Intelence TM Comprimidos

JANSSEN- CILAG FARMACÊUTICA LTDA.

Atualizado em 08/12/2014

Intelence™ Comprimidos


Informações ao Paciente

 etravirina


Forma Farmacêutica e apresentação
Comprimidos de 100 mg em frasco com 120 comprimidos.

Uso adulto
Uso oral

Informações Gerais

Marca Comercial: Intelence™ Comprimidos
Princípio Ativo: etravirina

Composição

Cada comprimido contém 100 mg de etravirina.
Excipientes: celulose microcristalina, croscarmelose sódica, dióxido de silício coloidal, estearato de magnésio, hipromelose, lactose1 monoidratada.

Como este medicamento funciona?

 A etravirina é um novo fármaco2, da classe de inibidores da transcriptase reversa não-análogo de nucleosídeo (ITRNN) que inibe a replicação do vírus3 da imunodeficiência4 humana do tipo 1 (HIV5-1) bloqueando a ação da enzima6 viral transcriptase reversa, essencial para  o ciclo vital do HIV5-1.

Por que este medicamento foi indicado?

 Intelence™, em associação com inibidores de protease potencializados (IP boosted) e outros medicamentos anti-retrovirais, é indicado para o tratamento da infecção7 pelo vírus3 da imunodeficiência4 humana do tipo 1 (HIV5-1) em pacientes adultos com experiência no tratamento anti-retroviral, com evidência de replicação viral e que apresentem resistência à inibidores da transcriptase reversa não-análogo de nucleosídeos (ITRNNs) e resistência à inibidores da protease8 (IPs).

Quando não devo usar este medicamento?

 Contra-indicações

Você não deve tomar Intelence™ se tiver hipersensibilidade à etravirina ou qualquer dos excipientes do medicamento.

Advertências
Os pacientes devem ser avisados de que a terapia anti-retroviral atual não cura o HIV5 e de que ainda não se comprovou que ela previne a transmissão do HIV5 a outras pessoas através do sangue9 ou do contato sexual. As precauções adequadas devem continuar a ser utilizadas.
Intelence™ ainda não é indicado no tratamento de pacientes menores de 18 anos. Estão sendo conduzidos estudos clínicos em crianças e adolescentes infectadas pelo HIV5-1 na faixa etária entre 6 e 17 anos.

Reações cutâneas10 e de hipersensibilidade graves
Foram relatadas  reações cutâneas10 fatais e potencialmente fatais  com o uso de Intelence™. Os relatos de Síndrome de Stevens-Johnson11 e necrólise epidérmica tóxica12 foram raros (< 0,1%).  Reações de hipersensibilidade também foram relatadas e caracterizadas como sendo erupção13 cutânea14, achados clínicos e, em menor frequência, como disfunção de órgão, incluindo falência hepática15 (veja o item “QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?”).

Idosos
A experiência em pacientes geriátricos é limitada. O tipo e a incidência16 de eventos adversos nos pacientes > 55 anos foram semelhantes aos observados nos pacientes mais jovens (veja o item “Dosagem”).

Pacientes com condições coexistentes
Doença hepática15: não é necessário ajustar a dose em pacientes com insuficiência hepática17 leve ou moderada. A farmacocinética do Intelence™ ainda não foi estudada em pacientes com insuficiência hepática17 grave (veja o item “Dosagem”).
Doença renal18: como a depuração renal18 da etravirina é insignificante (< 1,2%), não é de se esperar a ocorrência de uma redução da depuração corpórea total em pacientes com insuficiência renal19. Não são necessárias precauções especiais nem ajustes da dose em pacientes com insuficiência renal19. Como a etravirina apresenta alta taxa de ligação a proteínas20 plasmáticas, é improvável que seja significativamente removida por hemodiálise21 ou diálise peritoneal22 (veja o item “Dosagem”).

Redistribuição da Gordura23
A terapia anti-retroviral combinada vem sendo associada à redistribuição da gordura23 do corpo (lipodistrofia24) nos pacientes infectados pelo HIV5. As consequências a longo prazo desses eventos são atualmente desconhecidas. O maior risco de lipodistrofia24 está associado a fatores individuais, como idade avançada, e fatores relacionados ao medicamento, como duração mais prolongada do tratamento anti-retroviral e distúrbios metabólicos associados. O exame clínico deve incluir a avaliação de sinais25 físicos da redistribuição da gordura23 (veja o item “QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?”).

Síndrome26 da reconstituição imunológica
Nos pacientes infectados com o HIV5 com deficiência imunológica grave na ocasião da instituição da terapia anti-retroviral combinada, pode ocorrer uma reação inflamatória a patógenos oportunistas assintomáticos ou residuais que pode causar condições clínicas sérias ou piora dos sintomas27. Caracteristicamente, essas reações foram observadas nas primeiras semanas ou meses do início da terapia anti-retroviral combinada. Exemplos relevantes são retinite por citomegalovírus28, infecções29 por micobactérias generalizadas e/ou focais e pneumonia30 por Pneumocystis jiroveci. Todos os sintomas27 inflamatórios devem ser avaliados e o tratamento deve ser instituído quando necessário (veja o item “QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?”).

Interações com medicamentos
Para informações sobre as interações com medicamentos, veja o item Interações Medicamentosas.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e utilizar máquinas
Não foram conduzidos estudos para avaliar os efeitos de Intelence™ sobre a capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas. Não há evidências de que o Intelence™ altere a capacidade do paciente de dirigir veículos e operar máquinas, no entanto, o perfil de reações adversas medicamentosas de Intelence™ deve ser levado em consideração.

Interações Medicamentosas
As interações conhecidas e teóricas com alguns medicamentos anti-retrovirais e não-anti-retrovirais são apresentadas nas tabelas a seguir:

Interações Medicamentosas - etravirina administrada concomitantemente a medicamentos anti-retrovirais

Medicamento Administrado Concomitantemente

 

Inibidores da Transcriptase Reversa Não-Análogos de Nucleosídeos (ITRNNs)

delavirdina, efavirenz e nevirapina

Não se recomenda a administração concomitante de Intelence™ com outros ITRNNs.

Inibidores da Transcriptase Reversa Análogos de Nucleosídeos(ITRNs)

didanosina

 A combinação de Intelence™ com a didanosina pode ser usada sem ajustes da dose. Como a didanosina é administrada com o estômago31 vazio, deve ser administrada uma hora antes ou duas horas depois de Intelence™ (que deve ser administrado após uma refeição).

fumarato de

tenofovir desoproxila

A combinação de Intelence™ com o fumarato de tenofovir desoproxila pode ser usada sem ajustes de dose.

Outros ITRNs

Com base na via de eliminação principalmente renal18 para os outros INTRs (p. ex., abacavir, entricitabina, lamivudina, estavudina e zidovudina), não estão previstas interações medicamentosas entre esses medicamentos e o Intelence™.

Inibidores da Protease (IPs)— sem booster (ou seja, sem a administração concomitante do ritonavir em dose baixa)

atazanavir,

sem ritonavir

em dose baixa

Não se recomenda a administração concomitante do atazanavir sem ritonavir em dose baixa e deIntelence™.

ritonavir

O uso concomitante de Intelence™ com o ritonavir em dose total (600 mg 2x/dia) pode causar redução significativa da concentração plasmática da etravirina. Isso pode resultar em perda do efeito terapêutico de Intelence™. Não se recomenda a administração concomitante do ritonavir em dose total (600 mg 2x/dia) com Intelence™.

nelfinavir

O uso concomitante de Intelence™ com o nelfinavir pode causar aumento das concentrações plasmáticas do nelfinavir.

fosamprenavir,

sem ritonavir

em dose baixa

O uso concomitante de Intelence™ com o fosamprenavir sem ritonavir em dose baixa pode provocar o aumento das concentrações plasmáticas do amprenavir.

Outros Inibidores de Protease

Não se recomenda a administração concomitante de Intelence™ com outros inibidores de protease sem ritonavir em dose baixa (incluindo o indinavir e o saquinavir).

Inibidores da Protease (IPs)— com booster (com ritonavir em dose baixa)

tipranavir/ritonavir

Não se recomenda a administração concomitante de tipranavir/ritonavir com Intelence™.

fosamprenavir/ ritonavir

O amprenavir e fosamprenavir/ritonavir podem necessitar de ajuste da dose quando administrados concomitantemente ao Intelence™.

atazanavir/ritonavir

A combinação de Intelence™ com atazanavir/ritonavir pode ser usada sem ajustes da dose.

darunavir/ritonavir

A combinação de Intelence™ com darunavir/ritonavir pode ser usada sem ajustes da dose.

lopinavir/ritonavir (cápsula gelatinosa

 mole)

A combinação de Intelence™ com lopinavir/ritonavir (cápsula gelatinosa mole) pode ser usada sem ajustes da dose.

lopinavir/ritonavir ( comprimido revestido)

A combinação de Intelence™ com lopinavir/ritonavir (comprimido revestido) pode ser usada sem ajustes da dose.

saquinavir/ritonavir

(cápsula gelatinosa mole)

A combinação de Intelence™ com saquinavir/ritonavir pode ser usada sem ajustes de dose.

Inibidores da Protease – duplo booster

lopinavir/saquinavir/

ritonavir

A combinação de Intelence™ com lopinavir/saquinavir/ritonavir pode ser usada sem ajustes de dose.

Antagonistas CCR5

maraviroque

A administração concomitante de Intelence™ com maraviroque pode causar uma significativa diminuição na concentração plasmática de maraviroque. Quando Intelence™ é administrado concomitantemente com maraviroque , na ausência de um potente inibidor CYP3A, a dose recomendada de maraviroque é 600 mg 2x/dia. Nenhum ajuste de dose de Intelence™ é necessário.

maraviroque/ darunavir/ ritonavir

Quando Intelence™ é administrado concomitantemente com maraviroque na presença de um potente inibidor CYP3A refere-se a informação prescrita aplicável para o maraviroque para a dose recomendada, considerando  Intelence™ como um indutor CYP3A (como efavirenz). Nenhum ajuste de dose de Intelence™ é necessário.

Inibidores de Fusão

enfuvirtida

Não está prevista nenhuma interação para o Intelence™ ou enfuvirtida quando administrados concomitantemente.

* com base na análise de farmacocinética populacional

Inibidores da Transferência de Fita da Integrase

elvitegravir/ritonavir

A combinação de Intelence™ com elvitegravir/ritonavir pode ser usada sem ajustes de dose.

raltegravir

A combinação de Intelence™ com o raltegravir pode ser usada sem ajustes de dose.

Interações Medicamentosas - etravirina administrada concomitantemente a medicamentos não-anti-retrovirais

Medicamento Administrado Concomitantemente

 

Antiarrítmicos

digoxina

A combinação de Intelence™ com digoxina pode ser usada sem ajuste de dose. É recomendado que os níveis de digoxina sejam monitorados quando a digoxina é combinada com Intelence™.

amiodarona

bepridil

disopiramida

flecainida

lidocaína (sistêmica)

mexiletina

propafenona

quinidina

As concentrações desses antiarrítmicos podem ser diminuídas quando eles são administrados concomitantemente ao Intelence™. Justifica-se ter cautela e recomenda-se monitorar a concentração terapêutica32, se disponível, dos antiarrítmicos quando eles forem administrados concomitantemente ao Intelence™.

