NEXIUM IV

AstraZeneca

Atualizado em 09/12/2014

NEXIUM® IV


Identificação de Nexium Iv

NEXIUM® iv



Esomeprazol sódico

40 mg


Forma Farmacêutica, Via de Administração e Apresentações Registradas de Nexium Iv

Pó para solução injetável. Via intravenosa. Embalagem com 10 frascos-ampolas.



USO ADULTO

Composição de Nexium Iv

Cada frasco-ampola contém:

esomeprazol sódico .......................................................... 42,50 mg

(equivale a esomeprazol 40 mg)

Excipientes: edetato dissódico e hidróxido de sódio.

Informações ao Paciente de Nexium Iv


Como este medicamento funciona?

NEXIUM iv reduz a produção de ácido no seu estômago1, promovendo o desaparecimento dos sintomas2 de azia3, dor epigástrica e de regurgitação4 ácida, decorrentes da doença do refluxo gastroesofágico5.



Por que este medicamento foi indicado?

NEXIUM iv é indicado para: tratamento da doença do refluxo gastroesofágico5, doença que apresenta sintomas2 como azia3, dor epigástrica e regurgitação4 ácida, causada pelo retorno do conteúdo ácido do estômago1 em direção a garganta6.

NEXIUM iv também é indicado para prevenção de úlceras7 gástricas (no estômago1) e duodenais (na parte superior do intestino) em pacientes de risco. São considerados pacientes de risco: pacientes com idade acima de 60 anos; pacientes com alterações gástricas; pacientes em uso concomitante de anticoagulantes8 (medicamentos usados para prevenir a formação de trombos9 sanguineos) e/ou esteróides (medicamentos com ação anti-inflamatória e antialérgica, usado em doenças específicas); pacientes em uso de altas doses de anti-inflamatórios não hormonais (medicamentos para dor e inflamação10) ou de múltiplos anti-inflamatórios não hormonais.



Quando não devo usar este medicamento?

Você não deve utilizar NEXIUM iv nas seguintes situações:

  - Alergia11 ao esomeprazol, benzimidazóis (anti-helmínticos) ou a qualquer um dos

componentes da fórmula.


Advertências

Informe ao seu médico se durante o tratamento com NEXIUM iv você apresentar perda de peso sem dieta, vômitos12, dificuldade para engolir alimentos, se você evacuar sangue13 vivo ou fezes escuras, tipo borra de café, e se houver suspeita ou presença de úlcera14, pois o tratamento com NEXIUM iv pode aliviar esses sintomas2 e retardar o diagnóstico15.

Informe também se estiver fazendo uso de algum medicamento anti-retroviral, como o atazanavir e o nelfinavir.


NEXIUM iv deve ser utilizado com cuidado nas seguintes situações:

 - Em pacientes com problemas graves no fígado16 ou nos rins17.


Não se espera que NEXIUM iv afete a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas.


Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Como não há dados disponíveis quanto à excreção de esomeprazol no leite materno, NEXIUM iv não deve ser usado durante a amamentação18.


Interações medicamentosas

NEXIUM iv deve ser utilizado com cuidado nas seguintes situações:

 - Em pacientes que estão tomando os seguintes medicamentos: cetoconazol, itraconazol, diazepam, fenitoína, varfarina, cisaprida, tratamento da Aids (atazanavir, nelfinavir e saquinavir), amoxicilina e quinidina, pois estes medicamentos podem ter seu efeito alterado pelo uso concomitante de NEXIUM iv.


Não há dados disponíveis sobre o uso de NEXIUM iv em crianças.


Informe ao médico o aparecimento de reações indesejáveis.


Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.


Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde19.



Como devo usar este medicamento?

Aspecto físico

NEXIUM iv é apresentado em frascos-ampolas contendo um pó esbranquiçado que deve ser dissolvido em soro20 (cloreto de sódio 0,9%).


Como Usar

NEXIUM iv deve ser administrado na veia, por um profissional de saúde19 (médico ou enfermeira). É indicado como parte de um tratamento, quando não há a possibilidade de tomar medicação por via oral. Assim que for possível tomar medicação por via oral, o tratamento passará a ser feito com NEXIUM Comprimidos, mediante indicação de seu médico.


Dosagem

Doença do refluxo gastroesofágico5 (DRGE): a dose usual de NEXIUM iv para tratamento da Doença do Refluxo Gastroesofágico5 (DRGE) é de 20 mg a 40 mg uma vez ao dia.


Os pacientes com esofagite de refluxo21 devem ser tratados com 40 mg uma vez ao dia. Para prevenir a recidiva22 da esofagite de refluxo21, recomenda-se a dose de 20 mg uma vez ao dia.


Manutenção da hemostasia23 e prevenção de ressangramento de úlceras7 gástricas ou duodenais: é recomendada a administração de 80 mg por infusão em bolus24 por 30 minutos seguido por infusão intravenosa contínua de 8 mg/h administrada por 3 dias. O período do tratamento parenteral deve ser seguido por terapia de supressão ácida com NEXIUM 40 mg via oral, uma vez ao dia por 4 semanas.


A dose usual para o tratamento da prevenção de úlceras7 gástricas e duodenais em pacientes de risco é de 20 mg uma vez ao dia.


Em pacientes com problemas nos rins17 não é necessário ajuste de dose. No entanto, pacientes com problemas graves nos rins17 devem ser tratados com precaução.


Em pacientes com problemas de leve a moderado no fígado16 não é necessário ajuste de dose. No entanto, em pacientes com problemas graves no fígado16 uma dose máxima de 20 mg ao dia não deve ser excedida. Em pacientes com problemas graves no fígado16 e com úlceras7 hemorrágicas25, deve-se seguir uma dose inicial em bolus24 de 80 mg de NEXIUM iv, uma dose de 4 mg/h por infusão intravenosa contínua pode ser suficiente para manter o controle ácido adequado.


Pacientes com úlceras7 hemorrágicas25, que são portadores de problemas graves no fígado16, seguindo uma dose inicial (em bolus24) de 80 mg de NEXIUM iv, uma dose de infusão intravenosa contínua de 4 mg/h deve ser suficiente.


A duração do tratamento com NEXIUM iv é de acordo com a orientação do seu médico.


Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.


Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.


Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.



Quais os males que este medicamento pode causar?

Podem ocorrer as seguintes reações adversas:

 - Comuns: dor de cabeça26, dor na barriga, diarréia27, gases, enjoô, vômito28, prisão de ventre, e reações no local de administração.

