CAPTOPRIL genérico

MEDLEY

Atualizado em 03/06/2015

CAPTOPRIL
Medicamento Genérico Lei nº 9787/99

Forma Farmacêutica e Apresentações de Captopril Genérico

 Comprimidos    12,5    mg: cartucho contendo 16, 30, 60, 90 e 150 comprimidos.Comprimidos    25,0    mg: cartucho contendo 16, 30, 60, 90 e 150 comprimidos.
Comprimidos    50,0    mg: cartucho contendo 16, 30, 60, 90 e 150 comprimidos.

USO PEDIÁTRICO OU ADULTO

Composições de Captopril Genérico

  Cada comprimido contém:

CAPTOPRIL 12,5 mg    CAPTOPRIL 25 mg    CAPTOPRIL 50 mg    
Captopril    12,5 mg    25,0 mg                        50,0 mg
Excipientes q.s.p.    1 comprimido    1 comprimido    1 comprimido    

(amido de milho, lactose1, celulose microcristalina, croscarmelose sódica, dióxido de silício coloidal, ácido esteárico)

Informações ao Paciente de Captopril Genérico

·     Ação esperada do medicamento: CAPTOPRIL é indicado para o tratamento de pacientes com hipertensão2, insuficiência cardíaca3, infarto do miocárdio4 e nefropatia5 diabética.·    Cuidados de armazenamento: Conservar o medicamento em temperatura ambiente (entre 15 e 30 ºC) e ao abrigo da umidade.
Os comprimidos de CAPTOPRIL podem apresentar um leve odor de enxofre, que não compromete a sua eficácia.
·     Prazo de validade: Não use o medicamento se o seu prazo de validade estiver vencido, o que pode ser verificado na embalagem externa do produto.
·    Gravidez6 e lactação7: CAPTOPRIL não é recomendado para o uso em gestantes e em mulheres em fase de amamentação8. Quando usados na gravidez6 durante o segundo e terceiro trimestres, os inibidores da ECA (por exemplo, CAPTOPRIL) podem causar danos ao desenvolvimento e mesmo morte fetal. Quando a gravidez6 for detectada, CAPTOPRIL deverá ser descontinuado o quanto antes.
Devido ao potencial do CAPTOPRIL em causar reações adversas severas nos lactentes9, o médico decidirá entre se descontinuar a amamentação8 ou suspender o medicamento, levando-se em conta a importância do medicamento para a mãe.
Informe seu médico a ocorrência de gravidez6 durante o tratamento ou após o seu término e se estiver amamentando.
·     Cuidados de administração: CAPTOPRIL deve ser tomado 1 hora antes das refeições. Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
·    Interrupção do tratamento: A interrupção do tratamento com CAPTOPRIL fará com que o paciente volte às condições prévias ao tratamento. Continue com o tratamento, mesmo quando estiver se sentindo bem. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
·    Reações adversas: Informe seu médico a ocorrência de reações desagradáveis. Relate imediatamente ao seu médico quaisquer sinais10 ou sintomas11 como: inchaço12 da face13, pálpebras14, lábios, língua15, laringe16 e extremidades, assim como qualquer dificuldade para engolir ou respirar ou caso apresente rouquidão. Em qualquer uma dessas condições o medicamento deverá ser suspenso.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE17.
·     Ingestão com outras substâncias: Não use diuréticos18 poupadores de potássio, suplementos de potássio ou substitutos do sal de cozinha contendo potássio sem consultar o seu médico.
A administração concomitante de CAPTOPRIL com outro medicamento ficará a critério médico. Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.
·     Contra-indicações e Precauções: CAPTOPRIL é contra-indicado a pacientes que tiveram reações alérgicas prévias com o uso do medicamento. Os pacientes hipertensos ou com insuficiência cardíaca3, principalmente quando estiverem em uso de diuréticos18, dieta rigorosa de sal ou desidratados, poderão apresentar queda de pressão arterial19 caracterizada pela sensação de tonturas20 ou "escurecimento da vista". Nesta situação o paciente deve ficar deitado e, se as condições persistirem, entrar em contato com o médico responsável.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Informações Técnicas de Captopril Genérico

Características:
Mecanismo de ação:

O exato mecanismo de ação do CAPTOPRIL ainda não foi completamente elucidado. Os efeitos benéficos do CAPTOPRIL na hipertensão2 e na insuficiência cardíaca3 parecem resultar principalmente da supressão do sistema renina-angiotensina-aldosterona.
O CAPTOPRIL impede a conversão da angiotensina I em II, pela inibição da enzima21 conversora de angiotensina (ECA), resultando na diminuição das concentrações séricas de angiotensina II, que é uma das mais potentes substâncias vasoconstritoras endógenas. A redução da angiotensina II leva a uma secreção diminuída de aldosterona e, como resultado, podem ocorrer pequenos aumentos de potássio sérico, juntamente com perda de sódio e líquidos.
A enzima21 conversora de angiotensina (ECA) é idêntica à "bradicininase", sendo assim, o CAPTOPRIL pode inibir a degradação da bradicinina22. Isto resulta no aumento da concentração da bradicinina22 e, conseqüentemente, no aumento da biossíntese de prostaglandina23. A bradicinina22 e a prostaglandina23 são substâncias vasodilatadoras endógenas, podendo assim, fazer parte do efeito terapêutico do CAPTOPRIL.
Farmacocinética:
O CAPTOPRIL é rapidamente absorvido por via oral; os níveis sangüíneos máximos ocorrem por volta de 1 hora. A absorção mínima média é de aproximadamente 75%. A presença de alimentos no trato gastrointestinal reduz a absorção do CAPTOPRIL em cerca de 30 a 40%, motivo pelo qual o produto deve ser administrado uma hora antes das refeições. Aproximadamente 25 a 30% da droga circulante é ligada às proteínas24 plasmáticas. A meia-vida de eliminação é inferior a 3 horas. Em um período de 24 horas, mais de 95% da droga absorvida é eliminada na urina25; 40 a 50% como droga inalterada e o restante como metabólitos26 (bissulfeto dímero de captopril e bissulfeto de captopril-cisteína). Em pacientes com comprometimento renal27, no entanto, ocorre retenção de CAPTOPRIL.
Início da ação: 15 a 60 minutos. Tempo para atingir a concentração sérica de pico: 30 a 90 minutos.
Tempo para atingir o efeito de pico: 60 a 90 minutos. Duração da ação: aproximadamente 6 a 12 horas, sendo dose relacionada.
Farmacodinâmica:
Após a administração oral de uma dose isolada de CAPTOPRIL, reduções máximas da pressão arterial19 são freqüentemente observadas dentro de 60 a 90 minutos. A duração do efeito está relacionada com a dose ingerida. Entretanto, a redução da pressão arterial19 pode ser progressiva, podendo ser necessárias várias semanas de tratamento para se atingir o efeito terapêutico máximo. Os efeitos hipotensores do CAPTOPRIL e dos diuréticos18 tipo tiazídicos são aditivos.
A pressão arterial19 é reduzida na mesma intensidade, tanto na posição em pé ou deitada. Os efeitos ortostáticos e taquicardia28 são infreqüentes, mas podem ocorrer em pacientes volume-depletados. A retirada abrupta do CAPTOPRIL não tem sido associada com o rápido aumento da pressão arterial19. Em pacientes com insuficiência cardíaca3 têm sido demonstradas reduções significativas da resistência vascular29 periférica (sistêmica) e da pressão arterial19 (pós-carga), redução da pressão capilar30 pulmonar (pré-carga) e da resistência vascular29 pulmonar. Demonstrou-se aumento do débito cardíaco31 e do tempo de tolerância ao exercício (TTE). Estes efeitos clínicos e hemodinâmicos ocorrem após a primeira dose e parecem persistir durante a terapia. A melhora clínica tem sido observada em alguns pacientes nos quais os efeitos hemodinâmicos foram mínimos.
Estudos realizados em pacientes com infarto do miocárdio4 demonstraram que o tratamento com CAPTOPRIL resultou em melhoria da sobrevida32 a longo prazo e dos resultados clínicos, mesmo quando adicionado a outras terapias pós-infarto do miocárdio4, tais como com trombolíticos, betabloqueadores ou ácido acetilsalicílico. Os mecanismos pelos quais resulta nessas melhorias incluem a atenuação da dilatação progressiva e da deterioração da função do ventrículo esquerdo e a inibição da ativação neuro-humoral33.
O CAPTOPRIL reduziu a proteinúria34 em pacientes hipertensos com nefropatia5 diabética. Esse efeito pode ser devido à mudança na hemodinâmica35 intrarenal (vasodilatação renal27 e redução da pressão de filtração).

Indicações de Captopril Genérico

Hipertensão2: CAPTOPRIL é indicado para o tratamento da hipertensão2.Insuficiência cardíaca3: CAPTOPRIL é indicado no tratamento da insuficiência cardíaca congestiva36 em associação com diuréticos18 e digitálicos. O efeito benéfico do CAPTOPRIL na insuficiência cardíaca congestiva36 não requer a presença de digitálicos.
Infarto do miocárdio4: CAPTOPRIL é indicado como terapia pós infarto do miocárdio4 em pacientes clinicamente estáveis com disfunção ventricular esquerda assintomática ou sintomática37, para melhorar a sobrevida32, protelar o início da insuficiência cardíaca3 sintomática37, reduzir internações por insuficiência cardíaca3 e diminuir a incidência38 de infarto do miocárdio4 recorrente e as condutas de revascularização coronariana.
Nefropatia5 diabética: CAPTOPRIL é indicado para o tratamento de nefropatia5 diabética (proteinúria34 > 500 mg/dia) em pacientes com diabetes mellitus39 insulino-dependentes. Nesses pacientes o CAPTOPRIL previne a progressão da doença renal27 e reduz seqüelas clínicas associadas (diálise40, transplante renal27 e morte).

Contra-Indicações de Captopril Genérico


CAPTOPRIL é contra-indicado em pacientes hipersensíveis a este produto ou qualquer outro inibidor de enzima21 conversora de angiotensina (isto é, pacientes que apresentaram angioedema41 durante a terapia com qualquer outro inibidor da ECA), em pacientes grávidas ou que estão na fase de  lactação7.

Advertências de Captopril Genérico

Angioedema41: - Angioedema41 envolvendo as extremidades, face13, lábios, membranas mucosas42 da boca43, língua15, glote44 ou laringe16 tem sido observado em pacientes tratados com inibidores da ECA, incluindo CAPTOPRIL. Se o angioedema41 envolver a língua15, glote44 ou laringe16, poderá ocorrer obstrução das vias respiratórias e ser fatal. Terapia de emergência45 deverá ser instituída imediatamente. Edema46 limitado à face13, membrana mucosa47 da boca43, lábios e extremidades, costumam regredir com a retirada do CAPTOPRIL; em alguns casos há necessidade de tratamento médico.