Anticoagulantes33

varfarina

As concentrações da varfarina podem ser afetadas quando administrada concomitantemente ao Intelence™. Recomenda-se que o índice de normalização internacional (INR) do tempo de protrombina34 seja monitorado quando a varfarina é combinada ao Intelence™.

Anticonvulsivantes

carbamazepina fenobarbital

fenitoína

A carbamazepina, o fenobarbital e a fenitoína são indutores das enzimas do CYP450.Intelence™ não deve ser usado em combinação a carbamazepina, fenobarbital ou fenitoína, pois a administração concomitante pode causar reduções significativas das concentrações plasmáticas da etravirina. Isso pode resultar em perda do efeito terapêutico do Intelence™.

Antifúngicos

fluconazol

A incidência16 de eventos adversos foi similar em pacientes que receberam fluconazol e Intelence™ ou placebo35, em estudos clínicos de Fase III. A combinação de Intelence™ com fluconazol pode ser usada sem ajustes de dose.

voriconazol

A combinação de Intelence™ com voriconazol pode ser usada sem ajustes de dose.

l

itraconazol

cetoconazol posaconazol

O posaconazol, potente inibidor da CYP3A,  pode aumentar as concentrações plasmáticas de etravirina. O itraconazol e o cetoconazol são inibidores potentes e, também, substratos da CYP3A. O uso sistêmico36 concomitante do itraconazol ou do cetoconazol e de Intelence™ pode aumentar as concentrações plasmáticas de etravirina. Simultaneamente, as concentrações plasmáticas do itraconazol ou do cetoconazol podem ser reduzidas peloIntelence™. A combinação de Intelence™ com esses antifúngicos pode ser usada sem ajustes de dose.

Antiinfecciosos

azitromicina

Com base na via de eliminação renal18 da azitromicina, não é de se esperar nenhuma interação medicamentosa entre a azitromicina e Intelence™.

claritromicina

A exposição à claritromicina foi diminuída pela etravirina, no entanto, as concentrações do metabólito37 ativo, 14-hidróxi-claritromicina, foram aumentadas. Como a 14-hidróxi-claritromicina tem reduzida atividade contra o complexo Mycobacterium avium (MAC), a resposta geral contra esse patógeno pode ser alterada; portanto, alternativas à claritromicina, por exemplo, a azitromicina, devem ser consideradas para o tratamento de MAC.

Antimicobactérias

rifampicina

rifapentina

A rifampicina e a rifapentina são indutores potentes das enzimas do CYP450. Intelence™ não deve ser usado em combinação à rifampicina ou à rifapentina, pois a administração concomitante pode causar reduções significativas das concentrações plasmáticas da etravirina. Isso pode resultar em perda do efeito terapêutico de Intelence™.

rifabutina

Se Intelence™ for co-administrado com os inibidores de protease potencializados (IP boosted) como darunavir, lopinavir ou saquinavir; então a combinação com rifabutina deve ser empregada com cautela, devido ao potencial para reduções significativas de exposição à etravirina.

Quando Intelence™ é co-administrado com rifabutina e um inibidor de protease potencializado (IP boosted), recomenda-se que a dose de rifabutina seja determinada considerando as informações de prescrição (bula) do IP boosted  utilizado.

Antivirais

ribavirina

Com base na via de eliminação renal18 da ribavirina, não é de se esperar nenhuma interação medicamentosa entre a ribavirina e Intelence™.

Benzodiazepínicos

diazepam

O uso concomitante de Intelence™ com diazepam pode aumentar as concentrações plasmáticas do diazepam.

Corticosteróides

dexametasona

(sistêmica)

A dexametasona sistêmica induz a CYP3A e pode diminuir as concentrações plasmáticas da etravirina. Isso pode resultar em perda do efeito terapêutico de Intelence™. A dexametasona sistêmica deve ser usada com cautela ou alternativas devem ser consideradas, particularmente para uso a longo prazo.

Contraceptivos à Base de Estrogênio

etinilestradiol noretindrona

A combinação de contraceptivos à base de estrogênio e/ou progesterona com Intelence™ pode ser usada sem ajuste de dose.

Fitoterápicos

erva de São João

(Hypericum perforatum)

Intelence™ não deve ser usado concomitantemente a produtos que contêm erva de São João porque a administração concomitante pode causar reduções significativas na concentração plasmática da etravirina. Isso pode resultar em perda do efeito terapêutico do Intelence™.

Inibidores da HMG Co-A Redutase

atorvastatina

Pode ser necessário ajustar a dose da atorvastatina para individualizar a resposta clínica no uso combinado com Intelence™.

fluvastatina

lovastatina pitavastatina pravastatina

rosuvastatina

sinvastatina

Não é de se esperar uma interação entre a pravastatina e Intelence™.

A lovastatina, a rosuvastatina e a sinvastatina são substratos da CYP3A e a administração concomitante com Intelence™ pode resultar em concentrações plasmáticas mais baixas do inibidor da HMG Co-A redutase. A fluvastatina, a rosuvastatina e, em menor extensão, a pitavastatina são metabolizadas pela CYP2C9 e a administração concomitante comIntelence™ pode resultar em concentrações plasmáticas mais altas do inibidor da HMG Co-A redutase. Podem ser necessários ajustes da dose desses inibidores da HMG Co-A redutase.

Antagonistas do Receptor H2

ranitidina

Intelence™ pode ser administrado concomitantemente com os antagonistas do receptor H2sem ajustes da dose.

Imunossupressores

ciclosporina

sirolimo

tacrolimo

A administração concomitante com imunossupressores sistêmicos38 deve ser feita com cautela porque as concentrações plasmáticas da ciclosporina, do sirolimo ou do tacrolimo podem ser afetadas na administração concomitante com Intelence™.

Analgésicos39 Narcóticos

metadona

Não foram necessárias alterações na dose da metadona com base no estado clínico durante ou após o período da administração concomitante de Intelence™.

Inibidores da fosfodiesterase, tipo 5 (PDE-5)

sildenafila

vardenafila

tadalafila

O uso concomitante dos inibidores da PDE-5 com Intelence™ pode exigir o ajuste da dose do inibidor da PDE-5 para atingir o efeito clínico desejado.

Inibidores da Bomba de Próton

omeprazol

Intelence™ pode ser administrado concomitantemente a inibidores da bomba de próton sem ajustes da dose.

Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRSs)

paroxetina

Intelence™ pode ser administrado concomitantemente à paroxetina sem ajustes de dose.

*     Nos estudos de interação medicamentosa, foram usadas diferentes formulações e/ou doses de Intelence™ que resultaram em exposições semelhantes e, portanto, interações relevantes para uma formulação são relevantes para a outra.



Gravidez40 e Amamentação41
Gravidez40

Informe o seu médico se você estiver grávida.
Não há estudos adequados e bem-controlados com a etravirina em mulheres grávidas.
Amamentação41
Não se sabe se a etravirina é excretada no leite humano. Devido ao potencial de transmissão do HIV5 e ao potencial de eventos adversos nos lactentes42, as mães devem ser orientadas a não amamentar se estiverem tomando Intelence™.
Fertilidade
Não estão disponíveis dados do efeito da etravirina sobre a fertilidade em humanos.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
Este medicamento não é indicado para pacientes43 menores de 18 anos.
Informe ao médico o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde44.

Como devo usar este medicamento?

 Aspecto Físico

Os comprimidos de Intelence™ são ovais e brancos.

Dosagem
Adultos: a dose recomendada de Intelence™ é de 200 mg (dois comprimidos de 100 mg) administrados por via oral duas vezes por dia (2x/dia), após uma refeição.
Crianças (menos de 12 anos) e adolescentes (12 a 17 anos): não se recomenda o tratamento com Intelence™ em crianças e adolescentes. A segurança e a eficácia de Intelence™ nessas populações ainda estão em estudo.
Idosos: estão disponíveis poucas informações nessa população.
Insuficiência hepática17: não é necessário ajustar a dose em pacientes com insuficiência hepática17 leve ou moderada. A farmacocinética de Intelence™ ainda não foi estudada em pacientes com insuficiência hepática17 grave.
Insuficiência renal19: não é necessário ajustar a dose em pacientes com insuficiência renal19.

Como Usar
Os comprimidos de Intelence™ devem ser tomados por via oral, duas vezes ao dia, junto com uma refeição. Os pacientes devem ser informados para engolir os comprimidos inteiros com líquidos, por exemplo a água. Os pacientes incapazes de engolir os comprimidos de Intelence™ inteiros podem dissolvê-los em um copo de água. Uma vez que os comprimidos são dissolvidos, os pacientes devem agitar bem o conteúdo e bebê-lo imediatamente. Deve-se adicionar água ao copo várias vezes, e logo após, deve-se ingerir todo o conteúdo para assegurar que toda a dose seja consumida.
Intelence™ deve ser sempre administrado em associação a outros medicamentos anti-retrovirais.
Se você esquecer de tomar uma dose de Intelence™ em até 6 horas do horário que geralmente deveria ter sido tomado, você deve tomar Intelence™ após uma refeição e depois, assim que possível, tomar a dose seguinte no horário habitual. Se esquecer de tomar Intelence™ e tiver passado mais de 6 horas depois do horário que geralmente deveria ter sido tomado, você não deve tomar a dose esquecida. Simplesmente retorne ao esquema de administração habitual.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Quais males que este medicamento pode causar?

 As reações adversas medicamentosas relatadas com maior frequência de gravidade foram erupção13 cutânea14, diarréia45, hipertrigliceridemia e náusea46 (vide tabela a seguir).


Mais frequentemente, erupção13 cutânea14 foi de leve a moderada, geralmente macular a maculopapular47 ou eritematosa48, e ocorreu principalmente na segunda semana de tratamento e foi infrequente após a quarta semana. A erupção13 cutânea14 foi  principalmente auto-limitante e, em geral, resolvida dentro de 1-2 semanas de tratamento contínuo (veja o item Advertências).

Consulte seu médico imediatamente se sinais25 ou sintomas27 de reações cutâneas10 graves ou reações de hipersensibilidade se desenvolverem (incluindo, mas não limitado a, erupção13 cutânea14 grave ou erupção13 cutânea14 acompanhada de febre49, mal-estar generalizado, fadiga50, dores musculares ou nas articulações51, bolhas, lesões52 orais, conjuntivite53, hepatite54 e eosinofilia55). Ele irá orientá-lo como proceder se algum desses sintomas27 aparecerem e se será necessário interromper Intelence™. A avaliação clínica, incluindo transaminases hepáticas56, deve ser efetuada e o tratamento apropriado instituído. A demora na interrupção do tratamento com Intelence™ após o início da reação cutânea14 grave pode resultar em reações que colocam a vida do paciente em risco.

A incidência16 de erupção13 cutânea14 foi maior em mulheres que em homens no grupo Intelence™ nos estudos. No banco de dados de Fase IIb/III (N = 1223), nenhuma diferença entre os sexos foi vista. Não houve diferença entre os sexos na gravidade ou na descontinuação do tratamento devido à erupção13 cutânea14. Nos pacientes com história de erupção13 cutânea14 relacionada aos ITRNN, não houve aumento do risco aparente de desenvolvimento de erupção13 cutânea14 relacionada ao Intelence™ em comparação aos pacientes sem histórico de erupção13 cutânea14 relacionada à ITRNN.