 - Incomuns: inchaço29 periférico, dificuldade para dormir, tontura30, sensação de queimação/dormência31 na pele32, sonolência, vertigem33, boca34 seca, aumento da quantidade das enzimas do fígado16 (este efeito só pode ser visto quando um exame de sangue13 é realizado) e reações na pele32 (dermatite35, coceira, urticária36 e erupções cutâneas37).


- Raras: diminuição dos glóbulos brancos do sangue13 (leucopenia38), diminuição das células39 de coagulação40 no sangue13 (trombocitopenia41), reações de hipersensibilidade (reações ao medicamento): inchaço29, reação/choque anafilático42, diminuição de sódio no sangue13, agitação, confusão, depressão, desordens do paladar43, visão44 turva, broncoespasmo45, inflamação10 na mucosa46 da boca34, infecção47 grastrointestinal fúngica48, inflamação10 do fígado16 (hepatite49) com ou sem icterícia50 (presença de coloração amarela na pele32 e nos olhos51), queda de cabelo52, sensibilidade da pele32 à luz (fotossensibilidade), dores nas articulações53, dor muscular, mal-estar, aumento da transpiração54 e febre55.


- Muito raras: ausência ou número insuficiente de glóbulos brancos granulócitos56 no sangue13 (agranulocitose57), diminuição de células39 do sangue13 (pancitopenia58), agressividade, alucinações59, comprometimento da funçãodo fígado16, encefalopatia60 hepática61, desordens graves na pele32 (eritema multiforme62, síndrome de Stevens-Johnson63 e necrólise epidérmica tóxica64), fraqueza muscular, inflamação10 do rim65, e aumento das mamas66 em homens.


ATENÇÃO: este é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis para comercialização, efeitos indesejáveis e não conhecidos podem ocorrer. Neste caso, informe seu médico.


O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma só vez?

Em caso de administração de uma quantidade de medicamento maior do que a prescrita, você deve contatar imediatamente o médico.

Não existe tratamento específico para o caso de superdosagem com NEXIUM iv.

Doses intravenosas, pela veia, de 308 mg de NEXIUM iv durante 24 horas não apresentaram complicações.



Onde e como devo guardar este medicamento?

NEXIUM iv deve ser guardado em local protegido da luz. NEXIUM iv deve ser mantido em temperatura ambiente (15°C a 30°C). Não expor os frascos à luz por mais de 24 horas.


Todo medicamento deve ser mantido em sua embalagem original até o momento do uso.


Todo medicamento dever ser mantido fora do alcance das crianças.

Informações Técnicas Aos Profissionais de Saúde19 de Nexium Iv

Características Farmacológicas de Nexium Iv

Propriedades Farmacodinâmicas

O esomeprazol é o isômero-S do omeprazol e reduz a secreção ácida gástrica através de um mecanismo de ação específico e direcionado. É um inibidor específico da bomba de prótons na célula67 parietal. O isômero-S e o isômero-R de omeprazol possuem atividades farmacodinâmicas semelhantes.



Local e mecanismo de ação

O esomeprazol é uma base fraca, sendo concentrado e convertido para a forma ativa no meio altamente ácido dos canalículos secretores da célula67 parietal, onde inibe a enzima68 H+K+-ATPase, a bomba de prótons, inibindo as secreções ácidas basal e estimulada.



Propriedades Farmacocinéticas

Distribuição

O volume aparente de distribuição no estado de equilíbrio em indivíduos sadios é de aproximadamente 0,22 L/kg de peso corpóreo. O esomeprazol tem uma taxa de ligação às proteínas69 plasmáticas de 97%.



Metabolismo70 e excreção

O esomeprazol é totalmente metabolizado pelo sistema citrocromo P450 (CYP). A parte principal de seu metabolismo70 é dependente de CYP2C19 polimórfica, responsável pela formação de metabólitos71 hidróxi e desmetila de esomeprazol. A parte restante é dependente de uma outra isoforma específica, CYP3A4, responsável pela formação de sulfona esomeprazol, o metabólito72 principal no plasma73.


Os parâmetros abaixo refletem principalmente a farmacocinética dos metabolizadores extensivos, ou seja, indivíduos com enzima68 CYP2C19 funcional.


A depuração plasmática total é cerca de 17 L/h após uma dose única e cerca de 9 L/h após administração repetida. A meia-vida de eliminação plasmática é cerca de 1,3 horas após doses repetidas uma vez ao dia. A área sob a curva (AUC) de concentração plasmática vs. tempo, aumenta com a administração repetida de esomeprazol. Esse aumento é dose-dependente e resulta em uma relação dose/AUC não linear após administração repetida. Essa dependência tempo e dose é devido a uma redução da depuração sistêmica, provavelmente causada por uma inibição da enzima68 CYP2C19 pelo esomeprazol e/ou seu metabólito72 sulfona. O esomeprazol é totalmente eliminado do plasma73 entre as doses, sem tendência de acúmulo durante a administração uma vez ao dia.


Os principais metabólitos71 de esomeprazol não têm efeito sobre a secreção ácida gástrica. Aproximadamente 80% de uma dose oral de esomeprazol é excretado como metabólitos71 na urina74 e o restante pelas fezes. Menos de 1% do fármaco75 inalterado é encontrado na urina74.




Populações de pacientes especiais

Aproximadamente 3% da população não tem a enzima68 funcional CYP2C19 e são chamados de metabolizadores fracos. Nesses indivíduos, o metabolismo70 de esomeprazol é provavelmente catalisado principalmente pela CYP3A4. Após administração repetida de uma vez ao dia de 40 mg de esomeprazol, a média da AUC de concentração plasmática vs. tempo, foi aproximadamente 100% mais elevada nos metabolizadores fracos do que nos indivíduos que têm uma enzima68 funcional CYP2C19 (metabolizadores extensivos). A média do pico das concentrações plasmáticas apresentaram um aumento de cerca de 60%. Foram observadas diferenças similares com a administração intravenosa de esomeprazol.


Estas descobertas não têm implicações na posologia de esomeprazol.


O metabolismo70 de esomeprazol não é significativamente alterado em idosos (71-80 anos de idade).