Neutropenia48/Agranulocitose49: - A neutropenia48 é muito rara (< 0,02%) em pacientes hipertensos com função renal27 normal (creatinina50 sérica menor que 1,6 mg/dL51, sem doença vascular29 do colágeno52).Em pacientes com algum grau de insuficiência renal53 (creatinina50 sérica de pelo menos 1,6 mg/dL51), mas sem doença vascular29 do colágeno52, o risco de neutropenia48 nos estudos clínicos foi de 0,2%.
O uso concominante do alopurinol com CAPTOPRIL tem sido associado com a neutropenia48.
Em pacientes com doença vascular29 do colágeno52 (p. ex.: lúpus54 eritematoso55 sistêmico56, escleroderma) e comprometimento da função renal27, ocorreu neutropenia48 em 3,7% dos pacientes em estudos clínicos.
A neutropenia48 tem sido habitualmente detectada três meses após o início da terapia com CAPTOPRIL. Exames da medula óssea57 em pacientes com neutropenia48 mostraram consistentemente hipoplasia58 mielóide, freqüentemente acompanhada por hipoplasia58 eritróide e diminuição do número de megacariócitos (p. ex.: medula óssea57 hipoplástica e pancitopenia59); anemia60 e trombocitopenia61 foram algumas vezes observadas. Em geral, os neutrófilos62 retornaram ao normal em aproximadamente duas semanas após a retirada de CAPTOPRIL, e infecções63 graves foram limitadas a pacientes clinicamente comprometidos. Cerca de 13% dos casos de neutropenia48 tiveram evolução fatal, mas quase todos estes casos foram observados em pacientes com doenças graves, com doença vascular29 do colágeno52, disfunção renal27, insuficiência cardíaca3, ou terapia imunossupressora, ou uma combinação destes fatores predisponentes. À avaliação do paciente com hipertensão2 ou insuficiência cardíaca3  deve-se sempre incluir o controle da função renal27.
Se o CAPTOPRIL for usado em pacientes com disfunção renal27, contagem de glóbulos brancos e diferencial deve ser realizada antes do início do tratamento e cada duas semanas durante os três primeiros meses e periodicamente após este período. Em pacientes com doença vascular29 do colágeno52 ou que estejam recebendo outros medicamentos que afetem as células64 brancas ou a resposta imunitária, CAPTOPRIL deve ser usado somente após uma avaliação dos benefícios e riscos e então empregado com cuidado.
Deve ser mencionado a todos os pacientes que recebem CAPTOPRIL que relatem quaisquer sinais10 ou sintomas11 de infecção65 (p. ex.: dor de garganta66, febre67). Se houver suspeita de infecção65, uma contagem de células64 brancas deve ser realizada imediatamente. Uma vez que a interrupção de CAPTOPRIL e de outras drogas geralmente leva ao retorno imediato das contagens das células64 brancas ao normal, quando da confirmação da neutropenia48 (contagem de neutrófilos62 < 1000/mm3) o médico deverá suspender o tratamento com CAPTOPRIL e observar cuidadosamente a evolução do paciente.

Proteinúria34: - Proteína urinária total superior a 1 g por dia foi observada em 0,7% dos pacientes recebendo CAPTOPRIL. Cerca de 90% dos pacientes afetados tinham evidência de doença renal27 prévia ou receberam doses relativamente altas de CAPTOPRIL (um excesso de 150 mg/dia) ou ambos. A síndrome nefrótica68 ocorreu em cerca de um em cinco pacientes proteinúricos. Em muitos casos, a proteinúria34 diminuiu ou desapareceu dentro de seis meses com continuação de CAPTOPRIL ou não. Os parâmetros da função renal27, tais como BUN e creatinina50, foram raramente alterados em pacientes com proteinúria34.
Desde que os casos de proteinúria34 ocorrem por volta do oitavo mês de terapia com CAPTOPRIL, pacientes com doença renal27 prévia ou aqueles recebendo CAPTOPRIL em doses acima de 150 mg/dia, devem ser submetidos a uma avaliação de proteína urinária antes do tratamento e periodicamente após este período.

Hipotensão69: - Hipotensão69 excessiva foi raramente observada em pacientes hipertensos, mas é uma conseqüência possível do uso de CAPTOPRIL em pacientes com sal/volume depleção70 grave (tais como aqueles tratados com terapêutica71 diurética agressiva), pacientes com insuficiência cardíaca congestiva36 grave ou aqueles pacientes que estão sendo submetidos a diálise40 renal27. Em insuficiência cardíaca3, quando a pressão arterial19 estava normal ou baixa, diminuições transitórias na média da pressão arterial19 superiores a 20% foram relatadas em cerca de metade dos pacientes. Esta hipotensão69 transitória pode ocorrer após a dose inicial ou após qualquer uma das doses seguintes e é bem tolerada, não produzindo nenhum sintoma72 ou ligeira sensação de tontura73, embora em raras circunstâncias tenha sido associada com arritmia74 ou distúrbios na condução cardíaca. Recomenda-se que os pacientes sob risco de apresentar respostas hipotensoras exageradas, iniciem o tratamento com CAPTOPRIL sob rigorosa supervisão médica. Uma dose inicial de 6,25 mg ou 12,5 mg, três vezes ao dia, pode minimizar o efeito hipotensor. Os pacientes devem ser rigorosamente controlados durante as primeiras duas semanas de tratamento e sempre que a dose de CAPTOPRIL e/ou diurético75 for aumentada. A hipotensão69 por si só não é razão para a interrupção da terapia com CAPTOPRIL. Alguma diminuição da pressão arterial19 sistêmica é uma observação comum e desejável no início do tratamento da insuficiência cardíaca3 com CAPTOPRIL. A diminuição exagerada é maior no início do tratamento; este efeito estabiliza-se dentro de uma ou duas semanas, e geralmente retorna aos níveis do pré-tratamento, sem uma diminuição da eficácia terapêutica71, dentro de dois meses.

