CLORANFENICOL

NEO QUIMICA

Atualizado em 08/12/2014

Composição de Cloranfenicol

cada comprimido revestido de 250 mg contém:cloranfenicol 250 mg; excipientes: povidone, celulose microcristalina, dióxido de titânio, talco, polímero metacrilato, corante. Cada comprimido revestido de 500 mg contém: cloranfenicol 500 mg; excipientes: povidone, celulose microcristalina, dióxido de titânio, talco, polímero metacrilato, corante. Cada frasco-ampola contém: hemissuccinato sódico de cloranfenicol 1,0 g. Cada ml de solução oftálmica contém: cloranfenicol 4 mg; excipientes: borato de sódio, ácido bórico, timerosal, propilenoglicol e água destilada.

Posologia e Administração de Cloranfenicol

usualmente recomenda-se a administração de Cloranfenicol por via oral. Quando a via oral for impraticável, deve-se administrar a forma injetável, por via endovenosa, mas tão logo seja possível substituir pela via oral. A via intramuscular não é recomendada, pois ainda há controvérsias quanto à eficácia da absorção. Para evitar recidivas1, no caso de infecções2 provocadas por rickéttsias deve-se continuar o tratamento por 4 dias após a temperatura voltar ao normal e para a febre tifóide3 por 8 a 10 dias. A injeção4 endovenosa deve ser administrada lentamente por um período superior a 1 minuto. A diluição da forma injetável deve ser feita em 5 ml de água estéril para injeção4. A dose usual recomendada, por via oral ou endovenosa é de 50 mg/kg peso corpóreo, diariamente, fracionadas em 4 vezes (de 6 em 6 horas), para adultos ou crianças; 100 mg/kg/peso corpóreo, diariamente, fracionadas em 4 vezes (de 6 em 6 horas), no caso de meningite5 e infecções2 severas devido a organismos resistentes, embora altas doses devam ser reduzidas assim que possível. Infecções2 oculares agudas: no primeiro dia instilar 2 a 3 gotas no(s) olho6(s) afetado(s) de 10 em 10 minutos na primeira hora; depois 2 gotas a cada 30 minutos durante 2 horas; nas cinco horas seguintes 2 gotas de hora em hora. A seguir, 2 gotas de 2 em 2 horas, prolongado o uso até 48 horas após a conjuntiva7 haver retomado o aspecto normal, para evitar recidivas1. Geralmente o tratamento dura de 4 a 7 dias, sendo interrompido durante a noite. Em infecções2 oculares crônicas ou outras manifestações gerais, as doses maiores para qualquer apresentação devem ser administradas de acordo com a gravidade do caso e sob orientação médica.

Precauções de Cloranfenicol

o produto pode provocar discrasias sangüíneas8, portanto recomenda-se durante o tratamento prolongado (superior a 10 dias) o controle periódico de hemograma. Se após o término do tratamento estabelecido pelo médico, sobrar solução oftálmica (colírio9) no frasco, recomenda-se que mesmo estando dentro do prazo de validade, a mesma seja descartada; o armazenamento por longo tempo, após a sua abertura compromete seriamente a eficácia do produto podendo até causar reações desagradáveis. O uso em pacientes idosos (acima de 65 anos) deve ser restrito à prescrição médica. - Interações medicamentosas: o Cloranfenicol pode inibir as enzimas hepáticas10, podendo assim prolongar a meia-vida de medicamentos que são metabolizados por este sistema. Entre estes medicamentos estão o dicumarol, fenitoína, clorpropamida11 e tolbutamida.

Reações Adversas de Cloranfenicol

o uso de Cloranfenicol pode provocar discrasias sangüíneas8 (anemias, aplasia da medula óssea12, agranulocitose13). Manifestações neurotóxicas: cefaléia14, confusão mental, neurite15 ótica ou periférica. Manifestações orogastrentéricas: glossite16, estomatite17, pirose18, naúseas, vômito19, diarréia20. Manifestações de hipersensibilidade: urticária21, erupção22 macular, vesicular ou ocular.