Após administração oral de uma dose única de 40 mg de esomeprazol, a média da AUC de concentração plasmática vs. tempo, é aproximadamente 30% maior em mulheres do que em homens. Não é observada diferença entre os sexos masculino e feminino, após administração única diária repetida. Foram observadas diferenças similares com a administração intravenosa de esomeprazol. Estas descobertas não têm implicações na posologia de esomeprazol.


Não foi realizado estudo em pacientes com função renal76 reduzida. Considerando que o rim65 é responsável pela excreção dos metabólitos71 de esomeprazol, mas não pela eliminação do composto inalterado, não é esperado que o metabolismo70 de esomeprazol seja alterado em pacientes com insuficiência renal77.


O metabolismo70 de esomeprazol em pacientes com insuficiência hepática78 de leve à moderada pode ser prejudicado. A taxa metabólica é reduzida nos pacientes com insuficiência hepática78 grave resultando em uma duplicação da AUC de concentração plasmática vs. tempo de esomeprazol. Portanto, não se deve exceder um máximo de 20 mg em pacientes portadores da Doença do Refluxo Gastroesofágico5 (DRGE) com insuficiência hepática78 grave. O esomeprazol ou seus metabólitos71 principais não mostram qualquer tendência de acúmulo com a dosagem de uma vez ao dia.



Dados de segurança pré-clínica

Os estudos pré-clínicos não revelaram risco particular para os humanos com base nos estudos convencionais de toxicidade79 de dose única e dose repetida, toxicidade79 embrio-fetal e mutagenicidade. Como nos estudos de administração oral, a administração intravenosa repetida de esomeprazol em animais resultou em poucos efeitos, principalmente leves. Entretanto, doses intravenosas muito altas causaram uma resposta tóxica aguda que consistiu em sinais80 no sistema nervoso central81 que foram ocasionais, não-específicos e de curta duração. Este efeito pareceu ser mais associado com a Cmáx do que com a AUC de esomeprazol. A comparação dos valores de Cmáx obtidos em humanos que receberam 40 mg de esomeprazol em uma injeção82 de 3 minutos de duração, com concentrações plasmáticas que foram agudamente tóxicas em animais, mostraram uma ampla margem de segurança (no mínimo 6 vezes para o total e 20 vezes para a fração livre no plasma73).


A Cmax após 30 minutos de infusão de 80 mg esomeprazol em homens foi muito similar ao verificado após 40 mg administrado durante 30 minutos. Margens de segurança similares entre os níveis de Cmax em animais e homem foram observadas (no mínimo 5,5 vezes para o total e 18 vezes para concentrações plasmáticas não ligantes).


A comparação da exposição de esomeprazol obtida durante infusão intravenosa contínua de 8 mg/h por até 3 dias em homens e em infusão contínua de altas doses intravenosas em cães por até 1 mês, também demonstrou boa margem de segurança: 4,6 vezes para o total e 15 vezes para concentrações plasmáticas não ligantes no estado de equilíbrio (Css) e 36 vezes para o total e 120 vezes para concentrações plasmáticas não ligantes nos valores AUC após o período de infusão completo.


Estudos de carcinogenicidade oral em ratos com a mistura racêmica83 apresentaram hiperplasia84 de células enterocromafins85 gástricas e carcinóides. Esses efeitos gástricos são o resultado da hipergastrinemia pronunciada e constante, secundária à produção reduzida do ácido gástrico86 e, são observados após tratamento prolongado em ratos com inibidores da bomba de prótons.


Resultados de Eficácia de Nexium Iv


Efeito na secreção ácida gástrica

Após 5 dias da dose oral com 20 mg e 40 mg de esomeprazol, o pH intragástrico maior que 4 foi mantido por um período médio de 13 e 17 horas, respectivamente, em um período de 24 horas, em pacientes com Doença do Refluxo Gastroesofágico5 (DRGE) sintomáticos. O efeito é similar independentemente se esomeprazol é administrado por via oral ou intravenosa.

Usando a AUC (área sob a curva) como um parâmetro substituto para a concentração plasmática, foi demonstrada uma relação entre a inibição da secreção ácida e a exposição, após administração oral de esomeprazol.


Durante administração intravenosa de 80 mg de esomeprazol como infusão em bolus24 durante 30 minutos, seguido por infusão intravenosa contínua de 8 mg/h por 23,5 horas, o pH intragástrico foi mantido acima de 4 e 6 por um tempo médio de 21 horas e 11-13 horas, respectivamente, e acima de 24 horas em indivíduos sadios.


Efeitos terapêuticos da inibição ácida

Cicatrização da esofagite de refluxo21 com 40 mg de esomeprazol ocorre em aproximadamente 78% dos pacientes, após 4 semanas, e em 93% após 8 semanas de tratamento oral.


Em um estudo clínico randomizado87, duplo-cego, placebo88-controlado, 764 pacientes com úlceras7 hemorrágicas25 gástricas ou duodenais foram randomizados para receber NEXIUM iv injetável (n=375) ou placebo88 (n=389). Após hemostasia23 endoscópica, pacientes receberam 80 mg de NEXIUM iv administrado como infusão em bolus24 durante 30 minutos seguido por infusão contínua de 8 mg por hora ou placebo88 por 72 horas. Após o período inicial de 72 horas, todos os pacientes receberam NEXIUM 40 mg, por via oral, por 27 dias para supressão ácida. A ocorrência de ressangramento dentro de 3 dias foi 5,9% no grupo de tratamento comparado com 10,3% para o grupo placebo88. Aos 7 e 30 dias pós-tratamento, a ocorrência foi de 7,2% vs 12,9% e 7,7% vs 13,6 %, respectivamente.


Outros efeitos relacionados com a inibição ácida

Durante o tratamento com substâncias anti-secretoras, a gastrina89 sérica aumenta em resposta à diminuição da secreção ácida.

Um número aumentado de células enterocromafins85, possivelmente relacionado com o aumento dos níveis séricos de gastrina89, foi observado em alguns pacientes durante tratamento a longo prazo com esomeprazol administrado por via oral.

Foi relatado que durante o tratamento oral prolongado com drogas anti-secretoras, cistos glândulares gástricos ocorreram em uma frequência relativamente elevada. Essas alterações são uma consequência fisiológica90 da inibição pronunciada da secreção ácida, são benignas e parecem ser reversíveis.


