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Benicar

PFIZER

Atualizado em 03/06/2015

Benicar
Olmesartana medoxomila

Identificação do Produto do Benicar

Nome genérico: olmesartana medoxomila USO ADULTO

Forma Farmacêutica do Benicar

Comprimido revestido

Via de Administração do Benicar

Via oral

Apresentações do Benicar

Comprimidos de 20 mg em embalagem contendo 30 comprimidos revestidos. Comprimidos de 40 mg em embalagem contendo 30 comprimidos revestidos.

Composição do Benicar

Cada comprimido revestido de 20 mg ou 40 mg contém 20 mg ou 40 mg de olmesartana medoxomila, respectivamente.
Excipientes: celulose microcristalina, hiprolose de baixa substituição, lactose1 monoidratada, hiprolose, estearato de magnésio, dióxido de titânio, talco, hipromelose e água purificada (evaporada durante o processo de fabricação).

Informações ao Paciente do Benicar

Ação do Benicar

Olmesartana medoxomila possui efeito anti-hipertensivo (diminuição da pressão sangüínea2), bloqueando os receptores da angiotensina II (substância produzida pelo organismo que age aumentando a pressão sangüínea2) na musculatura dos vasos sangüíneos3. O início da ação do medicamento geralmente se manifesta dentro de uma semana após o início do tratamento.

Indicações do Benicar

Indicado para o tratamento da hipertensão arterial4 (pressão sangüínea2 elevada). Pode ser usado como monoterapia (ou seja, isoladamente) ou em combinação com outros agentes anti-hipertensivos.

