LINDISC DUO

SCHERING

Atualizado em 09/12/2014

Composição de Lindisc Duo

Lindisc Duo fase 1: cada adesivo transdérmicocontém 3 mg de estradiol e libera 80 mcg de estradiol por dia. Lindisc Duo fase 2: cada adesivo transdérmico contém 2,5 mg de estradiol e 1 mg de levonorgestrel, liberando 50 mcg de estradiol e 20 mcg de levonogestrel por dia. Excipientes: adesivo acrílico, dietiltoluamida.

Posologia e Administração de Lindisc Duo

se a paciente ainda estiver menstruando, deve-se começar o tratamento em qualquer dia entre o 1º e o 5º dia de menstruação1. Pacientes cujos ciclos menstruais são pouco freqüentes ou que sejam pós-menopausadas podem iniciar o tratamento a qualquer momento, desde que se tenha excluído a possibilidade de gestação. Um ciclo de tratamento com Lindisc Duo consiste de 4 adesivos transdérmicos Fase 1, contendo estradiol, seguidos por 4 adesivos transdérmicos Fase 2, contendo estradiol e levonorgestrel. Deve-se aplicar um adesivo Fase 1, duas vezes por semana, nas duas semanas inicias, seguido por um adesivo Fase 2, duas vezes por semana, nas duas semanas seguintes. Cada adesivo transdérmico é removido após 3 ou 4 dias de uso e um novo é aplicado em um local diferente. Desta maneira, utilizam-se dois adesivos em cada semana, devendo ser trocados sempre nos mesmos dias de cada semana. Para auxiliar a paciente no controle dos dias de troca, o dia da semana (segunda-feira ou quinta-feira) encontra-se impresso na embalagem individual do adesivo. Os locais de aplicação2 recomendados são áreas da pele3 limpas, secas e sem lesão4, na região inferior do tronco (preferencialmente na região das nádegas5). Lindisc Duo não deve ser aplicado sobre ou próximo às mamas6. Cada embalagem contém adesivos transdérmicos suficientes para 28 dias de tratamento. O tratamento é continuo, ou seja, a embalagem subseqüente é iniciada imediatamente, sem pausa. O sangramento geralmente ocorre durante a última semana do ciclo ou dentro dos primeiros dias do ciclo seguinte. - Superdosagem: é improvável que ocorra superdosagem com a utilização desta via de administração. Não existe qualquer antídoto7 específico, e o tratamento deve ser sintomático8. O(s) adesivo(s) transdérmico(s) deve(m) ser removido(s).