Insuficiência hepática76: - Em raras ocasiões, os inibidores da ECA têm sido associados com uma síndrome77 que se inicia com icterícia78 colestática e progride para uma necrose79 hepática80 fulminante e morte (algumas vezes). Os mecanismos desta síndrome77 não são conhecidos. Pacientes recebendo inibidores da ECA que desenvolveram icterícia78 ou elevações acentuadas das enzimas hepáticas81 devem descontinuar o tratamento com os inibidores da ECA e receber acompanhamento médico apropriado.

Precauções de Captopril Genérico

Gerais

Insuficiência Renal53

HIPERTENSÃO2
Alguns pacientes com disfunção renal27, particularmente aqueles com estenose82 bilateral da artéria renal83, podem apresentar aumentos de uréia84 e da creatinina50 séricas, após a redução da pressão arterial19 com CAPTOPRIL. A redução da posologia de CAPTOPRIL e/ou descontinuação do diurético75 podem ser necessárias. Para alguns destes pacientes pode não ser possível normalizar a pressão arterial19 e manter uma perfusão renal27 adequada.

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA3
Cerca de 20% dos pacientes desenvolveram elevações estáveis de uréia84 e creatinina50 séricas superiores a 20% acima dos valores normais ou limítrofes, durante o tratamento a longo prazo com CAPTOPRIL. Menos de 5% dos pacientes, geralmente aqueles com doença renal27 grave pré-existente, necessitaram da suspensão do tratamento, devido ao aumento progressivo da creatinina50.
HIPERCALEMIA85
Elevações no potássio sérico foram observadas em alguns pacientes tratados com inibidores da ECA, incluindo-se o CAPTOPRIL. O risco de desenvolvimento de hipercalemia85, quando em tratamento com inibidores da ECA, existe em pacientes com insuficiência renal53, diabete mellitus e naqueles usando concomitantemente diuréticos18 poupadores de potássio, suplementos de potássio ou substitutos do sal de cozinha contendo potássio ou outras drogas associadas com aumentos de potássio sérico (p. ex. heparina).

Tosse
Relata-se tosse com o uso de inibidores da ECA. Caracteristicamente, esta é uma tosse persistente e não produtiva e desaparece após a descontinuação da terapia.
A tosse induzida por inibidores da ECA deve ser considerada como parte do diagnóstico86 diferencial da tosse.

Cirurgia/Anestesia87
Em pacientes submetidos a cirurgia de grande porte ou durante a anestesia87 com agentes que produzem hipotensão69, CAPTOPRIL irá bloquear a formação da angiotensina II secundária à liberação compensatória da renina. Se a hipotensão69 ocorrer e for considerada como devida a este mecanismo, poderá ser corrigida pela expansão de volume.

Gravidez6
Quando usados na gravidez6 durante o segundo e terceiro trimestres, os inibidores da ECA (por exemplo, CAPTOPRIL) podem causar danos ao desenvolvimento e mesmo morte fetal. Quando a gravidez6 for detectada, CAPTOPRIL deverá ser descontinuado o quanto antes.
CAPTOPRIL deverá ser usado durante a gestação ou em mulheres em idade reprodutiva, somente se o potencial benefício justificar o risco potencial para o feto88.

Lactantes89
As concentrações de CAPTOPRIL no leite materno são aproximadamente 1% daquelas encontradas no sangue90 materno. Devido ao potencial do CAPTOPRIL em causar reações adversas severas nos lactentes9, deve-se tomar uma decisão entre se descontinuar a amamentação8 ou suspender o medicamento, levando-se em conta a importância do tratamento com CAPTOPRIL para a mãe.

Uso pediátrico
A segurança e eficácia do uso do CAPTOPRIL em crianças ainda não foram estabelecidas, no entanto há pequena experiência com o uso de CAPTOPRIL em crianças a partir de 2 meses a 15 anos de idade com hipertensão2 secundária e vários níveis de insuficiência renal53. A dosagem, baseada no peso, foi comparável àquela usada em adultos. CAPTOPRIL deve ser usado em crianças somente se outras condutas para controle da pressão arterial19 não se mostrarem eficazes.

Interações Medicamentosas de Captopril Genérico

Pacientes sob Diurético75 Terapia: Pacientes tomando diuréticos18 e especialmente aqueles nos quais a terapia diurética tenha sido recentemente instituída, assim como aqueles sobre dieta severa com restrição de sal ou em diálise40, podem ocasionalmente apresentar uma redução brusca da pressão arterial19, geralmente na primeira hora após terem recebido CAPTOPRIL. Agentes com Atividade Vasodilatadora: Se forem administrados juntamente com CAPTOPRIL, tais agentes devem ser usados com cuidado e em baixas doses.
Agentes Causadores da Liberação da Renina: O efeito de CAPTOPRIL será aumentado pelos agentes anti-hipertensivos que causam a liberação da renina (p. ex. diuréticos18 tipo tiazidas), que podem ativar o sistema renina-angiotensina-aldosterona.
Agentes que Afetam a Atividade Simpática: Os agentes que afetam a atividade simpática (p. ex.: agentes bloqueadores ganglionares ou agentes bloqueadores de neurônios91 adrenérgicos92) devem ser usados com cautela.
Agentes que Elevam o Potássio Sérico: Os diuréticos18 poupadores de potássio, tais como a espironolactona, triantereno ou a amilorida, ou suplementos de potássio, devem ser administrados somente no caso de hipocalemia93 comprovada, e com cuidado, pois eles podem levar a um significante aumento do potássio sérico. Substitutos do sal contendo potássio devem também ser usados com cautela.
Inibidores da Síntese da Prostaglandina23 Endógena: Tem sido relatado que a indometacina pode reduzir o efeito anti-hipertensivo de CAPTOPRIL, especialmente em casos de hipertensão2 por renina baixa. Outros agentes antiinflamatórios não esteróides (p. ex.: ácido acetilsalicílico, ibuprofeno) podem também apresentar este efeito.
Lítio: Relata-se aumento dos níveis séricos de lítio e sintomas11 de toxicidade94 do lítio em pacientes recebendo concomitantemente lítio e inibidores da ECA. Estas drogas devem ser administradas com cuidado e recomenda-se monitorização freqüente dos níveis séricos de lítio. Se um diurético75 for usado concomitantemente, os riscos de toxicidade94 aumentam.