Riscos do Benicar

Contra-indicações Olmesartana medoxomila é contra-indicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da fórmula e durante a gravidez5.
Advertências e Precauções
Pacientes com comprometimento renal6 (doença dos rins7) ou hepático (doença do fígado8) devem ser monitorados. Em pacientes com insuficiência renal9 moderada ou grave, a função renal6 deve ser monitorada no prazo de alguns dias após a introdução do fármaco10. Em pacientes com volume sangüíneo circulante diminuído, como por exemplo, aqueles em uso de doses altas de medicamentos diuréticos11 (medicamentos que aumentam a excreção urinária), podem ocorrer sintomas12 relacionados à queda da pressão sangüínea2. Nesses casos, portanto, o tratamento deve ser iniciado sob cuidadosa supervisão médica. Se ocorrer queda importante da pressão sangüínea2, o paciente deverá ser colocado em posição deitada e, conforme avaliação médica, receber infusão intravenosa de soro13 fisiológico14. Queda transitória da pressão sangüínea2 não é uma contra-indicação para o tratamento, que geralmente pode continuar sem dificuldades, uma vez que a mesma tenha se estabilizado.
Não foram realizados estudos controlados em pacientes menores de 18 anos. Nenhuma diferença geral na eficácia ou segurança foi observada entre pacientes idosos. Os fármacos que agem diretamente sobre o sistema renina-angiotensina podem causar morbidade15 e até mortes fetais e neonatais quando administrados a mulheres grávidas, conforme relatado com pacientes em uso de inibidores da enzima16 conversora de angiotensina (um tipo de medicamento anti-hipertensivo). Quando for diagnosticada gravidez5, o medicamento deve ser descontinuado o mais breve possível e a medicação para a gestante deve ser substituída. Não se sabe se a olmesartana é excretada no leite humano, mas foi relatada sua secreção em baixa concentração no leite de ratas lactantes17. Devido ao potencial para efeitos adversos em lactentes18, o médico deve decidir quanto a descontinuar a amamentação19 ou o fármaco10, levando em conta a importância deste para a mãe. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas. Informe imediatamente ao seu médico em caso de suspeita de gravidez5.
Interações Medicamentosas
A olmesartana pode ser administrada com ou sem alimentos. O uso concomitante com outros fármacos que afetam a excreção do potássio (como diuréticos11 poupadores de potássio, inibidores de enzima16 de conversão, betabloqueadores, antiinflamatórios não-hormonais, trimetoprima, etc.) ou com suplementação20 oral de potássio pode causar hipercalemia21 (aumento do potássio no sangue22), especialmente em pacientes diabéticos e/ou com insuficiência renal9.
A eficácia deste medicamento depende da capacidade funcional do paciente.
NÃO FORAM REALIZADOS ESTUDOS CONTROLADOS EM PACIENTES MENORES DE 18 ANOS. INFORME AO SEU MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTISTA O APARECIMENTO DE REAÇÕES INDESEJÁVEIS. INFORME AO SEU MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTISTA SE VOCÊ ESTÁ FAZENDO USO DE ALGUM OUTRO MEDICAMENTO. NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE23.
MODO DE USO
O comprimido de olmesartana medoxomila de 20 mg tem formato circular e é revestido por filme branco. O produto apresenta odor e sabor característicos.
O comprimido de olmesartana medoxomila de 40 mg tem formato oval e é revestido por filme branco. O produto apresenta odor e sabor característicos.
Deve ser utilizado por via oral, em dose única diária, com quantidade suficiente de líquido para deglutição24, com ou sem alimentos. A dose inicial normalmente recomendada é de 20 mg uma vez ao dia, quando usado como monoterapia (ou seja, sem outros medicamentos concomitantemente).
Para pacientes25 que necessitam de redução adicional da pressão arterial26, a dose pode ser aumentada para 40 mg uma vez ao dia. Doses acima de 40 mg não aparentaram ter efeito superior. Nenhum ajuste da dose inicial é necessário para idosos, pacientes com insuficiência renal9 leve a moderada ou com disfunção hepática27 leve a moderada. Para pacientes25 com possível diminuição do volume sangüíneo circulante (por exemplo, pacientes tratados com diuréticos11, particularmente aqueles com função renal6 prejudicada), insuficiência renal9 grave ou insuficiência hepática28 grave, o tratamento deve ser iniciado sob cuidadosa supervisão e deve ser considerada uma dose inicial inferior. Caso você esqueça de tomar o comprimido no horário estabelecido pelo seu médico, tome-o assim que lembrar. Entretanto, se já estiver perto do horário de tomar a próxima dose, pule a dose esquecida e tome a próxima, continuando normalmente o esquema de doses recomendado pelo seu médico. Neste caso, não tome o medicamento em dobro para compensar doses esquecidas. O esquecimento da dose pode comprometer a eficácia do tratamento.
SIGA A ORIENTAÇÃO DO SEU MÉDICO, RESPEITANDO SEMPRE OS HORÁRIOS, AS DOSES E A DURAÇÃO DO TRATAMENTO. NÃO INTERROMPA O TRATAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. NÃO USE O MEDICAMENTO COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO. ANTES DE USAR, OBSERVE O ASPECTO DO MEDICAMENTO. ESTE MEDICAMENTO NÃO PODE SER PARTIDO OU MASTIGADO.
REAÇÕES ADVERSAS
Foram relatados os seguintes eventos adversos (com incidência29 superior a 1% dos pacientes tratados com olmesartana medoxomila): dor lombar, bronquite (inflamação30 dos brônquios31), aumento da creatina fosfoquinase (um teste laboratorial que avalia a integridade de tecidos musculares), diarréia32, cefaléia33 (dor de cabeça34), hematúria35 (presença de sangue22 na urina36), hiperglicemia37 (aumento dos níveis de açúcar38 no sangue22), hipertrigliceridemia (aumento dos níveis de triglicérides39 no sangue22), sintomas12 semelhantes à gripe40, faringite41 (inflamação30 na faringe42), rinite43 (inflamação30 em região nasal), sinusite44 (inflamação30 em região dos seios45 da face46) e infecção47 do trato respiratório superior. Esses eventos ocorreram em incidência29 igual ou maior nos pacientes recebendo placebo48.
Também foram relatados:
Gerais: tosse, dor torácica, fadiga49, dor, edema50 periférico (inchaço51 em extremidades do corpo, como pés e tornozelos).
Sistema nervoso central52 e periférico: vertigem53.
Gastrintestinais: dor abdominal, dispepsia54 (má digestão55), gastrenterite (alterações inflamatórias do estômago56/intestino), náusea57.
Distúrbios de freqüência e ritmo cardíacos: taquicardia58 (aumento da freqüência cardíaca).
Distúrbios metabólicos e nutricionais: albuminúria59 (presença de albumina60 na urina36), hipercolesterolemia61 (aumento dos níveis de colesterol62 no sangue22), hiperlipemia (aumento dos níveis de gordura63 no sangue22), hiperuricemia (aumento dos níveis de ácido úrico no sangue22). Músculo-esqueléticos: artralgia64 (dor em articulação65), artrite66 (inflamação30 em articulação65), mialgia67 (dor muscular), dor esquelética.
Distúrbios psiquiátricos: insônia.
Pele68 e anexos69: rash70 (erupção71) cutâneo72.
Sistema urinário73: infecção47 do trato urinário74.
Alterações em testes laboratoriais: Hemoglobina75 e hematócrito76 (índices laboratoriais que avaliam a presença de anemia77): pequenas reduções em hemoglobina75 e hematócrito76 (reduções médias de aproximadamente 0,3 g/dL e 0,3% no volume, respectivamente) foram observadas, mas não foram clinicamente significantes. Hematócrito76 é um exame que fornece uma estimativa do número de glóbulos vermelhos no sangue22. Testes de função hepática27 (exames que avaliam a função do fígado8): elevações das enzimas hepáticas78 e/ou bilirrubina79 sérica foram observadas com pouca freqüência.
ATENÇÃO: ESTE É UM MEDICAMENTO NOVO E, EMBORA AS PESQUISAS REALIZADAS TENHAM INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA ACEITÁVEIS PARA COMERCIALIZAÇÃO, EFEITOS INDESEJÁVEIS E NÃO CONHECIDOS PODEM OCORRER. NESTE CASO, INFORME AO SEU MÉDICO.
CONDUTA EM CASO DE SUPERDOSE
As manifestações mais prováveis de superdose seriam queda da pressão e aumento da freqüência cardíaca. Pode ser observada diminuição da freqüência cardíaca em alguns casos. Em caso de superdose, procure um médico imediatamente.
CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO E USO
Olmesartana medoxomila deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC), protegido da luz e umidade. Após aberto, mantenha o medicamento na embalagem original.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Informações Técnicas Aos Profissionais de Saúde23 do Benicar