Precauções de Lindisc Duo

antes de iniciar o tratamento, deve-se excluir a possibilidade de gestação. Se não ocorrer sangramento em intervalos de aproximadamente 28 dias, o tratamento deve ser interrompido até que se tenha excluído a possibilidade da existência de gravidez9. Antes de iniciar o tratamento devem ser realizados exames clínico detalhado e ginecológico minucioso, com atenção especial em peso corporal, pressão arterial10, coração11, órgãos pélvicos12 com avaliação endometrial, se for indicada, pernas e pele3. Durante o tratamento recomendam-se exames de controle em intervalos de aproximadamente 6 meses. As pacientes devem submeter-se a exames das mamas6 regularmente e ser instruídas a realizar auto-exame. Se for considerado apropriado, deve-se realizar mamografias regularmente. A medicação deve ser suspensa imediatamente se durante o tratamento ocorrerem, pela primeira vez, cefaléias13 do tipo enxaqueca14, ou cefaléias13 com freqüência e intensidade não habituais ou se existirem quaisquer outros sintomas15 que sejam possíveis indicadores de oclusão vascular16, por exemplo, perturbações repentinas da visão17. Deve-se considerar a interrupção do tratamento antes de cirurgias programadas (6 semanas antes), ou após imobilização forçada. São também razões para suspender a medicação: icterícia18, colestase19, hepatite20, gestação, acentuada elevação da pressão arterial10, ocorrência de doença tromboembólica ou aumento de ataques epiléticos. Leiomiomas preexistentes podem aumentar em tamanho sob influência de estrogênios. Se isto for observado, deve-se interromper o tratamento. Em pacientes com doença hepática21 crônica moderada, deve-se avaliar a função hepática21 a cada 8-12 semanas. Os resultados dos testes de função hepática21 podem ser afetados por terapia de reposição hormonal. Ocasionalmente podem ocorrer sangramento de escape como resultado de aderência inadequada ao tratamento ou uso concomitante de antibiótico. Entretanto, o aparecimento desse fenômeno pode indicar presença de patologia22 endometrial e, portanto, deve-se realizar investigação diagnóstica apropriada, incluindo biópsia23. Existe um risco aumentado de hiperplasia24 e carcinoma25 endometriais associado à administração prolongada (por mais de um ano) de estrogênio isoladamente. Porém, a adição apropriada de progestogênio ao tratamento diminui estatisticamente o risco. Existem, no momento, algumas evidências que sugerem que o emprego de TRH em mulheres pós-menopausadas em longo prazo (mais de 5 anos) pode implicar em leve aumento no risco relativo de ocorrência de câncer26 de mama27. Não está estabelecido se o emprego simultâneo de progestogênio influencia este risco. Desta maneira, mulheres em terapia prolongada devem ser submetidas regularmente a exames de mamas6 e ser instruídas para realizarem auto-exame. Se for considerado apropriado, deve-se realizar mamografia28 regularmente. A ocorrência de tromboembolismo29 tem sido associada à terapia de reposição estrogênica e esta não deve ser utilizada em mulheres com história anterior ou atual de tromboembolismo29 venoso. Doenças que podem se agravar durante gestação (por exemplo, esclerose múltipla30, epilepsia31, diabetes32, doença mamária benigna, hipertensão33, disfunção renal34 ou cardíaca, asma35, tetania36, otosclerose37, lúpus38 eritematoso39 sistêmico40) e mulheres com histórico familiar (parentes diretos) de câncer26 de mama27 devem ser cuidadosamente observadas durante o tratamento. Estrogênios podem causar retenção de fluidos e, portanto, pacientes com disfunção renal34 ou cardíaca devem ser cuidadosamente observadas. A maioria dos estudos indica que terapia de reposição estrogênica tem pequeno efeito em pressão arterial10, e em alguns foi demonstrada diminuição da pressão arterial10. Além disso, estudos sobre terapia combinada41 mostram que a adição de um progestogênio também tem pequeno efeito em pressão arterial10. Hipertensão33 idiossincrásica pode ocorrer raramente. Quando se administram estrogênios a mulheres hipertensivas é necessário mantê-las sob supervisão e deve-se realizar controle de pressão arterial10 em intervalos regulares. Após o uso de substâncias hormonais, tais como as contidas em Lindisc Duo, foram observados, em casos raros, tumores hepáticos benignos, e mais raramente malignos, que em casos isolados podem ocasionar hemorragias42 intra-abdominais com risco de vida para a paciente. Se ocorrerem transtornos epigástricos graves, aumento do tamanho do fígado43 ou sinais44 de hemorragia45 intra-abdominal, deve-se incluir tumor46 hepático nas considerações diagnóstico47-diferenciais. Lindisc Duo não é indicado para contracepção48. Quando necessário, deve-se utilizar métodos contraceptivos não hormonais, com exceção dos métodos de ritmo e de temperatura. - Interações medicamentosas: deve-se interromper a contracepção48 hormonal quando se inicia tratamento com Lindisc Duo e a paciente deve ser orientada a adotar medidas contraceptivas não hormonais, se necessário. Medicamentos indutores de enzimas microssomais hepáticas49, por exemplo, barbitúricos, carbamazepina, fenitoína, rifampicina, aceleram o metabolismo50 de associações estrôgenio/progestogênio, tais como, a contida em Lindisc Duo e podem reduzir sua eficácia. Como não ocorre metabolismo50 de primeira passagem hepática21, com a administração transdérmica, o grau de tais interações pode ser reduzido. A necessidade de antidiabéticos orais51 ou insulina52 pode ser alterada como resultado do efeito sobre a tolerância à glicose53.

