AMINOFILINA

NEO QUIMICA

Atualizado em 03/06/2015

Composição da Aminofilina

cada comprimido contém: aminofilina 100 mg e200 mg. Excipientes: amido de milho, celulose microcristalina, talco, estearato de magnésio. Cada ampola contém: aminofilina 240 mg. Excipientes: diluente, água para injeção1.

Posologia e Administração da Aminofilina

administração oral: a posologia deve ser determinada de acordo com a severidade da doença, a idade, a existência de outras afecções2 e a resposta do paciente. No tratamento prolongado da asma3 brônquica e do broncospasmos (associado com bronquite e enfisema4): 1 a 2 comprimidos de 100 mg ou 1 comprimido de 200 mg, 2 a 3 vezes ao dia, após as refeições. Administração intravenosa: em razão da grande variação entre indivíduos do metabolismo5 da Aminofilina, a dose deve ser individualizada em função do peso do paciente e em função das eventuais reações adversas. Riscos mínimos de toxicidade6 são obtidos com níveis séricos entre 10 a 20 mcg/ml. Níveis séricos acima de 20 mcg/ml produzem efeitos tóxicos. Os níveis de Aminofilina devem ser monitorizados bem como é aconselhável a monitorização cardíaca contínua. Não é recomendada a administração da Aminofilina em crianças até 6 meses de vida. A administração deve ser suspensa temporariamente caso apareça sinais7 de intoxicação pela teofilina. Doses usuais: a dose de ataque calculada poderá ser administrada por via intravenosa direta, diluindo o volume adequado da solução injetável em solução fisiológica8 a 0,9% ou glicose9 5%. A administração intravenosa deve ser lenta (15 a 30 minutos), a velocidade da administração não deve exceder a 25 mg/minuto. A dose de manutenção é administrada através de infusão intravenosa contínua lenta (não exceder 25 mg/minuto), utilizando solução fisiológica8 0,9% ou glicose9 5% como líquido de infusão. Usualmente, para cada 240 mg (1 ampola de 10 ml de Aminofilina), são utilizados 100 ml do líquido de infusão. Antes da administração, inspecionar as ampolas de Aminofilina. Ampola com cristais e com coloração devem ser descartadas. Crianças de 6 meses a 9 anos: dose de ataque: 6 mg/kg. A-dose de manutenção (após 12 horas): 1,2 mg/kg/hora. Dose de ataque (após 12 horas de A): 1,0 mg/kg/hora. Crianças de 9 a 16 anos e adultos fumantes: dose de ataque: 6 mg/kg. A-dose de manutenção (após 12 horas): 1,0 mg/kg/hora. Dose de ataque (após 12 horas de A): 0,8 mg/kg/hora. Adultos não fumantes: dose de ataque: 6 mg/kg. A-dose de manutenção (após 12 horas): 0,7 mg/kg/hora. Dose de ataque (após 12 horas de A): 0,5 mg/kg/hora. Pacientes idosos e pacientes com cor pulmonale: dose de ataque: 6 mg/kg. A-dose de manutenção (após 12 horas): 0,6 mg/kg/hora. Dose de ataque (após 12 horas de A): 0,3 mg/kg/hora. Pacientes com insuficiência cardíaca congestiva10 e doença hepática11: dose de ataque: 6 mg/kg. A-dose de manutenção (após 12 horas): 0,5 mg/kg/hora. Dose de ataque (após 12 horas de A): 0,1-02 mg/kg/hora Incompatibilidades: as soluções intravenosas da Aminofilina são incompatíveis quando misturadas na mesma seringa12 ou líquido de infusão, com as seguintes drogas: anileridina, ácido ascórbico, clorpromazina, fosfato de codeína, dimenidrinato, cloridrato de hidralazina, insulina13, meperidina, sulfato de morfina, meticilina sódica, penicilina G potássica, oxitetraciclina, norepinefrina, fenobarbital sódico, fenitoína sódica, cloridrato de promazina, cloridrato de tetraciclina, cloridrato de vancomicina e vitaminas do complexo B + C. - Superdosagem: não existe antídoto14 específico. O quadro manifestado pela superdosagem é grave e o tratamento é sintomático15 e de suporte, procedido em meio hospitalar.

Precauções da Aminofilina

em razão da grande variação entre indivíduos do metabolismo5 da Aminofilina, torna-se necessário adaptar as doses das eventuais reações adversas e dos níveis séricos. Mínimos riscos de toxicidade6 são encontrados entre 10 a 20 mcg/ml, níveis séricos acima de 20 mcg/ml produzem efeitos tóxicos. A Aminofilina deve ser usada com cautela e eventual redução da posologia em pacientes com insuficiência cardíaca16 e hepática11. Também deve ser usada com cautela em portadores de úlcera17 gastroduodenal ativa, neonatos18, crianças, jovens e idosos. A segurança do uso da Aminofilina na gravidez19 não foi ainda estabelecida em relação à possibilidade de ocorrer efeitos adversos fetais, existe a possibilidade de taquicardia20 e hiperexcitabilidade no recém-nascido quando a droga é administrada no final da gravidez19. Interações medicamentosas: pode ocorrer aumento dos níveis séricos de teofilina nos pacientes tratados concomitantemente com cimetidina, troleandomicina, eritromicina, alopurinol e contraceptivos orais hormonais. Efedrina e outras drogas simpatomiméticas: podem causar sinergismo tóxico. Fenobarbital, fenitoína e rifampicina: aumentam o clearance da teofilina, requerendo ajuste posológico. Propranolol: têm efeito antagonizado pela teofilina. Carbonato de lítio: têm aumentada sua secreção.