Características Farmacológicas do Benicar

PROPRIEDADES FARMACODINÂMICAS
Olmesartana medoxomila é descrito quimicamente como 2,3-diidroxi-2-butenil-4- (1-hidroxi-1-metiletil)-2-propil-1-[p-(o-1H-tetrazol-5-il-fenil)benzil]imidazol-5-carboxilato, 2,3- carbonato cíclico. A fórmula empírica é C29H30N606. Trata-se de um pró-fármaco10, que durante a absorção pelo trato gastrintestinal é hidrolisado para olmesartana, o composto biologicamente ativo. É um antagonista80 seletivo do receptor angiotensina II subtipo AT1. A angiotensina II é formada a partir da angiotensina I em uma reação catalisada pela enzima16 conversora da angiotensina (ECA, cininase II). A angiotensina II é o principal agente pressórico do sistema renina-angiotensina, com efeitos que incluem vasoconstrição81, estimulação da síntese e liberação de aldosterona, estimulação cardíaca e reabsorção renal6 de sódio. A olmesartana liga-se de forma competitiva e seletiva ao receptor AT1 e impede os efeitos vasoconstritores da angiotensina II, bloqueando seletivamente sua ligação ao receptor AT1 no músculo liso vascular82. Portanto, a ação é independente das vias para a síntese de angiotensina II.
Receptores AT2 também são encontrados em outros tecidos, mas se desconhece a sua associação com a homeostasia83 cardiovascular. Olmesartana tem uma afinidade 12.500 vezes superior ao receptor AT1, comparada ao receptor AT2. O bloqueio do receptor de angiotensina II inibe o feedback negativo regulador de angiotensina II sobre a secreção de renina. Entretanto, o aumento resultante na atividade de renina plasmática e dos níveis angiotensina II circulante não suprime o efeito da olmesartana sobre a pressão arterial26. Doses de 2,5 a 40 mg de olmesartana medoxomila inibem o efeito pressórico da infusão de angiotensina I. A duração do efeito inibitório está relacionada à dose. Com doses de olmesartana medoxomila maiores de 40 mg, obtêm-se mais de 90% de inibição em 24 horas. As concentrações plasmáticas de angiotensina I, angiotensina II e a atividade de renina plasmática (ARP) aumentaram após a administração única e repetida de olmesartana medoxomila a indivíduos sadios e pacientes hipertensos. A administração repetida de até 80 mg deste fármaco10 teve influência mínima sobre os níveis de aldosterona e nenhum efeito sobre o potássio sérico.
PROPRIEDADES FARMACOCINÉTICAS
Absorção, distribuição, metabolismo84 e excreção

Olmesartana medoxomila é rápida e completamente bioativada, por hidrólise do éster, para olmesartana durante a absorção pelo trato gastrintestinal. A olmesartana parece ser eliminada de maneira bifásica, com uma meia-vida de eliminação terminal de aproximadamente 13 horas.
A farmacocinética é linear após doses orais únicas de até 320 mg e doses orais múltiplas de até 80 mg. Os níveis de olmesartana no estado de equilíbrio são atingidos em 3 a 5 dias e não ocorre acúmulo no plasma85 com a administração única diária. Após a administração, a biodisponibilidade absoluta da olmesartana é de aproximadamente 26%. A concentração plasmática máxima (Cmáx) após administração oral é atingida após 1 a 2 horas. Os alimentos não afetam a biodisponibilidade de olmesartana. Após a rápida e completa conversão de olmesartana medoxomila para olmesartana durante a absorção, não há virtualmente nenhum metabolismo84 adicional de olmesartana. O clearance plasmático total de olmesartana é de 1,3 L/h, com um clearance renal6 de 0,6 L/h. Aproximadamente 35% a 50% da dose absorvida são recuperados na urina36, enquanto o restante é eliminado nas fezes, por intermédio da bile86. O volume de distribuição de olmesartana é de aproximadamente 17 litros. Possui alta ligação a proteínas87 plasmáticas (99%) e não penetra nos glóbulos vermelhos. A ligação protéica é constante mesmo com concentrações plasmáticas muito acima da faixa atingida com as doses recomendadas. Em ratos, a olmesartana atravessou a barreira hematoencefálica em quantidade mínima; atravessou a barreira placentária e foi distribuída para o feto88, sendo distribuída para o leite materno em níveis baixos.