Reações Adversas de Lindisc Duo

durante os primeiros meses de tratamento podem ocorrer sangramentos de escape e gotejamento (spotting) e aumento da sensibilidade e do tamanho das mamas6. Estes geralmente são temporários e desaparecem com a continuação do tratamento. Outros sintomas15 que também podem ocorrer são: irritação da pele3 no local da aplicação; aumento de apetite; distensão abdominal; palpitações54; ansiedade/sintomas15 depressivos; cefaléia55; enxaqueca14; vertigem56; dispepsia57; dores nas pernas; edema58; hipertensão33; alteração da libido59; náusea60; erupções cutâneas61; vômito62; alteração de peso e cloasma63. Algumas mulheres podem apresentar predisposição natural ao aparecimento de colestase19 durante o tratamento com esteróides. Alterações em testes laboratoriais: existem alguns testes laboratoriais que podem ser influenciados por estrogênios, tais como, testes para tolerância à glicose53 ou função tiroidiana.

Contra-Indicações de Lindisc Duo

gravidez9; lactação64; distúrbios graves da função hepática21 (incluindo porfiria65); tumores hepáticos atuais ou antecedentes dos mesmos; icterícia18 ou prurido66 persistente durante gestação anterior; síndrome67 de Dubin-Johnson ou de Rotor; distúrbio cardíaco ou distúrbio renal34 graves; processos tromboembólicos atuais ou antecedentes dos mesmos; anemia falciforme68; suspeita ou diagnóstico47 de distúrbios ou tumores hormônio69-dependentes, tumores de útero70 ou de mama27; sangramento vaginal irregular não diagnosticado; distúrbios congênitos71 do metabolismo50 lipídico; história de herpes gestacional; otosclerose37 com agravamento durante gestação anterior; endometriose72; diabetes32 grave com alterações vasculares73; hipersensibilidade a qualquer um dos componentes do produto.

Indicações de Lindisc Duo

terapia de reposição estrogênica para tratamento de distúrbios do climatério74. Lindisc Duo proporciona reposição hormonal durante e após o climatério74. A adição de um progestogênio na segunda metade de cada ciclo auxilia na obtenção de um bom controle de ciclos menstruais irregulares, característicos do climatério74, e reduz risco de desenvolvimento de hiperplasia endometrial75. Lindisc Duo suprime ou melhora os sintomas15 característicos do climatério74, tais como, fogachos, sudorese76 e distúrbios do sono e praticamente não afeta a produção endógena de hormônios ovarianos. Produtos contendo associação de estrogênio e progestogênio são necessários apenas para pacientes77 com útero70 íntegro.

Apresentação de Lindisc Duo

cartucho com 8 adesivos transdérmicos (4 adesivos Fase 1; 4 adesivos Fase 2).


LINDISC DUO - Laboratório

SCHERING
Rua Cancioneiro de Évora, 255/339/383
São Paulo/SP - CEP: 04708-010
Tel: 0800-7021241
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Complementos