- REAÇÕES ADVERSAS

Dermatológicas: Erupções cutâneas95, usualmente pruriginosas96, e algumas vezes acompanhadas de febre67, artralgia97 e eosinofilia98, ocorreram em cerca de 4 a 7% dos pacientes (dependendo do estado renal27 e dose), geralmente durante o primeiro mês de tratamento. Elas são usualmente maculopapulares, porém raramente urticariformes. Prurido99, sem erupção100, ocorre em cerca de 2% dos pacientes. Uma associação reversível de lesão101 tipo penfigóide e fotossensibilidade também foi relatada. Rubor e palidez também foram relatados raramente  (< 0,5% dos pacientes).
Cardiovasculares: Pode ocorrer hipotensão69. Taquicardia28, dor no peito102 e palpitação103 têm sido observadas em aproximadamente 1% dos pacientes. Angina104 pectoris, infarto do miocárdio4, síndrome77 de Raynaud e insuficiência cardíaca congestiva36 têm ocorrido em taxas < 0,3% dos pacientes.
Gastrintestinais: Aproximadamente 2 a 4% dos pacientes (dependendo do estado renal27 e dose) desenvolveram diminuição ou perda do paladar105 (disgeusia). A falta de paladar105 é reversível e usualmente auto-limitada (2 a 3 meses) mesmo com a continuação da administração da droga. A perda de peso pode ser associada à perda do paladar105.
Hematológicas: Neutropenia48/agranulocitose49 tem ocorrido. Casos de anemia60, trombocitopenia61 e pancitopenia59 têm sido relatados.
Angioedema41: Angioedemas envolvendo as extremidades, face13, lábios, mucosas42, língua15, glote44 ou laringe16 tem sido reportados em aproximadamente 0,1% dos pacientes. Angioedema41 envolvendo as vias aéreas superiores têm causado obstrução fatal.
Respiratórias: Foi relatada tosse em 0,5 - 2% dos pacientes tratados com CAPTOPRIL em estudos clínicos.
Renais: Cada uma das reações adversas citadas a seguir foram relatadas raramente (< 0,2%) e sua relação com o uso da droga é incerta: insuficiência renal53, dano renal27, síndrome nefrótica68, poliúria106, oligúria107 e freqüência urinária. Relata-se proteinúria34.

ALTERAÇÕES EM EXAMES LABORATORIAIS:

Foram observadas as seguintes alterações:
Hipercalemia85 - Pequenos aumentos de potássio sérico (especialmente em pacientes com comprometimento renal27).
Hiponatremia108 - Particularmente em pacientes recebendo dieta hipossódica ou sob diuréticoterapia.
Uréia84/Creatinina50 sérica - Pode ocorrer elevação transitória dos níveis de uréia84 e creatinina50 séricas, especialmente nos pacientes volume e sódio depletados ou naqueles com hipertensão2 renovascular. A rápida redução pressórica naqueles pacientes com hipertensão2 de longa duração ou em níveis muito elevados pode ocasionar redução do ritmo da filtração glomerular, levando à elevação da uréia84 e da creatinina50 séricas.
Hematológica - Ocorrência de títulos positivos de anticorpo109 anti-núcleo (ANA).
Testes de função Hepática80 - Podem ocorrer elevação da trasaminase, fosfatase alcalina110 e bilirrubina111 sérica.

Posologia de Captopril Genérico


CAPTOPRIL deve ser tomado 1 hora antes das refeições. A dose deve ser individualizada.

ADULTOS

Hipertensão2
A dose inicial de CAPTOPRIL é 50 mg uma vez ao dia ou 25 mg duas vezes ao dia. Se uma redução satisfatória da pressão arterial19 não for obtida após duas a quatro semanas, a dose pode ser aumentada para 100 mg uma vez ao dia ou 50 mg duas vezes ao dia. A restrição concomitante do sódio pode ser benéfica, quando o CAPTOPRIL, for usado isoladamente. Se a pressão sangüínea112 não for satisfatoriamente controlada após uma ou duas semanas nesta dose (e o paciente ainda não estiver tomando um diurético75), deverá ser acrescentada uma pequena dose de diurético75 do tipo tiazídico.
Para pacientes113 já recebendo diurético75, a dose inicial de CAPTOPRIL é de 12,5 mg, duas vezes ao dia. A dose de CAPTOPRIL no tratamento da hipertensão2 normalmente não excede 150 mg/dia. Uma dose diária máxima de 450 mg de CAPTOPRIL não deverá ser excedida.
Para pacientes113 com hipertensão2 grave (p. ex.: hipertensão2 acelerada ou maligna), particularmente aqueles não responsivos à terapêutica71 convencional, a dosagem pode ser aumentada a intervalos de 24 horas ou menos, sob supervisão médica contínua, até que uma resposta pressórica satisfatória seja conseguida ou a dosagem máxima de CAPTOPRIL seja alcançada.