Populações Especiais do Benicar

Crianças: a farmacocinética de olmesartana não foi investigada em pacientes menores de 18 anos.
Idosos: a farmacocinética de olmesartana foi estudada em idosos com 65 anos ou mais. Em geral, as concentrações plasmáticas máximas foram similares entre os adultos jovens e os idosos. Em idosos, foi observado um pequeno acúmulo com a administração de doses repetidas (AUC foi 33% maior em pacientes idosos, correspondendo a aproximadamente 30% de redução no clearance renal6).
Sexo: foram observadas diferenças mínimas na farmacocinética de olmesartana nas mulheres em comparação aos homens.
Insuficiência renal9: em pacientes com insuficiência renal9, as concentrações séricas de olmesartana foram elevadas, quando comparadas a indivíduos com função renal6 normal. Em pacientes com insuficiência renal9 grave (clearance de creatinina89 < 20 L/min), a AUC foi aproximadamente triplicada após doses repetidas. A farmacocinética de olmesartana em pacientes sob hemodiálise90 ainda não foi estudada.
Insuficiência hepática28: aumentos na AUC e Cmáx foram observados em pacientes com insuficiência hepática28 moderada, em comparação com os valores nos controles equivalentes, com um aumento na AUC de cerca de 60%.

Carcinogênese, Mutagênese e Comprometimento da Fertilidade do Benicar

Estudos em animais demonstraram que olmesartana medoxomila não é um agente carcinogênico. Olmesartana medoxomila não foi clastogênica nem mutagênica in vivo (teste de micronúcleo em camundongos e teste de reparo de DNA não-programado em ratos). A avaliação dos estudos in vitro com olmesartana medoxomila e olmesartana não revelou risco clinicamente significante de mutagenicidade. Ambos, olmesartana medoxomila e olmesartana, apresentaram resultado negativo no teste in vitro de transformação de célula91 de embrião de hamster sírio e não demonstraram evidência de toxicidade92 genética no teste de Ames (mutagenicidade bacteriana). A fertilidade em animais não foi afetada pela administração de olmesartana medoxomila.

Resultados de Eficácia do Benicar

Os efeitos anti-hipertensivos de Olmesartana medoxomila foram demonstrados em 7 estudos clínicos controlados por placebo48 em doses variando de 2,5 a 80 mg, por 6 a 12 semanas, demonstrando reduções estatisticamente significantes na pressão arterial26 no pico e no vale. Foram estudados 2693 pacientes com hipertensão93 essencial (2145 pacientes recebendo Olmetec* e 548 pacientes recebendo placebo48). O medicamento, uma vez ao dia, diminuiu tanto a pressão sistólica94 como a diastólica. A resposta foi relacionada à dose. Uma dose diária de 20 mg de olmesartana medoxomila produziu uma redução na pressão arterial26 (vale - medida na posição sentada) maior em relação ao placebo48, de aproximadamente 10 mmHg na pressão sistólica94 e 6 mmHg na pressão diastólica95. Uma dose diária de 40 mg produziu uma redução na pressão arterial26 (vale - medida na posição sentada) maior em relação ao placebo48, de aproximadamente 12 mmHg na pressão sistólica94 e 7 mmHg na pressão diastólica95. Doses de olmesartana medoxomila maiores que 40 mg diariamente apresentaram um pequeno efeito adicional. Os estudos clínicos demonstraram que o efeito redutor da pressão arterial26 foi mantido por um período de 24 horas com uma dose única diária. Este efeito redutor, com ou sem hidroclorotiazida, foi mantido em pacientes tratados por até um ano. Não existe evidência de taquifilaxia durante o tratamento por longo prazo ou efeito rebote após a interrupção abrupta de olmesartana medoxomila depois de 1 ano de tratamento. O efeito anti-hipertensivo foi similar em ambos os sexos e em idosos acima de 65 anos. Olmesartana medoxomila tem um efeito redutor adicional da pressão arterial26 quando administrado concomitantemente com hidroclorotiazida.

Indicações do Benicar

Olmesartana medoxomila é indicado para o tratamento da hipertensão arterial4. Pode ser usado como monoterapia ou em combinação com outros agentes antihipertensivos.

Contra-Indicações do Benicar

Olmesartana medoxomila é contra-indicado a pacientes que apresentam hipersensibilidade a qualquer componente da fórmula e durante a gravidez5.

Modo de Usar e Conservação Depois de Aberto do Benicar

Olmesartana medoxomila deve ser utilizado por via oral, com quantidade suficiente de líquido para deglutição24, com ou sem alimentos. Olmesartana medoxomila deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC), protegido da luz e umidade. Após aberto, o medicamento deve ser mantido na embalagem original.