1 Menstruação: Sangramento cíclico através da vagina, que é produzido após um ciclo ovulatório normal e que corresponde à perda da camada mais superficial do endométrio uterino.
2 Locais de aplicação: Locais do corpo onde a insulina é geralmente injetada.
3 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
4 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
5 Nádegas:
6 Mamas: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
7 Antídoto: Substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele.
8 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
9 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
10 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
11 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
12 Pélvicos: Relativo a ou próprio de pelve. A pelve é a cavidade no extremo inferior do tronco, formada pelos dois ossos do quadril (ilíacos), sacro e cóccix; bacia. Ou também é qualquer cavidade em forma de bacia ou taça (por exemplo, a pelve renal).
13 Cefaléias: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaléia ou dor de cabeça tensional, cefaléia cervicogênica, cefaléia em pontada, cefaléia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaléias ou dores de cabeça. A cefaléia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
14 Enxaqueca: Sinônimo de migrânea. É a cefaléia cuja prevalência varia de 10 a 20% da população. Ocorre principalmente em mulheres com uma proporção homem:mulher de 1:2-3. As razões para esta preponderância feminina ainda não estão bem entendidas, mas suspeita-se de alguma relação com o hormônio feminino. Resulta da pressão exercida por vasos sangüíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.
15 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
16 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
17 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
18 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
19 Colestase: Retardamento ou interrupção do fluxo nos canais biliares.
20 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
21 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
22 Patologia: 1. Especialidade médica que estuda as doenças e as alterações que estas provocam no organismo. 2. Qualquer desvio anatômico e/ou fisiológico, em relação à normalidade, que constitua uma doença ou caracterize determinada doença. 3. Por extensão de sentido, é o desvio em relação ao que é próprio ou adequado ou em relação ao que é considerado como o estado normal de uma coisa inanimada ou imaterial.
23 Biópsia: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
24 Hiperplasia: Aumento do número de células de um tecido. Pode ser conseqüência de um estímulo hormonal fisiológico ou não, anomalias genéticas no tecido de origem, etc.
25 Carcinoma: Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
26 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
27 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
28 Mamografia: Estudo radiológico que utiliza uma técnica especial para avaliar o tecido mamário. Permite diagnosticar tumores benignos e malignos em fase inicial na mama. É um exame que deve ser realizado por mulheres, como prevenção ao câncer.
29 Tromboembolismo: Doença produzida pela impactação de um fragmento de um trombo. É produzida quando este se desprende de seu lugar de origem, e é levado pela corrente sangüínea até produzir a oclusão de uma artéria distante do local de origem do trombo. Esta oclusão pode ter diversas conseqüências, desde leves até fatais, dependendo do tamanho do vaso ocluído e do tipo de circulação do órgão onde se deu a oclusão.
30 Esclerose múltipla: Doença degenerativa que afeta o sistema nervoso, produzida pela alteração na camada de mielina. Caracteriza-se por alterações sensitivas e de motilidade que evoluem através do tempo produzindo dano neurológico progressivo.
31 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
32 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
33 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
34 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
35 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
36 Tetania: Espasmos e contraturas dos músculos das mãos e pés, e menos freqüentemente dos músculos da face, da laringe (cordas vocais) e da coluna vertebral. Inicialmente, são indolores; mas tendem a tornar-se cada vez mais dolorosos. É um sintoma de alterações bioquímicas do corpo humano e não deve ser confundida com o tétano, que é uma infecção. A causa mais comum é a hipocalcemia (nível baixo de cálcio no sangue). Outras causas incluem hipocalemia (nível baixo de potássio no sangue), hiperpnéia (frequência respiratória anormalmente profunda e rápida, levando a baixos níveis de dióxido de carbono), ou mais raramente de hipoparatiroidismo (atividade diminuída das glândulas paratiróides). Recentemente, considera-se que a hipomagnesemia (nível baixo de magnésio no sangue) é também um dos fatores causais desta situação clínica.
37 Otosclerose: Crescimento ósseo anormal no ouvido médio que causa perda auditiva. É um distúrbio hereditário que envolve o crescimento de um osso esponjoso no ouvido médio. Este crescimento impede a vibração do estribo em reposta às ondas sonoras, causando perda auditiva progressiva do tipo condutiva. É a causa mais freqüente de perda auditiva do ouvido médio em adultos jovens, é mais freqüente em mulheres entre 15 e 30 anos.
38 Lúpus: 1. É uma inflamação crônica da pele, caracterizada por ulcerações ou manchas, conforme o tipo específico. 2. Doença autoimune rara, mais frequente nas mulheres, provocada por um desequilíbrio do sistema imunológico. Nesta patologia, a defesa imunológica do indivíduo se vira contra os tecidos do próprio organismo como pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. Essas múltiplas formas de manifestação clínica, às vezes, podem confundir e retardar o diagnóstico. Lúpus exige tratamento cuidadoso por médicos especializados no assunto.