As reações adversas medicamentosas de intensidade moderada ou maior e relatadas em ≥ 1% dos pacientes tratados com Intelence™ estão resumidas na tabela a seguir.

Estudos DUET-1 e DUET-2

Classe de Sistema/Órgão (SOC)

Reação Adversa Medicamentosa

Intelence™ + esquema de base (EB)

N=599

Placebo35 + esquema de base (EB)

N=604

Distúrbios Cardíacos

 Infarto57 do miocárdio58

1,3%

0,3%

Distúrbios no sangue9 e no sistema linfático59

 Anemia60

4,0%

3,8%

 Trombocitopenia61

1,3%

1,5%

Distúrbios do sistema nervoso62

 Neuropatia63 periférica

3,8%

2,0%

 Cefaléia64

3,0%

4,5%

Distúrbios gastrintestinais

 Diarréia45

7,0%

11,3%

 Náusea46

5,2%

4,8%

  Dor abdominal

3,5%

3,1%

 Vômitos65

2,8%

2,8%

  Doença do refluxo gastroesofágico66

1,8%

1,0%

  Flatulência

1,5%

1,0%

 Gastrite67

1,5%

1,0%

Distúrbios renais e urinários

 Insuficiência68 renal18

2,7%

2,0%

Distúrbios da pele69 e do tecido subcutâneo70

 Erupção13 cutânea14

10,0%

3,5%

Lipohipertrofia71

1,0%

0,3%

Sudorese72 noturna

1,0%

1,0%

Distúrbios metabólicos e nutricionais

  Hipertrigliceridemia

6,3%

4,3%

 Hipercolesterolemia73

4,3%

3,6%

 Hiperlipidemia74

2,5%

1,3%

 Hiperglicemia75

1,5%

0,7%

 Diabetes76 mellitus

1,3%

0,2%

Distúrbios vasculares77

 Hipertensão78

3,2%

2,5%

Distúrbios gerais e condições no local da administração

 Fadiga50

3,5%

4,6%

Transtornos psiquiátricos

  Insônia

2,7%

2,8%

  Ansiedade

1,7%

2,6%

EB: Esquema de Base


As reações adversas medicamentosas de intensidade moderada ou maior e que ocorreram durante o tratamento em menos de 1% dos pacientes que receberam Intelence™, foram:
- distúrbios cardíacos: angina79 pectoris, fibrilação atrial;
- distúrbios do sistema nervoso62: parestesia80, sonolência, convulsão81, hipoestesia82, amnésia83, síncope84,  distúrbio na atenção, hipersonia, tremor;
- distúrbios oculares: visão85 turva;
- distúrbios do ouvido e do labirinto86: vertigem87;
- distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais: dispnéia88 de esforço, broncoespasmo89;
- distúrbios gastrintestinais: distensão abdominal, pancreatite90, constipação91, boca92 seca, hematêmese93, vômito94 seco, estomatite95;
- distúrbios da pele69 e do tecido subcutâneo70: prurigo, hiperhidrose, pele69 seca, inchaço96 facial;
- distúrbios metabólicos e nutricionais: anorexia97, dislipidemia;
- distúrbios gerais e condições no local da administração: letargia98;
- distúrbios do sistema imunológico99: hipersensiblidade a medicamento, síndrome26 da reconstituição imunológica;
- distúrbios hepatobiliares100: hepatomegalia101, hepatite54 citolítica, esteatose hepática102, hepatite54;
- distúrbios do sistema reprodutor e nas mamas103: ginecomastia104;
- transtornos psiquiátricos: distúrbios do sono, sonhos anormais, estado confusional, desorientação, nervosismo, pesadelos.

Outras reações adversas medicamentosas de intensidade no mínimo moderada observadas em outros estudos foram lipodistrofia24 adquirida, edema angioneurótico105, eritema multiforme106 e AVC hemorrágico107, cada um relatada em mais de 0,5% dos pacientes. A Síndrome de Stevens-Johnson11 foi relatada raramente (< 0,1%) durante o desenvolvimento clínico de Intelence™.

Anormalidades laboratoriais
As anormalidades laboratoriais de graus 3 a 4 ocorridas durante o tratamento relatadas em ≥ 2% dos pacientes foram o aumento dos parâmetros laboratoriais, tais como, a amilase pancreática, creatinina108, lípase, contagem de células sanguíneas109 brancas, colesterol110 total, lipoproteína de baixa densidade, triglicerídeos, glicose111 e transaminases e neutrofilia.

Lipodistrofia24
A terapia anti-retroviral combinada é associada à redistribuição da gordura23 corpórea (lipodistrofia24) nos pacientes infectados pelo HIV5, incluindo perda da gordura subcutânea112 periférica e facial, aumento da gordura intra-abdominal113 e visceral, hipertrofia114 mamária e acúmulo de gordura23 dorso115-cervical (giba de búfalo) (veja o item Advertências).

Síndrome26 de Reconstituição Imunológica
Nos pacientes infectados pelo HIV5 com deficiência imunológica grave na ocasião do início da terapia anti-retroviral combinada, pode ocorrer reação inflamatória às infecções29 oportunistas assintomáticas ou residuais (síndrome26 de reconstituição imunológica) (veja o item Advertências).

Informações adicionais sobre as populações especiais
Pacientes co-infectados pelo vírus3 da hepatite54 B e/ou da hepatite54 C
A monitoração clínica padrão dos pacientes com hepatite54 crônica é considerada adequada.

Atenção: este é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis para comercialização, efeitos indesejáveis e não conhecidos podem ocorrer. Neste caso, informe seu médico.

O que fazer se alguém usar uma grande quantidade desde medicamento de uma sí vez?

 Caso você tenha tomado uma grande quantidade de medicamento de uma só vez, procure o médico imediatamente.

Não há antídoto116 específico para a superdose de Intelence™. O conhecimento de superdosagem com Intelence™ em humanos é limitada. O tratamento de superdose de Intelence™ consiste de condutas gerais de suporte, incluindo monitoramento dos sinais vitais117 e observação do estado clínico do paciente. Se indicada, deve-se forçar a eliminação da substância ativa não-absorvida por vômitos65 ou lavagem gástrica118. A administração de carvão ativado também pode ser utilizada para auxiliar na remoção do princípio ativo não-absorvido. Como a etravirina apresenta alta taxa de ligação a proteínas20, é improvável que a diálise119 resulte na remoção significativa da substância ativa.

Onde e como devo guardar este medicamento?

 Conserve o frasco de Intelence™ em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC).
Armazenar os comprimidos no frasco original. Manter o frasco hermeticamente fechado para proteger o produto da umidade. Não remover os sachês de dessecante.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS

Informações Técnicas aos Profissionais de Saúde44

 etravirina


Forma Farmacêutica e apresentação
Comprimidos de 100 mg em frasco com 120 comprimidos.

Uso adulto
Uso oral

Informações Gerais

Marca Comercial: Intelence™ Comprimidos
Princípio Ativo: etravirina

Composição

Cada comprimido contém 100 mg de etravirina.
Excipientes: celulose microcristalina, croscarmelose sódica, dióxido de silício coloidal, estearato de magnésio, hipromelose, lactose1 monoidratada.

Caracterêsticas Farmacolígicas

 Propriedades Farmacodinâmicas

Mecanismo de ação
A etravirina é um ITRNN do vírus3 da imunodeficiência4 humana do tipo 1 (HIV5-1). A etravirina liga-se diretamente à transcriptase reversa (TR) e bloqueia as atividades da DNA polimerase RNA-dependente e DNA-dependente através da quebra do sítio catalítico da enzima6. A etravirina pode ligar-se à transcriptase reversa a pelo menos 2 modos conformacionais distintos. Em um determinado modo de ligação, a flexibilidade torsional da etravirina permite o acesso à numerosas variantes conformacionais enquanto o seu desenho compacto permite o reposicionamento e reorientação (tradução e rotação) dentro do pocket. A etravirina não inibe as DNA polimerases α, β e γ humanas.

Atividade antiviral in vitro
A etravirina apresenta atividade contra cepas120 de laboratório e de isolados clínicos do HIV5-1 do tipo selvagem em linhagens de células121 T agudamente infectadas, células121 mononucleares do sangue9 periférico humano e monócitos122/macrófagos123 humanos com valores medianos de CE50 variando de 0,9 a 5,5 nM (ou seja, 0,4 a 2,4 ng/mL).
A etravirina demonstra atividade antiviral in vitro contra um painel de vírus3 HIV5-1 do grupo M (subtipos A, B, C, D, E, F, G) e grupo O com CE50 variando de 0,7 a 21,7 nM. Esses valores de CE50 ficam bem abaixo do intervalo de concentração de toxicidade124 celular de 50% de 15 a > 100 µM.
O valor de CE50 da etravirina para o HIV5-1 aumenta com um fator mediano de 5,8 na presença de soro125 humano.
Não se observa antagonismo entre a etravirina e qualquer dos anti-retrovirais estudados. A etravirina demonstra atividade antiviral aditiva em combinação com os IPs amprenavir, atazanavir, darunavir, indinavir, lopinavir, nelfinavir, ritonavir, tipranavir e saquinavir; os ITRNs zalcitabina, didanosina, estavudina, abacavir e tenofovir; os ITRNNs efavirenz, delavirdina e nevirapina; o inibidor de fusão enfuvirtida; inibidor de integrase raltegravir e o antagonista126 de CCR5 maraviroque. A etravirina demonstra atividade antiviral aditiva a sinérgica em combinação aos ITRNs entricitabina, lamivudina e zidovudina.

Resistência 
Em um grupo de 65 cepas120 de HIV5-1 com substituição da posiçãode um único aminoácido da transcriptase reversa associadas à resistência ao ITRNN, incluindo a K103N e a Y181C que são as mais frequentemente observadas, a etravirina demonstra atividade antiviral potente contra 56 dessas cepas120. As substituições de aminoácidos, que resultam na maior resistência à etravirina em cultura de células121, são a Y181I (fold change de 13 - em valor de CE50) e a Y181V (fold change de 17 - em valor de CE50). A atividade antiviral da etravirina em cultura de células121 contra 24 cepas120 de HIV5-1 com múltiplas substituições de aminoácidos associada a resistência a ITRNs e/ou IPs é comparável à observada contra o HIV5-1 do tipo selvagem.
A seleção in vitro de cepas120 resistentes à etravirina originárias do HIV5-1 do tipo selvagem de diferentes origens e subtipos, bem como do HIV5-1 resistentes a ITRNN, foi feita com  altos e baixos inóculos virais. No inóculo viral alto, o aparecimento de cepas120 resistentes do HIV5-1 do tipo selvagem foi retardado ou prevenido nas concentrações de 40 nM ou 200 nM. O mesmo foi observado com cepas120 resistentes que apresentam as mutações únicas K103N e Y181C associadas à resistência a ITRNN. Independentemente do desenho experimental e da cepa127 do HIV5-1 original, o desenvolvimento de resistência contra a etravirina necessita caracteristicamente de múltiplas mutações na transcriptase reversa, entre as quais as seguintes foram observadas mais frequentemente: L100I, E138K, E138G, V179I, Y181C e M230I.
Nos estudos de fase III, DUET-1 e DUET-2, as mutações que se desenvolveram com maior frequência nos pacientes com falha virológica ao esquema contendo Intelence™ foram V179F, V179I e Y181C, que geralmente apareceram no contexto de várias outras resistências associadas à mutações (RAMs) a ITRNN. . Em todos os estudos conduzidos com Intelence™ em pacientes infectados pelo HIV5-1, as seguintes mutações apareceram com maior frequência: L100I, E138G, V179F, V179I, Y181C e H221Y.