Com a acidez gástrica91 reduzida devido à qualquer meio, incluindo inibidores da bomba de prótons, há aumento da contagem gástrica de bactérias normalmente presentes no trato gastrintestinal. O tratamento com inibidores da bomba de prótons pode levar à um leve aumento do risco de infecções92 gastrintestinais, como Salmonella e Campylobacter.



Estudos clínicos comparativos

Em cinco estudos cruzados, o perfil do pH intragástrico em 24 horas com esomeprazol 40 mg, lansoprazol 30 mg, omeprazol 20 mg, pantoprazol 40 mg e rabeprazol 20 mg uma vez ao dia por via oral, foi avaliado em 24 pacientes com Doença do Refluxo Gastroesofágico5 (DRGE) sintomáticos. No quinto dia, o pH intragástrico foi mantido acima de 4,0 por uma média de 15,3 horas com esomeprazol, 13,3 horas com rabeprazol, 12,9 horas com omeprazol, 12,7 horas com lansoprazol e 11,2 horas com pantoprazol (p ≤ 0,001 para as diferenças entre esomeprazol e todos os outros comparadores). O esomeprazol também levou a um aumento significativo na porcentagem de pacientes com pH intragástrico maior que 4,0 por mais de 12 horas comparado com outros inibidores da bomba de prótons (p < 0,05).


Indicações de Nexium Iv

NEXIUM iv é indicado como uma alternativa, quando a terapia oral não é apropriada. A terapia intravenosa deve constituir apenas uma parte do período tratamento completo para as seguintes indicações:

 - Doença do Refluxo Gastroesofágico5 (DRGE)


- Prevenção de úlceras7 gástricas e duodenais em pacientes de risco. São considerado

 pacientes de risco: pacientes com idade acima de 60 anos; pacientes com desordens gástricas

previamente documentadas; pacientes em uso concomitante de anticoagulantes8 e/ou

esteróides; pacientes em uso de altas doses de AINHs (anti-inflamatórios não hormonais) ou de

múltiplos AINHs.


- Manutenção de curto prazo de hemostasia23 e prevenção de ressangramento em pacientes com úlceras7 hemorrágicas25 gástricas ou duodenais após terapia endoscópica.


- CONTRA-INDICAÇÕES


Hipersensibilidade conhecida ao esomeprazol, benzoimidazóis substituídos ou a qualquer outro componente da fórmula.


Modo de Usar e Cuidados de Conservação Depois de Aberto de Nexium Iv


Modo de Usar

Injeção82

A solução para injeção82 é preparada adicionando-se no frasco-ampola 5 mL de cloreto de sódio 0,9% para uso intravenoso.



Dose de 40 mg

A solução reconstituída deve ser administrada como uma injeção82 intravenosa por um período de no mínimo 3 minutos.


Dose de 20 mg

Metade da solução reconstituída deve ser administrada como uma injeção82 intravenosa por um período de aproximadamente 3 minutos.


Infusão

A solução para infusão é preparada dissolvendo-se o conteúdo de um frasco-ampola em até 100 mL de cloreto de sódio 0,9% para uso intravenoso.


Dose de 40 mg

A solução reconstituída deve ser administrada como uma infusão intravenosa por um período de 10 a 30 minutos.


Dose de 20 mg

Metade da solução reconstituída deve ser administrada como uma infusão intravenosa por um período de 10 a 30 minutos.


A solução reconstituída não deve ser misturada ou co-administrada na mesma infusão com qualquer outro medicamento.


O equipamento intravenoso deve ser sempre lavado com solução de cloreto de sódio 0,9% antes e depois da administração de NEXIM iv.



Cuidados de conservação depois de aberto

Depois de aberta a embalagem, manter os frascos-ampolas dentro da embalagem original. Não expor à luz por mais de 24 horas. Conservar em temperatura ambiente (15°C a 30°C).

A solução reconstituída deve ser conservada em temperatura até 30°C por até 12 horas. Não é necessário proteger da luz a solução reconstituída.

Todo medicamento deve ser mantido em sua embalagem original até o momento do uso.


Posologia de Nexium Iv

Doença do Refluxo Gastroesofágico5 (DRGE)

Os pacientes que não podem fazer uso do medicamento pela via oral, podem ser tratados por via intravenosa com esomeprazol 20 a 40 mg uma vez ao dia. Os pacientes com esofagite de refluxo21 devem ser tratados com 40 mg uma vez ao dia. Para prevenir a recidiva22 da esofagite de refluxo21, recomenda-se a dose de 20 mg uma vez ao dia. De modo geral, o tratamento intravenoso é de curta duração e a mudança para terapia oral deve ser realizada a critério médico.


Não foram demonstradas a segurança e eficácia de NEXIUM iv para o tratamento da DRGE em pacientes com história de esofagite93 erosiva por mais de 10 dias.


Prevenção de úlceras7 gástricas e duodenais em pacientes de risco

Para a prevenção de úlceras7 gástricas e duodenais em pacientes de risco, a dose recomendada é de 20 mg uma vez ao dia.


Manutenção da hemostasia23 e prevenção de ressangramento de úlceras7 gástricas ou duodenais

Administração de 80 mg por infusão em bolus24 durante 30 minutos, seguido por uma infusão intravenosa contínua de 8 mg/h administrada durante 3 dias.


O período do tratamento parenteral deve ser seguido por terapia de supressão ácida com NEXIUM 40 mg, por via oral, uma vez ao dia por 4 semanas.


Crianças: NEXIUM iv não deve ser usado em crianças, pois não há dados disponíveis do uso em crianças.


Insuficiência renal77: não é necessário ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal77. Devido à experiência limitada em pacientes com insuficiência renal77 grave, esses pacientes devem ser tratados com precaução.


Insuficiência hepática78: não é necessário ajuste de dose em pacientes com insuficiência hepática78 de leve a moderada. Para pacientes94 com insuficiência hepática78 grave, uma dose máxima diária de 20 mg de NEXIUM iv não deve ser excedida.


Em pacientes com com insuficiência hepática78 grave e com úlceras7 hemorrágicas25, não é necessário ajuste de dose em pacientes com insuficiência hepática78 de leve a moderada. Para pacientes94 com insuficiência hepática78 grave, seguindo uma dose inicial em bolus24 de 80 mg de NEXIUM iv, uma dose de 4 mg/h por infusão intravenosa contínua pode ser suficiente para manter o controle ácido adequado.