Insuficiência Cardíaca3
O início da utilização de CAPTOPRIL requer considerações sobre a medicação diurética prévia ou a possibilidade de o paciente estar sob severa restrição de sal/volume diminuída. Nos pacientes com pressão arterial19 em níveis normais ou baixos, devido ao uso de expressiva medicação diurética e nos quais existe a possibilidade de estarem hiponatrêmicos e/ou hipovolêmicos, uma dose inicial de 6,25 mg (1/4 comprimido de 25 mg ou ½ de 12,5 mg) ou 12,5 mg (1/2 comprimido de 25 mg ou 1 de 12,5 mg) duas ou três vezes ao dia, poderá minimizar a magnitude ou a duração do efeito hipotensor; para estes pacientes, a titulação da posologia diária usual pode então ocorrer dentro dos próximos dias.
Para a maioria dos pacientes a dose diária inicial usual é de 25 mg duas ou três vezes ao dia. Se uma resposta satisfatória não for observada depois de duas semanas, a dose pode ser aumentada para 50 mg, duas a três vezes ao dia. Após uma dose de 50 mg duas ou três vezes ao dia ter sido atingida, aumentos subseqüentes na posologia devem ser retardados, quando possível, durante pelo menos duas semanas, para determinar se ocorre resposta satisfatória.
Uma dose máxima diária de 450 mg de CAPTOPRIL não deverá ser excedida. CAPTOPRIL  geralmente deve ser usado em conjunto com um diurético75 e digitálicos.

Infarto do Miocárdio4
A terapia deve ser iniciada três dias após o episódio de infarto do miocárdio4. Após uma dose inicial de 6,25 mg, a terapia com CAPTOPRIL deverá aumentar para 37,5 mg/dia em doses divididas, 3 vezes ao dia conforme tolerado. A dose deve ser aumentada para 75 mg/dia administrados em doses divididas, 3 vezes ao dia conforme a tolerabilidade, durante os dias seguintes, até que se atinja a dose-alvo final de 150 mg/dia em doses divididas, 3 vezes ao dia administrados durante as várias semanas seguintes.
Se houver ocorrência de hipotensão69 sintomática37, pode ser necessária uma redução da dose. As tentativas subseqüentes para se atingir a dose de 150 mg/dia deverão ser baseadas na tolerabilidade do paciente ao CAPTOPRIL.
O CAPTOPRIL pode ser utilizado em pacientes submetidos a outras terapias pós-infarto do miocárdio4, p. ex., com trombolíticos, ácido acetilsalicílico ou beta-bloqueadores.

Nefropatia5 Diabética
Em pacientes com nefropatia5 diabética, a dose diária recomendada de CAPTOPRIL é de 75 mg em doses divididas, 3 vezes ao dia.
Se uma redução adicional da pressão arterial19 é necessária, outros agentes anti-hipertensivos, tais como diuréticos18, agentes bloqueadores de beta-adrenorreceptores, agentes que atuam centralmente ou vasodilatadores, podem ser usados conjuntamente com o CAPTOPRIL.

Ajuste da dose para pacientes113 com Insuficiência Renal53
Doses divididas de CAPTOPRIL de 75 a 100 mg/dia são bem toleradas em pacientes com nefropatia5 diabética e insuficiência renal53 leve a moderada.
Devido ao fato de que CAPTOPRIL é excretado principalmente pelos rins114, a velocidade de excreção é reduzida em pacientes com função renal27 comprometida. Portanto, estes pacientes poderão responder a doses menores ou menos freqüentes.
Sendo assim, para pacientes113 com insuficiência renal53 significativa, a dose diária inicial de CAPTOPRIL deverá ser reduzida e incrementos menores devem ser utilizados para titulação, que deverá ser bastante lenta (intervalos de uma a duas semanas).
Quando a terapêutica71 diurética for necessária em pacientes com insuficiência renal53, em vez de um diurético75 tiazídico deve-se dar preferência a um diurético75 de alça (p. ex.: furosemida).

CRIANÇAS

A dose inicial de CAPTOPRIL é de 0,3 mg/kg, três vezes ao dia, podendo ser aumentada conforme a necessidade e tolerância, até uma dose total máxima diária de 6,0 mg/kg.
Em crianças que estejam em terapêutica71 diurética ou com função renal27 comprometida, a dose deve ser iniciada em 0,15 mg/kg, três vezes ao dia.
CAPTOPRIL não é recomendado para o tratamento de hipertensões leves a moderadas em crianças.

Superdosagem de Captopril Genérico

Quando da ocorrência de intoxicação pelo excesso de CAPTOPRIL, a hipotensão69 é o problema mais freqüente e imediato. Expansão do volume com infusão intravenosa de soro115 fisiológico116 é o tratamento de escolha para a normalização da pressão arterial19. Enquanto que o CAPTOPRIL pode ser removido da circulação117 de um adulto por hemodiálise118, os dados sobre a eficácia da hemodiálise118 para remover a droga da circulação117 de recém-nascidos ou crianças são inadequados. A diálise peritoneal119 não é eficaz na remoção do CAPTOPRIL.

Pacientes Idosos de Captopril Genérico

Os inibidores da ECA são considerados os mais efetivos na redução da pressão sangüínea112 em pacientes com atividade da renina plasmática normal ou alta. Uma vez que a atividade da renina plasmática parece diminuir com o aumento da idade, pacientes idosos podem ser menos sensíveis aos efeitos hipotensores dos inibidores da ECA. Entretanto, elevadas concentrações séricas de inibidores da ECA, resultantes do declínio da função renal27 relacionado à idade, podem compensar a menor atividade da renina nestes pacientes.
Alguns pacientes idosos podem ser mais sensíveis aos efeitos hipotensores dos inibidores da ECA e podem requerer cuidados especiais quando estiverem sob tratamento com estes medicamentos.

