LACTULOSUM ENILA

Atualizado em 28/03/2008
OBS: Todos os medicamentos do Laboratório Enila tiveram sua produção suspensa segundo Resolução - RE nº 892, de 29 de maio de 2003 da Anvisa.
 

- Composição
xarope: lactulose 670 mg; veículo q.s.p. 1 ml.Sachet: lactulose 9,7 g; excipiente q.s.p. 1 sachet. Sachet pediátrico: lactulose 2,91 g; excipiente q.s.p. 1 sachet.

- Posologia e Administração
constipação1 intestinal crônica (dosagem diária): xarope: lactentes2: 5 ml/dia. Crianças de 1 a 5 anos: 5 a 10 ml/dia. Crianças de 6 a 12 anos: 10 a 15 ml/dia. Adultos e jovens acima de 12 anos: 15 a 30 ml/dia. Pó: crianças de 1 a 5 anos: 1 a 2 sachets com 3 g/dia. Crianças de 6 a 12 anos: 2 sachets com 3 g/dia ou 1 sachet com 10 g/dia. Adultos e jovens acima de 12 anos: 1 a 2 sachets com 10 g/dia. Encefalopatia3 hepática4, pré-coma5 e coma5 hepático (dosagem diária): xarope: iniciar com 4 colheres de sopa ao dia podendo chegar, em casos severos, a 10 colheres de sopa ao dia. Pó: iniciar com 4 sachets de 10 g/dia podendo chegar, em casos severos, a 10 sachets de 10 g/dia. - Observação: Lactulosum Enila (xarope ou sachet) deve ser administrado preferencialmente em uma única tomada pela manhã ou à noite, concomitantemente ou não à alimentação. Deve-se levar em conta, também, que a ação esperada de Lactulosum Enila é a de restabelecer a regularidade intestinal, por um mecanismo fisiológico6, razão pela qual os primeiros efeitos medicamentosos serão obtidos depois de ser usado por 3 ou 4 dias consecutivos.

- Precauções
além da lactulose (substância não absorvida), contém pequena quantidade de galactose7 e lactose8. Este fato deve ser levado em consideração, especialmente ao se administrar doses elevadas, por exemplo, a pacientes diabéticos ou portadores de encefalopatia3 porto-sistêmica, visto que esses dois açúcares são absorvidos. Pacientes idosos, debilitados, tratados por mais de 6 meses com Lactulosum Enila devem ter os níveis séricos de eletrólitos9 (Cl-, K+, CO3=) controlados a intervalos regulares. No tratamento inicial da encefalopatia3 hepática4 recomenda-se evitar o uso de laxantes10, uma vez que a defecação resultante pode mascarar uma dosagem inadequada de lactulose. - Advertências: nos casos em que os pacientes tratados com Lactulosum Enila sejam submetidos à eletrocauterização durante proctoscopia e colonoscopia11, recomenda-se lavagem colônica prévia com uma solução não fermentável, devido à presença de hidrogênio produzido pela ação da lactulose; embora estudos com lactulose em animais não tenham revelado nenhum potencial teratôgenico, e mesmo sendo a substância ativa pobremente absorvida pelo organismo, recomenda-se que o médico assistente leve em consideração o fato de que o uso de lactulose durante a gravidez12 não foi avaliado. Interações medicamentosas: recomenda-se a monitorização de pacientes tratados concomitantemente com neomicina via oral.

- Reações adversas
o uso de Lactulosum Enila para os quadros de constipação1 intestinal e/ou encefalopatia3 hepática4 pode, inicialmente, causar flatulência, meteorismo13, distensão abdominal, desconforto ou cólicas14 abdominais, em aproximadamente 20% dos pacientes, sendo na maioria das vezes transitória. Náuseas15 e vômitos16 têm sido relatados com pouca freqüência. Dosagem excessiva pode determinar quadro diarréico.

- Contra-Indicações
não deve ser empregado em pacientes com intolerância à lactose8, galactosemia17 e apendicite18, bem como na obstrução intestinal.

- Indicações
tratamento sintomático19 da constipação1 intestinal; prevenção e tratamento da encefalopatia3 hepática4 (de diversas etiologias) incluindo as etapas de pré-coma5 hepático ou mesmo coma5.

- Apresentação
xarope: embalagem com 120 ml. Sachet: embalagem com 10 sachets e embalagem com 10 sachets pediátrico.
Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
2 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
3 Encefalopatia: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.
4 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
5 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo “comer.“
6 Fisiológico: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
7 Galactose: 1. Produção de leite pela glândula mamária. 2. Monossacarídeo usualmente encontrado em oligossacarídeos de origem vegetal e animal e em polissacarídeos, usado em síntese orgânica e, em medicina, no auxílio ao diagnóstico da função hepática.
8 Lactose: Tipo de glicídio que possui ligação glicosídica. É o açúcar encontrado no leite e seus derivados. A lactose é formada por dois carboidratos menores, chamados monossacarídeos, a glicose e a galactose, sendo, portanto, um dissacarídeo.
9 Eletrólitos: Em eletricidade, é um condutor elétrico de natureza líquida ou sólida, no qual cargas são transportadas por meio de íons. Em química, é uma substância que dissolvida em água se torna condutora de corrente elétrica.
10 Laxantes: Medicamentos que tratam da constipação intestinal; purgantes, purgativos, solutivos.
11 Colonoscopia: Estudo endoscópico do intestino grosso, no qual o colonoscópio é introduzido pelo ânus. A colonoscopia permite o estudo de todo o intestino grosso e porção distal do intestino delgado. É um exame realizado na investigação de sangramentos retais, pesquisa de diarreias, alterações do hábito intestinal, dores abdominais e na detecção e remoção de neoplasias.
12 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
13 Meteorismo: Acúmulo de gás no tubo digestivo. Pode produzir distensão abdominal, dor persistente, flatulência, etc.
14 Cólicas: Dor aguda, produzida pela dilatação ou contração de uma víscera oca (intestino, vesícula biliar, ureter, etc.). Pode ser de início súbito, com exacerbações e períodos de melhora parcial ou total, nos quais o paciente pode estar sentindo-se bem ou apresentar dor leve.
15 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
16 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
17 Galactosemia: Doença hereditária que afeta o metabolismo da galactose (“produção”).
18 Apendicite: Inflamação do apêndice cecal. Manifesta-se por abdome agudo, e requer tratamento cirúrgico. Sua complicação mais freqüente é a peritonite aguda.
19 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.

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