Úlceras7 hemorrágicas25: não é necessário ajuste de dose em pacientes com insuficiência hepática78 de leve a moderada. Para pacientes94 com insuficiência hepática78 grave, seguindo uma dose inicial em bolus24 de 80 mg de NEXIUM iv, uma dose de 4 mg/h por infusão intravenosa contínua deve ser suficiente.



Idosos: não é necessário ajuste de dose para idosos.


Advertências de Nexium Iv

Na presença de qualquer sintoma95 de alarme (ex.: perda de peso não intencional significativa, vômito28 recorrente, disfagia96, hematêmese97 ou melena98) e quando há suspeita ou presença de úlcera gástrica99, a malignidade deve ser excluída, pois o tratamento com NEXIUM iv pode aliviar os sintomas2 e retardar o diagnóstico15.


Não é recomendada a administração concomitante de esomeprazol com fármacos como o atazanavir e o nelfinavir.


Para informações referentes a ajuste de dose para pacientes94 com insuficiência hepática78 grave, ver item Posologia.



Efeitos na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas: não se espera que NEXIUM iv afete a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas.


Uso durante a gravidez100 e a lactação101

Categoria de risco na gravidez100: B.


Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Estão disponíveis dados clínicos limitados para o esomeprazol em gestantes sob exposição. Estudos em animais com esomeprazol não indicam efeitos nocivos diretos ou indiretos com relação ao desenvolvimento embrionário/fetal. Estudos em animais com a mistura racêmica83 não indicam efeitos nocivos diretos ou indiretos com relação à gravidez100, parto ou desenvolvimento pós-natal. Deve-se tomar cuidado na prescrição para mulheres grávidas.

Não se sabe se o esomeprazol é excretado no leite humano. Não foi realizado estudo em lactantes102. Portanto, NEXIUM iv não deve ser usado durante a lactação101.


Uso em Idosos, Crianças e Outros Grupos de Risco de Nexium Iv

Ver item Posologia.

Interações Medicamentosas de Nexium Iv


Efeitos de esomeprazol na farmacocinética de outros fármacos

Como ocorre com outros inibidores da bomba de prótons, a redução da secreção intragástrica, obtida com o tratamento com NEXIUM iv, pode elevar ou reduzir a absorção das substâncias se o mecanismo de absorção for influenciado pelos níveis da acidez gástrica91. Em comum com o uso de outros inibidores da secreção ácida ou antiácidos103, a absorção de cetoconazol e itraconazol pode diminuir durante o tratamento com esomeprazol.


O esomeprazol inibe sua principal enzima68 de metabolização, CYP2C19. A administração oral concomitante de 30 mg de esomeprazol resultou em uma redução de 45% da depuração de diazepam, um substrato de CYP2C19. É improvável que essa interação tenha relevância clínica. A administração oral concomitante de 40 mg de esomeprazol resultou em um aumento de 13% nos níveis plasmáticos de fenitoína em pacientes epiléticos; o ajuste de dose não foi necessário neste estudo. A administração oral concomitante de 40 mg de esomeprazol a pacientes tratados com varfarina mostrou que, apesar de uma discreta elevação na concentração plasmática do isômero menos potente da varfarina, o isômero-R, os tempos de coagulação40 estavam dentro da faixa aceitável. Contudo, no uso pós-comercialização foram relatados casos clinicamente significativos de elevação do INR durante o tratamento concomitante com a varfarina. É recomendado o monitoramento cuidadoso quando o tratamento com a varfarina ou outros derivados cumarínicos é iniciado ou finalizado.


Em indivíduos sadios, a administração oral concomitante de 40 mg de esomeprazol resultou em um aumento de 32% na AUC de concentração plasmática vs. tempo e um prolongamento de 31% da meia-vida de eliminação (t1/2), mas sem elevação significativa nos níveis do pico plasmático de cisaprida. O discreto prolongamento do intervalo QTc observado após a administração isolada de cisaprida, não se intensificou quando a cisaprida foi administrada em associação com esomeprazol.


Foi relatada a interação de omeprazol com alguns fármacos anti-retrovirais. Não são conhecidos a importância clínica e os mecanismos dessas interações relatadas. O aumento do pH gástrico durante o tratamento com omeprazol pode alterar a absorção do fármaco75 anti-retrovital. Outros possíveis mecanismos de interação são via CYP2C19. Para alguns fármacos anti-retrovirais, como atazanavir e nelfinavir, níveis séricos reduzidos foram relatados quando administrados juntamente com omeprazol e administração concomitante não é recomendada. Para outros fármacos anti-retrovirais, como saquinavir, níveis séricos elevados foram relatados. Existem também alguns fármacos anti-retrovirais para os quais níveis séricos inalterados foram relatados quando administrados com omeprazol. Devido aos efeitos farmacodinâmicos similares e às propriedades farmacocinéticas de omeprazol e esomeprazol, não é recomendada administração concomitante com esomeprazol e fármacos anti-retrovirais, como atazanavir e nelfinavir.


Foi demonstrado que esomeprazol não apresenta efeitos clinicamente relevantes na farmacocinética de amoxicilina ou quinidina.



Efeitos de outros fármacos na farmacocinética de esomeprazol

O esomeprazol é metabolizado por CYP2C19 e CYP3A4. A administração oral concomitante de esomeprazol e um inibidor de CYP3A4, claritromicina (500 mg duas vezes ao dia), resultou em uma duplicação da exposição (AUC) ao esomeprazol. A administração concomitante de esomeprazol e um inibidor combinado de CYP2C19 e CYP3A4, como o voriconazol, pode resultar em uma maior duplicação da exposição ao esomeprazol. Entretanto, o ajuste da dose de NEXIUM iv não é necessário em qualquer uma destas situações.


Reações Adversas a Medicamentos de Nexium Iv

As seguintes definições de frequência são utilizadas: comum (≥ 1/100), incomum (≥ 1/1000 e < 1/100), rara (> 1/10000 e < 1/1000) e muito rara (< 1/10000).

As seguintes reações adversas ao fármaco75 foram identificadas ou suspeitas no programa dos estudos clínicos para NEXIUM iv e/ou no uso pós-comercialização. Nenhuma foi considerada dose-relacionada.



Desordens do sistema linfático104 e sangue13

Rara: leucopenia38 e trombocitopenia41.

Muito rara: agranulocitose57 e pancitopenia58.


Desordens do sistema imune105

Rara: reações de hipersensibilidade, como por exemplo, angioedema106 e reação/choque anafilático42.