CAPTOPRIL genérico - Laboratório

MEDLEY
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Complementos

1 Lactose: Tipo de glicídio que possui ligação glicosídica. É o açúcar encontrado no leite e seus derivados. A lactose é formada por dois carboidratos menores, chamados monossacarídeos, a glicose e a galactose, sendo, portanto, um dissacarídeo.
2 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
3 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
4 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
5 Nefropatia: Lesão ou doença do rim.
6 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
7 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
8 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
9 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
10 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
11 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
12 Inchaço: Inchação, edema.
13 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
14 Pálpebras:
15 Língua:
16 Laringe: É um órgão fibromuscular, situado entre a traqueia e a base da língua que permite a passagem de ar para a traquéia. Consiste em uma série de cartilagens, como a tiroide, a cricóide e a epiglote e três pares de cartilagens: aritnoide, corniculada e cuneiforme, todas elas revestidas de membrana mucosa que são movidas pelos músculos da laringe. As dobras da membrana mucosa dão origem às pregas vocais.
17 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
18 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
19 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
20 Tonturas: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
21 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
22 Bradicinina: É um polipeptídio plasmático que tem função vasodilatadora e que se forma em resposta à presença de toxinas ou ferimentos no organismo.
23 Prostaglandina: É qualquer uma das várias moléculas estruturalmente relacionadas, lipossolúveis, derivadas do ácido araquidônico. Ela tem função reguladora de diversas vias metabólicas.
24 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
25 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
26 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
27 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
28 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
29 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
30 Capilar: 1. Na medicina, diz-se de ou tubo endotelial muito fino que liga a circulação arterial à venosa. Qualquer vaso. 2. Na física, diz-se de ou tubo, em geral de vidro, cujo diâmetro interno é diminuto. 3. Relativo a cabelo, fino como fio de cabelo.
31 Débito cardíaco: Quantidade de sangue bombeada pelo coração para a aorta a cada minuto.
32 Sobrevida: Prolongamento da vida além de certo limite; prolongamento da existência além da morte, vida futura.
33 Neuro-humoral: Relativo a sistemas regulatórios neurais e humorais (hormonais).
34 Proteinúria: Presença de proteínas na urina, indicando que os rins não estão trabalhando apropriadamente.
35 Hemodinâmica: Ramo da fisiologia que estuda as leis reguladoras da circulação do sangue nos vasos sanguíneos tais como velocidade, pressão etc.
36 Insuficiência Cardíaca Congestiva: É uma incapacidade do coração para efetuar as suas funções de forma adequada como conseqüência de enfermidades do próprio coração ou de outros órgãos. O músculo cardíaco vai diminuindo sua força para bombear o sangue para todo o organismo.
37 Sintomática: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
38 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
39 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
40 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
41 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
42 Mucosas: Tipo de membranas, umidificadas por secreções glandulares, que recobrem cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
43 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
44 Glote: Aparato vocal da laringe. Consiste das cordas vocais verdadeiras (pregas vocais) e da abertura entre elas (rima da glote).
45 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
46 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
47 Membrana Mucosa: EPITÉLIO com células secretoras de MUCOS, como as CÉLULAS CALICIFORMES. Forma o revestimento de muitas cavidades do corpo, como TRATO GASTROINTESTINAL, TRATO RESPIRATÓRIO e trato reprodutivo. Mucosa, rica em sangue e em vasos linfáticos, compreende um epitélio interno, uma camada média (lâmina própria) do TECIDO CONJUNTIVO frouxo e uma camada externa (muscularis mucosae) de células musculares lisas que separam a mucosa da submucosa.
48 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
49 Agranulocitose: Doença causada pela falta ou número insuficiente de leucócitos granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos), que se manifesta como ulcerações na garganta e outras mucosas, seguidas por infecções graves.
50 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
51 Mg/dL: Miligramas por decilitro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
52 Colágeno: Principal proteína fibrilar, de função estrutural, presente no tecido conjuntivo de animais.
53 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
54 Lúpus: 1. É uma inflamação crônica da pele, caracterizada por ulcerações ou manchas, conforme o tipo específico. 2. Doença autoimune rara, mais frequente nas mulheres, provocada por um desequilíbrio do sistema imunológico. Nesta patologia, a defesa imunológica do indivíduo se vira contra os tecidos do próprio organismo como pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. Essas múltiplas formas de manifestação clínica, às vezes, podem confundir e retardar o diagnóstico. Lúpus exige tratamento cuidadoso por médicos especializados no assunto.
55 Eritematoso: Relativo a ou próprio de eritema. Que apresenta eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
56 Sistêmico: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
57 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
58 Hipoplasia: Desenvolvimento defeituoso ou incompleto de tecido ou órgão, geralmente por diminuição do número de células, sendo menos grave que a aplasia.
59 Pancitopenia: É a diminuição global de elementos celulares do sangue (glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas).
60 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
61 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
62 Neutrófilos: Leucócitos granulares que apresentam um núcleo composto de três a cinco lóbulos conectados por filamenos delgados de cromatina. O citoplasma contém grânulos finos e inconspícuos que coram-se com corantes neutros.
63 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
64 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
65 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