Posologia do Benicar

A dose inicial normalmente recomendada de Olmesartana medoxomila é de 20 mg uma vez ao dia, quando usado como monoterapia. Para pacientes25 que necessitam de redução adicional da pressão arterial26, a dose pode ser aumentada para 40 mg uma vez ao dia. Doses acima de 40 mg não aparentaram ter efeito superior. O início do efeito anti-hipertensivo geralmente se manifesta dentro de 1 semana e a redução máxima da pressão arterial26, em geral, é obtida com 2 a 4 semanas de tratamento. Nenhum ajuste da dose inicial é necessário para idosos, pacientes com insuficiência renal9 leve a moderada ou com disfunção hepática27 leve a moderada. Para pacientes25 com possível depleção96 de volume intravascular97 (ex.: pacientes tratados com diuréticos11, particularmente aqueles com função renal6 prejudicada), insuficiência renal9 grave (ClCR < 20 mL/min) ou insuficiência hepática28 grave, o tratamento deve ser iniciado sob cuidadosa supervisão e deve ser considerada uma dose inicial inferior. Caso o paciente esqueça de administrar o comprimido no horário estabelecido, deve fazê-lo assim que lembrar. Entretanto, se já estiver perto do horário de administrar a próxima dose, deve desconsiderar a dose esquecida e utilizar a próxima. Neste caso, o paciente não deve utilizar a dose duplicada para compensar doses esquecidas. O esquecimento da dose pode comprometer a eficácia do tratamento.
Uso em Pacientes Idosos
Devem ser observadas as precauções e advertências mencionadas.Caso necessário, a dose deve ser ajustada.

Advertências e Precauções do Benicar

Gerais
Função renal6

Como conseqüência da inibição do sistema renina-angiotensina-aldosterona, alterações na função renal6 podem ocorrer em indivíduos suscetíveis tratados com olmesartana medoxomila. Em pacientes cuja função renal6 possa depender da atividade do sistema renina-angiotensina-aldosterona (ex.: pacientes com insuficiência cardíaca congestiva98 grave), o tratamento com inibidores da enzima16 conversora da angiotensina e antagonistas dos receptores de angiotensina foi associado à oligúria99 e/ou azotemia progressiva e (raramente) insuficiência renal9 aguda e/ou morte. Resultados similares podem ocorrer em pacientes tratados com olmesartana medoxomila. Em estudos com inibidores da ECA em pacientes com estenose100 de artéria renal101 unilateral ou bilateral, foram relatados aumentos na creatinina89 sérica ou uréia102 sangüínea. Não houve experiência com o uso prolongado de olmesartana medoxomila em pacientes com estenose100 de artéria renal101 unilateral ou bilateral, mas podem ser esperados resultados similares. Em pacientes com insuficiência renal9 moderada ou grave (creatinina89 sérica > 2 mg/dL103), a função renal6 deve ser monitorada no prazo de alguns dias após a introdução do fármaco10.
Hipotensão104 em pacientes com depleção96 de volume ou sal
Em pacientes cujo sistema renina-angiotensina esteja ativado, como aqueles com depleção96 de volume e/ou sal (ex.: pacientes em tratamento com doses altas de diuréticos11), pode ocorrer hipotensão104 sintomática105 após o início do tratamento com Olmesartana medoxomila. O tratamento deve ser iniciado sob cuidadosa supervisão médica. Se a hipotensão104 realmente ocorrer, o paciente deve ser colocado na posição supina e, se necessário, receber uma infusão intravenosa de solução salina normal. Uma resposta hipotensora transitória não é uma contra-indicação para o tratamento, que geralmente pode continuar sem dificuldades, uma vez que a pressão arterial26 tenha se estabilizado.
Uso durante a Gravidez5 e a Lactação106
Mulheres em idade fértil devem ser alertadas sobre a conseqüência da exposição durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez5 a fármacos que atuam no sistema reninaangiotensina. Devem ser alertadas também que estas conseqüências não parecem ter resultado da exposição intra-uterina ao fármaco10 que tenha sido limitada ao primeiro trimestre de gravidez5.
Estas pacientes devem relatar a gravidez5 ao médico o mais rápido possível. Os fármacos que agem diretamente sobre o sistema renina-angiotensina podem causar morbidade15 e até mortes fetais e neonatais, quando administrados a mulheres grávidas, conforme relatado na literatura com pacientes em uso de inibidores da enzima16 conversora de angiotensina. Quando for diagnosticada gravidez5, Olmesartana deve ser descontinuado o mais breve possível e a medicação para a gestante deve ser substituída. Não há experiência clínica com o medicamento em mulheres grávidas. Olmesartana é um medicamento classificado na categoria de risco de gravidez5 C (no primeiro trimestre) e D (no segundo e terceiro trimestre). Portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas. O médico deve ser informado imediatamente em caso de suspeita de gravidez5. Não se sabe se a olmesartana é excretada no leite humano, mas foi relatada a secreção em baixa concentração no leite de ratas lactantes17. Devido ao potencial para efeitos adversos em lactentes18, o médico deve decidir quanto a descontinuar a amamentação19 ou o fármaco10, levando em conta a importância deste para a mãe.
Uso em Crianças
Não foram realizados estudos controlados em pacientes menores de 18 anos.
Uso em Pacientes Idosos
Do número total de pacientes hipertensos tratados com Olmesartana em estudos clínicos, mais de 20% tinha 65 anos de idade ou mais, enquanto que mais de 5% tinha 75 anos de idade ou mais.
Nenhuma diferença geral na eficácia ou segurança foi observada entre pacientes idosos e os mais jovens. Outras experiências clínicas relatadas não identificaram diferenças nas respostas entre os idosos e pacientes mais jovens; porém, uma sensibilidade maior de alguns indivíduos não pode ser excluída. A eficácia deste medicamento depende da capacidade funcional do paciente.
USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO Vide "Advertências e Precauções".