Resistência cruzada
Foi observada limitada resistência cruzada entre a etravirina e o efavirenz in vitro em 3 das 65 cepas120 mutantes de HIV5-1 contendo uma mutação128 associada a resistência a ITRNN. Para as outras cepas120, as posições dos aminoácidos associadas a diminuição da sensibilidade à etravirina e ao efavirenz foram diferentes. A etravirina continua com valor de CE50 < 10 nM contra 83% dos 6.171 isolados clínicos resistentes a delavirdina, efavirenz e/ou nevirapina. Não se recomenda o tratamento de pacientes com delavirdina, efavirenz ou nevirapina após falha virológica de um regime contendo etravirina.

Propriedades Farmacocinéticas
As propriedades farmacocinéticas da etravirina foram avaliadas em adultos saudáveis e em pacientes adultos infectados pelo HIV5-1 previamente expostos a tratamento. A exposição à etravirina foi um pouco menor nos pacientes infectados pelo HIV5-1 do que nos indivíduos saudáveis.

Absorção
Não existe disponível uma formulação intravenosa da etravirina, portanto, a biodisponibilidade absoluta de Intelence™ é desconhecida. Após a administração oral com alimentos, a concentração plasmática máxima da etravirina é geralmente alcançada em 4 horas. Em indivíduos saudáveis, a absorção da etravirina não é afetada pela administração concomitante por via oral da ranitidina ou do omeprazol, que são medicamentos conhecidos por aumentarem o pH gástrico.

Efeito dos alimentos sobre a absorção
A exposição à etravirina é semelhante quando administrada após uma refeição calórica normal padrão (561 kcal) ou uma refeição de alto teor calórico com alto teor de gordura23 (1.160 kcal). Em comparação à administração após uma refeição calória normal padrão, as exposições diminuíram quando a etravirina foi tomada antes de uma refeição calória normal padrão (17%), após um croissant (20%) ou em jejum (51%). Portanto, para atingir a exposição ideal, ao Intelence™ deve ser tomado após uma refeição.

Distribuição
A etravirina apresenta taxa de ligação a proteínas20 plasmáticas de 99,9%, principalmente à albumina129 (99,6%) e à glicoproteína ácida α1 (97,66%-99,02%) in vitro. A distribuição da etravirina em outros locais além do plasma130 (p. ex., fluido cerebroespinal, secreções do trato genital) ainda não foi avaliada em humanos.

Metabolismo131
Os experimentos in vitro com microssomas hepáticos humanos (MHHs) indicam que a etravirina sofre principalmente metabolismo131 oxidativo pelo sistema hepático do citocromo P450 (CYP) 3A e, em menor extensão, pela família da CYP2C seguido da glicuronidação.

Eliminação
Após a administração de uma dose de 14C-etravirina radiomarcada, 93,7% e 1,2% da dose administrada da 14C-etravirina puderam ser recuperadas nas fezes e na urina132, respectivamente. A etravirina inalterada representou nas fezes 81,2% a 86,4% da dose administrada. A etravirina inalterada não foi detectada na urina132. A meia-vida de eliminação terminal da etravirina foi de aproximadamente 30-40 horas.

Populações especiais
Crianças e adolescentes: a farmacocinética da etravirina em pacientes pediátricos ainda está em estudo. Não há dados suficientes neste momento para recomendar uma dose (veja o item Posologia).
Idosos: a análise de farmacocinética populacional em pacientes infectados pelo HIV5 demonstrou que a farmacocinética da etravirina não é consideravelmente diferente na faixa etária avaliada (18 a 77 anos) (veja os itens Posologia e Advertências).
Sexo: não foram observadas diferenças farmacocinéticas significativas entre homens e mulheres. Um número limitado de mulheres foi incluído nos estudos.
Raça: a análise de farmacocinética populacional da etravirina em pacientes infectados pelo HIV5 indicou que a raça não teve efeito aparente sobre a exposição à etravirina.
Insuficiência hepática17: a etravirina é metabolizada e eliminada principalmente pelo fígado133. Em um estudo que comparou 8 pacientes com insuficiência hepática17 leve (pontuação A de Child-Pugh) a 8 controles pareados e 8 pacientes com insuficiência hepática17 moderada (pontuação B de Child-Pugh) a 8 controles pareados, a disposição farmacocinética de doses múltiplas da etravirina não sofreu alteração em pacientes com insuficiência hepática17 leve a moderada. Não é necessário ajustar a dose nos pacientes com insuficiência hepática17 leve ou moderada. A farmacocinética de Intelence™ não foi estudada em pacientes com insuficiência hepática17 grave (pontuação C de Child-Pugh) (veja os itens Posologia e Advertências).

Co-infecção7 pelos vírus3 da hepatite54 B e/ou hepatite54 C: a análise de farmacocinética populacional dos Estudos DUET-1 e DUET-2 mostrou depuração reduzida de Intelence™ nos pacientes infectados pelo HIV5-1 com co-infecção7 pelos vírus3 da hepatite54 B e/ou C. Com base no perfil de segurança (veja o item Reações Adversas), não é necessário ajustar a dose em pacientes co-infectados pelos vírus3 da hepatite54 B e/ou C.

Insuficiência renal19: a farmacocinética da etravirina ainda não foi estudada em pacientes com insuficiência renal19. Os resultados de um estudo de equilíbrio de massa com 14C-etravirina radioativa mostraram que <1,2% da dose administrada da etravirina é excretada na urina132. O fármaco2 inalterado não foi detectado na urina132, de forma que é de se esperar que o impacto da insuficiência renal19 sobre a eliminação da etravirina seja mínimo. Por apresentar alta taxa de ligação a proteínas20 plasmáticas, é improvável que a etravirina seja significativamente removida por hemodiálise21 ou diálise peritoneal22 (veja os itens Posologia e Advertências)

Dados pré-clínicos de segurança
Foram conduzidos estudos de toxicologia em animais com a etravirina em camundongos, ratos, coelhos e cães. Em camundongos, os principais órgãos-alvo identificados foram o fígado133 e o sistema de coagulação134. A cardiomiopatia hemorrágica135 só foi observada em camundongos machos e foi considerada secundária à coagulapatia grave mediada pela via da vitamina136 K. Isso não é considerado relevante em humanos. Em ratos, os principais órgãos-alvo identificados foram o fígado133, a tireóide e o sistema de coagulação134. A exposição em camundongos foi equivalente à exposição em humanos, ao passo que em ratos foi abaixo da exposição clínica na dose recomendada. Em cães, foram observadas alterações no fígado133 e na vesícula biliar137 nas exposições aproximadamente 8 vezes maiores que a exposição humana observada na dose recomendada (200 mg 2x/dia).
Em um estudo conduzido em ratos, não houve efeitos sobre o acasalamento ou a fertilidade com o tratamento com Intelence™ até 500 mg/kg/dia e níveis de exposição equivalentes aos observados em humanos na dose clinicamente recomendada. Não houve teratogenicidade com a etravirina em ratos (1.000 mg/kg) e coelhos (375 mg/kg) em exposições equivalentes às observadas em humanos na dose clínica recomendada. Em uma avaliação de desenvolvimento pré e pós-natal em ratos, a etravirina não teve efeito sobre o desenvolvimento dos filhotes durante a lactação138 ou após o desmame quando a mãe recebeu até 500 mg/kg e nas exposições equivalentes às observadas na dose clínica recomendada.
A etravirina foi avaliada para o potencial carcinogênico pela administração oral por gavagem em camundongos e ratos até a semana 104. Doses diárias de 50, 200 e 400 mg/Kg foram administradas em camundongos e doses de 70, 200 e 600 mg/Kg foram administradas em ratos. A etravirina não foi carcinogênica em ratos e em camundongos machos. Um aumento na incidência16 de adenomas hepatocelulares e carcinomas foi observado em camundongos fêmeas. A administração de etravirina não causou um aumento estatisticamente significante na incidência16 de qualquer outra neoplasia139 benigna ou maligna em camundongos ou ratos. Os achados hepatocelulares observados em camundongos fêmeas são geralmente considerados para serem específicos de roedores, associados com indutor de enzima6 hepática15 e de relevância limitada aos humanos. Nas mais altas doses testadas, a exposição sistêmica (baseada na AUC) à etravirina foi 0,6 vezes (camundongos) e entre 0,2 e 07 vezes (ratos), relativa àquela observada em humanos na dose terapêutica32 recomendada (200 mg 2x/dia).
A etravirina foi negativa nos ensaios de mutação128 reversa de Ames in vitro, aberração cromossômica in vitro em linfócitos humanos e clastogenicidade in vitro em linfoma140 de camundongos, testada na ausência e na presença de um sistema de ativação metabólica. A etravirina não induziu dano cromossômico no teste de micronúcleos in vivo em camundongos.

Resultados de Eficácia

 Experiência clínica

Pacientes previamente expostos a tratamento
As evidências de eficácia de Intelence™ baseiam-se nas análises dos dados de 48 semanas de 2 estudos em andamento de Fase III, randomizados, duplo-cegos e controlados por placebo35 (DUET-1 e DUET-2). Esses estudos tiveram desenhos idênticos e foi observada eficácia semelhante de Intelence™ em cada estudo. Os resultados a seguir são os dados agrupados dos dois estudos.
Os pacientes infectados pelo HIV5-1 previamente expostos a tratamento que apresentavam no plasma130 carga viral > 5000 cópias/mL e tinham uma ou mais mutações associadas à resistência a ITRNN no screening ou em uma genotipagem  prévia (ou seja, resistência prévia) foram admitidos. Esses pacientes também apresentavam 3 ou mais das seguintes mutações primárias de IP: D30N, V32I, L33F, M46I/L, I47A/V, G48V, I50L/V, V82A/F/L/S/T, I84V, N88S ou L90M no screening e recebiam um esquema anti-retroviral estável por pelo menos 8 semanas. A randomização foi estratificada pelo possível uso da enfuvirtida (ENF) no esquema de base (EB), uso prévio de darunavir/ritonavir e pela carga viral no screening. Essa análise incluiu 612 pacientes no DUET-1 e 591 no DUET-2 que haviam completado 48 semanas de tratamento ou descontinuado previamente.
Na semana 48, a taxa de resposta virológica foi avaliada em pacientes que receberam Intelence™ (200 mg 2x/dia) adicionada ao esquema de base versus pacientes que receberam placebo35 adicionado ao esquema de base. O esquema de base consistiu de darunavir/ritonavir 600/100 mg 2x/dia e, no mínimo, 2 outros agentes anti-retrovirais selecionados pelo investigator (ITRN com ou sem a ENF). 45,6% dos pacientes no grupo Intelence™ e 46,9% dos pacientes no grupo placebo35 utilizaram a ENF na terapia anti-retroviral de base. 25,5% dos pacientes no grupo Intelence™ utilizaram a ENF pela primeira vez (de novo) em comparação a 26,5% dos pacientes no grupo placebo35. 20,0% dos pacientes no grupo Intelence™ reutilizaram a ENF em comparação a 20,4% dos pacientes no grupo placebo35. A resposta virológica foi definida como a obtenção de carga viral indetectável confirmada (carga viral <50 cópias/mL).
A tabela a seguir mostra os resultados de eficácia em 48 semanas dos pacientes no grupo Intelence™ e dos pacientes no grupo placebo35 dos estudos agrupados DUET-1 e DUET-2

Dados agrupados do DUET-1 e do DUET-2

Características na linha de base

Mediana plásmática para carga viral

4,8 log10 cópias/mL

Mediana da contagem de células121 CD4

99 x 106 células121/L

Resultados

Intelence™ + EB

N=599

Placebo35 + EB

N=604

Diferença de tratamento

(IC de 95%)

Carga viral Indetectável Confirmada ( carga viral <50 cópias/mL)1 n (%)

363 (60,6%)

240 (39,7%)

20,9%

(15,3%; 26,4%)4

Carga viral < 400 cópias/mL 1

n (%)

428 (71,5%)

286 (47,4%)

24,1%

(18,7%; 29,5%)4

Diminuição média de log10 da carga viral em relação ao basal

(log10 cópias/mL)2

-2,25

-1,49

-0,64

(-0,82; -0,46)3

Aumento médio da contagem de células121 CD4 em relação ao basal (x 106/L)2

98,2

72,9

24,4

(10,4; 38,5)3

Qualquer doença que define a AIDS e/ou óbito141

n (%)

35 (5,8%)

59 (9,8%)

-3,9%

(-6,9; -0,9)5

EB: esquema de base

1Imputações de acordo com o algoritmo TLOVR.