66 Garganta: Tubo fibromuscular em forma de funil, que leva os alimentos ao ESÔFAGO e o ar à LARINGE e PULMÕES. Situa-se posteriormente à CAVIDADE NASAL, à CAVIDADE ORAL e à LARINGE, extendendo-se da BASE DO CRÂNIO à borda inferior da CARTILAGEM CRICÓIDE (anteriormente) e à borda inferior da vértebra C6 (posteriormente). É dividida em NASOFARINGE, OROFARINGE e HIPOFARINGE (laringofaringe).
67 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
68 Síndrome nefrótica: Doença que afeta os rins. Caracteriza-se pela eliminação de proteínas através da urina, com diminuição nos níveis de albumina do plasma. As pessoas com síndrome nefrótica apresentam edema, eliminação de urina espumosa, aumento dos lipídeos do sangue, etc.
69 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
70 Depleção: 1. Em patologia, significa perda de elementos fundamentais do organismo, especialmente água, sangue e eletrólitos (sobretudo sódio e potássio). 2. Em medicina, é o ato ou processo de extração de um fluido (por exxemplo, sangue) 3. Estado ou condição de esgotamento provocado por excessiva perda de sangue. 4. Na eletrônica, em um material semicondutor, medição da densidade de portadores de carga abaixo do seu nível e do nível de dopagem em uma temperatura específica.
71 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
72 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
73 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
74 Arritmia: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
75 Diurético: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
76 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
77 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
78 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
79 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
80 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
81 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
82 Estenose: Estreitamento patológico de um conduto, canal ou orifício.
83 Artéria Renal: Ramo da aorta abdominal que irriga os rins, glândulas adrenais e ureteres.
84 Ureia: 1. Resíduo tóxico produzido pelo organismo, resulta da quebra de proteínas pelo fígado. É normalmente removida do organismo pelos rins e excretada na urina. 2. Substância azotada. Composto orgânico cristalino, incolor, de fórmula CO(NH2)2 (ou CH4N2O), com um ponto de fusão de 132,7 °C.
85 Hipercalemia: É a concentração de potássio sérico maior que 5.5 mmol/L (mEq/L). Uma concentração acima de 6.5 mmol/L (mEq/L) é considerada crítica.
86 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
87 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.
88 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
89 Lactantes: Que produzem leite; que aleitam.
90 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
91 Neurônios: Unidades celulares básicas do tecido nervoso. Cada neurônio é formado por corpo, axônio e dendritos. Sua função é receber, conduzir e transmitir impulsos no SISTEMA NERVOSO. Sinônimos: Células Nervosas
92 Adrenérgicos: Que agem sobre certos receptores específicos do sistema simpático, como o faz a adrenalina.
93 Hipocalemia: Concentração sérica de potássio inferior a 3,5 mEq/l. Pode ocorrer por alterações na distribuição de potássio (desvio do compartimento extracelular para intracelular) ou de reduções efetivas no conteúdo corporal de potássio por uma menor ingesta ou por perda aumentada. Fraqueza muscular e arritimias cardíacas são os sinais e sintomas mais comuns, podendo haver também poliúria, polidipsia e constipação. Pode ainda ser assintomática.
94 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
95 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
96 Pruriginosas: Relativas a ou próprias de prurido, que coçam, que causam coceira ou comichão. Em medicina, é o que produz prurido; prurientes, prurígenas.
97 Artralgia: Dor em uma articulação.
98 Eosinofilia: Propriedade de se corar facilmente pela eosina. Em patologia, é o aumento anormal de eosinófilos no sangue, característico de alergias e infestações por parasitas. Em patologia, é o acúmulo de eosinófilos em um tecido ou exsudato.
99 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
100 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
101 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
102 Peito: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original
103 Palpitação: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
104 Angina: Inflamação dos elementos linfáticos da garganta (amígdalas, úvula). Também é um termo utilizado para se referir à sensação opressiva que decorre da isquemia (falta de oxigênio) do músculo cardíaco (angina do peito).
105 Paladar: Paladar ou sabor. Em fisiologia, é a função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados.
106 Poliúria: Diurese excessiva, pode ser um sinal de diabetes.
107 Oligúria: Clinicamente, a oligúria é o débito urinário menor de 400 ml/24 horas ou menor de 30 ml/hora.
108 Hiponatremia: Concentração de sódio sérico abaixo do limite inferior da normalidade; na maioria dos laboratórios, isto significa [Na+] < 135 meq/L, mas o ponto de corte [Na+] < 136 meq/L também é muito utilizado.
109 Anticorpo: Proteína circulante liberada pelos linfócitos em reação à presença no organismo de uma substância estranha (antígeno).
110 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.
111 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
112 Pressão sangüínea: Força exercida pelo sangue arterial por unidade de área da parede arterial. É expressa como uma razão (Exemplo: 120/80, lê-se 120 por 80). O primeiro número é a pressão sistólica ou pressão máxima. E o segundo número é a presão diastólica ou mínima.
113 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
114 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
115 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
116 Fisiológico: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
117 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
118 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
119 Diálise peritoneal: Ao invés de utilizar um filtro artificial para “limpar“ o sangue, é utilizado o peritônio, que é uma membrana localizada dentro do abdômen e que reveste os órgãos internos. Através da colocação de um catéter flexível no abdômen, é feita a infusão de um líquido semelhante a um soro na cavidade abdominal. Este líquido, que chamamos de banho de diálise, vai entrar em contato com o peritônio, e por ele será feita a retirada das substâncias tóxicas do sangue. Após um período de permanência do banho de diálise na cavidade abdominal, este fica saturado de substâncias tóxicas e é então retirado, sendo feita em seguida a infusão de novo banho de diálise. Esse processo é realizado de uma forma contínua e é conhecido por CAPD, sigla em inglês que significa diálise peritoneal ambulatorial contínua. A diálise peritoneal é uma forma segura de tratamento realizada atualmente por mais de 100.000 pacientes no mundo todo.
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