efeitos adversos no uso prolongado ou repetido e concentrações altas, por isso é recomendado o monitoramento de concentrações plasmáticas e controle das funções renais. Os aminoglicosídeos, agindo também bloqueando a ação neuromuscular, podem provocar depressão respiratória e paralisia18 muscular. Podem ocorrer reações de hipersensibilidade. Efeitos não freqüentes como discrasias sangüíneas19, púrpuras20, náuseas21 e vômito22, estomatites, sinais23 de disfunção hepática13 e aumento da concentração sérica de bilirrubina24, são citados.

Contra-Indicações da Amicacina

embora seja raro ainda microorganismos resistentes à Amicacina, está contra-indicada nesta situação. Está contra-indicada a pacientes com história de hipersensibilidade a aminoglicosídeos ou em pacientes com ototoxicidade5 e nefrotoxicidade6 a aminoglicosídeos já manifestas. Neste caso o uso seria por total falta de opção de outro antimicrobiano e por predominância de benefício na relação risco-benefício.

Indicações da Amicacina

como os outros aminoglicosídeos é usado normalmente em combinação, para o tratamento de infecções25 sistêmicas severas devido a microorganismos sensíveis, gram-negativos e outros. Isto inclui infecções25 do trato biliar26, brucelose, cistite27 fibrosa, endocardites, (estreptocócicas, enterocócicas e estafilocócicas), endometrites, gastrenterites, listerioses, meningites28, otites29 externas e médias, peritonites, pneumonia30, septicemia31, desordens da pele32, tais como: queimaduras e úlceras33, infecções25 do trato urinário3, assim como profilaxia de infecções25 cirúrgicas e no tratamento de pacientes com comprometimento imunológico e os que já estão em cuidados intensivos. Amicacina é freqüentemente usada concomitantemente com outros agentes para estender seu espectro de ação ou aumentar sua eficácia. Assim, é usado com penicilina para infecções25 entero e estreptococais ou um -lactâmico antipseudomonial para infecções25 respectivas, ou Metronidazol ou Clindamicina para infecções25 mistas aeróbica-anaeróbica. Amicacina é também usado com agentes antimicobacterianos no tratamento de infecções25 típicas micobacterianas.

Apresentação da Amicacina

Amicacina de 100 mg: caixa com 50 ampolas com 1 ml. Amicacina de 250 mg: caixa com 50 ampolas com 2 ml. Amicacina de 500 mg, caixa: com 50 ampolas com 2 ml.


AMICACINA - Laboratório

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Complementos

1 Injeção intramuscular: Injetar medicamento em forma líquida no músculo através do uso de uma agulha e seringa.
2 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
3 Trato Urinário:
4 Miastenia: Perda das forças musculares ocasionada por doenças musculares inflamatórias. Por ex. Miastenia Gravis. A debilidade pode predominar em diferentes grupos musculares segundo o tipo de afecção (debilidade nos músculos extrínsecos do olho, da pelve, ou dos ombros, etc.).
5 Ototoxicidade: Dano causado aos sistemas coclear e/ou vestibular resultante de exposição a substâncias químicas.
6 Nefrotoxicidade: É um dano nos rins causado por substâncias químicas chamadas nefrotoxinas.
7 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
8 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
9 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
10 Bacteremia: Presença de bactérias no sangue, porém sem que as mesmas se multipliquem neste. Quando elas se multiplicam no sangue chamamos “septicemia”.
11 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
12 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
13 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
14 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
15 Antibióticos bacteriostáticos: Impedem o crescimento das bactérias, detendo sua multiplicação. Mas não eliminam as bactérias, não as matam.
16 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
17 Vestibular: 1. O sistema vestibular é um dos sistemas que participam do equilíbrio do corpo. Ele contribui para três funções principais: controle do equilíbrio, orientação espacial e estabilização da imagem. Sintomas vestibulares são aqueles que mostram alterações neste sistema. 2. Exame que aprova e classifica os estudantes a serem admitidos nos cursos superiores.
18 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
19 Discrasias sangüíneas: Qualquer alteração envolvendo os elementos celulares do sangue, glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.
20 Púrpuras: Lesões hemorrágicas de cor vinhosa, que não desaparecem à pressão, com diâmetro superior a um centímetro.
21 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
22 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
23 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
24 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
25 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
26 Trato Biliar: Os DUCTOS BILIARES e a VESÍCULA BILIAR.
27 Cistite: Inflamação ou infecção da bexiga. É uma das infecções mais freqüentes em mulheres, e manifesta-se por ardor ao urinar, urina escura ou com traços de sangue, aumento na freqüência miccional, etc.
28 Meningites: Inflamação das meninges, aguda ou crônica, quase sempre de origem infecciosa, com ou sem reação purulenta do líquido cefalorraquidiano. As meninges são três membranas superpostas (dura-máter, aracnoide e pia-máter) que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.
29 Otites: Toda infecção do ouvido é chamada de otite.
30 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
31 Septicemia: Septicemia ou sepse é uma infecção generalizada grave que ocorre devido à presença de micro-organismos patogênicos e suas toxinas na corrente sanguínea. Geralmente ela ocorre a partir de outra infecção já existente.
32 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
33 Úlceras: Feridas superficiais em tecido cutâneo ou mucoso que podem ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.

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