Interações Medicamentosas do Benicar

Olmesartana medoxomila pode ser administrado com ou sem alimentos. Nenhuma interação medicamentosa significativa foi relatada em estudos nos quais a olmesartana medoxomila foi co-administrada com digoxina ou varfarina em voluntários sadios. A biodisponibilidade da olmesartana não foi significativamente alterada pela coadministração de antiácidos107 (hidróxido de alumínio / hidróxido de magnésio). Olmesartana medoxomila não é metabolizada pelo sistema do citocromo P450 e não tem efeito sobre as enzimas P450. Assim, não são esperadas interações com fármacos que inibem, induzem ou são metabolizados por essas enzimas. O uso concomitante com outros fármacos que afetam a excreção do potássio (como diuréticos11 poupadores de potássio, inibidores de enzima16 de conversão, betabloqueadores, antiinflamatórios não-hormonais, trimetoprima etc.) ou com suplementação20 oral de potássio pode causar hipercalemia21, especialmente em pacientes diabéticos e/ou com insuficiência renal9.

Reações Adversas a Medicamentos do Benicar

Nos diversos estudos realizados, o tratamento com Olmesartana medoxomila foi bem tolerado, com uma incidência29 de eventos adversos similar a do placebo48. Os eventos geralmente foram leves, transitórios e não tinham relação com a dose de olmesartana medoxomila. A freqüência geral de eventos adversos não teve relação com a dose administrada. Foram relatados os seguintes eventos adversos (com incidência29 superior a 1% dos pacientes tratados com olmesartana medoxomila): dor lombar, bronquite, aumento da creatina fosfoquinase, diarréia32, cefaléia33, hematúria35, hiperglicemia37, hipertrigliceridemia, sintomas12 semelhantes à gripe40, faringite41, rinite43, sinusite44 e infecção47 do trato respiratório superior. Esses eventos ocorreram em igual ou maior incidência29 nos pacientes recebendo placebo48.
Também foram relatados:
Gerais: tosse, dor torácica, fadiga49, dor, edema50 periférico.
Sistema nervoso central52 e periférico: vertigem53.
Gastrintestinais: dor abdominal, dispepsia54, gastrenterite, náusea57.
Distúrbios de freqüência e ritmo cardíacos: taquicardia58.
Distúrbios metabólicos e nutricionais: albuminúria59, hipercolesterolemia61, hiperlipemia, hiperuricemia.
Músculo-esqueléticos: artralgia64, artrite66, mialgia67, dor esquelética.
Distúrbios psiquiátricos: insônia. Pele68 e anexos69: rash70 cutâneo72.
Sistema urinário73: infecção47 do trato urinário74.
Alterações em testes laboratoriais: Hemoglobina75 e hematócrito76: pequenas reduções em hemoglobina75 e hematócrito76 (reduções médias de aproximadamente 0,3 g/dL e 0,3% no volume, respectivamente) foram observadas, mas não foram clinicamente significantes. Testes de função hepática27: elevações das enzimas hepáticas78 e/ou bilirrubina79 sérica foram observadas com pouca freqüência.
ATENÇÃO: ESTE É UM MEDICAMENTO NOVO E, EMBORA AS PESQUISAS REALIZADAS TENHAM INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA ACEITÁVEIS PARA COMERCIALIZAÇÃO, EFEITOS INDESEJÁVEIS E NÃO CONHECIDOS PODEM OCORRER.

Superdose do Benicar

Os dados disponíveis com relação à superdose em seres humanos são limitados. As manifestações mais prováveis de superdose seriam hipotensão104 e taquicardia58; bradicardia108 pode ser observada se ocorrer estimulação parassimpática (vagal). Se ocorrer hipotensão104 sintomática105, o tratamento de suporte deve ser iniciado. É desconhecido se a olmesartana é dialisável.

Armazenagem do Benicar

Olmesartana medoxomila deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC), protegido da luz e umidade. O prazo de validade está indicado na embalagem externa. Após aberto, o medicamento deve ser mantido na embalagem original.

Benicar - Laboratório

PFIZER
Av. Presidente Tancredo de Almeida Neves, 1555
Guarulhos/SP - CEP: 07112-070
Tel: 0800-16-7575
Site: http://www.pfizer.com.br
CNPJ n° 46.070.868/0001-69