Reações Adversas da Aminofilina

cefaléia21, excitação, taquicardia20 e insônia. Outras reações inclusive de sobredosagem: extra-sístoles22, flushing, falência respiratória, arritmia23 ventricular, taquipnéia24, albuminúria25, micro-hematúria26, potenciação de diurese27, coma28.

Contra-Indicações da Aminofilina

pacientes com úlcera péptica29 ativa ou história de úlcera péptica29. Hipersensibilidade conhecida à Aminofilina ou teofilina.

Indicações da Aminofilina

doenças caracterizadas por broncospasmos, particularmente asma3 brônquica ou o broncospasmo associado com bronquite crônica30 e enfisema4. Respiração de Cheyne-Stokes.

Apresentação da Aminofilina

comprimido de 100 mg: e de 200 mg em caixa com 20. Solução injetável 240 mg: caixa com 50 ampolas com 10 ml.


AMINOFILINA - Laboratório

NEO QUIMICA
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Complementos

1 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
2 Afecções: Quaisquer alterações patológicas do corpo. Em psicologia, estado de morbidez, de anormalidade psíquica.
3 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
4 Enfisema: Doença respiratória caracterizada por destruição das paredes que separam um alvéolo de outro, com conseqüente perda da retração pulmonar normal. É produzida pelo hábito de fumar e, em algumas pessoas, pela deficiência de uma proteína chamada Antitripsina.
5 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
6 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
7 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
8 Fisiológica: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
9 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
10 Insuficiência Cardíaca Congestiva: É uma incapacidade do coração para efetuar as suas funções de forma adequada como conseqüência de enfermidades do próprio coração ou de outros órgãos. O músculo cardíaco vai diminuindo sua força para bombear o sangue para todo o organismo.
11 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
12 Seringa: Dispositivo usado para injetar medicações ou outros líquidos nos tecidos do corpo. A seringa de insulina é formada por um tubo plástico com um êmbolo e uma agulha pequena na ponta.
13 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
14 Antídoto: Substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele.
15 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
16 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
17 Úlcera: Ferida superficial em tecido cutâneo ou mucoso que pode ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
18 Neonatos: Refere-se a bebês nos seus primeiros 28 dias (mês) de vida. O termo “recentemente-nascido“ refere-se especificamente aos primeiros minutos ou horas que se seguem ao nascimento. Esse termo é utilizado para enfocar os conhecimentos e treinamento da ressuscitação imediatamente após o nascimento e durante as primeiras horas de vida.
19 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
20 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
21 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
22 Extra-sístoles: São contrações prematuras do coração que interrompem brevemente o compasso normal das batidas e são sentidas, geralmente, como uma pausa, seguida ou não de um batimento mais forte. Muitas pessoas referem que sentem como se o coração fosse parar. Podem se originar nos átrios ou nos ventrículos, sendo chamadas, respectivamente, de extra-sístoles atriais ou ventriculares.
23 Arritmia: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
24 Taquipneia: Aceleração do ritmo respiratório.
25 Albuminúria: Presença de albumina na urina. A albuminúria pode ser um sinal de nefropatia diabética (doença nos rins causada pelas complicações do diabetes mal controlado) ou aparecer em infecções urinárias.
26 Hematúria: Eliminação de sangue juntamente com a urina. Sempre é anormal e relaciona-se com infecção do trato urinário, litíase renal, tumores ou doença inflamatória dos rins.
27 Diurese: Diurese é excreção de urina, fenômeno que se dá nos rins. É impróprio usar esse termo na acepção de urina, micção, freqüência miccional ou volume urinário. Um paciente com retenção urinária aguda pode, inicialmente, ter diurese normal.
28 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo “comer.“
29 Úlcera péptica: Lesão na mucosa do esôfago, estômago ou duodeno. Também chamada de úlcera gástrica ou duodenal. Pode ser provocada por excesso de ácido clorídrico produzido pelo próprio estômago ou por medicamentos como antiinflamatórios ou aspirina. É uma doença infecciosa, causada pela bactéria Helicobacter pylori em quase 100% dos casos. Os principais sintomas são: dor, má digestão, enjôo, queimação (azia), sensação de estômago vazio.
30 Bronquite crônica: Inflamação persistente da mucosa dos brônquios, em geral produzida por tabagismo, e caracterizada por um grande aumento na produção de muco bronquial que produz tosse e expectoração durante pelo menos três meses consecutivos durante dois anos.

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