Contra-Indicações de Cloranfenicol

não deve ser usado nas infecções2 banais, devido à possibilidade de reações graves. Nos indivíduos com história de hipersensibilidade ao medicamento. No período de gravidez23. No recém-nascido, pelo perigo da síndrome24 cinzenta. No período de amamentação25, devido às possibilidades de efeitos tóxicos sobre o lactante26.

Indicações de Cloranfenicol

infecções2 anaeróbicas, infecções2 do trato urinário27, infecções2 oculares, febre tifóide3, linfogranuloma venéreo, brucelose, meningite5 bacteriana e outras infecções2 provocadas por rickéttsias, Mycoplasma pneumoniae e Yersina pestis.

Apresentação de Cloranfenicol

caixa com 20 e 100 comprimidos revestidos de 250 mg e 500 mg. Injetável: caixa com 50 frascos-ampola injetáveis. Colírio9: caixa com 1 frasco com 8 ml de solução oftálmica estéril.


CLORANFENICOL - Laboratório

NEO QUIMICA
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Complementos

1 Recidivas: 1. Em medicina, é o reaparecimento de uma doença ou de um sintoma, após período de cura mais ou menos longo; recorrência. 2. Em direito penal, significa recaída na mesma falta, no mesmo crime; reincidência.
2 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
3 Febre tifóide: Infecção produzida por uma bactéria chamada Salmonella tiphy, adquirida através de alimentos contaminados e caracterizada por febre persistente, aumento do tamanho dos tecidos linfáticos (baço, gânglios linfáticos, etc.) e erupções cutâneas. Sem tratamento adequado pode ser muito grave.
4 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
5 Meningite: Inflamação das meninges, aguda ou crônica, quase sempre de origem infecciosa, com ou sem reação purulenta do líquido cefalorraquidiano. As meninges são três membranas superpostas (dura-máter, aracnoide e pia-máter) que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.
6 Olho: s. m. (fr. oeil; ing. eye). Órgão da visão, constituído pelo globo ocular (V. este termo) e pelos diversos meios que este encerra. Está situado na órbita e ligado ao cérebro pelo nervo óptico. V. ocular, oftalm-. Sinônimos: Olhos
7 Conjuntiva: Membrana mucosa que reveste a superfície posterior das pálpebras e a superfície pericorneal anterior do globo ocular.
8 Discrasias sangüíneas: Qualquer alteração envolvendo os elementos celulares do sangue, glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.
9 Colírio: Preparação farmacológica líquida na qual se encontram dissolvidas diferentes drogas que atuam na conjuntiva ocular.
10 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
11 Clorpropamida: Medicação de uso oral para tratamento do diabetes tipo 2. Reduz a glicemia ajudando o pâncreas a produzir mais insulina e o corpo a usar melhor a insulina produzida. Pertence à classe dos medicamentos chamada sulfoniluréias.
12 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
13 Agranulocitose: Doença causada pela falta ou número insuficiente de leucócitos granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos), que se manifesta como ulcerações na garganta e outras mucosas, seguidas por infecções graves.
14 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
15 Neurite: Inflamação de um nervo. Pode manifestar-se por neuralgia, déficit sensitivo, formigamentos e/ou diminuição da força muscular, dependendo das características do nervo afetado (sensitivo ou motor). Esta inflamação pode ter causas infecciosas, traumáticas ou metabólicas.
16 Glossite: Inflamação da mucosa que reveste a língua, produzida por infecção viral, radiação, carências nutricionais, etc.
17 Estomatite: Inflamação da mucosa oral produzida por infecção viral, bacteriana, micótica ou por doença auto-imune. É caracterizada por dor, ardor e vermelhidão da mucosa, podendo depositar-se sobre a mesma uma membrana brancacenta (leucoplasia), ou ser acompanhada de bolhas e vesículas.
18 Pirose: Sensação de dor epigástrica semelhante a uma queimadura, ela pode ser acompanhada de regurgitação de suco gástrico para dentro do esôfago; azia.
19 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
20 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
21 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
22 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
23 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
24 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
25 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
26 Lactante: Que produz leite; que aleita.
27 Trato Urinário:
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