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Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Lactose: Tipo de glicídio que possui ligação glicosídica. É o açúcar encontrado no leite e seus derivados. A lactose é formada por dois carboidratos menores, chamados monossacarídeos, a glicose e a galactose, sendo, portanto, um dissacarídeo.
2 Pressão sangüínea: Força exercida pelo sangue arterial por unidade de área da parede arterial. É expressa como uma razão (Exemplo: 120/80, lê-se 120 por 80). O primeiro número é a pressão sistólica ou pressão máxima. E o segundo número é a presão diastólica ou mínima.
3 Vasos sangüíneos: Órgãos em forma de tubos que se ramificam por todo o organismo. Existem três tipos principais de vasos sangüíneos que são as artérias, veias e capilares.
4 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
5 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
6 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
7 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
8 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
9 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
10 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
11 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
12 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
13 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
14 Fisiológico: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
15 Morbidade: Morbidade ou morbilidade é a taxa de portadores de determinada doença em relação à população total estudada, em determinado local e em determinado momento.
16 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
17 Lactantes: Que produzem leite; que aleitam.
18 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
19 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
20 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
21 Hipercalemia: É a concentração de potássio sérico maior que 5.5 mmol/L (mEq/L). Uma concentração acima de 6.5 mmol/L (mEq/L) é considerada crítica.
22 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
23 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
24 Deglutição: Passagem dos alimentos desde a boca até o esôfago; ação ou efeito de deglutir; engolir. É um mecanismo em parte voluntário e em parte automático (reflexo) que envolve a musculatura faríngea e o esfíncter esofágico superior.
25 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
26 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
27 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
28 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
29 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
30 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
31 Brônquios: A maior passagem que leva ar aos pulmões originando-se na bifurcação terminal da traquéia. Sinônimos: Bronquíolos
32 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
33 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
34 Cabeça:
35 Hematúria: Eliminação de sangue juntamente com a urina. Sempre é anormal e relaciona-se com infecção do trato urinário, litíase renal, tumores ou doença inflamatória dos rins.
36 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
37 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
38 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
39 Triglicérides: A principal maneira de armazenar os lipídeos no tecido adiposo é sob a forma de triglicérides. São também os tipos de lipídeos mais abundantes na alimentação. Podem ser definidos como compostos formados pela união de três ácidos graxos com glicerol. Os triglicérides sólidos em temperatura ambiente são conhecidos como gorduras, enquanto os líquidos são os óleos. As gorduras geralmente possuem uma alta proporção de ácidos graxos saturados de cadeia longa, já os óleos normalmente contêm mais ácidos graxos insaturados de cadeia curta.
40 Gripe: Doença viral adquirida através do contágio interpessoal que se caracteriza por faringite, febre, dores musculares generalizadas, náuseas, etc. Sua duração é de aproximadamente cinco a sete dias e tem uma maior incidência nos meses frios. Em geral desaparece naturalmente sem tratamento, apenas com medidas de controle geral (repouso relativo, ingestão de líquidos, etc.). Os antibióticos não funcionam na gripe e não devem ser utilizados de rotina.
41 Faringite: Inflamação da mucosa faríngea em geral de causa bacteriana ou viral. Caracteriza-se por dor, dificuldade para engolir e vermelhidão da mucosa, acompanhada de exsudatos ou não.
42 Faringe: Canal músculo-membranoso comum aos sistemas digestivo e respiratório. Comunica-se com a boca e com as fossas nasais. É dividida em três partes: faringe superior (nasofaringe ou rinofaringe), faringe bucal (orofaringe) e faringe inferior (hipofaringe, laringofaringe ou faringe esofagiana), sendo um órgão indispensável para a circulação do ar e dos alimentos.
43 Rinite: Inflamação da mucosa nasal, produzida por uma infecção viral ou reação alérgica. Manifesta-se por secreção aquosa e obstrução das fossas nasais.
44 Sinusite: Infecção aguda ou crônica dos seios paranasais. Podem complicar o curso normal de um resfriado comum, acompanhando-se de febre e dor retro-ocular.
45 Seios: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
46 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
47 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
48 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
49 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
50 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
51 Inchaço: Inchação, edema.
52 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
53 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
54 Dispepsia: Dor ou mal-estar localizado no abdome superior. O mal-estar pode caracterizar-se por saciedade precoce, sensação de plenitude, distensão ou náuseas. A dispepsia pode ser intermitente ou contínua, podendo estar relacionada com os alimentos.
55 Digestão: Dá-se este nome a todo o conjunto de processos enzimáticos, motores e de transporte através dos quais os alimentos são degradados a compostos mais simples para permitir sua melhor absorção.
56 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
57 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
58 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
59 Albuminúria: Presença de albumina na urina. A albuminúria pode ser um sinal de nefropatia diabética (doença nos rins causada pelas complicações do diabetes mal controlado) ou aparecer em infecções urinárias.