2Não-completador é falha de imputação (NC = F): pacientes que descontinuaram prematuramente são imputados com uma alteração igual a 0 em todos os pontos de tempo após a descontinuação.

3As diferenças de tratamento baseiam-se nas médias dos Mínimos Quadrados de um modelo de ANCOVA incluindo os fatores de estratificação, valor de P < 0,0001 para redução média da carga viral; valor de P=0,0006 para alteração média da contagem de células121 CD4.

4Intervalo de confiança em torno da diferença observada de taxas de resposta; valor de P < 0,0001 do modelo de regressão logística, incluindo fatores de estratificação.

Intervalo de confiança em torno da diferença observada de taxas de resposta, valor de P=0,0408

Como houve um efeito de interação significativo entre o tratamento e a ENF, a análise primária foi realizada para 2 estratos de ENF (pacientes em reuso ou não usando a ENF versus pacientes usando a ENF de novo). Os resultados na análise agrupada do DUET-1 e do DUET-2 na semana 48 demonstraram que o grupo Intelence™ foi superior ao grupo placebo35 independentemente de se a ENF foi usada pela primeira vez ou não. Na população de pacientes em reuso ou não usando a ENF, a proporção de pacientes com carga viral < 50 cópias/mL foi de 57,0% no grupo Intelence™ e 33,0% no grupo placebo35 (uma diferença de 24,0%, p<0,0001). No grupo de pacientes que utilizaram a ENF pela primeira vez, 71,2% dos pacientes no grupo Intelence™ atingiram carga viral < 50 cópias/mL em comparação a 58,5% no grupo placebo35 (uma diferença de 12,7%, p = 0,0199).
Na semana 48, significativamente poucos pacientes no grupo Intelence™ (35 pacientes, 5,8%) atingiram um desfecho clínico (doenças definidoras de AIDS ou morte) se comparado ao grupo placebo35 (59 pacientes, 9,8%) (p = 0,0408).

Resultados relatados pelo paciente
Nos estudos agrupados DUET, os pacientes no grupo Intelence™ demonstraram em 48 semanas uma melhora estatisticamente significativa em relação à linha de base na subescala de Bem-Estar Físico do questionário FAHI (avaliação funcional da infecção7 pelo vírus3 da imunodeficiência4 humana) relatado pelo paciente. Essa melhora foi estatisticamente maior nos pacientes do grupo Intelence™ comparado à pacientes no grupo placebo35. Para a subescala de Bem-Estar Funcional e Global, nenhuma diferença estatística foi encontrada.

Análise de resultado virológico e genótipo142 ou fenótipo143 basais
No DUET-1 e no DUET-2, a presença na linha de base de 3 ou mais das seguintes mutações: V90I, A98G, L100I, K101E, K101P, V106I, V179D, V179F, Y181C, Y181I, Y181V, G190A e G190S (RAMs – resistência associada a mutações de Intelence™) foi associada a uma diminuição da resposta virológica ao Intelence™ (vide a tabela a seguir). Essas mutações individuais ocorreram na presença de outras RAMs de ITRNN. A V179F nunca esteve presente sem a Y181C.

Proporção de Pacientes com carga viral < 50 cópias/mL na semana 48 por Número Basal de Resistência Associada à Mutações ao Intelence na População de Pacientes Não-Excluídos por Falha Virológica dos Estudos Agrupados DUET

Pacientes em reúso ou nãousando a enfuvirtida

Número deresistência associada a mutações comIntelence

Intelence

+ EB

%; (n/N)

Placebo35

+ EB

%; (n/N)

0

74,1%

(117/158)

42,7%

(61/143)

1

61,3%

(73/119)

38,6%

(59/153)

2

64,1%

(41/64)

26,2%

(16/61)

3

38,3%

(23/60)

28,2%

(11/39)

EB= esquema de base

n = número de pacientes com observações; N = Número total de pacientes

A população analisada foi composta de todos os pacientes exceto os que descontinuaram por razões diferentes de falha virológica (pacientes não excluídos por falha virológica)

A K103N, que foi a mutação128 do ITRNN mais prevalente no DUET-1 e no DUET-2 na linha de base, não foi identificada como uma mutação128 associada à resistência ao Intelence™. A presença dessa mutação128 não afetou a resposta no grupo Intelence™.
Demonstrou-se que o fenótipo143 da etravirina na linha de base (alteração da sensibilidade em relação à referência) é um fator preditivo da resposta virológica. As taxas de resposta avaliadas de acordo com o fenótipo143 da etravirina na linha de base são mostradas na tabela a seguir. Esses grupos de fenótipo143 na linha de base baseiam-se em algumas populações de pacientes do DUET-1 e do DUET-2 e não se destinam a representar breakpoints de sensibilidade clínica definitivos para o Intelence™. Os dados são fornecidos para dar aos médicos informações sobre a probabilidade de sucesso virológico com base na sensibilidade à etravirina pré-tratamento em pacientes previamente expostos a tratamento.

Resposta ao Intelence por Fenótipo143 da etravirina na Linha de Base: População de Pacientes Não Excluídos por Falha Virológica de Estudos DUET Agrupados - Pacientes em reúso ou nãousando a ENF

Fenótipo143 da etravirina na linha de base (intervalos de fold change)

Alteração média da carga viral da linha de base até a semana 48

Proporção de pacientes com < 50

cópias/mL na semana 48

% (n/N)

Intelence™ + EB

N=400

Placebo35 + EB

N=391

Intelence™ + EB

N=400

%; n/N

Placebo35 + EB

N=391

%; n/N

Todos os intervalos

-2,37 (1,31)

-1,38 (1,49)

63%

253/400

37%

145/391

0 – ≤3

-2,58 (1,16)

-1,47 (1,46)

70%

188/267

43%

112/262

>3 – ≤13

-2,20 (1,39)

-1,33 (1,57)

53%

39/74

29%

22/77

>13

-1,64 (1,51)

-1,04 (1,46)

44%

26/59

21%

11/52

EB: esquema de base

n = número de pacientes com observações; N = Número total de pacientes

A população analisada foi composta de todos os pacientes exceto os que descontinuaram por razões diferentes de falha virológica (pacientes não excluídos por falha virológica)

Para a carga viral indetectável (<50 cópias/mL), a redução absoluta do risco (RRA) é de aproximadamente 17,87, o que corresponde, portanto, ao número necessário para tratar (NNT) de aproximadamente 6.

Indicações

 Intelence™, em associação com inibidores de protease potencializados (IP boosted) e outros medicamentos anti-retrovirais, é indicado para o tratamento da infecção7 pelo vírus3 da imunodeficiência4 humana do tipo 1 (HIV5-1) em pacientes adultos com experiência no tratamento anti-retroviral, com evidência de replicação viral e que apresentemresistência à inibidores da transcriptase reversa não-análogo de nucleosídeo (ITRNN) e resistência a inibidor de protease (IP).

Essa indicação baseia-se nas análises de 48 semanas de 2 estudos de Fase III randomizados, duplo-cegos e controlados por placebo35 em pacientes previamente expostos a tratamento e com resistência a ITRNN (presente na seleção e/ou documentada) e inibidor da protease144 (IP), onde o Intelence™ administrado com um esquema de base (EB) foi estatisticamente superior ao placebo35 com um EB na proporção de pacientes que atingiram carga viral indetectável confirmada (carga viral <50 cópias/mL) e aumento da contagem de células121 CD4 em relação à linha de base.
O histórico do tratamento e, quando disponível, o teste de resistência, deve orientar o uso de Intelence™. Intelence™ não é recomendado para uso em combinações contendo apenas ITRNs em pacientes que apresentaram falha virológica com um regime contendo um inibidor da transcriptase reversa não-análogo de nucleosídeo (ITRNN) e inibidor da transcriptase reversa análogo de nucleosídeo/nucleotídeo (ITRN).

Contra Indicações

 Hipersensibilidade à etravirina ou qualquer um dos excipientes.

Modo de usar e cuidados de conservação depois de aberto

 Os comprimidos de Intelence™ devem ser tomados por via oral, duas vezes ao dia, junto com uma refeição.

Intelence™ deve sempre ser administrado em associação a outros medicamentos anti-retrovirais.
Armazenar os comprimidos no frasco original. Manter o frasco hermeticamente fechado para proteger o produto da umidade. Não remover os sachês de dessecante.

Posologia

 Adultos: a dose recomendada da Intelence™ é de 200 mg (dois comprimidos de 100 mg) administrados por via oral duas vezes por dia (2x/dia), após uma refeição (veja o item Propriedades Farmacocinéticas). Os pacientes devem ser informados para engolir os comprimidos inteiros com um líquido, como água. Os pacientes incapazes de engolir os comprimidos de Intelence™ inteiros podem dissolvê-los em um copo de água. Uma vez que os comprimidos são dissolvidos, os pacientes devem agitar bem o conteúdo e bebê-lo imediatamente. Deve-se adicionar água ao copo várias vezes, e logo após, deve-se ingerir todo o conteúdo para assegurar que toda a dose seja consumida.


Crianças (menos de 12 anos) e adolescentes (12 a 17 anos): não se recomenda o tratamento com Intelence™ em crianças e adolescentes. A segurança e a eficácia de Intelence™ nessas populações ainda estão em estudo (veja o item Propriedades Farmacocinéticas).

Idosos: estão disponíveis informações limitadas nessa população (veja os itens Advertências e Propriedades Farmacocinéticas).

Insuficiência hepática17: não é necessário ajustar a dose em pacientes com insuficiência hepática17 leve ou moderada (pontuação A ou B de Child-Pugh). A farmacocinética de Intelence™ ainda não foi estudada em pacientes com insuficiência hepática17 grave (pontuação C de Child-Pugh) (veja os itens Advertências e Propriedades Farmacocinéticas).