39 Eritematoso: Relativo a ou próprio de eritema. Que apresenta eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
40 Sistêmico: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
41 Terapia combinada: Uso de medicações diferentes ao mesmo tempo (agentes hipoglicemiantes orais ou um agente hipoglicemiante oral e insulina, por exemplo) para administrar os níveis de glicose sangüínea em pessoas com diabetes tipo 2.
42 Hemorragias: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
43 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
44 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
45 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
46 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
47 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
48 Contracepção: Qualquer processo que evite a fertilização do óvulo ou a implantação do ovo. Os métodos de contracepção podem ser classificados de acordo com o seu objetivo em barreiras mecânicas ou químicas, impeditivas de nidação e contracepção hormonal.
49 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
50 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
51 Antidiabéticos orais: Quaisquer medicamentos que, administrados por via oral, contribuem para manter a glicose sangüínea dentro dos limites normais. Eles podem ser um hipoglicemiante, se forem capazes de diminuir níveis de glicose previamente elevados, ou um anti-hiperglicemiante, se agirem impedindo a elevação da glicemia após uma refeição.
52 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
53 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
54 Palpitações: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
55 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
56 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
57 Dispepsia: Dor ou mal-estar localizado no abdome superior. O mal-estar pode caracterizar-se por saciedade precoce, sensação de plenitude, distensão ou náuseas. A dispepsia pode ser intermitente ou contínua, podendo estar relacionada com os alimentos.
58 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
59 Libido: Desejo. Procura instintiva do prazer sexual.
60 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
61 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
62 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
63 Cloasma: Manchas escuras na face. O seu surgimento está relacionado à gravidez. Além dos fatores hormonais e da exposição solar, a tendência genética e características raciais também influenciam o seu surgimento. O cloasma gravídico pode desaparecer espontaneamente após a gravidez, não exigindo, às vezes, nenhum tipo de tratamento.
64 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
65 Porfiria: Constituem um grupo de pelo menos oito doenças genéticas distintas, além de formas adquiridas, decorrentes de deficiências enzimáticas específicas na via de biossíntese do heme, que levam à superprodução e acumulação de precursores metabólicos, para cada qual correspondendo um tipo particular de porfiria. Fatores ambientais, tais como: medicamentos, álcool, hormônios, dieta, estresse, exposição solar e outros desempenham um papel importante no desencadeamento e curso destas doenças.
66 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
67 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
68 Anemia falciforme: Doença hereditária que causa a má formação das hemácias, que assumem forma semelhante a foices (de onde vem o nome da doença), com maior ou menor severidade de acordo com o caso, o que causa deficiência do transporte de gases nos indivíduos que possuem a doença. É comum na África, na Europa Mediterrânea, no Oriente Médio e em certas regiões da Índia.
69 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
70 Útero: Orgão muscular oco (de paredes espessas), na pelve feminina. Constituído pelo fundo (corpo), local de IMPLANTAÇÃO DO EMBRIÃO e DESENVOLVIMENTO FETAL. Além do istmo (na extremidade perineal do fundo), encontra-se o COLO DO ÚTERO (pescoço), que se abre para a VAGINA. Além dos istmos (na extremidade abdominal superior do fundo), encontram-se as TUBAS UTERINAS.
71 Congênitos: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
72 Endometriose: Doença que acomete as mulheres em idade reprodutiva e consiste na presença de endométrio em locais fora do útero. Endométrio é a camada interna do útero que é renovada mensalmente pela menstruação. Os locais mais comuns da endometriose são: Fundo de Saco de Douglas (atrás do útero), septo reto-vaginal (tecido entre a vagina e o reto ), trompas, ovários, superfície do reto, ligamentos do útero, bexiga e parede da pélvis.
73 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
74 Climatério: Conjunto de mudanças adaptativas que são produzidas na mulher como conseqüência do declínio da função ovariana na menopausa. Consiste em aumento de peso, “calores” freqüentes, alterações da distribuição dos pêlos corporais, dispareunia.
75 Hiperplasia endometrial: Caracterizada por alterações biomorfológicas do endométrio (estroma e glândulas), que variam desde um estado fisiológico exacerbado até o carcinoma “in situ”. É o resultado de uma estimulação estrogênica persistente na ausência ou insuficiência de estímulo progestínico.O fator prognóstico mais importante nas pacientes afetadas é a atipia celular: cerca de 20% das pacientes com hiperplasia atípica evoluem para câncer invasivo.
76 Sudorese: Suor excessivo
77 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.

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