Desordens do metabolismo70 e nutrição107

Incomum: edema108 periférico.

Rara: hiponatremia109.


Desordens psiquiátricas

Incomum: insônia.

Rara: agitação, confusão e depressão.

Muito rara: agressão e alucinação110.


Desordens do Sistema Nervoso111

Comum: cefaléia112.

Incomum: tontura30, parestesia113 e sonolência.

Rara: distúrbios do paladar43.



Desordens visuais

Rara: visão44 turva.


Desordens do labirinto114 e audição

Incomum: vertigem33.


Desordens respiratórias, torácica e do mediastino115

Rara: broncoespasmo45.


Desordens gastrointestinais

Comum: dor abdominal, diarréia27, flatulência, náusea116/vômito28, constipação117.

Incomum: boca34 seca.

Rara: estomatite118 e candidíase119 gastrointestinal.


Desordens hepatobiliares120

Incomum: aumento das enzimas hepáticas121.

Rara: hepatite49 com ou sem icterícia50.

Muito rara: insuficiência hepática78 e encefalopatia60 hepática61.



Desordens da pele e tecido subcutâneo122

Incomum: dermatite35, prurido123, urticária36 e rash124.

Rara: alopécia125 e fotossensibilidade.

Muito rara: eritema multiforme62, síndrome de Stevens-Johnson63 e necrólise epidérmica tóxica64.


Desordens músculo-esquelético, do tecido conectivo126 e ossos

Rara: artralgia127 e mialgia128.

Muito rara: fraqueza muscular.



Desordens renais e urinárias

Muito rara: nefrite129 intersticial130.


Desordens do sistema reprodutivo e mamas66

Muito rara: ginecomastia131.


Desordens gerais

Rara: mal-estar, hiperidrose132 e febre55.


ATENÇÃO: este é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis para comercialização, efeitos indesejáveis e não conhecidos podem ocorrer. Neste caso, informe seu médico.

Superdose de Nexium Iv

Os sintomas2 descritos com relação à superdosagem deliberada de NEXIUM (experiência limitada de dose oral com mais de 240 mg/dia) são transitórios. Doses únicas orais de 80 mg e doses intravenosas de 308 mg de NEXIUM durante 24 horas não apresentaram intercorrências. Não se conhece antídoto133 específico. O esomeprazol liga-se extensivamente às proteínas69 plasmáticas e, portanto, não é dializável. Em caso de superdosagem, o tratamento deve ser sintomático134 e medidas de suporte gerais devem ser utilizadas.


Armazenagem de Nexium Iv

NEXIUM iv pó para reconstituição deve ser conservado em temperatura ambiente (15°C a 30°C). Proteger da luz. Não expor à luz por mais de 24 horas. Depois de aberta a embalagem, manter os frascos-ampolas dentro da embalagem original.

Após reconstituição, o produto deve ser conservado em temperatura até 30°C por até 12 horas. Não é necessário proteger da luz a solução reconstituída.

Dizeres Legais de Nexium Iv

ANVISA/MS – 1.1618.0209


Farm. Resp.: Dra. Daniela M. Castanho - CRF-SP nº 19.097


Fabricado por: AstraZeneca AB – Kvarnbergagatan – Södertälje – Suécia

Importado por: AstraZeneca do Brasil Ltda.

Rod. Raposo Tavares, km 26,9 - Cotia - SP - CEP 06707-000

CNPJ 60.318.797/0001-00


OU


Fabricado por: AstraZeneca AB – Gärtunavägen – Södertälje – Suécia

Embalado por: AstraZeneca AB – Kvarnbergagatan – Södertälje – Suécia

Importado por: AstraZeneca do Brasil Ltda.

Rod. Raposo Tavares, km 26,9 - Cotia - SP - CEP 06707-000

CNPJ 60.318.797/0001-00


VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

N° do lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.


Todas as marcas nesta embalagem são propriedade do grupo de empresas AstraZeneca.