Insuficiência renal19: não é necessário ajustar a dose em pacientes com insuficiência renal19 (veja os itens Advertências e Propriedades Farmacocinéticas).

Se o paciente esquecer de tomar a dose de Intelence™ em até 6 horas do horário que geralmente deveria ter sido tomada, o paciente deve ser aconselhado a tomar Intelence™ após uma refeição assim que possível e, depois, tomar a dose seguinte de Intelence™ no horário regular programado. Se esquecer de tomar a dose da Intelence™ mais de 6 horas depois do horário que geralmente deveria ter sido tomada, o paciente deve ser aconselhado a não tomar a dose esquecida e simplesmente voltar ao esquema de administração usual.

Advertências

 Os pacientes devem ser avisados de que a terapia anti-retroviral atual não cura o HIV5 e de que ainda não se comprovou que ela previne a transmissão do HIV5 a outras pessoas através do sangue9 ou do contato sexual. As precauções adequadas devem continuar a ser utilizadas.

Estão sendo conduzidos estudos clínicos em crianças e adolescentes infectadas pelo HIV5-1 (idades entre 6 e 17 anos, inclusive).

Reações cutâneas10 e de hipersensibilidade graves
Foram relatadas reações cutâneas10 fatais e potencialmente fatais  com o uso de Intelence™. Os relatos de Síndrome de Stevens-Johnson11 e necrólise epidérmica tóxica12 foram raros (< 0,1%).  Reações de hipersensibilidade também foram relatadas e caracterizadas como erupção13 cutânea14, achados clínicos e, em menor frequência, como disfunção de órgão, incluindo falência hepática15.
Mais frequentemente, a erupção13 cutânea14 foi de leve a moderada, e ocorreu principalmente na segunda semana de tratamento e foi infrequente após a quarta semana. A erupção13 cutânea14 foi principalmente auto-limitante e, em geral, resolvida dentro de 1-2 semanas de tratamento contínuo (veja o item Reações Adversas).

Interrompa o tratamento com Intelence™ imediatamente, se sinais25 ou sintomas27 de reações cutâneas10 graves ou reações de hipersensibilidade se desenvolverem (incluindo, mas não limitado a, erupção13 cutânea14 grave ou erupção13 cutânea14 acompanhada de febre49, mal-estar generalizado, fadiga50, dores musculares ou nas articulações51, bolhas , lesões52 orais, conjuntivite53, hepatite54 e eosinofilia55). A avaliação clínica, incluindo transaminases hepáticas56, deve ser efetuada e o tratamento apropriado instituído. A demora na interrupção do tratamento com Intelence™ após o início da reação cutânea14 grave pode resultar em reações que colocam a vida do paciente em risco.

Idosos
A experiência em pacientes geriátricos é limitada. Nos estudos de Fase III, 6 pacientes ≥ 65 anos e 53 com 56-64 anos receberam Intelence™. O tipo e a incidência16 de eventos adversos nos pacientes > 55 anos foram semelhantes aos observados nos pacientes mais jovens (veja os itens Posologia e Propriedades Farmacocinéticas).

Pacientes com condições coexistentes
Doença hepática15
Não é necessário ajustar a dose em pacientes com insuficiência hepática17 leve ou moderada (pontuação A ou B de Child-Pugh). A farmacocinética de Intelence™ ainda não foi estudada em pacientes com insuficiência hepática17 grave (pontuação C de Child-Pugh) (veja os itens Posologia e Propriedades Farmacocinéticas).
Doença renal18
Como a depuração renal18 da etravirina é insignificante (< 1,2%), não é de se esperar a ocorrência de uma redução da depuração corpórea total em pacientes com insuficiência renal19. Não são necessárias precauções especiais nem ajustes da dose em pacientes com insuficiência renal19. Como a etravirina apresenta alta taxa de ligação a proteínas20 plasmáticas, é improvável que seja significativamente removida por hemodiálise21 ou diálise peritoneal22 (veja os itens Posologia e Propriedades Farmacocinéticas).
Redistribuição da Gordura23
A terapia anti-retroviral combinada vem sendo associada à redistribução da gordura23 do corpo (lipodistrofia24) nos pacientes infectados pelo HIV5. As consequências a longo prazo desses eventos são atualmente desconhecidas no momento. O conhecimento sobre o mecanismo é incompleto. Levantou-se a hipótese de conexão entre lipomatose visceral e IPs, e lipodistrofia24 e inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos (ITRNs) O maior risco de lipodistrofia24 está associado a fatores individuais, como idade avançada, e fatores relacionados ao medicamento, como duração mais prolongada do tratamento anti-retroviral e distúrbios metabólicos associados. O exame clínico deve incluir a avaliação de sinais25 físicos da redistribuição da gordura23 (veja o item Reações Adversas)
Síndrome26 da reconstituição imunológica
Nos pacientes infectados com o HIV5 com deficiência imunológica grave na ocasião da instituição da terapia anti-retroviral combinada, pode ocorrer uma reação inflamatória a patógenos oportunistas assintomáticos ou residuais que pode causar condições clínicas sérias ou piora dos sintomas27. Caracteristicamente, essas reações foram observadas nas primeiras semanas ou meses do início da terapia anti-retroviral combinada. Exemplos relevantes são retinite por citomegalovírus28, infecções29 por micobactérias generalizadas e/ou focais e pneumonia30 por Pneumocystis jiroveci. Todos os sintomas27 inflamatórios devem ser avaliados e o tratamento deve ser instituído quando necessário (veja o item Reações Adversas).

Interações com medicamentos
Para informações sobre as interações com medicamentos, veja o item Interações Medicamentosas.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e utilizar máquinas
Não foram conduzidos estudos para avaliar os efeitos de Intelence™ sobre a capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas. Não há evidências de que Intelence™ altere a capacidade do paciente de dirigir veículos e operar máquinas, no entanto, o perfil de reações adversas medicamentosas de Intelence™ deve ser levado em consideração (veja o item Reações Adversas).

Gravidez40 (Categoria B) e Lactação138
Gravidez40
Não há estudos adequados e bem-controlados com a etravirina em mulheres grávidas. Os estudos em animais não demonstraram evidências de toxicidade124 ao desenvolvimento ou efeito sobre a função reprodutiva e a fertilidade (veja o item Dados pré-clínicos de segurança)
Intelence™ deve ser usado durante a gravidez40 apenas se o benefício potencial justificar o risco potencial.
Lactação138
Não se sabe se a etravirina é excretada no leite humano. Devido ao potencial de transmissão do HIV5 e ao potencial de eventos adversos nos lactentes42, as mães devem ser orientadas a não amamentar se estiverem tomando Intelence™.
Fertilidade
Não estão disponíveis dados do efeito da etravirina sobre a fertilidade em humanos. Em ratos, não houve efeito sobre o acasalamento ou fertilidade no tratamento com Intelence™ (veja o item Dados pré-clínicos de segurança).
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Uso em idosos, crianças e outros grupos de pessoas

 Idosos: estão disponíveis informações limitadas nessa população (veja os itens Advertências e Propriedades Farmacocinéticas).

Crianças (menos de 12 anos) e adolescentes (12 a 17 anos): não se recomenda o tratamento com Intelence™ em crianças e adolescentes. A segurança e a eficácia de Intelence™ nessas populações ainda estão em estudo (veja o item Propriedades Farmacocinéticas).
Insuficiência hepática17: não é necessário ajustar a dose em pacientes com insuficiência hepática17 leve ou moderada (pontuação A ou B de Child-Pugh). A farmacocinética de Intelence™ ainda não foi estudada em pacientes com insuficiência hepática17 grave (pontuação C de Child-Pugh) (veja os itens Advertências e Propriedades Farmacocinéticas).
Insuficiência renal19: não é necessário ajustar a dose em pacientes com insuficiência renal19 (veja os itens Advertências e Propriedades Farmacocinéticas).

Interações Medicamentosas

 Medicamentos que afetam a exposição à etravirina

A etravirina é metabolizada pelo citocromo P450 (CYP)3A, CYP2C9 e CYP2C19, seguida da glicuronidação dos metabólitos145 pela uridina difosfato glicuronosil transferase (UDPGT). Os medicamentos que induzem a CYP3A, a CYP2C9 ou a CYP2C19 podem aumentar a depuração da etravirina que resulta na redução das concentrações plasmáticas da etravirina. A administração concomitante de Intelence™ e medicamentos que inibem a CYP3A, a CYP2C9 ou a CYP2C19 podem diminuir a depuração da etravirina e podem resultar em aumento das concentrações plasmáticas da etravirina.

Medicamentos que são afetados pelo uso da etravirina
A etravirina é um indutor fraco da CYP3A. A administração concomitante de Intelence™ com medicamentos metabolizados principalmente pelo CYP3A pode resultar na redução das concentrações plasmáticas desses medicamentos, o que poderia diminuir ou encurtar os seus efeitos terapêuticos. A etravirina é um inibidor fraco da CYP2C9 e da CYP2C19. A etravirina é também um inibidor fraco da P-glicoproteína, mas não um substrato. A administração concomitante com medicamentos metabolizados principalmente pela CYP2C9 ou pela CYP2C19 ou transportados pela P-glicoproteína pode resultar no aumento das concentrações plasmáticas desses medicamentos, o que poderia aumentar ou prolongar os seus efeitos terapêuticos ou o perfil de eventos adversos.
As interações conhecidas e teóricas com alguns medicamentos anti-retrovirais e não-anti-retrovirais são apresentadas nas tabelas a seguir.

Tabela de Interação *
As interações entre a etravirina e os medicamentos administrados concomitantemente são apresentadas nas tabelas a seguir (aumento é indicado como “↑”, diminuição como “↓”, inalterado como “↔”, não realizado como “NR”, uma vez por dia como “1x/dia”, uma vez por dia pela manhã como “1x/dia/pela manhã” e duas vezes por dia como “2x/dia”).

Interações Medicamentosas - etravirina administrada concomitantemente a medicamentos anti-retrovirais

Interações Medicamentosas - etravirina administrada concomitantemente a medicamentos não anti-retrovirais

*     Nos estudos de interação medicamentosa, foram usadas diferentes formulações e/ou doses de Intelence™ que resultaram em exposições semelhantes e, portanto, interações relevantes para uma formulação são relevantes para a outra.