60 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
61 Hipercolesterolemia: Aumento dos níveis de colesterol do sangue. Está associada a uma maior predisposição ao desenvolvimento de aterosclerose.
62 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
63 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
64 Artralgia: Dor em uma articulação.
65 Articulação: 1. Ponto de contato, de junção de duas partes do corpo ou de dois ou mais ossos. 2. Ponto de conexão entre dois órgãos ou segmentos de um mesmo órgão ou estrutura, que geralmente dá flexibilidade e facilita a separação das partes. 3. Ato ou efeito de articular-se. 4. Conjunto dos movimentos dos órgãos fonadores (articuladores) para a produção dos sons da linguagem.
66 Artrite: Inflamação de uma articulação, caracterizada por dor, aumento da temperatura, dificuldade de movimentação, inchaço e vermelhidão da área afetada.
67 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
68 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
69 Anexos: 1. Que se anexa ou anexou, apenso. 2. Contíguo, adjacente, correlacionado. 3. Coisa ou parte que está ligada a outra considerada como principal. 4. Em anatomia geral, parte acessória de um órgão ou de uma estrutura principal. 5. Em informática, arquivo anexado a uma mensagem eletrônica.
70 Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
71 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
72 Cutâneo: Que diz respeito à pele, à cútis.
73 Sistema urinário: O sistema urinário é constituído pelos rins, pelos ureteres e pela bexiga. Ele remove os resíduos do sangue, mantêm o equilíbrio de água e eletrólitos, armazena e transporta a urina.
74 Trato Urinário:
75 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
76 Hematócrito: Exame de laboratório que expressa a concentração de glóbulos vermelhos no sangue.
77 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
78 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
79 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
80 Antagonista: 1. Opositor. 2. Adversário. 3. Em anatomia geral, que ou o que, numa mesma região anatômica ou função fisiológica, trabalha em sentido contrário (diz-se de músculo). 4. Em medicina, que realiza movimento contrário ou oposto a outro (diz-se de músculo). 5. Em farmácia, que ou o que tende a anular a ação de outro agente (diz-se de agente, medicamento etc.). Agem como bloqueadores de receptores. 6. Em odontologia, que se articula em oposição (diz-se de ou qualquer dente em relação ao da maxila oposta).
81 Vasoconstrição: Diminuição do diâmetro dos vasos sanguíneos.
82 Músculo Liso Vascular: Tecido muscular não estriado e de controle involuntário que está presente nos vasos sangüíneos.
83 Homeostasia: Processo de regulação pelo qual um organismo mantém constante o seu equilíbrio. Em fisiologia, é o estado de equilíbrio das diversas funções e composições químicas do corpo (por exemplo, temperatura, pulso, pressão arterial, taxa de açúcar no sangue, etc.).
84 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
85 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
86 Bile: Agente emulsificador produzido no FÍGADO e secretado para dentro do DUODENO. Sua composição é formada por s ÁCIDOS E SAIS BILIARES, COLESTEROL e ELETRÓLITOS. A bile auxilia a DIGESTÃO das gorduras no duodeno.
87 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
88 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
89 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
90 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
91 Célula: Unidade funcional básica de todo tecido, capaz de se duplicar (porém algumas células muito especializadas, como os neurônios, não conseguem se duplicar), trocar substâncias com o meio externo à célula, etc. Possui subestruturas (organelas) distintas como núcleo, parede celular, membrana celular, mitocôndrias, etc. que são as responsáveis pela sobrevivência da mesma.
92 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
93 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
94 Pressão sistólica: É a pressão mais elevada (pico) verificada nas artérias durante a fase de sístole do ciclo cardíaco. É também chamada de pressão máxima.
95 Pressão Diastólica: É a pressão mais baixa detectada no sistema arterial sistêmico, observada durante a fase de diástole do ciclo cardíaco. É também denominada de pressão mínima.
96 Depleção: 1. Em patologia, significa perda de elementos fundamentais do organismo, especialmente água, sangue e eletrólitos (sobretudo sódio e potássio). 2. Em medicina, é o ato ou processo de extração de um fluido (por exxemplo, sangue) 3. Estado ou condição de esgotamento provocado por excessiva perda de sangue. 4. Na eletrônica, em um material semicondutor, medição da densidade de portadores de carga abaixo do seu nível e do nível de dopagem em uma temperatura específica.
97 Intravascular: Relativo ao interior dos vasos sanguíneos e linfáticos, ou que ali se situa ou ocorre.
98 Insuficiência Cardíaca Congestiva: É uma incapacidade do coração para efetuar as suas funções de forma adequada como conseqüência de enfermidades do próprio coração ou de outros órgãos. O músculo cardíaco vai diminuindo sua força para bombear o sangue para todo o organismo.
99 Oligúria: Clinicamente, a oligúria é o débito urinário menor de 400 ml/24 horas ou menor de 30 ml/hora.
100 Estenose: Estreitamento patológico de um conduto, canal ou orifício.
101 Artéria Renal: Ramo da aorta abdominal que irriga os rins, glândulas adrenais e ureteres.
102 Ureia: 1. Resíduo tóxico produzido pelo organismo, resulta da quebra de proteínas pelo fígado. É normalmente removida do organismo pelos rins e excretada na urina. 2. Substância azotada. Composto orgânico cristalino, incolor, de fórmula CO(NH2)2 (ou CH4N2O), com um ponto de fusão de 132,7 °C.
103 Mg/dL: Miligramas por decilitro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
104 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
105 Sintomática: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
106 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
107 Antiácidos: É uma substância que neutraliza o excesso de ácido, contrariando o seu efeito. É uma base que aumenta os valores de pH de uma solução ácida.
108 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).

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