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NEXIUM IV - Laboratório

AstraZeneca
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Cotia/SP - CEP: 06707-000
Tel: 0800 014 55 78
Fax: (11) 3737 1200
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Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
2 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
3 Azia: Pirose. Sensação de dor epigástrica semelhante a uma queimadura, geralmente acompanhada de regurgitação de suco gástrico para dentro do esôfago.
4 Regurgitação: Presença de conteúdo gástrico na cavidade oral, na ausência do reflexo de vômito. É muito freqüente em lactentes.
5 Refluxo gastroesofágico: Presença de conteúdo ácido proveniente do estômago na luz esofágica. Como o dito órgão não está adaptado fisiologicamente para suportar a acidez do suco gástrico, pode ser produzida inflamação de sua mucosa (esofagite).
6 Garganta: Tubo fibromuscular em forma de funil, que leva os alimentos ao ESÔFAGO e o ar à LARINGE e PULMÕES. Situa-se posteriormente à CAVIDADE NASAL, à CAVIDADE ORAL e à LARINGE, extendendo-se da BASE DO CRÂNIO à borda inferior da CARTILAGEM CRICÓIDE (anteriormente) e à borda inferior da vértebra C6 (posteriormente). É dividida em NASOFARINGE, OROFARINGE e HIPOFARINGE (laringofaringe).
7 Úlceras: Feridas superficiais em tecido cutâneo ou mucoso que podem ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
8 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
9 Trombos: Coágulo aderido à parede interna de uma veia ou artéria. Pode ocasionar a diminuição parcial ou total da luz do mesmo com sintomas de isquemia.
10 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
11 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
12 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
13 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
14 Úlcera: Ferida superficial em tecido cutâneo ou mucoso que pode ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
15 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
16 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
17 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
18 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
19 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
20 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
21 Esofagite de refluxo: É uma inflamação na mucosa do esôfago (camada que reveste o esôfago) causada pelo refluxo (retorno) do conteúdo gástrico ao esôfago. Se não tratada pode causar danos, desde o estreitamento (estenose) do esôfago - o que irá causar dificuldades na deglutição dos alimentos - até o câncer. Portadores de hérnia do hiato (projeção do estômago para o tórax), obesos, sedentários, fumantes, etilistas, pessoas tensas ou ansiosas têm maior predisposição à esofagite de refluxo.
22 Recidiva: 1. Em medicina, é o reaparecimento de uma doença ou de um sintoma, após período de cura mais ou menos longo; recorrência. 2. Em direito penal, significa recaída na mesma falta, no mesmo crime; reincidência.
23 Hemostasia: Ação ou efeito de estancar uma hemorragia; mesmo que hemóstase.
24 Bolus: Uma quantidade extra de insulina usada para reduzir um aumento inesperado da glicemia, freqüentemente relacionada a uma refeição rápida.
25 Hemorrágicas: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
26 Cabeça:
27 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
28 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
29 Inchaço: Inchação, edema.
30 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
31 Dormência: 1. Estado ou característica de quem ou do que dorme. 2. No sentido figurado, inércia com relação a se fazer alguma coisa, a se tomar uma atitude, etc., resultando numa abulia ou falta de ação; entorpecimento, estagnação, marasmo. 3. Situação de total repouso; quietação. 4. No sentido figurado, insensibilidade espiritual de um ser diante do mundo. Sensação desagradável caracterizada por perda da sensibilidade e sensação de formigamento, e que geralmente ocorre nas extremidades dos membros. 5. Em biologia, é um período longo de inatividade, com metabolismo reduzido ou suspenso, geralmente associado a condições ambientais desfavoráveis; estivação.
32 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
33 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
34 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
35 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
36 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
37 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
38 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
39 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
40 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
41 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
42 Choque anafilático: Reação alérgica grave, caracterizada pela diminuição da pressão arterial, taquicardia e distúrbios gerais da circulação, acompanhado ou não de edema de glote. Necessita de tratamento urgente. Pode surgir por exposição aos mais diversos alérgenos.
43 Paladar: Paladar ou sabor. Em fisiologia, é a função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados.
44 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
45 Broncoespasmo: Contração do músculo liso bronquial, capaz de produzir estreitamento das vias aéreas, manifestado por sibilos no tórax e falta de ar. É uma contração vista com freqüência na asma.
46 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
47 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
48 Fúngica: Relativa à ou produzida por fungo.
49 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
50 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
51 Olhos:
52 Cabelo: Estrutura filamentosa formada por uma haste que se projeta para a superfície da PELE a partir de uma raiz (mais macia que a haste) e se aloja na cavidade de um FOLÍCULO PILOSO. É encontrado em muitas áreas do corpo.
53 Articulações:
54 Transpiração: 1. Ato ou efeito de transpirar. 2. Em fisiologia, é a eliminação do suor pelas glândulas sudoríparas da pele; sudação. Ou o fluido segregado pelas glândulas sudoríparas; suor. 3. Em botânica, é a perda de água por evaporação que ocorre na superfície de uma planta, principalmente através dos estômatos, mas também pelas lenticelas e, diretamente, pelas células epidérmicas.
55 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
56 Granulócitos: Leucócitos que apresentam muitos grânulos no citoplasma. São divididos em três grupos, conforme as características (neutrofílicas, eosinofílicas e basofílicas) de coloração destes grânulos. São granulócitos maduros os NEUTRÓFILOS, EOSINÓFILOS e BASÓFILOS.
57 Agranulocitose: Doença causada pela falta ou número insuficiente de leucócitos granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos), que se manifesta como ulcerações na garganta e outras mucosas, seguidas por infecções graves.
58 Pancitopenia: É a diminuição global de elementos celulares do sangue (glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas).
59 Alucinações: Perturbações mentais que se caracterizam pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensações sem objeto. Impressões ou noções falsas, sem fundamento na realidade; devaneios, delírios, enganos, ilusões.
60 Encefalopatia: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.
61 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
62 Eritema multiforme: Condição aguda, auto-limitada, caracterizada pelo início abrupto de pápulas vermelhas fixas simétricas, algumas evoluindo em lesões em forma de “alvo”. A lesão alvo são zonas concêntricas de alterações de coloração com a área central púrpura ou escura e a externa vermelha. Elas irão desenvolver vesícula ou crosta na zona central após vários dias. Vinte porcento de todos os casos ocorrem na infância.O eritema multiforme geralmente é precipitado pelo vírus do herpes simples, Mycoplasma pneumoniae ou histoplasmose.
63 Síndrome de Stevens-Johnson: Forma grave, às vezes fatal, de eritema bolhoso, que acomete a pele e as mucosas oral, genital, anal e ocular. O início é geralmente abrupto, com febre, mal-estar, dores musculares e artralgia. Pode evoluir para um quadro toxêmico com alterações do sistema gastrointestinal, sistema nervoso central, rins e coração (arritmias e pericardite). O prognóstico torna-se grave principalmente em pessoas idosas e quando ocorre infecção secundária. Pode ser desencadeado por: sulfas, analgésicos, barbitúricos, hidantoínas, penicilinas, infecções virais e bacterianas.