Reações Adversas a Medicamentos

 Reações Adversas ocorridas durante Estudos Clínicos

A avaliação de segurança baseia-se em todos os dados de 1.203 pacientes nos estudos DUET-1 e DUET-2, que são estudos de Fase III controlados por placebo35 em pacientes adultos infectados pelo HIV5-1 com experiência no tratamento anti-retroviral, em que 599 deles receberam Intelence™ (200 mg 2x/dia). Nesses estudos agrupados, a exposição mediana nos pacientes dos grupos Intelence™ e placebo35 foi de 52,3 e 51,0 semanas, respectivamente.
As reações adversas a medicamentos relatadas (≥ 5%) com maior frequência de gravidade de no mínimo Grau 2 foram erupção13 cutânea14 (10,0% no grupo Intelence™ e 3,5% no grupo placebo35), diarréia45 (7,0% no grupo Intelence™ e 11,3% no grupo placebo35), hipertrigliceridemia (6,3% no grupo de Intelence™ e 4,3% no grupo placebo35) e náusea46 (5,2% no grupo Intelence™ e 4,8% no grupo placebo35) (vide tabela a seguir).
A maioria das reações adversas medicamentosas relatadas durante o tratamento com Intelence™ foram de Graus 1 a 2. Foram relatadas reações adversas medicamentosas de Grau 3 ou 4 em 22,2% e 17,2% dos pacientes tratados com Intelence™ e placebo35, respectivamente. As reações adversas medicamentosas de Grau 3 ou 4 mais frequentemente relatadas foram hipertrigliceridemia (4,2% no grupo Intelence™ e 2,3% no grupo placebo35), hipercolesterolemia73 (2,2% no grupo Intelence™ e 2,3% no grupo placebo35), falência renal18 (2,0% no grupo Intelence™ e 1,2% no grupo placebo35) e anemia60 (1,7% no grupo Intelence™ e 1,3% no grupo placebo35). Para anormalidades clínico-laboratoriais ocorridas durante o tratamento (Grau 3 ou 4) relatadas em ≥ 2% dos pacientes tratados com Intelence™, vide tabela “Anormalidades Laboratoriais Ocorridas Durante o Tratamento”. Todas as outras reações adversas medicamentosas de Graus 3 e/ou 4 foram relatadas em menos de 1,5% dos pacientes tratados com Intelence™. 5,2% dos pacientes no grupo Intelence™ descontinuaram o tratamento devido a reações adversas medicamentosas em comparação a 2,6% dos pacientes no grupo placebo35. A reação adversa mais comum que resultou em descontinuação foi erupção13 cutânea14 (2,2% no grupo Intelence™ versus 0% no grupo placebo35).
Erupção13 cutânea14 foi mais frequentemente leve a moderada, geralmente macular a maculopapular47 ou eritematosa48, ocorreu principalmente na segunda semana de terapia e foi infrequente após a quarta semana. Erupção13 cutânea14 foi na maioria das vezes auto-limitante e, em geral, resolvida em 1-2 semanas de tratamento contínuo (veja o item Advertências). A incidência16 de erupção13 cutânea14 foi maior em mulheres que em homens no grupo Intelence™ nos estudos DUET. No amplo banco de dados de Fase IIb/III (N = 1223), nenhuma diferença entre os sexos foi vista. Não houve diferença entre os sexos na gravidade ou na descontinuação do tratamento devido a erupção13 cutânea14. Nos pacientes com história de erupção13 cutânea14 relacionada aos ITRNN, não houve aumento do risco aparente de desenvolvimento de erupção13 cutânea14 relacionada ao Intelence™ em comparação aos pacientes sem história de erupção13 cutânea14 relacionada a ITRNN.
As reações adversas medicamentosas de intensidade moderada ou maior (Grau ≥ 2) e relatadas em ≥ 1% dos pacientes tratados com Intelence™ estão resumidas na tabela a seguir. As reações adversas medicamentosas são apresentadas por classe de sistema/órgão (SOC) e frequência. As anormalidades laboratoriais consideradas reações adversas medicamentosas foram incluídas em uma tabela a seguir (vide Anormalidades Laboratoriais de Graus 3 a 4 Ocorridas Durante o Tratamento Relatadas em ≥ 2% dos Pacientes).

EB: Esquema de Base

As reações adversas medicamentosas de intensidade moderada ou maior (Grau > 2) ocorridas durante o tratamento em menos de 1% dos pacientes que receberam Intelence™ foram:
- Distúrbios cardíacos: angina79 pectoris, fibrilação atrial;
- Distúrbios do sistema nervoso62: parestesia80, sonolência, convulsão81, hipoestesia82, amnésia83, síncope84, distúrbio de atenção, hipersonia, tremor;
- Distúrbios oculares: visão85 turva;
- Distúrbios do ouvido e do labirinto86: vertigem87;
- Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais: dispnéia88 de esforço, broncoespasmo89;
- Distúrbios gastrintestinais: distensão abdominal, pancreatite90, constipação91, boca92 seca, hematêmese93, vômito94 seco, estomatite95;
- Distúrbios da pele69 e do tecido subcutâneo70: prurigo, hiperhidrose, pele69 seca, inchaço96 facial;
- Distúrbios metabólicos e nutricionais: anorexia97, dislipidemia;
- Distúrbios gerais e condições no local da administração: letargia98;
- Distúrbios do sistema imunológico99: hipersensiblidade a medicamento, síndrome26 da reconstituição imunológica;
- Distúrbios hepatobiliares100: hepatomegalia101, hepatite54 citolítica, esteatose hepática102, hepatite54;
- Distúrbios do sistema reprodutor e nas mamas103: ginecomastia104;
- Transtornos psiquiátricos: distúrbios do sono, sonhos anormais, estado confusional, desorientação, nervosismo, pesadelos.

Outras reações adversas medicamentosas de intensidade no mínimo moderada observadas em outros estudos foram lipodistrofia24 adquirida, edema angioneurótico105, eritema multiforme106 e AVC hemorrágico107, cada uma relatada em mais de 0,5% dos pacientes. Síndrome de Stevens-Johnson11 (rara; < 0,1%) e necrólise epidérmica tóxica12 (muito rara; < 0,01%) foram relatadas durante o desenvolvimento clínico com Intelence™.

Anormalidades laboratoriais
As anormalidades clínico-laboratoriais ocorridas durante o tratamento (Grau 3 ou 4), consideradas reações adversas à medicamentos, relatadas em ≥ 2% dos pacientes tratados com Intelence™ são apresentadas na tabela a seguir.

LSN=Limite Superior da Normalidade
EB= esquema de base


Lipodistrofia24
A terapia anti-retroviral combinada é associada à redistribuição da gordura23 corpórea (lipodistrofia24) nos pacientes infectados pelo HIV5, incluindo perda da gordura subcutânea112 perif&e

Superdose

 Não há antídoto116 específico para a superdose de Intelence™. O conhecimento de superdosagem com Intelence™ em humanos é limitada. O tratamento da superdose de Intelence™ consiste de condutas gerais de suporte, incluindo monitoramento dos sinais vitais117 e observação do estado clínico do paciente. Se indicada, deve-se forçar a eliminação da substância ativa não-absorvida por vômitos65 ou lavagem gástrica118. A administração de carvão ativado também pode ser utilizada para auxiliar na remoção do princípio ativo não-absorvido. Como a etravirina apresenta alta taxa de ligação a proteínas20, é improvável que a diálise119 resulte na remoção significativa da substância ativa.

Armazenagem

 Conserve o frasco de Intelence™ em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC).

Armazenar os comprimidos no frasco original. Manter o frasco hermeticamente fechado para proteger o produto da umidade. Não remover os sachês de dessecante.


Intelence TM Comprimidos - Laboratório

JANSSEN- CILAG FARMACÊUTICA LTDA.
Rod. Presidente Dutra, km 154
São José dos Campos/SP
Tel: 08007011851

Ver outros medicamentos do laboratório "JANSSEN- CILAG FARMACÊUTICA LTDA."

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Lactose: Tipo de glicídio que possui ligação glicosídica. É o açúcar encontrado no leite e seus derivados. A lactose é formada por dois carboidratos menores, chamados monossacarídeos, a glicose e a galactose, sendo, portanto, um dissacarídeo.
2 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
3 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
4 Imunodeficiência: Distúrbio do sistema imunológico que se caracteriza por um defeito congênito ou adquirido em um ou vários mecanismos que interferem na defesa normal de um indivíduo perante infecções ou doenças tumorais.
5 HIV: Abreviatura em inglês do vírus da imunodeficiência humana. É o agente causador da AIDS.
6 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
7 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
8 Inibidores da protease: Alguns vírus como o HIV e o vírus da hepatite C dependem de proteases (enzimas que quebram ligações peptídicas entre os aminoácidos das proteínas) no seu ciclo reprodutivo, pois algumas proteínas virais são codificadas em uma longa cadeia peptídica, sendo libertadas por proteases para assumir sua conformação ideal e sua função. Os inibidores da protease são desenvolvidos como meios antivirais, pois impedem a correta estruturação do RNA viral.
9 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
10 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
11 Síndrome de Stevens-Johnson: Forma grave, às vezes fatal, de eritema bolhoso, que acomete a pele e as mucosas oral, genital, anal e ocular. O início é geralmente abrupto, com febre, mal-estar, dores musculares e artralgia. Pode evoluir para um quadro toxêmico com alterações do sistema gastrointestinal, sistema nervoso central, rins e coração (arritmias e pericardite). O prognóstico torna-se grave principalmente em pessoas idosas e quando ocorre infecção secundária. Pode ser desencadeado por: sulfas, analgésicos, barbitúricos, hidantoínas, penicilinas, infecções virais e bacterianas.
12 Necrólise Epidérmica Tóxica: Sinônimo de Síndrome de Lyell. Caracterizada por necrólise da epiderme. Tem como características iniciais sintomas inespecíficos, influenza-símile, tais como febre, dor de garganta, tosse e queimação ocular, considerados manifestações prodrômicas que precedem o acometimento cutâneo-mucoso. Erupção eritematosa surge simetricamente na face e na parte superior do tronco, provocando sintomas de queimação ou dolorimento da pele. Progressivamente envolvem o tórax anterior e o dorso. O ápice do processo é constituído pela característica denudação da epiderme necrótica, a qual é destacada em verdadeiras lamelas ou retalhos, dentro das áreas acometidas pelo eritema de base. O paciente tem o aspecto de grande queimado, com a derme desnuda, sangrante, eritêmato-purpúrica e com contínua eliminação de serosidade, contribuindo para o desequilíbrio hidroeletrolítico e acentuada perda protéica. Graves seqüelas oculares e esofágicas têm sido relatadas.Constitui uma reação adversa a medicamentos rara. As drogas que mais comumente a causam são as sulfas, o fenobarbital, a carbamazepina, a dipirona, piroxicam, fenilbutazona, aminopenicilinas e o alopurinol.
13 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
14 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
15 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
16 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
17 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
18 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
19 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
20 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
21 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
22 Diálise peritoneal: Ao invés de utilizar um filtro artificial para “limpar“ o sangue, é utilizado o peritônio, que é uma membrana localizada dentro do abdômen e que reveste os órgãos internos. Através da colocação de um catéter flexível no abdômen, é feita a infusão de um líquido semelhante a um soro na cavidade abdominal. Este líquido, que chamamos de banho de diálise, vai entrar em contato com o peritônio, e por ele será feita a retirada das substâncias tóxicas do sangue. Após um período de permanência do banho de diálise na cavidade abdominal, este fica saturado de substâncias tóxicas e é então retirado, sendo feita em seguida a infusão de novo banho de diálise. Esse processo é realizado de uma forma contínua e é conhecido por CAPD, sigla em inglês que significa diálise peritoneal ambulatorial contínua. A diálise peritoneal é uma forma segura de tratamento realizada atualmente por mais de 100.000 pacientes no mundo todo.
23 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
24 Lipodistrofia: Defeito na quebra ou na fabricação de gordura abaixo da pele, resultando em elevações ou depressões na superfície da pele. (Veja lipohipertrofia e lipoatrofia). Pode ser causada por injeções repetidas de insulina em um mesmo local.
25 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
26 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
27 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
28 Citomegalovírus: Citomegalovírus (CMV) é um vírus pertence à família do herpesvírus, a mesma dos vírus da catapora, herpes simples, herpes genital e do herpes zóster.
29 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
30 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
31 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
32 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
33 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
34 Protrombina: Proteína plasmática inativa, é a precursora da trombina e essencial para a coagulação sanguínea.
35 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
36 Sistêmico: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
37 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
38 Sistêmicos: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
39 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
40 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
41 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
42 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
43 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
44 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
45 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
46 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
47 Maculopapular: Erupção cutânea que se caracteriza pelo aparecimento de manchas e de pápulas de tonalidade avermelhada, geralmente observada no sarampo ou na rubéola.
48 Eritematosa: Relativo a ou próprio de eritema. Que apresenta eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
49 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
50 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
51 Articulações:
52 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
53 Conjuntivite: Inflamação da conjuntiva ocular. Pode ser produzida por alergias, infecções virais, bacterianas, etc. Produz vermelhidão ocular, aumento da secreção e ardor.
54 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
55 Eosinofilia: Propriedade de se corar facilmente pela eosina. Em patologia, é o aumento anormal de eosinófilos no sangue, característico de alergias e infestações por parasitas. Em patologia, é o acúmulo de eosinófilos em um tecido ou exsudato.
56 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
57 Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
58 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
59 Sistema Linfático: Um sistema de órgãos e tecidos que processa e transporta células imunes e LINFA.
60 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
61 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
62 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
63 Neuropatia: Doença do sistema nervoso. As três principais formas de neuropatia em pessoas diabéticas são a neuropatia periférica, neuropatia autonômica e mononeuropatia. A forma mais comum é a neuropatia periférica, que afeta principalmente pernas e pés.
64 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
65 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
66 Refluxo gastroesofágico: Presença de conteúdo ácido proveniente do estômago na luz esofágica. Como o dito órgão não está adaptado fisiologicamente para suportar a acidez do suco gástrico, pode ser produzida inflamação de sua mucosa (esofagite).
67 Gastrite: Inflamação aguda ou crônica da mucosa do estômago. Manifesta-se por dor na região superior do abdome, acidez, ardor, náuseas, vômitos, etc. Pode ser produzida por infecções, consumo de medicamentos (aspirina), estresse, etc.
68 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
69 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
70 Tecido Subcutâneo: Tecido conectivo frouxo (localizado sob a DERME), que liga a PELE fracamente aos tecidos subjacentes. Pode conter uma camada (pad) de ADIPÓCITOS, que varia em número e tamanho, conforme a área do corpo e o estado nutricional, respectivamente.
71 Lipohipertrofia: Crescimento da gordura localizada abaixo da pele, causando elevações localizadas. Pode ser causada por injeções repetidas de insulina em um mesmo local.
72 Sudorese: Suor excessivo
73 Hipercolesterolemia: Aumento dos níveis de colesterol do sangue. Está associada a uma maior predisposição ao desenvolvimento de aterosclerose.
74 Hiperlipidemia: Condição em que os níveis de gorduras e colesterol estão mais altos que o normal.
75 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
76 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
77 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
78 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
79 Angina: Inflamação dos elementos linfáticos da garganta (amígdalas, úvula). Também é um termo utilizado para se referir à sensação opressiva que decorre da isquemia (falta de oxigênio) do músculo cardíaco (angina do peito).
80 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
81 Convulsão: Episódio agudo caracterizado pela presença de contrações musculares espasmódicas permanentes e/ou repetitivas (tônicas, clônicas ou tônico-clônicas). Em geral está associada à perda de consciência e relaxamento dos esfíncteres. Pode ser devida a medicamentos ou doenças.
82 Hipoestesia: Perda ou diminuição de sensibilidade em determinada região do organismo.
83 Amnésia: Perda parcial ou total da memória.
84 Síncope: Perda breve e repentina da consciência, geralmente com rápida recuperação. Comum em pessoas idosas. Suas causas são múltiplas: doença cerebrovascular, convulsões, arritmias, doença cardíaca, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar, hipoglicemia, intoxicações, hipotensão postural, síncope situacional ou vasopressora, infecções, causas psicogênicas e desconhecidas.
85 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
86 Labirinto: 1. Vasta construção de passagens ou corredores que se entrecruzam de tal maneira que é difícil encontrar um meio ou um caminho de saída. 2. Anatomia: conjunto de canais e cavidades entre o tímpano e o canal auditivo, essencial para manter o equilíbrio físico do corpo. 3. Sentido figurado: coisa complicada, confusa, de difícil solução. Emaranhado, imbróglio.
87 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
88 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
89 Broncoespasmo: Contração do músculo liso bronquial, capaz de produzir estreitamento das vias aéreas, manifestado por sibilos no tórax e falta de ar. É uma contração vista com freqüência na asma.
90 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
91 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
92 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
93 Hematêmese: Eliminação de sangue proveniente do tubo digestivo, através de vômito.
94 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
95 Estomatite: Inflamação da mucosa oral produzida por infecção viral, bacteriana, micótica ou por doença auto-imune. É caracterizada por dor, ardor e vermelhidão da mucosa, podendo depositar-se sobre a mesma uma membrana brancacenta (leucoplasia), ou ser acompanhada de bolhas e vesículas.
96 Inchaço: Inchação, edema.
97 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
98 Letargia: Em psicopatologia, é o estado de profunda e prolongada inconsciência, semelhante ao sono profundo, do qual a pessoa pode ser despertada, mas ao qual retorna logo a seguir. Por extensão de sentido, é a incapacidade de reagir e de expressar emoções; apatia, inércia e/ou desinteresse.
99 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
100 Hepatobiliares: Diz-se do que se refere ao fígado e às vias biliares.
101 Hepatomegalia: Aumento anormal do tamanho do fígado.
102 Esteatose hepática: Esteatose hepática ou “fígado gorduroso“ é o acúmulo de gorduras nas células do fígado.
103 Mamas: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
104 Ginecomastia: Aumento anormal de uma ou ambas as glândulas mamárias no homem. Associa-se a diferentes enfermidades como cirrose, tumores testiculares, etc. Em certas ocasiões ocorrem de forma idiopática.
105 Edema angioneurótico: Ataques recidivantes de edema transitório que aparecem subitamente em áreas da pele, membranas mucosas e ocasionalmente nas vísceras, geralmente associadas com dermatografismo, urticária, eritema e púrpura.
106 Eritema multiforme: Condição aguda, auto-limitada, caracterizada pelo início abrupto de pápulas vermelhas fixas simétricas, algumas evoluindo em lesões em forma de “alvo”. A lesão alvo são zonas concêntricas de alterações de coloração com a área central púrpura ou escura e a externa vermelha. Elas irão desenvolver vesícula ou crosta na zona central após vários dias. Vinte porcento de todos os casos ocorrem na infância.O eritema multiforme geralmente é precipitado pelo vírus do herpes simples, Mycoplasma pneumoniae ou histoplasmose.
107 Hemorrágico: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
108 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
109 Células Sanguíneas: Células encontradas no líquido corpóreo circulando por toda parte do SISTEMA CARDIOVASCULAR.
110 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
111 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
112 Gordura Subcutânea: Tecido gorduroso abaixo da pele em todo o corpo.
113 Gordura Intra-Abdominal: Tecido gorduroso dentro da CAVIDADE ABDOMINAL, incluindo as gorduras visceral e retroperitoneal. É a gordura metabolicamente mais ativa do corpo, facilmente acessível para LIPÓLISE. O aumento da gordura visceral está associado com as complicações metabólicas da OBESIDADE.
114 Hipertrofia: 1. Desenvolvimento ou crescimento excessivo de um órgão ou de parte dele devido a um aumento do tamanho de suas células constituintes. 2. Desenvolvimento ou crescimento excessivo, em tamanho ou em complexidade (de alguma coisa). 3. Em medicina, é aumento do tamanho (mas não da quantidade) de células que compõem um tecido. Pode ser acompanhada pelo aumento do tamanho do órgão do qual faz parte.
115 Dorso: Face superior ou posterior de qualquer parte do corpo. Na anatomia geral, é a região posterior do tronco correspondente às vértebras; costas.
116 Antídoto: Substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele.
117 Sinais vitais: Conjunto de variáveis fisiológicas que são pressão arterial, freqüência cardíaca, freqüência respiratória e temperatura corporal.
118 Lavagem gástrica: É a introdução, através de sonda nasogástrica, de líquido na cavidade gástrica, seguida de sua remoção.
119 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
120 Cepas: Cepa ou estirpe é um termo da biologia e da genética que se refere a um grupo de descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas e/ou fisiológicas.
121 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
122 Monócitos: É um tipo de leucócito mononuclear fagocitário, que se forma na medula óssea e é posteriormente transportado para os tecidos, onde se desenvolve em macrófagos.
123 Macrófagos: É uma célula grande, derivada do monócito do sangue. Ela tem a função de englobar e destruir, por fagocitose, corpos estranhos e volumosos.
124 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
125 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
126 Antagonista: 1. Opositor. 2. Adversário. 3. Em anatomia geral, que ou o que, numa mesma região anatômica ou função fisiológica, trabalha em sentido contrário (diz-se de músculo). 4. Em medicina, que realiza movimento contrário ou oposto a outro (diz-se de músculo). 5. Em farmácia, que ou o que tende a anular a ação de outro agente (diz-se de agente, medicamento etc.). Agem como bloqueadores de receptores. 6. Em odontologia, que se articula em oposição (diz-se de ou qualquer dente em relação ao da maxila oposta).
127 Cepa: Cepa ou estirpe é um termo da biologia e da genética que se refere a um grupo de descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas e/ou fisiológicas.
128 Mutação: 1. Ato ou efeito de mudar ou mudar-se. Alteração, modificação, inconstância. Tendência, facilidade para mudar de ideia, atitude etc. 2. Em genética, é uma alteração súbita no genótipo de um indivíduo, sem relação com os ascendentes, mas passível de ser herdada pelos descendentes.
129 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
130 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
131 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
132 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
133 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
134 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
135 Hemorrágica: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
136 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
137 Vesícula Biliar: Reservatório para armazenar secreção da BILE. Através do DUCTO CÍSTICO, a vesícula libera para o DUODENO ácidos biliares em alta concentração (e de maneira controlada), que degradam os lipídeos da dieta.
138 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
139 Neoplasia: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
140 Linfoma: Doença maligna que se caracteriza pela proliferação descontrolada de linfócitos ou seus precursores. A pessoa com linfoma pode apresentar um aumento de tamanho dos gânglios linfáticos, do baço, do fígado e desenvolver febre, perda de peso e debilidade geral.
141 Óbito: Morte de pessoa; passamento, falecimento.
142 Genótipo: Composição genética de um indivíduo, ou seja, os genes que ele tem.
143 Fenótipo: Características apresentadas por um indivíduo sejam elas morfológicas, fisiológicas ou comportamentais. Também fazem parte do fenótipo as características microscópicas e de natureza bioquímica, que necessitam de testes especiais para a sua identificação, como, por exemplo, o tipo sanguíneo do indivíduo.
144 Inibidor da protease: Alguns vírus como o HIV e o vírus da hepatite C dependem de proteases (enzimas que quebram ligações peptídicas entre os aminoácidos das proteínas) no seu ciclo reprodutivo, pois algumas proteínas virais são codificadas em uma longa cadeia peptídica, sendo libertadas por proteases para assumir sua conformação ideal e sua função. Os inibidores da protease são desenvolvidos como meios antivirais, pois impedem a correta estruturação do RNA viral.
145 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.

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