64 Necrólise Epidérmica Tóxica: Sinônimo de Síndrome de Lyell. Caracterizada por necrólise da epiderme. Tem como características iniciais sintomas inespecíficos, influenza-símile, tais como febre, dor de garganta, tosse e queimação ocular, considerados manifestações prodrômicas que precedem o acometimento cutâneo-mucoso. Erupção eritematosa surge simetricamente na face e na parte superior do tronco, provocando sintomas de queimação ou dolorimento da pele. Progressivamente envolvem o tórax anterior e o dorso. O ápice do processo é constituído pela característica denudação da epiderme necrótica, a qual é destacada em verdadeiras lamelas ou retalhos, dentro das áreas acometidas pelo eritema de base. O paciente tem o aspecto de grande queimado, com a derme desnuda, sangrante, eritêmato-purpúrica e com contínua eliminação de serosidade, contribuindo para o desequilíbrio hidroeletrolítico e acentuada perda protéica. Graves seqüelas oculares e esofágicas têm sido relatadas.Constitui uma reação adversa a medicamentos rara. As drogas que mais comumente a causam são as sulfas, o fenobarbital, a carbamazepina, a dipirona, piroxicam, fenilbutazona, aminopenicilinas e o alopurinol.
65 Rim: Os rins são órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
66 Mamas: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
67 Célula: Unidade funcional básica de todo tecido, capaz de se duplicar (porém algumas células muito especializadas, como os neurônios, não conseguem se duplicar), trocar substâncias com o meio externo à célula, etc. Possui subestruturas (organelas) distintas como núcleo, parede celular, membrana celular, mitocôndrias, etc. que são as responsáveis pela sobrevivência da mesma.
68 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
69 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
70 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
71 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
72 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
73 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
74 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
75 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
76 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
77 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
78 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
79 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
80 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
81 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
82 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
83 Racêmica: Que não desvia o plano da luz polarizada (diz-se de isômero óptico).
84 Hiperplasia: Aumento do número de células de um tecido. Pode ser conseqüência de um estímulo hormonal fisiológico ou não, anomalias genéticas no tecido de origem, etc.
85 Células Enterocromafins: Subtipo de células enteroendócrinas, encontradas na mucosa gastrintestinal, particularmente nas glândulas do ANTRO PILÓRICO, DUODENO e ÍLEO. Estas células secretam principalmente SEROTONINA e alguns neuropeptídeos. Seus grânulos secretores coram-se rapidamente com prata (coloração argentafin). Celulas Tipo Enterocromafim;
86 Ácido Gástrico: Ácido clorídrico presente no SUCO GÁSTRICO.
87 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
88 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
89 Gastrina: Hormônio que estimula a secreção de ácido gástrico no estômago. Secretada pelas células G no estômago e no duodeno. É também fundamental para o crescimento da mucosa gástrica e intestinal.
90 Fisiológica: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
91 Acidez gástrica: Estado normal do conteúdo do estômago caracterizado por uma elevada quantidade de íons hidrogênio, quantidade esta que pode ser medida através de uma escala logarítmica denominada pH.
92 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
93 Esofagite: Inflamação da mucosa esofágica. Pode ser produzida pelo refluxo do conteúdo ácido estomacal (esofagite de refluxo), por ingestão acidental ou intencional de uma substância tóxica (esofagite cáustica), etc.
94 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
95 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
96 Disfagia: Sensação consciente da passagem dos alimentos através do esôfago. Pode estar associado a doenças motoras, inflamatórias ou tumorais deste órgão.
97 Hematêmese: Eliminação de sangue proveniente do tubo digestivo, através de vômito.
98 Melena: Eliminação de fezes de coloração negra, alcatroada. Relaciona-se com a presença de sangue proveniente da porção superior do tubo digestivo (esôfago, estômago e duodeno). Necessita de uma avaliação urgente, pois representa um quadro grave.
99 Úlcera gástrica: Lesão na mucosa do estômago. Pode ser provocada por excesso de ácido clorídrico produzido pelo próprio estômago ou por medicamentos como antiinflamatórios ou aspirina. É uma doença infecciosa, causada pela bactéria Helicobacter pylori em quase 100 % dos casos.
100 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
101 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
102 Lactantes: Que produzem leite; que aleitam.
103 Antiácidos: É uma substância que neutraliza o excesso de ácido, contrariando o seu efeito. É uma base que aumenta os valores de pH de uma solução ácida.
104 Sistema Linfático: Um sistema de órgãos e tecidos que processa e transporta células imunes e LINFA.
105 Sistema imune: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
106 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
107 Nutrição: Incorporação de vitaminas, minerais, proteínas, lipídios, carboidratos, oligoelementos, etc. indispensáveis para o desenvolvimento e manutenção de um indivíduo normal.
108 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
109 Hiponatremia: Concentração de sódio sérico abaixo do limite inferior da normalidade; na maioria dos laboratórios, isto significa [Na+] < 135 meq/L, mas o ponto de corte [Na+] < 136 meq/L também é muito utilizado.
110 Alucinação: Perturbação mental que se caracteriza pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensação sem objeto. Impressão ou noção falsa, sem fundamento na realidade; devaneio, delírio, engano, ilusão.
111 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
112 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
113 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
114 Labirinto: 1. Vasta construção de passagens ou corredores que se entrecruzam de tal maneira que é difícil encontrar um meio ou um caminho de saída. 2. Anatomia: conjunto de canais e cavidades entre o tímpano e o canal auditivo, essencial para manter o equilíbrio físico do corpo. 3. Sentido figurado: coisa complicada, confusa, de difícil solução. Emaranhado, imbróglio.
115 Mediastino: Região anatômica do tórax onde se localizam diversas estruturas, dentre elas o coração.
116 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
117 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
118 Estomatite: Inflamação da mucosa oral produzida por infecção viral, bacteriana, micótica ou por doença auto-imune. É caracterizada por dor, ardor e vermelhidão da mucosa, podendo depositar-se sobre a mesma uma membrana brancacenta (leucoplasia), ou ser acompanhada de bolhas e vesículas.
119 Candidíase: É o nome da infecção produzida pela Candida albicans, um fungo que produz doença em mucosas, na pele ou em órgãos profundos (candidíase sistêmica).As infecções profundas podem ser mais freqüentes em pessoas com deficiência no sistema imunológico (pacientes com câncer, SIDA, etc.).
120 Hepatobiliares: Diz-se do que se refere ao fígado e às vias biliares.
121 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
122 Pele e Tecido Subcutâneo: Revestimento externo do corpo composto por PELE, seus acessórios (CABELO, UNHAS, GLÂNDULAS SEBÁCEAS e GLÂNDULAS SUDORÍPARAS) e seus ductos.
123 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
124 Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
125 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
126 Tecido conectivo: Tecido que sustenta e conecta outros tecidos. Consiste de CÉLULAS DO TECIDO CONJUNTIVO inseridas em uma grande quantidade de MATRIZ EXTRACELULAR.
127 Artralgia: Dor em uma articulação.
128 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
129 Nefrite: Termo que significa “inflamação do rim” e que agrupa doenças caracterizadas por lesões imunológicas ou infecciosas do tecido renal. Alguns exemplos são a nefrite intersticial por drogas, a glomerulonefrite pós-estreptocócica, etc. Podem manifestar-se por hipertensão arterial, hematúria e dor lombar.
130 Intersticial: Relativo a ou situado em interstícios, que são pequenos espaços entre as partes de um todo ou entre duas coisas contíguas (por exemplo, entre moléculas, células, etc.). Na anatomia geral, diz-se de tecido de sustentação localizado nos interstícios de um órgão, especialmente de vasos sanguíneos e tecido conjuntivo.
131 Ginecomastia: Aumento anormal de uma ou ambas as glândulas mamárias no homem. Associa-se a diferentes enfermidades como cirrose, tumores testiculares, etc. Em certas ocasiões ocorrem de forma idiopática.
132 Hiperidrose: Excesso de suor, que costuma acometer axilas, palmas das mãos e plantas dos pés.
133 Antídoto: Substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele.
134 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.

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